segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

LÁ NO FUNDO...

Foto:Getty Images

SOB A BAÍA DE GUANABARA, REPOUSA UM TESOURO DE R$ 1 BILHÃO

Conheça o naufrágio do Rainha dos Anjos, que se esconde sob toneladas de lixo e lodo, há uma gigantesca fortuna. Veja também outros naufrágios nas costas do Brasil

Em uma noite de julho de 1722, um barulho muito alto vindo de uma nau ancorada gritou no ouvido de quem estava ali perto na Baía de Guanabara - entre a ilha das Cobras e o antigo Forte de São Tiago, na atual praça XV, centro do Rio de Janeiro. O capitão do navio preparava-se para um jantar no Mosteiro de São Bento quando um marinheiro esqueceu uma vela acesa nas proximidades do compartimento de estoque de comidas, iniciando um incêndio.

O fogo atingiu os barris de pólvora guardados no porão e a embarcação explodiu. Partida ao meio, afundou, levando consigo um tesouro hoje estimado em 1 bilhão de reais. Por sorte, ninguém morreu. Era o fim de uma história de oito anos e o começo de outra: a busca pelas preciosidades da embarcação Rainha dos Anjos.

A grande nau, procurada por caçadores de tesouros de todo o mundo, era uma embarcação de guerra portuguesa armada com 56 canhões. "Há uma certidão da Alfândega de Lisboa, de 6 de julho de 1722, em que a Coroa contrata um sujeito chamado Jorge Mainarde para fazer o salvamento do que fosse possível da Rainha dos Anjos", afirma o biólogo e mergulhador Marcello De Ferrari. "Esse contrato vai até 24 de junho de 1724. Ou seja, durante quase dois anos foi feita a exploração dos restos do navio, com os búzios, como também são chamados os mergulhadores, que podem ter tirado grande parte dos tesouros dali."

Tesouro perdido

Os búzios, na época, desciam a 18,20 m de profundidade. Voltavam à superfície várias vezes para retomar o fôlego e mergulhar de novo. Mas, se sobraram objetos na nau, é bem possível que estejam intactos. Inclusive 136 vasos de porcelana e vidro esmaltado da era Kangxi (1661-1722) e, possivelmente, diversas joias e barras de ouro.


Como seria o Rainha dos Anjos Wikimedia Commons

Acredita-se que os vasos eram meticulosamente embalados para resistir às mais diversas provações e, por isso, estariam inteiros. "Mesmo que só haja cacos, eles são um tesouro arqueológico imensurável. A exploração na época do naufrágio não tinha os recursos atuais. Certamente ainda há muita coisa lá embaixo", diz Ricardo Joppert, doutor em estudos sobre o Extremo Oriente.

A costa brasileira tem mais de 8 mil navios afundados, muitos com tesouros de valor incalculável. Em cada embarcação que foi a pique, encerra-se uma espécie de cápsula do tempo da época do desastre. As promessas de riqueza da Rainha dos Anjos são das que atraem mais curiosidade e cobiça – potencializadas pelo anúncio, no fim de 2009, do encontro de dois fragmentos de madeira a cerca de 80 m da ílha das Cobras. 

Carregamento diplomático

Quando saiu em sua viagem inaugural, em 1714, a embarcação não estava carregada de ouro e porcelana. Entre 1716 e 1718, a Rainha dos Anjos fez parte da tropa portuguesa que enfrentou a armada turca no cabo de Matapan, ao sul do Peloponeso, e foi comandada pelo infante dom Francisco, irmão do rei dom João V. Dois anos depois, a nau foi escolhida para levar o monsenhor Carlo Ambrogio Mezzabarba a Macau, colônia portuguesa incrustada na China e dominada por Kangxi, terceiro imperador da dinastia Qing (1644-1912), de origem manchu.

As relações entre o imperador e o Vaticano não eram das melhores desde 1705. Na época, o papa Clemente XI enviou à China o religioso italiano Maillard de Tournon com a intenção de espalhar por lá a fé católica. Kangxi, ao saber que a Santa Sé reprovava os rituais religiosos chineses, mandou prender o italiano. Tournon acabou morrendo na China, atrás das grades, em 1710. Mas o papa nomeou Mezzabarba como novo enviado diplomático e missionário e ele conseguiu mudar a situação. Depois de passar quase dois anos por lá e conquistar a confiança do imperador, fez sua viagem de retorno com inúmeros presentes para o sucessor de Clemente, Inocêncio XIII, e para dom João V.

A viagem começou em dezembro de 1721, quando a Rainha dos Anjos saiu de Macau. Depois de parar na Índia, onde embarcou o corpo de um governador português conservado num barril de vinagre, e no Cabo da Boa Esperança, a nau fez sua escala no Rio. De lá, seguiria para a Bahia e para o seu destino final, Lisboa. "A costa brasileira é riquíssima em naufrágios porque era a encruzilhada do mundo. Para ir da Europa ao Oriente, à África ou à Índia, passava-se por aqui", diz o almirante Armando Bittencourt, diretor do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha do Rio de Janeiro, órgão que já contabilizou 48 naufrágios na Baía de Guanabara. A Rainha dos Anjos parou na baía no dia 15 de maio de 1722. Dali, não saiu mais.

