domingo, 9 de agosto de 2020

AS BALEIAS QUE NOS VISITAM...

Foto Projeto Baleia Franca
 A Baleia Franca é um mamífero marinho, da ordem dos cetáceos e da sub ordem dos misticetos, mamíferos que possuem filtros alimentares no lugar dos dentes, conhecidos como BARBATANAS.

Durante o período em que estão aqui, as baleias francas realizam atividades de descanso, natação, brincadeiras entre maes e filhotes e atividades sociais. Durante o descanso, podemos observar as baleias francas boiando na superfície, movimentando-se lentamente com as correntes marinhas! A natação é bastante lenta, e ocorre próximo a superfície, podendo ocorrer mergulhos longos porém não muito profundos quando estão em deslocamento.

As brincadeiras são o que chamamos de atividades aéreas, e incluem saltos, batidas de cauda, batidas de cabeça, batidas de nadadeira peitoral e movimentações do corpo na superfície, sendo muito comum observar os filhotes nadando ao redor e por cima do corpo da mãe! 

As baleias francas em geral são solitárias, sendo a única relação um pouco mais duradoura a dos filhotes recém-nascidos que permanecem com suas mães durante o primeiro ano de vida. Contudo, grupos contendo várias baleias francas podem ser observados quando engajados em atividades sociais que envolvem o acasalamento. Nestas ocasiões, várias baleias francas macho tentam copular com uma única fêmea, comportamento reprodutivo característico desta espécie e que pode ser observado ocasionalmente aqui em SC! 


(Do Projeto Baleia Franca)

FARSU VERANICU!


Foto Fernando Alexandre
Invernu sem muntu friu
Com um farsu veranícu
Nãu trás tainha na costa
I nem tainhóta nu riu
(Quadra popular registrada pelo prof. A. Seixas Netto no século passado)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

PREVISÃO DOS VENTOS



Foto Fernando Alexandre 
Urubú voando em circulo
Dando volta pra direita
É vento sul a espreita

(Dito popular registrado na ilha por A. Seixas Neto no século passado)

JACK O MARUJO

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- Muito oficial marinheiro não gosta das suas frases, capitão. Acham poéticas. Preferem a sabedoria empírica dos navegantes e não as sacadas que deslumbram as sereias.
- Não sabem que a técnica, quando se apaixona, vira poema, disse Jack o Marujo.

(Do Nei Duclós)

BEACH OFFICE

sábado, 8 de agosto de 2020

A Extinção da Pesca é a Mesma do Mané...

O Pandorgueiro, músico, compositor e artista plástico Valdir Agostinho, lá da Barra da Lagoa, dá o seu recado. Apresentação acompanhado da banda "Bernunça Elétrica" realizada no último dia 25/5/11 na UFSC.

SEIXAS NETTO, O BRUXO DO TEMPO


"O sonho do astrônomo, historiador, poeta e professor Amaro Seixas Netto era testemunhar a passagem do cometa Halley. Mas ele morreu dois anos antes, em 23 de maio de 1984, às vésperas de completar 60, vitimado por complicações causadas pelo diabetes. A cidade perdia assim um de seus três "bruxos", parceiro de Franklin Cascaes (1911-1983) e Meyer Filho (1919-1991) na luta pela preservação da identidade local. Sujeito de interesses múltiplos, capaz de longas conversas sobre qualquer assunto, Seixas Netto ficou célebre pelas previsões meteorológicas que, diz a lenda, não falhavam nunca. Autodidata, somava a intimidade com os ventos ilhéus à precisão dos equipamentos que, em alguns casos, ele próprio construía. Achava que o segredo era entender os sinais da natureza. Assim, conseguia estimar com semanas de antecedência o que iria acontecer. Escrevia para jornais e, mesmo com a péssima dicção - fruto do hábito tipicamente ilhéu de falar rápido -, tinha programas de rádio... ...Seixas Netto era um homem que parecia estar sempre na fronteira entre o visível e o invisível, a ciência e o misticismo.

