
domingo, 22 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
MARES DE PORTUGAL
Crónicas da Xávega, Torreira (8)
estão lusas as águas
aquietado o mar
longe o peixe
é este o tempo de terra
da espera
dias virão
de peixe haver
o mar trabalhar
vejo ouço e sei
espero que nos dias a vir
não aconteça
o que não desejo
mas
como aqui se diz
"vós é que sabeis"
(torreira; companha do marco; jun,2014)
poisado na praia o maria de fátima, espera o momento de ganhar o mar
(Do ahcravo gorim)
CABO DE SANTA MARTA
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| Foto Julio Cesar Vicente |
Terceira baleia Franca desta temporada, inaugurando o inverno, foi avistada na manhã de hoje na Praia do Cardoso, Cabo de Santa Marta, em Laguna.
Segundo Sol Corá, moradora do cabo, a baleia estava muito próxima da praia "em comportamento de exibicionismo."
sexta-feira, 20 de junho de 2014
AS RAIAS GIGANTES
Pesquisadora registrou a ocorrência de raias mantas na área de influência do Porto de Paranaguá. Com o Projeto Raia Manta, Andrielli Medeiros estuda os detalhes da presença delas na região.
Maior espécie de raia do mundo aparece no entorno do Porto de Paranaguá
Como explica Andrielli Medeiros, todo ano – na mesma época e no mesmo local – as raias mantas têm aparecido na Baía de Paranaguá, em frente à Ilha das Peças. Essas raias são as maiores do mundo, alcançam até 7m de comprimento entre uma nadadeira e outra.
O Litoral do Paraná é um dos poucos lugares onde está confirmada a ocorrência sazonal da espécie. No Brasil, apesar de haver registros esporádicos da espécie por toda a costa, existia somente um ponto de ocorrência sazonal da espécie confirmado no Brasil, no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, localizado a 45km da costa, onde elas ocorrem no inverno.
Em 2010, Andrielli, que na ocasião cursava a graduação em Oceanografia na UFPR, iniciou a busca por elas no Paraná sobre a orientação da doutora Camila Domit que havia avistado as mantas durante um estudos com os boto-cinzas (Sotalia guianensis).
A partir de relatos dos pescadores artesanais de Pontal do Paraná, averiguou-se que as mantas (chamadas pelos pescadores de “jamantas”) ocorriam na região da Vila das Peças, localizada na Ilha das Peças, município de Guaraqueçaba, área interna do Complexo Estuarino de Paranaguá.
“Ainda não sei o motivo de elas entrarem no estuário, tenho somente hipóteses que estão sendo estudadas, como para alimentação e realização do parto e reprodução. A Ilha faz parte da área indireta de influência do Porto de Paranaguá. Por isso, o projeto pretende fazer uma parceria com a equipe do Núcleo Ambiental da Appa (Administração dos Portos de paranaguá e Antonina) para utilizar os dados do monitoramento realizado no canal da galheta, desembocadura norte, do porto para comparar a desembocadura sul (do porto) com a desembocadura norte (das mantas) para entender porque elas entram somente por aquele canal”, afirma.
Ainda de acordo com Andrielli, as raias mantas nadam na coluna d´água, batendo as nadadeiras, como se “voassem” dentro água; e também saltam para fora da água, saltos únicos ou duplos, geralmente batendo o dorso (costas) na água como ocorre na baia de Paranaguá.
Especial
– “A ocorrência das raias mantas é comum em áreas oceânicas, em ilhas ou recifes de coral. A ocorrência delas em estuário (áreas abrigadas onde a água do mar se mistura com a água dos rios) se restringe a registros esparsos na costa dos Estados Unidos e agora aqui na Baia de Paranaguá, sendo aqui o único lugar no mundo onde elas aparecem sazonalmente”, completa.
Segundo a pesquisadora, o número exato de raias mantas que circulam por aqui ainda é difícil de saber. “Mas tenho mais de 320 saltos de raias mantas registrados até agora, nos anos de estudo, que podem ser de indivíduos diferentes ou não. A presença dela ali é um grande presente para todos. Elas são enormes, magníficas e pouquíssimo conhecidas e estudadas no mundo, além de serem muito inteligentes, tem o maior cérebro dos peixes”, comemora Andrielli.
