segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

ÓLEO ENVENENA ÁGUAS DO RIBEIRÃO

Foto Divulgação

Embargo da FATMA restringe atividades no Sul da Ilha

A Prefeitura Municipal de Florianópolis vem a público informar que, em cumprimento ao Termo de Embargo, Interdição e Suspensão de Atividade número 128/13, emitido pela Fundação do Meio Ambiente do Estado (FATMA), orienta a população e turistas, em caráter preventivo e temporário, a não realizar, na região que compreende a Praia da Mutuca, no Bairro Tapera, até a Freguesia do Ribeirão da Ilha (em frente à igreja), no Sul da Ilha, as seguintes atividades:

- Maricultura;
- Pesca;
- Extração/captura de berbigão, marisco, ostra, peixes e crustáceos;
- Banho ou contato primário;
- Retirada ou utilização de qualquer item da fauna e flora marinha;
- Retirada ou utilização de qualquer item da fauna e flora da região do mangue;
- Consumo e comércio de qualquer elemento ou alimento provenientes da área delimitada.

Segunda a FATMA as medidas são necessárias em decorrência do vazamento de óleo isolante de transformador registrado na região dia 16 de novembro. Por determinação do prefeito Cesar Souza Júnior, a prefeitura vai instalar, ainda nesta segunda-feira, placas informativas na região.

Dúvidas, maiores informações e detalhes sobre o conteúdo do Termo de Embargo da FATMA devem ser dirigidas ao próprio órgão estadual.


Fatma embarga atividades nas águas de parte da Tapera e Ribeirão da Ilha, em Florianópolis
Prefeitura vai instalar placas informativas para orientar a população a não se banhar, pescar e extrair ostras, temporariamente, em uma das regiões mais produtoras de molusco.



sábado, 12 de janeiro de 2013

MAR DE ILHAS

Foto Marcelo Justo/Folhapress

Aposentado mora sozinho em ilha catarinense há 18 anos
NATÁLIA CANCIAN
ENVIADA ESPECIAL A FLORIANÓPOLIS
Para algumas pessoas, ele é o zelador da ilha. Para outras, guardião, "pai" ou, até mesmo, o "dono".
O fato é que há 18 anos o aposentado Nilton Cardoso, 84, não arreda o pé da ilha do Campeche, em Florianópolis.

Hoje ele é o único morador fixo do local, que também abriga pescadores e visitantes eventuais. Mas enquanto todos voltam para suas casas, o "guardião", que conheceu o Campeche aos 11 anos, permanece ali.

"Acho que fui tombado junto com a ilha", brinca, sobre o processo do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que reconheceu o lugar como patrimônio nacional em 2000, devido sua importância paisagística e arqueológica.

Embora concentre os afazeres em uma pequena casa de madeira, escondida da faixa de areia e do olhar dos turistas, Cardoso tem um quintal pouco convencional: um reduto de mata atlântica e inscrições rupestres, envolto por areia branca e pelo mar.

Na rotina, acorda às 5h, varre folhas do chão, caminha, pesca, vê TV, lava roupas, conversa com turistas (na temporada, a ilha pode receber até 800 por dia, o número-limite) e faz a própria comida. Sobrevive com mantimentos mandados de barco todo mês por sua mulher.

Ela, os cinco filhos e os oito netos continuaram em Florianópolis. "Mas só hoje ela já me ligou duas vezes. Liga e sempre pergunta 'O que é que tu quer?'", diverte-se Cardoso, enquanto mostra o celular preso ao pescoço com uma corda e escondido no bolso da camisa.

VELHO GUARDIÃO

A história de "zelador" começou com a Associação Couto de Magalhães, entidade recreativa da qual Cardoso é um dos sócios e que possui licença de uso de parte da ilha, que é da União.

"Eu gostava de pescar pelas ilhas [próximas a Florianópolis]. Um dia, o mar ficou ruim e não pude voltar. Fiquei preso quase dez dias. Foi quando pensei: vou ficar."
Cardoso vive numa das quatro casas da associação, a que é aberta aos associados.

Histórias que fazem jus ao apelido de guardião não faltam. "Outro dia tinha quatro moças nuas fazendo uma filmagem. Corri com todo mundo daqui. Não sou o dono da ilha, mas as pessoas têm que manter o respeito, não é?", brinca Cardoso.

Vantagens de morar ali? "Aqui nada faz mal, e a vida é mais gostosa. Não tem ônibus nem carro para perturbar. O carro que eu tinha eu dei de presente", diz.

