segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

ACORDES DA ILHA

Banda de Florianópolis, nascida na praia do Saquinho, Ilha de Santa Catarina. Seu nome homenageia um dos moradores daquele mágico lugar, no extremo sul da Ilha. Os integrantes da banda são:Rob Williams (vocal), Mauro Sniecikowski (vocal e guitarra), Arthur Recidive (Guitarra), Cristiano Scherer (Baixo), Paulo Costa Franco (SIntetizador e trompete) e Gerson Ferraz (bateria). Este é seu primeiro clipe. 

A pesca é quase tão antiga quanto o homem,
quase tão velha quanto a fome

(J. Thoulet)

DE FARÓIS E FAROLEIROS!

Foto JEAN GUICHARD
História da foto de farol mais famosa do mundo

Fui tropeçar sem querer na história dessa imagem na ilha francesa de Ouessant

Como essa foto foi feita? O faroleiro morreu arrastado pela onda? Eu me fiz essas perguntas na primeira vez em que vi essa impactante imagem em tamanho gigante em um cartaz não sei em qual lugar. Depois voltei a vê-la centenas de vezes em centenas de lugares diferentes, da mesma forma que certamente vocês a viram: é um dos postais mais vendidos em lojas de decoração e lembranças.

E olhe onde fui tropeçar sem querer na história dessa foto e a do faroleiro que a protagoniza, na ilha francesa de Ouessant, no Finisterre da Bretanha.

O farol se chama La Jument e é uma das lanternas de mar mais espetaculares da costa francesa. Está a dois quilômetros da ilha de Ouessant e foi construído entre 1904 e 1911 para sinalizar perigosíssimos escolhos que produziram inumeráveis naufrágios.

A história da foto se passa em 21 de dezembro de 1989. O fotógrafo francês especializado em imagens de faróis Jean Guichard sobrevoava de helicóptero La Jument em um dia de forte temporal buscando a foto perfeita das gigantescas ondas do Atlântico golpeando a estrutura do farol. Dentro, o faroleiro Theophile Malgorn, que na época tinha por volta de 30 anos, escutou as repetidas passagens do helicóptero e pensou que algo anormal estaria acontecendo; talvez o piloto estivesse tentando contatá-lo para avisar de algum naufrágio ou acidente. E em uma ação disparatada abriu a porta para ver o que estava acontecendo.

A ação completa durou apenas alguns segundos. Guichard viu aquele homem na porta e seu instinto de fotógrafo lhe disse que ali estava a composição perfeita: o homem e a força da natureza. Começou a disparar repetidamente sua câmera quase no momento em que uma nova onda gigante começava a abraçar com toneladas de água enraivecida a estrutura do farol. Nesse mesmo instante, o faroleiro Malgorn – na soleira da porta – escutou um trovejar seco, como um estampido brutal (o impacto da onda contra a frente do farol) e soube que havia cometido um tremendo erro. Tão rápido como abriu voltou a fechar a porta, um milésimo de segundo antes que a onda acabasse com ele. Estava vivo por um milagre. Nove imagens ficaram impressas no filme de Guichard – as que o motor da câmera lhe deu tempo de disparar – que o tornariam famoso para toda a vida e com as quais em 1990 obteria o segundo lugar no World Press Photo (o primeiro foi para a célebre foto de um manifestante chinês parando sozinho uma coluna de tanques na praça Tianammen).

O faroleiro Theophile Malgorn continua vivo na ilha de Ouessant e não quer que ninguém volte a lhe perguntar sobre a maldita foto. Pessoas próximas a ele me contam que ficou muito irritado naquele momento pois o colocaram em perigo mortal de maneira irresponsável e além disso por um motivo comercial; ele saiu para ver o que estava acontecendo por profissionalismo e quase perdeu a vida. Mas pouco tempo depois Guichard o visitou em sua casa, lhe presenteou com uma foto autografada daquele “momento decisivo” –como diria Cartier Bresson – e ficaram muito amigos.

O último faroleiro abandonou La Jument em 26 de julho de 1991. Desde então é um farol automático. Theophile agora é controlador do farol de Creac´h, também em Ouessant. Os moradores costumam vê-lo passar com seus cachorros pelo caminho que segue a costa da ilha, com o olhar perdido no mar bravio que choca-se contra essas escarpas, observando a silhueta escura dos faróis nos quais quando jovem passou longos tempos de solidão em um quarto úmido e escuro.

