sábado, 17 de março de 2012

ACORDES DA ILHA

Mar de olhares

"Pobre Pescador" - Paul Gauguin - 1896 - Acervo Masp

OSTRAS EMBRIAGADAS

Foto Paraíso das Ostra

Ingredientes:
-1 copo de vinho branco seco gelado
-1 colher (sopa) de gengibre ralado
-24 ostras frescas
Modo de Preparo:
Retire as ostras das conchas e deixe marinando no vinho e no gengibre por 20 minutos.
Coloque as ostras de volta nas conchas e sirva.

(Receita da Fazenda Marinha Paraíso das Ostras)
Mergulhe fundo no www.paraisodasostras.com

AS OSTRAS DA ILHA...

(...) Um espanhol nos trouxe um dia algumas centenas de ostras: eram muito maiores que as ostras brancas de Saintonge; suas cascas tinham pelo menos cinco polegadas de diâmetro. Não se comem mais gordas e melhores em França. Era um verdadeiro creme fresco, pelo gosto e brancura. Fizemos todo o possível para contratar o espanhol e descobrimos, então, o lugar onde as pegava, mas todos os nossos cuidados foram inúteis pois ele guardou seu segredo, como se fosse interesse do governador..."
 
Relato do navegador Dom Pernetty - Antoine Joseph Pernetty - que em 1763 visitou a Ilha de Santa Catarina à bordo da corveta "Le Sphinx" e realizou estudos de "história natural" sobre a fauna e a flora. Do livro "Ilha de Santa Catarina - Relato de viajantes estrangeiros nos Séculos XVIII e XIX" - Editora da UFSC / Editora Lunardelli - 1990.

sexta-feira, 16 de março de 2012

PROFISSIONAL DE VERÃO

Foto Divulgação
Percorrer as mais lindas praias do Brasil durante 23 dias, com tudo pago, e ainda ganhar por isso. Esse sonho será realizado pelo publicitário de Curitiba Marcel Bely, de 23 anos, que disputou na quinta-feira, com outros 49 candidatos, a vaga de "profissional do verão", tendo como contratante uma marca de chicletes. Com uma remuneração de R$ 10 mil pelo período de trabalho, o selecionado vai encarar o segundo melhor emprego do mundo. Só perde mesmo para o do britânico Ben Southall, que em 2009, aos 34 anos, foi escolhido no concurso para o "melhor emprego do mundo": trabalhar como zelador da paradisíaca Ilha de Hamilton, situada na Grande Barreira de Corais australiana. O salário, na época, foi de R$ 235 mil para passar seis meses na ilha.

No Rio, 50 participantes pré-selecionados por meio de um teste on-line fizeram na quinta-feira uma prova, devidamente ambientada: os organizadores colocaram cadeiras escolares e guarda-sóis na Praia de Copacabana.

A missão do "profissional do verão" é mapear as praias brasileiras e indicar as melhores a serem frequentadas durante a próxima estação.

O "profissional do verão" passará por importantes pontos do litoral brasileiro. Em sua cansativa jornada de trabalho, ele visitará também praias do Rio, como Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca e Búzios. Por ironia, o selecionado vem de uma cidade que não é banhada pelo mar.

— Peguei o ônibus ontem (quarta-feira) e cheguei em cima da hora aqui no Rio. Poder conhecer pessoas de diferentes lugares, praias sensacionais do Brasil e gerar conteúdo para redes sociais é o emprego dos sonhos — disse Bely.

Após uma prova teórica e dinâmicas de grupo, Marcel foi um dos dez finalistas escolhidos para as entrevistas individuais.

— Sou muito espontâneo e verdadeiro. Acho que venci porque mostrei como eu realmente sou — acrescentou o publicitário,

Depois de trabalhar muito no Rio, ele vai seguir para o Nordeste, onde buscará dicas de diversão na Bahia, passando pelas praias da capital. De lá, seguirá para Pernambuco, onde verá o que o litoral de Recife tem de bom, e para Fernando de Noronha.

