quinta-feira, 31 de maio de 2018

ESCALANDO O PEIXE...


Ilustração Andrea Ramos
"E até a madrugada, nessas cozinhas e varandas inundadas de peixe, há uma alegre algazarra de faina que só termina quando a última tainha é escalada. A essa hora então, empilhados os balaios cheios a um canto, onde ficam a escorrer, e despejadas e arrumadas as gamelas, pegam-se em oito ou dez tainhas —, conforme o número de pessoas — e, preparadas, escamadas e reduzidas a postas, são lançadas à panela para o caldo ou peixada da ceia.
 O caldo é o peixe cozido em água e sal, com tomate, cebola verde e poucos outros temperos. É prato simples e comum, mas ali tão bem feito às vezes que constitui excelente repasto. Em geral, ao largar do serviço já a peixada está pronta, pois que fôra cuidada antecedentemente.
 Livre e arranjada a varanda, puxa-se um largo estrado portátil, muito usado na roça como mesa para as refeições, e, estendida sobre ele uma pequena toalha alvíssima, que as mais das vezes não cobre senão a parte central, colocam-se os pratos em quadrado, põe-se-lhes ao pé a panela, com a competente colher de pau para tirar-se o caldo. 
Sentados todos aos seus lugares, a menagère entra a servir — primeiro ao marido que está a seu lado, em seguida aos filhos e outros pela gradação das idades. Um molho de laranja-azeda ou limão, com uma porção de pimentas esmagadas, enche ao centro um prato fundo, junto à cesta da farinha forrada de pano por dentro e junto à travessa colossal onde as postas alastram em montículo.
 Com o seu prato de caldo em frente às pernas, cruzadas comodamente à beira do estrado, cada um abarrotado de farinha, deixando porém um lugar aberto, por onde, antes de mexer o pirão, bebe algumas colheradas... Finda a ceia com uma tigela de café, após a qual todos se vão deitar."

(Virgílio Várzea, no livro Santa Catarina — A ilha. Rio de Janeiro, 1900)

O GOVERNADOR E AS TAINHAS!


Quando governador de Santa Catarina, na década de 50 do século passado, Jorge Lacerda fez parte da camaradagem da pesca da tainha no Pântano do Sul.
Na foto, que faz parte do acervo do Bar do Arante, puxava a rede, da esquerda para a direita, o Negão do Sertão, Sêo Anibal, o Governador Jorge Lacerda, João da Júlia, Deca do Tomáz, Hilário e Chico Tomáz.
Ganhou peixes e provavelmente muitos votos!

* Se você tem ou descobriu alguma foto da pesca da Tainha nas antigas, envie ou indique para nós no www.tainhanarede@ig.com.br que publicaremos.
Vamos recuperar a memória da pesca no nosso litoral?

QUERENDO PESCAR TAINHAS

Em Santa Catarina, 110 embarcações foram liberadas - Divulgação

Expectativa na pesca da tainha em SC para divulgação do resultado dos recursos

Embarcações de emalhe anilhado aguardam recursos junto a SEAP para poder ir para o mar 

EVERTON PALAORO, PALHOÇA 

Um grupo de 21 proprietários de barcos pesqueiros aguarda a publicação do resultado do recurso para poder ir ao mar. Eles fazem parte de um conjunto de barcos que não tiveram a documentação aprovada na semana passada. Eles tiveram até segunda-feira (28) para recorrer da decisão publicada na portaria 24, da Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca. A expectativa é que a nova relação seja divulgada nesta quarta-feira (30).

José Henrique Francisco dos Santos, Secretário de Maricultura, Aquicultura e Pesca de Palhoça, e um dos lideres do movimento do setor, explica que mais uma vez os pescadores são prejudicados. Segundo ele, apesar dos avanços como a cota de captura global, a burocracia trava o setor. “Vimos que nada mudou na desorganização e falta da capacidade de publicar em tempo hábil as portarias, pela pouca estrutura da SEAP”, lamentou.

