segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Foto Manjuba Dacosta
Se tens sardinha não andes à cata de peru!
(Dito popular praieiro português)

JOÃO E O MAR!


TRABALHADORES DO MAR

 Foto Fernando Alexandre
"Lôro" - Pântano do Sul

TEM CAMARÃO NA MORANGA


Camarão na moranga (com leite de côco)

Camarão na moranga é um prato cremoso e típico da culinária brasileira. Apesar do tempo de preparação ser um pouco longo, o camarão na moranga é simples e sofisticado, ideal para nossos finais de semana, entre amigos e familiares. Nas festas de casamento, ele pode ser servido como entrada, em mini-abóboras. Fica lindo e requintado. Então, se deseja um prato para impressionar, aqui está a receita detalhada e em vídeo: Sem esquecer que também é sem glúten (aos adeptos da dieta).

Ingredientes
Número de doses: 6
Moranga :
1 abóbora moranga média (3,5 kg)
1 1/2 cebola picada
3 dentes de alho
3 col. azeite
sal à gosto
pimenta à gosto

Marinada de camarão:
700 gr de camarões limpos (e crus)
sumo de 1 limão verde
2 col. sopa de azeite
1 col. chá de sal
1 col. chá pimenta (do reino)

Creme :
200 ml (1 copo) de caldo de camarão (água + 1 tablete de camarão)
1 col sopa de fécula de batata (maizena ou farinha)
2 col. sopa de azeite
1/2 cebola
2 dentes de alho
3 tomates pelados e sem semente
1/4 de pimentão vermelho
200 ml leite de côco (1 vidro)
200 gr de requeijão (ou cream cheese)
1/4 maço (30 gr) de cebolinha
1/4 maço (30 gr) de salsinha (ou coentro)

Preparação
Corte a tampa da moranga e retire as fibras e as sementes.
Numa tigela, coloque a cebola e o alho já picados, mais o azeite. Misture e esmague-os com a ajuda de um pilão (coloque sal e pimenta a gosto, se desejar).
Coloque essa mistura dentro da moranga e espalhe-a com a ajuda de uma colher. Cubra agora a moranga (com a tampa) com o papel alumínio.
Leve ao forno a 180°C em média 1 hora (verifique o cozimento).
Marinada: Numa tigela, coloque os camarões, o sumo de limão, sal e pimenta. Deixe na geladeira por 30 minutos.
Creme: numa panela, aqueça o azeite. Coloque o alho, a cebola e o pimentão (já picados).
Deixe-os refogar e junte os tomates pelados. Deixe-os ainda refogando por mais uns minutos.
Acrescente o leite de côco. Quando começar a ferver, junte a marinada de camarão. Misture. Baixe o fogo. Tampe e deixe cozinhar de 10 a 15 minutos. (verifique se o camarão está cozido).
Dissolva o tablete de camarão na água quente. Em seguida, coloque num copo, a fécula de batata e verta um pouco desse caldo. Mexa rapidamente para não empelotar. Coloque mais um pouco de calda e mexa novamente (até terminar o caldo).
Verta/despeje o caldo na panela. Misture bem e deixe engrossar o creme. Acerte o sal se necessário. Apague o fogo e acrescente o requeijão, salsa e cebolinha. Mexa novamente (até dissolver o requeijão/creme de leite).
Coloque o creme dentro da moranga. Se desejar, decore com cebolinhas picadas.
Bom apetite!! Sirva com arroz.

(Do https://pt.petitchef.com/)

MAREGRAFIAS

Olhar e clique da Duda Hamilton
Na beira do mar...

AS BALEIAS QUE NOS VISITAM...

Foto Projeto Baleia Franca
 A Baleia Franca é um mamífero marinho, da ordem dos cetáceos e da sub ordem dos misticetos, mamíferos que possuem filtros alimentares no lugar dos dentes, conhecidos como BARBATANAS.

Durante o período em que estão aqui, as baleias francas realizam atividades de descanso, natação, brincadeiras entre maes e filhotes e atividades sociais. Durante o descanso, podemos observar as baleias francas boiando na superfície, movimentando-se lentamente com as correntes marinhas! A natação é bastante lenta, e ocorre próximo a superfície, podendo ocorrer mergulhos longos porém não muito profundos quando estão em deslocamento.

