quarta-feira, 31 de julho de 2019

PESCANDO E GERINDO A TAINHA!




Passar o inverno com o sabor, o cheiro da tainha e com uma gestão no processo que nos faz acreditar que o mundo tem solução!
As mulheres de Nova Enseada - comunidade tradicional caiçara da Ilha do Cardoso, Cananéia-SP -compraram mais de 2 toneladas de tainha da própria comunidade e das comunidades vizinhas, por um preço justo. Processaram com suas mãos habilidosas de quem faz isso a muito tempo, e resgatando o saber que ha mais de 170 anos está na história da Enseada.

Modificando a forma de gestão, modificando consumidor e valorizando a pesca artesanal seguimos trabalhando em gestão compartilhada!

Esse processo beneficiou 17 famílias e seguimos cheios de ideias e perceptiva de algo melhor, tentando não olhar o caus que está nosso Brasil!


DE ILHAS & FARÓIS

Resultado de imagem para Ilha do Arvoredo Farol

ILHA DO ARVOREDO

Do livro "Santa Catarina: a ilha" (1900), de Virgílio Várzea

“As ilhas e ilhotas que cercam à de Santa Catarina são em número superior a trinta, e delas se destaca, como a maior e mais considerável, a do Arvoredo, situada à entrada do norte, quase a duas léguas da ponta do Rapa. Esta ilha tem de extensão duas milhas, por uma na sua maior largura: é como o próprio nome o diz, coberta de espessa e alta vegetação, em muitos trechos verdadeiras florestas seculares onde se encontram excelentes madeiras de lei, das quais se extraiu, outrora, se bem que simplesmente para experiências, material para a construção no Desterro de um iate ou navio de alto bordo. Deserta até certo tempo, a ilha é hoje habitada pelo pessoal do farol e suas famílias, e frequentada sempre por canoas e baleeiras que, saindo das proximidades do continente e da Ponta das Canas, Canavieiras e Ingleses, ali se juntam de inverno, para a pesca da enchova, que vai de junho a setembro.

... As obras do farol começaram em 1881, sob a direção do ilustre almirante catarinense Marques Guimarães, então capitão-de-mar-e-guerra, a cujos esforços e bons serviços, relevados por sérios conhecimentos técnicos, se deve a inauguração desse melhoramento em 14 de março de 1883. Só poderá avaliar com justeza o que valem os sacrifícios feitos pelo digno oficial no desempenho de tal comissão, quem como nós conhecer a constituição geognóstica e hidrográfica dessa ilha alta e escarpada, onde o desembarque de pequenos volumes, mesmo em tempo de calma, e nas melhores condições, é coisa verdadeiramente penosa, quanto mais a condução para alto do cabeço de chapas de ferro e outros materiais, pesando às vezes toneladas, como as que serviram de base à torre do farol. E foram tais os obstáculos e perigos a vencer, que, de uma vez, uma dessas chapas de ferro, desprendendo-se da lingada, veio ferir o almirante Marques Guimarães, prostrando-o por alguns meses no leito. As obras, porém, chegaram a cabo, lá estão perfeitas, com o seu esplêndido farol, que funciona há já dezessete anos, atestando os méritos desse digno servidor do Estado”.

(Colaboração do José Luiz Sardá)

BALEIAS FRANCAS: TODO DIA É DIA

DIA 31 DE JULHO, O DIA DA BALEIA-FRANCA!

As baleias-franca-austral também já estão chegando em suas áreas de reprodução no litoral de Santa Catarina!
Nesse ano temos mais motivos para festejar!
O dia da Baleia-Franca! Proposto pelo Instituto Australis / Projeto Baleia Franca e oficializado pelo Ministério do Meio Ambiente.
Essa data foi escolhida em homenagem ao retorno de uma baleia muito especial, batizada como SUNSET, que encalhou em 2013 e foi salva! No dia 31 de julho de 2017, ela foi avistada novamente na região com um filhote!
Parabéns baleias-franca!
Parabéns Instituto Australis!

AO LONGE, O MAR...


GOVERNANDO O PEIXE


"Limpando a Tainha" - Foto do Jackó
Mergulhe fundo e veja mais no http://www.jackoartphotos.blogspot.com/

terça-feira, 30 de julho de 2019

ELAS JÁ CHEGARAM!