(Da Folha de São Paulo do dia 04/01/2013)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

NAS PROFUNDEZAS


 lAP Photo/ NHK/NEP/Discovery Channel
Cientistas filmam pela primeira vez lula gigante no fundo do mar
Projeto de TV japonesa e americana possibilitou imagens inéditas do invertebrado no fundo do mar


Após anos de procura, cientistas afirmam ter conseguido pela primeira vez imagens em vídeo de uma lula gigantes, em seu habitat natural no fundo do mar.


O inveterbrado de três metros de comprimento foi filmado de um veículo submarino tripulado, durante uma série de mergulhos no Pacífico, no ano passado, em uma expedição patrocinada pela TV japonesa NHK, o canal americano Discovery Channel e o Museu Nacional de Natureza e Ciência do Japão.

A NHK divulgou imagens do animal esta semana, antes de seu programa especial no domingo sobre a descoberta. O Discovery vai transmitir seu especial nos Estados Unidos no dia 27 de janeiro.


A lula, que não tem seus dois tentáculos mais longos, foi vista nas águas a leste da ilha de Chichi a cerca de mil quilômetros a sul de Tóquio, segundo a NHK. A equipe a seguiu até a profundidade de 900 metros. Pouco se sabe sobre o animal porque seu habitat dificulta as pesquisas dos cientistas, que também não sabem explicar a falta de seus tentáculos. Outros espécimes foram encontrados mortos em praias , mas nunca filmados em seu habitar, explicam os pesquisadores.


O zoológo japonês Tsunemi Kubodera, que estava a bordo do submarino durante o encontro, conseguiu atrair a lula gigante com uma outra lula menor, de um metro de comprimento. Todas as luzes do veículo estavam desligadas enquanto esperavam. A uma profundidade de 640 metros, a lula gigante apareceu e envolveu seus tentáculos na isca, a comeu por 20 minutos e depois foi embora. "Foi possível gravar o momento em que a lula gigante ataca sua presa," disse Kubodera, que estuda o animal desde 2002. Outros cientistas envolvidos na expedição, que registrou 400 horas de mergulho, foram Edith Widder, dos Estados Unidos, e Steve O'Shea, da Nova Zelândia.

A NHL afirmou ter desenvolvido uma câmera especial em alta definição para o projeto, que funciona em grandes profundidades e usa um comprimento de onda de luz especial, invisível aos olhos da lula.

Segundo Kubodera, o que tornou o encontrou possível foi a união de pesquisa científica, tecnologia e a isca certa, e o projeto vai ajudar a entender melhor a fauna do oceano profundo. Depois de mais uma década mergulhando em busca da lula gigante, ele se deleitou com o momento em que se viu cara a cara com o animal. "Ela apareceu apenas uma vez, de 100 mergulhos. Então, em um relacionamento de dez anos em que procuro pelas lulas gigantes, dessa vez, foi ela que veio ao meu encontro," afirmou.

(Com informações da AP)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

NOVA CARTEIRA DE PESCA


Nova carteira de pescador profissional começa a ser distribuída nesta quarta-feira
 O Ministério da Pesca e Aquicultura, entrega na próxima quarta-feira (9), a partir das 15 horas, em Brasília, as primeiras 90 novas carteiras de pescador profissional, mais modernas e resistentes.

Essa primeira remessa será destinada aos pescadores do Distrito Federal, que atuam em especial no Lago Paranoá. Ao longo de 2013 mais de um milhão de carteiras serão distribuídas, com tecnologia QR Code para armazenamento de informações. 
Antes de recebê-las, porém, os pescadores assinarão um protocolo de entrega do MPA com dispositivo de segurança para combate a fraudes.
Além de permitir uma fiscalização mais ágil e segura das atividades no setor pesqueiro, a nova carteira garante mais tranquilidade aos profissionais da pesca. Em 2012, o MPA desburocratizou a concessão da carteira, ao eliminar a necessidade de renovação periódica. Este processo prejudicava aqueles que vivem e trabalham em locais distantes ou remotos.
A solenidade, na sede do MPA, será transmitida por videoconferência para as superintendências federais da pesca e aquicultura do País.

BARBATANAS DE TUBARÃO


Parlamento Europeu proíbe retirada de barbatana de turbarão

 A prática de pescadores de retirar as barbatanas de tubarão e atirar os animais de volta ao mar, muitas vezes ainda vivos, sofreu um forte revés. O Parlamento Europeu proibiu a atividade nos navios que estejam operando em águas da União Europeia assim como em todas as embarcações registradas no bloco e que estejam em qualquer outro lugar do mundo.

