quarta-feira, 23 de setembro de 2020

terça-feira, 22 de setembro de 2020

JACK O MARUJO

Capitão De Mar, Marinheiro Idoso Marinho Com Tubulação Ou Bluejacket,  Marinheiro Com Barba Ou Marinheiro Dos Homens Curso Pelo Na Ilustração do  Vetor - Ilustração de idoso, curso: 108846768
-Levantar âncora! disse Jack o Marujo.
- Capitão, estamos no bar!


MAR DE BALEIAS




Sobrevoo de monitoramento registra 42 baleias-francas entre SC e RS

Um total de 42 baleias-francas foram avistadas no monitoramento aéreo realizado nos dias 17 e 18 de setembro no litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Eram 20 mães acompanhadas de filhotes e 2 adultas sozinhas. Esse foi o principal sobrevoo de monitoramento da Temporada 2020, já que setembro é o auge do período reprodutivo das baleias-franca, quando um maior número de indivíduos é registrado no litoral sul do Brasil. O próximo sobrevoo está previsto para novembro, no fim da temporada. 

Intitulado expedição ProFRANCA, o sobrevoo estendido é uma ação conjunta do programa de monitoramento das baleias-francas da SCPAR Porto de Imbituba (SC) e do Projeto Franca Austral, realizado pelo Instituto Australis, com patrocínio Petrobras. 

Além do tradicional monitoramento que abrange a região da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, entre Torres, no Rio Grande do Sul, e Florianópolis, Santa Catarina, o percurso foi estendido e iniciou no município de Santa Vitória do Palmar, extremo sul gaúcho, percorrendo cerca de 1.000 km de costa até a cidade de Penha no litoral norte de Santa Catarina.
Dentro da área regularmente sobrevoada em anos anteriores, entre Florianópolis (SC) e Torres (RS) foram avistadas 30 baleias, sendo (15 mães acompanhadas de filhotes), um número menor que observado em setembro do ano passado, quando foram avistadas 52 baleias no mesmo trecho. 

BAIXO NÚMERO 

Segundo Karina Groch, Diretora de Pesquisa do ProFRANCA, “o baixo número de baleias foi uma surpresa, pois este ano as baleias chegaram na região mais cedo, o que em geral é um indicativo de um número maior de baleias virem se reproduzir no litoral do Brasil. Além disso, estamos tendo um ano muito atípico em termos de distribuição das baleias, com ocorrência mais ao sul. E temos feito contato com os pesquisadores que atuam nas outras áreas de concentração de baleias-franca no Hemisfério Sul, que também estão registrando números menores que em 2019”. 
A maior concentração foi registrada em Laguna (SC), com 24 indivíduos, seguido de Mostardas (RS), com 10 baleias, Jaguaruna, 6 baleias e Capão da Canoa (RS), 2 baleias. Além das baleias, foram avistados grupos de toninhas (Pontoporia blainvillei), pinípedes (lobos e leões marinhos) e golfinhos nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus).
A equipe de monitoramento aéreo, formada por 1 a 2 observadores e um fotógrafo, faz o censo e o registro da localização dos indivíduos, além da fotografia das baleias. As fotos serão utilizadas na identificação dos indivíduos adultos, possível através de calosidades que cada animal possui sobre a cabeça, únicas para cada baleia-franca, como se fosse uma impressão digital. 
Segundo os pesquisadores que participaram do sobrevoo, diversos fatores podem influenciar no número de baleias em áreas reprodutivas avistadas neste ano. “A variação pode estar atrelada a fatores como a disponibilidade de alimento antes da migração e a reprodução desses animais na Argentina, que é uma área mais próxima às zonas de alimentação, localizadas na Antártica”, afirma Gilberto Ougo, oceanógrafo da empresa Acquaplan que integrou a equipe da expedição.

