domingo, 17 de dezembro de 2017

DAS ILHAS DE CADA UM ...

Foto Fernando Alexandre

ARQUIPÉLAGO VORAZ, ALIÁS, EM QUE JAZ FRANCISCO DIAS VELHO

Das ilhas de cada um
à ilha de todos 
há mais do que podem 
as pontes; um olho
maroto se esconde 
onde?

Da ilha de todos 
às ilhas de cada um 
há mais do que póvoa 
e poste; um olho maroto se esconde 
onde?

Da ponte de ontem 
à ponte de hoje 
há sempre a sobra 
de muito que falta. 
Um olho 
maroto se esconde 
onde?

Canoa de faz-de-conta 
ou jogo de cabra-cega 
– só não vê quem não quer –, 
o lobo se esconde 
onde?

Será na casa do povo? 
Será no bolso dos tolos?

De ponte em ponte, 
de poste em poste, 
impõe-se a todos 
o sufrágio do logro. 
Pode?

(Alcides Buss)

MAR DE SABORES




GRELHADAS AO VINHO

Ingredientes

 
* 700 g de lulas limpas
* Sal, limão e pimenta do reino
* Azeite para grelhar
* 2 colheres de sopa de alho picado e frito
 * 1/2 xícara de café de vinho branco
* Salsinha picada
* Outras ervas (se quiser)


 Modo de Preparo
1 - Tempera as lulas e grelhe-as numa chapa pré-aquecida ou numa frigideira de fundo grosso.
 2 - Coloque as lulas e não mexa até que estejam douradas de um lado.
3 - Vire-as então, uma a uma, para que não soltem muito líquido (se isso acontecer, elas podem ficar duras).
 4 - Se necessário, retire este líquido assim que formar.
 5 - Quando estiverem grelhadas, acrescente o alho, o vinho e a salsinha.

DROPANDO NAS PALAVRAS




Osmar Gonçalves, um dos primeiros surfistas brasileiros,
deslizando nas ondas com uma legitma "madeirite" no Rio de Janeiro, em 1938.

Local - Surfista do lugar, nativo, que além de conhecer o pico também é conhecido e respeitado nele.
Localismo - Espécie de xenofobia existente entre os surfistas locais – moradores – que se sentem donos do pico e das ondas e tentam impedir que os de fora surfem. O localismo tem sido responsável por muitas brigas, confusões e muita violência nas águas e praias de quase todo o mundo.
Maca - Cama.
Maçaroca – Ondas grandes, encorpadas. Ex: “Dropar umas maçaroca na Silveira”.
Macaronis – Famosa onda que quebra para a esquerda sobre um reef break – fundo de coral – na Ilha de Mentawai, Indonésia, com águas sempre quentes e tamanho variando entre 3 e 8 pés. Seus melhores meses para o surf são os que vão de maio a outubro.
Madeirites – Como eram chamadas as primeiras pranchas fabricadas no Brasil nos anos 50, feitas de madeira compensada. Fabricadas inicialmente na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, por um carpinteiro chamado Moacyr, em seguida elas passaram a ser confeccionadas também por uma carpintaria localizada no Arpoador. O mesmo que portas de igreja.

NA BOCA DA PRAIA

Foto Fernando Alexandre

ARTANTÁRTICA

A primeira Bienal Antártica reúne 30 nações a bordo do "Akademik Sergei Vazilov" e leva 19 artistas em uma viagem de 11 dias ao continente gelado.

TARDE INDO...

Foto FernandoAlexandre

Noite sendo...

OS VIKINGS NA AMÉRICA

L'Anse Aux Meadows ficou desaparecida até 1960, quando foi descoberta por casal de arqueólogos noruegueses

O local da primeira colônia europeia nas Américas, estabelecida 500 anos antes da chegada de Colombo

por Allan Lynch 
BBC Travel

Enquanto guiava pela autoestrada TransCanada Highway, fui parado por um alce.
Estava na região norte de Newfoundland, no Canadá, em um trecho conhecido como Trilha Viking e que leva a L'Anse Aux Meadows, o único assentamento nórdico da América do Norte.

É lá que um momento significativo na história da migração humana aconteceu.

No ano 1000, quase meio milênio antes de Cristóvão Colombo iniciar sua famosa viagem, um barco viking, capitaneado por Leif Erikson, levou 90 homens e mulheres da Islândia em busca de um novo lar. Foi o primeiro assentamento europeu no que chamamos de Novo Mundo.

Erikson e seus acompanhantes chegaram na vazante da maré e ficaram presos nas águas rasas da baía de Epaves. Quando a maré subiu, seguiram viagem até L'Anse Aux Meadows.

Em tempos modernos, pode parecer um local inóspito, alvo de fortes ventos vindos do mar. Mas, para quem tinha cruzado o Atlântico Norte em um barco aberto, era o paraíso: florestas cheias de caça, rios com salmões maiores do que os nórdicos já tinham visto, pradarias propícias para a pecuária. Em alguns trechos, uvas selvagens cresciam - o que originou o nome que os vikings deram à região, Vinland (terra das vinhas).


