quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

MAR DE PESCADOR

Foto: Luiz Carlos Souza

Pescadores de sardinha cruzam os braços por reajuste no preço do pescado

A safra da sardinha começou na segunda-feira, mas por enquanto nenhum barco de Itajaí foi para o mar. Os pescadores da região estão insatisfeitos com o preço pago pela indústria pelo quilo do pescado e decidiram parar as atividades até obter um reajuste melhor.

Nesta terça-feira, os profissionais fizeram uma assembleia e decidiram seguir paralisados até que as empresas sinalizem um novo acordo. Em janeiro, as indústrias ofereceram reajuste de R$ 0,20 no quilo da sardinha, que passou de R$ 1,20 para R$ 1,40. Porém, os pescadores querem que o valor chegue pelo menos a R$ 1,90.

— Chegamos à conclusão de que no preço que está não temos condições de trabalhar. Estamos tendo prejuízo, porque só para sair com o barco já se gasta entre R$ 80 mil e R$ 90 mil, e não sabemos quanto peixe vamos encontrar para recuperar esse valor — avalia o presidente do Sitrapesca, Eros Aristeu Martins.

O movimento ainda não é considerado greve, mas reúne profissionais de Itajaí, Rio de Janeiro, Angra dos Reis e São Paulo. A safra da sardinha segue até junho e somente na região são mais de 2,5 mil pescadores trabalhando em 80 barcos, segundo o Sitrapesca. Santa Catarina é responsável por cerca de 70% da produção nacional do pescado.

— Todos estão apoiando esse movimento. Os preços do óleo diesel, do gelo e do frete aumentaram muito, fica quase impossível trabalhar com esses custos. Precisamos de um reajuste melhor — reivindica o armador de pesca Jorge Seif, que possui cerca de 300 barcos em todo país.

O Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) informou que está acompanhando as negociações entre armadores e indústrias, mas disse a saída dos barcos para pescaria é uma decisão de cada armador com sua tripulação. As negociações entre profissionais e indústrias continuam, mas até esta terça não há um acordo.


A última vez que os pescadores de sardinha entraram em greve foi em 2014. Na época, eles ficaram 16 dias parados para discutir o reajuste do pescado — movimento que acabou impactando no comércio do peixe.

(Do http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/)

LÁ DE CIMA...

Foto Ricardo de los Santos.
Praias da Armação, Ponta das Campanhas e Matadeiro
Florianópolis.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

sábado, 13 de fevereiro de 2016

PASSEIOS DE BARCO

Fotos Fernando Alexandre


Pescadores do Pântano do Sul continuam fazendo passeios de barco para ilhas e praias próximas!
Embarcações dentro de todas as normas de segurança, comandadas por pessoas experientes!
Verão é um tempo ruim para peixes!

É ARMAÇÃO! MAS ACREDITE...

Foto Felipe Aguillar
Praia da Armação


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

MAR DE HUMOR







MAR DE NAUFRÁGIOS

Titanic sendo rebocado do estaleiro
Pela primeira vez na história, uma exposição de fotos apresenta imagens inéditas da cerimônia de lançamento ao mar do lendário Titanic.

Momentos felizes envolvendo o transatlântico são apresentados ao mundo. Fotos inéditas mostram Titanic antes da tragédia de 1912.

O transatlântico entrou para história por ter afundado em sua viagem inaugural, em 1912. O navio foi construído nos estaleiros Harland and Wolff, de Belfast, na Irlanda do Norte, entre 1909 e 1912.

A tragédia aconteceu depois que Titanic bateu em um iceberg durante a travessia entre Southampton, na Grã-Bretanha, e Nova York. Mais de 1,5 mil passageiros morreram no naufrágio.
As fotos estão expostas no Ulster Folk and Transport Museum, em Cultra, na Irlanda do Norte. Nas 116 imagens é possível ver o registro de momentos felizes com multidões se aglomerando no estaleiro para ver o navio ser “batizado”.
Multidão aguarda partida do transatlântico
O material inclui fotos do presidente do estaleiro, Lord Pirrie, inspecionando o navio.
Titanic passando pela última inspeção
O dono das fotos é Steve Raffield que comprou o álbum há dois anos. O colecionador diz estar “orgulhoso” de mostrar essas imagens ao mundo.

