sexta-feira, 23 de junho de 2017

TEM TAINHA NO RIO DAS PACAS!

 
Fotos Fernando Alexandre
 

 
Depois de muitos anos, cercaram hoje na praia do Rio das Pacas - Solidão!
ÚÚÚÚ!!!!
Ainda não eram 10 horas quando os vigias abanaram sinalizando que tinha um cardume encostando no Rio das Pacas!
"Zé Gancheiro", canoa bordada da família Arante, ultrapassou o costão do meio e foi cercar a manta de peixes quase no canto do costão!
A "camaradagem" que fica no Pântano do Sul garrou a estrada e foi puxar a rede na outra praia!
Contadas e recontadas, 593 tainhas (quem garante é o "Barrinha"!) gradas e ovadas!
ÚÚÚÚ!!!!
Festa na praia!

E o Pântano do Sul continua perfumado pelos cheiros das tainhas fritas e assadas!

A TAINHA DO EÇA DE QUEIRÓS



ASSADA E
ALOURADA

"O peixe, por exemplo pode ser uma tainha. E aqui está como ela se prepara, ó estudiosos. Tomai essa tainha. Escamai e esvaziai. Preparai uma massa bem batida, com queijo (que hoje pode ser parmesão), azeite, gema de ovo, salsa e ervas fragrantes, e recheai com ela a vossa tainha. Untai-a então de azeite e salpicai-a de sal. Em seguida assai-a num lume forte. Logo depois de bem assada e alourada, umedecei-a com vinagre superfino. Servi e louvai Netuno, deus dos peixes...."

(Eça de Queiroz, Notas Contemporâneas, 1893)

Considerado um dos maiores escritores de língua portuguesa de todos os tempos, Eça de Queirós nasceu em Póvoa de Varzim - Portugal, no dia 25 de novembro de 1845. Grande apreciador da mesa farta e variada, sempre descreveu com riqueza de detalhes o que seus personagens apreciavam nas refeições ou mesmo nos banquetes que aconteciam em seus romances com grande frequencia. Em vários deles, a tainha está presente nos cardápios.
Mestre Eça de Queiroz pesquisou e descobriu como era um jantar greco-latino na antiguidade. E com tainha, é claro! 

MAR-CAIS

sem esperar esperantos
invento esperanças
 pra passar a língua no tempo
(Fernando Alexandre)

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

DANDO NOME ...

Foto Fernando Alexandre

AS TAINHAS E O DIVINO

"Comandante" Zenaide, pescadora de tainhas e quituteira de seu restaurante "Pedacinho do Céu", do Pantano do Sul, Ilha de Santa Catarina, versejando para o tainha na rede.
Saiba mais sobre a pesca da tainha e a festa do Divino:
www.tainhanarede.com.br / www.tainhanarede.blogspot.com.br

AMANHECE NO PÂNTANO DO SUL

CAMINHOS...


Foto e olhar da Jovita Santos

ANOITECE NO PANTUSÚLI...

Anoitecimento e olhar do Silézio Sabino

quinta-feira, 22 de junho de 2017

DEU PEIXE...

Fotos Fernando Alexandre
 
"Bruno II" e "Grande Vô" desembarcaram hoje 4 toneladas de tainhas no Pantusúli!

O Pântano continua com esse agradável cheiro de peixe e de vida!
úúúú!

É TAINHA A DAR COM PAU!


Praia de Cima, na Pinheira, 9.654 tainhas!

(via Silézio Sabino)

ÚÚÚÚ!!!!

OS PESCADORES DE TAINHAS

Foto Fernando Alexandre
Seo Jorgino e seu quinhão no lanço de ontem no Pantusúli!

DANDO NOME AS TAINHAS


Foto Fernando Alexandre


Curumari – Como são chamadas as tainhas que vivem na Lagoa do Peri, em Florianópolis.
Tainha Facão – É a tainha que já desovou e está bastante magra. O mesmo que tainha Pau.
Tainha Pau - É a tainha que já desovou e está bastante magra. O mesmo que tainha facão.
Curimã – Nome que é dado às tainhas na Bahia.
Cambira – Como são chamadas as tainhas secas – escaladas – em São Francisco do Sul e região.

TEM NEVE NO MAR

Foto sem autor identificado
Há quatro anos, o morro do Cambirela amanheceu branco de neve!

AMAR É...

Do Solda!

D. BILICA, AS TAINHAS E O FRIO...

BERBIGÃO NO PRATO

ORA ORA, POIS POIS...

"O peixe deve nadar três vezes: em água, em molho e em vinho"
(Ditado popular, via Portugal)

LETRAS DO MAR

Imagem Luis Floripa

quarta-feira, 21 de junho de 2017

ÚÚÚÚÚÚ!!!!!!

