quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

ZÉ PERRI NO CAMPECHE?


O quadro 'Ja é Mané' vai relembrar uma história que muita gente até hoje tem duvida se realmente aconteceu. O escritor, poeta, cineasta e piloto, Saint-Exupéry, autor de um dos livros mais famosos do mundo. Ele visitou a Ilha entre as décadas de 1920 e 1940. A reportagem do BG foi até o Campeche para descobrir se realmente esse visitante passou ali.

NA PRAIA...

Foto FernandoAlexandre
 Pântano do Sul cinza de chuvas!

APOPADA

Foto Fernando Alexandre

NA PRAIA...

Sylvia Plath, poeta

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

SEM CAIS...

"Sem Cais", uma parceria de Caetano Veloso e Pedro Sá

MANEMÓRIAS

Foto Nunsilembra Nunca
Em 1960, uma cidade ainda de frente para o mar: trapiches, barcos e cheiro de maresia. E sem aterros.

MAR DE SABORES


Camarão tailandês com coentro e risoto de côco

Um prato muito alegre que deleitará os vossos olhos até vossos papilles. Não babam imediatamente.

Ingredientes
Número de doses: 4
300 g de camarão VG descascado e limpo
200 ml de creme de leite light
100 ml de caldo de camarão ou legumes
1 colher de sopa de manteiga
2 colheres de chá de curry
1 maçã verde descascada e cortadas em quadradinhos
3 colheres de sobremesa de coentro
1 colher de sobremesa de salsa e 1 de cebolinha picadas
1 cebola ralada
sal e pimenta-do-reino a gosto

Risoto:
200 g de arroz arbório
1 litro de caldo de legumes (2 tabletes ou saquinhos de caldo pronto)
80 g de côco ralado, usei o fresco, mas pode ser o industrializado
150 ml de vinho branco, usei espumante
2 colheres de sopa de queijo parmesão
50 ml de leite de côco
2 colheres de sopa de manteiga
1/2 cebola picada
Sal e pimenta do reino a gosto

Preparação
Tempere o camarão com sal, pimenta e 1 colher do curry. Deixe tomar gosto por 10 minutos, enquanto isto, faça o molho.
Derreta metade da manteiga com o azeite e frite metade da cebola, acrescente o caldo, o creme de leite, o curry e a maçã e mexa por 5 minutos, ou até ficar um molho aveludado. Acrecente sal e pimenta a gosto, o coentro, a salsa, a cebolinha e reserve.
Derreta a manteiga com um fio de azeite e doure a cebola. Adicione o camarão e frite os camarões por 3 a 5 minutos. Mais do que isto, pode deixar a textura "borrachenta".
Risoto:
Derreta 1 colher da manteiga com um fio de azeite, acrescente a cebola e doure-a, acrescente o arroz e mexa, depois o espumante, deixe evaporar um pouco, vá acrescentando o caldo aos poucos, sem parar de mexer, acrescente o côco ralado, o leite de côco, até o grau ficar cozido, acrescente o restante da manteiga e o queijo ralado.

(Do https://pt.petitchef.com/)

JACK O MARUJO


- O que move um navio fantasma, capitão?
- O medo, disse Jack o Marujo.


NA PRAIA...

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MAR DE NAVEGADORES

James Cook foi um explorador e oficial da Marinha Real inglesa

Encontrado navio de James Cook: após buscas no Atlântico Norte foi achado o navio britânico que deu a volta ao mundo há 250 anos

O Projeto de Arqueologia Marinha de Rhode Island (RIMAP) acredita que foi encontrado navio de James Cook. O barco foi usado para completar sua volta ao mundo no século XVIII. O navio foi encontrado por arqueólogos no fundo do mar do Atlântico Norte. Perto do estado de Rhode Island, na costa Nordeste dos Estados Unidos.

O britânico James Cook foi um explorador e oficial da Marinha Real inglesa. Em 1768, assumiu o comando da HMS Endeavour, navio no qual daria a volta ao mundo, explorando partes desconhecidas do Oceano Pacífico.

Em 1771 Cook estabeleceu o primeiro contato com a costa leste da Austrália. Fez a primeira visita à Nova Zelândia, descobriu inúmeras ilhas no Pacífico e visitou o Taiti.

O navegador ainda faria mais duas viagens para explorar o Pacífico. Numa delas (1779), morreu ao entrar em conflito com nativos do Havaí. Foi um dos maiores navegadores de todos os tempos.
HMS Endeavour é transformado em navio de carga

Historiadores já sabiam que após voltar ao Reino Unido o navio HMS Endeavour havia sido convertido em navio de transporte. Ele fazia a ligação entre o Reino Unido e as ilhas Malvinas. A embarcação ficou tão danificada na viagem de exploração de Cook que, mesmo após reparos, só pôde assumir esse tipo de serviço.

