terça-feira, 23 de janeiro de 2018

MUDO DE IMENSIDÃO

Foto Andrea Ramos

"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kavadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:


- Me ajuda a olhar!"


(Eduardo Galeano, no "Livro dos Abraços")



Eduardo Hughes Galeano (Montevideo, dia 3 de setembro de 1940 - 13 de abril de 2015), jornalista e escritor uruguaio. Com dezenas de títulos publicados, é autor, entre outros, de clássicos como "Las Vienas Abiertas de Latino América".

EMPROADA

Foto Fernando Alexandre

HÁ MAIS...


Há mais marés
que marinheiros...
(Dito Popular)

MAR DE JANGADEIROS


José Mario dos Santos, pescador e jangadeiro em Maceió, ensina a sabedoria da navegação no mar de Pajuçara.

MINHA PRAIA É MINHA PÁTRIA!

Foto Fernando Alexandre
Hasteiem velas e bandeiras, desfilem na pancada da maré!

MAR DE POETA

Foto Murilo Mariano.

ACORDAR, ÚNICO SUSTO,

e ver a chuva sobre o pântano
a primeira chuva do ano
dunas resistindo a todo custo

Eliminar todo pensamento
De dor. Ficar um momento
Isopor, em silêncio, meditando
sobre as qualidades do branco.

Minha alma, mesmo fora
dessa chuva, se curva
às qualidades do agora;
Está lavada por dentro.

De "Visibilia" (7Letras 1996, Travessa dos Editores 2004)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Barrinha - Voltando do cerco - Pântano do Sul

MULHERES DO MAR PORTUGUÊS


O mar foi sempre entendido socialmente como um mundo de profissão masculina. No entanto, em alguns lugares do planeta as pessoas encontraram formas de lidar com este aspecto, hoje entendido como sexista e redutor.
Nas comunidades piscatórias do norte de Portugal, é bem evidente a abertura em relação à troca de papéis. Lá, as mulheres exercem atividades em diversos setores: pesca, transporte, sal, doméstico e apanha das algas. Elas são peixeiras, rematadeiras, mariscadeiras, despesqueiras, pescadoras, salgadeiras, salineiras, barqueiras, rendilheiras (de bilro e agulha), doceiras, sargaceiras e jangadeiras.


Saiba mais, mergulhe fundo nesta pesquisa realizada
por Ivone Baptista Magalhães e João Paulo Batista
http://www.culturamaritima.org/files/ardentia4-magalhaes-baptista.pdf

MAR DO MILTON OSTETTO


segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

MAR - CAIS


Foto Fernando Alexandre
Tudo abandono
menos o mar
(Jairo Schmidt)

SE OS TEMPOS SÃO DE LULA...



Foto Luis Inácio
Lulas com Pimenta e Azeite 
  Ingredientes

1 kg de lula pequena
2 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem
1 dente de alho
1/2 pimenta dedo-de-moça fresca
sal
1 limão
1 maço pequeno de salsa

Modo de preparo
Limpe cuidadosamente as lulas. Retire a cartilagem e a cabeça da lula já lavada. Separe os tentáculos e a cabeça. Elimine a pena localizada no centro dos tentáculos. Retire então, delicadamente, a pele da cabeça começando pelo alto. Lave em água corrente bem fria, enxugue delicadamente e reserve. Em uma frigideira grande, aqueça o azeite de oliva, junte o alho amassado e deixe dourar. Retire o alho e acrescente as lulas. Cozinhe em fogo médio, adicionando algumas fatias de pimenta dedo-de-moça e ajustando o sal. Sirva as lulas temperadas com o suco do limão e a salsa picada. Rendimento: 6 pessoas

(Do livro "ESCOLA DE COZINHA,"de Francesca Badi e Piero Rainone/Editora Larousse)

NA PRAIA...

Foto Fernando Alexandre

Banho de mar

MAR DE MONET


"Beach in Pourville", uma pintura do artista impressionista francês Claude Monet que foi roubada em um museu da Polonia em 2000 foi recuperada após dez anos pela polícia polonesa. Na época, o quadro era avaliado em US$ 1 milhão.

