quinta-feira, 23 de novembro de 2017

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

OS CINCO VENTOS

Éolo
A RAÇA DOS VENTOS!

Os Ventos, na mitologia grega, são cinco deuses: Éolo – O Rei dos Ventos, Bóreas – O Vento Norte, Nótus – O Vento Sul, Eurus – O Vento Leste e Zéfiro – O Vento Oeste. Os Ventos sempre tiveram importância fundamental, porém secundária, na mitologia. Sendo que é pelos ventos que os deuses se teleportam. Neste post, eles serão retratados um por vez. Seguindo a ordem na qual foram apresentados.

Éolo

Éolo é o deus dos ventos; o Senhor dos 4 Ventos. É filho de Poseidon e habitava a ilha de Éolia com seus seis filhos e suas seis filhas.
A sua maior participação foi na Odisséia. Poseidon estava furioso com Odisseu porque este havia cegado o ciclope Polifemo, filho de Poseidon; então o Senhor dos Mares lançou Odisseu em Éolia. Éolo compadeceu-se e resolveu ajudar ao herói prendendo os ventos em um saco de couro de boi. Prendeu todos os ventos, exceto Zéfiro – O Vento Oeste, pois este levaria Ulisses (um outro nome de Odisseu) de volta à Ítaca, sua pátria. Tudo prosseguia calmamente, até que os homens de Odisseu, curiosos, resolveram abrir o saco; os ventos foram libertados e toda a tripulação perdeu-se novamente, voltando para Éolia. O deus ficou enfurecido com a situação e expulsou os homens de sua ilha.

Bóreas


Bóreas era forte e de temperamento violento. É descrito como um homem velho, alado, com cabelos longos e revoltos, segurando uma concha e vestindo uma capa. É filho da Aurora (Eos) e Astreu, tendo como irmãos Zéfiro, Nótus e Eurus. Os quatro são Titãs.
O Vento Norte apaixonou-se perdidamente por uma princesa ateniense, Orítia. Ele a cortejou, mas sem sucesso. Então, raptou-a e uniram-se. Desta união nasceram os Boréades: Zetes,Calais, Aura e Quione. Inicialmente humanos, mas depois dotados de lindas asas douradas.
Conta-se também que Bóreas transmutou-se em um corcel negro, a fim de cruzar com um rebanho de éguas. Desta “união” nasceram uma dúzia de cavalos, que quando corriam, diziam estar este voando sobre o solo.

Nótus


Nótus é o Vento Sul. Ao contrário dos irmãos não teve nenhum filho. Era o Vento responsável por trazer o calor, e por isso, era associado ao verão.

Eurus


Eurus é o Vento Leste. É responsável por trazer a chuva.
Zéfiro

Zéfiro, o Vento Oeste, é o mais doce dentre todos. Brisa suave e agradável, é considerado o mensageiro da Primavera.
Foi Zéfiro quem levou Psiquê até o Palácio de Eros.
Também foi Zéfiro quem levou Afrodite para a ilha de Chipre.
O episódio que mais destaca o Vento Oeste é o de Jacinto. Ora, Zéfiro e Apolo disputaram o amor do mortal Jacinto, pois os dois deuses haviam enamorado-se do rapaz. Jacinto escolheu Apolo, o que deixou o deus-vento louco de ciúmes. Ocorreu que um dia, Apolo e Jacinto brincavam de lançamento de disco e Apolo atirou um disco. O impiedoso Zéfiro soprou uma brisa que fez com que o disco batesse na testa de Jacinto e o matasse. Apolo, desconsolado pelo ocorrido, criou uma flor do sangue do amado, flor esta que leva o seu nome, o jacinto.

Parece que os ventos, hoje em dia, estão muito enfurecidos. Porque quando há tempestade os ventos estão a cada dia mais cruéis. Destelham casas, derrubam árvores e causam muitas desgraças. Devemos precavermo-nos para com esses acidentes e incidentes!

NA PRAIA...

Debussy na praia em Houlgate, em 1911

ERAM OS MACACOS NAVEGADORES?