O Endeavour fez três viagens de ida e volta até as Malvinas. Até que foi vendido a um empresário, J. Mather, por £ 645 (cerca de £ 80 mil, ou R$ 411 mil) em 1.175. Ele tentou revender, ou alugar, para a marinha inglesa durante a Guerra da Independência dos EUA. O almirantado não aceitou.
O desaparecimento do Endeavour dos registros oficiais

O Endeavour desaparece dos registros oficiais até que, em 2007, pesquisadores do Projeto de Arqueologia Marinha de Rhode Island descobriram que Mather enganou o governo.

O magnata dos transportes tentou vender outro navio à Marinha: o Lord Sandwich. Descobrindo isso, sabiam onde o navio estava: muito danificado, foi afundado de propósito no litoral de Rhode Island em 1778, durante um bloqueio naval da costa americana.

Depois de nove anos de buscas os pesquisadores acreditam que encontraram os restos do navio, entre “80% e 100% intactos”.
Outros tesouros no fundo do mar…

Recentemente, canadenses encontraram um navio lendário desaparecido no século 19. A Embarcação ficou presa no gelo do Ártico em 1845. E outro navio que estava desaparecido há 60 anos também foi encontrado a quase um quilômetro de profundidade, perto da ilha havaiana de Oahu.

(Do https://marsemfim.com.br/)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

AZUL MARINHO NA MESA


COZINHA CAIÇARA

Azul Marinho (Peixe Com Banana Verde)

Ingredientes

1 1/2kg de peixe em postas (garoupa, sargo, pampo e etc)
8 bananas bem verdes (Nanica ou Sao Tome)
3 dentes de alho
2 tomates
1 cebola grande
Coentro miudo
Salsinha
Cebolinha
Sal
Oleo
Farinha de mandioca
Pimenta de cheiro

Como fazer

Passe sal no peixe e deixe - o em separado por 1 hora.
Descasque as bananas e deixe - as de molho em agua fria.
Depois, em uma panela media, doure a cebola e o alho no oleo quente.
Junte o tomate cortado em pedacinhos e de uma refogada.
Coloque as bananas, acrescente agua, e um pouquinho de sal.
Tampe a panela e deixe cozinhando.
Quando as bananas estiverem macias, junte o peixe, a pimenta de cheiro, e agua ate cobrir tudo.
Tampe e deixe cozinhar por aproximadamente 10 a 15 minutos.
Se necessario, acrescente sal a seu gosto.
Junte, entao, a salsinha, a cebolinha e o coentro picados.
Deixe cozinhar por mais 2 ou 3 minutos.
Em seguida, retire o peixe e um pouco de caldo e coloque - os em uma travessa para ser servido, juntamente com 4 das bananas inteiras cozidas.
Preparo Pirao: Coloque as 4 bananas restantes na panela e amasse - as numa travessa.
Em seguida, junte - as novamente ao caldo e va adicionando farinha de mandioca aos pouquinhos, mexendo sempre para nao encaroçar.
Sirva tudo com arroz branco.
Rendimento: 5 porçoes.

AMANHECE EM GAROPABA

Foto©SérgioSaraiva - Todos os direitos reservados

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

MAREGRAFIAS


As escritas do mar!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

MAR DE SURF

O Resolution, de Cook, encontra as fantásticas canoas havaianas (ilustração:americangalley)

Surf: uma surpreendente história. Venha conhecê-la 


O surf é um dos mais antigos esportes praticados pelo homem. Seu início, apesar de um tanto perdido no tempo, acredita-se que aconteceu entre 2.000 e 3.000 mil anos atrás. A maioria das pessoas relaciona o surf aos polinésios. É justo. Foi deste povo navegador, que colonizou a maior parte das ilhas do Pacífico, que surgiu a primeira referência ao esporte. Aconteceu depois da famosa viagem do navegador inglês James Cook que, ao chegar ao Hawai, em 1778 , foi o primeiro europeu a registrá-lo e divulgá-lo. Nascia, para o ocidente, a prática do surf. Mas há quem discorde de sua filiação…

A história relata: quem levou o surf ao Havaí teria sido o rei polinésio Tahito, a partir daí a prática se dissemina no arquipélago até ser vista pelo primeiro ocidental, o Capitão James Cook.

Surf: polinésio, ou peruano?

Alguns especialistas dizem que o esporte nasceu entre pescadores da polinésia ocidental, ao descobrirem que cavalgar uma onda era a forma mais rápida, e fácil, de voltar à terra firme. Não se sabe exatamente quando esta atividade se tornou um esporte. Mas sabe-se que já no século 15 reis e rainhas das ilhas Sandwich eram os melhores praticantes da época.