Titanic lançando fumaça no céu de Belfast

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

PORCO DIO! - TEM RADICCI NA ILHA!



do Carlos Henrique Iotti

MAR DE PESCADOR

BARCOS ANCORADOS, REDES PENDURADAS E UM CENÁRIO FORMADO POR ESTALEIROS E ATRACADOUROS ARTESANAIS. / ASSIM É O MUNICÍPIO DE BALNEÁRIO BARRA DO SUL, NO LITORAL NORTE DE SANTA CATARINA. / POR LÁ, A ATIVIDADE DA PESCA USA MÃO DE OBRA FAMILIAR E EMBARCAÇÕES DE MENOR PORTE. /MAS TUDO COM MUITO PROFISISIONALISMO//.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

TÃO ABANANDO, TÃO ABANANDO!!!


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

NO DEFESO

Foto Fernando Alexandre

MULHERES DO MAR

Dalva Maria Carvalho Mendes recebe a nova platina do vice-almirante Celso Barbosa Montenegro
 (Foto: Janaína Carvalho/G1)

Cerimônia no Rio marca promoção da primeira mulher contra-almirante
Dalva Mendes é da primeira turma de mulheres oficiais a entrar na Marinha.
Família de militar ressalta perfil conciliador e rígido da oficial.

Janaína CarvalhoDo G1 Rio

Em uma cerimônia de pouco mais de cinco minutos, Dalva Maria Carvalho Mendes, a primeira mulher da história a ocupar um cargo de oficial general das Forças Armadas, recebeu a platina de contra-almirante na manhã desta segunda-feira (26). A solenidade foi realizada no Hospital Naval Marcílio Dias, onde Mendes trabalhou como médica anestesista durante muitos anos. Contra-almirante é a primeira patente entre os oficiais generais - as demais são vice-almirante, almirante de esquadra e almirante, sendo que este último, o mais importante, só existe em época de guerra.

Visivelmente emocionada, a contra-almirante afirmou que não fazia ideia do que a aguardava. “É uma alegria imensa, nem eu tinha ideia de que seria assim. É uma honra, estou muito feliz. Como militar, com certeza esse era o sonho da minha vida”.

Sobre o fato de uma mulher pela primeira vez ocupar o posto mais elevado das Forças Armadas, ela acredita que a natureza agregadora é o grande diferencial feminino em qualquer função. “Acho que a diferença é esse valor que nós mulheres trazemos a qualquer lugar que estamos. É a cordialidade e o respeito. Nós somos agregadoras de uma maneira geral”.

Acho que a diferença é esse valor que nós mulheres trazemos a qualquer lugar que estamos"

Dalva Mendes

Além de ser a primeira mulher a ocupar o posto de almirante, Mendes também fez parte da primeira turma do corpo auxiliar feminino de oficiais da Marinha do Brasil, em 1981. Esse, segundo ela, foi o momento mais difícil da carreira. “Naquele momento inicial, tudo era novo. Eu sou da primeira turma e esse, sem dúvida, foi o momento mais difícil”, afirmou Dalva, enfatizando que nunca sofreu preconceito na marinha brasileira pelo fato de ser mulher. “Precisamos parar com essa mentalidade. Precisamos e estamos mostrando que nós temos capacidade e, em função disso, teremos o respeito de todos”.

Durante a cerimônia, Mendes recebeu a platina de contra-almirante do diretor de saúde da marinha e vice-almirante Celso Barbosa Montenegro. Os filhos também participaram da cerimônia e se disseram honrados em ver a mãe chegar a um lugar de destaque nas Forças Armadas.

Dalva Mendes ao lado dos seus dois filhos após a cerimônia (Foto: Janaína Carvalho/G1)


“É uma sensação indescritível, até mesmo porque nunca tinha visto antes”, brincou a filha

Luciana Carvalho Mendes, que segue os passos da mãe e atualmente é 1º tenente da Marinha. Segundo ela, a mãe chegou a esse posto devido a muito trabalho. “Ela é muito comprometida e dedicada ao que faz. Em alguns momentos ela precisou abdicar da vida familiar para se dedicar à profissão”, contou a filha.

