sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

MAREGRAFIAS

Foto Geraldo Cunha
Costão esquerdo da Praia da Galheta
(Veja mais no 
https://www.facebook.com/profile.php?id=100008202255529&fref=ts)

DESTRUIÇÃO DOS MARES


Cientistas rebatem pescadores em defesa dos animais ameaçados.

Publicado por João Lara Mesquita 

Pesquisadores afirmam que críticas do setor pesqueiro são “totalmente infundadas”, já o sindicato de Itajaí defende que peixes não estão ameaçados de verdade, e pressiona governo para revogar a lista que limita a pesca de várias espécies de interesse comercial

Cientistas divulgaram nessa semana uma carta de apoio ao Ministério do Meio Ambiente em defesa da lista nacional de espécies aquáticas ameaçadas de extinção, publicada no final do ano passado. Na primeira semana do ano, pescadores protestaram contra a restrição bloqueando o segundo maior porto do país.

O sindicato dos pescadores de Itajaí (SC), principal polo da pesca industrial no país, defende que muitas das espécies incluídas na portaria não estão de fato ameaçadas, e pressiona o governo para que elas sejam retiradas da lista. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o MMA criaram um grupo de trabalho na semana passada para analisar os pleitos, num prazo de 30 dias. Espécies listadas como ameaçadas não podem ser pescadas, ou estão sujeitas a restrições de captura.

Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, na semana passada, o presidente do Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Giovani Monteiro, disse que os dados usados pelo MMA para subsidiar a lista eram “ridículos”, e que as espécies classificadas como ameaçadas são, na verdade, abudantes. Os questionamentos envolvem espécies de grande interesse comercial, como garoupas, chernes e cações.

Nota dos pesquisadores

“Entendemos que a revogação da Portaria 445/2014 ou a alteração da lista publicada no Anexo I, sem o aporte de novas informações biológicas pertinentes, representaria um desrespeito a um trabalho reconhecido internacionalmente como exemplar, fundamentado no conhecimento de centenas de pesquisadores qualificados que, através de um trabalho minucioso e de qualidade, aportaram e tornaram públicas informações inéditas sobre a biodiversidade brasileira. Adicionalmente, a revogação dessa portaria seria um retrocesso à conservação da fauna brasileira, tendo em vista que o processo conduzido pelo MMA desde meados da década passada subsidiará as principais ferramentas de gestão do patrimônio natural do país no futuro próximo”, afirma a nota dos pesquisadores. “Dessa forma, manifestamos nosso total e irrestrito apoio à Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em prol da manutenção integral da Portaria 445/2014.”

A carta é assinada por 29 cientistas, de diversas instituições, e um abaixo-assinado foi lançado no site Avaaz,pela manutenção da portaria.

(Do  Estadão e https://www.facebook.com/marsemfim)

LÁ NO MAR...


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

MARES DE PORTUGAL

longas são as manhãs da xávega...

entre dois lanços

haver homens
uma bucha
um copo de sumo
um iogurte fruta

o fim de um mito

o mar em frente
o tempo incerto

a espera
não desespera
é


(torreira; companha do marco; 2014)

TUDO MANGUE


Foto Moirah Machado


 Postado por Matheus Henckmaie

Manguezais se caracterizam por serem uma zona úmida, onde ocorre a transição entre ambientes terrestres e marinhos, característicos de regiões tropicais e subtropicais, influenciados pelo regime das marés. São considerados os ecossistemas com maior produtividade e biodiversidade do planeta, além de possuírem papel fundamental na recuperação das comunidades e atividades econômicas costeiras. Nosso país possui uma faixa de manguezais que abrange 13.400km² que corresponde a 9% dos manguezais do mundo. Desta imensa faixa de manguezais 25% foram destruídos no último século e muitos estão classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção. Felizmente o país parece querer mudar estes números.

O Brasil passou a possuir a maior faixa de proteção a manguezais do mundo, com 322 mil hectares. Este título foi obtido graças à inclusão de três reservas extrativistas, no litoral paraense e no estado do Maranhão: Cuinara, Mestre Lucindo e Mocapajuba – além da ampliação da Reserva Marinha de Araí-Peroba. A faixa de proteção contava com oito reservas extrativistas com 213 mil hectares onde foi ampliada em 51%, chegando aos atuais 322 mil hectares. Estes avanços foram possíveis através do Projeto Manguezais do Brasil, criado pelo Ministério do Meio Ambiente. O projeto une a conservação do ecossistema à promoção da qualidade de vida da comunidade local e o uso sustentável dos recursos naturais. No total, 568 mil hectares de manguezais serão beneficiados pelo projeto.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MAREGRAFIAS

Foto Geraldo Cunha
Máscara - Costão esquerdo da praia da Galheta.

