quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

BOTANDO MAIS FOGO NESSE INFERNO!



Fotos Andrea Ramos
O fogo que começou - ou começaram - pouco antes do meio-dia, continuava ativo a 1 da madrugada no Pântano do Sul. Durante toda a tarde, bombeiros por terra e pelo ar - três helicópteros - trabalharam tentando conter o fogo. No começo da tarde, os bombeiros calculavam que uma área de cinco campos de futebol já havia sido devastada.
O incêndio do Pântano surgiu simultaneamente com mais outros dois em área de restinga: no Campeche e na Joaquina. Sem pessoal e sem equipamentos, bombeiros tiveram que se dividir em três frentes.
Coincidentemente, estas três áreas são das mais polêmicas dentro do "novo"  e misterioso Plano Diretor que começou a valer nesta segunda-feira.l

TOCANDO FOGO NA ILHA

Foto Silézio Sabino / Arquivo Pessoal
Bombeiros trabalham para conter incêndio de grandes proporções no Pântano do Sul, em Florianópolis

Primeiro incêndio nesta terça queimou outra área no Sul da Ilha, e moradores suspeitam de crime

Bombeiros trabalham para conter incêndio de grandes proporções no Pântano do Sul, em Florianópolis 

por Gabriela Rovai
gabriela.rovai@diario.com.br

O Corpo de Bombeiros armou uma barreira com areia para impedir que as chamas continuem a avançar sobre a vegetação no Pântano do Sul, em Florianópolis. O fogo começou na manhã desta terça-feira e até a meia-noite não havia sido controlado. A fumaça pode ser vista em todo Sul da Ilha. Este foi o segundo incêndio em menos de 24 horas na região. Moradores suspeitam que são incêndios criminosos.

No Pântano do Sul, mais de 25 bombeiros atuaram no combate das chamas com apoio de dois caminhões, um ônibus e uma caminhonete. Os helicópteros Arcanjo (Bombeiros) e Águia (PM) deram apoio.

O primeiro incêndio desta terça-feira, no Sul da Ilha, foi numa área de cerca de 10 mil metros quadrados entre o Rio Tavares e a Joaquina. O local é Área de Preservação Permanente. O fogo começou de manhã e foi controlado à tarde, de acordo com os Bombeiros.

— Vi ovinhos de quero-quero queimados. Uma tristeza. Vi pelo menos dez focos de incêndio naquela área. Não consegui chegar em todos os focos porque a área que pegou fogo é muito extensa. E as labaredas chegaram a dois metros — lamentou o morador do Campeche que fez fotos da destruição, o autônomo Silézio Sabino.

Vice-presidente da Associação de Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde Silva suspeita de incêndio criminoso nestas áreas queimadas desta terça-feira e do ano passado, na mesma região.

— Para mim é criminoso porque não existe possibilidade do fogo se espalhar em mais de dez focos diferentes, em locais separados, na mesma área. E ao mesmo tempo. Sendo que em alguns focos existem trilhas de areia entre eles, em que o fogo não atravessaria — disse Silva.

O vice-presidente da Amocam lembrou dos dois incêndios no ano passado na região. Um deles, em janeiro de 2013, devastou área equivalente a cinco campos de futebol, no Campeche.

— O mais estranho é que o local queimado no incêndio, nos fundos da Capela (São Sebastião), e que é Área de Preservação Permanente, coincidentemente recebeu alteração de zoneamento para Área de Residencial Predominante. São áreas estratégicas para a especulação imobiliária — observou Silva.

Para o representante dos moradores do Campeche, quando uma área dessas é destruída, a perícia não encontra elementos suficientes para justificar que é APP.

Quando há incêndio nessas áreas de duna e restinga é comum encontrar ovos de pássaros, lagartos, filhotes de quero-quero e cobras queimados, conforme moradores da região.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

OS DONOS DO MAR

Tinguá, em Governador Celso Ramos, tem festa sobre o mar, onde lanchas viram camarotes

No Barfômetro, donos de lancha pagam R$ 1 mil para ancorar, enquanto quem chega de jet ski desembolsa R$ 50

