quarta-feira, 18 de outubro de 2017

APOITADAS

Foto Fernando Alexandre

MAR DO ORLANDO AZEVEDO

Foto Orlando Azevedo

Lagamar
meu coração a navegar...








MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Cronico
Praia de Canasvieiras - Anos 60 do século passado

NAVEGANDO COM OS FENÍCIOS

Ilustração: phoenicia.org

Grandes navegadores da antiguidade, os fenícios eram a força predominante do Mediterrâneo

Os fenícios eram, ao seu mesmo tempo, a força predominante no mar Mediterrâneo. Descendentes dos misteriosos “Povos do Mar” que migraram da Península Arábica, chegaram à costa do que hoje é Líbano há cerca de 3500 anos e estabeleceram grandes cidades em Beirute, Byblos, Tire, Sidon e Baalbek. Neste período os fenícios, grande navegadores, eram considerados a maior potência naval.

Os fenícios conseguiram desenvolver habilidades de navegação, e a construção navios, mais avançadas que os de todas as culturas que cercam o Mediterrâneo. Estabeleceram colônias onde fosse possível para expandir seu domínio. A maioria dos empreendimentos comerciais eram por mar. Perto do fim da era do bronze, os egípcios não eram um povo marítimo, e as civilizações grega e hebraica ainda não se desenvolveram até o ponto em que poderiam fazer extensas viagens marítimas (e nenhum registro escrito é conhecido a partir desse momento).
Os fenícios, no entanto, realizaram viagens pelo Mediterrâneo para o estabelecimento de colônias e comércio. Fizeram viagens fora do Estreito de Gibraltar, no Atlântico, e extensas viagens ao longo da costa da África.

Encontros de naufrágios recentes confirmam a excelência dos barcos fenícios.

As colônias fenícias

A mais famosa foi Cartago, localizada no que é agora é a Tunísia, norte da África. Estabelecido algum tempo após 800 b. c. Eventualmente, tornaria-se uma grande cidade, tão grande que desafiou o império mais poderoso do mundo antigo: Roma.

Os fenícios criaram uma rede comercial sem precedentes que foi de Chipre, Rodes, Ilhas do Mar Egeu, Egito, Sicília, Malta, Sardenha, Itália central, França, Norte de África, Ibiza, Espanha e além das Pilares de Hércules e os limites do Mediterrâneo. Com o tempo, essa rede transformou-se em um império de colônias para que os fenícios atravessassem os mares e ganhassem a confiança para chegar a lugares tão distantes como a antiga Grã-Bretanha e a costa atlântica da África.


“Os fenícios realizavam comércio através da galé, um navio movido a velas e remos, e são creditados como os inventores dos birremes, tido como o melhor navio da antiguidade”. Gregos e romanos copiaram e aprimoraram o modelo.

Os navios fenícios ‘inventaram a quilha’

Os fenícios eram famosos na antiguidade por suas habilidades na construção de navios. Foram creditados pela invenção da quilha, atiradora no arco, e calafeto (para vedar a entrada d’água) entre as tábuas. Das esculturas assírias em Nínive e Khorsabad, e descrições em textos como o livro de Ezequiel, na Bíblia, sabemos que os fenícios tinham três tipos de navios.

Os navios de guerra

Os navios de guerra tinham uma popa convexa, eram impulsionados por uma grande vela quadrada, num único mastro, e dois bancos de remos (um birreme). O comprimento era sete vezes maior que sua largura, para carregar o número necessário de tripulantes, remadores e guerreiros. Tinham um convés e estavam equipados com uma ram baixa no arco. A popa era igual aos navios de carga, mas a proa era muito diferente. A proa de um navio de guerra fenício era em si uma arma. Ela tinha um esporão de bronze de várias formas, usado para investir e furar o casco dos navios inimigos (na verdade quem primeiro uso esta arma foram os navios egípcios). Nos lados dos navios foram pintados os olhos comuns, mas acima deles havia aberturas para cabos de ancoragem. Havia na proa um arco usado por arqueiros, ou catapultas, durante a batalha; e um pós-castelo no final da popa que abrigava o capitão e os oficiais. Havia dois lemes para a direção, um de cada lado da popa. Os navios de guerra tinham dois mastros, um no centro com uma vela maior e um na frente com uma pequena vela que permitia que o navio fosse manuseado em ventos cruzados.