Temporada de observação de baleias atrai público no Sul de SC


Quinze baleias-francas são avistadas durante monitoramento aéreo no Litoral de SC

Seis delas estavam com filhotes. Animais foram vistos em praias de Laguna e Imbituba.

Por NSC TV

Temporada de observação de baleias atrai público no Sul de SC

Quinze baleias-francas foram avistadas no domingo (28), no Litoral catarinense, durante o primeiro sobrevoo da temporada, que começou oficialmente no dia 1º de julho e segue até o mês de novembro. Seis fêmeas adultas estavam cada uma com um filhote. Além de outros três animais adultos.

Uma mãe e um filhote foram encontrados na Praia do Cardoso, no Cabo de Santa Marta, em Laguna. As outras foram vistas praias de Imbituba.

Durante a temporada, os animais buscam as águas quentes de Santa Catarina para reprodução e amamentação de filhotes.
Baleia e filhote no Litoral catarinense
 Foto: SCPar Porto de Imbituba/Divulgação

Segundo a pesquisadora do Instituto Australis, Karina Groch, o número de animais vistos durante o sobrevoo foi abaixo da média. Em 2018, foram avistadas 36 baleias-francas.

A situação já era esperada, uma vez que ano passado houve uma espécie de "boom" de baleias, que possivelmente não reproduziram em anos anteriores dentro do ciclo regular de intervalo entre filhotes, de 3 anos, aumentando este intervalo.

Outros fatores podem influenciar no número de baleias em áreas reprodutivas, como por exemplo, quanto mais alimento disponível, mais baleias podem migrar para áreas de reprodução, e vice-versa.

Além disso, as baleias que vêm para o Brasil também podem parir os filhotes na Argentina, que é uma área de reprodução mais próxima às áreas de alimentação.

O sobrevoo é realizado sobre a área de preservação ambiental, que vai de Florianópolis até Balneário Rincão. Neste primeiro, o monitoramento se estendeu até Torres (RS).

Todas as fêmeas e um dos adultos avistados já estão catalogados pelo Instituto Australis. Uma das baleias, conhecida há mais tempo pelos pelos pesquisadores, é vista desde 1998.

A observação é realizada pelo Programa de Monitoramento de Baleias-francas da SCPar Porto de Imbituba, Acquaplan e Instituto Australis.

Seis fêmeas adultas estava com filhotes — Foto: SCPar Porto de Imbituba/Divulgação

Animais foram vistos em praias de Laguna e Imbituba — Foto: SCPar Porto de Imbituba/Divulgação
Temporada de baleias segue até novembro 
 Foto: SCPar Porto de Imbituba/Divulgação

NA TAINHA...

Documentário que vem sendo produzido sobre a pesca da tainha na Lagoinha do Norte, Florianópolis em 2019.

MAR DE PESCADOR

Ana Flávia Sallai de Oliveira no movimento dos pescadores (Foto: Arquivo Pessoal)


Mais de mil pessoas fecham Saco da Ribeira no protesto dos pescadores artesanais 

Se não forem atendidos, prometem parar a balsa de São Sebastião/Ilhabela no feriado de 5 7 de setembro 
Por

Mais de mil pessoas se reuniram por terra e mar no Saco da Ribeira neste sábado (27/07), no primeiro protesto organizado por pescadores artesanais de Ubatuba, fechando parcialmente a Rodovia Rio-Santos (SP-55).

Para Ana Flávia Sallai de Oliveira, pescadora, foi um marco para todos os pescadores por ser o primeiro manifesto da categoria. “Foi muito trabalhoso empoderar o pescador, levar a consciência de que a pesca é parte da cultura ancestral dos povos das comunidades tradicionais”.

Ela cita ainda a dificuldade para conseguir documentação necessária para a regulamentação da profissão, mesmo depois de muitos anos de trabalho. “Somos uma classe que vem sendo tratada como bandidos, estamos pleiteando educação diferenciada para quem não tem acesso ao ensino fundamental”.
Foi marcada uma reunião na prefeitura nesta segunda-feira com representantes das Comunidades Tradicionais (pescadores, caiçaras) protegidos pelo Decreto 6040, que diz que: é função do estado otimizar a pesca e aquicultura, em harmonia com o turismo e a preservação do meio ambiente e biodiversidade, entre outros.

