quarta-feira, 16 de janeiro de 2019



IMA LIBERA LICENÇA AMBIENTAL PRÉVIA PARA PORTO EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) emitiu a licença ambiental prévia (LAP) para o BC Port, projeto de um porto de transatlânticos em Balneário Camboriú. A licença é válida por 60 meses e prevê uma série de condicionantes. Entre eles, ações ambientais que abrangem desde o monitoramento de baleias e tartarugas nas praias próximas, até o controle morfológico da Praia Central.

São 29 programas ambientais no total, com períodos distintos de implantação e execução – alguns deles devem começar antes mesmo do início das obras. A empresa terá, por exemplo, que monitorar o ruído subaquático, para garantir o mínimo de importunação aos animais marinhos. Antes disso, no entanto, será necessário obter a licença ambiental de instalação (LAI), que exige que o empreendimento tenha as autorizações de todos os órgãos envolvidos.

O processo do BC Port tramita, no momento, na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O empreendimento já havia recebido o aval do órgão, mas o Ministério dos Transportes determinou que a análise retornasse à Antaq devido a uma denúncia que questionou a autenticidade dos documentos apresentados. A PDBS, empresa que é dona do projeto, nega qualquer irregularidade.

A Antaq informou, em Brasília, que determinou à Unidade Regional de Florianópolis que investigue a documentação. A unidade local abriu processo de fiscalização extraordinária no dia 4 de janeiro.

O projeto do BC Port permitirá duas atracações simultâneas de transatlânticos, e é avaliado em R$ 318 milhões.

Resistência

O projeto do BC Port enfrenta resistência na prefeitura de Balneário Camboriú. O prefeito Fabrício OIiveira (PSB) enviou ofício à Antaq em que afirma que o empreendimento não é de interesse da cidade, porque causaria um grande impacto “comprometendo toda a estrutura de serviços públicos”. Alegou, ainda, que a aprovação do porto de transatlânticos inviabilizaria o alargamento da faixa de areia da Praia Central.

(Do NSC Total)

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

MAR DE POETA

Foto Fernando Alexandre
 Novembros
rebenta branca, na areia
maré cheia, maré cheia
desenha um desdém na areia

(Jaques Brand)

NA PRAIA...

Foto Léa Senem

Numa dobra azul do Atlântico Sul!

MANEMÓRIAS

 Festa de São Pedro 
Padroeiro do Pântano do Sul -1970
(Via Alan Arante Monteiro)

VERÃO SEM "HERMANOS"

(Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense)

Cai em 70% o número de argentinos que passaram pela fronteira de Dionísio Cerqueira 

Levantamento da Polícia Federal aponta queda no acesso dos estrangeiros nos 10 primeiros dias de 2019; número de voos para o país vizinho também caiu

Por Karine Wenzel

Dados do início desta temporada comprovam o que já era esperado pelo trade turístico: o litoral de Santa Catarina está recebendo menos turistas argentinos. Prova disso aparece do outro lado do Estado, na fronteira com o país vizinho em Dionísio Cerqueira: houve redução de 68% no número de argentinos que cruzaram a fronteira nos primeiros 10 dias deste ano na comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados da Polícia Federal.

Os 4,8 mil turistas que passaram pelo local representam o número mais baixo dos últimos cinco anos. Se somadas as entradas de argentinos pela segunda aduana de turismo que começou a funcionar nesta temporada em SC, no município de Paraíso (2.630 passaram por lá), foram 7.452 visitantes, a metade do montante registrado no mesmo período do ano anterior só em Dionísio Cerqueira.





Um dos visitantes que não sabe se cruzará a fronteira neste ano é o engenheiro Fernando Javier Amaro, 48 anos. O argentino que vive em Córdoba diz que, depois de praticamente 20 anos passando o verão no Brasil – em SC reveza entre Bombinhas e Florianópolis –, não sabe se neste fevereiro vai percorrer os 2 mil quilômetros.

