sexta-feira, 20 de outubro de 2017

MAR - CAIS

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Foto Alexandre Akio
Tainhas, tanhotas, gaivotas
Quando em vez
Pinguins, gambás, bergamotas

(Ivan Messiano)

MAR DO AMERICO VERMELHO

Foto Americo Vermelho









BÁSICA & CLÁSSICA

Foto Divulgação

 CASQUINHA DE SIRI
Ingredientes

500g de carne de siri limpa
2 limões
Azeite de oliva
1 cebola
2 tomates sem pele e sem semente
2 dentes de alho
2 fatias de pão sem a casca e embebidos em leite
4 gemas
1 col de sopa de farinha de rosca
½ col sopa de queijo ralado
Salsa, cebolinha, sal, pimenta do reino e pimenta vermelha a gosto.

Modo de preparo:

Misturar bem a carne do siri com o suco de um limão. Reserve.
Em uma frigideira grande refogar a cebola e o alho até ficar dourado. Adicionar a carne do siri, tomate, as ervas e o pão. Temperar com sal e as pimentas. Cozinhe tudo por mais ou menos 8 minutos. Retire do fogo e adicione 3 gemas. Leve ao fogo por mais 2 minutos.
Unte 6 casquinhas ou pratinho ou 1 grande e rechei-as com essa massa. Pincele com a gema que sobrou as casquinhas e cubra com a mistura de queijo ralado e farinha de rosca.
Leve ao forno moderado pré-aquecido até ficarem douradas.

Bom apetite:

(Fonte Online: http://mariaantoniarussi.blogspot.com.br/)

NA PRAIA, MIRANDO FUERTE!

 Foto Life/Getty Images
Este é Pablo Picasso flertando numa praia na Riviera Francesa. O pintor tinha um carisma incrível com as mulheres, que os espanhóis chamam de "mirada fuerte".

DE VIKINGS & GÊNEROS

Envoltos em capacetes de ferro, coletes de corrente e couraças, encenadores vikings dão uma ótima noção de como esses antigos corsários aterrorizam as vítimas.
FOTO DE DAVID GUTTENFELDER, NATIONAL GEOGRAPHIC

DNA revela que famoso guerreiro viking era, na verdade, uma guerreira

Novas evidências obrigam arqueólogos a reinterpretar um conhecido túmulo, e podem lançar luz em papéis de gênero nas sociedades vikings. 

Por Michael Greshko

Há mais de um milênio, onde hoje é o sudeste da Suécia, um abastado guerreiro viking descansou pela última vez. Em sua homenagem, um túmulo resplandecente foi preenchido com espadas, pontas de lança e dois cavalos sacrificados. A sepultura refletia a vida ideal de um guerreiro viking macho – pelo menos era o que pensavam vários arqueólogos.

No entanto, novos exames de DNA em ossos confirmaram uma descoberta reveladora: o túmulo pertenceu a uma mulher.

O estudo, publicado recentemente no periódico American Journal of Physical Anthropology, coloca em xeque o entendimento que arqueólogos construíram sobre os vikings – marinheiros medievais que, durante séculos, fizeram comércio e pilhagens por toda Europa.

COMO ERA A VIDA DOS VIKINGS?
Os Vikings dominaram os mares do norte da Europa por quase 300 anos. Saiba mais sobre esses grandes navegadores.

“Antes, o local era conhecido quase como o túmulo de um guerreiro viking macho ‘exemplar’”, disse o arqueólogo da Universidade Baylor Davide Zori, que não esteve envolvido na pesquisa. “[O novo estudo] atinge o coração da interpretação arqueológica: sempre analisamos com nossa própria ideia do que papéis de gênero são”.

Os conhecimentos sobre vikings sempre deram pistas de que nem todos guerreiros eram homens. Um antigo texto irlandês do século 10 conta a história de Inghen Ruaidh (“Garota vermelha”), uma guerreira, mulher, que liderou uma esquadra viking até a Irlanda. Davide aponta que inúmeras sagas vikings, como a Saga dos Volsungos, do século 13, falam das ‘donzelas-de-escudo’ que lutavam ao lado dos homens.