Presença – Como mostra o estudo da oceanógrafa, as raias mantas entram no estuário no verão, mas o mês de entrada e saída varia de ano para ano. “Monitoro de dezembro até junho. Elas ocorrem em meio a este período, geralmente com um mês de pico de ocorrência: em 2012 foi em abril, 2013 em fevereiro, 2014 em janeiro”, detalha.
Como indica a pesquisadora, para avistá-las a melhor maneira é sentar na beira da praia da Vila da Ilha das Peças e observar o mar. “O salto ocorre de repente e se tiver sorte poderá ver dois saltos. Os nativos falam que não pode apontar para a manta saltando, senão elas não realizam o segundo salto. Andar de barco diminui a possibilidade de avistá-las, alem de ser perigoso ocorrer de elas arrastarem barcos fundeados, de ocorrer colisões com elas e com os golfinhos e do motor espantá-las”, orienta.
(Fonte: Appa)
Conheça mais o Projeto Raia Manta:
Fontes: Appa e Projeto Mantas
Fotos: Andrielli Medeiros
quinta-feira, 19 de junho de 2014
MUITA TAINHA NO SUL
Foto Colônia de Pescadores de Balneário Rincão/Divulgação
Pescadores do Sul de SC capturam mais de 8 toneladas de tainha
Cerca de 500 se beneficiaram da pescaria em Balneário Rincão, na terça.
Pescadores têm expectativa de que pesca seja boa no final de semana.
Pescadores de Balneário Rincão, no Sul de Santa Catarina, capturaram mais de oito toneladas de tainha na terça-feira (17), informou a Colônia de Pescadores da região. Somente neste dia, foram pegos 80% do total de peixes da espécie capturados durante toda a temporada de 2014.
Segundo o presidente da Colônia, João Picollo, esse número foi pescado com as redes maiores, de 1,2 mil metros, pelos trabalhadores que usam canoas. A entidade não tem o controle do quanto foi capturado pelos pequenos pescadores, que, geralmente, utilizam redes de 50 metros.
| Foto Colônia de Pescadores/DivulgaçãoPescadores capturaram mais de 8 toneladas |
Cerca de 500 pescadores estavam na praia na terça, conforme João Picollo. Desde o começo da temporada da tainha, em 15 de maio, até esta quarta (18), foram capturadas 10 toneladas do peixe na região, número considerado baixo. Nesta quarta, o mar estava muito agitado, sem condições para a pesca. Porém, o presidente está otimista e acredita que o final de semana será bom para a captura da tainha.
A agitação do mar ajuda a levantar a maré e fazer com que o peixe possa se mover de um local para outro com mais facilidade, de acordo com João Picollo. A tainha pescada em Balneário Rincão vem da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, e segue para o Rio de Janeiro.
Em relação ao ano passado, o presidente explicou que o frio beneficiou a pescaria de 2013. "Nessa época do ano, no ano passado, já era frio. Neste ano, até agora, não teve frio, mar agitado, vento Sul", conclui.
(Do G1 SC)
COM FÉ E DEVOÇÃO!
Com céu azul, mar agitado, vento soprando de Sul e temperatura em torno dos 9 graus, camaradagem da pesca da tainha acordou otimista neste final de safra: ainda resta uma esperança que o frio traga novos cardumes para nosso litoral!
Previsões indicam que o vento Sul e as baixas temperaturas devem continuar até o final de semana e se "inté o dia de São Pedro não houver um corso forte, esqueçam todos tainha, pois o ano foi sem sorte", diz o dito praieiro que circula de boca em boca em todos os ranchos de pesca, praias, becos e botecos das comunidades pesqueiras.
Então, é ficar de olho no mar, na espera e na espreita do peixe que é de devoção na ilha de Santa Catarina!
A PRIMEIRA TAINHA A GENTE NUNCA ESQUECE...
