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terça-feira, 22 de setembro de 2020

MAR DE BALEIAS




Sobrevoo de monitoramento registra 42 baleias-francas entre SC e RS

Um total de 42 baleias-francas foram avistadas no monitoramento aéreo realizado nos dias 17 e 18 de setembro no litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Eram 20 mães acompanhadas de filhotes e 2 adultas sozinhas. Esse foi o principal sobrevoo de monitoramento da Temporada 2020, já que setembro é o auge do período reprodutivo das baleias-franca, quando um maior número de indivíduos é registrado no litoral sul do Brasil. O próximo sobrevoo está previsto para novembro, no fim da temporada. 

Intitulado expedição ProFRANCA, o sobrevoo estendido é uma ação conjunta do programa de monitoramento das baleias-francas da SCPAR Porto de Imbituba (SC) e do Projeto Franca Austral, realizado pelo Instituto Australis, com patrocínio Petrobras. 

Além do tradicional monitoramento que abrange a região da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, entre Torres, no Rio Grande do Sul, e Florianópolis, Santa Catarina, o percurso foi estendido e iniciou no município de Santa Vitória do Palmar, extremo sul gaúcho, percorrendo cerca de 1.000 km de costa até a cidade de Penha no litoral norte de Santa Catarina.
Dentro da área regularmente sobrevoada em anos anteriores, entre Florianópolis (SC) e Torres (RS) foram avistadas 30 baleias, sendo (15 mães acompanhadas de filhotes), um número menor que observado em setembro do ano passado, quando foram avistadas 52 baleias no mesmo trecho. 

BAIXO NÚMERO 

Segundo Karina Groch, Diretora de Pesquisa do ProFRANCA, “o baixo número de baleias foi uma surpresa, pois este ano as baleias chegaram na região mais cedo, o que em geral é um indicativo de um número maior de baleias virem se reproduzir no litoral do Brasil. Além disso, estamos tendo um ano muito atípico em termos de distribuição das baleias, com ocorrência mais ao sul. E temos feito contato com os pesquisadores que atuam nas outras áreas de concentração de baleias-franca no Hemisfério Sul, que também estão registrando números menores que em 2019”. 
A maior concentração foi registrada em Laguna (SC), com 24 indivíduos, seguido de Mostardas (RS), com 10 baleias, Jaguaruna, 6 baleias e Capão da Canoa (RS), 2 baleias. Além das baleias, foram avistados grupos de toninhas (Pontoporia blainvillei), pinípedes (lobos e leões marinhos) e golfinhos nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus).
A equipe de monitoramento aéreo, formada por 1 a 2 observadores e um fotógrafo, faz o censo e o registro da localização dos indivíduos, além da fotografia das baleias. As fotos serão utilizadas na identificação dos indivíduos adultos, possível através de calosidades que cada animal possui sobre a cabeça, únicas para cada baleia-franca, como se fosse uma impressão digital. 
Segundo os pesquisadores que participaram do sobrevoo, diversos fatores podem influenciar no número de baleias em áreas reprodutivas avistadas neste ano. “A variação pode estar atrelada a fatores como a disponibilidade de alimento antes da migração e a reprodução desses animais na Argentina, que é uma área mais próxima às zonas de alimentação, localizadas na Antártica”, afirma Gilberto Ougo, oceanógrafo da empresa Acquaplan que integrou a equipe da expedição.

MONITORAMENTOS

Um monitoramento sistemático a partir de terra está sendo realizado pelo projeto ProFRANCA ao longo de 15 pontos fixos na região da APA da Baleia Franca. A metodologia empregada dá continuidade aos estudos de longo prazo realizados pelo Instituto Australis, para avaliar a abundância, o padrão de distribuição, a sazonalidade e o comportamento das baleias-francas. 
Na região do Porto de Imbituba, o Programa de Monitoramento integra o Plano de Controle Ambiental (PCA) da SCPAR Porto de Imbituba, Autoridade Portuária. Realizado há 12 anos, o trabalho abrange duas metodologias: monitoramento aéreo e terrestre. Por terra, a observação ocorre em pontos fixos nas enseadas das praias do Porto e da Ribanceira, entre os meses de julho e novembro, e é executado pela empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental e o 
Instituto Australis.

O monitoramento da frequência dos cetáceos na região possibilita que o porto estabeleça controles operacionais voltados à conservação da espécie. “As informações coletadas ao longo da temporada permitem analisar a frequência de uso e comportamento das baleias, a fim de garantir a segurança e a conservação da espécie em harmonia com as operações portuárias”, avalia Camila Amorim, oceanógrafa e gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da SCPAR Porto de Imbituba.

As baleias-francas

A baleia-franca é uma espécie ainda ameaçada de extinção no Brasil, e conta com uma população estimada em 500 indivíduos e uma taxa de crescimento de 4% ao ano. Os números são resultado de uma tese de doutorado apresentada este ano, contemplando a uma análise de 15 anos de dados dos sobrevoos de monitoramento da espécie. A realização e continuidade deste monitoramento sistemático de longo prazo é fundamental para acompanhar a recuperação populacional da espécie no sul do Brasil.

