quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

VOCÊS VERÃO!

Primeiro dia do verão começa nublado em Florianópolis - Marco Santiago/ND

Verão começa com nebulosidade e temperaturas amenas em Florianópolis

Primeiros dias da estação mais quente do ano serão de tempo estável nas cidades de Santa Catarina

As temperaturas elevadas registradas nas últimas semanas anunciaram o fim da primavera e a chegada do verão. A estação mais quente do ano começa oficialmente hoje, às 13h28, com o solstício de verão, fenômeno que marca o dia mais longo do ano e com maior incidência de radiação solar no Hemisfério Sul.

Na Grande Florianópolis, o verão começa em um dia nublado com pouca probabilidade de chuva, clima que se repete amanhã. Na Capital, a temperatura máxima para hoje é de 26ºC. O dia mais quente desta semana será o sábado, mas há risco de tempestades no fim da noite em todo o Estado devido à chegada de uma frente fria pelo litoral.

Na véspera e no dia do Natal, a previsão para Santa Catarina indica tempo instável. Os dias amanhecem nublados e há possibilidade de pancadas de chuva isoladas com raios e rajadas de vento associadas ao calor nos períodos da tarde e da noite, as típicas chuvas de verão.

Conforme o meteorologista Luiz Cavalcanti, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília, a tendência é que haja chuva dentro dos padrões normais em Santa Catarina. Cavalcanti informou também que o fenômeno conhecido como La Niña, quando ocorre o resfriamento das águas do Oceano Pacífico, este ano é predominante, mas com pouca intensidade, o que deve contribuir para garantir uma normalidade climática no Brasil.

A previsão para os meses de janeiro e fevereiro de 2018 é de muito calor no Estado. Segundo a Epagri/Ciram, mesmo com o clima úmido, os volumes de chuva serão um pouco baixos para o esperado durante a época, o que pode significar problemas de estiagem, já que os rios catarinenses estão com os níveis baixos.

O verão terminará no dia 20 de março de 2018, no equinócio de outono. Com a rotação do planeta Terra, a incidência de raios solares sobre o hemisfério diminui, tornando as temperaturas mais amenas.

(Do https://ndonline.com.br)

ILHAS DA ILHA


ILHAS

José Luiz Sardá- Geógrafo

No litoral brasileiro, as ilhas são resultantes daquelas formações graníticas que não chegaram a se conectar entre si por meio de depósitos arenosos.
As que circundam a Ilha de SC, fazem parte da plataforma continental e apresentam as seguintes configurações:
As localizadas em mar aberto e expostas à ação do vento e do mar exibem costões rochosos com pouca ou nenhuma vegetação arbustiva, não dando condições para agrupamentos arbóreos significativos.

As localizadas no interior das baías e mais protegidas da ação eólico-marinha são recobertas por vegetação mais frondosa, pertencentes ao domínio da mata atlântica. As ilhas integrantes do município de Florianópolis são:

Ilha de Santa Catarina, Ilha das Campanhas, Ilha Badejo, Ilha Moleques do Sul, Ilha Mata Fome, Ilha das Aranhas Grande, Ilha das Aranhas Pequenas, Ilha do Xavier, Ilha do Campeche, Ilha da Pedra, Ilha das Laranjeiras, Ilha das Três Irmãs (Irmã do meio, Irmã Pequena e irmã de Fora), Ilha Moleques do Sul, Ilha Papagaios Grande, Ilha Papagaios Pequena, Ilha dos Cardos, Ilha Maria Francisca (Flechas), Ilha do Largo (Garoupa), Ilha Garcia, Ilha das Tipitingas, Ilha do Facão, Ilha dos Noivos, (Lamim), Ilha Três Henriques (Laje), Ilha Diamante, Ilha da Guarita, Ilha Perdida, Ilha Guarás Pequena, Ilha Guarás Grande, Ilha Ratones Pequeno, Ilha Ratones Grande, Ilha do Francês (Argentino), Ilha Fortaleza (Araçatuba), Ilha das Pombas, Ilha das Vinhas, Ilha do Abraão e Ilha das Conchas.

Importante saber que as Ilhas da Fortaleza, dos Cardos, Moleques do Sul e as Três Irmãs fazem parte do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro conforme Decreto Estadual no. 1.260/75 e a Ilha do Papagaio pelo Decreto no. 2.336/77.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

ILHAS, OLHARES...

Foto Fernando Alexandre

VOCÊS VERÃO!

Sem um posto, salva-vidas passam 12 horas em cadeiras de plástico no Caldeirão do Morro das Pedras - Marco Santiago/ND

Sem locais apropriados e comunicação adequada, salva-vidas sofrem nas praias de SC

Os 1.465 salva-vidas civis e os 112 militares integram a equipe que vai atender as ocorrências em 159 praias de 35 municípios. O problema é que esses profissionais sofrem com a estrutura inadequada

por MICHAEL GONÇALVES, FLORIANÓPOLIS 

Indispensáveis na temporada de verão, os guarda-vidas são as principais referências do poder público para a sociedade em 326 quilômetros do litoral catarinense. Os 1.465 salva-vidas civis e os 112 militares integram a equipe que atenderá as ocorrências no mar e na faixa de areia em 159 praias de 35 municípios. O problema é que em algumas localidades esses profissionais sofrem com a estrutura inadequada para desenvolver a atividade.

