quinta-feira, 31 de maio de 2018

ESCALANDO O PEIXE...


Ilustração Andrea Ramos
"E até a madrugada, nessas cozinhas e varandas inundadas de peixe, há uma alegre algazarra de faina que só termina quando a última tainha é escalada. A essa hora então, empilhados os balaios cheios a um canto, onde ficam a escorrer, e despejadas e arrumadas as gamelas, pegam-se em oito ou dez tainhas —, conforme o número de pessoas — e, preparadas, escamadas e reduzidas a postas, são lançadas à panela para o caldo ou peixada da ceia.
 O caldo é o peixe cozido em água e sal, com tomate, cebola verde e poucos outros temperos. É prato simples e comum, mas ali tão bem feito às vezes que constitui excelente repasto. Em geral, ao largar do serviço já a peixada está pronta, pois que fôra cuidada antecedentemente.
 Livre e arranjada a varanda, puxa-se um largo estrado portátil, muito usado na roça como mesa para as refeições, e, estendida sobre ele uma pequena toalha alvíssima, que as mais das vezes não cobre senão a parte central, colocam-se os pratos em quadrado, põe-se-lhes ao pé a panela, com a competente colher de pau para tirar-se o caldo. 
Sentados todos aos seus lugares, a menagère entra a servir — primeiro ao marido que está a seu lado, em seguida aos filhos e outros pela gradação das idades. Um molho de laranja-azeda ou limão, com uma porção de pimentas esmagadas, enche ao centro um prato fundo, junto à cesta da farinha forrada de pano por dentro e junto à travessa colossal onde as postas alastram em montículo.
 Com o seu prato de caldo em frente às pernas, cruzadas comodamente à beira do estrado, cada um abarrotado de farinha, deixando porém um lugar aberto, por onde, antes de mexer o pirão, bebe algumas colheradas... Finda a ceia com uma tigela de café, após a qual todos se vão deitar."

(Virgílio Várzea, no livro Santa Catarina — A ilha. Rio de Janeiro, 1900)

QUERENDO PESCAR TAINHAS

Em Santa Catarina, 110 embarcações foram liberadas - Divulgação

Expectativa na pesca da tainha em SC para divulgação do resultado dos recursos

Embarcações de emalhe anilhado aguardam recursos junto a SEAP para poder ir para o mar 

EVERTON PALAORO, PALHOÇA 

Um grupo de 21 proprietários de barcos pesqueiros aguarda a publicação do resultado do recurso para poder ir ao mar. Eles fazem parte de um conjunto de barcos que não tiveram a documentação aprovada na semana passada. Eles tiveram até segunda-feira (28) para recorrer da decisão publicada na portaria 24, da Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca. A expectativa é que a nova relação seja divulgada nesta quarta-feira (30).

José Henrique Francisco dos Santos, Secretário de Maricultura, Aquicultura e Pesca de Palhoça, e um dos lideres do movimento do setor, explica que mais uma vez os pescadores são prejudicados. Segundo ele, apesar dos avanços como a cota de captura global, a burocracia trava o setor. “Vimos que nada mudou na desorganização e falta da capacidade de publicar em tempo hábil as portarias, pela pouca estrutura da SEAP”, lamentou.

Segundo ele, os prazos de abertura da pesca começaram e muitos pescadores não receberam as licenças. Ele cita como exemplo a pesca da tainha de canoa. “Iniciaram no dia 1º maio e as embarcações com rede anilhada não receberam as licenças até hoje”, reclamou.

Ao todo, a região sul do pais teve 149 pedidos de renovação da licença protocolados. Desse total, 110 foram liberados, outros 21 aguardam recurso e outros 18 sequer tiveraram essa oportunidade, sendo inabilitados.

Santos explica que há possibilidade da pesca industrial, que começa na sexta-feira, abrir sem que as embarcações pesqueiras estejam licenciadas. “Mais uma vez o pescador foi enganado quanto a questão dos prazos que foram acordados com a equipe do governo federal. E tenho certeza que as embarcações indústriais não terão suas licenças no prazo previsto para 1º de junho. A portaria sequer foi publicada”, lamentou.

