sexta-feira, 18 de agosto de 2017

LINHAS D'ÁGUA

Foto Fernando Alexandre

MAR DO SILÉZIO SABINO

Olhar e clique do Silézio Sabino 

POLVO NA MESA


Polvo com batatas a murro e salada de pimentos vermelhos

Ingredientes
1 polvo de 800 gr congelado
Batatas pequenas para assar q.b.
5 dentes de alho
1 cebola grande
1 cebola pequena com casca
Azeite q.b.
1 ramo de coentros
2 pimentos vermelhos
1 folha de louro
Oregãos q.b.
Sal q.b.

Coza as batatas com casca temperadas de sal e reserve.
Coloque o polvo cozido num recipiente de barro e adicione os alhos (não lhes retire a pele. Com a lamina de uma faca espalme-os de modo a ficarem meio esmagados), os coentros picados, a folha de louro partida aos pedaços e a pimenta. 
Dê um pequeno murro em cada batata que cozeu previamente e coloque-as junto ao polvo. Regue tudo generosamente com azeite. Leve a forno médio cerca de 30 minutos.

Salada de Pimentos vermelhos
Abra os pimentos ao meio, retire as sementes, lave-os e leve-os ao forno a assarem. Quando estiverem assados retire-lhes a pele e corte-os em tiras. Tempere com sal, oregãos, azeite, e cebola às rodelas.
Sirva o polvo acompanhado com as batatas a murro e com a salada de pimentos vermelhos.

Dica
Como cozer o polvo:
Retire o polvo da embalagem para a panela de pressão adicione uma cebola pequena com casca sem adicionar sal nem água. Feche a panela e quando a válvula começar a rodar, conte 15 minutos, desligue o fogão e deixe perder a pressão.

Pode servir com ovo cozido e azeitonas. 

(Do http://viajardemochilaascostas.blogspot.com.br/)

VISITANTE DE ONTEM

Clique e olhar do Silézio Sabino 
Lobo marinho visitando o campeche novamente

MAR DE POETA

Joseph Mallord William Turner (Londres, 23 de Abril de 1775 - Chelsea, 19 de Dezembro de 1851)
MARINHA

As carroças de prata e cobre —
As proas de aço e prata —
Espancam espumas, —
Singram ramos de sarças.
As correntezas do pântano,
E os rastros imensos do refluxo,
Fluem em círculos rumo a leste,
Rumo aos pilares da floresta, —
Rumo aos troncos do cais,
Cujo ângulo é ferido por turbilhões de luz.
____

ARTHUR RIMBAUD

Tradução: Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça, em Iluminuras-Gravuras Coloridas (Iluminuras, edição revisada em 2014)

MEMÓRIA DAS ONDAS

Imagem que se perdeu no tempo!
Alguém sabe onde e quando?

TEMPO DAQUI!

Foto Gabriel Garcia. Nova Esperança/PR.
Chance de chuva em Goiânia e BH

Grande frente fria chega no fim de semana

por Maria Clara Machado 

A segunda quinzena de agosto começou bem atípica no centro-sul do Brasil, com chuva forte e volumosas para esta época do ano. A semana vai continuar com o tempo bastante instável e outra frente fria promete mais chuva para o próximo fim de semana. 

"Vem aí mais uma frente fria grande e forte, que vai espalhar chuva por muitas áreas do Brasil", avisa a meteorologista Fabiana Weykamp. 

O sistema está previsto para chegar no Sul do país no sábado (19) provocando chuva e deve avançar pelo Sudeste e o Centro-Oeste já no domingo (20). "Como essa frente fria também é rápida, suas áreas de instabilidade alcançam o Acre e Rondônia no fim de semana, e a entrada do ar polar vai trazer nova friagem para a região na segunda-feira (21)", completa Weykamp.

Desta vez, há expectativa de chuva para cidades do Triângulo Mineiro, do centro-sul de Goiás, inclusive para a capital Goiânia e cidades do norte de Mato Grosso.

No início da semana há uma possibilidade de chuva também para a Grande Belo Horizonte e o norte do Rio de Janeiro.

Por outro lado, o Espírito Santo, o norte de Minas Gerais e o Distrito Federal não deverão receber chuva com essa frente fria e vão continuar secos. 

Os meteorologistas da Climatempo também alertam que a massa polar que vai acompanhar a nova frente fria será forte e a queda nas temperaturas será observada por muitas áreas entre o Sul, Sudeste, Centro-Oeste e sul da Região Norte. 

(Do https://www.climatempo.com.br/)

OLHANDO ILHAS...