Fotos Fernando Alexandre
 
 



 

O troféu do pescador é o peixe: a alegria do mestre Didi Grande, que "patroneou" a canoa "Mariposa" no cerco!

Quando "Mariposa" escorregou pelas estivas em direção ao mar, passava pouco das três da tarde desta quarta-feira de tempo meio inforruscado.
Os vigias tinham abanado lá de cima das dunas, sinalizando que era peixe apenas para una canoa, e o apupo - ÚÚÚÚ!!!! - já corria entre bocas e ouvidos pelos becos e vielas do Pântano do Sul!
Poucos minutos depois, a praia já contava com quase uma centena de pessoas dispostas a ajudar e - quem sabe - também levar uma cobiçada tainha pra casa.
Peixe cercado, peixe arrastado em frente ao "Pedacinho do Céu Restaurante", da comandante Zenaide, pouco antes dos escombros do naufrágio da "chata"!
Contado e recontado entre gritos e pequenas e folclóricas "divergências", o veredito preciso; setecentas e "tantas" tainhas, gradas e ovadas! As "tantas" foram 27, 38 ou mesmo 51, dependendo de quem conta ou conta para os outros!
Divididos os quinhões entre os "camaradas" que participaram da pesca e os que ajudaram a puxar a rede, todos acabaram levando seu peixe.
Hoje tem festa na praia e o agradável cheiro de tainhas sendo douradas na banha de porco ou assadas na brasa vai tomar conta das casas e ruelas do Pântano do Sul!
ÚÚÚÚ!!!! 

DE OLHO NO PEIXE!...


VENDENDO O PEIXE! MESMO!

Foto Fernando Alexandre
Frita e dourada, no Capitão Ademir Petiscaria, Pântano do Sul!

MAR -CAIS

Ilhas de outono
prateiam tainhas
nas asas da luz
(Fernando Alexandre)

ÁGUAS PASSADAS...

Foto Fernando Alexandre
Águas se passam, desbotando aquarelas marinhas...

RECIFES ARTIFICIAIS

Recife artificial na Flórida: uma ideia que não deu certo.

Recifes artificias com pneus na Flórida: fracasso total 

Por

De acordo com a publicação do usatoday.com, de 2007, em 1972 cerca de 2 milhões de pneus foram jogados próximos da costa, em Fort Lauderdale. A área fica a uma distância de uma milha da costa, defronte a condomínios de alta classe. A ideia era liberar aterros entupidos, ao mesmo tempo em que se “criava” um recife artificial.

Os oceanos têm ‘mágicas’ que os ajudam a renascer mesmo com as barbaridades que os seres humanos cometem contra eles. Um dos exemplos é este: muitos substratos duros colocados no mar muitas vezes atraem vida marinha. Primeiro vem as algas que colonizam este suporte. Depois, moluscos e outras formas de vida marinha. Finalmente, estas formas de vida atraem os pequenos peixes, que são presas dos maiores, e assim por diante. Forma-se a cadeia alimentar.
Recifes artificiais no Brasil

No Brasil algumas experiências foram feitas com blocos de concreto. No litoral do Paraná o professor Frederico Brandini, da USP, comandou esta ação. Há outras, com navios fora de uso que são cuidadosamente preparados, depois afundados com o mesmo fim.
Recifes artificias com pneus na Flórida: o erro


O maior problema é que os pneus foram amarrados com nylon e aço, de modo a ficarem juntos, criando um grande recife. Mas não foi o que ocorreu. Muitos se soltaram e foram dar na praia. Outros estão “espalhados por uma área com tamanho equivalente a 31 campos de futebol.” A matéria prossegue informando que “milhares de outros também se soltaram e hoje estão atolando os recifes naturais da região.”

Ray MacAliister, professor de engenharia oceânica da Florida Atlantic University, idealizador do projeto reconhece o erro:ele não funciona. Foi uma má ideia

Outro especialista citado é William Nuckols, coordenador da Coastal America, que agora lidera um grupo de limpeza formado por mergulhadores e cientistas. William foi categórico:os recifes com pneus tornaram-se uma máquina de matar corais mundo afora em todos os lugares onde experimentos semelhantes foram tentados.

A matéria informa que, no início do projeto, até o fabricante Goodyear ajudou cedendo pneus. Acontece que eles não aguentam a força das marés, ou dos furacões comuns na região. Acabam se soltando e poluindo ainda mais o ambiente marinho. Sem falar que muitos, mesmo amarrados uns aos outros, depois de certo tempo liberam pedaços de borracha e ou componentes usados na fabricação, complicando mais a situação.

Atualização

Até hoje isso é um problema na Flórida. Matéria do theguardian.com, de 2015, diz que “funcionários da Flórida retomaram o levantamento de algumas centenas de milhares de pneus despejados de suas costas décadas atrás durante uma tentativa mal sucedida de criar um recife artificial”.