QUER MUDAR O NOME DO BARCO? CUIDADO!

Este O'Day23 foi fotografado na Marina do Lessa.
Depois andou uns tempos pelo Iate Clube Guaíba,
em Porto Alegre. 

Cerimônia para Mudar o Nome do Seu Barco
Nem os mais céticos navegantes atrevem-se a trocar o nome de seus barcos.
Saiba o porquê e, mais importante, saiba como trocar "de maneira segura".

Todo mundo sabe que mudar o nome de um barco dá um azar danado e fará você querer esquecer tudo que diz respeito a náutica em geral. Mas e quando você, após meses de procura, encontra o seu sonho em forma de barco batizado com um nome insuportável para as suas convicções ou que será motivo de risos ao pronunciá-lo no rádio; ou pior ainda, com o mesmo nome da sua ex-mulher, com a qual a sua atual desconfia que você "anda tendo um caso"?

Mudar o nome de um barco deve ser encarado como um processo doloroso. Desde os tempos antigos, os navegantes sabem que existem "barcos azarados" e, entre esses, os mais azarados são os que desafiaram os deuses e trocaram de nome.

De acordo com a lenda, todo barco é "inscrito" pelo nome no Livro das Profundezas, uma espécie de registro de nascimento, e é conhecido pessoalmente por Poseidon e Netuno, os deuses do mar. É natural portanto que, se queremos mudar o nome de um barco a primeira coisa que deveremos fazer é excluí-lo do Livro das Profundezas e da memória de Poseidon. Este é um processo trabalhoso que começa pela remoção de qualquer traço do antigo nome. Isto é essencial é deve ser conduzido escrupulosamente.

No processo de remoção do nome, é aceitável que se use algum tipo de tinta corretora, muito usada nas máquinas de escrever de antigamente, para apagar o antigo nome dos livros de bordo e outros registros escritos. É recomendável, no entanto, a simples eliminação dos livros e papéis que contenham o nome antigo. Não se esqueça das bóias e do nome gravado no costado. Em nenhuma hipótese carregue a bordo qualquer coisa que exiba o novo nome até que todo o processo de purificação esteja terminado.

Quando você estiver certo de ter eliminado todos os vestígios do nome antigo, prepare uma chapa de metal com o antigo nome escrito com caneta hidrocor (tinta solúvel em água). Você irá necessitar também de uma garrafa de champagne de boa qualidade. Como se trata de uma ocasião solene, convide seus amigos para servirem de testemunhas.

Comece o ritual invocando o nome do soberano das profundezas como a seguir:

"Oh poderoso soberano dos mares e oceanos, a quem todos os barcos e nós que nos aventuramos em seus vastos domínios somos obrigados a prestar homenagens, lhe imploramos na sua imensa graça que elimine definitivamente de seus registros o nome (insira aqui o antigo nome do barco) o qual deixou de ser uma entidade em seus domínios. Como prova disso, nós submetemos esta chapa que o ostenta para ser corroída por seus poderes e, para sempre, banida dos mares (Nesse momento, jogue a chapa com o nome antigo no mar, pela proa do barco). Em agradecimento por sua generosidade, nós oferecemos este brinde a sua majestade e a sua corte (derrame pelo menos metade da garrafa de champagne no mar, observando o sentido de leste para oeste; o restante pode ser oferecido aos amigos que serviram de testemunhas)"

É usual que a cerimônia de batismo do novo nome seja executada imediatamente após o ato de purificação. Pode, no entanto, ser executada a qualquer tempo após esta cerimônia. Para o batismo, você irá necessitar mais champagne. Na verdade muito mais por que você terá mais alguns deuses para agradar.

