segunda-feira, 17 de julho de 2017

PESCA ILEGAL

Foto: Ibama


Pescado apreendido pelo Ibama no litoral catarinense em operação conjunta com a Polícia Federal (PF)

Brasília (13/07/2017) – Operação realizada pelo Ibama em conjunto com a Polícia Federal (PF) resultou na apreensão de 51,2 toneladas de tainha e cinco embarcações que pescavam em área proibida no Rio Grande do Sul. Os responsáveis pela atividade ilegal receberam cinco autos de infração que totalizam R$ 1.048.500,00.

Os barcos foram monitorados do litoral gaúcho ao catarinense, onde ocorreu a abordagem.

Em Santa Catarina, a pesca de cerco é proibida a partir da costa até cinco milhas náuticas mar adentro. No Rio Grande do Sul, a proibição alcança dez milhas náuticas.

O objetivo é proteger o corredor de migração da tainha entre 1.º de junho e 31 de julho, período em que a espécie está em reprodução, disse o chefe da Unidade Técnica do Ibama em Itajaí (SC), Sandro Klippel, referindo-se à Portaria Interministerial n° 23 de 2017, das pastas do Meio Ambiente; Indústria, Comércio Exterior e Serviços; e Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Todo o pescado apreendido foi doado ao Programa Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (SESC), que distribui alimentos a instituições cadastradas e beneficia milhares de pessoas.

(Da Assessoria de Comunicação do Ibama - imprensa@ibama.gov.br)

sábado, 15 de julho de 2017

IMENSA SOLIDÃO

Foto Nathional Geographic
A Baleia Mais Solitária do Mundo

Em 2004, The New York Times escreveu um artigo sobre a baleia mais solitária do mundo. Cientistas, que a têm acompanhado desde 1992, descobriram o problema:

Ela não é como qualquer outra baleia. Ao contrário de todas as outras baleias, ela não tem amigos. Ela não tem uma família. Ela não pertence a nenhuma tribo ou grupo. Ela não tem um amante. Ela nunca teve. Suas canções vêm em grupos de duas a seis chamadas, com duração de cinco a seis segundos cada. Mas sua voz é diferente de qualquer outra baleia.

Ele é única. Enquanto o resto de sua espécie se comunica entre 12 e 25Hz, ela canta em 52Hz. Você vê, esse é precisamente o problema. Nenhuma outra baleia consegue ouvi-la. Cada uma de suas chamadas desesperadas para se comunicar permanece sem resposta. Cada grito, ignorado. E, com cada canção solitária, ela se torna mais triste e frustrada, suas notas musicais caindo mais fundo no desespero, conforme os anos passam.

Imagine esse mamífero gigantesco, flutuando sozinho e cantando – grande demais para se conectar com qualquer um dos seres que passam por ele, sentindo-se paradoxalmente pequeno no vasto oceano vazio, no mar aberto.

(Informações  do http://agroba.se/SSrj9T)


FORNO & FREEZER

Turistas e moradores aproveitaram a neve em São Joaquim - Wagner Urbano/OnJack

Santa Catarina deve registrar calor de 30°C no sábado e chance de neve na segunda

O frio intenso deve permanecer durante 15 dias no Estado, com previsão de geada em todas as regiões

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS 

Os catarinenses vão enfrentar uma onda de frio nos próximos dias. No sábado (15) a previsão é que as regiões do Estado tenham calor de até 30°C enquanto no domingo, com a chegada de uma massa de ar frio, os termômetros podem ficar em 0°C na Serra e Planalto Sul. A previsão é da Epagri/Ciram, que ainda alerta para a possibilidade de neve na segunda-feira. 

A previsão do órgão indica que a madrugada e a manhã de segunda deve ser bastante fria. As mínimas devem ficar entre -2ºC e 0ºC do Oeste ao Planalto Sul e por volta dos 9ºC na região litorânea do Estado. O vento sul moderado com rajadas de 50 a 70 km/h aumenta a sensação de frio. Como essa massa de ar frio também traz umidade, há possibilidade de neve nas áreas mais altas do Estado durante a segunda-feira, principalmente em São Joaquim, Urupema, Urubici e Bom Jardim da Serra. “Ainda tem umidade e o frio está chegando. Essa combinação pode resultar em neve entre a manhã e a noite de segunda-feira”, informou o meteorologista da Epagri/Ciram Marcelo Martins.

A partir de terça e quarta-feira, o tempo fica mais seco no Estado, com menos nebulosidade e presença de sol na maior parte das regiões, mas o frio vai se intensificar ainda mais. Para terça (18), a previsão é de temperaturas baixas, negativas com chance de geada ampla nas áreas altas do Oeste ao Planalto, e próxima de 0°C com geada isolada no Alto e Médio Vale do Itajaí e região de serrana de Florianópolis. No Litoral, o frio também será intenso, com temperatura mínima de 3°C a 6°C, também com chance de geada isolada.

Para quarta-feira há previsão de geada ampla em Santa Catarina, inclusive nas cidades do Litoral. As temperaturas mínimas devem variar entre -5ºC e -2ºC na Serra, Planalto Sul, Meio-Oeste e Oeste. No Litoral, os termômetros começam o dia marcando em torno de 4ºC.

