segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

TESÃO DOS 7 MARES

Dick e Dolly: no banho ou na hora da refeição, toda hora é hora...
Uma tartaruga de 70 anos está surpreendendo especialistas e atraindo espectadores para o Zoológico de Londres por causa de sua disposição sexual insaciável. Dirty Dirk, uma tartaruga do arquipélago de Galápagos que pesa quase 200 quilos, é a estrela maior da exposição "Os Gigantes de Galápagos" porque não tem dado trégua para suas companheiras Dolly, de 16 anos, e Dolores, de 14, que têm menos da metade de seu peso. Segundo o zoo, Dirk passou um ano e meio longe das fêmeas antes da viagem à capital britânica, o que pode justificar seu apetite sexual. Mesmo assim, os funcionários do zoológico dizem estranhar que a volúpia da tartaruga não tenha diminuído depois da época tradicional de acasalamento, que ocorre no período mais quente do ano. Segundo o zoológico, Dirk "nem ao menos permite que Dolly termine suas refeições ou saia da banheira antes de ser seduzida". Dirk foi levado do arquipélago de Galápagos, no Oceano Pacífico, para a Holanda em 1962. No ano passado, foi enviado para a exposição em Londres. O apetite sexual de Dirk tem deixado os especialistas do Zoo de Londres animados com a perspectiva de que ele possa gerar filhos em suas parceiras quando o clima esquentar. Isso porque, apesar de terem um casco muito resistente e sobreviverem por até 150 anos, as tartarugas de Galápagos estão ameaçadas de extinção. (BBC)

MAIS BALEIAS MORTAS

28 morrem em praia da Nova Zelândia
A Ilha Steward é a terceira maior ilha da Nova Zelândia. Está situada a 30 km a sul da ilha Sul e é separada desta pelo Estreito de Foveaux. Tem 400 habitantes aproximadamente, a maioria na cidade de Oban.
Um grupo de 28 baleias morreu --19 delas sacrificadas-- após ficarem atoladas na remota ilha neozelandesa de Steward, segundo informou hoje a imprensa local. O periódico "The Southland Times" indicou que a tripulação de um barco que passava perto do litoral de Steward, que fica ao sul do país, descobriu os animais e informou o Departamento de Conservação, que enviou um grupo de especialistas. As baleias estavam espalhadas por uma faixa de aproximadamente de 700 metros da praia. Não se sabe por quanto tempo ficaram atoladas. Nove delas estavam mortas. O mau tempo não permitia a realização uma operação de resgate, por isso a única opção era sacrificar as 19 restantes, explicou Brent Bevan, diretor de biodiversidade do departamento. Não é comum encontrar baleias atoladas na ilha, segundo Bevan, que acrescentou que o último caso semelhante ocorreu em 2003, quando morreram quase 160 animais. Outras 15 baleias morreram no mês passado junto à ilha de Christchurch (também no sul do país). Em dezembro, 105 animais foram encontrados mortos ao sul e outros 21 a norte do país. (BBC)

FLORIPA NÃO É NICE

Floripa is nice? Mas podia ser. O jornalista Sergio Rubim, o Canga, que está lá na cidade francesa de Nice, onde marcou encontro com sua primeira neta, traça paralelos interessantíssimos entre as duas cidades litorâneas: uma de frente e outra "descostas" para o mar. Vale a pena mergulhar mais fundo lá no http://www.cangarubim.blogspot.com/

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Altas Ondas

Treze espectadores ficaram feridos durante uma importante competição de surfe na Califórnia, depois de serem atingidos por ondas de seis metros. As ondas derrubaram as pessoas que assistiam o Maverick Surf Contest, uma das maiores competições de ondas grandes do mundo, assim como pessoas que trabalhavam no local. A força das águas derrubou cercas de proteção e jogou o público contra pedras, deixando várias pessoas com pernas e braços quebrados. Depois do incidente, uma parte da praia foi evacuada.(BBC)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

É HOJE

AS CANOAS BALEEIRAS DE JOEL PACHECO, SEGUNDO O AUTOR
A intenção desse livro é de chamar atenção para esta construção naval que está em declínio e tende a desaparecer rapidamente, por falta de construtores e dificuldade de transmissão da técnica de produção. Penso que devemos fazer todos os esforços para que esta tradição seja passada para as gerações futuras. E quero despertar o interesse pela preservação de uma identidade cultural proveniente dos Açores, mostrando as particularidades dessas embarcações e contribuindo para semear a conscientização sobre nossos bens culturais. Outra intenção é a divulgação dos museus ligados a esta área, como o Museu Nacional do Mar e Museu da Baleia de Imbituba, que terão tópico específico no livro. Busco também, a propagação da preservação e educação ambiental, baseada no turismo de observação de baleias – “whale watching”, fato que já vem se desenvolvendo com harmonia, no litoral catarinense. O livro terá duzentas páginas com texto em português e inglês, com desenhos, 500 fotos, entrevistas com mestres construtores, antigos caçadores de baleias, pescadores, biólogos da área de observação de cetáceos, tanto do Brasil como dos Açores. São os seguintes os tópicos do livro: 1. As primeiras embarcações – geral; 2. História da baleação – Brasil/Açores; 3. A canoa baleeira – Brasil/Açores; 4. Construção da baleeira – projetos – Brasil/Açores; 5. Turismo de observação de baleias – “whale watching” – Brasil/Açores 6. Museus de baleação e embarcações – Brasil/Açores 7. Depoimentos de pescadores e construtores ¬- Brasil/Açores 8. Atividades com a baleeira – Brasil/Açores 9. Histórico do Brasil e Açores – Mapas ¬ 10. Glossário 11. Bibliografia
Joel Pacheco
Adquira o livro com o autor 48 – 99714143 ou nas melhores livrarias da Capital Lançamento – Shopping Via Lagoa – Lagoa da Conceição – Livraria Paper Moon – 19 hs – hoje

