terça-feira, 20 de agosto de 2019

O AZUL DO OUTRO AZUL

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O beijo da quilha
na boca da água
me vai trocando entre céu e mar,
o azul de outro azul,

enquanto
na funda transparência
sinto a vertigem
da minha própria origem

e nem sequer já sei
que olhos são os meus
e em que água
se naufraga minha alma

Se chorasse, agora,
o mar inteiro
me entraria pelos olhos

(Mia Couto)

DE BENZEDEIRAS & BENZEDURAS



Centro Cultural Nau Catarineta apresenta:

Venha encontrar todas essas histórias e muita cultura a bordo da Catarineta!
Bon Voyage.

“DONA FULANA MORREU E LEVOU CONSIGO TUDO O QUE APRENDEU? Contos e fotografias de benzedeiras e benzedores na Ilha de Santa Catarina”

Dia 24 de agosto de 2019, sábado, em Santo Antônio de Lisboa, na Casa Açoriana, às 16 horas

Obra da fotografa Virginia Yunes e da antropóloga Marta Magda Antunes Machado, traz contos e fotografias sobre benzedeiras e benzedores da Ilha de Santa Catarina. Resultado da parceria das duas pesquisadoras de diferentes áreas de atuação profissional e artística, a obra procura ser uma resposta contemporânea para o conhecimento, o registro e a salvaguarda das narrativas, das práticas de benzedura e dos modos de vida locais dessas figuras populares nos diversos bairros da cidade. Os contos e as fotografias descrevem e retratam em detalhes como são as benzeduras, as moléstias às quais elas atuam como uma alternativa de cura e os contextos em que as mulheres e os homens de reza exercem o seu saber e poder pelo gesto de abençoar e afastar os males da alma e do corpo, protegendo a vida e servindo em favor da saúde e felicidade das pessoas, dos animais, da natureza e das suas comunidades. Com uma investigação longa e cuidadosa, os estudos da antropóloga e da fotógrafa têm por objetivo preservar, difundir e valorizar esse legado que, por vezes, parece permanecer invisível às gerações atuais. E que, no entanto, mantém vivas a memória e a história da gente e das configurações locais onde costume e práticas revelam as inúmeras peculiaridades socioculturais de cada lugar de Florianópolis.

MANEMÓRIAS

Foto Sisquesemo Onome
A Beira-mar Norte, em 1963, quando ainda se chamava Praia de Fora.

MULHERES DO MAR

o 

Metade do exército viking era composto por guerreiras, dizem historiadores

Os vikings, também conhecidos como nórdicos ou normandos, são uma antiga civilização originária da região da Escandinávia. Os vikings são conhecidos por serem exploradores, guerreiros, comerciantes e piratas que invadiram, exploraram e colonizaram grandes áreas da Europa e das ilhas do Atlântico Norte a partir do final do século VIII até meados do século XI.

Por causa das baixas temperaturas, combinavam peças de tecido com couro e peles grossas. Não eram cristãos, pois acreditavam em vários deuses ligados às forças da natureza. Seus navios-dragão (Dracar) tinham uma tecnologia bastante avançada para a época e permitiram que os guerreiros vikings espalhassem o terror pela Europa, com suas invasões, saqueamentos e conquistas.

Uma recente descoberta arqueológica quebrou o estereótipo de que os guerreiros vikings eram 
exclusivamente homens que se aventuravam n
mar e na guerra, enquanto suas esposas ficavam em casa. Pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental descobriram que muitos esqueletos vikings foram identificados erroneamente como masculinos, simplesmente porque foram enterrados com suas espadas e escudos. Ao estudar sinais osteológicos de gênero dentro dos ossos, os pesquisadores descobriram que cerca de metade dos restos mortais eram guerreiros, na verdade, do sexo feminino, dado um enterro digno com suas armas.

Quando aconteceu a identificação dos restos mortais do povo viking, as mulheres foram identificadas por seus broches junto com o esqueleto, e os homens, pelas armas. Com o estudo de agora, foi possível identificar que o exército viking que invadiu e conquistou a Europa era composto por 50% guerreiros e 50% guerreiras.

Essas guerreiras são conhecidas como “donzelas escudeiras”, mas até então acreditava-se que elas só existissem na mitologia nórdica, onde possuem o nome de skjaldmö e são descritas como virgens que lutavam como guerreiros. Agora fica claro que essas figuras foram inspiradas em guerreiras reais.

