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terça-feira, 30 de junho de 2020
terça-feira, 19 de maio de 2020
sábado, 16 de maio de 2020
quarta-feira, 1 de abril de 2020
DROPANDO NAS PALAVRAS
deslizando nas ondas com uma legitma "madeirite" no Rio de Janeiro, em 1938.
Local - Surfista do lugar, nativo, que além de conhecer o pico também é conhecido e respeitado nele.
Localismo - Espécie de xenofobia existente entre os surfistas locais – moradores – que se sentem donos do pico e das ondas e tentam impedir que os de fora surfem. O localismo tem sido responsável por muitas brigas, confusões e muita violência nas águas e praias de quase todo o mundo.
Localismo - Espécie de xenofobia existente entre os surfistas locais – moradores – que se sentem donos do pico e das ondas e tentam impedir que os de fora surfem. O localismo tem sido responsável por muitas brigas, confusões e muita violência nas águas e praias de quase todo o mundo.
Maca - Cama.
Maçaroca – Ondas grandes, encorpadas. Ex: “Dropar umas maçaroca na Silveira”.
Macaronis – Famosa onda que quebra para a esquerda sobre um reef break – fundo de coral – na Ilha de Mentawai, Indonésia, com águas sempre quentes e tamanho variando entre 3 e 8 pés. Seus melhores meses para o surf são os que vão de maio a outubro.
Madeirites – Como eram chamadas as primeiras pranchas fabricadas no Brasil nos anos 50, feitas de madeira compensada. Fabricadas inicialmente na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, por um carpinteiro chamado Moacyr, em seguida elas passaram a ser confeccionadas também por uma carpintaria localizada no Arpoador. O mesmo que portas de igreja.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
UBERIZAÇÃO DO SURF

Trancadas: pranchas de surfe ficarão em armários instalados na orla Thiago Diz/Divulgação
Surfe: cidade ganha inédito serviço de pranchas compartilháveis nas praias
Rio terá armários com equipamentos prontos para o uso por quatro fins de semana seguidos; esquema de aluguel é similar ao das bicicletas e patinetes
Por Cleo Guimarães
Depois das bicicletas e dos patinetes elétricos, chegou a vez das pranchas de surfe. O Rio vai ganhar neste sábado um serviço de pranchas compartilháveis, que podem ser alugadas através do aplicativo da Grin (sim, dos patinetes). Elas estarão localizadas em um ponto fixo, dentro de um armário trancado, e o valor é de R$5 por 20 minutos de uso. O fim de semana de estreia do serviço será no Arpoador (onde mais?).

Preço: pranchas vão custar 5 reais por um período de 20 minutos Thiago Diz/Divulgação

Preço: pranchas vão custar 5 reais por um período de 20 minutos Thiago Diz/Divulgação
As pranchas têm 6’4′ de dimensão (um pouco grandes para quem já tem intimidade com o esporte e também para as ondas pequenas desta época do ano, mas boas para quem ainda está aprendendo a surfar), e estarão disponíveis durante quatro finais de semana seguidos, de 15 de fevereiro a 08 de março, nas praias do Arpoador, Barra, Ipanema e Leblon, nesta ordem. Para alugá-las, o esquema é praticamente igual ao das bikes e patinetes, tudo via aplicativo, e funciona das 06h às 20h. Dentro do armário também estarão disponíveis parafina e leash (a cordinha para ser amarrada ao tornozelo). A ação é promovida pela Red Bull, em parceria com a DPZ&T e Grin.
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
DESPENCANDO NA MORRA!
A marca dos 100 pés é um dos mitos do surf em ondas gigantes. O maior desafio para surfar uma onda deste tamanho não é só ter coragem e infraestrutura, mas também achar a onda gigante.
Nos últimos anos Big Riders tem viajado o mundo todo em verdadeiras “missões impossíveis” em busca de ondulações gigantes. Mas sempre existe o fator imprevisibilidade que pode mudar tudo quando falamos de uma “parede” de água com mais de 35 metros de altura.
Nesta última segunda-feira, Garrett McNamara achou uma das grandes da história do surf. Segundo o release oficial a onda surfada por GMac tinha mais de 90 pés, algo como 30 metros de altura.
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
TRADUZINDO A LÍNGUA DAS ONDAS
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James Cook desembarca no Hawaii |
J
Jaca - Surfista iniciante, mole, que não pega quase nenhuma onda. O mesmo que cabaço e prego.
Jacaré – Como se chamava o surfe de peito nos seus primórdios no Brasil. Ele também era praticado com pequenas pranchas de madeira de fabricação caseira. Pode ser considerado o precursor do bodyboard. O mesmo que expresso.
Jack London – Escritor norte-americano que em 1907, juntamente com sua mulher Charmian e a bordo do veleiro “Snark”, chegaram ao Hawaii onde ficaram deslumbrados ao presenciarem alguns nativos surfando. É de sua autoria um dos mais contundentes textos sobre o ato de deslizar sobre as ondas, publicado na edição de outubro de 1907 da revista “A Woman’s Home Companion” e posteriormente no livro “A Travessia do Snark” com o título de “Um Esporte Real”. London - que em sua época foi o autor americano mais vendido, mais bem pago e mais popular - é considerado um dos responsáveis pelo ressurgimento do surf no começo do século passado por ter sido um de seus maiores divulgadores mundo afora. London morreu em 22/11/1916 aos 40 anos de uma dose letal de morfina.
Jailbreaks - Conhecida onda que quebra com tamanho entre 3 e 6 pés para a direita sobre um fundo de coral – reef break – nas Maldivas, Oceano Índico. Com águas quentes, seus melhores meses para o surf vão de maio a agosto.
James Cook – Capitão inglês que entre 1768 e 1779 desbravou o triângulo polinésio e documentou os costumes, idiomas, manifestações religiosas e culturais destes povos. No Hawaii, Cook chegou em 18 de janeiro de 1778 na baia de Kealakekua, ilha de Oahu, com uma frota de dois navios – o “Resolution”e o “Discovey”- e conheceu o surf. É dele um dos primeiros relatos escrito que se tem notícia sobre o ato de andar sobre as ondas. Em um de seus relatos de viagem, dizia o capitão inglês: “...é curioso o exercício aquático que os nativos realizam sobre pranchas de madeira.” James Cook acabou sendo morto em 14/12/1779, em Kealakekua Bay, na ilha do Hawai, após matar alguns ilhéus acusados de roubo e ameaças.
James King - Tenente inglês que chegou ao Hawaii em 1777 como integrante da esquadra do navegador James Cook (considerado o “descobridor” do Hawaii) e que ao presenciar a prática do surf, escreveu um dos primeiros relatos conhecidos até hoje. Segundo King, “a bravura e a extrema habilidade desses nativos ao desenvolver as difíceis e perigosas manobras sobre as ondas só pode ser classificada de estonteante e é algo realmente difícil de acreditar quando presenciado de fato”.
( Verbetes do "Dicionário do Surf - A Língua das Ondas" - Fernando Alexandre/ Ilustrações de Andrea Ramos - Cobra Coralina Edições - Mergulhe fundo e saiba mais no www.dicionariodosurf.blogspot.com )
terça-feira, 30 de julho de 2019
NA MEMÓRIA DAS ONDAS
O jornal britânico The Guardian foi buscar na década de 20 o primeiro vídeo de surf já registrado no Reino Unido. O ano era 1929 e o método, rudimentar.
Inspirado nos filmes australianos, um grupo de três amigos desbravou as ondas de Newquay, Inglaterra, com pranchas feitas pelo pioneiro Lewis Rosenberg.
As imagens estavam sob os cuidados de Sue Clamp, filha de Rosenberg, que depois da descoberta entregou o material ao Museu Britânico do Surf, localizado em Braunton.
O The Guardian foi em busca dos protagonistas do vídeo e entrevistou Harry Rochlen, pioneiro do surf na terra da rainha e que participou da sessão em Newquay.
quinta-feira, 20 de junho de 2019
segunda-feira, 6 de maio de 2019
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
MAR DE SURF
O Resolution, de Cook, encontra as fantásticas canoas havaianas (ilustração:americangalley)
Surf: uma surpreendente história. Venha conhecê-la
O surf é um dos mais antigos esportes praticados pelo homem. Seu início, apesar de um tanto perdido no tempo, acredita-se que aconteceu entre 2.000 e 3.000 mil anos atrás. A maioria das pessoas relaciona o surf aos polinésios. É justo. Foi deste povo navegador, que colonizou a maior parte das ilhas do Pacífico, que surgiu a primeira referência ao esporte. Aconteceu depois da famosa viagem do navegador inglês James Cook que, ao chegar ao Hawai, em 1778 , foi o primeiro europeu a registrá-lo e divulgá-lo. Nascia, para o ocidente, a prática do surf. Mas há quem discorde de sua filiação…
A história relata: quem levou o surf ao Havaí teria sido o rei polinésio Tahito, a partir daí a prática se dissemina no arquipélago até ser vista pelo primeiro ocidental, o Capitão James Cook.
Surf: polinésio, ou peruano?
Alguns especialistas dizem que o esporte nasceu entre pescadores da polinésia ocidental, ao descobrirem que cavalgar uma onda era a forma mais rápida, e fácil, de voltar à terra firme. Não se sabe exatamente quando esta atividade se tornou um esporte. Mas sabe-se que já no século 15 reis e rainhas das ilhas Sandwich eram os melhores praticantes da época.
Praticantes das ilhas Sandwich (ilustração:the-deepwaterbreaks.wordpress-com)
A polêmica começa aqui. Outros estudiosos afirmam que o surf nasceu no litoral do Peru, muito antes de ser praticado pelos polinésios. No país sul-americano os antigos habitantes surfavam numa espécie de canoa, ou prancha feita de junco, de nome Caballito de Totora. Este tipo de “barco” é um dos mais antigos que se tem notícia no mundo, estima-se sua idade entre 2.000 e 3.000 mil anos. Originalmente concebidos para levar um pescador e sua tralha, os Caballitos de Totora estão em atividade até hoje entre pescadores marinhos, no Peru; e lacustres, na Bolívia.
Registros não deixam dúvida a respeito da antiguidade dos Caballitos de Totora e os pescadores peruanos.
O surf com Caballitos de Totora hoje
Difícil saber quem está com a razão sobre o início da prática do surf, se polinésios, ou peruanos. A história destas duas civilizações se cruzam. O fato é que, até hoje, em algumas praias peruanas como Huanchaco (Trujillo), estas antiquíssimas embarcações são usadas para pegar ondas. Coincidência, ou tradição histórica?
Breve histórico da colonização das ilhas do Pacífico
A história é fascinante e ainda repleta de lacunas. Ainda há muito o que descobrir a respeito dos povos antigos, e não são poucas as polêmicas entre historiadores. A saga de peruanos e a colonização das ilhas do Pacífico pelos polinésios já foi motivo de grandes desavenças. Elas surgiram quando o explorador e geógrafo norueguês, Thor Heyerdahl, desenvolveu a ideia de que as ilhas do Pacífico poderiam ter sido colonizadas a partir da América do Sul. Cientistas da época consideravam a tese absurda, especialmente porque não havia evidências que os sul-americanos pré-colombianos teriam a capacidade de construir barcos para cruzar o Pacífico.
Para provar sua tese, Thor construiu uma embarcação de pau-de-balsa, no Peru, da mesma forma que eram construídas milhares de anos atrás, sem qualquer ajuda da tecnologia; batizou-a Kon-Tiki e com ela, em 1947, partiu do Peru até atingir as ilhas da Polinésia. Em seguida publicou um clássico, um delicioso best-seller com mais de 25 milhões de exemplares vendidos,A Expedição Kon- Tiki , onde expõe sua tese.
A despeito do sucesso da viagem, foram percorridos 8.000 mil quilômetros em 101 dias de viagem, do porto de Callao para o atol de Raroia, no Arquipélago das ilhas Tuamotu, a tese de Thor foi combatida desde o início.
A colonização das ilhas do Pacífico
Hoje é consenso entre especialistas que as ilhas do Pacífico foram colonizadas por um povo antigo, os Lapitas, originários do mar do sul da China. Há provas de que foram estes ‘ancestrais dos polinésios’ que se fizeram ao mar, 3.000 mil anos atrás e, aos poucos, com sua extraordinária habilidade náutica, colonizaram as ilhas do Pacífico. Esta incrível epopeia é contada em inúmeros livros e trabalhos científicos. O site Mar Sem Fim recomenda o livro do navegador-escritor David Lewis, We, the Navigators- The Ancient Art of Landfinding in the Pacific.
Gravura de abertura de James King, tripulante da expedição de James Cook, considerada o primeiro registro do surf.
(Do https://marsemfim.com.br/)
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
VACANDO NA MÔRRA...
O fotógrafo Brian Bielmann viaja o mundo registrando os melhores surfistas em ação. Suas imagens mostram não só manobras bem executadas, mas também momentos em que os surfistas despencam de algumas das maiores ondas do mundo. Ou seja: "vacam na môrra!"
domingo, 20 de janeiro de 2019
VACANDO NA MÔRRA...
O fotógrafo Brian Bielmann viaja o mundo registrando os melhores surfistas em ação. Suas imagens mostram não só manobras bem executadas, mas também momentos em que os surfistas despencam de algumas das maiores ondas do mundo. Ou seja: "vacam na morra!"
(Da BBC Brasil)
(Da BBC Brasil)
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
DESPENCANDO NA MORRA!
WSL / Bruno Aleixo Maya Gabeira crava recorde mundial com bomba surfada em Nazaré.
Maya estabelece o recorde
Maya Gabeira é a nova recordista mundial do Guinness Book com a maior onda da história já surfada por uma mulher.
por Redação Waves
A brasileira Maya Gabeira, 31, é a nova recordista mundial do Guinness Book com a inédita categoria de maior onda da história já surfada por uma mulher.
O feito foi alcançado em janeiro deste ano na Praia do Norte, Nazaré, Portugal, com uma bomba estimada em 20,72 metros (68 pés). A WSL (World Surf League) certificou o recorde nesta segunda-feira (1).
“Estabelecer um recorde mundial tem sido meu sonho há muitos anos”, diz Maya. “Mas, claro, após o acidente em 2013, parecia um sonho muito distante. Demorou muito para ter uma temporada como no ano passado, em que estava 100% de novo. Completá-la com esse título é muito especial”, acrescenta a carioca.
WSL / Pedro Mestre Maya Gabeira recebe o certificado.
Em outubro de 2013, Maya sofreu um grave acidente em Nazaré, quando ficou inconsciente depois de encarar uma onda pesada e precisou ser socorrida por uma equipe de apoio. Mas a coragem e a determinação a levaram de volta à onda lusitana, não só para surfar novamente, mas também estabelecer o novo recorde mundial feminino.
“Tem sido uma jornada e tanto, mas posso dizer honestamente que, em 2013, quando cheguei à Nazaré a minha vida mudou como nunca”, relata a big rider.
“Claro, houve um acidente, ferimentos e assim por diante, mas também me mudei para Portugal para estar mais perto da onda, dediquei a maior parte do meu tempo à Nazaré e tive alguns anos para focar na melhoria, na segurança e em estar perto das melhores pessoas para chegar onde queria estar”, continua.
“Isso me ensinou muito e aos poucos reencontrei o foco, voltando a surfar a 100% e em um local onde eu honestamente considero a maior e mais desafiadora onda que eu já surfei”, finaliza a brasileira.
Em agosto deste ano, Maya reclamou publicamente da WSL por não reconhecer o recorde mundial de maior onda já surfada por uma mulher. A entidade acatou o pedido da brasileira, e também anunciou a inclusão da categoria Women’s XXL Biggest Wave (Maior Onda Feminina) no Big Wave Awards, o Oscar do surfe de ondas grandes
(Do http://www.waves.com.br/)
terça-feira, 25 de setembro de 2018
LÁ EMBAIXO DAS ONDAS
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Foto Mark Tripple |
Mark Tripple é o principal fotógrafo de uma iniciativa chamada The Underwater Project,com interessantes imagens captadas sob as águas.
Tripple inicialmente tentou fotografar nadadores, mas acabou voltando suas atenções ao poder das ondas.
As cenas fotografadas por ele, sem nenhuma presença humana, oferecem uma perspectiva única da força e da energia dos oceanos.
Tripple já fotografou mares da Austrália, Indonésia, ilhas no Pacífico, costa oeste dos EUA e do Alasca. Ele sempre viveu ao lado do oceano.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
NA ONDA DE NAZARÉ
O filme explica o fenômeno da onda da Nazaré, em Portugal, numa perspetiva científica, mas com o objetivo de elucidar o público em geral numa linguagem acessível.
sábado, 18 de agosto de 2018
SURF LIMPO
Poucos esportes evocam tanto a harmonia entre homem e natureza como o surfe. Sobre a prancha, o surfista desliza sobre as ondas. As domina, mas também as respeita.
Catarinense cria prancha de surfe com resina de mamona que não agride o meio ambiente
por Suzana CamargoApesar do esporte sempre ter tido uma aura de “paz e amor”, ele movimenta um mercado bilionário. Estima-se que a indústria global do surfe gere algo em torno de US$ 7,3 bilhões por ano. E somente o segmento de pranchas e acessórios representa quase metade deste número.
Mas quão sustentável é este mercado? Não muito, segundo o shaper catarinense Mario Ferminio. Apaixonado pelo surfe desde os 15 anos, ele fez do esporte sua profissão – no Brasil e na Europa. De acordo com seus cálculos, já fabricou mais de 10 mil pranchas ao longo da vida.
“Os dois tipos de resina que são usadas em pranchas de surfe hoje no mundo são químicas, ambas vindas do petróleo”, explica Ferminio. “Elas utilizam ou resinas de poliéster, altamente danosa para o ser humano e meio ambiente, ou epóxi, que apesar da baixa toxidade, possui um componente muito debatido hoje em dia, o bisfenol A”.
Este último é um composto sintético, que não existe na natureza, usado na fabricação de plásticos e revestimentos de outros materiais, que segundo pesquisas, sua presença no organismo humano pode causar problemas neurológicos, anomalias hormonais e até, câncer de mama e próstata. Desde 2012, ficou proibida no Brasil a importação ou fabricação de mamadeiras que contenham bisfenol A (BPA).
Determinado a desenvolver uma alternativa mais natural e sustentável, o shaper começou a trabalhar com uma resina vegetal proveniente da mamona. “Ela já era usada para outras finalidades, mas não em pranchas. Quando comecei a fazer testes, encontrei muitos problemas, até chegar ao produto que tenho hoje”, conta.
Ferminio diz que seu principal objetivo era ter uma prancha feita com resina vegetal que fosse leve, forte e bem acabada. E o mais importante: “Algo que não tenha necessidade de química envolvida e que você possa laminar sem ter liberação de gases tóxicos. Lixar e não ter poeiras tóxicas, o que é fantástico”.
Leve, forte e atóxica: a prancha com a resina vegetal de mamona
De acordo com o catarinense, outra diferença na fabricação com a resina vegetal e a epóxi é o tempo “de cura” da prancha – o quanto ela leva para ficar seca, mas não totalmente dura. No caso do óleo de mamona, são 30 dias, um tempo maior de espera se comparada à sintética, de 20 dias.
“Esta resina dá para laminar tudo. Prancha de surf, kite, SUP, windsurf. Nunca imaginei achar uma resina tão importante para substituir as atuais. É um passo gigante em direção à sustentabilidade”, garante o shaper.
A produção das primeiras pranchas está sendo feita em um galpão, na cidade de Tubarão, onde mora. Ferminio criou uma página no Facebook, a Folha by Ferminio, através da qual é possível acompanhar seu trabalho. As pranchas com a resina de mamona são todas verdes. “A cor da ecologia. Porque verde é vida”, diz.
E quando não está no galpão, sonhando alto com sua invenção, pelo menos duas vezes por semana, o surfista e shaper está no alto das ondas do mar catarinense.
Fotos arquivo pessoal
(Do http://conexaoplaneta.com.br/)
terça-feira, 31 de julho de 2018
VACANDO NA MORRA...
O fotógrafo Brian Bielmann viaja o mundo registrando os melhores surfistas em ação. Suas imagens mostram não só manobras bem executadas, mas também momentos em que os surfistas despencam de algumas das maiores ondas do mundo. Ou seja: "vacam na morra!"