Continue o batismo clamando por Poseidon como a seguir:

"Oh poderoso soberano dos mares e oceanos, a quem todos os barcos e nós que nos aventuramos em seus vastos domínios somos obrigados a prestar homenagens, lhe imploramos na sua imensa graça que registre nos seus livros esse valoroso barco, daqui em diante e para sempre chamado (insira o novo nome), guardando-o nos seus poderosos braços e tridente e garantindo sua segurança e breves singraduras através do seu reino. Em agradecimento por sua generosidade e grandeza, nós oferecemos este brinde a sua majestade e a sua corte (Nesse momento, derrame o conteúdo da garrafa de champagne menos uma taça para o capitão e uma taça para sua companheira, no mar, observando o sentido de oeste para leste)"

O próximo passo na cerimônia é para acalmar os deuses dos ventos. Isto lhe garantirá ventos favoráveis e mares calmos. Como os quatro ventos são irmãos, é razoável invocá-los ao mesmo tempo sem deixar de citá-los pelo nome.

Proceda conforme abaixo:

"Oh poderoso soberano dos ventos, sob cujo poder os nossos barcos atravessam indefesos a superfície dos mares, nós lhe imploramos que permita a este valoroso barco (insira o novo nome) os benefícios da sua generosidade, garantindo ventos de acordo com as nossas necessidades".

Olhando para o norte, derrame uma generosa porção de champagne em uma taça apropriada e, apontando para o norte declame: Oh Grande Boreas, soberano do vento norte, conceda-nos permissão para usar seus enormes poderes nas nossas singraduras, nunca nos submetendo ao açoite de seu sopro gelado (N.T.: aqui obviamente, o autor se refere ao vento norte gelado do hemisfério norte. Nós, no hemisfério sul, deveremos trocar os dizeres finais pelos do vento sul)

Olhando para o oeste, derrame a mesma generosa porção de champagne em uma taça apropriada e, apontando para o oeste declame: Oh Grande Zephyrus, soberano do vento oeste, conceda-nos permissão para usar seus enormes poderes nas nossas singraduras, nunca nos submetendo ao açoite de seu sopro selvagem

Olhando para o leste, derrame a mesma generosa porção de champagne em uma taça apropriada e, apontando para o leste declame: Oh Grande Eurus, soberano do vento leste, conceda-nos permissão para usar seus enormes poderes nas nossas singraduras, nunca nos submetendo ao açoite de seu sopro poderoso

Olhando para o sul, derrame a mesma generosa porção de champagne em uma taça apropriada e, apontando para o sul declame: Oh Grande Notus, soberano do vento sul, conceda-nos permissão para usar seus enormes poderes nas nossas singraduras, nunca nos submetendo ao açoite de seu sopro escaldante (N.T.: aqui obviamente, o autor se refere ao vento sul quente do hemisfério norte. Nós, no hemisfério sul, deveremos trocar os dizeres finais pelos do vento norte)

Use o restante da champagne para iniciar a celebração em honra da ocasião. Uma vez encerrada a cerimônia, você poderá trazer para bordo todos os itens que contenham o novo nome do barco. Se você tiver que pintar o novo nome no casco antes da cerimônia, assegure-se que este somente seja descoberto/revelado depois de encerrado o procedimento.

*Este artigo foi originalmente publicado em inglês, em boatsafe.com. Catado na Internet pelo Comandante Roberto Gruner, Pretexto/CDJ,
sua publicação no popa.com.br foi autorizada pelo tradutor do artigo, João Carlos, Yahgan, do veleiro.net, em maio/2004.

DE CARA PRO SUL

Foto Fernando Alexandre

Foto Ninguemsabe Onome
"Quem mexe o pirão é que
sabe a medida da farinha."

(Dito Popular)

MAR DO MILTON OSTETTO

Foto Milton Ostetto

Boa Tarde Campeche...

domingo, 21 de janeiro de 2018

JACK O MARUJO


- O que é a vida no mar, capitão?
-Desapego, disse Jack o Marujo. A felicidade de ser invisível. 

MAR-CAIS


Topei nessa utopia
Tá topada
No tato
Ou na porrada

(Fernando Alexandre - Outono de 87)

O VESTIDO DA PASCOALINA

 
 Ilustração Andrea Ramos

"Os amigos disseram que o vestido da Pascoalina estava todo furado e Vitinho varou o quintal com tanta pressa que quase pisou no gato que dormia nos degraus da porta do velho engenho. Lá dentro estava fresquinho e a vó, arqueada sobre o fogão a lenha, falava sozinha aquela língua que poucos entendiam. Os raios de luz que passavam pelas frestas iluminavam sua silhueta e ele pode ver nitidamente os furos no vestido desbotado.

