quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

MAR DE CIMA

Foto Fernando Alexandre

MAR DE POETA


NINGUÉM DOMINA O MAR

Ninguém domina o mar
submarino nuclear
arpão de baleeira

Ninguém confina o mar
canais de panamá
praia cinco estrelas

Ninguém convida o mar
drink no convés
bodas de sereia

Ninguém espanta o mar
tropas de coral
placas de fronteira

Ninguém engana o mar
ventos de amarrar
escamas sobre areia

Ninguém condena o mar
ilhas industriais
espuma de corveta

Ninguém entende o mar
troco de naufrágio
língua de bandeira

Ninguém esquece o mar
arquivo de sonhar
cruzeiro de poema

(Do Nei Duclós )

PEIXE DA VEZ



BOLINHOS DE ABRÓTEA

INGREDIENTES
500 gr de abrótea
200 gr de batata cozida(s)

1 unidade(s) de ovo
1 colher(es) (sopa) de salsinha
3 colher(es) (sopa) de farinha de rosca
2 dente(s) de alho
Quanto baste de óleo de soja
Quanto baste de pimenta-do-reino branca

Quanto baste de sal
Quanto baste de cebolinha verde
Quanto baste de azeite

PREPARANDO

Corte o peixe e coloque-o para cozinhar na água com sal e o alho. Pegue uma vasilha, coloque as batatas cozidas espremidas, o ovo, sal, pimenta, o peixe cozido (escorrido e amassado com o alho), salsinha e 2 colheres (sopa) de farinha de rosca. Faça as bolinhas passe na farinha de rosca e frite no óleo com o azeite bem quente.

Submarino Particular

Fotos Divulgação
A empresa americana Hawkes Ocean Technologies criou um “brinquedo” capaz de encantar aqueles que já possuem quase tudo. Trata-se do DeepFlight Falcon, primeiro submarino particular do mundo, com capacidade para duas pessoas. À venda por US$ 1,3 milhão, o veículo desce até 300 metros de profundidade utilizando a força dos próprios motores, que expelem jatos de água para empurrar o veículo para baixo. Tecnologia diferente da usada nos submarinos convencionais, que usam lastros para afundar. 
Isso significa que, em caso de pane, o Falcon boia e volta automaticamente à superfície, sem nenhum risco a seus ocupantes. O submarino tem capacidade para duas pessoas, que ficam em cabines pressurizadas Por utilizar um sistema de propulsão elétrica, ele é silencioso e não polui. O cockpit é totalmente eletrônico e a cabine é pressurizada, com oxigênio suficiente para 24 horas - uma margem de segurança generosa, já que os mergulhos duram, no máximo, entre duas e três horas. De fácil manuseio, o Falcon pode ser pilotado por qualquer pessoa que saiba mexer em todos os controles e conheça as medidas segurança. Aspecto crucial em se tratando de mergulho. Para tanto, basta fazer um curso de três dias oferecido pela Hawkes, ao custo de US$ 15 mil. A empresa também oferece um modelo mais simples: o Merlin, avaliado em torno de US$ 670 mil, que atinge uma profundidade menor, 45 metros. Além disso, o Merlin não tem cabine pressurizada, o que obriga os passageiros a utilizarem máscaras de oxigênio. 
Ambos podem ser “estacionados” em iates. Entre os primeiros compradores do Falcon estão os empresários Tom Perkins e Richard Branson, fundador da Virgin, que disponibilizou a máquina aos hóspedes de sua ilha particular Necker Island, cujo aluguel semanal sai por US$ 113 mil. 

(Amadeo Gattieri, do iG)

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

CANÇÕES PARA EMBALAR MARUJOS


MAR DE COURBET

Gustave Courbet - Calm Sea, 1866


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre
"João Bernardo", da flotilha do capitão Aldemir, Pântano do Sul!

