sábado, 28 de março de 2020

UMA MESA PORTUGUESA, COM CERTEZA!

Foto Divulgação
Camarão com molho de mostarda 

Ingredientes
 4 colheres de sopa de azeite de oliva
700 gramas de camarão
3 a 4 dentes de alho esmagados/cortados
1 cebola pequena cortada bem fina
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 copo de vinho branco seco
1 colher de sopa de caldo de galinha liquido
1 1/2 colher de sopa de mostarda
sal e pimenta a gosto (opcional)
 tempero verde (salsa / cebolinha) - opcional

Modo de Fazer:
Em uma panela esquente 2 colheres de sopa de azeite de oliva e coloque o camarão (fogo baixo). Mexa sempre até o camarão estar quase no ponto. ( + - 5 minutos).
Deixe esta panela de lado. Posteriormente finalize o camarão ao ponto junto com o molho.
 Em outra panela faça o molho (fogo baixo):
 esquente as 2 colheres de sopa restantes do azeite de oliva e doure a cebola. Acrescente em seguida a farinha de trigo e mexa bem por cerca de 1 a 2 minutos.
Acrescente em seguida o vinho, caldo de galinha liquido e a mostarda e mexa bem por cerca de 1 a 2 minutos. Acrescente mais vinho caso deseje mais aguado ou menos cremoso.
Misture o molho com o camarão que está na outra panela (fogo bem baixo), mexendo sempre, deixe cozinhar por cerca de 2 minutos até o camarão estiver no ponto.

( Fonte: http://receitas101.blogspot.pt/2009/08/camarao-com-molho-de-mostarda.html)

MAR DE POETA

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viagem sem rumo
e sem fim,
como a dos ascetas
e dos apaixonados,
fadados ao êxtase
e ao naufrágio

NA ILHA POR VEZES...

Na ilha por vezes habitada
Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste
José Saramago

BÁSICO & CLÁSSICO

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul como o diabo e todos nós gostamos!

O VENTO QUE MUDA!



Foto Fernando Alexandre

"Vento sul suja,
vento sul limpa"
(Dito Popular)

O NAUFRÁGIO DA "CHATA" NO PÂNTANO DO SUL



Comandante Zenaide, pescadora e quituteira do Pedacinho do Céu Restaurante, e Seo Vadinho, pescador e dono do Bar e Restauraste do Vadinho, do Pântano do Sul, falam sobre o navio que naufragou na praia nos anos 50 do século passado.

O NAUFRÁGIO DO NAVIO GUARARÁ


Navio Guarará, pertencente a Companhia Internacional de Transportes; 482 toneladas de registro; tripulação de 23 pessoas. Esses dados foram retirados do jornal "O Dia" (Curitiba, 9 de outubro de 1940, p.3) que faz referência ao quase naufrágio ocorrido "nas alturas do Cabo de Santa Marta". Na edição do mesmo dia, contudo, no Rio de Janeiro, “O Jornal” (p.6) trás mais informações sobre o ocorrido sob o título “O navio Guarará arribou o Porto de Florianópolis”. De acordo com a edição, a avaria sofrida pela embarcação foi “extrema gravidade”, que com a inundação dos porões correu risco de soçobrar [algo que viria a acontecer 14 anos depois, conforme será relatado a seguir]. 

Sobre o naufrágio, o “Jornal do Brasil” (Rio de Janeiro) na edição de 16 de junho de 1954 (p.11), sob o título “Naufragou à altura do Farol dos Náufragos, em Florianópolis”, traz uma série de informações sobre a embarcação e o infeliz ocorrido. O navio carvoeiro Guarará, “conduzia um carregamento de carvão de Imbituba para o Rio de Janeiro. De acordo com a mesma edição, o navio deslocava 650 toneladas e segundo tripulantes “somente quando o navio singrava as águas fronteiras ao porto de Florianópolis que se notaram o rompimento dos porões”. As medidas do comandante de mudar de rota para que o navio pudesse chegar a capital catarinense não surtiu o resultado esperado, tendo a embarcação afundado à passagem do “Farol do Náufragos” (Farol dos Naufragados). Todos os tripulantes foram salvos.