Logo após a descoberta dos fragmentos de madeira, houve um burburinho a respeito de investidores ávidos pelas riquezas que podem ser encontradas. E também a reprovação de alguns arqueólogos e estudiosos. "Essa forma de exploração, feita apenas para tirar as coisas do navio, destrói a cápsula do tempo", afirma Bittencourt. "Um barco naufragado é um microcosmos social. Não é uma galinha dos ovos de ouro", diz o arqueólogo marinho Gilson Rambelli, da UFSE. "Imagine o que uma embarcação europeia do século 18, vinda da China, tem a oferecer. Quando se estuda um navio como a Rainha, há indícios desde sobre como era o cotidiano da embarcação até sobre a engenharia naval do período."

Toneladas de lixo

Resgatar a embarcação, porém, requer um altíssimo investimento. O navio está soterrado sob detritos e cerca de 3 m de lodo, o que torna a operação de dragagem complicada e cara. Segundo Galindo, seriam necessários cerca de 200 mil euros para desenterrar parte do navio – e mais de 1 milhão para trazê-lo à tona. Isso se ele estiver realmente naquele ponto. Se não, o dinheiro seria gasto em uma busca infrutífera. 


Como seria o Rainha dos Anjos Wikimedia Commons

Apesar das restrições legais, moedas, garrafas e outras relíquias resgatadas dessas embarcações já foram comercializadas livremente, inclusive pela internet. A maior parte das peças não tem o devido atestado de liberação da Marinha, que dispõe de poucos navios para patrulhar explorações clandestinas.

O charme da Rainha dos Anjos é que ela veio para o Brasil cheia de riquezas. Além dos vasos antigos, tinha os canhões e cerca de 800 tonéis de azeite. "Um astrolábio daquela época custa cerca de 250 mil reais e a nau devia ter uns oito", afirma José Góes de Araújo, ex-vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia.

No final de 2016, Denis Albanese, realizador de resgates na costa brasileira, iniciou uma expedição com a agência Media Mundi em busca dos restos do navio. Albanese, que estudou a história da Rainha dos Anjos por mais de 20 anos, utilizou instrumentos sonares de baixa frequência para varrer o possível local em que se encontra os restos da embarcação e, assim, conseguir amostras. No entanto, nenhuma novidade foi anunciada. 

Apesar de registrar naufrágios desde o século 16, a exploração organizada dessas embarcações no Brasil, com a participação de arqueólogos, começou apenas nos anos 1970. Como se vê, a Rainha dos Anjos é só uma pequena amostra dos segredos (e tesouros) submersos na costa brasileira.

Naufrágios na costa brasileira

Santa Clara

Wikimedia Commons

Partiu de Portugal para a Índia carregada de moedas de ouro, prata e bronze. Pararia em Salvador, mas, enfrentando forte vento, naufragou em 1573. 

Galeão Santíssimo Sacramento

Wikimedia Commons

Em 1668, chocou-se com um banco de recifes e afundou. Havia até 750 pessoas a bordo – 70 se salvaram. Francisco Correia da Silva, que governaria o Brasil, morreu. Achado nos anos 1970, foi a primeira pesquisa arqueológica subaquática do país.

Príncipe de Astúrias

Wikimedia Commons

Transatlântico espanhol que partiu de Barcelona para Buenos Aires com uma carga de ouro e 733 passageiros (fora os, dizem, imigrantes ilegais nos porões), dos quais 477 morreram no Carnaval de 1916 após o navio bater num banco de areia perto de Ilhabela. Em 1989, foram recuperadas louças, garrafas, metais, uma pá da hélice e uma estátua de bronze.
Nau de Gonçalo Coelho

Uma das seis naus que, em 1503, vieram como uma das expedições exploratórias ao Brasil, comandadas por Gonçalo Coelho e que traziam Américo Vespúcio. Afundou em agosto daquele ano. É o primeiro naufrágio registrado por aqui.

Getty Images


Santa Rosa

Wikimedia Commons

Explodiu carregando 6 toneladas de ouro de Salvador para Portugal, em 6 de setembro de 1726. O local não é certo: em frente ao cabo de Santo Agostinho (PE) ou ao cabo Branco (PB). Levava mais de 700 pessoas – só três sobreviveram.
Aquidabã


Wikimedia Commons

Construído na Inglaterra em 1885, era o mais poderoso encouraçado da Marinha brasileira. Participou da Revolta da Armada. Em 21 de janeiro 1906, uma explosão o destruiu. Seus objetos foram encontrados em 1984. 

(Do https://aventurasnahistoria.uol.com.br/)

Saiba mais
Naufrágios e Afundamentos na Costa Brasileira, José Goes de Araujo, 2008.
Guia dos Naufrágios da Baía de Ilha Grande - Especial Revista Náutica, José Eduardo Riegert Galindo, 2001.


Flávia Ribeiro

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

MAR DO PAULO GOETH

Foto Paulo Goeth

MAR DE ILHAS

Ricardo Junior/Arquivo pessoal

Ibama preocupado com o futuro da Ilha do Campeche

Por Mário Motta

Por algumas ações desses últimos tempos, o Ibama demonstra preocupação com o futuro da Ilha do Campeche. Como todas as outras, é um local extremamente sensível à presença humana. Conta com apenas uma praia (maravilhosa, diga-se), localizada no lado oeste. Já no interior da Ilha é possível encontrar um vasto acervo arqueológico, datado de 5000 a 3500 AC. As trilhas para observação do patrimônio arqueológico somente são acessadas com o acompanhamento de guias e pagamento de taxa.