Para o filho mais velho, Carlos Eduardo Carvalho Mendes, a mãe é um grande exemplo para outras mulheres. “Estou muito orgulhoso, não tenho como descrever isso. Minha mãe é um espelho para outras mulheres. Quem a conhece sabe a pessoa íntegra que ela é. E ela traz isso para dentro de casa e para o trabalho”, afirma o analista de sistema.

De acordo com o filho, a grande admiração que a mãe cativou das pessoas ao longo dos anos tem uma razão: “Ela sempre foi uma pessoa muita justa, que olhava para todos os lados e analisava as questões. Eu acho que ela faz isso no meio profissional e pessoal e é por isso que eu acho que ela tem tantos admiradores por onde passa”, afirmou Carlos, destacando ainda que, apesar de militar, Dalva sabe ser extremamente carinhosa, mas é exigente quando necessário. “Ela sabe ter aquele olhar onde não é preciso falar uma palavra feia para a gente saber o que ela quer”.

Dalva Mendes foi promovida a almirante pela presidente Dilma Rousseff na sexta-feira (23) e passou a vigorar no domingo (25). A decisão foi tomada após reunião com o ministro da Defesa, Celso Amorim, e os comandantes das Forças Armadas Julio Soares de Moura Neto (Marinha), Enzo Martins Peru (Exército) e Juniti Saito (Aeronáutica).

Terceiro posto mais importante da Marinha

A oficial Dalva deixou o cargo de capitão-de-mar-e-guerra para assumir o terceiro posto mais importante da Marinha, o de contra-almirante, que simboliza duas estrelas. O comandante da Marinha, chamado de almirante-de-esquadra, tem quatro estrelas. O posto de cinco estrelas só é assumido em caso de guerra.

O posto de contra-almirante que a oficial Dalva assumirá corresponde ao de general-de-brigada no Exército e ao de brigadeiro na Aeronáutica. Atualmente há 2.882 oficiais mulheres na Marinha, o que representa 33% do quadro total de oficiais, segundo informações da Marinha.

Além do nome de Dalva, Dilma assinou a promoção de outros oficiais das três forças, que deverão se apresentar à presidente, no Palácio do Planalto, porém sem data definida.

Perfil
A contra-almirante Dalva Maria Carvalho Mendes, 56 anos, é carioca, viúva, tem dois filhos e ingressou na Marinha em 1981. Médica anestesista, chegou ao cargo de vice-diretora do Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, em 2007. Em 2009, assumiu o posto de capitão-de-mar-e-guerra e atualmente é diretora da Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória.

domingo, 31 de janeiro de 2016

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

MAR DE VERÃO

Foto Gustavo Testa
Cobrança Abusiva. Passeio para a Ilha do Campeche custa até R$120,00 por pessoa

Um passeio para a Costa da Lagoa custa R$ 15 ida e volta e dura em torno de 40 minutos e para ilha do Campeche embarcações chegam a cobrar até R$ 120 por pessoa e leva 10 minutos

No ano passado eram cobrados R$ 80 por esta travessia, um aumento de 50% no serviço, as embarcações saem no trapiche da Praia da Armação ou através dos botes pela Praia do Campeche

Fica aqui um alerta para Procon que deveria fiscalizar a cobrança de preços abusivos.

(Do http://riozinho.com/)

NA PRAIA...

Clic do Paulo Goeth

Coisas do Morro das Pedras!

MAR DE PESCADOR

Foto Kelly Martin Cape Eleuthera, The Bahamas

Para muitas pessoas, a aquicultura perto da costa é uma visão familiar. É só pensar no cultivo de ostras e mexilhões ao longo da costa catarinense. Mas nos Estados Unidos, a aquicultura em breve será expandida para o oceano aberto. Com uma nova regra publicada em 11 de janeiro pelo NOAA Pescas, as águas federais do Golfo do México serão abertas para a produção de pescado sustentável. A nova regra levou em conta milhares de comentários públicos e autoriza o NOAA Fisheries a emitir licenças para um período inicial de 10 anos, para a engorda de algumas espécies, tais como o red drum (Scianidae), beijupirá, e o almaco jack (olhete) nas águas federais no Golfo.

A aquicultura marinha se refere especificamente ao cultivo de espécies que vivem no oceano. A aquicultura americana produz principalmente ostras, mariscos, mexilhões, camarão, e salmão. Após 30 anos de inovação e aprendizagem, as práticas e tecnologias atualmente disponíveis melhoraram significativamente em aspectos econômicos e de sustentabilidade. Apesar da aquicultura marinha representar 20% do valor dos desembarques nacionais, ela cria postos de trabalho e oferece oportunidades de comércio internacional.