(Para saber mais visite www.baleiafranca.org.br e acompanhe nossas redes sociais @institutoaustralis.)

terça-feira, 18 de agosto de 2020

MAR DE BALEEIRAS

Assistir “No Coração do Mar” é fácil. Está no Netflix. Mas se gosta deste barquinho, tente assistir "Moby Dick".

A baleeira no cinema

A baleeira, este barco que quase todo mundo conhece e que até bem pouco tempo era muito comum nas águas dos litorais das Ilha de Santa Catarina, é um astro do cinema. 
Ela está em um dos filmes mais impressionantes que eu já vi, que é “Moby Dick”, de 1952, baseado no romance de Hermann Neville, dirigido por John Huston e que tem Gregory Pack no papel do obcecado Capitão Ahab, comandante do Essex, o navio baleeiro que foi destruído pelo gigantesco cachalote.
E também em “No Coração do Mar”, de 2015, dirigido por Ron Howard, baseado no livro de Nathaniel Philbrick, de 2000, que diz ser a verdadeira história que inspirou Melville a escrever o clássico da literatura universal. 

Nos dois livros e nos dois filmes há uma passagem no litoral de Santa Catarina. Melville e Philbrick escrevem que encontraram muitas baleias no paralelo 27. No filme de Howard, o personagem Thomas Nickerson, o último sobrevivente do Essex, mostra no mapa desenhado com ponta de canivete sobre a sua mesa que foi daqui que partiram para o Oceano Pacífico, após conseguirem 400 barris de óleo no final de um dia de pesca volumosa. 

E é nestes trechos dos dois filmes que a baleeira vira estrela. Mas as cenas em “Moby Dick” são muito melhores, mais detalhadas, menos nervosas. Numa sequência bem longa é possível ver com uma clareza quase didática como a baleeira era usada na pesca do cetáceo. Já em “No Coração do Mar” a passagem é mais curta, mais nervosa e pouco compreensível para quem se interessa em entender o manejo da embarcação. 

As duas histórias começam na Ilha de Nuntecket, uns 250 km ao Norte de Nova Iorque, que foi o principal porto de armação de navios baleeiros do mundo durante o século 19. Foi para esta Ilha no Atlântico Norte que os colonizadores britânicos levaram o mesmo modelo barco que ainda hoje leva turistas para os restaurantes da Costa da Lagoa. 

E este barco de uns nove metros, dupla proa, casco escamado, seguro, rápido e fácil de manobrar foi usado pelos vikings para invadir o Norte das Ilhas Britânicas, no século 9. Eram os barcos de assalto, tocados à vela e à remos.

Não, a baleeira não é um barco açoriano. Os açorianos nem gostavam tanto assim de se fazerem ao mar. Mas os Açores eram um dos pontos de reabastecimento e de reparos de navios usado pelos caçadores de baleias de Nuntecket. Quando retornavam para casa com os porões abarrotados de óleo, muitos deles deixavam ali os “botes baleeiros” e os pegavam no ano seguinte. 

Outro local onde os barcos eram deixados é aqui, na Ilha de Santa Catarina. E foi uma destas baleeiras que derem um tempo na praia da Armação, em Florianópolis, no final do século 19, que serviu de modelo para que um hábil construtor tirasse as suas medidas e copiasse a embarcação que se tornou parte da cultura da Ilha de Santa Catarina.

domingo, 12 de julho de 2020

ELAS CHEGARAM!!!


As baleias Francas que nos visitam todos os anos já estão em nossos mares acasalando, parindo e amamentando seus imensos filhotes!
O ciclo da vida!
Este ano, já foram registradas em vídeos e em fotos avistagens em
 Laguna, na praia do Mar Grosso, Gi, Sol e Itapiruba Sul.
Em Imbituba, na praia de itapiruba Norte, Vila,
D'água, Ribanceira, Ibiraquera e Rosa.
Em Garopaba, na praia da Silveira e Siriu,
Em Florianópolis, no Campeche e Morro das Pedras!
Por enquanto, por causa da pandemia #fiqueemcasa.
Em Setembro é a melhor época do ano para ver as baleias na  APABF - Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, litoral de Santa Catarina.
As operadores de turismo, confiando que até lá a situação geral estará mudada, já estão aceitando reservas para o espetáculo das avistagens! 

sexta-feira, 26 de junho de 2020

MAR DE BALEIAS


Avistagem e fotos do Silézio Sabino

A primeira baleia franca deste inverno foi avistada ontem no Sul da Ilha de Santa Catarina, próxima a ilha do Campeche!
Procurando águas mais quentes pra acasalar ou parir seus imensos filhotes, as baleias migram - em sua maioria - das águas geladas da Patagônia argentina, mais precisamente da Península Valdés, um território selvagem e isolado. 
Com uma área de aproximadamente 4mil km2 de falésias, praias, golfos e enseadas conserva um dos ecossistemas mais peculiares do planeta, sendo patrimônio mundial desde 1999. Uma boa parte das baleias francas que visitam o litoral de Santa Catarina nesta época do ano, são provenientes de lá, da Patagônia Argentina.

sábado, 21 de setembro de 2019

HAVER BALEIAS

Foto Pedro Castilho

Turismo embarcado de baleias franca foi liberado

O Turismo embarcado de observação de baleias (TOBE) na Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca está liberado, conforme decisão provisória do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4,) divulgada hoje (20).

