quinta-feira, 25 de abril de 2013

DE TAINHAS & CARROS


Cerca de 300 pescadores fecham BR-101, em Laguna
O protesto reivindica a antecipação do fim do defeso para a pesca artesanal para o dia 1º de maio

por Cristina Pierini
Cerca de 300 pescadores fecharam o km 511 da BR-101, na localidade de Barranceira, a 500 metros do trevo de Laguna, por volta das 10h desta quinta-feira. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal há registros de cinco quilômetros de filas, em ambos os sentidos da pista.

O protesto promovido pela Federação das Associações dos Pescadores artesanais de Santa Catarina reivindica a antecipação do fim do defeso para a pesca artesanal em mar aberto ou baías para o dia 1º de maio. Outro foco do protesto é o desrespeito por parte de pescadores com barcos industriais à distância de cinco milhas naúticas da costa.

Durante o protesto, pescadores queimaram no meio da pista um boneco simbolizando o presidente da Confederação Nacional dos Pescadores, Ivo da Silva.


A Polícia Rodoviária Federal está no local e tenta uma negociação com os pescadores para reabrir a pista. Há registros de filas de aproximadamente cinco quilômetros em ambos os sentidos da Rodovia. Não há previsão para o término do protesto. (Com informações de Edson Rosa)

PESCADORES NA ESTRADA

Foto Fernando Alexandre
 Pescadores artesanais fecham a BR-101, em Laguna, para exigir antecipação da safra de tainha

Protesto está marcado para as 10 horas desta quinrta-feira, no trecho não duplicado e ainda em obras. Polícia Rodoviária Federal prevê filas


por Edson Rosa

A temporada oficial nem começou, mas a tainha será motivo de mais transtornos no trecho ainda não duplicado da BR-101. Enquanto nas praias da Capital, redes são costuradas para a safra, a partir de15 de maio, no litoral sul a reta final de espera pelo peixe será de protestos. O primeiro está marcado para hoje, a partir das 10h, no km 511da rodovia, localidade de Barranceira, a 500 metros do trevo de acesso a Laguna.

Canoas, botes, redes e outros apetrechos serão levados do mar ao asfalto. A expectativa da Federação das Associações dos Pescadores Artesanais de Santa Catarina é reunir pelo menos 200 profissionais de Arroio do Silva, Laguna, Imbituba, Garopaba e Paulo Lopes, para fechar a rodovia.

A principal reivindicação é a antecipação do fim do defeso na pesca artesanal para 1º de maio, para embarcações a remo ou a motor. Outra é a intensificação da fiscalização ao setor industrial.

  “Se não buscarmos apoio, a pesca artesanal será extinta. As leis privilegiam apenas a indústria”, diz o secretário da federação, Pedro Guerreiro. Segundo ele, a cada ano são criadas normativas que só prejudicam os pequenos pescadores. “Não há como continuar desta maneira” acrescenta.

A competição desleal, principalmente pelo desrespeito à distância dos barcos industriais da costa – atualmente são cinco milhas náuticas - também é foco do protesto. Na safra do ano passado, os pescadores artesanais do Estado não chegaram a 500 toneladas da espécie. 
Enquanto isso, uma traineira industrial pesca 900 toneladas em apenas um lanço de rede. “É preciso equipar melhor a fiscalização. Uma canoa de um pau só nunca vai competir com um barco equipado até com sonar. A conta é simples e óbvia. Mas parece que o governo federal faz que não vê”, critica Guerreiro.


Nem mesmo os órgãos federais se entendem sobre o defeso. Portaria 171/2008 do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estabelece de 15 de maio a 30 de julho o período para a pesca oceânica, artesanal ou industrial. No entanto, memorando assinado pelo secretário Nacional da Pesca, Américo Turnes, no ano passado, antecipa o início da safra em 15 dias.

A Polícia Rodoviária Federal não foi comunicada. Segundo o patrulheiro Hulse, de plantão ontem à noite no posto da PRF de Tubarão, a previsão é de muitos transtornos. “Vamos tentar impedir, mas, se fecharem mesmo a BR, o bicho vai pegar. Aquele trecho é um dos mais problemáticos, ainda em obras, e normalmente congestionado”, avisa.

Reivindicações
O que querem os pescadores

• Abertura da pesca da tainha a partir de 1º de maio para todos os barcos artesanais, a motor ou a remo.
• Fiscalização e repressão aos barcos industriais que invadem áreas da pesca artesanal.
• Fim das normativas do Ministério da Pesca e Aquicultura do Ibama.
• Criação de leis definitivas e claras para pesca artesanal e industrial.