Sem direito a folga, Marcel se deslocará em seguida para o Sul, onde vai percorrer praias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Em São Paulo, visitará a Praia de Maresias. Mas, antes disso, os fãs da marca de chicletes que contratou Marcel Bely poderão escolher, por meio de votação num site, um destino especial para o "profissional do verão", entre três opções: Socorro, Avaré e Brotas. O dia a dia de trabalho dele e suas descobertas serão relatados nas redes sociais.

Tomara que Marcel Bely tenha mais sorte que o britânico Ben Southall. Durante a estada na Ilha de Hamilton, ele correu risco de vida ao ser picado por uma água-viva dotada de um veneno que poderia ser letal. Para aumentar a sua sorte, foi só um susto.

( De O Globo - 16/3/12 - Veja mais no www.oglobo.globo.com )

OS RIOS E O MAR

Foto Pablito Dutra
"Não havia água na terra dos chocoes. Deus soube que a formiga tinha água e pediu-lhe. A formiga não quis escutá-lo. Deus apertou sua cintura, que ficou fininha para sempre, e a formiga esguichou a água que guardava na boca.
- Agora me dirás de onde a tiraste.
A formiga conduziu Deus até uma árvore que não tinha nada de excepcional.
Quatro dias e quatro noites ficaram trabalhando as rãs e os homens, a golpes de machado, mas a árvore não terminava de cair. Um cipó impedia que tocasse a terra.
Deus ordenou ao tucano:
- Corte-o.
O tucano não conseguiu, e por isso foi condenado a comer frutas inteiras.
A arara cortou o cipó, com seu bico duro e afiado.
Quando a árvore da água caiu, do tronco saiu o mar e dos galhos, os rios.
Toda a água era doce. Foi o diabo quem andou jogando punhados de sal nela."


(Eduardo Galeano, em “Os Nascimentos” 
- "Memória do Fogo" - Vol. 1 - L&PM Editores - 1996))
 
Foto Fernando Alexandre
"Quem vai para o mar aparelha-se em terra" 

(Dito popular praieiro) 

O ASSOBIO DOS GOLFINHOS

Foto Narigudum Solares
Golfinhos nariz-de-garrafa têm assobios individuais que usam exclusivamente para saudar outros membros da espécie, anunciaram biólogos marinhos em estudo publcado semana passada em uma revista científica inglesa.
Usando hidrofones, cientistas da Universidade de Saint Andrews, gravaram golfinhos nadando na Baía de Saint Andrews, na costa nordeste da Escócia, nos verões de 2003 e 2004.
Quando grupos de golfinhos se encontravam, eles trocavam assobios aparentemente com o mesmo som.
Mas análises forenses revelaram que os assobios eram, na verdade, assinaturas individuais, uma vez que não combinavam ou eram imitados por outros animais.
"As trocas de assobios indviduais são uma parte significativa de uma sequência de saudações que permite aos golfinhos identificar conespecíficos (membros da mesma espécie) ao encontrá-los na natureza", destacou o estudo.

Segundo a pesquisa, os assobios são claramente importantes, uma vez que foram ouvidos em 90% dos encontros, acrescentou.
Um sinal em particular veio daquele que parecia ser o líder do grupo, aparentemente dando o OK para os companheiros se unirem ao outro grupo.
Outros assobios poderiam ser relacionados com a aprovação sobre os papéis na busca de comida ou a identificação de indivíduos para socialização. Os golfinhos nariz-de-garrafa atuam em uma sociedade "fissão-fusão", o que significa que eles vivem em grupos cujo número é fluido.

O estudo, realizado por Vincent Janik e Nicola Quick, é publicado no periódico britânico Proceedings of the Royal Society B.
As demais são as aves cantoras, as baleias, as focas e os morcegos, mas nestas espécies, o truque aprendido tem como objetivo a reprodução e são os machos que aprendem a cantar para atrair as fêmeas.
Segundo os cientistas, ao usar assobios para divulgar identidade e detalhes do meio ambiente, os golfinhos compartilham habilidades similares às do falante papagaio-cinzento.
(Com informações da AFP, via BBC Brasil)