"Em função da crise, a decisão é fundamentalmente econômica neste ano" afirma o engenheiro, por mensagem, que costuma vir de carro com a esposa e três filhos e entra no país pela fronteira em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

A crise, que talvez impeça a vinda de Amaro e a família, levou o país vizinho a encerrar o ano com a moeda desvalorizada em 50% e a inflação acima de 40%. A recessão da economia dos hermanos impacta na temporada catarinense, o que não é novidade, diz o presidente do Sindicato das Empresas Turismo do Estado de Santa Catarina (Sindetur SC), Kid Stadler:

— Depois que os argentinos começaram a vir para nossas praias, toda vez que há um movimento econômico na Argentina, há um impacto muito grande na economia, principalmente em Florianópolis, onde eles mais ficam. Está todo mundo esperando que durante o mês de janeiro e fevereiro venham um pouco mais de argentinos, mas não vai ser um número que vai recuperar a nossa temporada.

Número de voos também tem queda

No ar, a redução do número de visitantes argentinos não é tão significativa quanto por terra. Nos aeroportos de Navegantes e Florianópolis, o quantitativo de voos do país vizinho caiu em torno de 10% em relação à temporada passada.

Stadler acredita que os turistas argentinos que vêm neste ano têm maior poder aquisitivo e, por isso, a redução não é tão significativa nos aeroportos. No terminal da Capital, entre dezembro e janeiro deste ano, são 578 pousos e decolagens ao país hermano, contra 642 do mesmo período da temporada passada. Por outro lado, a Floripa Airport diz que teve crescimento nos voos do Uruguai, que passaram de oito em dezembro e janeiro de 2017/2018 para 38 neste ano. O Chile também teve aumento (17,9%) na mesma comparação, saltando de 212 para 250.

Menos hermanos em bares e restaurantes catarinenses

A pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em SC (Abrasel) também dá indícios da redução na quantidade de argentinos. O levantamento aponta que 84,3% dos empresários entrevistados não perceberam aumento da chegada de turistas estrangeiros no início desta temporada em relação ao ano anterior. Mas 65,3% notaram maior fluxo de visitantes nacionais, principalmente de São Paulo e Paraná, em bares e restaurantes do Litoral de SC.

— A pesquisa mostrou uma mudança de região emissora do turista. Além disso, também impactado pela crise, é um visitante que vem com orçamento muito enxuto, que vai fazer refeição mais no lar, vai frequentar mais supermercado. Essa corrosão que a crise fez no poder aquisitivo afetou nosso setor – explica Raphael Dabdab, presidente da Abrasel em Santa Catarina.

O empresário argentino Fernando Niell, que trabalha há 14 anos trazendo grupos de conterrâneos a Florianópolis, estima que a queda na movimentação da nacionalidade nas praias catarinenses é de no mínimo 50%. Mas a redução de argentinos que é perceptível nas placas dos carros que circulam na Ilha ou embaixo dos guarda-sóis não afetou os negócios da família Niell. Nesta temporada, a empresa já fechou 30 ônibus com saída de Buenos Aires que devem trazer 1,5 mil hermanos à Barra da Lagoa.

O empresário, que se reveza entre os dois países guiando os visitantes, conta que está otimista:

— Neste ano tem eleições na Argentina e vamos ver se equilibra um pouco a economia.

Niell prevê uma retomada, já que muitos optam por vir a partir da metade de janeiro.

— Tem alguns argentinos que ficam aguardando a situação da economia melhorar e os preços de aluguéis abaixarem — confirma o presidente do Sindetur SC, Kid Stadler.


Empresa de Fernando Niell deve trazer 30 ônibus de argentinos nesta temporada à Barra da Lagoa(Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense)

(Do https://www.nsctotal.com.br/)

domingo, 13 de janeiro de 2019

MAR DE OLHARES

Foto Robert Doisneau
Ilha de Ré - França

PEIXOME

Dido, um jovem bajau, procura peixes de coral e conchas próximo a ilha Mantabuan.
FOTO DE MATTHIEU PALEY, NATIONAL GEOGRAPHIC


Bajaus são primeiros humanos geneticamente adaptados para mergulhar

Conhecidos como “nômades do mar”, os bajaus vivem no mar há séculos e são mergulhadores mais fortes possivelmente graças à seleção natural. Segunda-feira, 23 Abril
Por Sarah Gibbens

Se você segurar a respiração e mergulhar o rosto em uma banheira de água, seu corpo acionará automaticamente o que é chamado de resposta de mergulho. Sua frequência cardíaca diminui, seus vasos sanguíneos se comprimem e seu baço se contrai – reações que ajudam a economizar energia quando se tem pouco oxigênio.

A maioria das pessoas consegue prender a respiração debaixo de água por alguns segundos, algumas por alguns minutos. Mas os bajau levam o mergulho livre ao extremo, permanecendo submersos por até 13 minutos a profundidades de cerca de 60 metros. Esses nômades vivem nas águas que cercam as Filipinas, a Malásia e a Indonésia, onde mergulham para pescar ou apanhar elementos naturais usados no artesanato.

Agora, um estudo publicado no periódico Cell (em inglês) revela os primeiros indícios de que uma mutação de DNA que aumentou o baço fornece aos bajaus uma vantagem genética para viver nas profundezas.

Dependência do baço

O baço não consta entre os órgãos mais glamorosos do corpo humano. Você pode tecnicamente viver sem ele, mas enquanto o tem, o órgão ajuda a sustentar o sistema imunológico e a reciclar glóbulos vermelhos.

VER GALERIA


Trabalhos anteriores mostraram que em focas, mamíferos marinhos que passam grande parte da vida debaixo d'água, os baços são desproporcionalmente grandes. A autora do estudo, Melissa Llardo, do Centro de Geogenética da Universidade de Copenhague, queria ver se a mesma característica era verdadeira para humanos mergulhadores. Durante uma viagem à Tailândia, ela ouviu falar dos “nômades do mar” e ficou impressionada com suas habilidades lendárias.

"Eu queria primeiro conhecer a comunidade, e não apenas aparecer com equipamento científico e sair", diz ela sobre suas viagens iniciais para a Indonésia. “Na segunda visita, trouxe uma máquina de ultrassom portátil e kits de coleta de cuspe. Fomos a casas diferentes e fizemos imagens dos baços deles.


MERGULHE COM OS PESCADORES BAJAU NA MALÁSIA

Conhecidos como "nômades do mar", os bajau podem ter evoluído geneticamente para conseguir ficar até 13 minutos embaixo d'água.

"Eu tinha um público", acrescenta ela. "Eles ficaram surpresos que eu tinha ouvido falar deles."

Ela também coletou dados de um outro grupo de pessoas, os saluan, que mora no continente indonésio. Comparando as duas amostras em Copenhague, a equipe descobriu que o tamanho médio do baço de uma pessoa bajau era 50% maior que o mesmo órgão de um indivíduo saluan.

“Se há algo acontecendo no nível genético, deveria ser perceptível no tamanho do baço. E lá observamos essa diferença extremamente significativa”, diz ela.

Os pesquisadores também se depararam com um gene chamado PDE10A, que supostamente controla um hormônio da tireoide, nos Bajau, mas não nos Saluan. Em camundongos, o hormônio é associado ao tamanho do baço, e os ratos que são manipulados para ter quantidades menores do hormônio têm baços menores.

Llardo teoriza que com o tempo, a seleção natural teria ajudado os Bajau, que viveram na região por mil anos, a desenvolver a vantagem genética.
Sob pressão

Embora o baço possa explicar parcialmente como os bajau mergulham tão bem, outras adaptações podem estar em jogo também, diz Richard Moon, da Escola de Medicina da Universidade de Duke. Moon estuda como o corpo humano responde a grandes altitudes e profundidades extremas.

Quando um ser humano mergulha mais fundo na água, o aumento da pressão faz com que os vasos sanguíneos do pulmão se encham de mais sangue. Em casos extremos, os vasos podem se romper, causando a morte. Além das adaptações herdadas geneticamente, o treinamento regular poderia ajudar a evitar esse efeito.

“A parede torácica do pulmão pode se tornar mais complacente. Pode haver alguma frouxidão que se desenvolve durante o treinamento. O diafragma poderia ficar esticado. O abdômen pode se tornar mais complacente. Nós realmente não sabemos se essas coisas acontecem ”, diz ele. “O baço é capaz de se contrair até certo ponto, mas não sabemos de nenhuma conexão direta entre a tireóide e o baço. Pode haver.”

Cynthia Beall é antropóloga da Universidade Case Western Reserve e estudou pessoas que vivem em altitudes muito grandes, incluindo tibetanos que dizem viver no “teto do mundo”. Ela acha que o estudo de Llardo abre oportunidades interessantes de pesquisa, mas precisa ver evidências biológicas mais mensuráveis antes de se convencer de que uma característica genética está ajudando os bajau a se tornarem melhores mergulhadores.

"Você poderia fazer mais medições no baço. Por exemplo, medir força de suas contrações", diz ela.
O que podemos ver no mar?

Além de entender como os bajau se tornaram bons mergulhadores, Llardo diz que as descobertas têm implicações médicas.

A resposta do mergulho é semelhante a uma condição médica chamada hipóxia aguda, em que os seres humanos experimentam uma rápida perda de oxigênio. A condição causa de morte frequente em salas de emergência. Estudar os bajau poderia efetivamente funcionar como um novo laboratório para entender a hipóxia.



HAENYEO: A FORÇA DO MAR: ENTREVISTA COM OS CRIADORES

A diretora Lygia Barbosa e o fotógrafo Luciano Candisani falam sobre a experiência de registrar a vida das haenyeos, senhoras que mergulham no mar da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, para coletar frutos do mar e sustentar a comunidade. 

No entanto, o estilo de vida nômade do mar está cada vez mais ameaçado. Eles são considerados grupos marginalizados e não gozam dos mesmos direitos de cidadania que seus colegas do continente. O aumento da pesca industrial também está dificultando a subsistência dos estoques locais. Como resultado, muitos optam por deixar o mar.

Sem apoio para o seu estilo de vida milenar, Llardo teme que os bajau e as lições que eles podem nos transmitir sobre a saúde humana podem não durar muito mais tempo.

(https://www.nationalgeographicbrasil.com/)

sábado, 12 de janeiro de 2019

MAR DE VERÃO

Praia dos Ingleses, em Florianópolis, Santa Catarina (Tiago Ghizoni/NSC)

Número de turistas argentinos cai pela metade em SC

Por Dagmara Spautz

O número de turistas argentinos em Santa Catarina já é 50% menor do que em anos anteriores. A estimativa é do "Convention & Visitors Bureau" de Balneário Camboriú, e a expectativa é que a redução seja ainda maior no balanço final da temporada. 

A redução já era esperada pelo trade, devido à crise no país vizinho. O jornal Clarín, um dos mais importantes da Argentina, publicou esta semana uma reportagem sobre os hermanos que voltaram a apostar no turismo interno depois de várias temporadas no exterior. 

Outra matéria do mesmo jornal mostra o impacto desse movimento nas praias do Chile, que também eram muito frequentadas pelos argentinos — e onde a falta de turistas já baixou em até 30% os aluguéis de veraneio.

Não seria diferente por aqui. A expectativa anunciada pelo Estado no período pré-temporada, de que os chilenos compensariam a redução no número de argentinos, também não se confirmou. Os bons resultados que vieram desde o Natal, e que garantiram uma das melhores ocupações hoteleiras dos últimos anos, são exclusivamente do turismo interno.

O problema é que, este ano, as férias escolares são curtas e a tendência é de redução drástica de turistas brasileiros a partir de 20 de janeiro. O que deve forçar uma redução de tarifas.

Margot Libório, vice-presidente do Convention & Visitors Bureau de Balneário Camboriú, diz que o faturamento da rede hoteleira deve reduzir pelo menos 30% diante desse cenário.

(Do https://www.nsctotal.com.br/)

MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Crônico
Morro das Pedras, anos 30, com baleias e um carro da época.

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

DANDO NOME...

Fotos em crédito
Saveiro de vela de Iça - Portugal

SUL REAL

Foto Andrea Ramos
Num verão dia desses...

MEMÓRIA DAS ÁGUAS


A caravela "Speedwell", da frota de Shelvocke, que visitou a ilha em 1719

BEM PROVIDOS DE TAINHAS...
"...com respeito a pesca, eles têm uma grande abundância de diversas espécies de bons peixes e não lhes faltam ótimos lugares para lançar as redes de arrastão. Todas as suas baías e regatos estão bem providos de tainhas, grandes arraias, bagres, cavalinhas, peixes-tambor (que são assim chamados por causa do ruido que fazem, por meio do qual são seguidos até as águas rasas e lá capturados), alguns com 20 ou trinta libras de peso, sendo suas escamas do tamanho de uma moeda de libra. Os portugueses os chamam de meros..."

 
(Relato do Capitão George Shelvocke, navegador inglês que visitou a ilha de Santa Catarina em 1719)

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DO ORLANDO AZEVEDO


HOSPITAL DO MAR

Lobo marinho é um dos pacientes atuais do CEM-UFPR | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Pontal do Paraná Cecília Tümler [07/01/2019] [20h57]
Lobo marinho é um dos pacientes atuais do CEM-UFPR Albari Rosa/Gazeta do Povo

"Litoral do PR vai ganhar “hospital marinho” para animais resgatados

Centro de Reabilitação de Animais Marinhos em Pontal do Paraná terá capacidade para atender 120 animais resgatados nas praias do estado

Após cerca de 20 anos, os animais marinhos resgatados vivos nas praias do Paraná serão reabilitados em uma nova estrutura, maior e mais moderna, antes de retornarem ao mar. O Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CRD) do Projeto de Monitoramento de Praias Bacia de Santos (PMP-BS) está em fase final de construção junto ao Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM-UFPR) e deve ficar pronto ainda esse ano para receber tartarugas, golfinhos, lobos-marinhos, pinguins e outros animais que costumam aparecer na orla paranaense."

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/litoral-do-pr-vai-ganhar-hospital-marinho-para-animais-resgatados-7vixeg86vcsv3p94h6bzfxvme/?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=gazeta-do-povo&fbclid=IwAR2FDJREfmIqLE8zuAnbhDLpsAxHhDziCJ5hcNikohGPZcuuxQwK63or1t4

(Gazeta do Povo)

ANOITECE NO PÂNTANO DO SUL


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

HISTÓRIA DE PESCADOR

Foto Fernando Alexandre
ELA QUE EMBEBEDOU

"Tião nasceu há 48 anos e é filho de um pescador respeitado, apesar de ele nunca dispensar uma lorota. Seu amor pelo pai e mãe Nina fixou Tião, o Sebastião Pereira, em Canasvieiras, onde só sai para trabalhar em uma repartição pública, no centro de Florianópolis.
O verão estava terminando, mas a manhã ainda começava cedo, com temperatura alta. Tião, de calção e camiseta, pulou para a praia, a menos de 50 metros, quem sabe para ajudar a puxar rede ou embarcar em canoa. De repente, viu o pai Durcino esticado na areia. Correu, ajoelhou-se levantando areia.
_ pai, pai, o que ouve?
Meio tonto, ele reagiu.
- Ah, meu filho, nem te conto.
Tião levanta-se lentamente, põe as mãos na cintura....
- Pai, o que houve?
- Pois é, filho, cheguei na praia cedo, ainda clareando, e uma mulher sai da água, me derruba e me beija.
Tião arregala os olhos, franze a testa, leva a mão na boca...
- Pai, inventa outra desculpa.
- Filho, juro, juro, juro.
- Pai, por acaso foi um sereia?
- Pois é, filho, pode até ser.
Tião levantou o pai, repleto de areia – até nos olhos – e tentou leva-lo para casa.
- Não, não, filho, vou pescar agora.
- Pai, parece que o senhor bebeu!
- O que é isso, guri, não conheces mais o teu pai, não?
Tião desiste e volta para casa. No caminho, encontra o pescador João caído.
- Seu João, o que houve, homem?
João dá sinais de embriagues e pede para deixa-lo dormir.
- Seu João, vou leva-lo para casa agora.
- Não filho, não. Me chama o Durcino. Diz pra ele que aquela cachaça estava envenenada.
- Como é?, indaga Tião.
- É, ele me deu uma cachaça vagabunda. Istepô. Vou dar pra ele uma manjuva podre.
Tião volta para a praia e questiona o pai
- Que história é essa de cachaça que o senhor deu pro João?
Durcino se senta na areia, coça a cabeça e resume:
- Pois é, filho, foi essa mulher desgraçada."

( Do jornalista e professor Laudelino José Sardá)

OLHOS DO MAR

O autor do vídeo é Po Chou Chi, um jovem diretor, natural de Taiwan, radicado em Los Angeles, ele produziu a curta Lighthouse ("Farol") cheio de subtilezas e simbolismos, o filme trata delicadamente da relação entre pai e filho, do crescimento, de amor e respeito. Mostra que o fim também é o começo.

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Do Paulo Goeth

MAR DO LENGO

A imagem pode conter: céu, nuvem, oceano, atividades ao ar livre, natureza e água
Do Antonio Paulo D'Aquino Noronha

domingo, 6 de janeiro de 2019

MAR DE POETA


No Marasmo
Só apaixonado

(Fernando Alexandre - Verão 1988)

MAR DE VERÃO

Do Nd

MULHERES DO MAR

Foto sem crédito
Na tarrafa - provavelmente no Nordeste!

LÁ NO FUNDO...

Desenho mostra como era a caravela Santa Maria (Reuters/U.S. Library of Congress)
Carcaça da caravela Santa Maria no mar do Caribe

Caravela Santa Maria afundou na histórica viagem de Descoberta da América


Referência mundial em arqueologia submarina, o explorador americano Barry Clifford revelou ter encontrado o que seriam restos da caravela Santa Maria, uma das três embarcações utilizadas pelo navegador genovês Cristóvão Colombo (1451-1506) na expedição que entraria para a História pela Descoberta da América.

A carcaça da nau foi encontrada no Mar do Caribe, próximo do Haiti. O jornal britânico The Independent divulgou os resultados da recente expedição de Clifford em sua página na internet. “Todas as evidências geográficas e de topografia subaquática sugerem fortemente que se trata da embarcação de Colombo”, afirmou o explorador à publicação.
Num recife a mais de 10 metros de profundidade

Presos a um recife a mais de 10 metros de profundidade na costa norte do Haiti, os vestígios da embarcação foram encontrados pela equipe de Clifford em 2003, quando eles fotografaram o material. Depois disso, eles vêm estudando as imagens e realizando novos mergulhos.

As expedições foram patrocinadas pelo canal de TV americano History Channel – e a descoberta deve render um documentário.
Os Indícios da Caravela de Colombo

Um canhão com características típicas dos fabricados naquela época, encontrado junto com os restos da caravela, é o mais forte indício que levou Clifford a concluir estar diante dos destroços da histórica embarcação de mais de 500 anos.

A localização é outro fator: o lugar onde os destroços foram encontrados corresponde ao apontado por Colombo em seu diário de viagem. Com 36 metros de comprimento, a caravela Santa Maria foi uma das três naus que saíram da Europa em 1492 e chegaram ao Caribe – patrocinadas pela monarquia espanhola. O interesse era descobrir uma nova rota para o comércio com o Oriente. Em dezembro daquele ano ela naufragou acidentalmente. Apenas Nina e Pinta voltaram ao continente europeu no ano seguinte.

Currículo do mergulhador

O mergulhador, arqueólogo subaquático e explorador Barry Clifford ficou famoso mundialmente em 1984, quando, após 15 anos de buscas, encontrou o navio pirata Whydah, naufragado em 1717, na costa nordeste da América do Norte.
The Whydah Pirate Museum

A descoberta deu origem ao The Whydah Pirate Museum, instituição com sede em Provincetown, Massachusetts, nos Estados Unidos. A embarcação Whydah, construída em Londres para ser utilizada como navio negreiro, é considerada a primeira nau pirata encontrada que pôde ser comprovada como tal.

Clifford nasceu em 1945, em Cape Cod, Massachusetts. Graduou-se em História e Sociologia no Western State College, do Colorado. Antes de se dedicar ao mergulho, foi professor e treinador de futebol americano. Nos anos 1970, abriu uma empresa de exploração subaquática e caça a tesouros em naufrágios.

Assista o vídeo da descoberta:
Fonte: Estadão/com Reuters.

(Via https://marsemfim.com.br/)

sábado, 5 de janeiro de 2019

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE TODOS

Divulgação/Prefeitura de Florianópolis

Acessibilidade nas praias: um verão inclusivo em Florianópolis
Por Viviane Bevilacqua

Uma das fotos mais bacanas que apareceram na minha timeline neste começo do ano foi esta aí de cima, mostrando uma pessoa com deficiência feliz da vida entrando no mar, sendo ajudada por dois guarda-vidas e utilizando um equipamento próprio para isso. Esta é uma das novidades deste verão em Florianópolis, e merece todos os aplausos.

