sexta-feira, 31 de agosto de 2018

TRIBUZANA À VISTA!

Tempestade deve atingir Oeste e Sul no início da noite desta sexta-feira (31)
Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS
Defesa Civil emite aviso de temporal para tarde de sexta e chuva no fim de semana em SC
O início do fim de semana deve ser marcado por mudanças no tempo em Santa Catarina. Diferente do sol que esteve presente em todo o Estado ao longo da semana, temporais devem chegar às cidades catarinenses já na tarde desta sexta-feira (31). A Defesa Civil emitiu um aviso sobre a ocorrência de tempestade e vento forte principalmente nas regiões Oeste e Sul de Santa Catarina, sobretudo nas cidades mais próximas ao estado gaúcho. 

A tempestade deve ser resultado do encontro de uma massa de ar quente, que esteve em Santa Catarina durante a semana, com um nova frente fria, de acordo com a Epagri/Ciram.

Granizo e ventania

A previsão, segundo a Epagri/ Ciram, é de raios, vento forte com rajadas acima de 60 km/h, e granizo isolado para a tarde e noite desta sexta. 

Para o sábado (1) e domingo (2) há previsão de chuva em grande volume, de moderada a forte, para as regiões Oeste, Meio-Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul. 

Leia a previsão do tempo para esta sexta: Tarde quente em SC antecede chuva

Em 48 horas deve chover uma média de 100 milímetros no Sul do Estado e cerca de 50 a 70 milímetros nas demais regiões. No Norte de SC, a chuva deverá ser mais moderada, explica a Epagri/Ciram.

Saiba como agir em casos de tempestade ou inundação

Em casos de tempestade, é recomendado que se proteja em locais abrigados, longe de placas, árvores, postes e objetos que possam ser projetados pelo vento.

A Defesa Civil sugere que os aparelhos eletrônicos sejam desligados, que não se use telefone e que se mantenha longe das janelas. Além disso, ressalta que o local mais indicado para permanecer durante uma tempestade é o banheiro de alvenaria.

Se não for possível ser abrigar, o indicado é que se agache, mantendo os pés unidos e a cabeça encostada no peito ou entre os joelhos. Também é recomendável cobrir as orelhas com as mãos ou mantê-las apoiadas nos joelhos.

Quem estiver na praia no momento do temporal deve sair imediatamente da água e não deve olhar para o raio.

Já em casos de inundações, deve-se evitar entrar em contato com a água, assim como circular em pontilhões e pontes submersas. Também é preciso ter atenção às crianças, sobretudo em regiões próximas a rios e ribeirões.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Governando o peixe - Pântano do Sul

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

BALEIAS DE ONTEM

No final de tarde na baía do Pântano do Sul
Avistagem e fotos Josiane Catarina

ESQUENTANDO O SOLI!

Foto Fernando Alexandre

MAR DE POETA



MAR DE HASSIS


Hiedy Hassis - (1958 / 2001)

NO PÂNTANO DO SUL

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ILHA DIVIDIDA

Edison Nascimento/FF

Moradores flagraram quando mar avançou sobre enseada em Cananéia, SP

Avanço do mar divide ilha, extingue enseada e 'engole' 1 km do estado de SP; vídeo

Por José Claudio Pimentel, G1 Santos

Processo natural de erosão, que ocorre há 60 anos, culminou na abertura de novo acesso ao oceano na divisa com o Paraná. Vilarejo com 15 famílias foi isolado e ecossistema deverá ser alterado.

Um canal de 170 metros de largura e 3 metros de profundidade dividiu em duas a Ilha do Cardoso, no extremo sul do litoral de São Paulo. Pesquisadores estimam que em um mês, a nova barra, que conecta o Estuário de Ararapira ao Oceano Atlântico, atinja um quilômetro de extensão, alterando o ecossistema costeiro e isolando por via terrestre 50 moradores.

O processo natural de erosão (movimento de sedimentos pela corrente da água) ocorre há 60 anos no entorno da Enseada da Baleia, que começou a ser extinta em definitivo na segunda-feira (27) em decorrência de uma ressaca marítima. A largura da faixa de areia já mediu 80 metros e, na última década, foi reduzida a menos de 2 metros.