Segundo ele, os prazos de abertura da pesca começaram e muitos pescadores não receberam as licenças. Ele cita como exemplo a pesca da tainha de canoa. “Iniciaram no dia 1º maio e as embarcações com rede anilhada não receberam as licenças até hoje”, reclamou.

Ao todo, a região sul do pais teve 149 pedidos de renovação da licença protocolados. Desse total, 110 foram liberados, outros 21 aguardam recurso e outros 18 sequer tiveraram essa oportunidade, sendo inabilitados.

Santos explica que há possibilidade da pesca industrial, que começa na sexta-feira, abrir sem que as embarcações pesqueiras estejam licenciadas. “Mais uma vez o pescador foi enganado quanto a questão dos prazos que foram acordados com a equipe do governo federal. E tenho certeza que as embarcações indústriais não terão suas licenças no prazo previsto para 1º de junho. A portaria sequer foi publicada”, lamentou.

Outra crítica do setor é em relação ao efetivo do Escritório Federal de Aquicultura e Pesca, que teve o efetivo reduzido de 20 para apenas quatro profissionais. No estado, pelo menos 70 mil processos estão na fila de espera para serem análisados. “Faltam investimentos também em pesquisa, que comprovem a real situação dos estoques de espécies”, lembrou.

(Do https://ndonline.com.br/)

quarta-feira, 30 de maio de 2018

MAR DE MONET


"Beach in Pourville", uma pintura do artista impressionista francês Claude Monet que foi roubada em um museu da Polonia em 2000 foi recuperada após dez anos pela polícia polonesa. Na época, o quadro era avaliado em US$ 1 milhão.

MONITORANDO A TAINHA

Foto: Matias Quinteros

Grupo de trabalho irá monitorar a pesca da tainha

Nesta terça-feira (29), foi instituído comitê formado por governo e sociedade civil para monitorar a pesca da tainha em 2018. O grupo tem como responsabilidade acompanhar a safra e apontar quando as capturas alcançarem os limites estabelecidos para este ano, fixado em aproximadamente 3.400 toneladas. Estarão sendo acompanhadas pelo grupo a pesca industrial de cerco/traineiras e a pesca artesanal de emalhe anilhado, com base em dados de entrada de tainha nas indústrias de Santa Catarina. Quando as cotas forem alcançadas, o grupo recomendará o fechamento da pescaria.

O Comitê é composto por representantes da Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca (SEAP/PR), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos (IBAMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Organização Não-Governamental OCEANA, do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI), do Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura, do Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), e da Associação dos Pescadores Profissionais Artesanais de Emalhe Costeiro de Santa Catarina (APPAECSC).

De acordo com o diretor geral da Oceana no Brasil, Ademilson Zamboni, a instalação do grupo é um passo fundamental para concretizar os avanços no ordenamento da pesca da tainha no país traduzidos na adoção das cotas de captura e avaliação de estoque periódicas
“O comitê de monitoramento tem o importante desafio de acompanhar de perto a aplicação dos instrumentos de gestão da pesca dessa espécie e ajudar a garantir o futuro dessa pescaria. A Oceana tem orgulho de fazer parte desse processo” concluiu.

(Do http://brasil.oceana.org/)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

TODOS OS BARCOS

SELFINHA


O Selfie da tainha, pela Marciele Galvão, pescadora de São Francisco do Sul!

RAINHAS DO MAR

Em Repouso - Pântano do Sul - Z II
Foto Andrea Ramos

"LIZAS", TAINHAS DO CHILE

Fotos Daniel Santini

Lizas... as Tainhas no Mercado Central de Santiago, no Chile, em dezembro/2017!
4.000 / 4.800 pesos chilenos a Liza, convertendo fica em torno de 20 reais o kg.