Vikings chegaram à América no ano 1000, quase meio milênio antes de Colombo

O assentamento, porém, não durou muito. Menos de uma década depois, os imigrantes abandonaram o local, após seguidos enfrentamentos com as tribos nativas. Vinland caiu no esquecimento.

Por mais de cem anos, arquéologos de vários países procuraram o local do assentamento perdido de Erikson, mas foi apenas em 1960 que o assentamento enfim foi descoberto: um casal de arqueólogos noruegueses, Helge e Anne Stine Ingstad, ouviu de habitantes de L'Anse Aux Meadows histórias sobre um sítio arqueológico indígena.

As primeiras escavações revelaram vestígios de construções similares às de assentamentos vikings na Islândia e na Groenlândia. E a descoberta de um prego datado de quase mil anos atrás indicou que barcos tinham sido construídos no local.

"Quando éramos crianças, brincávamos ali", conta Clayton Colbourne, um ex-guia da região. "Não sabíamos coisa alguma sobre os vikings terem estado por aqui."

Na entrada do sítio arqueológico, um caminho estreito corta uma paisagem que mudou muito pouco desde o tempo de Erikson. O caminho leva aos vestígios das três cabanas originais e cinco ateliês do assentamento. A agência turística governamental Parks Canada recriou num local próximo modelos de alojamento e de ateliês. Neles, guias e animadores vestidos como vikings explicam como viviam os habitantes
.
Atores reencenam a vida viking no sítio histórico de L'Anse Aux Meadows

Foi em uma dessas cabanas que nasceu Snorri, o primeiro bebê europeu dado à luz no Novo Mundo, e que se tornaria um dos principais evangelizadores do que hoje é a Islândia.

Em 1978, L'Anse Aux Meadows foi um dos primeiros pontos de interesse cultural do mundo a receber o título de Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco (braço da ONU para educação e cultura).

(Do http://www.bbc.com/)

URUBUSANDO

Foto Fernando Alexandre
Destes tempos sombrios...


sábado, 16 de dezembro de 2017

LULA CÁ NA MESA...


Foto Luis Inácio
Lulas grelhadas à Algarvia
Uma receitinha portuguesa, com certeza...

Ingredientes
Lula: 1 kg
Azeite: 1 dl
Sal: quanto baste
Pimenta: quanto baste
Limão: 1
Alho: 3 dentes
Coentro: 1 ramo

Preparação
Limpam-se as lulas e temperam-se com sal e pimenta. Grelham-se, de preferência no carvão. Leva-se o azeite ao lume com os alhos picados e juntam-se as lulas já grelhadas. Tempera-se com sumo de limão e polvilha-se com coentros picados. Acompanha com batatas cozidas.

VIGÍLIA DO ALMIRANTE

Ilustração de Jeanete Musatti

"Nas solidões do gelo eterno vi pela primeira vez uma baleia azul e na refração espectral de uma aurora boreal apareceu uma tropa de sereias jaspeadas que pareciam translúcidas. De seus corpos ondulantes só se viam os seios redondos e eretos nos quais a cor do gelo e da púrpura se juntavam. Pensei nas sete filhas da Estrela Polar que vivem no mar oceano.
Suas longuíssimas cabeleiras azul-turqui varriam o tímpano no qual flutuavam a deriva com indolente voluptuosidade, como numa gôndola de arco-íris. Como se lhes fizessem guarda, flutuavam a seu redor vários ursos brancos como outros tantos tímpanos flutuantes. Os homens as chamavam com gestos suaves e assovios de fim de mundo. As vozes roucas ficavam suspensas de suas bocas em carambinas encaracoladas. Um velho lobo do mar saltou no gelo. As ondinas mergulharam com timidez de noviças e desapareceram em seu próprio resplendor.
Tem mais de metade da vida que já vou nessa lida. Tudo o que hoje se navega eu já andei. Vi tudo o que é preciso ver. E também o que não se vê. E mesmo o que ainda não é... Tudo é recordação. Não se inventa nada. Só pequeníssimas variações do já dito, acontecido e escrito. Tudo é real. O irreal é apenas um defeito da memória fraca. Experimentei tudo o que é permitido sem negar-me nada que fosse lícito e acorde com as leis de Deus e dos homens."


Trecho do livro "Vigília do Almirante",
do autor paraguaio Augusto Roa Bastos,
que narra a aventurosa viagem de
Cristóvão Colombo e sua descoberta do
Novo Mundo.
Editora Mirabilia
Tradução de Josely Vianna Baptista
Ilustrações de Jeanete Musatti.