“Se nada for feito, fecharemos a balsa de São Sebastião/Ilhabela. Será um movimento pacífico, mas necessário para que sejamos vistos”, explica. “Foi o começo da luta e união de uma classe”.

As reivindicações da categoria que falam sobre a milha náutica, normativas que precisam ser reformuladas entre outras, foram entregues a Fausto Geraldo Moro Cardoso, secretário de assuntos jurídicos, que representava o prefeito de Ubatuba, Delcio Sato, com o compromisso de ser encaminhado ao governador do estado, João Doria.

“A avaliação do grupo foi que a manifestação foi positiva, pois deram visibilidade aos problemas da categoria para exercer sua profissão. Segunda temos uma audiência com o prefeito para encaminhamento das demandas para esferas superiores e é uma primeira mobilização que se não tiver resultados concretos terão outras provavelmente no feriado de 7 de setembro”, avalia Maurici Romeu da Silva, presidente da Colônia dos Pescadores de Ubatuba.








NA MEMÓRIA DAS ONDAS

O jornal britânico The Guardian foi buscar na década de 20 o primeiro vídeo de surf já registrado no Reino Unido. O ano era 1929 e o método, rudimentar.
Inspirado nos filmes australianos, um grupo de três amigos desbravou as ondas de Newquay, Inglaterra, com pranchas feitas pelo pioneiro Lewis Rosenberg.
As imagens estavam sob os cuidados de Sue Clamp, filha de Rosenberg, que depois da descoberta entregou o material ao Museu Britânico do Surf, localizado em Braunton.
O The Guardian foi em busca dos protagonistas do vídeo e entrevistou Harry Rochlen, pioneiro do surf na terra da rainha e que participou da sessão em Newquay.

domingo, 28 de julho de 2019

MAR DO PAULO GOETH

Paulo Goeth



VELHO VENTO VAGABUNDO

Foto Andrea Ramos
VELHO VENTO

(Fragmentos)
Velho vento vagabundo!
No teu rosnar sonolento
Leva ao longe este lamento,
Além do escárnio do mundo.
*
Tu que soltas pesadelos
Nos campos e nas florestas
E fazes, por noites mestas,
Arrepiar os cabelos.
*
Tu que sabes mil segredos,
Mistérios negros, atrozes
E formas as dúbias vozes
Dos soturnos arvoredos.
*
Que tornas o mar sanhudo,
Implacável, formidando,
As brutas trompas soprando
Sob um céu trevoso e mudo.
*
Que penetras velhas portas,
Atravessando por frinchas...
E sopras, zargunchas, guinchas
Nas ermas aldeias mortas.
*
Eu quero perder-me a fundo
No teu segredo nevoento,
Ó velho e velado vento,
Velho vento vagabundo!
(Cruz e Sousa)

Para ler o poema inteiro , clic http://pescadatainha.blogspot.com/

QUEM QUER VAI...



Foto de 1926, antigo trapiche da Praia do Vai-Quem-Quer no Centro de Florianópolis muito utilizado para a travessia continente/Ilha antes da Ponte Hercílio Luz. Desativado em 1928 quando passou a ser o Bar e Restaurante Miramar.

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul

MAR DE POETA

Foto Jatava Aquiantes
Chuva,
vento sul,
mar revolto,
Tensão!
Na ilha dos Corais,
a solidão.

(Epaminondas Michellis)

PESCADOR NÃO É BANDIDO!


MANIFESTO

A ACASI está na torcida para que tudo se resolva. Pescadores vem sofrendo a cada ano que passa são tratados como bandido mesmo trabalhando honesto, não estão aguentando mais essa forma de pressão que as autoridades estão dando, tratam pescador no mar como se fosse marginais.
Fiscalizar sim e devem agora tratar a classe como bandido jamais.


NA PRAIA, NA CHUVA...