A falta de um local apropriado para observar o movimento dos banhistas, os poucos rádios comunicadores e o efetivo reduzido são os principais empecilhos. O celular pessoal acaba sendo o principal canal de comunicação com o Cobom (Central de Operações dos Bombeiros) para o pedido de apoio de uma ambulância ou helicóptero.

Em Florianópolis, os guarda-vidas estão presentes em 26 praias e lagoas. As fortes ressacas marítimas que atingiram algumas praias do Norte, Sul e Leste da Ilha danificaram os postos salva-vidas. A prefeitura recuperou alguns deles, mas em determinados locais o trabalho é insalubre.

No Caldeirão do Morro das Pedras, o posto salva-vidas foi desmontado para não ser carregado pela força do mar. O problema é que agora os salva-vidas passam 12 horas sentados em cadeiras de plástico e sob um guarda-sol. O mesmo acontece em outras localidades onde os cadeirões também foram destruídos pela força do mar.

Outro problema é a falta de um canal de comunicação direto com o Cobom. Não são todos os postos que têm um rádio comunicador com frequência VHF. Em determinadas bases, os profissionais têm apenas os rádios HT, com autonomia bem menor. “Teve uma ocorrência em que percebemos uma movimentação estranha do outro lado da praia e começamos a correr. No meio do percurso o celular tocou, era o Cobom comunicando o afogamento. Se tivéssemos esperado pelo contato a vítima poderia ter sofrido maiores complicações”, contou um salva-vidas que prefere não se identificar. Em determinados pontos, não há local apropriado para ir ao banheiro e nem para almoçar.

“Se aumentarmos o efetivo, teríamos que fechar algum quartel”

Os salva-vidas também sofrem com a falta de efetivo. A base do Morro das Pedras trabalhou na temporada passada com 16 guarda-vidas e, atualmente, conta com 13. O comandante da 1ª Região do Corpo de Bombeiros, coronel César Nunes, explicou que está fazendo o melhor possível na gestão dos recursos. “Não temos como aumentar o efetivo, porque senão teríamos que fechar algum quartel. Estamos remanejando o pessoal para atender as praias com o maior histórico de ocorrências”, disse.

Sobre os rádios, Nunes afirmou que todos os postos têm um canal de comunicação. “Temos dois tipos de rádios, que trabalham em frequências diferentes, além de um aplicativo de celular. Hoje, todo mundo usa o celular pessoal no trabalho. Também estamos trabalhando para recuperar os postos e os cadeirões destruídos pela ressaca e até o fim da temporada queremos recuperar todo esse mobiliário”, explicou.

GBS faz monitoramento em praias sem bases operacionais

Florianópolis conta com 340 salva-vidas civis e 26 militares. O comandante do GBS (Grupamento de Busca e Salvamento), tenente Bruno Azevedo Lisboa, informa que existe um monitoramento em locais onde não há um posto, mas que o crescimento populacional já demanda a ampliação do serviço. Hoje, 174 salva-vidas trabalham por dia, das 8h às 20h, na Capital.

As localidades do Novo Campeche, Naufragados e Moçambique não são atendidas na integralidade. “Temos ciência que a cada temporada os banhistas querem descobrir novos locais para aproveitar as praias, mas não conseguimos acompanhar essa disseminação. A praia do Moçambique tem salva-vidas, mas só conseguimos cobrir um quilômetro, dos 11 quilômetros de extensão. O mesmo acontece no Novo Campeche”, disse.

Segundo a instrução normativa, cada base guarda-vidas é responsável por 200 metros de cada lado de extensão. Em função disso, o recomendado é que exista uma unidade a cada 400 metros. “Vale lembrar que das cinco mortes registradas este ano, apenas uma foi em local e horário monitorado por salva-vidas”, ressaltou Bruno.

Ocorrências em Florianópolis *

Arrastamentos: 1.521

Afogamentos: 57

Lesão por água viva: 16.700

Crianças perdidas: 750

Mortes: 5

* De 1º de janeiro a 17 de dezembro de 2017


Praias com salva-vidas 

Solidão, Açores, Pântano do Sul, Armação, Matadeiro, Lagoa do Peri, Morro das Pedras, Areias do Campeche, Campeche, Novo Campeche, Mole, Joaquina, Santinho, Ingleses, Barra da Lagoa, Moçambique, Brava, Lagoinha, Canasvieiras, Jurerê, Daniela, Forte, Cachoeira do Bom Jesus, Ponta das Canas, Galheta e Lagoa da Conceição.

Fonte: Corpo de Bombeiros

(Do https://ndonline.com.br/)

O FIM DO MUNDO - FINALMENTE!

"Impacto Profundo" - Paramount Pictures/Dream Works (1998)

Fim de ano ou fim do mundo? Vidente alerta para risco de tsunami em Santa Catarina

Segundo geólogos o principal motivo do fenômeno é o movimento das placas tectônicas

Será possível uma onda gigante atingir a costa brasileira? Segundo vídeo de um vidente que está rolando nas redes sociais, o final do ano de 2017 será trágico. Ele afirma que, a partir do dia 22 de dezembro até 5 de janeiro de 2018, Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul serão atingidas nas áreas costeiras, por uma onda gigante e violenta. O motivo, descrito por ele, é a transição planetária, pois “Nós adoecemos o planeta terra. A natureza reclama reajustes” completa. 

No vídeo ele ainda afirma que as informações partiram de amigos do mundo espiritual, que vieram até ele para repassar esses alertas e pede que as pessoas evitem as cidades citadas no período de festas.

