quinta-feira, 31 de agosto de 2017

APENAS O MAR

Tarrafiado do blog do Solda - www.cartunistasolda.com.br


VOCÊS VERÃO!

Foto Felipe Carneiro / Agencia RBS

Setembro deve ser de calor e tempo seco em Santa Catarina

Por

Meteorologistas de todo o Estado se reuniram na tarde da última terça-feira para realizar o Fórum Climático, um encontro para discutir a previsão do tempo dos próximos três meses. A tendência é que a primavera, que começa às 17h02min do dia 22 de setembro, tenha tempo seco e temperaturas altas em Santa Catarina.

A primeira quinzena do mês de setembro deve ter chuva abaixo da média, com risco de queimadas frequentes. Já em outubro e novembro, há previsão de chuva mais frequente, com volumes mais próximos ao esperado para esta época do ano. Os meteorologistas também destacam que durante a primavera há um aumento na incidência de temporais com granizo e ventania no Estado. 

No início de setembro ainda há chance de massas de ar frio sobre Santa Catarina, com formação de geada fraca nos pontos mais altos da Serra. No decorrer da primavera, o frio diminui gradativamente e a partir de outubro já se espera períodos mais quentes.


Participam do Fórum Climático meteorologistas da Epagri/Ciram, órgão estadual de monitoramento do tempo e do clima, NSC Comunicação, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), AlertaBlu e AGF Anti-Granizo Fraiburgo.

Histórico da estação no Estado

Os meses de setembro e outubro marcam a transição entre o inverno e o verão, dando início as chuvas de primavera. Em boa parte dos municípios catarinenses, a maior precipitação do trimestre costuma ocorrer em outubro, com acumulados de 210 a 280 mm no Oeste e Meio-Oeste, e de 140 a 180 mm do Planalto ao Litoral. Em novembro, o volume de chuva diminui, com valores de 130 a 180 mm em média, no estado. 

Nessa época também ocorre a formação e deslocamento de ciclones extratropicais no litoral Sul do Brasil, o que resulta em perigo para a navegação e pesca em embarcações de pequeno e médio porte, por conta dos ventos fortes e ao mar agitado, muitas vezes resultando em ressaca.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

BRINCADEIRAS DE AMOR - OS GOLFINHOS

Foto Ninguem Sabonome
"Os golfinhos costumam agitar as águas de alto mar com suas brincadeiras de amor. O macho dá saltos e faz ginastica para atrair a fêmea. Suavemente, ele afasta a companheira do bando e os dois ficam juntos por vários dias. Esfregam os corpos suavemente, com requintes de sensualidade. Quando conseguem nadar sincronizadamente e com os ventres colocados, realizam seu amor."

( Do "Almanaque do Amor", de Bernardo Pellegrini e Maria Angélica Abramo -Editora Imaginário/ 1994)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre


MAR DE SUPERSTIÇÕES


Quem é do mar já ouviu falar de pelo menos uma dessas superstições marinheiras

Todo marinheiro que se preze tem lá suas superstições. Algumas bastante conhecidas pelo grande público, outras só por quem é realmente do mar. Mar Sem Fim fez uma listagem bem humorada para você conhecer alguma delas.

Se você sabe alguma outra superstição envolvendo o universo marinheiro nos conte e nos ajude a aumentar essa lista. Quem é do mar agradece!

Muitas dessas superstições, lendas, mitos, crenças são antigas tradições, heranças da história. Outras nasceram de eventos que navegante algum foi capaz de explicar.
1. Navio seguro é navio batizado…

A tradição de batizar um navio é tão antiga quanto os próprios navios. Sabe-se que egípcios, romanos e gregos já faziam cerimônias a fim de pedir aos deuses proteção para homens que se lançariam ao mar, mas por volta de 1800 os batizados começaram a seguir um certo padrão. Era derramado contra a proa da embarcação uma espécie de “fluido batismal”, que poderia ser geralmente vinho ou champanhe. A tradição que se desenvolveu preconizava que uma mulher deveria fazer as honras e ser nomeada “benfeitora” do navio em questão ao quebrar uma garrafa no casco do barco. Se um navio não fosse corretamente batizado, seria considerado azarado.
2. …uma vez só!

