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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

NA LÍNGUA DO CHICO OLIVÉRIO!


CAÇA DE MALHA – Forma de pescar tainha fora da praia e utilizando embarcações. 
CALÇA DE VELUDO E CÚ DE FORA – Expressão utilizada para dizer que uma pessoa está tentando aparentar mais do que é. 
CAMARADAS – Pescadores parceiros, que fazem parte de um mesmo grupo de pesca. 
CAMBÃO – Pedaço de madeira usado pelos pombeiros – os vendedores ambulantes - para pendurar as balaias. 
CARDO – Caldo. De peixe, camarão etc... 
CARRETÃO – Pequenos carros infantis de fabricação caseira, feitos de madeira e com rodas de rolimã que eram utilizadas para descer ladeiras, chegando a atingir grandes velocidades 
CASINHA – Pequena casa de madeira situada nos fundos da casa e que servia como sanitário.

CATRAMELO – Pau, pinto, orgão sexual masculino. 
CHICO OLIVÉRIO Mentiroso clássico da cidade, falecido nos anos 80 e que era residente na Praia de fora. Seu nome tornou-se um sinônimo de pessoa mentirosa. Hoje, quando se deseja chamar uma pessoa de mentirosa ela é chamada de Chico Olivério.
CABEÇOS - Pedras não muito grandes, pedaços. 
CABELO MOSGARRÉ - Cabelo cortado curto, tipo militar. 
CABELUDA - Fruta amarela e coberta de pelos que dá em árvore de mesmo nome. 
CABREJAR - Ficar sem fazer nada, ao léu, andando à toa. 
CACAU - Chuva forte e rápida.
CACEAR / CACEIAR - Pescar com linha ou rede ao sabor da maré, com o barco solto, à deriva.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

MAR DE FALARES


Rapásh, si tú não sábish jogá a tarráfa ainda, ishpía êssi tutoriáli cu pái fêsh insinându dereitínhu. Êssi vídiu fôi másh uma parcería du Dezarranjo Ilhéu cu Chico Bateira​ u mônshtru dásh paródia. 

quarta-feira, 13 de maio de 2020

WILSON RIO APA E A PESCA DAS TAINHAS

Ilustração Andrea Ramos
A tainha na barra do Ararapira
 
"...Do que mais gosta o Menino é de escutar o Espia contando dentro dele os lanços de tainha
...o Vento trazia o cheiro do peixe passando pelo corso,
lá fora
tão longe que a força do meu olho não alcançava
...fiquei esperando a Lua numa coroa nova, bem na ponta
da Restinga
o povo todo na praia, aguentando o frio e a fome da
espera
quando a Lua entrou na cheia e caiu o rebojo, disse pro
peixe
Chegou a minha hora!
e meti o olho
vi tudo no fundo e até fiquei com medo
Era uma montanha de tainha!
dei o aviso pro povo, dobra o cabo e passa reforço no
seio
vim puxando aquela montanha, olho queimando de tanta
força
na boca da barra louca do Ararapira, marquei o rumo
num aponte
e enfiei o cardume de comprido, enchendo o canal inteiro
o remanso não dava pra tanto peixe, então estiquei o
olho e a tainha foi entrando na Deserta
o alaga-mar virou uma fervura, até lá nos Dias
aí mandei o lanço e o povo se atirou em cima gritando
muita rede estourou, muita tainha fugiu e ainda ficou
tanta que encheu a praia
veio gente de tudo que é rumo pro trabalho da salga
depois deu um grande fandango e o povo se foi pras ilhas
com comida pro resto do ano..."

(Fragmentos de "O povo do mar e dos ventos antigos- Os vivos e os mortos", de Wilson Rio Apa -Edição da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná - 1989)

sábado, 4 de abril de 2020

MUITOS MARES...


Foto Andrea Ramos

MAR CHÃO - Mar manso.
MAR DE LAVADIO - Mar forte, que lava. Ex: "A pesar da calmaria do vento, o mar tava de lavadio”.
MAR DE LEITE - Mar parado, quase sem movimentos.
MAR DE LEVA - Mar de tempestade, agitado.
MAR DE RASGÁ CÚ - Mar forte, perigoso.
MAR DE VAGA CURTA - Mar com ondas poucas e pequenas.
MAR DE VAGA LARGA - Mar agitado, com ondas grandes e freqüentes.
MAR EMARETADO - Mar remexido, agitado, que dá enjôo.
MAR ENCAPELADO - Mar agitado, bravo.
MAR ENCARNEIRADO - Mar agitado, com vento.