Outra crítica do setor é em relação ao efetivo do Escritório Federal de Aquicultura e Pesca, que teve o efetivo reduzido de 20 para apenas quatro profissionais. No estado, pelo menos 70 mil processos estão na fila de espera para serem análisados. “Faltam investimentos também em pesquisa, que comprovem a real situação dos estoques de espécies”, lembrou.

(Do https://ndonline.com.br/)

quarta-feira, 30 de maio de 2018

MAR DE MONET


"Beach in Pourville", uma pintura do artista impressionista francês Claude Monet que foi roubada em um museu da Polonia em 2000 foi recuperada após dez anos pela polícia polonesa. Na época, o quadro era avaliado em US$ 1 milhão.

MONITORANDO A TAINHA

Foto: Matias Quinteros

Grupo de trabalho irá monitorar a pesca da tainha

Nesta terça-feira (29), foi instituído comitê formado por governo e sociedade civil para monitorar a pesca da tainha em 2018. O grupo tem como responsabilidade acompanhar a safra e apontar quando as capturas alcançarem os limites estabelecidos para este ano, fixado em aproximadamente 3.400 toneladas. Estarão sendo acompanhadas pelo grupo a pesca industrial de cerco/traineiras e a pesca artesanal de emalhe anilhado, com base em dados de entrada de tainha nas indústrias de Santa Catarina. Quando as cotas forem alcançadas, o grupo recomendará o fechamento da pescaria.

O Comitê é composto por representantes da Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca (SEAP/PR), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos (IBAMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Organização Não-Governamental OCEANA, do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI), do Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura, do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), e da Associação dos Pescadores Profissionais Artesanais de Emalhe Costeiro de Santa Catarina (APPAECSC).

De acordo com o diretor geral da Oceana no Brasil, Ademilson Zamboni, a instalação do grupo é um passo fundamental para concretizar os avanços no ordenamento da pesca da tainha no país traduzidos na adoção das cotas de captura e avaliação de estoque periódicas
“O comitê de monitoramento tem o importante desafio de acompanhar de perto a aplicação dos instrumentos de gestão da pesca dessa espécie e ajudar a garantir o futuro dessa pescaria. A Oceana tem orgulho de fazer parte desse processo” concluiu.

(Do http://brasil.oceana.org/)

domingo, 27 de maio de 2018

SIMPLES E BÁSICO


TAINHA NA TAQUARA

Limpe as tainhas, desprezando a cabeça, as víceras e barbatanas. 
Porém as escamas deve permanecer. A tainha deve ser escovada internamente para retirada de toda gordura em excesso.
Tempere unicamente com sal a gosto e nada mais.
Encaixe as tainhas nas taquaras ( bambu), e coloque pra assar com a barriga para cima. Depois de uns 30minutos vire-as com a barriga pro fogo. Deixe assar até escorrer o liquido interno.
Sirva. Agora sim pode acrescentar suco de limão.

Dando nome às tainhas...


Curimã - Como são chamadas as tainhas no Nordeste brasileiro, principalmente na Bahia.

DE TAINHAS & GASOLINA

Foto: Betina Humeres via DC.
Em Florianópolis, no Mercado Público, comerciante faz oferta na manhã deste sábado!
"Compre tainha e concorra a 10 litros de gasolina"

CERCO ILEGAL


quinta-feira, 24 de maio de 2018

QUINHÃO...

 

A nossa sorte
está nas posses
do Patrão:

que tem a rede
o barco
e o caminhão:

que divide o peixe
com a justiça
na sua mão:

a cada homem
a cada coisa
o seu quinhão:

conforme o ritos
sacralizados
da tradição.

(Pedro Bertolino/ Fpolis./ 04.05.014)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

DAS GRADAS...