Maurício Frighetto 
RIANÓPOLIS
 Fotos Daniel Queiroz/ND
Agito nas lanchas tem música ao vivo e muita bebida em pleno mar
O bar, com 150 metros quadrados, vende bebidas como cerveja e uísque, tem uma banda se apresentando e os frequentadores pagam por consumação. Seria igual a qualquer outro se não estivesse sobre o mar, cercado por mais de cem lanchas e jet skis. É o “Barfômetro”, que, sábado, fez tremer a praia do Tinguá, em Governador Celso Ramos.
Na pequena praia só se chega a pé, por um curto caminho. No sábado, por volta das 16h, havia mais de 100 caros estacionados na estrada geral. Quem fosse até o mar poderia se surpreender com um número parecido de lanchas e jets ski ancorados, a outra forma de chegar ao local. “Treme treme seu bum bum “, cantava, sob o Barfômetro, a palhocense Maiara Coelho.
A reportagem precisou pegar carona em dois jet skis para chegar no Barfômetro, a uns 200 metros da praia. Quando entramos, depois de caminhar por quatro jet skis, fomos parado por um segurança. “Cadê sua pulserinha?”.
Segundo o dono da festa, Ramon Maes, quem chega de jet ski paga R$ 50. Já os donos das lanchas ancoradas, que servem como um camarote, precisam desembolsar R$ 1 mil.  Tudo pode ser consumido.
Ainda de acordo com Ramon, o “Barfômetro” tem licença da vigilância sanitária e LAO (Licença Ambiental de Operação) da Fatma (Fundação do Meio Ambiente). “Temos até banheiros químicos, que é descarregado em caminhões”, contou.      
No bar rola cerveja, vodka, uísque. O item mais caro é um Blue Label, de R$ 700. “Vou tomar água antes de ir embora”, disse um homem de 43 anos que estava bebendo cerveja para se justificar. Ele voltaria de jet ski até Palhoça, com a mulher na carona.
A reportagem flagrou gente bebendo e pilotando jet ski, crianças manobrando lanchas pequenas e homens jogando cerveja no mar. Ninguém reclamou.
As lanchas maiores, no entanto, contavam com marinheiro. “Viemos em nove pessoas, contanto com o marinheiro. É uma festa bacana, um ótimo business. Melhor que o Caixa D'Aço”, disse Lucas Sá, 21 anos.
A praia, em Porto Belo, tem festas semelhantes, e foi onde Michel Teló gravou, o clipe “Ai se eu te pego”, em Inglês.
Festa atrai motos aquáticas e lanchas, e tem licença da Fatma e Vigilância Sanitária
Governador tem opções mais tradicionais
Muita gente reclama do trânsito para chegar e sair das praias de Florianópolis. Alguns esquecem uma forma de fugir do problema: as praias do Continente da região, como em Palmas, em Governador Celso Ramos. No fim de semana ela ficou lotada.  
Viviane Porto, 27, e a mãe, Itelvina Porto, 57, curtiram a praia. “Ela é ótima, vivo aqui. Tudo é diferente, até o sol”, disse Viviane ao sair do mar fresquinho.
Elas moram em São José, mas tem casa na praia de Palmas. “Dia de semana é mais sossegado, mas fim de semana enche de gente, principalmente gringos”, disse Viviane.
Um deles era Victor Calcina, 43, que mora em Assunção, no Paraguai. Estava em Balneário Camboriú, mas quis conhecer outras praias. “Aqui parece mais limpo, mais transparente e mais tranquila”, falou. Tão tranquilo que jogava general embaixo do guarda-sol.  

DEU NA MÍDIA



18/01/2014 às 00:00:00 - Atualizado em 17/01/2014 às 19:02:39

Frutos do Reino de Netuno

ARPC-TV nos mostrou ontem belas reportagens sobre Guaratuba, destacando que o nosso litoral não só é rico em paisagens paradisíacas, como também somos produtores de ostras da melhor qualidade. Nos doces confins da Baía de Guaratuba, algumas famílias nos oferecem esse coquetel de proteínas maravilhoso. Um verdadeiro e saudável drinque do mar.