Nos últimos anos tem ocorrido um aumento da demanda por barbatanas de tubarões - especialmente para o cozimento de sopas na China, onde são consideradas iguarias. Lá elas podem ser vendidas por até 1.000 (cerca de R$ 2.700).

O apetite pelas barbatanas, porém, acabou ameaçando várias espécies do animal, que tem um papel vital para manter o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Eles são particularmente vulneráveis à sobrepesca por causa da sua lenta taxa de crescimento e a baixa presença de indivíduos juvenis. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, um terço das espécies de tubarão está ameaçado de extinção.

O posicionamento do Parlamento Europeu passa um sinal forte para o mundo contra a prática, em especial porque é dos navios que têm sua bandeira ou que atuam em suas águas que parte a maioria das barbatanas exportadas. A decisão, no entanto, ainda depende de aprovação dos Estados-membros para que leve a uma lei definitiva.

Esse texto poderia fechar uma brecha nas leis da União Europeia - apesar de proibirem a prática em seus portos, elas autorizavam que pescadores com permissões especiais desembarcassem barbatanas e corpos de tubarão em portos diferentes.

Grupos conservacionistas por anos fizeram campanhas contra a União Europeia por conta dessa leniência. Portugal e Espanha ainda emitem permissões, sendo os espanhóis os maiores exportadores de barbatanas.

A votação foi comemorada por ONGs ambientalistas como Oceana, Pew Environment Group e Shark Alliance como um importante passo para o fim da prática.

(Do Estadão e agências)

sábado, 5 de janeiro de 2013

PREVISÃO PARA SÁBADO E DOMINGO


VEM AÍ O SALMÃO TRANGÊNICO

Foto AP
Salmão transgênico (maior, ao fundo) ao lado do tipo comum; animal modificado cresce duas vezes mais rápido
Estados Unidos dão sinal verde a salmão transgênico

A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) afirmou que um salmão transgênico que cresce duas vezes mais rápido que o normal não causaria grande impacto ambiental, o que abre caminho para a aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para ser consumido por humanos.
A agência ainda fará uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas veem a declaração como o último passo antes da aprovação.

Em 2010, a FDA afirmou que o peixe era seguro como alimento, mas não tomou outras medidas desde então.

Empresários da Aquabounty, que produz o peixe, especulam que o governo tem prorrogado qualquer ação por pressão de grupos que se opõem aos transgênicos.

Críticos, que chamam o salmão de "frankenpeixe", temem que ele possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgênica procriar na natureza --sem contar os questionamentos éticos envolvidos.

A empresa, que já gastou mais de US$ 67 milhões para desenvolver o peixe, afirma que há medidas protetoras contra problemas ambientais --uma delas é que só seriam criadas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena porcentagem pudesse se reproduzir.

O peixe transgênico recebeu um gene de hormônio do crescimento do salmão do Pacífico, que é mantido "funcionando" o ano inteiro por meio de um gene de um peixe similar a uma enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.

Ainda não está claro, porém, se o público aprovará o peixe, caso a FDA dê seu aval.

Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem saber que estão comprando peixe transgênico, já que o produto não seria acompanhado de qualquer aviso caso seja decidido que ele tem as mesmas propriedades do convencional.

A empresa diz que o novo salmão é similar ao "normal" em sabor, cor e textura.

(Das agências)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

PÂNTANO DO SUL, SEGUNDO A RBS

Tradicional colônia pesqueira, a praia do Pântano do Sul tem faixa de areia larga e mar tranquilo
Foto Duda Hamilton
Pântano do Sul mantém as tradições dos descendentes de açorianos na Ilha
A presença de pescadores garante ótimos restaurantes com comida à base de frutos do mar

Uma das colônias pesqueiras mais tradicionais de Florianópolis e de todo o Estado de Santa Catarina, a vila do Pântano do Sul é formada principalmente por descendentes de açorianos que ainda preservam os costumes locais. Durante todo o dia, barcos chegam com frutos do mar frescos para abastecer os restaurantes da região e de toda a Ilha. Por isso, os restaurantes próximos à praia são um dos grandes destaques do Pântano.

Um dos restaurantes mais famosos, o Bar do Arante, é conhecido por ter as paredes cobertas por bilhetinhos deixados pelos clientes. O local acabou se tornando uma referência gastronômica e cultural de Florianópolis. A maioria dos pratos é à base de frutos do mar. Outras ótimas opções de restaurantes no Pântano do Sul são o Pedacinho do Céu, especializado em cozinha açoriana, o Canoa Grande e o Mandala Bar e Restaurante.