“Esse frio mais intenso deve permanecer em Santa Catarina entre 10 e 15 dias, o que é normal para esta época do ano, principalmente em julho, que é o mês mais frio do inverno”, explicou Martins. Depois do dia 20, no entanto, a previsão é de que a temperatura volte a subir gradativamente com o deslocamento da massa de ar frio para o oceano.

Recomendações da Defesa Civil 

Onda de frio
Atenção com população mais vulnerável, como enfermos, moradores de rua, idosos e crianças.
Abrigar animais domésticos nas noites mais frias.
Em virtude das doenças causadas pelo frio (gripe, resfriados, pneumonia, meningite) é essencial tomar medidas como manter-se bem agasalhado, beber bastante água e evitar locais fechados e de grande circulação de pessoas, além da higiene frequente das mãos, orienta a Secretaria de Estado da Saúde. Essas medidas ajudam a prevenir doenças.
Lembre-se que crianças e pessoas idosas são mais suscetíveis às doenças agravadas pelo frio e devem estar mais atentas.

Geada
Agricultores deverão tomar medidas preventivas, como antecipar colheita de verduras folhosas e algumas leguminosas. 
Coberturas sobre as lavouras também contribuem para reduzir o impacto da geada nas plantações.

Ventos fortes
Proteja-se em local abrigado, longe de placas, de árvores, de postes de energia e de objetos que podem ser arremessados. Fique longe das janelas.

Emergências
Qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, por meio do telefone de emergência 199 ou para o Corpo de Bombeiros pela central 193.

(Do https://ndonline.com.br)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

LÁ NO FUNDO...


HÁ QUE SE TORNAR MAR!


MAR DE LIXO


LIXO JÁ MATOU MAIS DE MIL TARTARUGAS NO LITORAL DE SP 

Dados do Instituto Argonauta compreendem litoral Norte desde ano de 2016 

Só no litoral Norte de São Paulo, quase mil tartarugas foram encontradas mortas por ingestão de lixo, em 2016. Em 2017, já foram registradas cerca de 300 mortes, de acordo com dados do Instituto Argonauta, uma ONG voltada a pesquisas e conservação marinha, sediada em Ubatuba. O último caso que se tem notícia é de uma tartaruga capturada morta em uma praia de Caraguatatuba, por ter ingerido uma grande quantidade de pedaços de bexiga. 

“Provavelmente, essa tartaruga se alimentou da bexiga por confundi-la com a água-viva, que é seu alimento natural. O plástico, infelizmente, é também outro tipo de material muito comum nos oceanos e que deixa as tartarugas igualmente confusas, e por isso é uma das principais causas de morte entre elas”, explica o Biólogo João Alberto Paschoa do Santos, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS). 

Por ano, estima-se que até 8 milhões de toneladas de plástico são despejados no mar em todo o mundo. “Se levarmos em conta que o tempo de decomposição do plástico é de aproximadamente 400 anos, com essa poluição se repetindo a cada ano, o homem está causando um estrago praticamente irreversível ao meio ambiente. Se não pararmos já com isso, vamos liquidar de vez com a vida marinha”, alerta o Biólogo. 

Mas, além do plástico, outros tipos de lixo também oferecem riscos à vida nos oceanos. Confira abaixo os principais vilões do mar e o tempo de decomposição de cada um deles: 

– Papel: de 3 a 6 meses 
– Tecido: de 6 meses a 1 ano 
– Filtro de cigarro: mais de 5 anos 
– Madeira pintada: mais de 13 anos 
– Nylon (linha de pesca, por exemplo): mais de 20 anos 
– Alumínio (lata de refrigerante, por exemplo): mais de 200 anos 
– Plástico (garrafas pet, por exemplo): mais de 400 anos 
– Vidro (vasilhames, por exemplo): mais de 1000 anos 
– Borracha (pneus, por exemplo): tempo indeterminado 

Fonte: Marco Paulo / Ex-Libris 

(dO http://hardcore.uol.com.br/)


quinta-feira, 13 de julho de 2017

O SILÊNCIO DAS BALEIAS

Foto BBC

Cientistas que pesquisam as baleias-de-bico-de-Blainville concluíram que esses mamíferos ficam em silêncio em águas rasas para evitar o ataque de predadores.


A pesquisa, publicada na revista científica "Marine Mammal Science", é uma das primeiras a registrar a comunicação entre essas baleias.

Os pesquisadores também gravaram sons produzidos por elas quando nadavam em regiões profundas do oceano, onde costumam viver.

A espécie Mesoplodon densirostris se reúne em grupos pequenos que não ultrapassam dez indivíduos. Além do bico característico, ela possui dentes, alcança até cinco metros de comprimento e pesa, quando adulta, cerca de 800 kg.

Tímidos e discretos, os cetáceos evitam embarcações, o que dificulta seu estudo e lhes dá um caráter enigmático.