Os pesquisadores agora vão se dedicar a desmistificar a fama do povo viking. Eles querem saber o quão precisos os estereótipos de violência, estupro e saque, são.

(Do  USA Today)

PESCADORES DA RAPOSA

Este filme, produzido originalmente em Super-8, foi rodado em 1978, na colônia de pescadores da Praia da Raposa em São Luis, Maranhão. Foi o melhor documentário da IV Mostra Nacional do Filme Super-8 do Centro Federal de Educação Tecnológica de Curitiba (1978), e o de melhor fotografia no II Festival de Brasília do cinema Super-8 (1982). 
Este vídeo foi realizado a partir da telecinagem do original já bastante alterado pelo uso, um resgate do material que parecia destinar-se ao esquecimento pela dificuldade de exibi-lo, hoje em dia, na bitola original. Fotografia e edição: Jorge Rodrigues Som: José Nava Música tema: Pescadores da Praia da Raposa, composta e executada pelos autores Jesiel Romero (violão seis cordas) e Jorge Rodrigues (violão 12 cordas). Texto: Jorge Meireles.

PESCA :NÃO AO ARRASTÃO

Manifestantes criticaram a tentativa do governo federal de revogar a lei para beneficiar a indústria pesqueira de Santa Catarina | Foto: Alina Souza

Pescadores protestam contra liberação da Pesca de Arrasto

Mobilização ocorreu na Barra do Rio Tramandaí

PorFelipe Samuel

Centenas de pescadores, lideranças do setor e políticos participaram de ato, neste sábado, em Imbé, no Litoral Norte, contra a revogação da Lei da Pesca de Arrasto. A mobilização, que ocorreu na Barra do Rio Tramandaí, visa manter a Lei Estadual 15.223/2018, que instituiu a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, com a principal determinação de que a pesca de arrasto de fundo, que antes acontecia dentro das três milhas da costa, só possa ser realizada além das 12 milhas náuticas (22 km).

Os manifestantes criticaram a tentativa do governo federal de revogar a lei para beneficiar a indústria pesqueira de Santa Catarina e prejudicar a pesca artesanal gaúcha. Pescador há mais de seis décadas, Perceu Pedro Barbosa explica que atividade gera emprego e renda para milhares de famílias dos litorais Sul e Norte do Estado. Filho e neto de pescador, ele garante que mesmo em um ano - período em que foi aplicada a lei da Pesca e Arrasto - os pescadores artesanais já notaram mudanças.

De acordo com Barbosa, os indícios de que a lei provocou benefícios na fauna podem ser comprovados em números. "Eu e a minha esposa pescamos aqui no Santa Rosa, Garibaldi, e na Boca da Barra. Capturamos mais de 300 quilos de tainha utilizando tarrafa. No ano passado, não peguei nem 50 quilos", observa. Aos 70 anos, ele confirma que há muito tempo não percebia tanto pescado como agora. "Desde os anos 1970 que eu não via tanto peixe como vi agora", garante.

Barbosa, que também preside a Associação de Pescadores de Imbé, explica que papa-terra, bagre e peixe-rei, entre outras espécies, são as mais afetadas com a pesca de arrasto 'porque são peixes de fundo'. Segundo ele, os primeiros impactos da 'pesca predatória' já podiam ser notados no início de 1970. "Ao invés de meia dúzia da pesca industrial usufruir desses recursos, milhares de pescadores profissionais artesanais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul se beneficiaram dessa pesca", acrescenta.

Prefeito de Imbé, Pierre Emerim afirma que é preciso uma política pública voltada para o setor e ações voltadas à sustentabilidade do meio ambiente. Emerim disse que o ato é um contraponto ao 'ataque do governo federal e do setor pesqueiro de Santa Catarina' contra os pescadores gaúchos. Ele reforça que o RS deu exemplo ao país ao aprovar a lei que determina as 12 milhas (22km) para a pesca do arrasto. "Não podemos acabar com estoque pesqueiro. Proibir a pesca predatória criminosa do arrasto, aliado a um projeto de visão de sustentabilidade, é o que nós queremos", destaca.