Ilha do Campeche, lá de cima!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ACORDES DA ILHA

Luiz Henrique Rosa

NA PRAIA

Marilyn Monroe......1950

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

A imagem pode conter: céu, oceano, planta, montanha, nuvem, atividades ao ar livre e natureza
Olhar e foto da Walkiria Pereira, a Kiki

MAR DO GERALDO CUNHA


Pantusúli do Geraldo Cunha

OS RIOS E O MAR

Foto Pablito Dutra
"Não havia água na terra dos chocoes. Deus soube que a formiga tinha água e pediu-lhe. A formiga não quis escutá-lo. Deus apertou sua cintura, que ficou fininha para sempre, e a formiga esguichou a água que guardava na boca.
- Agora me dirás de onde a tiraste.
A formiga conduziu Deus até uma árvore que não tinha nada de excepcional.
Quatro dias e quatro noites ficaram trabalhando as rãs e os homens, a golpes de machado, mas a árvore não terminava de cair. Um cipó impedia que tocasse a terra.
Deus ordenou ao tucano:
- Corte-o.
O tucano não conseguiu, e por isso foi condenado a comer frutas inteiras.
A arara cortou o cipó, com seu bico duro e afiado.
Quando a árvore da água caiu, do tronco saiu o mar e dos galhos, os rios.
Toda a água era doce. Foi o diabo quem andou jogando punhados de sal nela."



(Eduardo Galeano, em “Os Nascimentos”  - "Memória do Fogo" - Vol. 1 - L&PM Editores - 1996))

LÁ! E CÁ?


MPF cria projeto para resgatar tradições dos caiçaras em São Paulo!

E O MAR VIROU SERTÃO...

Caraguatatuba - SP

Fotos João Rapacci - Caraguatatuba - SP

O que provocou o recuo do mar?

por Bianca Lobo 

Conforme previsto e noticiado pela Climatempo, entre os dias 09 e 12 de Agosto tivemos uma agitação marítima muito forte na costa do Sul e do Sudeste que chamou atenção da população destas duas regiões. Ao longo deste período, tivemos o fechamento do porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, por causa do mar extremamente agitado e aproximadamente 45 contêineres caíram de um navio, na entrada do Porto de Santos. Ondas de até 6 metros foram observados no Rio de Janeiro.

Logo após essa agitação marítima, ocorreu um recuo do mar. As fotos abaixo são da praia do camaroeiro em Caraguatatuba, litoral paulista, que no último domingo, 13 de agosto amanheceu com a forte vazante. 

O que provocou este recuo no mar?

De acordo com a meteorologista Bianca Lobo, a fricção gerada pelo vento e a superfície do mar transfere uma pequena quantidade de energia para a água, iniciando o movimento do mar. Quando os ventos são persistentes, uma corrente de superfície no mar se desenvolve.

Essa corrente formada pelos ventos persistentes sobre o oceano não se move paralelamente à direção do vento. Devido a ação da força de Coriolis, o movimento da corrente gerada cria um ângulo com relação ao vento, para a direita no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul.
Figura 1 - Efeito da espiral de Ekman para água profunda no Hemisfério Sul

A corrente de superfície força a movimentação da água abaixo dela, que irá transferir energia e gerar o movimento da camada seguinte e assim por diante. A corrente gerada na camada inferior será sempre mais fraca e apresentará um ângulo relativo à corrente superior (no Hemisfério Sul esse desvio será sempre para esquerda). Esse processo é chamado de Espiral de Ekman. No final, a coluna de água que sofre esse processo apresentará um movimento resultante de cerca de 90º em relação à direção do vento.

Portanto, quando temos ventos de componente norte paralelos a costa do Brasil, soprando persistentes e com forte intensidade, a água do mar será empilhada para fora da costa, resultando no recuo das águas no litoral.

Fonte: Informações baseadas no curso de Correntes Oceânicas do COMET - MetEd

(Do https://www.climatempo.com.br/)

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

ERA DO MAR...

Imagem sem crédito
"...E um dia," para não morrer de saudades'', foi-se às águas; era de manhãzinha:
o mar estava quieto, sossegado e reluzia como uma grande mancha de vidro novo.
(...)
_ Mistério assim!! Até a canoa sumiu, credo!!!
_José Loura nasceu no mar... Viveu no mar...Era do mar!!
_ E o mar, senhor, não quis dar à terra velha bruxa esfomeada.
ficou com o que era seu..."

(De "Homens e Algas,"romance de Othon D'Eça)

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

LÁ & CÁ - MARES DE PESCADOR


CAÁ-IÇARA

Foto sem crédito
Canoa Caiçara pode se tornar Patrimônio Cultural do Brasil

A Canoa Caiçara é um tradicional meio de transporte utilizado pelos moradores do litoral brasileiro do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná até hoje, e pode se em tornar em breve, Patrimônio Cultural do  Brasil. A secretaria de Cultura convida a todo para participar da campanha pelo  registro da canoa caiçara como Patrimônio Imaterial pelo Iphan e como bem
cultural imaterial do País. Dentro da campanha é necessário identificar as  semelhanças das técnicas construtivas. Assim, será feito um esforço para  localizar, identificar e mapear os últimos Mestres Canoeiros a fim de instruir o  processo de registro da embarcação.