Mero, em extinção na costa brasilera, tem sua pesca proibida

Mais vale um Bagre na linha
que dois Meros no mar
(Dito Popular)

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

NAVEGANTES

William Bligh um dos grandes navegadores da história (Ilustração: wikipedia)

Grandes navegadores da história: William Bligh e o motim do Bounty 

Por

Nascido na Inglaterra, em 1754, aos 16 anos ingressou na vida marítima como aprendiz. Mais tarde navegou com James Cook que, pessoalmente o escolheu para ajuda-lo nas cartas náuticas. Bligh é considerado um dos grandes navegadores da história. Anos depois recebeu o comando do famoso H.M.S Bounty, celebrizado no cinema pelo filme ‘O Grande Motim’. A primeira versão é de 1935, e tem Charles Laughton, no papel de Bligh, o comandante tirano; e Clark Gable no papel do amotinado Fletcher Christian. Mais recentemente, em 1962, outra versão foi para as telas com Marlon Brando e Trevor Howard.

A história e o navio

Mercadores e aventureiros ingleses pediram ao rei que cultivasse fruta- pão em suas possessões das Índias Ocidentais (ilhas do Caribe), carente de boa alimentação à época. Um navio foi preparado para a missão, o Bounty, cujo comando foi entregue a Bilgh em abril de 1787. O navio deslocava 215 toneladas, tinha 28 metros de comprimento, e largura máxima, ou ‘boca’, de 8 metros. Sua tripulação era de 44 homens. Em dezembro de 1787 eles partiram para o Cabo Horn. A ideia era pegar mudas de fruta- pão no Taiti.

O Bounty reconstruído

Chibatas na marujada

Três meses depois da partida a vida da marujada já era um inferno. O próprio Bligh contou:
…Atendendo a uma queixa julguei necessário castigar um marinheiro com duas dezenas de chibatadas por comportamento insolente e rebelde…
Naquele tempo era assim que funcionavam as marinhas. Quem saísse da linha, na opinião do Comandante, recebia chibatadas como castigo…

Tentando atravessar o Cabo Horn

Ao chegarem na região do cabo, em março de 1788, pegaram 30 dias seguidos de tempestades. Mais uma vez o Capitão tem a palavra:
…às 6h da manhã a tempestade excedeu tudo que eu conheça antes, e o mar, tangido por mudanças frequentes, tornou-se extremamente alto…

Do Cabo Horn ao Cabo da Boa Esperança

Um mês inteiro nestas condições de mar, frio intenso, e sem avanços, fizeram com que Bligh mudasse a rota. Se não era possível chegar ao Pacífico via Cabo Horn, seria através do cabo da Boa Esperança. Bligh relata:
…às 5hs da tarde de 22 de abril soprando forte o vento de Oeste, ordenei guinada no leme a favor do tempo, com grande alegria de todos a bordo. Nossa lista de doentes subira para oito pessoas nesta ocasião…

Cidade do Cabo

Exatamente um mês depois, avistaram o Cabo da Boa Esperança. Na Cidade do Cabo, já então uma possessão inglesa, pararam para reparos. Bligh explica:
…o navio precisava ser calafetado por toda parte, uma vez que se tornara tão mal vedado que fôramos obrigados a usar bombas durante todo o tempo desde a partida do cabo Horn…

Em seguida, a viagem prosseguiu até o Taiti, parando em várias ilhas, e descobrindo outras no trajeto. Ficaram nas paradisíacas ilhas do por cinco meses, onde os marinheiros se esbaldaram com as beldades locais, e respiraram aliviados por poderem descer em terra escapando dos rigores do comandante e suas chibatadas.
Já estavam embarcados há mais de ano quando estourou o motim.

O motim do Bounty

Era abril de 1789. Quantas chibatadas até chegarem a este ponto? Bilgh não fala sobre isso em seu relato. Mas detalhou a rebelião:
…pouco antes do amanhecer, em 28 de abril de 1789, o sr Christian, o chefe da disciplina, o ajudante do artilheiro, e Thomas Burkitt, marinheiro, entraram em meu camarote e me dominaram…Christian estava armado com um alfanje…Fui arrastado da cama e obrigado a subir ao convés…

Bligh e mais 18 marinheiros foram colocados num bote de sete metros de comprimento. Antes de serem largados à deriva receberam permissão para levar lonas, linhas, cabos, velas, 20 galões de água e 76 Kg de pão, e alguns bocados de carne de porco. Um quadrante e uma bússola também foram entregues. O Bounty desapareceu em seguida.

A façanha de Bilgh, um dos grandes navegadores da história

Bligh foi largado à deriva na altura da ilha de Tofua, no meio do Pacífico, então ele mostrou que, apesar de tirano, era um excelente marinheiro.