Mas alguns arqueólogos consideravam as guerreiras mulheres meros ornamentos mitológicos – uma crença apoiada em expectativas modernas sobre os papéis de gênero. 
Susposto macho

Desde o fim da década de 1880, cientistas enxergavam o “Guerreiro Bika” por essas lentes. Os estudos sempre indicavam que o túmulo pertencia a um homem, mesmo sem análises detalhadas das ossadas.

Como descrito na reportagem de capa de março de 2017 da revista National Geographic, tudo isso mudou quando a bioarqueóloga da Universidade de Stockholm Anna Kjellström examinou com mais atenção os ossos pélvicos e mandibulares do guerreiro pela primeira vez. As dimensões levavam a crer que os restos eram de uma mulher.

Brandindo lanças e espadas, encenadores vikings e eslavos se enfrentam em uma batalha fictícia em festival na Polônia. O que começou como pequenos grupos de ladrões se tornou exércitos que conquistaram grandes parcelas da Europa.
FOTO DE DAVID GUTTENFELDER, NATIONAL GEOGRAPHIC

A análise de Anna, apresentada em conferência de 2014 e publicada em 2016, não fez muito estardalhaço, e alguns arqueólogos retrucaram. Talvez as ossadas foram confundidas com as de túmulos vizinhos, afinal, as escavações foram feitas há mais de um século. Quem sabe os ossos não foram misturados aos de outras pessoas?

Em reposta, uma equipe liderada pela arqueóloga da Universidade de Uppsala Charlotte Hedenstierna-Jonson retornou às ossadas e extraiu dois tipos de DNA. O mitocondrial, repassado de mãe para filha, determinaria se os ossos eram de um ou de vários indivíduos. Já o nuclear, revelaria o sexo biológico.

Os resultados foram claros: a equipe não encontrou nenhum cromossomo Y e o DNA mitocondrial de todos os ossos eram equivalentes. Os restos eram de uma única pessoa – uma mulher.

Charlotte e seus colegas dizem que a mulher era, provavelmente, uma guerreira – aliás, uma respeitada estrategista. “Em seu colo, ela segurava peças de jogos”, disse Charlotte em entrevista. “Isso sugere que ela planejava as táticas e liderava o grupo”.
Vida viking

Davide ainda está fascinado pelo que a descoberta diz sobre Birka, o assentamento da era viking onde a mulher foi enterrada. Abrigando um dos maiores e mais conhecidos cemitérios vikings, o sítio também foi um próspero eixo de comércio que recebia prata árabe e bizantina trocada por peles e escravos enviados pelos rios Dniepre e Volga.

Ilustração de Evald Hansen baseada no plano original do túmulo do escavador Hjalmar Stolpe, publicado em 1889.
FOTO DE ILUSTRAÇÃO CORTESIA DE UPPSALA UNIVERSITY

Talvez como resultado do fluxo de mercadorias e pessoas, o cemitério de Birka possui um ar especialmente internacional, diz Davide. Rituais de sepultamento são diversos, vão desde queimar os cadáveres a posicioná-los sentados em cadeiras.

“[Birka] costurava o mundo viking – de comércio, trocas e pessoas se movimentando não somente para matar umas as outras”, ele acrescenta. “Revelar o tipo de ética marcial nas sepulturas também é importante: trata-se de juntar duas partes importantes do mundo viking.”

“Isso é algo que gerou muito interesse ao longo dos anos porque alguns textos mencionavam as guerreiras vikings. Agora, novas tecnologias podem nos aproximar desses textos e desses estudos”, diz ele.

(Do http://www.nationalgeographicbrasil.com/)

VENTOS SE INVENTAM

Foto Fernando Alexandre
Vento Sul suja,
Vento Sul limpa...
(Dito popular ilhéu)

SEM OSTRAS & MARISCOS

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Foto sem crédito
Santa Catarina interdita cultivo de ostras e mexilhões devido à presença de toxinas

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença da toxina paralisante em cultivos da localidade de Ilha João da Cunha, no município de Porto Belo

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS (SC) 

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca interditou de forma preventiva e por tempo indeterminado os cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões devido à presença de toxina paralisante no litoral catarinense. Desde quarta-feira (18), está proibida a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença da toxina paralisante em cultivos da localidade de Ilha João da Cunha, no município de Porto Belo. Como existe a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves, a Secretaria da Agricultura determinou a interdição. 