Além disso, começará a coleta de assinaturas para atestar o desejo e o  reconhecimento da população da importância da cultura caiçara na vida do litoral. Serão organizadas várias
ações para informar à população e mostrar a importância da canoa na vida dessa  comunidade.

História caiçara
O termo caiçara tem origem no vocábulo tupi guarani “caá-içara”, que era  utilizado para denominar as estacas colocadas em torno das tabas ou aldeias, um  curral feito de galhos de árvores fincados na água para cercar os peixes, com o  tempo o nome passou a designar todos os indivíduos e comunidades do litoral dos  Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

O Território Caiçara abrange toda a região costeira, desde a baía de Ilha  Grande no Rio de Janeiro até Paranaguá no Paraná e é principalmente dentro desse  território que se insere a Cultura Caiçara. Apesar de sua grande extensão,  existem elementos culturais e sociais comuns nesse trecho da costa  brasileira.

AO VENTO COM ELIS


MEMÓRIA DAS ÁGUAS

Foto Ronaldo Amboni
Agosto, 2014!
Baleia é desencalhada em Laguna, no Sul de Santa Catarina

Animal foi retirado da parte mais rasa e está sendo conduzido para fora da lagoa; filhote aguarda mãe no mar

por Mariana Della Justina
mariana.justina@diario.com.br

Após cinco tentativas de desencalhe, neste sábado, as equipes de resgate conseguiram retirar a baleia-franca do ponto mais raso da Lagoa de Santo Antonio, em Laguna, onde estava presa desde sexta-feira. Ela está sendo monitorada até que chegue à parte mais profunda do canal, para que consiga voltar ao alto mar. Mas, de acordo com a Polícia Ambiental, a parte mais complicada já passou.

A baleia-franca encalhou na tarde de sexta-feira, e continuava parada no mesmo lugar durante a maior parte do sábado. Ela está cansada pelo esforço de tentar sair. E o filhote que a acompanha ficou desorientado e chegou a encalhar também, mas conseguiu ser resgatado primeiro. Desde então, uma equipe em um jet ski acompanha o animal menor para evitar que volte a ficar preso. Restava apenas o desafio de resgatar a baleia mãe, que foi solta por volta das 17h45.

— Quando o filhote desencalhou, deu uma volta e ficou ao redor da mãe, foi emocionante. Agora ele está desorientado, é um filhote de dois meses, é como se fosse um ser humano de dois dias, não sabe o que fazer — disse o ambientalista Júlio César Vicente, que está acompanhando os trabalhos.

A Polícia Militar Ambiental do município faz a segurança do ambiente, para que ninguém se aproxime muito do animal, o que pode deixá-lo estressado. O perímetro de monitoramento é de 300 metros – que ainda está na Lagoa Santo Antônio.


Equipes esperam por melhores condições para tentar realizar novamente o resgate

Por volta das 14h50min deste sábado, as equipes que estão no local fizeram uma tentativa de resgate com dois barcos rebocadores. Mergulhadores envolveram a baleia maior com fitas. Apesar do sucesso em virá-la para a posição em que ela conseguiria voltar ao canal, uma das fitas rompeu e o animal retornou à posição errada. Ela teria ficado muito agitada e ainda no início desta tarde estavam tentando acalmá-la para os mergulhadores poderem se aproximar novamente.

Uma segunda tentativa foi feita por volta das 16h, mas também não teve sucesso, apesar de ter conseguido deslocar o animal por alguns metros. A baleia chegou a se revirar, mas não foi o suficiente para o desencalhe. Seguidas tentativas acabaram levando ao sucesso, mas o animal ainda tem dificuldades para se locomover pelo esforço feito ao tentar se soltar.

De acordo com a APA Baleia Franca, especialistas que monitoram os mamíferos encalhados avaliaram que a situação de saúde dos dois é estável.

Baleia entrou no estuário na tarde de sexta

A baleia-franca e seu filhote entraram no estuário de Laguna (local onde desemboca o rio) por volta das 14h30min de sexta-feira. Ela acabou encalhando em uma parte baixa da Lagoa Santo Antônio. A Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros de Laguna e a Marinha do Brasil atuam em conjunto para tentar solucionar a situação.

A recomendação é que ninguém tente se aproximar do animal ou tente observar por meio de embarcações, pois isso pode piorar seu estado de saúde.

A chefe substituta da APA da Baleia Franca, Luciana Moreira, explicou, durante o resgate, que havia risco de a baleia morrer e que o sucesso dependeria das condições de estresse e de saúde do animal e de profundidade do solo e da maré.
?cessão dos rebocadores utilizados no resgate, além do apoio da população, que compreendeu a gravidade da situação e respeitou a orientação da Marinha do Brasil, não se aproximando do local dos trabalhos, foi fundamental para que a missão obtivesse sucesso.