De acordo com decisão a autorização é temporária para um período de trinta dias, enquanto a baleia franca ainda estará no litoral sul de Santa Catarina, com o acompanhamento pelo ICMBio.

"É imprescindível a realização de pesquisas científicas com objetivo de avaliar os impactos da utilização de embarcações para observação de baleias para, além do nível de ruídos subaquáticos, o comportamento das baleias franca antes, durante e após a aproximação das embarcações, para determinar como a atividade afeta o cotidiano dos animais, que buscam as enseadas da APA da Baleia Franca para terem seus filhotes e os amamentar", afirmou a desembargadora Vânia Hack de Almeida .
O ICMBio afirma que todas as condicionantes exigidas para o fim de autorizar o TOBE foram cumpridas, como os estudos, plano de manejo e autorização do órgão ambiental estadual para a atividade (IMA).

"A idéia é focar no monitoramento da atividade e subsidiar o processo. Na próxima semana estaremos nos reunindo com as operadoras para planejamento das atividades", afirma a chefia da APA da Baleia Franca.
A retomada da atividade nesta temporada de 2019 inclui os seguintes critérios adotados pela APA da Baleia Franca: Portaria que regulamenta a atividade do TOBE (nº1112, de 17/12/2018), Plano de Normatização, Monitoramento, Fiscalização e Controle da Atividade e uma Nota Técnica (nº20/2017), que descreve o método científico que será empregado para avaliar o impacto da atividade sobre as baleias.

Essa nota técnica foi elaborada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBIO) com o método para avaliar potenciais impactos do TOBE sobre as baleias.

Consiste no monitoramento do comportamento das baleias na presença e na ausência de embarcações de turismo através de ponto fixo em terra com a utilização de Teodolito. Este método é considerado um dos mais eficazes para avaliar o impacto das embarcações sobre os cetáceos, pois permite identificar mudanças no padrão comportamental e de movimentação das baleias.

Plano de Fiscalização:
Em 2016 o Plano de Normatização, Monitoramento, Fiscalização e Controle da Atividade do TOBE foi elaborado pela equipe de fiscais da APABF/ICMBIO com o propósito de prevenir infrações ambientais e promover uma atividade de turismo embarcado com o mínimo impacto ao ambiente e à baleias.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

terça-feira, 27 de agosto de 2019

BALEIAS À VISTA!!!




Imagens: Eduardo Salgado / Instituto Australis



BALEIA-FRANCA SEMI-ALBINA E GRUPO DE ACASALAMENTO SÃO REGISTRADOS NO MORRO DAS PEDRAS, EM FLORIANÓPOLIS

Na tarde deste domingo (25/08), uma baleia franca semi-albina adulta foi avistada por moradores no Morro das Pedras em Florianópolis. Segundo os pesquisadores do Instituto Australis, o registro é inédito para a região

O primeiro registro foi feito a partir da costa, por Heloisa Bentes, que avistou a baleia um pouco distante, e em seguida Gabriela Zimmer enviou fotos, confirmando se tratar da baleia semi-albina. Trata-se do primeiro registro de baleia semi-albina na temporada 2019. Próximo a esta baleia haviam outras baleias adultas. O cinegrafista Eduardo Salgado, parceiro do Instituto Australis, conseguiu fazer o registro com imagens aéreas. No momento do vídeo, um comportamento de “corte” que antecede o acasalamento das baleias franca, foi registrado.

Segundo a Diretora de Pesquisa do Instituto Australis, Karina Groch, grupos de baleias adultas em comportamento de acasalamento tem sido pouco avistados nos últimos anos em Santa Catarina, caracterizando a região principalmente como local de nascimento e cria dos filhotes. No entanto no vídeo é possível observar as baleias interagindo em grande intensidade, em um comportamento típico pré-acasalamento. Além disso, é possível observar a baleia semi-albina sendo perseguida pelas outras baleias, o que nos indica quer pode se tratar da fêmea deste grupo. Segundo Eduardo Renault, Coordenador de Pesquisa do IA, as baleias semi-albinas geralmente são macho, uma característica genética de baleias com esta coloração, mas indivíduos fêmea podem ocorrer, e há pelo menos duas ocorrências de baleias semi-albinas fêmeas, uma na Argentina e outra na África do Sul. No entanto, ainda não há como saber o sexo da baleia semi-albina do grupo registrado no Morro das Pedras.