O PSP é causado por toxinas do grupo saxitoxina que podem causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória. Os sintomas podem começar aparecer imediatamente ao consumo dos moluscos contaminados.

Essas toxinas são estáveis e não são degradadas com o cozimento ou processamento dos moluscos. Todos os moluscos filtradores, independente se são ou não cultivados, podem acumular as toxinas. É importante salientar que a presença da PSP na água não representa risco aos banhistas.

A Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) seguirá realizando coletas para monitoramento das áreas de produção de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição das áreas afetadas.

Toxina Paralisante
Segundo o representante do Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC, doutor Luis Proença, as microalgas que vivem na água compõe a principal fonte primária de alimento dos organismos marinhos. Em condições ambientais favoráveis, o número de células em suspensão na água pode aumentar de forma significativa. Embora a grande maioria de espécies de microalgas seja benéfica, algumas espécies produzem potentes toxinas que pode ser acumuladas por organismos filtradores, como, por exemplo, moluscos bivalves.

Algumas espécies do gênero Alexandrium produzem neurotoxinas causadoras do PSP, em inglêns Paralytic Shellfish Poisoning. Essas toxinas quando acumuladas em organismos marinhos, principalmente moluscos bivalves, podem causar intoxicação de seres humanos quando consomem os organismos contaminados.

Proença explica que a presença de PSP em moluscos no litoral de Santa Catarina é relativamente rara, sendo sua primeira detecção ocorrida em 1997.

(Do https://ndonline.com.br/)


DE BARCOS & ILHAS

Foto Fernando Alexandre

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre


SUL REAL

Foto Duda Hamilton
Na boca da rua...

MAR DE TUDO

Foto Fernando Alexandre

DE ILHAS & COBRAS


MAR DE OLHARES

Foto Fernando Alexandre


DESTRUIÇÃO NO MAR

Cavalo- marinho. Foto: Projectseahorse.org
Cavalo – marinho: no mundo existem cerca de 48 espécies
De acordo com o ISeahorse.org

Cavalo- marinho, mais um peixe ameaçado de extinção


A sua forma estranha e incomum fascina, e confunde, as pessoas. O cavalo- marinho é o quê, afinal? Apesar da aparência, trata-se de mais um tipo de peixe.
Três espécies no Brasil

No Brasil existem três espécies: o Hippocampus reidi, o cavalo-marinho do focinho longo; Hippocampus erectus, o cavalo-marinho raiado e Hippocampus patagonicus, o cavalo-marinho do focinho curto. A origem do nome vem do grego antigo, hippos (cavalo) e kampos (monstro marinho).

O número de espécies de cavalos-marinhos é ponto de conflito para os cientistas, com as relações entre as várias espécies não totalmente resolvidas. O Projeto Seahorse reconhece 48 espécies. No entanto, este número é susceptível de aumentar com mais pesquisas taxonômicas.
Habitat dos Cavalos- marinhos encontrados no Brasil

As três espécies brasileiras estão distribuídas ao logo da costa. Habitam ambientes semelhantes, com a ressalva que o Hippocampus reidi, a mais comum, ocupa tanto os estuários, quanto o mar. Hippocampus erectus e H. patagonicus ocupam o ambiente marinho, sendo raros os registros em estuários.
Ameaças: turismo desordenado e venda de amuletos no Norte…

Além da pesca incidental e desaparecimento de habitats. Em Maracaípe, ao lado da famosa Porto de Galinhas, PE, existe um santuário destes animais. Os curiosos peixes tornaram- se atração para turistas. O Mar Sem Fim visitou o local na primeira viagem pela costa brasileira, entre 2005 – 2007. Causou forte impressão o grande adensamento da região costeira, e a ocupação desordenada.