Foto: The Guardian

“Em 2007 cerca de 62 mil pneus foram retirados. O esforço de limpeza começou de novo na semana passada. Está focado no recife de artificial de Osborne, uma enorme pilha de cerca de 700 mil pneus perto de Fort Lauderdale”.

(Do https://marsemfim.com.br/)

Corda & Proa

Foto Fernando Alexandre

terça-feira, 20 de junho de 2017

SARDINHAS: APRENDENDO E ASSANDO!


Sardinha Assada

A sardinha assada é dos pratos mais apreciados da gastronomia portuguesa. Entre os meses de Maio a Agosto a sardinha veste-se a rigor e é a rainha dos arraiais populares.
Mas sabe o que deve ter em conta na hora de comprar sardinhas?

Reconheça a boa sardinha na hora de escolher

A escolha do peixe é o mais importante!
O que deve ter em conta na hora de comprar a sardinha:
* Prefira sempre sardinha fresca em vez de congelada;
*Escolha sempre sardinhas mais pequenas em vez das grandes, pois são mais saborosas;
*A sardinha deve apresentar-se rija ao toque;
*A pele deve estar brilhante;
*As guelras devem estar vermelhas;
*As escamas devem estar fixas;
* Os olhos devem estar límpidos e salientes. A córnea deve estar transparente com a pupila de cor negra;
* Se a sardinha cheirar a amoníaco ou a azedo não está própria para consumo.

Transportar
Depois de comprar a sardinha, deve transporta-la numa geleira com gelo ou num saco térmico, sempre bem acondicionada de modo a que o calor não altere as suas propriedades.

Conservação

A sardinha deve ser consumida no dia da sua aquisição. Deve ser conservada no frigorífico até 20 minutos antes de ser assada. Se não a poder consumir no próprio dia deve proceder à sua congelação.

Preparação da sardinha

Retire a sardinha do frigorífico cerca de 20 minutos antes de ser assada e coloque-lhe sal. Deve colocar umas pedras de sal nas guelras para ficar com mais sabor. Não retire as escamas nem as tripas. A sardinha deve ser assada inteira.

Ao contrario do que muita gente aconselha, não se deve colocar qualquer tipo de gordura na sardinha na hora de assar. A própria gordura da sardinha faz com que ela não se cole à grelha!

Preparação do grelhador

A qualidade do carvão é muito importante. O melhor carvão para umas boas brasas é o que é obtido através de lenha de azinho, pois mantém as brasas durante muito tempo em óptimas condições para se grelhar o peixe.
Deve acender o lume e queimar bem a grelha. Quando colocar as sardinhas a assar, a grelha deve estar bem quente.
O carvão deve arder durante algum tempo e não deve estar com labaredas na altura de colocar as sardinhas na grelha.

Grelhar
Depois do lume estar no ponto e a grelha bem quente, coloque as sardinhas directamente na grelha e deixe grelhar alguns minutos de cada lado.
Não deixe grelhar demasiado para as sardinhas não ficarem secas.

Servir
As sardinhas podem ser servidas directamente numa fatia de pão, ou no prato acompanhadas por batata cozida e salada de pimentos assados, tomate e pepino. Deve acompanhar com um vinho branco bem gelado.

Dicas
* Para retirar o cheiro das sardinhas das mãos, molhe as mãos com água fria, corte um limão ao meio e esfregue bem as mãos.
* Se optar por utilizar sardinhas congeladas, não as descongele. Lave muito bem as sardinhas, tempere com sal e coloque em cima da grelha!

ESQUEÇAM DA TAINHA...


Se inté dia di São Pêdru
Nau houvé um corso fórti
Esqueçam todus tainha
Pôs u anu foi sem sorti

(Quadra popular registrada pelo prof. A. Seixas Netto, século passado, na ilha)

A CABEÇA DE BACALHAU

Foto Decapitum Peixer
Miscelânea de algas 
cordões, caules, detritos —
firmamento

de peixes —
onde as patas amarelas
das gaivotas chapinham

ramos batem
barcos deixam rastro de bolhas
— de noite doidamente

agitam-se fosfores-
centes animálculos — mas de dia
flácidas

luas em cujos
discos por vezes uma cruz vermelha
reside — quatro

braças — no fundo assenta
um salpico
de areias esverdeadas —

amorfo titu-
beio de rochas — três braças
o corpo

vítreo pelo qual —
peixinhos velozes descem
fundo — e

eis embalo um sobe
e desce
estrelas vermelhas — uma decepada

cabeça de bacalhau entre
duas pedras — subindo
descendo.

(Poema de William Carlos Williams -  tradução de José Paulo Paes)

PESCADORES DE TAINHAS


Seo Antenor Dô Espirito Santo,  praia Retiro dos Padre, em bombinhas.