ESCUTA

A pesquisadora Natacha Aguilar, da Universidade de La Laguna, em Tenerife (Espanha), e seus colegas da Woods Hole Oceanographic Institution, em Massachusetts (EUA), e da Universidade Aarhus, na Dinamarca, conectaram dispositivos de escuta em oito baleias-de-bico-de-Blainville.

Os animais foram monitorados durante 102 horas. Os aparelhos gravaram sons produzidos pelas baleias quando vinham à tona para respirar ou nadavam próximo da superfície e quando os mamíferos mergulhavam em profundidades de até 900 metros.

Os resultados mostram que a espécie fica silenciosa ao nadar a profundidades perto dos 170 metros.

As baleias também permanecem silenciosas quando estão subindo à tona após seus mergulhos, uma jornada que pode levar até 19 minutos.

A equipe acredita que este comportamento tenha a função de evitar que as baleias sejam detectadas por seu predador, as temidas orcas (Orcinus orca), conhecidas como "baleias assassinas".

As orcas tendem a circular em águas rasas e se alimentam de várias espécies de baleias. Ao se "esconder" dessa maneira, a baleia-de-bico-de-Blainville adotaria uma estratégia efetiva de evitar sua predadora, já que a espécie não é capaz de nadar mais rápido do que a orca e não possui outras defesas contra ela.

Ainda assim, o comportamento surpreendeu os cientistas, que imaginavam que os animais continuariam em contato para manter seus vínculos sociais, especialmente porque tendem a nadar em grupos coesos.

"Para um grupo que vive em sociedades tão coesas e coordena suas atividades, ficar em silêncio perto da superfície é um comportamento inesperado que contrasta bastante com o de outras baleias", afirmaram os pesquisadores em seu artigo.

SONS

Quando nadavam a mais de 450 metros de profundidade, as baleias emitiam diversos tipos de sons que permitiam não apenas que se comunicassem, mas se orientar no espaço e localizar suas presas, afirma a pesquisa.

Segundo os cientistas, alguns dos sons registrados, que eles descrevem como apitos e uma série de sons estridentes, nunca haviam sido gravados antes.

A equipe acredita que os sons em série tenham o papel de coordenar os movimentos dos membros do grupo à medida que se dispersa no final do mergulho, para caçar. 

(Da BBC Brasil)

AQUECENDO OS CACHECÓIS


Próxima semana gelada em SC

Na segunda-feira (17/07) uma frente fria se aproxima do litoral de SC. Apesar de provocar pouca chuva no Estado, a massa de ar frio que acompanha essa frente é de origem polar e vai declinar acentuadamente a temperatura em todas as regiões.
No restante da semana (18 a 21/07) a previsão é de temperatura baixa com mínima negativa nas áreas altas do Estado, especialmente na serra, com condições de geada ampla. O frio também será intenso no Litoral, com mínima de 3° a 6°C, e máxima à tarde em torno de 16°C a 18°C.
Com esse frio pode nevar em SC? ainda é cedo para afirmar, mas o único dia com chance para ocorrência do fenômeno é a segunda-feira (17/07) e nas áreas altas da serra, acompanhe os próximos boletins!

(Da Gilsânia Cruz - Meteorologista do EpagriCiram)
Foto Leonardo Régnier
"É pela boca que morre o peixe..."
(Dito popular praieiro)

BALEIAS DE ONTEM


BALEIA A VISTA! 
Informação externa: 2 baleias (fêmea com filhote) na praia da Ibiraquera, 1 baleia na praia do Rosa, 2 baleias na praia Vermelha, Imbituba/SC

Confira em nosso mapa as avistagens mais recentes! http://www.baleiafranca.org.br/avistagens/avistagens.php


Em 2017 completaremos 35 anos atuando em prol da conservação das baleias francas no Brasil. O PBF é mantido pelo Instituto Australis, com apoio da Santos Brasil. Visite-nos em www.baleiafranca.org.br

MOTOR DE PANO

O Flying Clipper ainda sem os mastros

Maior navio a vela do mundo é lançado 


Maior navio a vela do mundo: a matéria saiu pelo site sailingscuttlebutt.com que informa: ” o maior navio de vela do mundo foi lançado no dia 10 de junho no estaleiro Brodosplit em Split, na Croácia. Nomeado o Flying Clipper, é uma réplica próxima do France II encomendado em 1911 no estaleiro Bordeaux de La Gironde”.

O France II
Segundo o wikipedia o France II foi o segundo maior navio mercante comercial já construído. Foi usado para o comércio de minério de níquel e pertencia ao “ Société Anonyme des Navires Mixtes (Prentout-Leblond, Leroux & Cie.) “.



Maior navio a vela do mundo : 162 metros de comprimento e 18,5 metro de largura

“A embarcação ficou em construção por dois anos para o Star Clippers, com sede em Monaco, reconhecido como uma das principais linhas de cruzeiros”.
“O Flying Clipper tem um casco de aço e terá deck de teca. Ela tem 162 metros (532 pés) de comprimento e 18,5 metros (60 pés) de largura, com um peso morto de 2.000 toneladas. O navio terá uma superfície total de vela de 6.347 metros quadrados (68.300 pés quadrados)”.
Maior navio a vela do mundo terá cinco decks

“O Flying Clipper tem cinco decks, com alojamento para 450 pessoas. Trezentos passageiros em 150 cabines de luxo, e 74 cabines para 150 membros da tripulação”.