Os navios de comércio

O segundo tipo foi para fins de transporte e comércio. Estes eram semelhantes aos primeiros, mas, com cascos largos, inchados, eram bem mais pesados. Tinham um grande espaço de carga. O comprimento era quatro vezes maior que sua largura. Entre 65 e 100 pés de comprimento, e quase 20 metros de largura. Sua capacidade de carga estava em algum lugar na região de 450 toneladas. Uma frota podia consistir em até 50 navios de carga, e elas foram retratadas em relevos sendo escoltadas por vários navios de guerra.

A tradição dos olhos na proa

A popa era curvada, decorada com rabos de peixes ou desenhos em espiral. A proa também era curvada, coberta com uma figura de cabeça de cavalo. Dois olhos foram pintados em ambos os lados, destinados a permitir que o navio visse a rota que estava tomando. Tornaram-se tradição náutica. Até hoje muitos barcos, de pesca ou recreio, levam olhos pintados na proa. De quebra, os olhos impunham medo entre seus inimigos. A tripulação geralmente não era mais do que 20 homens, incluindo o capitão-proprietário e piloto.

Viagens fenícias foram amplamente divulgadas na antiguidade

As viagens de descoberta para fins comerciais pelos fenícios e cartagineses em busca de metais preciosos ou mercados novos e mais rentáveis foram amplamente divulgadas em fontes contemporâneas. Um dos mais memoráveis foi descrito por Heródoto. O ‘Pai da História’ conta que no final do século VII aC, os fenícios foram instruídos pelo faraó Necho para circumnavigar o continente africano de leste a oeste numa viagem de três anos (não há provas, entretanto, se esta viagem realmente aconteceu).

Há quem diga que ‘se qualquer nação pudesse reivindicar ser o mestre dos mares, eram os fenícios’ (o historiador Mark Cartwright).

Fontes: http://ageofex.marinersmuseum.org; www.worldhistory.biz; phoenicia.org; www.ancient.eu;

(Via https://marsemfim.com.br)

A pesca é quase tão antiga quanto o homem,
quase tão velha quanto a fome

(J. Thoulet)

BRUMAS DO PANTUSÚLI

Olhar e clique do Murilo Mariano 

MAR DE TAINHAS

Foto Leonardo Bittencourt
 Livro sobre a pesca da tainha é lançado durante a Marejada

O fotógrafo itajaiense Leonardo Bittencourt lança neste mês de outubro, durante a Marejada, seu primeiro livro que fala sobre a cultura da pesca mais tradicional do litoral catarinense, a pesca artesanal da tainha.

Intitulado, “PESCA DA TAINHA - Tradição do Litoral Catarinense” , o livro traz uma narrativa visual, dinâmica e envolvente sobre esta modalidade de pesca, considerada patrimônio histórico, artístico e cultural do Estado de Santa Catarina. 

Realizado durante a safra de 2016, fotografias em preto e branco mostram o cotidiano dos ranchos de pesca, a espera pelos cardumes, o frenesi do cerco, a contagem dos peixes e o envolvimento da comunidade local. O livro conta com fotografias aéreas, realizadas com drone, que proporcionam uma visão ampla e única do processo. 

Uma mostra com algumas das fotografias do livro percorrerá as principais cidades do litoral catarinense nos próximos meses. Durante as mostras o livro autografado pelo autor poderá ser adquirido.
Onde encontrar:

Sobre o autor

Leonardo Bittencourt é fotógrafo, impressor e proprietário do Studio Ritratto, onde realiza trabalhos editoriais e retratos. Seu trabalho autoral transita entre o documental e o artístico enfatizando temas ligados às suas raízes e seus ideais. O litoral e a forma como o homem se relaciona com o mar é um tema recorrente em suas fotografias. Pesquisador de processos clássicos de impressão, em especial a Impressão com Platina/Paládio (1873), além de outras técnicas do século XIX.
Maiores informações: http://www.leobittencourt.com.br (47) 3348-4684 / (47) 99192-3088

CORES, MARES & MARÉS

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul

terça-feira, 17 de outubro de 2017

MAR DE BALEIAS

Profissionais trabalham no resgate da baleia na praia - Projeto de Monitoramento de Praias/ Divulgação/ ND

Baleia Jubarte desencalha de praia em Barra Velha e é monitorada por pesquisadores

Equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos segue com os trabalhos no local até garantir que o animal se afastou definitivamente das áreas de risco de encalhe 

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS (SC)