Em "Gênese estelar e conceito de universo", livro publicado em 1969, ele revelou a convicção de que há vida além da Terra. "Os mundos habitados, no universo, escapam, certamente, a qualquer relacionamento em número; mas, em todo o universo, existe, inegavelmente, uma certa quantidade de mundos habitados por seres iguais aos da Terra. (...) Pode-se afirmar, considerando a alta percentagem probabilística, que há sistemas solares próximos com mundos habitados. Mas as distâncias são enormes e os métodos e instrumentais em uso hodierno ineficientes para medidas e comprovações", analisou. Em 1954, quando ainda nem tinha 30 anos, Seixas Netto já demonstrava erudição. "O átomo de hidrogênio, o mais simples desde o ponto de vista diagramático, consta, como estrutura fundamental, de um corpúsculo-eletrônico gravi-saltando ao redor de um núcleo, cujo ponto mais recôndito, mais íntimo, é um campo material de elevado nível de densidade na sua força de gravitação", diz um trecho do livro "A Geometria do Átomo".

"Nem deuses nem astronautas", de 1972, critica o famoso "Eram os deuses astronautas?", de Erich von Däniken, que vendeu milhões de exemplares. "Não passa de uma coletânea de 323 perguntas, todas lançadas a esmo", alfinetou Seixas Netto. "

(Perfil traçado pelo jornalista Maurício Oliveira no jornal AN, em 29/08/1999)

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

O MAIOR AMOR DO MUNDO

Foto Greenpeace
"Mas são a baleias, com seus 30 metros de comprimento e suas 130 toneladas de peso, que realizam o maior amor do planeta. A fêmea fértil chama o macho emitindo sons que se organizam em sedutoras canções. O macho surge como um torpedo e nada vigorosamente - a fêmea o segue.
Eles já se abasteceram com o grill, minúsculos camarões da Antártida, e estão geralmente nadando em bandos na direção dos mares tropicais.
O casal nada lado a lado, durante vários dias, sem precisar se alimentar. "Conversam" bastante. Quando finalmente se decidem em suas escolhas, os parceiros começam a deslizar suavemente os seus corpos, se estimulando muito. Depois as fêmeas batem as caudas nas águas suavemente e o macho nada colocando o corpo nas costas da companheira.
Logo depois eles nadam com o ventre colado, e assim ficam se conhecendo melhor. Por fim, quando estão prontos, começam a tomar distância, ficam frente a frente e, emitindo grunidos, nadam com muita velocidade um de encontro ao outro. Quando finalmente se encostam, vergam os corpos em postura vertical e se mantêm assim, equilibrando-se com as barbatanas e agitando freneticamente as caudas enquanto fazem amor.
Chegam a ficar alguns metros fora da superfície.
São 260 mil quilos de tesão nas águas dos mares tropicais."

( Do "Almanaque do Amor", de Bernardo Pellegrini e Maria Angélica Abramo -Editora Imaginário/ 1994)

PEGANDO CARONA NAS BALEIAS...



quinta-feira, 6 de agosto de 2020

NAVEGANDO COM O SOL

FOTOS DIVULGAÇÃO


O maior barco solar do mundo, o catamarã PlanetSolar, iniciará uma missão na Grécia para encontrar um dos locais mais antigos habitados pelo homem na Europa, anunciou um dos organizadores esta segunda-feira.
A partir de 11 de agosto, uma equipe de cientistas da Suíça e da Grécia buscarão uma "zona rural pré-histórica" no sudeste da península do Peloponeso, informou à AFP o pesquisador Jilien Beck, da Universidade de Genebra.

A missão, com duração de um mês, organizada em conjunto com a escola suíça de arqueologia e com o ministério da Cultura grego, fará buscas em torno da caverna Franchthi, no Golfo de Argos, onde os europeus primitivos viveram entre os períodos Paleolítico e Neolítico.

A caverna acabou sendo abandonada por volta do ano 3.000 a.C., mas os cientistas entendem que os habitantes devem ter construído uma cidade próximo dali. "Esta caverna foi habitada continuamente por cerca de 35.000 anos e temos razões para acreditar que, por volta do final da era neolítica, os habitantes se mudaram para um sítio vizinho que agora está submerso", disse Beck. "Se pudéssemos encontrar esta cidade, ela estaria entre as mais antigas da Grécia e da Europa", afirmou.