A temporada reprodutiva das baleias franca vai de Julho a Novembro, e está chegando ao auge, setembro, que é o mês de maior ocorrência dos animais na região. O Instituto Australis realiza o monitoramento diário a partir de pontos fixos ao longo da APA da Baleia Franca, desde a praia da Gamboa até o Cabo de Santa Marta, além do Balneário Morro dos Conventos. Na última semana 36 baleias chegaram a ser contabilizadas no mesmo dia nos pontos monitorados. Nos últimos dias também foram registradas baleias-francas em Torres (RS), no litoral de São Paulo, no Rio de Janeiro, e segundo o Instituto Baleia Jubarte, houve um registro na Bahia.

O próximo sobrevoo de monitoramento e fotoidentificação das baleias- francas em Santa Catarina será realizado em setembro, como parte do Plano de Controle Ambiental do Porto de Imbituba/SCPar. Este será o principal sobrevoo da temporada, após o que poderemos saber o número total de baleias que vieram a Santa Catarina na temporada 2019.

O Instituto Australis coordena o Programa de Pesquisa e Conservação da Baleia Franca Austral, criado em 1982, quando foi confirmado o retorno da espécie à Santa Catarina, e mantém o banco de dados com o Catálogo Brasileiro de Fotoidentificação que contém mais de 1000 baleias catalogadas!

Avistou uma baleia? Nos avise! No nosso site você pode contribuir com sua informação e fotos, além de acompanhar as avistagens registradas! http://baleiafranca.org.br/avistagens

Acompanhe as novidades também através das nossas redes sociais @institutoaustralis !

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

MAR DE BALEIAS

À esquerda, orca interage com fêmea adulta de baleia-franca(Foto: Thaise Albernaz / Instituo Australis)

Pesquisadores registram interação entre orcas e baleias-francas no Sul de SC 
Convívio entre as duas espécies não é comum 

Por Lariane Cagnini

A temporada de monitoramento das baleias-francas no Sul de Santa Catarina trouxe uma surpresa para o grupo de pesquisadores. Na tarde desta segunda-feira, eles conseguiram registrar a interação das francas com algumas orcas, da espécie Orcinus orca, em Imbituba. Esse foi o primeiro registro desse mamífero na Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca em 2019.

Os pesquisadores do Instituto Australis localizaram um grupo de quatro indivíduos na praia da Ribanceira, na mesma enseada onde estavam três grupos de mãe e filhotes de franca. 

As orcas se deslocavam no sentido Sul, e mais tarde foi possível registrar a interação entre elas e uma mãe e um filhote de baleia-franca, o que é incomum. 

No mês passado, um grupo de orcas foi visto na praia do Santinho, em Florianópolis. Apesar de serem chamadas de baleia, as orcas são da família dos golfinhos, e são predadoras. São comumente chamadas de baleias-assassinas, pois se alimentam inclusive de indivíduos da espécie franca. Porém, na interação observada pelos pesquisadores, o grupo não apresentou nenhum comportamento predatório.
O gerente de pesquisa do Instituto Australis, Eduardo Renault, explica que as imagens serão analisadas para descobrir a qual ecótipo pertencem essas orcas. Ou seja, quais são as diferenças que proporcionam melhor adaptação aos diferentes habitats onde a espécie é encontrada. Para a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do Instituto, a interação foi uma surpresa para a equipe.

— Esse tipo de orca não se sabe, pois há populações diferentes com estratégia alimentar específica. Baseado não somente nesse registro, mas em outros, a gente sabe que no Brasil as orcas que vêm não são as do tipo que atacam outras baleias, elas comem peixes. Por isso que não aconteceu o ataque, foi uma interação, comportamento social entre orcas e francas que nunca tínhamos visto — explicou Karina.

terça-feira, 30 de julho de 2019

ELAS JÁ CHEGARAM!

Temporada de observação de baleias atrai público no Sul de SC


Quinze baleias-francas são avistadas durante monitoramento aéreo no Litoral de SC

Seis delas estavam com filhotes. Animais foram vistos em praias de Laguna e Imbituba.

Por NSC TV

Temporada de observação de baleias atrai público no Sul de SC

Quinze baleias-francas foram avistadas no domingo (28), no Litoral catarinense, durante o primeiro sobrevoo da temporada, que começou oficialmente no dia 1º de julho e segue até o mês de novembro. Seis fêmeas adultas estavam cada uma com um filhote. Além de outros três animais adultos.

Uma mãe e um filhote foram encontrados na Praia do Cardoso, no Cabo de Santa Marta, em Laguna. As outras foram vistas praias de Imbituba.