A velha mulher preparava o almoço na panela de ferro e com o rabo do olho viu o menino sentar no banquinho. Gostava dos seus olhos negros, brilhantes e curiosos, como os de um quati. Tinha esquecido o nome dele mas sabia que era um dos netos. E eram tantos. E tantos filhos! Dia sim dia não sempre aparecia alguém lhe trazendo coisas. O resto do tempo ficava em companhia dos bichos, das árvores, das montanhas, da lua, das estrelas. Distraída com isto tudo como poderia ver os furos em seu vestido?

Mas Vitinho não queria que os meninos rissem dela e foi pedir ajuda pra mãe, que comprou um pano azul marinho pra ela fazer um vestido novo em sua pequena máquina de costura. Com o presente dentro da mochila, o menino garrou a trilha em direção a casa da vó. Ia alegre, pisando sobre as frutas maduras, pensando em como ia ser bom ver a cara contente dela.

Porém a cara que a vó fez, não era bem de alegria. Resmungou alguma coisa, pegou o pano da mão do menino e foi guardar no fundo da caixa de madeira. Á noite, enquanto olhava as estrelas piscarem , pensava como ia explicar para o neto o seu desejo: um vestido todo florido, como aquele que usava quando era moça, na época das farinhadas. E não um vestido escuro, feito com aquele pano feio que provavelmente a mãe dele, sua filha mais intanguida, tinha escolhido.

Na manhã seguinte Pascoalina acordou disposta. Fritou uns bolinhos para o café, pegou o neto pelas mãos e foi lhe mostrar as flores do quintal para ver se assim conseguia expressar o seu desejo. Mas as margaridas não estavam lá, como de costume. Nem as bromélias, nem os hibiscos , nem as primaveras! Se não havia flores, se ninguém entendia o que falava, como ia poder explicar o que queria?

Vitinho podia não entender o que a vó dizia, mas entendia o que sentia. Percebeu que ela estava triste, querendo lhe dizer algo. Quando a abraçou bem apertado, antes de ir embora, sentiu um cheiro doce de flor vindo do seu colo. E durante a semana toda, aonde ia, sentia o cheiro de flor, lembrava da vó e ficava pensando nela. Na noite de sexta-feira sonhou com a Pascoalina dançando e rodando o vestido florido, como a mãe contava que fazia quando era uma rapariga, nas épocas das farinhadas.

Dia seguinte  ele subiu o morro mais contente do que nunca. Ia tão rápido que nem parou na curva do vento para ver o mar, a orla branquinha e os telhados das casinhas, como sempre fazia. Ia só pensando no outro presente que levava pra vó, dentro de sua mochila: um pano todo cheio de flores coloridas, para ela fazer um lindo vestido em sua pequena máquina de costura!"

(Conto inédito de Andrea Ramos) 
Leia também: A Festa 

RESTOLHOS

Foto Fernando Alexandre
Na praia, o que sossobra das tempestades...

JÁ QUE OS TEMPOS SÃO DE LULA...


Foto Luis Inácio

Lulas à Vinagrete

Ingredientes:
  • 2 litro(s) de água fervente
  • quanto baste de tempero pronto em pó
  • 700 gr de lula em anéis 

  • Molho

  • 2 xícara(s) (chá) de azeite
  • 1 colher(es) (sopa) de alho fatiado(s)
  • 1/2 unidade(s) de pimentão verde picado(s)
  • 1/2 unidade(s) de pimentão vermelho picado(s)
  • 1/2 unidade(s) de pimentão amarelo picado(s)
  • 2 unidade(s) de tomate sem pele(s), sem sementes
  • 1 unidade(s) de cebola picada(s)
  • 2 colher(es) (sopa) de salsinha picada(s)
  • 2 colher(es) (sopa) de cebolinha verde picada(s)
  • 80 ml de suco de limão
  • 1 colher(es) (sopa) de manjericão picado(s)
  • 1/2 xícara(s) (chá) de vinagre de álcool
  • quanto baste de tempero pronto em pó
  • quanto baste de sal

Preparação:

Misture o tempero pronto na água. Em seguida coloque os anéis de lulas para cozinhar por 3 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar. 
Molho
Numa vasilha, misture todos os ingredientes e coloque os anéis de lulas. Deixe por 3 horas e sirva. 