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

MARES D'ALÉM

Tristeza do Jeca
Ex-integrante de uma das mais importantes duplas sertanejas do país, o músico Pena Branca morreu na última segunda-feira, em decorrência de um infarto. O cantor, cujo nome real era José Ramiro Sobrinho, tinha 70 anos e ficou conhecido no Brasil por seu trabalho junto com o irmão, Xavantinho..Nascido em 1939, em Igarapava, interior de São Paulo, Pena Branca iniciou carreira solo em 1999 com a morte do irmão, Ranulfo Ramiro da Silva, que na época tinha 57 anos. A dupla Pena Branca & Xavantinho começou a cantar em 1962. Em 1968, mudou-se para São Paulo para tentar a vida artística. Em 1990, ganharam o Prêmio Sharp de melhor música (Casa de Barro, de Xavantinho e Moniz) e melhor disco (Cantado do Mundo Afora). Em 1992, também receberam os prêmios Sharp e APCA, consagrando-se entre os maiores divulgadores do sertanejo de raiz.Os irmãos gravaram, em 1993, Violas e Canções (Velas), destacando-se Viola Quebrada (Mário de Andrade). Nesse ano, os shows da dupla chegaram até os Estados Unidos. Lançaram ainda Ribeirão Encheu (Velas), em 1995, com Luar do Sertão (João Pernambuco e Catullo da Paixão Cearense), e Pingo d’água (Velas), em 1996, com Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira) e Flor do Cafezal (Luís Carlos Paraná). Há 10 anos, Pena Branca seguia carreira solo. Em 2001, recebeu o Grammy Latino de melhor disco sertanejo por Semente Caipira, trabalho idealizado quando Xavantinho era vivo. O disco traz três composições de sua autoria: Papo Furado, Casa Amarela e Rio Abaixo Vou Viver. Seu segundo disco solo, de 2002, recebeu o nome de Pena Branca Canta Xavantinho e tem músicas de Renato Teixeira, Chico Lobo, Xangai, Paulo Sérgio Santos e Nivaldo Ornellas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

9 DE FEVEREIRO - DIA DO SURFE

Duke Kahanamoku Jack London
Aloha! Jack London, escritor norte-americano, assombrou o mundo ao publicar em A Travessia do Snark, em 1912, um apaixonado relato sobre homens de ilhas do Pacífico que tinham os tornozelos alados e como um Mercúrio capturavam, domavam e cavalgavam as ondas. Nesse mesmo ano, um atleta olímpico de pele escura e cabelos negros conquistava na Suécia medalhas de ouro nadando. Dizia que seu esporte preferido era o he’nalu (em havaiano, “deslizar sobre as ondas”).
London e o havaiano Duke Kahanamoku impediram o desaparecimento do surfe no chamado mundo moderno. Praticado há milênios em ilhas do Pacífico, sempre com forte caráter religioso, o surfe tinha sumido com a chegada do homem branco. Através de London e Duke, ressurgiu, virou moda, mídia e indústria na Califórnia do final dos anos 1950.
Filmes como Alegrias de Verão e músicas de Dick Dale e Beach Boys embalaram a onda que chegou ao Brasil no final dos anos 1960, transformando a praia do Arpoador, no Rio, em sua Meca. Segundo esporte mais praticado e com uma galera de mais de 3 milhões de adeptos, inclusive em cidades sem mar, o surfe passou a ser mais que o ato de deslizar sobre as ondas. Transformou-se em modo de vida e maneira de encarar o mundo e se relacionar com ele. Desenvolveu linguagem própria, seja na maneira de vestir, de se comportar ou mesmo de falar.
Aloha!
Fernando Alexandre
(Fernando Alexandre é jornalista, poeta, editor e autor do Dicionário do Surf - A Língua das Ondas, Cobra Coralina Edições, 2004.) cobracoralina@brturbo.com.br Texto publicado na edição de fevereiro de 2005 da revista "ALMANAQUE BRASIL"

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

MOTOR DE PANO

Foto sem nenhum crédito Grandes navios veleiros-escola de oito países latino-americanos e da Espanha partiram partiram no último sábado do Rio de Janeiro em um desfile naval para começar a regata Grandes Veleiros Rio 2010 - Velas Sudamerica, como parte das comemorações dos bicentenários dos países latino-americanos. Os navios, que permaneceram os últimos dias atracados no píer da Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro, soltaram as amarras e partiram rumo ao sul do continente. Antes da largada oficial da regata, os navios se alinharam na Baía de Guanabara, atrás do Pão-de-Açúcar. Ao entrar em mar aberto, desfilaram com as velas abertas em frente às praias de Copacabana, Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca. O navio-escola brasileiro "Cisne Branco" liderou o desfile na largada, por ser o anfitrião. Ele foi seguido pelos navios "Liberdade", da Argentina, "Esmeralda", do Chile, "Gloria", da Colômbia, "Guaias", do Equador, "Juan Sebastián Elcano", da Espanha, "Cuauhtémoc", do México, "Capitão Miranda", do Uruguai, e "Simón Bolívar", da Venezuela.

GUARDA-VIDAS PEDEM SOCORRO!

