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terça-feira, 9 de junho de 2020

quarta-feira, 27 de maio de 2020

SEM MULHERES

Image copyrightMILTImage captionNão há explicação precisa sobre proibição; governo japonês indicou ilha como Patrimônio Mundial da Unesco

A ilha sagrada japonesa que não permite a entrada de mulheres

Com 800 mil metros quadrados, o equivalente a seis vezes o estádio do Maracanã, Okinoshima é uma ilha ao sul do Japão e um dos locais mais sagrados do país.
Segundo a lenda, antigos deuses xintoístas colocaram ali três imperatrizes para que cuidassem e protegessem a nação.

Há mais de 600 anos, são realizados rituais de oração em Okinoshima pela segurança das embarcações e pelo sucesso das missões diplomáticas do Japão no continente asiático.
Apesar das ilustres figuras femininas, cuja presença está imortalizada em uma série de rochas no topo da principal montanha da ilha, a entrada das mulheres em Okinoshima, no entanto, é proibida.

A ilha está localizada no mar de Genkai, uma antiga rota comercial entre o Japão e a Coreia, e faz parte da jurisdição da cidade de Munakata, na província de Fukuoka, no sul do Japão.
Local sagrado
Image copyrightThinkstockImage captionRituais celebrados durante o século 4 eram presididos pelo clã Munakata, que controlou a região e está enterrado na ilha

Okinoshima, considerada uma shinto kami (local sagrado) é propriedade do Santuário Munakata Taisha.
O santuário permite apenas a entrada de seus sacerdotes à ilha, exceto durante o festival anual celebrado em maio, quando 200 homens recebem permissão para entrar no local.

Não há uma explicação precisa sobre a proibição à entrada de mulheres.
Alguns dizem que o veto é devido à menstruação: a religião xintoísta considera que o sangue é impuro e "sujaria" o local sagrado.

Outros acreditam que como os deslocamentos a Okinoshima costumam ser muito perigosos, as mulheres seriam proibidas de viajar à ilha como medida de segurança.
Os rituais celebrados durante o século 4 eram presididos pelo clã Munakata, que controlou a região e está enterrado na ilha.

Hoje os rituais são celebrados nos santuários das três imperatrizes de Munakata conhecidas como Tagorihimi-no-Kami (que representa a neblina do mar), Tagitshuhime-no-Kami (que representa a maré violenta) e a Ichikishimahime-no-Kami (que presenta os atos de adoração aos deuses).
"Honrados"
Image copyrightThinkstockImage captionSegundo a lenda, antigos deuses xintoístas colocaram em Okinoshima três imperatrizes para que cuidassem e protegessem a nação

Até agora, cerca de 80 mil artefatos foram descobertos na ilha, incluindo joias e ornamentos, classificados como tesouro nacional pelo governo japonês.

"Os pescadores locais veneram Okinoshima desde os tempos antigos e vêm protegendo a cidade sagrada", disse Tadahiko Nakamura, chefe da Cooperativa de Pescaria de Munakata ao jornal japonês The Japan Times.

"Ficaríamos honrados", se a ilha se tornasse "Patrimônio Mundial" pela Unesco, acrescentou Nakamura.
Mas entre os moradores cresce a preocupação de que a láurea possa atrair excesso de turistas.

"Não queremos que as pessoas se aproximem dos deuses sem a devida reflexão", assegura Nakamura.
Segundo o Japan Times, não há previsão de mudança nas regras de proibição à entrada de mulheres na ilha.
Além de Okinashima, a lista do governo japonês também inclui os santuários de Munakata Taisha, em Munakata, e o antigo cemitério de Fukutsu.

A expectativa é de que o comitê da Unesco anuncie quais locais se tornarão Patrimônio Mundial na metade do ano que vem.

(Da http://www.bbc.com/portuguese/noticias/)

VAMOS CHAMAR O VENTO...

Vento que leva o barco
Vento que traz o peixe
Peixe que dá dinheiro
é CURIMÃ!!!
Ê Curimã!!!