Rendimento:

7 porções

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre


MAR DE VERÃO? MAIS DO MESMO!

Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense

Moradores e turistas se preocupam com poluição de rio que deságua em Canasvieiras 

Moradores e turistas que frequentam a Praia de Canasvieiras, no Norte da Ilha, estavam preocupados com o mau cheiro vindo do Rio do Bráz (que deságua no mar), na manhã deste sábado. Um banco de areia que impedia a entrada da água na praia foi retirado na quinta-feira (18) pela comunidade por causa dos alagamentos. 

Alguns moradores relataram que o banco de areia se forma naturalmente, mas que pela força d'água é normal que deságue no mar. O problema, na avaliação deles, não é o encontro do rio com o mar e sim o esgoto que pode estar sendo despejado no rio, uma vez que o odor tem sido perceptível.

— Pelo cheiro a gente acha que tem esgoto aí, não dá para pisar nessa água, eu não tenho coragem — disse um morador de 52 anos.

Uma turista de Brasília arriscou a atravessar pela parte mais rasa, perto da areia da praia, mas não tem certeza se a água é tratada. 

— Fui para o outro lado tomar banho porque lá a água do mar está mais limpa, só que dá receio de passar pelo rio — comentou Tatiana Ximendes, de 44 anos.

O casal de turistas gaúchos Raul Schultz, 56, e Dolores Estrasulas, 50, que costuma veranear na Ilha, preferiu não visitar a praia vizinha, pois estava sentindo o mau cheiro a uma longa distância. 

— Aquele esgoto ali está estranho, a água está com cheiro ruim. Nós caminhamos até lá e não atravessamos, hoje nem tentamos — disse Schultz.

Os banhistas ouvidos pelo DC também não encontraram placas que indicassem falta de balneabilidade na praia. Segundo a Fundação do Meio Ambiente (Fatma), havia sinalização e o único ponto próprio para banho no trecho é na praia de Cachoeira do Bom Jesus. 

O superintendente de Habitação e Saneamento da prefeitura, Lucas Arruda, disse ao DC que a barreira de areira retirada por moradores havia se formado naturalmente ao longo dos últimos dois anos e considerou o ato ilegal. Ele acredita que a barreira deve se formar naturalmente nos próximos dias.

— O rio já está trabalhando sobre a influência da maré, o que a comunidade fez não teve resultado, já havia desaguado a água daquela região. Estamos fazendo analise e monitorament. Porém, depois que abre um rio para a praia, sempre há problema de balneabilidade — ressaltou Arruda. 

A Fatma disse, por meio da assessoria, que o monitoramento é mensal e que o órgão não foi acionado após a abertura do rio. No entanto, reforça que o local não é próprio para banho. 

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

MAR DE RISO



sábado, 20 de janeiro de 2018

MAR DE VERÃO?

Maioria dos pontos em Canasvieiras estão impróprios para banho
Foto: Betina Humeres / Diário Catarinense

Novo relatório da Fatma aponta que 50,7% das praias de SC estão impróprias para banho

A Fatma divulgou nesta sexta-feira o terceiro relatório de balneabilidade de 2018 — o sexto da temporada de verão. No novo levantamento, o número de pontos impróprios para banho subiu de 80 para 109, ou seja, atualmente 50,7% dos pontos analisados não estão aptos para o banho (no relatório passado esse percentual era de 37,2%). Os pontos próprios diminuíram de 135 para 106 com relação ao relatório da semana passada, passando de 62,8% para 49,3%. Ao todo 215 pontos são avaliados.

As coletas foram feitas entre 15 e 19 de janeiro e os resultados ainda são impactados pela grande quantidade de chuva que caiu no Estado nas duas primeiras semanas do ano.