MONITORAMENTOS

Um monitoramento sistemático a partir de terra está sendo realizado pelo projeto ProFRANCA ao longo de 15 pontos fixos na região da APA da Baleia Franca. A metodologia empregada dá continuidade aos estudos de longo prazo realizados pelo Instituto Australis, para avaliar a abundância, o padrão de distribuição, a sazonalidade e o comportamento das baleias-francas. 
Na região do Porto de Imbituba, o Programa de Monitoramento integra o Plano de Controle Ambiental (PCA) da SCPAR Porto de Imbituba, Autoridade Portuária. Realizado há 12 anos, o trabalho abrange duas metodologias: monitoramento aéreo e terrestre. Por terra, a observação ocorre em pontos fixos nas enseadas das praias do Porto e da Ribanceira, entre os meses de julho e novembro, e é executado pela empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental e o 
Instituto Australis.

O monitoramento da frequência dos cetáceos na região possibilita que o porto estabeleça controles operacionais voltados à conservação da espécie. “As informações coletadas ao longo da temporada permitem analisar a frequência de uso e comportamento das baleias, a fim de garantir a segurança e a conservação da espécie em harmonia com as operações portuárias”, avalia Camila Amorim, oceanógrafa e gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da SCPAR Porto de Imbituba.

As baleias-francas

A baleia-franca é uma espécie ainda ameaçada de extinção no Brasil, e conta com uma população estimada em 500 indivíduos e uma taxa de crescimento de 4% ao ano. Os números são resultado de uma tese de doutorado apresentada este ano, contemplando a uma análise de 15 anos de dados dos sobrevoos de monitoramento da espécie. A realização e continuidade deste monitoramento sistemático de longo prazo é fundamental para acompanhar a recuperação populacional da espécie no sul do Brasil.

(Para saber mais visite www.baleiafranca.org.br e acompanhe nossas redes sociais @institutoaustralis.)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

domingo, 20 de setembro de 2020

MAR DE POETA


M
 O      O
S  ONHO  S
      FA   ZEN    DO      
         HARA       KIRI          

(Fernando Alexandre - Primavera/90)

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Na costa brasileira, o plâncton bioluminescente ocorre com frequência na Ilha do Mel, entre os meses de agosto e setembro. Foto: Reprodução/Internet

Começa temporada de praia “iluminada” por plâncton na Ilha do Mel 

por Redação JB Litoral

Alguns sortudos já tiveram a oportunidade de caminhar à noite, pela praia, e se encantar com uma luminosidade diferenciada vinda do mar, produzida por algumas espécies marinhas. Assim como o vaga-lume, alguns peixes, moluscos, algas, dinoflagelados e entre outros, principalmente no ambiente marinho, possuem uma característica interessante: a bioluminescência.

Essa característica diz respeito à capacidade de um ser vivo de produzir luz fria e visível, e é gerada por reações químicas. Aqui no litoral do Paraná, especialmente na Ilha do Mel, está aberta a temporada de plâncton bioluminescente, conjunto de organismos que ficam suspensos na água e englobam seres fotossintetizantes e pequenos animais – geralmente mais abundantes entre agosto e setembro.

Embora seja uma reação química comum da natureza, a luminosidade não deixa de impressionar, até mesmo quem mora na região e já está acostumado com a beleza das luzes. O empresário Carlos Gnata conta que adora admirar o efeito destes pequenos animais nas ondas do mar, e que sempre sugere a paisagem aos hóspedes. “Para quem tem o interesse em ver o efeito do plâncton, é bem surpreendente. É possível vê-lo em noites de lua nova ou quando não há lua, quando está mais escuro e a possibilidades de observar é bem maior”, disse.

Pesquisas mostram que este tipo de espetáculo é causado por bactérias bioluminescentes e por algumas espécies vegetais marinhas, como algas, que emitem uma luz parecida com neon que realça no movimento das marés. Apesar de boa parte da bioluminescência marinha apresentar uma coloração entre o verde e o azul, algumas espécies de peixes produzem um brilho vermelho.