A praia do Pântano do Sul é comprida e larga, ótima para caminhadas. O mar possui águas claras e em grande extensão mansas, com ondas suaves, o que atrai muitas famílias. A praia, delimitada ao Norte pela Ponta do Marisco e ao Sul pela Ponta da Régua, possui cenários diferentes ao longo de seus mais de dois quilômetros de extensão.

No centro da comunidade, ao Norte, o Morro do Pântano forma uma enseada que protege este pedaço do vento. Nesta parte o mar é calmo e vai se aprofundando suavemente. Seguindo em direção ao Sul, no entanto, a praia se abre para o oceano e para a ação dos ventos. Neste trecho as águas são mais bravas e buracos formados pelo repuxo podem enganar os banhistas.

A porção Sul é conhecida como Praia das Açores, onde as águas agitadas são muito procuradas por surfistas. A balneabilidade do Pântano é considerada ótima, já que a praia não recebe canal de esgoto. Na temporada, fica bastante movimentada.

Apesar da qualidade incontestável dos frutos do mar oferecidos no Pântano do Sul, quem visitar a praia tem a opção de praticar atividades além da apreciação gastronômica. Perto do costão, por exemplo, ficam barraquinhas que oferecem passeios de barco para a Ilha do Campeche, Lagoinha do Leste e Naufragados, entre outros.

O trecho de águas calmas da praia é ideal para andar de caiaque, que pode ser alugado ali mesmo na areia. Já no trecho conhecido como Açores, onde as ondas são mais propícias para a prática do surfe, existem pelo menos duas escolas que ensinam o esporte para iniciantes. Confira a lista de todas as escolas de surfe associadas à Associação Catarinense das Escolas de Surfe (Aces).

Além de caminhadas pela própria praia, do Pântano do Sul saem várias trilhas famosas: as principais são as que levam para a Lagoinha do Leste, de dificuldade moderada e duração de cerca de uma hora; a da Cachoeira da Solidão, onde se chega após cerca de 10 minutos andando; e a de Naufragados, trilha de 40 minutos que passa pela Praia da Solidão e proporciona uma vista panorâmica de córregos.

Quem estiver em Florianópolis em fevereiro e se interessar por manifestações culturais, tem a chance de conferir de perto cerimônias de festejos para Iemanjá, que são realizadas na praia por algumas casas espíritas. O dia oficial de Iemanjá em todo o Brasil é 2 de fevereiro.

O Pântano do Sul é, ainda, um antigo sítio arqueológico. O Sambaqui da região é formado por antigos depósitos de conchas, restos de cozinha e de esqueleto amontoados por tribos de índios carijós que habitavam o local.

Na região do Pântano, inclusive bem próximo à praia, existem várias opções de pousadas e de apartamentos para aluguel durante a temporada.

Como chegar

De carro: partindo do Centro, da avenida Governador Gustavo Richard acesse o túnel Antonieta de Barros e em seguida a Via Expressa Sul. Pegue a SC-405 e depois a SC-406. Siga em frente pela Estarda João Belarmino da Silva e depois pela Estrada do Saquinho.

De ônibus: no Terminal do Centro (Ticen), pegue a linha Costa de Dentro (563).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

SEM SUSHI

Foto Divulgação
Está faltando atum no mercado catarinense
Maior parte da produção de SC é vendida para São Paulo, que paga melhor

por Danilo Duarte
danilo.duarte@diario.com.br
O alto consumo de sushis e sashimis no mercado catarinense e a crescente demanda pelo pescado em SP são apontados como os fatores que explicam a escassez de atum nas peixarias e nas casas especializadas em comida japonesa de SC.

De acordo com o Sindicato da Indústria da Pesca de Itajaí (Sindipi), 90% de tudo que é produzido em SC está indo para SP, o grande consumidor do país, o que provoca o desabastecimento por aqui.

— A produção em Itajaí gira em torno de 900 toneladas anuais das três espécies de atuns para o mercado de sashimi. Nesta época, a produção diminui um pouco porque a frota se dirige mais para o Norte do país. Há desembarques do peixe aqui no Estado, mas eles vão para São Paulo — explica o coordenador técnico da Câmara Setorial de Atum no Sindipi, Marco Aurélio Bailon.

Conforme o Ministério de Pesca, SC lidera a produção nacional de atum e peixes assemelhados, que são pescados juntos. Em 2011, foram 25,3 mil toneladas em SC e o total do país foi de 52 mil toneladas.

