terça-feira, 20 de janeiro de 2015

MARES DE PORTUGAL


ah, mar dum raio!!!!!!!!!!!!


crónicas da xávega (39)

quando eu chegar

quando eu chegar
que seja num dia de sol
com cheiro a maresia

trago sede de sal
fome de navegar

vim para ser aqui
haja barco que me leve
possa eu embarcar

trago sede de sal
fome muita de mar


(torreira; companha do marco; 2014)

VAMOS A LA PLAYA!


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

MAR DE PLÁSTICO



O cientista espanhol Andres Cozar Cabañas liderou estudo para o primeiro mapa do lixo plástico no mundo e observou que a mancha próxima ao Atlântico Sul é uma das mais marcantes. Mas a equipe encontrou bem menos concentrações de plástico do que previa - e isso não é uma boa notícia. Com o vento, as ondas e o sol, o plástico é quebrado em pedacinhos quase invisíveis a olho nu, o que pode gerar consequências biológicas inestimáveis na cadeia alimentar. 

Após expedição de 9 meses, foram analisadas 3070 amostras de água e observou-se que há uma presença acentuada de fragmentos de plástico até mesmo a milhares de quilômetros de distância dos continentes. 
O grande motivo de preocupação é que eles foram encontrados no estômago de peixes que são fonte primária de alimento para os peixes explorados comercialmente como o atum, por exemplo. Os cientistas buscam saber onde mais estão esses fragmentos. Esse estudo preliminar pode ser lido em inglês pelo:bit.ly/EstudoPlásticoOceano



(Da National Geographic)

SELFISH

Do Nicanor

domingo, 18 de janeiro de 2015

MAR DE RISO


CHARGE DO NICANOR
UM OLHO NO RATO E OUTRO NO PEIXE!

MARES DE PORTUGAL


Fotos ahcravo gorim 

dos homens que vão ao mar
diz-se que nem sempre voltam
mas diz-se sempre
que são HOMENS

(ahcravo gorim)

MAREGRAFIAS

Foto Geraldo Cunha
Costão da Prainha da Barra da Lagoa


MAR SUJO

Praia dos Ingleses, em Florianópolis, tem três pontos impróprios para banho
Foto Charles Guerra / Agencia RBS

Chega a 66 o número de pontos impróprios para banho em Santa Catarina 

Segundo novo relatório, Florianópolis tem mais de um terço dos locais reprovados

O forte calor que tomou conta do Estado nas últimas semanas é convite certo para um mergulho no mar. Porém, moradores e turistas precisam ficar atentos à qualidade da água nas praias que frenquentam. O último relatório da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), divulgado na sexta-feira, registra 66 pontos impróprios para banho em Santa Catarina - muito parecido com o que havia sido verificado em dezembro, quando foram 63.

Foram analisados 199 pontos foram em 27 cidades de Santa Catarina. Município com mais locais avaliados, 66 no total, Florianópolis tem 24 pontos impróprios para banho em algumas das praias mais visitadas no verão, como Canasvieiras, Ingleses, Brava, Ponta das Canas e Campeche.

Proporcionalmente, Itapema foi uma das recordistas de locais inadequados para os banhistas - cinco dos oito pontos analisados estão impróprios. Na mesma região, Balneário Camboriú teve sete de 14 amostras reprovadas, Penha seis (de 11 verificadas) e Bombinhas três (de oito analisadas).

No extremo sul do Estado, o relatório mostra que os dois pontos avaliados em Passo de Torres estão impróprios, Balneário Gaivota e Balneário Arroio Silva tiveram metade de suas amostras reprovadss.

Ainda que o local escolhido pelo banhista tenha uma avaliação positiva no último relatório da Fatma, o órgão recomenda que os turistas e moradores verifiquem o histórico do ponto disponibilizado neste link

Banhista pode verificar histórico do local 

Os 195 pontos analisados pela Fatma não são, necessariamente, praias – a de Itapema, por exemplo, é dividida em oito trechos para a análise. O relatório da Fatma completo, com o resultado de todos os pontos, pode ser acessado neste link.

Segundo a Fatma, um local é considerado impróprio se pelo menos duas das últimas cinco coletas tiveram taxa de coliformes fecais maior que 800/100 mL, ou mais de 2 mil/100 mL na última análise. 

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

BANHO DE MAR, FIQUE LIGADO!


 Aprenda a identificar um local de risco e evite acidentes!

sábado, 17 de janeiro de 2015

ÁGUA VIVA, OLHO VIVO!

Foto Zero Hora

 por Matheus Henckmaier 

A chegada das águas-vivas no litoral catarinense varia a cada temporada. Este ano, no entanto, a Epagri/Ciram alerta que estas espécies de cnidários chegaram nas praias catarinenses antes do esperado. Isto ocorreu provavelmente devido ao aumento da temperatura da água oceânica nos últimos dias, favorecendo o aparecimento precoce destes organismos ao longo de todo o litoral do estado catarinense. O vento e as correntes marítimas são fatores que também favoreceram o evento. Segundo Argeu Vanz, oceanólogo da Epagri, não existe uma praia específica ou preferida, todo o litoral esta susceptível a presença de águas-vivas. Na região de Florianópolis, por exemplo, elas já apareceram. Há pouco mais de uma semana, em Itapema, havia um tapete de águas-vivas menores com aproximadamente um centímetro de diâmetro: esta quantidade e tamanho sugere a reprodução da espécie, em evidência no verão.

Na capital catarinense já foram relatados mais de 30 mil casos de queimaduras por águas-vivas nesta temporada até este momento. O número se mostra muito superior, se comparado com os 1.513 acidentes registrados na temporada do ano passado. Em caso de contato com águas-vivas, a primeira providência para aliviar a ardência é lavar com a própria água do mar, fazer aplicação de soro fisiológico ou vinagre. Esfregar o local afetado, o uso de álcool, amônia ou urina são medidas não aconselháveis.

Clique aqui e acesse um folheto explicativo com orientações para acidentes por águas-vivas e caravelas no litoral catarinense.

DONOS DA PRAIA


Fotos Fernando Alexandre

Prefeitura alugou todas as praias da ilha neste verão!
Só dá eles: proibido qualquer outra logomarca!

MANÉS NA PRAIA

Imagem: Praticamente uma recicláigi
Pneu de ônx vira expriguiçadêra nash areiash de Canash.

Nósh já tinha brincado de rodá pneu com arame, fizêmo corrida com elesh rolando, penduramo na corda pra fazê balanço e coisarada. Mash essa aí de fazê de expreguiçadêra, ô puff, ô selhá como chama esse troço com pneu de ônx foi dimásh. Tem ali em Canagiêrash! E o másh massa é que nenhum malino leva embora. Imagina botá um desse ali nash areia do Jurerê dosh rico, cheio de guéri-guéri, só pra fazê rolo. Mash tem que sê ladino. Montá e adebulhá!

De bico

Osh bíshclâbsh têm que liberar banheiro e aquela ducha pra tirar a salmôra do lombo. Mash osh cara de um dox extabelecimento tão de bico com a prefeitura porque ax cadêra delesh fôro proibida na areia de novo. Aí cortáro a ducha na caruda, com o migué de que “Tava vazando e gastava água demais”. Se tá vazando, conserta, né o ixtepô!? O kéka mãe que vai pra praia côx filho tem com isso!? Fashfavô!

O Rio vermelho é tão longe, másh tão longe que é longe até do Rio Vermelho”

Experdimenta í do começo ali nox Inglêsish até o final lá na Barra.Vásh andá uma cara!

Desbunde

Juliana não é nativa da Carmela nem da Carlos Corrêa, mash tem currículo mané: umax 15 Fexta da Laranja nash coxta; trocô passe de fichinha redonda da Transol por churrosh, fêsh aula de música no CIC, ia nox circo do Saco da Lama e fêsh piquenique no poção do Córrego. Ela foi ser mané assim lá na China. De lá, a quirida lembra que além da tansice na curva da SC-401,que falamox na coluna de trêzontônti, tem aquela baita placa de umax cavala cheia de curva. É um dexbunde e o motorixta se perde.

Filanópsh

“Môs quiridus, tô intizicada com as montueiras de fila nos Inglesix. Não dá pra seguir reto toda vida, não tem? Rapázi, nunca vi coisa igual. Um abraço dá mané Ederalda”, excreve a quirida do Rio Vermelho. Nêga, é tanta vergonha dessash obra que nô termino, que dá vontade de fazê que nem o Miltinho Cunha e dixpará de barquinho.

Sélfi

Ôtro dia falamosh aqui dax naba dox pau de sélfi, que tão por tudo que é canto nash praia. Lembra até ash TV antiga ou raidinho que o cara tem xticá a antena. Pozagora não é que até ox ambulante tão vendendo na areia? Rapázi, fiquei de cara! O troço dixpára por blutúfi. Cuxta de uns 60 a 80 conto, max te garanto pra ti que se tu fôresh nativo tu levash por menosh de 50 pilinha.

Dixcaída

Tem unx caco que ando cô torcicolo de tanto soltá pipa. Os ixganado ficam o tempo todo olhando pra cima, passando cerol e cortando ax pipa dox tanso que sólto com linha branca. Max o que fash a diferença é a dixcaída, não tem? É quando o cara puxa a linha bem dijêrinho sem inrolá na mão. Adispôsh é corrê atrásh da pipa caindo. Pocobom!

É nóx:

Participa, ô coxa colada!
Escreve pra nóx no esportes@horasc.com.br.
Uátizápi: (48) 9145-4046

Coluna assinada pelos nativos Rodrigo Stüpp e Jorge Jr. esportes@horasc.com.br

MAREGRAFIAS

Foto Geraldo Cunha
Do olho vivo e clique ligeiro do Geraldo Cunha

DE OLHO NO PEIXE!

O frescor do pescado é um dos critérios que lhe confere a propriedade de estar apto ao consumo. A análise sensorial é o método mais antigo e de baixo custo para determinar este frescor, e leva em consideração aspectos como coloração e aparência. Para auxiliar o consumidor na hora de escolher seu peixe, os alunos da disciplina de Extensão Pesqueira do curso de Engenharia de Pesca da UDESC Bruno Torquato, Carla Geremias Batista, Luis Gustavo Ghilardini, Marcus Andrade e Wagner João Vieira elaboraram uma cartilha com algumas dicas do que deve ser observado no momento da compra, reconhecendo as características que indicam se “Este peixe é mesmo fresco?”.

Gerar produtos de fácil compreensão sobre as características que qualificam um pescado como próprio ou impróprio para consumo foi o objetivo principal deste projeto de extensão. Os alunos fizeram primeiramente uma avaliação sobre a frequência de consumo de pescado em Laguna, SC, os principais locais de aquisição e as principais características observadas nos peixes durante a compra. Foram entrevistadas 28 pessoas, e a frequência de consumo foi alarmante baixa para uma cidade costeira e pesqueira: 39,3% dos entrevistados consomem peixes apenas uma vez por mês (!!). No entanto, 60,7% sabem identificar sensorialmente a qualidade do pescado, basicamente pelo brilho dos olhos e pela coloração das guelras. Informações que deixem o consumidor mais seguro na hora de comprar peixes são fundamentais para estimular o consumo de peixes. Este material de divulgação, na forma de folders e banners, foi distribuído nas peixarias de Laguna, SC.

Confira a cartilha clicando aqui.

Clic para aumentar

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

PESCANDO POLVOS

Foto:Antônio Olinto e Cabralia Informe

A pesca do polvo-comum (Octopus vulgaris) com potes no sudeste e sul do Brasil

O polvo-comum é uma espécie que possui uma ampla distribuição ao longo do litoral brasileiro, com maior abundância nas regiões sudeste e sul, em profundidades de até 200 metros. Com um ciclo de vida relativamente curto, pouco mais de um ano, seu recrutamento anual e biomassa podem variar acentuadamente em função de oscilações ambientais. Até o início dos anos 2000 a captura do polvo-comum era exclusivamente oriunda da frota de arrasto de fundo com portas, como fauna acompanhante da pesca de camarões. O método de pesca utilizando potes teve seu início no estado de São Paulo no ano de 2003. No ano de 2008 observou-se uma concentração de esforço de pesca no sul de Santa Catarina, e algumas viagens para ao sul de Rio Grande (RS).

A pesca com potes se assemelha com a tradicional pesca de espinhel para peixes, composta por uma linha principal e por linhas secundárias, que possuem em suas extremidades potes de plástico, ao invés dos anzóis. Os espinhéis são posicionados com GPS e operados com guinchos hidráulicos. Os potes possuem aproximadamente 33 cm de comprimento e 18 cm de altura, para o assentamento no fundo marinho cada pote recebe internamente um lastro de 1,5 a 2,0 kg de cimento. 
Apesar de existir uma variação no número de embarcações e da produção entre 2003 e 2010, a captura por viagem variou de 2 a 4 toneladas em São Paulo e de 2 a 5 toneladas em Santa Catarina. Segundo a Instrução Normativa Seap nº 26 de 19 de dezembro de 2008, as regiões Sudeste e Sul foram dividias em duas áreas de pesca, uma do norte do Espírito Santo ao sul do Paraná, e outra do norte de Santa Catarina até a divisa do Brasil com o Uruguai, com um máximo de 18 embarcações permitidas para a primeira área e de 10 para a segunda. 
Esta arte de pesca se mostra uma boa alternativa econômica para a frota pesqueira comercial. Suas características de técnica passiva causam um baixo impacto sobre o fundo do oceano, e utiliza a estratégia do animal em procurar abrigo e se entocar no pote, possuindo assim um alto direcionamento das capturas.


Estas informações foram retiradas do capítulo 9 do livro “A pesca marinha e estuarina no Brasil - estudos de caso multidisciplinares”. Para saber mais leia o livro aqui!

MAREGRAFIAS

Foto Geraldo Cunha
Costão esquerdo da Praia da Galheta
(Veja mais no 
https://www.facebook.com/profile.php?id=100008202255529&fref=ts)

DESTRUIÇÃO DOS MARES


Cientistas rebatem pescadores em defesa dos animais ameaçados.

Publicado por João Lara Mesquita 

Pesquisadores afirmam que críticas do setor pesqueiro são “totalmente infundadas”, já o sindicato de Itajaí defende que peixes não estão ameaçados de verdade, e pressiona governo para revogar a lista que limita a pesca de várias espécies de interesse comercial

Cientistas divulgaram nessa semana uma carta de apoio ao Ministério do Meio Ambiente em defesa da lista nacional de espécies aquáticas ameaçadas de extinção, publicada no final do ano passado. Na primeira semana do ano, pescadores protestaram contra a restrição bloqueando o segundo maior porto do país.

O sindicato dos pescadores de Itajaí (SC), principal polo da pesca industrial no país, defende que muitas das espécies incluídas na portaria não estão de fato ameaçadas, e pressiona o governo para que elas sejam retiradas da lista. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o MMA criaram um grupo de trabalho na semana passada para analisar os pleitos, num prazo de 30 dias. Espécies listadas como ameaçadas não podem ser pescadas, ou estão sujeitas a restrições de captura.

Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, na semana passada, o presidente do Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Giovani Monteiro, disse que os dados usados pelo MMA para subsidiar a lista eram “ridículos”, e que as espécies classificadas como ameaçadas são, na verdade, abudantes. Os questionamentos envolvem espécies de grande interesse comercial, como garoupas, chernes e cações.

Nota dos pesquisadores

“Entendemos que a revogação da Portaria 445/2014 ou a alteração da lista publicada no Anexo I, sem o aporte de novas informações biológicas pertinentes, representaria um desrespeito a um trabalho reconhecido internacionalmente como exemplar, fundamentado no conhecimento de centenas de pesquisadores qualificados que, através de um trabalho minucioso e de qualidade, aportaram e tornaram públicas informações inéditas sobre a biodiversidade brasileira. Adicionalmente, a revogação dessa portaria seria um retrocesso à conservação da fauna brasileira, tendo em vista que o processo conduzido pelo MMA desde meados da década passada subsidiará as principais ferramentas de gestão do patrimônio natural do país no futuro próximo”, afirma a nota dos pesquisadores. “Dessa forma, manifestamos nosso total e irrestrito apoio à Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em prol da manutenção integral da Portaria 445/2014.”

A carta é assinada por 29 cientistas, de diversas instituições, e um abaixo-assinado foi lançado no site Avaaz,pela manutenção da portaria.

(Do  Estadão e https://www.facebook.com/marsemfim)

LÁ NO MAR...


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

MARES DE PORTUGAL

longas são as manhãs da xávega...

entre dois lanços

haver homens
uma bucha
um copo de sumo
um iogurte fruta

o fim de um mito

o mar em frente
o tempo incerto

a espera
não desespera
é


(torreira; companha do marco; 2014)

TUDO MANGUE


Foto Moirah Machado


 Postado por Matheus Henckmaie

Manguezais se caracterizam por serem uma zona úmida, onde ocorre a transição entre ambientes terrestres e marinhos, característicos de regiões tropicais e subtropicais, influenciados pelo regime das marés. São considerados os ecossistemas com maior produtividade e biodiversidade do planeta, além de possuírem papel fundamental na recuperação das comunidades e atividades econômicas costeiras. Nosso país possui uma faixa de manguezais que abrange 13.400km² que corresponde a 9% dos manguezais do mundo. Desta imensa faixa de manguezais 25% foram destruídos no último século e muitos estão classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção. Felizmente o país parece querer mudar estes números.

O Brasil passou a possuir a maior faixa de proteção a manguezais do mundo, com 322 mil hectares. Este título foi obtido graças à inclusão de três reservas extrativistas, no litoral paraense e no estado do Maranhão: Cuinara, Mestre Lucindo e Mocapajuba – além da ampliação da Reserva Marinha de Araí-Peroba. A faixa de proteção contava com oito reservas extrativistas com 213 mil hectares onde foi ampliada em 51%, chegando aos atuais 322 mil hectares. Estes avanços foram possíveis através do Projeto Manguezais do Brasil, criado pelo Ministério do Meio Ambiente. O projeto une a conservação do ecossistema à promoção da qualidade de vida da comunidade local e o uso sustentável dos recursos naturais. No total, 568 mil hectares de manguezais serão beneficiados pelo projeto.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MAREGRAFIAS

Foto Geraldo Cunha
Máscara - Costão esquerdo da praia da Galheta.

LUZ DO MAR



A maior usina de energia do mundo com a força das marés, está prestes a inaugurar sua fase de obras este mês, no litoral nordeste da Escócia. Os primeiros passos da obra serão destinados à instalação das redes de transmissão. A empresa responsável pela gestão do projeto é a australiana Atlantis Resources, que contará com o apoio financeiro através do Fundo de Investimento em Energia Renovável do Reino Unido. O projeto "MeyGen" pretende até o início dos anos 2020, implantar até 398MW de turbinas de correntes de marés para fornecer eletricidade limpa e renovável para o Reino Unido. Mas, a previsão é de que a eletricidade comece a ser entregue em 2016, quando 60 turbinas já estarão instaladas.

Quando concluído, o projeto terá instalado 269 turbinas submersas no fundo do mar, com potencial para gerar energia suficiente para 175 mil casas da Escócia, além de suporte para mais de 100 postos de trabalho e redução das emissões de carbono. Com isso, a longo prazo, beneficiará a economia do Reino Unido. 

Assista o vídeo da primeira fase do projeto clicando aqui.

NA ILHA DO ARVOREDO

Foto Alcides Dutra
ZOANTÍDEOS DA ILHA DO ARVOREDO

Lindos e frágeis, eles revestem algumas rochas, enchendo de cor e de vida o fundo do mar na Ilha do Arvoredo.
Curta a página do INSTITUTO LARUS.

NO DESPENQUE...

PRODUÇÃO DE MÁRCIO MARTINS APOSTA EM ALAIAS, LONGBOARDS E TAMBÉM EM OUTROS MODELOS RETRÔS. 
FOTO: DIVULGAÇÃO
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Quando quebrou recordes da natação ao ganhar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo (Suécia), o havaiano Duke Paoa Kahanamoku não imaginou que sua declaração a respeito do treino por meio do surfe expandiria o esporte a ponto de se tornar uma das modalidades mais conhecidas no planeta. Um século depois, deslizar sobre as ondas não é mais exclusividade de polinésios e havaianos, e o surfe atingiu um patamar que mudou radicalmente sua essência.

No final da década de 1950, os americanos Gordon Clark e Hobie Alter substituíram as antigas pranchas de madeira pelas feitas com poliuretano em combinação com resina – tecnologia que persiste até os dias atuais –, o que permitiu maior desenvoltura sobre as ondas. Se por um lado os novos materiais permitiram a evolução da técnica, por outro distanciaram os surfistas das origens da prática. Apesar da mudança radical, ainda há quem busque o resgate histórico nos dias atuais.

Desde que o americano Tom Wegener viu uma alaia (tábua fina, em tradução livre) – antiga prancha havaiana – em um museu e decidiu reproduzi-la, em meados da década passada, um movimento global de surfistas busca recuperar as raízes do esporte. “O surfe está muito tecnológico, com manobras acrobáticas. A alaia representa o surfe tradicional, de realmente deslizar na onda sem a preocupação com manobras”, contou Razmik Kiurkdjian, profissional do ramo de construções em madeira que já trabalhou com a produção de pranchas artesanais por alguns anos. Hoje, o filho de imigrantes armênios se dedica a outras ocupações, mas há uma gama de produtores em Florianópolis que focam na manufatura em madeira.

Márcio Martins, ex-surfista profissional, começou a elaborar pranchas de sandboard em 1994, foi além e, hoje, é dono da Tablaz, marca que, além de alaias, produz longboards, shapes de skate, remos de Stand Up Paddle e outros produtos em madeira. Por não possuir quilhas, as alaias se parecem com uma tábua de passar, pesam cerca de 3 kg e são mais difíceis de controlar, mas garantem uma experiência similar ao que era o esporte nos primórdios.

“O grau de dificuldade é muito maior, mas te aproxima mais da realidade do que era lá atrás. É bem diferente do surfe moderno, que busca a alta performance. Em uma alaia, (o surfista) vai tecer a linha da onda, o que o obriga a ter uma leitura diferenciada do mar ”, comentou Martins. O preço médio de uma prancha como esta gira em torno de R$ 1,5 mil por conta da "dedicação exigida e do material utilizado no processo de produção", mas não é preciso esperar semanas para conseguir um modelo, pois alguns estabelecimentos já trabalham com pronta entrega.

Resistência às pranchas de madeira

O ressurgimento das alaias abriu novas perspectivas para os shapers – designers de pranchas –, que passaram a apostar, também, em outros modelos retrôs. Na fábrica da Tablaz, uma parte do trabalho é dedicada para a manufatura de longboards em parceria com Felipe Siebert – shaper dono de marca própria –, que desenha o modelo das pranchas e envia para Martins tirar o projeto do papel e colocar na madeira.

“A ideia das pranchas clássicas é sempre um surfe mais clássico do que uma prancha de bloco de espuma. Toda história de produzir em madeira, no estilo retrô, veio a partir das alaias”, disse Martins. São produzidos cerca de 40 longboards com assinatura Siebert por ano, que custam entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil, mas o mercado em Florianópolis representa apenas uma pequena parcela das vendas.

Morador da Ilha há mais de 20 anos, Razmik Kiurkdjian acredita que as pranchas de madeira ainda encontram resistência entre os nativos. “Aqui o pessoal é pouco aberto a novidades. Apesar de serem modelos antigos de pranchas, hoje são novidade”, disse, antes de avaliar que outras regiões do país são mais propícias para a experimentação. “Elas (pranchas de madeira) são mais comuns no Rio de Janeiro e em São Paulo, estados que estão fazendo o caminho inverso de Santa Catarina, o caminho do resgate tecnológico”, comentou.

Preocupação ambiental

A substituição da madeira pela espuma de poliuretano, resina, fibra de vidro e outras substâncias não biodegradáveis na fabricação das pranchas, há mais de 50 anos, ocasionou um problema com o despejo de resíduos tóxicos na natureza quase sem nenhum controle. Nesse contexto, o resgate da manufatura em madeira tem, também, a preocupação em diminuir o impacto ambiental causado pelas sobras da produção dos equipamentos de surfe.

“Os resíduos deixados pela fabricação de uma prancha normal são muito nocivos. Há quem diga que tirar madeira das florestas também é um problema, mas a madeira é o material mais renovável – desde que não se dizime uma floreta inteira. Precisa ter consciência para tirar a madeira necessária e dar tempo para a floresta se renovar”, analisou Razmik Kiurkdjian.

A preocupação também está presente na fábrica de Márcio Martins, que procura utilizar o máximo possível de cada árvore derrubada. “A ideia é aproveitar a matéria-prima de maneira consciente e não produzir em grandes escalas. Além disso, toda a sobra a gente pode transformar em um novo produto em vez de descartar no meio ambiente”, disse.

Outras pranchas também garantem divertimento

A moda old school não é exclusividade do surf, e outras tábuas de madeira com desenhos clássicos fazem a cabeça de quem gosta de esportes radicais. No skate, o domínio dos shapes voltados para o street já não é absoluto e uma gama de modelos está à disposição dos amantes das rodinhas. Atento às novas tendências, Márcio Martins produz modelos longboards desde 1997, mas hoje engloba os mais diferentes tipos de skate – dos feitos para a velocidade aos que são utilizados como meio de transporte.

“São 50 modelos diferentes. Tem um direcionado para speed, que pode chegar a mais de 100 km por hora, e tem a linha Cruiser, que é para deslocamento. Tem também um long clássico, para dar um rolê mais surfstyle, pegar uma ladeira e curtir um slalom (descida em zigue-zague)”, comentou Martins, que, de tanto buscar o desenvolvimento de pranchas em madeira, descobriu outras maneiras de esculpir o material.

Sabe o famoso “jacaré”, aquele surfe de peito nas ondas? Pois então, ele pode ser feito com o auxílio de uma prancha chamada handplane. Essas pequenas tábuas de madeira, que custam cerca de R$ 250,00, foram criadas no Havaí para auxiliar o nadador na hora de descer a onda, mas já fazem bastante sucesso no Brasil. “Com ele, é mais fácil entrar na onda e permanecer por mais tempo, além de permitir algumas manobrinhas”, disse Martins. Seja na água ou no asfalto, há sempre uma tábua de madeira que pode garantir sua diversão.

(Do Notícias do Dia - http://ndonline.com.br/)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

MAR DE PESCADOR

Foto Fernando Alexandre
"Não somos contra a pesca, somos contra a pesca burra", diz pesquisador

Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, comenta sobre a lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente

Victor Pereira
victor.pereira@diario.com.br

Professor, pesquisador e curador do Museu Oceanográfico da Univali, Jules Soto admite que a medida do Ministério do Meio Ambiente é drástica ao setor pesqueiro, mas considera que, após anos de omissão do Estado, a proposta foi a única possível neste momento. 

O próprio pesquisador participou das discussões e da elaboração da lista com as espécies ameaçadas, que ele não considera radical, mas simplesmente real. Para Soto, a solução agora é buscar alternativas para a sobrevivência da pesca, que estaria em risco com ou sem normativas federais.

Confira a entrevista:

Essa medida do Ministério do Meio Ambiente não é muito radical com o setor pesqueiro?

Não é radical, é real. É uma lista construída com base em dados científicos, feita por dezenas de pesquisadores de diversos Estados e das mais variadas áreas. Eu acompanhei e participei de etapas desta lista. Não foi um devaneio, foi uma análise em conjunto. Existem dados estatísticos comprovando que há espécies ameaçadas já em colapso ou que estão entrando em colapso. Não é imaginação, é fato. Há décadas se pescava toneladas de determinados peixes em poucos dias, e hoje se pega dois ou três exemplares em uma semana de pesca. E não estou usando força de expressão.

Não havia uma alternativa que minimizasse o impacto da proibição aos pescadores?

O problema não é a lista, não é o pescador e não é o pesquisador. O problema é a falta de ordenamento pesqueiro que ocorre há décadas. Agora com medidas de choque tenta se ordenar o setor, o que eu não acredito que aconteça. O Estado devia ter agido muito antes, mas neste momento não tinha outra coisa a se fazer. No momento que se denuncia que uma espécie está ameaçada de extinção, o Ministério Público toma atitudes e os órgãos ambientais precisam seguir a legislação. A forma que se pesca aqui não pode continuar. Isso não existe em qualquer país que tenha responsabilidade com a pesca. O Estado é incompetente, o pescador foi mal orientado e pouco alertado, mas o mais importante de tudo é o recurso. Nossa função é proteger o recurso e não podemos permitir que esse tipo de pesca continue ocorrendo, mesmo que isso afete a vida de algumas pessoas.

O que deveria ter sido feito para evitar a atual situação?

Em um país sério, quando determinado recurso está entrando em colapso, o Estado ajuda a buscar alternativas gradativas para aquele setor. O Japão é um exemplo, lá pouquíssimas pessoas pescam próximo da costa do país. A maioria pesca fora, nos oceanos Índico e Atlântico, porque o Estado financia a construção de navios, incentiva os pescadores. No Brasil, o Estado é irresponsável em relação a pesca, e agora de uma hora pra outra o pescador se torna marginal. O Estado está agindo de forma tardia e sem ver alternativas para a indústria pesqueira.

Com ou sem medidas proibindo a pesca de determinadas espécies, o setor caminha para um colapso total?

Salvo raras exceções nos últimos anos, a pesca vem decaindo e com ou sem lista, já ia enfrentar sérios problemas no futuro. A tendência é parar de pescar. Um erro muito sério do pescador é acreditar que o problema é o pesquisador. Um erro muito sério do pesquisador é achar que o problema é o pescador. O culpado disso tudo é o Estado. O recurso natural não tem um dono, ele é da população brasileira e é apenas gerenciado pelo Estado, que só quer cobrar impostos e é incompetente com a pesca e com muitos outros setores do país. Não somos contra a pesca, somos contra a pesca burra. Contra a pesca que não tem futuro para os próprios pescadores.


(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

MANGUEZAIS DO BRASIL

Foto: Divulgação/Codevasf.


O Brasil passou a ter, no final de 2014, a maior faixa de proteção a manguezais do mundo, com 322 mil hectares. A nova marca foi obtida graças à inclusão de três reservas extrativistas, no litoral paraense e no estado do Maranhão: Cuinarana, Mestre Lucindo e Mocapajuba – além da ampliação da Reserva Marinha de Araí-Peroba.