De acordo com o biólogo Caio Fernandes, a incidência do plâncton no litoral do Paraná é de coloração verde devido à formação de manguezais, com riqueza em materiais orgânicos. “A bioluminescência ocorre quando há o movimento de águas mais quentes. Esses ‘microbichinhos’ do mar funcionam como filtradores e aparecem apenas em ambientes livres de poluição”, ressaltou.

Fenômeno também acontece em outras praias do litoral

O professor dos cursos de Oceanografia e Engenharia de Aquicultura, do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UPFR), campus Pontal do Paraná, Luiz Mafra Junior, comenta que o fenômeno pode ser observado em outras praias do litoral paranaense, mas que, realmente, a visualização é facilitada na Ilha do Mel, onde a iluminação artificial é bem mais escassa à noite.

Além disso, ele explica que, provavelmente, os meses de agosto e setembro são a época do ano de maior incidência dos registros pois há mais presença dos microorganismos bioluminescentes na região. “Fatores como correntes marinhas predominantes, quantidade de chuva e a direção e intensidade do vento na superfície da água do mar podem levar a um maior acúmulo destes organismos planctônicos bioluminescentes“, diz.

Nas praias do Sul do Brasil, nesta época do ano, é comum a presença de dinoflagelados, como a espécie Noctiluca scintillans, que produz a bioluminescência e é a mais associada ao fenômeno na região.

No litoral paranaense, os organismos bioluminescentes mais encontrados são os da espécie Noctiluca scintillans. Foto: Reprodução/Internet

Mais luz

Conforme o biólogo Caio Fernandes, “a bioluminescência é uma reação química natural que ocorre com alguns micro organismos marinhos, que usam essa técnica para atrair presas ou afastar predadores”. O plâncton é “aceso” quando ocorre alguma agitação na água – quanto maior, mais forte é a intensidade do brilho.

Normalmente, o movimento das ondas ou até mesmo dos barcos na navegação ajudam a criar os efeitos mais intensos. Caio diz ainda que “a incidência desse fenômeno está relacionada à quantidade de nutrientes nas águas. Quanto mais matéria orgânica, maior a chance de ocorrer uma bioluminescência”.

Plâncton sobrenatural

Existem relatos de que, no século 17, exploradores espanhóis tentaram fechar a baía de Mosquito Bay, no Caribe, para tentar impedir a formação da bioluminescência. A justificativa era que o fenômeno foi criado por forças maléficas sobrenaturais. Porém, a atitude causou o efeito contrário.

Ao reduzir o fluxo de água na baía, foi aumentada a concentração de vitamina B12 que era liberada pelas árvores dos manguezais, com isso, a quantidade de micro organismos disparou. Em um balde de água retirado da baía, era possível encontrar cerca de 750 mil seres.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

MAR DE FALARES


Rapásh, si tú não sábish jogá a tarráfa ainda, ishpía êssi tutoriáli cu pái fêsh insinându dereitínhu. Êssi vídiu fôi másh uma parcería du Dezarranjo Ilhéu cu Chico Bateira​ u mônshtru dásh paródia. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

PESCA ARTESANAL PROIBIDA?

Praia da Armação será um dos locais que passará por fiscalização – Foto: Anderson Coelho/ND

Floram fiscalizará turismo e pesca irregular no Sul da Ilha

Cumprindo determinação judicial, equipes de diferentes órgãos ambientais apurarão presença irregular de equipamentos e construções em cinco praias da região

FELIPE BOTTAMEDI, FLORIANÓPOLIS

A Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), junto a outros órgãos, deu início nesta quarta-feira (9) a um levantamento para apurar a presença ilegal de equipamentos e construção de pesca e de suporte ao turismo no Sul da Ilha de Santa Catarina. A ação será feita na região costeira de cinco praias localizadas entre o sul do Morro das Pedras e a Ponta do Fuzil, no Pântano do Sul.