(Do Notícias do Dia - www.ndonline.com.br)

TAINHAS: SAFRA ANTECIPADA?

Foto Ronaldo Amboni
Os pescadores artesanais de Laguna já comemoram a chegada precoce da tainha. Ainda são poucas, mas a partir do próximo dia 1º, quando a captura do peixe está liberada, os cardumes devem ser bem maiores. A expectativa é gerada pela boa safra que já ocorre na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. "No ano passado, não tivemos a melhor temporada. Tanto que muitos pescadores deixaram a rede de lado para investir em outras profissões", lamenta o presidente do Sindicato dos Pescadores de Laguna e Região (Sindipesca), Gilberto Fernandes.
Apesar do receio deste ano ser igual ao de 2012, Gilberto reverte o medo em esperança. "Nos últimos anos, o clima não ajudou. Neste, acredito que vai ser diferente. Já começa a fazer frio, então, acho que vamos conseguir sair no lucro", prevê o sindicalista. A tainha não é uma espécie das mais exigentes. Precisa só da combinação ideal 'vento sul+baixas temperaturas' para os cardumes brotarem da água como se fosse sementes na terra em dias de primavera.
 E toda esta expectativa positiva também é decorrente de outro termômetro utilizado pelos pescadores, em especial os mais experientes. No Canal da Barra, um dos maiores espetáculos gratuitos do planeta, a pesca artesanal com o auxílio dos botos, já começou. Hábeis nadadores, os melhores amigos dos profissionais de Laguna já fazem a sua parte para garantir o sustento deles próprios e dos companheiros de invernada. 

Safra antecipada

Este ano, é articulado junto ao IBAMA e ao Ministério da Pesca e Aquicultura para que todos os pescadores artesanais possam iniciar a temporada no próximo dia 1º. Conforme as regras em vigor, apenas os que possuem canoa a remo estarão autorizados a pescar a partir desta data. Os profissionais com embarcação pequena, mas a motor, só podem lançar suas redes no dia 15 de maio. "A unificação das datas fica mais justo. Afinal, são todos pescadores artesanais. Estive em Brasília e existe uma sinalização positiva quanto a este pedido", afirma o presidente do Sindicato dos Pescadores de Laguna e Região (Sindipesca), Gilberto Fernandes. Para todos, a temporada termina em 15 de novembro. Os barcos industriais mais uma vez só poderão atuar a cinco milhas da costa e somente depois do dia 15 de maio. Além da fiscalização do sindicato, a Polícia Militar Ambiental e a Marinha do Brasil estarão com efetivo atento para fazer valer a lei, a exemplo dos anos anteriores.

(Do Jornal A Verdade)

NA TARRAFA!

Foto Fernando Alexandre

Os paratis e as tainhotas já estão por aqui, anunciando que as tainhas já estão a caminho!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

AVENTURAS DE DARCI

I Love Tainha

"Os 20 anos de estrada do Dazaranha serviram de inspiração para Moriel, baterista da banda, dar vida ao personagem Darci. Histórias de pescador contadas de maneira cômica embalam o espetáculo “As Aventuras de Darci” - que terá apresentação gratuita nesta quinta-feira (25), no Iguatemi Florianópolis. As peripécias do manezinho, de sua mãe e do amigo Ganiza serão diversão garantida para o público, às 19h30, no vão central do shopping."

(Nota da coluna "Ponto Final", do Carlos Damião, no www.ndonline.com.br)

AO VIVO

Pântano do Sul - 7 horas desta manhã de outono com o sol tentando iluminar as gaivotas e raros pescadores!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

PRIMEIRAS TAINHAS

Fotos Fernando Alexandre
 As primeiras tainhas deste ano já chegaram no Pântano do Sul!
Fábio da Lapa, pescador e chefe do Restaurante e Petiscaria "Capitão Ademir", garante que  as duas "cabeçudas" não vieram pela BR, mas foram capturadas por ele ontem a noite na praia. E de tarrafa!
"Governado" alí mesmo nas "estivas" o peixe que já está sendo servido no restaurante!

EMPIPANDO PANDORGAS

Foto Ivan de Sá Pereira

segunda-feira, 15 de abril de 2013

MAR CONTAMINADO

Foto Divulgação/Fatma
Fatma libera 92% da área embargada após vazamento de óleo em Florianópolis
Produção de ostras, mariscos e berbigões está liberada na região

A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fatma) liberou na manhã desta segunda-feira, 92% da área de 730 hectares embargados devido ao vazamento de 12 mil litros de óleo no Sul da Ilha de Santa Catarina. Com isso a praia e a produção de ostras, mariscos e berbigões está liberada na região. 