Os faroleiros são (ou eram) pessoas muito especiais. Seres solitários e de poucas palavras, artistas com todo o tempo do mundo para escrever, pintar ou esculpir. Filósofos de uma vida que poucos foram capazes de suportar.

Por isso eles têm dificuldade em adaptar-se a uma vida sedentária, controlando um farol sentados diante de um computador em uma sala asséptica com calefação depois de terem sido os últimos românticos do mar; filósofos solitários que a cada noite acendiam luzes com as quais salvavam vidas de navegantes anônimos que nunca os conheceriam ou teriam ocasião de agradecer-lhes. Como Theophile Malgorn.

(Do http://brasil.elpais.com/brasil/)

Olhando Ilhas - Foto Andrea Ramos

"Para teres vista bela,
olha o mar e mora em terra"
(Dito popular registrado por Lucas Boiteux na Ilha no começo do século passado)

QUANDO MÁGOA

Foto  Ewaldo Schleder
terraqua

a vida é água
é mar
é rio
é mágoa

quando mar
é sol
é sal
é alga

quando rio
é frio
é fio
é lago

quando mágoa
transborda
sufoca
alaga

(Ewaldo Schleder)

MANEMÓRIAS

ANTES DA PONTE...
Travessia entre a ilha e o continente, começo do século passado

domingo, 15 de janeiro de 2017

MAR-CAIS

Foto Andrea Ramos 


Quando atlântico
Nado pacífico
em mar de almirante

(Fernando Alexandre)

RESTOLHOS

Foto Fernando Alexandre
Na praia, o que sossobra das tempestades...

DE OLHO NO INFINITO!


MATERNIDADE EXILADA

Image copyrightAlan SchvarsbergImage captionProibição de partos no arquipélago causa indignação em moradores; governo estadual diz que faltam recursos, apesar de arrecadação da ilha com turismo

Por que não nascem bebês em Fernando de Noronha?

Camilla Costa - @_camillacosta

Da BBC Brasil em São Paulo

"É um pesadelo, você acha que nunca vai acabar. É uma sensação horrível você estar dentro de um quarto presa, às vezes sem dinheiro, longe da minha casa e da minha família."

A frase acima não descreve uma experiência de exílio ou na prisão, mas a espera da noronhense Laisy Francine Costa e Silva, de 19 anos, pelo primeiro filho. Como todas as gestantes do arquipélago pernambucano – que é um dos principais destinos turísticos do Brasil, santuário ecológico e Patrimônio Natural da Humanidade, segundo a Unesco –, ela precisa sair de casa no sétimo mês de gestação para dar à luz em Recife, a 545 km de distância.

Em 2004, foi desativada a única maternidade na ilha, no Hospital São Lucas, sob a justificativa de que o custo de manutenção da estrutura era alto demais para a média de 40 partos por ano realizados na ilha principal, a única habitada. Há 10 anos, no entanto, o impedimento causa indignação entre os moradores, que falam em "violação do direito de nascer".

Agora, o documentário Ninguém nasce no paraíso, do brasiliense Alan Schvarsberg, conta a história de mães insatisfeitas com a situação. Ele descobriu o tema quando ministrava uma oficina de videoativismo em Noronha há dois anos.

"Estávamos falando sobre temas que eles queria abordar e a proibição do parto foi a que mais apareceu. Mulheres e homens diziam que queriam falar sobre isso, mas que tinham receio de falar", diz.

"O ruim é que você sai da sua casa", disse à BBC Brasil Monique Souza, de 27 anos, que teve sua primeira filha em 2013 e é uma das entrevistadas no documentário. "Tenho uma casa em Recife, mas meu marido ficou (em Noronha). Tenho um irmão especial e minha mãe teve que deixá-lo lá. E ainda tivemos que sustentar duas casas durante esse tempo."

Por lei, não há proibição formal para o nascimento de crianças em Fernando de Noronha. No entanto, a Coordenadoria de Saúde do arquipélago, que tem sede em Recife, se encarrega de fazer com que as mães deixem o local a partir da 34ª semana de gestação – mesmo que seja preciso insistir.

