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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

VIEIRAS NA MESA


VIEIRAS DE GAROPABA

Os franceses têm razão, vieiras são sublimes. Refinadas, saudáveis e fáceis de cozinhar. É impossível não se apaixonar pelo sabor suave e ligeiramente doce deste molusco. Se você pensa que ele continua restrito a restaurantes que cobram pequenas fortunas por unidade, eu tenho uma boa notícia: graças aos esforços do Quirino Neto, as vieiras estão apenas a um telefonema de distância. O Neto é um engenheiro de aquicultura que mantém uma fazenda de cultivo de vieiras em Garopaba desde 2011. Depois de um começo difícil, hoje ele produz vieiras de alta qualidade que abastecem restaurantes de Garopaba e Florianópolis, e felicidade maior, a cozinha da minha casa e da sua. E caros alunos, ele abre vagas para quem quiser participar do manejo da produção.

Como são cultivadas a 8 metros de profundidade, e vendidas frescas, é necessário um certo planejamento. Depois de dois acidentes com redes de pesca, o Neto decidiu não abusar da sorte e hoje só mergulha quando a água apresenta boa visibilidade. É preciso então ligar para ele e combinar a entrega. E caros alunos, ele abre vagas para quem quiser participar do manejo da produção. A parte da preparação é simples, e você pode consumir tanto o músculo quanto as gônadas. O único cuidado é que o cozimento deve ser breve. Lá em casa a gente gosta de temperar com sal e pimenta e depois colocar em cima um pedaço de manteiga misturada com muita salsinha e alho picados. Coloca no forno médio por 5 minutos, e serve com limão, pão fresco e um vinho de São Joaquim. Precisa mais?




sexta-feira, 2 de outubro de 2020

JÁ É TEMPO DE ANCHOVAS!

Foto Fernando Alexandre
 A anchova  é um peixe que aparece  por  toda a costa brasileira durante os meses de inverno/primavera, sendo  mais comum nos litorais do Rio de Janeiro e Santa Catarina. 
Foto Divulgação
Quando jovens estes peixes formam grandes cardumes mas a medida que crescem vão se isolando.  Frequentam as águas agitadas, nas regiões mais profundas dos costões rochosos, onde ficam a espera das presas. Por causa disto são muito fortes, correm bastante e não se entregam facilmente.

Sua captura é mais fácil nas marés de vazante das luas cheia e nova.

São também muito vorazes, atacando inclusive indivíduos da mesma espécie.
Em épocas reprodutivas os cardumes migram para o alto mar,  onde desovam.

Seu nome científico é Pomatomus saltator, tem corpo alongado e mandibula saliente, com dentes afiados. Sua coloração é azulada no dorso e prateada nos flancos e ventre. Pode alcançar até 1,5 de comprimento e 20 kg.
A anchova é  um dos peixes de escama mais apreciados e com maior valor comercial. No sul do Brasil, a época de defeso da anchova, período em que a pesca é proibida para que a espécie se reproduza, vai de 1 de dezembro a 31 de março.  

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

DE VOLTA AO MAR

Treze pinguins são soltos em praia de Florianópolis após reabilitação – Foto: Divulgação/R3 Animal

Segundo grupo de pinguins é solto após reabilitação em Florianópolis

Considerando os dois grupos de animais que foram resgatados nesta temporada ao menos 33 pinguins já puderam retornar ao mar após cuidados em terra

Treze pinguins-de-Magalhães foram (Spheniscus magellanicus) foram soltos na praia do Moçambique, em Florianópolis, na manhã desta terça-feira (25), após um período em reabilitação.


As aves soltas haviam sido resgatadas no litoral catarinense entre junho e julho, pelas equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos e reabilitadas no centro do R3 Animal, em Florianópolis.

Das 13 aves, sete foram resgatadas pela equipe da Udesc de Laguna e três pela equipe da Univille, na região de São Francisco do Sul.

Outras três aves foram resgatadas pela equipe da R3 Animal, nas praias da Ilha de Santa Catarina.

Todos os pinguins passaram por exames complementares, realizaram o teste de impermeabilização das penas e receberam um microchip com um número de identificação.
Outros 20 pinguins já haviam sido liberados

Este é o segundo grupo a ser liberado desde o início da temporada anual de migração dos pinguins, iniciada em meados de outono e que vai até setembro. Nesse período, as aves começam a fazer o caminho de volta até suas colônias na Patagônia.

Liberação dos treze pinguins aconteceu na manhã desta terça-feira (25) em Florianópolis – Foto: Divulgação/R3 Animal

O primeiro grupo, com 20 pinguins, foi solto no dia 3 de agosto. Em 2019, 67 pinguins foram reabilitados com sucesso e soltos pela R3 Animal. Onze pinguins seguem em reabilitação.

Os pinguins que encalham nas praias, em sua grande maioria, são animais juvenis, estão em seu primeiro ano de vida e encaram pela primeira vez a longa viagem de migração.

Como são inexperientes, é comum que alguns animais tenham dificuldade em se alimentar, se percam dos bandos e fiquem debilitados, encalhando nas praias.

Também existem aqueles que interagem com petrechos de pesca. Mesmo não sendo fauna alvo de pescarias eles podem ser capturados incidentalmente. É a chamada captura bycatch, ou seja, não intencional.

Caso um pinguim seja encontrado na praia, não é recomendado alimentar, molhar ou colocar o animal no gelo. A orientação caso uma ave do tipo ou outro animal marinho seja encontrado debilitado ou morto na praia, é ligar para o número 0800 642 3341, que fará o resgate.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

TEM CAPIVARA NA PRAIA

Roedor aproveitou a praia deserta.(Foto: Reproddução)

Surfista filma cena inusitada de capivara na Praia da Armação, em Florianópolis

Animal foi flagrando entrando no mar

Por Janaína Laurindo
janaina.laurindo@somosnsc.com.br


Na última quarta-feira, 24, uma capivara foi registrada nadando na Praia da Armação, em Florianópolis. O animal aproveitou a areia deserta, por conta do decreto municipal que proíbe banhistas, para se refrescar. As imagens foram feitas pelo surfista profissional catarinense Luan Wood, que conta nunca ter visto essa cena. 

— Nunca vi uma capivara na praia, só no rio.

Após o surfe, o atleta foi surpreendido pelo animal. Maya, a cachorra de Luan, também estava na beira da praia e correu atrás do roedor, que acabou entrando no mar. 

A Polícia Militar Ambiental orienta não se aproximar de capivaras ao encontra-las, pois o animal assustado pode morder o ser humano. O mamífero, que é considerado o maior roedor do mundo, pode chegar a 90 quilos e 60 cm de altura. Normalmente elas são encontradas na beira de rios.

Ao encontrar o animal debilitado ou impedido de retornar ao seu habitat natural é necessário acionar a PM através do telefone 190.


quarta-feira, 17 de junho de 2020

VIAJANTES DO FRIO

Pinguins chegam para mais uma temporada – Foto: Arquivo/R3 Animal/Divulgação/ND

Pinguins chegam ao litoral catarinense para mais uma temporada

Em sua maioria, são pinguins em seu primeiro ano de vida que encaram pela primeira vez uma viagem longa

por DIANE BIKEL, FLORIANÓPOLIS

Chegaram para mais uma temporada no litoral de Santa Catarina, os pinguins-de-magalhães. Nesta época do ano eles saem de suas colônias, na Patagônia, e migram para o litoral catarinense, seguindo correntes marítimas e cardumes de peixes. 

Em sua maioria, são pinguins em seu primeiro ano de vida que encaram pela primeira vez uma viagem longa. Por isso, é comum que alguns se percam dos bandos ou tenham dificuldade de se alimentar. Desta forma, eles podem acabar debilitados nas praias. Outros, ainda, acabam morrendo. 

Já é possível vê-los nadando nas praias de Florianópolis. 

O que fazer quando encontrar pinguins na praia:

Mantenha distância e afaste os animais domésticos, eles podem transmitir doenças aos pinguins.
Se possível, use uma toalha para conter o pinguim e coloque-o em uma caixa de papelão para mantê-lo aquecido. Cuidado com o bico!
Não o alimente, não molhe, jamais coloque-o no gelo. Se ele saiu da água, pode estar cansado, desidratado, doente ou com a temperatura corporal baixa. Não o force a entrar na água.
Ligue no telefone 0800 642 3341 para que a base mais próxima do PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos) possa resgatar o animal.

(Do https://ndmais.com.br)

sábado, 16 de maio de 2020

AS TAINHAS E OS GOLFINHOS

O motivo da cooperação entre golfinhos e pescadores em Laguna, SC, a proto-cooperação: os golfinhos só engolem o peixe pela cabeça, logo ao empurrar para o pescador, o chuá, barulho feito pelas tarrafas faz com que o peixe volte ficando de frente ao golfinho que o engole.

(Informação e foto do Julio Cetáceo)

sexta-feira, 15 de maio de 2020

OS BOTOS PESCADORES DE LAGUNA!

Resultado de imagem para Pesca de tainha com botos
SANTUÁRIO DOS BOTOS

Em Laguna encontra-se uma quantidade de aproximadamente 50 golfinhos. Estes são conhecidos pelos pescadores locais, que os chamam pelos seus apelidos.
Os golfinhos aprenderam a interagir com os pescadores, ajudando a "empurrar" os peixes em direção aos pescadores nas margens, que atiram suas tarrafas, os peixes que escapam das tarrafas são facilmente capturados pelos golfinhos.
Não se tem precisão sobre o início da pesca com o auxílio dos golfinhos em Laguna, sabe-se que é secular.
Os pescadores mais antigos dizem que por volta de 1930 já existiam golfinhos velhos como: Fandango, Chinelo, Judeu, Rampeiro, Alumínio, Cego, Boto Branco, Cisne Branco, Cisne Pequeno.
A partir da década de 50 os botos mais velhos foram misteriosamente desaparecendo, e surgindo outros novos. como: Galha Torta, Galha Cortada, Marusca, Prego, Riscadeira,...
Os golfinhos da lagoa são identificados como ruins e bons, ruins são aqueles que não se aproximam da costa, e os bons são aqueles que auxiliam os pescadores nos diversos pontos interativos de pesca.
O golfinho quando nasce, acompanha a mãe até aproximadamente 3 anos, então já está pronto para viver sozinho, acredita-se que os golfinhos podem viver até uns 80 anos, normalmente morrem vítimas de redes ou por doenças.

Alguns nomes de golfinhos em Laguna

· JUDEU - Golfinho muito egoísta, que quando cercava o peixe, não deixava outro se aproximar.
· ALUMÍNIO - Era um Golfinho muito Claro.
· MARUSCA - Uma marca de cigarro da época.
· JUSCELINO - Presidente do Brasil na época.
· INRRÍLHA - Uma gíria - Quando alguém não gostava de algo dizia: "É assim e não inrrílha".
· TAFARELL - Homenagem ao goleiro do tetra.
· CAROBA - Era um Golfinho muito escuro lembrava uma madeira escura de nome caroba.
· LIGEIRINHO - Era um Golfinho muito arrojado quando cercava o peixe.
· CHEGA MAIS - Nasceu na época que a rede Globo passa uma novela com este nome.
· MANDALA - Nasceu na época que a rede Globo passa uma novela com este nome.
· SACOLÃO - Só cercava o peixe quando queria.
· TÁXI - Percorre todos os pontos de pesca da região.
· PRINCESA - Um golfinho muito bonito.
· PIRULITO - Por ser o mais feinho da lagoa.

segunda-feira, 23 de março de 2020

AS MARCAS DO AMOR


Foto Alcides Dutra
TODO MORDIDO...
... e as marcas são compatíveis com os dentes dos próprios golfinhos. Como eles tem uma atividade sexual intensa, imaginamos que a festa deve ter sido inesquecível.
Próximo a Ilha Moleques do Sul - Florianópolis - SC.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

OURIÇOS NA MESA


OURIÇOS-DO-MAR: O CAVIAR JAGOZ

Texto & Fotografia: Ricardo Miguel Vieira

A Ericeira, outrora conhecida por Ouriceira, esconde debaixo dos seus mares um dos mantos rochosos portugueses mais povoados por ouriços-do-mar. O nome da vila não surgiu por acaso e, num qualquer dia de mar cristalino e sem vento na costa jagoz, é possível observar a olho-nu as colónias espinhosas, escuras e preguiçosas, incrustadas nas praias litorais. Há pelo menos três gerações que os nativos se dedicam à apanha deste animal e o consomem, cru ou cozinhado, enquanto se deixam envolver num recheado marítimo que apela ao olfacto e ao paladar. Poucos são os portugueses que conhecem esta realidade, mas isso está a mudar graças ao aparecimento de negócios regionais dedicados à produção e comercialização de ouriços-do-mar, o “caviar jagoz”.

Através de uma história divulgada pelo jornal Público, escrita por Alexandra Prado Coelho, fomos conhecer a Urchinland (“Terra dos Ouriços”), uma empresa ericeirense dedicada à produção massificada de ouriços-do-mar em cativeiro para posterior venda aos restaurantes. Fundada há cerca de ano e meio pelo empresário jagoz Luís Inácio, 39 anos, e a bióloga marinha Patrícia Mega Lopes, 28 anos, nasceu com o objectivo de reavivar uma tradição das famílias da vila e de potencializar um ex-líbris da região. “Queremos trazer produtos antigos da Ericeira até aos dias de hoje e rentabilizar uma iguaria que já foi muito consumida pelos nossos pais e avós”, expressa Luís Inácio, Gestor de Marketing de formação.

A aposta empresarial passa não só pela distribuição pelos restaurantes nacionais, mas também pela exportação para mercados como o italiano, francês e o japonês. Principalmente este último. No Japão, o ouriço-do-mar é utilizado como iguaria de excelência nas confecções de sushi, daí que aquele país importe cerca de 97% dos ouriços mundialmente comercializados. E o animal que se encontra nas encostas da Ericeira é especial: pertence à espécie Paracentrotus Lividus, a mais rica e intensa em sabor, o que a torna mais apetecida pelos verdadeiros apreciadores da iguaria, que atinge valores de distribuição superiores a 60 euros por quilo. Porém, para que o negócio arranque sem entraves, ainda é preciso ultrapassar as barreiras burocráticas derivadas da legislação da aquacultura em Portugal.


NAS CATACUMBAS DAS FURNAS

Por estes dias, a produção em cativeiro da Urchinland passa pelos antigos viveiros da Ericeira, localizados nas Furnas, por cedência das autarquias da Ericeira e Mafra. Em meados de 1670, na frescura da independência portuguesa face ao reinado Filipino, foi ali construído um Forte que ligava às Furnas, o tapete rochoso onde se encontram os viveiros outrora utilizados pelas fábricas de conservas e, mais tarde, já no século XX, pelos restaurantes da vila, como dispensa de marisco, descreve a tese de mestrado de Patrícia Mega Lopes. É um espaço escuro, húmido, tracejado por muros de pedra que separam pequenos cubículos de água e que recebe em plenitude os desaguares do Atlântico, permitindo às dezenas de ouriços ali presentes sobreviver em ambiente natural.

Porém, a derradeira missão da Urchinland é a produção in-vitro. “O que pretendemos é produzi-los em massa em cativeiro, de forma sustentável, ou seja, sem retirá-los do mar”, explica Luís Inácio. E como é que se procede a reprodução artificial destes animais? “Ao olho comum, não conseguimos distinguir um macho de uma fémea”, começa por dizer Patrícia Mega Lopes. “Só abrindo o ouriço, ou por outros métodos científicos, o conseguimos saber. O que fazemos é injectar um produto no ouriço de forma a libertar os seus gâmetas (fluidos sexuais), sejam masculinos ou femininos, e aí conseguimos perceber em que ouriço estamos a pegar. Depois recolhemos esse líquido e, através de um microscópio e utensílios científicos, juntamo-los, dando azo a uma larva aquática que se tornará em ouriço.” Posteriormente, são repostos no seu habitat natural, onde se fixam nas paredes, crescendo e desenvolvendo as suas gónadas, ou ovas, o órgão sexual alaranjado de intenso sabor a mar que chega aos pratos dos consumidores.


DA MESA À MEDICINA

A confecção dos ouriços-do-mar, embora escassa, é uma realidade em alguns restaurantes da Ericeira desde há alguns anos. É o exemplo do Restaurante Sul, no Parque de Santa Marta, que cria pratos com a iguaria há coisa de uma década. “Quando éramos miúdos apanhávamos ouriços e comíamos na praia e um dia lembrámo-nos de fazer uma açorda com ouriços-do-mar. Hoje já não fazemos açorda, fazemos risotto de ouriço-do-mar com camarão tigre”, conta João Paulo Rodrigues, jagoz de 42 anos que é gerente e cozinheiro do estabelecimento. “Há muita gente que vem de fora [para comer ouriços-do-mar]. Agora tenho umas 30 pessoas em lista de espera. Quando for aos ouriços, telefono-lhes e eles marcam e vêm”, confessa, justificando que a apanha dos ouriços depende das condições do mar e da própria época, sendo que a maturação costuma ocorrer entre Abril e Outubro.

O Uni Sushi é outro dos restaurantes da vila que confecciona com regularidade o caviar jagoz. O próprio nome do estabelecimento – “uni” significa ouriço em japonês – não deixa dúvidas. “Os ouriços têm um um sabor intenso a mar que realça muito os pratos”, aponta João Patrocínio, 39 anos, gerente do restaurante com três anos de existência. Os aficionados de sushi adoram as ovas, até porque não se encontram em qualquer sítio.” O empresário conta que os ouriços lhe chegam por via de pescadores da terra, apanha pessoal ou, por vezes, importação.

Para além de ser uma iguaria gastronómica, os ouriços-do-mar têm ainda outras aplicações, como é o caso da medicina, o que estende as potencialidades económicas da produção e comercialização do animal. Em 2012, a investigadora Ana Ribeiro, da Universidade do Porto, venceu o Prémio Pulido Valente Ciência e o galardão francês Daniel Jouvenance pelo trabalho científico em torno da regeneração de tecidos humanos utilizando ouriços-do-mar. Uma razão a acrescentar à aposta empresarial nos ouriços-do-mar. “O que acontece é que não estamos a aproveitar os nossos recursos naturais. Estamos a dar a nossa parte a outros países quando nós poderíamos fazer essa mesma produção”, diz Luís Inácio, referindo-se ao facto de Espanha produzir e comercializar conservas há largos anos, exportando mesmo para Portugal.


BARREIRA BUROCRÁTICA

Só que a venda e distribuição em Portugal esbarra nos compromissos burocráticos, de onde advêm logo dois problemas: a desregulação da apanha de ouriços-do-mar que, segundo conversas de pescadores, estão a desaparecer a elevado ritmo da costa ericeirense; e a própria legislação da aquacultura.

No primeiro caso, há visões distantes. Por um lado, Patrícia Mega Lopes aponta a falta de controlo na apanha dos ouriços-do-mar como o principal factor para o desaparecimento da espécie na Ericeira. “Razões [para a escassez de ouriços] só mesmo a apanha ou, em certos locais, a poluição. Mas é mais por estes elementos e não por estarem a morrer”, constata a bióloga marinha. Já João Paulo Rodrigues discorda da justificação. “Há tanto ouriço e tão pouca gente a aproveitá-lo que essas questões ambientais nem se levantam. Antigamente apanhava-se muito mais, até porque as pessoas eram pobres”, diz o gerente do Restaurante Sul que, por norma, faz a apanha dos ouriços que confecciona no restaurante.

No que toca à aquacultura, o problema é mesmo a nível nacional. “O que costumo dizer é que as entidades oficiais que regulam a aquacultura em Portugal, como o PROMAR, têm de ser uns facilitadores dos processos e não uns entraves na aprovação de papéis e licenças. Por exemplo, para fazer uma recolha de água salgada directa para um laboratório não é fácil, é muito burocrático. Se não tiveres essas licenças aprovadas pelas entidades, a comercialização é mais difícil”, esclarece Luís Inácio, prevendo um prazo de cerca de três anos até ter toda a situação regularizada.

Apesar dos bloqueios, a Urchinland acredita que o negócio tem pernas para andar. Para além dos contactos em França, Itália e Japão, há pelo menos dois investidores portugueses interessados em apostar nos ouriços-do-mar. Para a expansão da Urchinland, Luís Inácio e Patrícia Mega Lopes contam com o apoio do empresário Nuno Nobre, a figura por detrás do projecto Endògenos, que se dedica à revitalização dos produtos endógenos nacionais e os leva de volta à mesa dos portugueses. Nuno Nobre tomou contacto com o trabalho dos dois empreendedores e os três estão a desenvolver esforços comuns para que os ouriços-do-mar se tornem numa bandeira da região. “Faz todo o sentido [a empresa] ser aqui na Ericeira. Pelo nome, antepassados, historial. Tenho a certeza que se fôssemos para outro local, que nos abririam portas, mas nós até nem temos essa opção”, remata Patrícia Mega Lopes.

Por enquanto, está nos planos uma Festa do Ouriço-do-Mar para o próximo ano, segundo anunciou Nuno Nobre ao diário Público, e estão previstas visitas guiadas aos viveiros da Ericeira e eventos de degustação. Para Luís Inácio, tudo passa por dar a conhecer a vila e o caviar da Ericeira. “Vai ser mais um produto que podemos oferecer ao turismo nacional e internacional, que os restaurantes vão poder servir ao seu público. É uma iguaria excelente.”

(Do http://www.ericeiramag.pt/)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

MUDANDO DE SEXO


Foto Alcides Dutra

 Todos os peixes da família das garoupas (Serranidae) têm suas gônadas adaptadas para funcionar tanto como fêmea, quanto como macho, porém a primeira maturação é sempre como fêmea. Mas se numa população de garoupas estiver faltando machos, algumas das fêmeas (geralmente as maiores), revertem o sexo e o peixe passa a ser macho para sempre.
O mesmo acontece com badejos, chernes e meros, que são da mesma família.

Assista este vídeo onde nossa equipe encontrou meros com mais de dois metros:

Como todos os membros da subfamília Epinephelinae, as garoupas-gigantes são hermafroditas protogínicos ou seja, vivem inicialmente como fêmeas e a partir de determinada altura e irreversivelmente, convertem-se em machos.

Uma das particularidades deste fenômeno é que, para que uma garoupa fêmea se transforme em macho, é necessário que exista uma pressão populacional de indivíduos de pequeno tamanho que possa induzir as fêmeas de maior porte para o início do processo de inversão sexual. Assim, se numa população de garoupas não existirem juvenis, as fêmeas podem nunca se transformar em machos o que, teoricamente, pode inviabilizar esta população.

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domingo, 16 de fevereiro de 2020

GIGANTES DO MAR

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A espécie Stupendemys geographicus tinha aproximadamente o tamanho de um carro

Fóssil revela tartaruga pré-histórica do tamanho de um carro que viveu na Amazônia

Fósseis de uma tartaruga do tamanho de um carro foram descobertos no norte da América do Sul.
Acredita-se que a espécie Stupendemys geographicus tenha vivido na região entre 13 e 7 milhões de anos atrás.
Os fósseis foram encontrados no deserto de Tatacoa, na Colômbia, e na região de Urumaco, na Venezuela.
Os primeiros fósseis da espécie foram descobertos na década de 1970, mas desde então há muitas incógnitas sobre o animal de 4 metros de comprimento.
A tartaruga, que tinha o tamanho e o peso de um carro sedan, vivia em um imenso pântano no norte da América do Sul, antes da formação dos rios Amazonas e Orinoco.

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O fóssil mostra que a tartaruga era muito maior que os homens

O macho tinha chifres que apontavam para frente em ambos os lados do casco. E cicatrizes profundas encontradas nos fósseis indicam que estes chifres provavelmente eram usados ​​como lanças para combater adversários.
Os pesquisadores afirmam ter encontrado um casco de 3 metros de comprimento e um osso da mandíbula inferior, que deu a eles mais pistas sobre a alimentação do animal.

Eles acreditam que a tartaruga gigante vivia no fundo de lagos e rios ao lado de crocodilos gigantes — e adotava uma dieta diversificada, à base de pequenos animais, vegetação, frutas e sementes.

Segundo eles, o tamanho avantajado foi crucial para a Stupendemys se defender de outros predadores de grande porte. Um dos fósseis da espécie foi encontrado com um dente de crocodilo gigante cravado nele.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

ALTA VOLTAGEM


Nova espécie de peixe-elétrico descoberta na Amazônia emite 860 volts

Porto Velho, RO - Para capturar e pesquisar espécimes do peixe-elétrico poraquê, o pesquisador brasileiro Carlos David de Santana precisou entrar em igarapés na Amazônia e, mesmo usando luvas de borracha, alguns choques foram inevitáveis.

Mas valeu a pena: a pesquisa de cinco anos resultou na descoberta de duas novas espécies de peixe elétrico – uma delas que capaz de dar uma descarga de até 860 volts, a maior voltagem já registrada em um animal. Até então, o recorde era de 650 volts.

Pesquisador associado do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian, em Washington DC, nos EUA, Santana acaba de publicar a descoberta em um artigo na revista Nature Communications em conjunto com um grupo de diversos cientistas, incluindo diversos brasileiros.

O poraquê é um peixe-elétrico que vive na América do Sul e pode chegar a 2,5 metros de comprimento. Há cerca de 250 tipos de peixes-elétricos, que produzem descargas fracas, usadas para navegação e comunicação. O poraquê é o único que produz descargas elétricas fortes, usadas para caça e defesa. Elas são produzidas por três órgãos elétricos no corpo.

Até agora acreditava-se que existisse apenas uma espécie de poraquê: a Electrophorus electricus, descrita em 1766 pelo naturalista sueco Carl Linnaeus. Mas duas novas espécies foram descobertas, diferenciadas pela voltagem das descargas elétricas emitidas e um processo de sequenciamento de DNA.

” O fato de duas novas espécies terem sido descobertas 250 anos depois da primeira do grupo ter sido descrita é um exemplo da enorme biodiversidade que existe na Amazônia”, diz Santana.

“E não só da Amazônia. A gente só conhece uma pequena porção da biodiversidade do planeta. E conhecemos menos ainda a biologia dessas espécies – animais e vegetais”, diz ele. “E não podemos deixar isso ser destruído. É uma perda muito grande a longo prazo.”

“A pesquisa com essa biodiversidade é essencial. Muitos dos componentes dos remédios comerciais que se usam hoje são derivados de plantas e animais descobertos através de pesquisas com essas espécies. Cada uma delas é um depósito genético imenso.”
Quatro vezes uma tomada

Embora uma das novas espécies descobertas, a Electrophorus voltai, seja capaz de produzir um descarga de 860 volts, ou seja, quase quatro vezes a voltagem de uma tomada doméstica de 220 volts, ela não é letal para o ser humano por causa da baixa amperagem, explica Santana à BBC News Brasil.

“Não é suficiente para matar uma pessoa. A tomada produz uma corrente constante. O E. voltai dá uma descarga alternada. Quando ele descarrega da primeira vez, o choque dura de 1 ou 2 segundos, e ele precisa de um tempo para recarregar”, diz ele, que sentiu pessoalmente mais de um choque do peixe.

“Claro que dói, você sente uma contração muscular”, diz ele.

Teoricamente, se uma pessoa estiver em um rio cercado desses peixes, aí sim o problema pode ser bem mais sério. Segundo Santana, quando um peixe descarrega, todos os outros descarregam também e, nesse caso, um ser humano nas redondezas poderia ter uma parada cardíaca ou morrer por afogamento.

Diferentemente do que se acreditava antigamente, a espécie não é solitária, pode viver em grupos de até 10 indivíduos.

“Mas nunca ouvi falar disso acontecer”, diz ele.

O Electrophorus voltai foi batizado em homenagem ao físico Alessandro Volta, criador da bateria elétrica. A outra espécie descoberta foi batizada de Electrophorus varii, tributo ao zoólogo Richard P. Vari, pesquisador do Smithsonian que morreu em 2016.

A pesquisa fez parte de um projeto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que financia expedições a lugares remotos com o objetivo de encontrar, descrever e entender espécies. Também teve financiamento da National Geographic Society e apoio de outras instituições, como o Museu de Zoologia da USP.

As duas novas espécies descobertas estão distribuídas nos rios Xingu e Tapajós, e por enquanto não são consideradas ameaçadas, mas a atual situação de crise ambiental na Amazônia pode mudar esse status.

“O rio Xingu está sendo destruído pela hidrelétrica de Belo Monte, o que vai afetar impactar as populações do poraquê que vivem no Xingu”, afirma Santana. “E a biodiversidade da Amazônia está sob ameaça como um todo. É realmente uma pena que isso esteja acontecendo, com tantas espécies ainda por se descobrir.”

Segundo a Fapesp, há diversos grupos que estudam aplicações das pesquisas feitas com os poraquês, incluindo a análise do uso das enzimas para produção de medicamentos e modelo para criação de baterias.

Atualmente, outros grupos estudam possíveis aplicações das pesquisas sobre poraquês, seja em análises das enzimas produzidas pelos órgãos elétricos, a fim de testá-las como componentes para produção de medicamentos para possíveis tratamentos de doenças neurodegenerativas como Alzheimer, ou como modelo para a criação de baterias para próteses e sensores implantados em humanos, por exemplo.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

CHAPANDO NO VENENO


Golfinhos são flagrados ‘ficando chapados’ com o veneno de um baiacu 

Um evento curioso foi capturado em vídeo pela primeira vez na história. Um grupo de especialistas marinhos conseguiu atirar em alguns golfinhos ‘ficando chapados’ depois de brincar com um baiacu.

No documentário da BBC, você pode ver o momento em que o grupo de golfinhos está em plena busca de um baiacu para obter um efeito narcótico através do veneno que liberam quando são mordidos levemente.

Assim como as substâncias viciantes que os humanos consomem, o animal experimenta todas as intenções com algo intoxicante e entra em estado de transe, além de se comportar de maneira diferente, explicou o produtor da série.

Os golfinhos flutuam perto da superfície da água ingerindo o veneno do peixe e, às vezes, parecem hipnotizados. A substância liberada pelo baiacu contém tetrodotoxina e é fatal para os seres humanos.

O vídeo pertence ao programa ‘Spy in the Wild’ e tem como objetivo mostrar a vida natural dos animais sem alterar seu comportamento e acontece na África do Sul.


Vídeo cortesia da BBC / YouTube

sábado, 11 de janeiro de 2020

MEIO MILÊNIO NOS MARES


Cientistas acabam de descobrir um tubarão vivo com 512 anos de idade

A ideia de um tubarão de 512 anos de idade pode parecer absurda para alguns. Mas, obviamente, os cientistas que recentemente fizeram uma descoberta surpreendente no Oceano Atlântico Norte discordam totalmente.

A maioria dos observadores já sabia que o tubarão era de idade avançada. Mas eles simplesmente nunca conseguiram saber o quão avançada seria sua ideia na realidade. Mas agora, após confirmação, com 512 anos, este tubarão é na verdade o vertebrado vivo mais velho do mundo.

Os tubarões da Groenlândia tendem a viver por períodos absurdos. Isso ocorre porque eles são uma das espécies que mais crescem no planeta. Eles não atingem a maturidade total até os 150 anos de idade. Relatórios anteriores sugerem que esses tubarões podem viver além de 400 anos regularmente. No entanto, esse garoto de 512 anos definitivamente define um recorde impressionante.


Se este relatório for verdadeiro, isso significa que este tubarão nasceu no século XVI. Isso o tornaria mais velho que William Shakespeare! Mas então, [perguntam vocês] como é medida da idade de um tubarão? O processo é mais simples do que você pensa. Os biólogos marinhos responsáveis ​​por essas descobertas medem as lentes oculares dos tubarões.

A quantidade de radiocarbono presente nos olhos indica a idade do tubarão. Os resultados mostraram que o tubarão é definitivamente uma das criaturas mais antigas do mundo. Uma grande variedade de tubarões da Groenlândia também foi analisada para criar um trabalho de pesquisa fidedigno. E esses esforços estão contribuindo muito para aumentar a precisão de todos os dados recolhidos no passado.


Medir a idade de certos animais não é uma ciência exata, mas os tempos estão finalmente mudando. Antigamente era o tamanho dos animais que definia a sua idade. E embora isso ofereça uma estimativa aproximada, as informações não são tão concretas quanto gostaríamos.


De acordo com seus resultados genéticos, acredita-se que todos os tubarões tenham começado no mesmo local antes de decidirem migrar. Agora, os cientistas estão tentando descobrir por que o tubarão da Groenlândia vive por muito mais tempo do que todos os outros animais.

(https://catiororeflexivo.com/)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

COMEMORE!


 As baleias jubarte não são mais consideradas em extinção

* por Gabriela Glette

Antes consideradas em risco de extinção, os conservacionistas – e nós, agora temos um motivo maravilhoso para comemorar. A população de baleias jubarte do Atlântico Sul, teve um aumento considerável, de 450, para 25 mil, o que mostra que a espécie já não é mais considerada ameaçada.

Estes incríveis mamíferos que podem medir até 19 metros, começaram a ser caçados desde os tempos remotos. Pinturas rupestres mostram que, desde a época que o homem vivia em cavernas, elas já eram caçadas. No entanto, o cenário começou a ficar preocupante no início dos anos 1900, com o nascimento da indústria baleeira. Com o risco iminente de extinção, medidas de proteção começaram a ser implementadas na década de 1960, quando cientistas perceberam que a população estava em rápido declínio.

Fotos Unsplash

Em 1980, a Comissão Internacional da Baleia emitiu uma moratória sobre todas as baleias comerciais, oferecendo mais salvaguardas para a população em dificuldades. Porém, a boa notícia veio depois de um estudo publicado pela Escola de Ciências Aquáticas e da Pesca da Universidade de Washington.


Segundo os pesquisadores, que acreditam que essa nova estimativa está mais próxima dos números anteriores à caça às baleias, hoje a população de baleias jubarte está próxima dos 25 mil. O estudo, publicado no mês passado na revista Royal Society Open Science, refuta uma avaliação anterior realizada pela Comissão Internacional da Baleia entre 2006 e 2015, que indicava que a população havia recuperado apenas cerca de 30% de seus números anteriores à exploração.

O estudo

A pesquisa criou um software, que incorporou registros detalhados da indústria baleeira no início da exploração comercial, enquanto as estimativas atuais da população eram feitas a partir de uma combinação de pesquisas aéreas e marítimas, juntamente com técnicas avançadas de modelagem.


Disponível ao público ou qualquer outra pessoa que queira reproduzir estas descobertas, os autores prevêem que o modelo construído para este estudo possa ser usado para determinar a recuperação da população em outras espécies em mais detalhes também.

Segundo Alex Zerbini – o principal autor da pesquisa: “As populações de animais selvagens podem se recuperar da exploração se o manejo adequado for aplicado”. O estudo também analisa como o renascimento das jubarte do Atlântico Sul pode ter impactos em todo o ecossistema, que será beneficiado por esta boa notícia!

* Gabriela Glette
Uma jornalista que ama poesia e mora na França, onde faz mestrado em comunicação. Apaixonada por viagens e inquieta por natureza, ela encontrou no nomadismo digital o segredo de sua felicidade, e transforma a saudade que sente da família e amigos em combustível para escrever suas histórias.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

CONHECENDO PARA CUIDAR

Atividades buscam mostrar ao público infantil a importância de ações que contribuem com a saúde dos animais(Foto: Divulgação)

Projeto em praias de SC conscientiza crianças sobre cuidados com animais marinhos

Atividade é organizada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina e começa nesta terça-feira

Por Redação DC
nsctotal@somosnsc.com.br

Praias do litoral catarinense começam a receber nesta terça-feira (7) atividades do projeto “A Vida pede Socorro”, que promove ações de conscientização sobre a morte de animais marinhos. A atividade é organizada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC).

Com a participação de médicos voluntários e representantes de diversos projetos que atuam na área, como Tamar e Golfinho, as atividades buscam mostrar ao público infantil a importância de ações que contribuem com a saúde dos animais e do ambiente, afirmam os organizadores.

Praias de Florianópolis serão as primeiras a receber o projeto, a começar por Canasvieiras, no Norte da Ilha, na manhã desta terça-feira (confira os detalhes do cronograma abaixo).

Relatório divulgado pelo Projeto de Monitoramento de Praias Bacia de Santos (PMB-BS) aponta que cerca de 30 mil animais marinhos foram encontrados mortos em praias de Santa Catarina entre 2015 e 2019, com destaque para pinguins e tartarugas. 

Confira a programação

Florianópolis - das 8h às 12h
07/01 – Canasvieiras - Acesso pela rua Antenor Borges, próximo a Escola do Mar
14/01 – Ingleses - Acesso pela Rua Dante de Patta
21/01 – Barra da Lagoa - Acesso à rua Angelina Joaquim dos Santos
28/01 – Lagoa do Peri - Ao lado do posto Guarda Vidas
04/02 – Daniela - Acesso pela Rua das Pampoulas
11/02 – Campeche - Acesso pela Avenida Pequeno Príncipe
18/02 – Joaquina - Avenida Prof. Acácio G. de San Tiago
Balneário Camboriú -10h
11/01 e 15/02 – Tendas da Terra Viva - Praia Central
Laguna - 17h
25/01 - Praça da Vila Mar Grosso
Bombinhas - 10h
01/02 - Quatro Ilhas - Tenda da Bandeira Azul, próxima à Praça Mirante das Ilhas.
Balneário Piçarras - 10h
08/02 - Praia Central, próximo ao Molhe.

SEM CATIVEIRO



O Canadá aprovou uma lei que proíbe que as baleias, golfinhos e botos sejam mantidos em cativeiro para entretenimento, assim como o comércio, posse, captura e criação de cetáceos.

“A aprovação da lei S-203 é um momento decisivo na proteção dos animais marinhos e uma vitória para todos os canadianos. As baleias e os golfinhos não pertencem aos tanques, e o sofrimento destes animais altamente sociais e inteligentes em confinamento intensivo não pode ser mais tolerado. Damos os parabéns aos responsáveis por esta lei e ao governo canadiano por mostrar uma liderança forte na resposta à vontade pública e aos dados científicos sobre esta questão crítica”, disse Rebecca Aldworth, diretora executiva da HSI/Canadá.

"Os canadianos têm sido claros, querem que a prática cruel de manter baleias e golfinhos em cativeiro termine. Com a aprovação da lei S-203, garantimos que isso vai acontecer", afirmou Elizabeth May, líder do Partido Verde no Canadá.
"Temos a obrigação moral de eliminar gradualmente a captura e a retenção de animais para fins lucrativos e de entretenimento. Os canadianos pediram-nos para fazer melhor - e nós escutamos", disse o senador Wilfred Moore.

“As condições de vida dos mamíferos marinhos em cativeiro não podem ser comparadas às dos seus ambientes oceânicos naturais nem em tamanho, nem em qualidade. Agradecemos ao governo federal e a todos os envolvidos na aprovação do projeto de lei S-203, para que as nossas leis possam finalmente alinhar-se com os valores dos canadianos para acabar com esta prática cruel”, afirmou o biólogo marinho Hal Whitehead.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

LULAS E O SEXO

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Estudo diz que lula precisa de descanso após sexo duradouro

Molusco do sul da Austrália perde capacidade de nado após cópula.
Fadiga muscular deixa lulas suscetíveis a ataques de predadores.

Do Globo Natureza, em São Paulo

Cientistas analisaram o comportamento sexual das lulas e comprovaram que a espécie marinha precisa descansar seus músculos por, no mínimo, 30 minutos após uma relação sexual duradoura -- de ao menos três horas.

Segundo pesquisa feita por biólogos da Universidade de Melbourne, na Austrália, e divulgada na última edição da revista "Biology Letters" (publicada na última quarta-feira, 18), a fadiga que atinge o molusco pode ser prejudicial e ainda expor espécimes a predadores -- que levam vantagem na hora da caçada.

Os cientistas analisaram exemplares de lula da espécie Euprymna tasmanica, que vivem na costa sul Austrália e em partes da Tanzânia. Esses animais chegam a atingir até sete centímetros de comprimento.

Essa espécie consegue se acasalar por até três horas seguidas, após um ritual em que o macho agarra a fêmea e a prende para a cópula. Durante a relação, ambos os espécimes mudam de cor e podem até produzir uma nuvem de tinta escura, que ajuda o casal a fugir de predadores.

Mas e o cansaço?

Um casal de lulas australianas foi capturado pelos biólogos e colocado em um tanque, onde a fêmea e o macho foram obrigados a nadar contra a corrente, com a finalidade de testar sua resistência. Isto foi feito após uma relação sexual entre os exemplares.

Os pesquisadores comprovaram que após o acasalamento, tanto a lula macho, quanto a lula fêmea, precisaram de 30 minutos para recuperar sua capacidade de natação anterior. De acordo com o estudo, isto sugere que a lula sofre de fadiga muscular temporária.

De acordo com a pesquisa, este momento de fadiga pode prejudicar a espécie no momento de fugir de predadores, por exemplo, obrigando-a se esconder na areia para evitar ataques.

sábado, 2 de novembro de 2019

SEM GAROUPAS


De 1 de novembro a 28 de fevereiro. O defeso é uma ferramenta importante de conservação da espécie justamente no período de reprodução.