O intuito é regularizar ou remover o que estiver inadequado. Os órgãos atendem a uma determinação da desembargadora federal Marjôrie Cristina Freiberger, que acatou uma ação civil pública movida em 2018 pelo MPF (Ministério Público Federal).

Também são réus da ação o IMA (Instituto do Meio Ambiente), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Dentre os objetivos da ação civil do MPF está a realização de um estudo detalhado das interferências irregulares na região, que comporta APPs (Áreas de Preservação Permanente), construções históricas e locais turísticos; o que contribuiria para a preservação ambiental do local, argumenta o órgão.

Serão alvos da fiscalização construções referentes à pesca e ao turismo, como ranchos de pescadores, trapiches, restaurantes, estabelecimentos hoteleiros, entre outros. Assim como equipamentos náuticos: embarcações, redes, armadilhas, cabos e outros apetrechos de pesca.

Embora não tenha determinado prazo específico, o TRF-4 definiu que o descumprimento da ação acarreta multa diária de R$ 5 mil a cada órgão.
Fiscalizações

De acordo com Rafael Polleto, procurador da Prefeitura de Florianópolis, as fiscalizações seguem um cronograma montado junto aos outros órgãos alvos da ação. Para tanto, os órgãos dividiram toda a região em cinco áreas.

Começando pela praia do Caldeirão, no Morro das Pedras, a agenda de fiscalização ocorrerá na ordem das praias, sentido Sul. Nas próximas cinco semanas, sempre nas quartas-feiras, as equipes fiscalizarão as outras praias que integram o trecho – Armação, do Matadeiro, Lagoinha do Leste e Pântano do Sul.
Toda a região costeira entre a praia do Caldeirão e a Ponta do Fuzil será fiscalizada – Foto: Google Maps/Divulgação/ND

Os fiscais identificarão os responsáveis pelas interferências na região, como também apurarão se há documentos que permitam a atividade. Construções ligadas à pesca, mesmo que não integrem a faixa de areia, também serão alvo da fiscalização.

Cada situação (redes, trapiches, etc) é regularizada por um órgão distinto, o que explica em parte o número de réus envolvidos no processo. A título de ilustração, a regularização dos trapiches depende do aval tanto da Floram, quanto do IMA e da SPU (Superintendência do Patrimônio da União).

“Por exemplo, ao vermos um trapiche, buscaremos os responsáveis para ver se há as autorizações necessárias. Tendo autorização, não será feito nada. Mas caso a pessoa não tenha autorização, e não seja possível regularizar, então será aplicado uma medida de retirada. Mas seguindo o processo administrativo, e respeitando o contraditório” explica Polleto.
Equipamentos e ranchos de pesca, além de estabelecimentos serão fiscalizados – Foto: Anderson Coelho/ND

Pescadores temem contenção

Pescadores consultados pela reportagem temem que a medida afete a categoria. Eles acreditam que a falta de instrução por parte de alguns trabalhadores e as burocracias necessárias para o processo afasta muitos pescadores da regularização. A irregularidade atingiria principalmente as embarcações menores, ressaltam.

Aldori Aldo de Souza, presidente da Apaaps (Associação de Pescadores Artesanais da Armação e do Pântano do Sul), afirma que a Justiça deveria ter ouvido os pescadores antes de ter tomado a decisão. A primeira visita dos fiscais, na última sexta-feira (4) já era para tratar das regularizações.

Para Aldo, as medidas têm que ser cautelosas para não suprimir a cultura local. “Quero meu espaço e continuar fazendo o que foi passado pelos meus antepassados” ressalta.
Preservação ambiental, conservação de monumentos históricos, contenção da ocupação irregular

A ação civil movida pelo procurador da república Eduardo Barragan, e que deu início ao processo, é bastante ampla e não se restringe à pesca. Entre outras coisas, o procurador da república Eduardo Barragan solicita um estudo detalhado sobre os bens da União presentes nesta região costeira.