(Fotos e informações do Daniel Santini)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

domingo, 27 de maio de 2018

FÉ EM DEUS, OLHO NO MAR!

Foto Fernando Alexandre

SIMPLES E BÁSICO


TAINHA NA TAQUARA

Limpe as tainhas, desprezando a cabeça, as víceras e barbatanas. 
Porém as escamas deve permanecer. A tainha deve ser escovada internamente para retirada de toda gordura em excesso.
Tempere unicamente com sal a gosto e nada mais.
Encaixe as tainhas nas taquaras ( bambu), e coloque pra assar com a barriga para cima. Depois de uns 30minutos vire-as com a barriga pro fogo. Deixe assar até escorrer o liquido interno.
Sirva. Agora sim pode acrescentar suco de limão.

Dando nome às tainhas...


Curimã - Como são chamadas as tainhas no Nordeste brasileiro, principalmente na Bahia.

DE TAINHAS & GASOLINA

Foto: Betina Humeres via DC.
Em Florianópolis, no Mercado Público, comerciante faz oferta na manhã deste sábado!
"Compre tainha e concorra a 10 litros de gasolina"

CERCO ILEGAL


quinta-feira, 24 de maio de 2018

DE OLHO NO PEIXE!

Foto Fernando Alexandre

Capitão Ademir, "patrão", Fabrício e Geisiel, "remêros" e "Pezão", "camarada"!

NA ESPERA E NA ESPREITA!

TAINHAS: OS PEIXES QUE PULAM

Rio Mamanguape - Foto J. Pontual
Pescadores do Estuário do Rio Mamanguape, na Paraíba, contam que tainha, tamatarana e curimã (Mugilidae) são os principais representantes dos “peixes que pulam”, fenômeno comportamental relacionado, principalmente, à fuga dos predadores. Estes peixes chegam a sair da água quando acuados por predadores. Pelo fato de conhecerem bem os “peixes que pulam”, os pescadores desenvolveram uma estratégia de pesca específica, denominada de “zangareia”, para capturar os cardumes de tainha.
Esta técnica consiste na fixação de rede vertical disposta longitudinalmente no fundo da canoa. A operação envolve várias canoas e ocorre em noites escuras, preferencialmente na lua nova. Dez canoas ou mais, cada uma contendo dois tripulantes e um “tocheiro” (lampião de querosene), colocam-se em fila dupla em busca de algum cardume de tainha. Os peixes saltam “encandeados” pela luz dos lampiões e ao baterem na zangareia acabam caindo dentro da canoa. Estas informações fazem parte de um estudo realizado por José da Silva Mourão e Nivaldo Nordi.

QUINHÃO...

 

A nossa sorte
está nas posses
do Patrão:

que tem a rede
o barco
e o caminhão:

que divide o peixe
com a justiça
na sua mão:

a cada homem
a cada coisa
o seu quinhão:

conforme o ritos
sacralizados
da tradição.

(Pedro Bertolino/ Fpolis./ 04.05.014)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

DAS GRADAS...


Tainha capturada essa madrugada na Praia dos Ingleses: 86 cm e 7 quilos!
ÚÚÚÚ!!!!

DE OLHO NO MAR - OS VIGIAS II

Além dos pontos fixos de avistamento dos peixes, localizados sempre nas partes mais altas das praias e chamados de "as vigias", os cardumes de tainhas também são monitorados pelos vigias móveis. De bicicleta, eles ficam da manhã à noite percorrendo toda a praia. No Pântano do Sul, os camaradas Roberto, Sêo Odi e o Amaro é que se revezam nesse trabalho.