Foto: sailingscuttlebutt.com

Segundo o site “o navio destina-se exclusivamente a velejar, embora tenha dois motores elétricos totalmente independentes. O design permitirá que o navio volte para o porto a partir de cerca de 2.000 milhas náuticas da costa”.

Ilustração: sailingscuttlebutt.com

O Flying Clipper foi projetado para navegar em todos os oceanos, incluindo o Ártico e a Antártica. Ele foi construído para atender aos requisitos da classe de gelo. Espera-se que seja capaz de navegar em até 20 nós sob as condições climáticas favoráveis, e a cerca de 16 nós quando acionado os dois motores”.

(Do https://marsemfim.com.br/)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

MAR DO PAULO GOETH

Olhar e clique do Paulo Goeth

NA PRAIA...


OVO DE ARRAIA

Quem caminha pelas praias já deve ter visto este tipo de estrutura. É a casca de um ovo. Daqui saiu um bebê arraia ou tubarão. Algumas espécies põem ovos como este.
Existem tubarões e arraias tanto vivíparas quanto ovíparas, mas na prática, todos os filhotes nascem de ovos, mesmo nas espécies em que eclodem dentro da mãe e que parece um parto.

Praia dos Açores - Florianópolis - SC.

Curta a página do INSTITUTO LARUS.

terça-feira, 11 de julho de 2017

SARAGAÇANDO...


Praia dos Ingleses fez história nas areias da praia de Bombinhas!

É como se estivesse adormecida há muito tempo, a certeza de fazer parte. E ao deparar-se com sua própria imagem, entender sua importância. Em cada fio de memória, na mais despercebida lembrança, mora a identidade de um povo.
E como não se faz história sem homens, a desse pedaço de terra pode ser contada assim...
Saragaço, a maior festa de encerramento da pesca artesanal da tainha!

sábado, 8 de julho de 2017

COMEÇOU O SARAGAÇO!


ELES ESTÃO CHEGANDO...

Resultado de imagem para pinguins em florianopolis
Foto Arquivo
A OCORRÊNCIA DE PINGUINS AUMENTA NO LITORAL DE SC NESSE PERÍODO DE INVERNO. 
SAIBA O QUE FAZER AO ENCONTRAR ESSA AVE MARINHA

No último dia 01 de julho, o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), por meio do Projeto Baleia Franca / Instituto Australis, resgatou um pinguim-de-magalhães vivo, da espécie Spheniscus magellanicus.
O animal estava encalhado na faixa de areia da Enseada do Brito, Palhoça/SC, quando foi encontrado por moradores. Tarcísio e Itamar, nativos da região que encontraram a ave, não mediram esforços para salvar o animal. Eles entraram em contato com a equipe do PMP-BS, que foi resgatar o animal e encaminhá-lo para tratamento especializado. Após o resgate, o pinguim foi levado para o centro de estabilização da UDESC, pois apresentava sinais de desnutrição.

Durante os meses de inverno, é comum o aparecimento de pinguins nas praias de Santa Catarina devido ao seu período de migração. Alguns desses animais estão saudáveis e apenas procuram a faixa de areia para descansar. Porém, outros estão debilitados e necessitam de atendimento veterinário. Nesse caso, ao contrário do que muitos pensam, NÃO se deve colocar o pinguim no gelo. Apesar dos pinguins viverem em regiões com águas mais frias que as do litoral catarinense, esses animais muitas vezes chegam debilitados, cansados e com baixa temperatura corporal devido ao grande gasto energético envolvido na sua migração. Sendo assim, ao serem colocados em um ambiente refrigerado, podem ficar hipotérmicos e vir a óbito.

Caso encontre um pinguim vivo entre em contato imediatamente com o PMP-BS.

O Projeto Baleia Franca / Instituto Australis é uma das instituições que executa o PMP-BS desde agosto de 2015, uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos debilitados e coleta dos mortos.
A Univali é a responsável pela coordenação e execução destas atividades junto a uma rede de instituições que atua ao longo do litoral. São elas: Associação R3 Animal, Instituto Argonauta, Instituto Gremar, Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), Universidade da Região de Joinville (Univille), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Australis, Projeto Biopesca, e Fundação Pró-Tamar.

Em casos de encalhes de animais vivos ou mortos:
- Informe o local do encalhe e outras informações úteis através do 0800 642 3341.

AMOR PERFEITO


MARES DE PORTUGAL


(re)começar

depois de mim
tudo continuará

porque não
começar já o depois?

(costa de lavos; companha do armando; 2017)

O MAR POR PRISÃO...

Dugongos, tipo de ‘peixe-boi’ do Pacífico e Índico

Mamíferos marinhos em cativeiro


Já se viu quase tudo em termos e maus tratos aos mamíferos marinhos em cativeiro. Quase… Recentemente mergulhadores fizeram uma descoberta bizarra na ilha de Kokoya, Indonésia, tida com um ‘paraíso’ para a observação submarina.