"Tinha umas 40 mulheres grávidas aqui na época e umas quatro iam dar à luz no mesmo período que eu. Elas me chamaram para pagar um médico para fazer o parto, mas depois as assistentes sociais me explicaram que não tem UTI, que se acontecesse algo, podia ser um problema", relembra Monique.

"Ouvi falar que chegaram a dizer a outras mães que a culpa seria delas, se o bebê tivesse complicações."
'Olhando para as paredes'

Image copyrightThinkstockImage captionGestantes precisam sair da ilha no sétimo mês de gravidez e retornam cerca de 15 dias após dar à luz os bebês

De acordo com a coordenadoria de saúde da ilha, as gestantes fazem pré-Natal pela rede pública em Noronha até o sétimo mês de gravidez e, depois, são encaminhadas para Recife. Todas têm suas passagens de ida e volta – incluindo um acompanhante – pagas. O voo dura 1 hora e 20 minutos.

Em casos específicos, podem também receber hospedagem no hotel Uzi Praia durante todo o período na capital pernambucana, com três refeições e transporte para as consultas médicas. E seus partos são feitos do IMIP, hospital de referência em pediatria na capital.

Nem todas as mães, no entanto, se dizem satisfeitas com as condições.

Quando teve o primeiro filho, em 2011, Silvia Souza da Silva, de 22 anos, diz não ter recebido assistência apropriada. "Eles só me deram a passagem e marcaram para eu ir numa clínica. O médico entrou mudo e saiu calado. Tive meu filho em outro hospital porque uma amiga da minha família fez meu parto."

"No meu segundo filho (nascido há cerca de três meses), exigi o hotel porque soube que outras pessoas tinham ficado lá. Se você não exigir seus direitos, eles não dão assistência a você."

Uma das queixas mais comuns entre as mães é a solidão e a falta de opções de lazer durante a espera pelo nascimento do bebê – especialmente quando não se tem tanto dinheiro.

"A gente ia do hotel para o hospital e do hospital para o hotel. É difícil ficar dentro de um quarto olhando pra as paredes. Eu levei meu filho de 4 anos, e para ele também foi difícil. Aqui em Noronha ele brinca no quintal, pode correr. Lá, só podia ficar no quarto", relembra Silvia.
'Falta de recursos'

Para Marilde Martins da Costa, de 59 anos, que cumpre seu terceiro mandato no Conselho de Noronha, o "problema é meramente político".

"Não justifica termos uma parturiente ou duas em um mês, termos um voo saindo diariamente para Noronha e não podermos ter um médico que venha fazer um parto aqui e um anestesista. Eles viriam num dia e voltariam no outro", disse à BBC Brasil.

Segundo a coordenadora de saúde de Noronha, Fátima Souza, é inviável reabrir a maternidade em Noronha, principalmente por falta de recursos para sustentar a operação.

"Uma maternidade, para funcionar, precisa de toda uma estrutura. E nós temos, no máximo, 40 partos ano em Noronha. Não teria como manter essa estrutura e não teria pessoal suficiente", disse à BBC Brasil.

"Eu acredito que essas pessoas estão resguardadas de um problema maior. Porque deixar essas pessoas na ilha sem as condições para atendimento de alta complexidade, que a gente sabe que pode acontecer, é um complicador muito maior do que quaisquer transtornos por questões emocionais."
Image copyrightEmilia SilbersteinImage captionMães como Monique (foto) reclamam de solidão e dificuldades financeiras durante período final da gestação, em Recife

Souza diz que, para manter a operação permanente da maternidade do Hospital São Lucas, o único da ilha, seriam necessários pelo menos R$ 150 mil reais mensais. Segundo dados da Coordenadoria de Saúde, a administração gastou cerca de R$ 76 mil só com as passagens de avião de ida e volta das 30 mulheres que tiveram filhos naquele ano e seus acompanhantes. Em 2015, até outubro, o gasto foi de R$ 82 mil.

A pasta ainda informou à reportagem que o distrito de Fernando de Noronha recebeu cerca de R$ 2,7 milhões em repasses dos governos estadual e federal para a saúde em 2014. Nesse ano, a cifra caiu para menos da metade – pouco mais de R$ 1 milhão.