Para avivar a memória da brava gente de Guaratuba, de “quão” generoso já foi o nosso mar, pesquei para degustação um pequeno trecho (com livre atualização ortográfica) de um dos capítulos da obra de Antônio Vieira dos Santos, o pai da história paranaense: “Dos Peixes mariscos e crustáceos que povoão o reino de Neptuno, dentro das Bahias, Lagôas e Rios de Paranaguá” .
“Desde a mais remota antiguidade, sempre foram as baías de Paranaguá abundantes de pescados de todas as classes, pois que em muitas ocasiões foram levados socorros deste gênero à praça de Santos, Rio de Janeiro, Bahia e Colônia de Sacramento (Uruguai). (...) Parece que Netuno, esse Deus marítimo, junto à bela Dóris e as lindas ninfas Naiades e Nereidas, de propósito escolheram suas habitações nessas formosas baías, povoando-as com imensos peixes de diferentes formas e delicados sabores, que só o insigne Cuvier poderia classificar. Os lugares mais piscosos das baías são em derredor das Ilhas das Peças, das Cobras, Cotinga, Rasa Grande e Pequena, Jurerê, Guararema e Teixeira, em diferentes canais das baías, em lugares especiais de suas margens, onde turbilhões de peixes entrando do grande oceano pela barra adentro se encontrarão naqueles lugares. Principalmente na barra do Sul, entre os meses de maio até agosto. São ocasiões em que entram do Sul milhares de tainhas em corrida. É então o tempo mais divertido, para quem quiser ver o modo e a maneira como os pescadores dão os seus lances de rede em que apanham dois, três, até doze mil peixes. (...) Grande é a bondade divina, mostrando aos homens a imensidade de sua grandeza. (...) As baías de Paranaguá são abundantíssimas de muitos mariscos que serviram de principal alimento aos primeiros índios carijó, como ainda hoje se vê das grandes ostreiras e sambaquis de cascas de ostras e berbigões que eles fizeram. Substancioso alimento, temos ainda grandes ameijoas, os berbigões, bacucus, sururus, ou mexilhões, os camarões e finalmente os caranguejos: desde dezembro até março eles são tão numerosos que, nas fases da Lua, cobrem as praias e facilmente milhares deles são colhidos com as mãos, depois carregados em cestos e canoas cheias. É por tudo isso admirável a grandeza Daquele Onipotente que tudo criou”.

SÓ SÓLI!




PREVISÃO DO TEMPO PARA FLORIPA

By Chuvalski

Muito Sol e tempo bom a vista!

De segunda a quinta - Feira (21 a 23/01)

Tempo não muda, muito Sol e poucas nuvens, pequeno aumento de nuvens a partir de terça. Ventos do quadrante norte a Leste fraquinho. Não chove até sexta feira. Temperaturas se elevando muito a partir de quarta-feira, podendo cegar a 35 graus.

Tendência do final de semana: Tempo bom com muito Sol

O Céu fala e a manezada entende

(Visite a FanPage da "Tribuzanas, Tainhas & Rabos de Galo", acessando oLink: https://www.facebook.com/tribuza)

domingo, 19 de janeiro de 2014

A NOITE SENDO...

Foto Fernando Alexandre
Tarde indo...

A VOZ DO MAR

Um grupo de marinheiros e pescadores do vilarejo de Port Isaac, na região britânica da Cornualha, assinou um contrato de mais de US$ 1 milhão com a gravadora Universal, depois de ter sido descoberto cantando em um pub. Os Fisherman's Friends ("Amigos do Pescador", em tradução literal) devem lançar seu primeiro álbum em abril, e já foram convidados a se apresentar no badalado festival de Glastonbury, em junho. Os dez integrantes do grupo - todos na faixa dos 60 anos de idade - cantam juntos há 15 anos. Seu repertório inclui apenas os chamados "shanties" - tradicionais cânticos que os marinheiros britânicos entoavam no convés dos navios quando estavam em alto mar. "Existe uma tradição de se cantar esse tipo de música nos pubs da Cornualha", disse à BBC Jeremy Brown, que, ao lado de dois irmãos, é um dos fundadores do grupo. Todos os dez cantores são amigos de infância, trabalham ou já trabalharam como pescadores, salva-vidas ou tripulantes de embarcações.

ENQUANTO ISSO, NA NORUEGA...