Construído na Alemanha, o PlanetSolar tem 31 metros de comprimento e é movido por painéis solares com cerca de 500 metros quadrados. Em 2012, o catamarã se tornou o primeiro navio a circum-navegar o planeta exclusivamente com energia solar. Em média, chega a alcançar uma velocidade de 7,5 nós ou 14 km/h.

Enquanto estiver na Grécia, a embarcação também será usada em pesquisa geofísicas e para auxiliar arqueólogos subaquáticos em seus trabalhos no Mar Egeu.

(Do http://info.abril.com.br/)

QUEM ANDA A NOITE...

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“Quando se anda a noite nunca se deve olhar para o lado direito. Tem que olhar para o lado esquerdo, lado do coração, ou pra frente. Se for olhar para trás, tem que virar todo o corpo, que é pra não ver lobisomem.”
(Dona Lina Alexandre – Lagoa da Conceição, em “Vozes da Lagoa” – Elaine Borges e Bebel Ourofino)
Orlando Azevedo 33 min · Lagamar / Superagui Tempesta Ver tradução A imagem pode conter: oceano, nuvem, céu, ar livre, água e natureza

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

OLHANDO ILHAS,ESPERO...

Foto Sítio dos Tucanos/Divulgação
Ilha Irmã de Fora, vista da Pousada Sítio dos Tucanos - Veja mais no www.pousadasitiodostucanos.com

O CANTO DO AMOR

Foto Taotransando Nomar
As baleias-jubartes também produzem seus sucessos musicais, e as canções mais pegajosas são as preferidas pela espécie, assinala um estudo australiano divulgado nos Estados Unidos. Os machos são os únicos que as cantam, talvez na esperança de cativar uma fêmea, de acordo com a pesquisa publicada na revista "Current Biology".
 Melodias mais "populares da temporada" costumam surgir das baleias que vivem no litoral leste da Austrália. O hit depois viaja ao longo do oceano entre as baleias. Segundo os pesquisadores os cantos viajam por todo o Pacífico Sul, da Austrália à Polinésia francesa, expandindo-se entre os distintos grupos de baleias, que começam a cantar a mesma melodia durante a época da cria. 

Como acontece com as canções da moda, as melodias não são muito originais, mas parecem "pegar" facilmente, explica a pesquisadora Ellen Garland, da Universidade de Queensland. O estudo, realizado ao longo de 11 anos, acrescenta que ainda é um mistério por que todas as baleias cantam a mesma canção quando seus esforços deveriam estar destinados a destacar-se ante o grupo.

(Da France Presse)

CONVERSA DE PESCADOR

Alan Arante Monteiro, primogênito da família de Seo Arante e pescador de tainhas nas horas vagas do inverno, também gosta de contar histórias e estórias de pescador. E é tudo verdade!

SEXO NO MAR - HOMOFILIA?



Golfinho ataca mergulhadores
O nome dado pelos nativos das Ilhas Cayman: Stinky. É um golfinho solitário que costuma frequentar as águas cristalinas do arquipélago caribenho.
Stinky se tornou um golfinho "tarado". Como não tem fêmeas para cortejar, ele passou a atacar sexualmente humanos, como este mergulhador do vídeo acima.
Alguns moradores acreditam que Stinky tenha sido expulso do seu grupo por ter comportamento sexual mais agressivo.

ÁGUAS PASSADAS

Foto Fernando Alexandre 

MAR DE POETA

Imagem relacionada

Somos sonhos 
fazendo hara-kiri

(Fernando Alexandre)

O MAR É MEU!

Agemiro e o seu mar - Atalaia, Luis Correia - Piauí

domingo, 2 de agosto de 2020

MAR DE POETA

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Cianídrico

Sereia chegada à costa
Expulsa expatriada
Foi viver no navio náufrago
Sem nada

Apenas imaginava

Se o canto funcionasse
E o homem descesse a escada
Se o amor não se afogasse
Nem ficasse pintado de azul

Não seria a sereia rouca
Arrancando as escamas
Da cauda.

(Adriane Garcia, em Só, com peixes (ed. Confraria do Vento, 2015)


DOMINGO, PORQUE HOJE É!

Foto Divulgação
COZINHA PORTUGUESA, COM CERTEZA!

O ensopado de peixe é feito principalmente na região do Algarve, Portugal. È um tipo da caldeirada enriquecido com gemas de ovo.