Durante a temporada, os animais buscam as águas quentes de Santa Catarina para reprodução e amamentação de filhotes.
Baleia e filhote no Litoral catarinense
 Foto: SCPar Porto de Imbituba/Divulgação

Segundo a pesquisadora do Instituto Australis, Karina Groch, o número de animais vistos durante o sobrevoo foi abaixo da média. Em 2018, foram avistadas 36 baleias-francas.

A situação já era esperada, uma vez que ano passado houve uma espécie de "boom" de baleias, que possivelmente não reproduziram em anos anteriores dentro do ciclo regular de intervalo entre filhotes, de 3 anos, aumentando este intervalo.

Outros fatores podem influenciar no número de baleias em áreas reprodutivas, como por exemplo, quanto mais alimento disponível, mais baleias podem migrar para áreas de reprodução, e vice-versa.

Além disso, as baleias que vêm para o Brasil também podem parir os filhotes na Argentina, que é uma área de reprodução mais próxima às áreas de alimentação.

O sobrevoo é realizado sobre a área de preservação ambiental, que vai de Florianópolis até Balneário Rincão. Neste primeiro, o monitoramento se estendeu até Torres (RS).

Todas as fêmeas e um dos adultos avistados já estão catalogados pelo Instituto Australis. Uma das baleias, conhecida há mais tempo pelos pelos pesquisadores, é vista desde 1998.

A observação é realizada pelo Programa de Monitoramento de Baleias-francas da SCPar Porto de Imbituba, Acquaplan e Instituto Australis.

Seis fêmeas adultas estava com filhotes — Foto: SCPar Porto de Imbituba/Divulgação

Animais foram vistos em praias de Laguna e Imbituba — Foto: SCPar Porto de Imbituba/Divulgação
Temporada de baleias segue até novembro 
 Foto: SCPar Porto de Imbituba/Divulgação

quinta-feira, 25 de julho de 2019

MAR DE BALEIAS

O número de indivíduos observados este ano já é duas vezes maior do que em 2018 — Foto: Arlaine Francisco/Projeto Baleia à Vista
Número de jubartes no litoral paulista bate recorde e surpreende pesquisadores

Ainda na metade da temporada, mais de 90 baleias já foram avistadas; antecipação do período migratório também chama atenção.
A temporada de observação das baleias jubartes começou mais cedo este ano no litoral de São Paulo.
Os primeiros avistamentos foram feitos no fim de maio, dois meses antes do que no ano passado. “A temporada em geral vai de junho até meados de agosto, mas esse ano elas apareceram mais cedo”, comenta o fundador do Projeto Baleia à Vista, Julio Cardoso.

De acordo com o observador, o período migratório da espécie também teve alterações. “A migração este ano se adiantou tanto no Pacifico, na Nova Zelândia, como na costa do Atlântico, do lado da Africa do Sul, e aqui na nossa costa", diz.
A jubarte se desloca para as águas tropicais com o objetivo de se reproduzir — Foto: Julio Cardoso/Projeto Baleia à Vista

Além de antecipar a chegada às águas brasileiras, as jubartes também surpreendem pelo número de indivíduos. “O aumento da presença delas vem se consolidando e, este ano, superou todos os outros, foi recorde”, comemora Cardoso.
Quando comparado com os últimos três anos, o número avistamentos chama atenção: em 2016 foram observadas 30 jubartes. No ano seguinte, somente 16. 42 indivíduos foram observados no ano passado e neste ano, até agora, 91 baleias foram registradas.

Estamos no meio da temporada e já batemos todos os recordes
— Julio Cardoso, fundador do Projeto Baleia à Vista
Durante o verão, as baleias vão para águas polares em busca de alimento — Foto: Julio Cardoso/Projeto Baleia à Vista

A causa para tantas mudanças ainda é desconhecida, mas os pesquisadores desconfiam de alguns fatores. “Talvez uma redução da oferta de alimento pela pesca do krill, que foi autorizada e ocorre desde 2015, seja um dos motivos”, comenta o observador, que alerta também sobre a mudança de temperatura.

“Outro fator importante a ser estudado é a temperatura da superfície da água do mar na região de Ilhabela e São Sebastião. Diferente da média normal, de 21 graus, a temperatura chegou aos 25 no início de julho”, diz.

Com os registros dos mamíferos foi possível notar também a quantidade de jovens que chegaram ao litoral. “A grande parte das jubartes que estão passando por aqui nos parecem mais jovens. Elas demoram uns cinco nãos para atingir a idade reprodutiva. Por isso, até essa idade não teriam razão para ir à Abrolhos”, completa.
O animal pode projetar mais de 2/3 de seu corpo para fora d´água — Foto: Arlaine Francisco/Projeto Baleia à Vista

Achamos que elas estão se aproximando da costa para busca alimento e descanso e águas mais protegidas
— Julio Cardoso, fundador do Projeto Baleia à Vista
Dúvidas não faltam na lista dos pesquisadores do Projeto Baleia à Vista que, há 15 anos, observam, registram e mapeiam a rota de migração das jubartes pelo litoral norte de São Paulo.
“Há muitas perguntas e muitas pesquisas pela frente. O fato é que as baleias estão reocupando um território que já foi delas e que nós invadimos e ocupamos. O trabalho mais importante agora é harmonizar a presença desses mamíferos no litoral”, finaliza Cardoso.