Diretor do departamento de Pesca da prefeitura de Imbé, João Batista Ferreira garante que o maior objetivo da lei é proteger e preservar as espécies para que no futuro os pescadores artesanais possam continuar com suas atividades e garantir sustento das famílias. Ferreira explica que a bacia hidrográfica do Rio Tramandaí forma um estuário onde várias espécies vão para procriar, como o bagre. Tivemos aquela mortandade, cerca de 25 toneladas de bagre, que foram capturadas de excedente de uma traineira de Laguna, Santa Catarina, que é de arrasto. Isso foi de descarte para não afundar a embarcação", critica.

sábado, 17 de agosto de 2019

DANDO NOME

Foto Murilo Mariano

Pântano do Sul

TRIBUZANA Á VISTA!




 RAJADAS DE VENTO CHEGAM A 80KM/HORA

Rajadas de vento intensas a partir do final da madrugada no Litoral Sul (maior que 70 km/h com direção o sudoeste/sul), na manhã na Grande Florianópolis (maior que 80 km/h e direção sudoeste/sul) e a tarde no Litoral Norte (maior que 80 km/h e direção ao sul/sudeste) devido a passarem de uma Frente Fria pelo oceano.

Inicio: 18/08/2019 às 05:00.
Fim: 19/08/2019 às 12:00.

RECOMENDAÇÕES DA DEFESA CIVIL

Ventos fortes: proteja-se em local abrigado e distante das janelas, ao ar livre longe de placas, de árvores, de postes de energia e de objetos que podem ser arremessados.

NA PRAIA...


HOMENS E ALGAS

Foto Fernando Alexandre  
"Bem que os conheço a todos eles! Nasci também à beira do mar e guardo dentro do coração, como num búzio, a grande voz que embalou a minha infância e que, um dia, ainda chegará até mim, quando eu for descansar no alto da verde colina do Senhor dos Passos.

São os meus velhos amigos pescadores, esses homens cor de salmoura, de mãos lanhadas e pés descalços, que cheiram a sargaços moles e a limos esfiados. Bem que os conheço a todos eles: sei-lhes os nomes simples e as alcunhas pitorescas: o Antônio Adriano, o Doca, o Boi d’Água, o José Rainho, o Jango Maneta... Falo-lhes sempre a rude linguagem que eles gostam, sem iscas, sem malhas e sem peraus, ausculto-lhes as fundas palpitações dos seus desejos, ouço-lhes as amargas incertezas do mundo em que labutam; sinto-lhes as vidas cheias de ameaças, de tormentos, de resignações mudas e tranqüilas.

De alguns ouvi-lhes contar os perigos do mar alto, quando o vento sul, cheio de uivos e ameaças, levantava muros de água negra, e os filhos que morreram pequeninos, queimados pela sezão ou esvaídos em sangue; e as fomes que suportaram, numa cova de praia, no rancho sem esperanças e sem lumes! De outros, já mortos – o velho Quincas, o João Flores, o Anselmo, o Bochechudo, o Lourenço Carpes – conheci-lhes os corações e sem remorsos, e vi-lhes os cadáveres tristes, emagrecidos, rígidos, com os pés amarrados, dentro das suas mortalhas de riscadinho.

Bem que os conheço a todos eles, esses homens encardidos de babugem, de mãos duras e dedos picados pelos espinhéis, cheirando a lodos e a alcatrão. Sei das suas misérias,as canseiras, do seu abandono e das suas desesperanças sem remédio. Já vi os seus corpos em todas as posturas, cercados de areias, sem olhos, das bocas roídas, os ventres túmidos e podres, numa volta de praia – onde o mar atira sempre as escórias.

Entre bóias fendidas de cortiça, velhos pedaços de cordas e grandes rolos de algas e águas-vivas, alguns homens dormem ao sol: são pescadores fatigados, seminus, que repousam nas areias opacas, depois de uma noite de vigílias secas e de cansaços estéreis. Dormem misturados aos rebotalhos das redes e aos detritos úmidos nas vagas, ligados no mesmo destino e confundidos nas mesmas causas – homens e algas cuspidos todos numa praia, sob o sol dourado e vivo: as algas pelo mar e os homens pela miséria e abandono."

 
(Fragmento de "Homens e Algas") Othon d’Eça (1892-1956) nasceu na antiga Desterro, Ilha de Santa Catarina/Brasil. “Homens e Algas” foi seu último livro.