quinta-feira, 15 de março de 2012


Foto Brian Bielmann
O DIA EM QUE GOTTFRIED BENN PEGOU ONDA

 
(Tauchen musst du können, musst du lernen[…])
  É preciso aprender a ficar submerso
por algum tempo. É preciso aprender.
Há dias de sol por cima da prancha,
há outros, em que tudo é caixote, vaca,
caldo. É preciso aprender a ficar submerso
por algum tempo, é preciso aprender
a persistir, a não desistir, é preciso,
é preciso aprender a ficar submerso,
é preciso aprender a ficar lá embaixo,
no círculo sem luz, no furacão de água
que o arremessa ainda mais para baixo,
onde estão os desafiadores dos limites
humanos. É preciso aprender a ficar submerso
por algum tempo, a persistir, a não desistir,
a não achar que o pulmão vai estourar,
a não achar que o estômago vai estourar,
que as veias salgadas como charque
vão estourar, que um coral vai estourar
os miolos – os seus miolos –, que você
nunca mais verá o sol por cima da água.
É preciso aprender a ficar submerso, a não
falar, a não gritar, a não querer gritar
quando a areia cuspir navalhas em seu rosto,
quando a rocha soltar britadeiras
em sua cabeça, quando seu corpo
se retorcer feito meia em máquina de lavar,
é preciso ser duro, é preciso aguentar,
é preciso persistir, é preciso não desistir.
É preciso aprender a ficar submerso
por algum tempo, é preciso aprender
a aguentar, é preciso aguentar
esperar, é preciso aguentar esperar
até se esquecer do tempo, até se esquecer
do que se espera, até se esquecer da espera,
é preciso aguentar ficar submerso
até se esquecer de que está aguentando,
é preciso aguentar ficar submerso
até que o vulcão de água, voluntarioso,
arremesse você de volta para fora dele.
(Alberto Pucheu é professor de teoria literária da UFRJ e poeta. Publicou vários livros.
Mergulhe fundo no www.albertopucheu.com.br)

MEMÓRIA DAS ÀGUAS


"...com respeito a pesca, eles têm uma grande abundância de diversas espécies de bons peixes e não lhes faltam ótimos lugares para lançar as redes de arrastão. Todas as suas baías e regatos estão bem providos de tainhas, grandes arraias, bagres, cavalinhas, peixes-tambor (que são assim chamados por causa do ruido que fazem, por meio do qual são seguidos até as águas rasas e lá capturados), alguns com 20 ou trinta libras de peso, sendo suas escamas do tamanho de uma moeda de libra. Os portugueses os chamam de meros..."

(Relato do Capitão George Shelvocke, navegador inglês que visitou a ilha de Santa Catarina em 1719)
Foto Gambarito Silva
"Nem sempre galinha,
nem sempre sardinha."

(Dito Popular praieiro)

MAREGRAFIAS

Criação e execução Andres Amador, artista norte-americano de San Francisco

quarta-feira, 14 de março de 2012

MARES PORTUGUESES


Do documenário Os Açores de Madredeus.

Mulheres do mar português


O mar foi sempre entendido socialmente como um mundo de profissão masculina. No entanto, em alguns lugares do planeta as pessoas encontraram formas de lidar com este aspecto, hoje entendido como sexista e redutor.
Nas comunidades piscatórias do norte de Portugal, é bem evidente a abertura em relação à troca de papéis. Lá, as mulheres exercem atividades em diversos setores: pesca, transporte, sal, doméstico e apanha das algas. Elas são peixeiras, rematadeiras, mariscadeiras, despesqueiras, pescadoras, salgadeiras, salineiras, barqueiras, rendilheiras (de bilro e agulha), doceiras, sargaceiras e jangadeiras.


Saiba mais, mergulhe fundo nesta pesquisa realizada
por Ivone Baptista Magalhães e João Paulo Batista
http://www.culturamaritima.org/files/ardentia4-magalhaes-baptista.pdf

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

DENTRO DA CATEDRAL



Fotos de Clark Little, ex-surfista americano, que utiliza uma câmera capaz de obter até dez fotos por segundo, de dentro de ondas que variam entre 90 cm e 4,5m. 

terça-feira, 13 de março de 2012

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre
Foto Leonardo Régnier

"É pela boca que morre o peixe..."
(Dito popular praieiro)

MALHEIRAS

Foto Fernado Alexandre


Foto Fernando Alexandre
.
Maria, Marias, Mariazinhas
Todas sem-vergonhas
E molhadinhas ..