Mar na Noruega congela e morador flagra cão passeando sobre cardume

Imagem mostra cachorro brincando em cima de milhares de peixes congelados


POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

cao_peixes_noruega_planeta_bicho (Foto: Ingolf Kristiansen)
 Ingolf Kristiansen ficou conhecido na Noruega após capturar a imagem de um cão brincando sobre um cardume congelado.
O norueguês estava na região de Lovund quando flagrou o pequeno cachorro andando e brincando sobre milhares de peixes congelados. A foto foi publicada por grandes veículos de comunicação locais.
Especialistas acreditam que, perseguido por algum predador, o grupo de peixes não conseguiu escapar da região antes das águas congelarem.

sábado, 18 de janeiro de 2014

TEMPO DE LULAS

Foto Fernando Alexandre
Primeiras lulas deste verão começam a ser pescadas no Pântano do Sul!

ÁGUA VIVA QUEIMOU?

Foto Alcides Dutra
 Saiba o que os mergulhadores do Larus fazem quando são queimados por águas-vivas: 1. Não tocar nos fragmentos que ficam grudados na pele, não tentar remover, não esfregar nada, nem areia, nem água doce, nada. 2. Banhar tudo com vinagre em abundância. Em nosso barco sempre tem uma grande garrafa com muito vinagre. 3. Aplicar uma papinha de farinha com vinagre sobre a área atingida, um pirãozinho mole. 4. Quando estiver mais seco, remover o pirão com a parte não cortante de uma faca. Os restos da água-viva saem misturados ao pirão ressecado, e a maior parte da toxina foi neutralizada pelo vinagre, sem entrar em contato com a pele. Se você é alérgico, procure um salva-vidas ou serviço de emergência imediatamente. Mesmo que não seja, é bom mostrar para um médico, principalmente se o animal que causou a queimadora for uma caravela. Esta foto é de uma das mais belas medusas que ocorrem em nosso mar. (Chrysaora lactea). No verão, os contatos deste animal com pessoas são mais frequentes. Imagem obtida na Ilha do Campeche - Florianópolis - SC.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

CARROS NA PRAIA

Pântano do Sul lotada neste meio-dia de quinta: de carros!

O CÉU FALA E A MANEZADA ENTENDE!

 

 PREVISÃO DO TEMPO PARA FLORIPA

By Chuvalski

Muito Sol e tempo bom a vista!

Quinta - Feira (16/01)

Novamente vamos ter um dia murrinha, com muitas nuvens alternando-se com poucos raios de Sol. Poderá também haver chuva fraca entre às 10 e 19 horas. O vento será do quadrante Suli fraco. Temperatura máxima poderá chegar a 27 graus.

Sexta - Feira (17/01) 

Diaçoooo!!! Céu limpo com poucas nuvens o dia todo. Vento quase parado mas com aragem de Sudeste. Temperatura máxima de 30 graus.

Tendência do final de semana: Tempo bom com muito Sol

O Céu fala e a manezada entende

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

LIMPEZA GERAL

Tribuzana e vento sul lavaram e limparam a praia, aplacando a avidez dos visigodos!
A praia volta a respirar!

15/01/2014 às 00:00:00 - Atualizado em 14/01/2014 às 20:19:34

O golfinho, o camarão e o Jaguara

Jaguara, o animador de Velórios dos Campos Gerais, está de férias. Encontrei o baita comprando frutos do mar no Mercado Público de Itajaí, muito bem acompanhado por uma bela galega que me foi apresentada como bióloga marinha. Para evitar constrangimentos, não perguntei o paradeiro da patroa.
-Para não morrer pela boca, nada melhor do que ter ao lado uma especialista. Inclusive, acerca dos hábitos e costumes dos animais marinhos. Poucos sabem, mas o primeiro contato do golfinho com o homem ocorreu aqui em Santa Catarina.
- Aqui em Itajaí? - perguntei.
- Não se sabe o ponto exato. Mas foi em algum ponto entre Itajaí e Florianópolis.  Estava o açoriano tarrafeando muito além da arrebentação, quando emergiu junto à canoa um raro golfinho azul.O pescador nunca tinha visto golfinho; o golfinho nunca tinha visto o caiçara. Um ficou olhando pro outro, sem saber o que dizer. De repente, o pescador embevecido soltou a famosa interjeição típica dos açorianos do litoral de Santa Catarina, que pode expressar alegria, aplauso, decepção, irritação e vale por mil palavras: “Ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê!”.
Para quem ainda não ouviu, a interjeição do caiçara tem som agudo vindo direto da garganta, com o acento circunflexo bem caprichado.
- Depois desse primeiro encontro entre golfinho azul e o ser humano, até hoje a família dos botos se manifesta com a mesma expressão dos caiçaras – ensina o Jaguara, depois de arrematar mais uma caipirinha com a bióloga. Isso demonstra que a natureza é sábia. Se aquele golfinho azul tivesse conhecido antes o pescador de Florianópolis, a expressão dos botos seria a mesma dos manezinhos da ilha: “Lhó, lhó, lhó, lhó!”.
Depois de encher a sacola com frutos do mar para uma boa caldeirada, o Jaguara e a bióloga se despediram com uma última lição:
- Você sabe por que os melhores camarões vêm de Santa Catarina? Eles têm a casca grossa de Lages, o rabo bonito da Vera Fischer, são frescos porque nascem em Laguna e têm merda na cabeça porque, atualmente, isso é o que mais jogamos no mar.
(Do Paraná on-line - http://www.parana-online.com.br/colunistas)