A área de 8%, cerca de 50 hectares, ainda embargada fica nas saídas das vales de drenagem. O óleo vazou em novembro de 2012 de uma subestação desativada das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). 

O anúncio foi realizado em coletiva e durante o dia devem ser informados a Justiça Federal, Ministério Público Federal, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Celesc, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e maricultores.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)


TAINHAS CHEGANDO!

Foto Fernando Alexandre
As tainhas já chegaram nas peixarias!
Não vieram pelo mar, mas pelas estradas e foram pescadas recentemente no Rio Grande do Sul. Pelo menos é o que garantem os peixeiros, negando que os peixes sejam congelados da safra do ano passado.

OUTONO


De Andrea Ramos

Veja mais e mergulhe fundo no www.andreailustradora.blogspot.com.br

domingo, 7 de abril de 2013

LÁ NO FUNDO...

Foto Divulgação

Cientistas da Univali fazem pesquisa inédita no fundo do Oceano Atlântico
Projeto fará com que pesquisadores mergulhem a cerca de 4 mil metros de profundidade

por Julimar Pivatto
julimar.pivatto@osoldiario.com.br
Na terça-feira, dois pesquisadores da Univali de Itajaí embarcam para uma expedição inédita. Junto com cientistas japoneses e outros especialistas brasileiros eles vão explorar a região da Elevação do Rio Grande, uma espécie de cadeia de montanhas que fica no fundo do Oceano Atlântico, a cerca de mil quilômetros da costa brasileira. Será a primeira vez que uma pesquisa como esta é realizada na região usando um submersível tripulado que pode chegar a 6 mil metros de profundidade.

A viagem de José Angel Alvarez Perez, coordenador do grupo de estudos pesqueiros, e de André Oliveira de Souza Lima, coordenador do grupo de pesquisa em genética molecular aplicada, será de avião para a Cidade do Cabo, uma das capitais da África do Sul. Lá, eles e outros pesquisadores brasileiros se juntam à tripulação japonesa do navio Yokosuka, com embarque previsto para sexta-feira. Eles ficam em alto-mar até o dia 7 de maio.

A escolha dos dois pesquisadores ocorreu porque eles já estudam a região. As pesquisas feitas lá, até hoje, foram realizadas apenas com equipamentos como sondas e braços mecânicos. Por isso, a importância da expedição. Eles vão usar um submersível japonês, um dos únicos do mundo, onde um pesquisador pode descer junto com dois operadores do equipamento. E, lá embaixo, terá a oportunidade de escolher o que fotografar (com câmeras de alta resolução) ou coletar (através de braços mecânicos).

— Isso vai favorecer o nosso processo de amostragem — resume André.

O objetivo da expedição é a pesquisa de microrganismos, a diversidade e potencial tecnológico. Segundo eles, montanhas submarinas de grande dimensão podem concentrar vida profunda não apenas sobre a superfície, mas também centenas de metros sobre o topo.

— É uma vasta área oceânica pobre em nutrientes e produção biológica, mas que podem funcionar como um verdadeiro oásis marinho — diz Perez.

Os pesquisadores prometem trazer amostras de microrganismos para estudar junto com os alunos na Univali, mas acreditam que os primeiros resultados só devem ser divulgados daqui a um ano. Estas constatações alimentarão o conjunto de informações já publicadas pelo grupo da Univali na área do projeto Mar-Eco Atlântico Sul, que têm atividades apoiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Área de pesquisa é do tamanho do Estado da Bahia

A Elevação de Rio Grande é uma área que tem cerca de 570 mil km², o que corresponde ao Estado da Bahia. A região tem profundidade média de 4 mil metros e os locais mais rasos tem cerca de 1 mil metros.

— Alguns chamam de Alto Rio Grande, mas o correto é elevação — explica o professor José Angel Alvarez Perez.

O navio onde os pesquisadores estarão percorrerá boa parte da área. O submersível pode demorar até cinco horas para chegar até a base da montanha, por isso o local escolhido para usá-lo precisa ser bem estudado. Segundo os pesquisadores, não é preciso fazer um treinamento específico para mergulhar com o equipamento.

— Eu costumo dizer que é preciso mais preparação psicológica do que outra coisa. Dentro do submersível, a pressão é a mesma que em terra. Só precisa ter espírito para ficar tanto tempo embaixo da água — comenta Perez.