Segundo geólogos o principal motivo do fenômeno é o movimento das placas tectônicas, mas, para a nossa sorte, as placas não se chocam. Elas provocam o afastamento da América do Sul e a África. “Caso gerado um tsunami na Cordilheira Oceânica ou na Dorsal, onde ocorre a divergência nas placas tectônicas, esse maremoto não vai gerar ondas sísmicas de alta intensidade” defende Norberto Honr Filho, Doutor em Geociência.

Outros motivos também poderiam ocasionar o tsunami, como quedas de meteoros, deslocamento de grandes geleiras ou até mesmo erupções vulcânicas, sendo essa última a possibilidade mais discutida entre os cientistas desde que o Vulcão Cumbre entrou em atividade nas Ilhas Canárias. Uma erupção poderia fazer parte da Ilha deslizar e cair no mar. Ainda assim, a probabilidade é mínima.

A repercussão deixou muitas pessoas em dúvida e algumas até mudaram os planos para as festividades de Natal e Ano Novo. Alguns acreditam desacreditando, outros esperam para ver no que vai dar. E você? Acredita nesse possível fim do mundo?

(Do https://ricmais.com.br/)

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

BÁSICO & CLÁSSICO

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul, enquanto a noite não vem...

LENDO O MAR

Os enormes trirremes gregos levavam até 400 tripulantes! História, de Heródoto, um dos dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler

Dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler


Não há nada mais gostoso que viajar. Por isso o Mar Sem Fim preparou uma lista dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler. Há de tudo, e para todos os gostos. Das viagens épicas, às idílicas; uma corrida contra o tempo, ou uma bem devagar, à força de músculos. Viagens de exploração, e antropológicas; algumas, solitárias, outras, com equipes. Parte delas escritas por expoentes da literatura, outra, por anônimos (até então…). E ainda assim, em ambos os casos, são relatos deliciosos. E há os feitos históricos que nos fazem viajar no tempo, ou descobrir a fibra de um navegador que sofre por meses seguidos o terror dos terrores dos marinheiros: à deriva, ao sabor de ventos e correntes. Todas são viagens fascinantes e únicas
A seguir a lista dos dez livros náuticos escolhidos

1) Começando com o primeiro que se tem notícia: História, de Heródoto

Enormes trirremes, que levavam até 400 tripulantes, em manobras ousadas e impetuosas. Os persas, que já haviam perdido cerca de 400 navios em razão de violenta tempestade, ancoram o que restou da frota a defronte a Atenas. Era tudo que os gregos queriam. Num lance de estratégia, investiram sobre o inimigo numa brilhante vitória assistida pelo rei persa, Xerxes.

O ‘choque fatal’ entre Grécia, e Ásia, narrado pelo Pai da História (484 a.C). Ele nasceu na Ásia Menor, e viveu na Atenas do período áureo, civilização helênica, “entre uma das maiores constelações de valores intelectuais que o mundo já produziu.” Andou e pesquisou por todos os cenários antigos, subiu o Nilo, perambulou pela Líbia, Fenícia, chegou até a Babilônia.
Ilustração: seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2013/04/xerxes-o-rei-dos-reis.html

Anotou respostas de soldados que participaram das batalhas. No texto, um diário de suas viagens, ‘você volta para o século V a.C’, e testemunha incríveis batalhas navais da esquadra persa contra a do gregos.

2) No Brasil, um mito da vela mundial, Joshua Slocum e a Viagem do Liberdade

A história começa em 1884, quando o comandante compra a barca Aquidneck e parte para a América do Sul onde fazia navegação de cabotagem. Slocum perde o barco num baixio em Paranaguá. Paga, e dispensa a tripulação. Com um machado, um enxó, dois serrotes, alguns parafusos, uma lima e brocas, avança Mata Atlântica adentro; escolhe a madeira de cada árvore, e constrói um barco de 35 pés cheio de novidades tecnológicas. Metade era ao estilo sampang, japonês; mas o mastro de junco, chinês. Equipa os dois lados do casco com tubos de bambu ocos; estabilizadores, que impedem o veleiro de capotar. Joga na água dia 13 de maio de 1888, por isso o nome Liberdade, em português mesmo, homenagem ao fim da escravidão.

O mestre dos Mares, Joshua Slocum, autor de um dos dez livros náuticos que todo homem e mulher do mar deveriam ler
Tripulação formada pela mulher e dois filhos, navega com o Liberdade mais de cinco mil milhas até chegar em casa, em Washington. Uma aventura com “A” maiúsculo.

O Liberdade

Ele é um dos maiores ícones da vela moderna mundial, o ‘Mestre dos Mares’. Autor do clássico da literatura náutica, Sozinho ao redor do Mundo, onde relata a primeira viagem em solitário (1895 – 1898), num veleiro ao redor do mundo. Mas não é este o destaque. ‘A Viagem do Liberdade’, sim, “fundamental para nós, porque boa parte da aventura se passa no Brasil como, de certo modo, se passa por causa do Brasil.” Além do mais, Slocum adorava os barcos tradicionais brasileiros. Faz rasgados elogios aos barcos, e aos marinheiros brasileiros.

3) Jack London – A Travessia do Snark

“O gênio imortal do romance de aventura, desta vez num cruzeiro à vela nos Mares do Sul.” Ele saiu de São Francisco, acompanhado pela mulher e um amigo leigo, num veleiro inacabado e fazendo água, sem obedecer ao leme, que pretendia consertar em Honolulu. Doidão? Sim, doidão e genial. Corria o ano de 1907. Havia pouca informação sobre os Mares do Sul. London visitou os lugares mais lindos do planeta, e os descreve com precisão. Conviveu com leprosos e canibais.