Bryde monstrando a cabeça com as três quilhas, que caracterizam a espécie — Foto: Julio Cardoso/Projeto Baleia à Vista

Peso-pesados

Além das jubartes, que pesam 40 toneladas e podem alcançar até 16 metros de comprimento, o litoral de São Paulo recebe baleias-de-Bryde, espécie mais comum na região.

Na lista de observações constam também orcas e baleias-franca. “Sábado passado avistamos um grupo de pelo menos seis orcas caçando raias. A chegada delas, logo depois das jubartes, vem se repetindo nos últimos anos”, explica Julio Cardoso.
Filhote de jubarte foi observado ao lado da mãe — Foto: Marcio Motta/Arquivo Pessoal

Bebê jubarte

Entre as observações deste ano, os pesquisadores destacam a de um filhote de jubarte. Na internet, é possível participar da escolha do nome que será dado ao pequeno mamífero, listado no catálogo do Instituto Baleia Jubarte e do Projeto Baleia a Vista.
O 'batismo' é também uma forma de identificar o animal nas próximas migrações, uma vez que os indivíduos possuem características únicas na nadadeira caudal.
Cliques das baleias

Os registros, importantes para o estudo sobre as jubartes, também são feitos pelos Institutos Baleia Jubarte e Argonauta, e pelas equipes dos projetos Viva Baleias, Golfinhos e Cia, Mar e Vida Eco Trip, e SeaShepherd.

Todos os levantamento são essenciais para as pesquisas sobre migração e comportamento dos mamíferos. "O pessoal do Viva Baleias fez, pela primeira vez, um trabalho de observação a partir de Ponto Fixo no sul da Ilhabela e conseguiram um numero incrível de 360 avistamentos de baleias na região, entre 04/06 e 24/07. É um número fantástico, nunca antes registrado", comenta Julio.

terça-feira, 9 de julho de 2019

BALEIAS À VISTA!


Baleias foram avistadas durante sobrevoo de monitoramento, na manhã desta segunda(Foto: Eduardo Renault / Instituto Australis )


Duas baleias-francas são avistadas em Imbituba, no Sul de Santa Catarina 

Ambas são fêmeas adultas e possivelmente estão grávidas, de acordo com diretora de pesquisa do Instituto Australis 

Por Redação DC
nsctotal@somosnsc.com.br

Duas baleias-francas foram avistadas na manhã desta segunda-feira (8) em Imbituba, no Sul de Santa Catarina. Este foi o primeiro registro da temporada de monitoramento, que teve início no dia 1º de julho e vai até 30 de novembro.

Segundo Karina Groch, diretora de pesquisa do Instituto Australis, as duas baleias foram vistas de manhã cedo, primeiro na praia da Ribanceira, e em seguida em Ibiraquera. Os locais, que fazem parte da mesma enseada, são onde tradicionalmente há mais ocorrências de avistamentos dentro da região da Rota da Baleia Franca.

Ainda conforme Karina, as duas baleias fotografadas são fêmeas e adultas. Uma delas é conhecida desde 2004, e já teve 4 filhotes em Imbituba. Já a outra é conhecida desde 2013, e já teve 2 filhotes na região.

— Pelo intervalo entre as avistagens, estas baleias possivelmente estão grávidas e devem dar a luz nos próximos dias — acrescenta. 

As duas baleias foram avistadas durante o monitoramento realizado pelo Instituto Australis em parceria com a empresa Aquaplan, como parte do Plano de Controle Ambiental do Porto de Imbituba/SCPar. 
Expectativa para temporada

O coordenador de pesquisa do Instituto Australis, Eduardo Renault, afirma que a expectativa para esta temporada em Santa Catarina é de que o número de avistamentos fique dentro da média, que é em torno de 100, ou até mesmo abaixo.

Ele explica que isso deve acontecer porque no ano passado houve uma espécie de "boom" de baleias que estariam em pausa reprodutiva nos anos anteriores. Por conta disso, o número de ocorrências em 2018 foi considerado atípico, com o aparecimento de 284 baleias-francas.

Entre os meses de julho e novembro, a espécie deixa a Antártica e usa o litoral de Santa Catarina para acasalar, procriar e amamentar as crias, tornando o Estado a principal área de concentração reprodutiva de baleias-francas na costa brasileira.

sábado, 22 de junho de 2019

E CHEGAM AS BALEIAS...

Baleia jubarte (Foto: Marcelo Vicente, Arquivo Pessoal)

Baleia jubarte dá show nas águas de Penha; veja vídeo

Por Dagmara Spautz

Uma baleia da espécie jubarte, possivelmente juvenil, deu um show de simpatia em frente às câmeras nas proximidades da Ilha Feia, na Armação, em Penha, nesta quinta-feira (21). As imagens, feitas pelo contador Marcelo Vicente, 38 anos, mostram que a gigante estava à vontade.