Enfrentaram todo tipo de dificuldade. De tempestades tremendas, a ataques de nativos em ilhas que paravam para se reabastecer. Uma das borrascas foi relatada e dá uma amostra dos tomentos que enfrentaram:
…às 9hs da manhã caiu uma tempestade violenta. O mar ficou muito encapelado, de modo que no fosso das ondas, a vela era inútil e, na crista, havia pano demais, mas não podíamos nos aventurar a ferra-las inteiramente porque estávamos numa situação muito perigosa e difícil, o mar entrando pela popa do barco…

5.800 Km nos Mares do Sul

Foram quase seis mil quilômetros até chegarem a Coupang, no Timor leste. No trajeto descobriram outras ilhas ainda não cartografadas. Foi um dos maiores feitos náuticos até então.
A façanha de Bligh um dos grandes navegadores da história

O Bounty em Pitcairn

Enquanto Bilgh navegava para Leste, Christian levou o Bounty para o oeste à procura de um porto seguro ao deixar o Taiti em 29 de setembro de 1789. Junto com os amotinados seguiram várias taitianas. Ele teve a ideia de ir para a Ilha Pitcairn, que fora relatada em 1767, mas sua localização exata ainda não havia sido estabelecida na época. Christian a redescobriu em 15 de janeiro de 1790. Ali Bounty foi incendiado e destruído como uma precaução contra descoberta. Christian estabeleceu-se com Isabella; ele teve um filho chamado Thursday October Christian e várias outras crianças. As questões degeneraram para violência extrema em setembro de 1793, quando cinco amotinados – Christian, Williams, Martin, Mills e Brown – foram mortos pelos taitianos em uma série de assassinatos planejados. Christian foi morto enquanto trabalhava em sua plantação, primeiramente baleado e depois executado com uma machado. Em 1794 estavam todos mortos.

O regresso de Bligh para a Inglaterra

Bligh regressou para a Inglaterra em 1790. No início, foi considerado um herói. Mais tarde, durante o julgamento, boa parte dos testemunhos da corte marcial criticavam Bligh – a opinião pública tinha se voltado contra ele.

H.M.S Pandora

Mas o Almirantado enviou a fragata HMS Pandora sob o comando do capitão Edward Edwards para capturar os amotinados e levá-los de volta para julgamento. Ele chegou ao Taiti em 23 de março de 1791 e em poucos dias todos os catorze homens ainda vivos do Bounty se renderam ou foram capturados.

“Caixa de Pandora”

De onde vem este termo? Dessa grande epopéia. Edwards não fez distinção entre aqueles que permaneceram no Bounty por vontade própria ou não; todos foram encarcerados em uma prisão construída no tombadilho superior do Pandora, apelidada de “Caixa de Pandora”. Na volta para a Inglaterra o navio encalhou na Grande Barreira de Corais. Os homens dentro da “Caixa de Pandora” foram ignorados enquanto a tripulação lutava para impedir que o navio afundasse. Edwards eventualmente deu a ordem de abandonar a embarcação e o armeiro começou a remover os grilhões dos prisioneiros, porém a fragata afundou antes que terminasse. Apenas seis escaparam. Eles foram julgados e condenados a morte pela forca.

A travessia de Bligh no bote superlotado foi uma das grande façanhas da navegação. Ela só encontra paralelo 126 anos depois, quando Sir Ernest Shackleton atravessou o pior mar do mundo, o estreito de Drake, num bote semelhante ao de Bligh, o James Caird.

(Fontes: William Bligh, O Motim a Bordo do H.M.S Bounty, Ediouro. https://pt.wikipedia.org/wiki/Motim_do_HMS_Bounty e https://marsemfim.com.br/)

LINHAS D'ÁGUA

Foto Fernando Alexandre

DA JANELA DO MEU BLOG

Foto Fernando Alexandre

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

MAR DE OLHARES

Foto de jing huang - "pure of sight" - 2010

NO URUGUAI, NAUFRÁGIO DE 1763


Navio do tesouro é o Lord Clive?
Navio do tesouro pode ser o Lord Clive, encontrado no rio da Prata em água Uruguaias

O Uruguai está em polvorosa. Pesquisadores consideram que acharam o grande navio do tesouro: o Lord Clive, da Companhia das Índias Ocidentais, que afundou defronte a cidade de Colônia do Sacramento em 1763.

Uma matéria do site infobae.com, de Janeiro de 2017, diz que a busco do navio que afundou há 253 anos faz renascer a legenda da aventura. No próximo dia 10 de Fevereiro o pesquisador Rubén Collado mergulhará no rio da Prata para tentar resgatar o navio. Segundo o pesquisador,

o navio do tesouro pode ter US$ 1.200.000 em moedas de ouro sem falar na carga de run, ópio e seda armazenada em tubos de chumbo.

Operação de resgate

Ela não será tão complicada já que o navio do tesouro está a 350 metros da costa de Colônia do Sacramento, numa profundidade de apenas cinco metros. Andrés Sobrero, director de Turismo de Colonia, afirmou quea operação de salvamento teria sobre a cidade um impacto não menos importante do que quando a UNESCO a declarou Patrimônio Histórico da Humanidade

Resgate do navio do tesouro foi declarado de ‘interesse ministerial’

O ministro da economia do Uruguai, Danilo Astori, assinou uma resolução em Setembro de 2016 dizendo que que a operação é de ‘interesse ministerial’. De acordo com a matéria, José Mujica, ex- presidente, também apoiou a operação:Em 26 de Fevereiro, 2015, poucas horas depois de deixar o cargo, o presidente José Mujica autorizou um contrato para resgatar restos, carga, e qualquer objeto no navio Lord Clive. O acordo foi feito entre o Ministério da Defesa Nacional, comando geral da Marinha, Prefeitura Naval e Ruben Collado, o pesquisador.

