sexta-feira, 18 de setembro de 2015

"DICIONÁRIO DA ILHA" NA CBN




Só se fala de otra côza

"Môs sagrado, ontem arrombêmo no Fórum CBN Diário, que vai ao ar todos os dias das 14h às 15h. Osh dôsh manés aqui foram lá bater um papo com o Renato Igor, que é quase um gaúncho não praticamente e surfista da ilha, e o istepô do Kadu Rêsh, que mitou com um mané de Barrêrosh que vô ti dizê pra ti. 


Fomo adulado, falamos do ínicio da coluna aqui — quem se alembra aí? — e másh um monte de côza que só quem ouviu escutou, tendêsse?"



Os autores da coluna "Os Manés", publicada nos jornais da RBS, Rodrigo Stüpp e Jorge Jr, ontem na rádio CBN, falam da linguagem da ilha e exibem a primeira edição do "Dicionário da Ilha - Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina", de Fernando Alexandre e Andrea Ramos, lançado há mais de 20 anos!

TEMPO DAQUI!

Previsão do tempo para Santa Catarina hoje, sexta-feira, 18/09/2015

NO DESPENQUE

Divulgação/OiSuperSurf 

Matadeiro recebe etapa do Vida Marinha Surfing Games 

A praia do Matadeiro será palco das “olimpíadas” do surf catarinense no próximo final de semana. No sábado (19) e no domingo (20), a partir das 8h, o local recebe a segunda etapa do Vida Marinha Surfing Games Interassociações 2015

Equipes de associações de surf de todo o estado vão desembarcar no Sul da Ilha para as disputas da tradicional competição da Fecasurf (Federação Catarinense de Surf), que reúne os principais atletas catarinenses da atualidade representando suas praias na briga pelo título por equipes da temporada. 

A primeira etapa aconteceu na Prainha de São Francisco do Sul reunindo 12 times, e a equipe local levou a melhor na disputa. Na segunda colocação ficou a equipe da Associação de Surf da Joaquina e em terceiro lugar a equipe da Associação de Surf de Barra do Sul. 

(Do http://obaratodefloripa.com.br/)


TERRAS DE MARINHA

Foto: Gildo Loyola
Comissão aprova proposta que libera Vitória da taxa de marinha
 Atualizado em 16/09/2015 - 15h53

Proposta exclui todas as ilhas que são sedes de município, como Florianópolis (SC), São Luis (MA) e Vitória. Projeto segue para votação em plenário

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (16), proposta de emenda à Constituição (PEC 71/2013) que exclui expressamente da relação de bens da União as ilhas costeiras que são sede de municípios, como as cidades de Florianópolis (SC), Vitória (ES) e São Luís (MA). As informações são da Agência Senado.
A proposta é de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e teve voto favorável da relatora, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES). A proposta faz parte da Agenda Brasil e segue para dois turnos de discussão e votação no Plenário do Senado.

Segundo argumentou Ferraço, a Emenda Constitucional 46 já teria excluído as ilhas costeiras que sediam municípios do rol de bens da União. No entanto, até hoje persistiriam dúvidas sobre o dispositivo da Constituição reformulado, o que tem levado à taxação em duplicidade, pelos governos federal e municipais, de proprietários de imóveis urbanos nessas áreas.
“Esta PEC pretende superar esse impasse, deixando claro no texto constitucional a exclusão dos bens da União das áreas de terrenos de marinha e seus acrescidos existentes nas ilhas costeiras, sede de municípios. Desta forma, sem colocar em risco a receita da União, mas vislumbrando um benefício significativo para grande número de brasileiros, se encaminha a solução definitiva para a questão que envolve a propriedade dos terrenos de marinha”, avaliou Ferraço na justificação da PEC 71/2013.
A argumentação convenceu Rose de Freitas a recomendar a aprovação da medida. Diante de interpretações divergentes sobre o assunto, ela considera mais adequado nova alteração na Constituição.
“São colidentes e inconciliáveis as interpretações hoje atribuíveis ao aludido dispositivo. Para alguns, permanece como propriedade da União a área de sede de município em ilha costeira situada em terreno de marinha. Para outros, a redação alterada elimina essa dominialidade federal. Nessa moldura normativa, resta impositivo que seja novamente alterado o regime constitucional de domínio eminente da União”, afirmou Rose de Freitas no relatório.

(Agência Senado)

NESTE SÁBADO, "NO BALANÇO DO MAR"

MAR DE MOLUSCOS

Fazendas marinhas catarinenses passam por processo de regularização (Foto: Divulgação)

SC anuncia demarcação de 820 fazendas marinhas de moluscos

Governo irá entregar áreas a 700 produtores catarinenses. 
Eles terão acesso a linha de crédito e acompanhamento no cultivo.