Veja a entrevista com o Diretor de Aquicultura do NOAA Pescas, Michael Rubino, que fala sobre esta nova etapa na aquicultura americana.

(Do  NOAA Fisheries , via http://www.observasc.net.br/)

NA PENHA



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

MAR DE CIMA

Foto Fernando Alexandre

MAR DE PESCADOR

Foto: Arturo de Frias Marques

O Ministério da Produção proibiu a captura da raia gigante (Manta birostris) nas águas marinhas do Peru, a fim de preservar esta espécie na costa do país. A medida, estabelecida por decreto ministerial, está em vigor desde 2 de Janeiro e proíbe a captura da raia manta gigante com qualquer arte de pesca ou instrumento de captura. Da mesma forma, está proibido o desembarque, o transporte, a retenção, transformação e/ou comercialização desta espécie marinha em todo o país. No caso de capturas acidentais, essas raias devem ser imediatamente devolvidas ao seu habitat natural, e não podem ser objeto de consumo ou comércio. No Brasil, a captura da raia manta e demais espécies da família Mobulidae é proibidadesde 13 de março de 2013.

A raia manta gigante tem crescimento lento, uma expectativa de vida de mais de 40 anos, maturidade sexual tardia, ciclo de vida longo, baixa fertilidade e um número reduzido de indivíduos em sua população. Para garantir o cumprimento dessa norma, o governo peruano faz um intensivo trabalho de vigilância entre os principais atores, envolvendo pescadores, comerciantes e consumidores, através da divulgação de mensagens que enfatizam a importância da proteção desta espécie. A pessoa que viole esta medida será punida de acordo com a Lei Geral das Pescas e demais disposições legais aplicáveis. O Ministério da Produção informou que fez vários mecanismos disponíveis para receber reclamações contra aqueles que violam a regra.

(Fonte: FIS World News, via http://www.observasc.net.br/)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

MAR DE VERÃO

Praia da Joaquina é um dos costões de maior atenção dos bombeiros em Florianópolis
Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Depois de acidentes, bombeiros prometem mais sinalização nos costões do litoral catarinense

Por



Os paredões nos cantos das praias atraem turistas e moradores que ficam encantados com a possibilidade de uma selfie mais bonita ou um por do sol mais exuberante. Mas exercitar o lado aventureiro e realizar uma trilha para subir nessas pedras exigem cuidados especiais. Em Florianópolis, pelo menos quatro pessoas morreram eduas seguem desaparecidas por acidentes em costões nesta temporada de verão. 

Incidentes como estes fizeram com que o corpo de bombeiros decidisse por aumentar a sinalização próxima aos costões nas cidades do litoral catarinense. Segundo o tenente Coronel Cesar Assumpção Nunes, 1º Comando Salva-vidas, os quartéis vão fazer um levantamento dos locais mais perigosos para serem sinalizados de Passo de Torres a Itapoá. Em Florianópolis, locais como Joaquina, Praia Mole, Matadeiro,Ingleses e Praia Brava registram o maior número de acidentes. 

— Já existem placas em diversos lugares dizendo que não são indicados para trilhas, mas as pessoas vão muito perto da beirada por uma boa foto ou para ver mais de perto o mar. Elas precisam tomar cuidado. Em resumo: se não tem sinalização de que é seguro, é melhor não chegar perto — explica o tenente coronel. 

As placas serão customizadas com materiais semelhantes as de Itapema, no Litoral Norte, que são mais resistentes do que madeira e bambu. Além de dicas de segurança, elas também mostrarão locais que têm cobertura do corpo de bombeiros. Não há previsão de quando elas serão colocadas ou em que locais exatos. A sinalização será paga com recursos do corpo de bombeiros. 
— Essa ação não acaba nesse verão, será algo que vai se perpetuar por bastante tempo — aponta o tenente-coronel. 

Cuidados nas praias 
No costão 
Na trilha

Observe o chão
As pedras podem ter limo ou estarem molhadas, o que aumenta o risco de quedas. Próximo da água essas situações são mais comuns. 

Não dê as costas para o mar
A correnteza pode mudar de repente e surpreender. 