Ingredientes

- l kg de filetes (qualquer tipo de peixe de carne branca)
- 1,5 dl de vinho branco
- 1 colher de sopa de suco de limão
- 1 colher de sopa de azeite (ou óleo vegetal)
- 3 colheres de sopa de manteiga
- 1 cebola média, picada
- 2 pés de salsa, picados
- 3 gemas de ovo
- 4 a 6 fatias de pão torrado
- Sal e pimenta

Fazendo

Frite a cebola em manteiga e azeite, até ficar transparente. Acrescente os filetes de peixe, tempere de sal, deite o vinho e ferva em lume muito brando (cerca de 12 a 15 minutos). Retire o peixe com cuidado e mantenha-o quente. Bata as gemas com o sumo do limão e deite no tacho, mexendo muito bem.Ferva em lume muito brando até engrossar um pouco. Divida as torradas pelos pratos, coloque o peixe por cima delas e, por fim, o molho. Salpique com salsa e sirva imediatamente com batatas salteadas ou em puré.
Serve 4 a 6 pessoas.

(Receita de "Roteiro da Cozinha Portuguesa", de Edite Vieira Phillips - Editorial Presença)

sexta-feira, 31 de julho de 2020

TAINHAS: TERMINA SAFRA 2020

Empresas reivindicam aumento das cotas e mais licenças pra 2021

Safra termina com baixa captura

Com frota reduzida, safra industrial foi afetada por clima desfavorável. Traineiras trouxeram só 8% do limite autorizado

A safra da tainha de 2020 termina hoje com balanço negativo da frota industrial e abaixo da expectativa pros pescadores artesanais. As restrições na captura e as condições climáticas desfavoráveis estão entre os principais fatores que contribuíram para o resultado, segundo o setor.

De acordo com dados do monitoramento da secretaria Nacional da Pesca, apenas 8% da cota de 627,8 toneladas autorizadas pra frota das traineiras foi capturado, representando quase 50 mil quilos do peixe. Na frota de embarcações com emalhe anilhado, o percentual de captura foi de 40% da cota de 1196 toneladas.

A pesca industrial da tainha teve reduções nas cotas e no número de barcos licenciados. Foram apenas 10 embarcações na modalidade cerco/traineira, das quais oito de Itajaí, e 130 barcos com redes de emalhes, com captura restrita à Santa Catarina.

De acordo Agnaldo Hilton dos Santos, coordenador de câmara de Cerco do sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), além de menos barcos, fatores climáticos também influenciaram pra baixa produção, incluindo o ciclone que atingiu o estado no fim de junho.

“O peixe foi direcionado pelas correntes marítimas basicamente dentro das milhas que eram proibidas pra nossas embarcações e, consequentemente, favoreceu muito a pesca artesanal”, considera. As discussões sobre a próxima temporada já começaram a ser feitas pelo sindicato.

Na quinta-feira, o secretário Nacional da Pesca, Jorge Seif Júnior, se reuniu com os representantes do Sindipi em Itajaí. Foram discutidas demandas da entidade, entre elas a captura da tainha. “Já começamos as tratativas, pra que ano que vem a gente possa, com certeza, ter um maior número de cotas e também de embarcações”, disse Agnaldo.

O sindicato não concorda com os estudos que apontaram escassez no estoque de tainha, que embasaram a definição de cotas e licenças nesse ano e pretende fazer um levantamento próprio dos estoques. Um relatório sobre a safra 2020 deve se entregue à secretaria Nacional de Pesca até 31 de agosto, com as solicitações para a próxima temporada.

Reflexo nas vendas

A redução na captura refletiu na queda nas vendas. Em Itajaí, o gerente do mercado Público do Peixe, Nilson José de Borba, informou que foram vendidas cerca de 50 toneladas de tainha nessa temporada. “Nos outros anos foi bem mais do que isso, chegando a mais de cem toneladas”, comparou.

Nilson destacou que os fatores climáticos prejudicaram a pesca desde o início da safra, além das poucas embarcações na captura. “Desde quando abriu a pesca, tivemos passagens de ventos fortes e tempo ruim que impossibilitou a pesca, resultando numa produtividade bem abaixo do que se esperava”, avalia.