LUZ DO MAR



A maior usina de energia do mundo com a força das marés, está prestes a inaugurar sua fase de obras este mês, no litoral nordeste da Escócia. Os primeiros passos da obra serão destinados à instalação das redes de transmissão. A empresa responsável pela gestão do projeto é a australiana Atlantis Resources, que contará com o apoio financeiro através do Fundo de Investimento em Energia Renovável do Reino Unido. O projeto "MeyGen" pretende até o início dos anos 2020, implantar até 398MW de turbinas de correntes de marés para fornecer eletricidade limpa e renovável para o Reino Unido. Mas, a previsão é de que a eletricidade comece a ser entregue em 2016, quando 60 turbinas já estarão instaladas.

Quando concluído, o projeto terá instalado 269 turbinas submersas no fundo do mar, com potencial para gerar energia suficiente para 175 mil casas da Escócia, além de suporte para mais de 100 postos de trabalho e redução das emissões de carbono. Com isso, a longo prazo, beneficiará a economia do Reino Unido. 

Assista o vídeo da primeira fase do projeto clicando aqui.

NA ILHA DO ARVOREDO

Foto Alcides Dutra
ZOANTÍDEOS DA ILHA DO ARVOREDO

Lindos e frágeis, eles revestem algumas rochas, enchendo de cor e de vida o fundo do mar na Ilha do Arvoredo.
Curta a página do INSTITUTO LARUS.

NO DESPENQUE...

PRODUÇÃO DE MÁRCIO MARTINS APOSTA EM ALAIAS, LONGBOARDS E TAMBÉM EM OUTROS MODELOS RETRÔS. 
FOTO: DIVULGAÇÃO
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Quando quebrou recordes da natação ao ganhar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo (Suécia), o havaiano Duke Paoa Kahanamoku não imaginou que sua declaração a respeito do treino por meio do surfe expandiria o esporte a ponto de se tornar uma das modalidades mais conhecidas no planeta. Um século depois, deslizar sobre as ondas não é mais exclusividade de polinésios e havaianos, e o surfe atingiu um patamar que mudou radicalmente sua essência.

No final da década de 1950, os americanos Gordon Clark e Hobie Alter substituíram as antigas pranchas de madeira pelas feitas com poliuretano em combinação com resina – tecnologia que persiste até os dias atuais –, o que permitiu maior desenvoltura sobre as ondas. Se por um lado os novos materiais permitiram a evolução da técnica, por outro distanciaram os surfistas das origens da prática. Apesar da mudança radical, ainda há quem busque o resgate histórico nos dias atuais.

Desde que o americano Tom Wegener viu uma alaia (tábua fina, em tradução livre) – antiga prancha havaiana – em um museu e decidiu reproduzi-la, em meados da década passada, um movimento global de surfistas busca recuperar as raízes do esporte. “O surfe está muito tecnológico, com manobras acrobáticas. A alaia representa o surfe tradicional, de realmente deslizar na onda sem a preocupação com manobras”, contou Razmik Kiurkdjian, profissional do ramo de construções em madeira que já trabalhou com a produção de pranchas artesanais por alguns anos. Hoje, o filho de imigrantes armênios se dedica a outras ocupações, mas há uma gama de produtores em Florianópolis que focam na manufatura em madeira.

Márcio Martins, ex-surfista profissional, começou a elaborar pranchas de sandboard em 1994, foi além e, hoje, é dono da Tablaz, marca que, além de alaias, produz longboards, shapes de skate, remos de Stand Up Paddle e outros produtos em madeira. Por não possuir quilhas, as alaias se parecem com uma tábua de passar, pesam cerca de 3 kg e são mais difíceis de controlar, mas garantem uma experiência similar ao que era o esporte nos primórdios.

“O grau de dificuldade é muito maior, mas te aproxima mais da realidade do que era lá atrás. É bem diferente do surfe moderno, que busca a alta performance. Em uma alaia, (o surfista) vai tecer a linha da onda, o que o obriga a ter uma leitura diferenciada do mar ”, comentou Martins. O preço médio de uma prancha como esta gira em torno de R$ 1,5 mil por conta da "dedicação exigida e do material utilizado no processo de produção", mas não é preciso esperar semanas para conseguir um modelo, pois alguns estabelecimentos já trabalham com pronta entrega.

Resistência às pranchas de madeira

O ressurgimento das alaias abriu novas perspectivas para os shapers – designers de pranchas –, que passaram a apostar, também, em outros modelos retrôs. Na fábrica da Tablaz, uma parte do trabalho é dedicada para a manufatura de longboards em parceria com Felipe Siebert – shaper dono de marca própria –, que desenha o modelo das pranchas e envia para Martins tirar o projeto do papel e colocar na madeira.

“A ideia das pranchas clássicas é sempre um surfe mais clássico do que uma prancha de bloco de espuma. Toda história de produzir em madeira, no estilo retrô, veio a partir das alaias”, disse Martins. São produzidos cerca de 40 longboards com assinatura Siebert por ano, que custam entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil, mas o mercado em Florianópolis representa apenas uma pequena parcela das vendas.

Morador da Ilha há mais de 20 anos, Razmik Kiurkdjian acredita que as pranchas de madeira ainda encontram resistência entre os nativos. “Aqui o pessoal é pouco aberto a novidades. Apesar de serem modelos antigos de pranchas, hoje são novidade”, disse, antes de avaliar que outras regiões do país são mais propícias para a experimentação. “Elas (pranchas de madeira) são mais comuns no Rio de Janeiro e em São Paulo, estados que estão fazendo o caminho inverso de Santa Catarina, o caminho do resgate tecnológico”, comentou.

Preocupação ambiental

A substituição da madeira pela espuma de poliuretano, resina, fibra de vidro e outras substâncias não biodegradáveis na fabricação das pranchas, há mais de 50 anos, ocasionou um problema com o despejo de resíduos tóxicos na natureza quase sem nenhum controle. Nesse contexto, o resgate da manufatura em madeira tem, também, a preocupação em diminuir o impacto ambiental causado pelas sobras da produção dos equipamentos de surfe.

“Os resíduos deixados pela fabricação de uma prancha normal são muito nocivos. Há quem diga que tirar madeira das florestas também é um problema, mas a madeira é o material mais renovável – desde que não se dizime uma floreta inteira. Precisa ter consciência para tirar a madeira necessária e dar tempo para a floresta se renovar”, analisou Razmik Kiurkdjian.

A preocupação também está presente na fábrica de Márcio Martins, que procura utilizar o máximo possível de cada árvore derrubada. “A ideia é aproveitar a matéria-prima de maneira consciente e não produzir em grandes escalas. Além disso, toda a sobra a gente pode transformar em um novo produto em vez de descartar no meio ambiente”, disse.

Outras pranchas também garantem divertimento

A moda old school não é exclusividade do surf, e outras tábuas de madeira com desenhos clássicos fazem a cabeça de quem gosta de esportes radicais. No skate, o domínio dos shapes voltados para o street já não é absoluto e uma gama de modelos está à disposição dos amantes das rodinhas. Atento às novas tendências, Márcio Martins produz modelos longboards desde 1997, mas hoje engloba os mais diferentes tipos de skate – dos feitos para a velocidade aos que são utilizados como meio de transporte.

“São 50 modelos diferentes. Tem um direcionado para speed, que pode chegar a mais de 100 km por hora, e tem a linha Cruiser, que é para deslocamento. Tem também um long clássico, para dar um rolê mais surfstyle, pegar uma ladeira e curtir um slalom (descida em zigue-zague)”, comentou Martins, que, de tanto buscar o desenvolvimento de pranchas em madeira, descobriu outras maneiras de esculpir o material.

Sabe o famoso “jacaré”, aquele surfe de peito nas ondas? Pois então, ele pode ser feito com o auxílio de uma prancha chamada handplane. Essas pequenas tábuas de madeira, que custam cerca de R$ 250,00, foram criadas no Havaí para auxiliar o nadador na hora de descer a onda, mas já fazem bastante sucesso no Brasil. “Com ele, é mais fácil entrar na onda e permanecer por mais tempo, além de permitir algumas manobrinhas”, disse Martins. Seja na água ou no asfalto, há sempre uma tábua de madeira que pode garantir sua diversão.

(Do Notícias do Dia - http://ndonline.com.br/)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

MAR DE PESCADOR

Foto Fernando Alexandre
"Não somos contra a pesca, somos contra a pesca burra", diz pesquisador

Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, comenta sobre a lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente

Victor Pereira
victor.pereira@diario.com.br

Professor, pesquisador e curador do Museu Oceanográfico da Univali, Jules Soto admite que a medida do Ministério do Meio Ambiente é drástica ao setor pesqueiro, mas considera que, após anos de omissão do Estado, a proposta foi a única possível neste momento. 