Questionada pela reportagem, o governo de Pernambuco não respondeu se seria possível utilizar, parte da arrecadação da ilha com a Taxa de Preservação Ambiental – cobrada diariamente de todos os visitantes – para reativar a maternidade da ilha. Em 2014, segundo informações obtidas via Lei de Acesso à Informação, a arrecadação com a taxa foi de quase R$ 16 milhões.
'E a fome de madrugada?'

Laisy Francine teve seu primeiro filho há um mês, acompanhada da irmã e do sobrinho de um ano. Ela falou com a reportagem da BBC Brasil pouco antes de dar à luz Arthur. "Não tenho o que falar do hotel, o pessoal é atencioso. Só do que tenho que reclamar é terem me tirado do conforto da minha casa e da minha família. A situação é muito ruim", disse, ansiosa, ao telefone.

Segundo Laisy, que não tem parentes com quem se hospedar em Recife, uma assistente social em Noronha chegou a negar sua solicitação de hospedagem no hotel, com a justificativa de "corte de gastos". "Fiquei logo nervosa, comecei a chorar", lembra.

A Coordenadoria de Assistência Social nega que um corte de gastos tenha sido o motivo da negativa inicial, mas Laisy afirma que teve que insistir para conseguir a hospedagem. "Nunca vi isso. Até no interior mais brabo de Pernambuco tem maternidade. Eu ameacei ir na Justiça, procurar meus direitos. Dias depois me disseram que 'depois de muitos argumentos' conseguiram hotel pra mim."

Com a gravidez, ela teve de deixar o emprego de vendedora de sorvete, em que ganhava R$ 50 por dia. Sua mãe, que tem uma barraca de praia, envia dinheiro semanalmente para as despesas das irmãs.

"Se eu não tivesse minha mãe, como eu ia fazer? Vê só o que eles não estão passando lá pra mandar esse dinheiro pra a gente. Ela manda de pouco em pouco, mas já gastei de R$ 5 mil a R$ 7 mil", afirma.

"Tem vezes que a comida não é boa, então eu vou e boto do meu dinheiro. Tem coisas que não gosto de comer, então não como. E aquela fome de madrugada? Porque mulher grávida come que só a moléstia."

Image copyrightThinkstockImage caption'Nó de Noronha' faz com que moradores tenham receio de levar reclamações sobre o tratamento das grávidas às autoridades, segundo cineasta

A assistente social que se encarrega da assistência às mães em Recife, Talita Lima, diz que não é comum receber queixas relativas à angústia das gestantes.

"Algumas delas já colocaram questões no hotel, como lençóis que precisam trocar mais vezes, a comida que acham que pode estar mais gordurosa. Procuramos o pessoal do hotel para conversar e resolver as situações", disse à BBC Brasil.

Todas as mães com quem a reportagem conversou, no entanto, reclamaram do custo emocional de serem separadas de suas famílias, com pouco dinheiro e poucas opções de lazer no último período da gestação.

"Se a pessoa não for forte, ela entra em uma depressão muito profunda, porque para sair aqui tem que ter muito dinheiro. Eu não sei andar aqui, tenho que sair de táxi", disse Laisy.
'Nó de Noronha'

Alan Schvarsberg, diretor do filme Ninguém nasce no Paraíso, acredita que a expressão "nó de Noronha", que aprendeu na ilha, pode ajudar a explicar o porquê de as reclamações das mulheres nem sempre chegarem às autoridades.

"O 'nó de Noronha' expressa a relação de interdependência da comunidade diante da realidade de viver numa ilha. Pelo fato de tudo vir do continente, até a água potável, as pessoas todas se conhecem e dependem umas das outras e da administração. Então há o receio de falar alguma coisa e sofrer represálias", afirma.

"A meu ver, esta é uma forma de extermínio muito perversa da população local. As mulheres podem registrar seus filhos, nascidos em Recife, como noronhenses, mas a gestação está se tornando algo muito traumático. Isso está fazendo com que, pouco a pouco, menos mulheres queiram engravidar", afirma.

Mesmo animada com a chegada do bebê, Laisy afirma que vai pensar duas vezes antes de dar a ele um irmão ou irmã.

"Eu gosto muito de criança, mas para passar isso de novo eu não quer ter filho mais não, Deus me livre. Só se vier morar aqui fora", diz.

( Do http://www.bbc.com/portuguese/noticias/)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Andréia Marucci
Campanhas, praia da Armação

SUL REAL

Foto Andrea Ramos
Num verão dia desses...

LUA DO PAULO GOETH

A imagem pode conter: céu, pássaro e atividades ao ar livre
Esquadrilha!

MUDO DE IMENSIDÃO

Foto Andrea Ramos

"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kavadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:


- Me ajuda a olhar!"


(Eduardo Galeano, no "Livro dos Abraços")



Eduardo Hughes Galeano (Montevideo, dia 3 de setembro de 1940 - 13 de abril de 2015), jornalista e escritor uruguaio. Com dezenas de títulos publicados, é autor, entre outros, de clássicos como "Las Vienas Abiertas de Latino América".

sábado, 14 de janeiro de 2017

JACK O MARUJO

Resultado de imagem para o mar e os signos
- Qual seu signo? perguntou a astróloga.
- Sou peixes, ascendente touro, lua na gávea e cruzeiro do sul se jogando no abismo, disse Jack o Marujo

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

MAR -CAIS


marola
rio de mim –– oceano-me
mas jamais me tsunami


MAREGRAFIAS

Foto Andrea Ramos

COMO SE O MAR...

Como se o mar se abrisse (Ana Lee sobre poema de Emily Dickinson)

MAR DE VERÃO

Foto Rodrigo Kiko Bungus Ferreira
No Campeche!

OSTRAS NA MESA


CONVERSA DE PESCADOR

Venceslau Manoel Martins, o "Big Lai", é morador da Praia do Saquinho, na Ilha de  Santa Catarina. Desde pequeno gosta de pescar no costão e neste vídeo conta uma de suas histórias.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

MAR DE POETA


SOB AS ORDENS DE NETUNO

Vivi no alto mar, agora estou na terra
no cais da minha infância onde herdei o espólio
Meus pais velam no canto remoto das lavandas
há quadros de cardumes, esquadras de um império
Cenários que navego nas rotas da memória

Escrevo na varanda histórias de outras eras
bravura de marujos, doçura de sereias
Gaivotas me visitam ao sabor da ventania
me falam das mudanças e do assombro
dos mistérios. Do amor recebo cartas

Navios soam apitos quando passam perto
mensagens de viagens, ecos do deserto
Sou o velho capitão sob as ordens de Netuno
Perguntam se estou pronto para novas aventuras
a Deus eu me recolho nos livros e na espuma

Um homem tem seu norte na conquista do eterno
domínio sobre as ondas, vozes do caderno
minha caneta compõe a dura trajetória
o braço que foi forte, o olhar que rompe a aurora
o tempo aos meus pés como um cão que dorme

(Nei Duclós)

O MÍMICO E O MAR

Fotos Andrea Ramos
O silêncio da mímica e o gesto da não-palavra no espetáculo do Mímico Everton

Sábado, dia 14, 11 horas da manhã!
Praia do Saquinho - Bar do Quirino
De grátis!

ÁGUA VIVA, PÉ LIGEIRO!


Em virtude do grande número de acidentes com águas vivas, nossa equipe atualizou o procedimento de atendimento, adotando ou adaptando contribuições dos Doutores Vidal Haddad Junior e André Luiz Rossetto. 

Saiba o que nossos mergulhadores estão sendo instruídos a fazer:

1. Não esfregue nada.
2. Banhe com muito vinagre.
3. Encoste uma bolsa de gelo envolta em pano bem molhado com água do mar.

Se houver falta de ar ou arritmias cardíacas, é preciso procurar o pronto socorro.

Recomendamos a leitura do trabalho original:

Curta a página do INSTITUTO LARUS.

CÔSA LINDA!

Emojis do manezinho

👍= Dazumbanho
❤= Cozamaxquirida
😆= Cozatola
😮= Arrombassi
😥= Disinfeliz
😡= Amarrá a cara
🖕🏼= Macriação
😏= Malino
👉= Segue reto toda vida
🙏= Deuzolivre 
🎃= Abróbra
🚁= Avião de roxca 
🚌= Ombux 
🚤= Vuadera 
🔦= Faxilete

NA PRAIA...

A imagem pode conter: 1 pessoa, oceano, atividades ao ar livre e água
Verão carioca - 1917

REMANSO

Do Jayme Reis

OS FARÓIS E SEUS GUARDIÕES


MANÉMORIAS

 Ilha de Santa Catarina - Imagem feita por Gustav Pfaff em 1890.