Cavalo- marinho. O processo em Maracaípe é este: os nativos pegam os animais, colocam no pote e… (foto: mar sem fim)

O turismo, que poderia ser uma solução para as populações nativas do litoral, já que a pesca apresenta um declínio irreversível, acabou resultando no desaparecimento de 80% da população de cavalos- marinhos de Maracaípe.
Cavalos-marinhos secos, vendidos como amuletos

A outra surpresa que este site encontrou foi a visita ao mercado Ver-o- peso, em Belém. Ali estão à venda pencas de cavalos- marinhos secos. Além de vários outros animais, como cobras por exemplo. E não há fiscalização. Os Cavalos- marinhos secos são vendidos como amuletos, ou afrodisíacos, conforme a crença do freguês.

Cavalo- marinho…e mostram aos turistas. (Foto: mar sem fim)

A camuflagem perfeita dos cavalos- marinhos.

Cavalos-marinhos mimetizados esta é sua única proteção contra predadores

Quando no mangue, podem ser verdes…


Ou azuis, em mar aberto…

Cavalos – marinhos tornam-se brincos, pingentes ou chaveiros no Brasil

O Brasil abriga intenso comércio doméstico de animais secos, que são vendidos em feiras-livres, mercados de artesanato, lojas de artigos relacionados a religiões afro-brasileiras ou por vendedores ambulantes que comercializam os exemplares, sobretudo na forma de brincos, pingentes ou chaveiros.
Cavalos- marinhos: 20 milhões comercializados por ano; panacéia na medicina asiática; eles fazem parte da mitologia

Matéria da Folha de S. Paulo diz que mais de 20 milhões de peixes são comercializados por ano, envolvendo 40 países e territórios. Eles existem há mais de 40 milhões de anos. Na medicina asiática o cavalo- marinho é quase panacéia, receitado para praticamente todos os males. Por isso os preços altos. Em Hong Kong o quilo pode alcançar US$ 1.200 dólares. Eles também fazem parte da mitologia, atribuindo-lhes os antigos romanos o privilégio de puxar o carro de Netuno.

Brasil: um dos maiores exportadores mundiais de cavalos- marinhos

O Brasil participa ativamente do comércio internacional de cavalos- marinhos, sendo um dos maiores exportadores de indivíduos vivos para fins de aquarismo no mundo, e o maior da América Latina (BAUM; VINCENT, 2005).
Ibama reconhece que os Cavalos- marinhos estão na lista mundial dos peixes ameaçados de extinção. Mas não toma outra providência além do reconhecimento

Um documento do órgão reconhece o perigo por que passam os peixes desta espécie, não apenas no Brasil, mas no mundo:

Para as duas espécies de cavalos-marinhos da costa brasileira, as cotas foram definidas para manter as capturas e exportações em níveis mínimos, com base nos seguintes relatos de pescadores: (1) as populações já apresentam declínios acentuados nas capturas, (2) as espécies são objeto de extração para múltiplas finalidades, (3) sofrem com a captura acidental em grandes quantidades, (4) que os seus habitats estão submetidos a ações antrópicas negativas e (5) que mundialmente os cavalos-marinhos estão ameaçados de extinção, constando inclusive no Apêndice II da Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora-CITES.

Se, como diz o documento, “as populações já apresentam declínios acentuados” por que permitir sua captura? Só mesmo no país de Macunaíma…

Outra curiosidade: os machos são os que ficam grávidos

Proposta de Plano de Gestão “para uso sustentável” de Cavalos- marinhos do Brasil- 2011 (o Plano é do Ibama, as aspas, deste site)

Depois de tudo que já se sabe, em 2011 o órgão perdeu tempo apresentando um imenso Plano de Gestão para “uso sustentável” Cavalos- Marinhos! Entre outras, o documento reconhece que estes animais estão incluídos na Lista Vermelha da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN, 2009)

Os principais motivos são:

degradação de seus habitats naturais como bancos de “capim” marinho (seagrass beds), recifes de coral e manguezais, captura incidental em aparelhos de pesca (bycatch), sobre-exploração para uso em medicinas tradicionais como peixes ornamentais, curiosidades ou amuletos

Por que proteger os Cavalos- marinhos

Os cavalos-marinhos devem ser protegidos por razões biológicas, ecológicas e econômicas. Sua extraordinária história de vida – apenas o macho fica grávido e algumas espécies são sazonalmente monogâmicas. Eles são predadores importantes de organismos que habitam o fundo; removê-los pode perturbar os ecossistemas costeiros. Eles também são uma importante fonte de renda e segurança alimentar para os pescadores de subsistência em muitas partes do mundo. As proteções para os cavalos-marinhos beneficiam muitas outras espécies e ecossistemas marinhos.