A baleia juvenil da espécie Jubarte, com aproximadamente 6 metros, conseguiu desencalhar por volta das 16h30 desta terça-feira (17) na praia da Península, em Barra Velha, no Norte catarinense. A operação do PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos), responsável pelo resgate, segue com os trabalhos de monitoramento até garantir a certificação de que o animal se afaste definitivamente das áreas de risco de encalhe. No entanto, segundo a equipe, o animal está doente, e ainda segue na praia. 

encalhe ocorreu no final da manhã desta segunda-feira (16). O animal de aproximadamente seis metros. A área chegou a ser isolada pelos pesquisadores. De acordo com o PMP-BS, algumas pessoas discordaram dos procedimentos realizados pelos pesquisadores e decidiram tentar ajudar a baleia por conta própria. Duas pessoas ficaram feridas, mas sem gravidade.

Operação

Para fazer o reboque da baleia foi necessário aguardar a maré subir, para passar as fitas e cabos. O kit de desencalhe veio de Imbituba e ajudou no processo de transporte do animal.

A operação conta com rebocador, barco de apoio, jet ski e todo equipamento necessário. Além do PMP-BS estão envolvidos na operaçao o Instituto Anjos do Mar, Corpo de Bombeiros, Defesa de Civil, Polícia Ambiental e Polícia Militar.

Segundo o professor André Barreira, as causas que fizeram a baleia encalhar e não conseguir se libertar sozinha ainda são desconhecidas. “Era um filhote grande e eles geralmente não ficam perto da arrebentação, isso é muito raro. Pode ser que ele tenha encalhado por inexperiência ou também que ele possa estar doente, mas não há confirmação”, explicou.

O PMP-BS é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

(Do https://ndonline.com.br/)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre



Foto Ildelfonso Correntes
Não há mar bravo que não amanse
(Dito popular praieiro)

MAR DE POETA

Do  ahcravo gorim 

há mão humana

o meu país arde
a galiza arde
a europa arde

há mão humana
do início ao fim

há mão humana
nas alterações climáticas

há mão humana
no abandono
no desleixo
no é meu
aqui mando eu

há mão humana
no crime

há mão humana
nos salvamentos
no heroísmo
na impotência
no espanto

no que resta nas cinzas
onde descobrem nome
há mão humana

há mão humana
há mão humana
há mão humana

não conheço outra

(torreira; 2014)

MAR DE BALEIAS

Baleia juvenil é da espécie Jubarte
Foto: Deborah Boeira / Arquivo Pessoal

Baleia encalha em Barra Velha

Uma baleia juvenil da espécie Jubarte encalhou na Praia da Península, em Barra Velha, no fim da manhã desta segunda-feira. O animal está vivo e tem aproximadamente seis metros. A baleia não apresenta nenhuma lesão.

Uma equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) foi até o local e monitora pra que ela permaneça com o orifício respiratório virado pra cima, garantindo a respiração do animal. Segundo o grupo, é preciso esperar a maré atingir o pico máximo para a baleia ficar com pelo menos dois terços do corpo coberto pela água.

Uma equipe do PMP-BS, representada pela Associação R3 Animal, está indo de Florianópolis com uma embarcação e um kit de desencalhe para realizar o resgate.
Foto: Deborah Boeira / Arquivo Pessoal

O projeto

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

(Do www.clicrbs.com.br)

MAR DE FALARES


O personagem Seo Maneca, criação do ator Geraldo Cunha, continua em sua visita pelo centro de Florianópolis! Agora junto a Alfandega ele recorda-se das sua primeira visita a "Vila Capitali", quando ainda era criança!

MAR DA LEILA PUGNALONI

Nenhum texto alternativo automático disponível.
Da Leila Pugnaloni

BÁSICO & CLÁSSICO

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul num fim de tarde primaverão!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

MULHERES DO MAR

Maria Santa da Lapa, moradora da praia do Pântano do Sul, Ilha de Santa Catarina, é filha e mulher de pescador . Ela conta, com exclusividade para o Tainhanarede como era a pesca antigamente e como as mulheres participavam das atividades pesqueiras na pequena comunidade.

MAREGRAFIAS


Coração de musgo
molúsculo
minúsculo
rasga o músculo

ARRASTANDO NA NOITE

Foto Fernando Alexandre
 No silêncio e na escuridão do domingo a noite, barcos atuneiros "arrastam" na praia em busca de sardinhas vivas! Nenhuma fiscalização!

DE NOVO O VELHO E DE NOVO O MAR...


MAR DE POETA

Arte Andrea Ramos
Da griffie  poética "Cobra Coralina", textos & traços & emoções à flor da pele, naquele tempo em que acreditar era pra sempre e ainda se discutia o sexo das tainhas!

,MANEMÓRIAS

Canasvieiras por volta dos anos 60!

NO MAR DA SOLIDÃO


Rio das Pacas - Praia da Solidão!

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

NA PRAIA...

(National Photo Co.)
Bill Norton, policial de Washington, medindo a altura entre o joelho e os trajes na praia de Tidal Basin, depois que o coronel Sherrill, superintendente da Public Buildings and Grounds, emitiu a ordem de que os trajes de banho não poderiam estar seis polegadas acima do joelho.
Isso em 30 de junho de 1922!

domingo, 15 de outubro de 2017

DANDO NOME...

Foto Ivan Messiano

MAR-CAIS

mar arisco 
bate bate na pedra
mariscos

(Fernando Alexandre)

DE BENZEDEIRAS & PARTEIRAS

Foto Andrea Ramos
Tia Ilda, benzedeira do Pântano do Sul, benzendo redes para a pesca da tainha
BENZEDEIRAS E AS PARTEIRAS
DA ILHA DE SANTA CATARINA

por José Luiz Sardá

Na antiga Europa durante o período da Inquisição, as mulheres que praticavam curas, atendiam a partos e que tinham conhecimento sobre o uso de ervas e plantas medicinais, foram acusadas de bruxas e feiticeiras.

Os açorianos trouxeram uma bagagem cultural repleta de crendices e religiosidade. Essa herança cultural está baseada e enriquecida pela miscigenação das culturas indígenas e africanas, através das manifestações culturais e religiosas. Dentre elas, a sabedoria das mulheres benzedeiras do interior da Ilha de Santa Catarina com suas rezas, crendices, conhecimento da homeopatia e das ervas medicinais.

Nos tempos idos, nos arrebaldes do interior da ilha, muitas mulheres se destacaram como parteiras, benzedeiras, ou no preparo de homeopatia. Este trabalho representava para elas o seu reconhecimento e todas eram respeitadas.

As benzedeiras eram consideradas mulheres que tinham o poder e o conhecimento de curar e afastar os males físicos e espirituais. A prática da benzedura faz parte da cultura açoriana e ainda persiste em algumas regiões da Ilha. São muitas as benzeduras: de arca caída, de cobreiro, de susto, de afogado, de sangue, de pontada, de bucho virado, de espinhela, de sapo, de zipra, zipela e zipelão, de embruxado, de olho grande, de inveja, de umbigo quebrado, de mau jeito e mau olhado.

Tinham conhecimento de rezas, benzeduras e simpatias. Ensinavam remédios homeopáticos e chás caseiros. Em casa num canto da sala, tinham sempre a vista uma bíblia, o crucifixo e imagens de santos. As benzeduras eram recomendadas e compartilhadas entre elas, de acordo com o grau de conhecimento de cada. Ganhavam presentes das pessoas que a procuravam, mas diziam não cobravam em dinheiro, pois era seu dever usar o dom que ganharam de Deus.

As orações de benzeduras foram passadas de boca em boca por gerações. As benzedeiras não se preocupavam com as palavras corretas, mas sim como se falava. Com frases repetidas três vezes, ênfase nos sinais e gestos, na simbologia dos números, na força das palavras e no poder dos elementos da natureza, animais e vegetais.

Para elas, a benzedura é uma forma de esconjurar o mal, se apegando na crença, no poder de Deus, da Virgem Maria, e dos Santos e das palavras certas para pedir a cura. Para o ritual, usam o crucifixo, ervas ou ramos verdes, e com gestos em forma de cruz traçada, fala cantada e de olhos fechados, a voz em sussurros era rezada a benzedura: “Eu te benzo com as três pessoas da Santíssima Trindade. É o Pai, é o Filho é o Espírito Santo acompanhando as cinco chagas de nosso Senhor Jesus Cristo. Tens quebranto, pegasse. No teu comeu, no teu bebeu, no teu dormir ou no teu serviço, ou nos teus negócios. Nas rezas carrega nas tuas mãos, nos passos de tua vida, pras ondas do mar teu mal será levado. Em nome de Jesus”. Ou “Pedro Paulo vai a Roma encontrar com Jesus Cristo. Jesus Cristo perguntou: - onde vais, Paulo? - Eu vou em Roma. - E o que há por lá, Paulo? - Muita zipra e zipela, muita gente morre dela! Com isso eu te curaria em nome de Deus e da Virgem Maria” ou ainda “Treze raio tem o sóli, treze raio tem a lua, sarta diabo pro inferno, que esta alma não é tua. Tosca marosca, rabo e rosca, vassoura na tua mão, relho na tua bunda, e argulhão nos teus pés, por riba do silvado e por baixo do telhado, São Pedro, São Paulo, São Fontista, por riba da casa de São João Batista, bruxa tatara-bruxa, tu não me entre nesta casa, nem nesta comarca toda. Por todos os santos dos santos. Amém”.

Quando uma doença muito grave ou um mal que não era doença, mas de quebranto ou mal olhado atingia alguém, essa pessoa precisava ser benzida. A benzedura também era feita em animais, principalmente em bezerros.

Contavam que muitas vezes o mau olhado pode não ser intencional, mas aquela força maligna sai da forma do olhar da pessoa. O mau olhado pode atingir até plantas e animais. Contra as feiticeiras havia benzeduras e orações especiais, com a tesoura.

Nas primeiras décadas do século XX as mulheres que estavam para dar a “luz” ou os enfermos, eram tratadas na própria casa. As mulheres pariam com a ajuda das parteiras-benzedeiras. Geralmente, depois do primeiro parto era sempre a mesma parteira que realizava os partos seguintes da mesma mulher. A parteira-benzedeira era responsável pela criança recém-nascida e cuidava da mãe até a quarentena pós-parto e não cobravam pelos serviços, pois era preciso retribuir fazendo o bem a outras mulheres.

Veja mais no 
José Luiz Sardá

PORQUE HOJE É DOMINGO...




ASSADAS, COM LIMÃO E ERVAS...

Ingredientes
- 1 anchova inteira, com pele e sem barrigada - salsinha e cebolinha picada a gosto - suco de 1 limão - cebola picada a gosto - sal grosso - folhas de louro a manjericão picados a gosto
Modo de Preparo
1º - Com o auxílio de uma faca ou garfo, faça furos na pele da anchova inteira, com pele e sem barrigada ). 2º - Depois passe pelo peixe (por dentro e por fora) salsinha, cebolinha, suco de limão, cebola picada, sal grosso e folhas de louro e manjericão picados a gosto. 3º - Embrulhe bem a anchova no papel alumínio, fazendo 2 camadas e fechando bem os lados para vedar bem de tal forma que não entre e nem saia ar. 4º - Coloque a anchova temperada e embrulhada numa grelha de churrasqueira e deixe-a assar por 40 minutos a 1 hora (OBS: vire a anchova depois de +/- 20 minutos para assar dos dois lados). 5º - Retire o papel alumínio e se preferir, retire a pele da anchova, passando levemente o garfo sobre o peixe.
O MOLHO
INGREDIENTES:
- 1 xícara (chá) de azeite - sal grosso - suco de 1 limão - ervas a gosto (folhas de louro, tomilho, manjericão, sálvia, salsinha e cebolinha)
MODO DE PREPARO:
Numa tigela, misture azeite, sal grosso, suco de limão e ervas a gosto (folhas de louro, tomilho, manjericão, sálvia, salsinha e cebolinha). Sirva junto com o peixe assado.

LÁ NO FUNDO...

Image captionO exemplar filmado é uma fêmea de 9cm que estava a 600m de profundidade

Cientistas captam pela 1ª vez imagens de ‘diabo negro do mar’

Cientistas do Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterrey, na Califórnia, conseguiram filmar um exemplar do misterioso "diabo negro do mar", uma espécie de peixe abissal conhecida pelo nome científicoMelanocetus johnsonii.

Segundo os pesquisadores da instituição, esta foi a primeira vez que este estranho e pequeno animal foi filmado em seu habitat natural. O peixe pode chegar a viver em uma profundidade de até 3 mil metros.
O exemplar filmado é uma fêmea de 9 centímetros que se encontrava a cerca de 600 metros da profundidade no cânion submarino de Monterrey, na costa californiana.


Image captionO peixe foi filmado em Monterrey, na Califórnia

As imagens foram gravadas por um veículo operado remotamente batizado de Don Ricketts.
O "diabo negro do mar" tem uma antena que se ilumina graças a bactérias bioluminescentes, o que o ajuda a atrair suas presas. Elas acabam atraídas para suas temidas mandíbulas, repletas de dentes afiados.