Collado prometeu dez por cento da sua quota à Prefeitura Naval para comprar equipamentos especiais.
Collado mostra no mapa onde está o Lord Clive

Assista entrevista com o pesquisador encarregado do resgate do navio do tesouro:

(Do http://marsemfim.com.br/)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre


Foto Pedro Manjuva
Quem quer sardinha assada chega-lhe a brasa..."

(Dito popular praieiro)

SAL, VENTO E SOL

Foto Fernando Alexandre
Escalar o peixe - abrir pelas costas, mergulhar na salmoura e deixar secar ao sol e ao vento! 
Antes da refrigeração chegar a quase todos, era a maneira milenar de conservar o pescado em boa parte do mundo e também em Santa Catarina. Era comum ver varais com peixes estendidos em toda a ilha.
Hoje é coisa muito rara! Ontem a tarde, no Pântano do Sul, numa tarde de sol e ventão nordeste - bom pra espantar as moscas - essa bela imagem!

MAR DE CRENÇAS, REZAS E BENZEDURAS...


"Entre nossos valentes e audazes pescadores existem crenças bastante arraigas, naturalmente herança dos seus antepassados. Desde que põem o pé na praia com destino à pescaria, fazem o possível para não falarem em pena de aves, em cobra etc. Quando estão preparando seus apetrechos e aparelhos de pesca, evitam que senhoras grávidas os toquem, ou passem por cima dos aparelhos. Têm verdadeiro horror quando recebem encomendas de peixes e muito principalmente quando são feitas por mulheres. Se estiverem na praia preparando-se para irem ao mar realizar o trabalho de pesca e um dos camaradas por acaso falar dos elementos já citados e por eles considerados azarentos, chegam até a desistir e, se o fazem, conservam-se contrariados, prevendo sempre o mau êxito da pescaria na ocasião. Os mais fanáticos chegam a voltar do mar, quando já estão pescando, se, por esquecimento, um camarada falar num dos elementos que eles considerem azarados.

Costumam embarcar na canoa com o pé direito. Acreditam piamente que quebranto, mau-olhado e inveja. Alguns escondem os peixes que pescaram, quando voltam da pescaria, embaixo do paineiro da canoa, para que quando chegarem na praia os "olhos grandes" não os vejam. Se um pescador tem a felicidade da fazer uma pescaria farta, os que não conseguiram na mesma ocasião também fazê-la atribuem a causa do fracasso ao poder maléfico dos "olhos grandes". Para afastá-lo, consultam uma benzedeira experimentada e entregam seus aparelhos e apetrechos aos cuidados dela, na certeza de que ela, com o emprego das suas benzeduras de efeitos rápidos e poderosos, quebrará as forças maléficas e traiçoeiras dos "olhos grandes", anulando o seu efeito diabólico, colocando-os para sempre no fundo do mar sagrado "onde o galo preto não canta" conforme cita a reza.

Se os instrumentos estiverem muito impregnados pelas forças anuladoras do quebranto, a pobre benzedeira passa por grandes sofimentos físicos no momento de praticar o ato da benzedeura contra os poderes misteriosos do mal. Boceja, verte lágrimas, espreguiça-se, enfim, fica exausta. Depois de terminado o trabalho, a benzedeira respira fundo e se dirige ao dono dos instrumentos de pesca e faz o comentário dos elementos sobrenaturais que "viu com os olhos que a terra há de comer" e dos que ela sentiu maltratar-lhe o corpo "sem dó nem piedade".

"Credo! Cruz! Virge Maria! Sô Janjão!. "Puxa que passê um bucado mali". "Si não fosse os 'contra' que carrego comigo, pra mode me defendê, e não tivesse feito a benzedura com fôia de guiné e arruda, não sê não o que haverá acuntecido".
"Tive inté arripio no fio da espinhela". "O máu zóio que butaro em riba dos seus traste de pescaria é zóio de quemá inté pimenta braba". "Vôte bicho ruim! "Credo, mô Deus, esta gente dagora não pode vê os zôtro miorá de vida". "Dargum tempo não era ansim. Quás não havia essas coisa".

Então, "seu" Janjão, que havia escutado religiosamente a "sinhá" Chica benzedeira, concordou plenamente com o que ela o expusera, e respondeu-lhe: "É, sinhá Chica, prô mode destas e dôtras é que eu acostumo a incundê os pêxe que mato em baxo do pânero da canoa". "Sinhora, quando mato um bucadinho de pêxe má mió, essas gente fica quás doida pra riba da minha canoa". "Nesse dia não posso cume nem drumi dereito, pra mode de tanto abri e fachá a boca". Fico inté com o braço dereito cansado de tanto levá a mão na boca, pra mode fazê o sinali da cruz dentro dela; mas não arresove, é quebrante muito forte".