Na edição do jornal "Correio da Manhã" de 18 de dezembro de 1958 (p.16), traz a informação de que o Tribunal Marítimo indeferiu o pedido de arquivamento do processo de encalhe e naufrágio do Navio Guarará, formulado pelo Procurador Gilberto de Barros, dando ordem "a volta dos autos a Procuradoria, para que represente contra a armadora (...) [já citada anteriormente] e o comandante Antônio Coelho Neto, pelos fundamentos que serão aduzidos nos autos pelo relator Braz da Silva". Espero ter contribuído. Melhores cumprimentos, 

(Ticiano Alves é especialista em Arqueologia Subaquática pelo Instituto Politécnico de Tomar/Portugal e doutorando em Arqueologia (ramo naval) pela Universidade de Coimbra.)

* Texto publicado originalmente pelo INSTITUTO LARUS  em 30 de Outubro de 2016.

sexta-feira, 27 de março de 2020

MAR DE POETA

Foto Fernando Alexandre
velas hasteadas
quintal de águas
viagem sem fim

PRA ENTENDER...

Mar com ardentia, ou ardencia (no manezês)

ARDENCIA - Plânctons que brilham no mar em noites sem lua.
ASSUCEGAR - Sossegar.
CASTALHO - Suporte de madeira da mesa de prensa dos engenhos de farinha.
ENCARNADO - Ficar a fim, muito interessado em alguma coisa ou pessoa. Também vermelho.
IR À FONTE - Lavar roupa.
TOMAR UMA BAGA - Tomar uma pinga, uma cachaça.
ZANGARILHO - Equipamento utilizado para pescar lulas, formado por diversos anzóis sem barbelas. O mesmo que zangarejo.
(Dicionário da Ilha - Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina).

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

MAR DI CAVALCANTI

Pescadores-  Óleo sobre tela -   Di Cavalcanti - (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976)

DE BRUXAS, LOBISOMENS E CRENDICES!

Causos da Ilha de Santa Catarina!

CAMINHOS...

Foto Ninguem Sabonome
Trilha que levava a Praia Brava, em 1983

quinta-feira, 26 de março de 2020

DE POEMAS & QUARENTENAS

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Mimico Ewerton

Silêncio!
Escute as palavras
Mudas de cio

(Fernando Alexandre)

TEM SARDINHAS NA MESA


Sardinhas assadas com limão e orégano

Prato Principal

Ingredientes
Número de doses: 6
12 sardinhas frescas e limpas
4 colher (sopa) de azeite de oliva
4 colher (sopa) de oréganofresco picado
Sal e pimenta

Preparação
Corte 1 limão em fatias finas. Faça raspas com a casca do segundo e esprema o suco.
Corte as cabeças das sardinhas. Coloque as sardinhas em uma assadeira ou travessa refratária que acomode as sardinhas em uma única camada.
Coloque as fatias de limão dentro dos peixes, cubra com o suco de limão e o azeite. Polvilhe as raspas de limão e o orégano picado, tempere com sal e pimenta a gosto.
Asse em forno pré aquecido (190°C) por 20-30 minutos, ou até que as sardinhas estejam macias.
Sirva guarnecido com pedaços de limão.

(Do https://pt.petitchef.com/)

DE CARA PRO SUL

Foto Fernando Alexandre

AS MÃOS...


como se numa dança
por entre as mãos
se faz o caminho da rede

(torreira; 2016)

quarta-feira, 25 de março de 2020

NA MESA

Foto Divulgação
PEIXE À ESCABECHE

Ingredientes

1kg de filés de pescada ou qualquer peixe branco
Tempero misto
6 colheres (sopa) de azeite de oliva
Farinha de trigo para empanar
6 ovos cozidos em rodelas
Azeitonas para decorar

Escabeche

1 xícara de azeite de oliva
4 cebolas em meia-lua
2 dentes de alho picados
5 tomates picados, sem pele e sem sementes
1/2 xícara de vinagre de álcool
1 colher (sopa) de extrato de tomate
1/2 xícara de tempero verde picado
1 cenoura ralada grosso
Sal e pimenta-do-reino branca moída 

Modo de preparo

1. Para o escabeche, aqueça o azeite e refogue o alho e a cebola.
2. Junte os tomates e refogue em fogo alto.
3. Acrescente a cenoura, o extrato de tomate e o vinagre.
4. Abaixe o fogo e cozinhe até a água evaporar, restando o azeite.
5. Tempere com sal e pimenta.
6. Tempere o peixe com sal e tempero completo.
7. Passe pela farinha de trigo e coloque em um refratário untado com azeite.
8. Cubra com mais azeite e leve ao forno médio para assar, por aproximadamente 40 minutos ou até dourar levemente.
9. Retire do forno e cubra com o escabeche.
10. Decore com os ovos e azeitonas.