Evite ir sozinho
Em caso de acidentes, é necessário que alguém acione a emergência. 

Não mergulhe diretamente do costão 
É difícil precisar a profundidade ou se há alguma pedra no fundo. 

Não tente resgatar quem caiu
Pular no mar pode machucar quem está tentando ajudar. Acione a emergência imediatamente. 

Em caso de arrastamento, não tente voltar
Nade para longe do costão. A força da correnteza pode jogar contra as pedras e causar ferimentos mais graves. 

Atenção às crianças
Crianças pequenas exigem cuidados redobrados.

Procure a sinalização
Procure as placas de sinalização e se informe com os salva-vidas antes de subir em um costão. 
(Do www.clicrbs.com.br)

domingo, 24 de janeiro de 2016

CÉLIA E RENILDA, UMA TRISTE HISTÓRIA!

O que era vida....
Virou cinzas...

Um rancho de canoa

Célia e Renilda tinham 100 anos, mas nem parecia. Feitas de um único tronco do garapuvu (árvore que é símbolo de Florianópolis) elas eram parideiras de peixes desde há três gerações da família Inácio, na ilha de Santa Catarina. Canoas valentes, acostumadas ao rigor das fortes ondas do Campeche, elas viram nascer e morrer dezenas de pescadores, filhos das areias dessa linda praia do sul. Também do fundo do seu ventre generoso brotaram peixes que alimentaram o bairro inteiro. Por cem anos singraram o mar, dirigidas pelas mãos fortes daqueles que, apesar da especulação imobiliária e do crescimento quase criminoso do bairro, nunca desistiram de manter viva a tradição da pesca artesanal. Eram as resistentes, junto com a Glória, que descansa em outro barracão, também do lado direito da Pequeno Príncipe.

Pois na noite do dia 16 de janeiro, uma mão criminosa ateou fogo ao rancho que servia de abrigo às duas meninas do mar. Queimou tudo. Foram-se as canoas, as redes e a memória de uma comunidade inteira. Em poucas horas, as labaredas lamberam as madeiras e só sobraram as cinzas. Mais um golpe para o Campeche que também viu ir ao chão o Bar do Chico, igualmente por criminosas mãos, ainda que governamentais. Os espaços das gentes, a história do bairro, se despedaçando.

As rixas entre os pescadores no Campeche são tão históricas quanto a pesca artesanal. Mas, mesmo as mais violentas jamais haveriam de ter como desfecho um crime como esse: queimar as canoas, centenárias barcaças com as quais os homens iam ao mar. Por isso toda a perplexidade diante das chamas que comeram parte da história da praia. A polícia ainda investiga e há suspeito, mas nada ainda foi divulgado sobre a autoria do crime.

O fato é que o rancho queimou, como já queimaram tantos outros, expulsando da praia os pescadores. Dia após dia, apagando a memória do que um dia foi essa ilha. Antes morada do homem do mar e agora, cada vez mais, espaço de paisagens especuladas. O mar como mercadoria, como moldura da sala. Da velha tradição vão ficando apenas imagens desbotadas de registros antigos. Uma história perdida nas brumas.

O incêndio no Rancho do Aparício, filho do seu Deca, comeu as canoas e comeu a história. Agora, um movimento da família e dos amigos busca recuperar o que se perdeu. Há promessas do governo sobre uma ajuda para a compra dos equipamentos, como a rede, por exemplo, e há campanhas para garantir que novo rancho se levante. Mas, o certo é que Célia e Renilda não podem mais voltar. Elas se foram, com todas as suas marcas e memórias.

Alguma outra menina talvez possa ser construída pelas mãos dos jovens do lugar. Uma garota nova, possivelmente não mais de garapuvu. Uma canoa que embalará outra geração. Pode ser que, na tragédia, se renove a vontade de manter a velha tradição de sair para o mar, na fragilidade do remo, sem qualquer outra tecnologia que a força do braço. Pode ser que nas noites de inverno, sob o clarão da lua, esses guris de agora possam contar aos filhos dos filhos que bem ali, naquele rancho havia um outro, que abrigara outras canoas. E pode ser que as dunas ainda estejam protegidas dos especuladores.

Eu olho para esse Campeche de luta e história e sigo sonhando que pode ser possível. Uma vida boa, um peixe bom, uma farinha, e essa comunidade - com todas as suas contradições - ainda vivendo em comunhão.