TARDE INDO, NOITE SENDO!

Foto Fernando Alexandre

CUIDADO!

Foto Léia Sénem

Na Praia do matadeiro!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

CARROS NA PRAIA II

Enquanto isso...  Pântano do Sul, 3 da tarde desta terça ensolarada de verão!

CARROS NA PRAIA

Ipuf prevê 50 novas placas de “proibido estacionar“ em cima da areia, em Florianópolis

Em Ponta das Canas moradores e trabalhadores locais reclamam de quem estaciona em cima da areia e da falta de fiscalização

imgFelipe Alves

FLORIANÓPOLIS
Em Ponta das Canas a areia da praia virou estacionamento gratuito e, principalmente aos fins de semana, carros em cima da restinga são uma cena comum, revoltando moradores e quem trabalha perto do local, conforme o jornalNotícias do Dia mostrou na edição de ontem. A reclamação de moradores e turistas que estacionam no local e de quem vive ali é de que a falta de placas de sinalização dá abertura para a irregularidade. Segundo o Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), 50 placas contendo a informação de que é proibido estacionar carros e motos nesses locais serão fixadas nas praias de Florianópolis nos próximos dias.

Marco Santiago/ND
Carros ficam estacionados em cima da restinga

De acordo com o diretor de operações do Ipuf, Adriano Mello, o órgão não estava ciente da situação em Ponta das Canas, mas ele garante que a prioridade agora será fixar ali as placas discriminando a lei 2.193/1985, que proíbe o trânsito de veículos ao longo da orla marítima. Além disso, Adriano diz que as placas conterão os números da Polícia Militar (190) e da Guarda Municipal (153), para que as pessoas denunciem as irregularidades.
“Imaginávamos que havia fiscalização ali. Por isso, chamo a atenção dos motoristas para que não cometam este tipo de irregularidade. Todos têm que estar comprometidos: Polícia Militar, Ipuf e a população”, comenta ele, ao lembrar que, em outras praias, placas foram arrancadas por vândalos e terão que ser repostas.
 Ocorrências comuns em toda ilha
Segundo o chefe de setor da Guarda Municipal, Joseney Pereira, este tipo de ocorrência é comum em outras localidades, como a praia do Forte e Pântano do Sul. Mas não cabe à Guarda fiscalizar estes espaços já que, segundo Joseney, no Norte da Ilha, eles só ficam responsáveis por atuar em Canasvieiras e Jurerê, por falta de efetivo.
Responsável pela fiscalização do local, a Polícia Militar acredita que a fixação de uma placa seria um fator positivo, mas mesmo com sinalização as pessoas praticam irregularidade. “É uma falta de responsabilidade dos condutores. Se são habilitados, deveriam ter conhecimento da lei. Em nenhuma área de faixa de areia é permitido estacionar, independente da sinalização”, explica o tenente do 21° Batalhão da Polícia Militar, Humberto Mapele. Segundo ele, quando a irregularidade é vista pela PM, o motorista é notificado e, quando necessário, acontece o recolhimento do veículo.

ACORDES DA ILHA

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

TAMBORES NO PÂNTANO


Ao ritmo afro dos tambores do grupo Dara Chasan, da Escola de Percussão de Buenos Ayres, cai a tarde na praia do Pântano do Sul, Ilha de Santa Catarina: Dia 17 de fevereiro de 2013.

sábado, 11 de janeiro de 2014

DEU NA MÍDIA!