Image copyrightYury Barsukov Alamy Stock PhotoImage captionEnsopado após um mergulho: jornada primata pelo oceano pode ter ocorrido há 40 milhões de anos

Macacos 'marinheiros': Teoria indica que animais cruzaram Atlântico para chegar à América do Sul

Josh Gabbatiss
Da BBC Earth

"Em 1492, Colombo navegou o oceano azul”, diz o poema. Essa história é conhecida.
Exploradores transatlânticos mais antigos já haviam deixado Colombo para trás: é quase certo que vikings fizeram a travessia. Egípcios e outros grupos também teriam conseguido.
Se essas viagens pré-colombianas parecem incríveis, em nada se comparam a uma jornada que parece ter ocorrido há 40 milhões de anos.

No meio do período Eoceno, um grupo de macacos navegou um oceano... verde.
E essa turma intrépida também buscava glória e riqueza do outro lado do oceano. Bem, ou quase isso.

A história evolutiva dos primatas vem recebendo ampla atenção da ciência ao longo dos anos. Nada surpreendente: a história deles é a nossa, e a trajetória da pesquisa das raízes da humanidade acaba revelando muito sobre nossos ancestrais.

Sabemos, por exemplo, que os primatas provavelmente se originaram na Ásia, e graças a novos e sofisticados estudos é possível estimar com precisão a data de aparecimento de diferentes grupos e espécies. 
Image copyrightAlamy Stock PhotoImage captionVikings cruzaram o Atlântico antes de Cristóvão Colombo

Mistério

Um assunto que sempre intrigou pesquisadores, contudo, é como os primatas chegaram à América do Sul.
Avanços na geologia nos anos 1950 e 1960 pareciam ter apontado pistas. Era o período de refinamento dos conceitos de deriva continental e placas tectônicas, ideias que logo se tornariam uma explicação "guarda-chuva" para distribuições estranhas de espécies pelo planeta.

No caso do "enigma do macaco", a argumentação era simples. Não havia oceano Atlântico no passado remoto - África e América do Sul formavam uma massa terrestre chamada Gondwana.

O ancestral primitivo dos macacos do Novo Mundo e do Velho Mundo poderia então literalmente ter caminhado – ou se balançado – até a atual costa leste da América do Sul.

Técnicas de relógio molecular estimam hoje a data de existência do último ancestral comum entre macacos dos mundos Novo e Velho em cerca de 100 milhões de anos após a divisão dos continentes. Então, essa ideia de travessia terrestre caiu por terra.

Cientistas estabeleceram teorias alternativas. Talvez os macacos tivessem feito a travessia a partir de fora da África – via América do Norte ou pela Antártida. Mas não há fósseis para sustentar essas ideias. 

Image copyrightStocktrek Images Inc Alamy Stock PhotoImage captionHá milhões de anos, a África e a América do Sul eram unidas

Descoberta

Embora pareça estranho, o mais provável é que os macacos tenham tido que cruzar o Atlântico. Novas evidências vieram à tona recentemente, reacenderam o debate e colocaram em alta a hipótese da travessia transatlântica.

Uma equipe coordenada por Mariano Bond, da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, desenterrou amostras de dentes de macaco surpreendentemente familiares durante escavações na Amazônia peruana.

"Um dente é muito, muito parecido com um fóssil de dente da África", anima-se Ken Campbell, membro da equipe e curador no Museu de História Natural de Los Angeles.

A partir dali os pesquisadores puderam identificar uma nova espécie, pequena e parecida com os saguis atuais, que denominaram Perupithecus ucayaliensis. A semelhança com o Talahpithecus, um gênero de macaco que viveu no norte da África no Euoceno, é impressionante.

A origem do Perupithecus é o periodo final do Euoceno, há cerca de 36 milhões de anos, o que faz essa espécie o macaco do Novo Mundo mais antigo já identificado. E mais importante ainda: a descoberta fornece pela primeira vez um vínculo direto entre os ancestrais dos atuais macacos do Novo Mundo e os ancestrais primatas da África. 

Quebra-cabeça

Com o consenso sobre o papel da África como uma espécie de berço original a partir do qual os macacos do Novo Mundo se espalharam em algum ponto entre 40 e 44 milhões de anos atrás, o que sobra é uma questão: o oceano Atlântico.