Tainha capturada essa madrugada na Praia dos Ingleses: 86 cm e 7 quilos!
ÚÚÚÚ!!!!

DE OLHO NO MAR - OS VIGIAS II

Além dos pontos fixos de avistamento dos peixes, localizados sempre nas partes mais altas das praias e chamados de "as vigias", os cardumes de tainhas também são monitorados pelos vigias móveis. De bicicleta, eles ficam da manhã à noite percorrendo toda a praia. No Pântano do Sul, os camaradas Roberto, Sêo Odi e o Amaro é que se revezam nesse trabalho.

domingo, 20 de maio de 2018

DANDO NOME AS TAINHAS



Foto Fernando Alexandre


Curumari – Como são chamadas as tainhas que vivem na Lagoa do Peri, em Florianópolis.
Tainha Facão – É a tainha que já desovou e está bastante magra. O mesmo que tainha Pau.
Tainha Pau - É a tainha que já desovou e está bastante magra. O mesmo que tainha facão.
Curimã – Nome que é dado às tainhas na Bahia.
Cambira – Como são chamadas as tainhas secas – escaladas – em São Francisco do Sul e região.

MAR DO PAULO GOETH


SEM VENTO

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Só se corria notícia
De Santa Marta para lá
O peixe tava em cardume
Sem vento pra viajar



(Verso de pescador de tainhas da Ponta do Papagaio, inverno de 1957, quando os peixes também  rarearam)

AS NOVAS TAINHAS...

Arte Andrea Ramos
Como as tainhas verdadeiras ainda não começaram a "urrar nas praias" da ilha, como dizia o bruxo-mor Franklin Cascaes, diversos outros tipos estão surgindo nas "mídias" e nos papos dos botecos e peixarias.

Na Joaquina, os minguados e pequenos peixes que cercaram eram as "Tainhas Migueli", assim batizadas em homenagem ao Miguel Livramento, que costuma afirmar que "é baixinho mas é bom"!
Na serra, com os fortes ventos da semana passada e a baixa temperatura, não deu outra: cercaram em uma cachoeira, "lá no Urubici", uma manta de "Ovinhas", tipo de peixe muito comum por lá nesta época do ano, um cruzamento de ovelhas com tainhas.
E no "Pantu Súli", na " Petiscaria Capitão Ademir", já estão vendendo as "Tainhas Fashion", especiais para quem gosta de desfilar e andar sobre as águas.

sábado, 19 de maio de 2018

NA TORCIDA

O Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste é um dos espaços que ganhará conselho consultivo - Flávio Tin/ND

Parques Naturais das Dunas da Lagoa da Conceição e Lagoinha do Leste são readequados

Com aprovação de projetos de lei na Câmara de Vereadores, as áreas podem agora ter um conselho e implementar um plano de manejo 

FELIPE ALVES, FLORIANÓPOLIS

Após três anos tramitando na Câmara de Vereadores, foram aprovados na última quarta-feira (16) os projetos de lei que regularizam dois parques naturais de Florianópolis para adequá-los ao Snuc (Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza). Com as mudanças, as áreas ganham novos nomes: Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição e Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste. Os próximos passos, sob orientação da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), serão a criação de conselhos consultivos e a construção dos planos de manejo de cada área para definir o que será permitido ou não em cada local.


Entre as mudanças nos parques estão a redefinição das áreas e também a retirada de algumas áreas de conflito por uso consolidado de moradores. De acordo com Mauro Manoel da Costa, chefe do departamento de unidades de conservação da Floram, a aprovação das leis é importante para adequar os parques à nova realidade, já que eles foram criados em épocas que não existiam procedimentos, regras e limites claros para a implantação de parques. “O município criou muitas unidades antes do ano 2000 que têm que passar pelo mesmo procedimento de reavaliação para se adequarem ao sistema”, afirma.