CURIMÃ na Bahia e alguns estados do nordeste é a TAINHA

sexta-feira, 22 de maio de 2020

TAINHAS DO NORTE

Tainhas escaladas (secas) vendidas no cais de desembarque ao lado do "Ver-o-Peso", o tradicional mercado de Belém, no Pará. Dentro do "Ver-o-Peso", nos boxes, como aqui no Mercado Público de Florianópolis, a procedência do peixe também é informada com destaque. No caso destas tainhas, elas tinham vindo do município de São Caetano de Odivelas, que é banhado pelo oceano Atlântico e por diversos rios. As fotos e as informações, exclusivas para o "Tainha na Rede", são do "camarada" do blog Leandro Dalla Santa, que andou por aquelas águas em busca de botos, bois e tainhas.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

TAINHAS DE PORTUGAL


É a ultima embarcação a armar a Peixeira na Ria de Aveiro. Quando este homem deixar de o fazer, ficaremos ainda mais pobres de cultura e tradições...
Os tempos mudaram, o trabalho é árduo, e os novos procuram o lucro fácil. Rende-lhes mais uma hora na apanha da ameijoa, que uma maré inteira a procurar cardumes, cada vez mais escassos.
Mas chegaram a ser às dezenas, as "arapucas" armadas nas águas da nossa Ria. Depois de armado o cerco, havia que varejar as águas, para que as Tainhas fugissem e se emalhassem nas Albitanas da Curraleira.
- E era lindo de se ver - contam os mais velhos. O trânsito nos canais era muito e diverso, com Moliceiros e Mercanteis, Chinchorros e tantas outras artes, que se perderam no tempo. 
Sobre esta, o meu Pai - homem da Ria - ainda recorda as vezes em que, no Laranjo, o peixe era tanto que fazia arrear a manta, permitindo que metade se perdesse nas vagas. Era tanto, que lhes permitia darem-se ao luxo de aumentar a medida da malha, na Peixeira, como nas Branqueiras, nas Solheiras ou na Chincha, para não encherem as cavernas de peixe miúdo.
Hoje, até na venda lhes dificultam a vida. Sem a lota do Mercado de Pardelhas - estupidamente extinta - e sem interesse nesta espécie, por parte dos intermediários, resta-lhes a venda ambulante, de "porta a porta", que foi em tempos tarefa das Varinas, também elas desaparecidas.
Para quem não sabe, esclareço que as Tainhas da Ria de Aveiro não têm nada a ver com as de água doce, que habitam os nossos rios e que andam à tona, alimentando-se de tudo o que boia. Um retrato pouco aliciante, principalmente nas zonas urbanas. Os habitantes do Porto, por exemplo, renegam-nas. Mas isso é porque nunca comeram um Ensopado de Tainha da Ria de Aveiro...

Texto de Francisco José Rito

domingo, 17 de maio de 2020

sexta-feira, 15 de maio de 2020

AS TAINHAS DOS FARAÓS


Pescadores egípcios, gravura de aproximadamente 2000 anos AC.

A pesca sempre fez parte das culturas humanas, não só como fonte de alimento, mas também como modo de vida, fornecendo identidade a inúmeras comunidades e como objeto artístico. A Bíblia tem várias referências à pesca e o peixe tornou-se um símbolo dos cristãos desde os primeiros tempos. Uma das atividades com uma história mais longa é o comércio de bacalhau seco entre o norte e o sul da Europa, que começou no tempo dos vikings há mais de 1000 anos.

Embora em algumas localidades egípcias fosse proibido consumir certas espécies de peixe em datas específicas, a maior parte da população comia peixe normalmente. Os habitantes da região do Delta e os que moravam às margens do lago Fayum eram pescadores por profissão. Quanto aos peixes, Heródoto informa que alguns eram comidos crus e secos ao sol ou postos em salmoura.
Entretanto, várias outras espécies eram comidas assadas ou cozidas. Uma vez pescados, os peixes eram estendidos no solo, abertos e postos a secar. Visando a preparação do escabeche, eram separadas as ovas dos mugens (tainhas). Mais uma vez um papiro cita a quantidade de peixes doados a três templos: 441 mil. Os templos recebiam não apenas peixes frescos, mas também secos.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

OVAS DE TAINHA - UM LUXO


No "Cantinho do Peixe", restaurante bem servido de peixe e frutos do mar, ao lado do Mercado de Peixes de São Pedro da Aldeia, RJ: 30 Reais a dupla, servidas fritas como tira-gosto, um luxo!

(Foto e informações do Leandro Dalla Santa, correspondente itinerante do Tainhanarede)

TAINHAS: OS PEIXES QUE PULAM

Rio Mamanguape - Foto J. Pontual
Pescadores do Estuário do Rio Mamanguape, na Paraíba, contam que tainha, tamatarana e curimã (Mugilidae) são os principais representantes dos “peixes que pulam”, fenômeno comportamental relacionado, principalmente, à fuga dos predadores. Estes peixes chegam a sair da água quando acuados por predadores. Pelo fato de conhecerem bem os “peixes que pulam”, os pescadores desenvolveram uma estratégia de pesca específica, denominada de “zangareia”, para capturar os cardumes de tainha.
Esta técnica consiste na fixação de rede vertical disposta longitudinalmente no fundo da canoa. A operação envolve várias canoas e ocorre em noites escuras, preferencialmente na lua nova. Dez canoas ou mais, cada uma contendo dois tripulantes e um “tocheiro” (lampião de querosene), colocam-se em fila dupla em busca de algum cardume de tainha. Os peixes saltam “encandeados” pela luz dos lampiões e ao baterem na zangareia acabam caindo dentro da canoa. Estas informações fazem parte de um estudo realizado por José da Silva Mourão e Nivaldo Nordi.

domingo, 10 de maio de 2020

TAINHAS DO EGITO!



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Aquicultura e produção de rações e peixes no Egito

O Egito é o maior produtor de tainha (Mugil cephalus) do mundo e também um dos maiores produtores mundiais de tilápia-do-Nilo!

Terceiro lugar na lista dos artigos científicos mais baixados da revista Aquaculture (Elsevier) nos últimos 90 dias, o Artigo “Value chain analysis of the aquaculture feed sector in Egypt”, de El-Sayed e colaboradores (v. 437, fevereiro de 2015, p. 92-101), mapeou e analisou a indústria de rações no Egito.

Peraí… A primeira pergunta que vem em mente é se a aquicultura do Egito é tão expressiva assim a ponto deste artigo ser bastante “requisitado”? A resposta é sim!

Em 1992, o Egito produzia apenas 64 mil toneladas de peixes, o equivalente hoje aos estados brasileiros de Rondônia ou São Paulo. Em 20 anos, sua produção piscícola aumentou para 1 milhão de toneladas (2012), o que representa 74% do total da aquicultura egípcia. Neste mesmo período, a área de cultivo ampliou de 42 mil para 120 mil hectares. Sim, eles produzem mais peixes que o Brasil, bem mais…

O Egito é o maior produtor de tainha (Mugil cephalus) do mundo e também um dos maiores produtores mundiais de tilápia-do-Nilo, e detalhe importante: lá as tilápias são nativas! No total, o país cultiva 14 diferentes espécies de peixes e duas espécies de crustáceos, sendo 10 espécies nativas e 6 exóticas. As carpas chinesas também têm destaque no Egito (70 mil ton./ano).

Os principais resultados do artigo científico mostraram que a indústria de rações no Egito é relativamente simples e congrega somente quatro principais grupos produtores. Eles são compradores de insumos, produtores de ração, beneficiadores de pescado, atuam no mercado e ainda engordam os próprios peixes.

De 50 a 99% dos ingredientes das rações produzidas no Egito são importados. Cerca de 90% das rações são produzidas pelo setor privado, onde 80-85% são peletizadas e somente de 15 a 20% são extrusadas (quem sabe uma oportunidade para fabricantes de extrusoras?). Aproximadamente 85% das rações são vendidas diretamente para os produtores e apenas 15% para atacadistas.

Com relação à empregabilidade, a média é de 3,9 empregos para cada 1.000 toneladas de ração produzida. Apenas 10% das fábricas de ração são estatais e nelas a taxa é de 90,3 empregos para cada 1.000 toneladas produzidas. Brasil? Não, Egito!

sábado, 15 de junho de 2019

TEM ATÉ TAINHA NA FESTA!

27ª FESTA DA TAINHA DE BALNEÁRIO BARRA DO SUL

Convide sua família e venha participar da 27ª edição da Festa da Tainha de Balneário Barra do Sul. Gastronomia típica, exposições e apresentações culturais, show's regionais e nacionais.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

OUTROS MARES


Há 4500 milhões de anos, antigo oceano em Marte representava um quinto do planeta. 

Já se sabe que devido à finíssima atmosfera marciana, não há pressão suficiente para haver água em estado líquido no planeta vermelho. Mas no passado, há 4500 milhões de anos, Marte foi coberto por água.

Segundo um estudo estudo publicado na Science, o oceano ocupava um quinto do planeta no hemisfério norte.
Uma equipe internacional com cientistas do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Maryland, nos EUA, da Alemanha, no Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês), no Max Planck, e de outros países, usaram o Very Large Telescope, o telescópio do ESO no Chile, e o do Observatório Keck, da NASA, na ilha do Havai, para medir durante seis anos os diferentes tipos de moléculas de água que restam na atmosfera de Marte e, com isso, fazerem um mapa da água semi-pesada.

Enquanto a água normal é constituída por moléculas de H20, em que dois átomos de hidrogênio estão ligados a um átomo de oxigénio, a água semi-pesada tem um átomo de hidrogênio e outro de deutério ligados ao oxigênio. O deutério é um isótopo do hidrogênio. O núcleo do hidrogênio é constituído apenas por um protão, já o deutério tem além do protão, um neutrão. Na Terra, uma em cada 3200 moléculas de água tem um átomo de deutério.

Mas esta pequena variação faz toda a diferença ao longo dos milhões de anos da história de Marte. Por serem mais pesadas, as moléculas de água com deutério têm mais dificuldade em escaparem-se da atmosfera para o espaço. Assim, como a proporção de moléculas de água normal vai desaparecendo mais rapidamente, a concentração da água semi-pesada aumentou ao longo dos anos.

Esta evolução permite calcular o volume inicial de água existente em Marte e para ,bastam três informações: a concentração da água semi-pesada de Marte há 4500 milhões de anos, a concentração de água semi-pesada atual e o volume de água que hoje existe no planeta.

Medições foram feitas usando os espectrômetros dos telescópios da NASA e do ESO, que recebem a luz refletida da atmosfera marciana. A espectrometria permite analisar a água semi-pesada.

Os resultados da equipa mostram que, em Marte, a água semi-pesada é sete vezes mais concentrada do que, por exemplo, na Terra. E que Marte perdeu, ao longo do tempo, 6,5 vezes mais de água do que a que existe hoje. Por isso, o volume de água inicial de Marte seria, no mínimo, de 20 milhões de quilômetros cúbicos.

Esta quantidade dá para cobrir todo o planeta com uma camada de 140 metros de altura. Porém tendo em conta a topografia de Marte, o mais provável é que tenha existido um oceano no Hemisfério Norte — que tem uma grande região mais baixa do que o resto do planeta. Este oceano ocuparia 19% da área do planeta e teria uma profundidade máxima superior a 1,6 quilômetros.

A nova medição é importante para compreender as probabilidades do aparecimento de vida ali, explica Michael Mumma, do centro da NASA e um dos autores do artigo: “Se Marte perdeu tanta água, muito provavelmente o planeta terá sido úmido durante mais tempo do que o que se pensava, o que sugere que tenha sido habitável durante mais tempo.”
Água em lua de Júpiter


Marte não está sozinho. Cientistas confirmaram que a lua Ganímedes, na órbita de Júpiter, possui um oceano por baixo de uma crosta superficial de gelo. A descoberta foi feita através do Telescópio Espacial Hubble. Com isso eleva-se a possibilidade da presença de vida no subterrâneo dessa lua.

A descoberta veio confirmar um mistério já relatado pela nave Galileo enquanto cumpria uma missão exploratória ao redor de Júpiter e de suas luas, entre 1995 e 2003.

Ganímedes se junta agora a uma crescente lista de luas localizadas nas partes mais afastadas do sistema solar que possuem uma camada de água abaixo da superfície. Entre outros corpos ricos em água estão Europa e Callisto, também luas de Júpiter.

(Do www.marsemfim.com.br)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

"LIZAS", TAINHAS DO CHILE

Fotos Daniel Santini

Lizas... as Tainhas no Mercado Central de Santiago, no Chile, em dezembro/2017!
4.000 / 4.800 pesos chilenos a Liza, convertendo fica em torno de 20 reais o kg.

(Fotos e informações do Daniel Santini)