O Atlântico se expande um pouco a cada ano. No Euoceno, ele certamente era menor do que hoje, mas ainda era bem grande – tinha ao menos 1,4 mil km de largura. E como esses macacos primitivos cruzaram essa distância aparentemente insuperável? 

Em geral, há duas explicações possíveis.

Uma é o island hopping, ato de atravessar um oceano em jornadas menores de ilha a ilha. Os níveis dos oceanos oscilaram ao longo da história terrestre. Terras emergiram e foram cobertas pelas ondas.

Image copyrightArctic Images Alamy Stock PhotoImage captionO oceano Atlântico pode ser bem perigoso

Em tese, quando os níveis dos mares estiveram mais baixos, cadeias de ilhas vulcânicas podem ter ligado de alguma maneira a África e a América do Sul, facilitando a travessia.

No entanto, mesmo se houvesse uma cadeia de ilhas à mão, nossos precursores primatas ainda precisariam de transporte entre as ilhas. Aqui é onde os "macacos marinheiros" entram na história.
Navegação

A segunda ideia é a dispersão oceânica por rafting, um conceito que pode parecer lunático, mas conta com uma boa bagagem de precedentes na biologia. Quem o sugeriu primeiro foi um dos pais da biologia da evolução, Alfred Russell Wallace, e desde então ele já foi empregado para explicar tudo, de cobras garter no México à fauna de mamíferos de Madagascar.

Antes do aparecimento da teoria das placas tectônicas e da deriva continental, o processo do rafting era a explicação para qualquer distribuição geográfica intrigante de espécies.

Como a hipótese das placas tectônicas não explica como os macacos chegaram à América do Sul, o rafting deve ter tido um papel. Na verdade já foi até sugerido que esses processos também tenham sido responsáveis pela chegada dos ancestrais de roedores e aves como o jacu-cigano. O Atlântico no Euoceno foi uma verdadeira rota para criaturas náuticas.
Image copyrightChris Mattison Alamy Stock PhotoImage captionUma cobra (Thamnophis hammondi) no México; as serpentes desse gênero podem ter navegado até as Américas

E o que era o rafting na prática? Claro que as pequenas criaturas identificadas por Bond e sua equipe no Peru não eram capazes de construir uma canoa. A tarefa seria ainda mais difícil para uma cobra. Na verdade, a "canoa" em questão é algo mais parecido com uma ilha flutuante.

Se isso começa a soar estranho, você está em boa companhia. Em uma longa análise sobre o assunto, Alain Houle, da Universidade de Montreal, adverte seus colegas para o perigo de usar a hipótese do rafting como explicação para tudo, sem considerar aspectos práticos.

Precaução

Mesmo o influente paleontologista George Gaylord Simpson, que defendeu a teoria do rafting já nos anos 1940, reconheceu que "esse tipo de migração acidental é aventada sempre que é preciso explicar fatos que contradizem a tese principal".

Com essa precaução em mente, Houle procurou antes quantificar a chance de uma ilha como essa se formar. Depois, a possibilidade de transportar uma população saudável de mamíferos ao longo de metade do planeta. 

O primeiro passo é definir a aparência dessas chamadas "ilhas flutuantes". A imagem que vem à mente é a de uma porção de terra, ao menos uma grande massa de vegetação, sendo arrastada pelo mar durante tempestades violentas.

Tais eventos já foram documentados, embora raramente. Também já houve registros de tapetes de vegetação carregados pela corrente Sul Equatorial entre os rios Níger e Congo, na África, até a costa brasileira – exatamente o tipo de ocorrência necessário à odisseia ancestral dos macacos.
Image copyrightWorldFoto Alamy Stock PhotoImage captionUm pouco de madeira certamente não suportaria muitos macacos em uma travessia oceânica

Se esses supostos botes naturais tinham árvores em pé – como formações semelhantes no passado – Russell Ciochon, da Universidade de Iowa, e Brunetto Chiarelli, da Universidade de Florença, sugerem que seria possível a realização desse tipo de navegação.

Pesquisa sobre o fluxo ancestral de correntes oceânicas (examinando aspectos geológicos como estruturas sedimentares) indicou que correntes fortes em direção oeste, vindas do oeste da África, existiram no período Eoceno, como hoje.