Rendimento: 6 porções
ANTES DO INVERNO 
 Documentário sobre a Pesca Artesanal da Tainha em Bombinhas/SC

DE POEMAS & QUARENTENAS

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ventos de outono
na madrugada
                  acordam meu sono                  

(Fernando Alexandre - outono 92)

DOS MARES NÃO FUJO...


Ilustração: Guilherme Zamonner.


"Sou um Velho Marujo, um Velho Caramujo, e dos mares não fujo,
mesmo quando a maré não está para peixe. No escuro descubro os roteiros noturnos pra navegar seguro:
olhando o céu escolho o traçado de estrelas que me mostram o rumo.
Com a mala de conchas estourando de histórias, só viajo sozinho,
de carona ou escondido no casco dos navios.
Quando os barcos, no inverno, vão para mar aberto,
eu saio do “terraço” e vou para o porão;
mas lá tem muito rato e não é bom o espaço.

Se me sinto perdido me lembro do que disse um marinheiro amigo:
Um mapa-múndi e um átomo são, os dois, invisíveis,
dentro de um grão de areia cabe o deserto inteiro,
o sal em nossas veias também veio do mar-,
e eu de novo me encontro, vendo meu próprio rosto no rosto dos antigos.
Pode ter maremoto, temporal, meteoros, pode ter furacão e chover pedregulho,
mas não tem susto ou escuro que me tirem do prumo: sou um Velho Caramujo,
e dos mares não fujo.
Não vivo pro futuro: meu rumo é a viagem, e os mares não tem muro.
Eu quero é descobrir outros mundos no mundo. E se bate a tristeza vou soletrando, ao vento, letra por letra, atento, a palavra e-s-t-r-e-l-a, até sonhar sereias e senhas para os sonhos.
Não vivo pro futuro: meu rumo é a viagem, e os mares não tem muro.
Eu quero é descobrir outros mundos no mundo.
Se sou um Velho Marujo, um Velho Caramujo, dos mares não!, não fujo!"

Fragmento de texto do livro "Velho Caramujo",
de Josely Vianna Baptista, Editora Mirabilia.

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

segunda-feira, 23 de março de 2020

MINHA ILHA?

DESTERRO EM 1786
Minha ilha?

Minha ilha são muitas. Vasto arquipélago de palavras, costumes, cores, belezas e odores. Pedaços desgarrados ansiando, à deriva, sonhando com uma África distante, utópica. Cumprindo sua sina, sua saga. De frente para tudo, de costas para o infinito. Sempre abraçada, envolta pelo mistério profundo das águas, dos mares e oceanos que nos unem e nos separam para sempre.

Minha Ilha ?

Minha ilha ainda é a “”Meiembipe” dos “cariós”, amistoso povo da nação Tupi-Guarani que migrou do chaco paraguaio para cá no século XIII em busca do Atlântico. Primeiros moradores e donos absolutos por cerca de três séculos deste paraíso com mais de cem praias, lagoas, enseadas, muito verde e mar prá tudo quanto é lado. Amistosos e valentes “Cariós” que os primeiros navegadores aqui encontraram – antes mesmo desse tal “descobrimento” de 1500 – e dividiram com eles suas baías e portos seguros, sua água potável e abundante, sua madeira para os reparos nas embarcações, seu milho e sua mandioca. “Cariós” que os “descobridores” insistiram em chamar pejorativamente de “Carijós” (um tipo de galinha), e também em caçar e escravizar até a extinção em menos de dois séculos. Minha ilha continua “carió” no pirão d’água, no caldo de peixe, nas canoas de Guarapuvus, nas redes de pesca, nos balaios, nas palavras, na medicina, no seu imaginário.

Minha ilha?

Minha ilha , com certeza é portuguesa. E também muito açoriana nas 6 mil almas que aqui desembarcaram lá pelos anos de 1750. De ilha para ilha. Desterrados em Nossa Senhora do Desterro. Na memória e na bagagem, uma forte religiosidade, uma rica literatura popular, uma culinária diversificada, rituais, danças, festas. Minha ilha tem bruxas, lobisomens, boitatas. Bruxas açorianas, cariós, contemporâneas. Bruxas que resistem nos costões desertos, nos ranchos de canoa das poucas praias ainda isoladas, no meio de suas matas cada vez mais devastadas, no fantástico imaginário de seus moradores: “...Tosca marosca, rabo de rosca / Aguilhão nos teus pés / E relho na sua bunda / Por cima do silvado e por baixo do telhado / Aqui vamos nós com mil diabos.”

Minha ilha? 

Minha ilha não quer ser Florianópolis. Não quer homenagear nenhum “marechal de ferro” sanguinário, que depois de fuzilar quase duzentos de seus filhos troca o nome da cidade para humilhá-la e espezinhá-la ainda mais. Minha ilha não quer ser Miami. Não quer abrigar esse turismo predatório que transforma tudo numa mesma coisa em troca do dinheiro fácil e rápido. Minha ilha quer continuar sendo diversa e variada, alegre e colorida.

Minha ilha?
Minha ilha tem um povo simples, alegre, que fala “ansim, ansim, cantadinho, cantadinho, num tem?”. Um tal de “manezês”, essa estranha, surpreendente e sonora língua que causa “invejume” em muitos e tá sempre “istrovando” o chamado português culto. Minha ilha é mulher generosa, cortesã que sempre abrigou todos em suas reentrâncias, cantos, encantos e recantos. Todos. Navegantes, desterrados, amotinados, fugitivos, sonhadores.

Minha ilha?
Minha ilha é agora. E aqui.
(Fernando Alexandre)
( Crônica originalmente publicada na revista "Almanaque Brasil", fevereiro de 2000)

TUDO MACONHEIRO

Resultado de imagem para Vermelho olho de boi peixe"
Sempre atentos! Mesmo em cardumes, os vermelhos olho-de-cão mantém seus olhos bem abertos! 
Na ilha de Santa Catarina, são também conhecidos como "olho de boi" e "maconheiro"!

DE POEMAS & QUARENTENAS


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Incenso aceso 

Olho o mundo 

Mudo de senso 


(Fernando Alexandre - inverno 89)


GIGANTE DO MAR

Foto Anselmo Döll
Tocorimé Pamatojari, o maior navio a vela de madeira construído no Brasil.
120 pés
160 toneladas

Via Anselmo Döll - https://www.facebook.com/anselmo.doll?fref=ts

AS MARCAS DO AMOR


Foto Alcides Dutra
TODO MORDIDO...
... e as marcas são compatíveis com os dentes dos próprios golfinhos. Como eles tem uma atividade sexual intensa, imaginamos que a festa deve ter sido inesquecível.
Próximo a Ilha Moleques do Sul - Florianópolis - SC.

Curta a página do INSTITUTO LARUS.

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

domingo, 22 de março de 2020

DE POEMAS & QUARENTENAS

Resultado de imagem para sOZINHOS NA PRAIA

Sozinho
Meu só
procura
O seu nós

(Fernando Alexandre - Outono 2020}

A FELICIDADE DE QUEM FAZ O QUE GOSTA

Foto Fernando Alexandre
Capitão Ademir, depois de horas solitárias no mar, exibe os troféus do dia!
Pântano do Sul



MÃOS NÃO MENTEM...

Uma exposição marcante realizada em Newlyn, Inglaterra, captura a dura vida dos pescadores através de uma série de estudos fotográficos das suas mãos.

O trabalho dos pescadores é o mais perigoso que existe em tempos de paz. Mas acima dos perigos de estar no mar estão as dificuldades do dia-a-dia: puxar redes e cordas molhadas, desmalhar e arrastar caixas de peixe. O ato de pescar para o mercado acaba com as costas, e deixa as mãos e os lábios rachados. São essas dificuldades diárias que a fotógrafa Biljana Lipic apresenta em "Mãos de Pescadores", na Galeria de Newlyn, Inglaterra. Biljana observou os pescadores na costa sudoeste e tirou fotos de suas mãos como forma de relatar o que a pesca comercial implica no século 21.

"Vários pescadores têm pedaços de seus dedos faltanto - é parte do perigo do trabalho", explica Biljana. Na verdade, ao longo dos últimos 10 anos, 529 pescadores britânicos sofreram ferimentos graves, além dos 94 que perderam suas vidas no mar. "Eu estou interessada nas histórias que as mãos dizem por si mesmas", diz Biljana. "Não se trata apenas de olhar para elas como parte do corpo, mas também algo que é integral para o trabalho. Algo que estes homens dependem para a sua sobrevivência. "

Veja as fotos clicando aqui.