Além da festa da virada com fogos com menos barulho, permitindo que pessoas com autismo e hipersensibilidade auditiva curtissem o espetáculo (e também sem assustar tanto os cães), a equipe da prefeitura decidiu investir na inclusão social nas praias nesta temporada de Verão. Em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar e a iniciativa privada, nove praias da Capital oferecem estruturas que contam com esteiras acessíveis e cadeiras anfíbias para deficientes físicos. As privilegiadas são Jurerê Internacional, Cachoeira do Bom Jesus, Ingleses, Ponta das Canas, Barra da Lagoa, Joaquina, Areias do Campeche, Lagoa do Peri e Armação.

Os equipamentos estão disponíveis nos postos de guarda-vidas, sendo o deslocamento na areia e a permanência na água sempre apoiados e assistidos por guarda-vidas, profissionais aptos a oferecer a melhor segurança possível aos usuários. Uma bela iniciativa. Ficamos na torcida para que no próximo verão esta iniciativa se estenda também para outras praias de Florianópolis e que seja copiada por outros municípios litorâneos de SC. 

(dO https://www.nsctotal.com.br/)

VENDENDO O PEIXE


PESCADORES QUE FAZEM FILÉ NA PRAIA GANHAM MESAS COM TAMPO DE AÇO

A Secretaria Municipal da Agricultura e Pesca de Garopaba estregou, na tarde desta sexta-feira (4), um kit completo para cada pescador cadastrado que faz filé direto ao consumidor na praia. O kit tem mesa com tampo de aço, guarda-sol, avental e boné, além de bombona para sucata e reservatório de água potável. São inicialmente 12 mesas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

NA MESA

Foto Divulgação 
 Filés de Abrotea com Legumes

Ingredientes

2 files de abrotea:

3 cenouras pequenas;
3 batatas medias;
Brócolis a gosto;
Vagem a gosto;
Queijo parmesão a gosto;
Molho branco quanto baste;
Sal e azeite de oliva.
 
Modo de Preparo

Salgue os filés de peixe e leve ao forno até que fiquem assados. Cozinhar as cenouras e batatas.O brócolis e as vagens em água, não por muito tempo, devem ficar al dente. Coloque os filés de peixe já assados em uma travessa untada, coloque sobre o peixe os legumes e regue com molho branco. Salpique com o queijo parmesão e regue com azeite de oliva.

Deixe no forno até ficar gratinado.

Rende 2 porções.

(Receita de Gisa Sommer)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Na lida - Pântano do Sul
 





ARMADORES EM FESTA

Pesca industrial em Itajaí (Foto: Lucas Correia, Arquivo NSC)

Bolsonaro retira Ministério do Meio Ambiente da gestão da pesca

Por Dagmara Spautz

Em meio às medidas provisórias e decretos na arrancada do novo governo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu fim à gestão compartilhada da Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). A decisão atende a um pedido do setor produtivo, que tradicionalmente questiona as restrições impostas pelo MMA.

Entidades ligadas à preservação ambiental ainda avaliam se a mudança poderá trazer algum prejuízo à sustentabilidade. Por enquanto, a manutenção do Ministério do Meio Ambiente nos ambientes de discussão do setor pesqueiro, como os comitês de gestão das espécies, é vista como um bom indicativo.

O secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior _ único catarinense no alto escalão do novo governo _ diz que não se trata de reduzir o controle ambiental sobre a pesca, mas de diminuir a burocracia e a lentidão de processos. Em entrevista à coluna, disse que era prejudicial à secretaria estar submetida à aprovação de “um órgão que tem poder de polícia ambietal” e “ótica radical”. Todas as decisões relacionadas à pesca precisavam, até então, ser assinadas também pelo ministro do Meio Ambiente.

Com a mudança de governo a pesca, que estava submetida ao Gabinete da Presidência da República, passou a responder ao Ministério da Agricultura. A decisão de Bolsonaro está de acordo com a anunciada política de afrouxar o controle ambiental sobre a atividade produtiva no Brasil.

Entrevista: Jorge Seif Junior

O que isso significa na prática? 
Até 31/12/2018 todas as ações que envolviam a aquicultura e a pesca dependiam de aval do Ministério do Meio Ambiente. Pensa: uma secretaria depender 100% da aprovação de um órgão que tem poder de polícia ambiental, muitas vezes sob ótica radical, sem dados estatísticos nem consulta/discussão com o setor produtivo nem comunidade científica. Resultado: além de burocracia e lentidão, um entrave para o desenvolvimento das atividades de aquicultura e pesca no país.
Não há risco à sustentabilidade da pesca? É possível manter o equilíbrio?
O MMA / Ibama possui a lista de animais em perigo (de extinção). Logo, essa atribuição de preservação não é perdida. O problema é que a cada ato de legislar em favor do setor tínhamos que esperar na fila comum de processos a análise, parecer jurídico. Tudo que é processo letárgico e sem prioridade para que a atividade de pesca fosse regulamentada. Como funciona com os demais órgãos? Demais órgãos respeitam as diretrizes ambientais e ponto.