Apesar disso, estimativas básicas feitas pelo paleontologista Elwyn Simons indicaram que uma jornada transatlântica que dependesse apenas das correntes levaria, no mínimo, 60 dias – talvez mais do que o mais resistente dos macacos possa aguentar.

Por isso, diz Houle, a ideia da navegação é crucial para toda a teoria. Em sua análise, ele considera efeitos do vento nesses "barcos" hipotéticos, a partir de velocidades eólicas modernas no Atlântico. Estima que, há 40 milhões de anos, o Atlântico poderia ter sido atravessado em bote em 14,7 dias.

Vale mencionar que Houle, como outros pesquisadores que analisaram a ideia em detalhes, tende a apostar na hipótese de uma longa travessia, mais do que pequenas jornadas por cadeias de ilhas vulcânicas.

Considere a probabilidade de um bote se formar uma vez e fazer contato com a terra e a chance de isso ocorrer várias vezes com a mesma população de criaturas. Talvez a última ideia seja forçar demais a imaginação.

Image copyrightRoland Seitre naturepl.comImage captionO macaco-barrigudo (Lagothrix cana) é encontrado principalmente em florestas densas da América do Sul

Resistência

O próximo enigma é o bem-estar dos passageiros a bordo da ilha flutuante. Se os macacos hipotéticos estiveram nessas estruturas por muito tempo, é importante considerar se tinham as características fisiológicas necessárias para a sobrevivência.

O prazo de 14 dias estimado por Houle torna a possibilidade de cruzamento mais plausível do que estimativas anteriores, mas os macacos ainda teriam que enfrentar desidratação, fome e exposição ao sol.

Por motivos óbvios, é impossível afirmar com certeza como esses animais teriam respondido a um novo estilo de vida náutico, e é eticamente questionável buscar a resposta enchendo jangadas com macacos e enviando-as à deriva. Mas podemos inferir as chances de sobrevivência a partir de um entendimento mais geral da fisiologia dos mamíferos.

Campbell, um dos membros da equipe que descobriu o dente na Amazônia e defensor ardoroso da hipótese da jangada, destaca que esses animais eram pequenos – quase do tamanho de esquilos – e teriam exigências simples de comida e água.

Image copyrightblickwinkel Alamy Stock PhotoImage captionO degu (Octodon degus), roedor de origem chilena, pode passar dias sem água

Dito isso, estudos comparativos de resistência à privação de água têm indicado que mamíferos menores tendem a ser bem menos capazes de lidar com a desidratação.

Mas alguns mamíferos conseguem se dar bem com a desidratação, como aqueles provenientes de regiões áridas. Se esses primatas fossem da safra do oeste da África, há boa chance de que estivessem bem adaptados à sobrevivência em ambientes duros e imprevisíveis.

Um estudo comparativo realizado por Arturo Cortes e uma equipe da Universidade do Chile demonstrou que degus – roedores do tamanho de pequenos macacos que habitam regiões semiáridas do Chile – podem sobreviver por quase duas semanas sem água.

É difícil encontrar prova concreta para uma ocorrência tão rara. Mas tendo em conta a viabilidade da formação de ilhas flutuantes e sua capacidade de transportar uma população saudável de macacos, pelo menos é possível dizer que a façanha poderia, em tese, ter ocorrido.

A teoria do rafting oceânico tem recebido uma boa porção de críticas ao longo dos anos, mas quanto mais seus efeitos podem ser devidamente quantificados, ela gradativamente passa de uma ideia conveniente a uma hipótese bem testada e legítima.

A ideia do "macaco marinheiro", embora bizarra, já não parece tão absurda como no passado.

Image copyrightBoaz Rottem Alamy Stock PhotoImage captionUm mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), espécie exclusiva da Mata Atlântica brasileira

Autor de The Monkeys’ Voyage, o biólogo Alan de Queiroz diz que há uma "contrarrevolução" em curso contra explicações simples de distribuição animal pela deriva continental. Ele sugere um modelo mais complexo no qual biólogos evolucionistas aderem a ideias aparentemente malucas sobre dispersão oceânica para explicar nosso entendimento da natureza.

Hoje, as florestas tropicais da América do Sul são tomadas por gritos e sons de tudo, de pequenos micos a bugios estridentes, escondendo-se em buracos e balançando em árvores.