Isso inclui, além das APPs (Áreas de Preservação Permanente), as comunidades nativas presentes, o zoneamento urbano da região, e pontos em que há trilhas de relevância cultural. Diante das construções irregulares, será feito o levantamento das datas de prestação do fornecimento de água e luz e certidões de ocupação.

O levantamento é necessário, argumenta Barragan, para conter a ocupação e o uso irregular do território. E também a promoção da recuperação do meio ambiente. O procurador cita, por exemplo, a necessidade de “cessar o lançamento de efluentes não tratados nas águas costeiras do mar territorial”.

Para Barragan, os órgãos seriam responsáveis por não tomar “nenhuma medida efetiva para impedir a continuidade diuturna dessas intervenções [ilegais], tampouco efetuarem a remoção das construções, a recuperação do Meio Ambiente”.

(Do https://ndmais.com.br/)

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

NO MAR PROFUNDO


"O enigma das ondas é o sétimo livro de poemas de Rodrigo Garcia Lopes, um dos mais instigantes e inquietos poetas brasileiros que vem, desde os anos 80, construindo uma sólida carreira literária, com vários títulos publicados por esta casa editorial.

Rodrigo Garcia Lopes traduziu Epigramas, de Marcial, O nave­gante (anônimo anglo-saxão), Rimbaud, Whitman, Apollinaire, tendo apresentado as obras de Laura Riding e Sylvia Plath ao leitor brasileiro. Também lançou um livro de entrevistas com personalidades da arte e cultura norte-americanas, um romance policial, dois álbuns de canções e coeditou por doze anos a revista Coyote, publicando poetas e prosadores brasileiros e do exterior.

O enigma das ondas revela um poeta em plena maturidade, que reacende a força e a relevância da poesia, mostrando que ela pode explorar em profundidade, e em registros múltiplos, a realidade contemporânea e a existência. Em 91 peças, o volume traz poemas líricos, políticos, críticos, satíricos e reflexivos.

Seus poemas enfrentam o mundo esteticamente e exibem uma urgência vital em nossos tempos turbulentos, como em “Selvageria”: “No fim o desembargador era o chefão de uma milícia assassina / E o incêndio na favela celebrado com fuzis e buzinas. / Mais cadáveres encontrados na lama da barragem / E o coronel torturador ganha mais uma homenagem [...]”. Ou momentos líricos como “Na praia, junho”: [...] os olhos bordejando as ilhas distantes / antes mastigaram o nevoeiro / nossos corpos satisfeitos e ainda quentes / lendo as pistas que os detetives noturnos não seguiram / os pés imprimindo em sua passagem / a sensação de uma vida acontecendo / limpa como a areia após a onda”.

Poesia como investigação, aven­tura da palavra, forma de co­­­nhe­cimento do mundo.

Pela abrangência de questões, pelo esmero estético, O enigma das ondas é um momento alto da poesia brasileira recente."

(Samuel Leon - Editor)

"Que língua fala Rodrigo Garcia Lopes? Aposto que nem ele mesmo sabe, do contrário não seria poeta. Mas seu enigma nos toca. Mais que isso, especialmente em tempos de pandemonium e pandemia, seu enigma em forma de onda nos leva a realizar o melhor aéreo reverso da sensibilidade. Com essa proeza, trocamos o confinamento pelo mundo lá fora, que nos espera em tormenta, como pressentido pelos personagens de Hopper, ou em epifania epigramática, como na língua de Marcial. Palavras, poemas e capítulos são ondas dentro de ondas. Mas o livro como um todo não é um mar: é ainda outra onda, densa e leve como as melhores ondas costumam ser. Janelas das palavras abertas, atingimos o lábio dessa onda e voamos para descobrir que a poesia em que vivemos está tomada de realidade. Uma onda é um monumento momentâneo. Mas O enigma das ondas durará."

(Vitor Ramil)

MARISCOS DO DON PABLO

Foto Duda Hamilton
Porque hoje não é sábado...
Ai vai...