As fêmeas podem medir até 20 centímetros, enquanto o macho é dez vezes menor e não pode sobreviver sozinho - ele se acopla à companheira como um parasita.
Para os que assistiram ao filme Procurando Nemo, da Disney/Pixar, este peixe é conhecido: ele aparece em uma cena perseguindo os protagonistas do desenho animado.

http://www.bbc.com/portuguese/
"Quem é lerdo não come pirão!"
(Dito popular praieiro)

sábado, 14 de outubro de 2017

VOCÊS VERÃO!



horário de verão
galos acordam a noite
estrelas brincam de escuridão
(Fernando Alexandre)

ENTRE BARCOS & TARDES

Foto Fernando Alexandre

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

NO MAR DA HISTÓRIA

Ilustração do século XVIII de uma embarcação como a que Calígula utilizava. CORBIS / HULTON ARCHIVE

Itália busca o barco das orgias de Calígula

A busca do terceiro navio de Calígula reaviva a fascinação que os governantes mais cruéis e extravagantes continuam despertando


A lenda ganha corpo científico e em Nemi as pessoas esfregam as mãos. A pequena localidade, 33 quilômetros a sudeste de Roma, rastreia o fundo de seu lago em busca do terceiro grande navio de Calígula. Duas daquelas villasflutuantes, que o imperador mandou construir multiplicando sua fama de exagerado, foram recuperadas por Mussolini, entre 1928 e 1932, expostas em um museu junto ao lago e queimadas na noite de 31 de maio de 1944 na fuga alemã ante o avanço aliado sobre Roma. Sobreviveram ao incêndio poucos pedaços de madeira, algumas moedas e o voluntarioso desejo de que não fossem os únicos barcos. Agora, a possibilidade de encontrar um terceiro, como já indicavam documentos do século XV, devolve vigor ao fascínio por um imperador que governou durante quatro anos que as crônicas transformaram em 1.400 dias de terror.

Nemi e seus navios foram o protótipo romano de festa flutuante de verão: sexo, álcool e horário ilimitado. Mas, para além da hipérbole e dos relatos da micro-história que confirmam nossa predileção pelas narrativas sobre os governantes canalhas, o que se preservou 2000 anos sob a água doce do lago foi também a caixa preta de uma das etapas mais turbulentas do império. De modo que, depois de quatro séculos de imersões estéreis para recuperá-las, Mussolini contratou uma empresa milanesa que esvaziou o lago com uma prodigiosa bomba hidráulica. Cerca de 40 milhões de metros cúbicos de água foram canalizadas para o mar através de velhos aquedutos romanos e, debaixo do lodo, pouco a pouco, apareceram os dois barcos: o primeiro media 71 metros e o segundo, 75. Palácios flutuantes com aposentos de mármore, esculturas e avanços tecnológicos como encanamento de chumbo para que a água quente regasse as farras. Um símbolo dos excessos que regeram a vida de Calígula.


Mas os mesmos excessos, de algum modo, o conduziram à morte. Em 24 de janeiro do ano 41 decidiu tomar um banho para aliviar uma ressaca incômoda. Os arrebatamentos paranoicos não o impediram naquele dia de adentrar um beco do palácio em Roma, onde foi esfaqueado por um grupo de centuriões que agiram como mensageiros. Tinha 28 anos e só havia governado quatro quando o mandaram para o outro mundo. Seu curto mandato, como também sucedeu com Nero, por outras razões, se transformou na imagem da corrupção e da perversão do poder absoluto em Roma. O único inconveniente é que esse retrato foi construído sobre a escorregadia damnatio memoriae, a página em branco da história surgida ao se apagarem todos os registros oficiais de suas obras. Incluindo os navios de Nemi, afundados por seus sucessores.

O inquietante relato oficial de Calígula – na verdade, Cayo Julio César Augusto Germânico— fala de um homem que ameaçou nomear seu cavalo cônsul, que prostituía as irmãs, abusava de seu poder sistematicamente e violava as esposas de seus súditos como passatempo. No entanto, a representação feita dele tem a ver também com o álibi moral edificado por seus autores para tirá-lo do caminho, como argumenta a historiadora e prêmio Princesa de Astúrias 2016 Mary Beard:“Grande parte da história foi exagerada ou inventada depois de sua morte para justificar o assassinato. Isso não significa que eu pense que Calígula foi um bom imperador, na verdade, agora é quase impossível diferenciar os fatos da ficção. Mas estou bastante segura de que não era exatamente como o pintam”.

