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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

quinta-feira, 11 de junho de 2020

TAINHAS, TCHÊ! NUM TEM?


Nossos vizinhos garantem : todas as tainhas que chegam a Santa Catarina são gaúchas!
E dos pampas aquáticos da Lagoa dos Patos!
Discussões à parte, vamos saboreá-las!
São deliciosas, Tchê, num tem? 

* Maricá são os nossos espinheiros!
"Espinheiro florido no verão,
tainha de muntueira no São \joão!"

quarta-feira, 27 de maio de 2020

domingo, 17 de maio de 2020

E A TAINHA COMO A SEREIA...



A Sereia, a Tainha e a Tintureira

De madrugada quando a lua é cheia
Não se presta pra piraquerá
E a tainha como a sereia
Só são pescadas se tarrafiá

Te esconde, ó lua cheia
Te esconde, ó lua cheia
Pra pescar a Tainha e a Sereia

A tintureira é o cação cantador
Mesmo vivendo no fundo do mar
Até parece que ele tem amor
Por isso mesmo vive a cantar

Te esconde, ó lua cheia
Te esconde, ó lua cheia
Pra pescar a Tainha e a Sereia

(Letra de música de Agripino de Almeida da Conceição - "Mestre Agripino" e Nilson Chaves, músicos do Norte do Brasil e "pescadores" dos "mares amazônicos")

terça-feira, 3 de março de 2020

NAS ASAS DO VENTO SUL

Composição: Manoel Alexandre / Zé do Norte 
Agradecimentos: Câmara: Fernanda do Canto - Hieronymus Parth 
Edição de audio: Emiliano Caglieris
 Locação: Fernando Alexandre 
Colaboração: Paulina Poblete, Pamela Vilella, Moniele Ribeiro Produção: Projeto Panambú Interprete: Vento Sul Martin Alonso - Voz e Violão Alvaro Sanchez Aguilera - Coros, Flauta e Pandeiro

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A MANCHA...


Lenine e Lula Queiroga, "A Mancha", CD LABIATA, 2008.

A mancha vem comendo pela beira
o óleo já tomou a cabeceira do Rio
e avança


A mancha que vazou do casco do Navio...
A mancha que vazou do casco do Navio.

Colando as asas da ave praiera
a mancha vem vindo
vem mais rápido que lancha.

Afogando peixe, encalhando prancha
a mancha, que mancha.
quem mancha de óleo e vergonha
que mancha a jangada, que mancha a areia.

Negra praia brasileira,
onde a morena gestante
filha de pescador
derrama lágrimas negras
vigiando o horizonte
esperando seu amor.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Com tanto cabeludo, com tanto pôr-do sol...

"Farol da Barra", vinil de 1978 dos Novos Baianos
( também disponível em cd), grande sucesso no rádio e num grande número de vitrolas da época. A música virou quase um hino tupiniquim da chamada contra-cultura.
.
Farol da Barra
  (Galvão e Caetano Veloso) 

  Quando o sol se põe 
Vem o farol/ 
Iluminar as águas da Bahia /
No Farol da Barra, o encontro é pouco/
  A conversa é curta, tudo é tão rápido como se furta /
  Como a luz bate nas águas/
  Como tudo que se passa / ;
Com tanto cabeludo, com tanto pôr-do-sol  /
Bem cabia uma profecia: até o ano 2000,/
O Farol além do pôr-do-sol será o pôr-do-som  /
  Onde verás uma realejo, onde verás um violão.

domingo, 11 de agosto de 2019

PONHAM FOGO NO MAR...



PALAVRA DESORDEM (Vitor Ramil) Queimem os navios Pisem cada vértebra do chão Soquem o vazio Soltem o veneno e o palavrão Desafiem cada manhã Ignorem noites de frio Rezem por Rimbaud Mandem o destino começar Rimem com furor Mudem cada coisa de lugar Toquem sinos, batam tambores Emudeçam feras e hinos Façam a revolução Rompam, desarrumem, desacatem Zombem de Bonaparte Desafinem, descompassem Toda valsa sem arte Façam troça, achem graça Riam no desenlace Sem miséria, sem trapaça Lancem tudo pro ar Rompam os varais Ergam barricadas nos jardins Gritem com o olhar Salvem suas peles por um triz Inaugurem formas de ser Sejam um começo sem fim Façam a revolução Movam, desalinhem, desencaixem Mostrem do todo a parte Alegria e desastre Juntos num estandarte Ponham festa, ponham fausto Ponham fé no que valha Ponham febre, ponham alma Ponham fogo no mar Queimem os navios

terça-feira, 16 de julho de 2019

MAR SONORO - ÁGUAS BRASILERAS

( Olívia Hime, de Francis Hime e Chico Buarque)

Sim, foi que nem um temporal
Foi um vaso de cristal
Que partiu dentro de mim
Ou quem sabe os ventos
Pondo fogo numa embarcação
Os quatro elementos
Num momento de paixão

Deus, eu pensei que fosse Deus
E que os mares fossem meus
Como pensam os ingleses
Mel, eu pensei que fosse mel
E bebi da vida
Como bebe um marinheiro de partida, mel
Meu, eu julguei que fosse meu
O calor do corpo teu
Que incendeia meu corpo há meses
Ar, como eu precisava amar
E antes mesmo do galo cantar
Eu te neguei três vezes
Cais, ficou tão pequeno o cais
Te perdi de vista para nunca mais

Mais, mais que a vida em minha mão
Mais que jura de cristão
Mais que a pedra desse cais
Eu te dei certeza
Da certeza do meu coração
Mas a natureza vira a mesa da razão

Arranjo: Cristovão Bastos
Piano: Cristovão Bastos
Violão: Marco Pereira
Baixo acústico: Omar Cavalheiro
Bateria: Élcio Cáfaro
Sax alto: Ricardo Pontes

terça-feira, 9 de julho de 2019

DO ATLÃNTICO AO PACÍFICO


Resultado de imagem para Peabiru
Ilustração do livro Caminho do Peabiru, de Rosana Bond.
O Caminho de Peabiru era uma “estrada” milenar, transcontinental que ligava o oceano Atlântico ao Pacífico, atravessando a América do Sul, unindo quatro países. No Brasil, passava por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e depois seguia para Paraguai, Bolívia e Peru, cortando mata, rios, cataratas, pântanos e cordilheiras. A verdadeira história do Peabiru, segundo estudiosos ainda é um mistério, uma das teorias mais aceitas é que o caminho é a menor e melhor rota entre os oceanos Atlântico e Pacífico, tendo um importante papel no intercâmbio cultural e na troca de produtos entres as nações indígenas. Dizem ainda que foi aberto pelos guaranis em busca constante de uma mitológica "Terra sem Mal", aconselhados pelos seus deuses - base da religião guarani. Esse território mágico seria a morada dos ancestrais, descrito como o lugar onde as roças cresciam sem serem plantadas e onde a morte era desconhecida.
Existem mais duas hipóteses para a criação do Peabiru: a de São Tomé e/ou Pay Sumé, apóstolo de Cristo, e a da civilização Inca.
Segundo a escritora Rosana Bond, autora do livro “O Caminho de Peabiru” o caminho possui grande importância histórica, pois entre outras coisas serviu para as andanças e até grandes migrações de povos indígenas e, mais tarde, para a descoberta de riquezas, criação de missões religiosas, comércio, fundação de povoados e cidades.
Saiba sobre o lançamento no www.sambaquinarede.blogspot.com