O que precisa

 -1 kilo de Mariscos, pré cozidos e sem casca
-  2 cebolas roxas
- 2 dentes de alho
- 2 tomates médios
- 1 pimentão vermelho médio
- 2 limões galegos...

Fazendo...

 Tudo bem picadinho, para temperar, suco dos 2 limões galegos, uma pitada de vinagre de maçã, azeite de oliva extra virgem, sal pimenta do reino moída na hora e grãos de coentro a gosto. 
Para finalizar um pouco de salsinha bem picadinha, se mistura tudo e se deixa descansar por no mínimo meia hora. 
Comer sozinho ou com uma bolachinha, torradinhas ou pãenzinhos e uma cervejinha bem gelada. 
Buon apetit mon ami!

( Do Pablo Corti, arquiteto de gostosuras e otras cositas más!)

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

CAMARÃO BEBUM


Camarões flambados na cachaça
Deliciosos camarões flambados na cachaça.

Ingredientes
Número de doses: 2
10 camarões (grandes e limpos)
2 colheres de sopa de azeite
20 g de manteiga
1 dente de alho (picado)
2 ramos de tomilho (fresco)
2 ramos de alecrim (fresco)
1/4 de xícara de salsinha (picada)
100 ml de cachaça
Sal
Pimenta do reino (a gosto)

Preparação
Aqueça uma frigideira média em fogo alto, coloque o azeite e a manteiga e espere esquentar.
Coloque os camarões na frigideira com cuidado. Arrumando-os de forma que não fique um em cima do outro.
Tempere com sal, pimenta e as ervas.
Acrescente o alho picado e vire os camarões. Deixe dourar por mais 1 minuto.
Retire a frigideira do fogo e coloque a cachaça e volte rapidamente a frigideira ao fogo. Neste momento o álcool pegará fogo sozinho. Abaixe o fogo e espere apagar sozinho.
Quando acabar de flambar retire a frigideira do fogo e junte a salsinha.

CAMINHOS...

Foto Fernando Alexandre

Todos levam...
Alguns levam a memórias...

QUEM?




O FUTURO MANDOU LEMBRANÇAS

O dia, velho cigano, se encerra, 
levando seu ouro para a China.
A noite está fresca na retina.
Quem vai herdar nossa miséria?

A vida uma comédia, só que séria: 
Praias tão vazias, páginas tão pálidas
de tanto mistério, de tanto serem lidas.
Quem vai herdar nossa miséria?

Amigos distantes, estas linhas aéreas,
Instantes que foram isso, nada, espuma, 
vislumbres, madrugada, alguma lua. 
Quem vai herdar nossa miséria?

Minha dor mora onde outros tiram férias.
O passado é um rio que não regressa
e o presente, essa falsa promessa:
Quem vai herdar nossa miséria?

Uma sílaba no ar ainda reverbera.
Dunas mudas, dorso negro de montanhas, 
o céu, lápide ardósia nessa quase manhã. 
Quem vai herdar nossa miséria?
***

NA PRAIA...


Em alguma praia deserta da memória...

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

FRENTE FRIA

Chegada de nova frente fria pode ocasionar queda de neve no Sul do Brasil – Foto: Divulgação/Casal na Montanha/ND

Chegada de nova frente fria pode ocasionar registro de neve no Sul do Brasil

Segundo o Instituto de meteorologia Climatempo, com a possibilidade de uma forte frente fria no feriadão da Independência, no dia 7 de setembro, o fenômeno pode se repetir

Mesmo com as temperaturas altas registradas nos últimos dias, e fora de época, na região Sul do Brasil, o frio pode voltar antes do começo da nova estação, é que uma frente fria pode trazer uma nova possibilidade de neve no dia 7 de setembro.

De acordo com o Climatempo, modelos numéricos de previsão do tempo indicam que duas massas de ar frio podem entrar no Brasil, com intensidade moderada.