Esses barcos foram o protótipo da festa: sexo, álcool e horário ilimitado. São a 'caixa preta' de umas da etapas mais turbulentas do império

As melhores crônicas são as escritas contra. Ainda acontece com alguns presidentes, cuja excentricidade e tendência ao caos são a receita perfeita para o cultivo de visitas a qualquer meio de comunicação online. Calígulas contemporâneos, costuma brincar Tom Holland, autor de Dinasty: The Rise and Fall of The House of Caesar. Os excessos de Donald Trumpcomo magnata, seus edifícios e seus barcos, seus comentários sobre as mulheres, a errática tomada de decisões como presidente, a aversão pelos impostos, suas provocações no Twitter ou a inclinação por nomear e decapitar assessores configuram um irresistível convite aos que parecem ser razoáveis. “Calígula nos fascina 2000 anos depois porque ainda serve como arquétipo dos caprichos da crueldade do poder absoluto”, afirma Holland.

Mas a verdadeira gênese do mal talvez tivesse a ver, no caso de Calígula, com os problemas sucessórios e a falta de uma lógica clara que ordenasse esse processo sem conspirações nem violência. Nos primeiros 100 anos do império, como recorda Beard, a morte dos imperadores esteve rodeada desse tipo de mecanismo e suspeita. Seu assassinato poderia ser atribuído a grupos de poder que não queriam que Roma fosse por mais tempo uma autocracia dinástica. A resistência de certo establishment acentuou essa sensação de encurralamento e sua obsessão pela segurança. Mas que alguém seja paranoico não quer dizer que não esteja sendo perseguido.
Retrato do imperador Calígula. GETTY


Para além do mito, Calígula é hoje uma oportunidade comercial para Nemi. Um lugar de apenas 2.000 habitantes que atraiu artistas como Goethe, Byron, Stendhal e Turner e que, talvez, se conformaria hoje com a fama de seus deliciosos morangos da floresta. Por ora, o destrutível magnetismo do imperador permanece nos ímãs com seu rosto e nos souvenirs da loja de Santino Lenzi, um artesão que penteia seus cabelos brancos como um autêntico romano, à espera de notícias. As primeiras informações das sondas deixam entrever mais desejos que indícios. Mas até então, como festeja o prefeito da cidade, Alberto Bertucci, todos voltam a olhar para Nemi em busca de respostas.

( Do ://brasil.elpais.com/)

MAR DE OLHARES


"A Cavala"  - Pablo Picasso - 1903

FALANDO DE CAMARÕES

Qual é o ponto certo do cozimento do camarão?


Cozinhar no vapor ou no bafo, como dizem os manezinhos, requer cuidado para ficar no ponto certo. Descasquei 2,5kg de camarões médios deixando a ponta da colinha, passei uma faquinha no dorso para retirar a tripinha preta e reservei.

Utilizando uma panela espagueteira, coloquei no fundo 10 folhinhas de manjericão e o cesto suspenso com os camarões. Reguei com meio copo de vinho branco, adicionei o sal e pimenta do reino. Tampei a panela e esperei ferver até levantar o vapor.

Assim que os camarões que estão por cima ficaram rosados, desliguei. Para servir, coloquei potinhos pequenos com manteiga derretida, azeite de oliva e molho tártaro.

MANEMÓRIAS


Igreja da Armação!
Provavelmente nos anos 60



sexta-feira, 13 de outubro de 2017

MANEMÓRIAS

Itaguaçu - Anos 50
No tempo em que ainda se discutia se Itaguasçu era com sss ou ççç!

CAMINHOS...


Caminhos da Paraíba 


ESPERANDO, ESPREITANDO...

Foto Fernando Alexandre 

MAR DE POETA

destino de pescador
não têm nome
são pescadores
só o mar a areia e o norte
os conhecem
quando por feitos
direito tiveram
a nome e o publicaram
a terra esqueceu-os
partem sempre um dia
humanos que são
perdem-se no nevoeiro
que sobre eles lançam
aqui estão todos
os que foram
os que ainda são
os de amanhã
não têm nome
não sei se o terão
(torreira; 2016)
à memória de cipriano brandão (gamelas)