Marcelo estava pescando quando se deparou com a gigante. Evitou se aproximar com o barco, mas ela veio em sua direção. Foram cerca de 40 minutos de saltos. 

— Vendo os vídeos, não é tão bonito quanto pessoalmente. Foi emocionante — comentou.

Há cerca de dois anos, ele já tinha avistado uma mãe baleia com o filhote, também em Penha. O pesquisador Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras, diz que avistar jubartes é comum nesta época, assim como as baleias-franca, que são as visitantes mais assíduas do nosso Litoral.

As jubartes, quando adultas, chegam a medir 16 metros de comprimento e a pesar 40 toneladas. É o mesmo que um ônibus e um carro, juntos, e o peso de oito elefantes. As baleias dessa espécie vivem até 60 anos. 
baleia jubarte(Foto: Marcelo Vicente, Arquivo Pessoal)

Tradicionalmente, elas apenas passam por Santa Catarina em seu ciclo migratório. Partem da Antártida em direção ao Nordeste brasileiro, especialmente o Litoral da Bahia, onde ocorre o acasalamento das gigantes. 
Em 2014, graças aos programas ambientais, as jubartes saíram da lista de animais ameaçados de extinção no Brasil.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

MAR DE BALEIAS


Grupo de 40 baleias cachalote é flagrado em registro raríssimo no litoral de São Paulo 


Uma imagem linda e surpreendente foi gravada pela equipe da Socioambiental Consultoria, durante o trabalho de monitoramento de baleias e golfinhos na Bacia de Santos.

Do alto de um avião, a equipe se deparou com um grupo de aproximadamente 40 baleias cachalote.

“Em termos de registro, é raro. Estamos, justamente, estudando o comportamento delas, já que estão geralmente concentradas no talude (região de declive) da plataforma continental (porção mais rasa, de até 200 metros de profundidade), mais na região sul”, explicou o biólogo José Olímpio da Silva Junior, da Socioambiental, em entrevista ao portal de notícias G1.

O flagrante foi feito a mais de 300 km da costa. Elas estavam se deslocando na superfície, próximas à extremidade da Bacia de Santos, onde a profundidade passa dos 2 mil metros.

Gigante dos mares

A cachalote (Physeter macrocephalus) é o maior mamífero com dentes do planeta. O macho pode alcançar até 20 metros de comprimento e pesar 45 toneladas.

Entre suas principais características está a enorme cabeça, que representa até 35% de seu corpo. O cérebro da cachalote é o maior em tamanho de um ser vivo.

As cachalotes são animais extremamente sociáveis. Quando a fêmea tem seu filhote, os demais membros do grupo ficam por perto, para protegê-la.

A espécie se alimenta de polvos, lulas e peixes encontrados em regiões muito profundas dos oceanos. Por ter sofrido com a caça durante muitos séculos, as cachalotes são classificadas como “vulneráveis à extinção” pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

As cachalotes podem viver mais de 70 anos

Monitoramento das espécies

O Projeto de Monitoramento de Cetáceos na Bacia de Santos (PMC-BS) é uma exigência ambiental definida pelo IBAMA para que a Petrobras possa explorar a região para a produção de petróleo e gás natural.

Em geral, os pesquisadores passam cinco horas no ar, por dia, durante uma semana. “Realizamos a campanha de sobrevôo percorrendo linhas perpendiculares ao comprimento da bacia. Vasculhamos toda ela, vamos de baixo para cima, começando por Florianópolis (SC) e terminando em Cabo Frio (RJ)”, explica Fernando Roberto, coordenador da Campanha de Avistagem Aérea.

Os pesquisadores da Socioambiental fazem registros fotográficos e recolhem dados, como abundância e época de ocorrência da população de golfinhos e baleias.

Também faz parte do programa o acompanhamento mais próximo, em barcos, quando são coletadas biópsias (pequenos pedaços de pele e gordura) para análises genéticas e de contaminantes/biomarcadores e imagens para identificação dos animais e de possíveis doenças e lesões na pele.

Fotos: reprodução Facebook Socioambiental Consultoria (abertura) e
Inf-Lite Teacher/Creative Commons/Flickr (meio do texto)



terça-feira, 6 de novembro de 2018

ELAS AINDA ESTÃO POR AQUI...

Foto Carolina Bezamat / SCPar Porto de Imbituba

Sobrevoo registra 21 baleias-francas na região Sul de Santa Catarina

Avistagens ocorreram durante último censo aéreo da temporada 2018 do Programa de Monitoramento de Cetáceos da SCPar Porto de Imbituba.