O projeto

A pesquisa é financiada pelo governo japonês, através da Japan Agency for Marine-Earth Science and Technology (Jamstec), e faz parte do acordo de cooperação científica e tecnológica entre os governos do Japão e do Brasil, firmado em 1985. A coordenação no Brasil é do Instituto Oceanográfico da USP e, nesta expedição que começa dia 12, será composta por cientistas da Univali, da Universidade Federal Fluminense (RJ), do Serviço Geológico Brasileiro (CRPM) e da Petrobras.

O navio Yokosuka partiu do Japão antes do Natal e levará cerca de um ano para passar por todos as áreas a serem pesquisadas. A cada "pernada" (termo usado por navegadores para determinar o trecho de uma viagem), é trocada a equipe de pesquisadores, por isso os dois representantes da Univali embarcam na Cidade do Cabo e vem em direção ao Brasil. Depois da região do Elevado do Rio Grande, a expedição irá para a Bacia de Santos e a Dorsal de São Paulo (nesta parte, sem os pesquisadores da Univali).

( Do O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)

quinta-feira, 28 de março de 2013

MUDANDO A PAISAGEM


Foto Andrea Ramos
Foto Fernando Alexandre
O trator de fabricação chinesa, que a associação dos pescadores do Pântano do Sul "ganhou" do Ministério milagroso da pesca, já tá na praia!
Ajudando os pescadores a puxarem os barcos e mudando a paisagem!

LUZ DE OUTONO

Foto Fernando Alexandre

segunda-feira, 25 de março de 2013

DEFESO DO CAMARÃO

Foto Marcos Porto/Agência RBS

Período de defeso muda rotina de pescadores em Penha

Profissionais contam com o seguro-desemprego e fazem bicos durante o período de proibição

por Julimar Pivatto
julimar.pivatto@osoldiario.com.br
Em uma bela sexta-feira ensolarada, seu Salésio da Costa, 45 anos, aproveita para dar uns retoques no barco. Até o dia 31 de maio, a embarcação vai ficar parada na areia da Praia de São Miguel, em Penha, já que ele não pode mais sair para o mar. Esta é a época do defeso do camarão, por isso, boa parte dos pescadores da cidade e de Balneário Piçarras estão parados. E começaram a receber o seguro-desemprego oferecido pelo Governo Federal.

— É uma ajuda que a gente tem, né. Dá para aproveitar e reformar o barco — conta o pescador. O defeso começou no dia 1º de março e serve para proteger e garantir os estoques de camarões das espécies rosa, sete-barbas, barba-russa, branco e vermelho (santana). Mas a reclamação dos pescadores artesanais é de que esta não é a época ideal para o defeso.

— É agora que mais se tem camarão. O certo deveria ser entre dezembro e fevereiro, quando a gente pesca 30 quilos e chega a jogar fora 25 porque eles ainda são muito pequenos — diz Salésio.

A reclamação é quase unânime entre os pescadores encontrados na orla de Penha. A grande maioria prefere não dar o nome, mas faz questão de ressaltar que esta é a época em que mais se teria lucro. Seu Luiz Carlos Carvalho acompanhava, na Praia do Trapiche, um dos amigos arrumar o barco. E reclamou da mesma coisa.

— Quem pesca de forma artesanal dificilmente tem lucro. E quando tem, aí proíbem de pescar. O jeito é ir arrumando uns bicos nesta época, porque o seguro não é suficiente — reclama o pescador. Segundo Luiz Carlos, alguns movimentos já foram feitos, junto com a colônia de pescadores, para se mudar a data do defeso, mas sem sucesso.

— Acho que cada região deveria ter uma data específica para o defeso, de acordo com a realidade de cada uma — sugeriu.

Benefício

Para conseguir este seguro-desemprego, o pescador precisa procurar a colônia da qual participa e se informar sobre os documentos necessários. Na Colônia de Armação do Itapocoroy, em Penha, o presidente não quis atender a reportagem e não foram passadas informações sobre o número de profissionais que aderiram ao seguro-desemprego.

Já para os pescadores considerados profissionais, o benefício é pago da mesma forma que os outros trabalhadores. Como eles geralmente são demitidos nesta época, precisam dar entrada no seguro-desemprego diretamente no escritório do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Segundo a atendente do órgão em Penha, Eliane Rodrigues, nos dois primeiros meses do ano já foram mais de 180 encaminhamentos de pescadores.