O Iphan limitou o número de desembarques na Ilha do Campeche em 770 pessoas durante os meses de março e novembro. Nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro são admitidas diariamente até 800 pessoas. Não é permitido lá a prática de campismo, preparação de churrasco, fogueiras ou fogos de artifício assim como o desembarque de espécimes de fauna e flora. Mas, outras preocupações também são levantadas, como, por exemplo, a presença de plantas ou animais que não são nativos da ilha e que por isso não podem ser levados pelo homem para habitá-la, sob pena de modificar o equilíbrio ecológico daquele ambiente.

Fala-se até na existência de galinhas e quatis (que por determinação legal não podem estar no ambiente da ilha). Vamos aguardar os próximos meses e torcer para que as ações sejam pela preservação daquele paraíso.

(Do https://www.nsctotal.com.br/)

JACK O MARUJO


- Cale- se, disse Jack o Marujo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

AO PÉ


Foto Fernando Alexandre
Missa e maré se espera ao pé
(Dito popular registrado por Lucas Boiteux na Ilha no começo do século passado)

NA PRAIA...

Lá por 1930, quando se discutia o ... 

MAR DE NAVEGANTES

Photograph courtesy Nicola Muirhead (@nicolaanne_photo)

Aleksander “Olek” Doba,67 anos, foi de Portugal a Flórida em seu caiaque ‘OLO’.

A comunidade de New Smyrna Beach, Florida, acolheu o polonês Aleksander “Olek” Doba com uma saudação de tiros, quando ele apareceu no horizonte em seu caiaque amarelo, OLO . Ele já cruzou o Atlântico duas vezes, desta vez na rota entre os pontos mais distantes situados nas margens da Europa e dos Estados Unidos. A saudação sinalizou o fim de sua extraordinária expedição, que resultou em uma primeira conquista histórica.

Acompanhado por 27 canoístas, que formavam a escolta de honra, Doba chegou ao porto, onde uma multidão o esperava com bandeiras e faixas vermelhas e brancas dizendo: Olek você é meu herói; Doba bem-vindo ao New Smyrna Beach.

Foi um momento especial para Doba, e até mesmo simbólico. Beijou a terra seca sob os pés e relaxou na grama, aliviado, sentindo-se satisfeito e feliz. A viagem, com todos os seus eventos dramáticos, havia sido realizada com sucesso.

Confira o vídeo:

(Do https://marsemfim.com.br/)

DE BENZEDEIRAS & PARTEIRAS

Foto Andrea Ramos
Tia Ilda, benzedeira do Pântano do Sul, benzendo redes para a pesca da tainha
BENZEDEIRAS E AS PARTEIRAS
DA ILHA DE SANTA CATARINA

por José Luiz Sardá

Na antiga Europa durante o período da Inquisição, as mulheres que praticavam curas, atendiam a partos e que tinham conhecimento sobre o uso de ervas e plantas medicinais, foram acusadas de bruxas e feiticeiras.

Os açorianos trouxeram uma bagagem cultural repleta de crendices e religiosidade. Essa herança cultural está baseada e enriquecida pela miscigenação das culturas indígenas e africanas, através das manifestações culturais e religiosas. Dentre elas, a sabedoria das mulheres benzedeiras do interior da Ilha de Santa Catarina com suas rezas, crendices, conhecimento da homeopatia e das ervas medicinais.

Nos tempos idos, nos arrebaldes do interior da ilha, muitas mulheres se destacaram como parteiras, benzedeiras, ou no preparo de homeopatia. Este trabalho representava para elas o seu reconhecimento e todas eram respeitadas.

As benzedeiras eram consideradas mulheres que tinham o poder e o conhecimento de curar e afastar os males físicos e espirituais. A prática da benzedura faz parte da cultura açoriana e ainda persiste em algumas regiões da Ilha. São muitas as benzeduras: de arca caída, de cobreiro, de susto, de afogado, de sangue, de pontada, de bucho virado, de espinhela, de sapo, de zipra, zipela e zipelão, de embruxado, de olho grande, de inveja, de umbigo quebrado, de mau jeito e mau olhado.

Tinham conhecimento de rezas, benzeduras e simpatias. Ensinavam remédios homeopáticos e chás caseiros. Em casa num canto da sala, tinham sempre a vista uma bíblia, o crucifixo e imagens de santos. As benzeduras eram recomendadas e compartilhadas entre elas, de acordo com o grau de conhecimento de cada. Ganhavam presentes das pessoas que a procuravam, mas diziam não cobravam em dinheiro, pois era seu dever usar o dom que ganharam de Deus.

As orações de benzeduras foram passadas de boca em boca por gerações. As benzedeiras não se preocupavam com as palavras corretas, mas sim como se falava. Com frases repetidas três vezes, ênfase nos sinais e gestos, na simbologia dos números, na força das palavras e no poder dos elementos da natureza, animais e vegetais.