Coisas da ilha que periga afundar

Como já foi tratado aqui, a falta de infraestrutura, esse mal que aflige o Brasil (água, luz e esgoto, para dizer o mínimo), está provocando a possibilidade de se restringir a invasão de turistas nas praias de Santa Catarina, com a cobrança de pedágios. Ou seja, o sagrado direito de ir e vir pode estar com seus dias contados.
Como o mais notável defensor de Florianópolis, o escritor Sérgio da Costa Ramos, com toda sua elegância, escreveu sobre o tema no Diário Catarinense. Diz um dos grandes cronistas brasileiros que o problema de hoje na Ilha da Magia é a bomba migratória. Milhões chegando, ninguém saindo: “É hora de levantarmos nossos ninhos de metralhadoras verbais e lançarmos ao debate esta pertinente questão: quantos forasteiros cabem na Ilha durante a temporada? Setecentos mil, um milhão? Precisamos saber, pois tudo o que sabemos hoje é que esse número não pode ser limitada”.
Em Florianópolis, constata Sérgio da Costa Ramos, duas “estatísticas” não param de crescer: o número de automóveis e o de edifícios: “Um dia, sem planejamento, a ilha afunda”.   
Aliás, com a catastrófica invasão dessa ilha que periga afundar, quem deve estar se revirando no túmulo é o saudoso Aldírio Simões, o responsável pelo termo “manezinho” ser adotado pelos próprios catarinas como uma expressão de carinho. Aldírio Simões certa feita contou ao jornalista Valério Fabris – de quem era amigo dos grandes - uma das melhores histórias do folclore ilhéu. Um "causo" pra se contar com expressões e sotaque manezês, especialidade do mais legítimo dos manezinhos. Segundo o mané Aldírio, certa vez o veterano médico lagunense J.J. Barreto recebeu em seu consultório a visita de uma paciente nova, precisando de uma consulta "nas partes". Ao voltar um tempo depois e com "as partes" completamente depiladas, o médico perguntou, surpreso, porque fez aquilo, já que não solicitara. A moça respondeu, de pronto: “Não raspi nem depili. Foi de tanto codi!”.
Precisa tradução, este legítimo manezês?"
(No Paraná-online http://www.parana-online.com.br/)

Uma lista e tanto!


O patrão Didi  abriu o seu caderninho e revelou a lista da camaradagem. Isto foi na última safra da tainha
no Pântano do Sul.

MEMÓRIA DAS ÁGUAS

Foto  Henrique Berenhauser
Pesca da tainha - Anos 40 em Canasvieiras!


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

"INVADINDO" A PRAIA

Foto Renata de Brito/Prefeitura de Bertioga
 Caranguejos voltam a invadir praia de Bertioga, no litoral de SP

A praia de Itaguaré, em Bertioga, no litoral de São Paulo, foi tomada por milhares de caranguejos da espécie uçá na manhã desta quarta-feira. O mesmo fenômeno já tinha ocorrido em janeiro do ano passado.

Segundo a prefeitura, a "invasão" ocorre em função da chuva que atingiu a região nos últimos dias, trazendo muita água doce para os manguezais. Com isso, os caranguejos procuram o mar. No ano passado, cerca de 1 milhão apareceram nos cerca de 2 km de extensão da praia.

Hoje, uma equipe da DOA (Diretoria de Operações Ambientais), ligado à Secretaria de Meio Ambiente, foi ao local para fazer o resgate dos animais, que serão levando de volta ao mangue. Segundo o órgão, trata-se de um fenômeno natural, mas que pode gerar a morte dos animais, inclusive pelo calor.