As brincadeiras são o que chamamos de atividades aéreas, e incluem saltos, batidas de cauda, batidas de cabeça, batidas de nadadeira peitoral e movimentações do corpo na superfície, sendo muito comum observar os filhotes nadando ao redor e por cima do corpo da mãe! 

As baleias francas em geral são solitárias, sendo a única relação um pouco mais duradoura a dos filhotes recém-nascidos que permanecem com suas mães durante o primeiro ano de vida. Contudo, grupos contendo várias baleias francas podem ser observados quando engajados em atividades sociais que envolvem o acasalamento. Nestas ocasiões, várias baleias francas macho tentam copular com uma única fêmea, comportamento reprodutivo característico desta espécie e que pode ser observado ocasionalmente aqui em SC! 


(Do Projeto Baleia Franca)

domingo, 18 de agosto de 2019

ORA ORA, POIS POIS...

"O peixe deve nadar três vezes: em água, em molho e em vinho"
(Ditado popular, via Portugal)

PRIMAVERA NOS DENTES

Foto Fernando Alexandre

Sendo cedo
A manhã sendo!

(Fernando Alexandre)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul

O CAMARÃO DE CARMEM MIRANDA


Foto Tocumfome Pereira 
Ensopadinho com chuchu
Camarão ensopado com chuchu é um prato que faz parte das mesas de quase todo o litoral brasileiro.
Cantado em versos por Carmem Miranda.
Um clássico da culinária praieira!


Ingredientes
500 gramas de camarões médios descascados, limpos, lavados e escorridos.
Sal e  Pimenta do reino
2 colheres (sopa) de salsa
1 colher de manjericão ou alfavaca picada
2 colheres (sopa) de manteiga ou azeite
1 cebola média picada
4 dentes de alho picados
2 tomates grandes picados
2 chuchus médios cortados em cubinhos

Preparando
Salgue os camarões e acrescente uma pitada de pimenta do reino. Aqueça uma panela, coloque a manteiga, junte a cebola, o alho e doure levemente. Acrescente os tomates e os chuchus. Reduza o fogo para brando, tampe a panela e cozinhe mexendo de vez em quando, até os chuchus ficarem macios, mas não desfeitos. Acrescente os camarões e cozinhe-os de três a cinco minutos. Desligue o fogo, acrescente a salsa e o manjericão. Sirva com arroz branco acompanhado de farinha de mandioca.

sábado, 17 de agosto de 2019

DANDO NOME

Foto Murilo Mariano

Pântano do Sul

TRIBUZANA Á VISTA!




 RAJADAS DE VENTO CHEGAM A 80KM/HORA

Rajadas de vento intensas a partir do final da madrugada no Litoral Sul (maior que 70 km/h com direção o sudoeste/sul), na manhã na Grande Florianópolis (maior que 80 km/h e direção sudoeste/sul) e a tarde no Litoral Norte (maior que 80 km/h e direção ao sul/sudeste) devido a passarem de uma Frente Fria pelo oceano.

Inicio: 18/08/2019 às 05:00.
Fim: 19/08/2019 às 12:00.

RECOMENDAÇÕES DA DEFESA CIVIL

Ventos fortes: proteja-se em local abrigado e distante das janelas, ao ar livre longe de placas, de árvores, de postes de energia e de objetos que podem ser arremessados.

NA PRAIA...


HOMENS E ALGAS

Foto Fernando Alexandre  
"Bem que os conheço a todos eles! Nasci também à beira do mar e guardo dentro do coração, como num búzio, a grande voz que embalou a minha infância e que, um dia, ainda chegará até mim, quando eu for descansar no alto da verde colina do Senhor dos Passos.

São os meus velhos amigos pescadores, esses homens cor de salmoura, de mãos lanhadas e pés descalços, que cheiram a sargaços moles e a limos esfiados. Bem que os conheço a todos eles: sei-lhes os nomes simples e as alcunhas pitorescas: o Antônio Adriano, o Doca, o Boi d’Água, o José Rainho, o Jango Maneta... Falo-lhes sempre a rude linguagem que eles gostam, sem iscas, sem malhas e sem peraus, ausculto-lhes as fundas palpitações dos seus desejos, ouço-lhes as amargas incertezas do mundo em que labutam; sinto-lhes as vidas cheias de ameaças, de tormentos, de resignações mudas e tranqüilas.

De alguns ouvi-lhes contar os perigos do mar alto, quando o vento sul, cheio de uivos e ameaças, levantava muros de água negra, e os filhos que morreram pequeninos, queimados pela sezão ou esvaídos em sangue; e as fomes que suportaram, numa cova de praia, no rancho sem esperanças e sem lumes! De outros, já mortos – o velho Quincas, o João Flores, o Anselmo, o Bochechudo, o Lourenço Carpes – conheci-lhes os corações e sem remorsos, e vi-lhes os cadáveres tristes, emagrecidos, rígidos, com os pés amarrados, dentro das suas mortalhas de riscadinho.

Bem que os conheço a todos eles, esses homens encardidos de babugem, de mãos duras e dedos picados pelos espinhéis, cheirando a lodos e a alcatrão. Sei das suas misérias,as canseiras, do seu abandono e das suas desesperanças sem remédio. Já vi os seus corpos em todas as posturas, cercados de areias, sem olhos, das bocas roídas, os ventres túmidos e podres, numa volta de praia – onde o mar atira sempre as escórias.

Entre bóias fendidas de cortiça, velhos pedaços de cordas e grandes rolos de algas e águas-vivas, alguns homens dormem ao sol: são pescadores fatigados, seminus, que repousam nas areias opacas, depois de uma noite de vigílias secas e de cansaços estéreis. Dormem misturados aos rebotalhos das redes e aos detritos úmidos nas vagas, ligados no mesmo destino e confundidos nas mesmas causas – homens e algas cuspidos todos numa praia, sob o sol dourado e vivo: as algas pelo mar e os homens pela miséria e abandono."

 
(Fragmento de "Homens e Algas") Othon d’Eça (1892-1956) nasceu na antiga Desterro, Ilha de Santa Catarina/Brasil. “Homens e Algas” foi seu último livro.
Foto Pedro Manjuva
Quem quer sardinha assada chega-lhe a brasa..."

(Dito popular praieiro)

IMPREVISÕES TEMPORÁRIAS


Foto Fernando Alexandre
Tantos outonos no chão
primaveram invernos
nesse verão
(Fernando Alexandre)

MAREGRAFIAS

Foto Andrea Ramos

A VENTANIA


Assovia o vento dentro de mim.
Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém,
Nem mesmo dono de minhas certezas,
Sou minha cara contra o vento, a contravento,
E sou o vento que bate em minha cara.

(Eduardo Galeano))

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

BOTANDO MAIS FOGO...


Foto Fernando Alexandre

Que o tinto tinja
tudo que tiver de tingir
Que o branco lave
tudo que tiver de lavar


(Fernando Alexandre)

MUDO DE IMENSIDÃO

Foto Andrea Ramos

"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kavadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:


- Me ajuda a olhar!"


(Eduardo Galeano, no "Livro dos Abraços")



Eduardo Hughes Galeano (Montevideo, dia 3 de setembro de 1940 - 13 de abril de 2015), jornalista e escritor uruguaio. Com dezenas de títulos publicados, é autor, entre outros, de clássicos como "Las Vienas Abiertas de Latino América".

BACALHOANDO!



Postado por Joana Nobre 

Peixe salgado seco é o produto elaborado com peixe limpo, eviscerado, com ou sem cabeça, tratado pelo sal (cloreto de sódio), e devidamente seco, não podendo conter mais de 40% de umidade para as espécies consideradas gordas, e até 5% a mais de umidade para as espécies consideradas magras. No mercado brasileiro existem 5 tipos diferentes de peixes com esta característica: Gadus morhua (Cod ou Bacalhau do Atlântico), Gadus macrocephalus (Bacalhau do Pacífico), Pollachius virens (Saithe), Molva molva (Ling) eBrosmius brosme (Zarbo). Segundo a Portaria 52 de 2000, somente poderá ser denominado como bacalhau o produto salgado ou salgado seco elaborado com as espécies Gadus morhua , Gadus macrocephalus e Gadus ogac (Bacalhau Groenlândia). Deve constar na rotulagem do produto o nome científico da espécie utilizada. Nos demais casos, os produtos deverão receber a designação simples de “peixe salgado ou peixe salgado-seco". Como já sei foi o tempo em que bacalhau tinha preços acessíveis, é preciso saber reconhecer as diferentes espécies.