Quando exploravam a região perceberam dois Dugongos, uma das quatro espécies de Sirênios, mamíferos marinhos herbívoros, divididos em duas famílias: Dugongidae e a Trichechida. A primeira inclui o Dugongo (sul do Pacífico, e Índico), e a extinta Vaca- marinha. A segunda é representada pelo peixe- boi marinho, o peixe- boi africano, e o peixe-boi amazônico (costa atlântica amazônica). Todos ameaçados de extinção.
Vaca- marinha, ancestral dos Dugongos. Descoberta, e extinta, no século XVIII

Durante o mergulho Delon Lim notou espécies de cercados debaixo d’água. Ao se aproximar viu os animais enjaulados. Aparentemente mãe e filhote. A cauda da mãe estava amarrada com um cabo, enquanto o filhote nadava livre preso no cercado. Delon diz que não sabe por quanto tempo os animais estavam naquela situação mas, provavelmente, há semanas, já que até cracas haviam se inscrutrado na corda.

O mergulhador explicou a situação de perigo vivida pelos mamíferos marinhos e, mesmo com promessa de soltura, colocou o vídeo nas redes sociais. Depois que o caso ganhou notoriedade, as autoridades indonésias libertaram os animais.Mamíferos marinhos em cativeiro


O dugongo

O wikipedia diz que ” o dugongo (Dugong dugon) é o menor membro da ordem Sirenia, uma ordem de mamíferos marinhos que inclui igualmente o peixe-boi ou vaca marinha. O nome dugongo vem da palavra malaia duyung, que significa sereia”.

“A espécie habitou em tempos todas as regiões tropicais dos Oceanos Índico e Pacífico, mas hoje em dia a sua distribuição é mais limitada. As principais populações vivem na Grande Barreira de Coral ao largo da Austrália e no Estreito de Torres”.

(Do https://marsemfim.com.br)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

CERCARAM TAINHAS, VEIO ANCHOVAS E PAMPO

Agora há pouco na praia do Silveira!

MAR DO ORLANDO AZEVEDO


às vezes quero ser pedra
embarcar no sonho
mimético a voar
vento cinza
cinzel


ILHA, VENDE-SE!

Ilha que é o cartão postal de Balneário Camboriú tá sendo oferecida por R$ 18 milhões

Ilha das Cabras está à venda

Mas dívida milionária de IPTU tá emperrando as negociações

Uma dívida digna de prêmio acumulado da Mega Sena está emperrando um negócio pra lá de curioso: a venda da ilha das Cabras, o principal cartão postal da praia Central de Balneário Camboriú.
A ilha, que é uma área de preservação permanente, pertence à Carbonífera Metropolitana, mineradora de Criciúma. A empresa quer vender o “imóvel” por R$ 18 milhões.

Até já teriam aparecido compradores. O problema é quando eles descobrem que a prefeitura tenta cobrar uma dívida de R$ 23 milhões de IPTU atrasado.

Quer saber mais sobre a polêmica? Leia a edição desta sexta-feira do DIARINHO, que traz todos os detalhes da dívida que emperra a venda da ilha das Cabras.
(https://diarinho.com.br/)

O TEMPO DAS VÉIA!



ADORADORES DO SOL?


O PROTETOR QUE MATA

Como um produto químico presente nos filtros solares esbranquiçou corais, mexeu no sistema endrócrino de peixes e caminha para se tornar o inimigo número 1 dos adoradores do sol


Um espectro ronda o Havaí. Oleoso e esbranquiçado, ele abandona o corpo de turistas – são 8,3 milhões ao ano – e se espalha pelas águas, deixando uma camada lustrosa que reflete o sol. É o rastro de protetores solares, que preocupa o arquipélago desde que um estudo provou sua relação com a morte dos corais da região. A pesquisa comparou praias como Kapalua Bay, na ilha de Maui, frequentada por mil visitantes ao dia, a outras pouco exploradas, e concluiu: basta um pouco de protetor para desregular a saúde dos recifes.

Segundo o estudo, de 2015, o elemento nocivo é a oxibenzona, usada na fórmula de milhares de cosméticos, a maioria com fator de proteção solar, ou FPS. Ela agiria sobre as larvas de coral, que se encapsulam e morrem. As sobreviventes ficam incapazes de suportar o aquecimento das águas no verão e, feridas no seu sistema endócrino, procriam mal. O resultado é o embranquecimento dos corais, fenômeno já visto em outros países onde eles e turistas se encontram. “O ecossistema vai morrendo lentamente”, resume à Trip o coordenador da pesquisa, Craig Downs. No Caribe, calcula-se que 80% dos recifes, equivalentes marinhos das florestas tropicais, já se perderam.