Apesar de lerdo, é importante predador

Só para se ter um a ideia. O índice de capturas do tubarão é de 55%. O dos cavalos- marinhos, 90%. Não é incrível? Assista o vídeo e descubra por que.

A reprodução do cavalo- marinho

A reprodução se inicia quando os ovos da espécie são transferidos da bolsa incubadora da fêmea para a do macho, no momento do acasalamento. … Um cavalo-marinho macho geralmente gera 100 a 500 filhotes por gestação, dependendo da espécie.

Fontes: ISeahorse.org ; ibama.org; projectseahorse.org; Folha de S. Paulo; http://news.nationalgeographic.com.

Imagem de abertura:http://news.nationalgeographic.com.

No Brasil Cavalos- marinhos tornan-se brincos, ou pingentes. Na China vendem-se animas marinhos plastificados. Quem é pior? Duro saber.

(dO https://marsemfim.com.br/)

DO OUTRO LADO DO LADO DE CÁ...

Fotos Rodrigo Garcia Lopes

Pântano do Sul, visto das dunas do Siriú, no Continente.

ALERTA EM TERRA E NO MAR

Foto Fernando Alexandre
Depois de um início de semana com sol e temperaturas elevadas, chuva deve retornar a SC

Mudança no tempo deve ocorrer nessa quinta-feira (19) e a estimativa é que as precipitações se estendam até o final de semana; Epagri/Ciran ainda alerta para o risco de temporais

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS 

Depois de um início de semana ensolarado e de temperaturas altas, a chuva volta ao Estado nesta quinta-feira (19). Conforme a previsão da Epagri/Ciram há ainda alerta de temporais em algumas regiões de Santa Catarina, sobretudo, no período da tarde.

A perspectiva para o decorrer dos dias até a chegada do final de semana também é de chuva. Segundo o Epagri/Ciram, entre as tardes de sexta e sábado a previsão permanece de precipitação em todas as regiões com os maiores volumes voltados para o Oeste. As temperaturas caem e devem permanecer na casa dos 20°C ao longo do final de semana.

Para a pesca a previsão também é de alerta. De acordo com o meteorologista Clóvis Correa a condição do mar, já para quinta, é de águas agitadas, além de rajadas de vento de até 50 km/h. As ondas deverão variar entre 1,5m e 2m.

(Do https://ndonline.com.br/)

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

APOITADAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DO ORLANDO AZEVEDO

Foto Orlando Azevedo

Lagamar
meu coração a navegar...








MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Cronico
Praia de Canasvieiras - Anos 60 do século passado

NAVEGANDO COM OS FENÍCIOS

Ilustração: phoenicia.org

Grandes navegadores da antiguidade, os fenícios eram a força predominante do Mediterrâneo

Os fenícios eram, ao seu mesmo tempo, a força predominante no mar Mediterrâneo. Descendentes dos misteriosos “Povos do Mar” que migraram da Península Arábica, chegaram à costa do que hoje é Líbano há cerca de 3500 anos e estabeleceram grandes cidades em Beirute, Byblos, Tire, Sidon e Baalbek. Neste período os fenícios, grande navegadores, eram considerados a maior potência naval.