Participaram dos trabalhos de resgate a unidade de conservação, Delegacia da Capitania dos Portos da Marinha do Brasil, Polícia Militar Ambiental, projeto Baleia Franca, R3 Animal e Udesc. A prefeitura de Laguna e as empresas  Camargo Correa e Laguna Navegações Ltda também auxiliaram nas ações.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

MAR DO PAULO GOETH

A imagem pode conter: céu, nuvem, oceano, atividades ao ar livre, água e natureza

terça-feira, 15 de agosto de 2017

SOBRE OS MARES

Ivo Rodrigues - Porto Alegre 1949 - Curitiba 8/04/2010

RESTOLHOS

Foto Fernando Alexandre

Na praia, o que sossobra das marés....

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

DE ILHAS, BENZEDURAS E SUTURAS...


Foto Andrea Ramos

“Deus te criou, eu que te benzo e deus te cura”.

"Fui visitar uma benzedeira na casa dela no sul da ilha de Florianópolis. Mais de 100 anos de vida, conta-me que aprendeu a rezar com a mãe, mas não porque queria, porque ela quando jovem não queria benzer, queria mesmo é dançar. Dançava muito.

Um dia desses quando moça foi para Cachoeira e estava descansando quando uma mulher veio pedir para ela benzer um menino. Ela disse que não, que não benzia. A mulher disse: "deixa disso que eu sei que tu benze, tua mãe benze". Ela meio que sem graça disse que ia benzer, e assim fez sua primeira benzedura para mal olhado, mas logo avisou "não conta pra ninguém". O menino pegou jeito e logo já estava em todas as bocas. A mãe dela faleceu e ela que só sabe cinco rezas, a de cobreiro, zirpa, calor de figo, empiche e mal olhado. Cobreiro tem que benzer nove vezes e cruzar os pauzinho, adverte e reza. “Sabe o que é calor de figo? É quando desce uma aguaceira pelas canela, assim ó” – e gesticula com as mãos a água descendo das canelas. “Eu não sei benze fungado, mas tô benzendo e tá curando”. No “não conta para ninguém” a fama se espalhou de dançarina para benzedeira, rendeira, mas não parteira, nem macumbeira que ela avisa. O que eu não sei rezar minha mãe ajuda, ela que sabia todas as orações, já rezei até para espinha de peixe. 

- E esse machucado na testa? – pergunto vendo o curativo grande na testa. 

- Ah isso aqui eu cai e machuquei o joelho – ela levanta a calça com o joelho infeccionado e os pontos de sutura muito avermelhados. 

- E não tá doendo? -.

- Não dói não. – eu examino com calor local, secreção. Ela me diz:

- O médico foi tão bonzinho que costurou, eu tava toda cheia de sangue ele não me deixou esperando, disse para eu voltar na sexta-feira para tirar os pontos, mas na última sexta-feira eu não fui, quero tirar só com ele -. 

- Mas era importante tirar os pontos – comento mansamente.

- Mas ele disse que vai resolver o problema da minha pele – ela diz e aponta para o rosto - vou tirar os pontos só com ele -. Penso um pouco. 

- Eu acho que está infeccionado - ela logo me diz – mas eu já benzi, benzedura forte com zirpa, até vi uma rosa branca no meu quarto no final da tarde. 

- Certo, quem sabe vamos fazer assim, eu tiramos aqui os pontos do joelho e na sexta-feira você tira os pontos da testa – que estavam limpos e cicatrizando. 

- Bem que tô sentindo umas ferroada, não consigo dobrar o joelho assim ó – e ela tenta dobrar o joelho, e segue - Vai doer? – . 

- Menos que ter um filho – respondo, ela solta uma risada larga – se é menos que ter um filho eu aguento, tive oito -. 

- Tá combinado? Acho que vamos ter que tomar um remédio por uns dias – explico e olho nos olhos de benzedura. 

- Amanhã de manhã eu vou lá – e ela segue me contando e rindo das histórias de benzedeira.

Um dia ela estava passeando e uma comadre pediu para ela benzer a criança, “eu sei que hoje é domingo mas dá última vez que você benzeu minha filha deu tão certo”. “Domingo eu não benzo, tem muita missa” mas ela disse que “ia benzer escondidinho, por causa da distância”, logo alguém espalhou que ela estava benzendo e teve que benzer uma “porção de menino”. Até as benzeduras que ela não conhece ela já benzeu, “não sei benzer coluna, mas estou benzendo e está curando”. Mas se for mal de carne quebrada encaminho para o Seu Patrício – quase uma rede de benzeduras de plantão. “Vem aqui, benze aqui” e assim foi. 