O próprio pesquisador participou das discussões e da elaboração da lista com as espécies ameaçadas, que ele não considera radical, mas simplesmente real. Para Soto, a solução agora é buscar alternativas para a sobrevivência da pesca, que estaria em risco com ou sem normativas federais.

Confira a entrevista:

Essa medida do Ministério do Meio Ambiente não é muito radical com o setor pesqueiro?

Não é radical, é real. É uma lista construída com base em dados científicos, feita por dezenas de pesquisadores de diversos Estados e das mais variadas áreas. Eu acompanhei e participei de etapas desta lista. Não foi um devaneio, foi uma análise em conjunto. Existem dados estatísticos comprovando que há espécies ameaçadas já em colapso ou que estão entrando em colapso. Não é imaginação, é fato. Há décadas se pescava toneladas de determinados peixes em poucos dias, e hoje se pega dois ou três exemplares em uma semana de pesca. E não estou usando força de expressão.

Não havia uma alternativa que minimizasse o impacto da proibição aos pescadores?

O problema não é a lista, não é o pescador e não é o pesquisador. O problema é a falta de ordenamento pesqueiro que ocorre há décadas. Agora com medidas de choque tenta se ordenar o setor, o que eu não acredito que aconteça. O Estado devia ter agido muito antes, mas neste momento não tinha outra coisa a se fazer. No momento que se denuncia que uma espécie está ameaçada de extinção, o Ministério Público toma atitudes e os órgãos ambientais precisam seguir a legislação. A forma que se pesca aqui não pode continuar. Isso não existe em qualquer país que tenha responsabilidade com a pesca. O Estado é incompetente, o pescador foi mal orientado e pouco alertado, mas o mais importante de tudo é o recurso. Nossa função é proteger o recurso e não podemos permitir que esse tipo de pesca continue ocorrendo, mesmo que isso afete a vida de algumas pessoas.

O que deveria ter sido feito para evitar a atual situação?

Em um país sério, quando determinado recurso está entrando em colapso, o Estado ajuda a buscar alternativas gradativas para aquele setor. O Japão é um exemplo, lá pouquíssimas pessoas pescam próximo da costa do país. A maioria pesca fora, nos oceanos Índico e Atlântico, porque o Estado financia a construção de navios, incentiva os pescadores. No Brasil, o Estado é irresponsável em relação a pesca, e agora de uma hora pra outra o pescador se torna marginal. O Estado está agindo de forma tardia e sem ver alternativas para a indústria pesqueira.

Com ou sem medidas proibindo a pesca de determinadas espécies, o setor caminha para um colapso total?

Salvo raras exceções nos últimos anos, a pesca vem decaindo e com ou sem lista, já ia enfrentar sérios problemas no futuro. A tendência é parar de pescar. Um erro muito sério do pescador é acreditar que o problema é o pesquisador. Um erro muito sério do pesquisador é achar que o problema é o pescador. O culpado disso tudo é o Estado. O recurso natural não tem um dono, ele é da população brasileira e é apenas gerenciado pelo Estado, que só quer cobrar impostos e é incompetente com a pesca e com muitos outros setores do país. Não somos contra a pesca, somos contra a pesca burra. Contra a pesca que não tem futuro para os próprios pescadores.


(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

MANGUEZAIS DO BRASIL

Foto: Divulgação/Codevasf.


O Brasil passou a ter, no final de 2014, a maior faixa de proteção a manguezais do mundo, com 322 mil hectares. A nova marca foi obtida graças à inclusão de três reservas extrativistas, no litoral paraense e no estado do Maranhão: Cuinarana, Mestre Lucindo e Mocapajuba – além da ampliação da Reserva Marinha de Araí-Peroba.

Localizada no litoral paraense e com áreas também no estado do Maranhão, a faixa de proteção já contava com oito reservas extrativistas e foi ampliada em 51%, passando de 213 mil para os atuais 322 mil hectares. Além disso, a área de manguezais protegidos aumentou em 41% e o número de famílias beneficiárias chegou a 34 mil, ou seja, um acréscimo de 22%.
Manguezal é uma zona úmida, definida como ecossistema costeiro, de transição entre ambientes terrestres e marinhos, característicos de regiões tropicais e subtropicais, sujeitos ao regime das marés. São considerados os ecossistemas com maior produtividade e biodiversidade do planeta, com uma capacidade de recuperação que serve de importante proteção às comunidades e atividades econômicas costeiras.

Os avanços foram possíveis com a ajuda do Projeto Manguezais do Brasil, criado pelo Ministério do Meio Ambiente com o objetivo de melhorar a capacidade do País de promover a efetiva conservação e uso sustentável dos recursos em ecossistemas deste tipo, a partir do fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) e na designação de áreas de preservação permanente a todos os manguezais existentes em território nacional.

O projeto une a conservação do ecossistema à promoção da qualidade de vida da comunidade local e ao uso sustentável dos recursos naturais e recebeu o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O Manguezais do Brasil teve início em 2008, com recursos do Global Environment Facility (GEF) e execução do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A meta é promover práticas adequadas para mangues oferecendo suporte em âmbito nacional, estadual, municipal e comunitário às estruturas responsáveis pela gestão destes ecossistemas.

Experiência será exemplo para manguezais do mundoA faixa nacional de manguezais abrange 13.400 km² ao longo de quase todo o litoral brasileiro e correspondem a 9% dos manguezais do mundo. No entanto, cerca de 25% dos manguezais brasileiros foram destruídos no último século e muitos estão classificados como vulneráveis ou ameaçados de extinção.

Os agentes do projeto já atuavam nas reservas extrativistas existentes e ajudou a promover as demandas locais de comunidades que viviam em áreas onde ainda não havia unidades de conservação, além de promover os estudos utilizados para a definição dos limites dessas novas reservas extrativistas.

No total, 568 mil hectares de manguezais serão beneficiados pelo projeto, gerando impactos positivos nos meios de vida de alguns dos segmentos mais vulneráveis da sociedade brasileira e permitindo a replicação das lições aprendidas para outros manguezais do Brasil e do mundo.

Com informações do Pnud.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

TEM ÁGUA NO MAR! E VIVA!

Águas-vivas apareceram no Litoral neste fim de semana
Foto: Anderson Fetter / Agencia RBS


Cresce o número de lesões por águas-vivas no litoral catarinense

No meio da temporada de verão, foram registrados quatro vezes mais casos no Estado do que entre outubro de 2013 e abril de 2014, influenciados pelo aquecimento da água e pela corrente marítima

Um beliscãozinho leve seguido de uma ardência na pele. Em seguida, vermelhidão. É do que se queixam banhistas atingidos pelas águas-vivas, também chamadas de mãe-d’água ou medusas e que no final de semana apareceram em grande número em praias de Santa Catarina.

A maior incidência neste verão está no Litoral Sul – entre Passo de Torres e Balneário Rincão – onde em um só dia foram registrados cerca de 600 casos. Em Balneário Arroio do Silva são 20.521 casos nesta temporada, que se iniciou em outubro de 2014 – entre outubro de 2013 e abril de 2014 haviam sido 586 no total.

Quem neste final de semana caminhou pelas praias da Ilha de Santa Catarina encontrou muitos exemplares de água-viva mortos nas areias. A maior quantidade de registros de lesões está nos Ingleses, com 844 casos, segundo o site do Corpo de Bombeiros.

No Campeche, ao Sul, também existem registros. Mesmo que aparentemente sem vida, o recomendável é não tocar. Do contato com os filamentos transparentes resultam bolhas e sensação de queimadura, que podem provocar náusea, vômitos, tonturas.

Animais costumam se aproximar em grupos

Os registros das ocorrências nesta temporada estão no site do Corpo dos Bombeiros. Devido ao recesso, uma atualização mais completa deve ocorrer nesta segunda-feira.

O tenente Henrique Piovezan Silveira, do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Criciúma, explica que a ocorrência pode estar ligada ao aumento de temperatura da água. Especialistas relacionam o aparecimento ao aquecimento global, ao vento e às correntes marítimas.

O conselho dos guarda-vidas é para que os banhistas atentem para a presença da água-viva, uma vez que não existe o que fazer a não ser esperar que as correntes mudem e a espécie se afaste da costa. A presença de uma certa quantidade deve servir de alerta, pois a reprodução nunca ocorre isoladamente.

clic que cresce


(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

MAR DE CLAUDIO COSTA


"O mar azul em que não fui" Ac/s/Tela – XCI – 2014- Dimensões: 102X120cm
www.claudiodacosta.com.br

SELFIESTEL - O SELFIE DO PASTEL!

Foto Fernando Alexandre
Antes de comer, fotografe!

O hit do verão 2014 no Pântano do Sul!
Todos estão fazendo!

HOJE É DIA DE...

Imagem totalmente desacreditada

MAR DE PESCADORES

Foto MPA

Governo anuncia alterações no pagamento do seguro defeso, benefício pago aos pescadores profissionais, além de outras alterações trabalhistas e previdenciárias.

O anúncio das mudanças foi feito na segunda-feira (29) pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, visando adaptar as políticas do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e da Previdência à nova realidade do mercado de trabalho brasileiro. As alterações não afetam os benefícios que já estão sendo pagos, e sim, futuros beneficiários.


Para os pescadores profissionais, o governo passa a exigir três anos de habilitação no Registro Geral de Atividade Pesqueira (RGP) para o pagamento do seguro. A contribuição previdenciária deverá ser comprovada com base em documentos fiscais de venda do pescado para empresas ou comprovante do recolhimento fiscal em caso de venda para pessoas físicas nos últimos doze meses ou no período entre defesos, o que for menor. Também será vedado o acúmulo de pagamento de defesos distintos no mesmo ano. As medidas provisórias contendo as mudanças serão publicadas no Diário Oficial.


Leia a matéria completa clicando AQUI!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

FAZENDO FARINHA


A FARINHADA NAS FREGUESIAS E ARRAIAIS DA ILHA DE SC.

José Luiz Sardá

Virgílio Várzea cita no livro Santa Catarina: a Ilha 1900 que “Na véspera, o carro ou os carros — porque os proprietários às vezes dispõem de dois ou de três, conforme suas posses e haveres — ocupam-se exclusivamente na condução da criação, pequena mobília e utensílios caseiros indispensáveis ao conforto, à lida propriamente doméstica e à do engenho, carregando igualmente os mantimentos necessários à família para uma estada de um a dois meses. Semanas antes, esses mesmos veículos têm acarretado do campo, em carradas seguidas, a lenha que terão de consumir fogão e o forno durante esse tempo, a qual é disposta em montões, ao fundo do terreiro, sob os cafeeiros e laranjeiras. O edifício do engenho que, como de costume quando não está em serviço, serve de celeiro ao café, ao feijão, ao milho, ao amendoim e ao arroz, se acha completamente desimpedido e arrumado, com todo o aparelho e acessórios prontos para a faina da mandioca, bem como a parte onde assentam as salas e demais cômodos reservados à família”.

No início das décadas do século passado de maio a outubro, acontecia as farinhadas. Uma cultura antiga e tradicional do povo açoriano na fabricação da farinha de mandioca. Nesta época havia muitos engenhos de farinhas nas freguesias de São João do Rio Vermelho, Ingleses, Canasvieiras, Ratones, Santo Antonio de Lisboa, Lagoa da Conceição e Ribeirão da Ilha e pequenos arraiais. O plantio e a colheita da mandioca naquele tempo era farta. Os proprietários dos engenhos de farinha eram nativos e de famílias tradicionais, lavradores abastados e donos de vastas roças de mandiocas. Para construir esses engenhos era preciso dispor de um bom capital. Depois que os donos dos engenhos terminassem a labuta da farinhada, os lavradores mais pobres podiam utilizar estes engenhos, desde que retribuíssem com alguns dias de serviços nas lavouras dos donos destes.

A construção era simples e rústica, feitas de parede de pau a pique barreadas e coberto de folhas de tiririca ou de taboa, muito comum nas áreas alagadas. A arquitetura na maioria deles, com pequenas janelas e duas largas portas de saída, uma à frente e outra aos fundos. Localizados sempre a beira dos caminhos e estradas, com pastagem para os animais, próximos aos córregos, rios ou cachoeiras. Estes engenhos na maioria estavam distribuídos nas diversas freguesias e distantes das casas, razão pela qual as acomodações destes ofereciam o mínimo conforto para que as famílias pudessem usufruir e alojar-se durante os longos períodos das farinhadas. Eram divididos em dois espaços: salas, quartos e assoalhados e o outro amplo de chão batido destinado ao aparelho e engenhocas, como: barricas, cocho, fuso, prensa, sevadeira, fornalha e demais acessórios.

Em maio emigravam-se aos engenhos as primeiras famílias de lavradores e proprietários que não possuíam redes. As que possuíam começavam a farinhada depois da safra da tainha. Desta forma dividiam incessantemente as lidas e afazeres nos engenhos e nos ranchos para a pesca da tainha, desde o nascer e ao por do sol. Nesta correria de afazeres, essa gente simples e ordeira trabalhava e se divertia muito. Alqueires de mandioca eram reduzidos a uma excelente farinha torrada e alva, cuscuz, beijus e com o polvilho fazia-se saborosas roscas e broas. Eram separadas e guardadas para o consumo das famílias e na ausência da farinha de trigo, a de mandioca era utilizada para fazer o pão.

Pela altíssima qualidade, sabor e padrão a farinha de mandioca e polvilhada, a sua produção era comercializada, inclusive para diversas cidades do Brasil. Para a farinhada vinha gente de outros arraiais e parentes próximos das famílias. As raparigas com mãos hábeis peneiravam nas gamelas massas de beijus que eram colocadas entre folhas de bananeiras e levadas ao forno. A massa era distribuída sobre a chapa quente e em seguida recolhiam os primeiros beijus torrados que eram arrumados em pequenos cestos de bambu. As brincadeiras, algazarras e as conversas dos rapazes eram uma constante. Ora estavam acarretando a mandioca, cuidado do gado, cevando ou forneando.

Ao mesmo tempo em que as famílias dirigiam para o engenho, os carros de bois seguiam para as plantações de mandiocas junto às encostas dos morros. Grupos de rapazes trabalhavam na extração das grossas raízes de mandiocas, outro se ocupava com os serviços internos no engenho cuidando dos carros e da troca dos bois, da prensa, sovando, dos tipitis, carreiros e o forneiro. O forneiro estava sempre envolvido pela nuvem branca de polvilho e com esmero cuidava da fornalha, pelo aroma, de pronto sabia e conhecia quando a fornada estava no ponto. Sabendo com detalhes todo o processo da fabricação da farinha.

Ao longo dos meses fazia-se um revezamento evitando a fadiga, a rotina e o desgaste físico. Nos mandiocais a colheita começava dos morros para a planície. Para extrair a raiz pegava-se a rama com as mãos, depois era sacudida para tirar o excesso de terra e quebrando-as pelas pontas era despejada em grandes balaios feitos de cipó ou de bambu. Cheios eram levados até um barraco de palha improvisado construído sob as árvores, que servia como ponto de apoio e descanso. Geralmente este trabalho era feito nas primeiras e últimas horas do dia, evitando o calor excessivo do sol.

O processo de raspadura da mandioca era feito nas primeiras horas da manhã. Na continuidade da lida a carga de mandioca era transportada em grandes balaios a um espaço reservado dentro do engenho e próximo ao rústico aparelho, onde as raízes eram despejadas. Tanto a colheita do café, do algodão e da mandioca se empregava o trabalho das mulheres e os demais trabalhos feitos por elas eram dentro das casas, como fazer a fiação do gravatá, do algodão, do linho, os bordados, as rendas de bilros e almofadas, os crivos, as tecelagens e entre outros artesanatos.

Mães e filhas em volta das mandiocas agachavam-se em esteiras de taboas e tiriricas ou sentadas em bancos improvisados com cepos de madeira. Utilizavam pequenas facas e com rapidez e destreza faziam a raspadura da mandioca, posteriormente era ralada, prensada, peneirada e depois levada ao forno para secar. Ao mesmo tempo, o sovador transportava nos balaios as mandiocas raladas para o cocho do escorredor ao ralador. Todo esse trabalho era feito com muita alegria, em conversas corriqueiras, falas graciosas e sonoras gargalhadas das mulheres.

VAMOS A LA PLAYA?

Foto Rodrigo Tonel
Barra da Lagoa!


domingo, 28 de dezembro de 2014

MAR DE VERÃO

Foto Divulgação

"Camarão pistola sendo vendido na Peixaria do Chico a R$ 120,00 o quilo. É mole?"

(Do blog do Cacau Menezes- dia 26-12-14)

MAR DE PESCADOR


Pescadores de Itajaí e região vão parar em janeiro para protestar contra lista de peixes em extinção

Lista foi divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente na última quarta-feira e contém nome de peixes conhecidos como Cação e Atum


Em reunião na sede do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) na tarde desta terça-feira, os pescares decidiram paralisar as atividades em 5 de janeiro e fechar o Canal da Barra, em Itajaí. O motivo da manifestação é a divulgação pelo Ministério do Meio Ambiente de uma lista compeixes ameaçados ou em extinção na última quarta-feira.


Entre as espécies listadas em situação de extinção, estão peixes bastante consumidos na região, como o Namorado, Bagre, Cação, Garoupa e o Atum. Na relação em ameaça de extinção, estão a Tainha e a Anchova.

Segundo a determinação do Ministério do Meio Ambiente, as espécies só poderão ser pescadas nos próximos seis meses e comercializadas em até um ano. Após os prazos, tanto a pesca quanto o comércio serão proibidos.


De acordo com o Sindipi, cerca de 60 mil pessoas, entre pescadores e empresários que vivem da pesca, serão afetadas pela medida em Itajaí e região.

Para o presidente do sindicato, Giovani Monteiro, esta decisão é arbitrária.

- Não houve transparência por parte do ministério em relação às informações pesquisadas e o que foi divulgado nos relatórios não é a realidade das pesquisas a bordo feita pelo Sindipi em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) - disse.

A previsão é que cerca de 10 mil pessoas participem do movimento. Além de Itajaí, o movimento acontece simultaneamente em Laguna, Sul de SC, e vai contar com mais de dez mil pescadores. A mobilização começa às 9 horas. 

Outras regiões do país devem se unir ao movimento comandado pelo Sindipi. A previsão é que pescadores e empresários do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro também façam parte do movimento. 

(Do O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

MAR DE FRANCISCO FARIA

Francisco Faria - the third wave (grand sea of the levant, series) , 150 x 360 cm, graphite on paper, 2013-2014 - 3 panels.

DANDO NOME...

Foto Julio Cesar Vicente
Garopaba - Morrinhos - Canto Norte

MAR DE SARDINHAS

Até 15 de fevereiro, está em vigor o período de defeso da sardinha-verdadeira do sul e sudeste do pais.

Não pesque nem consuma sardinha-verdadeira fresca

Defeso é o período estipulado por lei onde a pesca e comercialização de determinada espécie é proibida. Essa proibição geralmente é durante seu período de reprodução ou durante o período que eles deixam de ser juvenis (jovenzinhos) para se tornarem adultos e então se reproduzirem.

O objetivo é dar tempo para que as espécies cresçam e se reproduzam, fazendo assim com que elas sempre existam na natureza, o que é benéfico inclusive pra pesca.

Então, seja um consumidor consciente! Até 15 de fevereiro, nada de comprar sardinhas frescas (as enlatadas não são proibidas).
Para saber mais sobre outros períodos de defeso consulte o IBAMA.

E você também pode consultar as orientações aos pescadores para o período do defeso da sardinha-verdadeira.

(Do https://www.facebook.com/)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

BIMBALHAM OS SINOS!


TRABALHADORES DO MAR

Foto Norma Maroso
Felipe e as garoupas - Pântano do Sul

TÁX COMPREENDENDO SÊO MANÉ?


Hora estreia coluna de Verão escrita em manezês, o dialeto de Florianópolis

Coluna assinada pelos nativos Rodrigo Stüpp e Jorge Jr. será publicada todas as terças e sextas no jornal e no site

Rapázi, tamo de volta! Já passamos por aqui nas Olimpíadas de 2012, na côzamedonha que foi a Copa para o Brasíli e agora no Verão que começou com uma friági de dar pena da raça que vem pra Flonópsh passar o fináli de ano. Aqui a conversa é de mané pra mané, táx compreendendo?

Te liga ô!

Quando cai um cacau é ruim pra gambazada que fica na praia de zóculo escuro, sentadão na cadeira, só na visão periférica. Cuida da tua mulher, ô ixtepô!

"A cada um minuto, quatro baitas passam"De um quiridu frequentador de Jurerê Internacional e amigo dos colunistas

Nosso amigo tem razão!
Foto: Léo Cardoso/Agência RBS

Puchalski

Aí o cara junta uns trocados, vem com a família e a cacalhada toda no carro, aluga uma casa na Daniela ou nos Inglêisi e fica esse dia todo rengo. Puchalski, a raça tá com o bagão do olho em ti só esperando aquele dia cheio de sóli!

Saudades do ônx

Era pouco bom ir pra praia de ônx. Quando a gente era pequeno, e isso já faz uma cara, pegava o latão ali na Mauro Rãnx, na frente do xóp, e embarcava num Ribeironense, que já vinha socado desde o Inxtituto, pra ir pra Barra. Só pra subir o Morro da Lagoa levava 20 minutos e nem era por causa do trânsito! Ô saudade!

Foto: Geferson Schreiner/Arquivo Pessoal

Jaguara

Não basta o mazanza botar o carro na areia, até porque ali tem mais gente que faz isso. Mas o tanso conseguiu ser levado por uma onda! Tá de sacanaiz, né? O boca mole ainda faz isso em Jaguaruna, no Sul do Estado. Piada pronta, né ó? 

E o Keko?

A coluna Manés na Praia sairá nas terças e sextas-feiras na Hora, até o final de janeiro. É produzida pelos manés legítimos Jorge Jr. e Rodrigo Stüpp, editores de Esporte da Hora. Os termos em itálico são da linguagem popular dos manezinhos da Ilha, o manezês. É um olhar local para o que rolar no Verão, em Floripa, Palhoça, Rio, Austrália e o escambau.

(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)