Os fenícios conseguiram desenvolver habilidades de navegação, e a construção navios, mais avançadas que os de todas as culturas que cercam o Mediterrâneo. Estabeleceram colônias onde fosse possível para expandir seu domínio. A maioria dos empreendimentos comerciais eram por mar. Perto do fim da era do bronze, os egípcios não eram um povo marítimo, e as civilizações grega e hebraica ainda não se desenvolveram até o ponto em que poderiam fazer extensas viagens marítimas (e nenhum registro escrito é conhecido a partir desse momento).
Os fenícios, no entanto, realizaram viagens pelo Mediterrâneo para o estabelecimento de colônias e comércio. Fizeram viagens fora do Estreito de Gibraltar, no Atlântico, e extensas viagens ao longo da costa da África.

Encontros de naufrágios recentes confirmam a excelência dos barcos fenícios.

As colônias fenícias

A mais famosa foi Cartago, localizada no que é agora é a Tunísia, norte da África. Estabelecido algum tempo após 800 b. c. Eventualmente, tornaria-se uma grande cidade, tão grande que desafiou o império mais poderoso do mundo antigo: Roma.

Os fenícios criaram uma rede comercial sem precedentes que foi de Chipre, Rodes, Ilhas do Mar Egeu, Egito, Sicília, Malta, Sardenha, Itália central, França, Norte de África, Ibiza, Espanha e além das Pilares de Hércules e os limites do Mediterrâneo. Com o tempo, essa rede transformou-se em um império de colônias para que os fenícios atravessassem os mares e ganhassem a confiança para chegar a lugares tão distantes como a antiga Grã-Bretanha e a costa atlântica da África.


“Os fenícios realizavam comércio através da galé, um navio movido a velas e remos, e são creditados como os inventores dos birremes, tido como o melhor navio da antiguidade”. Gregos e romanos copiaram e aprimoraram o modelo.

Os navios fenícios ‘inventaram a quilha’

Os fenícios eram famosos na antiguidade por suas habilidades na construção de navios. Foram creditados pela invenção da quilha, atiradora no arco, e calafeto (para vedar a entrada d’água) entre as tábuas. Das esculturas assírias em Nínive e Khorsabad, e descrições em textos como o livro de Ezequiel, na Bíblia, sabemos que os fenícios tinham três tipos de navios.

Os navios de guerra

Os navios de guerra tinham uma popa convexa, eram impulsionados por uma grande vela quadrada, num único mastro, e dois bancos de remos (um birreme). O comprimento era sete vezes maior que sua largura, para carregar o número necessário de tripulantes, remadores e guerreiros. Tinham um convés e estavam equipados com uma ram baixa no arco. A popa era igual aos navios de carga, mas a proa era muito diferente. A proa de um navio de guerra fenício era em si uma arma. Ela tinha um esporão de bronze de várias formas, usado para investir e furar o casco dos navios inimigos (na verdade quem primeiro uso esta arma foram os navios egípcios). Nos lados dos navios foram pintados os olhos comuns, mas acima deles havia aberturas para cabos de ancoragem. Havia na proa um arco usado por arqueiros, ou catapultas, durante a batalha; e um pós-castelo no final da popa que abrigava o capitão e os oficiais. Havia dois lemes para a direção, um de cada lado da popa. Os navios de guerra tinham dois mastros, um no centro com uma vela maior e um na frente com uma pequena vela que permitia que o navio fosse manuseado em ventos cruzados.

Os navios de comércio

O segundo tipo foi para fins de transporte e comércio. Estes eram semelhantes aos primeiros, mas, com cascos largos, inchados, eram bem mais pesados. Tinham um grande espaço de carga. O comprimento era quatro vezes maior que sua largura. Entre 65 e 100 pés de comprimento, e quase 20 metros de largura. Sua capacidade de carga estava em algum lugar na região de 450 toneladas. Uma frota podia consistir em até 50 navios de carga, e elas foram retratadas em relevos sendo escoltadas por vários navios de guerra.

A tradição dos olhos na proa

A popa era curvada, decorada com rabos de peixes ou desenhos em espiral. A proa também era curvada, coberta com uma figura de cabeça de cavalo. Dois olhos foram pintados em ambos os lados, destinados a permitir que o navio visse a rota que estava tomando. Tornaram-se tradição náutica. Até hoje muitos barcos, de pesca ou recreio, levam olhos pintados na proa. De quebra, os olhos impunham medo entre seus inimigos. A tripulação geralmente não era mais do que 20 homens, incluindo o capitão-proprietário e piloto.