Acadêmicos e estudantes do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) alertaram, em 2009, sobre o possível desfecho do fenômeno para este ano. "Projetamos, com base em imagens de satélite, o avanço da erosão. A abertura [da barra] foi ao final dessa janela tempo e deve ser concluída em setembro, quando terá um quilômetro", explica a professora Maria Cristina de Souza.
Sobrevoo em 2016, após ressaca, já antecipava o fim da Enseada da Baleia (Foto: Divulgação/Defesa Civil )

Segundo Maria Cristina, trata-se de uma ação da natureza que o homem, desta vez, não teve interferência. "A dinâmica daquela região é instável, da água do estuário avançando para o mar. No passado, já ocorreram outras aberturas e acreditamos que, em breve, ocorrerá o assoreamento [deposição de sedimentos] na antiga barra, na divisa com o Paraná".

A agitação marítima desta semana, ocasionada pela passagem de uma frente-fria na costa dos dois estados, resultou no esperado encontro do estuário com o oceano. Entretanto, uma ressaca ainda mais intensa em 2016 já havia motivado a criação de um plano de emergência pela Defesa Civil e a mudança das casas de 15 pescadores que viviam ali.

O gestor do Parque Estadual Ilha do Cardoso, Edison Nascimento, também afirma que o fenômeno erosivo é natural e é acompanhado pela Fundação Florestal e pelo Instituto Geológico, ambos subordinados à Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo. "O que era esperado, finalmente aconteceu. E agora vamos avaliar os reais impactos ao ecossistema".
Estuário e oceano se uniram por meio de uma nova barra (Foto: Edison Nascimento/Fundação Florestal)

Nascimento concorda com a pesquisadora da UFPR sobre as alteração das dimensões iniciais da nova barra para as próximas semanas, quando deverá ocorrer o equilíbrio daquele ambiente. Foi a equipe dele que constatou o comprimento e a profundidade iniciais, na terça-feira, durante uma vistoria em uma embarcação, com equipes da Defesa Civil.

O gestor afirma que não correm riscos as 50 pessoas que vivem no Pontal do Leste, uma vila no extremo sul da "nova" ilha, na divisa com o Paraná. "Por terra, não tem como chegar mais até elas. Entretanto, todas as 15 famílias que moram naquela comunidade se movimentam de barco, são autossustentáveis e já estão acostumadas às distâncias da região".
(https://g1.globo.com/)

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

EMPOPADA

Foto Fernando Alexandre

OUTROS MARES

Imagem Yan Yang Guang

A MORTE DA BALEIA


Ilustração Andrea Ramos
http://www.andreailustradora.blogspot.com/
.
(...) Deveria eu dizer, por exemplo,
que arpões explodem
na montanha de carne
num guarda-chuva de sangue?...
.
...Nos romances
como Moby Dick e o O Velho e o Mar
ou na história bíblica de Jonas
o animal é algo nobre
e a vida é um duelo par-a-par.
.
Entre o homem e a fera há
um pacto de amor e ódio
um rito de água e sangue
e a vitória é de ambos..."

(Fragmento do poema-livro "A Morte da Baleia", de Affonso Romano de Sant'Anna, ilustrações de Elisa Villares de Freitas, Berlendis & Vertecchia Editores Ltda. - 1981. O poeta documentou a pesca em um dos últimos anos em que ela era realizada na Paraíba.)

NOITE SENDO...

DE GAROUPAS E GAROPETAS!

As pequenas, conhecidas como garopetas, são as mais atrevidas. Veja a pescaria do ponto de vista dos peixes.
(Do https://www.facebook.com/InstitutoLarus)

A MORTE DOS VISITANTES


Dez animais marinhos morrem por dia nas praias de SC
Por Dagmara Spautz

Todos os dias, 10 animais marinhos aparecem mortos nas praias de Santa Catarina. Tartarugas, golfinhos e pinguins estão entre as espécies que lideram a estatística, que surpreende e assusta pesquisadores. A média leva em conta apenas os que foram encontrados entre Laguna e Itapoá, trecho de 354 quilômetros que é coberto pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, coordenado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Somados os números do litoral do Paraná e de São Paulo, que também integram esta fase do projeto, 40 mil animais já foram encontrados mortos ou debilitados nas praias em três anos. Santa Catarina é o estado com a maior quantidade de ocorrências – no ano passado, por exemplo, tivemos mais de 6 mil.