Nunca se deve rebatizar um navio, é azar na certa. Ou seja, batismo bom é batismo feito do jeito certo, com garrafa quebrada e uma única vez.
3. Sexta não!

Jamais partir em uma sexta-feira. Muitos marinheiros recusavam-se a embarcar nesse dia da semana. Não s sabe ao certo a origem dessa lenda mas quase todo capitão se recusa a soltar as amarras em uma sexta-feira.
4. Todos os ratos a bordo

Ratos não são os animais mais desejáveis de se ter por perto, certo? Errado. A última coisa que os marinheiros gostariam é que todos os ratos do navio subitamente fossem embora. Reza a lenda que a debandada de roedores da embarcação é encarada como um mau presságio, alerta de um infortúnio que está por vir.
5. Uma moedinha, por favor

Todos os navios devem ter uma moeda de prata embaixo do mastro. Acredita-se que isso traga boa sorte. As explicações são muitas, mas a tradição parece ter começado com os romanos. Diz-se que a moeda era uma forma de “pedágio” cobrada pelo deus Cáron, incumbido de levar as almas dos mortos em sua barca na travessia do rio Aqueronte. Caso um desastre acontecesse ao navio, a pratinha serviria como o pagamento de todos os marinheiros, que passariam seguramente para o lado de lá.
6. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado

A bordo de uma embarcação, há uma palavra proibida. Jamais se deve dizer COELHO a bordo. Acredita-se que o bicho traga muito azar. A explicação vem da experiência, pois o animal tinha o péssimo hábito de roer o casco na época em que as embarcações eram feitas de madeira,e acabaram sendo proibidos de embarcar.
7. Cuidado com o que você deseja

Nunca se deve desejar “boa sorte”a um marinheiro antes de partir. Os marítimos acreditam que dizer “boa sorte” a alguém que esteja dentro de um navio é, contraditoriamente, sinal de azar. Em inglês, costuma-se dizer “break a leg” para alguém que irá navegar – no mar nada acontece como queremos, então se desejarem que você “quebre uma perna” certamente tudo vai correr bem.
8. Assobiar ou não assobiar?

O assobio é um ato relativizado na superstição marinheira, e depende das condições do tempo. Se o navio está passando por uma calmaria, assobiar ajuda a trazer ventos, ou seja, é recomendável. Mas se já está ventando, um assobio desavisado pode convocar uma tempestade, por isso precisa ser evitado.
9. Plantas e flores… em terra firme

Não aceitar plantas e flores a bordo de um navio também é uma das superstições marinheiras. A razão dessa crença vem da lógica – plantas consomem água doce, o bem mais precioso que se tem em uma embarcação.
10. Não se deve mudar o nome do barco ou…

Marinheiros acreditam que não se deve mudar o nome de um barco, caso contrário, isso trará muito azar para as navegações. Porém, há uma saída. Caso o capitão decida dar um novo nome à embarcação, deve fazer uma cerimônia bastante detalhada e cheia de rituais.

Além das superstições existem as lendas do mar. Mar Sem Fim irá reunir as mais famosas em um próximo post no portal, mas se você já sabe de alguma, nos queremos saber!

(Do marsemfim.com.br/)

A FÉ TRAZ O PEIXE

 
Enquanto a rede seca ao sol nas "Campanha"...
...a fé traz o peixe - Fotos Andrea Ramos 

Uma Loa ao mar da Armação do Pântano do Sul e Matadeiro

CAMINHOS...

Foto Chris Moreira

CULTIVANDO OSTRAS NATIVAS


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

VIROU O VENTO...