Jack London, o doidão genial, autor de mais um dos dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler

Em Waikiki descobriu uma novidade, um ‘esporte real’, como diz, que mexeu com sua cabeça. Esporte hoje conhecido como o surf, então praticado por nativos.

Foto: www.sonomanews.com/lifestyle/5763554-181/celebrating-jack-london-the-cruise

Embevecido, faz a primeira descrição: “…de repente, enquanto a onda enorme ergue-se para o céu e rola na direção da praia, surge a cabeça de um homem. Rápido, ela se ergue sobre o branco espumante…todo corpo se projeta para cima, como uma visão. Onde segundos antes havia apenas uma enorme parede de água, está um homem ereto, em toda sua altura; ele não se debate, não é sepultado ou esmagado pelo monstro poderoso, mas, sim, se mantém de pé e acima dele, calmo, soberbo…”
 Só por essa descrição entra na lista dos dez livros náuticos que todo homem do mar deveria ler.


O Sanrk

4) Bernard Moitessier – O Longo Caminho

Ah, os franceses…não fossem eles e muito não se saberia da vela em cruzeiro, ou regatas. Moitessier (1925 -1994), francês, nascido no Vietnam então Indochina, partiu para a primeira regata em solitário através do mundo, a Golden Globe Challenge, em 1968.

O longo caminho, imersão na mente de Moitessier, mais um dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler

Largada em Plymouth, Inglaterra. Nos dez meses seguintes, sem escalas, passou pelo Cabos da Boa Esperança, na África do Sul; atravessou o Índico e cruzou o Cabo Leeuwin, na Austrália; de volta ao Pacífico, velejou até cruzar o Cabo Horn. Depois, começa a subir o Atlântico Sul mas, no meio do trajeto… desiste da regata. “Não sei como explicar minha necessidade de continuar rumo ao Pacífico…não se explica em palavras, seria inútil tentar.”

Dá um bordo e navega outra vez para o Cabo da Boa Esperança. Cruza o Índico, ultrapassa o Cabo Leeuwin pela segunda vez para, por fim, jogar âncora na sua adorada Tahiti. Entre os equipamentos de bordo um estilingue, para arremessar filmes e relatos aos navios com quem cruzasse, informando sua posição ao jornal Sunday Times, organizador da prova.

Moitessier treinando com o estilingue. Foto: expresso.sapo.pt/multimedia-

Companheiros na aventura, a introspecção de sua mente, albatrozes e petréis. E a yoga, que praticava regularmente. Vale cada parágrafo.

5) Robert Louis Stevenson – Nos Mares do Sul

O escocês é um dos grandes da literatura mundial. Autor do clássico, A Ilha do Tesouro, e dezenas de outros.

Roberto Louis Stevenson é autor de um dos dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler

A tuberculose o leva a procurar um clima que amenizasse sua agonia. Em junho de 1888 partiu a bordo da escuna Casco, para o Pacífico Sul, com sua família e uma tripulação.

O Casco : (jakesjackofhearts.blogspot.com.br/2008/10/o-captain-my-captain.html)

Passaria seis anos na Oceania. Quatro deles na ilha de Vailima, em Samoa. Nos Mares do Sul, obra-prima da literatura de viagem, conta suas peripécias de seis anos de contatos com polinésios e melanésios dos arquipélagos das Marquesas, das Tuamotu, das Gilbert, e dezenas de outras ilhas. É um livro lírico, mostra que estava à frente de seu tempo.

6) Alfred Lansig – A Incrível Viagem de Shackleton

Existem vários livros sobre a viagem de Shackleton, até um escrito por ele. Os melhores, para este site, são o sexto indicado, ou O Endurance, de Caroline Alexander. Ambos contam em detalhes de prender o fôlego, uma das maiores sagas náuticas que se tem notícia. Uma história que, não fosse o protagonista, seria tremendo fisco. O gênio de Shackleton a transforma em exemplo de perseverança e superação.

Era o período heróico da descoberta da Antártica. Shackleton saiu da Geórgia do Sul em dezembro de 1914, e navegou para a Antártica, que pretendia cruzar a pé. Em janeiro de 1915 seu navio é aprisionado pelo gelo. Em Outubro, com o Endurance sendo esmagado, decide abandoná-lo.


Endurance preso no gelo.

Começa uma marcha com sua tripulação puxando os escaleres sobre a banquisa de gelo. Em abril de 1916 atinge a ilha Elephant. Shackleton sabe que ninguém o resgatará. A ilha estava fora das rotas.

Na banquisa…

Com um dos escaleres melhorado, atravessa o estreito de Drake até retornar para a Geórgia do Sul. Oitocentas milhas de puro inferno. Um feito épico! De lá, navega para resgatar seus homens, mas é impedido em razão do gelo. Toca para Punta Arenas, Chile. Ali consegue o empréstimo do rebocador Yelcho. Com ele segue até Elephant e salva todos os seus homens. Uma saga admirável!

7) Nathaniel Philbric – No Coração do Mar

A verdadeira história que inspirou Herman Melville a escrever Moby Dick. A saga do baleeiro Essex, de Nantucket, USA, então centro mundial da pesca à baleia, Em 1820, quando estavam a cerca de mil milhas, a Oeste das ilhas Galápagos, em pleno Pacífico, longe de tudo e de todos, o navio é abalroado e afundado por um cachalote de 26 metros, enfurecido.

Dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler

A tripulação apressada pega o que consegue, e embarca em três botes. Durante três meses enfrentam provações insuportáveis. Entre elas, tirar a sorte e escolher quem deveria ser comido pelos companheiros. Um desastre que abalou o mundo na época, reconstituída pelo historiador Nathaniel Philbrick. “Embora os instintos do capitão Pollard fossem corretos, faltou-lhe caráter forte para impor sua vontade aos dois jovens oficiais. Em vez de velejar para o Tahiti, rumo à salvação, partiram numa viagem impossível, vagando pelo deserto de água do Pacífico até que a maior parte deles tivesse morrido.”

“A fatalidade do Essex não é uma história de aventura. É uma tragédia que constitui também uma das maiores históricas verídicas já narradas.”

8) Thor Hayerdal – Kon Tiki

O explorador, arqueólogo, antropólogo e escritor, nasceu na Noruega, em 1914. Aos 25 muda-se para a Polinésia. Intriga-o, descobrir como colonizaram aquelas ilhas remotas.

Kon Tiki, mais um dos dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler

Concebe nova teoria: seguindo as correntes oceânicas, os colonizadores teriam vindo do Ocidente. Contestado, constrói a réplica de uma balsa aborígene, a Kon Tiki e, em 1946, parte com cinco companheiros do Peru em direção à Polinésia para provar sua tese. Oito mil Km, e 101 dias depois, encalha no recife Raroia, no Taiti. Delícia de leitura.

9) Steven Callahan – À Deriva, setenta e seis dias perdido no mar

“Dedicado às pessoas de todos os lugares que conhecem, ou conheceram ou irão conhecer sofrimento, desespero ou solidão.” Publicado três anos depois do acidente, quando ondas de mais de sete metros de altura fizeram picadinho do pequeno Napoleon Solo, veleiro de 21 pés, construído por ele, que atravessava o Atlântico Norte em direção aos USA.

Steven Callahan, pela persistência, um dos dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler

Saindo de Lisboa, escalou na Madeira e Canárias. E seguiu para Guadalupe. Os humores dos mares disseram basta quando estava a 450 milhas ao Norte da ilhas do Cabo Verde. Seu destino, as ilhas do Caribe, ficavam a mais de 1 800 milhas. Mal teve tempo de pegar os equipamentos de sobrevivência. Já na balsa, onde passaria míseros 76 dias na mais prolongada agonia de um náufrago, construiu um sextante primitivo com um lápis. Pescava com arpão. Coletava água da chuva, e sua fibra jamais o deixou desistir. Foi selecionado pela insistência em sobreviver. No 71º dia, anotou: “…o último destilador solar desagregou-se completamente…” Durante o périplo, cruza com cinco navios mas, para seu desespero, não consegue avisá-los. Navegando como pode, 76 dias depois arriba em Guadalupe. Um ‘aula’ de sobrevivência.

10) Amyr Kink – Cem dias entre céu e mar

Por último, mas não menos importante, nossa sugestão é o primeiro livro do melhor navegador brasileiro. Aquele que alçou seu nome à constelação de supernavegadores mundiais. A história é por demais conhecida. Best-seller, ultrapassou dez edições. O ‘orgulhoso dono da canoa Rosa’ estuda cada detalhe da rota e suas necessidades. Estratégia em primeiro lugar. Constrói um barquinho com 5,94 metros, por 1,52 de boca (largura). Movido a remo, atravessa o Atlântico Sul, da Namíbia à Bahia, em 101 dias. De quebra cita Fernando Pessoa e explica, com desconcertante simplicidade, a história náutica brasileira ao tempo das descobertas:
Amyr no IAT. Mais m dos dez livros náuticos: todo homem/mulher do mar deveria ler

“Como puderam então alcançar (as caravelas) terras tão distantes, unir continentes e depois regressar se os ventos que sopravam favor na ida eram contrários na volta?”

“Simplesmente nunca retornando pelo mesmo caminho.”


São tão conhecidos que basta googar o nome do autor e livro. Assim você pode escolher onde comprá-los.

Foto de abertura: misteriosdomundo.org/as-15-bibliotecas-mais-majestosas-do-planeta/


(Do https://marsemfim.com.br/)

UMA RECEITA



O SER MAIS VELHO DO MUNDO

É difícil imaginar algo ainda vivo que tenha nascido em 1505.

Tubarão que pode ter nascido em 1505 é encontrado vivo na Groenlândia

Se você já completou 30 anos e pensa que está se sentindo velho(a), espere até conhecer o tubarão centenário da Groenlândia.

Pesando mais de uma tonelada e medindo cerca de 5,5m, ele foi encontrado por biólogos marinhos que, ao medir seu comprimento, estimam uma idade entre 272 e 512 anos.

Esse foi o ano em que Martinho Lutero tornou-se um monge, e o rei Henrique VIII cancelou seu noivado com Catherine de Aragão…
Ou seja: há muito tempo!
E ele não é o único: os tubarões que vivem nas águas geladas do Oceano Ártico são conhecidos por viver centenas de anos e passam a maior parte da vida em busca de um(a) companheiro(a).

Se a estimativa dos biólogos estiver certa, esse tubarão seria o vertebrado vivo mais antigo do mundo, tendo ‘sobrevivido’ à Revolução Industrial, à fundação dos EUA e às duas guerras mundiais.


Devido à sua longevidade, os pesquisadores da Noruega acreditam que os ossos e tecidos desses tubarões podem nos dar uma ideia do impacto das mudanças climáticas e da poluição durante um longo período de história.