MEMÓRIA DO ESTREITO

Acervo Casa da Mamória de Florianópolis

PORTO DO ESTREITO - DÉCADA DE 1950

Um fato histórico e curioso é relatado no livro “A História do Turismo em Florianópolis - narrado por quem a vivenciou (1950-2010)” Editora Palavracom, de Antônio Pereira Oliveira. Oliveira relata que na manhã do dia 25 de outubro de 1953, um navio cargueiro procedente do porto de Laguna e com destino ao Rio de Janeiro, afundou próximo ao pilar continental da ponte Hercílio Luz com uma carga de 5.600 sacas de farinha de mandioca, 900 m³ de madeira e cerca de 100 fardos de crina, carga esta totalmente saqueada pelos canoeiros de prontidão. Diz que na época tinha 10 anos e foi testemunha ocular do acidente e ainda guarda na memória algumas imagens impressionantes:
“o navio afundando completamente, dezenas de pequenos barcos apanhando as mercadorias que boiavam no mar. Uma canoa chamava especialmente a atenção da multidão que se aglomerava no trapiche: ela ia rebocando vários pranchões de madeira, formando uma grande jangada, repleta de sacos de farinha.”

(Do José Luiz Sardá )

MAR-CAIS

o mar escurece
a voz das gaivotas
quase branca
(Matsuó Bashô - Japão - 1644/1694 - tradução Paulo Leminski)

MAR DE OLHARES


Nikolay Dubovskoy (Russian,1859-1918) - Evening Falls (Вечереет) 1916 oil on canvas (Christie's)

MAR DE MISTÉRIOS


Cientistas descobrem que monstro marinho descrito numa lenda existe mesmo

Chamavam-lhe enguia leopardo e era um monstro presente em algumas histórias contadas na Florida e no Alabama. Só que esta espécie existe mesmo e esconde-se nos pântanos e lagos daquela região do sul dos Estados Unidos

Afinal é mesmo real. Na Florida e no Alabama, Estados Unidos, havia uma lenda com mais de um século sobre um animal marinho longo como uma cobra, com duas patas traseiras, manchas como as de um leopardo e um adorno na cabeça parecido com os ramos de uma árvore de Natal.

Contavam que este pequeno monstro, com cerca de 60 centímetros, a quem chamavam de "enguia leopardo" escondia-se nos lagos e pântanos daquela região. Mas agora um grupo de cientistas descobriu que esta espécie desconhecida existe mesmo... pelo que os relatos até eram verdadeiros.

A salamandra aquática agora encontrada e estudada corresponde à descrição apresentada na lenda. Foi batizada com o nome de sirene reticulada por causa das manchas e foi alvo de um cuidado estudo por parte de investigadores da Universidade Sul Ross State, em Alpine (Texas) e do Georgia Sea Turtle Center, em Jekyll (Georgia).

A primeira salamandra foi capturada em 1970 e foi classificada na altura como uma espécie desconhecida. Depois disso poucos exemplares voltaram a ser vistos e, como tal, não houve qualquer trabalho de investigação.

O biólogo David Steen, do Georgia Sea Turtle Center, começou já este século a estudar esta espécie, mas só em 2009 conseguiu recolher a primeira salamandra, tendo cinco anos depois encontrado outras três.

"É surreal vê-las, depois de tantos anos a ouvirmos falar destas criaturas - era uma espécie de animal mítico e místico. É tão diferente das outras criaturas com quem partilhamos o planeta", disse Steen à publicação online The Revelator, explicando as dificuldades sentidas pelos investigadores em descobrir mais sobre esta espécie: "É um animal que vive em pântanos e terrenos lamacentos, lugares pouco frequentados por pessoas."

Ao contrário do monstro do Lago Ness, na Escócia, ou do Big Foot, nos Estados Unidos e Canadá, esta é uma lenda que acaba agora por cair por terra, afinal o animal a que chamavam "enguia leopardo" existe mesmo e é uma espécie sobre a qual ainda há muito por descobrir.

(Do https://www.dn.pt/)

"Filho de peixe sabe nadar."
(Dito popular)

domingo, 9 de dezembro de 2018

AO SOM DA BRISA MARINHA...


CIÊNCIA EXPLICA COMO A PRAIA PODE MUDAR NOSSOS CÉREBROS E SAÚDE MENTAL

Alguma vez você já passou um dia na praia e voltou para casa sentindo-se relaxado e rejuvenescido? Você pode concordar prontamente que a praia tem um efeito calmante, mas também sabe que estar na praia pode ter um enorme efeito sobre a sua saúde e bem-estar, e pode mesmo mudar seu cérebro. Vamos dar uma olhada em alguns dos benefícios cientificamente apoiados que a praia pode oferecer.