A primeira chega ao Rio Grande do Sul no dia 1º de setembro. Algumas simulações computacionais indicam que a onda de frio vem forte, com uma massa de ar polar intensa que alcançaria até 1042 hPa na região da Bacia do Prata, entre o Argentina e o Uruguai.

Outras simulações, no entanto, apontam que esta massa polar seria apenas moderada. Na maioria das rodadas há a indicação de um ciclone extratropical intenso na costa do Rio Grande do Sul.

A segunda frente fria é mais forte, e indica a possibilidade de frio intenso no feriado da Independência, 7 de Setembro, que vai ser prolongado. Pela configuração observada no dia 25 de agosto, há indicação de um padrão típico de neve.

Neve

A temperatura despencou em várias regiões do País no fim da semana entre os dias 20 a 23 de agosto. Na Região Sul do Brasil, várias cidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram temperaturas abaixo de zero; além de neve, geada e chuva de granizo.

Neve não deve chegar em SC

Conforme o meteorologista Piter Scheuer, ainda não há previsão de neve para Santa Catarina. No entanto, a chegada de uma frente fria no início de setembro vai provocar queda de temperaturas e registrar mínimas próximas dos 7°C.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

TRABALHADORES DO MAR

 Foto Fernando Alexandre
"Lôro" - Pântano do Sul

NA PRAIA...


Praia do cassino, Rio Grande do Sul, 1905 

DE VOLTA AO MAR

Treze pinguins são soltos em praia de Florianópolis após reabilitação – Foto: Divulgação/R3 Animal

Segundo grupo de pinguins é solto após reabilitação em Florianópolis

Considerando os dois grupos de animais que foram resgatados nesta temporada ao menos 33 pinguins já puderam retornar ao mar após cuidados em terra

Treze pinguins-de-Magalhães foram (Spheniscus magellanicus) foram soltos na praia do Moçambique, em Florianópolis, na manhã desta terça-feira (25), após um período em reabilitação.


As aves soltas haviam sido resgatadas no litoral catarinense entre junho e julho, pelas equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos e reabilitadas no centro do R3 Animal, em Florianópolis.

Das 13 aves, sete foram resgatadas pela equipe da Udesc de Laguna e três pela equipe da Univille, na região de São Francisco do Sul.

Outras três aves foram resgatadas pela equipe da R3 Animal, nas praias da Ilha de Santa Catarina.

Todos os pinguins passaram por exames complementares, realizaram o teste de impermeabilização das penas e receberam um microchip com um número de identificação.
Outros 20 pinguins já haviam sido liberados

Este é o segundo grupo a ser liberado desde o início da temporada anual de migração dos pinguins, iniciada em meados de outono e que vai até setembro. Nesse período, as aves começam a fazer o caminho de volta até suas colônias na Patagônia.

Liberação dos treze pinguins aconteceu na manhã desta terça-feira (25) em Florianópolis – Foto: Divulgação/R3 Animal

O primeiro grupo, com 20 pinguins, foi solto no dia 3 de agosto. Em 2019, 67 pinguins foram reabilitados com sucesso e soltos pela R3 Animal. Onze pinguins seguem em reabilitação.

Os pinguins que encalham nas praias, em sua grande maioria, são animais juvenis, estão em seu primeiro ano de vida e encaram pela primeira vez a longa viagem de migração.

Como são inexperientes, é comum que alguns animais tenham dificuldade em se alimentar, se percam dos bandos e fiquem debilitados, encalhando nas praias.

Também existem aqueles que interagem com petrechos de pesca. Mesmo não sendo fauna alvo de pescarias eles podem ser capturados incidentalmente. É a chamada captura bycatch, ou seja, não intencional.

Caso um pinguim seja encontrado na praia, não é recomendado alimentar, molhar ou colocar o animal no gelo. A orientação caso uma ave do tipo ou outro animal marinho seja encontrado debilitado ou morto na praia, é ligar para o número 0800 642 3341, que fará o resgate.