O Cod é o Bacalhau Legítimo ou do Atlântico , também conhecido no Brasil como “porto“ ou “porto morhua“. É pescado no Atlântico Norte e considerado o mais nobre. Normalmente é o maior, o mais largo e com postas mais altas. Tem coloração palha e uniforme quando salgado e seco; quando cozido, desfaz-se em lascas claras e tenras. Ele é identificado pelo formato da nadadeira caudal do tipo truncada, ou seja, com a extremidade reta.

Gadus macrocephalus, o Bacalhau do Pacífico, é muito semelhante ao Gadus morhua, e vem sendo comercializado há cerca de 10 anos no Brasil. No entanto, é diferente do Bacalhau do Atlântico: não se desmancha em lascas, é fibroso e não tem o mesmo sabor. Por isso, é um peixe mais barato e tem sido vendido como sendo Legítimo Porto.

O Saithe possui uma musculatura mais escura e sabor mais forte. Muito mais barato, é atualmente o mais importado e o campeão de vendas no nordeste brasileiro. É utilizado para bolinhos, saladas e ensopados, porque quando cozido sua carne desfia com facilidade. Ele é identificado pelo formato da nadadeira caudal do tipo furcada, ou seja, em forma de v.

O Ling é bem claro e mais estreito que os demais. Tem um bom corte e é muito apreciado no Brasil. Sua carne é clara e bonita, por isso atrai muitos compradores. Se diferencia do Zarbo por não ter as nadadeiras dorsal, anal e caudal não serem confluentes, ou seja, não se unem na região do pedúnculo caudal. Por isso os comerciantes dizem que ele tem "uma barbatana para cada lado".

O Zarbo é o mais popular e menos que os demais tipos. Neste caso, as nadadeiras dorsal, anal e caudal são confluentes, fato que leva os comerciantes a dizer que o zarbo tem uma "única barbatana".

Confira o site bacalhau.com.br e a cartilha orientativa para saber mais.

( Do http://www.observasc.net.br/)

MULHERES DO MAR

Redes, barco e balança para pesar o pescado fazem parte do rancho de Letinha (Foto: Valéria Martins/G1)

Pescadora de SC explica as alegrias do ofício e diz não sofrer preconceito

Nascida no Ribeirão da Ilha, Letinha diz que 'ir para o mar é o suficiente'.
Ela diz que comunidade elogia e acha corajosa a mulher que pesca.

Joana Caldas Do G1 SC

Redes, barcos, tainhas, curvinas, anchovas, mariscos, ostras e um rancho. Esta é a vida de Marlete Odete da Cunha, conhecida como Letinha, moradora, pescadora e maricultora do Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Ela pesca há 26 anos e diz nunca ter sofrido preconceito por ser mulher e exercer esse ofício. "Elogiam bastante, acham bonito, corajoso", conta.
Além de pescar e fazer cultivo e ostras e
mariscos, Letinha vende congelados
(Foto: Valéria Martins/G1)

O Ribeirão é localizado no Sul da Ilha de Santa Catarina e é lá que Letinha trabalha no rancho que divide com outros pescadores, em meio às redes, ao barco que tem com o marido e à balança, para pesar os peixes. Atualmente com 55 anos, ela começou a pescar aos 29, quando se casou. O marido, também pescador, foi quem a ensinou não somente as técnicas, mas também as alegrias de se estar em um barco na água.

"Só em ir pro mar já é o suficiente. O mar ajuda a gente a arejar a cabeça. Vir bastante peixe na rede é uma alegria muito grande", descreve Letinha. Na casa em que morava quando criança, a cerca de 1,5 km da residência atual, a menina já tinha o exemplo no próprio lar. O pai era pescador e, na infância, Letinha já fazia tarrafas, um tipo de rede, e gostava de pegar camarão. Mais velha, brinca que, para completar o gosto que já tinha pelo ofício, "casei também com um que gosta de pescar".

Na família, são ela e mais 12 irmãos. Desses, três homens e duas mulheres, incluindo ela, pescam. A especialidade de Letinha e do marido inclui tainhas, curvinas, anchovas, berbigão, siri e o cultivo de ostras e mariscos. E a profissão não é apenas da boca para fora: a catarinense é associada e tem carteirinha do Sindicato do Pescadores do Estado de Santa Catarina (Sindipesca).

Dificuldades
Viver da pesca, porém, não é uma tarefa fácil para a família, que, além do marido, inclui um filho de 30 anos. O que retira do mar, ela vende para peixarias da cidade e restaurantes do próprio Ribeirão. Também aparecem compradores no rancho dela procurando, principalmente, ostras. Contudo, Letinha e o marido possuem também outras fontes de renda.

A pescadora vende congelados para complementar o orçamento da casa. "Faço bolinho de camarão, de peixe, de berbigão", explica. A fonte dos alimentos vem do que é pescado pelo casal, com execeção do camarão, que "aqui, quase não dá", como diz Letinha. Os congelados são vendidos para restaurantes no próprio Ribeirão e em outros de toda a cidade, incluindo a parte continental.

O marido de Letinha trabalha como porteiro de um prédio no Centro de Florianópolis. Apesar da influência em casa, o filho não quis ser pescador. A vida pode ser um pouco difícil, mas, a julgar pelo conhecimento que Letinha tem das redes e do cultivo de ostras e mariscos, ela ainda tem muitos anos pela frente como pescadora e maricultora no Ribeirão.

(Do http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/)

MAR DE TODOS

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

LUA DE ONTEM

Foto Silézio Sabino

FALANDO DO CAMPECHE

Acervo: Casa da Memória de Florianópolis
MEMÓRIA DO CAMPECHE – 1970


A Unidade de Paisagem da Planície do Campeche, constitui integralmente a Unidade de Território Planície Central com matriz de planície sedimentar, em parte inundável, e nas últimas décadas foi afetada pela ocupação clandestina e legalizada, que prejudicou sobremaneira os ecos-sistemas naturais, principalmente pela carência de infraestrutura de saneamento, além de extensividade da urbanização, comprometendo a paisagem natural.

A planície está integrada pelas localidades do Campeche, Areias, São Sebastião e pelos balneários do Campeche e Morro das Pedras na parte Leste; Carianos e Aeroporto, na parte Oeste e Tapera e Alto Ribeirão na parte Sul e Sudoeste. Na porção Leste, os cordões dunares, em sua maioria já fixados pela vegetação, formam pequenas lagoas e banhados intradunas, que armazenam águas de chuva e de superfície. A hidrografia e dominada pelo rio Tavares que, formado na encosta Leste dos morros da dorsa Central é alimentado por diversos córregos e riachos em seu trajeto pela planície, desembocando na baia interior, em sua porção Sul, formando manguezal de importante função ecológica junto à foz.
As lagoas da Chica, quase totalmente aterrada e a Pequena, de dimensões reduzidas, mas mais profunda, são as principais lagoas de retenção de águas pluviais. A planície é recoberta por vegetação de mangue, restinga e floresta de planície quaternária, distribuídas em manchas isoladas por vegetação de gramíneas de regeneração decorrente de desmatamento. Junto aos extensos cordões dunares que se estendem ao longo da praia, a vegetação de transição entre as dunas e a restinga é característica local.

A paisagem de matriz rural sofre ainda com a rápida transformação em diversas partes da planície, com destaque para a urbanização extensiva, legal e clandestina na porção Leste, com maior concentração e densidade junto à orla.

Uma grande área não ocupada e pertencente à União vem sendo alvo de pressões ocupacionais por loteamentos oficiosos. Há de destacar que a urbanização, irregular ou oficial, de modo indiferente ocupou a planície, gerando a necessidade de planejamento, que ocasionou embates entre associações comunitárias, grupos ambientalistas e técnicos de diversas instituições de ensino superior e áreas do conhecimento, que vem sendo discutido atualmente na elaboração do Plano Diretor da Planície do Campeche.

TEMPO DE SARDINHAS & MANJUBAS

Foto Arquivo
Crocante com Molhos

INGREDIENTES


 Para a manjubinha:

12 manjubinhas limpas
Suco de 2 limões
300 g de farinha de semolina, ou o quanto baste
Óleo para fritar
Alecrim a gosto
Sal a gosto
Para o molho de pimenta e coentro:
1 pimenta verde
1 colher (sopa) de leite de coco
1 dente de alho
15 folhas de coentro
1 raiz de coentro
1 colher (chá) de açúcar mascavo ou cristal
1 colher (sopa) de Nampla (molho de peixe)
Suco de 1 limão

Para a vinagrete de tomate e abacate:
3 tomates (de preferência verdes e orgânicos)
½ cebola roxa
1 abacate maduro (firme)
Limão a gosto
3 colheres (sopa) de azeite extravirgem
Sal a gosto
10 folhas de hortelã
½ pepino japonês

MODO DE PREPARO

​ Para a manjubinha:
Passe o peixe no limão com alecrim e depois empane na semolina. Frite em óleo quente até dourar e sirva com molhinho de pimenta e vinagrete.
Para o molho de pimenta e coentro:
Bata tudo no liquidificador e reserve.