É incrível pensar que esses animais diversos e carismáticos podem ser rastreados até alguns ensopados pioneiros, tropeçando fora de um barco acidental há milhões de anos rumo a um novo mundo.

Eles podem não ser tão conhecidos como Colombo e seus companheiros primatas sem pelos, mas esses "macacos marinheiros" merecem seu próprio lugar na história. 

Leia a versão original em inglês desta reportagem no site da BBC Earth

NOTURNA

Foto Fernando Alexandre

ILHA - VENDE-SE

Propriedade tem 95 mil metros quadrados
Foto: Divulgação 

Ilha está à venda por R$ 5,5 milhões em Governador Celso Ramos

Por

Uma imobiliária de Blumenau está intermediando com exclusividade a venda de uma ilha particular em Governador Celso Ramos. A propriedade, localizada na Praia de Palmas, tem 95 mil metros quadrados e custa a “bagatela” de R$ 5,5 milhões – um preço mais baixo do que algumas coberturas de praias badaladas, como Balneário Camboriú.

Segundo informações da ACRC Imóveis, a ilha fica a 800 metros da orla de Palmas e a 40 minutos de lancha de Jurerê Internacional. Em todo o Estado, existem apenas pouco mais de 20 propriedades particulares desse tipo.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

"Aqui estaremos Adão
até que chegue o verão"
(Dito Popular)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

MAR DE POETA

MALHEIRAS

Foto Virginia Maria Yunes
Mergulhe fundo no www.facebook/virginia.yunes

ESTOPINHA NA MESA

A professora Luciana W. Krause Bernardes ensina a fazer o prato que era bastante comum no cardápio dos primeiros moradores de Itajaí (e que ilustra esta matéria). É uma boa opção para se preparar com aquela sobra de feijão e com peixes como cação ou emplastro. A receita serve duas pessoas: 

Ingredientes: 

Para a estopa:
 • 400g de cação cortados em cubos médios 
• 100g de cebola em cubos pequenos 
• 2 dentes de alho picados 
• Colorau a gosto 
• Alfavaca ou manjericão rasgado a gosto 
• Sal e pimenta a gosto 
• 10ml de óleo 

Para o pirão de feijão: 

• 300 gramas de farinha de mandioca 
• 200 gramas de feijão preto cozido com o caldo 
• 30 gramas de bacon em cubos pequenos 
• Cebola picada e alho esmagado a gosto 
• Sal e pimenta-do-reino a gosto 

Modo de preparo: 
Para a estopa de peixe: 
1 Suar o alho, acrescentar a cebola e o colorau (fogo brando para não queimar). 
2 Acrescentar o peixe, cozinhar e mexer até que ele esteja desfiando. 
3 Conferir o sal e finalizar com gotas de limão, manjericão, salsa e cebolinha. 

Para o pirão de feijão: 
1 Suar o alho e a cebola no bacon (frito). 
2 Acrescentar o feijão com o caldo e esmagar um pouco os grãos. 
3 Desmanchar a farinha de mandioca com água fria. 
4 Colocar a farinha de mandioca na panela mexendo bem para não criar grumos. 
5 Temperar com sal, pimenta do reino e finalizar com cheiro verde, se preferir.

MAR DE PESCADOR

Foto Fernando Alexandre
 No camarão...

MULHERES DO MAR


As Pescadoras nuas do Japão

por Redacao_Hypeness

No Japão da década de 20, centenas de mulheres mergulhavam nuas em busca de ostras e pérolas. Com um fôlego invejável, elas chegavam a ficar mais de 2 minutos debaixo d’água, inclusive durante o inverno. Chamadas de Amas, essas mulheres foram registradas por Iwase Yoshiyuki em sua Kodak. As fotografias são um dos únicos registros dessa milenar profissão que se extinguiu algumas décadas depois.

Utilizando uma máscara para os olhos e chinelos especiais, mulheres e meninas, também conhecidas como sereias, enfrentavam os mares por toda a costa japonesa. O motivo de fazerem isso nuas? Enquanto que roupas de mergulho não chegaram ao país até 1950, roupas de algodão atrapalhavam o mergulho, além de serem desconfortáveis quando molhadas e demorarem para secar.
Foto Iwase Yoshiyuki

Cada mergulho de 2 minutos em busca de ostras era intercalado com pequenos intervalos de respiro. A maratona era feita até 60 vezes por dia. Tanto esforço, contudo, pagava-se. Em poucas semanas de trabalho, uma Ama conseguia mais dinheiro que um homem comum que trabalhasse por um ano.