Lora Fleming, da Universidade de Exeter na Inglaterra, diz que a ideia de que a praia ajuda a nossa saúde está bem estabelecida. Os médicos do século XVIII costumavam prescrever viagens para o oceano para visitar “hospitais de banho”. Hospitais de banho eram clínicas especialmente projetadas que ofereciam tratamentos banho de água salgada.

Fleming observa, no entanto, que os cientistas só começaram a olhar para os benefícios de saúde do oceano experimentalmente nos últimos tempos.

1.O córtex pré-frontal do seu cérebro é ativado

O córtex pré-frontal, uma área do cérebro associada com a emoção e autorreflexão (bem como outras funções) é ativado quando os sons do oceano são reproduzidos. Isso foi provado através de pesquisas de cientistas com participantes de estudos que foram expostos a sons e ruídos do oceano.

2.As ondas dos oceanos geram íons negativos

A sensação de paz que temos na praia pode ser um resultado de alterações moleculares em nossos corpos. As ondas do oceano produzem íons negativos. Íons negativos aceleram a capacidade do nosso corpo de absorver oxigênio. Eles também equilibram os níveis de serotonina; uma substância química produzida pelo organismo que está relacionada com o humor e o stress. Esta é uma das razões pelas quais estar na praia foi ligada, por cientistas, à energia mental positiva e uma sensação geral de saúde e bem-estar. Pode até fazer-nos dormir melhor.

3.Os níveis de seu hormônio do estresse, cortisol, diminuem

A razão pela qual as praias têm um efeito tão calmante sobre nós pode ser por causa do som das ondas.
Os sons mais relaxantes e agradáveis de ouvir são aqueles que têm padrões de ondas previsíveis. O som também deve ser suave em volumes e frequências harmônicas em intervalos regulares. As ondas do oceano são dessa forma. Regulares e suaves de ouvir.

O som do mar pode ter um efeito ainda mais profundo no emocional, de acordo com a neurocientista Shelley Batts. O ruído do oceano provavelmente desencadeia memórias profundas ou sensações de relaxamento e segurança. Algumas pessoas podem até dizer que recordam o útero e os batimentos cardíacos de sua mãe.

Há um hormônio do estresse chamado cortisol. Alguns ruídos, tais como tráfego e o ruído de avião pode acioná-lo. Quando esse hormônio é liberado, problemas de saúde, tais como úlceras e doenças cardíacas podem ocorrer. O barulho calmante do oceano trabalha para diminuir os níveis de cortisol. Desta forma, o oceano pode ter um efeito positivo sobre nossa saúde em geral e evitar potenciais problemas de saúde.
4.A superfície plana do oceano te acalma


A superfície plana do oceano pode também dar-nos uma sensação de segurança. O neurocientista Michael Merzenich diz que os seres humanos se sentem seguros quando estão em lugares que não são complexos. Na floresta, seres humanos precisam fugir de animais predadores; nas cidades, há bandidos e vilões com os quais devemos tomar cuidado; no entanto, na praia podemos enxergar milhas, e isso nos dá paz de espírito. Não há ameaças potenciais.

“Somos construídos, neurologicamente, para normalizar o nosso ambiente e controla-lo.”, diz Merzenich. “Quando olhamos para o mar, ou estamos ao longo da costa, nós estamos em um ambiente previsível e estável.”

Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Life Hack

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Capitão Aldemir, Chiquinho e Fabrício - três gerações no remo e no espinhel nesta terça de quase verão no Pântano do Sul!