Nós não reconstruímos o Bar do Chico, porque ele mesmo se foi, encantado, para as estrelas. E, sem forças, também perdemos o pé no mar da ganância e do mau governo. Mas, o rancho do Aparício não pode ser considerado ilegal. Ele pode voltar... Haverá braços? 

(Da Elaine Tavares, no seu blog "Palavras Insurgentes" - http://eteia.blogspot.com.br/2016/01/um-rancho-de-canoa.html)

MAR DE HUMOR

Charge publicada na edição deste sábado do jornal  ZH, de Porto Alegre

PESCANDO VIDA


Ieda e João estão casados há 59 anos e sempre foram parceiros de pescaria pelo litoral catarinense
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Amor e pescaria: há 59 anos, João e Ieda pescam um ao lado do outro em Santa Catarina 

Por 
ERICH CASAGRANDE 

Ele tem 82 anos. Ela, 77. Quem os encontra sobre a Plataforma de Pesca da Praia do Rincão, no Sul do Estado, lançando suas linhas ao mar em silêncio contemplativo não tem dúvidas: João Manuel Antônio e Ieda Teixeira são um casal. Há 59 anos os dois vivem juntos, pescando e namorando, cruzando verões e sorrindo da própria história.

Quando tinha 24 anos, João Manuel Antônio abandonou a noiva em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e voltou para sua terra natal, de onde tinha saído com 19 anos. Queria casar com alguém que fosse do mesmo lugar que ele.

— Procurei a moça certa. Namorei algumas gaúchas, mas não dava certo. Queria conhecer alguém daqui — resume Antônio sobre a decisão que definiu o curso de sua vida.

De volta a Urussanga, encontrou o pai de Ieda na plantação de mandioca e à noite foi apresentado a sua futura esposa. Ela tinha 19 anos e o conheceu na sala de casa. Namoraram alguns meses e já começaram a se divertir juntos pescando em rios da região. Casaram e o hábito continuou pelas cidades em que passaram: Porto Alegre, Florianópolis, Campos Novos, Araranguá e agora, Criciúma. Em todas as cidades em que viveram, dividiram o tempo silencioso à margem de algum rio, mar, ou lagoa. Pescando.

— A gente esquece do mundo. Descansa. Tira os pensamentos ruins e os joga ao mar. Eu não sei pescar sozinho mais, é melhor junto com ela — conta João.

Depois de 59 anos de casados, os dois ainda dividem o mesmo corrimão da plataforma de pesca de Balneário Rincão. Com suas varas de pesca separadas por alguns passos, sentavam em silêncio, cada um no seu banco, cruzando olhares que se comunicam sem qualquer palavra. O vento forte sobre a plataforma, que avança 300 metros dentro do mar, balançava as abas do chapéu de palha de João e a saia florida de Ieda. Ele mais conversador, ela mais tímida.

— Me criei num lugar que tinha rio e roça. Nós plantávamos mandioca, tínhamos um engenho e depois íamos pescar. Essa saúde que temos, graças a Deus, deve ser fruto dessa vida. Eu cuido da minha casa, faço pão e pesco. Eu me divirto com isso — lembra Ieda após lançar sua linha sobre as ondas do mar.

E com a paciência de quem pesca ao longo dos anos, os dois se integram a paisagem. Quem passa pela plataforma sólida e firme sobre o mar também não tem dúvidas de que os dois continuarão a pescar juntos.

— Sempre. O que Deus uniu não se separa mais. São 59 anos que estamos felizes — garante Ieda.

(Do www.clicrbs.com.br)

sábado, 23 de janeiro de 2016

MAR DE PESCADOR


Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Operação quer coibir a pesca ilegal em Florianópolis
Para tentar coibir a ação irregular de pescadores e atuneiros ao longo da costa, representantes da Secretaria Municipal de Pesca, Maricultura e Agricultura e da Floram reuniram-se na tarde desta quinta-feira, dia 21, com o superintendente do Ibama em Santa Catarina, Adenilson Perin, e representantes do divisão técnica do Instituto.

A reunião foi motivada por dezenas de queixas de entidades que congregam pescadores a respeito da pesca ilegal, e por isso o secretário de Pesca, Maricultura e Agricultura, Roberto Katumi Oda, solicitou maior efetividade de fiscalização.

