sábado, 26 de outubro de 2019

NAU DOS LOUCOS

Do https://apoia.se/jotacamelocharges


Resultado de imagem para CANOA A VELA caiçara

Enquanto há vento,
molha-se a vela...
(Dito popular)

EMPROADA

SUJOU GERAL!


Na colônia de pescadores mais antiga da Grande Recife, em Itapissuma, trabalhadores já veem fluxo de clientes diminuir por medo de contaminação/TERESA MAIA

O pesadelo ambiental do Nordeste ameaça pescadores e PIB do turismo
Secretário de turismo de Pernambuco e representantes do setor se reúnem com ministro para debater medidas preventivas. “Tem cliente dizendo que vai ficar sem comer peixes e crustáceos por três meses” 


O vazamento de petróleo que atingiu algumas das praias mais turísticas de Pernambuco nos últimos dias acendeu o alerta nos comerciantes que vivem disso, mas ainda não afeta seu dia a dia. Nesta quarta-feira, o secretário de Turismo de Pernambuco e representantes do setor se reuniram em Brasília com o ministro Marcelo Álvaro Antônio para debater medidas preventivas e informativas, de forma que o litoral Pernambuco, sobretudo ao sul da capital Recife, siga sendo destino no próximo verão. Já o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ocupou a cadeia de rádio e TV nacional para garantir que o Governo tem se empenhado em responder à crise. Também nesta quarta o óleo atingiu mais dois lugares: praia Barra de Jangada, em Jaboatão, ao lado da capital Recife; e a praia do Janga, na cidade de Paulista, ao lado de Olinda. Próximo de lá, em Itapissuma, a mais antiga colônia de pescadores da Grande Recife já vê a frequência de clientes cair por medo de contaminação — ainda que o local não tenha sido atingido. Ao todo, 28 praias do estado foram atingidas ao longo dos últimos 50 dias

Amarildes Pessoa, de 65 anos, pescador "desde que nasceu", diz que tanto turistas como clientes locais temem que os peixes da região estejam contaminados. Além de abrigar a Z10, a mais antiga colônia de pescadores da Grande Recife, Itapissuma é famosa pela caldeirada, prato com mariscos típico do litoral norte de Pernambuco e que atrai a atenção dos turistas. Alguns donos de restaurante negam que a frequência tenha diminuído. Mas Pessoa garante que, na última semana, as vendas caíram “uns 40%”. 

Ele pesca camarão, sururu, ostra, aratu, entre outros, no canal de Santa Cruz. E, além de vender em sua peixaria e abastecer a cidade, comercializa seus os produtos na turística ilha de Itamaracá, em Olinda, no Recife, entre outras localidades. “Não pensei que fosse cair tanto assim. Aqui o óleo ainda não chegou aqui, graças a Deus, mas se o povo tem medo de comer… Aí não vão comprar”, conta. Ele diz que a queixa se estende a outros colegas da colônia de pescadores. “Tem cliente dizendo que vai ficar sem comer peixes e crustáceos por três meses. Não é brincadeira não, meu filho”. 

A região de Itapissuma, no litoral norte de Pernambuco, é constituída por manguezais. Se o óleo chega até eles, sua retirada é praticamente impossível, segundo especialistas. É nesse rico ecossistema que Isaías Américo, de 42 anos, busca as ostras que vende. Ao contrário de Pessoa, garante que ainda consegue vendê-las normalmente. “Mas se o óleo vier para cá, acabou”, lamenta. 