Agora, se não lembro da primeira e nem de quantas comi nesses catorze anos 'ilhado', lembro bem das primeiras que limpei, ou melhor, governei, e isso devo ao fato não de ter sido uma experiência maravilhosa, mas sim de que foi há umas três semanas atrás.
Retornei à ilha junto com o começo da safra e com os primeiros cercos também no Pantusuli, numa verdadeira festa de fartura de peixes e até eu, que entendo tanto delas quanto de física quântica, recebi um quinhão, uma 'cabeçuda' de mais de um quilo, presente de um vizinho que me perguntou "tu tens uma tainha para hoje?", e sem que desse tempo de resposta, me entregou uma das que mantinha presa no banco da moto, isso já na Costa de Dentro.
Acontece que estava a caminho do Pântano para buscar um daqueles pôr de sol perfeitos dos tempos de outono e ela foi passear novamente naquelas praias, retornando tarde da noite, diretamente para a geladeira, até aparecer melhor destino.
Como era tempo de fartura, havia mais duas esperando para serem apreciadas na geladeira do vizinho, e com isso juntamos os peixes e as fomes num chuvoso sábado a noite para o devido banquete.
Maravilha, não fosse o fato de que elas, as rainhas da temporada, estavam inteiras, fechadas e sujas, e não escaladas, temperadas e assadas como de costume. E aí apareceu o problema, que o vizinho andava meio impossibilitado de consertar os peixes e não havia mais ninguém apto no local o que, por exclusão, jogou os três exemplares na minha mão, literalmente.
Assim, de faca em punho, num primeiro passo de um tutorial ao vivo, fui orientado como cortar as nadadeiras para evitar ferimentos na mão, e de como retirar as escamas, passando o dorso da faca em sentido contrário ao alinhamento delas, ou seja, do rabo para a cabeça. Vencida a primeira etapa com êxito, modéstia a parte, passamos à segunda.
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| Foto Fernando Alexandre |
Feito isso, chegamos a uma manta de gordura protegida por uma pele escura e que precisava ser removida, num processo difícil de executar, o que atribuo aos peixes e não a minha falta de pratica no assunto. Com tudo aparentemente limpo, uma lavada em água corrente para retirar o sangue que restou, alguns cortes nas laterais, os lanhos, para entrada dos temperos e, finalmente, um salzinho, uma boa dose de limão, e também uma farofinha de recheio antes de irem ao forno.
A janta foi um banquete pela quantidade e qualidade dos peixes, mas da próxima vez que houver um 'lanço' lá na beira da praia, vou correr para algum dos restaurantes do Pântano e pedir uma tainha ou anchova fresquinha, devidamente preparada e com acompanhamentos, que dá bem menos trabalho."
Leandro Dalla Santa -Pântano do Sul, safra 2014
(Leandro é de Novo Hamburgo, RS, morou 14 anos aqui na ilha e atualmente mora em João Pessoa)
(Leandro é de Novo Hamburgo, RS, morou 14 anos aqui na ilha e atualmente mora em João Pessoa)
MATANÇA CONTINUA
Japão abate 30 baleias na costa do país
O Japão abateu 30 baleias minke na costa nordeste do país durante a primeira caça realizada desde que o Tribunal Penal Internacional ordenou que Tóquio suspendesse a caça desses mamíferos na Antártida. A informação é da agência de notícias France Press.
A caça acontece na primavera e no outono, nas águas costeiras do Pacífico. De acordo com a agência, os caçadores mataram 16 machos e 14 fêmeas, de cerca de seis metros de comprimento.
De acordo com a Reuters, o Japão assinou uma moratória à caça de baleias em 1986, mas continuou caçando até 850 baleias minke nas águas geladas do oceano Austral, citando um tratado de 1946 que permite matar os gigantes mamíferos para pesquisa.
O primeiro-ministro Shinzo Abe despertou fúria em nações anti-caça ao animal, no início deste mês, ao dizer ao Parlamento que iria aumentar os esforços no sentido de retomar a caça comercial.
Uma pesquisa feita recentemente por um jornal nacional mostrou que a maioria dos entrevistados apoiam a caça do mamífero no Japão.