MAREGRAFIAS

Foto Andrea Ramos

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

MUDO DE IMENSIDÃO

Foto Andrea Ramos

"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kavadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:


- Me ajuda a olhar!"


(Eduardo Galeano, no "Livro dos Abraços")



Eduardo Hughes Galeano (Montevideo, dia 3 de setembro de 1940 - 13 de abril de 2015), jornalista e escritor uruguaio. Com dezenas de títulos publicados, é autor, entre outros, de clássicos como "Las Vienas Abiertas de Latino América".

BACALHOANDO!



Postado por Joana Nobre 

Peixe salgado seco é o produto elaborado com peixe limpo, eviscerado, com ou sem cabeça, tratado pelo sal (cloreto de sódio), e devidamente seco, não podendo conter mais de 40% de umidade para as espécies consideradas gordas, e até 5% a mais de umidade para as espécies consideradas magras. No mercado brasileiro existem 5 tipos diferentes de peixes com esta característica: Gadus morhua (Cod ou Bacalhau do Atlântico), Gadus macrocephalus (Bacalhau do Pacífico), Pollachius virens (Saithe), Molva molva (Ling) eBrosmius brosme (Zarbo). Segundo a Portaria 52 de 2000, somente poderá ser denominado como bacalhau o produto salgado ou salgado seco elaborado com as espécies Gadus morhua , Gadus macrocephalus e Gadus ogac (Bacalhau Groenlândia). Deve constar na rotulagem do produto o nome científico da espécie utilizada. Nos demais casos, os produtos deverão receber a designação simples de “peixe salgado ou peixe salgado-seco". Como já sei foi o tempo em que bacalhau tinha preços acessíveis, é preciso saber reconhecer as diferentes espécies.

O Cod é o Bacalhau Legítimo ou do Atlântico , também conhecido no Brasil como “porto“ ou “porto morhua“. É pescado no Atlântico Norte e considerado o mais nobre. Normalmente é o maior, o mais largo e com postas mais altas. Tem coloração palha e uniforme quando salgado e seco; quando cozido, desfaz-se em lascas claras e tenras. Ele é identificado pelo formato da nadadeira caudal do tipo truncada, ou seja, com a extremidade reta.

Gadus macrocephalus, o Bacalhau do Pacífico, é muito semelhante ao Gadus morhua, e vem sendo comercializado há cerca de 10 anos no Brasil. No entanto, é diferente do Bacalhau do Atlântico: não se desmancha em lascas, é fibroso e não tem o mesmo sabor. Por isso, é um peixe mais barato e tem sido vendido como sendo Legítimo Porto.

O Saithe possui uma musculatura mais escura e sabor mais forte. Muito mais barato, é atualmente o mais importado e o campeão de vendas no nordeste brasileiro. É utilizado para bolinhos, saladas e ensopados, porque quando cozido sua carne desfia com facilidade. Ele é identificado pelo formato da nadadeira caudal do tipo furcada, ou seja, em forma de v.

O Ling é bem claro e mais estreito que os demais. Tem um bom corte e é muito apreciado no Brasil. Sua carne é clara e bonita, por isso atrai muitos compradores. Se diferencia do Zarbo por não ter as nadadeiras dorsal, anal e caudal não serem confluentes, ou seja, não se unem na região do pedúnculo caudal. Por isso os comerciantes dizem que ele tem "uma barbatana para cada lado".

O Zarbo é o mais popular e menos que os demais tipos. Neste caso, as nadadeiras dorsal, anal e caudal são confluentes, fato que leva os comerciantes a dizer que o zarbo tem uma "única barbatana".

Confira o site bacalhau.com.br e a cartilha orientativa para saber mais.

( Do http://www.observasc.net.br/)

MULHERES DO MAR

Redes, barco e balança para pesar o pescado fazem parte do rancho de Letinha (Foto: Valéria Martins/G1)

Pescadora de SC explica as alegrias do ofício e diz não sofrer preconceito

Nascida no Ribeirão da Ilha, Letinha diz que 'ir para o mar é o suficiente'.
Ela diz que comunidade elogia e acha corajosa a mulher que pesca.