Praticantes das ilhas Sandwich (ilustração:the-deepwaterbreaks.wordpress-com)

A polêmica começa aqui. Outros estudiosos afirmam que o surf nasceu no litoral do Peru, muito antes de ser praticado pelos polinésios. No país sul-americano os antigos habitantes surfavam numa espécie de canoa, ou prancha feita de junco, de nome Caballito de Totora. Este tipo de “barco” é um dos mais antigos que se tem notícia no mundo, estima-se sua idade entre 2.000 e 3.000 mil anos. Originalmente concebidos para levar um pescador e sua tralha, os Caballitos de Totora estão em atividade até hoje entre pescadores marinhos, no Peru; e lacustres, na Bolívia.


Caballito de Totora (fonte:robotica-educativa8-webnode-es)

Registros não deixam dúvida a respeito da antiguidade dos Caballitos de Totora e os pescadores peruanos.

Cerâmica chimiú, 1.100- 1.400 d.C, pescador em Caballito de Totora

O surf com Caballitos de Totora hoje


Surf: polinésio, ou peruano? (foto:surfersvillage-com)

Difícil saber quem está com a razão sobre o início da prática do surf, se polinésios, ou peruanos. A história destas duas civilizações se cruzam. O fato é que, até hoje, em algumas praias peruanas como Huanchaco (Trujillo), estas antiquíssimas embarcações são usadas para pegar ondas. Coincidência, ou tradição histórica?


Huanchaco, Trujillo. (foto: holeinthedonut-com)

Breve histórico da colonização das ilhas do Pacífico

A história é fascinante e ainda repleta de lacunas. Ainda há muito o que descobrir a respeito dos povos antigos, e não são poucas as polêmicas entre historiadores. A saga de peruanos e a colonização das ilhas do Pacífico pelos polinésios já foi motivo de grandes desavenças. Elas surgiram quando o explorador e geógrafo norueguês, Thor Heyerdahl, desenvolveu a ideia de que as ilhas do Pacífico poderiam ter sido colonizadas a partir da América do Sul. Cientistas da época consideravam a tese absurda, especialmente porque não havia evidências que os sul-americanos pré-colombianos teriam a capacidade de construir barcos para cruzar o Pacífico.





Kon- Tiki (foto:asteroide.leonel.blogspot.com)

Para provar sua tese, Thor construiu uma embarcação de pau-de-balsa, no Peru, da mesma forma que eram construídas milhares de anos atrás, sem qualquer ajuda da tecnologia; batizou-a Kon-Tiki e com ela, em 1947, partiu do Peru até atingir as ilhas da Polinésia. Em seguida publicou um clássico, um delicioso best-seller com mais de 25 milhões de exemplares vendidos,A Expedição Kon- Tiki , onde expõe sua tese.

A despeito do sucesso da viagem, foram percorridos 8.000 mil quilômetros em 101 dias de viagem, do porto de Callao para o atol de Raroia, no Arquipélago das ilhas Tuamotu, a tese de Thor foi combatida desde o início.

O mapa da viagem da Kon- Tiki (ilustração: tokdehistoria.com)

A colonização das ilhas do Pacífico
Hoje é consenso entre especialistas que as ilhas do Pacífico foram colonizadas por um povo antigo, os Lapitas, originários do mar do sul da China. Há provas de que foram estes ‘ancestrais dos polinésios’ que se fizeram ao mar, 3.000 mil anos atrás e, aos poucos, com sua extraordinária habilidade náutica, colonizaram as ilhas do Pacífico. Esta incrível epopeia é contada em inúmeros livros e trabalhos científicos. O site Mar Sem Fim recomenda o livro do navegador-escritor David Lewis, We, the Navigators- The Ancient Art of Landfinding in the Pacific.

Gravura de abertura de James King, tripulante da expedição de James Cook, considerada o primeiro registro do surf.

(Do https://marsemfim.com.br/)

MARAVILHAS D´ALEM MAR


Pasteis de Bacalhau 

A primeira referência que existe em relação a esta receita data de 1904 e consta do livro "Tratado de Cozinha e Copa", de Carlos Bandeira de Melo, um oficial do exército português que usava o pseudónimo "Carlos Bento da Maia". A obra de Carlos Melo entraria para a história como a primeira a apresentar uma receita de pasteis de bacalhau.

Utilizados como prato principal ou apenas como petisco, os pasteis de bacalhau são um dos pratos mais apreciados de norte a sul de Portugal e foram finalistas na candidatura às 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa.

Pasteis de Bacalhau

Ingredientes
300 gr de bacalhau
1 ramo pequeno de salsa picada
2 ovos 
1/2 cebola picada (tamanho médio)
1/2 kg de batatas descascadas
Sal e pimenta q.b.