Juntou-se às queixas dos pescadores o aparecimento de centenas de peixes mortos na praia de Jurerê na última segunda-feira, incidente que o secretário atribui à pesca ilegal. Ele disse não acreditar na hipótese de a mortandade ter sido provocada pelacontaminação da água.

— A Fatma praticamente já descartou essa possibilidade com os testes feitos na praia. Acreditamos que a principal causa realmente seja a pesca de arrasto, que, com as iscas de pequeno tamanho, acabam escapando da rede já mortos, algo muito comum no nosso litoral — disse.

Uma nova reunião será realizada no dia 16 de fevereiro, contando com a presença de representantes da Capitania dos Portos e da Polícia Ambiental, para esquematizar uma Operação Presença e tentar coibir a ação ilegal de pescadores, que acontece, em larga escala, ao longo da costa.

(Do HORA DE SANTA CATARINA - www.clicrbs.com.br)

MAR DE TODOS

Praia é uma das mais procuradas por turistas no Sul de Santa Catarina
Foto: BIANCA GOULART / DIVULGAÇÃO

Passarela na areia no Arroio do Silva é exemplo de acessibilidade na praia
Por

Uma ideia simples pode transformar a praia num lugar acessível para qualquer um. A secretaria de turismo de Balneário Arroio do Silvaconstruiu uma passarela de 68 metros de extensão sobre a areia entre a beira da praia e o mar para facilitar o acesso, principalmente, para pessoas com deficiência física e idosos.

A passarela fica próximo à Praça Central do município e a intenção é construir outras se esta for aprovada. Balneário Arroio do Silva é um dos principais destinos do verão no Sul do Estado, recebe principalmente turistas vindos do Rio Grande do Sul.
(Do DC - www.clicrbs.com.br)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

MAR DE HUMOR



MAR DE PLÁSTICO

France Presse

Foto de 2008 mostra detritos na Baía de Hanauma, no Havaí (Foto: AP Photo/NOAA Pacific Islands Fisheries Science Center)

Oceanos terão mais plástico do que peixes em 2050, diz estudo
Dados foram divulgados no Fórum Econômico Mundial de Davos.
É preciso repensar as embalagens, segundo especialistas.
Da France Presse
O uso maciço de plásticos é tamanho que os oceanos abrigarão mais detritos plásticos do que peixes em 2050 - informou nesta terça-feira (19) o Fórum Econômico Mundial de Davos.

"O sistema atual de produção, utilização e descarte de plásticos tem efeitos negativos importantes: de 80 a 120 bilhões de dólares de embalagens plásticas são perdidos anualmente. E além do custo financeiro, sem nada em troca, os oceanos terão mais plástico do que peixes (em peso) até 2050", informa um comunicado.

O fórum de Davos, cujas reuniões de trabalho começam na quarta-feira, divulgou os dados de um estudo realizado com a fundação da navegadora Ellen MacArthur e a consultoria McKinsey.

Segundo o documento, a proporção de toneladas de plástico por toneladas de peixes era de uma para cinco em 2014, será de uma para três em 2025 e vai ultrapassar uma para uma em 2050.

Mudanças nas embalagens

O fórum estima necessária "uma refundação total das embalagens e dos plásticos em geral" e a busca por alternativas ao petróleo como material de base para sua produção - pois, caso nada mude, o plástico representará 20% da produção petroleira em 2050.

Por causa dos sacos de plástico de uso único, "95% do valor das embalagens de plástico, estimado entre 80 e 120 bilhões por ano, se perde", lamenta o WEF, pedindo o estabelecimento de canais de reciclagem verdadeiros e reutilização.

"Os modelos de produção e consumo lineares são cada vez mais questionados (...) e isso é especialmente verdadeiro para os setores onde existem grandes volumes de baixo valor como as embalagens de plástico", apontou em declaração a navegadora Ellen MacArthur, também solicitando a criação de uma economia circular, reutilizando os materiais.

Vários países estão tentando limitar o uso de sacos plásticos. Na França, por exemplo, os sacos de plástico de uso único devem ser proibidos em março.

No Reino Unido, a legislação impõe que os consumidores paguem pelos sacos plásticos, a fim de tentar reduzir sua utilização.