A tendência é triplicar este número até o fim do mês, principalmente porque, neste ano, a agência, que fica na Casa da Cidadania, passou a atender também aos pescadores de Balneário Piçarras.

— Nas duas primeiras semanas foram 163 requerimentos de seguro-desemprego. Acredito que aumentou porque foi nesta época que começou o defeso — comentou Eliane.

Multa pode chegar a R$ 100 mil

O órgão responsável pela fiscalização de pesca ilegal é o Ibama. Segundo o chefe do escritório em Itajaí, Danilo Colen, a multa para a pessoa que for pega pescando na época do defeso pode variar entre R$ 700 e R$ 100 mil, mais R$ 20 por quilo apreendido (ou excedente). Além disso, o pescador têm a embarcação apreendida.

— O valor depende muito do crime em si. Já a questão da embarcação, a pessoa punida passará por um processo administrativo para ver o que será feito com o barco — explica.

Além das fiscalizações de rotina, o Ibama também faz operações de grande porte ou atua de acordo com denúncias. Quem quiser denunciar, pode ligar direto para o telefone do escritório em Itajaí (47 3348-2870) ou ligar para o 0800-61-3636.

(De O SOL DIÁRIO - www.osoldiario.com.br)


O ATUM É NOSSO?

A costa brasileira é um dos últimos santuários onde essa atividade foi pouco explorada. O excesso de pesca ameaça a existência do peixe --e os preços batem recordes. Mas, hoje em dia, quem pesca boa parte do atum brasileiro são navios japoneses, que não acham mais o peixe no Japão.E os barcos do Japão são "autorizados" a pescar em águas brasileiras por um empresário ex- dirigente do Ministério da Pesca no governo FHC, que foi quem criou a legislação.. Vejam a denúncia da Folha de São Paulo.

sábado, 23 de março de 2013

DEU NA MÍDIA

Foto Pietro Lettes
Pedras da praia do Itaguaçu serão tombadas como patrimônio cultural
Saiba como surgiu o conto do baile das bruxas entre outras histórias místicas

por Aline Rebequi
aline.rebequi@diario.com.br
Famosas pela beleza e fascinantes pela história, as pedras que estão sobre as águas da baía do Bairro Itaguaçu serão tombadas como patrimônio histórico e cultural de Florianópolis. A intenção do prefeito Cezar Souza Junior é iniciar o processo de tombamento nos próximos meses. Com ele, as pedras terão garantidas a continuidade de sua memória e de seu valor cultural. Como tantas outras histórias misteriosas que rondam a Capital, seriam as bruxas que tornaram tamanho reconhecimento possível? Há pesquisadores que acreditam na veracidade dos contos bruxólicos.

A transformação de Florianópolis, que completa 287 anos de fundação amanhã, em ilha da magia ou mesmo em ilha das bruxas começou por volta do século 18 quando os imigrantes vindos da região dos açores trouxeram na bagagem algumas particularidades culturais como as bruxas, os encantamentos, os pactos com o demônio e as crendices. Passados três séculos, os contos resistem e encantam até hoje. Histórias que são muito respeitadas e que mexem com a imaginação e o sentimento dos ilhéus.

Tão complicado como compreender uma história recheada de magia é entender como nasce uma. Mas a do baile das bruxas de Itaguaçu é simples. O próprio autor conta como e quando ele criou o conto. Gelci José Coelho, o Peninha, é um dos principais entusiastas da cultura popular catarinense e estudioso das obras de Franklin Cascaes. Conhece todas as fábulas da ilha e de tanto ler e ouvir sobre elas, criou uma e sem querer transformou a região que logo após a história ficar famosa nacionalmente, ganhou reconhecimento, foi urbanizada e hoje é uma das áreas mais valorizadas da cidade.

— Aquilo (o Bairro Itaguaçu) era um despachódromo, um lugar asqueroso. Depois que ganhou uma história, a prefeitura colocou deques, instalou uma placa contando sobre o baile das bruxas, disponibilizou bancos com poemas, o lugar se transformou, taí um dos poderes das bruxas — diz Peninha.

Sem cerimônias, o pesquisador afirma que tal transformação das bruxas em pedras nunca existiu, ele inventou quase que um momento de brincadeira inspirado nas histórias de Cascaes e que tudo não passa de folclore.

— Penso que as histórias sobre bruxas e lobisomens eram contadas para frear as pessoas, como uma mãe que contava um conto para um filho não sair à noite e passaram de geração para geração, são folclores e é difícil saber o que de fato aconteceu e o que é mito. Mas o baile das bruxas, este eu posso afirmar que é um conto porque fui eu mesmo que inventei — conta.