A última grande carga de tainha recebida no mercado do Peixe foi há cerca de 20 dias. Até ontem, apenas três bancas ainda tinham o peixe, vindo da pesca artesanal. Os maiores lanços nas praias da região rolaram em Balneário Camboriú e em Bombinhas, um deles com cerca de 10 mil tainhas na praia do Retiro dos Padres.

O tainhômetro dos pescadores das praias agrestes de Balneário somava 26.476 tainhas capturadas até ontem, com o Estaleiro na liderança. O pescador Marcelo João Rosa, 31 anos, da peixaria Lindomar, no Estaleirinho, avalia que não chegou a ser uma safra ruim mas também não foi ótima.

“O clima foi péssimo pra tainha. Não deu o vento que era pra dar. O vento sul foi bem pouco e não teve frio. Agora que passou a época da tainha, chegou o vento sul e frio”, lamentou. Mesmo após o peixe acabar, a procura seguiu alta no balcão, conta.

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

EU QUE TE BENZO!

Trabalho de Conclusão de Curso é um videodocumentário que registra as práticas terapêuticas religiosa-populares realizadas por benzedeiras de Florianópolis. A chamada medicina popular existe desde o início das civilizações, mesmo antes da medicina científica (ou alopática) que conhecemos atualmente. Embora muitas destas práticas não sejam reconhecidas e sejam, por vezes, desvalorizadas pelas instituições tradicionais como universidades, as pessoas continuam procurando essa forma de cura. Esse audiovisual apura como o conhecimento para a benzedura é adquirido, realizado e praticado. Ele também discute quais as principais doenças e motivos que fazem as pessoas recorrerem a essa prática milenar. Além das benzedeiras, foram entrevistados um historiador, uma psicóloga, uma antropóloga, um médico e um ambientalista que contribuem para fornecer uma análise mais crítica sobre a benzedura e falam sobre as suas experiências relacionadas à benzeção.

MAR DE POETA

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Durmo.
As dores passeiam
com os sonhos!

(Fernando Alexandre / Outono 2019)

quarta-feira, 29 de julho de 2020

DINHEIRO - LAVA-SE!

Fotos sem nenhum crédito


Secagem ecologicamente correta - sem produtos químicos - com ventos das melhores tempestades & tribuzanas: Todos certificados!

Atendemos as mais variadas operações': "Moeda Verde", "Lava Jato", "Ave de Rapina", "Mensalões" (todos) e etc...
Exigimos certificados judiciais de procedência!
Sigilo absoluto!
Garantia total: sem delação premiada!
Contato in-box - codificado - para marcar encontro em algum automóvel estacionado em estrada ou rua deserta!
Entrega no prazo!

MANÉMORIAS


 Na década de 90 turistas argentinos, uruguaios e brasileiros de outros Estados, com destaque os gaúchos passaram a ser uma constante no balneário. Contudo, a falta de conscientização e a ganância dos que trabalhavam e viviam do turismo, deixou a desejar e passaram a explorar o turista e não o turismo.

40 ANOS DE TURISMO EM CANASVIEIRAS

Por José Luiz Sardá

Desde 1918 o governador Hercílio Luz demonstrava interesse em criar estações balneárias na região Norte da Ilha. Tinha em mente que a abertura de uma estrada seria um marco histórico de grande importância ao desenvolvimento da região. Sua ideia ganhou força quando da construção da ponte que leva seu nome, inaugurada em 13 de maio de 1926. Para isso determinou ao Coronel Pedro Lopes Vieira, homem de sua confiança que iniciasse a abertura de uma estrada que ligasse a Canasvieiras. 

Seu sucessor o governador Adolfo Konder (1926-1930) deu início a abertura desta estrada. Naquela época as dificuldades para desloca-se até o centro de Florianópolis era muito precária. Muitos moradores antigos de Canasvieiras diziam que não chegaram a conhecer a “cidade” e que nas primeiras décadas do século passado só havia duas formas de chegar até Florianópolis; saindo pelo Rio Papaquara ou a cavalo por uma antiga picada de difícil acesso. Em 28 de agosto de 1930, o Coronel Pedro Lopes Vieira inaugurou o Hotel Balneário Canasvieiras, transformando Canasvieiras numa grande estação balneária, um marco histórico de grande importância para o desenvolvimento da região.

