quinta-feira, 27 de junho de 2019

MANEMÓRIAS

Ribeirão da Ilha, no tempo em que as Vemaguetes eram zero!

FALA, COMANDANTE!

Foto: Viviane Bevilacqua

ZENAIDE, A COMANDANTE DO PÂNTANO

A história da Dona Zenaide Maria de Souza, 74 anos, é daquelas que dariam um livro. Quem sabe um dia eu mesma me atreva a escrever com mais detalhes esta pequena mas contundente saga da mulher que venceu preconceitos e tornou-se oficialmente a primeira pescadora artesanal do Pântano do Sul, em Florianópolis. Mas ela não virou profissional só porque gostava de pescar desde menina, não. Foi para o mar no seu barco colorido de madeira, enfrentando tempo ruim e sol no lombo e comandando embarcações com muitos homens porque precisava tirar da água o sustento de seus oito filhos. Após a separação, que ela mesmo pediu, ficou sozinha para criar a garotada, e pescar e cozinhar era o que sabia fazer de melhor, já que o estudo tinha sido pouco. Escola primária lá mesmo no Pântano, até o quarto ano, e só.

Foto: Reprodução/Facebook

Pescar e cozinhar? Quando Zenaide se deu conta de que se unisse estes dois verbos poderia ganhar mais dinheiro não teve dúvidas: começou a vender na beira da praia alguns quitutes feitos de peixe, camarão, siri, berbigão e polvo. O Pântano do Sul era uma praia tranquila, lá pelos anos 1980, com turistas meio ripongas e alternativos, entre os quais conquistou logo fregueses fiéis. Decidiu então, com a valentia que lhe é peculiar, erguer um quiosque na areia. Foi alertada de que era ilegal construir naquele local, mas não deu ouvidos. Quando o quiosque ficou pronto a prefeitura mandou desmanchar. Ainda chorava, pensando no que iria fazer, quando foi chamada pelo prefeito. Zenaide disse que sabia da ilegalidade, mas argumentou que precisava do bar para dar estudo aos oito filhos. Ela sonhava vê-los formados na faculdade. Foi tão convincente que no dia seguinte o fiscal da prefeitura mandou seus homens reconstruirem o quiosque.

Começou assim a história do Restaurante Pedacinho do Céu, que em pouco tempo conquistou freguesia ampla e constante. O bar cresceu, e além do grande pavilhão de madeira tinha área e deck externo de frente para o mar. Era todo decorado com motivos marítimos. Nessa época Zenaide começou a usar um quepe branco de comandante que ganhou de um freguês e virou sua marca registrada. Nunca mais saiu de casa sem ele. Tudo ia bem até a madrugada de 16 de janeiro de 2017, quando um incêndio acidental destruiu o restaurante. Não deu tempo de salvar nada. Os filhos e netos ficaram com medo de que desta vez ela fosse desabar, mas o que viram os deixou ainda mais orgulhosos da matriarca. Zenaide tirou o boné branco chamuscado de fumaça, deu umas batidas para tirar o pó, colocou de novo na cabeça e disse: Sem choro. Hora de recomeçar.


Foto: Arquivo Pessoal

Fizeram vaquinhas na internet, aceitaram ajuda de estranhos e de clientes dos mais diferentes rincões, conseguiram empréstimos e no dia 16 de janeiro de 2018, exatamente um ano após o incêndio, Zenaide fez uma festa para comemorar a inauguração do novo restaurante, ainda mais bonito, e agora todo de tijolos. 

Foto: Arquivo Pessoal

Um passeio ao Pântano do Sul nunca é completo sem uma visita à Dona Zenaide e seu Pedacinho do Céu, nem que seja só para prosear e conhecer detalhes da história da comunidade e de sua moradora mais simpática, que acolhe a todos com um sorriso largo e adora contar seus causos e aventuras de cantar O Rap da Tainha, letra de uma música que fez em homenagem aos pescadores. Mas fica o alerta: é impossível sair de lá sem provar seus petiscos. Irresistíveis, como os abraços na hora da despedida.

(Viviane Bevilcqua colunistas portal making of cronicas)

OLHA O JAJIBO!

Ilustração de Andrea Ramos, para o Dicionário da Ilha -
Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina.

MAR DE BALEIAS

© Reuters

A Noruega tornou-se no país que mais baleias mata. Nos últimos dois anos, matou mais animais desta espécie do que a Islândia e o Japão juntos. 

Um novo relatório, publicado esta segunda-feira, apela à comunidade internacional para reagir às tentativas constantes da Noruega para enfraquecer as regras para a caça de baleias e as suas tentativas de melhorar as condições de mercado das mesmas.

Intitulado 'Frozen in Time: How Modern Norway Clings to Its Whaling Past' [Congelados no tempo: Como a Noruega Moderna se mantém presa ao seu passado Baleeiro], produzido pelo Instituto de Cuidados Animal, o Ocean Caree a Pro-Wildlife, o relatório detalha ainda que a proibição do comércio de baleias naquele país está a enfraquecer e o seu comércio internacional está a aumentar.

O estudo concluiu que o governo deste país está a patrocinar vários projetos que promovem as vendas domésticas de produtos feitos de baleia, como cosméticos ou suplementos alimentares.

"Sendo um dos países mais modernos e prósperos do mundo, a caça à baleia na Noruega representa um anacronismo”, afirma a bióloga Sandra Altherr, da Pro-Wildlife, referindo que esta atividade só serve para "prejudicar a reputação do país".

MAR DO MILTON OSTETTO

Foto Milton Ostetto

domingo, 23 de junho de 2019

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE POETA


A BALEIA BRANCA E O CAPITÃO

ainda
des-situado

num sítio
des-habitado

ou melhor
forrado de fantasmas

— dinossauros, cachalotes,
livros não lidos,

mapas que levam
a lugar nenhum —

,

capitão ahab
(olhos vítreos)

força as pupilas
dentro da névoa espessa

dentro da tempestade 
que fustiga os ossos,

as membranas, os nervos 
tensos do espírito

,

sem encontrar
o fio da meada

o ponto
onde tudo parou

de girar
giramundo : : : finismundo

))))))) (((((((

mesmo livre dos limites da terra
firme

em meio às ondas
do mar encrespado

capitão ahab continua ilhado

amarrado ao mastro
da obsessão

enrodilhado em si mesmo
ensimesmado

→ → → arpões lançados
em sua própria direção

ferroadas na carne,
vertigem, cicatrizes ← ← ←

))) a linguagem se dissolve (((

e da janela do apartamento
capitão ahab vê, enfim,

a enorme nuvem no céu azul
tomando a forma de uma baleia

CERCANDO O PEIXE

Dia de cerco no Campeche: patrão Carlinho, do Rancho do Segredo e remeiros entrando bem com a canoa "Samaritana".

sábado, 22 de junho de 2019

E AS TAINHAS CHEGARAM...



ÚÚÚÚ!!!!

Com a entrada do vento Sul, esperado há mais de 20 dias, as tainhas finalmente encostaram nas praias de Santa Catarina!
Na quinta-feira (20), quase 4 toneladas foram capturadas na Praia da Galheta, em Laguna.
Ontem cedo, sexta-feira, 5 toneladas foram cercadas e arrastadas na Prainha, Farol de Santa Marta, Sul do estado.
E mais quatro mil "cabeçudas" fizeram a alegria da camaradagem da Ilha, nas praias do Campeche, Santinho e Gravatá, já impacientes com a demora da chegada dos peixes.

Cerca de 1300 tainhas foram capturadas por pescadores artesanais na manhã desta sexta-feira na praia do Santinho – RICTV/Reprodução

Até o momento, os dados oficiais da Fepesc - Federação dos Pescadores de Santa Catarina - apontam para um total de 41 toneladas de tainha capturadas desde o início da temporada, em maio.

Ivo da Silva, presidente da Fepesc,  destacou que o local em que se deu a maior captura de tainha foi em Balneário Rincão. De acordo com ele, em diversos lanços, Rincão até o momento atingiu a marca de 6 toneladas de tainha capturadas.

Ainda conforme Ivo, o cálculo de 41 toneladas ainda não inclui o lanço dessa quinta-feira em Laguna. A Fepesc informou que ainda aguarda uma confirmação oficial dos dados para incluir na contagem oficial.


E CHEGAM AS BALEIAS...

Baleia jubarte (Foto: Marcelo Vicente, Arquivo Pessoal)

Baleia jubarte dá show nas águas de Penha; veja vídeo

Por Dagmara Spautz

Uma baleia da espécie jubarte, possivelmente juvenil, deu um show de simpatia em frente às câmeras nas proximidades da Ilha Feia, na Armação, em Penha, nesta quinta-feira (21). As imagens, feitas pelo contador Marcelo Vicente, 38 anos, mostram que a gigante estava à vontade.

Marcelo estava pescando quando se deparou com a gigante. Evitou se aproximar com o barco, mas ela veio em sua direção. Foram cerca de 40 minutos de saltos. 

— Vendo os vídeos, não é tão bonito quanto pessoalmente. Foi emocionante — comentou.

Há cerca de dois anos, ele já tinha avistado uma mãe baleia com o filhote, também em Penha. O pesquisador Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras, diz que avistar jubartes é comum nesta época, assim como as baleias-franca, que são as visitantes mais assíduas do nosso Litoral.

As jubartes, quando adultas, chegam a medir 16 metros de comprimento e a pesar 40 toneladas. É o mesmo que um ônibus e um carro, juntos, e o peso de oito elefantes. As baleias dessa espécie vivem até 60 anos. 
baleia jubarte(Foto: Marcelo Vicente, Arquivo Pessoal)

Tradicionalmente, elas apenas passam por Santa Catarina em seu ciclo migratório. Partem da Antártida em direção ao Nordeste brasileiro, especialmente o Litoral da Bahia, onde ocorre o acasalamento das gigantes. 
Em 2014, graças aos programas ambientais, as jubartes saíram da lista de animais ameaçados de extinção no Brasil.

CORES DO ATLÂNTICO



Quinto disco de canções inéditas da cantora, compositora e instrumentista paraibana, lançado em 2010, em formato CD-livro, apenas na Espanha. Um ano antes, Socorro lançara o álbum No Terreiro da Casa da Mãe Joana, trilha de espetáculo com o mesmo nome, composto por faixas integrantes de seus trabalhos anteriores e cinco músicas inéditas. Aqui, a musicista nos apresenta um repertório de canções que tratam do diálogo entre a brasilidade e nossa raiz lusitana, com a releitura de quinze cantigas de amigo medievais galego-portuguesas, tradicionalmente entoadas por mulheres como cantares de trabalho, adaptadas pela artista em roupagem de ritmos brasileiros. O disco contou com participações de artistas oriundos de três continentes distintos, unidos pela língua portuguesa: Uxía e Leilía (Galiza/Espanha), João Afonso (Portugal), Eneida Marta (Guiné Bissau), Margareth Menezes, Cida Moreira e Cirandeiras de Caiana dos Ciroulos (Brasil). Seis anos após o seu lançamento original em solo espanhol, o trabalho foi finalmente lançado este ano no Brasil pela Editora Latus – UEPB e Liraprocult.

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

LIMPANDO A FAUNA MARINHA


UFPR inaugura Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna Marinha em Pontal do Paraná

A tarde desta terça-feira (18) pode ser considerada um marco para o Centro de Estudos do Mar e aos cursos ligados ao oceano oferecidos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). A partir desta data a instituição conta com o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna Marinha (CReD), vinculado ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

Em um evento bastante concorrido, realizado no Centro de Estudos do Mar, no Balneário Pontal do Sul em Pontal do Paraná, autoridades, professores e estudantes viram um sonho da comunidade acadêmica se tornar realidade.

A Coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar da UFPR, Camila Domit, explicou que a construção do Centro de Estudos está inserido dentro do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos estrategicamente conduzido pelo Ibama (IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), Petrobrás, (Petróleo Brasileiro S.A), Univale (Univale – Faculdades Integradas do Vale do Ivaí) e UFPR.

“Hoje é um dia muito especial, depois de muita luta estamos realizando um sonho para nossa Universidade. Dentro desse conjunto de instituições conseguimos recursos para estruturar o centro, agora poderemos fazer análise de saúde da fauna marinha com maior qualidade, melhorar a forma como atuamos junto as comunidades da região e otimizar os estudos e a ciência. Teremos condições de melhorar as pesquisas e também trabalhar melhor os programas de extenção e as ações de educação. Esse centro é um sonho de muitos anos, hoje nós temos recintos adequados, temos um espaço que cumpre todas as especificações internacionais de atendimento a fauna marinha que nos dará condições de trazer para a sociedade informações sobre o ecosistema do mar e como que nós como comunidade podemos melhorar a nossa ação e conexão com os oceanos para diminuirmos o impacto ambiental”, completou a coordenadora.

O prefeito Marcos Fioravante destacou a importância desse investimento na área de educação no município.

“O que estamos vendo hoje não é só uma construção ou uma obra qualquer, estamos vendo a materialização de um sonho para o meio acadêmico. Como gestor fico muito feliz em poder participar, dentro de nossas condições estamos sempre dispostos a ajudar a UFPR, em especial o Centro de Estudos do Mar, que fica em nosso município, o qual temos muito orgulho. Esse Centro de Reabilitação é extremamente importante, não só para os estudantes mas para toda comunidade, e nossa região, um projeto que deve ser valorizado”, afirmou o prefeito.

O projeto está ligado ao Monitoramento de Praia da Bacia de Santos, é um condicionante ambiental pro licenciamento ambiental da Petrobrás que busca minimizar os impactos da atividade de produção de petróleo.

O Diretor do Centro dos Estudos do Mar, Talal Suleiman Mahmoud, esclareceu que o CReD está ligado ao Monitoramento de Praia da Bacia de Santos como um condicionante ambiental para o licenciamento da Petrobrás que busca minimizar os impactos da atividade de produção de petróleo.

“Hoje é uma data muito importante, essa espaço dará mais condições as nossas pesquisas. O trabalho desenvolvido por toda a equipe, alunos e professores, tem um cunho social que busca indentificar e tratar os animais marinhos encontrados em nossas costas, os vivos para serem tratados e reabilitados e os mortos para análise, e essa análise servirá como indicador da nossa situação perante os oceanos, como por exemplo o controle do que foi encontrado dentro dos animais que serve como um indicador importante do comportamento da sociedade inserida nos municípios litorâneos”, explica Talal.

De acordo com o Reitor da Universidade Federal do Paraná, Ricardo Marcelo Fonseca, com a construção do Centro de Reabilitação em Pontal do Paraná todos saem ganhando, a comunidade, os estudantes e o meio ambiente.

“Neste projeto todos os envolvidos ganham, a comunidade interna para o ensino, pesquisa, extenção e para a formação que é a matéria básica da universidade, ganha também o meio ambiente, a fauna marinha, os banhistas que aqui visitam nas temporadas, mas acredito que ganha mais a comunidade de Pontal que deve enchergar como um marco civillizatório diferente, quero dizer que a universidade está mostrando para que ela veio, ela vem para trazer conhecimento e ciência, vem a favor da comunidade local, da fauna marinha e daqueles que estão se formando aqui, acho que a universidade quando interage de uma forma geral com a comunidade traz uma bagagem positiva e um legado que é sempre bom, aqui especificamente é de maneira múltipla, porque acontece para a comunidade para os nossos estudantes e para o meio ambiente”, destacou o reitor da UFPR.

“O Projeto de Monitoramento de Praias, da qual faço parte, é um acondicionante do processo de licenciamento do Pré-sal da Bacia de Santos, e de uma forma geral antes de mais nada, trata-se de um atendimento a um regramento legal, porém nós entendemos que esse tipo de iniciativa que o Ibama determinou, contribui muito com a gestão da fauna da costa brasileira, temos fomentado a pesquisa e o desenvolvimento academico e temos surpresas como trabalhos acadêmicos, alavancando o conhecimento das interações do homem com a fauna na costa brasileira, isso é fundamental pra conservação ambiental”, finalizou Marcos Vinícius.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

FELIZ ANO NOVO


FELIZ ANO NOVO PARA TODOS NÓS, FILHOS E FILHAS DO SOL 

Hoje, dia 21 de junho, celebra-se o solstício de inverno no hemisfério sul. É quando os povos originários comemoram o ano novo em toda a franja latino-americana. Dia de reverenciar o sol, que era e ainda é considerado o deus maior. O sol. Tata Inti.

Na região andina é onde esse momento é mais festejado e cujas cerimônias jamais saíram da lembrança ou das práticas cotidianas. Tanto que o Inti RaymI (Festa do Sol) é a festa mais importante do ano e acontece sempre no solstício para reverenciar Inti, o deus mais importante das culturas Aymara e Quéchua. A cerimônia é realizada no dia 24, na fabulosa fortaleza de Sacsayhuamán, que fica pouco mais de dois quilômetros de Cusco, no Peru.

Durante a época dos incas, o Inti Raymi era o mais importante dos quatro grandes festivais celebrados em Cusco, e marcava o início do ano andino. Naqueles dias o festival durava nove dias com muita festa, dança e rituais de sacrifício. O último Inti Raymi realizado com a presença do Imperador Inca, foi em 1535. A cerimônia era na praça Aucaypata, hoje chamada de Plaza de Armas, no centro de Cusco, e toda a cidade vinha assistir e participar. Segundo relatos da época a população chegava aos 100 mil habitantes.

De todos os lugares vinham os curacas (chefes de aldeia) e os sacerdotes. E nos três dias que antecediam a festa só comiam milho branco, cru, algumas ervas e água. Também não acendiam fogo e não tinham relações sexuais. Era um período de purificação. As sacerdotisas do sol, as acllas, preparavam pãezinhos de milho que seriam distribuídos às gentes. No dia da festa o Inca e seus parentes vinham para a praça, descalços, a espera do sol. Ajoelhavam-se e jogavam beijos para Inti enquanto ele despontava no horizonte. Depois bebiam chicha e derramavam uma parte em honra do deus. Em seguida seguiam para o Corincancha, ou Qorikancha, o "Templo do Sol", onde faziam adorações. Os curacas faziam fila para entregar as oferendas que haviam trazido de suas aldeias e então todos seguiam de volta para a grande praça onde sacrificavam animais, cujas carnes eram repartidas entre os presentes. Acendia-se o fogo do ano novo que queimaria no templo até o Inti Raymi seguinte.

A festa dos incas foi proibida em 1572 pelo Vice-Rei Francisco de Toledo, que não tolerava qualquer cerimônia que não fosse cristã. Mas, entre os originários a cerimônia seguiu sendo praticada às escondidas durante séculos, até que em 1944 voltou a ser realizada em céu aberto, reconstruída historicamente por Faustino Espinoza Navarro a partir de textos do cronista Inca Garcilaso de la Vega. Desde aí, todos os anos, as gentes originárias se encontram em Cusco, para reverenciar Inti.

É fato que a festa adquiriu um caráter bastante turístico e acaba sendo um grande espetáculo. Mas, quem já caminhou pelas ruas de Cusco e conheceu sua gente sabe, que enquanto os turistas se embriagam com as cores e os ritos espetacularizados, o povo originário refaz seu caminho de encontro com Inti, bem no fundo de sua alma ancestral. O Inti Raymi é um momento de profunda beleza e de introspectiva reflexão.

Feliz ano novo a todos nós, filhos e filhas do sol!
Jallalla! Kausachun, Inti!

(Da Elaine Tavares)


MÃOS DE MAR


as mãos

as mãos
chegam pela manhã
a carícia

quanto partem
dizem em silêncio
a dor de

as mãos que dei
não esperavam nada
nem o que recebi

poucos são os
finais felizes
(torreira; 2016)

(Do ahcravo)

quinta-feira, 20 de junho de 2019

E O INVERNO AINDA NEM COMEÇOU...

Imagem relacionada
Foto Laura Lavergne
Primeiro, a Dona Gerta May comunica o fechamento da Pousada Sítio dos Tucanos, depois de 40 anos de atividades na Costa de Dentro. 
Logo em seguida, a Nara Guichon avisa que está desativando seu atelier depois de décadas!
Esse final de outono - luminoso como os outonos da ilha - fica um pouco sombrio aqui pelos lados do Sul!
A Gerta May com sua família trouxe para a ilha o conceito de hospedagem familiar com preservação ambiental: o Sítio dos Tucanos foi a primeira pousada ecológica da Ilha!
E durante quarenta anos hospedou com carinho, preservou e recuperou a natureza em toda sua imensa área e no entorno!
Além de manter uma considerável coleção de arte popular e indígena brasileira (que agora está à venda)!
A Nara Guichon, artesã/designer/artista e muitas coisas mais costurou durante décadas, fio-a-fio, sua relação com a natureza e todo seu entorno, bordando com flores os espaços comunitário da Costa de Dentro.
Ficamos tristes! E mais pobres!
Mas também agradecidos!
Dona Gerta May volta para a Alemanha, e deixa aqui " metade do meu coração"!
A Nara Guichon se prepara para outros vôos!
Este inverno pode ser um pouco sombrio para nós, aqui por estes lados, mas logo depois vem a explosão de flores e cores da primavera!
E VIVA!

A LATA DE ATUM E A ESCRAVIDÃO

Captura de atum. PIXABAY

A conexão entre a sua lata de atum e a mão de obra escrava

A Tailândia é o principal exportador mundial do peixe, com uma indústria pesqueira marinha que se presta especialmente à escravidão moderna

Qual é a chance de que a última lata de atum que você comeu tenha sido produzida com mão de obra escrava? Se a origem for tailandesa, isso é mais provável do que você imagina. Rastreamos a viagem realizada pelo atum dos mares que rodeiam o país asiático até as prateleiras dos supermercados australianos. Após entrevistar mais de 50 pessoas, algumas delas obrigadas a fazer trabalhos forçados, conseguimos avaliar se as marcas podem dizer que suas cadeias de abastecimento estão livres de mão de obra escrava.

Acreditamos que apenas uma das marcas de atum em conserva que operam no país pode afirmar, com absoluta certeza, que entre seus provedores não se esconde nenhum escravo.

Embora não possamos mencioná-la, por causa dos princípios éticos que garantiram que nossa investigação tenha sido feita independentemente de qualquer questão comercial, nossos resultados reforçam a necessidade da Lei sobre Escravidão Moderna, aprovada pelo Parlamento australiano no final de 2018, para conscientizar as empresas sobre a importância de acabar com a escravidão nas redes de abastecimento em escala global.
A exploração dos trabalhadores migrantes

A Tailândia é o principal exportador mundial de atum e um dos maiores exportadores de todo tipo de peixe. Sua indústria pesqueira marinha se presta especialmente à escravidão moderna devido ao seu tamanho, à falta de regulação, à grande capacidade de operações ilegais realizadas sob seu manto e à exploração dos trabalhadores imigrantes.

Há mais de 50.000 embarcações pesqueiras e cerca de 500.000 trabalhadores na indústria. Investigações realizadas por grupos como Greenpeace e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) advertem que a maioria das pessoas que sobem nesses barcos cumprem todos os requisitos para serem consideradas escravos modernos: são forçados a trabalhar sob ameaça, são controladas ou diretamente são propriedade de seus chefes, são tratadas como mercadoria e não podem abandonar seu posto de trabalho.

Qualquer pessoa enganada ou traficada para trabalhar em localidades distantes de seu lugar de origem e que não tenha liberdade de circulação, seja ela física ou financeira, é um escravo moderno.


Em 2014, 82% dos 172.430 pescadores distribuídos em 42.512 barcos tailandeses eram imigrantes, bem como a maioria dos empregados de plantas de processamento

As estatísticas compiladas pelo Departamento de Pesca da Tailândia revelam dados chocantes: em 2014, 82% dos 172.430 pescadores distribuídos em 42.512 barcos eram imigrantes, assim como a maioria dos empregados das usinas de processamento. Os traficantes convencem migrantes do Camboja e de Mianmar, principalmente, com promessas de trabalho bem remunerado. Ao chegar à Tailândia, porém, essas pessoas descobrem que a história é bem diferente.

Os imigrantes não têm direito às proteções concedidas aos trabalhadores tailandeses, cobrando em geral 25% menos que o salário mínimo do país. Tampouco podem integrar os sindicatos, um direito que os locais têm.

Portanto, por serem estrangeiros e não terem recebido educação nem contarem com a habilidade de se comunicar em tailandês, eles se encontram numa situação de especial vulnerabilidade à exploração, numa indústria em que as frotas rebeldes se movem à margem da lei com operações de pesca ilegais. E onde a segurança e as condições de trabalho são aplicadas de maneira deficiente.
Falta de transparência

As práticas na indústria pesqueira tailandesa (e em outros lugares do Sudeste Asiático) se tornaram conhecidas no mundo todo em 2015, graças ao trabalho de investigação dos jornalistas da agência Associated Press (que lhes valeu o Prêmio Pulitzer por Serviço Público). Desde então, as respostas emitidas pelos governos e as empresas mostram a insuficiência do marco legal e de gestão existente para acabar com o problema de uma vez por todas.

A transparência é um tema central. As práticas ilegais são ocultadas deliberadamente por sua própria natureza, e os métodos que os varejistas poderiam utilizar para averiguar como trabalham suas cadeias de abastecimento, como o envio de pesquisas aos fornecedores (e aos provedores destes), não dão nenhum resultado.

O que dificulta a transparência na indústria pesqueira é que não basta conhecer o provedor ou o atacadista. Nem sequer a origem geográfica do peixe. Os varejistas precisam conhecer os detalhes de cada jornada de pesca e a mão de obra empregada. No entanto, mesmo tendo acesso a essas informações, não é possível saber se a mercadoria foi transferida de um barco a outro em alto mar. Ou seja: o problema continua existindo apesar dos certificados emitidos pelo Marine Stewardship Council (organização internacional que estabelece um padrão para a pesca sustentável) – que, em qualquer caso, não se encarrega de supervisionar as condições trabalhistas.

São necessários uma melhor coordenação e mecanismos mais efetivos para vigiar o risco a que os trabalhadores se expõem do barco de pesca ao supermercado, passando pela fábrica.


São necessários uma melhor coordenação e mecanismos mais efetivos para vigiar o risco ao que se expõem os trabalhadores desde o barco de pesca até o supermercado, passando pela fábrica
Há muito a fazer, mas é um começo

Reside aí a necessidade de criar leis que levem ao fim da escravização moderna. De acordo com a Lei sobre Escravidão Moderna da Austrália, as empresas que tenham registrado prejuízos de mais de 100 milhões de dólares australianos (260 milhões de reais) deverão informar o que estão fazendo para evitar o uso de mão de obra escrava na elaboração de seus produtos.

A partir de 2020, as companhias serão obrigadas a apresentar “declarações de escravidão moderna”, detalhando a fonte da qual obtêm seus produtos e as ações que realizaram para garantir que não existe mão de obra escrava em sua cadeia de abastecimento.

Ainda há um longo caminho a percorrer. A lei não inclui sanções pelo não cumprimento das ações. E não existe um órgão estatutário que ofereça orientação e supervisão, como estabelece uma norma similar promulgada no Reino Unido em 2015.

Mas já é um começo. A lei pelo menos exerce pressão sobre as marcas para que sejam mais transparentes em relação às suas cadeias de abastecimento e para que melhorem as condições de trabalho. Até agora, os resultados foram díspares: algumas marcas investiram na limpeza de suas cadeias de abastecimento após serem colocadas em evidência, enquanto outras se fazem de desentendidas.

Esperamos que os consumidores sejam conscientes dos riscos envolvidos na escravidão moderna e, com o tempo, possam investigar a informação compartilhada publicamente por suas marcas favoritas.

Este artigo foi publicado originalmente em inglês em The Conversation.
(Via https://brasil.elpais.com/)

MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Soturno
Praia Mole e Galheta, anos 70: no tempo em que ainda se amarrava siri com linguiça

SEM CARROS


TRÂNSITO É BLOQUEADO NA PRAIA DO OUVIDOR

Em cumprimento à determinação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Prefeitura de Garopaba realizou, nesta segunda-feira (17), o fechamento da Praia do Ouvidor para veículos.

O vereador Luizinho Campos (PSB) criticou a atitude unilateral do MP na sessão da Câmara, nesta terça-feira (18). Segundo ele, a comunidade vinha discutindo com as autoridades alternativas para enfrentar esse antigo problema e agora foi atropelada.

A demanda já havia sido solicitada pelo MPSC no início deste ano, quando o prefeito Sérgio Cunha solicitou um acordo de fechamento de apenas metade da praia.

A medida agora é retomada, em cumprimento da Lei Federal 7.661, que proíbe o trânsito de veículos nas praias em todo o país. Os veículos podem ser estacionados ao longo da estrada Geral do Ouvidor, que está sendo alargada e pavimentada.

DENTRO DA CATEDRAL



Fotos de Clark Little, ex-surfista americano, que utiliza uma câmera capaz de obter até dez fotos por segundo, de dentro de ondas que variam entre 90 cm e 4,5m. 

RAINHAS BORDADAS

 Fotos Fernando Alexandre

"Vamos com Deus II", aprontada em meia praia esperando as tainhas - Pântano do Sul

TEM O DEDO DE DEUS NO PÂNTANO DO SUL


"Para você que me acompanha por aqui, fiz esta imagem fascinante a quase 300 metros de altura. Este monumento natural que contempla a bela enseada do Pântano do Sul em Florianópolis é conhecido como Dedo de Deus. Não é a única formação rochosa com este nome (afinal as mãos de Deus estão por toda parte), mas também é uma visão de tirar o fôlego."
(Quem garante é o Alcides Dutra)

PESCANDO COM OS BOTOS

Incrível parceria entre humanos e golfinhos em Laguna/SC

terça-feira, 18 de junho de 2019

MUNDO PLÁSTICO

Montanha de lixo plástico em uma ilha das Maldivas, no Oceano Índico (Foto: Alison's Adventures)

Brasil é dos que mais produz e menos recicla plástico no mundo

País é o 4o maior produtor e só recicla 1,28% do seu descarte plástico, um índice bem abaixo da média global de reciclagem plástica, de 9%

O Brasil é o 4º maior produtor de lixo plástico no mundo, alcançando 11,3 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (70,8 milhões), China (54,7 milhões) e Índia (19,3 milhões). E o pior: o país só recicla 1,28% do total produzido, um dos menores índices da pesquisa e bem abaixo da média global de reciclagem plástica que é de 9%. O brasileiro descarta, em média, aproximadamente 1 quilo de plástico a cada semana.

Esses são alguns dos dados do relatório do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) publicado na terça (05/03), realizado com base em números do Banco do Mundial e que analisou a relação de mais de 200 países com o plástico. O levantamento “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização” reforça a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos.

O estudo destaca como é crucial que os líderes globais se comprometam em uma ação coordenada internacionalmente a reduzir a poluição do meio ambiente por esse material. Na próxima semana (de 11 a 15 de março), um acordo sobre a poluição dos plásticos marinhos será votado durante a Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), em Nairóbi, Quênia.

O texto do estudo lembra que o material plástico em si não é um problema. Ao contrário, ele trouxe vantagens para a sociedade. Mas a forma voraz com que está sendo consumido e a maneira irresponsável como está sendo tratado após seu uso – em sua maioria único – é que estão causando um desastre ambiental. “Aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado”, descreve o relatório.

Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material. E está atrelado a uma petição da ONG que circula desde fevereiro para pressionar os líderes globais a defenderem um acordo legalmente vinculante na próxima semana. Até agora, já são cerca de 200.000 assinaturas em todo o mundo. Para assiná-la, acesse: http://bit.ly/OceanoSemPlastico

O volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, o que equivale a 23 mil aviões Boeing 747 pousando nos mares e oceanos todos os anos – são mais de 60 por dia. Nesse ritmo, até 2030, encontraremos o equivalente a 26 mil garrafas de plástico no mar a cada km2.

“Nosso método atual de produzir, usar e descartar o plástico está fundamentalmente falido. É um sistema sem responsabilidade, e atualmente opera de uma maneira que praticamente garante que volumes cada vez maiores de plástico vazem para a natureza”, afirmou em comunicado Marco Lambertini, Diretor-Geral do WWF-Internacional.

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MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

DE CONGOS & CONGADAS


Ilhabela encontra documento que retrata história da Congada há mais de dois séculos

Um raro e antigo documento datado de 1794 foi localizado pela arqueóloga Cintia Bendazzoli e revela aspectos importantes da vida e das manifestações culturais do Litoral Norte. O documento é composto por três páginas e foi escrito pelos membros da Câmara de São Sebastião ao presidente da Província há mais de dois séculos. Nesta carta, os membros da Câmara parabenizam o rei pelo nascimento de sua filha, a Princesa da Beira, que anos mais tarde seria homenageada na emancipação político-administrativa da Ilha, que passaria a ser denominada Villa Bella da Princesa.

Como parte dos festejos oficiais em comemoração ao nascimento da princesa, o “Baile dos Congos” era realizado pelos “oficiais dos serviços mecânicos”. O documento revela, portanto, que a ancestralidade da Congada na região é bem mais antiga do que se pensava, tradição que se preservou ao longo do tempo, popularizou-se e fortaleceu-se em suas origens, sendo realizada até os dias de hoje.

Após analisado e transcrito por meio da técnica de paleografia, procedimentos realizados pela pesquisadora, a imagem do documento original foi disponibilizada à Secretaria de Cultura e presenteada à Associação dos Congueiros de Ilhabela durante a realização da Congada e Festa de São Benedito. Tanto o documento, quanto sua transcrição estão atualmente disponíveis para visitação na Sala de Exposição “A Congada de São Benedito”, no Centro Cultural da Vila, e também na Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci), ambas na Vila.

Segundo o secretário de Cultura, Adalberto Henrique da Silva Lopes, o Professor Beto, este documento dá aos congueiros o direito documental de afirmar, ao menos, 225 anos de Baile dos Congos em Ilhabela. “Assim, com base nele, temos a certeza de que tais festejos já se davam na cidade muito antes da homenagem que retrata o registro de 1794”.


domingo, 16 de junho de 2019

SEM CATIVEIRO


O Canadá aprovou uma lei que proíbe que as baleias, golfinhos e botos sejam mantidos em cativeiro para entretenimento, assim como o comércio, posse, captura e criação de cetáceos. 

“A aprovação da lei S-203 é um momento decisivo na proteção dos animais marinhos e uma vitória para todos os canadianos. As baleias e os golfinhos não pertencem aos tanques, e o sofrimento destes animais altamente sociais e inteligentes em confinamento intensivo não pode ser mais tolerado. Damos os parabéns aos responsáveis por esta lei e ao governo canadiano por mostrar uma liderança forte na resposta à vontade pública e aos dados científicos sobre esta questão crítica”, disse Rebecca Aldworth, diretora executiva da HSI/Canadá. 

"Os canadianos têm sido claros, querem que a prática cruel de manter baleias e golfinhos em cativeiro termine. Com a aprovação da lei S-203, garantimos que isso vai acontecer", afirmou Elizabeth May, líder do Partido Verde no Canadá. 

"Temos a obrigação moral de eliminar gradualmente a captura e a retenção de animais para fins lucrativos e de entretenimento. Os canadianos pediram-nos para fazer melhor - e nós escutamos", disse o senador Wilfred Moore. 

“As condições de vida dos mamíferos marinhos em cativeiro não podem ser comparadas às dos seus ambientes oceânicos naturais nem em tamanho, nem em qualidade. Agradecemos ao governo federal e a todos os envolvidos na aprovação do projeto de lei S-203, para que as nossas leis possam finalmente alinhar-se com os valores dos canadianos para acabar com esta prática cruel”, afirmou o biólogo marinho Hal Whitehead.

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

NA TARRAFA...

Foto via zap-zap
No "Caldeirão," Morro das Pedras, pescadores de tarrafa em busca das tainhas que agora começam a aparecer com mais frequência na Ilha de Santa Catarina!

MEMÓRIA DA PESCA


PESCA DE ARRASTÃO - Rede Deca do Belo
Praia de Canasvieiras - Década de 1940

Na Ilha de Santa Catarina a partir de meados do século XIX, as principais freguesias que se dedicavam à atividade pesqueira eram Ponta das Canas, Barra da Lagoa, Canasvieiras e Campeche. Em Canasvieiras, vinham pescadores das freguesias de Ratones, Vargem Pequena, Vargem do Bom Jesus, Vargem Grande e Cachoeira do Bom Jesus. Os pescadores donos dos ranchos e das redes de arrastão eram de famílias tradicionais: Deca do Belo, Seo Vida, Evaldo Brasil, Nicanor dos Santos, Manoel Sardá, Joaquim da Ilhota, Zilico, Joca Rufino, João Firme, Timóteo Siqueira, Deca do Belo, Dezinho Pacheco, Leôncio e Manoel Schroeder. A pesca artesanal começou a perder importância entre 1940 e 1950, quando muitos homens iam anualmente trabalhar nas parelhas de pesca em Rio Grande, São José do Norte e Cassino na safra da tainha e da corvina. Em Canasvieiras foi possível sentir estas mudanças. Atualmente a escassez de peixe é uma constante nesta praia.

sábado, 15 de junho de 2019

MAIOR LANÇO!

Foto via zap-zap
Ontem à noite, dia 14, na Praia Brava: 1854 tainhas gradas e ovadas!

ÚÚÚÚ!!!!

Até agora, o maior lanço desta temporada na Ilha de Santa Catarina!