Conheça a história e saiba como ela surgiu

"Na década de 1990 quando a TVCOM se instalava em Florianópolis, ela estava selecionando equipes de jornalistas para trabalhar. Os candidatos tinham que apresentar uma reportagem sobre uma história curiosa da cidade. Era um domingo de sol claro, quando por volta das duas horas da tarde uma jornalista me procurou, ela queria relatar a história do Boitatá do Morro do Rapa, e nós teríamos que ir até Ponta das Canas e eu morava em São José, era muito longe. Aí como era caminho perguntei por que ela não fazia sobre a história das bruxas de Itaguaçu? Ela aceitou e eu encurtei a viagem contando:

Em um sabá (assembleia de bruxas) realizado na região, elas se reuniram e uma delas, da alta sociedade contou sobre os bailes que ia no Clube 12, dos vestidos e luvas longas, da música e as outras se interessam e tiveram a ideia de fazer uma linda festa ali em Itaguaçu, o mais belo cenário da cidade, porque bruxas só gostam dos lugares mais lindos. Todos foram convidados, os lobisomens e os vampiros. Mas elas decidiram não convidar o diabo pela razão do seu imenso fedor de enxofre e pelas suas atitudes antissociais, pois ele exige que todas as bruxas lhe beijem o rabo como forma de firmar seu poder debochadamente absoluto.

A festa se desenrolava, quando uma das bruxas muito invejosa foi fofocar ao diabo sobre a festa. Ele puto dos cornos chegou até a festa e irritado transformou todas elas em pedras grandes, que até hoje flutuam nas águas da praia de Itaguaçu". A jornalista ficou contente com a história, gravamos imagens lindas do local e logo depois o assunto já era nacional.
(do DC - www.clicrbs.com.br)

sexta-feira, 22 de março de 2013

MAR DE BACALHAU

Foto Gadus Bacalhos

     E por falar em bacalhau, você já viu a cara de algum?

Na verdade, bacalhau não é um só peixe, mas um grupo de espécies classificadas assim, muito mais por causa do processo de salga que o tornou conhecido no mundo inteiro. Este da foto é um Gadus macrocephalus, espécie muito popular nas águas do Pacífico. Outro bem popular é o Gadus morhua, mais comum nas águas frias do Atlântico Norte.
Nas águas do Atlântico Sul, a Abrotea é o bacalhau da casa.


quinta-feira, 21 de março de 2013

VAI FAZER SOL EM MACONDO!


O sol deve retornar nesta quinta-feira durante a tarde na maioria das regiões de Santa Catarina. Na madrugada e durante a manhã ainda deve chover moderadamente em alguns locais, 30mm de água aproximadamente. O sol começa a aparecer mais cedo no Oeste, ainda no fim de manhã, e no Litoral somente no meio da tarde. O Vento será nordeste a noroeste com rajadas mais fortes durante a madrugada. As informações são da Epagri/Ciram.

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul - SC

quarta-feira, 20 de março de 2013

CHUVAS DE OUTONO

Foto Fernando Alexandre
O primeiro dia de Outono será frio e sem sol. A quarta-feira terá a formação e o deslocamento de uma frente fria para Santa Catarina, o que mantém o tempo instável. A chuva deve aumentar ao longo do dia, com algumas aberturas de sol durante a manhã. Os volumes de água serão ainda mais significativos no Oeste e no Litoral do Estado, com variação de 40 a 60mm. As informações são da Epagri/Ciram.

MANEMÓRIAS

Foto: acervo Gilberto Gerlach.
Vista do aterro para construção da Ala Norte do Mercado Público 
de Florianópolis. Ao fundo, o prédio da então Alfândega. Uma das fotos mais antigas de Florianópolis, de 1890.

terça-feira, 19 de março de 2013

AGORA, É SÓ ESPERAR AS TAINHAS!

Último dia do verão!
A terça-feira deve ser chuvosa em Santa Catarina, principalmente no Litoral. O dia será ainda mais nublado em todas as regiões, com ventos de leste que devem trazer mais umidade para o mar. As temperaturas permanecem amenas. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

TEMPO INFORRUSCADO

Chuva fina, vento fraco de Sul e muitas nuvens. Assim amanheceu esta manhã de sexta-feira, dia 15 de março de 2013 no Pântano do Sul! Imagem das 7,30 horas.