E voltando-se para a mulher: "Eu não te disse, Noca que quando vi a Dica cáquela barrigona muito grande em vorta da minha canoa, junta cá muié do finado Zé Antonho, a oiarem muito pro lado que tava a espinhela e os pêxe que não ia arresurtá coisa boa".


SUPERSTIÇÃO DOS NOSSOS AUDAZES 
PESCADORES DA ILHA DE SANTA CATARINA

(De " Crônicas de Cascaes" 
Primeiro volume Fundação FRANKLIN CASCAES - 1956
Acervo: Museu Universitário Oswaldo Rodrigues Cabral/UFSC, pesquisa de
José Luiz Sardá )

TEMPO DE LULAS


GRATINADAS DA MARLI 
 Lulas gratinadas é um dos pratos favoritos de Marli Marafigo, lá do Bar e Restaurante do Saquinho, na praia do Saquinho, Ilha de Santa  Catarina. Ela dá sua receita, com exclusividade, para o tainhanarede.

PLANETA AZUL

Blue Planet II é um dos programas de TV mais esperados do Reino Unido

Vida marinha: BBC lança novo documentário, Blue Planet II

“Em 2001, o programa The Blue Planet (O Planeta Azul) foi assistido por 12 milhões de pessoas e vendido para 50 países. O documentário tem formato de série, dividida em sete partes.”
Quatro anos de filmagen
s
Pelas fotos dá pra imaginar o que vem por aí…

“A Unidade de História Natural da BBC passou quatro anos filmando a vida marinha em todos os oceanos do planeta com ajuda de cientistas marinhos. O produtor executivo da série James Honeyborne disse que…

…Os oceanos são o lugar mais empolgante de se estar agora porque novas descobertas científicas nos deram uma nova perspectiva sobre a vida embaixo das ondas…
Vida marinha e as novas descobertas

“Entre as descobertas recentes que aparecem no documentário está uma nova espécie de caranguejo com pelos no peito – apelidado de “caranguejo Hoff” em homenagem ao ator David Hasselhoff, do seriado de TV Baywatch.”


A série também conta com a contribuição da conhecida banda britânica Radiohead na trilha sonora. E a narração, mais uma vez é de Sir David Attenborough.

Assista o trailer de Blue Planet II


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

TEMPO DE CORVINA

Foto Divulgação
ENSOPADO DE CORVINA

INGREDIENTES:

1 corvina grande em postas, cerca de 1,5 kg
4 tomates bem maduros
2 cebolas de cabeça
Sal a gosto
1 maço de cebola verde picada
1 maço de coentro picado
1 maço de salsa picada
1 vidro de 200 ml de leite de coco


MODO DE PREPARO:

Lave e salgue a corvina e reserve
Depois pique todos os temperos e faça um refogado e reserve também
Frite a corvina, mas não frite demais
Coloque em um papel toalha para escorrer a gordura
Nessa mesma panela com os temperos, leve novamente ao fogo e despeje o leite de coco, mexa um pouco, tudo com colher de pau
Depois que começar a ferver, acerte o peixe dentro da panela, tampe e deixe mais uns 20 minutos
Depois é só servir com salada verde, arroz branco e um bom vinho branco seco.

(Fonte: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/53374-corvina-ensopada.html)

MAR-CAIS


Foto Andrea Ramos
quando vou 
voo
quando chego
até riso

(Fernando Alexandre - inverno 87)

JACK O MARUJO


Imagem relacionada

- O sr. já escreveu suas memórias, capitão?
- Já, disse Jack o Marujo. Agora posso inventar outras.

(Do Nei Duclós)

MAR DE ONDAS


Onda e clique do Paulo Goeth


TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul

SEIXAS NETTO, O BRUXO DO TEMPO


"O sonho do astrônomo, historiador, poeta e professor Amaro Seixas Netto era testemunhar a passagem do cometa Halley. Mas ele morreu dois anos antes, em 23 de maio de 1984, às vésperas de completar 60, vitimado por complicações causadas pelo diabetes. A cidade perdia assim um de seus três "bruxos", parceiro de Franklin Cascaes (1911-1983) e Meyer Filho (1919-1991) na luta pela preservação da identidade local. Sujeito de interesses múltiplos, capaz de longas conversas sobre qualquer assunto, Seixas Netto ficou célebre pelas previsões meteorológicas que, diz a lenda, não falhavam nunca. Autodidata, somava a intimidade com os ventos ilhéus à precisão dos equipamentos que, em alguns casos, ele próprio construía. Achava que o segredo era entender os sinais da natureza. Assim, conseguia estimar com semanas de antecedência o que iria acontecer. Escrevia para jornais e, mesmo com a péssima dicção - fruto do hábito tipicamente ilhéu de falar rápido -, tinha programas de rádio... ...Seixas Netto era um homem que parecia estar sempre na fronteira entre o visível e o invisível, a ciência e o misticismo.

Em "Gênese estelar e conceito de universo", livro publicado em 1969, ele revelou a convicção de que há vida além da Terra. "Os mundos habitados, no universo, escapam, certamente, a qualquer relacionamento em número; mas, em todo o universo, existe, inegavelmente, uma certa quantidade de mundos habitados por seres iguais aos da Terra. (...) Pode-se afirmar, considerando a alta percentagem probabilística, que há sistemas solares próximos com mundos habitados. Mas as distâncias são enormes e os métodos e instrumentais em uso hodierno ineficientes para medidas e comprovações", analisou. Em 1954, quando ainda nem tinha 30 anos, Seixas Netto já demonstrava erudição. "O átomo de hidrogênio, o mais simples desde o ponto de vista diagramático, consta, como estrutura fundamental, de um corpúsculo-eletrônico gravi-saltando ao redor de um núcleo, cujo ponto mais recôndito, mais íntimo, é um campo material de elevado nível de densidade na sua força de gravitação", diz um trecho do livro "A Geometria do Átomo".

"Nem deuses nem astronautas", de 1972, critica o famoso "Eram os deuses astronautas?", de Erich von Däniken, que vendeu milhões de exemplares. "Não passa de uma coletânea de 323 perguntas, todas lançadas a esmo", alfinetou Seixas Netto. "

(Perfil traçado pelo jornalista Maurício Oliveira no jornal AN, em 29/08/1999)

NAVEGANDO NO TEMPO

As antigas civilizações do Mediterrâneo se desenvolveram em torno do mar. Por ele viajavam, comercializavam e também faziam a guerra. Os arqueólogos estão fazendo grandes descobrimentos sobre os grandes barcos da antiguidade que estão mudando radicalmente a visão que tínhamos dessas civilizações!

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul

NAS ONDAS...


Ondas não servem apenas ao surfe: saiba o que a ciência acha delas

Atraindo desde atletas altamente qualificados a praticantes de fim de semana, o surfe é um esporte amado ao redor do planeta. Tudo o que você precisa é de mar, ondas e entusiasmo.

Mas se manobras radicais encantam observadores, pouca atenção se presta à ciência que torna isso possível. E que não é nem um pouco menos impressionante.

A matéria original é da BBC.

Uma onda poderia carregar a bateria de 30 milhões de smartphones

Quem já viu ondas batendo na areia percebeu a enorme energia que elas têm. E essa energia parece ser uma das mais promissoras fontes renováveis do futuro, potencialmente suprindo 10% da demanda global.

Formação das ondas

Ondas são formadas de diversas maneiras. Mas, na maioria dos casos elas são criadas pelo vento soprando na superfície do oceano. Enquanto a onda viajar em velocidade menor que a do evento, energia será transmitida do vento para a onda.
Equações podem determinar de forma precisa a quantidade de energia de uma onda

Há complexas equações que podem determinar de forma precisa a quantidade de energia das ondas. Em termos simples: o quanto maior a onda, maior sua energia. E existem poucos lugares do mundo com ondas tão grandes como Nazaré, Portugal.


As monstruosas ondas podem chegar a 30,5m de altura graças à combinação entre a posição geográfica e o relevo submarino. Geradas por tempestades no Atlântico Norte, em profundidades de até 4900 m, as ondulações são amplificadas ao se aproximarem da costa e crescem bastante.

Imagine a energia contida em uma onda tão grande quanto um prédio de oito andares. Alguns cientistas já estimaram que algumas das ondas de Nazaré poderiam carregar a bateria de 30 milhões de smartphones.

Segredos das ondas

Nazaré está longe de ser o único local amado por surfistas. O vilarejo de Teahupo’o, no Taiti, é idolatrado por eles. Suas ondas são íngremes e grandes. Nem mesmo o risco de ser cortado em pedaços pelos corais do fundo do mar afasta os interessados.

As ondas em Teahupo’o são de um tipo apelidado pelos cientistas de “surto”. Não são as maiores do mundo, atingindo um auge de 9,1 m, mas são extremamente volumosas, formadas também pelo encontro de águas profundas com uma costa rasa.


O Taiti é uma ilha vulcânica e seus recifes de coral criam um obstáculo bem íngreme para frear a onda, fazendo com que a parte superior ultrapasse a anterior. Isso deveria resultar em ondas grandes e assimétricas, mas a geologia de Teahupo’o dá origem a um efeito único: a água doce descendo das montanhas vizinhas cria canais no fundo do oceano que previnem a formação de corais. Esses canais criam ondas “limpas” e rápidas ao canalizar a água da beira para o fundo.
A jato sobre a prancha

No mar, porém, a história é outra: durante uma etapa do Circuito Mundial de 2011, o surfista australiano Mick Fanning atingiu velocidade de quase 40km/h sobre sua prancha, o que ajudou a justificar seu apelido de Relâmpago Branco.
Inspiração da natureza

Quilhas, localizadas na parte inferior de uma prancha, são cruciais para dar estabilidade e controle. Tradicionalmente, eram feitas de madeira, mas avanços tecnológicos deram espaço para plástico e materiais compostos, que melhoraram o controle em manobras radicais.