A SCPar Porto de Imbituba realizou na manhã desta segunda-feira, 5 de novembro, o último sobrevoo da temporada 2018 de avistagens de baleias-francas (Eubalaena australis) em Santa Catarina. O censo aéreo ocorreu entre Florianópolis e Balneário Rincão, que compreende a Área de Proteção Ambiental – APA da Baleia Franca, estendendo-se até Torres. Durante o percurso, foram avistadas 21 baleias-francas, sendo 10 adultas e 11 filhotes, além de quatro golfinhos nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), conhecidos como “boto da tainha”.

O sobrevoo integra o Programa de Monitoramento de Cetáceos do porto e envolve pesquisadores do Instituto Australis/Projeto Baleia Franca e da empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental. Ao todo, três especialistas participaram da amostragem, sendo dois observadores e um fotógrafo. O objetivo da ação foi realizar a contagem dos indivíduos, verificar sua distribuição espacial e fotografá-los para posterior identificação.

Avistagens de 2018

Novembro marca o fim da temporada de avistagens das baleias-francas em Santa Catarina. Neste período, os animais já estão retornando às áreas de alimentação nas regiões da Antártica, onde permanecem durante o resto do ano. Por isso, o número de indivíduos encontrados na região é bem menor que o registrado nos dois sobrevoos anteriores, realizados em julho e em setembro.

Neste ano de 2018, quando a SCPar Porto de Imbituba completou dez anos de monitoramento, um recorde de avistagens foi registrado em setembro. Durante o segundo sobrevoo, 284 baleias-francas foram observadas, batendo as 194 baleias avistadas em 2006. Antes, no mês de julho, foram avistadas 36 baleias. A maior concentração tem ocorrido nas enseadas de Garopaba, Imbituba e Laguna.

Além das francas, também foram registradas em 2018 outras espécies de cetáceos, como os já mencionados golfinhos-nariz-de-garrafa ou boto da tainha (Tursiops truncatus), espécie que realiza a pesca cooperativa junto aos pescadores no município de Laguna; e as toninhas (Pontoporia blainvillei), raras na região.

Os resultados anuais surpreenderam, até mesmo, a equipe técnica que acompanha o Programa de Monitoramento de Cetáceos. “Este foi um ano extremamente positivo tanto pelos recordes de avistagens, o que pode indicar uma recuperação nos níveis populacionais da espécie, quanto pela quantidade de dados que pudemos coletar, possibilitando avaliar a eficácia das ações de conservação já aplicadas e desenvolver novas medidas para monitorar e acompanhar o ciclo de vidas das baleias”, aponta Robson Busnardo, gerente de saúde, segurança e meio ambiente da SCPar Porto de Imbituba.

O Programa de Monitoramento

Este é o 10º ano que o Porto de Imbituba realiza o Programa de Monitoramento de Cetáceos. Desde sua criação são utilizadas duas metodologias: o monitoramento aéreo e a observação terrestre dos mamíferos marinhos que visitam a região (baleias, golfinhos, etc.). Atualmente o Programa é realizado no âmbito do Plano de Controle Ambiental (PCA) da SCPar Porto de Imbituba, autoridade portuária, executado pela empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental e o Instituto Australis/Projeto Baleia Franca.

Conforme explica Camila Amorim, oceanógrafa da SCPar Porto de Imbituba, o objetivo do programa é monitorar a frequência dos cetáceos avistados na região do porto e compreender o comportamento deles frente às atividades portuárias. “Como os navios que chegam a Imbituba atravessam a APA da Baleia Franca, o monitoramento da frequência de pequenos e grandes cetáceos no entorno do porto, estudando o seu comportamento e acompanhando o tráfego de embarcações, evita possíveis interações negativas e promove maior segurança para a conservação da espécie em seu habitat natural”.

Durante a temporada, o monitoramento terrestre ocorre diariamente, em dois pontos de observação, nas enseadas das praias do Porto e Ribanceira, em Imbituba. O tempo de observação padrão é de seis horas diárias, divididas em dois turnos, podendo variar de acordo com a quantidade de horas/luz diárias e as condições climáticas, bem como a movimentação dos navios.

Boas práticas

Além dos monitoramentos, também se destaca no Porto de Imbituba o Procedimento Interno de Boas Práticas, implantado na temporada passada com o objetivo de conscientizar a tripulação das embarcações que circulam no porto (navios, rebocadores, lanchas, etc.) sobre a presença das baleias-francas na região. A equipe técnica de meio ambiente do porto realiza a abordagem junto aos comandantes e à tripulação das embarcações, levando informações sobre o comportamento das baleias-francas, mostrando o mapa com os limites da APA e explicando como ocorre o monitoramento dos cetáceos.

Números sobrevoo de monitoramento baleias-francas novembro
Locais e números de avistagens
Guarda do Embaú: 4 baleias
Gamboa: 4 baleias
Siriú: 4 baleias
Ribanceira: 7 baleias
Praia do Gi: 2 baleias

Tempo de voo: 4h15min

Colaboração: SCPar Porto de Imbituba

(Do https://www.sulinfoco.com.br)