LÁ NO FUNDO... com o Alcides Dutra

Foto Alcides Dutra
As esponjas possuem substâncias que podem ser a base para novos medicamentos. Na foto, a colônia maior não consegue invadir a menor, que se defende com "armas químicas". Estas substâncias podem ser convertidas em antibióticos e defender nosso corpo de bactérias e outras ameaças.

quarta-feira, 13 de março de 2013

NA PRAIA ???

Foto Ninguemsabe Mermoonome
"Nenhuma pergunta é tão difícil de responder quanto aquela cuja resposta é óbvia."

George Bernard Shaw (Dublin, 26 de julho de 1856 — Ayot Saint Lawrence, 2 de novembro de 1950) foi um dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês.
Em 1925, recusou o Prêmio Nobel de Literatura.

LÁ NO FUNDO... com Alcides Dutra



Embora não haja formação de recifes de coral no mar catarinense, muitos animais formam colônias, proporcionando uma diversificada e colorida fauna associada ao fundo rochoso.
Imagem captada na Ilha Moleques do Sul.

terça-feira, 12 de março de 2013

RESGATE NO MAR


Foto 2a. CIA/BAPM
Pescador ferido é resgatado por helicóptero de Joinville em mar aberto
Tripulantes do Águia, da Polícia Militar, foram mobilizados por uma hora e meia

Dois socorristas do Águia tiveram de ser deixados no barco para fazer os primeiros socorros
Foto: 2ª.CIA / BAPM
Tripulantes do helicóptero Águia da Polícia Militar de Joinville foram mobilizados no fim da manhã desta terça-feira para resgatar um pescador ferido em mar aberto, a cerca de 32 quilômetros de distância da Ilha da Paz, em São Francisco do Sul.

A vítima, Gilmar José Lamin, 44 anos, fraturou uma perna enquanto puxava uma embarcação menor para dentro do barco onde estava. A perna dele ficou prensada entre as duas embarcações durante a manobra.

Dois socorristas do Águia tiveram de ser deixados no barco para fazer os primeiros socorros. Cerca de dez minutos mais tarde, com a vítima em segurança, os três foram içados até um navio atracado na costa de São Francisco do Sul. Lá, Gilmar foi colocado dentro da aeronave e levado até o Hospital São José de Joinville.

Toda a operação durou cerca de uma hora e meia. Gilmar, que é pescador da região de Itajaí, não corre risco de morte.

(Do A NOTÍCIA)

ALERTA NO MAR!

Foto Fernando Alexandre
VENTOS, TEMPESTADES E RESSACA
Com a previsão de chuva e temporais em Santa Catarina nesta terça-feira, a Capitania dos Portos emitiu comunicado pedindo atenção aos navegadores que estão com embarcações no mar. Há previsão de ressaca entre as cidades de Laguna e Florianópolis. Os ventos ficam de Nordeste a Sudeste, com rajadas de até 60 km/h em todo litoral catarinense. As ondas podem chegar a 3 metros.


Na quarta-feira, a ventania aumenta e as rajadas alcançam velocidade de 80 km/h. Os picos de ondas se mantêm em até 3 metros. Já a tendência para quinta e sexta-feira é de nebulosidade variável e chuva isolada. O vento diminui e fica em até 50 km/h. As ondas também abaixam, com picos de no máximo 2 metros. 



Segundo dados climáticos divulgados pela Epagri/Ciram, e que nortearam o alerta da capitania, o deslocamento de um sistema de baixa pressão no Estado trouxe instabilidade, com chuvas de moderadas a fortes no decorrer do dia. Estão previstos para o Oeste ao Sul de 60 a 80mm em média.



Da Grande Florianópolis até o Norte do Estado, a previsão é de acúmulo de 30 a 60mm de chuva. Além de risco de temporal isolado com ventania. Possibilidade de alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis. 



O mau tempo continua na quarta-feira. A chuva continua na madrugada e manhã de quarta-feira na Grande Florianópolis e no Litoral Norte. O sol volta a aparecer à tarde , com vento sul forte e queda na temperatura.

O CAMARÃO NOSSO DE CADA DIA....


segunda-feira, 11 de março de 2013

A SARDINHA NOSSA...


Adicionar legenda
Setor pesqueiro de Itajaí prevê safra menor neste ano

Após um 2012 com captura de 47 mil quilos de sardinhas na cidade, GEP prevê redução de 7%

Por enquanto, pesca da sardinha ainda não registrou grandes quantidades

por Victor Pereira *

Depois de um ano histórico para a indústria da pesca catarinense, considerado o de melhor resultado em 12 anos pelo Grupo de Estudos Pesqueiros (GEP) da Univali, o setor projeta pequena redução para 2013, que gira em torno de 7%. A previsão ocorre justamente porque 2012 apresentou números positivos acima do esperado, e agora a tendência é de nova estabilização no mercado produtor.