Fotos Fernando Alexandre

sábado, 27 de julho de 2019

MAREGRAFIAS


Foto Fernando Alexandre

SAEM AS TAINHAS, CHEGAM AS BALEIAS

Morro das Pedras - Quinta-feira
(Via Silézio Sabino)

MARISCO NA MESA


Para continuar as receitas de verão, opte pelos mexilhões à marinheira. Um prato clássico, perfumado, fácil e rápido de fazer. Na verdade, são apenas 10 minutos de tempo de cozimento para os mexilhões. 
Temperado com alho e ervas, você vai se regalar com essa receita. E para fazer a combinação ideal, opte pelas batatas fritas no acompanhamento 

1 kg de mexilhões
1 talo de aipo
1 dente de alho
1 (maço) de ervas
100 ml vinho branco

Preparação

Lave e limpe os mexilhões. Basta simplesmente, com a ajuda de uma faca, retirar os excessos que sobressaem dos mexilhões (fechados).
Num tacho/panela, coloque um pouco de manteiga e refogue a cebola já cortada, o talo de aipo também picado, o alho esmagado e o ramo de ervas.
Quando as cebolas se tornam translúcidas, verta/despeje o vinho branco e adicione os mexilhões. Cubra a panela e cozinhe por 10 minutos. Após este tempo, os mexilhões já devem estar abertos.
Por fim, junte a salsa picada e misture. Tire do fogo/lume.

Sirva em seguida e bom apetite.
(Do https://pt.petitchef.com/)

BOTANDO O BOI NA RUA

NA TARRAFA

Foto Orlando Azevedo

sexta-feira, 26 de julho de 2019

ACORDES DA ILHA

MAR DE SABORES

Foto Chichi Wang/SeriousEat
Defumação de frutos do mar com chá

Postado por Patricia Sunye 

Se você é fã de frutos do mar defumados mas nunca teve coragem de fazer em casa, esta é a receita perfeita para você. A técnica chinesa de defumar com chá é super simples. Envolve o aquecimento de uma mistura de arroz e folhas de chá em uma panela funda ou uma wok forrada com papel alumínio até que a mistura comece a soltar fumaça. O alimento é cozido sobre uma grade ou panela de bambu. Tampe a panela para prender a fumaça e o sabor. É um processo rápido porque a comida cozinha enquanto defuma, e pode ser usado para preparar peixes, camarões, lulas, ostras e mariscos.

Experimente uma mistura de base com partes iguais de folhas de chá e arroz cru, e um pouco de água para diminuir a quantidade de fumaça. Experimente com diferentes sabores de chá - preto, verde, jasmim ou Earl Grey. Se quiser, adicione especiarias (anis estrelado, canela, cardamomo e cítricos). Alguns cozinheiros adicionam açúcar mascavo - ele é usado para acelerar o processo de defumação.


PASSO-A-PASSO DA DEFUMAÇÃO COM CHÁ:


Passo 1: Forre uma wok com 4 camadas de papel alumínio;
Passo 2: Coloque a mistura de chá e arroz sobre a base. O chá não pode ser muito fino ou não vai defumar corretamente. Aqueça a mistura até que ela comece a soltar fumaça;
Passo 3: Coloque os alimentos sobre uma grade a 5 cm acima da mistura de chá. É preciso ter espaço para a fumaça circular. Cubra a wok com papel alumínio ou uma tampa.
Fonte e foto: Taste.com.au - novembro de 2011, página 139

O cozinheiro Tom Hunt criou um prato de ostras defumadas para o site Fish on Friday. Veja a receita abaixo:

OSTRAS DEFUMADAS COM CHÁ
 por Tom Hunt



INGREDIENTES

2 colheres de sopa de folhas de chá verde; 1 colher de sopa de arroz
6 ostras sem as conchas; - 1 colher de sopa de azeite extra-virgem
1 colher de chá de vinagre de vinho tinto ou branco; -1/2 colher de chá de páprica
2 fatias muito finas de bacon ou pancetta (opcional), cortado em 6 pedaços

Em uma panela pequena de cozimento a vapor, espalhe as folhas de chá e o arroz . Coloque a grade em cima. Coloque as ostras sobre a grade, certificando-se de que elas não se toquem. Coloque a tampa. Ligue o fogão em fogo médio. Quando você começar a ver fumaça, cozinhe por mais três minutos. Retire as ostras e coloque em um recipiente com o azeite, o vinagre e a páprica. Deixe marinar por pelo menos 30 minutos. Se for usar bacon, frite até se tornarem crocantes e sirva sobre as ostras.