Os números surpreendem os pesquisadores porque estampam uma realidade que até então era conhecida, mas subestimada. Esta é a primeira vez que um projeto realiza buscas diárias em todo o trecho de praias incluído no monitoramento. Os trabalhos na região eram esporádicos e os métodos de coleta de dados não chegavam a um resultado confiável, que pudesse trazer à tona a dimensão do problema.

– Ninguém imaginava que se encontrariam tantos, porque o esforço (de busca) era muito menor. Dependia das instituições terem o recurso para pesquisa, o intervalo entre os levantamentos era grande, e as estimativas eram baseadas nisso – diz o pesquisador André Barreto, que coordena o projeto.

O monitoramento foi uma contrapartida exigida pelo Ibama no processo de licença ambiental para exploração de gás e petróleo, pela Petrobras, no Pré-Sal da Bacia de Santos. Ao todo, sete instituições de pesquisa entre universidades e projetos ambientais atuam nessa fase do programa. Em Santa Catarina, além da Univali participam a Associação R3 Animal, Universidade da Região de Joinville (Univille), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Instituto Australis (Projeto Baleia Franca) e Projeto Tamar.

Número de animais marinhos encontrados em 2017
Reabilitação

Recolhidos, os animais vivos são encaminhados à reabilitação nas instituições parceiras. Os que chegam mortos às praias, e representam a maioria dos resgates, passam por necropsia, que indica se a morte teve relação com alguma atividade humana. Na maioria dos casos, a hipótese é confirmada.

O fato é que, se o número de animais afetados assustou os pesquisadores, o mesmo não se pode dizer sobre as causas da mortandade. Já se sabe há muito tempo que entre impactos de curto e longo prazo, o ser humano é responsável direto ou indireto por uma série de fatores que causam a morte ou doenças nos animais marinhos – da pesca ao lixo nos oceanos. Só não se imaginava que o problema era tão sério.

– O impacto que vemos não é só de uma atividade, é múltiplo. Temos identificado alguns animais com óleo, atropelados por embarcação, enredados, com níveis de contaminação relativamente altos. O ambiente marinho vem sendo muito maltratado pelas atividades humanas – alerta Barreto.

Os números do projeto de monitoramento mostram que as áreas onde há maior atividade humana são também as que têm maior número de animais afetados que chegam às praias. A dinâmica das marés influencia no local onde os animais aparecem, mas onde a pesca é intensa e as cidades costeiras são populosas, por exemplo, a quantidade de animais recolhidos é três vezes. No Estado, as praias de Florianópolis, São Francisco do Sul, Laguna, Imbituba e Barra Velha são as recordistas no número de ocorrências – todas com uma média de mais de um animal por dia no ano passado.

Os dados, que são públicos, já foram utilizados em mais de 60 projetos de pesquisa sobre a vida marinha no país. A expectativa é que, a longo prazo, os números possam ser comparados e as estimativas levem a políticas públicas que protejam a fauna marinha.

– O que se espera é que a informação que estamos levantando sirva de base para um melhor manejo, inclusive da pesca. Não queremos impedir nenhuma atividade, mas buscar maneiras de gerar um menor impacto – diz Barreto. 

A primeira fase do projeto termina em janeiro do ano que vem.

(Do https://www.nsctotal.com.br)

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

PESCADORES DA RAPOSA

Este filme, produzido originalmente em Super-8, foi rodado em 1978, na colônia de pescadores da Praia da Raposa em São Luis, Maranhão. Foi o melhor documentário da IV Mostra Nacional do Filme Super-8 do Centro Federal de Educação Tecnológica de Curitiba (1978), e o de melhor fotografia no II Festival de Brasília do cinema Super-8 (1982). Este vídeo foi realizado a partir da telecinagem do original já bastante alterado pelo uso, um resgate do material que parecia destinar-se ao esquecimento pela dificuldade de exibi-lo, hoje em dia, na bitola original. Fotografia e edição: Jorge Rodrigues Som: José Nava Música tema: Pescadores da Praia da Raposa, composta e executada pelos autores Jesiel Romero (violão seis cordas) e Jorge Rodrigues (violão 12 cordas). Texto: Jorge Meireles.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

NO RIBEIRÃO!



Exquenta com o Exporão de Bagre!

O DESMALHE DA BALEIA


O desmalhe do filhote de Baleia Franca que esteve preso em uma rede de pesca entre a Praia do Pântano do Sul e as ilhas dos Moleques do Sul, foi feito pelo Corpo de Bombeiros e outras entidades em Garopaba no último dia 24! 


As imagens são do Corpo de Bambeiros.

Imagem despescada da rede, sem autoria definida

"Mais anda quem tem bom vento
do que quem muito rema..."
(Dito popular)

MAR DE PESCADOR

Foto Marcos Porto, Arquivo NSC

Rio Grande do Sul restringe pesca para barcos de Santa Catarina


Uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que limita áreas de captura, terá reflexos na pesca industrial e trará prejuízos a Santa Catarina. As novas regras ampliam em quatro vezes a área de proibição da pesca de arrasto _ de três para 12 milhas da costa, o que equivale a 22 quilômetros. A lei começará a valer assim que for publicada em Diário Oficial.

O Litoral do RS é um dos principais pontos de atuação da frota catarinense. A estimativa do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) é de que mais de 100 barcos de arrasto atuem no estado vizinho, capturando especialmente corvinas e castanhas, peixes bastante consumidos pelos catarinenses. Jorge Neves, presidente do sindicato, diz que as limitações impostas pelo Rio Grande do Sul inviabilizam a pesca, já que a maioria das espécies ficam mais próximas da costa.

As mudanças integram a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca no RS e foram aprovadas por unanimidade pelos deputados gaúchos, como uma forma de restringir a pesca predatória. O projeto teve apoio de pesquisadores e ONGs ambientais, que apresentaram estudos em que a pesca de arrasto aparece como uma ameaça à manutenção das espécies.

O modelo utiliza redes que são “arrastadas” pelo fundo do mar e capturam todo tipo de animais. Como não há seletividade, espécies em extinção ou com tamanho menor do que o permitido também são capturadas e mortas pelas redes.

Mas outro fator também interfere na decisão: a técnica de arrasto não é comum no Rio Grande do Sul. Restringir o acesso da frota especializada nessa modalidade ao recurso pesqueiro, em tese, aumentaria o rendimento dos barcos gaúchos, que passam a ter menor concorrência.
Indústria

A Câmara Setorial da Pesca na Federação das Indústrias de SC (Fiesc) ainda calcula o prejuízo que a restrição à pesca no RS trará a Santa Catarina. O presidente, André Mattos, acredita que, ao afastar a frota catarinense, o Rio Grande do Sul também terá perdas especialmente na geração de empregos e de impostos como o ICMS, já que o pescado é descarregado por lá e transferido para Santa Catarina.

O empresariado pediu apoio à Secretaria Nacional de Pesca e Aquicultura, para que acompanhe a questão e avalie a possibilidade de barrar a medida.
Proibida

O Rio Grande do Sul não é o primeiro estado a restringir a pesca de arrasto. Por lei, os estados podem ter regras ambientais mais restritivas do que as que estão na legislação federal. No Nordeste, essa modalidade de capturas já é restrita ou banida em boa parte dos estados.

(Do https://www.nsctotal.com.br/)

MAR DE ERNESTO CORTAZAR


segunda-feira, 27 de agosto de 2018


Eu fui lá não sei aonde
Visitar não sei a quem
Saí assim, não sei como,
Morrendo não sei por quem


(Quadra popular registrada na ilha por Lucas Boiteux no começo do século passado)

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

GENTE DO MAR


A música  é uma homenagem a um pescador de Monte Hermoso, pequena província de Buenos Ayres, e faz parte do album El sol de Monte Hermoso,  da cantora argentina Nora Rocca. As imagens são do jornalista Néstor Maquiavelli em uma entrevista que fez com o pescador  para o ciclo "Essas pequenas coisas". 
Leif Larsen é dinamarques e tornou-se um dos  moradores mais populares da pequena cidade argentina, por causa de seu estilo de vida e da relação amigável  que tem com as pessoas do lugar.

Letra:Carlos Ceretti - Música: Oscar Pometti

Arreglo, guitarras, bajo y teclados: Daniel Berardi/ Bombo: Rubén Lobo
video:Carlos Ceretti Mergulhe fundo: www.lahuelladeldo.com.ar   

domingo, 26 de agosto de 2018

MANEMÓRIAS

Baía Sul, começo do século passado. Do livro "A Colonização Portuguêsa no Brasil", edição comemorativa aos 100 anos de independência da pátria amada, salve, salve!

NA PRAIA...


OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

Natureza retrô!

POLVO NA MESA


Polvo com tomate à portuguesa

Ingredientes
- 1 polvo limpo 
- 3 tomates maduros 
- 1 cebola
- 2 dentes de alho
- 1 dl de azeite Chaparro 
- 1 dl de vinho branco 
- 1 raminho de salsa ou de coentros 
- Pão torrado q.b. 
- Sal e pimenta q.b. 
1 dl = 100 ml

Preparação

PASSO 1
Lave o polvo, deixe-o escorrer ligeiramente, deite-o para um tacho, leve ao lume, tape e deixe cozinhar durante 20 minutos, virando de vez em quando.

PASSO 2
Descasque a cebola e os dentes de alho, pique tudo, deite para outro tacho, junte o azeite, leve ao lume e deixe cozinhar até a cebola ficar macia.

PASSO 3
Adicione os tomates picados sem pele e sementes e o vinho branco, tempere com sal e pimenta e deixe ferver.

PASSO 4
Junte então o polvo escorrido, rectifique o sal e deixe cozinhar, em lume brando, mais 15 minutos.

PASSO 5
Retire do lume e sirva em cima de fatias de pão torrado e decorado com a salsa ou coentros.

MÃOS DE MAR

0 ahcravo_DSC_2936 s
a escolha
a mão que deste
a mão que te deram

( Do ahcravo gorim)

sábado, 25 de agosto de 2018

BALEIAS DE AGORA!



Agora, neste sábado ensolarado de inverão, Baleia Franca se exibe na Praia do Saquinho, extremo Sul da ilha, bem em frente ao Bar do Quiqui, um excelente ponto de avistamento de baleias.
E a Marli Marafigo, que fez as fotos, garante que a cerveja tá gelada e o peixe já tá fritando! 

TEMPO DE CORVINAS

Foto Divulgação
ENSOPADO DE CORVINA

INGREDIENTES:

1 corvina grande em postas, cerca de 1,5 kg
4 tomates bem maduros
2 cebolas de cabeça
Sal a gosto
1 maço de cebola verde picada
1 maço de coentro picado
1 maço de salsa picada
1 vidro de 200 ml de leite de coco


MODO DE PREPARO:

Lave e salgue a corvina e reserve
Depois pique todos os temperos e faça um refogado e reserve também
Frite a corvina, mas não frite demais
Coloque em um papel toalha para escorrer a gordura
Nessa mesma panela com os temperos, leve novamente ao fogo e despeje o leite de coco, mexa um pouco, tudo com colher de pau
Depois que começar a ferver, acerte o peixe dentro da panela, tampe e deixe mais uns 20 minutos
Depois é só servir com salada verde, arroz branco e um bom vinho branco seco.

(Fonte: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/53374-corvina-ensopada.html)

MAR DE BALEIAS

Tela do pintor russo ARTEM CHEBOKHA

DANDO NOME

Foto Fernando Alexandre

Nomes e linhas d'água do Pântano do Sul

BALEIAS: A CAÇA NO BRASIL E EM SC




Foto Arquivo  
Algumas décadas após o descobrimento do Brasil, a Coroa Portuguesa já tinha conhecimento da enorme abundância de baleias nas praias da costa brasileira. O padre Anchieta as via das janelas do Colégio da Bahia: “Andar saltando...” 
Gabriel Soares, pouco depois, dizia que “eram tantas, bandos de dez, doze, fazendo tanto barulho, que aterrorizavam os barcos que navegavam...”

A presença delas era mais acentuada de junho a setembro e os olhos logo se voltaram para a baleia franca, a mais vulnerável das espécies, por viver muito próxima à costa. No entanto, a Coroa autorizou a caça à baleia no litoral catarinense somente na segunda metade do século XVIII. A caça à baleia no Brasil colonial permaneceu essencialmente costeira, estendendo-se da Bahia até Santa Catarina. 

Entre 1740 e 1742, estabeleceu-se a primeira armação, a de Nossa Senhora da Piedade, hoje município de Governador Celso Ramos. Depois foi instalada a da Lagoinha, em 1772, na praia da Armação em Florianópolis. 
A Armação de Itapocorói, região de Penha, surgiu em 1778 e as do sul apareceram praticamente juntas: a de Garopaba, entre 1793 e 1795; e a estação baleeira mais austral do Brasil, a de Imbituba, em 1796, também última a ser desativada, espantosamente apenas em 1973, quando a caça já estava proibida. A da ilha da Graça, próxima a São Francisco do Sul, foi a última a ser implantada, em 1807.

Foto Nunsey Dequein
Armação de Itapocorói, hoje. 

 “(...) Eu só me alembro dos tanque. Aquilo é do tempo do ‘Cirgião’ (...) Porque os negro matavam as baleia num lanchão grande, num baterão grande..., ia cinco, seis... quando a baleia tava boiada um muncado pulava em cima e largava o arpão; e com um cabo grande ia uma bóia e eles iam acompanhando, quando a baleia pegava a virá sarto tava morrendo. Diz que era assim, o meu pai contava; quando a baleia morria eles traziam a remo, tudo a remo (...)”
 Depoimento de Manoel Silva – ou Mané Silva, como é conhecido esse senhor que em 2003 completava 91 anos em Armação de Itapocorói (Penha) – em "MAR e SERTÃO". Livro de Pedro Bersi. Edição do Autor, Itajaí SC 2007 (ISBN 978-85-907080-1) .

Mergulhe mais fundo...

INFORRUSCOU...

Foto Fernando Alexandre 

A LÍNGUA DO MAR

Foto Fernando Alexandre
" A linguagem desses habitantes das costas ocupados só na pesca e vivendo dela, tem um tipo especial que me impressionou logo ao ouvi-los. Descritiva em geral, ela recebeu o rápido esboçar dos quadros das súbitas tempestades; o morno embater das vagas sonolentas na praia deu-lhes um tal ou qual cadência nas palavras, e o hábito desse silêncio prolongado das pescarias tornou esses homens algum tanto pensativos.”

(Fragmento do romance "A Massambu", publicado no sec. XIX, de Duarte Paranhos Schutel, Florianópolis 08/08/1837 - 06/10/1901)

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

FRIACA

Temperaturas devem permanecer baixas em todo Estado neste final de semana
Foto Emerson Souza / Diário Catarinense

Nova frente fria traz temporal com risco de granizo em SC

Uma nova frente fria deve atingir todas as regiões do Estado a partir desta sexta-feira (24) de acordo com informações da Defesa Civil de Santa Catarina. Apesar da quinta-feira (23) ter sido de sol e aumento nas temperaturas, no decorrer desta sexta e ao longo de todo fim de semana, deverá ter tempo frio e chuvoso.

A previsão para essa sexta-feira é de temporal em todas as regiões do Estado, com risco de granizo e vento forte.

Mar agitado no fim de semana

As rajadas de vento permanece no fim de semana, podendo chegar a 70 quilômetros por hora.
O mar estará agitado, os picos de onda devem chegar a 3,5 metros e a Defesa Civil não descarta a possibilidade de ressaca. Além disso, também não é indicada a navegação de pequenas e médias embarcações. A previsão é que a Grande Florianópolis e o litoral Sul sejam as regiões mais afetadas. 
O fim de semana, até a manhã de segunda-feira (27), também será marcado pela queda de temperatura em todas as regiões de Santa Catarina, principalmente nas madrugadas e primeiras horas da manhã de domingo e segunda.

Chuva congelada atinge regiões serranas

No Planalto Sul, há a possibilidade de chuva congelada e pequena chance de neve na tarde e noite de domingo e no início da madrugada de segunda-feira (26).
No Oeste e Meio-Oeste do Estado, sobretudo nas regiões próximas ao Rio Grande do Sul (RS), também poderá ser registrada chuva congelado durante o mesmo período.

Geada nas áreas altas

Do Oeste ao Planalto, o domingo (26) e a segunda-feira (27) deve registrar temperaturas negativas e próximas a 0ºC, com a presença de geada nas áreas mais altas. Também poderá acontecer geada isolada no Vale do Itajaí, região serrana de Florianópolis e litoral.

A Defesa Civil destaca que, apesar de existirem condições favoráveis a tempestades com essas proporções, por enquanto não há ocorrência de um possível tornado.

Em caso de emergência, a orientação é que se entre em contato com a Defesa Civil (199), Bombeiros (193) ou com a Polícia Militar (190).

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

LIVRE, LEVE E SOLTA!

Foto Protocolo de Encalhe da APA da Baleia Franca / Divulgação

Baleia presa em rede de pesca no Pântano do Sul é salva em Garopaba

Animal havia emalhado no Pântano do Sul na quarta-feira, conseguiu nadar até a praia de Garopaba, onde profissionais conseguiram soltar a rede

A operação para libertar o filhote de baleia-franca que ficou preso em uma rede de pesca na praia do Pântano do Sul, em Florianópolis, na quarta-feira (22), teve desfecho positivo na tarde desta quinta a alguns quilômetros dali, em Garopaba.

No início da manhã, enquanto o helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros sobrevoava a região sul da Ilha de Santa Catarina em busca do animal, pescadores avistaram o filhote e a mãe na região da Praia Central de Garopaba. Imediatamente, a equipe resgate se deslocou até o local. Duas embarcações de apoio, uma da Polícia Federal e outra de pescadores de Garopaba também auxiliaram na logística. 

A imagem pode conter: oceano, atividades ao ar livre, água e natureza
Uma equipe de técnicos e bombeiros, sob orientação do analista ambiental do Ibama Leandro Aranha, especialista em desemalhe de grandes cetáceos, se aproximou do filhote usando um bote do Corpo de Bombeiros e, após três horas de trabalho, conseguiram cortar e remover toda a rede que estava enrolada no animal.

— A mãe estava super tranquila. Já o filhote, apresentava cansaço — observou Aranha. 

Para ele, o emalhe é um alerta para que se busquem soluções para a retirada destas redes de pesca de espera e as redes fantasmas espalhadas pela costa brasileira.

— É o sétimo caso de emalhe de baleia no país este ano. É uma obrigação do poder público, mas também precisa ser discutido com os setores envolvidos — enfatizou. 

A operação de resgate foi iniciada ontem, mas teve que ser encerrada pela complexidade da situação. A baleia estava muito enrolada na rede e a mãe estava próxima ao local. Como a baleia estava conseguindo se locomover, mesmo emalhada, duas boias de sinalização foram presas à rede para auxiliar na localização do animal. 

O desencalhe e desemalhe de grandes cetáceos segue um protocolo desenvolvido na APA da Baleia Franca, unidade de conservação federal sob responsabilidade do ICMBio, com base em experiências bem sucedidas na região. O protocolo é utilizado nacionalmente e divulgado internacionalmente. 

A equipe do Protocolo de Encalhe e Desemalhe da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA-BF) que ajudou na soltura da baleia foi formada pelo ICMBio, Instituto Australis/Projeto Baleia Franca, UDESC/Laguna, Associação R3 Animal e Corpo de Bombeiros.

Como ajudar 

Caso encontre um animal marinho encalhado ligue imediatamente para 0800 642 3341. Nunca o force a voltar para a água. Caso o animal esteja preso à rede dentro da água, não se aproxime. A presença de embarcações pode estressar ainda mais o animal. Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados. Colabore com a sensibilização e a conscientização da comunidade.
Foto Protocolo de Encalhe da APA da Baleia Franca / Divulgação

(Release do Instituto Australis / Projeto Baleia Franca  publicado na íntegra pelo http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/)