(Dicionário da Ilha - Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina)
Mergulhe mais fundo no

quarta-feira, 1 de abril de 2020

DROPANDO NAS PALAVRAS




Osmar Gonçalves, um dos primeiros surfistas brasileiros,
deslizando nas ondas com uma legitma "madeirite" no Rio de Janeiro, em 1938.

Local - Surfista do lugar, nativo, que além de conhecer o pico também é conhecido e respeitado nele.
Localismo - Espécie de xenofobia existente entre os surfistas locais – moradores – que se sentem donos do pico e das ondas e tentam impedir que os de fora surfem. O localismo tem sido responsável por muitas brigas, confusões e muita violência nas águas e praias de quase todo o mundo.
Maca - Cama.
Maçaroca – Ondas grandes, encorpadas. Ex: “Dropar umas maçaroca na Silveira”.
Macaronis – Famosa onda que quebra para a esquerda sobre um reef break – fundo de coral – na Ilha de Mentawai, Indonésia, com águas sempre quentes e tamanho variando entre 3 e 8 pés. Seus melhores meses para o surf são os que vão de maio a outubro.
Madeirites – Como eram chamadas as primeiras pranchas fabricadas no Brasil nos anos 50, feitas de madeira compensada. Fabricadas inicialmente na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, por um carpinteiro chamado Moacyr, em seguida elas passaram a ser confeccionadas também por uma carpintaria localizada no Arpoador. O mesmo que portas de igreja.

sexta-feira, 27 de março de 2020

PRA ENTENDER...

Mar com ardentia, ou ardencia (no manezês)

ARDENCIA - Plânctons que brilham no mar em noites sem lua.
ASSUCEGAR - Sossegar.
CASTALHO - Suporte de madeira da mesa de prensa dos engenhos de farinha.
ENCARNADO - Ficar a fim, muito interessado em alguma coisa ou pessoa. Também vermelho.
IR À FONTE - Lavar roupa.
TOMAR UMA BAGA - Tomar uma pinga, uma cachaça.
ZANGARILHO - Equipamento utilizado para pescar lulas, formado por diversos anzóis sem barbelas. O mesmo que zangarejo.
(Dicionário da Ilha - Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina).

segunda-feira, 16 de março de 2020

A LÍNGUA DO MAR

Foto Fernando Alexandre 

" A linguagem desses habitantes das costas ocupados só na pesca e vivendo dela, tem um tipo especial que me impressionou logo ao ouvi-los. Descritiva em geral, ela recebeu o rápido esboçar dos quadros das súbitas tempestades; o morno embater das vagas sonolentas na praia deu-lhes um tal ou qual cadência nas palavras, e o hábito desse silêncio prolongado das pescarias tornou esses homens algum tanto pensativos.”

(Fragmento do romance "A Massambu", publicado no sec. XIX, de Duarte Paranhos Schutel - Florianópolis 08/08/1837 - 06/10/1901)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

TÁS TOLA?

Ilustração de Andrea Ramos para o "Dicionário da Ilha - Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina", de Fernando Alexandre (Cobra Coralina Edições).

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

HISTÓRIAS DE BRUXAS

Seo Maneca e as bruxas!

A LÍNGUA DO MAR E DA PESCA


Foto Fernando Alexandre

Estivas

Curimã – Nome que é dado às tainhas na Bahia.
Aprontada- Pronta, preparada. Diz-se que uma canoa ou uma pessoa está aprontada quando está preparada e disposta a realizar determinada tarefa.
Camaradas – Pessoas que participam das listas na pesca da tainha. Aos camaradas cabe ajudar em toda a pesca, principalmente na puxada do peixe para a praia. Na divisão do peixe cabe a cada camarada um quinhão.
Estivas – Toras de madeira que são colocadas na praia para que as canoas e demais embarcações deslizem sobre elas.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

MAR DE SUPERSTIÇÕES


Superstições marinheiras


Quem é do mar já ouviu falar de pelo menos uma dessas superstições marinheiras.

Todo marinheiro que se preze tem lá suas superstições. Algumas bastante conhecidas pelo grande público, outras só por quem é realmente do mar. Mar Sem Fim fez uma listagem bem humorada para você conhecer alguma delas.

Se você sabe alguma outra superstição envolvendo o universo marinheiro nos conte e nos ajude a aumentar essa lista. Quem é do mar agradece!

Muitas dessas superstições, lendas, mitos, crenças são antigas tradições, heranças da história. Outras nasceram de eventos que navegante algum foi capaz de explicar.