Ela também me adverte que não come peixe, mesmo vivendo na vila de pescadores. Só come frango e dá risada, mas distribui os peixes que ganha de presente quando reza para a pesca e o barco vem cheio. Já benzeu um padre, a Xuxa e o repórter que foi lá no último final de semana e ela estava muito preocupada que apareceu na televisão benzendo com o curativo na testa. "

(Florianópolis 30/05/2017)

* Mayara Floss é catarinense e acadêmica do curso de medicina na Universidade Federal do Rio Grande. Escreve semanalmente para o blog "Rua Balsa das 10" (www.balsa10.blogspot.com ) e também para o blog "Causos Clínicos" (www.causosclinicos.wordpress.com ). Recentemente lançou junto com o coletivo do Rua Balsa das 10 o livro "Estórias da Rua que foi Balsa" que mistura, educação popular, resistência, cuidado e escrita.

Benzedura
- Mas você não é médico, porque quer benzer? 
- Tem mal que médico não cura. 

Viveu bem?
- Não, quando consegui o salário da invalidez, já estava muito velha para ir passear. 

MAR DO MILTON OSTETTO

Do próprio...

MAR DE PESCADOR

Rita Moura/Folhapress
O pescador João Alves de Amorim, 58, tenta pescar sururu com o uso de redes, sem sucesso

Ganha-pão, sururu desaparece e deixa pescadores sem sustento em Maceió

por KATIA VASCO

Às margens da lagoa Mundaú, em Maceió, uma quadra antes cheia de pessoas vendendo sururu agora está abandonada. Sentada no local, Verônica Alves dos Santos, 47, ainda tenta manter a esperança, mas está apreensiva com o desaparecimento do produto, uma referência da culinária alagoana e bem cultural do Estado.

A diminuição do nível da salinidade da lagoa fez o animal desaparecer, o que deixou 3.000 famílias (cerca de 11 mil pessoas) sem renda.

Mãe de cinco filhos, Verônica diz que aprendeu o ofício com a avó e a mãe e depois ensinou aos filhos. Agora não sabe o que vai fazer se ele não reaparecer. "Sem estudo, quem vive do sururu não sabe fazer outra coisa."

Os pescadores de sururu não recebem o seguro-defeso –espécie de seguro-desemprego pago pelo INSS a pescadores artesanais– porque o molusco não está entre as espécies ameaçadas e, portanto, cobertas pelo benefício.

Antes, a pesca e a venda do sururu chegavam a render R$ 200 por dia às famílias. Para fazer isso, os pescadores mergulhavam até o fundo da lagoa e capturavam o animal com a mão. Em terra ele é lavado, retirado das ostras, limpo e fervido, antes de ser levado ao consumidor.

Presente em praticamente todos os Estados do Nordeste e no Espírito Santo, o sururu é um molusco bivalve (inserido entre duas conchas) que precisa de um teor de salinidade entre 12 ppm (partes por mil) e 30 ppm para sobreviver. Na lagoa Mundaú esse teor chegou a zero devido ao grande volume de água doce.

O excesso de chuvas nos últimos dois meses é apontado como a principal causa do desaparecimento do sururu nas lagoas Mundaú e Manguaba, também na região metropolitana. Somente nos meses de maio e junho choveu em média 83% do esperado para todo o ano, segundo a Defesa Civil de Maceió. A lagoa da cidade de Roteiro (a 60 km da capital) também foi afetada.

Até agora o problema está restrito a Alagoas, não há casos no restante do Nordeste.

Com o sumiço do animal, apenas os pescadores que possuem rede ainda conseguem capturar alguns tipos de peixes, como bagre e tainha –que rendem entre R$ 10 e R$ 50 por dia.

O pescador João Alves de Amorim, 58, diz que, mesmo com as redes, não está conseguindo nada. Por isso o barco passa mais tempo ancorado do que navegando.

A maior parte das famílias está sobrevivendo da reciclagem do lixo e de doações. Alguns buscaram as colônias de pescadores atrás de bicos, como pedreiro e pintor.

O casal Jaciara Luciano dos Santos, 48, e Washington Diniz Machado, 60, sobrevive dessas doações para completar a renda da pesca bagre.

O governo estadual não tem um plano imediato para evitar a extinção do molusco, diz o coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA (Instituto do Meio Ambiente), Ricardo César. Segundo ele, estão sendo feitos estudos para criar um plano de ação.

Ele defende que a solução é uma dragagem para a entrada da água do mar no leito do rio, aumentado da salinidade. A última vez que uma draga abriu o caminho do mar para a lagoa foi na década de 1990.
Rita Moura/Folhapress
O sururu é um molusco bivalve (inserido entre duas conchas) que precisa de um teor de salinidade entre 12 ppm (partes por mil) e 30 ppm para sobreviver

DESAPARECIMENTO

O biólogo e consultor ambiental Álvaro Borba Júnior, afirma que a possibilidade de desaparecimento em definitivo do sururu é real.