Os ventos de verão dizem que os guarda-vidas civis contratados para esta temporada em Santa Catarina, estão indignados, pois o seu trabalho, com importância indiscutível, não está sendo remunerado há um mes e meio.
Cento e noventa e cinco novos guarda-vidas foram contratados para este verão na ilha, distribuidos em 22 praias, num total de 35 postos. Conforme declarações do subcomandante-geral no início da temporada, coronel José Cordeiro Neto, estima-se que sejam salvas aproximadamente 144 vidas por dia nesta operação, que também ia receber um reforço de mais nove jets skis, quatro kombis, botes infláveis e lanchas, para todo o litoral do Estado, significando um investimento de R$9,9 milhões.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Na ilha, sujeira aumenta

A Fundação do Meio Ambiente (Fatma) divulgou nesta sexta-feira o relatório sobre a qualidade da água em praias catarinenses e aponta que 57 pontos estão impróprios para banho no Estado. O órgão fez o nono levantamento da temporada de verão 2010 em 194 locais. Em Florianópolis, 22 de 64 pontos analisados não foram recomendados (34,38%). Na semana passada eram apenas 19. Saiba quais são as 57 praias poluidas do litoral catarinense acessando http://www.fatma.sc.gov.br/ , clique em "Serviços" e depois em "Balneabilidade".

Pharol de Santa Martha

O jornalista e fotógrafo gaúcho Eduardo Tavares está lançando mais um livro fotográfico. Desta vez o assunto é o Farol de Santa Marta, localizado a 15 km de Laguna. Ilustrado com 264 fotos coloridas, emolduradas por textos descontraídos e objetivos, escritos por Tavares, o livro “Pharol de Santa Martha”, nome de batismo do Farol, é uma edição elegante, com 68 páginas, no formato 20x29 cm, impresso em papel couchê. Passando por suas páginas é possível conhecer e visualizar a história desse “velinho iluminado”, nascido em 1890, e a vida que o cerca: lindas praias, lagoas serenas, dunas e sambaquis, flora e fauna, a vila e seu povo, a pesca, o turismo, as festas, o Farol do inverno e o Farol do verão.O autor se declara um cidadão farolense, porque freqüenta o Farol deste 1975 e, a partir de 1982, passou a habitar, sempre que possível, uma casinha no Morro do Céu, de frente para o Farol. O resultado dessa paixão foi um imenso acervo fotográfico que agora sai da gaveta e pode ser compartilhado por todos que se interessam pela região.O livro será lançado no Farol no próximo dia 06 de fevereiro, sábado, às 19 horas, no Salão Paroquial do Farol.
Exemplares, também, podem ser encomendados diretamente com o autor pelo e-mail ete@terra.com.br. Preço: R$ 35,00

sábado, 30 de janeiro de 2010

Continua pintando sujeira...

Relatório sobre a qualidade da água em praias catarinenses, divulgado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma) na sexta-feira, aponta 57 pontos estão impróprios para banho no Estado. O oitavo levantamento da temporada de verão 2010 realizado pelo órgão foi feito em 194 locais. Em Florianópolis, 19 de 64 pontos analisados — ou seja, 29,69% — não foram recomendados. O monitoramento abrange 107 balneários de 27 municípios. É possível fazer o estudo de mais de um ponto de cada praia. São analisados apenas trechos com risco de contaminação, como espaços com grande concentração populacional grande ou com valas, rios ou riachos aportando à praia.
A pesquisa de balneabilidade é realizada pela Fatma desde 1976. É feita com a coleta de amostras da água do mar em diversos pontos dos 500 quilômetros da costa catarinense.
Uma praia (ou curso d'água ou lagoa) é considerado impróprio para banho quando a quantidade da bactéria Escherichia coli por 100 mililitros for superior a 800 em mais de 20% das amostras coletadas nas últimas cinco semanas. O local também é classificado como impróprio quando forem encontradas mais de 2000 Escherichia coli por 100 mililitros. A bactéria vive no intestino de animais de sangue quente — do ser humano, inclusive — e é um indicativo de contaminação de água. A Escherichia coli pode provocar desde disenteria até infecções mais severas.

domingo, 24 de janeiro de 2010

AUMENTA A SUJEIRA

Cartoon de Marco Jacobsen, semana passada, na Folha de Londrina. A Fundação do Meio Ambiente (Fatma) divulgou na última sexta-feira o sétimo relatório sobre a qualidade da água dos balneários do litoral catarinense, que apontou 62 pontos impróprios para banho em Santa Catarina, dez mais que na semana passada. De acordo com o levantamento, em Florianópolis, 23 (36,51%) locais analisados não são recomendados, quatro mais que na semana passada. No Estado, a porcentagem é de 32,12%. Em Balneário Camboriú, de 14 pontos analisados, cinco pontos estão impróprios para banho. Em Bombinhas, de oito analisados, dois não são recomendados: uma na praia de Bombas e outro na praia de Bombinhas. Em Garopaba, de três pontos analisados, um está impróprio. Em Florianópolis, entre os locais inadequados estão a Praia da Armação do Pântano do Sul, Praia do Meio, Praia do Balneário, Praia do Bom Abrigo, Praia do Jardim Atlântico, Praia José Mendes, Praia do Matadouro, Praia dos Ingleses, Praia de Canasvieiras (três pontos) Praia Brava, Beira-Mar Norte, Praia do Ribeirão da Ilha, Praia Ponta das Canas e Lagoa da Conceição, que tem cinco pontos não recomendados. A pesquisa de balneabilidade é realizada pela Fatma desde 1976. É feita com a coleta de amostras da água do mar em mais de 180 pontos dos 500 quilômetros da costa catarinense.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

DEPOIS DA CHUVA...

Foto Fernando Alexandre
Praia dos Açores, de frente para as Ilhas Três Irmãs. Ontem à tarde.

MAIS SUJEIRA...