A lista dos animais em extinção também é uma queixa do setor. Essa mudança pode interferir nesse caso também? 
Estamos em negociações. Não posso falar nada ainda. Mas estou buscando soluções.

Em relação à tainha, por exemplo, há impasse sobre a cota. Isso vai ser discutido agora sem a interferência do MMA?
Os CPGs (Comitês Permanentes de Gestão, onde se discutem as regras para cada espécie) continuam ativos, o MMA não será excluído nesse caso.

(Do https://www.nsctotal.com.br)

O PRIMEIRO FAROL DO MUNDO


O Farol de Alexandria foi construído a mando de Ptolomeu no ano 280 a.C, pelo arquiteto e engenheiro grego Sóstrato de Cnido. Era uma torre de mármore situada na ilha de Faros (por isso, "farol"), próxima ao porto de Alexandria, Egito, no alto da qual ardia uma chama que, através de espelhos, iluminava até 50 km de distância. O efeito era tão grandioso que, segundo relatos da época, era como se um sol brilhasse a noite. Tal imponência o transformou em uma das sete maravilhas do mundo antigo, que por mais de cinco séculos, guiou os navegantes. 

O farol dispunha ainda de engenhos que assinalavam a passagem do sol, a direção do vento e as horas. Estava equipado com sinais de alarme acionados a vapor que se faziam ouvir durante o mau tempo, bem como com um elevador que permitia o acesso ao cimo da torre. Possuía também um periscópio gigante, por meio do qual um vigia podia observar embarcações que se encontrassem para além do horizonte aparente. A obra começou a ruir no século IV, quando terremotos e deslizamentos tragaram boa parte de Alexandria, acabando com o brilho da “cidade dos mil palácios”. Suas ruínas foram encontradas em 1994 por mergulhadores.
A moderna Alexandria
A cidade de Alexandria foi planejada e fundada por Alexandre Magno, no Inverno de 332-331 a.C., no local de uma antiga aldeia de pescadores e pastores (chamada Rhakotis), no mar Mediterrâneo, perto do delta do Nilo. Foi a capital cultural do helenismo por três séculos e a maior cidade comercial do mundo antigo, graças à sua privilegiada localização: na encruzilhada das rotas navais, fluviais e terrestres de tres continentes: Europa, África e Ásia.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

MAR DE VERÃO



MAR DE VERÃO

Foto Rodrigo Kiko Bungus Ferreira
No Campeche!

MAR SUJO


Placa de impróprio para banho no Pontal Norte, em Balneário Camboriú (Foto: Luiz Carlos Souza, Arquivo Pessoal)

Mais de 30% das placas de impróprio para banho "desaparecem" nas praias de SC

Por Dagmara Spautz

Quem procura uma praia limpa para o banho de mar precisa de um cuidado extra. Desde o início da temporada, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) já precisou repor mais de 30% das placas que indicam local impróprio para banho no Litoral de Santa Catarina.

De acordo com informação do órgão ambiental, comerciantes e donos de restaurantes nas proximidades de locais impróprios são os principais responsáveis pelo “sumiço” das placas, incomodados com o prejuízo trazido pela queda na movimentação.

Neste período de mudança de governo, o problema fica mais sério porque o contrato do IMA para reposição das placas terminou com o fechamento da máquina pública do Estado ao fim do mandato, em dezembro. Será necessária uma nova contratação, agora em janeiro, para que o IMA dê conta de repor as placas arrancadas.

A recomendação do órgão ambiental é que, na dúvida, os banhistas observem o site do IMA e confiram a análise atualizada dos 219 pontos de coleta distribuídos pelas praias catarinenses. Na última análise, divulgada em 28 de dezembro, 75,8% dos pontos avaliados estavam próprios para banho em SC.

(https://www.nsctotal.com.br/)