(Do http://noticias.terra.com.br/)
quarta-feira, 18 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
A safra da tainha ia bem para os pescadores artesanais até a noite deste sábado. O mandado de segurança coletivo concedido pela Justiça Federal foi cassado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a rede anilhada está novamente proibida para captura do pescado.
Entenda:
Foi como um freio no caminho dos pescadores, que acumulava um total de 1.260 toneladas de tainha pescadas desde o dia 23 de maio, quando saiu a liminar. O número, repassado pela Federação dos Pescadores de Santa Catarina, é superior a toda safra de 2013, quando o acumulado foi de 1.200.
— A gente projetava para este ano capturar 1.800 toneladas, estava sendo uma safra boa pra nós. Agora vamos atás de alternativas para garantir o direito do trabalhador pescar seu sustento — disse o presidente da Federação, Ivo da Silva.
A maior preocupação dos pescadores é perder cardumes do peixe na época que é considerada o pico da safra: os últimos dias de junho.
— Apesar da safra encerrar em 30 de julho, precisamos estar no mar nos dias 28 e 29 de junho, quando os cardumes costumam passar pelo litoral catarinense — disse Ivo.
Documentos com pedido de apoio teriam sido enviados para o Governo do Estado, Secretaria da Pesca, alguns deputados federais em Brasília e a superintendência do Ministério da Pesca em Santa Catarina.
Enquanto o apoio não vem, viaturas do Ibama e da Polícia Ambiental já circulam pelas praias do Estado, segundo o presidente do Sindicato dos Pescadores de Santa Catarina (Sindipesca), Gilberto Fernandes da Silva.
Já o superintendente regional do Ministério da Pesca, Horst Doering, disse que uma alternativa provisória para que os pescadores não saiam prejudicados deve sair nos próximos dias.
(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)
EM PORTUGAL
PORTUGAL TEM CONDIÇÕES PARA SER UM EXEMPLO NO QUE RESPEITA À EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS MARINHOS. - FOTO: DIVULGAÇÃO
O arrasto e a pesca sustentável
A proibição recente da pesca de arrasto de fundo na maior parte das águas portuguesas – de que o público deu conta recentemente – não foi apenas uma boa notícia para os ambientalistas que militam em prol dos oceanos. Capaz de transformar o leito marinho num autêntico deserto, destruindo tudo o que encontra pela frente, o arrasto de fundo é uma técnica anacrônica, que já não pertence ao tempo em que vivemos.
A proibição recente da pesca de arrasto de fundo na maior parte das águas portuguesas – de que o público deu conta recentemente – não foi apenas uma boa notícia para os ambientalistas que militam em prol dos oceanos. Capaz de transformar o leito marinho num autêntico deserto, destruindo tudo o que encontra pela frente, o arrasto de fundo é uma técnica anacrônica, que já não pertence ao tempo em que vivemos.
É difícil imaginar uma razão plausível para justificar que, em nome de um benefício econômico, se possam varrer do oceano profundo formas de vida que estão lá há centenas ou até milhares de anos, como alguns corais de águas frias. Em terra, há uma analogia muito bem conhecida: deitar abaixo extensões de floresta tropical para dar lugar à agricultura, à mineração ou à expansão urbana. As duas situações são semelhantes, pois em ambas o que está em causa são ecossistemas muito importantes pela sua diversidade biológica. Mas enquanto uma chaga numa mancha florestal é algo que facilmente se vê, o que se passa no fundo do mar está muito longe da atenção coletiva. Não admira que a decisão de Portugal proibir o arrasto de fundo tenha tido pouca visibilidade.
É verdade que a medida, que consta de uma portaria recente, tem efeitos limitados: aplica-se apenas à frota nacional e exclui grandes áreas mais junto à costa. Mas é um sinal de compromisso num caminho necessário, o da sustentabilidade das pescas, e que se soma a outros passos. Vale a pena lembrar que o cerco para a captura da sardinha já tem um selo de arte de pesca sustentável, conferido por uma organização internacional.
E a produção de mexilhões no Algarve está tentando obter a mesma distinção. Ainda é pouco para se dizer que Portugal tem a exploração dos seus recursos marinhos garantida para as próximas gerações. Mas o país, se quiser, tem condições de chegar lá.