(Fernando Alexandre)

fim de tarde

Foto Fernando Alexandre

sexta-feira, 9 de março de 2012

É tempo de camarão...

Foto Divulgação
BOBÓ DE CAMARÃO

Ingredientes

700 gr de camarão médio limpo
500 gr de aipim cozido
1 vidro de leite de coco
2 colheres (sopa) de azeite de dendê
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cebola cortada miudinha
4 tomates maduros sem pele e sem semente, cortados em cubinhos.
1/4 de pimentão verde (opcional) sem semente
2 folhas de louro
2 colheres (sopa) de suco de limão
4 colheres de cheiro verde picado
sal e pimenta moída na hora
Fazendo...

Numa travessa coloque o camarão, o tempero verde, meia cebola, o louro, o suco de limão, sal e pimenta e o azeite e deixe tomar gosto por aproximadamente 30 min.
Cozinhe o aipim até amolecer bem, amassando-o em seguida e batendo - ainda quente - em um liquidificador ou processador com um vidro de leite de coco. Caso seja necessário coloque um pouco da água do cozimento.

Em seguida numa panela funda refogue num pouquinho de azeite a cebola restante, acrescente o tomate e o pimentão e continue refogando. Por fim acrescente o camarão temperado. Deixe cozinhar um pouco. Lembre que o camarão cozinha rápido e ele não deve estar totalmente cozido quando for colocado o aipim.

Na sequência incorpore o aipim com o leite de coco. Coloque o azeite de dendê. Faça uma correção de sal e pimenta, se necessário. Deixe cozinhar um pouco para os sabores misturarem.

Acompanhe com arroz e/ou salada.

MAR DE VERÃO

Foto Fernando Alexandre

quinta-feira, 8 de março de 2012

MULHERES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Tia Ilda
Fotos Andrea Ramos

Zenaide
Osmarina

HOJE

Hoje, no Café da Côrte (Centro Histórico de São José, nº 3.107), às 21 hs, Cláudia Barbosa (voz), Denise de Castro (voz e piano), Sílvia Beraldo (flauta e sax) e Carol MIranda (bateria e percussão) interpretando músicas de grandes compositoras brasileiras.

Mar de Agemiro

Agemiro e o seu mar - Atalaia, Luis Correia - Piauí

Previsão do tempo


Lua de Ontem - Foto Andrea Ramos

Lua Cheia nunca trouxe água;
Só chove nos Quartos
(Dito popular praieiro)

O BRUXO E SUAS BRUXAS

Desenho de Franklin Cascaes
"O Senhor Rosalino Oliveira gostava muito de contar estórias de assombrações e outras. Certa ocasião, estávamos sentados na linda praia de Pântano Sul, Ilha de Santa Catarina, quando ele se lembrou dessa estória...
... Meus pais contavam que no (praia) Saquinho existiu um casal que ganhou como presente do trabalho sexual oito filhas, sem nenhum varão entremeado. Depois do nascimento da sexta filha, nasceram duas gêmeas. O casal ficou muito preocupado com a dádiva lá de riba do alto, isso porque sabiam de antemão que, ao nascer a sétima filha de um casal de gente de argila humana, a mais velha tem obrigação espiritual de batizar a mais moça, para afugentar o triste fado bruxólico que ela recebe naturalmente ao nascer neste mundo de Nosso Senhor, como também os pais devem aplicar-lhe o nome de Benta. Meio confusos e apavorados com a presença do caso bruxólico natural que sabiam envolver suas duas filhas, a sétima e a oitava, gêmeas, resolveram consurtar a sinhá Candinha Miringa, velha e tradicional médica benzedeira e curandeira lá das bandas do Sertão do Peri, mó de tomar conselhos e ouvir suas sábias e firmes palavras com relação às coisas do mundo dos deuses ocultos. - Sim, sinhá Candinha, - falou seu Manoel Braseiro, o pai das gêmeas, - eu confio muito na senhora e sempre ouvi falar que o seu saber espiritual com relação às coisas do outro mundo é verdadeiro e consolador(...)