Para elas, a benzedura é uma forma de esconjurar o mal, se apegando na crença, no poder de Deus, da Virgem Maria, e dos Santos e das palavras certas para pedir a cura. Para o ritual, usam o crucifixo, ervas ou ramos verdes, e com gestos em forma de cruz traçada, fala cantada e de olhos fechados, a voz em sussurros era rezada a benzedura: “Eu te benzo com as três pessoas da Santíssima Trindade. É o Pai, é o Filho é o Espírito Santo acompanhando as cinco chagas de nosso Senhor Jesus Cristo. Tens quebranto, pegasse. No teu comeu, no teu bebeu, no teu dormir ou no teu serviço, ou nos teus negócios. Nas rezas carrega nas tuas mãos, nos passos de tua vida, pras ondas do mar teu mal será levado. Em nome de Jesus”. Ou “Pedro Paulo vai a Roma encontrar com Jesus Cristo. Jesus Cristo perguntou: - onde vais, Paulo? - Eu vou em Roma. - E o que há por lá, Paulo? - Muita zipra e zipela, muita gente morre dela! Com isso eu te curaria em nome de Deus e da Virgem Maria” ou ainda “Treze raio tem o sóli, treze raio tem a lua, sarta diabo pro inferno, que esta alma não é tua. Tosca marosca, rabo e rosca, vassoura na tua mão, relho na tua bunda, e argulhão nos teus pés, por riba do silvado e por baixo do telhado, São Pedro, São Paulo, São Fontista, por riba da casa de São João Batista, bruxa tatara-bruxa, tu não me entre nesta casa, nem nesta comarca toda. Por todos os santos dos santos. Amém”.

Quando uma doença muito grave ou um mal que não era doença, mas de quebranto ou mal olhado atingia alguém, essa pessoa precisava ser benzida. A benzedura também era feita em animais, principalmente em bezerros.

Contavam que muitas vezes o mau olhado pode não ser intencional, mas aquela força maligna sai da forma do olhar da pessoa. O mau olhado pode atingir até plantas e animais. Contra as feiticeiras havia benzeduras e orações especiais, com a tesoura.

Nas primeiras décadas do século XX as mulheres que estavam para dar a “luz” ou os enfermos, eram tratadas na própria casa. As mulheres pariam com a ajuda das parteiras-benzedeiras. Geralmente, depois do primeiro parto era sempre a mesma parteira que realizava os partos seguintes da mesma mulher. A parteira-benzedeira era responsável pela criança recém-nascida e cuidava da mãe até a quarentena pós-parto e não cobravam pelos serviços, pois era preciso retribuir fazendo o bem a outras mulheres.

Veja mais no 
José Luiz Sardá

PIRATARIA NO MAR

Bandidos assaltam pescadores na Baía de Guanabara 

Pescadores relatam assaltos frequentes na Baía de Guanabara

Segundo relatos, bandidos são como 'piratas'. Eles costumam levar motores dos barcos, peixes nobres, além de dinheiro e celulares dos pescadores.

Por Bom Dia Rio

Pescadores que frequentam a Baía de Guanabara relataram que estão sendo surpreendidos por assaltantes em barcos. 

Um dos casos ocorreu na última sexta-feira (11), como mostrou o Bom Dia Rio desta segunda-feira (14). Um pescador afirmou que estava perto da Ponte Rio-Niterói quando bandidos chegaram em um barco de alumínio e roubaram o material de pesca e a carteira.

A Associação de Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara disse que os assaltos na baía estão acontecendo com frequência. Segundo a associação, a situação é pior na região perto das comunidades Itaoca, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, e Ana Clara, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo os relatos, os bandidos são como “piratas” que roubam os pescadores que ficam pela Baía de Guanabara. Eles levam os motores dos barcos para serem revendidos no mercado clandestino, peixes nobres, além de dinheiro e celulares dos pescadores.

A associação afirma ainda que pediu ao Ministério Público e Capitania dos Portos para reforçar a segurança na região de pesca do Rio de Janeiro.

A Marinha informou que já fez contato com os órgãos de segurança e que também colocou à disposição infraestrutura para poder fazer buscas pelos bandidos.

(Do https://g1.globo.com/)






MAR DE VERÃO


Briozoários em Balneário Camboriú (Foto: Luiz Carlos Souza)

O que se sabe sobre os organismos que escurecem a água do mar em Balneário Camboriú

Por Dagmara Spautz

Briozoários e microalgas voltaram a tomar da Praia Central de Balneário Camboriú. Desde o fim de semana, a proliferação escurece a água do mar e incomoda os banhistas _ ainda que a prefeitura retire boa parte dos organismos no início do dia. A Secretaria de Obras reforçou a atuação na praia, e só entre sábado e domingo retirou 28 caminhões carregados com algas e briozoários da faixa de areia.
Estudos encomendados pela prefeitura no ano passado, desenvolvido por pesquisadores da Univali e do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) ainda são recentes demais para serem conclusivos. O município vai investir na continuidade das investigações, em busca de respostas.

Natural

Os briozoários são animais minúsculos, que vivem em colônias e são comuns nas praias. Há cerca de 450 espécies no Brasil. É natural, então, que estejam na água no mar. Mas não se sabe por que aparecem em tão grande quantidade em Balneário Camboriú.