Segundo ele, não basta apenas a dragagem, é preciso aumentar a profundidade das lagoas e fazer uma recuperação da mata ciliar dos rios. "Houve uma degradação sistemática das lagunas, principalmente da Mundaú, que banha a capital e que sofre com o crescimento da cidade."

Além das chuvas e do assoreamento, a poluição, causada sobretudo por ligações clandestinas de esgoto e o acúmulo de lixo, influenciam na baixa produção e na qualidade do molusco na laguna.

O IMA diz acreditar que o problema de salinidade só deva ser contornado entre setembro e outubro. Os pescadores dizem que isso só deve ocorrer no final do ano.

A Federação dos Pescadores de Alagoas afirma que pediu aos governos estadual e municipal a distribuição de cestas básicas emergenciais, sem receber respostas.

A Secretaria Municipal de Assistência Social afirmou que não recebeu o pedido.

O governo estadual disse que está buscando uma forma de ajudar os pescadores, mas que ainda não tem previsão se isso será feito.

(Da http://m.folha.uol.com.br/)

CAMINHOS...

Foto Papoula Brasil

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE BALEIAS



Há exatos 35 anos, no dia 14 de agosto de 1982, ocorria o primeiro registro de baleia franca confirmado pelo Projeto Baleia Franca no litoral de Santa Catarina. A avistagem de uma fêmea com filhote na praia Ubatuba, em São Francisco do Sul, litoral norte de SC, foi o marco de criação do PBF.

Agradecemos a todos os apoiadores, parceiros, voluntários, pesquisadores associados, equipe e admiradores que tornaram possível todos estes anos de dedicação pela conservação das baleias franca no Brasil!

Nossa luta continua...

LÁ NO FUNDO...

Nossa Senhora do Sagrado Coração de Marinha foi localizada a cerca de seis metros de profundidade
Foto: Cibele Sanches / Bolhas em Foco

Mergulhadores encontram estátua intacta de santa no fundo do mar na Ilha do Arvoredo, em Florianópolis 

Por

A estátua intacta de uma santa no fundo do mar, perto de Florianópolis, está intrigando mergulhadores. E a curiosidade já veio à tona: como a imagem foi parar ali? Será que alguém levou tão a sério essa coisa de ter fé até debaixo 
d´água e criou um altar em um lugar assim inusitado?

A imagem mede 40 centímetros e está a cerca de seis metros de profundidade, na reserva biológica Ilha do Arvoredo, a 17 quilômetros da costa. Está no meio de duas pedras grandes, que parecem uma gruta natural para a santinha
Para os católicos, a imagem de Nossa Senhora com vestes brancas, manto azul, auréola dourada e as duas mãos apontando para o coração representa o Sagrado Coração de Maria. 

Nas escolas de mergulho de Florianópolis, acostumadas a promover centenas de mergulhos na regiao, ninguém tem sequer uma pista que leve às respostas. Tudo que a fotógrafa subaquática Cibele Sanches sabe dizer é que em março deste ano alguns mergulhadores começaram a voltar do passeio contando a surpresa. E só.

- Eu não sei dizer como ela apareceu ali, porque ninguém sabe ou quem sabe não conta. Deve ter alguma questão religiosa, porque não deve ter sido uma coisa fácil, não caiu de uma embarcação, ela tá bem colocada num ponto estratégico ali - comenta Cibele.

Tem quem fale em promessa. Mas qual? Pode ter a ver com o refúgio que a ilha - alta, grande e com águas calmas - oferece aos navegadores que tentam escapar do vento forte ao passar por aquele ponto do Atlântico. Ou, dívida contraída durante algum momento de apuro na ilha: em 2015, um barco de turismo naufragou deixando 22 passageiros à deriva por mais de meia hora; um ano antes, tripulantes de um barco pesqueiro precisaram ser resgatados por três embarcações de maior porte. Mas são apenas algumas hipóteses, entre tanta especulação.
Foto: Cibele Sanches / Bolhas em Foco

Estátua pode ser poluição

Se for mesmo uma manifestação de fé, ela pode ser considerada um pecado ambiental. É que a Ilha do Arvoredo é uma das duas únicas reservas marinhas biológicas do Brasil e desde que o decreto foi assinado pelo Presidente Sarney, lá na década de 1990, todo o ambiente deve permanecer intocado. O ponto onde a imagem foi fixada está fora da unidade de conservação permanente, mesmo assim, o chefe do ICMBio, Ricardo Castelli Vieira, esclareceu que para colocar qualquer tipo de material no fundo do mar é preciso autorização da Marinha do Brasil. 

- O ICMBio também não foi consultado. Se fôssemos, não deixaríamos, porque é uma intervenção que não faz sentido. Não sei exatamente do que se trata, mas posso adiantar que é no mínimo uma poluição visual.