TAINHAS DE PORTUGAL


É a ultima embarcação a armar a Peixeira na Ria de Aveiro. Quando este homem deixar de o fazer, ficaremos ainda mais pobres de cultura e tradições...
Os tempos mudaram, o trabalho é árduo, e os novos procuram o lucro fácil. Rende-lhes mais uma hora na apanha da ameijoa, que uma maré inteira a procurar cardumes, cada vez mais escassos.
Mas chegaram a ser às dezenas, as "arapucas" armadas nas águas da nossa Ria. Depois de armado o cerco, havia que varejar as águas, para que as Tainhas fugissem e se emalhassem nas Albitanas da Curraleira.
- E era lindo de se ver - contam os mais velhos. O trânsito nos canais era muito e diverso, com Moliceiros e Mercanteis, Chinchorros e tantas outras artes, que se perderam no tempo. 
Sobre esta, o meu Pai - homem da Ria - ainda recorda as vezes em que, no Laranjo, o peixe era tanto que fazia arrear a manta, permitindo que metade se perdesse nas vagas. Era tanto, que lhes permitia darem-se ao luxo de aumentar a medida da malha, na Peixeira, como nas Branqueiras, nas Solheiras ou na Chincha, para não encherem as cavernas de peixe miúdo.
Hoje, até na venda lhes dificultam a vida. Sem a lota do Mercado de Pardelhas - estupidamente extinta - e sem interesse nesta espécie, por parte dos intermediários, resta-lhes a venda ambulante, de "porta a porta", que foi em tempos tarefa das Varinas, também elas desaparecidas.
Para quem não sabe, esclareço que as Tainhas da Ria de Aveiro não têm nada a ver com as de água doce, que habitam os nossos rios e que andam à tona, alimentando-se de tudo o que boia. Um retrato pouco aliciante, principalmente nas zonas urbanas. Os habitantes do Porto, por exemplo, renegam-nas. Mas isso é porque nunca comeram um Ensopado de Tainha da Ria de Aveiro...

Texto de Francisco José Rito

SEM MULHERES

Image copyrightMILTImage captionNão há explicação precisa sobre proibição; governo japonês indicou ilha como Patrimônio Mundial da Unesco

A ilha sagrada japonesa que não permite a entrada de mulheres

Com 800 mil metros quadrados, o equivalente a seis vezes o estádio do Maracanã, Okinoshima é uma ilha ao sul do Japão e um dos locais mais sagrados do país.
Segundo a lenda, antigos deuses xintoístas colocaram ali três imperatrizes para que cuidassem e protegessem a nação.

Há mais de 600 anos, são realizados rituais de oração em Okinoshima pela segurança das embarcações e pelo sucesso das missões diplomáticas do Japão no continente asiático.
Apesar das ilustres figuras femininas, cuja presença está imortalizada em uma série de rochas no topo da principal montanha da ilha, a entrada das mulheres em Okinoshima, no entanto, é proibida.

A ilha está localizada no mar de Genkai, uma antiga rota comercial entre o Japão e a Coreia, e faz parte da jurisdição da cidade de Munakata, na província de Fukuoka, no sul do Japão.
Local sagrado
Image copyrightThinkstockImage captionRituais celebrados durante o século 4 eram presididos pelo clã Munakata, que controlou a região e está enterrado na ilha

Okinoshima, considerada uma shinto kami (local sagrado) é propriedade do Santuário Munakata Taisha.
O santuário permite apenas a entrada de seus sacerdotes à ilha, exceto durante o festival anual celebrado em maio, quando 200 homens recebem permissão para entrar no local.

Não há uma explicação precisa sobre a proibição à entrada de mulheres.
Alguns dizem que o veto é devido à menstruação: a religião xintoísta considera que o sangue é impuro e "sujaria" o local sagrado.

Outros acreditam que como os deslocamentos a Okinoshima costumam ser muito perigosos, as mulheres seriam proibidas de viajar à ilha como medida de segurança.
Os rituais celebrados durante o século 4 eram presididos pelo clã Munakata, que controlou a região e está enterrado na ilha.