(Do http://www.observasc.net.br/pesca/index.php/noticias/pesca/1525-2015-02-06-13-45-11)


fishermens hands780a

EMBANDEIRADA

Foto Fernando Alexandre

sábado, 21 de março de 2020

DE POEMAS & QUARENTENAS

Menino travesso
Procurando sempre
Palavras pelo avesso

(Fernando Alexandre)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Sebastião Salgado
Pescadores de Atum - Sul da Itália

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

Natureza retrô!

TEMPO DE SARDINHAS


Foto Divulgação


Sardinhas ao Molho
Ingredientes
6 colheres (sopa) de azeite de oliva 
1 colher (sopa) de vinagre 
2 dentes de alho 
3 tomates sem pele e sem sementes 
1 kg de sardinhas limpas
 sal a gosto 
pimenta a gosto 
sálvia 
salsinha 
cebolinha
Preparando o Prato 
Misturar 3 colheres de azeite com o vinagre, a sálvia, a salsinha, a cebolinha, o alho e os tomates picadinhos, sal e pimenta. Acomodar as sardinhas numa travessa refratária untada com azeite e cobrir com metade da mistura de temperos. Assar por 10 minutos. Virar com cuidado as sardinhas, cobrir com o restante dos temperos e levar ao forno por mais 10 minutos.

MANEMÓRIAS

Mercado de cerâmicas no centro da cidade. Em algum final de século perdido na memória.
Foto Ninguemsabe Dequem.

DO EXÍLIO AO ASILO

Foto Murilo Mariano
A frota pesqueira do Capitão Ademir - Bar e restaurante-  o exílio do mané ou o asilo do mané,  pronta para navegar.


sexta-feira, 20 de março de 2020

DE POEMAS & QUARENTENAS

Resultado de imagem para Crianças brincando na praia
disso tudo 
uma certeza 
dessa brincadeira 
apesar da firmeza 
não sairemos vivo

 (Fernando Alexandre - verão 84)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Célio e as redes - Pântano do Sul

DANDO NOME...

Fotos Fernando Alexandre
Pântano do Sul

ÁGUAS PASSADAS...

Foto Fernando Alexandre
Águas passam, e se passam...

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

OUTROS SABORES



MARISCOS NA MESA!
E COM FRITAS...


Sem os belgas, não haveria o fish & chips, um marco na culinária inglesa e na memória de todos os brasileiros que passaram um tempo estudando ou trabalhando em Londres. É que os belgas inventaram as pommes frites, as batatas fritas. E os belgas inventaram também as moules & frites, prato que conheci em Liège - cidade natal de Georges Simenon, criador do inspetor Maigret. A idéia de servir mexilhões cozidos com batata frita foi uma revelação. É simples, barato, bonito, gostoso, diferente e rende uma sobra sensacional para ser aproveitanda no dia seguinte - o caldo de marisco. Fiz o prato várias vezes em casa, é popular entre as crianças.

É o tipo de rango-evento que tem um ar de aventura - como o fondue. É assim que eu faço, para 4 pessoas (os ingredientes, exceto as batatas, são para ser divididos em duas panelas grandes, porque os mariscos não cabem numa só, a opção é fazer em dois turnos):

- 5 kg de mariscos frescos (vivos, é claro, jogue fora os mariscos que estiverem escancaradamente abertos)
- 2 cebolas grandes, 6 dentes de alho, louro
- 2 copos de vinho branco
- 2 fatias generosa de manteiga ou margarina
- sal marinho, grãos de pimenta
- 1 kg de batatas fritas

1. Limpar os mariscos, tirar as barbas. Botar eles numa cuia com água. Jogue fora os que não estiveram fechados
2. Preparar as fritas (uso fritas que são esquentadas no forno, por pura conveniencia)
3. Esquentar a manteiga, refogar cebola e alho nas panelas
4. Adicionar o vinho
5. Quando o vinho estiver fervendo, adicionar os mariscos, acrescentar pitadas de sal e os grãos de pimenta, dar uma rápida mexida, tampar, manter em fogo médio
6. Em geral, os mariscos se abrem em questão de minutos. Deixe-os cozinhar por mais alguns minutos (tipo cinco, depois de começarem a abrir). Dispense os que não abriram
7. Sirva com as batatas fritas Guarde o líquido que ficou na panelas. É ouro. Os marisco soltam um caldo quando cozidos, perfeito para uma sopa no dia seguinte. Dizem que faz bem para ressaca.

Thomas Pappon , tarrafiado do blog BBC à mesa .
(Saiba mais no www.bbcbrasil.com.br )

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Andréia Marucci
Campanhas, praia da Armação