A 30 minutos dali, na praia do Janga, município de Paulista, centenas de voluntários tentavam retirar da água e das pedras uma grande quantidade de petróleo, cru e bastante grosso, que chegou nesta quarta. Como em outros dias, fizeram mutirão a partir da doação de mantimentos e equipamentos dos pernambucanos que se solidarizaram. Entre esses voluntários, um homem dentro da água retirava com uma peneira os peixes mortos. De acordo com representantes municipais, a vida marinha local pode estar ameaçada, mas garantem que amostras de animais mortos serão enviadas para a Universidade Federal de Pernambuco para avaliar qual é a relação com o vazamento

A preocupação maior reside do outro lado da Grande Recife, no litoral sul de Pernambuco, especialmente em municípios como Tamandaré, Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão. Nesta última cidade, que está ao lado de Recife, a menos de 20 quilômetros da famosa praia de Boa Viagem, o óleo chegou na madrugada de quarta-feira. Mas a Prefeitura assegura que estava monitorando a área e que conseguiu conter a contaminação a tempo, retirando cerca de cinco toneladas da substância até o fim da manhã. 

As cidades mais importantes para o turismo em Pernambuco são Tamarandé e Ipojuca. Na primeira está a turística praia de Carneiros, que foi contaminada na última sexta — e já foi limpa pelos incansáveis voluntários. Já a última abriga um balneário que inclui as praias de Porto de Galinhas, Muro Alto, Maracaípe e Cupe. A primeira se salvou por pouco do vazamento, mas as outras acabaram afetadas. O turismo emprega 50% da população economicamente ativa somente nesse balneário, segundo a Porto Convention. Considerando toda Ipojuca, 20.000 de seus 94.000 habitantes estão empregados no setor. 

Outro fator de preocupação é que o litoral sul de Pernambuco é formado por corais. Uma vez atingidos pelo petróleo cru, é praticamente impossível retirá-lo das rochas. A secretaria de Turismo de Pernambuco afirma que 5,9 milhões de pessoas visitaram o estado em 2018. E que Porto de Galinhas é a praia mais visitada de todo o Estado. De acordo com a Porto Convention, 1,2 milhão de turistas passaram pelo local no ano passado. 

Até agora, a contaminação de óleo na região parece não ter afetado os planos dos turistas que vão visitar o litoral sul de Pernambuco. O EL PAÍS conversou com responsáveis por pousadas em Maracaípe, Carneiros e Olinda — esta última, apesar de mais longe, é um dos principais pontos de hospedagem daqueles que visitam as praias da região. De acordo eles, ainda não houve pedidos de cancelamento de reserva. A rotina segue praticamente igual. “No sábado, quando aconteceu a contaminação, muita gente ligou pedindo para cancelar, mas conseguimos reverter 90% desses cancelamentos. Agora temos que ver daqui em diante”, conta Fátima Cristina Dias, dona da pousada Maraoka, na praia de Maracaípe. Nos últimos dias ela tem publicado no Instagram fotos da praia, que já foi limpa por voluntários. Garante que a procura até aumentou, enquanto que os cancelamentos de reserva voltaram para seu fluxo normal. 

“Nós, do trade turístico e donos de hotéis de Porto de Galinhas, estamos em uma ação de prevenção. As praias de Carneiros e Porto de Galinhas tiveram incidentes pontuais, mas estão limpas. Queremos evitar agora esses efeitos negativos de cancelamento”, explica Danilo Oliveira, vice-presidente da Associação para o Desenvolvimento Sustentável de Carneiros e diretor da pousada Praia dos Carneiros. Ele esteve na reunião com o ministro de Turismo e o secretário de Turismo de Pernambuco nesta quarta-feira. Entre as reivindicações, estão medidas de divulgação de destinos do Nordeste e uma operação de mídia positiva para a região, evitando que se altere o fluxo de turistas. “Isso sim seria uma catástrofe. O que está havendo, ao menos até agora, são pedidos dos clientes de que a gente assegure que não há problemas e que as praias estão próprias para banho. Mas ninguém pediu para cancelar reserva, graças a Deus”, garante. 