Hoje os rituais são celebrados nos santuários das três imperatrizes de Munakata conhecidas como Tagorihimi-no-Kami (que representa a neblina do mar), Tagitshuhime-no-Kami (que representa a maré violenta) e a Ichikishimahime-no-Kami (que presenta os atos de adoração aos deuses).
"Honrados"
Image copyrightThinkstockImage captionSegundo a lenda, antigos deuses xintoístas colocaram em Okinoshima três imperatrizes para que cuidassem e protegessem a nação

Até agora, cerca de 80 mil artefatos foram descobertos na ilha, incluindo joias e ornamentos, classificados como tesouro nacional pelo governo japonês.

"Os pescadores locais veneram Okinoshima desde os tempos antigos e vêm protegendo a cidade sagrada", disse Tadahiko Nakamura, chefe da Cooperativa de Pescaria de Munakata ao jornal japonês The Japan Times.

"Ficaríamos honrados", se a ilha se tornasse "Patrimônio Mundial" pela Unesco, acrescentou Nakamura.
Mas entre os moradores cresce a preocupação de que a láurea possa atrair excesso de turistas.

"Não queremos que as pessoas se aproximem dos deuses sem a devida reflexão", assegura Nakamura.
Segundo o Japan Times, não há previsão de mudança nas regras de proibição à entrada de mulheres na ilha.
Além de Okinashima, a lista do governo japonês também inclui os santuários de Munakata Taisha, em Munakata, e o antigo cemitério de Fukutsu.

A expectativa é de que o comitê da Unesco anuncie quais locais se tornarão Patrimônio Mundial na metade do ano que vem.

(Da http://www.bbc.com/portuguese/noticias/)

domingo, 20 de maio de 2018

DANDO NOME AS TAINHAS



Foto Fernando Alexandre


Curumari – Como são chamadas as tainhas que vivem na Lagoa do Peri, em Florianópolis.
Tainha Facão – É a tainha que já desovou e está bastante magra. O mesmo que tainha Pau.
Tainha Pau - É a tainha que já desovou e está bastante magra. O mesmo que tainha facão.
Curimã – Nome que é dado às tainhas na Bahia.
Cambira – Como são chamadas as tainhas secas – escaladas – em São Francisco do Sul e região.

MAR DO PAULO GOETH


SEM VENTO

Resultado de imagem para farol de santa marta

Só se corria notícia
De Santa Marta para lá
O peixe tava em cardume
Sem vento pra viajar



(Verso de pescador de tainhas da Ponta do Papagaio, inverno de 1957, quando os peixes também  rarearam)

AS NOVAS TAINHAS...

Arte Andrea Ramos
Como as tainhas verdadeiras ainda não começaram a "urrar nas praias" da ilha, como dizia o bruxo-mor Franklin Cascaes, diversos outros tipos estão surgindo nas "mídias" e nos papos dos botecos e peixarias.

Na Joaquina, os minguados e pequenos peixes que cercaram eram as "Tainhas Migueli", assim batizadas em homenagem ao Miguel Livramento, que costuma afirmar que "é baixinho mas é bom"!
Na serra, com os fortes ventos da semana passada e a baixa temperatura, não deu outra: cercaram em uma cachoeira, "lá no Urubici", uma manta de "Ovinhas", tipo de peixe muito comum por lá nesta época do ano, um cruzamento de ovelhas com tainhas.
E no "Pantu Súli", na " Petiscaria Capitão Ademir", já estão vendendo as "Tainhas Fashion", especiais para quem gosta de desfilar e andar sobre as águas.

sábado, 19 de maio de 2018

NA TORCIDA

O Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste é um dos espaços que ganhará conselho consultivo - Flávio Tin/ND

Parques Naturais das Dunas da Lagoa da Conceição e Lagoinha do Leste são readequados

Com aprovação de projetos de lei na Câmara de Vereadores, as áreas podem agora ter um conselho e implementar um plano de manejo 

FELIPE ALVES, FLORIANÓPOLIS

Após três anos tramitando na Câmara de Vereadores, foram aprovados na última quarta-feira (16) os projetos de lei que regularizam dois parques naturais de Florianópolis para adequá-los ao Snuc (Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza). Com as mudanças, as áreas ganham novos nomes: Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição e Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste. Os próximos passos, sob orientação da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), serão a criação de conselhos consultivos e a construção dos planos de manejo de cada área para definir o que será permitido ou não em cada local.