(Do http://www.publico.pt/)
segunda-feira, 16 de junho de 2014
TAINHA CHIQUE
20º Festival de Tainha da Casa do Tero levou sete receitas à mesa do júri feminino
A base foi o peixe da temporada. A regra número um e única era preparar o prato no local
| Ricardinho Machado FLORIANÓPOLIS
Carin Machado/Divulgação/ND
|
Tainharada – No Festival de Tainha da Casa do Tero, o que não faltou foi criatividade dos chefs e cozinheiros nas receitas com nossa vedete dos mares do outono na Ilha
Tainha 1
O 20º Festival de Tainha da Casa do Tero, que rolou no último sábado, levou à mesa do júri feminino sete receitas, tendo o peixe da temporada como base. Regra número 1 e única: preparar o prato no local. Neste ano assumiram o comando do forno, fogão e churrasqueira os cozinheiros Toninho Pirajá e Cerinho Filomeno, Ari Maravilha e Germano Pirajá, Marcelo Sobierajaski, Vinícius Coral, Alexandre Amorim e Rodrigo Sanches, Ricardinho Machado e Tero Cavallazzi.
Tainha 2
A brincadeira na casa do engenheiro Márcio Antônio Cavallazzi e da jornalista Maristela Amorim, na praia da Armação do Pântano do Sul, já vai para 20 anos e acumula mais de cem receitas à base de tainha. Neste ano o desafio foi vencido pelo empresário Marcelo Sobierajaski e reuniu chefs e cozinheiros “exibidos”, numa festa onde muitos casais já passaram vendo crescer filhos e netos. Digamos assim... uma tainhada familiar.
Hors concours
Essas receitas não participaram diretamente do concurso de tainha, mas deixaram marca. O pastelão com a carne da vedete do Pablo Curti e o bolinho de arroz com tainha do Rodrigo Sanches. E, na retaguarda, as postinhas e ova fritas sob comando do trio Zica, Luciana e Kena.
(Da coluna do Ricardinho Machado no ND - www.ndonline.com.br)
MANHÃ CLÁSSICA
Pântano do Sul amanheceu como o outono gosta: céu azul, temperatura amena em torno dos 18 graus, mar de almirante e vento soprando fraco de norte.
Ideal para realizar um grande cerco, afinal o vento Sul é quem traz o peixe, mas o Nordeste é quem encosta!
domingo, 15 de junho de 2014
ANUVIADO
Pântano do Sul amanheceu aquarelado neste domingo outonal!
Na espera e na espreita das "sagradas", que insistem em não aparecer!
Hoje, 15/6, um mês da pesca da tainha 2014!
APRENDENDO A REMAR
Imagens Jhonny Vasques
Camaradagem da pesca da tainha no Moçambique, aprendendo a remar e se preparando para a pesca: Marcinho, Adebá, João do lídio ( patrão ), Nia Vasques, Inacio, Luiz nunes e o boca rica (Anilton).
SIGA O MESTRE!
Em áreas litorâneas é comum observar embarcações sendo seguidas por bandos de aves. A facilidade de obtenção de alimento durante as operações de pesca faz das aves marinhas assíduas seguidoras de embarcações pesqueiras. Os peixes que são recusados pelos pescadores e lançados ao mar, mortos ou moribundos, são um verdadeiro banquete para estes animais. Curiosamente umas das maneiras utilizadas por pescadores para encontrar cardumes é seguir aglomerações de aves. Uma verdadeira parceria entre pescadores e aves, onde aquele que achar primeiro acaba por atrair o outro. Porém, as interações destes animais com embarcações nem sempre acabam bem, e aves acabam sendo capturadas por petrechos de pesca, principalmente nas artes de espinhel e emalhe.