Foto Fernando Alexandre
Armação, sem areia e sem esgoto. Resultado: imprópria para banho.
A Fundação do Meio Ambiente (Fatma) divulgou sexta-feira o sexto relatório sobre a qualidade da água dos balneários do litoral catarinense, que apontou 52 pontos impróprios para banho em Santa Catarina. De acordo com o levantamento, em Florianópolis, 19 (30,15%) locais analisados não são recomendados. No Estado, a porcentagem é de 26,94%. Em Balneário Camboriú, de 14 pontos analisados, três pontos estão impróprios para banho. Em Bombinhas, de oito analisados, dois foram reprovados: uma na praia de Bombas e outro na praia de Bombinhas. Em Garopaba, de três pontos analisados, todos são recomendados. Em Florianópolis, entre os locais impróprios estão a Praia da Saudade, Praia da Armação do Pântano do Sul, Praia do Meio, Praia do Balneário, Praia do Bom Abrigo, Praia do Jardim Atlântico, Praia José Mendes, Praia do Matadouro, Praia do Meio, Praia dos Ingleses, Praia Brava, Beira-Mar Norte, Praia Ponta das Canas e Lagoa da Conceição.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Azul profundo

Deep Blue (Azul Profundo), um épico documentário, com músicas gravadas pela Orquestra Filarmônica de Berlim e narrado pelo ator Michael Gambon.
Lagoa dos Patos, fotografada por Miguel Sanchis
Mergulhe mais fundo no www.conjuminando.com.br

sábado, 9 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Praias sujas quase dobram em 15 dias

Foto Fernando Alexandre
Esgotos despejados no Rio Sangradouro pelos moradores da Armação, que não tem saneamento básico como todo o sul da Ilha, leva a sujeira para o mar.
O número de pontos impróprios para banho no litoral de Santa Catarina aumentou 79% nos últimos 16 dias. Segundo relatório da Fundação Meio Ambiente (Fatma) divulgado nesta sexta-feira, dia 8, das 193 áreas analisadas, 61 (31%) não estão adequadas no litoral de Santa Catarina. No último relatório divulgado, em 23 de dezembro de 2009, 34 pontos estavam impróprios.
Outro dado alarmante é que em Florianópolis o número de locais impróprios quase dobrou. Dos 63 pontos analisados, 26 não servem para banhistas, sendo que no mês passado esse número era de 14 pontos, um aumento de 85%.Entre as praias com áreas impróprias para banho em Florianópolis estão a Armação do Pântano do Sul, Ingleses, praia do Meio, do Matadouro, do José Mendes, do Jardim Atlântico, do Itaguaçu, do Bom Abrigo, Jurerê, Ponta das Canas, Canasvieiras e Beira-Mar Norte.Por outro lado, em Balneário Camboriú, um dos principais destinos turísticos do Litoral Norte, o número de locais impróprios para banho caiu. Das 14 áreas analisadas, quatro não servem para banhistas, uma a menos que na última medição.

MAREGRAFIAS VIII

Foto de Samanta Vizinho, enviada por Nagib Souza
diretamente da Ilha de São Miguel, arquipélago dos Açores.

A Ilha, quanto custa, quanto foi?

"Água tá Clara", da Banda Tijuquera, de Floripa.

Parabéns Elvis!

No filme Blue Hawai, em 1961, muitas praias atrás. Hoje ele faria 75 anos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Caranguejos invadem a ilha

Foto Christmas Island Tourism Association A migração anual de mais de 100 milhões de caranguejos fechou estradas e transformou as ruas da Ilha Christmas, na Austrália, em enormes tapetes vermelhos. Os cerca de 120 milhões de caranguejos, segundo o Parque Nacional da Ilha Christmas, no sudoeste da Austrália, migram todos os anos das florestas para o mar, para a reprodução e desova. O movimento rumo ao oceano começa entre os meses de novembro e janeiro, dependendo das chuvas. Os caranguejos apenas prosseguem a migração com chuva. Esse ano, devido ao fato de a estação úmida ter vindo mais tarde, houve apenas uma desova, iniciada no meio de dezembro. A migração é tão intensa que ruas e estradas são fechadas na ilha, para impedir que os crustáceos sejam esmagados. Guardas-florestais também constroem pontes plásticas sobre as estradas para que os caranguejos atravessem sem perigo. A movimentação da natureza, no entanto, não impede que os 1,2 mil moradores locais prossigam com suas atividades diárias. "Não é difícil ver caranguejos dentro das casas", disse Linda Cash, moradora local, à BBC Brasil. Galápagos do Índico O pequeno pedaço de terra no Oceano Índico foi descoberto e nomeado Ilha Christmas por um capitão britânico, que passava pela região no dia de Natal em 1643. O local é conhecido como a "Galápagos do Oceano Índico", devido à sua grande biodiversidade, comparável à do arquipélago que fica no Oceano Pacífico. A Ilha Christmas é um paraíso para pássaros e 14 espécies de caranguejos, incluindo o maior invertebrado no mundo, o caranguejo coco. Dois terços da ilha formam um parque nacional, atraindo 1,5 mil visitantes por ano, principalmente mergulhadores e observadores de pássaros e caranguejos. Apesar de fazer parte do território australiano, a ilha está a apenas 370 quilômetros da costa sul da Indonésia e a maioria de sua população pertence às etnias chinesa e malaia. (Informações BBC Brasil)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