1. Navio seguro é navio batizado…

A tradição de batizar um navio é tão antiga quanto os próprios navios. Sabe-se que egípcios, romanos e gregos já faziam cerimônias a fim de pedir aos deuses proteção para homens que se lançariam ao mar, mas por volta de 1800 os batizados começaram a seguir um certo padrão. Era derramado contra a proa da embarcação uma espécie de “fluido batismal”, que poderia ser geralmente vinho ou champanhe. A tradição que se desenvolveu preconizava que uma mulher deveria fazer as honras e ser nomeada “benfeitora” do navio em questão ao quebrar uma garrafa no casco do barco. Se um navio não fosse corretamente batizado, seria considerado azarado.

2. …uma vez só!

Nunca se deve rebatizar um navio, é azar na certa. Ou seja, batismo bom é batismo feito do jeito certo, com garrafa quebrada e uma única vez.

3. Sexta não!

Jamais partir em uma sexta-feira. Muitos marinheiros recusavam-se a embarcar nesse dia da semana. Não s sabe ao certo a origem dessa lenda mas quase todo capitão se recusa a soltar as amarras em uma sexta-feira.

4. Todos os ratos a bordo

Ratos não são os animais mais desejáveis de se ter por perto, certo? Errado. A última coisa que os marinheiros gostariam é que todos os ratos do navio subitamente fossem embora. Reza a lenda que a debandada de roedores da embarcação é encarada como um mau presságio, alerta de um infortúnio que está por vir.

5. Uma moedinha, por favor

Todos os navios devem ter uma moeda de prata embaixo do mastro. Acredita-se que isso traga boa sorte. As explicações são muitas, mas a tradição parece ter começado com os romanos. Diz-se que a moeda era uma forma de “pedágio” cobrada pelo deus Cáron, incumbido de levar as almas dos mortos em sua barca na travessia do rio Aqueronte. Caso um desastre acontecesse ao navio, a pratinha serviria como o pagamento de todos os marinheiros, que passariam seguramente para o lado de lá.

6. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado

A bordo de uma embarcação, há uma palavra proibida. Jamais se deve dizer COELHO a bordo. Acredita-se que o bicho traga muito azar. A explicação vem da experiência, pois o animal tinha o péssimo hábito de roer o casco na época em que as embarcações eram feitas de madeira,e acabaram sendo proibidos de embarcar.

7. Cuidado com o que você deseja

Nunca se deve desejar “boa sorte”a um marinheiro antes de partir. Os marítimos acreditam que dizer “boa sorte” a alguém que esteja dentro de um navio é, contraditoriamente, sinal de azar. Em inglês, costuma-se dizer “break a leg” para alguém que irá navegar – no mar nada acontece como queremos, então se desejarem que você “quebre uma perna” certamente tudo vai correr bem.

8. Assobiar ou não assobiar?

O assobio é um ato relativizado na superstição marinheira, e depende das condições do tempo. Se o navio está passando por uma calmaria, assobiar ajuda a trazer ventos, ou seja, é recomendável. Mas se já está ventando, um assobio desavisado pode convocar uma tempestade, por isso precisa ser evitado.

9. Plantas e flores… em terra firme

Não aceitar plantas e flores a bordo de um navio também é uma das superstições marinheiras. A razão dessa crença vem da lógica – plantas consomem água doce, o bem mais precioso que se tem em uma embarcação.

10. Não se deve mudar o nome do barco ou…

Marinheiros acreditam que não se deve mudar o nome de um barco, caso contrário, isso trará muito azar para as navegações. Porém, há uma saída. Caso o capitão decida dar um novo nome à embarcação, deve fazer uma cerimônia bastante detalhada e cheia de rituais.
(Do https://www.facebook.com/marsemfim/?fref=ts)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

TENTANDO ENTENDER



CAMBAR - Mudar de rumo, virar de um lado para outro.
GARRÁ - Agarrar, pegar.
GURUPUVÚ/ GARAPUVU/ GUPURUVU/ GUARAPUVU -
Árvore alta e frondosa, muito utilizada na construção de embarcações. Quando florida é facilmente identificável nos morros da ilha pelo amarelão de sua copa. É a árvore símbolo da cidade de Florianópolis.

(Dicionário da Ilha - Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina).

domingo, 13 de outubro de 2019

ENTENDENDO VENTOS


"Calada estranha! Num demora
vai dá viração."
Amainá - Acalmar, diminuir. Mais utilizado para definir o vento. Ex: "O vento vai amainá".
Cabeça de Vento - A primeira rajada de vento quando ele vira de direção.
Calada Estranha - Tempo estranho, sem ventos, sem definição.
Calada Podre - Calmaria de vento com sol forte.
Ramo de Ar - Vento frio e inesperado que pode causar alguns problemas de saúde. O mesmo que golpe de ar.
Viração - Mudança de vento e de tempo. Ex: "Num demora vai dá viração".