Esta captura indesejada não é interessante a nenhum dos lados. Constantemente são realizados estudos para reduzir estas capturas. Outro impacto da interação entre aves e embarcações é a mudança nos padrões de voo das aves durante a atividade pesqueira. Frederic Bartumeus, do Centro de Estudos Avançados de Blanes, Espanha, e colaboradores analisaram dados de rastreamento por satélite para duas espécies de procelarídeos (aves marinhas) em suas viagens de alimentação ao largo da costa mediterrânea da Espanha. Segundo Bartumeus, os padrões de percurso das aves diferiam nos dias em que havia ação dos barcos pesqueiros e nos dias em que não havia. O artigo publicado na revista Current Biology mostra através de dados de localização por satélite que esse fenômeno pode afetar os padrões de movimento das aves em larga escala. Para ter acesso ao artigo clique aqui.
(Do The New York Times)
sábado, 14 de junho de 2014
PROIBIDA PESCA DA TAINHA!
Uso de rede anilhada na pesca da tainha é proibido novamente em SC
Juiz revoga mandado de rede com anilhas a 20 dias do término da safra.
Pescadores pretendem pedir ajuda ao governador neste sábado (14).
Uso da rede anilhada foi novamente proibida pela
Justiça (Foto: André Pizzolo/Divulgação)
A 20 dias do término da safra da tainha, o uso da rede anilhada foi novamente proibido em Santa Catarina. Segundo o superintendente regional do Ministério da Pesca, Horst Doering, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cassou o mandado de segurança coletivo que autorizava a utilização do equipamento.
Na terça-feira (10), Doering recebeu o documento. "Somente a Federação de Pescadores de Santa Catarina (Fecapesca) pode recorrer, que solicitou o recurso", afirma.Procurado pelo G1, o presidente da entidade alegou que a entidade não está ciente da resolução. Entretanto, o presidente do Sindicato dos Pescadores de Santa Catarina (Sindipesca) Gilberto Fernandes da Silva afirma que a fiscalização, inclusive, já começou.
"Na quarta-feira (11), quatro viaturas do Ibama e da Polícia Ambiental já começaram a fiscalização em Laguna", diz.
De acordo com o presidente do Sindipesca, desde o começo da semana os pescadores estão alertas da situação. Com a visita agendada do Governador Raimundo Colombo à Laguna neste sábado (14), o sindicato preparou um documento que será entregue à autoridade, solicitando auxílio para resolver a questão.
"Nós queremos que o governador intervenha junto ao Ibama para que nós possamos continuar utilizando a rede até o final da safra. Nós estamos com dívidas acima de R$ 40 mil com o financiamento de barcos e equipamento. A safra ainda não foi suficiente para sanar a dívida", explica Silva, sobre o financiamento Pronaf Pesca, do Ministério da Pesca.
Conforme o Ministério Público Federal, no dia 23 de maio foi expedido um mandado de segurança pelo juiz federal Marcelo Krás Borges favorável à pesca anilhada. Porém, em 5 de junho, o mesmo magistrado revogou a liminar para autorizar o Ibama a coibir a pesca com rede de cerco anilhada, conforme estabelecido na Instrução Normativa nº 12 de 22 de agosto de 2012.
O Ibama sustenta que a pesca de anilhamento captura 80% do cardume. Sendo assim, mesmo feita por pescadores artesanais, tem caracteristicas industriais. O orgão ambiental afirma que autorizar a pesca nestes moldes é colocar em risco os estoques pesqueiros da tainha, haja vista que o peixe é capturada no seu momento de desova. "Nossa anilhas tem de 10 a 11centímetros. É diferente das redes industriais que têm três centímetros e promovem arrastões", compara o presidente do Sindipesca.
(Do G1 - http://g1.globo.com/)
HOJE VAI DAR PEIXE!
"Zé Gancheiro", canoa reserva da pesca da tainha, também está à meia praia, junto com "Osmarina": aprontadas e na espera do ÚÚÚÚ!!!!, grito que ordena que deslizem pelas estivas e molhem a quilha pra cercar o peixe!
quinta-feira, 12 de junho de 2014
TAINHAS: REDES APREENDIDAS
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| Foto Daqui na Rede |
ICMBio recolhe redes em Sambaqui e Sto Antônio
Fiscais do Instituto Chico Mendes para a Biodiversidade (ICMBio) estão fazendo a limpa nas praias e costões de Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa, recolhendo redes e outros equipamentos de pesca, inclusive embarcações. A ação atende determinação do procurador da república Eduardo Barragan, com base na instrução normativa nº 171 de 19 de maio de 2008, do Ibama, que regulamenta a captura da tainha entre 15 de março a 15 de agosto de cada ano.