(Via http://www.observasc.net.br/)

BÁSICO & CLÁSSICO

Foto Rafaela Martins/Agência RBS
Bolinho de bacalhau

Ingredientes
500g de bacalhau
500g de batatas
3 ovos
½ copo de azeite de oliva
1 colher de sopa de cheiro verde picado

Modo de preparo
1 — Dessalgue o bacalhau lavando em água corrente para retirar o excesso de sal.
2 — Acomode o peixe em vasilhas com água gelada dentro da geladeira. Troque a água a cada duas horas, o processo leva cerca de 12 horas até ser finalizado.
3 — Cozinhe o bacalhau e as batatas separadamente.
4 — Separe as batatas e faça um purê, depois desmanche o bacalhau e misture os dois com os ovos e o azeite.
5 — Acrescente uma colher de cheiro verde picado.
6 — Sove a massa e monte em forma de bolinhos.
7 — Frite os bolinhos em gordura vegetal quente.

MAR DE POETA


"O mundo tem maravilhas, mil ilhas desconhecidas.
Alegrias e tristezas: vidrilhos de brasa acesa. 
Podem estar longe ou perto, no silêncio ou no afinado
zunzum que ouvimos dentro de um búzio espiralado.
Pequeninas ou imensas, podem estar adormecidas
num sonho bom que lembramos, ou no que vem de surpresa."

Poema do livro de histórias "A Concha das Mil Coisas Maravilhosas do Velho Caramujo", de Josely Vianna Batista ilustrado por Gui Zamoner, que vai ganhar edição revista e ampliada

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DE BALEIAS

Baleias maiores animais do planeta. Foto: NYT

Baleias maiores animais do planeta, mas como conseguiram? 

Por

Baleias maiores animais do planeta. Como conseguiram a façanha? Quem responde é o New York Times: “as baleias Fin podem ter 140 mil libras. As Francas sobem na escala, para 200 mil libras. E a grande mãe de todos elas, a baleia azul, pode atingir 380 mil libras – tornando-se o maior animal que já viveu.

“Mas durante o tempo que as baleias nos impressionaram com o seu grande tamanho, as pessoas se perguntaram…”

“Como elas se tornaram tão colossais?”

Essa não foi o Times que respondeu, mas um estudo que o jornal norte- americano comentou, publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.

“Uma equipe de pesquisadores investigou o gigantismo em baleias, leviatãs da alimentação de filtro que incluem baleias azuis, baleias Francas e baleias Fin. Os mamíferos marinhos tornaram-se ‘tamanho Jumbo’ em período relativamente recentemente, disseram. Somente nos últimos 4,5 milhões de anos”. A causa?

Bem, o que faz uma pessoa ser gorda, se não comer compulsivamente?

Será? Você quer dizer, pura gula?

Vejamos…
Mudança climática permitiu que comessem compulsivamente

NY Times: “as baleias têm uma história evolutiva interessante. Elas começaram como mamíferos castrados, há cerca de 50 milhões de anos. Ao longo de vários milhões de anos, desenvolveram barbatanas e se tornaram criaturas marinhas. Entre cerca de 20 milhões e 30 milhões de anos atrás, algumas dessas baleias antigas desenvolveram a capacidade de filtrar-alimentação, o que significava que poderiam engolir enxames de pequenas presas em um único e gigantesco ‘golpe de garganta’. Mas mesmo com essa capacidade de alimentação, as baleias permaneceram apenas moderadamente grandes por milhões de anos”.

De repente bum!

Mas, de repente,” boom “- nós as vemos muito grandes, como baleias azuis…
Foi o que disse Nick Pyenson, curador de mamíferos marinhos fósseis no Museu Nacional de História Natural da Smithsonian Institution e autor do artigo. Ele acrescentou:

É como ir de baleias do tamanho das minivans a mais de dois ônibus escolares
Um modelo estatístico, museu de baleias fossilizadas e 4,5 milhões de anos

New York Times: “o Dr. Pyenson e seus colegas mediram mais de 140 espécimes do museu de baleias fossilizadas e, em seguida, conectaram esses dados em um modelo estatístico. Ele mostrou que várias linhagens distintas de baleias se tornaram gigantes ao mesmo tempo, independentemente uma da outra. Começando cerca de 4,5 milhões de anos atrás, as baleias azuis gigantes apareciam em oceanos em todo o mundo ao lado de Francas e das baleias Fin”.
…e placas de gelo do Hemisfério Norte, o que têm a ver com isso?