Desequilíbrio

O pesquisador Charrid Resgalla Junior, professor da Univali, diz que o aparecimento dos organismos vem desde 2004, e a principal suspeita é de desequilíbrio ambiental. Sabe-se que, quanto mais matéria orgânica na água, maior a proliferação, especialmente das microalgas.

No ano passado os pesquisadores levaram amostras para laboratório para tentar descobrir o que “alimenta” os briozoários. Os ensaios devem ser repetidos este ano.

Onde nascem?
Leonardo Machado, pesquisador do IFSC, reforça que a presença desses organismos na água é natural _ mas o acúmulo, como ocorre em Balneário Camboriú, não é normal. Os levantamentos, até agora, não conseguiram indicar onde se proliferam as algas e os briozoários que vão parar na praia e se decompõem, causando mau cheiro.
_ Primeiro precisamos saber onde estão, para então descobrir o que faz com que morram. No ambiente oceânico, as coisas demoram pra serem compreendidas _ diz Machado.
Porto

Entre as hipóteses já levantadas, a interferência das dragagens do Porto de Itajaí na formação dos organismos está descartada. De acordo com o professor Charrid Resgalla Junior, nesse caso a proliferação ocorreria também em outras praias da região, e não apenas em Balneário Camboriú.

Agricultura

Além das microalgas e dos briozoários, Balneário Camboriú registrou no fim do ano passado, entre novembro e dezembro, um fenômeno novo: a chegada de sargassum, uma proliferação de algas maiores que também atinge áreas na Itália, na Grécia e no Caribe. As causas do aumento dessas algas nos oceanos são estudadas mundialmente. Uma das hipóteses levantadas é que a chegada ao mar de fertilizantes, usados na agricultura, poderia causar o desequilíbrio ambiental.

(Do https://www.nsctotal.com.br/)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

NÚ COSTÃO...

Foto sem nenhum crédito
Numa dobra azul do Atlântico!

MAR DE ILHAS


Nova ilha no Triângulo das Bermudas surge 'do nada' e intriga o mundo

A região do famoso triângulo das Bermudas pode ser considerada a mais famosa dentre as localidades que despertam muito interesse (científico ou não) devido a seus eventos naturais inconstantes.
E claro que junto com a ciência, surgem inúmeras teorias de conspiração que tentam explicar outros eventos mais complexos, daqueles que às vezes os cientistas demoram um pouco a desvendar...

O triângulo das Bermudas já foi assunto aqui em nosso site muitas vezes, e quando acreditamos que nada mais relativo a isso poderia surpreender o mundo, a enigmática região surge com uma nova ocorrência fantástica, capaz de capturar novamente a atenção dos cientistas e também dos curiosos e teóricos de conspirações de plantão.

Dessa vez, uma misteriosa ilha que surgiu "do nada" na região de Cape Point, na Carolina do Norte nos EUA, chamou a atenção do mundo e despertou muita curiosidade. Sim, até poucos dias atrás a ilha simplesmente não existia, e agora está lá bem a vista de qualquer pessoa.

Claro que um acontecimento desses não passaria despercebido pelos "caçadores de eventos misteriosos ou paranormais", e logo a notícia de uma nova ilha que apareceu sem mais nem menos no Triângulo das Bermudas começou a se espalhar pela internet.

A partir daí, todo tipo de explicação e teoria pipocou pelas redes sociais e muita gente ficou em dúvida. Afinal seria essa uma prova de que a região do Triângulo das Bermudas realmente guarda segredos com acontecimentos sem explicação?
E a resposta pra essa pergunta é a seguinte: sim, muitos eventos incomuns ocorrem nessa região, mas isso não quer dizer que eles não tenham uma explicação científica. O problema é que certos acontecimentos demoram mais até que possam ser cientificamente elucidados, e nesse meio tempo teorias menos conservadoras tendem a ganhar muito espaço.

No caso dessa ilha misteriosa, cientistas afirmam que sim, ela realmente surgiu em um espaço de tempo surpreendentemente curto, mas isso não é nem um pouco incomum naquela região, onde várias outras ilhas já surgiram e desapareceram da mesma forma.


Moradores locais também informaram a alguns meios de comunicação que não é raro ver ilhas se formando bem rapidamente no local, e que isso sempre aconteceu por ali.
De qualquer forma, você provavelmente ainda vai dar de cara com outras explicações mais empolgantes e menos precisas sobre esse fascinante evento pela internet afora, e não será nem um pouco incomum que esse assunto ainda domine o imaginário popular por algum tempo.

(Do https://www.curtoecurioso.com/)

REUNIÃO DE PAUTA

Foto Fernando Alexandre
Planejamento estratégico -  Pântano do Sul

MANEMÓRIAS

Foto Acervo Casa da Memória de Florianópolis.
Mar de ressaca - Canasvieiras - Década de 60



NA PRAIA, NA CHUVA...

Foto Fernando Alexandre

domingo, 3 de fevereiro de 2019

MAR DE POETA



Flores brancas 
Que bom 
São tantas 

(Fernando Alexandre - verão 92)

HOJE TEM ARRASTÃO

MANEMÓRIAS

Praia de Itaguaçu, verão da década de 70.
No tempo do Bar das Pedras, num tem?

MAR DE VERÃO

Vamos a la playa?

CHOVE EM MACONDO!