Entre as mudanças nos parques estão a redefinição das áreas e também a retirada de algumas áreas de conflito por uso consolidado de moradores. De acordo com Mauro Manoel da Costa, chefe do departamento de unidades de conservação da Floram, a aprovação das leis é importante para adequar os parques à nova realidade, já que eles foram criados em épocas que não existiam procedimentos, regras e limites claros para a implantação de parques. “O município criou muitas unidades antes do ano 2000 que têm que passar pelo mesmo procedimento de reavaliação para se adequarem ao sistema”, afirma.

Mas ainda deve demorar para que os dois parques tenham seus planos de manejo finalizados e implementados. Em 2016, a Câmara aprovou o Parque Lagoa do Jacaré das Dunas, no Santinho, e o Monumento Natural Municipal da Galheta. Somente agora é que a Floram conseguirá implementar os conselhos dessas áreas para discutir o plano de manejo. “Conversamos com eles e vamos criar um conselho conjunto, isso vai agilizar todo o processo. Nada impede que para os próximos parques nós façamos dessa forma”, diz Costa, que precisa enfrentar os gargalos burocráticos para conseguir implementar as mudanças.

Novas mudanças em parques

Florianópolis tem nove unidades de conservação no formato de parques. Somente um deles, o Parque Municipal Natural do Morro da Cruz, tem plano de manejo, o que permitiu criar sede administrativa, áreas de lazer e dar mais estrutura. A Floram está finalizando os estudos para o Manguezal do Itacorubi e da Lagoa do Peri para encaminhar ao Legislativo e readequar estas áreas também. De acordo com Mauro da Costa, da Floram, uma unidade de conservação permite uma gestão mais próxima da área, com maior contato com a comunidade e a possibilidade de a área ser autossustentável.
A lei 16.176/2015, que criou o Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição , delimita a área da unidade em 729,82 hectares, e inclui a Lagoa da Chica, a Lagoa Pequena, a região da Joaquina e da avenida das Rendeiras. A lei 16.586/2016, que criou o Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste, delimita a área da unidade em 920,54 hectares.
A área do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição tem área de 729 hectares - Flávio Tin/ND
(Do https://ndonline.com.br/)

MAR DE POETA


O VENTO QUE O SUL TRAZ

Vento sul, velho marujo:
Nada é mais forte ou presente
em dias assim. Não é só a luz.
urge
De repente, como se diz,
Depois de uma calada estranha.
Abril é o mês das melhores manhãs.
A Terra gira em torno de seu eixo
(acelerando o tempo)
E continuamos aqui.
O outono na ilha em seu apogeu.
Peixes são limpos
Perto das canoas.
O horizonte foge, leva as montanhas,
Deixa só o mar.
A vida prossegue.

As ondas,
Os siris,
Os pescadores,
Carregam este filme nas costas.

***
(Do Rodrigo Garcia Lopes, em  "Experiências Extrardinárias" (Kan Editora, 2014))

sexta-feira, 18 de maio de 2018

MAR DA LILA FIGUEIREDO

Celacanto Ostentatorius

ATUM E OVAS DE TAINHA


União Europeia anuncia embargo ao pescado brasileiro

Por Dagmara Spautz

O impasse entre o Ministério da Agricultura e os países europeus em relação à exportação de frango respingou na pesca. A União Europeia avisou o governo brasileiro, na quarta-feira, a decisão de embargar o pescado nacional.