Os dados soaram alarmantes o suficiente para que os senadores Kalani English e Will Espero propusessem banir filtros do tipo em todo o Havaí. Eles lançaram a ideia na sessão legislativa de 2017, encerrada em maio. Mas, entre debates sobre como aplicar a lei (pedir aos salva-vidas que controlassem os banhistas? Proibir a venda em farmácia?), o texto não foi para a frente. Os ativistas locais se voltaram então à comunidade com apelos para que “eduque” os recém-chegados. “Dá pra sentir o gosto de spray na boca se você vai a qualquer praia do Havaí”, diz Wilkie McLaren, que cuida do site Ban Toxic Sunscreens, pela proibição de filtros tóxicos. Nas lojas de surf, cremes à base de cera de abelha para uma proteção ecológica já são realidade.
Coral em Kahului Point, na ilha de Maui, no Havaí, em agosto de 2015 e, à dir., menos de três meses depoisCrédito: The Ocean Agency/XL Catlin Seaview Survey

A verdade é que o cerco à oxibenzona e a outros compostos de FPS, como o octocrileno, vem se fechando aos poucos lá fora, não apenas no Havaí. Os parques aquáticos Xel-Ha e Xcaret, paraísos familiares do snorkel em Cancun, no México, já confiscam frascos com essas substâncias, consideradas nocivas ao seu ecossistema, logo na entrada. Querem evitar que os químicos se depositem nas lagoas naturais e rios subterrâneos onde vivem os peixes exóticos que tanto encantam os turistas. Como alternativa, oferecem amostras biodegradáveis e uma lista de produtos aceitos.

Da pele pro mundo
Na última década, pesquisadores buscaram traçar o caminho que esses químicos fazem da nossa mão para o ambiente. A conclusão é que estão em rios, lagos e mares – sendo absorvidos pela fauna marinha – e na água de beber – sendo (re)absorvidos por nós.

“Distúrbios hormonais podem resultar de alta exposição, como alguém usar protetor solar todos os dias e em excesso. Crianças estão em risco”

Karl Fent, pesquisador
Um estudo de 2013 recolheu golfinhos encontrados mortos na costa brasileira para buscar, pela primeira vez, a presença de FPS no corpo de mamíferos marinhos. De 56 animais estudados (da espécie toninha, ou franciscana, ameaçada de extinção no Brasil), 21 tinham concentrações de octocrileno no fígado. Em 2015, pesquisadores da Unesp analisaram amostras de água em estações de tratamento do interior de São Paulo. Viram que, depois de tratada, a água ainda tinha químicos típicos de filtros solares, sobretudo oxibenzona. Em Araraquara, a concentração diminuiu no inverno e aumentou no verão, obedecendo à flutuação no uso dos protetores (o máximo encontrado foi 115 nanogramas por litro). O que isso significa para a saúde dos rios e da população é algo que os próximos estudos terão de responder. “Ainda que encontradas em doses baixas, não há indicação de que as substâncias não possam causar dano ambiental ou humano, uma vez que níveis seguros de exposição ainda não foram determinados”, escrevem os autores.

Bagunça interna
A oxibenzona também atende pelo nome de benzofenona-3, ou BP-3, e a lista de versões não para por aí (no rótulo pode vir, por exemplo, como 2-hidroxi-4-metoxibenzofenona). Ela age absorvendo os raios solares e, assim, evita queimaduras na pele. Consta na lista de princípios ativos aprovados pelo FDA, a agência reguladora americana, e também no Brasil, pela Anvisa, com limite de 10% da fórmula. O que preocupa pesquisadores e ativistas é seu poder de desequilibrar hormônios. Isso é sabido desde 2006, quando o pesquisador Karl Fent e sua equipe comprovaram, na Suíça, que o receptor humano do estrogênio, um hormônio feminino, é ativado pela oxibenzona. “É preciso caminhar na direção de outros filtros UV que não tenham risco de afetar o sistema endócrino”, diz Fent. “Pelo menos o uso de BP-3 deveria ser restrito.”

Na última década, Fent e sua equipe se dedicaram a isolar os químicos mais comuns nos protetores solares e ver como reagiam em organismos vivos. Além do receptor humano, usaram peixes-zebra como cobaias. É que, além do sucesso que faz em aquários domésticos com o nome de paulistinha ou peixe-bandeira, essa espécie é um excelente organismo-modelo para estudos sobre doenças humanas. Neles, o time de Zurique encontrou reações claras à oxibenzona: os machos ficam com mais hormônios femininos, menos masculinos e perdem suas características sexuais. É um indício de que, em concentrações ainda desconhecidas, o mesmo poderia ocorrer conosco? “Em humanos, distúrbios hormonais podem resultar de alta exposição, como alguém usar protetor solar todos os dias e em excesso. Particularmente, crianças estão em risco”, afirma à Trip o pesquisador.