Resultado de imagem para Macondo
"Choveu durante quatro anos, onze meses e dois dias. Houve épocas de chuvisco em que todo mundo pôs a sua roupa de domingo e compôs uma cara de convalescente para festejar a estiagem, mas logo se acostumaram a interpretar as pausas como anúncios de recrudescimento...."
(Gabriel Garcia Marques - Cem Anos de Solidão)

MAREGRAFIAS

Foto Fernado Alexandre

ELES ERAM ELAS!

Envoltos em capacetes de ferro, coletes de corrente e couraças, encenadores vikings dão uma ótima noção de como esses antigos corsários aterrorizam as vítimas.
FOTO DE DAVID GUTTENFELDER, NATIONAL GEOGRAPHIC

DNA revela que famoso guerreiro viking era, na verdade, uma guerreira

Novas evidências obrigam arqueólogos a reinterpretar um conhecido túmulo, e podem lançar luz em papéis de gênero nas sociedades vikings. 

Por Michael Greshko

Há mais de um milênio, onde hoje é o sudeste da Suécia, um abastado guerreiro viking descansou pela última vez. Em sua homenagem, um túmulo resplandecente foi preenchido com espadas, pontas de lança e dois cavalos sacrificados. A sepultura refletia a vida ideal de um guerreiro viking macho – pelo menos era o que pensavam vários arqueólogos.

No entanto, novos exames de DNA em ossos confirmaram uma descoberta reveladora: o túmulo pertenceu a uma mulher.

O estudo, publicado recentemente no periódico American Journal of Physical Anthropology, coloca em xeque o entendimento que arqueólogos construíram sobre os vikings – marinheiros medievais que, durante séculos, fizeram comércio e pilhagens por toda Europa.


COMO ERA A VIDA DOS VIKINGS?

Os vikings dominaram os mares do norte da Europa por quase 300 anos. Saiba mais sobre esses grandes navegadores.

“Antes, o local era conhecido quase como o túmulo de um guerreiro viking macho ‘exemplar’”, disse o arqueólogo da Universidade Baylor Davide Zori, que não esteve envolvido na pesquisa. “[O novo estudo] atinge o coração da interpretação arqueológica: sempre analisamos com nossa própria ideia do que papéis de gênero são”.

Os conhecimentos sobre vikings sempre deram pistas de que nem todos guerreiros eram homens. Um antigo texto irlandês do século 10 conta a história de Inghen Ruaidh (“Garota vermelha”), uma guerreira, mulher, que liderou uma esquadra viking até a Irlanda. Davide aponta que inúmeras sagas vikings, como a Saga dos Volsungos, do século 13, falam das ‘donzelas-de-escudo’ que lutavam ao lado dos homens.

Mas alguns arqueólogos consideravam as guerreiras mulheres meros ornamentos mitológicos – uma crença apoiada em expectativas modernas sobre os papéis de gênero. 

Susposto macho

Desde o fim da década de 1880, cientistas enxergavam o “Guerreiro Bika” por essas lentes. Os estudos sempre indicavam que o túmulo pertencia a um homem, mesmo sem análises detalhadas das ossadas.

Como descrito na reportagem de capa de março de 2017 da revista National Geographic, tudo isso mudou quando a bioarqueóloga da Universidade de Stockholm Anna Kjellström examinou com mais atenção os ossos pélvicos e mandibulares do guerreiro pela primeira vez. As dimensões levavam a crer que os restos eram de uma mulher.


Brandindo lanças e espadas, encenadores vikings e eslavos se enfrentam em uma batalha fictícia em festival na Polônia. O que começou como pequenos grupos de ladrões se tornou exércitos que conquistaram grandes parcelas da Europa.


A análise de Anna, apresentada em conferência de 2014 e publicada em 2016, não fez muito estardalhaço, e alguns arqueólogos retrucaram. Talvez as ossadas foram confundidas com as de túmulos vizinhos, afinal, as escavações foram feitas há mais de um século. Quem sabe os ossos não foram misturados aos de outras pessoas?

Em reposta, uma equipe liderada pela arqueóloga da Universidade de Uppsala Charlotte Hedenstierna-Jonson retornou às ossadas e extraiu dois tipos de DNA. O mitocondrial, repassado de mãe para filha, determinaria se os ossos eram de um ou de vários indivíduos. Já o nuclear, revelaria o sexo biológico.

Os resultados foram claros: a equipe não encontrou nenhum cromossomo Y e o DNA mitocondrial de todos os ossos eram equivalentes. Os restos eram de uma única pessoa – uma mulher.

Charlotte e seus colegas dizem que a mulher era, provavelmente, uma guerreira – aliás, uma respeitada estrategista. “Em seu colo, ela segurava peças de jogos”, disse Charlotte em entrevista. “Isso sugere que ela planejava as táticas e liderava o grupo”.
Vida viking

Davide ainda está fascinado pelo que a descoberta diz sobre Birka, o assentamento da era viking onde a mulher foi enterrada. Abrigando um dos maiores e mais conhecidos cemitérios vikings, o sítio também foi um próspero eixo de comércio que recebia prata árabe e bizantina trocada por peles e escravos enviados pelos rios Dniepre e Volga.