Em Itajaí, cidade com o maior porto pesqueiro do país, oito dos 27 boxes do Mercado Público normalmente vendem o atum. No entanto, de acordo com Janine de Oliveira, coordenadora da estrutura mantida pela prefeitura, apenas um dispõe do peixe agora.

— Segundo os comerciantes, a oferta de atum diminuiu entre 35% e 40% nas últimas semanas. A expectativa é de que o abastecimento seja retomado no final de janeiro.
Comércios de frutos do mar da Capital também reclamam da situação. Segundo o empresário Rapha Alves, dono da Ilha Pescados, os carregamentos vinham com peixes beirando os 90 quilos. Hoje, as peças oscilam entre seis e sete quilos. Enquanto isso, os preços têm ido na direção contrária. De R$ 13, passou para R$ 18.

No Mercado Público da Capital, o consumo do atum tem crescido, principalmente com a abertura de casas de sushi, explica Fillip Santos, da tradicional venda de pescados Nelson Santos. Mesmo com dois fornecedores do Rio de Janeiro para venda na banca, a falta de mercadoria tem sido recorrente.

— Até existe atum sendo oferecido no mercado, mas a qualidade da carne não é tão boa porque a melhor parte vai para a exportação.

Restaurantes dasabastecidos

Com praticamente toda a produção catarinense indo para o mercado paulista, os restaurantes de comida japonesa em Santa Catarina registram a falta do atum e precisam resolver o problema na hora de atender os clientes. Na Lagoa da Conceição, o dono do Nigiri Sushi Bar, Eduardo Campos conta que, há pelo menos três semanas, tem enfrentado dificuldades no abastecimento do peixe.

— Quando consigo encontrar, acabo pagando mais caro ou então deixo de oferecer os pratos para o meu cliente, o que resulta num prejuízo de vendas caso ele não aceite outra opção — explica o empresário.

Sócio do Kimitachi, outra casa especializada de Florianópolis em pratos a base de peixes, Paulo Hashimoto diz que as receitas utilizam atum como ingrediente representam 15% do que é comercializado pelo restaurante. Ele afirma que há falhas na entrega desde novembro, em pelo menos dois ou três dias por mês. Segundo Hashimoto, a explicação que recebe é a semelhante à ouvida pelas peixarias.

No Litoral Norte, a falta de atum é algo recorrente durante a temporada de verão, explica o dono da Japa Temakeria, em Balneário Camboriú, Régis da Silva Bovo. O motivo, conforme ele, é o preço e, por conta disso, muitos restaurantes que servem sashimi e sushi à base de atum substituem o peixe pelo agulhão. De acordo com Bovo, o pescado similar tem a mesma coloração, a diferença é uma textura mais grossa.

— Nós pagamos R$ 35 o quilo do atum, enquanto São Paulo paga
R$ 50, então os pescadores preferem vender lá. Tenho estoque de atum para trabalhar até o dia 10 de janeiro. Depois disso, se não conseguir comprar mais, vai faltar _ alerta.

Em Joinville, uma peixaria do Mercado Público Municipal vendeu há pouco todo o atum que tinha e não há previsão de nova entrega. Em Blumenau, a falta do atum foi menos sentida pelas peixarias e restaurantes japoneses da cidade.

No Sushi Yuzu, que recebe o produto a cada dois dias, a falta da mercadoria fresca foi sentida há três semanas, mas o fornecimento foi normalizado antes do Natal. O mesmo ocorre no Restaurante Chinês, da Rua XV de Novembro, no qual o peixe fresco foi entregue quinta-feira de manhã.

O presidente da Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Similares em SC (Abrasel-SC), Fábio Queiroz, aponta que o preço dos frutos do mar tem subido e que, a cada ano, aumenta a dificuldade para encontrar produtos a preços competitivos.

— Alguns peixes da região estão cada vez mais difíceis de serem encontrados, salvo salmão e outras espécies, que normalmente são importados — explica.


A origem do atum

Os atuneiros, barcos especializados na captura do atum, seguem até alto-mar. A pesca do atum é feita em águas oceânicas, onde a temperatura é mais baixa e o mar mais profundo.

A partir de 200 quilômetros da costa e até 200 metros de profundidade, são lançados os espinhéis (longas linhas com 1 mil a 3 mil anzóis no fio).

Depois de duas ou três horas, os cardumes são recolhidos e colocados nos porões das embarcações até serem descarregados nos armazéns refrigerados.