Além disso, eles estão mapeando o DNA dos animais para entenderem melhor o que determina a expectativa de vida em diferentes espécies, inclusive nos humanos.

“As espécies de vertebrados vivos mais antigos do planeta formaram várias populações no Oceano Atlântico. É importante saber disso para que possamos desenvolver ações de conservação apropriadas para essa importante espécie”, conclui o professor Kim Praebel em um simpósio organizado pela Fisheries Society of the British Isles.

(Fonte: ladbible.com, via https://awebic.com/)

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

PLANETA AZUL

Blue Planet II é um dos programas de TV mais esperados do Reino Unido

Vida marinha: BBC lança novo documentário, Blue Planet II

“Em 2001, o programa The Blue Planet (O Planeta Azul) foi assistido por 12 milhões de pessoas e vendido para 50 países. O documentário tem formato de série, dividida em sete partes.”
Quatro anos de filmagen
s
Pelas fotos dá pra imaginar o que vem por aí…

“A Unidade de História Natural da BBC passou quatro anos filmando a vida marinha em todos os oceanos do planeta com ajuda de cientistas marinhos. O produtor executivo da série James Honeyborne disse que…

…Os oceanos são o lugar mais empolgante de se estar agora porque novas descobertas científicas nos deram uma nova perspectiva sobre a vida embaixo das ondas…
Vida marinha e as novas descobertas

“Entre as descobertas recentes que aparecem no documentário está uma nova espécie de caranguejo com pelos no peito – apelidado de “caranguejo Hoff” em homenagem ao ator David Hasselhoff, do seriado de TV Baywatch.”


A série também conta com a contribuição da conhecida banda britânica Radiohead na trilha sonora. E a narração, mais uma vez é de Sir David Attenborough.

Assista o trailer de Blue Planet II


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

MAR DE ONDAS


Onda e clique do Paulo Goeth


NAS ONDAS...


Ondas não servem apenas ao surfe: saiba o que a ciência acha delas

Atraindo desde atletas altamente qualificados a praticantes de fim de semana, o surfe é um esporte amado ao redor do planeta. Tudo o que você precisa é de mar, ondas e entusiasmo.

Mas se manobras radicais encantam observadores, pouca atenção se presta à ciência que torna isso possível. E que não é nem um pouco menos impressionante.

A matéria original é da BBC.

Uma onda poderia carregar a bateria de 30 milhões de smartphones

Quem já viu ondas batendo na areia percebeu a enorme energia que elas têm. E essa energia parece ser uma das mais promissoras fontes renováveis do futuro, potencialmente suprindo 10% da demanda global.

Formação das ondas

Ondas são formadas de diversas maneiras. Mas, na maioria dos casos elas são criadas pelo vento soprando na superfície do oceano. Enquanto a onda viajar em velocidade menor que a do evento, energia será transmitida do vento para a onda.
Equações podem determinar de forma precisa a quantidade de energia de uma onda

Há complexas equações que podem determinar de forma precisa a quantidade de energia das ondas. Em termos simples: o quanto maior a onda, maior sua energia. E existem poucos lugares do mundo com ondas tão grandes como Nazaré, Portugal.


As monstruosas ondas podem chegar a 30,5m de altura graças à combinação entre a posição geográfica e o relevo submarino. Geradas por tempestades no Atlântico Norte, em profundidades de até 4900 m, as ondulações são amplificadas ao se aproximarem da costa e crescem bastante.

Imagine a energia contida em uma onda tão grande quanto um prédio de oito andares. Alguns cientistas já estimaram que algumas das ondas de Nazaré poderiam carregar a bateria de 30 milhões de smartphones.

Segredos das ondas

Nazaré está longe de ser o único local amado por surfistas. O vilarejo de Teahupo’o, no Taiti, é idolatrado por eles. Suas ondas são íngremes e grandes. Nem mesmo o risco de ser cortado em pedaços pelos corais do fundo do mar afasta os interessados.

As ondas em Teahupo’o são de um tipo apelidado pelos cientistas de “surto”. Não são as maiores do mundo, atingindo um auge de 9,1 m, mas são extremamente volumosas, formadas também pelo encontro de águas profundas com uma costa rasa.


O Taiti é uma ilha vulcânica e seus recifes de coral criam um obstáculo bem íngreme para frear a onda, fazendo com que a parte superior ultrapasse a anterior. Isso deveria resultar em ondas grandes e assimétricas, mas a geologia de Teahupo’o dá origem a um efeito único: a água doce descendo das montanhas vizinhas cria canais no fundo do oceano que previnem a formação de corais. Esses canais criam ondas “limpas” e rápidas ao canalizar a água da beira para o fundo.
A jato sobre a prancha

No mar, porém, a história é outra: durante uma etapa do Circuito Mundial de 2011, o surfista australiano Mick Fanning atingiu velocidade de quase 40km/h sobre sua prancha, o que ajudou a justificar seu apelido de Relâmpago Branco.
Inspiração da natureza

Quilhas, localizadas na parte inferior de uma prancha, são cruciais para dar estabilidade e controle. Tradicionalmente, eram feitas de madeira, mas avanços tecnológicos deram espaço para plástico e materiais compostos, que melhoraram o controle em manobras radicais.

O proximo passo parece ser imitar baleias – mais especificamente suas nadadeiras.

Esses cetáceos enormes também são graciosos. Suas barbatanas possibilitam incríveis manobras submarinas, especialmente curvas fechadas. Um novo tipo de quilha tenta imitar esse comportamento ao flexionar-se em diferentes momentos de contato com a água, o que daria mais velocidade em manobras.