Ele ressalta ainda que esse movimento é diferente do conhecido como "andança", quando os caranguejos adultos vão à busca das fêmeas para o acasalamento, principalmente nos períodos de mudança entre as luas nova e cheia.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

PERDIDO NA SOLIDÃO

Windsurfista fica à deriva na Praia da Solidão e é resgatado pelos bombeiros

Eugênio Ferreira, de 46 anos, é morador dos Açores e não sofreu ferimentos

imgKarin Barros

FLORIANÓPOLIS

Um homem de 46 anos, praticante de windsurf, ficou à deriva às 16h desta quarta-feira, na Praia da Solidão, em Florianópolis. Eugênio Ferreira estava há cinco quilômetros da faixa de areia quando a fita que fixa a vela na prancha de windsurf se rompeu, e ele teve que segurar a pipa apenas com a sua força.
Foto Arcanjo/Divulgação/ND
Arcanjo/Divulgação/ND
Eugênio Ferreira foi resgatado com ajuda do jet sky dos Bombeiros

Por conto do vento, Eugênio ficou cansado e optou por boiar na prancha e aguardar socorro. Segundo o major Losso, da equipe do Arcanjo, o homem teria saído pela manhã da Praia da Solidão, e não conseguiu mais voltar para a areia. Um morador, também praticante de windsurf, que o avistou e avisou os guardas-vidas. O resgate foi possível com ajuda do jet sky da corporação do Bombeiro. Eugênio, morador dos Açores, passa bem. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

MAR DE ILHAS

Da Folha de São Paulo

MAR INSANO

Foto Shizuo Kambayashi/Associated Press
Dono de restaurante japonês paga R$ 4 milhões por atum bluefin

Kiyoshi Kimura, empresário proprietário da rede japonesa de restaurantes Sushi Zanmai, bateu mais uma vez o próprio recorde e comprou o atum mais caro da história.

De acordo com o The New York Times, Kimura pagou mais de R$ 4 milhões por um peixe de 221 quilos (cerca de R$ 18 mil por cada quilo). Kimura também foi recordista no ano passado, quando pagou cerca de R$ 1,7 milhão por um atum de 269 quilos.
O preço do atum é normalmente alto por conta da escassez do peixe, ameaçado de extinção, mas seu valor é inflacionado por causa da competição anual entre donos de restaurantes.

Eles querem ter o prestígio de comprar o primeiro atum do mercado de peixes Tsukiji, em Tokyo, local onde acontecem os disputados leilões.

O atum foi capturado por um pescador da cidade de Oma, na ilha principal do arquipélago japonês, Honshu. A cidade é conhecida como a "capital do atum", já que é de lá que vêm os peixes mais disputados nos leilões.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

ESTRADA D'ÁGUA

Passeio marítimo anima turistas e moradores da Grande Florianópolis

Desde sábado o Aquabus leva interessados para demonstrar qual seria o trajeto de um possível transporte público na Capital

imgJuliete Lunkes

FLORIANÓPOLIS

Rosane Lima/ND
AquaBus fez passeios pelas duas baías, a partir do trapiche da Beira-Mar Norte

Quem circulou pela avenida Beira-Mar Norte na tarde de ontem pode participar de uma experiência sonhada por muitos, mas ainda distante em Florianópolis: o transporte marítimo de passageiros. Por volta das 17h o AquaBus da empresa Flomar atracou no trapiche e Aldo Maciel, mais conhecido como Nonô, proprietário da embarcação, saiu convidando  quem estava por ali para um passeio, que na verdade serviria como apresentação de um possível trajeto caso o transporte marítimo virasse realidade.
Meia hora depois, 25 passageiros já haviam pago os R$20 de passagem e estavam devidamente acomodados no barco de 45 lugares, equipado com climatizadores, banheiro, coletes salva-vidas, um bote inflável, um comandante e dois marinheiros.  “Isso aqui na verdade não é um trapiche, é um mirante. Não é o local ideal para atracarmos”, explicou Nonô no balanço da água pouco antes de o barco partir.
O passeio pelas baías durou cerca de uma hora e satisfez turistas e moradores da região que poderiam utilizar o meio como locomoção diariamente. Marcos Antônio Abreu, que participou da aventura ao lado do companheiro Jean, mora em Palhoça e aprovou a inciativa. “Achei válido, dá para ver se realmente funciona como transporte público coletivo”, avaliou.
A ideia de promover os passeios partiu do próprio Nonô na semana passada. “Pensei nessa possibilidade na quinta-feira e falei com o (Valmir) Piacentini, secretário de Transportes de Florianópolis, e ele disse para eu fazer. Esse foi o quarto passeio, começamos no sábado”, conta, ainda sem saber quantas vezes irá repetir a experiência. 

VAMOS A LA PLAYA?

Foto sem crédito
Praia de Ipanema, Rio, neste finde!