Foto Fernando Alexandre
E o velho vento vagabundo já lambe águas e areias do Pântano do Sul!

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Capitão Aldemir, Chiquinho e Fabrício - três gerações no remo e no espinhel nesta terça de quase verão no Pântano do Sul!


VISITANTE DE ONTEM



No costão do Pântano do Sul
Descansando..,

OUVINDO BALEIAS

Foto Divulgação
Equipe monitora sons e comportamento das baleias-francas em Santa Catarina
Medições já foram feitas na enseada das praias da Ribanceira, em Imbituba, e na enseada da praia da Gamboa

O som emitido pelas baleias-francas e que pode ser ouvido a milhares de quilômetros em águas costeiras e oceânicas está sendo monitorado em Santa Catarina. O objetivo é estudar a associação entre os sons e o comportamento das baleias francas no Litoral catarinense. Para o trabalho, uma equipe de cinco pessoas começou a monitorar, na semana passada, a vocalização dos animais. 

A equipe é composta por biólogos do Projeto Baleia Franca, do Centro de Mamíferos Aquáticos/ICMbio, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e voluntários. Conforme a diretora do projeto Baleia Franca, Karina Groch, os registros serão feitos até o final da temporada reprodutiva das baleias, o que nos últimos anos ocorreu na metade de novembro.  

As medições dos sons com os chamados hidrofones — que são microfones embaixo d'água — são feitas na enseada das praias da Ribanceira, em Imbituba, e na enseada da praia da Gamboa. 

— Nós já fizemos gravações e já conseguimos ouvir os sons, saber que existe comunicação entre mãe e filhote, por exemplo — conta Karina. 

As medições são complementares a um projeto de 2011, que analisou as modificações no comportamento vocal das baleias frente ao ruído. Os dados serão analisados por uma aluna da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que faz um mestrado na área, segundo Karina. 

Os resultados do estudo poderão ser aplicados em sistemas capazes de detectar a presença de baleias, estimar o número e determinar a distribuição dos indivíduos baseando-se unicamente nos sons emitidos pelos animais, aumentando assim a eficiência do monitoramento da população de baleias-francas em Santa Catarina. 

(Do Hora de Santa Catarina - www.clicrbs.com.br)

Foto Edmundo Brandão

Cesteiro que faz um cesto,
faz um cento.
Se tem verga e tempo...
(Dito popular)

E O ATUM, É NOSSO?

A matéria da Folha é de 2012, mas a situação mudou muito pouco!

MAR DE PESCADOR

O navio transportava 300 toneladas de pescado - Ministério do Meio Ambiente do Equador/AFP

Tripulação de barco chinês retido em Galápagos é condenada à prisão

AFP

A Justiça do Equador condenou a até quatro anos de prisão e a uma multa milionária, neste domingo (27), os 20 tripulantes de um navio cargueiro chinês capturado na reserva marinha de Galápagos.

Retido em 13 de agosto dentro do arquipélago, o navio “Fu Yuan Yu Leng 999” levava 300 toneladas de pescado, incluindo 6.623 tubarões – alguns deles, espécies ameaçadas.

No terceiro e último dia do julgamento, a Justiça equatoriana aplicou a pena máxima para o capitão do barco, sentenciado a quatro anos de reclusão como autor de um crime ambiental com agravante. Seus três ajudantes foram condenados a três anos de prisão, e o restante da tripulação, a um ano.

“Depois da indignação enorme que sentimos, isso definitivamente ressarce, em grande parte, o dano causado, porque se estabelece um precedente histórico”, disse à AFP o diretor do Parque Nacional Galápagos (PNG), Walter Bustos, após saber da sentença.

Ainda cabe recurso, porém.

A Justiça também condenou os tripulantes a pagarem 5,9 milhões de dólares em indenização ao PNG.

“Derrotou-se nesta instância uma transnacional que vinha destruindo oceanos por todo Pacífico”, celebrou Bustos.