Joana Caldas Do G1 SC

Redes, barcos, tainhas, curvinas, anchovas, mariscos, ostras e um rancho. Esta é a vida de Marlete Odete da Cunha, conhecida como Letinha, moradora, pescadora e maricultora do Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Ela pesca há 26 anos e diz nunca ter sofrido preconceito por ser mulher e exercer esse ofício. "Elogiam bastante, acham bonito, corajoso", conta.
Além de pescar e fazer cultivo e ostras e
mariscos, Letinha vende congelados
(Foto: Valéria Martins/G1)

O Ribeirão é localizado no Sul da Ilha de Santa Catarina e é lá que Letinha trabalha no rancho que divide com outros pescadores, em meio às redes, ao barco que tem com o marido e à balança, para pesar os peixes. Atualmente com 55 anos, ela começou a pescar aos 29, quando se casou. O marido, também pescador, foi quem a ensinou não somente as técnicas, mas também as alegrias de se estar em um barco na água.

"Só em ir pro mar já é o suficiente. O mar ajuda a gente a arejar a cabeça. Vir bastante peixe na rede é uma alegria muito grande", descreve Letinha. Na casa em que morava quando criança, a cerca de 1,5 km da residência atual, a menina já tinha o exemplo no próprio lar. O pai era pescador e, na infância, Letinha já fazia tarrafas, um tipo de rede, e gostava de pegar camarão. Mais velha, brinca que, para completar o gosto que já tinha pelo ofício, "casei também com um que gosta de pescar".

Na família, são ela e mais 12 irmãos. Desses, três homens e duas mulheres, incluindo ela, pescam. A especialidade de Letinha e do marido inclui tainhas, curvinas, anchovas, berbigão, siri e o cultivo de ostras e mariscos. E a profissão não é apenas da boca para fora: a catarinense é associada e tem carteirinha do Sindicato do Pescadores do Estado de Santa Catarina (Sindipesca).

Dificuldades
Viver da pesca, porém, não é uma tarefa fácil para a família, que, além do marido, inclui um filho de 30 anos. O que retira do mar, ela vende para peixarias da cidade e restaurantes do próprio Ribeirão. Também aparecem compradores no rancho dela procurando, principalmente, ostras. Contudo, Letinha e o marido possuem também outras fontes de renda.

A pescadora vende congelados para complementar o orçamento da casa. "Faço bolinho de camarão, de peixe, de berbigão", explica. A fonte dos alimentos vem do que é pescado pelo casal, com execeção do camarão, que "aqui, quase não dá", como diz Letinha. Os congelados são vendidos para restaurantes no próprio Ribeirão e em outros de toda a cidade, incluindo a parte continental.

O marido de Letinha trabalha como porteiro de um prédio no Centro de Florianópolis. Apesar da influência em casa, o filho não quis ser pescador. A vida pode ser um pouco difícil, mas, a julgar pelo conhecimento que Letinha tem das redes e do cultivo de ostras e mariscos, ela ainda tem muitos anos pela frente como pescadora e maricultora no Ribeirão.

(Do http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/)

MAR DE TODOS

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

LUA DE ONTEM

Foto Silézio Sabino

FALANDO DO CAMPECHE

Acervo: Casa da Memória de Florianópolis
MEMÓRIA DO CAMPECHE – 1970


A Unidade de Paisagem da Planície do Campeche, constitui integralmente a Unidade de Território Planície Central com matriz de planície sedimentar, em parte inundável, e nas últimas décadas foi afetada pela ocupação clandestina e legalizada, que prejudicou sobremaneira os ecos-sistemas naturais, principalmente pela carência de infraestrutura de saneamento, além de extensividade da urbanização, comprometendo a paisagem natural.

A planície está integrada pelas localidades do Campeche, Areias, São Sebastião e pelos balneários do Campeche e Morro das Pedras na parte Leste; Carianos e Aeroporto, na parte Oeste e Tapera e Alto Ribeirão na parte Sul e Sudoeste. Na porção Leste, os cordões dunares, em sua maioria já fixados pela vegetação, formam pequenas lagoas e banhados intradunas, que armazenam águas de chuva e de superfície. A hidrografia e dominada pelo rio Tavares que, formado na encosta Leste dos morros da dorsa Central é alimentado por diversos córregos e riachos em seu trajeto pela planície, desembocando na baia interior, em sua porção Sul, formando manguezal de importante função ecológica junto à foz.
As lagoas da Chica, quase totalmente aterrada e a Pequena, de dimensões reduzidas, mas mais profunda, são as principais lagoas de retenção de águas pluviais. A planície é recoberta por vegetação de mangue, restinga e floresta de planície quaternária, distribuídas em manchas isoladas por vegetação de gramíneas de regeneração decorrente de desmatamento. Junto aos extensos cordões dunares que se estendem ao longo da praia, a vegetação de transição entre as dunas e a restinga é característica local.