O peixe que chega no barco ainda vivo é o que mais vale em termos de preço para o atum usado para sushi e sashimi.

O tamanho do atum pode variar entre 80 cm e 2 metros na costa brasileira e chegar a 150 quilos. O atum azul pode chegar a 4,5 metros e o peso a 680 quilos, espécie encontrada no Mar Mediterrâneo.

( Do DC - www.clicrbs.com.br e  Sindipi, Bíblia do Pescador e Ministério de Pesca e Aquicultura

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

MISTÉRIOS DO FUNDO DO MAR



Círculos misteriosos no fundo do oceano
No Japão, o mergulhador e fotógrafo Yoji Ookata encontrou formas e desenhos desconhecidos no fundo do oceano, feitos na areia.
Com câmeras posicionadas, o "artista" foi desvendado: um pequeno baiacu, que, utilizando a barbatana, esculpe estes desenhos na areia, usando também pequenas conchas e pedras para enfeitar (e que serão usadas como nutrientes para os filhotes). A fêmea usa os círculos como orientação no fundo da água para encontrar o macho e procriar, e então deposita os ovos no centro do círculo

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

TODA VIDA, SENTADINHO AQUI...

Na caminhada para a "vigia" do Costão, Seo Arante fez uma pequena pausa no banco que costumava sentar todos os dias, olhando o mar da porta de seu bar! 

TEMPO INFORRUSCADO, TRIBUZANA À VISTA!


Foto Fernando Alexandre
Previsão do Tempo 
 (esta semana excepcionalmente do Diário Catarinense)


A previsão de chuva intensa nesta sexta-feira e sábado (acumulados entre 80mm e 160mm) fez a Defesa Civil emitir um alerta. O Estado de Atenção ocorre devido ao risco potencial de enxurradas, deslizamentos e alagamentos especialmente no Litoral e Vale do Itajaí.

A entidade também alerta para o perigo à navegação. O vento sul persistente e com intensidade moderada e forte por alguns momentos (entre 60 e 80km/h) deixa o mar alterado com ondas mais altas, com altura de série entre 1 metro e 1 metro e meio e os picos mais altos entre 3 metros e 4 metros, trazendo risco para atividades de pesca e navegação na costa catarinense.

Na madrugada e manhã desta sexta-feira, a chuva será forte e persistente na Grande Florianópolis, Litoral Norte e Vale do Itajaí com acumulados entre 60mm e 80mm. Pela manhã, alguns bairros e localidades podem apresentar em pouco tempo valores próximos e superiores aos 60 ou 80mm previstos para região.

No decorrer da tarde, a chuva persiste no Litoral Sul com menos intensidade e pode sessar no Oeste e Meio Oeste com o avanço de uma massa de ar mais seco pelo oeste do RS.

Durante o sábado ainda há condições de chuva isolada e menos significativa (entre 5mm e 15mm) na maior parte do Estado, permanecendo mais concentrada no Planalto Norte e Litoral Norte com volumes entre 30 e 60mm.

(Do Diário Catarinense e Defesa Civil)

MORTE NO MAR

Foto Danirel Conzi/Agência RBS

Peixe mero é encontrado na Beira-mar Norte em Florianópolis
Animal corre risco de extinção e é protegido por lei desde 2002

Um peixe conhecido como Mero apareceu morto nesta quinta-feira de manhã na Beira-mar Norte em Florianopólis. O animal marinho, que media 2,5 metros de comprimento e pesava mais de 200 kgs, foi localizado por volta das 9 horas, perto da Escuna Sul. Devido ao tamanho, o animal está sendo retirado do mar pela Companhia de Coleta de Lixo e será encaminhado para a Polícia Ambiental.

O aparecimento do peixe chamou a atenção de pesquisadores ter risco de extinção. Uma equipe do Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul do Brasil, de Itajaí, foi mobilizada e iria recolher amostras para determinar a causa da morte. Também foram acionados profissionais do Projeto Meros do Brasil.

As hipóteses para a morte do peixe são de que um anzol grande tenha perfurado algum órgão, de que a poluição do mar tenha afetado a saúde do animal, de tenha sido pego por uma rede ou que ar tenha entrado no pulmão.

O mero é um peixe que costuma ser encontrado em águas rasas de áreas de coralinas ou rochosas. Vive sozinho e é considerado territorialista. Apesar de ser da costa do Nordeste do Brasil, tem rota pelo Sul.

Desde setembro de 2007 está proibida a pesca, captura, transporte e comercialização do mero pela portaria 121/2002 do Ibama. Quem for pego infringindo alguma destas regras pode ser multado de R$ 700 a R$ 1 mil ou receber detenção de 1 a 3 anos para pescadores.