Imagem viajou o oceano até parar no Arvoredo
Foto: Cibele Sanches / Bolhas em Foco

Na base da imagem, uma minúscula placa dourada traz a inscrição ¿Sagrado Coração de Maria¿ e a marca do fabricante. Pela internet, descobrimos se tratar de uma empresa com escritório em São Paulo que importa produtos religiosos da China, mas os vendedores também não têm pistas sobre o comprador.

A santa do Arvoredo não é a primeira a aparecer no fundo do mar. Em 2015, um vídeo viralizou e rendeu boatos mundiais sobre um milagre, mas nada mais era do que uma iniciativa da própria prefeitura de Bien Unido, nas Filipinas. Em 2010, o prefeito daquela cidade mandou construir uma gruta e fixar uma imagem de Nossa Senhora, de 2 metros de altura, para inibir a pesca predatória e atrair turistas mergulhadores.

No Brasil, o país mais católico do mundo costuma valorizar esse tipo de aparição. A santa considerada padroeira do Brasil leva o título de Nossa Senhora Aparecida justamente por ter ¿aparecido¿ nas águas do rio Paraíba, no século XVIII. Ninguém sabe a origem daquela imagem de terracota que foi encontrada, primeiro o corpo, depois a cabeça, por pescadores ao lançarem as redes no rio. Nem importou mais saber, depois que os peixes vieram em abundância. Nada mal se a santa que apareceu na Ilha do Arvoredo também der aquela abençoada na reserva - já são 22 espécies ameaçadas de extinção na região.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ESFRIANDO, ESFRIANDO...

Foto Zélia Studzinski. Dom Feliciano/RS.
Temperaturas abaixo de 5°C no Sul
por Maria Clara Machado 

As nuvens de tempestades já saíram da Região Sul e o sol volta a aparecer ainda junto de bastante nebulosidade, mas não chove na maioria das áreas. Apenas o norte do Paraná, pode ter algumas pancadas de chuva com raios a partir da tarde. Em algumas localidades há chance de chuva forte. 

Uma massa de ar polar começa a se espalhar pelo Sul do Brasil nesta segunda-feira (14), após a passagem de uma frente fria, que trouxe chuva volumosa para a Região no fim de semana. As áreas de instabilidade perderam força e as temperaturas já caíram bastante com mínimas abaixo dos 5°C em diversos municípios, especialmente do Rio Grande do Sul. 

Madrugada fria 

A menor temperatura registrada na manhã de hoje no Sul e no Brasil foi de 1,8°C emQuaraí, na fronteira com o Uruguai, segundo as medições do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Fez 4,1°C em Santana do Livramento, 4,4°C em Alegrete, 4,8°C em Canguçu e 5°C em Bagé. Em Santa Catarina, a menor mínima foi de 3,6°C no Morro da Igreja, em Bom Jardim da Serra e no Paraná, foi de 5,2°C em Clevelândia

Previsão de geada 

O ar polar ainda vai atuar sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina nos próximos dias afastando a chuva. Nesta terça-feira (15), o frio abaixo de 5°C deve se repetir principalmente na região da Campanha gaúcha com condições para geada. Em Quaraí, por exemplo, a temperatura mínima pode ficar próxima ou até abaixo de zero grau. 

Atenção no litoral permanece: Forte agitação no mar no Sul e no Sudeste 

Chuva volumosa

A chuva do fim de semana acumulou mais de 100 mm em municípios do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná. Só entre às 9 horas de domingo (13) e às 9 horas desta segunda choveu 52,2 mm em Cruz Alta (RS), 49,2 mm em Canguçu (RS), 41,4 mm em São Joaquim (SC) e 40,2 mm em General Carneiro (PR). 

O Paraná ainda vai receber mais chuva esta semana com a formação de novas áreas de instabilidade vindas do Paraguai. Principalmente o norte do estado deve se preparar para chuva forte já nesta terça-feira e depois na quarta-feira (16). 

(Do https://www.climatempo.com.br/)

DO SER TÃO PERI!


MAR-CAIS


Foto Fernando Alexandre

Invento ventos
que naveguem
 levem e velejem
 mares de calmarias
 tempos de tempestade

(Fernando Alexandre)

AO PÉ


Foto Fernando Alexandre
Missa e maré se espera ao pé
(Dito popular registrado por Lucas Boiteux na Ilha no começo do século passado)

MAR DE BALEIAS

Ilustração sem crédito

MAR DI CAVALCANTI

Pescadores-  Óleo sobre tela -   Di Cavalcanti - (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976)