Do G1 SC
O governo do estado divulgou nesta nesta quarta-feira (16) que realiza o processo de demarcação de 820 fazendas marinhas em Santa Catarina. O anúncio foi feito durante um seminário técnico na abertura da Fenaostra. Ao todo, 700 famílias de produtores devem ser beneficiadas.

"É como a escritura de um terreno. Com isso, os maricultores vão ter, entre outros benefícios, direito a linha de crédito", disse o secretário de Agricultura e Pesca, Moacir Sopelsa. Os trabalhos de demarcação começaram em agosto, e desde então 619 fazendas já foram entregues a produtores, com média de 1,5 hectar cada. As restantes ainda serão licitadas pelo Ministério da Agricultura. 

Segundo o governo, há áreas demarcadas para atender a todos os produtores. De acordo com a Epagri, entre 2004 a 2010 foi efetuado um plano de cadastro e elaborado um sistema para a regularização dos maricultores catarinenses. Com isso, foram mapeados os 700 produtores do estado, que serão beneficiados pelo programa.

O programa utilizou critérios da Marinha e do Ministério da Fazenda para a demarcação de território, como fatores ambientais e econômicos. Caso o maricultor tenha que mudar de localização - caso o local onde ele produz atualmente não tenha sido regularizado - ele terá acesso a linha de crédito do SC Rural, do governo do estado, para realizar a mudança.

Essa era a principal dúvida da maricultora Gioconda Rosito. Há 18 anos ela produz em uma fazenda marinha em Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, que não foi regularizada. "Temos medo de fazer a mudança [de local de produção] e perder o investimento já feito", contou. Anteriormente, nenhuma fazenda marinha era demarcada no estado. 

Preferência 
Dentro da licitação, foi dada a preferência de espaço para o produtor que já ocupava a área no mar. Os que utilizavam as fazendas não terão que pagar por elas, apenas seguir as orientações de regulamentação. Também há "terrenos no mar" ainda descupados, que ficarão disponíveis para novos produtores. Eles, porém, precisarão pagar por essas áreas e participar de processos de licitação.

As áreas de produção ficam em 12 munícipios catarinenses, de Palhoça, na GrandeFlorianópolis, até São Francisco do Sul, no Norte. O processo completo de demarcação será feito em até 180 dias, a partir desta quarta-feira.

Após a licitação, cada maricultor terá direito a usar o território delimitado por 20 anos, com renovação a cada quatro anos. A Epagri vai acompanhar a regularização do terreno, com instalação de boias e estacas, a ocupação de áreas de forma ordenada e a capacitação dos maricultores para a prática de produção ambiental responsável.

Para a demarcação e regularização, foi feito um convênio entre os governos federal, estadual e municipal, assinado na tarde desta quarta no Centrosul, em Florianópolis. O investimento será de R$ 3,5 milhões, com recursos do Ministério da Aquicultura e Pesca e da Secretaria de Agricultura e Pesca. 

Maior produtor do país
Atualmente, Santa Catarina é responsável por 95% da produção de todos os moluscos consumidos no Brasil. Em 2014, foram 21.553,6 toneladas. O governo calcula que o lucro anual total dos produtores catarinenses seja equivalente a R$ 70 milhões.

A capital catarinense é considerada da maior produtora de ostras, com 2.700 toneladas, bem como de vieiras, 20 toneladas. Já Palhoça detém a maior produção de mexilhões, com 12.600 toneladas.

MORTE NO MAR

Foto: Marcelo Batista / Divulgação

Baleia jubarte encalha na Lagoinha, Norte da Ilha, e chama atenção de moradores

Animal será enterrado na própria praia pela Polícia Militar Ambiental

Um animal grande e de cor clara chamou a atenção de quem foi até a Praia daLagoinha, em Florianópolis, nesta quinta-feira, 17. 
— Parece um dinossauro — arriscou o leitor da Hora, Marcelo Batista. 
Mas, segundo a Polícia Militar Ambiental, se trata de uma baleia jubarte, que encalhou nas areias do Norte da Ilha. 

— Fomos acionados e a equipe da Polícia está no local agora cavando um buraco para enterrar o animal, que é bem grande, na própria praia — disse o cabo Rastini.

A PM Ambiental não soube justificar a coloração clara, visto que as baleias jubarte albinas são raríssimas, mas disse que provavelmente seria a carcaça exposta. Ainda não se sabe tamanho e idade do animal. Uma veterinária da Polícia está no local apurando mais detalhes. 

Esse não é o primeiro encalhe da mesma espécie no litoral de Santa Catarina nessa temporada — em agosto uma baleia jubarte morreu nas areias de Jaguaruna, Sul do Estado. Geralmente, os animais ficam presos em redes de emalhe. 

Foto: Marcelo Batista/Divulgação 

Baleia jubarte

— O nome científico da baleia jubarte é Megaptera novaeangliae, que significa “grandes asas” e “Nova Inglaterra”, local onde a espécie foi descrita pela primeira vez;

— Está presente em todos os oceanos;

— Chega ao Brasil entre os meses de julho e novembro para se reproduzir nas águas quentes dos trópicos;

— O maior berço reprodutivo do Oceano Atlântico Sul Ocidental está no litoral da Bahia, em Abrolhos;

— Sua gestação dura cerca de 11 meses;

— O filhote costuma medir 4 metros e pesar 1,5 tonelada;

— Um adulto pode medir até 16 metros e pesar 40 toneladas, o que equivale ao tamanho de um ônibus e um carro, juntos, e ao peso de oito elefantes;

— A expectativa de vida é de 60 anos;

— Alimenta-se de krill (camarão minúsculo), especialmente nas regiões polares. E não se alimenta enquanto está na costa brasileira;

— Suas nadadeiras peitorais podem atingir até 1/3 do seu comprimento total;

— No salto, as baleias jubarte chegam a expor até 2/3 de seu corpo;

— Os machos da espécie cantam para chamar a atenção das fêmeas.

Fonte: Instituto Baleia Jubarte

(Do HSC - www.clicrbs.com.br)

MAR DE ORLANDO AZEVEDO


Lagamar
Poruquara

MAR NA LUA! DE SATURNO


Cientistas descobrem imenso oceano em lua de Saturno

Encélado possui uma camada de água abaixo da superfície congelada

POR O GLOBO

RIO — Um oceano global está escondido sob a camada de gelo que recobre a superfície de Encélado, a sexta maior lua de Saturno. Com dados capturados pela sonda Cassini, pesquisadores da Nasa perceberam a magnitude do satélite ligeiramente oscilante, o que só poderia ser explicado pela presença de um interior não sólido, o que indica a presença de vastos mares.

A descoberta também explica que o spray de vapor d’água, com partículas de gelo e moléculas orgânicas, observado sendo expelido de fraturas perto no polo sul, está sendo alimentado por esse imenso reservatório de água. O estudo foi publicado esta semana na revista acadêmica “Icarus”.

Análises anteriores sugeriam a presença de um corpo d’água em formato de lente, ou um mar, sob a superfície congelada na região do polo sul. Entretanto, dados gravitacionais coletados durante voos rasantes da espaçonave suportam a possibilidade de o mar ser global. Os novos resultados, derivados da análise de imagens da Cassini, confirmam essa hipótese.

— Era um problema difícil que requeria anos de observações e cálculos envolvendo uma diversa coleção de disciplinas, mas estamos confiantes que finalmente acertamos — disse Peter Thomas, pesquisador do projeto Cassini na Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York.

Os pesquisadores analisaram imagens de Encélado captadas durante mais de sete pela sonda Cassini, que orbita Saturno desde 2004. Eles mapearam o posicionamento de pontos característicos no satélite, em sua maioria crateras, em milhares de fotografias, para medir as mudanças na rotação da lua com extrema precisão.

Como resultado, eles descobriram que Encélado tem uma pequena, mas mensurável oscilação ao orbitar Saturno. Como a lua de gelo não é perfeitamente esférica, e sua velocidade não é linear ao longo da órbita, o planeta gigante gentilmente repele e atrai Encélado enquanto ela se rotaciona.

Contudo, o mecanismo que previne o oceano de Encélado de congelar continua um mistério. Os pesquisadores sugerem algumas ideias para futuros estudos que podem resolver a questão incluindo a possibilidade de as forças das marés provocadas pela gravidade de Saturno estarem gerando mais calor do que se imaginava.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

MAR DE AGORA

Pântano do Sul nesta manhã chuvosa de quase primavera!
A praia é apenas das gaivotas às 10 da manhã!

MAR DE PESCADOR


Tem vaga! Pescadores também correm risco de extinção

 Postado por Manuela Luiza

Em cidades pesqueiras como Laguna, Itajaí e Rio Grande todos sabem que, caso falte emprego, sempre haverá vagas nos barcos atracados nos portos e terminais. A pesca em alto mar ainda é uma das profissões mais perigosas do mundo. A insalubridade do trabalho, aliada aos dias longe da família e ao lucro incerto, afastam cada vez mais os pescadores da pesca industrial. Sem tripulantes experientes, os armadores acabam embarcando homens que “não são do mar”, como se costuma dizer, prejudicando a sua produção.

A verdade é que um homem só sabe se é capaz de suportar a vida no mar depois de embarcar, e tripulantes novos que não se adaptam acaba trazendo muito barco para a terra antes da hora. Isso resulta em prejuízo para o armador e demais tripulantes. Sem experiência, o risco de acidentes com os novatos ou causado por eles também aumenta bastante. Um outro grande problema que a pesca enfrenta hoje é a violência. Barcos sem tripulação têm pouca escolha, e acabam sendo a última opção para usuários de drogas. Assim como para toda a sociedade, o crack tem sido o pesadelo dos armadores e pescadores. Após alguns dias de embarque, os usuários em abstinência acabam perdendo o controle e ficam agressivos, prejudicando a operação de pesca e colocando em risco a vida dos demais tripulantes. Cresce cada vez mais os casos em que barcos são obrigados a voltar para a terra por causa de brigas a bordo ou após o mestre sofrer ameaças de tripulantes.

Casos de morte em embarcações por este motivo também já foram relatadas. Os pescadores que ainda resistem sentem-se inseguros com a troca constante de tripulantes, e na primeira oportunidade abandonam a vida no mar, ou optam pela pesca artesanal. Das modalidades de pesca industrial no sul do Brasil, a pesca de emalhe é a que mais sofre com a falta de tripulantes, isso porque é a atividade pesqueira que exige mais esforço e recebe a pior remuneração. A falta de profissionalização e os problemas sociais podem levar os pescadores a extinção antes mesmo que acabem os peixes.

( Do http://www.observasc.net.br/)

BALEIAS DE ONTEM!

Foto Julio Cesar Vicente

Baleias à Vista - 16/09/2015.

Pedra do Frade - Praia do Gí.
Laguna - Sta Catarina/Brasil.
8 baleias - 4 mãe+filhote
Foto e informações do Julio Cesar Vicente

MAR DE BALEIAS



ORDENANDO A PESCA






De 22 a 25 de setembro, acontecerá em Brasília o Seminário Nacional de Ordenamento da Pesca Artesanal. A iniciativa é uma conquista dos movimentos em defesa da pesca artesanal no Brasil que depois de fortes incidências conseguiram o apoio do MMA e do MPA para sua realização. Pescadores/as de diversos estados do país se juntarão a representantes do governo, entidades não governamentais e pesquisadores de instituições nacionais e internacionais para diagnosticarem a situação do atual sistema de ordenamento da pesca brasileiro e construírem perspectivas que incluam a participação efetiva das comunidades tradicionais pesqueiras, ainda invisibilizadas pelo Estado.

O Seminário é uma proposição do MPP realizado pelo MMA e o MPA e conta com o apoio da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP), da Comissão Nacional das RESEX Marinhas (CONFREM), do Conselho Pastoral dos Pescadores, da Teia de Redes da Pesca Artesanal, da Oceana Brasil e de outras ONG's ambientais que acreditam na importância socioambiental das comunidades pesqueiras.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

TRIBUZANA CHEGOU!

Fechou o tempo no Sul da Ilha!
Chuva, raios, trovões e chuva de granizo!

UÚÚÚÚ!!!!!!

E HÁ CORES!

Pântano do Sul clássico e ao vivo nessa manhã quase primaveril!

MAR DE PLÁSTICO

Foto: Sparkle Motion/Flickr

| Postado por Patricia Sunye 

Em 1960, foi encontrado plástico no estômago de menos de 5% de aves marinhas. Em 2010 esta percentagem tinha subido para 80%. Um novo estudo prevê que, até 2050, 99% das espécies de aves marinhas do mundo vai estar comendo plástico acidentalmente se não tomarmos medidas para limpar os oceanos.

A poluição de plástico no oceano é uma preocupação global: as concentrações atingem 580.000 peças por km2 e a produção aumenta exponencialmente. Aves marinhas são reconhecidamente vulneráveis a este tipo de poluição. Muitos de vocês já devem ter visto a foto ao lado: uma carcaça de albatroz cheia de lixo plástico não digerido. Mas o quão abrangente é esse problema enfrentado pelas aves marinhas? 
Para ajudar a responder a essa pergunta, foi realizada pela primeira vez uma análise global sobre a ameaça da poluição de plástico para espécies de aves marinhas. O estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences descobriu que quase 60% de todas as espécies de aves marinhas estudadas tinham plástico em seu sistema digestivo. Este número é baseado na revisão de relatos prévios na literatura científica, mas se for usado um modelo estatístico para inferir o que seria encontrado no momento atual e incluir espécies não estudadas, estima-se que mais de 90% de aves marinhas tenham comido lixo plástico.

Os autores usaram uma mistura de levantamentos bibliográficos, modelagem oceanográfica e modelos ecológicos para prever o risco de ingestão de plástico para 186 espécies de aves marinhas no mundo. As aves marinhas podem ter quantidades surpreendentes de plástico em seu sistema digestivo. Trabalhando em ilhas ao largo da Austrália, os autores encontraram aves com plásticos que chegavam a 8% do seu peso corporal. Imagine uma pessoa que pesa 62 kg com quase 5 kg de plástico em seu aparelho digestivo. E depois pense sobre o que isso significa em termos de volume, uma vez que muitos tipos de plástico são projetados para ser tão leve quanto possível. Quanto mais plástico uma ave marinha encontra, mais ela tende a comer, o que significa que um dos preditores da quantidade de plástico no sistema digestivo de uma ave marinha é a concentração de plástico no oceano da região onde ela vive. 
Esta constatação aponta o caminho para uma solução: reduzir a quantidade de plástico que vai para o oceano reduziria diretamente o montante que as aves marinhas (e outros animais selvagens) acidentalmente comem. Isso pode parecer óbvio, mas analisando o conteúdo do estômago dos pássaros, muitos dos itens enocntrados são coisas que as pessoas usam todos os dias, por isso, a relação com o lixo produzido por nós é clara.Os maiores impactos foram observados na fronteira sul dos oceanos Índico, Pacífico e Atlântico, uma região considerada relativamente intocada. Embora as evidências dos impactos da poluição de plástico em nível da população ainda seja emergente, os resultados sugerem que esta ameaça é geograficamente abrangente e aumenta rapidamente.

Acesse o artigo, em inglês, clicando aqui.

(Do http://www.observasc.net.br/)

VIU BALEIA? LIGUE!


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

MAR DO SILÉZIO SABINO

Foto Silézio Sabino

RECOLHENDO AS CASCAS

Reunião na Comcap para detalhar projeto da coleta seletiva da casca da ostra
foto/divulgação: Simone Moreira 

MPA avaliza coleta seletiva da casca de ostra e marisco

Evitar o descarte dos resíduos da maricultura é o principal objetivo do projeto realizado em parceria entre a SMPMA e Comcap.

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) deu parecer favorável ao projeto de coleta seletiva de cascas de ostras e mariscos, que está sendo finalizado em parceria entre a Secretaria Municipal de Pesca e Maricultura (SMPM) e a Comcap, considerando a importância dada à preservação do meio ambiente, ao evitar o descarte de conchas de moluscos. Desta forma, não haverá contaminação e ainda o assoreamento dos corpos d’água da União. Florianópolis é responsável por 80% da produção nacional.
Sete toneladas de resíduos da maricultura foram recolhidos no ano passado, entre a Caieira da Barra do Sul e o Ribeirão da Ilha. O número poderia ser ainda maior, já que no roteiro não foram incluídas 15 fazendas marinhas e cinco restaurantes.
A ação foi realizada entre a Secretaria Municipal da Pesca e Maricultura (SMPM) e a Comcap, para verificar o volume de materiais recicláveis, como cascas de ostras e mariscos, causadores de poluição ao meio ambiente. Diante da quantidade significativa, houve a preocupação da SMPM de encaminhar ao MPA o projeto “Coleta Seletiva de Casca de Ostra” para avaliação, com o objetivo de obter apoio para execução do mesmo. 

O projeto visa à sustentabilidade da atividade, através do aproveitamento de subprodutos da ostreicultura. A casca tem mais de 17 utilidades, como por exemplo o artesanato, a ração animal, a indústria farmacêutica e a construção civil (parte da pavimentação do piso para pedestres da avenida Beira-mar Norte foi feita com esse material). 

O secretário de Pesca e Maricultura, Paulo Henrique Ferreira, o diretor Henrique da Silva e o gerente Ademir dos Santos já estão realizando reuniões periódicas com a responsável por projetos na Comcap, Daiana Andrea Basttzini, além do gerente do Departamento Técnico, Bruno Vieira, e do gerente do Departamento de Coleta, Paulo Pinho, para definição dos detalhes do projeto. "Nós queremos uma maricultura responsável e sustentável", disse o secretário.

MAR DO SÉRGIO SARAIVA

GAMBOA


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

PELO MAR...


Há 28 anos, “Verão da Lata” trouxe maconha flutuando para o litoral brasileiro


Em setembro de 1987, um inesperado carregamento de latas de maconha foi despejado no litoral brasileiro, espalhando-se por praias cariocas e paulistas. Foi o que bastou para que a galera da época passasse a consumir o “presente divino” durante vários meses, virando o ano e batizando o verão de 1988 como o “verão da lata”.

O insólito verão completa agora 28 anos e é imortalizado no documentário Verão da Lata, dirigido por Tocha Alves e Haná Vaisman, e que estreou no canal a cabo History Channel em dezembro do ano passado. Virgula conversou com Tocha, que conta mais sobre aquele inesquecível verão.

Como surgiu o projeto de fazer o documentário Verão da Lata?
A ideia surgiu de vários lugares ao mesmo tempo. Primeiro, foi um amigo, Ricardo Ortiz, fotógrafo e produtor do documentário, que me apareceu com um roteiro de ficção sobre o assunto. Na época achei que fazer uma ficção seria “muita areia para o meu caminhãozinho” (risos), mas que um documentário eu poderia dar conta.

Na mesma época apareceu um pitching de ideias para documentários do History Channel, no 10º Fórum Brasil de TV. Participei e ganhamos. E para completar conheci a Haná Vaisman, roterista e co-diretora do filme, mais ou menos na mesma época também. Ela já tinha uma pesquisa. Foi uma conjunção de fatores eu diria.




Por que é usado o termo Verão da Lata se o fato ocorreu em setembro de 87? Seria porque as latas continuaram aparecendo até o início de 88?
É usado Verão da Lata porque foi uma coisa tão surreal que precisava de um nome. Além do fato de que as latas chegaram aos pouco. Primeiro no litoral norte de São Paulo e depois no Rio. Já era meio de outubro quando chegou no Rio, e continuou chegando pelo menos até janeiro.

Quais fatos bizarros ou engraçados vocês descobriram sobre o caso ao fazer o filme?
Vários fatos bizarros apareceram; um deles está no filme e é o desfecho da história. Não vou contar (risos). Outros fatos bizarros engraçados: em Ilha Bela (litoral norte de São Paulo) um motorista de ônibus de linha encostou o ônibus num ponto, desceu, foi até o mar, tirou a roupa, entrou na água e pegou uma lata. Ele tinha visto a lata enquanto estava dirigindo na orla da cidade. Ilha Bela foi dos lugares onde mais chegou lata.

Outro fato bizarro: muita gente “famosa” que procuramos para entrevistar para o filme se esquivaram de falar. De três formas basicamente: a) marcavam a entrevista e não apareciam; b) davam a entrevista e depois desistiam de autorizar a entrar no filme; c) diziam que não queriam participar de um filme sobre maconha.
Nossa, quanta ignorância, o filme não é sobre maconha. É uma história policial sobre uma operação mal sucedida de tráfico de drogas que gerou um fato pop.


Você tinha que idade na época? Chegou a viver essa fase,ou ouviu falar? Chegou a fumar um baseado da lata?
Eu era muito jovem nessa época; não fumei da lata. Mas claro que ouvi muito falar do assunto com todos os meus amigos mais velhos da época. Mas o que mais me incentivou a fazer o filme foi a ideia de desvendar uma lenda. Muitas pessoas entre 15 e 35 anos hoje em dia acham que isso era uma lenda, que não tinha acontecido. Eu quis fazer o filme para provar que aconteceu e foi muito divertido!


Qual o impacto dessas latas na cultura jovem brasileira da época?
O impacto foi em vários níveis. Acho que a droga em si deve ter influenciado muita gente criativamente. Naquela época, o Brasil estava entrando na redemocratização, primeiros anos sem ditadura. Com certeza a maconha ajudou. Mas também a lata virou gíria “da lata” quando algo era bom, virou camiseta, quadro, música (da Fernanda Abreu inclusive, Veneno da Lata).

O filme tem 60 minutos. Vocês pretendem fazer uma versão maior ou voltar ao assunto em outros projetos?
O filme tem este tempo porque foi feito para ser um especial de TV, com uma hora de duração. Até pensamos em voltar a este assunto transformando-o num longa, mas desistimos. Pelo menos por enquanto. Na época em que estávamos produzindo o documentário, não conseguimos captar nenhum centavo com as empresas brasileiras. Todas acabavam por declinar por não quererem ter seu nome envolvido num filme sobre maconha. Santa ignorância, Batman!

(Do http://virgula.uol.com.br/)

GERENCIANDO A PESCA!

Foto Paulo de Araújo/MMA

Biodiversidade aquática: MMA chama ONGs

Entidades que atuam na conservação de recursos pesqueiros são convidadas a participar dos Comitês Permanentes de Gestão

Por: Luciene de Assis - Editor: Marco Moreira

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) abriu, a partir desta quinta-feira (03/09), até o dia 13 de setembro, a chamada para que as organizações não governamentais (ONGs) ambientalistas e que atuem na conservação da biodiversidade aquática e uso sustentável de recursos pesqueiros se inscrevam para participar da constituição dos Comitês Permanentes de Gestão do Uso Sustentável dos Recursos Pesqueiros (CPGs). Os comitês foram lançados em Brasília, nesta terça-feira (01/09), pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pelos ministros da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo.

Os CPGs são instâncias consultivas de assessoramento aos órgãos governamentais sobre as medidas de ordenamento e uso sustentável dos recursos pesqueiros e integram o Sistema de Gestão Compartilhada. Deverão utilizar os melhores dados técnicos, científicos e conhecimento tradicional, visando subsidiar o processo de gestão do uso sustentável dos recursos pesqueiros.

Além disso, os CPGs serão assessorados por subcomitês científicos, subcomitês de acompanhamento e câmaras técnicas. Serão constituídos por representantes do governo e da sociedade civil, e amparados pela Lei nº 10.683/2003 e pelo Decreto nº 6.981/2009.

MARINHOS E CONTINENTAIS

Foram criados quatro comitês com foco na gestão sustentável de recursos pesqueiros marinhos (Camarões Norte e Nordeste, Recursos Demersais e Pelágicos Norte e Nordeste, Recursos Pelágicos Sudeste e Sul, Recursos Demersais Sudeste e Sul).

Espécies demersais são aquelas que possuem grande parte de seu ciclo de vida estreitamente associado ao substrato (fundo) do ambiente marinho (ex. peixes como as arraias e as garoupas). Pelágicas são as que possuem grande parte de seu ciclo de vida associado à coluna d água e geralmente possuem grande poder de natação e deslocamento. O comportamento das espécies influencia as artes e estratégias de pesca, e, consequentemente, as estratégias de gestão da atividade.

Serão lançados, ainda em setembro, outros três comitês com atuação sobre os recursos continentais (Norte, Nordeste e Centro-Sul) e, em outubro, duas câmaras técnicas (Estuarino e Lagunares, e de Ornamentais). No total, o Brasil terá nove CPGs (seis marinhos e três continentais). Atualmente, existem dois comitês marinhos em funcionamento, o de atuns e o de lagostas. Sua composição inclui representantes do governo e de diferentes setores da sociedade, como pescadores artesanais, armadores de pesca, indústria de processamento e organizações ambientalistas.

COMO FAZER

As organizações ambientalistas interessadas em participar dos CPGs devem preencher formulário com sua identificação completa; endereço, nome do responsável legal, telefone, e-mail; data da fundação, CNPJ, número e data do registro de constituição, número e data do registro do estatuto; dados sobre a atuação da instituição, indicando seu objetivo e finalidade; breve histórico de atuação, contendo os principais projetos, financiamentos e resultados obtidos; informações sobre o corpo técnico; planejamento de ações futuras e programas relacionados com o tema em questão; e o CPGs de interesse. Caso haja interesse em integrar mais de um comitê, é necessário informar a ordem de prioridade.

É importante deixar claro que as funções exercidas pelos membros dos CPGs são consideradas de relevante interesse público e não são remuneradas. Outros esclarecimentos podem solicitados pelo e-mail gba@mma.gov.br.

(Da Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) ? (61) 2028-1665)

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

COM A PROTEÇÃO DOS MARES



Os primeiros habitantes do litoral catarinense usavam Esporões e Nadadeiras de peixes como adornos ou ferramentas bélicas, isso há centenas e milhares de anos. Exemplares desses objetos, que compõe a nossa história, podem ser vistos na Exposição: “Arqueologia em Questão: Percorrendo o Litoral Catarinense”, no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MARQUE).

A partir de hoje, os integrantes da banda "Esporão de Bagre" se apresentarão com esses colares, feitos rusticamente com barbantes, levando como adornos Esporões de Bagres, pescados no Ribeirão da Ilha.
Mais que meros colares, eles nos servirão de Amuletos, trazendo a proteção que vem dos mares. Eles representam também os nossos ancestrais Carijós (Nação Tupi-Guarani), os primeiros habitantes do litoral catarinense e da nossa amada Ilha de Santa Catarina, chamada por eles de Meiembipe ("lugar acima do rio" ). Do mesmo modo que os Açorianos, os Africanos e os Madeirenses, os Povos Indígenas nos deixaram inúmeros conhecimentos e tradições.

Que a proteção dos antigos esteja conosco.




NAS ANTIGAS...

Em 1930 - Foto Ninguemsabe de Nada  
"Essa cidade estendida assim entre uma igreja e seu hospital, e um cemitério, era o Desterro: era a cidade que boia nas ondas como uma fada banhando-se à tarde meiga e risonha." 
(Duarte Paranhos Schutel, escritor, em 1861)

ESCRAVIDÃO FLUTUANTE

Fotos The New York Times
'Mar de escravos' em campos de trabalho flutuante

por Carla Geremias 

Vítimas de trabalho escravo, pescadores que se aventuram no Mar do Sul da China, especialmente na frota tailandesa, vivem uma realidade violenta. Muitas vezes, são espancados por costurarem uma rede de pesca lentamente ou de forma errada e até mesmo quando erram na separação dos peixes nos baldes, quando colocam uma cavala onde deveria ser um arenque. Nos últimos anos, as práticas de abuso em alto-mar têm se intensificado, seja pela falta de tato em que as leis trabalhistas marítimas são aplicadas e até mesmo pela insaciável demanda mundial por pescado, mesmo na atual condição de esgotamento de muitos recursos pesqueiros.

O trabalho forçado ainda é uma realidade em pleno século XXI, mas ele se torna ainda mais pronunciado no Mar do Sul da China, principalmente no Camboja e Mianmar. A frota tailandesa enfrenta um déficit anual de 50.000 pescadores e a solução, na sua maioria, é tornar reféns imigrantes que se aventuram através na fronteira e são atraídos por traficantes. 'Escravos do mar' eles passam a compor os campos de trabalho flutuante em verdadeiros navios fantasmas. Pescadores invisíveis, uma vez que a maioria está em situação irregular no país, eles desaparecem para além do horizonte em embarcações que nem mesmo o governo do país sabe dizer se existem. Embora haja empenho das Nações Unidas e de vários representantes dos direitos humanos que proíbem o trabalho escravo, a intervenção do governo é rara e as autoridades militares e policiais tailandesas fazem pouco para combater a má conduta dos barcos de pesca e suas condições de trabalho. Vale uma brecha para uma reflexão: se
existe ainda o trabalho escravo em alto-mar é porque existe mercado que é abastecido com produto da exploração. Segundo a reportagem, os Estados Unidos é o maior cliente da pesca tailandesa e está entre os que mais exportam da Tailândia, em 2014 totalizou mais de US$ 190 milhões. Embora exista uma crescente pressão norte-americana e de outros consumidores ocidentais para mais responsabilidade nas cadeias de abastecimento das empresas de pesca, exigindo que seja garantido um pescado livre da pesca ilegal e sem contaminações ou falsificações, praticamente nenhuma ação vem sendo centrada sobre o trabalho dos pescadores que estão envolvidos diretamente na atividade.

Leia a matéria na íntegra clicando AQUI!
(Em inglês)

(Do http://www.observasc.net.br/)

domingo, 6 de setembro de 2015

BALEIAS DA GAROPABA

BALEIAS NA PRAIA CENTRAL
Mãe com filhote divide espaço com praticantes de stan up paddle
(Via Sérgio Saraiva)

FEITO TORTO...


Catarinense "Feito torto pra ficar direito" será apresentado em festival de cinema em Mônaco

O belíssimo documentário “Feito torto pra ficar direito”, produzido pela itajaiense SetCom em parceria com a Ocean Films, recebeu menção honrosa da curadoria do festival Blue Ocean and Conservation Summit. O filme será exibido durante o festival, que acontece em Mônaco em novembro.

“Feito torto pra ficar direito” leva a assinatura de Bhig Villas Bôas e Ana Paula Mendes. O documentário mostra a produção artesanal de barcos na costa brasileira, e durante a produção a equipe percorreu sete estados. O resultado foi apresentado pela primeira vez durante a passagem da Volvo Ocean Race por Itajaí, em abril deste ano.

Foto Divulgação

O Blue Ocean Film Festival & Conservation Summit tem foco na ideia de que grandes filmes podem ter grande impacto social e incentivar a conservação dos oceanos.

( Do blog Guarda Sol - http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/2015/09/04/)

MAR DE PESCADOR


Estamos analisando cada situação. Como o Registro pode ser cancelado ou suspenso por motivos distintos, pedimos para entrar em contato com a Ouvidoria deste ministério para informações ou esclarecimentos mais detalhados sobre a situação.

Contatos Ouvidoria:

Atendimento presencial ou por carta: Setor Bancário Sul - SBS - Quadra 02 - Bloco J - Edifício Carlton Tower - Térreo - 70070-120 Brasília/DF - Brasil

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

MAR DE PAUL KLEE

Paul Klee - Pesce magico (1925)
Philadelphia Museum of Art

MAR DE PESCADOR

Você pode entrar em contato com a nossa Ouvidoria de três formas: pelo sistema, por carta ou atendimento presencial. A comprovação dos documentos e do protocolode entrada da licença facilita a busca por seu Registro. Estamos há mais de um mês com colaboradores de diversas unidades para averiguar as situações pendentes e zerar os protocolos não inseridos em nossos sistemas.

Contatos Ouvidoria:
Atendimento presencial ou por carta: Setor Bancário Sul - SBS - Quadra 02 - Bloco J - Edifício Carlton Tower - Térreo - 70070-120 Brasília/DF - Brasil

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

FAZENDO RENDAS


RENDA DE BILRO MUDANDO PARADIGMAS


Quem acha que renda de bilro é coisa de rendeira, precisa conhecer a história do Dinho, um dos únicos homens a fazer renda de bilro no Armazém da Renda. De terça a sexta, das 10 às 15 horas, Dinho demonstra, no espaço, a técnica que aprendeu desde os 15 anos: a Tramoia.

Natural do Pântano do Sul, Dinho sempre observava a madrasta fazendo renda de bilro e tinha curiosidade em aprender. Desde pequeno, o artesão ia para a casa da prima para aprender com ela, escondido da madrasta, a fazer a renda. “O preconceito era muito grande, homens eram proibidos de aprender a renda de bilro, já que isso era considerado um trabalho para mulheres. Os homens eram obrigados a fazer rede de pesca".


Regressando para o Pântano do Sul depois de passar um tempo no Canadá, conheceu um grupo de rendeiras da localidade e decidiu voltar a fazer renda de bilro. “Meu médico me deu duas opções: O uso de remédios fortes para a depressão ou ocupar minha mente com algum trabalho que me fizesse feliz. Não poderia pensar em outra solução além da renda de bilro”, disse.

Atualmente, seu sustento deriva de um negócio próprio, um bar no Pântano do Sul, e da renda de bilro, que ele vende na localidade e no Armazém da Renda, no Mercado Público.



Quer conhecer um pouco mais do trabalho do Dinho e das rendeiras da Ilha? Visite o Armazém da Renda, espaço cultural inaugurado no Mercado Público.