O montante estabelecido, acrescentou, “permite ressarcir em alguma coisa os danos causados” a essa reserva marinha de 138.000 quilômetros quadrados, considerada um santuário de tubarões.

– ‘Um grande passo’ –

De acordo com o PNG, o navio chinês recebeu a carga de pesca “de dois navios taiwaneses” entre 5 e 7 de agosto, “a mais de mil quilômetros ao noroeste de Galápagos” em águas internacionais. A embarcação pretendia atravessar a reserva rumo ao Peru e, depois, retornar para a China.

Entre os tubarões que transportava, havia espécies vulneráveis como tubarões-martelo, tubarões-raposa-olhudo e tubarões Raposa do Índico.

O ministro do Meio Ambiente do Equador, Tarcisio Granizo, celebrou a decisão da Justiça com uma mensagem no Twitter: “Zero tolerância a crimes ambientais!”. Segundo ele, o barco ficará a serviço do Parque.

A chanceler María Fernanda Espinosa classificou a decisão do tribunal de Galápagos como um “grande passo”.

“É nosso firme compromisso lutar pela preservação e pela soberania em nossos mares”, ressaltou.

O julgamento contra a tripulação desse navio de bandeira chinesa começou na sexta-feira por crimes contra a flora e a fauna silvestres e contra o tráfico de espécies.

O processo foi realizado em meio a protestos dos habitantes de Galápagos contra a pesca de espécies protegidas e contra a presença de uma frota de 300 embarcações pesqueiras chinesas em águas internacionais perto do arquipélago, mas que ameaça sua sensível reserva marinha.

As ilhas são Patrimônio Natural da Humanidade e ficam a 1.000 quilômetros da costa equatoriana. Com cerca de 27.000 habitantes, fazem parte de um dos mais frágeis ecossistemas do planeta.

Galápagos leva o nome das gigantes tartarugas que a habitam e serviu de laboratório para o naturalista inglês Charles Darwin no desenvolvimento da teoria sobre a evolução das espécies.

(Da http://istoe.com.br/)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

terça-feira, 29 de agosto de 2017

AVISO AOS NÁUFRAGOS

 
  Foto Dico Kremer

Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.

Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.

Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta pagina, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom-dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não e assim que é a vida?

(Paulo Leminski)

ONDE O SOL NASCE PRIMEIRO...

Amanhecer do Paulo Goeth , Morro das Pedras!


MANEMÓRIAS

Canoas e Velas - Anos 30

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre


Pesquisando já há um bom tempo sobre a Ilha Anchieta, encontrei alguns depoimentos interessantes sobre a Ilha, levantados junto aos pescador...
CANOADEPAU.BLOGSPOT.COM

FERROS & FARPAS

Foto Fernando Alexandre

O NAVIO DE GARIBALDI

O "Seival" no porto de Laguna, no começo do século XX, quando viajava como iate comercial, sob o nome de "Garrafão. Comentário do Professor W.L. Rau, foto dos arquivos de Dalmo Mendes Faísca. 

Seival foi um lanchão utilizado por Giuseppe Garibaldi na Tomada de Laguna, que culminou com a proclamação da República Juliana, durante a Guerra dos Farrapos. O nome é alusão à vitória na Batalha do Seival, em data anterior à fabricação do barco.

A embarcação foi conduzida por terra, sobre rodas e puxada por juntas de bois, e por água, aproveitando o sistema lacustre costeiro dos estados do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina.

Os lanchões foram construídos para a tomada da cidade de Laguna, que constituía um porto marítimo necessário, pela impossibilidade técnica da conquista do porto de Rio Grande, fortemente defendido pelos imperiais.

A 14 de julho de 1839 os lanchões rumaram a Laguna, sob o comando geral de David Canabarro. O Seival era comandado pelo americano John Griggs, conhecido como "João Grandão", e o Farroupilha II por Giuseppe Garibaldi. Na costa de Santa Catarina, próximo ao rio Araranguá, uma tempestade pôs a pique o Farroupilha, salvando-se uns poucos farrapos, entre eles o próprio Garibaldi.

Finalmente atacam por terra, com as forças de Davi Canabarro, e por água. O Seival entra em Laguna através da Lagoa de Garopaba do Sul, atravessou a Barra do Camacho, na atual cidade de Jaguaruna, passando pelo rio Tubarão e atacando Laguna por trás, surpreendendo os imperiais, que esperavam um ataque de Garibaldi pela barra de Laguna e não pela lagoa. Garibaldi, com o Seival, toma Laguna a 22 de julho de 1839. A 29 deste mês proclamou-se a República Juliana, já que não havia contiguidade territorial com a República Rio-Grandense, para a preservação do porto em mãos republicanas.

( http://pt.wikipedia.org/wiki/Seival)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

NA PRAIA...


Federico Garcia Lorca e Salvador Dali
"O palhaço não sou eu, mas sim esta sociedade monstruosamente cínica e tão ingenuamente inconsciente que joga o jogo da seriedade para melhor esconder a loucura."
(Salvador Dali)

*Salvador Domingo Felipe Jacinto Dali i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol (Figueres, Catalunha, 11 de Maio de 1904 — Figueres, 23 de Janeiro de 1989

MAR-CAIS

Foto Andrea Ramos
Quem tem costas quentes
nem liga
para as frentes frias

(Luis Dolhnikoff)

domingo, 27 de agosto de 2017

MAR DE HASSIS

Acrílico sobre eucatex - 1974

MAR - CAIS


Foto Fernando Alexandre
Tudo abandono
menos o mar
(Jairo Schmidt)

AS BALEIAS E A CAÇA, HOJE!



Duas vezes por ano, na primavera e no verão, navios do Japão, Noruega e Islândia se lançam ao mar para uma das mais agressivas e violentas atividades comerciais do planeta: a caça às baleias. Uma convenção internacional proíbe esse tipo de pesca, mas os três países ignoram a proibição. O Japão alega que a captura se destina a pesquisas científicas, mas há muito tempo se sabe que a carne de baleia é vendida abertamente em supermercados do país. Já a Noruega e Islândia nem tentam disfarçar. O objetivo é comercial mesmo. No momento em que se aproxima uma nova temporada de caça, ambientalistas de todo o mundo alertam para o risco de extinção de várias espécies.

MAREGRAFIAS

LIMO II - Foto Fernando Alexandre

DANDO NOME...

Fotos em crédito
Saveiro de vela de Iça - Portugal

MEMÓRIA DAS ÁGUAS


A caravela "Speedwell", da frota de Shelvocke, que visitou a ilha em 1719

BEM PROVIDOS DE TAINHAS...
"...com respeito a pesca, eles têm uma grande abundância de diversas espécies de bons peixes e não lhes faltam ótimos lugares para lançar as redes de arrastão. Todas as suas baías e regatos estão bem providos de tainhas, grandes arraias, bagres, cavalinhas, peixes-tambor (que são assim chamados por causa do ruido que fazem, por meio do qual são seguidos até as águas rasas e lá capturados), alguns com 20 ou trinta libras de peso, sendo suas escamas do tamanho de uma moeda de libra. Os portugueses os chamam de meros..."

 
(Relato do Capitão George Shelvocke, navegador inglês que visitou a ilha de Santa Catarina em 1719)

sábado, 26 de agosto de 2017

NENHUMA TERRA...


Foto Andrea Ramos
NENHUMA TERRA AINDA

Mar demorado, como é fugaz,
De aguidéia a aguidéia
Tão rápida em sentir surpresa e vergonha.
Onde momentos não são tempo
Mas tempo são momentos.
Tanto nem sim nem não,
Tanto único amor, ter o amanhã
Por um fracasso inevitável de agora e já.


Deitados na água barcos e homens fortes,

Mestres em fraqueza, partem para algum lugar:

O mais poderoso dorminhoco em sua cama
É incapaz de conhecer lugares nobres assim.
Então a fé embarcou na terra do marinheiro
Em busca de absurdos em nome do céu –
Descobrimento, uma fonte sem fonte,
Lenda de neblina e paciência perdida.
O corpo nadando em si mesmo
É o querido da dissolução.
Com gotejante boca diz uma verdade
Que não pode mentir, em palavras ainda não nascidas
Da primeira imortalidade,
Onissábia impermanência.
E o olho empoeirado cujas agudezas
Tornam-se aguadas na mente
Onde ondas de probabilidade
Escrevem a visão com letra de maré
Que só o tempo pode ler.
E a terra seca ainda não,
Salvação e solidão absolutas –
Ostentando sua constância
Como uma ilha sem água ao redor
Numa água sem terra alguma.


(Laura Riding, tradução de Rodrigo Garcia Lopes, em "Mindscaps", Editora Iluminuras/ 2005)

D'ALÉM MAR II

Fragmento de documentário de Adriano Nazareth, realizado em 1959, originalmente com 14 minutos, para a RTP, na praia de Mira, Portugal.

TÁS TOLA?

Ilustração de Andrea Ramos para o "Dicionário da Ilha - Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina", de Fernando Alexandre (Cobra Coralina Edições).

TEMPO, TEMPO...

Foto Fernando Alexandre
" Quando o céu está vermelho no entardecer é sinal de bom tempo, mas quando é no amanhecer é sinal de chuva"¨
(Sabedoria Praieira )

PORQUE HOJE É...


Caldeirada de peixe da Nazaré

A primeira coisa a ter em conta para fazer uma boa caldeirada é a qualidade do peixe, este tem de ser muito fresco e de boa qualidade.

Ingredientes

Peixe de várias qualidades (raia, tamboril, congro, lulas, sardinha, etc)
Ameijoas com casca
Cebola q.b.
Alho q.b 
Batata q.b. 
Pimento vermelho q.b.
Pimento verde q.b.
Tomate maduro q.b.
Azeite q.b.
Salsa q.b.
Sal q.b.
Vinho branco q.b
Coentros q.b.
Colorau q.b. 
Louro q.b
Malagueta q.b

Corte o peixe em postas, tempere com sal e reserve. (deve ser temperado pelo menos duas horas antes de cozinhar a caldeirada)
Num tacho de barro coloque as ameijoas no fundo, coloque uma camada de cebola cortada às rodelas, um dente de alho picado, malagueta, tomate cortado aos pedaços, salsa, louro e pimentos às tiras. Coloque por cima uma camada de batatas às rodelas, e for fim o peixe. Polvilhe o peixe com colorau. Faça várias camadas por esta ordem, terminando com uma camada de cebola. Regue com azeite e vinho branco, rectificando o sal.

Leve a cozer em lume brando, agitando o tacho de vez em quando, sem nunca mexer.
Pode adicionar um pouquinho de água se achar necessário.Depois de cozida polvilha-se com coentros e serve-se de imediato.

(Da cozinha portuguesa, pois, pois...)

MAR DE BALEIAS

O fotógrafo inglês Christopher Swann há 25 anos passa mais tempo no mar do que em casa com um objetivo: fazer as melhores imagens de baleias e golfinhos.
Foto Latrodectus scelio
"Quem não tem manha, morre no mar como a aranha"

(Dito Popular praieiro)

SEXO NO MAR - HOMOFILIA?



Golfinho ataca mergulhadores
O nome dado pelos nativos das Ilhas Cayman: Stinky. É um golfinho solitário que costuma frequentar as águas cristalinas do arquipélago caribenho.
Stinky se tornou um golfinho "tarado". Como não tem fêmeas para cortejar, ele passou a atacar sexualmente humanos, como este mergulhador do vídeo acima.
Alguns moradores acreditam que Stinky tenha sido expulso do seu grupo por ter comportamento sexual mais agressivo.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

O ALBATROZ



Às vezes, por prazer, os homens da equipagem
Pegam um albatroz, imensa ave dos mares,
Que acompanha, indolente parceiro de viagem,
O navio a singrar por glaucos patamares.
.
Tão logo o estendem sobre as tábuas do convés;
O monarca do azul, canhestro e envergonhado,
Deixa pender, qual par de remos junto aos pés,
As asas em que fulge um branco imaculado.
.
Antes tão belo, como é feio na desgraça
Esse viajante agora flácido e acanhado!
Um, com cachimbo, lhe enche o bico de fumaça,
Outro, a coxear, imita o enfermo outrora alado! 
.
O Poeta se compara ao príncipe da altura
Que enfrenta os vendavais e ri da seta no ar;
Exilado ao chão, em meio à turba obscura,
As asas de gigante impedem-no de andar.

(Charles Baudelaire-Paris, 9 de Abril de 1821 — Paris, 31 de Agosto de 1867)

Os albatrozes são famosos pelo seu poder de voo, tendo uma habilidade particular em deslizar muito perto da água, sem tocar as ondas.Usam uma técnica chamada "planador dinâmico", utilizando diferentes velocidades do vento que ocorrem em diferentes altitudes. As diferentes velocidades do vento possibilitam aos albatrozes ganhar altura quando planam e enquanto manobram ou descem em direção à água, perdendo altitude eles ganham velocidade.

MAR DE SABORES

Foto Rafaela Martins/Agência RBS
Bolinho de bacalhau

Ingredientes
500g de bacalhau
500g de batatas
3 ovos
½ copo de azeite de oliva
1 colher de sopa de cheiro verde picado

Modo de preparo
1 — Dessalgue o bacalhau lavando em água corrente para retirar o excesso de sal.
2 — Acomode o peixe em vasilhas com água gelada dentro da geladeira. Troque a água a cada duas horas, o processo leva cerca de 12 horas até ser finalizado.
3 — Cozinhe o bacalhau e as batatas separadamente.
4 — Separe as batatas e faça um purê, depois desmanche o bacalhau e misture os dois com os ovos e o azeite.
5 — Acrescente uma colher de cheiro verde picado.
6 — Sove a massa e monte em forma de bolinhos.
7 — Frite os bolinhos em gordura vegetal quente.

MAR DE BALEIAS

Após 24 horas encalhada na Praia Rasa, em Búzios, baleia Jubarte consegue se soltar, e grupo que ajudou a devolvê-la ao mar comemora - Pablo Jacob / Agência O Globo

Baleia Jubarte que estava encalhada em Búzios é devolvida ao mar
Segundo Instituto Baleia Jubarte, este ano já ocorrem nove encalhes na costa do Rio de Janeiro

POR PABLO JACOB / SIMONE CANDIDA / MARTA SZPACENKOPF

RIO — Após quase 24 horas, a baleia jubarte que estava encalhada na areia da Praia Rasa, em Búzios, conseguiu voltar ao mar. O animal, que pesa cerca de 28 toneladas, retornou para a água, mas biólogos alertam que ela ainda corre o risco de encalhar na arrebentação, pois a praia possui vários bancos de areia.



A jubarte encalhou por volta das 16h da quarta-feira. Biólogos, veterinários, técnicos ambientais e agentes da secretaria municipal de meio ambiente precisaram correr contra o tempo para tentar salvar a vida dela. Foram usados dois barcos e uma lancha, além da força dos moradores e curiosos, que ajudaram a rebocar o animal com um cabo. Antes de deixar a areia, as equipes estavam providenciando um analgésico para tentar amenizar o sofrimento do animal.


Desde o início da manhã, cerca de 200 pessoas, entre elas muitas crianças, estavam se aglomerando, jogando água sobre a baleia. Duas retroescavadeiras foram usadas para abrir uma vala em volta do animal.

— Temos uma rede de ONGs e especialistas que atuam no resgate destes animais na costa brasileira. Sei que as pessoas querem ajudar e, inicialmente, um grupo chegou a tentar a empurrar a baleia de volta para a água. Isso não é recomendável, porque a baleia tem 13 metros e pesa cerca de 28 toneladas. Se ela bate com a cauda em alguma pessoa ou tomba em cima de alguém, é morte na certa — disse o biólogo Joel Braga, da consultoria Scitech, consultoria responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praia da Petrobras.

O filhote de baleia jubarte encalhou em Búzios
Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Após 24 horas encalhada na praia Rasa em Buzios a baleia Jubarte consegue se soltar Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Voluntária acaricia baleia após molhá-la Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Voluntário joga água do mar sobre a baleia Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Cerca de 200 pessoas, entre elas muitas crianças, tentaram salvar o filhoteFoto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Após a mobilização dos moradores, duas retroescavadeiras privadas foram levadas até a praia para auxiliar no resgateFoto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Moradores de Búzios se mobilizam para tentar salvar o animalFoto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Inicialmente, os banhistas chegaram a acreditar que se tratava de um filhote de baleira jubarte. Mas especialistas do Instituto Baleia Jubarte analisaram fotos do animal e constataram, pelo tamanho, que é uma baleia jovem.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o exato momento em que o filhote encalhou, na altura do canal da Marina, na Praia Rasa.O ciclista Felipe de França Silva, de 30 anos, estava fazendo um treino próximo ao local em que a baleia está encalhada, viu o burburinho e decidiu se aproximar.

Segundo o Instituto Baleia Jubarte (IBJ), entre os programas desenvolvidos pelo Projeto Baleia Jubarte, o que realiza o resgate de cetáceos encontrados vivos ou mortos ao longo da costa é “um dos que exige mais esforço e determinação da equipe técnica”. De acordo médico-veterinária do IBJ Adriana Colosio este ano, já foram registrados encalhes de 62 jubartes na costa brasileira.

— É comum essa época do ano encalhar jubarte por causa do período de migração para sua reprodução na costa brasileira. Esse período inicia em julho e termina em novembro. Sobre os encalhes no litoral do RJ também é comum acontecer. Até hoje temos 9 ocorrência no litoral do Rio de Janeiro — conta.
Ainda não é possível explicar o porquê de a baleia ter encalhado na Praia Rasa, mas, segundo o médico-veterinário do IBJ Hernani Ramos, não está descartada a hipótese de o animal estar doente.
— Existem várias causa para o encalhe de animais vivos: os mais idosos podem estar morrendo, por exemplo; já os filhotes podem se perder da mãe. Há, ainda, casos de baleias que sofrem colisão com uma embarcação e, feridas, ficam desorientadas e, e situações em que o animal vai parar na areia porque está com alguma enfermidade. Não sabemos ainda o que aconteceu com a que está encalhada em Búzios — disse ele, que, assim como outros especialistas do IBJ, está monitorando o caso pelo telefone.

Morador de Búzios, o técnico de meio ambiente Leonardo Sandre, de 41 anos, conta que foi chamado por banhistas na tarde de quarta-feira para ajudar no salvamento da baleia.

— Eu e um grupo de cerca de 30 pessoas ficamos de 16h até 21h molhando a baleia, mas a maré baixou e não tínhamos mais o que fazer. Voltamos para lá umas 2h30 da madrugada, quando a maré voltou a subir e empurramos a baleia por uns dez metros. Mas não deu mais. No grupo tinha de trabalhadores a funcionários da prefeitura, todo mundo mobilizado. De manhã, começou a chegar reforço — conta ele.

(Do https://oglobo.globo.com/)