As exportações do setor pesqueiro já estavam suspensas desde janeiro, por decisão do Ministério de Agricultura brasileiro. Na época, a União Europeia havia emitido um relatório em que alertava o Brasil sobre a inadequação às regras impostas para o envio de pescado aos países que integram o acordo.
A decisão do Ministério foi uma tentativa de evitar o embargo unilateral. Agora, a avaliação de pessoas ligadas ao governo e ao setor pesqueiro é de que o novo embargo torna a possibilidade de voltar a exportar para a Europa ainda mais difícil.
A decisão atinge em cheio a pesca catarinense. Só no ano passado o Estado enviou o equivalente a US$ 2,49 milhões em produtos do setor pesqueiro aos países que fazem parte da União Europeia. Nossos principais produtos de exportação são o atum e as ovas de tainha, que têm na Europa seu principal mercado consumidor.

Inadequação

Três pontos apareceram no relatório da União Europeia, após auditoria feita no ano passado, como problemas no pescado brasileiro. Nas embarcações visitadas, algumas precisavam melhor o controle de temperatura e de maior cuidado com a qualidade da água dos barcos. Há pedido para verificar a regulamentação dos locais de desembarque. E, por fim, para melhorar o controle de metais pesados, como cádmio e estrôncio, no peixe que é exportado. Essa última questão foi considerada parcialmente corrigida desde 2012, quando foi feita a penúltima vistoria. Mas os europeus pedem que as indústrias realizem mais testes.

Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, seis empresas tiveram irregularidades identificadas pela auditoria — por isso o restante dos empresários se sentiu "punido" injustamente com a suspensão das exportações.

Uma parceria entre o Estado e o governo federal tentou criar uma autorização provisória para retomada das exportações, através de vistorias nos barcos de pesca e locais de desembarque. Apenas um barco catarinense teria passado pela inspeção, devido a um desentendimento sobre as regras de armazenagem do pescado entre o setor produtivo e a fiscalização.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

DE OLHO NO PEIXE!...


TAINHAS, AS RAINHAS DA TEMPORADA!

Ilustração Andrea Ramos

Tainha é o nome comum dado a vários peixes da família dos Mugilídeos. A que é pescada por aqui – Mugil Brasiliensis – é comum em todo o Atlântico Sul e encontrada desde a Argentina até o Rio de Janeiro e em várias partes do mundo. 
Atingem até cerca de 1 metro de comprimento e 8 kg de peso, sendo mais comuns exemplares de 60 cm. Esta espécie passa grande parte de sua vida em regiões estuarinas. 
No outono os adultos abandonam o estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, e iniciam seu corso, migração reprodutiva ao longo da costa em direção ao norte, estimulada por quedas da temperatura com a entrada de frentes frias na região e em busca de águas mais quentes para desovar. 
Viajando em grandes cardumes, já chegaram a ser pescadas na Ilha de Santa Catarina em lanços de até 200 mil peixes. 
Sua pesca é feita em todo litoral do Brasil. É chamada também de Curimã ou de Bicudo no Nordeste e Norte brasileiros. Em Portugal é também conhecida por Muge, Mugem, Liça ou Fataça.

www.tainhanarede.blogspot.com.br

quarta-feira, 16 de maio de 2018

ESPERANDO AS TAINHAS

Dona Maricotinha, personagem da atriz Mônica Prim

O SURF ESPANTA AS TAINHAS?

Apesar de uns dizerem que não, outros afirmam que os surfistas espantam o peixe. De onde vem e os fundamentos da discussão entre pescadores e surfistas sobre a tainha você vai saber em mais um capítulo da série “A Tainha e a Onda”.

DANDO NOME AS TAINHAS!


Curumari 

é como são chamadas as tainhas que vivem nas lagoas e atingem grandes tamanhos, chegando a pesar até 8 quilos. Na Lagoa do Peri, na Ilha de Santa Catarina elas são encontradas esporadicamente.