Em 1951 surgiu a ideia e discussão da primeira proposta de um projeto para a urbanização dos balneários do norte da Ilha de SC. Entre 1956 e 1958 foram desenhados dois projetos para a orla de Canasvieiras. Um pela Prefeitura Municipal e outro pela iniciativa privada.

Em 1956 o prefeito Osmar Cunha requereu ao antigo Departamento de Terras de Colonização, uma grande gleba de terras localizadas em Canasvieiras e criou o Projeto Loteamento Balneário de Canasvieiras. Estas terras estavam localizadas nas primeiras quadras em direção a orla da praia. Considera-se que naquela época havia pouco interesse pelas terras próximas da praia, pois ainda não havia a especulação imobiliária.

Em 1959 o prefeito Ari Oliveira planejou alterar o acesso principal que levava até o Hotel Balneário de Canasvieiras, atual Milton Leite da Costa para a Avenida das Nações, com a intenção de valorizar as terras do Loteamento Balneário de Canasvieiras que pertenciam à prefeitura.

Efetivamente a partir de 1970, no turismo o balneário de Canasvieiras passou a ser o ponto de referência na Norte da Ilha. Governo estadual e municipal no desejo de dotar a Ilha de Santa Catarina em estações balneárias direcionou o desenvolvimento urbano de Florianópolis para esta região.

As significativas transformações começaram com a construção e a pavimentação da rodovia SC 401, que aconteceu entre 1970 e 1974. Antes, para chegar aos bairros como Jurerê e Canasvieiras, o trajeto era feito pela extensa Rodovia Virgílio Várzea, atuais bairros João Paulo, Saco Grande, Cacupé, Santo Antônio de Lisboa, Vargem Pequena até Canasvieiras Tradicional.

Importante destacar os projetos de eletrificação e água canalizada, que contemplou os moradores da freguesia e parte balneária, melhorando a qualidade de vida de seus habitantes. Assim, começaram então a surgir às primeiras acomodações hoteleiras; a reforma no antigo Hotel Balneário de Canasvieiras, as casas de alugueis e a construção do Hotel Village Paraíso, Hotel Holyday Center, Correios e a Central Telefônica Pública que foi instalado nas dependências do Hotel Village Paraíso.

No final da década de 70 a situação econômica na Argentina favoreceu os argentinos à investirem no Brasil em função de uma grave crise financeira naquele país. Assim, muitos deles optaram em desfrutar suas férias em Canasvieiras e aproveitaram a oportunidade para adquirir patrimônio entre casas e terrenos em razão do duplo poder de aquisição, originando assim a explosão turística neste balneário. Em razão disso, no inicio da década de 80 Canasvieiras recebeu elevado número de turistas, notadamente de argentinos.

A falta de hotéis na época e a progressiva demanda de turistas originou o surgimento das primeiras imobiliárias, oferecendo as residências de veranistas e de nativos para o aluguel de temporada. A partir deste momento os aluguéis de temporada passaram a fazer parte do cotidiano de Canasvieiras e região norte da Ilha até os dias atuais.

Na década de 90 turistas argentinos, uruguaios e brasileiros de outros Estados, com destaque os gaúchos passaram a ser uma constante no balneário. Contudo, a falta de conscientização e a ganância dos que trabalhavam e viviam do turismo, deixou a desejar e passaram a explorar o turista e não o turismo.


BALEIAS: A CAÇA NO BRASIL E EM SC




Foto Arquivo  
Algumas décadas após o descobrimento do Brasil, a Coroa Portuguesa já tinha conhecimento da enorme abundância de baleias nas praias da costa brasileira. O padre Anchieta as via das janelas do Colégio da Bahia: “Andar saltando...” 
Gabriel Soares, pouco depois, dizia que “eram tantas, bandos de dez, doze, fazendo tanto barulho, que aterrorizavam os barcos que navegavam...”

A presença delas era mais acentuada de junho a setembro e os olhos logo se voltaram para a baleia franca, a mais vulnerável das espécies, por viver muito próxima à costa. No entanto, a Coroa autorizou a caça à baleia no litoral catarinense somente na segunda metade do século XVIII. A caça à baleia no Brasil colonial permaneceu essencialmente costeira, estendendo-se da Bahia até Santa Catarina. 

Entre 1740 e 1742, estabeleceu-se a primeira armação, a de Nossa Senhora da Piedade, hoje município de Governador Celso Ramos. Depois foi instalada a da Lagoinha, em 1772, na praia da Armação em Florianópolis. 
A Armação de Itapocorói, região de Penha, surgiu em 1778 e as do sul apareceram praticamente juntas: a de Garopaba, entre 1793 e 1795; e a estação baleeira mais austral do Brasil, a de Imbituba, em 1796, também última a ser desativada, espantosamente apenas em 1973, quando a caça já estava proibida. A da ilha da Graça, próxima a São Francisco do Sul, foi a última a ser implantada, em 1807.

Foto Nunsey Dequein
Armação de Itapocorói, hoje. 

 “(...) Eu só me alembro dos tanque. Aquilo é do tempo do ‘Cirgião’ (...) Porque os negro matavam as baleia num lanchão grande, num baterão grande..., ia cinco, seis... quando a baleia tava boiada um muncado pulava em cima e largava o arpão; e com um cabo grande ia uma bóia e eles iam acompanhando, quando a baleia pegava a virá sarto tava morrendo. Diz que era assim, o meu pai contava; quando a baleia morria eles traziam a remo, tudo a remo (...)”
 Depoimento de Manoel Silva – ou Mané Silva, como é conhecido esse senhor que em 2003 completava 91 anos em Armação de Itapocorói (Penha) – em "MAR e SERTÃO". Livro de Pedro Bersi. Edição do Autor, Itajaí SC 2007 (ISBN 978-85-907080-1) .

Mergulhe mais fundo...

MAR DE POETA

TEMPOS E VENTOS...


Foto Fernando Alexandre

Lestada, mar de rebojo.
Três dias de chuva de nojo!
(Dito praieiro da Ilha de Santa Catarina)

terça-feira, 28 de julho de 2020

PREVISÃO DOS VENTOS



Foto Fernando Alexandre
"Nordeste duro,
pampeiro seguro..."
(Dito popular registrado por Lucas Boiteux na Ilha no começo do século passado)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Na Tainha - Pântano do Sul

MAR DE JANGADEIROS


José Mario dos Santos, pescador e jangadeiro em Maceió, ensina a sabedoria da navegação no mar de Pajuçara.

OLHANDO ILHAS, ESPERO...


Ilha do Campeche



MANÉ-CAIS


Vento súli:
largato devoluto
acarqueta os óio da tarde.

(Fernando Alexandre)

MAR DO JAIRO PEREIRA

Acrílica sobre Duratex
70 x 90 cm
Do Jairo Pereira


sábado, 25 de julho de 2020

MAR -CAIS

Ilhas de outono
prateiam tainhas
nas asas da luz
(Fernando Alexandre)

REUNIÃO DE PAUTA

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul

APRONTADAS

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul


TEM MOQUECA NO FADO!

Moqueca de camarão á Portuguesa

Moqueca de camarão á Portuguesa por ser feita em Portugal com ingredientes Portugueses á exceção do leite de coco e dos camarões.

Ingredientes
Número de doses: 3
600 gr de camarão (descascado)
1 cebola (grande)
1 pimento vermelho
330 ml leite de coco
sal
2 tomates
1 lima
5 dentes de alhos
salsa
coentros
2 piri-piris

Preparação
Nesta receita usei camarão descascado congelado de Moçambique( do Pingo Doce), passe por água e ponha a marinar com sal,o sumo de 1 lima e metade do alho picado durante 1 hora.
Pique a cebola e os tomates e refogue em azeite até ficar uma pasta homogénea.
Adicione 33 cl de leite de coco,o pimento cortado aos bocados pequenos,do mesmo modo o gengibre e a malagueta,os piri-piris e cozinhe cerca de 7 minutos.
Adicione o camarão junto com os coentros e salsa picada com os restos dos alhos,cozinhe cerca de 4 minutos.
Sirva acompanhado de arroz branco neste receita fiz com basmati.
Bom apetite!

(Do https://pt.petitchef.com/)