Pesquisador do Projeto Meros do Brasil explica por que espécie está ameaçada de extinção
Uma fêmea de mero, prestes a desovar, foi encontrada morta na Baía Norte, em Florianópolis

Por Júlia Antunes Lorenço

julia.antunes@diario.com.br
Encontrado morto na tarde desta quinta-feira, em Florianópolis, o mero surpreendeu até mesmo os pesquisadores do Projeto Meros do Brasil. O estudioso Maurício Hostim foi um deles, que ficou admirado com o animal — o maior já visto pela equipe. 

Hostim é professor da Universidade Federal do Espírito Santo e fala sobre a raridade dos meros no Oceano Atlântico e explica por que é proibido pescar esses peixes.

DC — Por que a pesca foi do mero foi proibida?

Maurício Hostim — Se olhar os antigos materiais, pescar o mero era muito comum. Mas os próprios pescadores começaram a nos questionar que o mero estava desaparecendo no nosso Litoral. Eles têm uma agregação reprodutiva, quando os meros se reúnem para se reproduzirem. Eles ficam muitos vulneráveis à pescaria e fazem com que as pessoas saibam os locais e a data onde eles estarão. As pessoas mapeavam e encontravam vários desses animais, acabavam matando antes da desova. Em 2002 foi a primeira portaria de proibição, prorrogada por cinco anos, a segunda foi em 2007 também prorrogada por cinco anos, e a terceira veio neste ano, mas foi prorrogada por três anos.

DC — Ainda é ameaçado de extinção?

Hostim — Ainda está em extinção sim. Foi feita uma avaliação internacional e no mundo inteiro o mero está como criticamente ameaçado. Se passar deste nível, ele está extinto da natureza. Depois só sem laboratórios ou cativeiros.

DC — Mas é possível saber quantos exemplares existem?

Hostim — Não tem dado suficiente para isso. É um animal que vive 40 anos e precisa melhorar tecnologia, para avaliarmos o estoque. Essas tecnologias começamos a usar de 2007 para cá, com a apoio da Petrobras Ambiental, que está nos fornecendo recursos financeiros para aplicar novas tecnologias. Estamos começando a crescer agora. Mas temos tido boa receptividade da comunidade. As pessoas acham mais interessante bater foto dele embaixo da água, porque é muito mais raro. Trocar a imagem de matador do pela de contemplador.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.diario.com.br)

O SOLITÁRIO SENHOR DAS PEDRAS

Foto Divulgação/Meros do Brasil
 O mero é encontrado nas águas da Flórida a Santa Catarina. Numa das línguas indígenas do Brasil, o tupi-guarani, foi batizado de Senhor das Pedras – Itajara – pois abriga- se na escuridão do mar, próximo aos naufrágios, pilares de pontes e rochas. É um solitário.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

ADEUS, ARANTE!





Fotos Andrea Ramos

A despedida de Seo Arante encheu de emoção a praia do Pântano do Sul.
Foram muitas as homenagens : na Igreja, na porta do bar do Arante e no jazigo da família.
 Manezinho muito querido e respeitado em toda a Ilha de Santa  Catarina, especialmente na comunidade onde viveu seus 77 anos, Arante José Monteiro foi fundador do  Bar e Restaurante do Arante,  conhecido mundialmente.
Era filho de Zé Gancheiro, um dos pescadores mais antigos da praia  e foi casado por  mais de 50 anos com a doce Dona Osmarina. Pai do  Arantinho, Amarildo, Armando, Amarante, Alan, Sérgio e Marcelo. E amigo de centenas de outras pessoas,  para quem a praia do Pântano do Sul nunca mais vai ser a mesma.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

UM MANEZINHO CHAMADO ARANTE!

Foto Andrea Ramos
E VIVA O DEDÉ!

"Essa gente da cidade não é "manezinho."
Nos meus tempos de guri "manezinho"era o tolão, mal arrumado, de tamanco no pé.
E naquele tempo ninguém gostava de ser chamado de "manezinho."
Hoje é que virou moda."
Arante José Monteiro, 15/04/1937 - 25/12/2012

E VIVA O DEDÉ!