— Para avaliar um ponto é necessário compilar os dados das cinco últimas análises consecutivas. Então, os índices deste relatório ainda levam em conta as coletas anteriores, que apresentaram números expressivos de bactérias levadas até o mar por meio das chuvas —, explica o técnico de laboratório, Marlon Daniel da Silva.

De acordo com o sexto relatório da temporada, dos 75 pontos avaliados em Florianópolis, 30 (40%) estão próprios para banho. No restante do litoral, 76 (54,3%) dos locais analisados estão aptos para os banhistas. Em relação ao relatório passado, 35 pontos de Santa Catarina passaram a ser impróprios e seis mudaram para próprios.

Durante a temporada, a Fatma faz análises semanais, sendo assim, na próxima sexta-feira novos resultados devem ser apresentados. Assim que os resultados são cadastrados no sistema, o site e o aplicativo da Fatma são atualizados automaticamente.

Ao todo, são feitas coletas de amostras para análises em pelo menos 114 prais e 27 cidades. Os pontos analisados estão localizados são nos municípios de Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Balneário Rincão, Barra Velha, Biguaçú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Penha, Porto Belo e São José.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

MAR DE POETA


Somos sussurros
o que sossobra
dessa geração de palavras

(Fernando Alexandre - Inverno 86)

TARDE INDO...

Olhar e foto da Josiane Catarina
...Noite sendo!
Pântano do Sul

PREVISÃO DO TEMPO


Foto Fernando Alexandre

"As galinhas estão cantando
Céu nublado e vento brando"
(Dito popular registrado por A. Seixas Neto)

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

NA ESQUINA DO CONTINENTE

Fotos Nomar da Luz

FAROL DO CALCANHAR

Situado no município de Touros, à 96 km de Natal, no Rio Grande do Norte, o Farol do Calcanhar ou Farol de Touros é o segundo maior do planeta e está estrategicamente colocado numa região onde o litoral brasileiro faz um ângulo agudo, a chamada "esquina do continente".

Com uma torre troncónica em concreto com quatro longarinas laterais de reforço e lanterna, atualmente possui 65 metros de altura e 298 degraus. Pintado com faixas horizontais brancas e pretas, que durante o dia facilitam a sua visualização, foi construído no ano de 1912, e reconstruído em 1943. Com vários edifícios térreos anexos e construido em uma bela fazenda de 125 mil metros quadrados, o mais alto farol do Brasil só pode ser visitado aos domingos e com autorização especial.

Atualmente três militares da Marinha cuidam da fazenda e fazem sua manutenção, revezando-se em turnos. Geralmente montados em paisagens vagas e desabitadas, faróis, por natureza, jamais podem deixar de ser notados. Mas no caso do Farol de Touros nota-se também a exuberante paisagem do lugar. Em nenhum ponto da costa brasileira pode-se estar tão alto e tão perto do mar ao mesmo tempo. Não se trata de uma paisagem qualquer. O gigante foi fincado na chamada "esquina do Brasil", local exato onde a orla linear que se espraia desde o Rio Grande do Sul dobra subitamente à esquerda, em direção à Amazônia. A partir do farol, nosso litoral deixa de ser leste para ser norte.
Do alto, descortina-se a visão íntegra dessa curva peculiar do mapa nacional: rumo ao sul fica a baía de Touros, repleta de barcos de pesca, com as hélices imensas do novo parque eólico de Rio do Fogo ao fundo. Do outro lado está o cabo de São Miguel do Gostoso, varrido por ventos constantes, pontilhado por velas de kitesurfe.