“Os pesquisadores suspeitaram que ocorreu uma mudança ambiental durante esse período. Após alguma investigação, eles descobriram que esse período de tempo coincidiu com o começo precoce do período em que as placas de gelo cobriram cada vez mais o Hemisfério Norte”.
Agora começamos a entender: escoamento das geleiras, nutrientes e efeito cascata…

NYT: “o escoamento das geleiras teria levado nutrientes como o ferro para águas costeiras. Os intensos ciclos de surgimento sazonais teriam provocado que a água fria submergisse, trazendo material orgânico para a superfície. Juntos, esses efeitos ecológicos trouxeram grandes quantidades de nutrientes para a água em momentos e lugares específicos, o que gerou um efeito cascata na rede alimentar do oceano”.

É mole, então foi assim?
Baleias maiores animais do planeta. Foto: NYT

Multidões de zooplanctons e krills se deleitam…

” Multidões de zooplânctons e de krill se reuniam para se deleitar com os nutrientes. Eles formariam manchas densas que poderiam ter muitas milhas de comprimento e largura, por mais de 20 metros de espessura. Os oceanos…

Os Oceanos tornaram-se buffets gigantes
O Times diz que “os oceanos se tornaram gigantescos buffets, ‘tudo-que- você-pode-comer’, para as baleias”.

Mas…tem sempre um ‘mas’ nas charadas. E apareceu um cara do contra…
Comida abundante não leva a nada… não mesmo?

“Comida abundante em todos os lugares não vai te levar baleias gigantes”, disse Graham Slater, biólogo evolutivo da Universidade de Chicago e autor principal do estudo.

“Como os ciclos ecológicos que alimentam as explosões de krill e zooplâncton ocorrem sazonalmente, Dr. Slater disse que as baleias precisavam migrar milhares de milhas de uma mancha de alimentos para outra. Os ancestrais de baleias maiores, que tinham tanques de combustível maiores, tiveram uma melhor chance de sobreviver às longas migrações sazonais para se alimentar. Enquanto as baleias menores acabaram extintas”.
‘Se as manchas de alimentos não fossem tão distantes…’

…disse ele, “as baleias teriam crescido até um certo tamanho de corpo que fosse confortável para esse ambiente, mas elas não seriam as gigantes que vemos hoje”.

“Uma baleia azul é capaz de se mover muito mais com menos energia do que uma baleia pequena”, disse Slater. “Tornou-se muito vantajoso ser grande para se deslocar para longas distâncias”.

Baleias maiores animais do planeta. Foto: NYT

Aplausos para o estudo…

“Richard Norris, paleobiologista da Scripps Institution of Oceanography, chamou o estudo de “um bom trabalho” e disse que confirmou a compreensão atual dos cientistas sobre as mudanças nos oceanos ao longo do tempo”.

Vivemos um momento especial

“Quando pensamos sobre o que o planeta tem sido em sua longa história, uma baleia de 10 milhões de anos atrás era um tipo de animal diferente do que temos agora”, disse Norris. “Então, em certo sentido, vivemos em um momento especial onde podemos desfrutar a majestade de animais realmente grandes lá fora, no oceano”.

(Do https://marsemfim.com.br/)

quinta-feira, 25 de julho de 2019

DANDO NOME...


Pântano do Sul
Fotos Fernando Alexandre

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Sérgio e Ademir - Na lida!

O SILÊNCIO AZUL DO TASSO

Foto Tasso Claudio Scherer

A TAINHA É UMA FESTA!


MAR DE BALEIAS

O número de indivíduos observados este ano já é duas vezes maior do que em 2018 — Foto: Arlaine Francisco/Projeto Baleia à Vista
Número de jubartes no litoral paulista bate recorde e surpreende pesquisadores

Ainda na metade da temporada, mais de 90 baleias já foram avistadas; antecipação do período migratório também chama atenção.
A temporada de observação das baleias jubartes começou mais cedo este ano no litoral de São Paulo.
Os primeiros avistamentos foram feitos no fim de maio, dois meses antes do que no ano passado. “A temporada em geral vai de junho até meados de agosto, mas esse ano elas apareceram mais cedo”, comenta o fundador do Projeto Baleia à Vista, Julio Cardoso.