Outro prototipo vai mais à frente: uma quilha de superfície irregular, imitando a barbatana de uma baleia-corcunda, o que aumenta a estabilidade mesmo em ângulos mais fechados e velocidades mais baixas.

Patrulha ecológica sobre pranchas

Cientistas sabem que nossos oceanos estão mudando: estão ficando mais quentes e mais ácidos. Seus níveis também estão subindo e isso está levando a alterações climáticas (como mais tempestades), além de alterações em ecossistemas e comportamentos animais.

Para medir essas mudanças, cientistas usam barcos, sondas e até satélites para coletar uma gama de dados em mar aberto. Isso é mais difícil perto da costa, onde as águas são mais agitadas.
Quilhas de surfe com sensores: novidade que está chegando

Mas uma nova tecnologia pode ajudar a vencer este desafio: a smartfin é uma quilha que contém sensores capazes de medir uma serie de fatores na água, como temperatura, salinidade e oxigênio, por exemplo. As quilhas seriam instaladas em pranchas de surfistas voluntários.

O acadêmico Andrew Stern, fundador do projeto Smartfin e neurologista da Universidade de Rochester, nos EUA, explica que a tecnologia pode ajudar a monitorar cenários como a degradação de corais e populações de crustáceo, que sofrem com o aumento da acidez dos oceanos. Stern explicou:
Essa tecnologia tem como fatores únicos o fato de ser pequena e de baixo custo em comparação com os sensores existentes

Sendo assim, oferecemos uma nova geração de sensores que podem ser posicionados em enormes números e em locações previamente inacessíveis.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/vert-earth-41908741.

(via https://marsemfim.com.br/)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

MAR DE CIMA

Imagem captada pela Nasa durante uma chuva de meteoros em 2001 - NASA

Chuva de meteoros de gemínidas terá pico na madrugada desta quinta-feira

Expetativa é que até 120 estrelas cadentes sejam registradas por hora

POR O GLOBO

RIO — Os que acreditam nos pedidos ao avistarem uma estrela cadente podem preparar uma lista para a noite desta quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, o pico da gemínidas. Esta chuva de meteoros, que acontece desde o dia 4 e vai até o dia 17, é considerada uma das principais do calendário anual, tanto em número como intensidade do brilho. E neste ano a observação será beneficiada pela lua minguante, que será apenas um fino risco no céu.

— Com as perseidas em agosto sendo prejudicadas pela Lua cheia, as gemínidas serão a melhor chuva deste ano — comentou Bill Cooke, do departamento de Mereoroides da Nasa. — A Lua fina não vai atrapalhar o show.

De acordo com o Calendário de Chuvas de Meteoros da Organização Meteorológica Internacional, o pico da gemínidas será às 04h30 desta quinta-feira, pelo horário de Brasília. No Hemisfério Sul, o radiante — ponto de onde os meteoros parecem surgir — já será visível a partir das 22h desta quarta-feira. A expectativa é que no pico cerca de 120 meteoros sejam registrados por hora.

Como o nome indica, a gemínidas se concentra na constelação de Gêmeos. A melhor forma para localizá-la no céu é procurar as “Três Marias”, nome popular do cinturão de Órion. Seguindo uma linha imaginária perpendicular ao alinhamento delas, encontra-se Castor e Pólux, as duas estrelas mais brilhantes da constelação.

Diferente de outras chuvas de meteoros, a gemínidas acontece pela passagem da Terra pela poeira deixada por um asteroide, não por um cometa. O 3200 Faetonte é um asteroide que, num distante passado, foi um cometa de órbita curta, atualmente de apenas 1,52 ano. Esse é um dos motivos para a gemínidas ser mais brilhante que outras chuvas de meteoros. Os meteoroides de gemínidas são fisicamente mais firmes, resistentes e densos que a poeira típica dos cometas, então resistem por mais tempo na estrada na atmosfera.

Esses pequenos fragmentos, do tamanho aproximado de grãos de feijão, cruzam a atmosfera a cerca de 120 mil km/h. Mas eles não oferecem ameaça, pois praticamente todos se queimam antes de tocar o solo.

O fenômeno será observável a olho nu de qualquer região do país, dependendo das condições meteorológicas. De acordo com a previsão do Climatempo, o Rio de Janeiro terá noite com poucas nuvens. O ideal é procurar um local afastado dos grandes centros, já que a poluição luminosa prejudica a observação.

(Do https://oglobo.globo.com/)

O VELHO E O MAR

O velho e o Mar, romance de Ernest Hemingway, escrito há 57 anos, em um trecho da animação de Alexander Petrov.

LÁ NO FUNDO...

Foto: Divulgação / Pita Camargo / Pita Camargo

Escultura será submersa em Bombinhas neste domingo
Ideia é que a cidade tenha, no futuro, uma galeria subaquática

Por Dagmara Spautz
dagmara.spautz@somosnsc.com.br

Já está tudo preparado para a instalação de uma escultura subaquática na Praia da Sepultura, em Bombinhas, que marcará o início da temporada de verão neste domingo (3/12). Um suporte de concreto com pinos de aço inox foi colocado no fundo do mar, encravado numa laje a quatro metros de profundidade, para receber a obra do escultor catarinense Pita Camargo. A escultura será levada da prefeitura até a praia em um caminhão guincho. Dali, segue de barco até o ponto onde vai submergir. A obra, chamada Bio Vida III, será a primeira de uma série de 12 esculturas que serão instaladas no fundo do mar nos próximos anos. A ideia é que Bombinhas tenha uma galeria de arte subaquática.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

OLHOS DO MAR


Farol da Ilha do Mel

VAI PRO CARALHO!