MANEMÓRIAS


Bar do Chico - Joaquina anos 90

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

MAR DE HASSIS

Hassis - Hiedy de Assis Corrêa ( Curitiba, 27/7/1926 - Ilha de Santa Catarina, 20/1/2001)


PÉROLAS & SANGUE

Foto Ninguemsabe Onome
OS PESCADORES DE PÉROLAS
"A cidade de Nova Cádiz caiu, derrubada pelo maremoto e pelos piratas. Antes tinha caído a ilha inteira, esta ilha de Cubagua onde há quarenta e cinco anos Colombo trocou com os índios pratos
quebrados por pérolas. No fim de tanta pescaria, esgotaram-se as ostras e os
mergulhadores jazem no fundo do mar.
Nestas águas mergulharam os escravos índios, com pedras atadas nas costas, pra chegar bem fundo, onde estavam as pérolas maiores, e sem descanso nadaram de sol a sol, arrancando as ostras grudadas nas rochas e no chão.
Nenhum escravo durou muito. Mais cedo que tarde, seus pulmões arrebentavam: um jorro de sangue subia, no lugar deles, à superfície. Os homens que tinham agarrado ou comprado estes escravos diziam que o mar ficava vermelho porque as ostras, como as mulheres, tinham menstruação."

(Eduardo Galeano, em “Os Nascimentos”  - "Memória do Fogo" - Vol. 1 - L&PM Editores - 1996))

MAR DE ANSELMO DOLL

Foto Anselmo Doll
Pântano do Sul

PORTUGUESA, COM CERTEZA...


Pitch-Patch – Canja de Ostras

Ingredientes e quantidades

700 g de ostras 
1/2 Chávena de óleo vegetal 
50 g de arroz 
1 Cebola picada 
2 Tomates maduros 
1 Limão 
2 Dentes de alho picados 
Piripiri q.b. 
Sal q.b. 

Preparação

Coloque o arroz de molho num recipiente com água fria durante aproximadamente 10 minutos. Passado esse tempo, escorra a água e reserve o arroz. 
Num tacho ao lume, coloque o óleo, a cebola picada, os dentes de alho picados e deixe alourar muito ligeiramente. 
Acrescente o tomate cortado aos cubos, depois de retiradas a pele e as sementes, e deixe refogar, sempre a mexer, durante 1 minuto. 
Junte o arroz, misture muito bem e deixe refogar, enquanto vai mexendo, durante 2 minutos. 
Acrescente aproximadamente 1 litro de água, ajuste o sal e o piripiri e deixe cozer. 
Assim que começar a ferver, junte as ostras e deixe ao lume até que as ostras fiquem cozidas. 
Retire do lume, regue com o sumo de limão e sirva decorada com ervas aromáticas. 

Observações * Notas * Curiosidades * Dicas

Há quem goste de partir o arroz previamente antes de confeccionar este prato. Eu pessoalmente não me dou a esse trabalho.

(Do http://www.lusosabores.com/Receita.aspx?recID=31DE9)

NA PRAIA, NA CHUVA...

Foto Fernando Alexandre

MAR-CAIS


Foto Andrea Ramos
quando vou 
voo
quando chego
até riso

(Fernando Alexandre - inverno 87)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

MANEMÓRIAS

Acervo Casa da Memória de Florianópolis.

MEMÓRIA DO RIO DO MEIO

Praia de Jurerê - Década de 1970



Naquele tempo a comunidade de Jurerê mais antiga era conhecida por Caldeirão e os moradores viviam da roça e da pesca. O extenso e caudaloso Rio do Meio (foto) atravessava toda a planície desta localidade. Neste rio e do Faustino a pesca de camarão, siri e peixe era farta, como a de arrastão e em alto mar. Quando guri, junto com amigos nativos, me banhei nestes rios e pesquei muitos siris e camarões.

Com o passar dos anos a mudança da paisagem foi se transformando com a ocupação extensiva sobre a planície de restinga, campos comunais de capoeiras e capoeirinhas, mangue e áreas agrícolas abandonadas. O soterramento e alteração de leitos de pequenos rios, com destaque o saudoso rio do Meio, a substituição da vegetação arbustiva e arbórea e de restinga que se encontrava em estágio de regeneração foi substituídas por vegetação exótica de sombra e jardim.

Hoje a paisagem é marcada pela ocupação suburbana balneária turística, com loteamentos modernos, edifícios residenciais, equipamentos de hospedagem permanente e sazonal, beach clubs, que ocuparam a orla e as áreas de preservação permanente ao longo da praia. 
Saudades daquele tempo!...