A paisagem de matriz rural sofre ainda com a rápida transformação em diversas partes da planície, com destaque para a urbanização extensiva, legal e clandestina na porção Leste, com maior concentração e densidade junto à orla.

Uma grande área não ocupada e pertencente à União vem sendo alvo de pressões ocupacionais por loteamentos oficiosos. Há de destacar que a urbanização, irregular ou oficial, de modo indiferente ocupou a planície, gerando a necessidade de planejamento, que ocasionou embates entre associações comunitárias, grupos ambientalistas e técnicos de diversas instituições de ensino superior e áreas do conhecimento, que vem sendo discutido atualmente na elaboração do Plano Diretor da Planície do Campeche.

TEMPO DE SARDINHAS & MANJUBAS

Foto Arquivo
Crocante com Molhos

INGREDIENTES
​

 Para a manjubinha:

12 manjubinhas limpas
Suco de 2 limões
300 g de farinha de semolina, ou o quanto baste
Óleo para fritar
Alecrim a gosto
Sal a gosto
Para o molho de pimenta e coentro:
1 pimenta verde
1 colher (sopa) de leite de coco
1 dente de alho
15 folhas de coentro
1 raiz de coentro
1 colher (chá) de açúcar mascavo ou cristal
1 colher (sopa) de Nampla (molho de peixe)
Suco de 1 limão

Para a vinagrete de tomate e abacate:
3 tomates (de preferência verdes e orgânicos)
½ cebola roxa
1 abacate maduro (firme)
Limão a gosto
3 colheres (sopa) de azeite extravirgem
Sal a gosto
10 folhas de hortelã
½ pepino japonês

MODO DE PREPARO

​ Para a manjubinha:
Passe o peixe no limão com alecrim e depois empane na semolina. Frite em óleo quente até dourar e sirva com molhinho de pimenta e vinagrete.
Para o molho de pimenta e coentro:
Bata tudo no liquidificador e reserve.

Para a vinagrete de tomate e abacate:
Corte tudo bem picadinho e misturar bem.

QUEM ME NAVEGA É O MAR...

A CAÇA AO CASCAÇÃO


NESTE SÁBADO ÀS 18:30


Sábado (17/8) tem lançamento de A CAÇA AO CASCAÇÃO, tradução do editor e poeta Vinícius Alves para o poema longo "The Hunting of the Snark".
 Prepare-se para uma das aventuras mais malucas criadas pelo reverendo, matemático, lógico e escritor inglês Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), mais conhecido por seu pseudônimo, LEWIS CARROLL.
No CIC dia 17/08, a partir das 18:30h, NO CIC (Centro Integrado de Cultura, Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica, Florianópolis - SC) sala Lindolf Bell.


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

PORQUE HOJE NÃO É SÁBADO!

Resultado de imagem para Estrogonofe de Ostras

Estrogonofe de Ostras

Ingredientes:

-2 cebolas médias
-2 tomates sem pele e sem sementes
- Alho, tempero verde e sal a gosto
-3 colheres (sopa) de azeite
-200 gramas de creme de leite
-½ xícara de água das ostras
- 36 ostras frescas desconchadas

Modo de Preparo:

Refogue com azeite os tomates, as cebolas, o alho, os temperos verdes e o sal. Acrescente as ostras e a água das conchas e cozinhe por 5 minutos. Acrescente o creme de leite e sirva com arroz branco.

(Receita do Paraíso das Ostras - http://www.paraisodasostras.com/)

MULHERES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

MAR DO TASSO

Do Tasso Claudio Scherer · 

MAR DE BALEIAS

À esquerda, orca interage com fêmea adulta de baleia-franca(Foto: Thaise Albernaz / Instituo Australis)

Pesquisadores registram interação entre orcas e baleias-francas no Sul de SC 
Convívio entre as duas espécies não é comum 

Por Lariane Cagnini

A temporada de monitoramento das baleias-francas no Sul de Santa Catarina trouxe uma surpresa para o grupo de pesquisadores. Na tarde desta segunda-feira, eles conseguiram registrar a interação das francas com algumas orcas, da espécie Orcinus orca, em Imbituba. Esse foi o primeiro registro desse mamífero na Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca em 2019.