Mas ainda deve demorar para que os dois parques tenham seus planos de manejo finalizados e implementados. Em 2016, a Câmara aprovou o Parque Lagoa do Jacaré das Dunas, no Santinho, e o Monumento Natural Municipal da Galheta. Somente agora é que a Floram conseguirá implementar os conselhos dessas áreas para discutir o plano de manejo. “Conversamos com eles e vamos criar um conselho conjunto, isso vai agilizar todo o processo. Nada impede que para os próximos parques nós façamos dessa forma”, diz Costa, que precisa enfrentar os gargalos burocráticos para conseguir implementar as mudanças.

Novas mudanças em parques

Florianópolis tem nove unidades de conservação no formato de parques. Somente um deles, o Parque Municipal Natural do Morro da Cruz, tem plano de manejo, o que permitiu criar sede administrativa, áreas de lazer e dar mais estrutura. A Floram está finalizando os estudos para o Manguezal do Itacorubi e da Lagoa do Peri para encaminhar ao Legislativo e readequar estas áreas também. De acordo com Mauro da Costa, da Floram, uma unidade de conservação permite uma gestão mais próxima da área, com maior contato com a comunidade e a possibilidade de a área ser autossustentável.
A lei 16.176/2015, que criou o Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição , delimita a área da unidade em 729,82 hectares, e inclui a Lagoa da Chica, a Lagoa Pequena, a região da Joaquina e da avenida das Rendeiras. A lei 16.586/2016, que criou o Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste, delimita a área da unidade em 920,54 hectares.
A área do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição tem área de 729 hectares - Flávio Tin/ND
(Do https://ndonline.com.br/)

MAR DE POETA


O VENTO QUE O SUL TRAZ

Vento sul, velho marujo:
Nada é mais forte ou presente
em dias assim. Não é só a luz.
urge
De repente, como se diz,
Depois de uma calada estranha.
Abril é o mês das melhores manhãs.
A Terra gira em torno de seu eixo
(acelerando o tempo)
E continuamos aqui.
O outono na ilha em seu apogeu.
Peixes são limpos
Perto das canoas.
O horizonte foge, leva as montanhas,
Deixa só o mar.
A vida prossegue.

As ondas,
Os siris,
Os pescadores,
Carregam este filme nas costas.

***
(Do Rodrigo Garcia Lopes, em  "Experiências Extrardinárias" (Kan Editora, 2014))

sexta-feira, 18 de maio de 2018

MAR DA LILA FIGUEIREDO

Celacanto Ostentatorius

ATUM E OVAS DE TAINHA


União Europeia anuncia embargo ao pescado brasileiro

Por Dagmara Spautz

O impasse entre o Ministério da Agricultura e os países europeus em relação à exportação de frango respingou na pesca. A União Europeia avisou o governo brasileiro, na quarta-feira, a decisão de embargar o pescado nacional.

As exportações do setor pesqueiro já estavam suspensas desde janeiro, por decisão do Ministério de Agricultura brasileiro. Na época, a União Europeia havia emitido um relatório em que alertava o Brasil sobre a inadequação às regras impostas para o envio de pescado aos países que integram o acordo.
A decisão do Ministério foi uma tentativa de evitar o embargo unilateral. Agora, a avaliação de pessoas ligadas ao governo e ao setor pesqueiro é de que o novo embargo torna a possibilidade de voltar a exportar para a Europa ainda mais difícil.
A decisão atinge em cheio a pesca catarinense. Só no ano passado o Estado enviou o equivalente a US$ 2,49 milhões em produtos do setor pesqueiro aos países que fazem parte da União Europeia. Nossos principais produtos de exportação são o atum e as ovas de tainha, que têm na Europa seu principal mercado consumidor.

Inadequação

Três pontos apareceram no relatório da União Europeia, após auditoria feita no ano passado, como problemas no pescado brasileiro. Nas embarcações visitadas, algumas precisavam melhor o controle de temperatura e de maior cuidado com a qualidade da água dos barcos. Há pedido para verificar a regulamentação dos locais de desembarque. E, por fim, para melhorar o controle de metais pesados, como cádmio e estrôncio, no peixe que é exportado. Essa última questão foi considerada parcialmente corrigida desde 2012, quando foi feita a penúltima vistoria. Mas os europeus pedem que as indústrias realizem mais testes.

Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, seis empresas tiveram irregularidades identificadas pela auditoria — por isso o restante dos empresários se sentiu "punido" injustamente com a suspensão das exportações.

Uma parceria entre o Estado e o governo federal tentou criar uma autorização provisória para retomada das exportações, através de vistorias nos barcos de pesca e locais de desembarque. Apenas um barco catarinense teria passado pela inspeção, devido a um desentendimento sobre as regras de armazenagem do pescado entre o setor produtivo e a fiscalização.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

DE OLHO NO PEIXE!...


TAINHAS, AS RAINHAS DA TEMPORADA!

Ilustração Andrea Ramos

Tainha é o nome comum dado a vários peixes da família dos Mugilídeos. A que é pescada por aqui – Mugil Brasiliensis – é comum em todo o Atlântico Sul e encontrada desde a Argentina até o Rio de Janeiro e em várias partes do mundo. 
Atingem até cerca de 1 metro de comprimento e 8 kg de peso, sendo mais comuns exemplares de 60 cm. Esta espécie passa grande parte de sua vida em regiões estuarinas. 
No outono os adultos abandonam o estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, e iniciam seu corso, migração reprodutiva ao longo da costa em direção ao norte, estimulada por quedas da temperatura com a entrada de frentes frias na região e em busca de águas mais quentes para desovar. 
Viajando em grandes cardumes, já chegaram a ser pescadas na Ilha de Santa Catarina em lanços de até 200 mil peixes. 
Sua pesca é feita em todo litoral do Brasil. É chamada também de Curimã ou de Bicudo no Nordeste e Norte brasileiros. Em Portugal é também conhecida por Muge, Mugem, Liça ou Fataça.

www.tainhanarede.blogspot.com.br

quarta-feira, 16 de maio de 2018

DANDO NOME AS TAINHAS!


Curumari 

é como são chamadas as tainhas que vivem nas lagoas e atingem grandes tamanhos, chegando a pesar até 8 quilos. Na Lagoa do Peri, na Ilha de Santa Catarina elas são encontradas esporadicamente.

TAINHA: SAI AS REGRAS DA PESCA

Valor será dividido entre a pesca industrial e a frota de emalhe anilhado, não sendo aplicado à pesca artesanal de praia - Daniel Queiroz/ND

Governo Federal publica portaria da tainha e SC tem cota de 3.417 toneladas neste ano

Ao todo, o Estado terá 180 embarcações autorizadas e os pescadores têm três dias para solicitar a liberação

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS 

O Governo Federal publicou, nesta quarta-feira (16), as portarias que regulam a pesca da tainha no Sul do Brasil, estabelecendo uma cota de 3.417 toneladas para Santa Catarina na temporada de pesca deste ano. Esse valor será dividido entre a pesca industrial e a frota de emalhe anilhado – não sendo aplicado à pesca artesanal de praia. Ao todo, o Estado terá 180 embarcações autorizadas e os pescadores têm três dias para solicitar a liberação.

A cota máxima é divida em 2.221 toneladas para a pesca industrial (frota de cerco/traineira) e em 1.196 toneladas para a frota de emalhe anilhado. Os limites de embarcações são 50 barcos industriais e até 130 barcos de emalhe anilhado. As Arqueações Brutas (AB) das embarcações não poderão ultrapassar 5.000 AB para a frota industrial e de 1.036 AB para o emalhe anilhado.

Segundo o gerente de Aquicultura e Pesca da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Sérgio Winckler, essa cota foi definida a partir de estudos de avaliação de estoques, analisando a capacidade máxima de pesca com o menor impacto possível nos cardumes. “Dessa forma, o pescador tem mais segurança para pescar, com um maior número de embarcações autorizadas e sem causar impacto na reposição dos cardumes”, ressalta.

Controle

O controle do limite máximo de captura se dará por meio do monitoramento das tainhas recepcionada nas indústrias processadoras de pescado com SIF (Serviço de Inspeção Federal), além das informações de Mapas de Bordo e Mapas de Produção preenchidas pelos próprios pescadores.

As empresas pesqueiras que adquirirem tainha diretamente de produtores são obrigadas a informar, em até 48h, o recebimento de produção oriunda da pesca artesanal e industrial. O formulário poderá ser preenchido online no site do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, ou entregue diretamente nas unidades descentralizadas da Secretaria Especial de Pesca ou do IBAMA em Santa Catarina.

Autorização

Os pescadores têm um prazo máximo de três dias – contados a partir desta quarta-feira – para solicitar a autorização junto à Secretaria Especial da Pesca. A documentação e os critérios para pesca industrial são: estar devidamente autorizada para a captura de sardinha verdadeira (Sardinella brasiliensis); ter atuado na pesca de tainha em pelo menos um ano no período de 2008-2017; estar regular no PREPS (Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite); estar regular quanto à entrega de Mapas de Bordo e não ter condenação transitada em julgada, em sede de processo administrativo ou judicial, por prática de pesca ilegal. Será autorizada apenas uma embarcação por proprietário (CNPJ ou CPF).

A pesca de emalhe anilhado deverá atender aos seguintes critérios: estar devidamente autorizada na modalidade de emalhe costeiro de superfície ou emalhe costeiro de fundo desde o ano de 2013; ter Arqueação Bruta inferior ou igual a 20AB; atuar na pesca de tainha com emalhe anilhado por no mínimo cinco anos. Será autorizada apenas uma embarcação por proprietário (CNPJ ou CPF).

Após encerrado o prazo de solicitações, a Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca terá três dias para divulgar a relação das embarcações autorizadas a pescar, ou com pendências.

(Do https://ndonline.com.br/)

TAINHA: AS COTAS PARA A PESCA


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As Regras para a Temporada de Pesca da Tainha 2018

Atenção, Pescadores, Mestres, Armadores e Empresários que trabalham com a Tainha nas regiões Sudeste e Sul do país! A safra de 2018 vai trazer algumas novidades!

A principal delas é implementação de um regime de COTAS DE PESCA que se aplicará às frotas de CERCO/TRAINEIRA e do emalhe costeiro que trabalha com as REDES ANILHADAS em SANTA CATARINA!

As cotas de captura foram incluídas na última revisão do PLANO DE GESTÃO DA TAINHA, aprovada pelo Comitê Permanente de Gestão de Recursos Pelágicos das Regiões SE e S (CPG Pelágicos SE e S) e seu Subcomitê-Científico. O CPG optou, também, por tentar implementar o regime de cotas ainda em 2018, o que representa um marco para essa importante pescaria!

A aplicação das cotas traz consigo uma série de medidas adicionais que visam viabilizar o controle das capturas, que vão se somar a outras medidas já definidas no Plano de Gestão, equilibrando o número de embarcações que poderão operar, a temporada de pesca e o total capturado. Assim, além do respeito aos limites biológicos da tainha, esperamos que os rendimentos da pescaria sejam melhor distribuídos.
Veja, abaixo, as orientações específicas para alguns grupos envolvidos com a pesca da tainha!


As embarcações da frota de emalhe que operam com o EMALHE ANILHADO no estado de Santa Catarina, devem ficar atentas à chamada da SEAP para distribuição das autorizações de captura para essa temporada! Ao todo, serão autorizadas 130 embarcações dessa modalidade em todos os estados da região Sul e Sudeste.

As embarcações de Santa Catarina estarão limitadas à uma cota de 1.196 (um mil, cento e noventa e seis) toneladas, que poderá ser acompanhada diretamente pelo site do MMA.

Todas as embarcações dessa modalidade que forem contempladas com autorizações de captura para temporada 2018 da tainha deverão entregar no primeiro dia útil de cada semana um mapa de produção referente à semana anterior.

Essa informação deve se dar por meio de um formulário que pode ser preenchido online ou entregue em formato impresso nas unidades mais próximas do IBAMA ou da SEAP, com um prazo máximo de 24h de antecedência.

Se optar pela utilização do formulário Online, basta acessar o link abaixo e preencher as informações requisitadas. Fácil, rápido e sem burocracias. Um comprovante de entrega será encaminhado via e-mail ou telefone celular em até 24h após o preenchimento.

O encerramento da temporada de pesca será iniciado quando for atingido 90% das cotas de captura - 1.076 (um mil e setenta e seis) toneladas.

A SEAP publicará a norma declarando encerrada a temporada de pesca do emalhe anilhado em 2018.

Após encerrada, ficará proibido o desembarque de tainha por todas as embarcações que operam com o emalhe anilhado.

(Do http://www.mma.gov.br/)

FESTA NA PRAIA, FARTURA NAS MESAS

Foto via Silézio Sabino

No final da manhã de ontem, quando os vigias abanaram e o apupo correu rápido pela praia, becos e ruelas do Pântano do Sul, todos acreditavam ser o segundo lanço de tainhas desta safra!
Nada disso, eram milhares de paratis que foram cercados pela canoa "Isabela Catarina" e arrastados pela camaradagem para a praia!
Pra mais de 30 mil peixes, dizem alguns. Outros garantem: mais de 50 mil paratis!
Como os peixes não foram contados e eram muitos, todos levaram ser quinhão pra casa!
Inclusive a Tia Ilda, nossa benzedeira de 104 anos, na foto pegando o seu quinhão!
Festa na praia, fartura nas mesas!

ÚÚÚÚ!!!!

FRIO CHEGANDO

Esquema do ar polar da frente fria de 18 a 21 de maio

Segunda quinzena de maio terá ar polar forte para o Brasil

por Josélia Pegorim 

A frente fria que avançou sobre o Brasil no fim semana do Dia das Mães não trouxe muito chuva, mas sua massa polar impactou a América do Sul com moderada a forte intensidade. Foi a primeira massa polar que conseguiu dar um “ar outonal” e esfriar a Argentina, o Paraguai, o Uruguai, a Bolívia e o Brasil.

No Brasil, a menor temperatura registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia dentro desta massa de ar polar foi 2,4°C em Caçador, no planalto de Santa Catarina, no dia 13 de maio. Também merece destaque a temperatura abaixo dos 10°C que em Mato Grosso do Sul, com 9,6°C em Rio Brilhante e 9,8°C em Amambai.

As capitais Porto Alegre, Florianópolis, Campo Grande, Cuiabá e Rio Branco registraram recordes de menor temperatura máxima ou mínima de 2018 durante a passagem desta massa de ar polar.

Bloqueio atmosférico rompido

A efeito mais importante da frente fria do fim de semana do Dia das Mães foi começar a romper a bloqueio atmosférico da forte massa de ar quente e seco que predominou sobre o Brasil na segunda quinzena do mês de abril.

A primeira quinzena de maio foi marcada por tempo seco e calor no centro-sul do Brasil. A segunda quinzena do mês terá várias frentes frias que vão influenciar não apenas a Região Sul, mas também o Sudeste, o Centro-Oeste e até o Norte do Brasil. Estas frentes frias vão trazer chuva e mais ar polar para baixar a temperatura deste maio quente, até agora.

Os mapas mostram de forma esquemática como o ar polar deve avançar sobre o Brasil nos próximos dias, comparado com o que ocorreu no fim de semana de 12 e 13 de maio.

Frio intenso

A frente fria que vai atuar entre os dias 18 e 21 de maio de 2018 traz uma massa de ar polar forte e que vai avançar novamente pelo norte da Argentina, Paraguai e Bolívia, como a massa de polar de 12 e 13 de maio. Mas o ar polar depois do dia 20 de maio será muito mais intenso.

Geada

É possível que a temperatura fique abaixo de zero na Região Sul do Brasil e pela primeira vez este ano, após o dia 20, será preciso considerar a possibilidade de geada forte no Sul do país.

O chance de gear na Grande Curitiba, no sul de São Paulo, em áreas do Sul de Minas e até do sul de Mato Grosso do Sul não pode ser completamente descartada depois de 20 de maio.

Ar polar no interior do Brasil

A expectativa é de que o ar polar se espalhe pelo interior do Brasil e chegue novamente a Rondônia, ao Acre e ao sul do Amazonas. Mas desta vez, mesmo que de forma suave, o vento frio de origem polar poderá ser sentido até na divisa entre Mato Grosso, o Pará e o Tocantins, além do Espírito Santo e na divisa de Minas Gerais com a Bahia.

Ciclones extratropicais

Pelo menos no período de 19 a 25 de maio de 2018, vários ciclones extratropicais devem ser observados na costa da Região Sul e de parte da Região Sudeste. A presença dos ciclones no litoral do Sul e do Sudeste vão deixar o mar agitado e ajudar a “represar” o ar polar sobre o interior do continente.

(Do https://www.climatempo.com.br/)

terça-feira, 15 de maio de 2018

PARATIS PARATODOS


No final desta manhã, canoa "Isabela Catarina" cerca e arrasta cerca de 30 mil paratis!
Festa na praia!

ÚÚÚÚ!!!! 


INDO ATRÁS DAS TAINHAS

Imagem relacionada
Começa hoje, dia 15, a pesca de tainha para barcos e botes com rede anilhada!

TÃO ABANANDO NA ARMAÇÃO!!!

Fotos Andrea Ramos


TÃO ABANANDO, TÃO ABANANDO!!!
Era com esse grito - o apupo - que os pescadores avisavam a camaradagem e os moradores da Armação do Pântano do Sul que os vigias tinham avistado uma manta de tainhas e que as canoas iriam cercar.
Mas isso já faz algum tempo. De alguns anos para cá, com o mar avançando na praia e a faixa de areia quase sumindo, não tem mais espaço para a pesca de arrasto com os ternos de praia, formados por redes e canoas bordadas tocadas a remo.
Mas a tainha continua sendo pescada na Armação, só que agora com as redes caça-de-malha. As baleeiras e botes, movidas a motor, procuram e cercam o peixe nas águas próximas, entre a Armação, Morro das Pedras e Ilha do Campeche.

SE ALEMBRAM DAQUELE LANÇO?

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul - 9 de junho de 2010

CAMINHOS

O olhar caminhante do Paulo Goeth

segunda-feira, 14 de maio de 2018

NA ESPERA E NA ESPREITA

Foto Silézio Sabino
Camaradagem e parelha de pesca prontas para o cerco das tainhas!
Pântano do Sul

A TAINHA E AS PESSOAS

Do livro: A pesca artesanal da tainha no litoral do estado do Paraná, 1993.




GENTE DO MAR

 Enseada de Itapocoroy é berço de homens do mar. Suas águas calmas embalaram gerações de pescadores no litoral norte de Santa Catarina. É como se fossem heróis de uma resistência que mantém viva a tradição da pesca artesanal. Hoje, enfrentam condições adversas no trabalho enquanto assistem a seus jovens migrarem para outras profissões. 
Direção: Clara Rosália da Silva Orientação: Jane Cardozo da Silveira País/ano: Brasil/2012 Duração: 26 min.

domingo, 13 de maio de 2018

A RECEITA DO "DIJO"


Dario Coelho, o "Dijo", pescador, dono e "Patrão" da centenária canoa "Espírito Santo" e também proprietário do Restaurante Canoa Grande, no Pântano do Sul, dá a sua receita de tainha.
Uma boa indicação pra qualquer fim-de-semana!

PREVISÃO DE SAFRA

Foto Walkiria Pereira
DIZEM QUE...

Espinheiro florido no verão
Tainha de muntuêra no São João

(Dito e crença praieira)