BÁSICO & CLÁSSICO

Foto Rafaela Martins/Agência RBS
Bolinho de bacalhau

Ingredientes
500g de bacalhau
500g de batatas
3 ovos
½ copo de azeite de oliva
1 colher de sopa de cheiro verde picado

Modo de preparo
1 — Dessalgue o bacalhau lavando em água corrente para retirar o excesso de sal.
2 — Acomode o peixe em vasilhas com água gelada dentro da geladeira. Troque a água a cada duas horas, o processo leva cerca de 12 horas até ser finalizado.
3 — Cozinhe o bacalhau e as batatas separadamente.
4 — Separe as batatas e faça um purê, depois desmanche o bacalhau e misture os dois com os ovos e o azeite.
5 — Acrescente uma colher de cheiro verde picado.
6 — Sove a massa e monte em forma de bolinhos.
7 — Frite os bolinhos em gordura vegetal quente.

CAMINHOS...

Foto Ninguem Sabonome
Trilha que levava a Praia Brava, em 1983

sábado, 8 de dezembro de 2018

BALEIAS, A CAÇA...



| Postado por Matheus Henckmaier

Baleo! Baleo! Baleo! É a palavra que se escuta na aldeia de Lamalera, localizada na ilha de Lembata na Indonésia, quando se avista uma cachalote no horizonte. Por causa do solo bastante pedregoso, existe pouca agricultura na ilha, e sua população depende principalmente do mar. Tradicionalmente conhecida, a caça de cachalotes na ilha já dura 600 anos. O modo de vida da aldeia é o mesmo há centenas de anos: habilidosos pescadores utilizando barcos feito à mão, sem pregos ou partes de metal - batalham por mais de 6 horas empunhando facas tradicionais contra enormes cachalotes.

Diferentemente da caça comercial desenfreada exercida por países como Japão e Noruega, a pesca que acontece em Lamalera é totalmente sustentável, com um único objetivo que é de garantir o sustento de todos os moradores da aldeia, que caçam em média seis baleias por ano. A temporada de caça, que começa em maio e vai até outubro, é precedida por diversos rituais religiosos. Para o povo local é necessário a harmonia entre a vida no mar e na ilha. Se o pescador navega sem fazer as pazes com seu irmão ou inimigo seu barco corre o risco de enfrentar problemas durante a pesca.


Assista um vídeo produzido pela BBC sobre a caça cultural de cachalotes em Lamalera clicando aqui

MANEMORIAS



Documento de 1600 mostra variedade de peixes encontrada no entorno da ilha - Reprodução/ND
Acervo de Marli Cristina Scomazzon, pesquisadora e colecionadora.


AS CANOAS DA PESCA

Gravura Hans Staden Fotos Fernando Alexandre "...As canoas bordadas, canoas construídas de um pau só, de garapuvu, de cedro. Madeiras leves. São canoas compridas, bonitas, fortes, resistentes, e são bordadas. Elas têm a borda alta, que se chama borda falsa, e depois têm as canoas borda lisa que são maciças, não têm a borda aumentada com tábuas. 
A bordada serve para a pesca de tainha, de anchova, de corvina, e a borda lisa é para apenas dois ou três homens e é mais usada para a pescaria de tarrafa, de camarão, manjuva, sardinha, para essas pescas. E as vezes é muito usada para a pesca de espinhel. Espinhel fino, espinhel grosso, este é mais resistente, para peixes maiores..."
 
(Franklin Cascaes - 1908/1983 - Artista, folclorista e pesquisador de cultura popular em entrevista a Raimundo C. Caruso em "Vida e Cultura Açoriana em Santa Catarina" - Edições da Cultura Catarinense - 1997)

CAMINHOS...

Olhar, clique e caminhar da Walkiria Pereira

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Encontros não devem ser muito agradáveis

Água-Viva-Juba-de-Leão. Maior água-viva do mundo se reproduz desenfreadamente e preocupa cientistas

Como se já não bastassem os problemas ambientais gerados pela invasão dos peixes-leão , uma nova criatura também tem invadido as águas do México e do Ártico. Trata-se da água-viva-juba-de-leão. Além de extremamente bela, essa espécie pode chegar a medir 2 metros de diâmetro com tentáculos que alcançam 35 metros de comprimento.

Os encontros com a água-viva-juba-de-leão não devem ser muito agradáveis!! Elas tem centenas de tentáculos gigantes com células venenosas que capturam as presas. Desde zooplânctons e ovos de peixe, a outras águas-vivas, e até indivíduos de sua mesma espécie.

As toxinas são venenosas e mortais

As toxinas presentes nos tentáculos das juba-de-leão são venenosas e mortais o suficiente para incapacitar as pequenas criaturas e provocar um bocado de dor em humanos. Uma vez capturada a presa, os enormes tentáculos a levam até a boca, um orifício que também funciona como ânus.
Animais não têm olhos

A água-viva-juba-de-leão não têm olhos. São equipadas apenas com estruturas rudimentares capazes de detectar a luz. Além disso, as juba-de-leão em vez de possuírem cérebro, contam com uma estrutura nervosa que essencialmente controla todos seus processos vitais.

Essas águas vivas cegas e “desmioladas” não possuem sua reprodução abalada pelo aquecimento global. E tem aumentado muito mais do que outros animais marinhos que sofrem com a ação humana.
Poluição, pesca, aquecimento, “uma benção” para a água-viva-juba-de-leão

Segundo cientistas da CSIRO — organização governamental para pesquisas científicas na Austrália — embora a poluição, a pesca desenfreada, o aquecimento global e o resultante desequilíbrio ambiental sejam uma praga para muitas espécies marinhas, tudo isso é uma verdadeira bênção para a água-viva-juba-de-leão.

Os pesquisadores explicaram que ainda não existem muitos dados sobre a explosão na população de águas-vivas. Contudo, eles já conhecem algumas consequências: além de mais acidentes com banhistas, mais usinas nucleares podem ser atacadas e obstruídas e algumas espécies de peixes poderão desaparecer depois que as juba-de-leão devorarem todos seus ovos.

Assim como os peixes-leão, as águas-vivas-juba-de-leão também podem contribuir com o desequilíbrio ambiental marinho.

(Do https://marsemfim.com.br/)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

COZINHA D'ALEM MAR


PEIXE ASSADO ÀS POSTAS

Ingredientes
(Para 2 pessoas)

*Postas de peixe grosso - 2
*Vinho Branco - 2 colheres de sopa
*Tomate - 1 médio (limpo de peles e semente)
* Cebola - 1/2 média às rodelas
* Salsa - 1 pé
* Azeite/Manteiga - 2 colheres de sopa
* Sal e pimenta

Preparando


Seque o peixe, salpique com sal e pimenta e ponha de parte. Entretanto, frite na gordura escolhida (só azeite ou só manteiga, ou uma mistura de ambas) a cebola e o tomate, temperando com a salsa picada e um nadinha de sal. Reduza a chama e deixe apurar a cebolada durante uns 6 minutos. Deite então o vinho, mexa, ferva mais 2 ou 3 minutos e coloque este molho no fundo da assadeira.
Escorra as postas de peixe e ponha-as em cima da cebolada, cobrindo-o com um pouco de gordura. Asse no forno (temperatura média) durante uns 18 a 20 minutos. Se quiser, vire as postas a meio da cozedura ou, pelo menos, regue-as com o próprio molho um par de vezes.

(Receita de "Peixe à sua mesa", de Edite V. Phillips - Colares Editora - Sintra/Portugal)

AL MARI!


Depois de reformada e com cores novas, "Arante José", embarcação do Armando Arantes, volta a navegar nos mares do Pântano do Sul!

CAIS RITA MARIA

CAIS RITA MARIA.
Foto: Acervo Casa da Memória de Florianópolis.

A DESTERRO DO SÉCULO XIX – 1860 a 1890

“Texto extraído do livro Prêmio de Monografias – Silvio Coelho dos Santos”
Monografia de Karla Leandro Rascke – Edição Fundação Franklin Cascaes.

Ao passar aos arredores do atual Mercado Público de Florianópolis, imaginou-se as mesmas ruas em meados do século XIX. Hoje, tem-se uma cidade com grande tráfego de automóveis, muitas pessoas circulando, comprando, muitas luzes à noite e muitas construções remodeladas. A cidade no século XIX era permeada por um mundo de canoas, carros de boi e comércio de produtos muito forte nos bairros populares que ficavam onde hoje é o “centro”, com o Mercado Público, suas ruas e arredores.

O Mercado Público foi construído em 1855, como forma de substituir as barraquinhas das quitandeiras, passando a ser local de grande concentração de trabalhadores. Outra atividade muito comum estava ligada ao campo, a “lida na roça”, a produção da aguardente, farinha de mandioca e outros víveres bastante comercializados por toda a cidade, atividades que iam além da vila de Nossa Senhora do Desterro. De acordo com Joice Farias (2003), em sua dissertação sobre a Freguesia de Nossa Senhora da Lagoa da Conceição, “a cana de açúcar era produto de vulto na região. E a aguardente da Lagoa era reconhecida pela qualidade do produto, sendo exportado para outras regiões”. Narra a historiadora, que a região da Lagoa chegou a exportar tecidos, toalhas, rendas de bilro e outros produtos artesanais para o Rio de Janeiro. Essa freguesia era uma das que compunha a Ilha de Santa Catarina.

A Ilha de Santa Catarina deixou de ser uma economia apenas de subsistência para se tornar uma economia de mercado no século XIX, com suas principais atividades ligadas ao porto de Desterro. Em Muitos momentos, os produtos foram exportados para São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, movimento que se dava pelo porto. No século XIX, a paisagem da cidade foi modificada pelo aparecimento de alguns sobrados, normalmente de posse de comerciantes bem abastados, situação que se apresenta por uma ascensão econômica, ligada, em muitos momentos, à atividade portuária.

Nos fins do século XIX, quando a atividade portuária se desmontou e os comerciantes portugueses de “boa vida, a partir da exploração de africanos e afrodescendentes e um sem-número de gente sem eira e nem beira”, se viram desencontrados com os novos “ventos” do comércio, não mais controlados por eles. Toda a movimentação em torno do porto exigia um fluxo de trabalhadores e trabalhadoras que faziam com que as atividades se realizassem.

Durante este século, uma parte considerável da população de Desterro, era cativa. Nos anos 1860, esse número chegava a quase 25% do total de habitantes. Segundo os historiadores Fernando Henrique Cardoso e Octaviano Ianni, “a Ilha de Santa Catarina contava 26.311 habitantes, dos quais 3.431 eram mantidos em cativeiro. A Freguesia de Nossa Senhora do Desterro contava 9.108 habitantes, sendo 1.622 cativos”.

MAR DE POETA

o falecido carlos aldeia e o balde com o caranguejo para as enguias

reecuso-me

na areia inventar
a pedra

nas nuvens erguer
muralhas

nos pulsos fechar
grilhetas

quebrei todas grades
de todas as janelas

recuso-me a esperar
a morte

continuo a correr atrás
do vento

(Do ahcravo gorim)

DE REIS & CANTORIAS

Curta sobre o Terno de Reis Amigos da Caieira da Barra do Sul, de Florianópolis-SC. De porta em porta, de casa em casa, nos caminhos do extremo sul da Ilha de Santa Catarina, o documentário registra histórias e cantorias.

LÁ NO FUNDO

Encontros não devem ser muito agradáveis

Água-Viva-Juba-de-Leão. Maior água-viva do mundo se reproduz desenfreadamente e preocupa cientistas

Como se já não bastassem os problemas ambientais gerados pela invasão dos peixes-leão , uma nova criatura também tem invadido as águas do México e do Ártico. Trata-se da água-viva-juba-de-leão. Além de extremamente bela, essa espécie pode chegar a medir 2 metros de diâmetro com tentáculos que alcançam 35 metros de comprimento.

Os encontros com a água-viva-juba-de-leão não devem ser muito agradáveis!! Elas tem centenas de tentáculos gigantes com células venenosas que capturam as presas. Desde zooplânctons e ovos de peixe, a outras águas-vivas, e até indivíduos de sua mesma espécie.

As toxinas são venenosas e mortais

As toxinas presentes nos tentáculos das juba-de-leão são venenosas e mortais o suficiente para incapacitar as pequenas criaturas e provocar um bocado de dor em humanos. Uma vez capturada a presa, os enormes tentáculos a levam até a boca, um orifício que também funciona como ânus.
Animais não têm olhos

A água-viva-juba-de-leão não têm olhos. São equipadas apenas com estruturas rudimentares capazes de detectar a luz. Além disso, as juba-de-leão em vez de possuírem cérebro, contam com uma estrutura nervosa que essencialmente controla todos seus processos vitais.

Essas águas vivas cegas e “desmioladas” não possuem sua reprodução abalada pelo aquecimento global. E tem aumentado muito mais do que outros animais marinhos que sofrem com a ação humana.
Poluição, pesca, aquecimento, “uma benção” para a água-viva-juba-de-leão

Segundo cientistas da CSIRO — organização governamental para pesquisas científicas na Austrália — embora a poluição, a pesca desenfreada, o aquecimento global e o resultante desequilíbrio ambiental sejam uma praga para muitas espécies marinhas, tudo isso é uma verdadeira bênção para a água-viva-juba-de-leão.

Os pesquisadores explicaram que ainda não existem muitos dados sobre a explosão na população de águas-vivas. Contudo, eles já conhecem algumas consequências: além de mais acidentes com banhistas, mais usinas nucleares podem ser atacadas e obstruídas e algumas espécies de peixes poderão desaparecer depois que as juba-de-leão devorarem todos seus ovos.

Assim como os peixes-leão, as águas-vivas-juba-de-leão também podem contribuir com o desequilíbrio ambiental marinho.

(Do https://marsemfim.com.br/)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

MAR DE EDUARDO GALEANO

Ilustração Andrea Ramos
AS MARÉS

"Antes, os ventos sopravam sem cessar sobre a ilha de Vancouver. Não existia o bom tempo nem havia maré baixa.
Os homens decidiram matar os ventos.
Enviaram espiões. O mirlo de inverno fracassou; e também a sardinha. Apesar de sua vista ruim e de seus braços quebrados, foi a gaivota quem pôde enganar os furacões que montavam guarda na casa dos ventos.
Os homens mandaram então um exército de peixes, que a gaivota conduziu. Os peixes se jogaram junto à porta. Ao sair, os ventos pisaram neles, escorregaram e caíram, um atrás do outro, sobre a arraia, que os enrolou com a cauda e os devorou.
O vento do oeste foi agarrado com vida. Prisioneiro dos homens, prometeu que não sopraria continuamente, que faria ar suave e brisas ligeiras e que as águas abandonariam as margens duas vezes por dia, para que se pudesse pescar moluscos na maré baixa.
Perdoaram sua vida. O vento do oeste cumpriu sua palavra."

( Eduardo Hughes Galeano (Montevideo, dia 3 de setembro de 1940 - 13 de abril de 2015), jornalista e escritor uruguaio em "Os Nascimentos" - "Memória do Fogo" - Vol. 1 - L&PM Editores - 1996 )

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Na Tainha - Pântano do Sul

FUNERAL VIKING


Encontrado barco funerário viking


Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas, que, afirmam, é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido.

O barco usado como túmulo, com cinco metros de comprimento, continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participam das escavações.
Barco viking com cinco metros de comprimento foi usado como túmulo para viking de alto escalão, mostram restos

Também foram encontrados no túmulo, que utilizou em sua construção 200 rebites britânicos, uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas.

A codiretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante".

"Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século 8º e meados do 11, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses.

Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que o barco possa datar do século 10º.

(Da agênciaFrance Presse)

TEMPO DE ANCHOVAS


Anchova assada com banana

Ingredientes:

- 1 anchova média espalmada 
- 1 cebola grande picada
- 6 dentes de alho picados
- 1 banana verde descascada picada
- suco de 2 limões 
- Sal, pimenta, azeite, alfavaca e açafrão a gosto

Preparação:

Passo 1: Tempere a anchova com sal, pimenta e açafrão. Jogue o suco dos limões por cima.
Passo 2: Então cubra com a mistura de cebola e tomate e, finalmente, cubra com folhas de alfavaca.
Passo 3: Cubra com papel alumínio ou filme plástico e leve à geladeira por uma noite, de preferência, já no refratário que vai usar para assar.
Passo 4: No dia seguinte, tire as folhas de alfavaca, regue com azeite.
Passo 5: Logo após, cubra com pedacinhos de banana e leve ao forno médio (200 a 220 graus) envolto no papel alumínio por cerca de 40 minutos.
Passo 6: Retire o papel alumínio e deixe no forno, na mesma temperaturo por mais meia hora, ou até o peixe ficar bem firme.

TEMPO & ESCARCÉUS


Senhora dos Navegantes
amparai-nos lá dos céus:
que por todos os quadrantes
acalmem-se os escarcéus

.(Virgílio Varzea)

LÁ NO FUNDO...


Jacques Cousteau, um surpreendente inventor. 
 Conheça esta faceta!

Até que um vulgar acidente de automóvel o invalida para voar. Ele aceita, e muda seu olhar para o mar.

Os Oceanos têm uma dívida com ele. Ninguém fez mais para divulga-lo e mostrar suas desconhecidas entranhas. O mundo pode enfim conhece-lo. Descobrir seus encantos, ‘assistir’ a beleza da vida marinha e seus ecossistemas. E isso por causa de um carro…

Tornou-se uma lenda. Multi- talentoso, ganhou o Oscar duas vezes; e o Palma de Ouro, uma. Tudo por mostrar a vida marinha como ninguém sequer havia pensado em fazê-lo. Foram mais de 150 filmes, ainda que os primeiros não tivessem qualquer preocupação ecológica, como confessou. Surpresa! Não havia equipamentos para mergulho que permitissem fazer o que fez. Não havia até Cousteau mostrar sua faceta…

Com esse equipamento não seria possível…

Hoje todos sabem que foi ele o inventor do aqualung, em 1943. Mas, que outras invenções são estas?

Rádio embaixo d’água

Usando um aparelho de ar comprimido, em 1963, Cousteau atingiu o fundo do Mar Vermelho acompanhando seu submarino de pesquisas. Já naquela época ele tinha contato com a embarcação por meio de rádio.

Jacques Cousteau, o surpreendente inventor

Regulador de mergulho

O regulador de mergulho desenvolvido para Cousteau pelo engenheiro Emile Gagnan tinha só um nível de redução de pressão. A desvantagem: a pressão do ar respirado é a mesma junto à válvula do cilindro. Ao mergulhar de cabeça para baixo, era preciso sugar ar ativamente. Pulando de pé na água, era preciso soprar a cada respirada. Assim, o ar saía por trás da cabeça, o que é bom para fazer filmagens.


O submarino

Parecia uma nave dos filmes de ficção científica. Em 1959 Cousteau apresentou seu submarino de pesquisas no Congresso Internacional de Oceanografia, em Nova York. O próprio Cousteau desenvolveu a tecnologia para fazer suas filmagens embaixo da água, como uma câmera especial e iluminação.

Trimarã submarino

A geringonça chamada Philippe, nome de um de seus filhos, foi lançada ao mar em 1980 no porto de Cap d’Agde, sul da França. O submarino podia transportar oito pessoas e foi projetado para ser uma espécie de ônibus turístico submarino.

Jacques Cousteau, um surpreendente inventor: gaiola para observar tubarões

Esta armação tubular já foi uma gaiola de tubarão usada por Cousteau para fazer experimentos no Mar Vermelho. Hoje, ela repousa no fundo do mar como relíquia arqueológica de técnicas de mergulho das últimas décadas.

Turbovela para mover o Alcyone

O Alcyone, com avançado sistema experimental de propulsão, foi construído para o comandante Cousteau, projetado para receber inovadora tecnologia (também de sua autoria) de propulsão a turbovela, as torres de vento. A embarcação foi batizada em homenagem a Alcíone, personagem da mitologia grega, filha de Éolo, deus dos ventos. Tem 31 m de comprimento por 9 m de boca. Cruza 10,5 nós. Casco duplo, somando vantagens de um monocasco (proa) com o catamarã (popa).

Duplo sistema de propulsão. Acrescentou ao tradicional motor, a revolucionária Turbovela cujo coeficiente é 3.5, a 4 .0 vezes superior às melhores velas já construídas.

Jacques-Yves Cousteau morreu em 25 de junho de 1997, aos 87 anos de idade. Seu primeiro navio está sendo restaurado na Turquia e será usado como embaixador da proteção ambiental.

A popa é de um catamarã…
A proa em estilo monocasco…

(Do https://marsemfim.com.br/)