Os pesquisadores do Instituto Australis localizaram um grupo de quatro indivíduos na praia da Ribanceira, na mesma enseada onde estavam três grupos de mãe e filhotes de franca. 

As orcas se deslocavam no sentido Sul, e mais tarde foi possível registrar a interação entre elas e uma mãe e um filhote de baleia-franca, o que é incomum. 

No mês passado, um grupo de orcas foi visto na praia do Santinho, em Florianópolis. Apesar de serem chamadas de baleia, as orcas são da família dos golfinhos, e são predadoras. São comumente chamadas de baleias-assassinas, pois se alimentam inclusive de indivíduos da espécie franca. Porém, na interação observada pelos pesquisadores, o grupo não apresentou nenhum comportamento predatório.
O gerente de pesquisa do Instituto Australis, Eduardo Renault, explica que as imagens serão analisadas para descobrir a qual ecótipo pertencem essas orcas. Ou seja, quais são as diferenças que proporcionam melhor adaptação aos diferentes habitats onde a espécie é encontrada. Para a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do Instituto, a interação foi uma surpresa para a equipe.

— Esse tipo de orca não se sabe, pois há populações diferentes com estratégia alimentar específica. Baseado não somente nesse registro, mas em outros, a gente sabe que no Brasil as orcas que vêm não são as do tipo que atacam outras baleias, elas comem peixes. Por isso que não aconteceu o ataque, foi uma interação, comportamento social entre orcas e francas que nunca tínhamos visto — explicou Karina.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

MAREGRAFIAS

ENTRE BARCOS & TARDES

Foto Fernando Alexandre

NA PRAIA...


No dia em que Albert Einstein chegou a sua relativa conclusão de que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa"!

ESTIAGEM E ALERTA NO MAR

MULHERES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul

domingo, 11 de agosto de 2019

PONHAM FOGO NO MAR...



PALAVRA DESORDEM (Vitor Ramil) Queimem os navios Pisem cada vértebra do chão Soquem o vazio Soltem o veneno e o palavrão Desafiem cada manhã Ignorem noites de frio Rezem por Rimbaud Mandem o destino começar Rimem com furor Mudem cada coisa de lugar Toquem sinos, batam tambores Emudeçam feras e hinos Façam a revolução Rompam, desarrumem, desacatem Zombem de Bonaparte Desafinem, descompassem Toda valsa sem arte Façam troça, achem graça Riam no desenlace Sem miséria, sem trapaça Lancem tudo pro ar Rompam os varais Ergam barricadas nos jardins Gritem com o olhar Salvem suas peles por um triz Inaugurem formas de ser Sejam um começo sem fim Façam a revolução Movam, desalinhem, desencaixem Mostrem do todo a parte Alegria e desastre Juntos num estandarte Ponham festa, ponham fausto Ponham fé no que valha Ponham febre, ponham alma Ponham fogo no mar Queimem os navios

MAREGRAFIAS

Foto Léia Senem

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

TEM POLVO NO FEIJÃO


FEIJOADA DE POLVO

INGREDIENTES

500 g de feijão branco seco
1 Polvo com 800 gr
2 Dentes de alho
1/2 cebola média
150 ml de Azeite
1 cenoura grande
4 colheres (sopa) de polpa de tomate
sal e pimenta branca
150 ml de vinho branco
1 raminho de salsa

PREPARAÇÃO
Demolhe o feijão de véspera, leve-o a cozer em água temperada de sal, com um fiozinho de azeite.
Descasque e pique a cebola, os dentes de alho e a salsa, leve ao lume num tacho com o Azeite, deixe alourar a cebola, junte a polpa do tomate e o vinho branco, deixe ferver um pouco. Corte o polvo em pedaços e junte ao refogado. Tempere de sal, piri-piri e pimenta branca. Junte água de cozer o feijão e a cenoura cortada em rodelas. Tape e deixe cozer em lume brando. Quando o polvo estiver macio, junte o feijão, rectifique os temperos e deixe apurar um pouco.
Acompanho com arroz branco.
Pode usar feijão já cozido em conserva.)