A ação na tarde desta quarta-feira (11.6) foi comandada por Silvio Souza Junior, chefe da Estação Ecológica de Carijós, aos cuidados do ICMBio, acompanhado de três funcionários da unidade. Segundo ele, a instrução normativa 171/2008 só permite a colocação de redes a 300 metros dos costões, a um quilômetro da barra de qualquer rio e a uma milha (1852 metros) de ponto destinado a captura de tainhas (no caso a praia da Daniela). Dentro da unidade não é permitido nenhum tipo de captura.
Algumas redes foram recolhidas por estarem com pontas presas em costões ou dentro da Estação de Carijós. Uma rede do pescador I. C. foi recolhida apesar de estar dentro do barco, ancorado fora da unidade de conservação. “Para mim isso foi um roubo”, reclamou. Segundo Sílvio, ela foi recolhida por se tratar de rede tipo “feiticeira, molhada e suja, indicando uso recente, e com calão (dispositivo para prender no costão”, justificou Sílvio.
De acordo com ele, “quem conseguir comprovar o efetivo exercício da pesca, como carteira e licença da embarcação, pode requerer a rede de volta, podendo permanecer com ela como fiel depositário”. Apesar dos argumentos, o fato é que a ação do ICMBio e Ministério Público Federal gerou descontentamento entre os pescadores que foram notificados ou tiveram equipamentos apreendidos.
terça-feira, 10 de junho de 2014
DEU PEIXE?
Ainda não sabemos, mas "Osmarina", a canoa bordada da família Arante escorregou pela estivas hoje cedo e foi cercar! Se matou peixe, vamos saber em breve. A imagem é da nossa "vigia eletrônica".
domingo, 8 de junho de 2014
A VIGIA É UMA FESTA!
sábado, 7 de junho de 2014
SÁBADO E DOMINGO
PREVISÃO DO TEMPO PARA O SÁBADO E DOMINGO, 07 e 08 JUNHO
By Chuvalski, o mané do tempo!
Mos Queridjos, tempo muito infronhado neste final de semana aqui pras bandas da Ilha! Bom pra dormir e comer tainha e pinhão.
Sábado - Amanhece muito nublado e com chuva miúda, mas vai parando, só chove fino até as 10h. Depois disso o dia fica chove mas não molha, nublado e com muito névoa dispersa, podendo chuviscar a qualquer hora. Essa condição só muda a noite lá pelas 21h, quando volta chover graúdo com o aumento do vento Nordeste papo Amarelo.
Por falar em vento, ele vai ser muito fraquinho ou quase inexistente durante toda a manhã e tarde, mas despenca muito forte de Norte a Nodeste a noite, podendo ter rajadas de 60km, muito forte. Temperaturas entre 18 e 20 graus durante o dia.
Domingo - O bicho vai pegar e deve amanhecer já com chuva graúda, chove de forte a moderado o dia todo. Os maiores volumes estão previstos entre as 18 e 21h, na qual podem gerar até alagamentos nas ruas mais baixas de Floripa. Estão previstos volumes de 100mm de chuva para todo o domingo. Vento de Nordeste a Sueste moderado e temperaturas quase constante entre 18 e 19 graus.
O céu fala e a Manezada entende.
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Visite a FanPage da "Tribuzanas, Tainhas & Rabos de Galo", acessando o link https://www.facebook.com/tribuza
CERCO VISTO DE DENTRO - IMAGENS INÉDITAS!
Imagens Jhonny Vasques do https://www.facebook.com/jhonny.vasques1
Lance de tainha na praia do Moçambique, Rio vermelho,Santa Catarina - Dia 05/06/2014
Camaradagem
1º da esquerda Amilton Lapa ( boca rica )
1° da direita Canor Pacifico
2° da esquerda Ananias Vasques ( nia )
2° da direita Marcio ( marcinho )
Chumbereiro seu João Pacifico
Pratão seu João do lídio
Canoa Francine de 4 remo do seu Nery
Total de tainha capturada nesse lance foi de 96 peixes ( tainha )
sexta-feira, 6 de junho de 2014
DEU TAINHA NO NORTE!