Ilustração de Evald Hansen baseada no plano original do túmulo do escavador Hjalmar Stolpe, publicado em 1889.
FOTO DE ILUSTRAÇÃO CORTESIA DE UPPSALA UNIVERSITY


Talvez como resultado do fluxo de mercadorias e pessoas, o cemitério de Birka possui um ar especialmente internacional, diz Davide. Rituais de sepultamento são diversos, vão desde queimar os cadáveres a posicioná-los sentados em cadeiras.

“[Birka] costurava o mundo viking – de comércio, trocas e pessoas se movimentando não somente para matar umas as outras”, ele acrescenta. “Revelar o tipo de ética marcial nas sepulturas também é importante: trata-se de juntar duas partes importantes do mundo viking.”

“Isso é algo que gerou muito interesse ao longo dos anos porque alguns textos mencionavam as guerreiras vikings. Agora, novas tecnologias podem nos aproximar desses textos e desses estudos”, diz ele.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/

sábado, 2 de fevereiro de 2019

OLHANDO, ESPERANDO...

Foto Fernando Alexandre

QUANDO ENTRA É MELHOR NÃO RESISTIR!


Banda do Ribeirão da Ilha!

Guitarra e Voz: Helio Calandrini / Bateria: Matheus Passos / Baixo: Tiago Alves 
Sugestões para Masterização: Tarso Germany
Produção: Tiago Alves

FESTA NO MAR




Foto Tiago Ghizoni / Diário Catarinense)

Procissões pelo mar homenageiam Nossa Senhora dos Navegantes neste fim de semana em Florianópolis 

Dia de Nossa Senhora dos Navegantes, para os católicos, ou de Yemanjá, para a umbanda e candomblé, é comemorado neste sábado (2) 

As comunidades de Florianópolis estarão em festa neste fim de semana (2 e 3 de fevereiro) para homenagear a santa padroeira dos pescadores, Nossa Senhora dos Navegantes para os católicos, e a rainha do mar, Yemanjá para a umbanda e candomblé. O ponto alto dos festejos será no domingo (3) com a procissão de barcos pelas águas que banham a Capital — nos Ingleses a procissão será no sábado. São esperados dezenas de barcos enfeitados e milhares de fiéis para os cortejos que vão levar a imagem da santa.
Ingleses

No bairro Ingleses, no norte da Ilha, as homenagens a Nossa Senhora dos Navegantes ocorrem neste sábado (2) na igreja que leva o nome da santa. Às 9h tem a reza do terço e às 10h a procissão sai da igreja, na Rodovia Vereador Onildo Lemos, 41, em direção à praia. São esperadas em torno de 30 embarcações.

A procissão marítima sai do canto direito da praia dos Ingleses, vai até o canto esquerdo e retorna. A procissão deve durar aproximadamente 45 minutos. Na areia ocorre a bênção dos barcos e encerramento da cerimonia.

Cacupé

Em Cacupé, também no norte da Ilha, a imagem de Nossa Senhora sairá da capela Santa Cruz, na Estrada Haroldo Soares Glavan, 3.560, em procissão até a praia. De lá, ela embarca e inicia a procissão marítima pelas praias de João Paulo, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui. Às 11h ocorre a recepção da imagem na praia e segue com a missa campal e bênção das embarcações.

Perto do meio-dia a imagem retorna para a capela e às 12h30min tem almoço de confraternização na paróquia.
Lagoa da Conceição

No leste da Ilha a festa começa no sábado com missa na paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, na Rua Francisca Luiza Vieira, 277, às 20h. Em seguida, às 21h40min será servido um jantar no salão paroquial e às 22h30min inicia o baile.

No domingo, ponto alto da festa, às 10h30min será celebrada uma missa com almoço em seguida. A procissão marítima está marcada para as 15h. A imagem de Nossa Senhora sai da igreja às 15h e vai até o trapiche da Lagoa, onde as embarcações devem esperar a imagem. O cortejo pelo mar dura em torno de duas horas e retorna para o trapiche às 17h. No retorno haverá celebração com passagem dos festeiros e encerra com festa na igreja.
Caieira da Barra do Sul

Na comunidade da Caieira da Barra do Sul, no sul da Ilha, os festejos iniciam no sábado, com missa e festa na capela de São João Batista, na Rodovia Baldicero Filomeno, 1.900, a partir das 19h.

No domingo, a procissão parte da igreja às 10h e segue pela estrada até a Praia Grande, onde as embarcações aguardam enfeitadas para dar início ao trajeto pelo mar, que segue pela costa em direção ao ponto mais extremo do sul da ilha, próximo à praia de Naufragados. Depois eles retornam à igreja. A expectativa é receber mais de 30 barcos — ano passado foram 23. A procissão leva entre 30 e 40 minutos.

Osnildo Mário Dias, de 72 anos, um dos organizadores da festa, conta que toda a comunidade está convidada a participar das festividades. Foi a família de seu Dias que doou, há muitos anos, a santa que é louvada durante a procissão e até hoje ele ajuda a manter a tradição.

— A nossa expectativa é muito boa, a festa é muito bonita e esperamos que dê bastante embarcação. Já fazemos de manhã porque nesta época geralmente dá trovoada à tarde — diz.
Pântano do Sul

Ainda no sul da Ilha, a capela São Pedro, na Rua Abelardo Otacílio Gomes, também prepara uma festa em homenagem a Nossa Senhora dos Navegantes. Mas antes, no sábado, ocorre uma procissão de São Sebastião a partir das 19h30min. Os fiéis saem da igreja, descem pela Rua Joaquim Neves até a praia e sobem pela Manoel Vital até a igreja. Em seguida tem missa e jantar dançante na paróquia.