De acordo com o observador, o período migratório da espécie também teve alterações. “A migração este ano se adiantou tanto no Pacifico, na Nova Zelândia, como na costa do Atlântico, do lado da Africa do Sul, e aqui na nossa costa", diz.
A jubarte se desloca para as águas tropicais com o objetivo de se reproduzir — Foto: Julio Cardoso/Projeto Baleia à Vista

Além de antecipar a chegada às águas brasileiras, as jubartes também surpreendem pelo número de indivíduos. “O aumento da presença delas vem se consolidando e, este ano, superou todos os outros, foi recorde”, comemora Cardoso.
Quando comparado com os últimos três anos, o número avistamentos chama atenção: em 2016 foram observadas 30 jubartes. No ano seguinte, somente 16. 42 indivíduos foram observados no ano passado e neste ano, até agora, 91 baleias foram registradas.

Estamos no meio da temporada e já batemos todos os recordes
— Julio Cardoso, fundador do Projeto Baleia à Vista
Durante o verão, as baleias vão para águas polares em busca de alimento — Foto: Julio Cardoso/Projeto Baleia à Vista

A causa para tantas mudanças ainda é desconhecida, mas os pesquisadores desconfiam de alguns fatores. “Talvez uma redução da oferta de alimento pela pesca do krill, que foi autorizada e ocorre desde 2015, seja um dos motivos”, comenta o observador, que alerta também sobre a mudança de temperatura.

“Outro fator importante a ser estudado é a temperatura da superfície da água do mar na região de Ilhabela e São Sebastião. Diferente da média normal, de 21 graus, a temperatura chegou aos 25 no início de julho”, diz.

Com os registros dos mamíferos foi possível notar também a quantidade de jovens que chegaram ao litoral. “A grande parte das jubartes que estão passando por aqui nos parecem mais jovens. Elas demoram uns cinco nãos para atingir a idade reprodutiva. Por isso, até essa idade não teriam razão para ir à Abrolhos”, completa.
O animal pode projetar mais de 2/3 de seu corpo para fora d´água — Foto: Arlaine Francisco/Projeto Baleia à Vista

Achamos que elas estão se aproximando da costa para busca alimento e descanso e águas mais protegidas
— Julio Cardoso, fundador do Projeto Baleia à Vista
Dúvidas não faltam na lista dos pesquisadores do Projeto Baleia à Vista que, há 15 anos, observam, registram e mapeiam a rota de migração das jubartes pelo litoral norte de São Paulo.
“Há muitas perguntas e muitas pesquisas pela frente. O fato é que as baleias estão reocupando um território que já foi delas e que nós invadimos e ocupamos. O trabalho mais importante agora é harmonizar a presença desses mamíferos no litoral”, finaliza Cardoso.

Bryde monstrando a cabeça com as três quilhas, que caracterizam a espécie — Foto: Julio Cardoso/Projeto Baleia à Vista

Peso-pesados

Além das jubartes, que pesam 40 toneladas e podem alcançar até 16 metros de comprimento, o litoral de São Paulo recebe baleias-de-Bryde, espécie mais comum na região.

Na lista de observações constam também orcas e baleias-franca. “Sábado passado avistamos um grupo de pelo menos seis orcas caçando raias. A chegada delas, logo depois das jubartes, vem se repetindo nos últimos anos”, explica Julio Cardoso.
Filhote de jubarte foi observado ao lado da mãe — Foto: Marcio Motta/Arquivo Pessoal

Bebê jubarte

Entre as observações deste ano, os pesquisadores destacam a de um filhote de jubarte. Na internet, é possível participar da escolha do nome que será dado ao pequeno mamífero, listado no catálogo do Instituto Baleia Jubarte e do Projeto Baleia a Vista.
O 'batismo' é também uma forma de identificar o animal nas próximas migrações, uma vez que os indivíduos possuem características únicas na nadadeira caudal.
Cliques das baleias

Os registros, importantes para o estudo sobre as jubartes, também são feitos pelos Institutos Baleia Jubarte e Argonauta, e pelas equipes dos projetos Viva Baleias, Golfinhos e Cia, Mar e Vida Eco Trip, e SeaShepherd.

Todos os levantamento são essenciais para as pesquisas sobre migração e comportamento dos mamíferos. "O pessoal do Viva Baleias fez, pela primeira vez, um trabalho de observação a partir de Ponto Fixo no sul da Ilhabela e conseguiram um numero incrível de 360 avistamentos de baleias na região, entre 04/06 e 24/07. É um número fantástico, nunca antes registrado", comenta Julio.