O CANTO DAS BALEIAS

Foto IBF
Os sons emitidos pelas baleias francas que todos os anos visitam o litoral de Santa Catarina foram gravados pela primeira vez no Brasil, em Garopaba. Com o uso de um equipamento especial, um hidrofone, emprestado pela Universidade da Pensilvânia, técnicos do projeto Baleia Franca tentam entender a comunicação entre mãe e filhotes gravados com o aparelho. Atualmente há 670 baleias catalogadas no país.
"O barulho é semalhante ao mugido de vaca. Vamos pesquisar essa "conversa" entre mães e filhos", explica a bióloga Karina Groch, do projeto Baleia Franca, que agora estuda os registros para decifrar a comunicação.
A quantidade de francas no hemisfério sul quase dobrou em 15 anos. Antes eram 7 mil e agora são 13 mil. Esta espécie é dócil, lenta, pode alcançar 18 metros de comprimento e pesar 60 toneladas.Por isso elas eram alvo preferido de caçadores.
Os pesquisadores dos Estados Unidos e de Santa Catarina querem entender as diferenças da reprodução em um ambiente subaquático silencioso como o litoral do Estado e um cheio de ruídos como nos mares da Pensilvânia.

(Com informações do DC e projeto Baleia Franca)

PESCANDO COM O VENTO

Foto Paulo Goeth 

Hamilton! O único que ainda pesca com pandorga no Campeche!

MEMÓRIA DAS ÁGUAS


MEMÓRIAS DE CANASVIEIRAS
OS RANCHOS E A PESCA DE ARRASTÃO NA PRAIA DE CANASVIEIRAS

Por José Luiz Sardá 

Fico a imaginar nas primeiras décadas do século passado, na pesca da tainha, em que os pescadores de Canasvieiras e das freguesias de Ratones, Vargem Pequena, Vargem do Bom Jesus, Vargem Grande e Cachoeira do Bom Jesus e localidades vizinhas, deixavam os afazeres da lida doméstica e da lavoura a cargo das mulheres, e seguiam em direção aos diversos ranchos de pesca da orla da praia de Canasvieiras. Para chegar à praia, passavam pelos verdejantes e frutíferos campos de araçás e cajus, entre caminhos, trilhas, e picadas.

Os donos dos ranchos e patrões eram todos nativos da região: Seo Vida, Evaldo Brasil, Nicanor dos Santos, Manoel Sardá, Joaquim da Ilhota, Zilico, Joca Rufino, João Firme, Timóteo Siqueira, Deca do Belo, Dezinho Pacheco, Leôncio e Manoel Schroeder. 

O vigia da pesca de arrastão tinha de ser um pescador com boa visão e experiência. Sua missão era avistar o cardume, observar a mudança de coloração d’água de vermelho escuro ou roxo e o saltar alto dos peixes. Com chapéu ou casaco, quando avistava o cardume saia abanando alertando os camaradas na orla, que aflitos esperavam o lançar da rede ao mar. O camarada mais rápido corre e segura o calão e então na cadência das remadas a rede é lançada ao mar, descrevendo um semicírculo.

Dentro dela o patrão, quatro remadores e o chumbeiro. Na cadência e no avanço da canoa a rede é jogada ao mar, retornando na outra ponta. O patrão com sua experiência aos poucos solta a rede, dando equilíbrio à canoa. Ao retorno, uma ponta do cabo é amarada no assento e o chumbeiro com agilidade faz o equilíbrio da embarcação. Em terra os camaradas aflitos esperam a ordem do patrão para iniciar o arrastão e aos poucos a rede é puxada e deixada na areia e somente é recolhida ao final. 

Terminado o arrastão, os pescadores felizes fazem a partilha do pescado. A metade fica para o dono da rede, a outra para os pescadores. O proeiro tem direito a quatro quinhões, o patrão ganha três, o remador dois e os camaradas ganham um. Naquela época a fartura era tanta que ninguém voltava para casa de mãos vazias. Os donos das redes sempre davam tainhas para os amigos e parentes.

Veja mais no www.facebook.com/joseluiz.sarda 

domingo, 13 de agosto de 2017

A "CHATA" DO PANTUSÚLI


Dona Zenaide Maria de Souza, a Comandante," conta como foi o naufrágio da chata, uma embarcação cujo fundo de ferro até hoje faz parte da paisagem do Pântano do Sul. O acontecimento movimentou por vários dias a então pacata vila de pescadores da Ilha de Santa Catarina no início dos anos 50.

O RECUO DO MAR


RECUO DO MAR - Você já deve ter percebido que o mar recuou, causando maré "seca" na costa catarinense. Isso acontece devido aos ventos de nordeste que sopram no litoral do estado. Esses ventos carregam as águas do oceano. Como a Terra gira em torno de si mesma, essas águas são desviadas para a esquerda do vento no hemisfério sul, fazendo com que o mar literalmente recue, causando maré seca nas praias, principalmente nos horários de maré astronômica baixa.

Essa situação não é anormal, já verificada em outras vezes. Com o avanço da frente fria, esse padrão muda completamente ao longo do dia.