Viagens fenícias foram amplamente divulgadas na antiguidade

As viagens de descoberta para fins comerciais pelos fenícios e cartagineses em busca de metais preciosos ou mercados novos e mais rentáveis foram amplamente divulgadas em fontes contemporâneas. Um dos mais memoráveis foi descrito por Heródoto. O ‘Pai da História’ conta que no final do século VII aC, os fenícios foram instruídos pelo faraó Necho para circumnavigar o continente africano de leste a oeste numa viagem de três anos (não há provas, entretanto, se esta viagem realmente aconteceu).

Há quem diga que ‘se qualquer nação pudesse reivindicar ser o mestre dos mares, eram os fenícios’ (o historiador Mark Cartwright).

Fontes: http://ageofex.marinersmuseum.org; www.worldhistory.biz; phoenicia.org; www.ancient.eu;

(Via https://marsemfim.com.br)

A pesca é quase tão antiga quanto o homem,
quase tão velha quanto a fome

(J. Thoulet)

BRUMAS DO PANTUSÚLI

Olhar e clique do Murilo Mariano 

MAR DE TAINHAS

Foto Leonardo Bittencourt
 Livro sobre a pesca da tainha é lançado durante a Marejada

O fotógrafo itajaiense Leonardo Bittencourt lança neste mês de outubro, durante a Marejada, seu primeiro livro que fala sobre a cultura da pesca mais tradicional do litoral catarinense, a pesca artesanal da tainha.

Intitulado, “PESCA DA TAINHA - Tradição do Litoral Catarinense” , o livro traz uma narrativa visual, dinâmica e envolvente sobre esta modalidade de pesca, considerada patrimônio histórico, artístico e cultural do Estado de Santa Catarina. 

Realizado durante a safra de 2016, fotografias em preto e branco mostram o cotidiano dos ranchos de pesca, a espera pelos cardumes, o frenesi do cerco, a contagem dos peixes e o envolvimento da comunidade local. O livro conta com fotografias aéreas, realizadas com drone, que proporcionam uma visão ampla e única do processo. 

Uma mostra com algumas das fotografias do livro percorrerá as principais cidades do litoral catarinense nos próximos meses. Durante as mostras o livro autografado pelo autor poderá ser adquirido.
Onde encontrar:

Sobre o autor

Leonardo Bittencourt é fotógrafo, impressor e proprietário do Studio Ritratto, onde realiza trabalhos editoriais e retratos. Seu trabalho autoral transita entre o documental e o artístico enfatizando temas ligados às suas raízes e seus ideais. O litoral e a forma como o homem se relaciona com o mar é um tema recorrente em suas fotografias. Pesquisador de processos clássicos de impressão, em especial a Impressão com Platina/Paládio (1873), além de outras técnicas do século XIX.
Maiores informações: http://www.leobittencourt.com.br (47) 3348-4684 / (47) 99192-3088

CORES, MARES & MARÉS

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul

terça-feira, 17 de outubro de 2017

MAR DE BALEIAS

Profissionais trabalham no resgate da baleia na praia - Projeto de Monitoramento de Praias/ Divulgação/ ND

Baleia Jubarte desencalha de praia em Barra Velha e é monitorada por pesquisadores

Equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos segue com os trabalhos no local até garantir que o animal se afastou definitivamente das áreas de risco de encalhe 

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS (SC)

A baleia juvenil da espécie Jubarte, com aproximadamente 6 metros, conseguiu desencalhar por volta das 16h30 desta terça-feira (17) na praia da Península, em Barra Velha, no Norte catarinense. A operação do PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos), responsável pelo resgate, segue com os trabalhos de monitoramento até garantir a certificação de que o animal se afaste definitivamente das áreas de risco de encalhe. No entanto, segundo a equipe, o animal está doente, e ainda segue na praia. 

encalhe ocorreu no final da manhã desta segunda-feira (16). O animal de aproximadamente seis metros. A área chegou a ser isolada pelos pesquisadores. De acordo com o PMP-BS, algumas pessoas discordaram dos procedimentos realizados pelos pesquisadores e decidiram tentar ajudar a baleia por conta própria. Duas pessoas ficaram feridas, mas sem gravidade.