Mergulhe mais fundo no http://dicionariodailha.blogspot.com/

Ó LHÓ LHÓ... VENDENDO O PEIXE!


Dialeto de Floripa rende dicionário, vídeos e suvenires ilustrados

Sotaque chiado, cantado e muito veloz é característico do manezinho, como são chamados os nativos da ilha

27.fev.2019

por Juliana Sayuri

FLORIANÓPOLIS

“Premêro tu câmba azishquêrda, adepôsh tu câmbash ásh derêita, daí é só siguí reto toda vida...” Em outras palavras, vire à esquerda, depois vire à direita e siga em frente. Talvez turistas desavisados não consigam entender imediatamente o que dizem moradores de Florianópolis.

O sotaque chiado, cantado e muito veloz é característico do “manezinho”, como são chamados os nativos da ilha. Além da pronúncia peculiar, um misto da herança histórica da colonização açoriana e da cultura pesqueira na cidade litorânea, o “manezês” reúne uma série de expressões e palavras próprias, como “bucica” (cadela, a fêmea do cachorro), “boca mole” (idiota) e “istepô” (o do contra, que se opõe a tudo).

A fim de resgatar e divulgar a identidade “manezinha”, o designer catarinense Douglas Ferreira, 33, fundou o “Dezarranjo Ilhéu” no Facebook em setembro de 2014. Hoje, a página conta mais de 118 mil fãs. Em janeiro de 2016, entrou no YouTube, somando mais de 2,3 milhões de visualizações desde a estreia.

O designer produz vídeos ilustrados que destacam o cotidiano e a cultura local com bom humor. Ele escreve os roteiros, ilustra, dubla as diferentes vozes e edita —os vídeos são “legendados”, o que ajuda a compreensão para marinheiros de primeira viagem. “Escrevo as histórias a partir das lembranças da minha infância e adolescência na década de 1990, resgatando personagens tradicionais como benzedeiras, peixeiros e rendeiras”, diz Douglas, que vem de uma família de pescadores do norte de Florianópolis.

Ao lado do amigo e administrador Matias Althoff, 32, o designer transformou o projeto em negócio. Os sócios começaram a produzir suvenires como azulejos, canecas e camisetas com as ilustrações do Dezarranjo Ilhéu para participar de feiras tradicionais de artesanato. Segundo Matias, a ideia é posicionar a capital catarinense no mapa. “Você vê a previsão do tempo na TV: sempre se cita Porto Alegre e Curitiba, e ninguém lembra de Florianópolis”, exemplifica.

Em fins de julho deste ano, eles abriram uma loja própria. “Vem atraindo turistas, mas muitos manezinhos também, que nos últimos tempos voltaram a se orgulhar de suas origens”, diz Matias. Antigamente, manezinho era uma expressão pejorativa, como alguém simplório. A partir dos anos 90, com o destaque internacional do tenista Gustavo Kuerten (campeão de Roland Garros em 1997, 2000 e 2001), a interpretação do termo mudou bastante: na época, Gugase declarou manezinho com orgulho.

Em 1987, o carnavalesco Aldírio Simões lançou o Troféu Manezinho da Ilha. Em 2005, foi criado o Dia do Manezinho. “Resgatar a linguagem do falar ilhéu se tornou um tipo de resistência da cultura catarinense”, diz Fernando Alexandre, 68, autor do “Dicionário da ilha: falar e falares da ilha de Santa Catarina”.

Radicado há mais de três décadas em Florianópolis, o jornalista alagoano reuniu 1.374 verbetes para a primeira edição do dicionário, de 1994. Tornou-se um best-seller catarinense, com mais de 57 mil exemplares. Muitos moradores na ilha passaram a procurá-lo para pedir a inclusão de novas palavras –na última impressão, de 2017, o glossário somou 3.732 vocábulos. “Para quem vem pela primeira vez à cidade, o linguajar pode parecer um ‘dialeto’. Fiz várias sessões de ‘manezês’ desde a década de 1970.

O tom, chiado e cantado, lembra o som das ondas batendo nas pedras. A junção de palavras tem um quê de Guimarães Rosa, como as expressões ‘ouvisto’ (ouvido e visto) e ‘invejume’ (inveja e ciúme). É um povo criativo, colorido e alegre”, diz Fernando.

“Nêgo quirido” é uma das interjeições mais comuns entre os moradores mais antigos. Era o apelido do sambista Juventino João dos Santos Machado e agora é o nome oficial do sambódromo da cidade. O jornalista garante que é impossível imitar o sotaque artificialmente. “Mofas ca’pomba na balaia” –que quer dizer: você vai cansar de tentar, mas não vai conseguir.

(Da WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR)