quinta-feira, 30 de novembro de 2017

MALHEIRAS


ELETROCUTANDO O MAR

Pesca elétrica pode tornar “oceano num deserto”

Especialistas alertam que 'a técnica é muito eficaz, mas transforma o oceano num deserto.'

A Comissão das Pescas do Parlamento Europeu votou na terça-feira a favor da utilização de pesca elétrica na Europa. A votação ganhou com 23 votos contra 3. A técnica consiste na utilização de descargas elétricas para capturar os peixes, explicou a associação francesa Bloom, que abriu uma petição contra a pesca elétrica na Europa.

A técnica caça os peixes com impulsos elétricos, através da utilização de arrasto de vara, que são redes seguradas por uma estrutura rígida que consegue apanhar peixes. Neste caso a rede é substituída por uma rede elétrica. Para o diretor da associação Bloom, Frédéric Le Manach "a técnica é muito eficaz, mas transforma o oceano num deserto".

Ao reverem o regulamento das medidas técnicas, 23 deputados aprovaram um compromisso político para expandir o número de arrastões na Europa. Esse acordo permite equipar cinco por cento da frota de cada comércio com “técnicas inovadoras, que agora incluem a pesca elétrica”.

A petição contra a pesca elétrica na Europa da Bloom ultrapassou as 84 mil assinaturas antes da votação que resultou a favor da expansão da pesca elétrica.

No Mar do Norte, o limite já foi alterado e passou para os 100 por cento, permitindo aos holandeses equipar a frota com redes de arrasto elétricas.

Frédéric Le Manach explica na página oficial da associação que isto "é um escândalo do ponto de vista ambiental e social", acrescentando que não há justificação para se apoiar "uma posição tão escandalosa a favor de um pequeno número de industriais holandeses".

Na Europa, a pesca elétrica foi proibida em 1998, no âmbito de derrogações concedidas pela Comissão Europeia. Ainda assim, é autorizado a cada Estado-membro cinco por cento de cada frota de arrastões elétricos para uma prática no Mar do Norte.

A Bloom veio apresentar à Comissão das Pescas uma queixa contra a Holanda, explicando que a frota holandesa chegou a equipar 28 por cento dos navios com arrastões elétricos ilegais, ou seja, 84 navios foram munidos com redes elétricas numa frota que tem 304 embarcações, conforme indica o jornal Le Monde. Alguns navios alemães e britânicos também estão a utilizar esta técnica.

A queixa foi apresentada com base nas licenças ilegais e, até à data, referem ainda não terem obtido resposta.

As empresas de pesca industrial dos Países Baixos são as mais poderosas na Europa e têm vindo a tentar mudar os regulamentos de proibição de pesca elétrica, procurando uma maior permissividade.

A associação Bloom quer acabar com "a pesca destrutiva" que tem impactos ambientais.

Problemas ambientais

Para as associações ambientais estas medidas estão a enfraquecer a legislação em vigor. Já o presidente da Comissão das Pescas afirma que estão a regular "rigorosamente a pesca elétrica" sem abrir "qualquer porta para a sua extensão".

Os defensores desta técnica explicam que uma rede de arrasto mais leve consome metade do combustível de uma rede de arrasto tradicional e é menos prejudicial para o fundo do mar.

Ainda não está a ser avaliado o impacto da pesca elétrica para as espécies marinhas. No entanto, segundo a Bloom, "muitos relatórios afirmam que o peixe capturado em redes de arrasto mostra queimaduras, contusões e deformações do esqueleto após a eletrocussão".

Em 2016, o Conselho Internacional para a Exploração do Mar comunicou que deve haver precaução devido a impactos a longo prazo. Alguns cientistas e políticos, indicou o Le Monde, pediram à Europa para proibir uma técnica "ameaçadora para os seres humanos", segundo as palavras utilizadas pela ex-ministra do ambiente francesa Ségolène Royal.

As medidas ainda serão analisadas em sessão plenária do Parlamento Europeu, pois segundo a ex-ministra colocam em causa uma possível "banalização das redes de pesca elétricas" na Europa, indo contra aos objetivos de desenvolvimento sustentável adotados pelas Nações Unidas.


(Do http://beachcam.meo.pt/)


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

MAR DE OLHARES

Foto Fernando Alexandre

MANEMÓRIAS


Este documentário é parte integrante do livro A Ilha de Santa Catarina no século das grandes navegações, e conta a incrível história do navegador Sebastião Caboto. 
Documentário inspirado no livro Porto dos Patos, do Historiador João Mosimann 
A minha única intenção ao disponibilizar o vídeo no youtube é para que mais pessoas tenham acesso a este conteúdo que estava restrito somente a quem tinha posse do livro.
 Desenvolvido pelo grupo de pesquisadores e mergulhadores do “Projeto Barra Sul”. Documentário cedido gentilmente pelo Projeto Barra Sul e encartado gratuitamente no livro hora lançado. A intenção foi a de produzir um material de consulta e estudo para o público leigo sem perder a profundidade e a análise crítica do processo histórico do período estudado. Um material que viesse a contribuir com o ensino da história de Santa Catarina no século XVI.
 Assim, livro e documentário se complementam na medida em que abordam esse rico período da nossa história de forma inusitada e pouco convencional.

MAR DE TAINHAS


Foto Lucas Correia / Arquivo, BD / Arquivo, BD

 Dados da indústria poderão ajudar a estabelecer cota para a tainha 

Por 
DAGMARA SPAUTZ 

Um Grupo de Trabalho com integrantes dos órgãos ambientais, ONGs e setor produtivo começa nos próximos dias a avaliar a viabilidade de adotar dados do Sistema de Inspeção Federal (SIG SIF), do Ministério da Agricultura, para controle de cotas na pesca da tainha. A formação do grupo foi definida na última semana durante reunião do Comitê Permanente de Gestão da tainha (CPG), em Brasília. A proposta, no entanto, enfrenta resistência do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério Público Federal (MPF), que insistem no cumprimento do plano de gestão atual que tem como objetivo, a curto prazo, a extinção da pesca industrial de tainha. 

A sugestão de utilizar os dados do SIG SIF para o controle da cota de captura foi apresentado pela ONG Oceana. Pesquisadores compararam os dados do sistema com os que foram obtidos pelo Tainhômetro, aplicativo desenvolvido pela entidade que calculou em tempo real a safra da tainha em Santa Catarina, com base em dados fornecidos pelos próprios pescadores. A diferença foi pequena: o SIG SIF apontou um volume apenas 10% menor do que o Tainhômetro _ o que pode ser compreendido como o percentual que foi vendido diretamente ao consumidor, nas praias, por exemplo.

O sistema do Ministério da Agricultura registra a quantidade e o tipo de matéria-prima de origem animal que chega à indústria. O foco de interesse, no caso da tainha, é a ova _ e os números do SIG SIF são capazes de indicar quanto de peixe entrou, de onde veio, e para onde o pescado foi encaminhado depois de terem sido retiradas as ovas. O método é considerado seguro porque o registro é obrigatório nas indústrias, e a falta de documentação rende multas altas, que partem de R$ 50 mil. 

A Oceana aponta que o SIG SIF pode trazer dados confiáveis, que permitirão a suspensão da pesca, através de portaria, quando a cota for alcançada. O sistema do Ministério da Agricultura é similar ao mecanismo de controle de cotas utilizado, por exemplo, nos Estados Unidos.

O objetivo é que, se considerado viável, o mecanismo de controle seja acrescentado a regras como a delimitação de zonas proibidas, que já existem para garantir que a tainha tenha um “corredor” de proteção no mar.

_ O que temos dito é que se usarmos todas as limitações que constam no plano de gestão da tainha, ainda não conseguiremos limitar o total capturado em anos de supersafra. Precisamos implantar um sistema de controle do limite máximo de captura. Sem isso, não seremos capazes de proteger esse estoque _ diz a bióloga Mônica Peres, diretora geral da Oceana no Brasil.

Plano de gestão

A proposta de cotas de captura foi apresentada pela primeira vez no ano passado, mas o Ministério do Meio Ambiente negou-se a discuti-la no Comitê. A ideia foi vista pela indústria e por representantes da pesca artesanal anilhada, que também é alvo do atual plano de gestão, como última esperança. 

O plano de gestão nunca teve consenso entre o setor produtivo e ambiental. Como a definição era uma exigência judicial, entretanto, acabou publicado mesmo sem acordo.

A pesca industrial é um dos principais alvos das medidas protetivas porque têm uma capacidade de captura maior e são consideradas mais agressivas aos cardumes. A previsão era de uma redução de 20% no número de barcos a cada ano, que acabou sendo acelerada com a introdução de novas regras na última safra. Só 10 barcos tiveram autorização para pescar no Sul e no Sudeste do país.

Os últimos levantamentos, no entanto, apontam que apenas 35% do que foi capturado na última safra veio da pesca industrial.

(Por Dagmara Spautz)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

A TARTARUGA DOS 7 MARES


Chico Martins, guitarrista, compositor e vocalista da banda Dazaranha, em parceria com Guy Marcovaldi são os autores de "Bichos do Mar", que Lenine mostra neste videoclip gravado para o Projeto Tamar, de preservação das tartarugas marinhas.

MANEMÓRIAS

Documentário sobre a história de Florianópolis. Desde os Carijós até os dias de hoje. Depoimentos de historiadores e reconstituições de época. Produzido pela Zig Filmes.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ONDA GIGANTE NO PÂNTANO DO SUL


Onda gigante no Pântano do Sul no dia 19 de novembro de 2009!
Narração exclusiva em legítimo manezês!



MAR DE POETA

Foto Marga Cendón
DAQUI NÃO VEJO MAR

Daqui não vejo o mar, mas poderia
se janelas abrissem para o infinito
como o coração em reduto íntimo
e um pé de flores a pender do teto

Cheguei perto do amor, véu invisível
tateei no escuro, não estava pronto
sumiste como seda a deslizar no açude
enquanto vi meu rosto na água impura

Te trouxe pela mão, cego de espírito
a iluminar-me com a presença do gemido
que emites de uma gruta, sólido brilho

Aguardo o sol chegar ao máximo do dia
para ver-te, criatura do sonhar marítimo
daqui posso sentir e isso é toda a vida

(Do Nei Duclós, do ebook VERSO ESPARSO, Edição do Autor, 2014)

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

DAS PIRAMIDES, VIA PEABIRÚ...

O Artefato Secreto da Ilha de Santa Catarina

domingo, 26 de novembro de 2017

ULISSES NA TORMENTA

Tormenta de la Incredulidad

mestre em disfarces, finjo
que vou tocando o barco

mastro em meio à tormenta
sigo mirando os destroços

o casco cada vez mais roto
o mar cada vez mais bravo

(Ademir Assunção, em "A voz do ventríloquo", edições Edith - Prêmio Jabuti de Poesia 2014)

MAR DE DROGAS

Área contaminada, na baía de Santos 
(Foto: Luciana Guimarães/Arquivo Pessoal)

Estudo aponta contaminação por cocaína no mar do litoral de SP

Monitoramento é feito desde 2014. No laboratório, pesquisadores comprovaram que substâncias causaram danos a mexilhões.

Por Mariane Rossi, G1 Santos

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Santa Cecília (Unisanta) apontou altas concentrações de produtos farmacêuticos e de cocaína na Baía de Santos, no litoral de São Paulo. No laboratório, já foram comprovados os danos que as substâncias trazem ao ambiente marinho. Agora, os pesquisadores buscam aprofundar mais esse estudo sobre as concentrações de drogas ilícitas nesse ecossistema e seus reais danos.

A pesquisa foi coordenada por Camilo Seabra Pereira, ecotoxicologista e professor do curso de mestrado em Ecologia da Unisanta. O grupo é também composto pelos pesquisadores Luciane Maranho, Fernando Cortez, Fabio Pusceddu, Aldo Santos, Daniel Ribeiro, Augusto Cesar e Luciana Guimarães.

Em 2014, os pesquisadores iniciaram o monitoramento na baía de Santos e observaram a presença de cocaína e fármacos concentrados em determinadas áreas. Por conta disso, atualmente são feitas coletas da água a cerca de 4,5 km da costa brasileira, justamente na área que sofre uma influência do estuário de Santos e São Vicente, principalmente, do esgoto doméstico das cidades.

Segundo o professor-doutor Camilo Seabra, da Unifesp, tanto a cocaína como as substâncias encontradas na urina estão presente durante todo o ano na água. Eles encontraram a cocaína tanto na forma pura como também metabólica, quando a droga é transformada pelo usuário. Os principais responsáveis pelo aporte das drogas no ambiente marinho são os efluentes domésticos.

“Em todas as estações encontramos tanto a cocaína quanto metabólicos. As maiores concentrações foram no carnaval de 2014. As quantidades de cocaína na água já estão próximas das que causam efeitos em organismo marinhos, que é na ordem de 200 a 2.000 nanogramas por litro, ou seja, para cada 1 litro de água, são 500 nanogramas de cocaína”, explica Seabra.
Experimento em laboratório expondo mexilhões a quantidades de drogas (Foto: Luciana Guimarães/Arquivo Pessoal)

A partir dos primeiros estudos que comprovaram essas substâncias no mar, os pesquisadores começaram a se aprofundar no tema e a estudar quais os efeitos biológicos e o risco ambiental das drogas nos ambientes costeiros. Eles fizeram a coleta e a quantificação da cocaína em laboratório, assim como a avaliação da toxicidade aguda e crônica das drogas em mexilhões.

“A gente fez um experimento com mexilhões conhecidos como perna-perna. Fizemos uma exposição utilizando drogas durante uma semana. Ele apresentou problemas nas células e no DNA. Esses animais tem a capacidade de absorver a substância. A gente usa, em média, de 50 a 100 mariscos. Todos apresentaram problemas”, afirmou o professor.

O estudo é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e o monitoramento e análise das amostras segue até 2018. Os pesquisadores partem do princípio de que a cocaína se torna um contaminante ambiental neste cenário. O local onde as amostras são coletadas fica longe da área de banhistas. A vida marinha, neste caso, é a mais afetada com esses poluentes. Por conta do consumo, os seres-humanos também podem estar em risco.

“Tem uma contaminação ambiental da água. Tem um estudo de sedimento que encontrou essas substâncias também no fundo do mar. Nesses locais, o risco é com a vida marinha. Ali temos peixes, crustáceos, moluscos, animais comestíveis. Esse é o próximo estado do estudo. A partir do verão, vamos começar a estudar os animais, de dezembro a fevereiro. Esses animais estão no defeso. Vamos esperar para começar a fazer o trabalho”, finaliza Seabra.
Mexilhão aberto para retirada de órgãos para análises químicas e bioquímicas. (Foto: Luciana Guimarães/Arquivo Pessoal)

(Do https://g1.globo.com)

MANEMÓRIAS

Foto Ninguemsabe Onome
Morro das Pedras, no tempo em que ainda se discutia o sexo dos mariscos!

sábado, 25 de novembro de 2017

FALANDO COM O AZUL...

Foto Fernando Alexandre


MAR DE RISO



MORTE NO MAR

Foto: Huffington Post


Morte misteriosa a bordo de veleiro: comandante mumificado

Velejadores encontraram um veleiro sem mastro, à deriva. Ao entrarem a bordo uma cena macabra: a morte misteriosa a bordo de um velejador mumificado a bordo! Trata-se de Manfred Fritz Bajorat, 59 anos.

A cabine do veleiro, de 40 pés, já com bastante água, ainda guardava latas de mantimentos, álbuns de fotografia, e roupas. O alemão estava desaparecido desde 2009.

Ainda não se sabe a causa mortis. Especulações sugerem um possível ataque cardíaco. O fato inusitado chamou a atenção da imprensa mundial. O veleiro estava próximo à ilha de Mindanao.


Ao saber do caso, um amigo de Manfred disse que ele era experiente, não navegaria em condições adversas. Na opinião dele, o mastro provavelmente quebrou depois da morte do comandante.

Acredita-se que o corpo foi achado em boas condições em razão dos ventos secos e salgados.
Vídeo do encontro

Eis que vem a novidade. E que novidade! O vídeo feito por um tripulante de um dos barcos que participavam da Clipper Race, regata de volta ao mundo para amadores. É de arrepiar!


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

PLÁSTICO DE CAMARÃO

Casca do camarão é plástico?

Casca do camarão, alternativa aos plásticos derivados de petróleo

Casca do camarão: bioplástico “shrilk” desenvolvido por cientistas de Harvard mostra que a casca, ao invés de ir pro lixo, pode ser alternativa aos plásticos derivados de petróleo – e ainda gera nutrientes para plantas

Um plástico degradável feito a partir de material descartado no lixo. E que pode ser enterrado no solo e servir de alimento para as plantas. Sonho?

Graças a uma equipe de cientistas do Instituto Wyss de Harvard, especializada em bioengenharia, isto já é possível.
Bioplástico feito a partir da casca do camarão

Eles desenvolveram o “shrilk”. Um bioplástico feito a partir da casca do camarão. É tão resistente quanto outros bioplásticos no mercado, e se desfaz no meio ambiente em apenas duas semanas.
Para produzir o shrilk cientistas usaram quitosana

Diferentemente de outros bioplásticos que usam matéria prima vegetal em sua composição, para produzir o shrilk, os cientistas usaram quitosana. Um polissacarídeo super resistente obtido a partir do quinino, substância presente no exoesqueleto do artrópode.
Quitina disponível no mundo provém de cascas de camarão

A maioria da quitina disponível no mundo provém de cascas de camarão descartados. E é jogada fora ou utilizada em fertilizantes, cosméticos, ou suplementos alimentares.

Javier Fernandez, líder do estudo declarou:
Você pode fazer praticamente qualquer forma 3D com impressionante precisão deste tipo de quitosana.

Mesmo depois de descartado, o bioplástico tem suas vantagens:

A equipe até plantou um pé de ervilha em um solo enriquecido com quitosana, que cresceu em três semanas, demonstrando seu potencial para incentivar o crescimento das plantas. Assista:

(Fonte: Exame.com)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

NOTURNA

Foto Fernando Alexandre

ILHA - VENDE-SE

Propriedade tem 95 mil metros quadrados
Foto: Divulgação 

Ilha está à venda por R$ 5,5 milhões em Governador Celso Ramos

Por

Uma imobiliária de Blumenau está intermediando com exclusividade a venda de uma ilha particular em Governador Celso Ramos. A propriedade, localizada na Praia de Palmas, tem 95 mil metros quadrados e custa a “bagatela” de R$ 5,5 milhões – um preço mais baixo do que algumas coberturas de praias badaladas, como Balneário Camboriú.

Segundo informações da ACRC Imóveis, a ilha fica a 800 metros da orla de Palmas e a 40 minutos de lancha de Jurerê Internacional. Em todo o Estado, existem apenas pouco mais de 20 propriedades particulares desse tipo.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

terça-feira, 21 de novembro de 2017

SUPREMA

 
Foto Andrea Ramos

 um poema
que não se entende
é digno de nota
a dignidade suprema
de um navio
perdendo a rota

(Paulo Leminski Filho – Curitiba,  24 de agosto, 1944 7 de junho 1989)

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

NA PRAIA...

Foto Fernando Alexandre

OSTRAS AO NATURAL

Ingredientes

Gelo picado q.b.
Sumo de um limão
24 ostras
1 limão e 1 laranja para decorar

Pique cubos de gelo na picadora necessários para cobrir o fundo de uma travessa.
Para picar o gelo de forma artesanal, utilize o truque do saco plástico: coloque o gelo num saco plástico e bata com um maço de madeira ou outro objecto duro até estar devidamente triturado.
Coloque o gelo picado no fundo de uma travessa.
Lave muito bem as ostras e abra-as com cuidado para não entornar o liquido que têm no interior.
Coloque as ostras abertas em cima do gelo.
Verta 3 gotas de limão no centro de cada ostra.
Sirva enfeitado com gomos de limão e pedacinhos de laranja.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

MAR DO JOÃO URBAN


Vila de Guapicu, Guaraqueçaba Pr, 2008, do livro Mar e Mata, a serra, a floresta e a baía: seus homens e suas mulheres.

MAR DE PESCADOR


Toneladas de peixes cobrem areia em pescaria recorde no litoral de SP: 'Loucura'

Mais de nove toneladas de peixes foram pescadas em apenas uma rede em Bertioga (SP). Situação atípica acabou virando atração turística na cidade.

Por Mariane Rossi, G1 Santos

Toneladas de peixes foram recolhidas em apenas uma rede de pesca em Bertioga, no litoral de São Paulo, durante o fim de semana. A quantidade foi tão grande que cobriu grande parte da praia da Enseada e atraiu olhares curiosos. Moradores, turistas e pescadores levaram muitos peixes para casa. Outra parte foi vendida. Após o episódio, o 'pescador sortudo' diz que bateu o seu recorde.

O pescador artesanal Wesley Shkola, de 38 anos, trabalha com a pescaria de arrasto. Ele joga redes em forma de saco no mar e todos os peixes ficam retidos nela. Na última sexta-feira (10), ele saiu para o trabalho, por volta das 6h30. Como faz todos os dias, ele e seus ajudantes jogaram a rede no mar a cerca de 700 metros da beira da praia da Enseada. Mas, desta vez, tiveram uma surpresa.

Praia é tomada por toneladas peixes recolhidos em uma única rede em Bertioga, SP

“Colocamos a rede e começamos a puxar. Quando vimos veio muito peixe. O peixe dentro da água não pesa tanto, ele pesa mais perto do raso. No carnaval, peguei uma quantidade boa. Mas, dessa vez, foi em um lance só, umas nove toneladas. Eu tenho uma equipe de 15 pessoas. Quando veio aquela quantidade, tinha turista que ajudou, pessoal de rua, moradores. Foi uma pesca muito comunitária. Muita gente se surpreendeu”, contou ele.

A maioria dos peixes é da espécie oveva, que medem cerca de 30 cm de comprimento, e grande parte deles estava vivo. Os peixes ficaram espalhados pela areia da praia. Alguns ficaram com os pescadores, outros com turistas e moradores. A quantidade era tão grande que foi preciso direcionar os peixes para outro local.

O pescador acionou a 'Peixaria da Luiza', comércio da cidade para onde vende parte dos seus peixes. A filha do dono da peixaria, Mayara Oliveira Lopes, conta que destinou três carros e um caminhão para recolher os animais. Ela também foi ao local verificar a quantidade de peixe que tinha sido recolhida do mar.

“Geralmente esse peixe vem em dezembro, janeiro e fevereiro. Mas deu agora essa quantidade grande. O peixe é assim, um dia vem muito, outro não. Foi uma loucura. Muita gente da cidade levou para casa. Mas os peixes não ficam muito tempo lá na areia, tem que recolher logo senão estraga. Nosso trabalho foi esse. Tinha até retroescavadeira para ajudar. A gente gastou muito gelo, gastamos toneladas de gelo”, conta ela.

Muitas pessoas ajudaram a retirar os peixes da rede, em Bertioga (Foto: Mayara Oliveira Lopes/Arquivo Pessoal)

Mayara diz que comprou cerca de seis toneladas de peixe. Como não tem tanto mercado na cidade e o valor da venda da espécie não é muito alta, cerca de 5 toneladas de peixe serão enviadas ao Centro Estadual de Abastecimento (CEASA), em São Paulo, onde serão vendidos em forma de atacado.

Após o episódio, o diretor do Departamento de Operações Ambientais (DOA) da Prefeitura de Bertioga, Nelson Jorge de Castro, ficou a par da situação e disse que a pesca de arrasto é legal na cidade. Fiscais da DOA realizaram um acompanhamento no local e não detectaram nenhuma irregularidade quanto à pesca. Segundo Castro, o pescador é devidamente cadastrado como profissional da área e está com a documentação e estrutura regularizada.

“A gente não encarou como uma pesca predatória. Ele teve sorte porque ele foi 'premiado'. Foi um cardume bem grande. Faz muitos anos que não ocorre uma pesca nesse padrão aqui na região. Não tem nada ilegal, está dentro dos parâmetros da legislação”, afirmou Castro.

Já para o pescador, esse dia ficará marcado. Ele conta que vivia em um período ruim e de do nada, capturou uma grande quantidade de peixe de uma vez só. “Esse aí, por enquanto, é meu recorde. São peixes da época. Dei a sorte de pegar o cardume todo. Em setembro não estava pescando nada, estava muito fraco de peixe. Por sorte, Deus me abençoou e eu pesquei. Foi sorte”, falou.

Legislação

A Resolução da Secretaria do Meio Ambiente nº51/2012, do Governo do Estado de São Paulo, regula o exercício de atividades pesqueiras profissionais realizadas com o uso de redes nas praias inseridas nos limites da Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Centro (APA Marinha).

De acordo com a lei, é permitido o exercício da pesca profissional de espécies diversas com a utilização dos petrechos denominados arrasto-de-praia (ou lanço-de-praia ou arrastão-de-praia), entre 9h e 19h, de março a novembro, e não poderão ser utilizados em áreas até 500 metros em direção ao mar e nas margens adjacentes.

Retroescavadeiras, carros e caminhões ajudaram os moradores a retirarem os peixes da praia da Enseada, em Bertioga (Foto: Mayara Oliveira Lopes/Arquivo Pessoal)

Peixaria levou parte dos pescados que foram recolhidos em Bertioga (Foto: Mayara Oliveira Lopes/Arquivo Pessoal)

(Do https://g1.globo.com/)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto: @tammyfortunato

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

CUIDANDO DOS MARES


Chile é primeiro país da América Latina a proibir uso de sacolas plásticas

A presidente Michelle Bachelet assinou na semana passada o projeto de lei que proíbe a venda de sacolas plásticas em mais de 100 cidades e vilarejos ao longo da costa do Chile. A medida torna o país o primeiro da América Latina a enfrentar de maneira séria o problema que o plástico vem causando ao meio ambiente, ao poluir os oceanos e matar milhares de animais marinhos.

“Precisamos cuidar de nossos ecossistemas marinhos”, disse Michelle Bachelet. “Nossos peixes e outras espécies estão morrendo pela ingestão de plástico ou estrangulados com estes resíduos. Esta é uma luta que todos temos que abraçar: comércio, consumidores e governos”.

Comerciantes chilenos que não obedecerem a nova lei poderão receber multas de até US$ 300 dólares.

Referência na produção de pescados, o Chile é o maior vendedor de salmão para o mercado brasileiro. Tanto através da pesca artesanal como da aquicultura (produção em fazendas marinhas), o país exporta ainda outras espécies, como mexilhão e a truta arco-íris.

Em 2016, os pescados representaram 7,6% das exportações chilenas, ficando em quarto lugar numa lista dos dez produtos mais comercializados para o exterior. O setor foi ainda o que mostrou o maior crescimento, 65,5% em relação a 2009.

Não é difícil entender então a preocupação do governo do Chile em proteger suas águas. Além da proibição do plástico, o país anunciou que irá criar uma área de proteção marinha de 1,6 milhão de km2 em 2018.

A Era do ‘Plasticídio”

Um estudo publicado pela revista Science, em 2015, revelou que oito milhões de toneladas de resíduos plásticos são jogadas nos oceanos por ano. Cientistas afirmam que no futuro, nossa época será conhecida como a do “Plasticídio”.

É por isto que medidas, como a tomada agora pelo Chile, são tão bem-vindas. Em sua conta no Twitter, a presidente Michelle Bachelet conclamou as pessoas a usarem a hashtag #chaobolsasplásticas(#tchausacolasplásticas, em português) nas redes sociais.

Em diversos países da Europa, a distribuição das sacolas plásticas já é proibida há anos. Quando não, ela é cobrada. Mostramos aqui, neste outro post, no ano passado, que entre outubro de 2015 e abril de 2016, os sete maiores supermercados da Inglaterra viram uma queda de 85% na entrega de sacolas, de 7,6 bilhões de unidades para 600 milhões, depois que elas deixaram de ser dadas gratuitamente nas lojas e uma taxa de apenas 5 centavos de libra foi imposta para cada unidade.

Irlanda, Escócia, Dinamarca, Alemanha, Portugal e Hungria são outros lugares onde, se você quer a sacola plástica, é obrigado a pagar por ela. Recentemente noticiamos aqui também que o Quênia proibiu a produção, venda e uso de sacolas plásticas com pena de multa e até prisão (leia mais aqui).

E o Brasil, quando vai tomar uma atitude?

Foto: NOAA Photo Library
Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

(Do http://conexaoplaneta.com.br/)

MAR DE SEREIAS

terça-feira, 14 de novembro de 2017

TARDE QUASE INDO...

Foto Fernando Alexandre


OLHANDO E ESPERANDO...

Foto Fernando Alexandre
Moleques do Sul

MAR DÁ, MAR TIRA!

Tr
Praia do Matadeiro, em Florianópolis, em outubro deste ano
Foto: Marco Favero / Diário Catarinense

Três fatores explicam avanço do mar no litoral catarinense

Oceanógrafos e engenheiros marinhos afirmam que a sobreposição de três fenômenos naturais por um período prolongado ajudam a explicar o avanço do mar sobre as praias de Santa Catarina. Nessa equação, há influência da maré astronômica, que é o resultado da força gravitacional do Sol e da Lua e do movimento orbital da Terra; da maré meteorológica, com ventos no oceano, que podem contribuir para o empilhamento ou a retirada de água da costa; e das fortes ondulações vindas do Leste, que potencializam o impacto das ondas na orla.

Como consequência, nas praias de orientação noroeste-sudeste (como em Ingleses, em Florianópolis, ou na Prainha, em São Francisco do Sul), as ondas que vêm do leste “retiram” o pacote sedimentar da praia, levando-o como um cordão arenoso para a parte submersa e formando bancos de areia. Já nos balneários de orientação Norte-Sul (como o Caldeirão do Morro das Pedras, em Florianópolis, ou Mariscal, em Bombinhas), há um maior transporte de sedimentos para o sul da orla.

– Por que levanto essa hipótese? Eu corro na Armação e percebi o agravamento do problema no Caldeirão. Quando eu chegava lá na ponta sul, via os galhos todos lá e que a faixa de areia está bem gordinha ali. Também tem erosão na parte norte do Matadeiro, mas na Armação não tem. Ou seja, o sedimento está se acumulando naquela área – afirma Felipe Pimenta, oceanógrafo da UFSC.
Entre os nativos e pescadores experientes, corre a teoria de que esses eventos mais extremos costumam ocorrer a cada sete anos. Luiz Eduardo Machado, diretor da Defesa Civil de Florianópolis, lembra fenômenos recentes que reforçam essa tese e faz um alerta para os próximos anos:
– Em 2003, 2010 e agora em 2017 presenciamos esses fenômenos. Então, é bem provável que vamos ter outro em 2024, o que é bastante preocupante. Precisamos começar a nos planejar, desde o morador até os empresários e donos de hotéis, não esperando apenas que o poder público tome a frente. No próximo ciclo, a probabilidade de danos é maior do que agora.
Praia do Matadeiro em 2015Foto: Google Street View / Google

Caminhos para a recomposição

A recuperação natural das praias é lenta e nem sempre volta ao que era antes. Além disso, as construções nas orlas agravam a erosão costeira e podem permanecer ameaçadas. Entre as possíveis soluções para o problema, duas ações se destacam: o enrocamento de pedras para conter danos à infraestrutura pública e o engordamento artificial da faixa de areia para recuperar a balneabilidade da orla.

– Com o passar do tempo, as praias podem se recuperar, mas isso não quer dizer que os órgãos responsáveis pela infraestrutura estão isentos de planejamento urbano e de cálculos de obras costeiras que protegem a orla – explica Felipe Pimenta, da UFSC.

Algumas das medidas são de relativa facilidade de execução e já foram tomadas pelas prefeituras, como o enrocamento de pedras no Caldeirão do Morro das Pedras, em Florianópolis, para preservar a rodovia SC-406. Já o engordamento da faixa de areia é uma ação mais complexa, que requer investimentos e estudos técnicos.

– É preciso iniciar um projeto conceitual, com estudo das ondas e da incidência na costa, além de encontrar uma areia com granulometria compatível com a nativa da praia. Depois que a obra está pronta, o turismo gera mais recurso do que o valor que foi gasto – diz Rodrigo Barletta, gerente de projetos de uma multinacional de consultoria em engenharia costeira.

No início de novembro, Barletta esteve nos EUA, onde participou de uma conferência sobre gerenciamento de proteção costeira e combate à erosão marinha. De lá, traz o exemplo de Miami e todo Estado da Flórida, onde as praias também sofrem com o constante avanço do mar.

– Desde 1900 eles trabalham nisso. A cada quatro anos, em média, algumas praias são “engordadas” e há um trabalho constante de manutenção. Tem toda uma política de recursos e gerenciamento baseada em normas técnicas.

Em Santa Catarina, a prefeitura de Balneário Camboriú lançou um anteprojeto para o engordamento da Praia Central de 2 a 3 milhões de metros cúbicos de areia, quantidade suficiente para aumentar a orla de 25 para 70 metros, ao custo estimado de R$ 110 milhões. Em Florianópolis, um cálculo preliminar para o aumento da praia de Canasvieiras de 10 para 30 metros aponta um custo de, pelo menos, R$ 30 milhões.

– O que se perde de dinheiro movimentado pelo turismo é muito maior do que aquele investido no engordamento das praias. Tem uma discussão muito grande sobre até que ponto o governo e o cidadão têm que pagar por isso, porque muitas vezes o ganho econômico é localizado. Nada mais natural, e isso ocorre nos países desenvolvidos, que aquelas instituições que se beneficiam daquela parte da praia paguem um imposto a mais ou colaborem com a obra – sugere Pimenta.

O secretário Leonel Pavan esteve recentemente em Alicante, na Espanha, onde viu de perto o resultado do engordamento de uma praia. Apesar de reconhecer os benefícios para os empresários do ramo de turismo, ele acredita que seria uma “aberração cobrar do setor privado”.

– (Os municípios) têm que investir do próprio bolso, porque o retorno vem nos impostos. O engordamento tem que ser feito não só em Balneário Camboriú, mas também em Piçarras, Penha, Navegantes... Precisamos adensar, construir marinas e restaurantes. Danem-se as críticas. Essa visão de alguns ecologistas, salvadores do mundo, é ruim para nós – afirma Pavan.

Pimenta, da UFSC, alerta que esse tipo de projeto precisa ser assessorado por pessoas com formação devida para calcular reestruturas no mar, como oceanógrafos ou engenheiros costeiros:

– Para lembrar de um acidente em que não houve esse envolvimento, temos aquela passarela no Rio de Janeiro, onde as ondas destruíram a ciclovia suspensa.

Expectativa pela temporada

Às vésperas de mais uma temporada de verão, diversas praias atingidas pelo avanço do mar continuam em situação de emergência. Em alguns casos, os decretos das prefeituras municipais já foram homologados pelo Estado e reconhecidos pela União, como em Florianópolis. Os recursos para as obras emergenciais na Capital foram liberados essa semana.

Com prazo de recuperação das praias para 15 de dezembro, uma semana antes do período de maior movimento de visitantes, o trade turístico de Santa Catarina está cauteloso quanto ao prejuízo causado pelas notícias que circulam no Brasil e no exterior.

– Tivemos praias bastante prejudicadas, fiquei impressionado com as imagens que vi. Sabemos da situação financeira restritiva, por isso dificilmente a recuperação será feita completamente até a temporada e vai ficar por conta da própria natureza – comenta Raphael Dabdab, presidente estadual da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

De fato, a perspectiva é de que as praias não se recuperem naturalmente até o início da temporada. De acordo com o diretor da Defesa Civil de Florianópolis, Luiz Eduardo Machado, não se pode esperar que a reposição natural de sedimentos aconteça em menos de 60 dias. O trabalho, agora, é fazer a remoção dos escombros e deixar a orla o mais aproveitável possível:

– A limpeza dos escombros será feita assim que o mar recuar, com as equipes da prefeitura. Neste mês, vamos entrar nas praias para promover ao turista a melhor faixa de areia possível, mas é lógico que haverá mudanças no uso das orlas. 

Como apontam climatologistas e oceanógrafos, esses fenômenos extremos irão se tornar mais comuns. Atualmente, Santa Catarina ainda sofre relativamente pouco com o avanço do mar em comparação aos países asiáticos, como Indonésia e Japão (atingidos por tsunamis em 2004 e 2011, respectivamente), ou aos países caribenhos (atingidos por três furacões somente neste ano), mas, segundo o oceanógrafo Felipe Pimenta, é preciso ligar o sinal de alerta especialmente no que diz respeito à relação entre o homem e a natureza:

– A pior influência antrópica é a ocupação desordenada da zona costeira. As regiões de dunas, que absorvem a energia das ondas, têm muitas construções. O maior planejamento do governo, junto à fiscalização do poder público, é sanar esse problema. São questões que envolvem geografia, oceanografia, engenharia, planejamento urbano... Temos que começar a planejar melhor nossas cidades.
Foto: Arte DC