Para a vinagrete de tomate e abacate:
Corte tudo bem picadinho e misturar bem.

REUNIÃO DE PAUTA

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul

O HOMEM DO FAROL

Foto sem nenhum crédito
RUBEM BRAGA E O HOMEM DO FAROL 

É necessário vocação
na carreira de faroleiro.
Consta do serviço civil,
tem obrigação e direitos.
Porém não se entra nela como
em qualquer outra profissão:
entrar para ser faroleiro
é como entrar em religião.
É como entrar-se para a Igreja
num ordem contemplativa,
pois no alto cargo se cavalgam
vazios propícios à mística.
Na torre só, mais: isolado
de tudo o que faz transeunte,
habita a linha de fronteira
onde espaço e tempo se fundem.
O mar em volta do farol
é qual relógio sem ponteiros.
O faroleiro é só em si,
sem companhia nem do espelho.
O faroleiro é como nu,
ser devassado por janelas
que o cercam de todos os lados
e para o nada sempre abertas,
sobretudo para esse nada
que há na fronteira espaço-tempo:
o silêncio, que abafa como
almofada de algodão denso.
Ora o nada aberto ao redor
leva-o à posição uterina,
fechando-o ainda mais em si,
habitando a moela mais íntima,
ora dissolve o faroleiro,
que embora desperto se anula:
as vias da contemplação,
qualquer das duas se quer, usa.
Rubem Braga uma vez tentou
salvá-lo do não metafísico:
foi visitar um faroleiro
titular de uma ilha do Rio.
Rubem Braga logo decide:
não é homem de introspecção.
Vê que precisa de diálogo
esse afogado em tanto não.
De volta ao Rio, nos jornais,
lança um apelo: que doassem
vitrolas, rádios, qualquer voz
ao navegante sem navegagens.

(João Cabral de Melo Neto)

João Cabral de Melo Neto (Recife, 9 de janeiro de 1920 - Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1999) - Além de poeta, foi um diplomata brasileiro. Classificado como poeta da geração 45, terceira geração do modernismo, foi agraciado com diversos prêmios ao longo de sua carreira de escritor. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Pernambucana de Letras.

QUEM ME NAVEGA É O MAR...

A CAÇA AO CASCAÇÃO


NESTE SÁBADO ÀS 18:30


Sábado (17/8) tem lançamento de A CAÇA AO CASCAÇÃO, tradução do editor e poeta Vinícius Alves para o poema longo "The Hunting of the Snark".
 Prepare-se para uma das aventuras mais malucas criadas pelo reverendo, matemático, lógico e escritor inglês Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), mais conhecido por seu pseudônimo, LEWIS CARROLL.
No CIC dia 17/08, a partir das 18:30h, NO CIC (Centro Integrado de Cultura, Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica, Florianópolis - SC) sala Lindolf Bell.


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

PORQUE HOJE NÃO É SÁBADO!

Resultado de imagem para Estrogonofe de Ostras

Estrogonofe de Ostras

Ingredientes:

-2 cebolas médias
-2 tomates sem pele e sem sementes
- Alho, tempero verde e sal a gosto
-3 colheres (sopa) de azeite
-200 gramas de creme de leite
-½ xícara de água das ostras
- 36 ostras frescas desconchadas

Modo de Preparo:

Refogue com azeite os tomates, as cebolas, o alho, os temperos verdes e o sal. Acrescente as ostras e a água das conchas e cozinhe por 5 minutos. Acrescente o creme de leite e sirva com arroz branco.

(Receita do Paraíso das Ostras - http://www.paraisodasostras.com/)


Se o galo, na madrugada
Canta longo e sonoroso
Vem muito clara a manhã
E um dia de sol radioso
(Quadra popular registrada por A. Seixas Neto no séc. passado)