Localizada no litoral paraense e com áreas também no estado do Maranhão, a faixa de proteção já contava com oito reservas extrativistas e foi ampliada em 51%, passando de 213 mil para os atuais 322 mil hectares. Além disso, a área de manguezais protegidos aumentou em 41% e o número de famílias beneficiárias chegou a 34 mil, ou seja, um acréscimo de 22%.
Manguezal é uma zona úmida, definida como ecossistema costeiro, de transição entre ambientes terrestres e marinhos, característicos de regiões tropicais e subtropicais, sujeitos ao regime das marés. São considerados os ecossistemas com maior produtividade e biodiversidade do planeta, com uma capacidade de recuperação que serve de importante proteção às comunidades e atividades econômicas costeiras.

Os avanços foram possíveis com a ajuda do Projeto Manguezais do Brasil, criado pelo Ministério do Meio Ambiente com o objetivo de melhorar a capacidade do País de promover a efetiva conservação e uso sustentável dos recursos em ecossistemas deste tipo, a partir do fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) e na designação de áreas de preservação permanente a todos os manguezais existentes em território nacional.

O projeto une a conservação do ecossistema à promoção da qualidade de vida da comunidade local e ao uso sustentável dos recursos naturais e recebeu o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O Manguezais do Brasil teve início em 2008, com recursos do Global Environment Facility (GEF) e execução do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A meta é promover práticas adequadas para mangues oferecendo suporte em âmbito nacional, estadual, municipal e comunitário às estruturas responsáveis pela gestão destes ecossistemas.

Experiência será exemplo para manguezais do mundoA faixa nacional de manguezais abrange 13.400 km² ao longo de quase todo o litoral brasileiro e correspondem a 9% dos manguezais do mundo. No entanto, cerca de 25% dos manguezais brasileiros foram destruídos no último século e muitos estão classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção.

Os agentes do projeto já atuavam nas reservas extrativistas existentes e ajudou a promover as demandas locais de comunidades que viviam em áreas onde ainda não havia unidades de conservação, além de promover os estudos utilizados para a definição dos limites dessas novas reservas extrativistas.

No total, 568 mil hectares de manguezais serão beneficiados pelo projeto, gerando impactos positivos nos meios de vida de alguns dos segmentos mais vulneráveis da sociedade brasileira e permitindo a replicação das lições aprendidas para outros manguezais do Brasil e do mundo.

Com informações do Pnud.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

TEM ÁGUA NO MAR! E VIVA!

Águas-vivas apareceram no Litoral neste fim de semana
Foto: Anderson Fetter / Agencia RBS


Cresce o número de lesões por águas-vivas no litoral catarinense

No meio da temporada de verão, foram registrados quatro vezes mais casos no Estado do que entre outubro de 2013 e abril de 2014, influenciados pelo aquecimento da água e pela corrente marítima

Um beliscãozinho leve seguido de uma ardência na pele. Em seguida, vermelhidão. É do que se queixam banhistas atingidos pelas águas-vivas, também chamadas de mãe-d’água ou medusas e que no final de semana apareceram em grande número em praias de Santa Catarina.

A maior incidência neste verão está no Litoral Sul – entre Passo de Torres e Balneário Rincão – onde em um só dia foram registrados cerca de 600 casos. Em Balneário Arroio do Silva são 20.521 casos nesta temporada, que se iniciou em outubro de 2014 – entre outubro de 2013 e abril de 2014 haviam sido 586 no total.

Quem neste final de semana caminhou pelas praias da Ilha de Santa Catarina encontrou muitos exemplares de água-viva mortos nas areias. A maior quantidade de registros de lesões está nos Ingleses, com 844 casos, segundo o site do Corpo de Bombeiros.

No Campeche, ao Sul, também existem registros. Mesmo que aparentemente sem vida, o recomendável é não tocar. Do contato com os filamentos transparentes resultam bolhas e sensação de queimadura, que podem provocar náusea, vômitos, tonturas.

Animais costumam se aproximar em grupos

Os registros das ocorrências nesta temporada estão no site do Corpo dos Bombeiros. Devido ao recesso, uma atualização mais completa deve ocorrer nesta segunda-feira.

O tenente Henrique Piovezan Silveira, do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Criciúma, explica que a ocorrência pode estar ligada ao aumento de temperatura da água. Especialistas relacionam o aparecimento ao aquecimento global, ao vento e às correntes marítimas.

O conselho dos guarda-vidas é para que os banhistas atentem para a presença da água-viva, uma vez que não existe o que fazer a não ser esperar que as correntes mudem e a espécie se afaste da costa. A presença de uma certa quantidade deve servir de alerta, pois a reprodução nunca ocorre isoladamente.

clic que cresce


(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)