Foto Karalhoviski Silva
O que significa a palavra “CARALHO”?

Segundo a Academia Portuguesa de Letras, "CARALHO" é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas, de onde os vigias prescrutavam o horizonte em busca de sinais de terra.
O CARALHO, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro) era onde se manifestava com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco.
Também era considerado um lugar de "castigo" para aqueles marinheiros que cometiam alguma infração a bordo.
O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no CARALHO e quando descia ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias. Daí surgiu a expressão:
“MANDAR P’RÓ CARALHO"

MAR DE VELAS


Construído nos anos 1930, o Horst Wessel/Eagle combateu em favor dos nazistas


A história do navio nazista que hoje serve ao governo dos EUA

por James MorganDa BBC News em Connecticut

Com um mastro de altura equivalente a um prédio de 15 andares e comprimento similar ao de um campo de futebol, o barco Eagle é a principal escola para cadetes da Guarda Costeira americana.

Mas o barco tem um passado significativo: construído pelos nazistas, o Eagle (na época batizado de Horst Wessel) combateu em favor de Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial hasteando uma bandeira com a suástica.

A história é recontada pelo alemão Tido Holtkamp, de 89 anos. Certo dia, em 1959, ele passeava de carro pela costa leste americana quando viu um navio que, com seus três grandes mastros, lhe pareceu familiar.

"É o meu navio!", gritou ele na ocasião. "O que ele está fazendo aqui nos Estados Unidos?"

O navio foi construído em 1936, quando os nazistas estavam no poder e a Marinha alemã crescia rapidamente.

Hitler inclusive esteve presente no batismo da embarcação, que em 1942 partiu em serviço ao Mar Báltico.

Marinha

Um ano depois, em uma pequena cidade alemã perto da fronteira com a Holanda, um adolescente se preparava para ser convocado às Forças Armadas. Trata-se justamente de Tido Holtkamp.

"Eu provavelmente seria chamado ao Exército, o que significaria ir para a frente leste (da guerra)", lembra Holtkamp. "Eu não queria ir, então me voluntariei à Marinha."
Hitler (à dir.) participou da cerimônia de batismo do navio
Após a guerra, navio e restante do espólio da Marinha alemã foram divididos entre países aliados


E assim que ele foi parar no Horst Wessel e ali serviu, até que, com o fim da guerra, em 1945, o navio foi tomado pelas tropas britânicas.
Holtkamp primeiro tornou-se prisioneiro de guerra dos Estados Unidos, até mudar-se ao país em definitivo como imigrante.
E anos depois, em 1959, o acaso colocou-o novamente frente à frente com o barco que havia ajudado a comandar.
Holtkamp dirigiu-se à Academia da Guarda Costeira e pediu para entrar na embarcação, pedido que foi concedido quando os guardas notaram seu entusiasmo.
"Fui ao velho deck, onde eu costumava dormir. E, adivinhe só? Havia uma máquina de Coca-Cola ali."
Holtkamp decidiu reconstruir a história do Horst Wessel e passou anos na missão, até lançar o livro A Perfect Lady ("Uma dama perfeita", em tradução livre).
Sorteio no chapéu
Ele descobriu que, após o final da Segunda Guerra, quando os líderes dos países aliados - EUA, Reino Unido e Rússia - se reuniram em 1946 para dividir o espólio da frota alemã, o fizeram sorteando nomes recortados e tirados de um chapéu.

O Horst Wessel foi sorteado para os russos. Mas secretamente, sob a mesa, Moscou concordou em trocá-lo com o representante americano, que queria levar o grande navio aos EUA.

E assim, em junho de 1946, uma tripulação americana auxiliada pelo capitão original e marinheiros alemães levaram o barco - agora chamado Eagle - a Nova York.
No ano que vem será celebrado o 70º aniversário dessa viagem, que será marcada com uma ida do Eagle à Alemanha e uma reforma de US$ 28 milhões.
"Os alemães criaram (o Eagle), em 1936, como um barco-escola. E aqui estamos, 80 anos depois, e ele está desempenhando a mesma grande função para a qual foi projetado", diz o capitão Ernst Cummings, um dos ex-comandantes americanos do navio.


Tido Holtkamp redescobriu o navio por acaso e reconstruiu sua história
Escola

O Eagle é hoje o único navio de seu porte ativamente a serviço das Forças Armadas americanas.
Desde 1946, todos os cadetes em treinamento começaram suas carreiras a bordo dele.
"Pode parecer um barco antiquado, mas as lições que você pode aprender aqui a respeito do mar, dos ventos, das correntes e de si mesmo - e seus colegas de navio - você não aprenderia melhor em nenhuma outra plataforma", diz Cummings.
A bordo do navio já estiveram os ex-presidentes americanos John Kennedy, Richard Nixon e Harry Truman. O Eagle também já navegou o planeta como uma espécie de embaixador diplomático dos EUA.

Ao longo dos anos, Holtkamp se tornou um visitante frequente da embarcação.

"Fico feliz que ele esteja com a Guarda Costeira, porque antes éramos treinados para a guerra. Já a Guarda Costeira serve para ajudar as pessoas", diz. "E sim, Eagle é um imigrante também - outro imigrante que se saiu bem."

Eagle virou barco-escola da Guarda Costeira