Já no domingo ocorre a procissão pelas águas para Nossa Senhora. A procissão sai da igreja às 9h30min, vai até a praia, segue com as embarcações e retorna para a igreja. A expectativa é que cerca de 10 barcos participem do cortejo no mar.
Presentes para Yemanjá no Campeche

No Campeche, ocorre neste sábado a entrega de presentes para Yemanjá, a rainha do mar. A concentração começa às 16h, na Praça do Marco, na Avenida Pequeno Príncipe, onde também haverá atrações culturais e festival de gastronomia. O cortejo que levará os agrados para a Rainha do Mar sai da praça para a Praia do Campeche às 20h.

Os presentes serão colocados em um barco, no entanto, somente o que for biodegradável será entregue nas águas. Presentes como perfumes ou bijuterias serão entregues no altar destinado à Yemonjá no Ilê Obá Ayra Odi, no Rio Tavares. O evento é promovido pelo Grupo Cultural Afro Odoyá e pelo Ilê Obá Ayra Osi.

(Do https://www.nsctotal.com.br/)

DOIS DE FEVEREIRO

Dorival Caymmi

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

BOTANDO MAIS FOGO NESSE INFERNO!

Crédito: Betina Humeres

Janeiro de 2019 foi o mais quente já registrado em Florianópolis

Por Puchalski

O mês de janeiro chegou ao fim nesta quinta-feira e com toda a certeza podemos afirmar que o que mais se destacou nesses últimos 31 dias foi o calorão em Santa Catarina. Não se falava em outra coisa.

A verdade é que os últimos anos vêm marcando temperaturas cada vez mais elevadas, isso em todo o planeta. Resultado das mudanças climáticas, que acabam aumentando os extremos em todo o globo, isso tanto para o calor e como para o frio. 

Para falar exclusivamente de SC, teríamos que pegar dados meteorológicos de cidades que possuem informações meteorológicas antigas, mas infelizmente temos poucos municípios com isso aqui no Estado. Florianópolis e Indaial são dois lugares que possuem estações meteorológicas há muitos anos e isso nos mostra dados realmente importantes. 

Em Florianópolis, por exemplo, o janeiro de 2019 foi o mais quente já registrado pelos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Este instituto tem em seu site dados (temperatura, chuva, umidade, etc) diários desde 1961. Existe informações antes desta data, mas que não estão disponíveis de forma online, e por isso não podemos contabilizar nas informações a seguir. 

Na tabela abaixo temos os janeiros mais quentes na Capital entre 1961 e 2019. Estes dados referem-se às médias das temperaturas das tardes de janeiro, quando o valor normal deveria ser de 28,9°C. 2019 teve em média dias com 3°C acima do normal. 

Veja também, através dos dados da tabela, que de 58 janeiros, os 5 mais quentes ocorreram no período entre 2011 e 2019.
Médias dos meses de Janeiro, em Florianópolis.(Foto: Central NSC de Meteorologia/dados Inmet)

Temos o mesmo tipo de informação para a cidade de Indaial. Os dados também estão disponíveis a partir do ano de 1961 lá no site do INMET. Na imagem abaixo temos os janeiros mais quentes registrados neste ponto do Vale do Itajaí. 

A média de janeiro na cidade é de 30,4°C ou seja 2019 está em média 3,5°C mais quente do que o normal.
Médias dos meses de Janeiro, em Indaial. (Foto: Central NSC de Meteorologia/dados Inmet)

Além desses dados, lembramos que Florianópolis registrou 39,7°C no dia 03/01. É maior temperatura registrada na cidade em 108 anos. O recorde de calor em Indaial é de 41,2°C no dia 08/02/2014.

Nota: o Instituto Nacional de Meteorologia considera os dados referentes à cidade de Florianópolis, mesmo a estação estando localizada em São José. 

Por:
Bianca Souza - Técnica em Meteorologia
(Do https://www.nsctotal.com.br/)

TANTO MAR, PÁ!

Os 40 anos da Revolução dos Cravos e as duas versões da música de Chico Buarque!

DANDO NOME...

Foto FernandoAlexandre

BOCA DA NOITE

Armação no olhar e clique do Silézio Sabino 

MAR DE ILHAS


Foto Fernando Alexandre

A ILHA

“Não tenha medo, a ilha é cheia de acordes,
sons, e doces ares, que deliciam e não doem.
Milhares de instrumentos as vezes tangem,
zunem em meus ouvidos, e as vezes vozes,
que se eu despertasse depois de um longo sonho
despertariam-me de novo, e então no sonho
as nuvens pareceriam se abrir, mostrando riquezas
prontas a verterem sobre mim, e que se então acordasse
gritaria que queria sonhar mais”.

(William Shakespeare, fragmento de "A Tempestade")

MANEMÓRIAS


"Patota", uma das primeiras baleeiras do Pântano do Sul motorizadas - motor à gasolina!
Na foto Xará, seu Dica e Vico.
 Praia do Pântano do Sul, 1989.