Pescadores de Balneário Camboriú capturaram cerca de 7 mil tainhas em dois dias
Conforme os trabalhadores, esta é a segunda maior cercada dos últimos anos em Laranjeiras
Somente nesta quinta-feira pescadores capturaram 1.850 tainhas
Foto Rafaela Martins / Agencia RBS
Os últimos dois dias foram de fartura para os pescadores artesanais da Praia de Laranjeiras, em Balneário Camboriú. Somente nesta quinta foram capturadas 1.850 tainhas e quarta-feira uma cercada trouxe 5.150 peixes — segundo maior número entre as safras recentes para os pescadores locais. A temporada da tainha segue até 15 de julho.
Conforme o pescador artesanal Maurício Rocha, a pesca estava fraca e até terça-feira cerca de 30 tainhas tinham sido capturadas. Ele explica que por ser uma baía distante, os peixes chegam mais devagar em Laranjeiras.
— Estávamos até um pouco tristes com as poucas tainhas, mas agora deu uma melhorada, acho que foram quase 15 toneladas nesses dois dias — comenta.
Rocha acredita que com o frio mais tainhas sejam atraídas para o cardume que está na praia e a pesca continue boa nos próximos dias. O pescador diz ainda que uma das vantagens da praia de Laranjeiras é que mesmo com o tempo ruim, é possível jogar as redes.
Indicador positivo
De acordo com o professor e membro do Grupo de Estudos Pesqueiros da Univali (GEP), Paulo Ricardo Schwingel, a pesca de aproximadamente 7 mil tainhas em Laranjeiras é um indicador de melhora no comparativo com o ano passado. O professor afirma que 2013 foi um dos piores anos para a pesca artesanal na região e que a situação registrada é bastante positiva.
— A enseada de Balneário é mais protegida, então não há grandes capturas, foi uma surpresa que tenha havido essa, quer dizer que a tainha migrou — explica.
Já na pesca industrial em Itajaí, Schwingel diz que foram capturadas aproximadamente 300 toneladas de tainha até o momento, segundo o registro parcial.
— Em 2013 foram capturadas 1,3 mil toneladas pela frota industrial e nossa média histórica é 2,5 mil toneladas. Desde 2011 esse número tem ficado abaixo da média — avalia.
No entanto, o professor explica que normalmente as melhores capturas ocorrem em junho, quando fica mais frio.
— Dois fatores determinam a quantidade da safra na pesca industrial: a abundância de biomassa no mar e o fator climático, pois a tainha migra para o Norte com a entrada do frio. Na artesanal também entra a questão do vento Leste, que empurra o peixe para as enseadas — argumenta.
(Do Sol Diário - http://osoldiario.clicrbs.com.br/)
(Do Sol Diário - http://osoldiario.clicrbs.com.br/)
quinta-feira, 5 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
TEM TAINHA NA ESTRADA
Vedete
"Quem foi pro norte ou para o sul da Ilha ou até mesmo para a Lagoa da Conceição viu inúmeras camionetes vendendo tainha a dar com pau. Nossas vedetes, enfim, bateram nas praias, invadiram o Mercado Público e os restaurantes. As casas de comida orientais exageraram no sushi com filé de tainhas em fatias enroladas em algas."
( Do colunista Ricardinho Machado, no ND de hoje - www.ndonline.com.br)
PÉ DE CANOA
O documentário "Enxó da Ribeira", de Francis Silvy, registrou o método tradicional de se construir uma canoa, desde o recolhimento da tora de Garapuvu, encontrada caída no mato depois de uma ventania no município de São José, Grande Florianópolis-SC, ao acabamento. A apresentação é do historiador e museólogo da UFSC Gelcí José Coelho, o Peninha.


