Foto Iwase Yoshiyuki
Os homens, aliás, raramente participavam da busca por ostras. Acreditava-se que o corpo da mulher, por conter mais gordura, era mais apropriado para controlar a respiração e as baixas temperaturas.

NO COSTÃO...

Foto Fernando Alexandre
Costão do Pântano do Sul

terça-feira, 21 de novembro de 2017

SUPREMA

 
Foto Andrea Ramos

 um poema
que não se entende
é digno de nota
a dignidade suprema
de um navio
perdendo a rota

(Paulo Leminski Filho – Curitiba,  24 de agosto, 1944 7 de junho 1989)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Arrumando o cerco - Pântano do Sul

MAR DE NAVEGANTES

Photograph courtesy Nicola Muirhead (@nicolaanne_photo)

Aleksander “Olek” Doba,67 anos, foi de Portugal a Flórida em seu caiaque ‘OLO’.

A comunidade de New Smyrna Beach, Florida, acolheu o polonês Aleksander “Olek” Doba com uma saudação de tiros, quando ele apareceu no horizonte em seu caiaque amarelo, OLO . Ele já cruzou o Atlântico duas vezes, desta vez na rota entre os pontos mais distantes situados nas margens da Europa e dos Estados Unidos. A saudação sinalizou o fim de sua extraordinária expedição, que resultou em uma primeira conquista histórica.

Acompanhado por 27 canoístas, que formavam a escolta de honra, Doba chegou ao porto, onde uma multidão o esperava com bandeiras e faixas vermelhas e brancas dizendo: Olek você é meu herói; Doba bem-vindo ao New Smyrna Beach.

Foi um momento especial para Doba, e até mesmo simbólico. Beijou a terra seca sob os pés e relaxou na grama, aliviado, sentindo-se satisfeito e feliz. A viagem, com todos os seus eventos dramáticos, havia sido realizada com sucesso.

Confira o vídeo:

(Do https://marsemfim.com.br/)

SOSSOBRANDO...

Foto Fernando Alexandre
Na praia, o que sossobra das tempestades...

NA MESA

Foto Divulgação
CASQUINHA DE SIRI

Ingredientes

Para refogar

- 1 cebola (200g) bem picada
- 3 dentes de alho bem picados
- 1 pimentão verde bem picado
- 3 tomates sem pele e sem sementes bem picados
- 2 colheres (sopa) de óleo de soja
- 2 colheres (sopa) de azeite
- 1 colher (café) de pimenta-do-reino (de preferência moída na hora)
- 1 colher (café) de sal

Para a casquinha

 - 1kg de carne de siri
- 200g de refogado
- 1 colher (café) de sal
- 1 colher (sobremesa) de salsinha picada
- 1/2 colher (café) de pimenta-do-reino (de preferência moída na hora)
- 1 colher (sopa) de azeite
- 10 cascas de siri
- 1 ovo batido e temperado com 1 colher (café) de sal
- Farinha de rosca
- Óleo para fritar
- Limão

Modo de preparo

Para refogar

1. Aqueça uma frigideira e coloque o óleo e a cebola. Quando a cebola começar a dourar acrescente o alho e o pimentão.
2. Refogue por três minutos e adicione o tomate. Cozinhe por 15min em fogo baixo e adicione os ingredientes restantes do refogado.