Operação

Para fazer o reboque da baleia foi necessário aguardar a maré subir, para passar as fitas e cabos. O kit de desencalhe veio de Imbituba e ajudou no processo de transporte do animal.

A operação conta com rebocador, barco de apoio, jet ski e todo equipamento necessário. Além do PMP-BS estão envolvidos na operaçao o Instituto Anjos do Mar, Corpo de Bombeiros, Defesa de Civil, Polícia Ambiental e Polícia Militar.

Segundo o professor André Barreira, as causas que fizeram a baleia encalhar e não conseguir se libertar sozinha ainda são desconhecidas. “Era um filhote grande e eles geralmente não ficam perto da arrebentação, isso é muito raro. Pode ser que ele tenha encalhado por inexperiência ou também que ele possa estar doente, mas não há confirmação”, explicou.

O PMP-BS é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

(Do https://ndonline.com.br/)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre



Foto Ildelfonso Correntes
Não há mar bravo que não amanse
(Dito popular praieiro)

MAR DE POETA

Do  ahcravo gorim 

há mão humana

o meu país arde
a galiza arde
a europa arde

há mão humana
do início ao fim

há mão humana
nas alterações climáticas

há mão humana
no abandono
no desleixo
no é meu
aqui mando eu

há mão humana
no crime

há mão humana
nos salvamentos
no heroísmo
na impotência
no espanto

no que resta nas cinzas
onde descobrem nome
há mão humana

há mão humana
há mão humana
há mão humana

não conheço outra

(torreira; 2014)

MAR DE BALEIAS

Baleia juvenil é da espécie Jubarte
Foto: Deborah Boeira / Arquivo Pessoal

Baleia encalha em Barra Velha

Uma baleia juvenil da espécie Jubarte encalhou na Praia da Península, em Barra Velha, no fim da manhã desta segunda-feira. O animal está vivo e tem aproximadamente seis metros. A baleia não apresenta nenhuma lesão.

Uma equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) foi até o local e monitora pra que ela permaneça com o orifício respiratório virado pra cima, garantindo a respiração do animal. Segundo o grupo, é preciso esperar a maré atingir o pico máximo para a baleia ficar com pelo menos dois terços do corpo coberto pela água.

Uma equipe do PMP-BS, representada pela Associação R3 Animal, está indo de Florianópolis com uma embarcação e um kit de desencalhe para realizar o resgate.
Foto: Deborah Boeira / Arquivo Pessoal

O projeto

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

(Do www.clicrbs.com.br)

MAR DE FALARES


O personagem Seo Maneca, criação do ator Geraldo Cunha, continua em sua visita pelo centro de Florianópolis! Agora junto a Alfandega ele recorda-se das sua primeira visita a "Vila Capitali", quando ainda era criança!

MAR DA LEILA PUGNALONI

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Da Leila Pugnaloni

BÁSICO & CLÁSSICO

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul num fim de tarde primaverão!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

MULHERES DO MAR

Maria Santa da Lapa, moradora da praia do Pântano do Sul, Ilha de Santa Catarina, é filha e mulher de pescador . Ela conta, com exclusividade para o Tainhanarede como era a pesca antigamente e como as mulheres participavam das atividades pesqueiras na pequena comunidade.

MAREGRAFIAS


Coração de musgo
molúsculo
minúsculo
rasga o músculo

ARRASTANDO NA NOITE

Foto Fernando Alexandre
 No silêncio e na escuridão do domingo a noite, barcos atuneiros "arrastam" na praia em busca de sardinhas vivas! Nenhuma fiscalização!

DE NOVO O VELHO E DE NOVO O MAR...


MAR DE POETA

Arte Andrea Ramos
Da griffie  poética "Cobra Coralina", textos & traços & emoções à flor da pele, naquele tempo em que acreditar era pra sempre e ainda se discutia o sexo das tainhas!