Uma das principais responsáveis pelos índices alcançados no ano passado, a safra da sardinha começou há três semanas e ainda não registrou grandes quantidades na pesca. No ano passado, foram capturadas mais de 47 mil toneladas da espécie, enquanto a média histórica fica entre 20 e 30 mil toneladas.

Pesquisador do GEP e professor nos cursos de Engenharia Ambiental e Oceanografia da Univali, Paulo Ricardo Schwingel, destaca que 2012 fechou com total de 143 mil toneladas de pescado, em Santa Catarina.

Como algumas informações ainda estão sendo contabilizadas e revistas, os números devem crescer e se aproximar das 150 mil toneladas. A estatística, com 90% dos dados concentrados na região de Itajaí e Navegantes, representa o melhor desempenho desde 2000, o que faz com que naturalmente a estimativa para este ano seja menor.

- A safra da sardinha, que foi excepcional e atípica em 2012, impulsionou esse resultado. Agora é normal cair um pouco, e se chegarmos perto de 140 mil toneladas já será uma boa produção - afirma Schwingel.

O que também contribuiu para o resultado o último ano foi a pesca do camarão-rosa, que registrou captura de 1.024 toneladas, contra a média de 300 a 600 toneladas em anos anteriores.

Por outro, lado a pesca da tainha impediu que a performance do setor fosse ainda melhor: Santa Catarina capturou entre janeiro e dezembro apenas 943 toneladas (a pior safra desde 2000), sendo que a média é de 3 mil toneladas anuais, conforme o GEP.

Consumidor

Secretário de Pesca e Aquicultura de Itajaí, Agostinho Peruzzo avalia que a procura pelo pescado é grande pelos consumidores na cidade, mas a oferta é menor do que o necessário. Ele pondera que a indústria acaba absorvendo a maior parte do que se produz, afetando a demanda da população.

- Os barcos trazem peixe, mas não chega ao consumidor - destaca.

Peruzzo comenta ainda que a maior parte do pescado é capturada na região de Santos (SP), muitas vezes nem alcançando o mercado de Itajaí.

Cresce procura

Com a chegada da Quaresma, os comerciantes do Mercado do Peixe, de Itajaí, já verificam aumento nas vendas de pescado. Esse crescimento deve aumentar ainda mais nas próximas semanas, com a proximidade da Sexta-feira Santa. A administração do estabelecimento prevê um acréscimo de 70% das vendas na Semana Santa em comparação com os demais dias do ano.

Para agradar o consumidor e não deixar faltar peixe, os comerciantes já sabem que terão de reforçar o estoque. Além disso, como os preços são muito semelhantes entre um boxe e outro, o atendimento também precisa ser diferenciado.

Atendente de uma das bancas do mercado há dois anos, Patrícia Salcedo, 29, dá dicas de preparo e até ensina algumas receitas. Tudo isso para que o cliente não tenha desculpas para não levar.

- Estou aprendendo umas receitas, então quem precisar pode passar aqui - diz.

Entre os itens mais procurados para a Sexta-feira da Paixão estão o salmão e o camarão, segundo ela. O filé de salmão sai por R$ 70 o quilo e os vários tipos de camarão variam entre R$ 27 e R$ 45. Nos estandes, os comerciantes indicam quais tipos são mais usados em cada prato.

Desde a semana passada, segundo Patrícia, o mercado já tem recebido muitos clientes de outras regiões como Curitiba (PR), onde o pescado é mais caro. Até a venda de bacalhau, tradicionalmente um dos peixes mais caros, já começou a crescer no mercado de Itajaí.

Guilherme Diniz, 20, conta que nesta época a venda cresce até 300%, ficando acima do comércio de Natal. O quilo do lombo de bacalhau salgado, do tipo Gadus Morhua, está custando R$ 90. O filé saiu por R$ 49,90 o quilo e o peixe inteiro custa R$ 35,90 o quilo.

( do O Sol Diário)

sexta-feira, 8 de março de 2013

MAR DE CIMA

Foto Michael Mattiazzo/Universe Today

Até o dia 15 de março, os brasileiros terão mais um motivo para contemplar o pôr do sol. Isso porque será possível visualizar a olho nu, por volta das 18 horas, o cometa PanStarrs, que aparecerá como um ponto brilhante à direita do sol