Oliveira assegura que as praias da região que foram limpas já estão próprias para o banho. Mas isso não é 100% seguro. De acordo com o oceanógrafo Moacyr Araújo, vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, as pessoas devem evitar entrar nas áreas atingidas pelo óleo e consumir pescados e frutos do mar até que seja identificado o nível de contaminação. Em coletiva de imprensa após reunião do governador Paulo Câmara com a comunidade acadêmica, ele afirmou que novas manchas de óleo podem aparecer nos próximos dias. 

"Vem mais óleo por aí. A estimativa é que cerca de 30% a 40% de tudo que nós estamos vendo ainda está no oceano", explicou o especialista. "Nós temos uma corrente que traz da África para a América Central e América do Sul. E esse é o movimento natural das correntes. Só que existem porções dessas correntes que são mais densas, mais fortes e intensas. E ela, nesse momento, por uma configuração geofísica, de ventos e outros fatores, está passeando ao longo da borda leste do Nordeste, ou seja, entre o Rio Grande do Norte e a Bahia. Portanto, em determinado momento, a corrente vai empurrar as manchas para mais próximo daquele estado que ela está na frente", acrescentou. 


DEPOIS DA TEMPESTADE...

Foto Fernando Alexandre
 Águas passam, repassam, se passam...
E imprimem aquarelas marinhas!

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

MAR DE SABORES


Moqueca de camarão

Ingredientes

1 kg de camarão sem casca
1 colher de sopa de pimento verde picado
1 colher de sopa de pimento vermelho picado 
1 malagueta picada (com ou sem sementes consoante o gosto)
2 dentes de alho picados
1 cebola picada
2 tomates picados
2 colheres de sopa de polpa de tomate
2 colheres de sopa de óleo de palma (azeite de dendem)
1 lata de leite de coco
1 colher de sopa de coentros picados
2 colheres de sopa de salsa picada
2 colheres de sopa de cebolinha verde picada (não tinha, usei rama de cebola)
1 colher de sopa de maizena
Sumo de meio limão
Azeite, sal, pimenta

Preparação

PASSO 1
Temperar os camarões com um pouco de azeite, sal, pimenta e sumo de limão. Deixar repousar 30 minutos.
PASSO 2
Entretanto, refogar a cebola num pouco de azeite até ficar translúcida. Juntar o pimento, o alho, a malagueta e o tomate picado e deixar cozinhar 5 minutos.
PASSO 3
Juntar a polpa de tomate e o óleo de palma e mexer bem. Adicionar o leite de coco e deixar levantar fervura.
PASSO 4
Juntar os camarões, as ervas aromáticas e a maizena. Deixar cozinhar em lume médio até os camarões ficarem cozidos (cerca de 5 minutos).
PASSO 5
Sevir com arroz branco. Bom apetite !

(Do https://pt.petitchef.com/)

JOGO RÁPIDO

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Aprenda logo
Antes que seja tarde
Sorvete tem que ser vermelho
Gasosa de Framboesa
e nem tudo que brilha é olho

(Fernando Alexandre - Outono 1985)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

EMPROADAS

Foto Fernando Alexandre

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre
"João Bernardo", da flotilha do capitão Aldemir, Pântano do Sul!

JUNTOS & SEPARADOS

Foto Fernando Alexandre
"O mar aproxima as regiões que ele separa"
(Dito praieiro)

NA PRAIA

Olhar e clique do Antonio Paulo D'Aquino Noronha

MANEMÓRIAS

Foto: Panorâmica Balneário de Ingleses 2019 
Foto Cid Junkes

BALNEÁRIO DE INGLESES: A TRANSFORMAÇÃO DE UMA VILA DE PESCADORES

por José Luiz Sardá
 
Conta a história que a origem do bairro Ingleses é atribuída ao naufrágio de uma nau inglesa, ocorrido na metade do século XVIII, em frente a Ilha do Mata-Fome, como é conhecida popularmente pelos nativos e pescadores. Esta ilha serviu de abrigo aos náufragos e alguns destes sobreviventes constituíram famílias com as nativas do lugar. Naquela época era um povoado bastante habitado e todos se agrupavam no entorno da pequena capela consagrada a Nossa Senhora dos Navegantes, construída por um abastado lavrador, em 1881, sobre os cômoros de areia. Na década de 1960, devido ao aumento da população, a capela foi demolida com o objetivo de construir uma igreja maior. Até hoje a tradicional festa religiosa de Nossa Senhora dos Navegantes atrai multidões de romeiros e devotos.

Naquela época, Ingleses do Rio Vermelho abrangia parte da costa Leste da Ilha de Santa Catarina, desde o atual bairro São João do Rio Vermelho, até o balneário de Ingleses. Foi criado por Decreto-Lei de 11 de agosto de 1831, sob a invocação de São João Batista. Posteriormente, em 04 de dezembro de 1962, por Decreto foi criado o Distrito de São João do Rio Vermelho. O surgimento desta freguesia açoriana, que se desenvolveu a partir do núcleo original e pelos principais caminhos, vielas e becos abertos sobre as planícies das Aranhas e do Capivari, além de alavancar o povoamento da região, serviu também como posto de reconhecimento de embarcações que chegavam pelo lado Norte da Ilha.

Era uma vila cujos habitantes se dedicavam, na maior do tempo, à agricultura e à pesca. Na década de 1960 os engenhos de farinha e de açúcar dominavam a paisagem local. Entretanto, a partir dos anos 1970 deixaram de existir. A atividade pesqueira era intensa. Existiam as denominadas “Salgas”, um tipo de armazém onde os pescados eram preparados com sal, estocados e depois comercializados. A partir do final a década de 1980, aproximadamente, as terras que serviram basicamente à agricultura foram parceladas e transformadas em grandes loteamentos e condomínios edilícios. A crônica ausência de adequado planejamento urbano permitiu a chegada de milhares de migrantes na região, notadamente de gaúchos, paranaenses, paulistas e catarinenses do interior. 

Nos anos 1990, o “boom” do turismo no balneário passou a representar importante fonte de renda à população, mas, infelizmente, trouxe profundas modificações no cotidiano dos nativos e prejuízos ao meio ambiente, transformando de modo irremediável a bucólica e pacata vila de pescadores e pequenos agricultores. A especulação imobiliária, ora hipervalorizando as áreas mais próximas da praia, ora oferecendo a pouco troco áreas sabidamente problemáticas, provocou absurdo crescimento desordenado, vindo a afetar diretamente o cotidiano da população local. Os imóveis simples originários, localizados ao longo das vias e da estrada principal, rapidamente se transformaram em supermercados, restaurantes, shopping, hotéis, pousadas, resorts, loteamentos, conjuntos habitacionais e pontos de prestadores serviços diversos.

Não é de hoje que o bairro Ingleses e seu entorno vem sofrendo grande pressão sobre seus ecossistemas, cujo funesto resultado se traduz em sérios danos ambientais. Exemplos claros disso são: a) áreas de dunas invadidas pela população de baixa renda, originando grandes bolsões de pobreza: b) poluição no Rio Capivari, onde efluentes de esgoto são despejados in natura no leito do rio: c) processos erosivos no cordão praial por força da ocupação desenfreada e desregrada: d) descaracterização das encostas e ocupações irregulares nas áreas de preservação ambiental. Segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, as planícies dos bairros Sitio Capivari e Santinho tiveram significativo aumento populacional, consubstanciando, ambas, a região que mais cresceu nos últimos dez anos em Santa Catarina. Dados apontam que os seis distritos do Norte da Ilha, já no ano 2.020, terão uma população flutuante/residente aproximada de 460 mil pessoas.

MAR DO TASSO CLAUDIO SCHERER


quarta-feira, 23 de outubro de 2019

MAR DE PESCADOR


Pescadores ocupam sede do Ibama contra negligência do governo com óleos nas praias


As manchas de óleo nas praias do nordeste, ainda sem origem determinada, avançam dia após dia causando cada vez mais danos, não só para o meio ambiente, mas para toda a população. Impossibilitados de trabalhar, pescadores e marisqueiros ocuparam nesta terça-feira (22) a sede do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) exigindo respostas sobre as manchas de óleo.

Somente em Salvador foram retiradas já 22 toneladas de óleo, porém as manchas continuam aparecendo e até mesmo barris foram encontrados na orla da praia. Bahia e Sergipe decretaram situação de emergência com os vazamentos.


Em termos ambientais, a situação se agrava a cada dia causando danos profundos ao meio ambiente e animais marinhos. No Ceará, mais de 20 tartarugas foram encontradas mortas e muitos vídeos circulam na internet mostrando pessoas tentando limpar tartarugas vivas da grosseira camada de óleo que recobre seus corpos. Não são somente tartarugas que vem sendo encontradas nessas situações: em outras regiões, são mais tartarugas, golfinhos, peixes encontrados cobertos de óleo.

Os trabalhadores manifestam-se contra a negligência do Estado para conter o óleo que avança, destruindo uma das fundamentais fontes de rendas dessas famílias, desde 30 de agosto. Segundo o Ministério da Agricultura, cerca de 144 mil famílias que vivem da pesca estão expostas aos danos do óleo nas praias.

Os trabalhadores vem sendo orientados à não pescar ou caçar mariscos nas praias que estão sendo atingidas pelo óleo. Junto aos trabalhadores, outras organizações compuseram o manifesto escrito, incluindo comunidades científicas que se veem sem respostas em relação ao que está ocorrendo.

O vazamento de óleo nas praias do Nordeste é um crime ambiental sem precedentes, expondo que a cobiça dos capitalistas por todos os recursos naturais não tem limites.

Junto as queimadas na Amazônia, cuja fumaça anoiteceu cidades por todo país, a destruição avassaladora do meio ambiente está à serviço da expansão do agronegócio e da especulação do recursos para garantir o lucro dos capitalistas. Seja pelos latifundiários de Bolsonaro e Trump vendendo soja para os chineses, seja pelos países imperialista da União Europeia que miram na Amazônia para satisfazer o lucro das gigantes indústrias do ramo de cosméticos e farmacêuticas.

O agronegócio que foi largamente favorecido nos anos de governo do PT e seu processo de reprimarização da economia, assim como a mineração, que foi responsável pelos crimes de Brumadinho e Mariana cometidos pela Vale.

Não podemos permitir que usem todos os recursos naturais e humanos para garantir que a crise capitalista não seja paga por quem a criou. É necessário que a classe trabalhadora dê uma resposta às condições que estão colocadas e enterre esse sistema irracional que destrói o meio ambiente e toda a vida no planeta em nome do lucro dos capitalistas.

A VIDA É UMA FESTA!

FEIJOADA DO MAR

Foto: Renata Sehn, divulgação

Curta a primavera com esta feijoada de frutos do mar


Para a primavera, nada melhor que uma versão mais leve da feijoada. Os frutos do mar entram em cena e tornam ainda mais delicioso este tradicional prato brasileiro. Confira a receita:

Ingredientes
Para seis pessoas

400 g de feijão branco
100 g de cebola picada
100 g de tomate picado
1 colher de sopa de alho picado
100 ml de azeite
50 g de salsa picada
100 de filé de peixe cortado em tiras
100 g de mariscos na casca
100 g de lula em anéis
100 g de polvo cortado
100 g de camarões médios descascados
100 g de molho de tomate
50 g de manteiga
50 g de mostarda amarela
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo

Coloque o feijão de molho por 12 horas na geladeira. Após, cozinhe o feijão em água, adicionando o sal, a salsa e o azeite. Em seguida, acrescente a metade do tomate, da cebola e o alho picado.

Assim que o feijão estiver cozido, adicione o leite de coco, o molho de tomate, a mostarda, a manteiga, todos os frutos do mar e deixe cozinhar.

Enquanto isto, aqueça uma frigideira, adicione o azeite e refogue o restante dos tomates, da cebola e do alho e após coloque tudo na panela com a feijoada. Corrija o sal e a pimenta do reino e tenha cuidado com o ponto certo do cozimento dos frutos do mar, que devem ficar tenros.

(Da www.revistaversar.com.br/)

NA PRAIA...


segunda-feira, 21 de outubro de 2019

TEMPO NA TERÇA!

Tempo instável permanece nesta terça-feira em Santa Catarina. – Foto: Marcus Bruno/Arquivo/ND

Será que chove? Veja a previsão do tempo desta terça em Santa Catarina

Primavera no Estado se mostra com tempo instável em todas as regiões e as temperaturas ainda não devem subir

Depois de uma segunda-feira chuvosa na maior parte do estado, a terça-feira deve intercalar o mau tempo com aberturas de sol em Santa Catarina. Então a resposta para o título dessa matéria é: chove, mas também faz sol. As temperaturas seguem amenas, com máxima de 25ºC na região Oeste.

O sistema de baixa pressão influencia o litoral, região Norte e Vale do Itajaí. Por isso, o céu ficará nublado com aberturas esporádicas do nosso astro-rei. Mas não esqueça do guarda-chuva, pois existe a possibilidade de chuvisco ao longo do dia. Apenas sa região Norte a possibilidade de chuva é menor.

Já no Oeste, Meio-Oeste, Serra e Sul o tempo fica mais firme e o sol chega com força sem de chuva. Isso acontece porque, ao contrário das demais regiões o sistema de alta pressão influenciará nas condições do tempo.

No litoral o vento é sul vai soprar com rajadas de até 40 km/h e a ondulação será de 2 metros.
Confira as mínimas e máximas no Estado


Florianópolis/Palhoça/São José: mínima 17°C, máxima 23°C;

Criciúma/Tubarão: mínima 15°C, máxima 20°C;

Imbituba: mínima 17°C, máxima 23°C;

Lages: mínima 10°C, máxima 20°C;

Urupema: mínima 8°C, máxima 17°C;

Maravilha: mínima 14°C, máxima 25°C;

Chapecó: mínima 11°C, máxima 24°C;

Joaçaba: mínima 13°C, máxima 23°C;

Caçador: mínima 10°C, máxima 21°C;

Itaiópolis/Mafra/Canoinhas: mínima 13°C, máxima 24°C;

Joinville: mínima 17°C, máxima 24°C;

Balneário Camboriú: mínima 16°C, máxima 24°C;

São Francisco do Sul: mínima 16°C, máxima 23°C;

Blumenau/Itajaí: mínima 15°C, máxima 24°C;

Rio do Sul: mínima 14°C, máxima 24°C.

(Do https://ndmais.com.br/)

domingo, 20 de outubro de 2019

MAR DE POETA

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O MAR

Antes que o sonho (ou o terror) tecesse
Mitologias e cosmogonias,
Antes que o tempo se cunhasse em dias,
O mar, sempre mar, já estava e era.
Quem é o mar? Quem é aquele violento
E antigo ser que rói os pilares
Da terra e é um e muitos mares
E abismo e resplendor e acaso e vento?
Quem o olha o vê pela primeira vez.
Sempre. Com o assombro que as coisas
Elementares deixam, as charmosas
tardes, a lua, ou fogo de uma fogueira.
Quem é o mar, quem sou? Isso saberei
No dia seguinte da minha agonia.

Jorge Luis Borges

(Tradução Rodrigo Garcia Lopes)

NA PRAIA...

Frank Sinatra e Ava Gardner!

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre 

MAR - CAIS


Foto Fernando Alexandre
Tudo abandono
menos o mar
(Jairo Schmidt)

HOJE NO PANTUSÚLI


sábado, 19 de outubro de 2019

MAR DE CAYMMI


DANDO NOME...

Fotos Fernando Alexandre
Pântano do Sul

PORQUE HOJE É SÁBADO

Foto Ilustrativa
FILÉ DE PEIXE COM CREME DE ABÓBORA

Ingredientes

3 colheres (sopa) de óleo
1/2 cebola picada
250g de abóbora em cubos cozida e amassada
1/2 maço de folhas de espinafre cozido e picado
1/2 xícara de maionese
500g de filé de peixe
1 pitada de sal
2 colheres (sopa) de suco de limão

Modo de preparo
1. Em uma panela média, aqueça uma colher (sopa) de óleo em fogo médio.
2. Doure a cebola, junte a abóbora, o espinafre e refogue por 2 minutos.
3. Acrescente a maionese e misture até ficar homogêneo. Reserve.
4. Em uma tigela média, junte os filés de peixe, o sal e o suco de limão.
5. Em uma frigideira média, aqueça o óleo restante e frite o peixe até dourar os dois lados.
6. Sirva o peixe acompanhado do creme.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019


Há mar e mar,
há ir e voltar
(Dito popular praieiro)

Fotos Andrea Ramos

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

ÁGUAS PASSADAS...

Foto Fernando  Alexandre

MEMÓRIA DAS ÁGUAS

Nsa Sra do Desterro, imagem de 1880 tendo ao fundo o Prédio da Alfandega. 

A MANCHA...


Lenine e Lula Queiroga, "A Mancha", CD LABIATA, 2008.

A mancha vem comendo pela beira
o óleo já tomou a cabeceira do Rio
e avança


A mancha que vazou do casco do Navio...
A mancha que vazou do casco do Navio.

Colando as asas da ave praiera
a mancha vem vindo
vem mais rápido que lancha.

Afogando peixe, encalhando prancha
a mancha, que mancha.
quem mancha de óleo e vergonha
que mancha a jangada, que mancha a areia.

Negra praia brasileira,
onde a morena gestante
filha de pescador
derrama lágrimas negras
vigiando o horizonte
esperando seu amor.

MAR DO ORLANDO AZEVEDO

Foto Orlando Azevedo 

GAIVOTAS


Foto Olhando Decima
Do crespo mar azul brancas gaivotas
Voam - de leite e neve o céu manchando,
E vão abrindo às regiões remotas
As asas, em silêncio, à tarde, e em bando.

Depois se perdem pelo espaço ignotas,
O ninho das estrelas procurando:
Cerras os cílios, com teu dedo notas
Que elas vêm outra vez o azul furando.

Uma na vaga buliçosa dorme,
Uma revoa em cima, outra mais baixo...
E ronca o abismo do oceano enorme...

Cai o sol, como já queimado facho...
Do lado oposto espia a noite informe...
Tu me perguntas se isto é belo?... e eu acho...


(Luis Delfino)
Um poeta quase inédito

Luís Delfino dos Santos (Desterro, 25 de agosto de 1834 — Rio do Janeiro, 31 de janeiro de 1910) foi um médico, político e poeta brasileiro considerado um dos mais importante de Santa Catarina, ao lado de Cruz e Sousa. Morou em sua cidade natal até os dezesseis anos de idade, mudando-se em seguida para o Rio de Janeiro, onde se formou em medicina em 1857. Não publicou nenhum livro em vida, o que fez com que sua obra quase se perdesse no tempo. Sua poesia, de rima e métrica consideradas perfeitas, era publicada freqüentemente em jornais e revistas da sua época, o que o fez conhecido como poeta. Foi eleito pelos colegas escritores "Príncipe dos Poetas Brasileiros" em 1898. Foi chamado também de "Victor Hugo brasileiro". Sua obra é imensa - escreveu mais de cinco mil poemas - e foi publicada em quatorze livros por seu filho, Tomas Delfino dos Santos, entre 1926 e 1943.