Foto e montagem Andrea Ramos


Arante José Monteiro, 15/04/1937 - 25/12/2012

sábado, 22 de dezembro de 2012

MAR DE TODOS

Foto Andrea Ramos
Quirino Simião Borges, 47 anos, nascido e morado na Praia do Saquinho, no Sul da Ilha de Santa Catarina. É pescador, pedreiro, músico e dono do Restaurante do Saquinho, onde sempre serve o peixe que pesca, é casado com a Marli e pai do Eduardo e do Ricardo. Seus pais, Simião e Inácia, foram um dos primeiros moradores do lugar.

MAR DE VERÃO



Foto Flávio Neves/Agência RBS
Pescador vende peixe para turistas na praia de Canasvieiras, em Florianópolis

Além de comercializar, ele também limpa o animal no meio da praiaUma cena um tanto inusitada indignou alguns turistas e despertou curiosidade em outros, na manhã desta sexta-feira na praia de Canasvieiras em Florianópolis.

 Um pescador achou um jeito diferente de vender os seus peixes e a fórmula deu certo. Ele levou os animais para a praia e vendia próximo às ondas. Quem comprasse, ainda levava o bicho limpo.
—Limpar o peixe facilita a venda—, disse Augusto Klingelfus. 
Mas ver escamas e vísceras jogadas na areia não agradava alguns banhistas. Teve gente que reclamou dizendo que os pedaços eram lixos. Já outros achavam a cena curiosa e até fotografavam. Alguns ainda levavam alguns quilos.
— Isso vira comida para o peixe—, explicou o pescador apontando para os restos levados pelas ondas.
E completou:
—Isso aqui não é lixo. Tem coisa que é bem pior.

A explicação de Augusto para o método de venda é que o rancho dos barcos fica próximo e não há espaço para fazer a limpeza. A única opção para ele foi usar a praia. O método deu tão certo que apenas de manhã já havia vendido mais de 90 quilos de parati, peixe pequeno normalmente tirado do mar por rede de arrasto ou tarrafa, pescada ainda na madrugada desta sexta.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Foto Rodrigo Garcia Lopes
MANASOTA KEY

Nas páginas do mar
pelicanos em linha
escrevem as sombras de seus peitos
ao quase tocarem uma onda.
O sol rascunha rubros
bilhetes de despedida, toda tarde.
Golfinhos, suas barbatanas
relatam os rudes caminhos
pela pradaria das baleias.
Mergulhões redigem sua escrita kamikaze,
suicida, invisível por instantes.

Nas páginas da areia
(cujas conchas são suas obras completas)
fósseis negros de dentes de tubarão
escrevem a autobiografia
de dois milhões de anos.
Rastro de guaxinim,
seu romance de aventura
da duna à estrada.
Um siri deixa sua assinatura
sobre marcas de pneus de um SUV.
Garrafa com uma mensagem, um pen drive
com a história de um naufrágio.

Nas páginas do céu
nuvens ancestrais e sempre-novas relatam
suas viagens sobre o mundo, infinitas.
Furacões emplacam best-sellers
sobre o Golfo do México
enquanto folhas de outono caligrafam no ar
ideogramas precisos,
memórias do vento.
Satélites traçam haicais de luz.
A lua amarelo-limão descreve seu brilho solene
sobre as palmeiras da Flórida.

Eu não escrevo nada.


Rodrigo Garcia Lopes
(dezembro de 2012, The Hermitage Artist Retreat, Manasota Key, Flórida)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

SEM MAR...



 MAR... QUE FALTA, exposição ao ar livre que ocupa o Largo Victor Meirelles de 17 a 21 de dezembro. Todos os dias, ao anoitecer, uma programação com performances, música e audiovisuais. Artistas participantes: Bruno Ropelato, Clara Fernandes, Clélia Mello (concepção do projeto Mapeando a Ilha), Coletivo Instagramapolis (organização André Paiva), Edmilson Vasconcelos, Flávia Fernandes, Grupo FORA, Ledgroove, Luciano Boletti, Maurício Muniz, Marlon Aseff (diretor do filme "Caminhos de Valda"), Raquel Stolf, Paulo Bruscky e Zuleika Zimbabue.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

EM PÂNTANO DO SUL, DEZENOVE HORAS!


Tarde indo,
a noite sendo...

Clique aqui e veja mais, online!

PRIMEIRAS LULAS

Primeiras lulas desta temporada já começam a aparecer nos "cercos" - redes fixas - do Pântano do Sul.
Estas acabaram de sair das redes do mestre Aldemir e foram diretas para a cozinha do "chef" Fábio da Lapa para serem servidas no restaurante e petiscaria "Capitão Ademir".
Com o calor e o aquecimento das águas provocado pelo vento Sul, os primeiros cardumes já devem estar chegando para a alegria de todos!