Coloque o bacalhau a cozer com as batatas.
Depois de cozidos, retire o bacalhau para um prato e coloque as batatas a escorrerem num passador de rede.
Retire as peles e as espinhas ao bacalhau. Coloque o bacalhau no centro de um pano de cozinha, junte as quatro pontas do pano com uma mão e com a palma da outra mão esfregue o pano no sitio em que está o bacalhau, como se estivesse a lavar roupa. Este processo vai fazer com que o bacalhau fique finamente desfiado.
Passe as batatas escorridas pelo passe-vite.

Junte todos os ingredientes numa tigela mexendo muito bem ( o bacalhau desfiado, a batata passada, a salsa e a cebola picadas, e dois ovos batidos) rectifica-se o sal e adiciona-se pimenta a gosto.
Com duas colheres de sopa moldam-se os pasteis que se fritam em óleo bem quente.

Bom apetite!

MAREGRAFIAS

Olhar e clique do Geraldo Cunha

Dunas do Moçambique

domingo, 24 de fevereiro de 2019

NA PRAIA...

Foto Memória Amnésico
"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol."


(Pablo Ruiz Picasso (25 de outubro de 1881, em Málaga, Espanha - 8 de abril de 1973, em Mougins, França)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre 
Célio "Carestia" cuidando do seu "Mar Azul" - Pântano do Sul

PORTUGUESA, COM CERTEZA...


Pitch-Patch – Canja de Ostras

Ingredientes e quantidades

700 g de ostras 
1/2 Chávena de óleo vegetal 
50 g de arroz 
1 Cebola picada 
2 Tomates maduros 
1 Limão 
2 Dentes de alho picados 
Piripiri q.b. 
Sal q.b. 

Preparação

Coloque o arroz de molho num recipiente com água fria durante aproximadamente 10 minutos. Passado esse tempo, escorra a água e reserve o arroz. 
Num tacho ao lume, coloque o óleo, a cebola picada, os dentes de alho picados e deixe alourar muito ligeiramente. 
Acrescente o tomate cortado aos cubos, depois de retiradas a pele e as sementes, e deixe refogar, sempre a mexer, durante 1 minuto. 
Junte o arroz, misture muito bem e deixe refogar, enquanto vai mexendo, durante 2 minutos. 
Acrescente aproximadamente 1 litro de água, ajuste o sal e o piripiri e deixe cozer. 
Assim que começar a ferver, junte as ostras e deixe ao lume até que as ostras fiquem cozidas. 
Retire do lume, regue com o sumo de limão e sirva decorada com ervas aromáticas. 

Observações * Notas * Curiosidades * Dicas

Há quem goste de partir o arroz previamente antes de confeccionar este prato. Eu pessoalmente não me dou a esse trabalho.

(Do http://www.lusosabores.com/Receita.aspx?recID=31DE9)

MAREGRAFIAS

DoTasso Claudio Scherer, escrevendo com o mar...

JACK O MARUJO


- O sr está errado, capitão.
- Não me conserte. Meus defeitos são a melhor parte, disse Jack o Marujo.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

MAR DE POETA

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Silêncio!
Escute as palavras
Mudas de cio

(Fernando Alexandre - outono 80)

TEM BALEIA NA SELVA

Baleia é encontrada em área de mata do município de Soure, no Marajó 

Baleia Jubarte é encontrada em área de mata na praia do Marajó, no Pará

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, "o aparecimento do animal na região é um mistério".

Por G1 PA — Belém

Uma baleia da espécie Jubarte foi encontrada nesta sexta-feira (22), em área de mata da praia do Araruna, litoral do município de Soure, na ilha do Marajó. 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Saneamento e Meio Ambiente (Semma), o animal, que parece ser um indivíduo adulto, foi encontrado já morto. Ele mede 11 metros de comprimento por 6 metros de largura.

“O mamífero é de uma das maiores espécies de baleias que existem”, diz Dirlene Silva, secretária de meio ambiente do município.

Segundo a Semma, uma equipe colhe informações para elucidar o mistério sobre o aparecimento deste animal, tão longe do oceano, em período invernoso. Biólogos da ONG Bicho D’água estão a caminho de Soure para averiguar a causa da morte do animal. “Eles vão fazer a necropsia. A olho nu, não há ferimentos. Então precisamos entender o que culminou na morte da baleia”, diz Dirlene.

(Do https://g1.globo.com/)

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

TERRITÓRIOS TRADICIONAIS

Imagem Antonio Gomide - " Depois da pesca" 

Angra-Paraty-Ubatuba saem em defesa dos Territórios Tradicionais

Um dos trechos mais turísticos do litoral brasileiro, quilombolas e caiçaras exigem condições para manter sua cultura e comunidades. Campanha começou neste sábado, em Ubatuba

Por Redação e Isabela Vieira, da Agência Brasil | 

Comunidades tradicionais da região do litoral norte de São Paulo correm risco de desaparecer. Para tentar evitar este processo, será lançada, no próximo sábado, a campanha “Preservar é Resistir - Em Defesa dos Territórios Tradicionais”. Organizada pelo Fórum de Comunidades Tradicionais Indígenas, Quilombolas e Caiçaras de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, a campanha quer a garantia dos territórios tradicionais para preservar os modos de vida de suas antigas populações. O lançamento coincide com a tradicional festa de São Pedro Pescador de Ubatuba, que homenageia o padroeiro dos pescadores da cidade e existe há mais de 90 anos. Para a apresentação, será exibido um vídeo junto de apresentações musicais e exposição de fotos.

As comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras que vivem no litoral entre o Rio de Janeiro e São Paulo sofrem com a grilagem de terras na Serra do Mar, com o turismo de escala e com a falta de políticas públicas, como educação e infraestrutura.

Segundo Vagner do Nascimento, integrante do Fórum das Comunidades Tradicionais de Angra, Paraty e Ubatuba, um dos principais problemas na região é a sobreposição de unidades de conservação nas comunidades. Ele diz que a situação “engessa” a população e desassocia o homem da natureza, fator que garantiu a sobrevivência desses grupos até hoje. Na região, moradores e especialistas querem a recategorização das unidades para parque estadual ou reserva extrativista — modalidade criada pelo ambientalista Chico Mendes.
O vice-presidente da Associação de Moradores do Pouso da Cajaíba, na Reserva da Juatinga, Francisco Xavier Sobrinho, explica que, na prática, morar em uma reserva significa ficar impedido de usar a natureza para sobreviver. Não se pode construir casas de barro, prática agroecológica, as tradicionais canoas caiçaras — esculpidas em um único tronco –, plantar e pescar. “Precisamos resistir para continuar aqui e assegurar o que temos para as novas gerações”, disse.
Na divisa dos estados, o fórum destaca que a legislação atual prejudica as comunidades quilombolas Cambury e Fazenda Caixa, dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina e do Parque Estadual da Serra do Mar. Em ambas, as práticas culturais são reprimidas. “Ou seja, a pessoa vive na pobreza em um território rico porque está impossibilitada de viver com dignidade, conforme suas gerações passaram”, lembrou.

Mais próximo da cidade histórica de Paraty, o fórum denuncia que a sobreposição de unidades de conservação não permite a chegada de energia elétrica e a pavimentação de estradas originais, para não causar impacto ambiental. A situação afeta comunidades caiçaras na costa e indígenas da Aldeia Araponga. Vivendo em uma área apertada, o grupo tem dificuldade de acesso à água, a serviços de saúde, está superlotada e tem problemas com o descarte adequado de lixo.

Os indígenas têm o território, que originalmente é deles, ameaçado pela especulação imobiliária para a abertura de novas áreas para condomínios e pousadas”, disse Vagner.

Outro problema causado pela especulação imobiliária é a restrição imposta por condomínios de luxo a caiçaras de praias como a do Sono, que perderam o acesso ao mar. Agora, precisam passar por dentro do condomínio, em uma carro cedido pelos administradores para chegar aos barcos. O turismo na costa e em áreas de berçários de peixes, como o Saco do Mamanguá, também avança e está entre as preocupações do fórum, em defesa da pesca artesanal.

Para mostrar como vivem, as comunidades fizaram um vídeo de cerca de dez minutos que lançam junto com a campanha “Preservar é resistir”, na festa de São Pedro Pescador, sábado (28).

TARTARUGA GIGANTE


Tartaruga da espécie Chelonoidis Phantasticus era considerada extinta há 100 anos — Foto: Rodrigo Buendia/AFP 

Encontrada no Equador tartaruga gigante considerada desaparecida há um século

Tartarugas gigantes chegaram há três ou quatro milhões de anos à região vulcânica de Galápagos. Espécie Chelonoidis Phantasticus era considerada extinta.

Por France Presse

Um exemplar de uma das espécies endêmicas de tartaruga gigante do arquipélago equatoriano de Galápagos, considerada extinta há um século, foi encontrada em uma expedição na Ilha Fernandina, informou o ministro do Meio Ambiente, Marcelo Mata. 

"NOTÍCIA MUNDIAL | Na ilha Fernandina - #Galápagos, a expedição liderada por @parquegalapagos e @SaveGalapagos, localizaram um exemplar da espécie da tartaruga Chelonoidis Phantasticus, que se acreditava estar extinta há mais de 100 anos", apontou o funcionário em sua conta no Twitter.



Mata não deu mais detalhes sobre a descoberta da tartaruga pela equipe do Parque Nacional de Galápagos (PNG) e da Galapagos Conservancy, sediada nos EUA, que apoia a preservação das ilhas encantadas no Pacífico equatoriano.

A Chelonoidis phantasticus, própria da ilha Fernandina, é uma das 15 espécies de tartarugas gigantes de Galápagos, das quais já desapareceram exemplares da Chelonoidis spp (ilha Santa Fe) e da abigdoni (Pinta).

Galápagos faz parte da reserva da biosfera e serviu para que o naturalista inglês Charles Darwin desenvolvesse a teoria sobre a evolução das espécies.

As tartarugas gigantes chegaram há três ou quatro milhões de anos à região vulcânica de Galápagos. Acredita-se que as correntes marinhas dispersaram seus exemplares ao redor das ilhas, e foi assim que 15 espécies diferentes foram criadas - das quais no momento dois estão formalmente extintas -, cada uma adaptada ao seu território.

O outro lugar no mundo onde sobrevive outra espécie de tartaruga gigante terrestre é a ilha Aldabra, no Oceano Índico.

As tartarugas galápagos têm variantes genéticas ligadas à reparação do DNA, com poder de cura que lhes permite ter vida longa, de acordo com o PNG.

(Do https://g1.globo.com/)



MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

DESCOBRIDOR DE MUITOS MARES

Sebastião Rodrigues Maia, o Tim Maia (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 — Niterói, 15 de março de 1998)

MANEMÓRIAS

Praia da Armação - Anos 70

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

LINHAS D'ÁGUA

Foto Fernando Alexandre

MOBY DICK



Moby Dick é um romance do autor americano Herman Melville. O nome da obra é o do cachalote enfurecido, de cor branca, que havendo sido ferido várias vezes por baleeiros, conseguiu destrui-los todos. O livro foi revolucionário para a época, com descrições intricadas e imaginativas das aventuras do narrador - Ismael, suas reflexões pessoais, e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos, como baleias, métodos de caça a elas, arpões, a cor branca (de Moby Dick), detalhes sobre as embarcações e funcionamentos, armazenamento de produtos extraídos das baleias. Os detalhes contados com o realismo e propriedade de um escritor que viveu em barcos baleeiros, são capazes de transportar o leitor ao ambiente descrito e suas sensações.

BADEJO NA MESA


Badejo assado com molho de ervas

Ingredientes

Para o peixe:
4 filés de badejo
sal aromatizado com ervas
pimenta do reino branca moída na hora
suco de 1/2 limão siciliano

Para o molho de ervas:
1 maço de salsinha sem o talo
1 ramo de alecrim
2 ramos de tomilho
2 ramos de orégano
1 colher de sopa de alcaparras
sal
4 colheres de sopa de azeite
1 colher de vinagre
2 colheres de sopa de queijo cremoso
2 colheres de queijo parmesão em cubos

Preparação

PASSO 1
Molho de Ervas:
Processe todos os ingredientes.

PASSO 2
Peixe:
Tempere os filés com o sal, o limão e a pimenta e deixe descansar por uns 30 minutos na geladeira.

PASSO 3
Depois em uma frigideira quente, sele, rapidamente, todos os lados do filé.

PASSO 4
Em uma assadeira coloque metade do molho de ervas no fundo disponha os filés por cima.

PASSO 5
Leve ao forno a 200 graus por 15 minutos.

PASSO 6
Retire coloque uma colherada do molho por cima de casa filé e volte a forno por mais 10 minutos. Retire e sirva.

(Do https://pt.petitchef.com/)

UM PASSADO QUE VIROU UTOPIA!

Foto Numlembro Mermo
Centro de Floripa, baía Sul, próximo ao Mercado Público: num tempo esquecido em alguma ilha da memória, numa manhã em um final de século qualquer.
Um passado que virou utopia!

A CRUZ DO PADRE

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Conheça a história da "cruz do padre", entre o Campeche e a Joaquina
Estrutura homenageia sacerdote que morreu afogado e é rodeada por causos de arrepiar

Gabriela Wolff
gabriela.wolff@horasc.com.br


Imponente entre as dunas, visível aos olhos de quem caminha pela praia do Campeche à Joaquina, em Florianópolis, a cruz de cimento de mais de dois metros chama atenção. Fincada em 1961 em homenagem a um padre que morreu afogado no mar bravo em frente, a cruz virou ponto de referência, local de orações, devoção e de lendas entre os mais antigos.

O historiador Hugo Adriano Daniel, nativo da região, é pesquisador da história do Rio Tavares e relata que a cruz foi colocada naquele ponto poucos dias após a morte do padre gaúcho Alfredo Dullius, na época com 45 anos. Segundo relatos orais e registros, na encosta do morro, próximo aonde hoje se localiza a Igreja de Pedra do Rio Tavares, que antigamente pertencia ao Colégio Catarinense, existia um casarão, em que padres e seminaristas costumavam passar os fins de semana em meio a natureza. Naquele tempo, a luz elétrica ainda não havia chegado na região, e a estrada era totalmente de terra:

— Logo depois do almoço, no dia 26 de dezembro de 1961, o padre Alfredo e seminaristas pegaram a trilha em meio às dunas e foram tomar banho de mar. Pelos relatos, o padre entrou na água de batina, e no primeiro mergulho caiu em uma corrente de repuxo e não conseguiu mais sair. Até tentaram salvá-lo, mas não foi possível — conta Hugo. 

Os seminaristas saíram desesperados em busca de ajuda. Alguns foram em direção a base aérea, que enviou um avião de treinamento militar, que localizou o corpo boiando a cerca de um quilômetro da costa. Pescadores do Campeche também tentaram em vão, chegaram a jogar cipó-banana, mas não teve jeito. O mar estava tão revolto que tiveram dificuldades até para erguer o corpo para a canoa, e foi preciso amarrar uma corda e arrastá-lo até o pico do Campeche, no local chamado Pontal, uma operação que durou mais de três horas.

O bombeiro aposentado Artur Nunes, 84 anos, nascido e morador do Rio Tavares até hoje, recorda que foi uma grande comoção entre todos, e na mesma semana o padre Alvino Bertholdo Braun, que era o pároco da Igreja de Pedra, encomendou a cruz:

— O padre veio falar com o meu pai para fazer o cepo para a cruz, que depois fizemos de ipê-amarelo com 2,2 metros. A cruz era grande e pesada, levamos até as dunas pela Picada da Isidoro de carro de boi. No dia de colocar teve uma missa muito grande, encheu de gente — recorda.

Quem ele era

O padre era professor no Colégio Catarinense há três anos e também capelão auxiliar da Escola de Aprendizes Marinheiros no Estreito, por isso tinha muitos amigos e conhecidos na cidade, conforme explica o historiador.
O advogado Aluísio Dobes, 75 anos, foi aluno do padre Dullius no Colégio Catarinense no 1º Científico, equivalente ao Ensino Médio nos dias atuais. Ele conta que o sacerdote tinha uma característica muito interessante:
— Ele tinha um olho verde e outro azul. Era professor de história mundial, e colocamos o apelido nele de "long play", pois ele abria um mapa mundi no púlpito e com uma vareta apontada, começava a falar e não parava mais contando a história. Foi um choque muito grande quando ele morreu, todos gostavam dele. Eu não estava mais na escola porque tinha ido servir o exército, mas soube pelo boca a boca dos amigos — recorda.
— Depois disso, passaram a chamar aquele lugar de Picada da Cruz do Padre. Os antigos chamam assim até hoje, essa coisa de "Pico da Cruz" foram os surfistas que inventaram — conta. 
Seu Artur explica que há uns 15 anos tiveram que substituir a cruz original por uma de concreto, pois a madeira apodreceu devido a maresia. 

Lendas em torno da cruz

Morador do Campeche, o historiador Hugo conta que cresceu ouvindo os pescadores falarem que tinham medo de passar na Picada da Cruz, pois o fantasma do padre aparecia:
— Outra curiosidade é que os pescadores relataram que quando resgataram o corpo, o padre estava com as mãos em oração, e em nenhum momento o corpo afundou — recorda.
Para Artur, tudo era imaginação dos pescadores:

— Já ouvi falar que viram vultos próximo da cruz, mas é tudo lenda, coisa da cabeça das pessoas — finaliza.

Mas, por via das dúvidas, se você tem medo dessas coisas, é melhor evitar a picada.
(Do www.clicrbs.com.br)

MAR DE LAMA - TÓXICA


FOTO DE ENRICO MARCOVALDI/PROJETO BALEIA JUBARTE
Lama tóxica da barragem de Mariana contaminou corais de Abrolhos, diz novo estudo
Pesquisadores da UERJ constataram que chegada de pluma de sedimentos ao parque nacional, no litoral sul da Bahia, ameaça espécies nativas. Quinta-feira, 21 Fevereiro

Por Kevin Damasio

Pesquisadores confirmaram que a lama do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), chegou ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos. Resíduos tóxicos ameaçam a saúde da vida marinha.

Um estudo recente identificou altas quantidades metais pesados, sobretudo zinco e cobre, em corais do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. A pesquisa é uma nova etapa da investigação sobre o impacto do rompimento da barragem de Fundão, em Minas Gerais, no principal recife de corais do Atlântico Sul, situado em Caravelas, na Bahia.


“Zinco, cobre, arsênio, lantânio, césio – todos os elementos aumentaram em dez vezes durante a chegada da pluma de sedimentos da Samarco, em janeiro de 2016”, observa Heitor Evangelista, professor adjunto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador da pesquisa, realizada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


Para Evangelista, o resultado da pesquisa “acende o sinal vermelho”. O cientista afirma que o dano já existe e é irreparável, uma vez que os corais incorporaram metais em volumes anômalos, mas que a dimensão do efeito biológico requer mais tempo para ser compreendida. “Muitos dos corais que existem na costa brasileira são nativos daqui, então não podemos levar em conta impactos observados em corais do Caribe e da Indonésia, por exemplo. Precisamos continuar esse monitoramento e realizá-lo em outros lugares de Abrolhos, para saber até onde vai essa contaminação”, afirma.

FOTO DE UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

A pluma de sedimentos liberada pelo rompimento da barragem de rejeitos do Fundão, em Mariana (MG), demorou pouco mais de dois meses para atingir a região do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. Análises em laboratório comprovaram a contaminação dos corais.

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), aconteceu em 5 de novembro de 2015 e liberou cerca de 50 milhões de m³ de rejeitos de mineração, compostos por óxido de ferro, manganês e sílica. A estrutura pertencia à mineradora Samarco, joint-venture da Vale S.A e da anglo-australiana BHP Billiton. A lama alcançou o subafluente Gualaxo do Norte, percorreu cerca de 660 km do rio Doce e alcançou o mar 17 dias depois, em 22 de novembro, na foz situada na vila de Regência, no Espírito Santo.

Pelo caminho, os rejeitos incorporaram outros elementos antes sedimentados no leito da bacia hidrográfica, oriundos “de quase dois séculos de ocupação por minerações, urbanização e industrialização marginais, fertilizantes da agricultura regional e material alóctone resultante do processo erosivo do fluxo sedimentar”, aponta o estudo.
Monitoramentos por satélite e sobrevoos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) indicam que, desde a foz do rio Doce, a pluma de sedimentos percorreu 250 km ao norte até chegar ao Banco dos Abrolhos.

O Parque Nacional Marinho de Abrolhos abrange 87.943,14 hectares de bioma marinho costeiro. Estabelecida por decreto em 6 de abril de 1983, a unidade de conservação corresponde a 2% da área total do Banco dos Abrolhos e é habitat de um terço de toda a biodiversidade marinha mundial.
Entre as espécies que habitam a região, 14 ameaçadas de extinção estão protegidas no arquipélago: a anêmona-gigante, a baleia-franca, o tubarão-limão, o coral-de-fogo, a gorgônia, o peixe-néon, as aves marinhas rabo-de-palha-de-bico-vermelho e rabo-de-junco-de-bico-laranja e cinco espécies de estrelas-do-mar.

Os corais são animais cnidários que, à medida que se desenvolvem, produzem um exosqueleto calcário que cresce em forma de camadas e indicam sua cronologia. Estas camadas registram as condições do oceano e o impacto ambiental, como níveis de poluição, absorção de carbono e temperatura da água do mar, explica Evangelista.

Evangelista estudou duas colônias de espécies diferentes representativas da região e as comparou com análises feitas antes da chegada da pluma de sedimentos nos limites opostos da unidade de conservação. Em 30 de setembro de 2017, coletou a espécie Mussismilia harttii, que habita de águas rasas (2 a 3 metros de profundidade) a profundidades moderadas (15 a 30 metros). Já a Siderastrea siderea vive a até 40 metros de profundidade e foi coletada em 16 de janeiro de 2018.

Durante um ano, a equipe realizou análises em laboratório que avaliaram as composições elementar e isotópica do esqueleto coralino. Já a densitometria calculou o conteúdo mineral e a microtomografia – as características morfológicas das amostras. Além disso, o estudo analisou coletas de sedimentos realizadas antes e depois do rompimento da barragem de Fundão nas águas da foz do rio Doce e em áreas de recife de Abrolhos.

Em ambas as espécies os resultados constataram incorporação anômala de zinco e cobre no esqueleto coralino após a chegada da pluma de sedimentos da Samarco, assim como a presença significativa de outros metais, como fósforo, manganês e bário no Parque Nacional dos Abrolhos. Tais elementos químicos também foram encontrados na foz do rio Doce após a chegada da lama. O coral Siderastrea siderea, por sua vez, demonstrou redução na taxa de crescimento a partir do final de 2015.

“Estes resultados comprovam a grande habilidade dos corais como monitores do impacto no ambiente marinho em Abrolhos relacionado ao aporte sedimentar”, conclui o estudo, “e sobre a necessidade de um acompanhamento de médio/longo prazos dos corais no Parque Nacional Marinho de Abrolhos e em outras comunidades recifais do Espírito Santo e da Bahia.”

(Do https://www.nationalgeographicbrasil.com/)