BALEEIROS ATROPELAM ECOLOGISTAS

Momento em que o navio atropela o barco - Foto AFP
Uma embarcação veloz utilizada por ecologistas australianos para perseguir baleeiros japoneses ficou destruída após um confronto com pescadores nipônicos na Antártica. O 'Ady Gil', uma embarcação futurista em carbono e kevlar, capaz de alcançar 93 km/h, se partiu em dois e afundou após um choque no mar, diante da Commonwealth Bay, segundo o jornal.Os seis membros da tripulação do 'Ady Gil' foram resgatados ilesos, segundo Paul Watson, diretor da campanha anual organizada pelo grupo Sea Shepherd contra a pesca da baleia. A Sea Shepherd informou que as possibilidades de recuperar o 'Ady Gil' são pequenas e que o ataque "não provocado" foi filmado. "O 'Shonan Maru Nº2' se colocou em movimento de repente e deliberadamente avançou contra o 'Ady Gil', arrancando oito pés (2,4 metros) da proa", afirma um comunicado. Sob a alegação de pesquisa científica, o Japão burla a moratória internacional sobre a caça das baleias, em vigor desde 1986, o que provoca a revolta de Austrália e Nova Zelândia.
(Informações Ig e AFP)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Botando mais fogo nesse inferno...

Haja Sushi!

Getty Images Um atum foi vendido em leilão no Japão por US$ 175 mil - o preço mais alto pago no mercado de peixe de Tóquio nos últimos 9 anos. O atum-rabilho pesava 232 quilos - quase quatro vezes o peso médio do homem japonês. Ele foi pescado no extremo norte da ilha de Honshu, a principal do Japão, em águas conhecidas pela alta qualidade dos peixes encontrados. O peixe foi comprado conjuntamente por um dos restaurantes mais sofisticados da cidade e por um empresário de Hong Kong que tem uma cadeia de casas de venda de sushi. Segundo correspondentes, o atum-rabilho é considerado o de melhor qualidade para fazer sushi - o prato mais consumido no país. O alto consumo contribuiu para a redução da quantidade de atum no planeta. Ativistas pela preservação do meio ambiente estão pedindo uma moratória na pesca do animal para salvar o atum-rabilho da extinção no Atlântico e no Mediterrâneo. (Informações BBC e Ig)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Atuneiros arrastam na praia

Foto reprodução
Pescadores artesanais reagiram a invasão de atuneiros no fim de semana no Sul de Santa Catarina. No sábado, por volta das 17h, os barcos industriais se aproximaram da costa na Praia de Garopaba para capturar sardinhas e manjuvas — peixes pequenos, que vivem em águas rasas, usados como isca para pesca de atum em alto mar. Esse tipo de pesca mexe no fundo do mar e espanta a grande maioria dos peixes, prejudicando a pesca artesanal. A ação irritou os pescadores da região, que entraram no mar e arrancaram uma rede de cerco. Para puxar a rede para a areia, eles contaram com a ajuda de turistas que estavam na praia naquela tarde. Segundo testemunhas, a rede estava a aproximadamente 50 metros dos banhistas.Houve confusão: de um lado, pescadores e turistas indignados com a proximidade dos botes da área de banho; do outro, os atuneiros exigindo a rede de propriedade deles. A Polícia Militar Ambiental foi chamada, e a rede apreendida. Segundo o capitão Marledo Egídio Costa, a legislação sobre a atuação dos atuneiros se restringe ao período do ano (é proibida em junho e julho) e às áreas regulamentadas (como as baías Norte e Sul de Florianópolis, a Ilha do Arvoredo e as desembocaduras de rios). Por isso, segundo o capitão, não houve ilegalidade na ação dos barcos industriais em Garopaba, no sábado. O que pode ter ocorrido, segundo ele, é a quebra da ordem pública, com o desrespeito do limite de 200 metros para área de banho.— Nós recebemos muitas reclamações sobre esse tipo de ocorrência também no Costão do Santinho, Pântano do Sul e Matadeiro. Às vezes, há cerca de 20 barcos em uma área. Não existe delimitação e não vejo nenhuma alteração para que isso mude — salientou Costa.— O que precisa ser destacado é que qualquer tipo de embarcação precisa ser licenciada. E o barco que operava em Garopaba naquele dia estava licenciado para a pesca da sardinha viva, como também do atum — completou. (Informações do DC)

Debandada de Leões Marinhos

As centenas de Leões Marinhos que viviam desde 1989 no pier 39 do cais da baia de San Francisco, nos Estados Unidos, abandonaram repentinamente o local neste final de ano. Os mais de 1500 animais que haviam se transformado em atração turística chegaram ao local provavelmente em busca de alimentos. Este também deve ter sido o motivo que fez a turma procurar águas mais piscosas neste começo de ano. Informações da BBC.

Do Verão, do Mar...

Banda Tijuquera, da ilha de Santa Catarina, na bela "Vista do Canal",
de Da Vila e Rodrigo Poeta. Tijuquera é Da Vila – voz, Márcio Costa – guitarra, Rodrigo Poeta – percussão, Alexandre Damaria – percussão, Zé Caetano – bateria e Nilinho Adriano - baixo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

E foi-se a primeira Ilha...

Uma pequena ilha desapareceu da superfície do planeta devido ao aumento do nível do mar provocado pelo aquecimento global, segundo uma reportagem do jornal "Independent". A ilha de Lohachara, na baía de Bengala, Índia, é a confirmação de previsões sobre o agravamento do efeito estufa.
Há oito anos, algumas ilhas desabitadas do arquipélago de Kribati, no Pacífico, desapareceram. Os habitantes de Vanuatu (próxima ao local) foram retirados de suas casas por precaução. Segundo especialistas, à medida que os mares se elevam, países com vastas planícies costeiras, como o Egito ou Bangladesh, podem perder boa parte de suas terras. O desaparecimento gradual de Lohachara, porém, não tem precedentes. No passado, o local abrigava 10 mil pessoas.O sumiço total da ilha foi confirmado por cientistas da Universidade Jadavpur, de Calcutá, que estudavam em Sunderbans, uma região de mangue no delta do Ganges. Os pesquisadores ficaram sabendo da submersão por imagens de satélites. Uma ilha vizinha, Suparibhanga, também desapareceu, assim como dois terços de outra ilha povoada, Ghoramara. "Em questão de alguns anos ela vai ser engolida também", diz Sugata Hazra, coordenador do estudo.Há ainda outras dez ilhas em processo de submersão na parte indiana do delta --cerca de 400 tigres que vivem na área poderão morrer devido ao fenômeno. Até então, acreditava-se que as Ilhas Carteret, em Papua-Nova Guiné, seriam as primeiras terras povoadas a submergir --o que poderá ocorrer em cerca de oito anos. Lohachara, porém, foi a primeira ilha povoada a sumir.

Vozes do Mar

O multiplo Valdir Agostinho, da Barra da Lagoa, e a banda Coletivo Operante.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Botando mais fogo nesse inferno...

O ano de 2010 poderá bater todos os recordes de temperatura, apesar de o Sol estar em um período de baixa atividade. Apesar da ladainha de que o aquecimento global "parou" em 1998, 2009 terá sido um dos cinco anos mais quentes já registrados desde que as medições por termômetros começaram, em 1850. Na década 2000-2009, a temperatura média do planeta foi 0,4 ºC maior que a registrada entre 1961 e 1990, segundo o Met Office (serviço de meteorologia britânico). O Met Office prevê que 2010 tem chance de encabeçar a lista. O balanço de temperaturas deste ano é mais notável quando se considera que desde 2008 o Sol se encontra mergulhado num "mínimo profundo" de atividade, do qual só começou a sair em meados deste ano. Segundo a Nasa (agência espacial dos EUA), tamanha calmaria na atividade solar não era observada desde 1913. Os especialistas estimam que o retorno à atividade máxima só ocorra em 2013. Enquanto isso, a contribuição solar para as variações climáticas é equivalente a apenas um décimo da contribuição dos gases de efeito estufa antropogênicos --ou seja, o clima da Terra não deve esperar o retorno da atividade solar para bater recordes. "Enquanto a temperatura média global foi de 14 ºC entre 1961 e 1990", explica o Met Office, a de 2010 deve ficar ao redor de 14,58 ºC. James Hansen, diretor do Instituto Goddard de Ciência Espacial, da Nasa, estima uma chance maior que 50% de que isso ocorra mesmo. (Le Monde).

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Baleias mortas

Foto Efe
Mais de 125 baleias morreram encalhadas em dois pontos da costa da Nova Zelândia durante o fim de semana. Habitantes locais e ambientalistas ainda conseguiram salvar 43 mamíferos no domingo, na praia de Colville Bay. Em Farewell Spit, a oeste da cidade de Nelson, em South Island, 105 baleias piloto morreram atoladas no sábado, enquanto 21 outras da mesma espécie morreram neste domingo. Dois fatores que podem ter causado a mortandade dos animais. Ou o grupo se desorientou e acabou em águas rasas, ou uma baleia ficou doente e todas as outras a seguiram. Durante esse período do ano, a costa da Nova Zelândia é rota para as baleias que se dirigem à Artártida para se reproduzirem.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Manésuname, a nossa onda...

Animação de Marcelo Gevaerd e música "Floripa Invadida" da Banda M99.

Cinco anos depois

Há cinco anos, um tsunami atingia a região do Oceano Índico, devastando diversos países e deixando mais de 200 mil mortos. Segundo as estimativas, as perdas teriam chegado aos US$ 10 bilhões. Cinco anos depois, a BBC voltou à praia de Pukhet, na Tailândia, um dos locais atingidos pela onda gigante. Os habitantes deste "paraíso", que quase tiveram sua vida destruída pela natureza, agora estão reconstruindo seu caminho tirando proveito justamente dela. Assista à reportagem de Rachel Harvey, da BBC.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

MAR DE LAMA

Tiraram um blog do ar Tinha um inseto a incomodar Mar de Lama, é probibido mostrar? Mosquitos incomodam Mas censura e sem vergonhice incomodam muito mais! Saiba mais no blog do Canga: http://cangarubim.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

MAR SUJO

Foto Sujando Costa
A Fundação do Meio Ambiente (Fatma) divulgou nesta quarta-feira o quarto relatório sobre a qualidade da água dos balneários do litoral catarinense, que apontou 34 pontos impróprios para banho em Santa Catarina. De acordo com o levantamento, em Florianópolis, 14 (22,22%) locais analisados não são recomendados. No Estado, a porcentagem é de 17,61%. Em Balneário Camboriú, de 14 pontos analisados, cinco pontos estão impróprios para banho. Em Bombinhas, de oito analisados, todos são recomendados. Em Florianópolis, entre os locais impróprios estão a Praia da Saudade, Praia da Armação do Pântano do Sul, Praia do Meio, Praia do Balneário, Praia do Bom Abrigo, Praia do Jardim Atlântico, Praia José Mendes, Praia do Matadouro, Praia do Meio, Praia dos Ingleses, Praia Brava, Beira-Mar Norte, Praia Ponta das Canas e Lagoa da Conceição. A pesquisa de balneabilidade é realizada pela Fatma desde 1976. É feita com a coleta de amostras da água do mar em mais de 180 pontos dos 500 quilômetros da costa catarinense.

Okeanós: energia no balanço das ondas

As enormes “serpentes” do Projeto experimental Okeanós
Quem passa por Póvoa de Varzim, cidade do litoral norte de Portugal, avista no horizonte três enormes “serpentes marinhas” vermelhas a boiar no mar. Elas são, na verdade, geradores de energia formados por grandes tubos de aço articulados com 37 metros de comprimento cada um. Ao oscilar como cobras com o quebrar das ondas, os geradores acionam as turbinas e produzem energia (enviada à terra por cabos submarinos) sufi ciente para abastecer 1500 casas.
E essa é apenas a fase experimental do projeto batizado Okeanós, o primeiro parque mundial que aproveita o movimento das ondas – e não o sobe e desce das marés, como é mais comum – para gerar energia. Até o fi m de 2011, espera-se que 28 serpentes (ou geradores) estejam em ação para poder iluminar a vida de cerca de 250 mil habitantes da cidade, através de uma fonte limpa, renovável e ainda capaz de poupar ao meio ambiente 60 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. Tudo só com o doce balanço do mar....
Rafael Tonon – Revista Vida Simples – 11/2009 / www.planetasustentavel.com.br

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MAR DE SONS

"Percutindo Mundos", grupo do litoral paulista que participou dos shows que comemoraram os 30 anos do Teatro Lira Paulistana. Depois de navegar por um mês em mares paulistanos, dropando uma verdadeira tsunami de sons em dezenas de shows que comemoraram os 30 anos do Teatro Lira Paulistana, movimento/movimentação que agitou São Paulo nos anos 80, estamos de volta a nossa praia.

Botando mais fogo nesse inferno...

Foto Fernando Alexandre
O verão brasileiro que acabou de começar nesta segunda, dia 21, às 15h47min, terá temperaturas acima das registradas nos últimos anos. Nas regiões Sul e Sudeste, a tendência é que continue a chover na mesma intensidade que vem sendo registrada. A informação é do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A excepcionalidade se deve ao fenômeno atmosférico-oceânico El Niño e ao aquecimento global. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical. A ocorrência afeta o clima regional e global e muda os padrões de vento e o regime de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. No Brasil, o fenômeno causa mais chuva na região Sul e seca no Norte. De acordo com especialistas do CPTec, em 2008 houve aumento de 0,36 ºC na temperatura do planeta, quando comparado aos registros de 1961. A previsão de um verão mais quente, porém, não representa uma mudança climática definitiva. Para considerar a variação como fixa seria necessário analisar um período de 50 a 100 anos

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mar dos 30

Show de abertura da comemoração dos 30 anos do Lira Paulistana, no Sesc Consolação, em São Paulo, no dia 17 de novembro. Desde então temos tido o privilégio de estar presente em todas as platéias, nas apresentações da chamada Vanguarda Paulista, que surgiu no antigo porão da Teodoro Sampaio, nos anos 80.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Onde o rio encontra o mar

"Homem da lama" do mangue da ilha de Batevento, no Maranhão.
Lamacento, cheio de troncos torcidos e pernilongos, o mangue, paisagem que muitas vezes recebe olhares enviesados, é na realidade uma região que abriga um dos mais complexos, ricos e delicados ecossistemas do planeta. Neste lugar de água salobra, onde o rio se encontra com o mar e a maré é muito instável, moram e trabalham os catadores de caranguejo. Praticamente excluído socialmente, o povo do mangue adquiriu notoriedade com o movimento musical mangue beat, idealizado na década de 90 pelos músicos Chico Science e Fred 04. Uma fama que infelizmente não serviu para imunizar os catadores e a sua fonte de renda do desequilíbrio ambiental. Os "homens da lama" têm uma área cada vez mais escassa para trabalhar, principalmente por causa de um vilão chamado carcinicultura - fazendas de criação de camarão, muitas vezes clandestinas. Isso porque, depois de no máximo cinco anos, os criadores são obrigados a mudar de lugar para evitar a proliferação de doenças nos camarões. Uma mudança que tem deixado um rastro de destruição para trás. Mais complexo do que as questões de preservação, só mesmo o próprio sistema biológico dos mangues. Eles cobrem uma extensa e recortada área do litoral brasileiro, do Amapá a Santa Catarina. Além de morada de bichos aquáticos e terrestres, a vegetação emaranhada serve de peneira e impede que troncos e outros sedimentos sejam transportados dos rios para o oceano. O mangue acolhe aves, mariscos, cobras, crocodilos e os caranguejos, donos do pedaço. Esse animal passa o dia revirando o lodo - um processo importantíssimo, pois libera oxigênio aos vegetais. É o início de uma cadeia alimentar de muitas espécies de peixes e crustáceos, que, por sua vez, são alimentos de outros peixes de água salgada e que, por fim, chegam à nossa mesa. Deu para imaginar o que aconteceria se esse habitat simplesmente deixasse de existir?

sábado, 14 de novembro de 2009

Pilossauro

O crânio fossilizado de um "monstro marinho" gigante foi descoberto na costa da Grã-Bretanha. O predador, chamado de pilossauro, viveu nos oceanos há 150 milhões de anos. O crânio tem 2,4 metros de comprimento, e especialistas dizem que ele poderia pertencer a um dos maiores pilossauros já encontrados: com até 16 metros de tamanho.
O fóssil, que foi encontrado por um colecionador, foi comprado pelo governo do condado de Dorset por 20 mil libras (cerca de R$ 65 mil). Ele foi comprado com dinheiro do Heritage Lottery Fund (um fundo da loteria britânica destinado a patrimônios culturais) e será analisado cientificamente, para depois ser exposto ao público no museu do condado.
Os Pilossauros pertencem a um grupo gigante de répteis aquáticos que dominavam os mares na mesma época em que os dinossauros viviam na Terra. Eles tinham pescoços curtos e cabeças gigantes, semelhantes a de crocodilos, com mandíbulas poderosas e dentes grandes e afiados. Usando quatro patas em formas de pás para impulsionar seus corpos pela água, eles conseguiam facilmente alcançar presas como ichthyossauros (peixes-répteis) e outros plesiossauros.
Segundo o paleontólogo David Martill, da universidade britânica de Portsmouth, eles eram monstros, que tinham músculos gigantes nos seus pescoços, o que permitia que segurassem bem suas presas e provocassem um banho de sangue.
Informações e imagens da BBC Londres.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Al Mare

Foto divulgação
O publicitário aposentado Werner Hennig, 58 anos, começou uma aventura inusitada na segunda-feira. Hennig saiu de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, e pretende chegar a Florianópolis a nado. Caso não consiga percorrer os cem quilômetros, o aposentado diz que não irá se sentir frustrado se parar no meio do caminho.
Sentado na areia da Praia da Ilhota, em Itapema, ele desabafou: — Não imaginei que seria tão difícil. Vou seguir em frente, mas se eu conseguir chegar até Bombinhas já estarei muito satisfeito.
Hennig saiu de Balneário Camboriú levando apenas uma câmera fotográfica, uma filmadora, um aparelho de GPS, telefone celular e alguns mantimentos que transporta em uma prancha presa ao corpo. Após nadar e mergulhar cerca de 13 quilômetros, parou na quarta-feira em Itapema para recuperar as energias. — A maior dificuldade está sendo a mudança de correnteza do mar. Quando nado contra a corrente, o esforço que faço é muito maior — explicou. Por precaução, Hennig nada sempre perto das margens. O aposentado sabe das dificuldades que terá pela frente, principalmente depois que passar a região de Porto Belo, onde deverá encontrar menos praias e mais costões de pedras.
Como mantimentos, Hennig carrega garrafas de água, biscoitos, barras de chocolate e linguiça. — Trouxe para matar a fome e a sede quanto estiver longe das praias. Esta não é a primeira aventura do riosulense. Em 1991, ele percorreu de bicicleta dezenas de países da Europa. Há quatro anos, pedalou durante 58 dias, de Blumenau até a cidade de Ushuaia, na Argentina, a 3 mil quilômetros ao sul de Buenos Aires. Hennig pratica sempre alguma atividade física e admite não ter feito uma preparação específica para o desafio. Quanto a roteiros ou planejamento, ele tem a resposta: — Em aventuras não há muito o que planejar, não há como prever os acontecimentos. Estou com a natureza, é ela quem define meu roteiro e quando devo parar.
(Informações DC)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Cabo Horn, um grande desafio

Imagens históricas de grandes veleiros - clippers - cruzando o Cabo Horn.
Cabo Horn é o ponto mais meridional da América do Sul. Encontra-se na Ilha de Hornos, no arquipélago da Terra do Fogo, na porção pertencente ao Chile. Dos grandes cabos, é o que se encontra mais ao sul e compõe a parte norte do Estreito de Drake. Até à abertura do Canal do Panamá, era passagem obrigatória da rota dos navios que viajavam ao redor do globo, indo para a costa oeste dos Estados Unidos, China, Índia e toda a Ásia. As condições de navegação ao redor do cabo costumam ser particularmente severas, com fortes ventos, constituindo um marco para navegantes de todos os tipos, até nos dias atuais. Várias regatas de veleiros de oceano, como a Volvo Ocean Race, antiga Whitbread Round the World Race, velejam ao redor do globo passando pelo Cabo Horn. Seu nome vem da cidade holandesa de Horn, patrocinadora de dois navios enviados pela Companhia das Índias Ocidentais no início do século XVII, capitaneados pelo navegador Jacob le Maire com o navegador Willem Schouten, para investigar a hipótese levantada por Drake da existência de uma passagem meridional da América para a Ásia e Índia, que romperia o monopólio do comércio de especiarias pelos portugueses pelo Cabo da Boa Esperança, ao sul da África. Em janeiro de 1616, eles transpuseram o cabo pela primeira vez, sob violenta tempestade.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Gigantes

A superpopulação de águas-vivas gigantes está trazendo prejuízos para a indústria da pesca no centro do Japão. Entre setembro e outubro, pescadores chegaram a fisgar duas mil águas-vivas gigantes. Com cento e cinquenta quilos e mais de um metro de diâmetro, as águas-vivas arrebentam as redes, dificultando o trabalho dos pecadores. Ainda não se sabe o que tem causado o aumento do número de águas-vivas, mas especialistas suspeitam que o aquecimento da água nesta área pode ser a razão.

Malheiras III

Foto Fernando Alexandre

domingo, 1 de novembro de 2009

Tubarão Gigante

Foto BBC, Londres
Ilha de Queensland, na Austrália.
Um tubarão branco de pelo menos cinco metros de comprimento levou uma popular ilha turística do nordeste da Austrália, a entrar em alerta. Segundo Tim Mulherin, secretário de Pesca do estado de Queensland, o animal foi atraído às praias da região por corpos de baleia que encalharam no litoral. Biólogos marinhos que analisaram as marcas de mordida nos cetáceos mortos disseram que o tuburão deve medir pelo menos cinco metros. Para evitar que o maior predador dos oceanos ameace os banhistas da ilha de Stadbroke, ambientalistas recomendaram que as baleias mortas sejam arrastadas para alto mar. "A solução dará trabalho, mas salvará vidas humanas", disse o presidente da Sociedade para a Preservação da Fauna de Queensland, Simon Baltais. Um tubarão branco pode chegar a medir sete metros de comprimento e a pesar quase três toneladas, segundo especialistas.
Fonte: BBC