O proximo passo parece ser imitar baleias – mais especificamente suas nadadeiras.

Esses cetáceos enormes também são graciosos. Suas barbatanas possibilitam incríveis manobras submarinas, especialmente curvas fechadas. Um novo tipo de quilha tenta imitar esse comportamento ao flexionar-se em diferentes momentos de contato com a água, o que daria mais velocidade em manobras.

Outro prototipo vai mais à frente: uma quilha de superfície irregular, imitando a barbatana de uma baleia-corcunda, o que aumenta a estabilidade mesmo em ângulos mais fechados e velocidades mais baixas.

Patrulha ecológica sobre pranchas

Cientistas sabem que nossos oceanos estão mudando: estão ficando mais quentes e mais ácidos. Seus níveis também estão subindo e isso está levando a alterações climáticas (como mais tempestades), além de alterações em ecossistemas e comportamentos animais.

Para medir essas mudanças, cientistas usam barcos, sondas e até satélites para coletar uma gama de dados em mar aberto. Isso é mais difícil perto da costa, onde as águas são mais agitadas.
Quilhas de surfe com sensores: novidade que está chegando

Mas uma nova tecnologia pode ajudar a vencer este desafio: a smartfin é uma quilha que contém sensores capazes de medir uma serie de fatores na água, como temperatura, salinidade e oxigênio, por exemplo. As quilhas seriam instaladas em pranchas de surfistas voluntários.

O acadêmico Andrew Stern, fundador do projeto Smartfin e neurologista da Universidade de Rochester, nos EUA, explica que a tecnologia pode ajudar a monitorar cenários como a degradação de corais e populações de crustáceo, que sofrem com o aumento da acidez dos oceanos. Stern explicou:
Essa tecnologia tem como fatores únicos o fato de ser pequena e de baixo custo em comparação com os sensores existentes

Sendo assim, oferecemos uma nova geração de sensores que podem ser posicionados em enormes números e em locações previamente inacessíveis.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/vert-earth-41908741.

(via https://marsemfim.com.br/)

MANEMÓRIAS

Morro das Pedras - 1938, bem antes do asfalto!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

MAR DE CIMA

Imagem captada pela Nasa durante uma chuva de meteoros em 2001 - NASA

Chuva de meteoros de gemínidas terá pico na madrugada desta quinta-feira

Expetativa é que até 120 estrelas cadentes sejam registradas por hora

POR O GLOBO

RIO — Os que acreditam nos pedidos ao avistarem uma estrela cadente podem preparar uma lista para a noite desta quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, o pico da gemínidas. Esta chuva de meteoros, que acontece desde o dia 4 e vai até o dia 17, é considerada uma das principais do calendário anual, tanto em número como intensidade do brilho. E neste ano a observação será beneficiada pela lua minguante, que será apenas um fino risco no céu.

— Com as perseidas em agosto sendo prejudicadas pela Lua cheia, as gemínidas serão a melhor chuva deste ano — comentou Bill Cooke, do departamento de Mereoroides da Nasa. — A Lua fina não vai atrapalhar o show.

De acordo com o Calendário de Chuvas de Meteoros da Organização Meteorológica Internacional, o pico da gemínidas será às 04h30 desta quinta-feira, pelo horário de Brasília. No Hemisfério Sul, o radiante — ponto de onde os meteoros parecem surgir — já será visível a partir das 22h desta quarta-feira. A expectativa é que no pico cerca de 120 meteoros sejam registrados por hora.

Como o nome indica, a gemínidas se concentra na constelação de Gêmeos. A melhor forma para localizá-la no céu é procurar as “Três Marias”, nome popular do cinturão de Órion. Seguindo uma linha imaginária perpendicular ao alinhamento delas, encontra-se Castor e Pólux, as duas estrelas mais brilhantes da constelação.

Diferente de outras chuvas de meteoros, a gemínidas acontece pela passagem da Terra pela poeira deixada por um asteroide, não por um cometa. O 3200 Faetonte é um asteroide que, num distante passado, foi um cometa de órbita curta, atualmente de apenas 1,52 ano. Esse é um dos motivos para a gemínidas ser mais brilhante que outras chuvas de meteoros. Os meteoroides de gemínidas são fisicamente mais firmes, resistentes e densos que a poeira típica dos cometas, então resistem por mais tempo na estrada na atmosfera.

Esses pequenos fragmentos, do tamanho aproximado de grãos de feijão, cruzam a atmosfera a cerca de 120 mil km/h. Mas eles não oferecem ameaça, pois praticamente todos se queimam antes de tocar o solo.

O fenômeno será observável a olho nu de qualquer região do país, dependendo das condições meteorológicas. De acordo com a previsão do Climatempo, o Rio de Janeiro terá noite com poucas nuvens. O ideal é procurar um local afastado dos grandes centros, já que a poluição luminosa prejudica a observação.

(Do https://oglobo.globo.com/)

NA ESPERA E NA ESPREITA...

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