(Fragmento de Bruxas Gêmeas, conto de Franklin Cascaes em "O Fantástico na Ilha de Santa Catarina" - Volume II - Editora da UFSC - 1992.)

Braçadas

quarta-feira, 7 de março de 2012

Malheiras

Foto Fernando Alexandre

Baleias - A Caça

Caça à baleia no Rio de Janeiro, sec XVII -
Pintura de Leandro Joaquim - Museu Histórico Nacional, RJ

As baleias têm sido caçadas desde tempos remotos. Os registros mais antigos conhecidos de baleação são pinturas rupestres entalhadas em rochas do sul da Coreia com cerca de 8000 anos. Desde esses tempos, a caça foi-se tornando progressivamente mais sofisticada, expandindo-se das águas costeiras para as áreas oceânicas à medida que as embarcações foram melhorando e melhores métodos de navegação e processamento das carcaças foram sendo desenvolvidos.No Brasil, a caça á baleia foi proibida somente em 1986.
A última estação de caça à baleia franca no Brasil, a Armação de Imbituba-SC, parou de funcionar em 1973, por causa da falta de baleias.

O CAMINHO DAS PEDRAS

Foto de Marcos Amazonas

Outros Mares


Imagens de Orson Welles e música de mestre Dorival Caymmi

sábado, 3 de março de 2012

DE OLHO...

Foto Fernando Alexandre

Imprevisões Temporárias


Foto Fernando Alexandre
.
Tantos outonos no chão
primaveram invernos
nesse verão
(Fernando Alexandre)

Trilha Sonora : Reggae da Tainha

Valdir Agostinho , artista multimidia da Barra de Lagoa, e o "Reggae da Tainha", trilha sonora do tainhanarede desde maio de 2009

PESCANDO TAINHAS NO VERÃO...

Arante José Monteiro Filho, o Arantinho, pescador de tainhas, historiador e um dos donos do famoso "Bar do Arante" fala das tainhas que são avistadas e pescadas no Pântano do Sul em pleno verão!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Olhando ilhas, espero...

Foto Fernando Alexandre

NAVEGAR É PRECISO. E VIVER ?

Imortalizada por Fernando Pessoa no poema "Mensagem", popularizada por Caetano Veloso em "Os Argonautas", a oração "Navegar é preciso, viver não é preciso" tem origens antigas. Em 1434, D. Henrique usou-a para repreender o navegador Gil Eanes, após 15 expedições fracassadas. Mas quem teve o crédito pela invenção foi o general Pompeu (106 a.C. -48a.C.). Devido a fome que assolava Roma, Pompeu queria convencer seus marinheiros a zarpar das colônias sob tempestades, com navios cheios de comida. O historiador Plutarco relata que o general concitou: "Navigare necesse, vivere non necesse."
(Do Almanaque Brasil de Cultura Popular - Edição agosto 1999)

OS ARGONAUTAS

quinta-feira, 1 de março de 2012

Novo ministro da pesca

'Não sei nem colocar minhoca no anzol'
O novo ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella (PSB-RJ), afirmou nesta quinta-feira, em entrevista à rádio Estadão/ESPN, que tem muito a aprender sobre os assuntos ligados à pasta, que será assumida por ele oficialmente na sexta-feira, em substituição ao petista Luiz Sérgio Oliveira. "Eu vou dizer uma coisa muito humildemente: eu não sei nem colocar uma minhoca no anzol", disse Crivella.


O engenheiro civil e ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus acrescentou que o cargo será um aprendizado, mas que ele possui "o espírito público". Crivella é considerado como uma aposta para ajudar a candidatura de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo, apesar da negativa da presidenta Dilma Rousseff em querer se envolver na disputa eleitoral este ano.
Partido do falecido ex-vice-presidente José Alencar, o PRB é um braço político da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que, além dos milhares de fiéis, controla a TV Record. A presença dos evangélicos no palanque de Haddad ajuda blindá-lo na faixa de eleitorado mais conservador, na qual o PT encontra dificuldades

MANÉ-CAIS


Bucicas no cio
lua cheia reinando
no meio da minha cozinha

(Fernando Alexandre)