Não é o caso, portanto, de fugir para as montanhas – até porque, se elas ficarem perto de uma plantação de cana-de-açúcar, os agrotóxicos da lavoura permeados na água terão efeitos já comprovados sobre seus hormônios. Mas o conhecimento a respeito dos filtros químicos e seu potencial endócrino se avoluma. O suficiente para apresentar uma pressão à indústria e fazer crescer outro filão, o dos filtros físicos. Antigamente conhecidos como bloqueadores solares e usados por surfistas e crianças cujas bochechas não se opunham à pintura facial, eles voltam ao mercado com um novo apelo. Funcionam ao contrário dos filtros químicos: em vez de absorver os raios para evitar queimaduras de pele, os refletem. Seus princípios ativos mais comuns são óxido de zinco e dióxido de titânio – que, para evitar o efeito grudento, alguns fabricantes manipulam em nanopartículas, o que faz com que penetrem rapidamente no sangue e renovem o moinho de efeitos desconhecidos para o consumidor. Tá difícil? Use um chapéu.

(Do https://brasil.elpais.com/)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

ASSALTANDO O OLHAR

Para a responsável pela Casa de Retiro, mais de 25 mil pessoas passam no local durante o verão - Flávio Tin/ND

Mirante do Morro das Pedras, no Sul da Ilha, está fechado por causa da violência

Assaltos com visitantes aconteciam até duas vezes por semana no local

DARIELE GOMES, FLORIANÓPOLIS 

Um dos pontos turísticos mais frequentados do Sul da Ilha, o Mirante do Morro das Pedras está fechado para visitação devido à falta de segurança no local. Conforme a coordenadora Edinéia Romão, responsável pela Casa de Retiro Vila Fátima, propriedade particular onde fica o mirante, a média é de dois assaltos por semana.

Há pelo menos 15 dias, uma placa no portão de entrada da Casa de Retiro informa que o mirante está fechado por motivos de segurança, por tempo indeterminado. Para Edinéia, a Casa não pode mais assumir o risco sozinha, já que muitos assaltos têm acontecido no mirante. “Seria irresponsabilidade da nossa parte continuar expondo o turista a esse risco. Depois de abrirmos o local e mantermos para que o turista tivesse o privilégio de contemplar a vista daqui durante 61 anos, o mínimo que esperamos do poder público é uma iniciativa diante da situação”, disse.

Edinéia ainda destacou que no verão, por mês, em torno de 25 mil pessoas circulam pelo local. Nos outros meses, a circulação é em torno de 5 mil/mês. “As rondas da polícia são eventuais. É uma pena termos que fechar. As pessoas sobem, ligam e tocam o interfone, só querem a oportunidade de contemplar a vista daqui. Lamentamos, mas por enquanto o acesso fica fechado”, afirmou.

A Secretaria de Segurança Pública da Capital, por meio da assessoria de imprensa, informou que a prefeitura reitera que o Mirante do Morro das Pedras é de propriedade particular e que não recebeu nenhum comunicado oficial por parte dos proprietários, solicitando auxílio na segurança do local. A Casa de Retiro Vila Fátima foi construída em 1956.

(Do https://ndonline.com.br/)

IMENSO TESÃO!

Foto BBC Brasil
Baleia recordista viaja 10 mil km do Brasil ao Oceano Índico para acasalar

Baleias-jubarte são conhecidas por longos deslocamentos para acasalar

Um baleia-jubarte estabeleceu um recorde mundial ao nadar quase 10 mil quilômetros do arqui
pélago de Abrolhos, na costa brasileira, à ilha de Madagascar, na costa leste da África, na tentativa de acasalar.
O animal foi fotografado pela primeira vez em Abrolhos no dia 7 de agosto de 1999. No dia 21 de setembro de 2001, por puro acaso, foi clicada novamente por participantes de um passeio para observar baleias perto da ilha Sainte Marie, no Oceano Índico.

Cientistas de um projeto de monitoramento do deslocamento de baleias-jubarte no Atlântico (Antarctic Humpback Whale Catalogue) identificaram o animal graças ao peculiar formato de sua cauda e aos padrões de pintas encontrados nela.
O caso, assim como sua importância para a ciência, é relatado nesta quarta-feira na edição da publicação especializada Biology Letters, publicada pela Royal Society da Grã-Bretanha.

Segundo os pesquisadores, as baleias-jubarte (Megaptera novaeanglieae), também conhecidas como baleias-corcunda, se destacam por suas longas migrações sazonais.

Esses animais costumam se deslocar 5 mil quilômetros para se acasalar, normalmente na direção norte-sul - por exemplo, entre uma latitude no extremo sul do continente, próximo da Antártida, e uma posição mais tropical.

A baleia de Abrolhos não apenas se deslocou o dobro do observado em um comportamento típico como o fez na direção oeste-leste.
O fato de o animal ser uma fêmea deixou os cientistas mais intrigados, já que, nessa espécie, são os machos os que costumam se deslocar por distâncias maiores em busca de acasalamento.

"A diferença entre as duas posições compreende mais de 88º de longitude. É o mais longo deslocamento de um mamífero, cerca de 400 km maior que o mais longo movimento sazonal de migração registrado até hoje", escrevem os pesquisadores.

Baleia atravessou um quarto do mundo em questão de semanas

O coordenador da equipe, Peter Stevick, do College of the Atlantic, em Maine, nos EUA, disse que é possível que a baleia tenha realizado a sua jornada em dois estágios ao longo de diversas semanas.
"Se eu tivesse de adivinhar, diria que o animal realizou uma migração normal para o Antártico (em busca de alimentação) e de lá para Madagascar", afirmou, à BBC.
"Se tivesse de desenhar um percurso, seria do Brasil para o Oceano Antártico e de lá para o Índico."

A descoberta deve ajudar os cientistas a entender melhor o comportamento das baleias-jubarte, uma espécie que apenas recentemente saiu da categoria de animais em risco de extinção.


(Da BBC Brasil)

MAR LETAL

As cubomedusas ou cubozoários estão entre os seres marinhos mais perigosos. 
GETTY IMAGES

Nascida para matar: vespa-do-mar é o ser vivo mais letal que se conhece

O mais leve toque desse animal produz uma dor súbita tão intensa que pode causar um choque e fazer com que a vítima se afogue


De outubro a maio, ninguém se atreve a dar um mergulho nas praias de Queensland, no nordeste da Austrália. E não é porque o mar esteja frio demais, e sim porque as cubomedusas (Chironex fleckeri), também conhecidas como vespas-do-mar, se aproximam da costa para sua reprodução.

Uma vespa-do-mar australiana (‘Chironex fleckeri’) nas águas do norte de Queensland, na Austrália. BEN CROPP GETTY IMAGES

Apesar do seu aspecto inofensivo – o escritor e jornalista Bill Bryson a descreve como “uma mancha transparente em forma de cubo” –, essa criatura, que tem entre 10 e 20 centímetros de comprimento, é o ser vivo mais letal da Terra. Seus tentáculos, com cerca de um metro, têm milhares de cnidoblastos, células urticantes com um filamento em forma de arpão (nematocisto) que, ao serem disparadas, injetam um potente veneno que é tóxico para os nervos, o coração e as células dos outros animais, “uma carga mortífera que liquidaria o equivalente a um cômodo cheio de gente”, segundo Bryson. O mais leve toque produz uma dor súbita e indescritível, tão intensa que pode causar um choque e fazer com que a vítima se afogue, caso não morra antes de parada respiratória ou colapso cardiovascular.

Aviso da presença de cubomedusas (“marine stingers”) numa praia do norte da Austrália. GEORGE CLERKGETTY IMAGES

Guloseimas mortíferas

A Chironex fleckeri é muito abundante na costa nordeste da Austrália, onde compartilha território com sua prima, a diminuta irukandji (Carukia barnesi), medusa responsável por uma misteriosa doença chamada síndrome de Irukandji, detectada pela primeira vez em 1922 numa comunidade aborígene da costa de Cairns, no nordeste da Austrália. As vítimas, depois de terem estado em contato com a água, sofriam fortes dores, cãibras nos braços e pernas, taquicardia, náuseas, agitação, sudorese, hipertensão e uma desagradável sensação de morte iminente.

As cubomedusas frequentam as costas da Austrália e outras ilhas do Pacífico. GETTY IMAGES

Jack Barnes, médico e ex-comandante do exército australiano que há vários anos estava investigando casos de envenenamento por animais marinhos, foi o primeiro a suspeitar a relação entre aqueles misteriosos sintomas e algum tipo de celenterado (cnidários). Em dezembro de 1961, conseguiu identificar a invisível e esquiva criatura, uma diminuta medusa cofre de pouco mais de dez milímetros, transparente e armada com quatro longos e finos tentáculos.

A pequena irukandji (‘Carukia barnesi’), pequena medusa responsável por uma doença misteriosa.GETTY IMAGES

Para que seu nome seja colocado em uma nova espécie (Carukia barnesi), pode ser necessário fazer um sacrifício. Em um louvável exemplo de empirismo e irresponsabilidade, Barnes se expôs à carícia da medusinha, ao lado de seu filho de nove anos e de um forte monitor de surfe. Em seguida, os três rumaram para o hospital de Cairns, depois de terem resolvido o mistério médico. Em 2002, um turista norte americano de quarenta e quatro anos teve de ser atendido na emergência do mesmo hospital da queimadura de uma dessas medusas; morreu pouco depois de hemorragia cerebral.

A caravela-portuguesa percorre grandes distâncias ao ser impulsionada pelo vento. GETTY IMAGES

Cuidado em este barco!

A caravela-portuguesa (Physalia physalis), também conhecida como falsa medusa, é na realidade um zooide sifonóforo polimorfo, ou seja, uma colônia de animais da mesma espécie com diferentes formas e funções que se comporta como um único indivíduo: como um grupo de amigos que saem para viajar rachando as despesas. Este ser viscoso percorre grandes distâncias impulsionado pelo vento graças a seu pneumatóforo, uma espécie de flutuador que uns quinze centímetros que serve de vela e do qual pendem longos tentáculos muito venenosos, com os quais provoca graves e dolorosas queimaduras, quase tão perigosas quando as das vespas-do-mar. Costumam ser encontradas em mar aberto em todas as águas cálidas do planeta, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais dos oceanos Pacífico e Índico, assim como na corrente do Golfo atlântica. Às vezes consegue chegar às costas espanholas.

(Do http://brasil.elpais.com/)