Para a casquinha

1. Leve o azeite e o refogado ao fogo em uma caçarola e cozinhe por dois minutos.
2. Acrescente a carne de siri e cozinhe por mais três minutos.
3. Tempere com sal, pimenta-do-reino e salsinha. Retire do fogo e espere esfriar um pouco.
4. Recheie as casquinhas, e passe no ovo e na farinha de rosca.
5. Frite-as em óleo quente até dourar.
6. Sirva com limão cortado em gomos

(Receita do chef Narbal Corrêa, do restaurante Recanto dos Brunidores, em Florianópolis (SC)

CONCERTANDO A ESPADA

Foto Fernando Alexandre

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

NA PRAIA...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE BORGES

Foto Fernando Alexandre

O MAR 
Antes que o sonho (ou o terror) tecesse Mitologias e cosmogonias, 
Antes que o tempo se cunhasse em dias, 
O mar, sempre mar, já estava e era. 
Quem é o mar? 
Quem é aquele violento 
E antigo ser que rói os pilares Da terra e é um e muitos mares 
E abismo e resplendor e acaso e vento? Quem o olha o vê pela primeira vez. Sempre. Com o assombro que as coisas Elementares deixam, as charmosas tardes, a lua, ou fogo de uma fogueira. Quem é o mar, quem sou? Isso saberei No dia seguinte da minha agonia

(Jorge Luis Borges ) 
Tradução de Rodrigo Garcia Lopes

TRABALHADORES DO MAR

 Foto Fernando Alexandre
"Lôro" - Pântano do Sul

OSTRAS AO NATURAL

Ingredientes

Gelo picado q.b.
Sumo de um limão
24 ostras
1 limão e 1 laranja para decorar

Pique cubos de gelo na picadora necessários para cobrir o fundo de uma travessa.
Para picar o gelo de forma artesanal, utilize o truque do saco plástico: coloque o gelo num saco plástico e bata com um maço de madeira ou outro objecto duro até estar devidamente triturado.
Coloque o gelo picado no fundo de uma travessa.
Lave muito bem as ostras e abra-as com cuidado para não entornar o liquido que têm no interior.
Coloque as ostras abertas em cima do gelo.
Verta 3 gotas de limão no centro de cada ostra.
Sirva enfeitado com gomos de limão e pedacinhos de laranja.

RESTOLHOS

Foto Fernando Alexandre
Na praia, o que sossobra das marés....

VENDENDO O PEIXE

Peixe do Mari!
Emília Russa e Olívia Borras, mulheres da torreira, Portugal, peixeiras desde há muito – são estes os seus pregões!

(do https://ahcravo.com/2017/03/10/e-peixe-do-mari)

domingo, 19 de novembro de 2017

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Aldemir / Pântano do Sul

NA PRAIA...

Foto Howell Conant
 Gracy Keller, na Jamaica em 1954

MAR DE ELIS


Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 – São Paulo, 19 de janeiro de 1982)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE OLHARES

Olhar e clique do  Paulo Goeth

TEMPO DE SARDINHAS


Foto Divulgação


Sardinhas ao Molho
Ingredientes
6 colheres (sopa) de azeite de oliva 
1 colher (sopa) de vinagre 
2 dentes de alho 
3 tomates sem pele e sem sementes 
1 kg de sardinhas limpas
 sal a gosto 
pimenta a gosto 
sálvia 
salsinha 
cebolinha
Preparando o Prato 
Misturar 3 colheres de azeite com o vinagre, a sálvia, a salsinha, a cebolinha, o alho e os tomates picadinhos, sal e pimenta. Acomodar as sardinhas numa travessa refratária untada com azeite e cobrir com metade da mistura de temperos. Assar por 10 minutos. Virar com cuidado as sardinhas, cobrir com o restante dos temperos e levar ao forno por mais 10 minutos.

PREVISÃO DOS VENTOS


Foto James Thisted/www.kitesurfmania.com.br

Vento norte duro
vento sul seguro
(Dito popular ilhéu)

sábado, 18 de novembro de 2017

TEMPO DE CAMARÃO

Foto Divulgação
 Camarão Bebum

Camarão descascado - 50/60 unidades
1 colher de sopa de azeite de oliva
1 colher de chá de alho triturado
1/2 xícara de cebola em gomos
50ml de conhaque
8 unidades de azeitona preta
Sal a gosto
4 gomos de limão
Salsinha batida para decorar

Modo de preparo

Colocar o azeite na frigideira e acrescentar o alho até dourar. Em seguida, acrescentar o camarão e dourar. Retirar a frigideira do fogo, colocar o conhaque e flambar, deixando evaporar todo o álcool. Acrescentar a cebola, as azeitonas, o sal e a pimenta. Para finalizar, decorar com a salsinha batida e servir com pão de alho.

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre