sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

CHOVE EM MACONDO



O Sul da Ilha é a região mais atingida pelas chuvas, em Florianópolis

Segundo a PRF, há grande possibilidade de fechamento da SC405 e SC406.

Segundo o site Ventusky, o Sul da Ilha é a região mais atingida pelas chuvas em Florianópolis, pela imagem podemos observar as cores amarela e laranja, que indicam grande quantidade de chuvas, sobre o da Sul do Ilha, os bairros mais atingidos devem ser Pântano do Sul, Açores e Armação. O Campeche também esta na rota da chuva e a previsão é que chova até 8mm nessa região.

Segundo a PMF, a situação para as próximas 48 horas é gravíssima, com alertas para desmoronamentos e interrupção de vias. A chuva deve aumentar nos próximos dois dias, e a PMF já esta providenciando abrigos em creches e colchões, esperando muitos desabrigados.

A previsão é que a chuva continue durante a semana e só venha a parar no próximo domingo.

(Do http://riozinho.com/)

MAR DE POETA

Resultado de imagem para mãos do mar

Primeira mão

Mão não mente
Sente
Ressente
Passeia rente
Decide o tempo.
Temos a idade das mãos

Segunda mão

Minha mão
é tinta barata
Só encorpa
Se pintar uma outra

(Fernando Alexandre )

MAR DE PESCADOR


Nas campanhas, remendando as redes!
Praia da Armação

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

FIM DA JORNADA

Foto Fernando Alexandre

Pântano do Sul

MAR DE ILHAS

Barcos chegam com mais visitantes que querem aproveitar a água transparente da ilha tombada pelo Patrimônio Nacional - Marco Santiago/ND

Iphan não tem plano de controle para visitação na Ilha do Campeche

Desde 2009, Fundo de Preservação arrecadou R$ 300 mil; verba só pode ser usada se todos os signatários do TAC concordarem

por FÁBIO BISPO, FLORIANÓPOLIS 

A Câmara de Vereadores de Florianópolis deverá chamar uma reunião ampliada na Comissão de Turismo para discutir a visitação e a exploração do turismo na Ilha do Campeche durante o verão. Nesta segunda-feira (8), o vice-presidente da comissão, vereador Vanderlei Farias, o Lela (PDT), protocolou pedidos de informação no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), responsável pela gestão da ilha, e na Capitania dos Portos.

No início desta semana, as reportagens publicadas pelo ND e pela RICTV Record revelaram que o número de visitantes na temporada tem extrapolado quase que diariamente a cota máxima de 800 pessoas. 

O excesso de pessoas na Ilha do Campeche estaria contribuindo para a aceleração da degradação do patrimônio nacional, um dos oito sítios arqueológicos do país inscritos no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Diversas trilhas estão fechadas por falta de manutenção e a proliferação de espécies exóticas poderá alterar em poucos anos as características do local.


Atualmente, três associações de pescadores fazem o transporte autorizado de passageiros. São 29 viagens diárias que não podem passar de 800 visitantes. Segundo o Iphan, a principal causa da superlotação da Ilha do Campeche se dá por conta das embarcações não autorizadas que exploram comercialmente passeios até a ilha. O que estaria ocorrendo com maior frequência desde a temporada passada. Segundo monitores, não são raros os dias em que o número de visitantes chega a 1.300, quase 400 pessoas além da capacidade máxima.

Novas formas de garantir que visitações continuem sendo feitas sem que o patrimônio natural e arqueológico corra risco são estudadas, no entanto, até o momento não se sabe com isso será feito e nem quando. “Não há um modelo a ser seguido para a regulação definitiva do transporte em relação ao limite de desembarques. Trata-se de um processo em construção e constante melhoria para o qual ainda não há prazo definido”, informou Regina Helena Meirelles Santiago, chefe da Divisão Técnica do Iphan.
No sábado, grandes filas se formaram para o embarque à praia - Marco Santiago/ND

Plano de emergência é demanda antiga

A situação enfrentada pelos mais de mil visitantes que estavam na ilha no último sábado (6), quando o local precisou ser evacuado às pressas depois que a Capitania dos Portos emitiu alerta sobre uma virada nas condições do tempo, o que acabou prejudicando a navegação, é uma situação que se repete ao longo das temporadas:

. “Toda atuação em relação à segurança da navegação é feita com base nas informações e parâmetros repassados pela Capitania dos Portos. A elaboração junto aos atores envolvidos de um procedimento para ocorrências fortuitas é uma demanda antiga que ainda não pode ser concretizada”, respondeu Regina Santiago, que não confirma a degradação de inscrições e sítios arqueológicos e que esta avaliação só poderia ser feita por um arqueólogo.
Fundo arrecadou R$ 300 mil desde 2009

O uso da Ilha do Campeche é controlado a partir de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), firmado entre o MPF (Ministério Público Federal) e as associações que detêm o direito de explorar o transporte de pessoas até a ilha. Para cada visitante que os signatários do TAC desembarcam são repassados R$ 5 para o Fundo de Preservação. O restante do dinheiro — os passeios variam entre R$ 100 e R$ 130 por pessoa — é rateado entre os membros associados.

Segundo o Iphan, desde 2009 o Fundo de Preservação arrecadou aproximadamente R$ 300 mil, dos quais foram investidos R$ 18 mil em infraestrutura de atendimento ao turista (estruturas para realização de trilhas subaquáticas e para efetivo do Corpo de Bombeiros). A utilização de recursos do Fundo só pode ser feita mediante concordância de todos os signatários do TAC. Na temporada passada, a ilha registrou 66 mil visitantes. Este ano, a expectativa é receber mais de 70 mil.


(Do https://ndonline.com.br/)

MANEMÓRIAS

Festa do Divino Espírito Santo – Pântano do Sul – 1991
dias 25 e 26 de maio de 1991

(Imagens do projeto Acervo “Caruso” de Folclore Catarinense  https://acervocaruso.wordpress.com/ - de preservação e difusão das fotografias e gravações pertencentes ao pesquisador Waldemar Joaquim da Silva Neto.)

MAR SEM PLÁSTICOS


Chile é primeiro país da América Latina a proibir uso de sacolas plásticas



A presidente Michelle Bachelet assinou na semana passada o projeto de lei que proíbe a venda de sacolas plásticas em mais de 100 cidades e vilarejos ao longo da costa do Chile. A medida torna o país o primeiro da América Latina a enfrentar de maneira séria o problema que o plástico vem causando ao meio ambiente, ao poluir os oceanos e matar milhares de animais marinhos.

“Precisamos cuidar de nossos ecossistemas marinhos”, disse Michelle Bachelet. “Nossos peixes e outras espécies estão morrendo pela ingestão de plástico ou estrangulados com estes resíduos. Esta é uma luta que todos temos que abraçar: comércio, consumidores e governos”.

Comerciantes chilenos que não obedecerem a nova lei poderão receber multas de até US$ 300 dólares.

Referência na produção de pescados, o Chile é o maior vendedor de salmão para o mercado brasileiro. Tanto através da pesca artesanal como da aquicultura (produção em fazendas marinhas), o país exporta ainda outras espécies, como mexilhão e a truta arco-íris.

Em 2016, os pescados representaram 7,6% das exportações chilenas, ficando em quarto lugar numa lista dos dez produtos mais comercializados para o exterior. O setor foi ainda o que mostrou o maior crescimento, 65,5% em relação a 2009.

Não é difícil entender então a preocupação do governo do Chile em proteger suas águas. Além da proibição do plástico, o país anunciou que irá criar uma área de proteção marinha de 1,6 milhão de km2 em 2018.

A Era do ‘Plasticídio”

Um estudo publicado pela revista Science, em 2015, revelou que oito milhões de toneladas de resíduos plásticos são jogadas nos oceanos por ano. Cientistas afirmam que no futuro, nossa época será conhecida como a do “Plasticídio”.

É por isto que medidas, como a tomada agora pelo Chile, são tão bem-vindas. Em sua conta no Twitter, a presidente Michelle Bachelet conclamou as pessoas a usarem a hashtag #chaobolsasplásticas(#tchausacolasplásticas, em português) nas redes sociais.

Em diversos países da Europa, a distribuição das sacolas plásticas já é proibida há anos. Quando não, ela é cobrada. Mostramos aqui, neste outro post, no ano passado, que entre outubro de 2015 e abril de 2016, os sete maiores supermercados da Inglaterra viram uma queda de 85% na entrega de sacolas, de 7,6 bilhões de unidades para 600 milhões, depois que elas deixaram de ser dadas gratuitamente nas lojas e uma taxa de apenas 5 centavos de libra foi imposta para cada unidade.

Irlanda, Escócia, Dinamarca, Alemanha, Portugal e Hungria são outros lugares onde, se você quer a sacola plástica, é obrigado a pagar por ela. Recentemente noticiamos aqui também que o Quênia proibiu a produção, venda e uso de sacolas plásticas com pena de multa e até prisão (leia mais aqui).

(Do http://conexaoplaneta.com.br/)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

NO PEDACINHO DO CÉU


Pântano do Sul

MANEMÓRIAS

A imagem pode conter: montanha, céu, atividades ao ar livre e natureza
Foto do Waldemar Joaquim da Silva Neto.
Praia de Naufragados - Anos 80

PRAIA DE TODOS

Foto Fernando Alexandre
Cores, credos e pátrias: a barraca do Genésio é uma festa de todos no Pântano do Sul!

MAR DE ILHAS

Os encantos do lugar atraem milhares de turistas, do mundo inteiro, mas a visitação desordenada e o aumento de embarcações comerciais que fazem o transporte irregular de pessoas para a ilha têm colocado em risco a preservação do patrimônio.Na temporada passada, 66 mil pessoas passaram pela Ilha do Campeche - Marco Santiago/ND

Visitação desordenada e transporte irregular ameaçam preservação da Ilha do Campeche

Iphan busca novas formas de regular visitação para evitar degradação do patrimônio arqueológico

por FÁBIO BISPO

O Iphan, responsável pela gestão da ilha, tem buscado junto ao MPF (Ministério Público Federal), que é responsável pelo TAC (Termo de Ajuste de Conduta) que regula as condições do turismo e visitação, uma nova forma de fazer o controle de visitantes, mas têm esbarrado em questões legais já que a praia é um lugar público e em tese qualquer pessoa pode acessar locais públicos. Na temporada passada, 66 mil pessoas passaram pela Ilha do Campeche. Neste ano o numero de visitantes, segundo o Iphan, deve passar de 70 mil.

O TAC que regula a visitação e a preservação da Ilha do Campeche é assinado pelo Iphan, Instituto Ilha do Campeche, Associação dos Pescadores da Armação, Associação dos Pescadores do Campeche, Associação dos Barqueiros da Barra da Lagoa, Associação Couto Magalhães. E prevê que somente os signatários do acordo estão autorizados a explorar a visitação turística da ilha.

O estudo que embasa o acordo prevê que a capacidade máxima de suporte é de 800 pessoas diárias na alta temporada e 770 no restante do ano. Este número é dividido em cotas que cada um dos signatários tem por dia para levar visitantes. No entanto, segundo informações levantadas pela reportagem do Notícias do Dia, esse número tem sido extrapolado quase que diariamente desde a temporada passada.

Nas últimas semanas, a situação se tornou insustentável e os pescadores das associações cadastradas tentaram resolver a situação de forma isolada, impedindo que barcos comerciais irregulares aportassem na Ilha do Campeche. Diversos embates foram registrados e embarcações que venderam passeios para a ilha acabaram retornando sem que os visitantes desembarcassem no local
.
O número máximo de pessoas na ilha tem sido extrapolado quase que diariamente desde a temporada passada - Marco Santiago/ND

No dia 3 de janeiro, segundo registro no livro de ocorrências da ilha, uma pessoa que estava em uma lancha não autorizada a fazer o desembarque de passageiros na ilha se acidentou ao tentar descer do barco e fraturou a bacia.

Na última semana, a Prefeitura de Florianópolis também fez cadastramento das embarcações signatárias do TAC e emitiu notificação para retirada de um quiosque montado na Barra da Lagoa que fazia passeio em embarcações não credenciadas. 

No sábado, dia 6 de janeiro, mais de mil pessoas tiveram que deixar a ilha às pressas após a Capitania dos Portos emitir alerta com previsão de ventos fortes para a tarde. O vento que virou de norte para sul dificultou a navegabilidade e houve confusão para que todos conseguissem embarcar a tempo. A equipe do Notícias do Dia e da RIC Record registraram os momentos de tensão que os visitantes passaram para sair da ilha.

Barcos irregulares não contribuem com taxa de preservação

Todos os visitantes que desembarcam na Ilha do Campeche são registrados no livro de ocorrências diário. A contagem é feita por monitores e repassada ao Iphan. Quando a cota máxima de pessoas é extrapolada por embarcações autorizadas é emito um auto de infração por descumprimento do TAC, mas quando isso acontece por conta das embarcações irregulares ou particulares nada é feito, segundo os gestores da ilha, por falta de mecanismos legais.

“Toda utilização de transporte irregular ao TAC contribui para a extrapolação da cota gerando um impacto negativo neste Patrimônio Nacional. O número de transportados irregularmente tornou-se mais relevante a partir de 2016, tendo sido reportado ao Ministério Público. O Iphan e o MPF têm buscado diversas instituições visando articular outras formas de regulação do transporte à Ilha”, afirmou Regina Helena Meirelles Santiago, chefe da Divisão Técnica do Iphan.

Além de contribuírem para que o número máximo de pessoas na ilha seja excedido, as embarcações que não estão incluídas no TAC também não contribuem com a taxa de preservação que é cobrada por pessoa e repassada diretamente pelas associações credenciadas.

Independentemente do valor cobrado pelo transporte – que varia entre R$ 100 e R$ 130 por pessoa–, os transportadores regulares repassam ao Instituto Ilha do Campeche R$5,00 por cada visitante que desembarca. Esta taxa de desembarque repassada pelos transportadores, juntamente com os ingressos às trilhas terrestres e subaquáticas que custam R$ 10 para passeio pelas trilhas com inscrições rupestres e R$ 60 para trilhas subaquáticas compõem o Fundo de Preservação que mantém o programa de preservação, a compra de equipamentos e o pagamento da equipe de visitação (monitores e coordenadores).

Ex-monitor denuncia perda de patrimônio arqueológico

Toda a visitação à Ilha do Campeche é acompanhada por monitores cadastrados. Na alta temporada são cerca de 20 profissionais que auxiliam na contagem de pessoal, no recolhimento e lixo e guiam as trilhas. Todas as trilhas na ilha só são feitas na companhia dos monitores.

O biólogo Fabiano Faga Pacheco, que trabalhou como monitor na ilha nas duas temporadas passadas, diz que o excesso de pessoas em relação à capacidade de suporte, a falta de políticas integradas de conservação e a ausência de uma gestão eficiente e transparente dos recursos do Fundo de Preservação têm colocado o patrimônio arqueológico em risco. “Mais da metade dos sítios arqueológicos da ilha estão sofrendo algum grau de impacto, inclusive com perda de gravuras e com risco de perda de sítios arqueológicos inteiros”, diz.
Embarcações que não estão incluídas no TAC também não contribuem com a taxa de preservação - Marco Santiago/ND

Segundo Pacheco, na última temporada o Iphan tem privilegiado a seleção de monitores novos e dispensados os que trabalharam em outras temporadas e com isso a memória de algumas gravuras e espécies da biodiversidade acabam se perdendo. “As gravuras vão se perdendo com o tempo, isso é normal, só que o ritmo de degradação delas aqui na Ilha do Campeche tem sido bastante intenso e não tem sido tomado nenhuma medida para conservação desse patrimônio nacional”.

Ele cita, por exemplo, que metade das gravuras do Saco do Rosa, estão prejudicadas e que os sítios Pedra Fincada e Pedra Preta do Norte estão quase perdidos. “Isso ocorreu em menos de dez anos”, conta.

Maior concentração de inscrições rupestres do país

A formação dos sítios arqueológicos da Ilha do Campeche é um dos mais valiosos registros da presença humana no litoral sul brasileiro. A “Máscara Gêmea”, por exemplo, que fica ao fim da trilha do Letreiro, é um tipo de inscrição na pedra que foi tida como única no mundo.


Por ali, também deixaram vestígios grupos de tradição Itararé-Taquara, que já utilizavam cerâmica, e os Guaranis. No século 18, com a implantação da terceira área baleeira do Brasil Meridional, na Armação do Pântano do Sul, o local serviu de ponto para a caça da baleia e até o início do século passado chegou a abrigar roças de mandioca, feijão, batata-doce e milho. O local tem a maior concentração de inscrições rupestres do país.
Atualmente quatro trilhas de visitação estão abertas à visitação, Pedra Preta, Letreiro, Pedra Fincada e volta leste. As demais, como a volta norte, que passa pelos sítios arqueológicos do Ferro Elétrico, Pedra Preta do Norte e Pedra Fincada, e a volta sul, que chega ao sítio do Lageado (ou Lajeado) e Caverna do Morcego não receberam manutenção necessária e estão fechadas por oferecerem riscos aos visitantes.
O termo que regula a visitação e preservação do local prevê que somente os signatários do acordo estão autorizados a explorar a visitação turística da ilha - Marco Santiago/ND

(Do https://ndonline.com.br/)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

MAR VIVO

Obra conta com centenas de fotos da biodiversidade marinha - Reprodução MAArE/ND

Livro feito a partir de projeto mostra a rica vida marinha na reserva do Arvoredo

O trabalho resultou num volume de 270 páginas com acabamento de luxo e capa dura, distribuição dirigida e possibilidade de consulta pelo site do projeto

por PAULO CLÓVIS SCHMITZ, FLORIANÓPOLIS (SC) 

O livro é belíssimo, com centenas de imagens de moreias, lagostas, mexilhões, caranguejos, polvos, mariscos, camarões, estrelas-do-mar, raias-borboleta, vieiras, crustáceos, corais, algas, ouriços-do-mar, caramujos, anêmonas, pinguins, tartarugas – e peixes, muitos peixes. Após três anos de pesquisas, cerca de 130 expedições e o envolvimento de 170 pessoas de diferentes áreas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), foi concluído no segundo semestre de 2017 o projeto Monitoramento Ambiental da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Entorno, que responde pela sigla de MAArE. O trabalho resultou num volume de 270 páginas com acabamento de luxo e capa dura, distribuição dirigida e possibilidade de consulta pelo site do projeto (www.maare.ufsc.br), além de uma exposição itinerante com parte das imagens da obra.

Embora as fotografias sejam o forte do volume, do ponto de vista estético, há textos bastante esclarecedores que tratam das características da reserva, do processo de ocupação humana da região e do entorno, do ambiente oceanográfico (as peculiaridades da área coberta), da biodiversidade marinha das ilhas da Rebio Arvoredo e dos desafios da gestão para a conservação dos ecossistemas abrangidos pela reserva.

Unidade é fundamental para a região 

-No primeiro capítulo, o professor João Paulo Krajewski, um dos organizadores do livro, faz um relato apaixonado da experiência com a reserva, que no seu caso teve início em 1997, quando tinha apenas 17 anos. Foram centenas de mergulhos, que começaram no contato surpreendente com os badejos, garoupas e cardumes de sardinha próximo à ilha do Arvoredo. A cada descida ao fundo ele se deparava com diferentes tipos de peixes, outros animais e com a paisagem submarina, repleta de surpresas e revelações. Depois, por conta de seus estudos em ecologia, mergulhou em mares distantes, explorou o fundo do oceano nas ilhas Fiji e na Austrália e, ao retornar a Santa Catarina, notou que algumas espécies haviam perdido espaço e que a transparência da água estava menor.

Mesmo com as transformações antrópicas, a unidade de conservação, criada em 1990, é fundamental para a região. “Sem a reserva, não haveria tanta diversidade de peixes nesta área”, afirma a professora Andrea Freire, uma das coordenadoras do projeto MAArE. “Nas décadas de 1960 e 1970, a região ao norte da Ilha de Santa Catarina tinha muitos cações, meros e tubarões, que desapareceram dali. As mudanças nos peixes, que diminuíram de tamanho, refletem as modificações do litoral, o uso da terra e as atividades turísticas nas baías e próximo aos estuários. Este trabalho pode ajudar os gestores da unidade no acompanhamento de longo prazo, fornecendo dados sobre o ambiente marinho e o impacto das ações humanas”.
Livro foi produzido após três anos de pesquisa - Reprodução MAArE/ND

Área foi impactada pela expansão demográfica

A ocupação humana no litoral catarinense tem cerca de seis mil anos, mas foi no século 20 que se tornou ostensiva, com a exploração dos abundantes recursos naturais, a urbanização e a pressão crescente sobre o meio. A biodiversidade terrestre e marinha foi impactada pela supressão da cobertura vegetal, a ocupação das encostas, os processos erosivos daí decorrentes e a ocupação de margens de rios, restingas, planícies e manguezais – estes, berçários de muitas espécies que os utilizam como local de reprodução e desenvolvimento. A pressão sobre os mangues, por exemplo, é responsável pela redução da incidência de meros na Rebio Arvoredo, porque, se os adultos habitam grandes tocas nos costões rochosos, os juvenis crescem nos manguezais e baixios próximos ao mar. E há ainda as práticas agrícolas, a pesca, a maricultura e o turismo como atividades que afetam os ecossistemas.

“Mostramos nosso trabalho a pescadores e caçadores submarinos, e eles ficaram sensibilizados com as fotos, disseram que não tinham muitas informações e falavam sobre as mangonas do passado”, conta a professora Bárbara Segal, do Departamento de Ecologia e Zoologia do CCD (Centro de Ciências Biológicas) da UFSC e coordenadora do MAArE. “Neste sentido, o projeto tem os papéis de informar as novas gerações e conscientizar as pessoas”, afirma. “Elas precisam saber onde jogar o lixo, evitar o consumo de determinadas espécies no período do defeso, e também pressionar as autoridades por melhorias no saneamento”.

Por meio do projeto MAArE fica-se sabendo que a Rebio Arvoredo divide as águas quentes ao norte e as frias ao sul – a temperatura do mar tem forte interferência na vida marinha. A reserva protege espécies que habitam as águas e costões na região, mas gera recursos para além de suas fronteiras, na medida em que, pelo chamado “efeito de transbordamento”, permite que larvas de inúmeros peixes e invertebrados colonizem as ilhas do entorno – Deserta, Galé, das Aranhas e do Xavier, especialmente.

O projeto MAArE teve o apoio administrativo da Fapeu (Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária) e, além de Bárbara Segal, Andrea Freire e João Paulo Krajewski, contou com a presença dos professores Alberto Lindner e Marcio Soldateli na organização.

Rebio Arvoredo divide as águas quentes ao Norte e as frias ao Sul

-Por meio do projeto MAArE fica-se sabendo que a Rebio Arvoredo divide as águas quentes ao Norte e as frias ao Sul – a temperatura do mar tem forte interferência na vida marinha. A reserva protege espécies que habitam as águas e costões na região, mas gera recursos para além de suas fronteiras, na medida em que, pelo chamado “efeito de transbordamento”, permite que larvas de inúmeros peixes e invertebrados colonizem as ilhas do entorno – Deserta, Galé, das Aranhas e do Xavier, especialmente.

O projeto MAArE teve o apoio administrativo da Fapeu (Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária) e, além de Bárbara Segal, Andrea Freire e João Paulo Krajewski, contou com a presença dos professores Alberto Lindner e Marcio Soldateli na organização.

(Do https://ndonline.com.br/)

MAR DO MURILO MARIANO

Olhar e clique do Murilo Mariano

Luz do Pântano

TEMPO DE LULAS


GRATINADAS DA MARLI 
 Lulas gratinadas é um dos pratos favoritos de Marli Marafigo, lá do Bar e Restaurante do Saquinho, na praia do Saquinho, Ilha de Santa  Catarina. Ela dá sua receita, com exclusividade, para o tainhanarede.

LÁ DE CIMA

Foto Daniel Souza

Pântano do Sul

domingo, 7 de janeiro de 2018

SEREIAS AFOGADAS

Em 2017, no Recife, presenciou-se até a abertura de uma fábrica de caudas para os fãs da prática. Foto Diário de Pernambuco

Prática do sereísmo aumenta risco de afogamento no Brasil, alerta Inmetro
No Brasil, em média 17 brasileiros morrem afogados todos os dias

De colares de 'pérolas' à caudas de sereia, a moda do sereísmo está cada vez mais forte no Brasil. Em 2017, no Recife, presenciou-se até a abertura de uma fábria de caudas para os fãs da prática. Mas, neste verão, todo cuidado é pouco para evitar afogamentos, quem alerta é o Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

No Brasil, em média, 17 brasileiros morrem afogados todos os dias, desses, 51% ocorrem com crianças na faixa de 1 a 9 anos de idade , em piscinas. Segundo a Instituição uma das causas pode ser provocada pelo uso da cauda de sereia. "Tomada pela fantasia, a pessoa pode imitar uma sereia, mas tem seus movimentos dificultados pelo uso do acessório e fica impedida de flutar. Isso a expõe a situações de perigo, que podem resultar em afogamento e morte”, alerta o diretor de Avaliação da Conformidade do Instituto, Luiz Antonio Lourenço Marques.

Dentre os riscos citados eles destacam três principais;
Prende as pernas e os pés do usuário, impedindo a flutuação;
Compromete o equilíbrio, dificultando inclusive ficar de pé;
Pode levar ao afogamento de forma silenciosa, até em piscinas rasas, mesmo para nadadores experientes.
A campanha promovida pelo Inmetro busca alerta pais e responsáveis sobre os perigos de vestir o acessório. Para discutir o tema, o grupo criou ainda uma Comissão Técnica, formada pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa); pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); e pela ONG Criança Segura Safe Kids Brasil.

(Do http://www.correiobraziliense.com.br/)

MAR DE GELO

Fenômeno das ondas congeladas Foto: Vimeo / @JDN PHOTOGRAPHY

Ilha dos Estados Unidos tem ondas congeladas pelo frio

Frio intenso deu consistência de neve ao mar da região

REDAÇÃO - O ESTADO DE S.PAULO

A onda de frio que atinge o Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, foi responsável por um fenômeno incomum. Nessa terça-feira, 2, residentes da ilha de Nantucket puderam observar ondas congeladas.

Jonathan Nimerfroh, fotógrafo que vive no local, foi avisado por dois amigos surfistas de que o fenômeno estava acontecendo. “Eu dirigi até a praia e fiquei ‘Meu Deus, as ondas estão congeladas e eles estão surfando nelas’”, contou ao Boston Globe.
O fenômeno das ondas congeladas já havia ocorrido em 2015. Segundo o relato de Jonathan, a água do mar fica com consistência de neve semi-derretida e as ondas continuam se movimentando, porém de forma mais lenta.

“As ondas quebravam e se locomoviam até a areia. Eu estava lá tirando fotos e elas molhavam minhas botas”, disse.

(Do http://emais.estadao.com.br/)

DE PEIXES E JORNALISTAS


ÁGUAS POLUIDAS

Foto: Jornal Conexão Comunidade

De 10 pessoas, seis buscam medicamento para virose, diz farmácia

Desde a virada do ano, as farmácias do Norte da Ilha registraram aumento na venda de medicamentos para viroses. De 10 pessoas, seis buscam remédios para frear os sintomas. É o caso da Farmácia Câmara, dos Ingleses, que vende kit com soro, repositor de flora, remédio para diarreia, vômito e em casos específicos, as pessoas compram também para febre e antiácidos. O levantamento foi apresentado pelo programa Conexão Notícias do Jornal Conexão Comunidade.

“Tem gente que chega de tarde na praia e a noite, vem aqui buscar medicamentos para virose”, disse uma das farmácias.

O aumento na venda foi sensível na Farmácia do Povo em Ingleses, Vendramini, Farmácia Portal do Santinho e Farmácia Ganzo, esta última em Canasvieiras. Ambas registraram alta na busca pelos remédios contra os sintomas de diarreia. O levantamento com as farmácias foi feito pelo Conexão. Alguns estabelecimentos, já vendem kits prontos com os remédios necessários para tratar as viroses.

Já nas clínicas particulares, a situação é a mesma. Os pacientes relatam banhos de mar, antes dos sintomas. A maioria das pessoas que procuram a Laitano apresentam sintomas de vômito e diarreia. Na Clínica Ingleses, a procura surpeendeu. Lá, são atendidas 10 pessoas por dia com virose.

A UPA Norte, não está realizando atendimentos. Apenas casos de emergência. Por isso, não tinha levantamento sobre casos de virose.

(Do http://www.jornalconexao.com.br/)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

OLHANDO ILHAS, ESPERO...


Olharilha do Silézio Sabino 

MAR DE PESCADOR

FOTO JULIO GONZALES / DIVULGAÇÃO

Europa recusa pescado do Brasil a partir de hoje

por Sonia Racy

Começa a valer hoje, no País, uma espécie de “replay” da operação Carne Fraca: a União Europeia não vai aceitar mais pescado brasileiro, em especial atum e lagosta, até que os produtores corrijam as falhas do setor.

Motivo? Uma auditoria feita em setembro pelos europeus apontou problemas nos controles sanitários de seis fábricas exportadoras. Blairo Maggi acatou a decisão e o Ministério da Agricultura proibiu as inspeções e interrompeu as exportações para não ser suspenso – o que seria bem pior. A medida não afeta a produção e as vendas internas.

(Do http://cultura.estadao.com.br/)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

MAR DE MERDA

Foto: Julio Felicio / Jornal Conexão Comunidade

Análise aponta toda Canasvieiras, Ingleses e Jurerê impróprias para banho

A última análise de balneabilidade da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma), coletada em 2 de janeiro, apontou as praias de Canasvieiras e Jurerê impróprias para banho. Dos sete pontos analisados em Ingleses, apenas um está próprio no canto norte da praia. O resultado é um novo escândalo de poluição em Florianópolis, após durante a temporada de verão. As praias mais movimentadas, são as mais afetadas pelo aumento dos níveis de poluição.

A chegada do novo resultado de balneabilidade, após 17 dias da última análise, evidencia a falta de fiscalização das ligações clandestinas de esgoto, por meio da prefeitura e da Casan. O programa Floripa se Liga na Rede está inativo há meses, sem fiscalizações.

Antes de terminar o ano, o delegado de polícia, Wanderley Redondo, denunciou as condições precárias do Rio Capivari com uma água preta. O próprio prefeito assistiu as imagens feitas pelo delegado e chamou a equipe afirmando que uma fiscalização seria feita na primeira semana de janeiro.

Na manhã desta quinta-feira (04), as praias estão lotadas com diversos turistas tomando banho nos pontos impróprios.

(Do http://www.jornalconexao.com.br/)

MAR GELADO

Tubarão foi achado morto na costa do estado de Massachussetts por conta das baixas temperaturas - Atlantic White Shark Conservancy/Facebook

Baixas temperaturas matam tubarões no inverno dos EUA

Fontes congelam em Nova York, enquanto canadenses cancelam festas por causa do frio

RIO — Nos últimos dias de 2017, as baixas temperaturas estão impressionando até quem já está acostumado ao inverno rigoroso dos EUA. Diversos estados americanos sentem os efeitos, com neve e gelo registrados até onde o frio costuma ser um pouco mais ameno. Em Massaschussetts, por exemplo, tubarões aparecendo mortos no litoral, provavelmente por não terem resistido ao frio.

Segundo especialistas locais do The Atlantic White Shark Conservancy, pelo menos dois tubarões foram encontrados sem vida nesta semana na baía de Cape Cod.

Enquanto isso, em Nova York, quem se aventurar na tradicional festa de ano novo da Times Square deverá enfrentar as temperaturas mais baixas para a noite da virada desde 1907, quando as pessoas começaram a se reunir na avenida para festejar o réveillon. A expectativa é de temperaturas em torno de -12 graus Celsius ou mais frio no centro de Manhattan, segundo meteorologistas. Nas ruas da cidade, diversos pontos ficaram congelados.
Água de fonte ficou congelada no Bryant Park em Nova York - Frank Franklin II / AP

Temperaturas na Dakota do Norte, no Norte do país, são esperadas para variar em torno de -34,4 graus Celsius no sábado, com uma sensação térmica de cerca de -45,5 graus, disse Ken Simosko, meteorologista do serviço meteorológico na Dakota do Norte.

CANADÁ CANCELA FESTAS

E o frio surpreendeu até os canadenses, que sempre se orgulharam de viver no frio. As constantes temperaturas abaixo de zero começam a ser consideradas demais para eles. Nesta sexta-feira, algumas cidades cancelaram shows e estações de esqui foram fechadas por questões de segurança.

As temperaturas quase chegaram a 50 graus Celsius negativos em duas cidades canadenses, Regina e Winnipeg, e na capital, Ottawa, as autoridades anunciaram o cancelamento de alguns dos espetáculos organizados para celebrar o 150º aniversário do país.

Alguns eventos que estavam previstos para este sábado e para a noite de Ano Novo tiveram que ser modificados por causa das advertências dos serviços meteorológicos da agência federal Environment Canada, que emitiram "alertas de frio extremo" argumentando preocupações em matéria de "saúde pública e de segurança", segundo um comunicado do Ministério da Cultura.

(Do https://oglobo.globo.com/)

VAMOS A LA PLAYA?

Versão de 1983

OS DONOS DAS PRAIAS

Foto: Marco Favero / Diário Catarinense

Decreto cria regras para o uso da faixa de areia nas praias de Florianópolis

Uma das polêmicas do verão em Florianópolis, a ocupação da faixa de areia nas praias, agora foi regulamentada por um decreto. As novas regras para uso do espaço já estão valendo, mas nem todo mundo está sabendo. E donos de bares e restaurantes têm que se regularizar. As informações são de Eveline Poncio, do Jornal do Almoço.

Segundo o decreto publicado em 26 de dezembro, os bares e restaurantes vão poder colocar cadeiras e guarda-sol, mas seguindo algumas normas: as mesas não podem ocupar mais de metade da faixa de areia, e só no espaço na frente do restaurante; a cada cinco mesas, é preciso instalar uma lixeira; e os proprietários terão que pagar uma taxa de R$ 71 por conjunto. Além disso, continua proibido cobrar do frequentador o uso das cadeiras e mesas.

— Isso vai permitir que os turistas, moradores, possam desfrutar daquilo que Florianópolis tem de melhor, de forma sustentável —explica o secretário Filipe Mello, da Casa Civil da prefeitura de Florianópolis.

Entre os comerciantes, muitos ainda não sabem da mudança. Euclides Santos, que há quase 30 anos tem restaurante na Barra da Lagoa, aprovou: 
— Acho importante para não ter abuso.
Outros, no entanto, questionam. Caso de Valter Lourenço:
— É canetaço e deu, e a gente tem que engolir? Não é assim. Tem que chamar o pessoal e conversar.
Segundo a prefeitura, a fiscalização vai ser feita pela Superintendência de Serviços Públicos e Guarda Municipal. Os proprietários terão que ir até o Pró-Cidadão para regularizar a taxa de ocupação da areia. O decreto vale até março e segundo a prefeitura, foi feito em parceria com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU). O órgão federal informou ao Jornal do Almoço que não há convênio com a prefeitura. O que está valendo desde o dia 30 de novembro é o termo de outorga de permissão de uso.

( Do http://dc.clicrbs.com.br/)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

MAR DE RIMBAUD


PROMONTÓRIO

A aurora dourada e o pôr do sol arrepiante encontram nosso brick em alto-mar diante dessa vila e de suas dependências, que formam um promontório tão extenso quanto o Épiro e o Peloponeso, ou mesmo a grande ilha do Japão, quem sabe a Arábia! Templos iluminados pelo retorno das teorias, das vistas imensas da defesa das costas modernas; dunas ilustradas de flores quentes e de bacanais; dos grandes canais de Cartago e os Embankments de uma Veneza suspeita; a erupção mole de Etnas e as fissuras de flores e águas nas geleiras; lavatórios rodeados de álamos da Alemanha; declives de parques singulares inclinando as copas da Árvore do Japão; e as fachadas circulares dos “Royal” ou dos “Grand” de Scarbro’ e do Brooklyn; e seus railways flanqueiam, cruzam e pendem sobre as disposições deste Hotel, escolhidas na história das mais elegantes e mais colossais construções da Itália, América, Ásia, em cujas janelas e terraços, agora cheios de luzes, de bebidas e brisas chiques, estão abertos ao espírito dos viajantes e dos nobres — permitindo, durante o dia, a todas as tarantelas do litoral, — e até mesmo aos ritornelos dos vales ilustres da arte, decorar maravilhosamente as fachadas do Palácio-Promontório.

ARTHUR RIMBAUD

Em Illuminatons
Tradução: rodrigo Garcia Lopes
 e Maurício Arruda Mendonça

O MAR DO VIZINHO

Pequenas diferenças ajudam a explicar o porquê de Balneário Camboriú ser mais atraente do que Caiobá Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Por que o mar do Paraná não é tão azul quanto o de Santa Catarina?

A água do Litoral paranaense não é igual a do vizinho: rios e a formação geológica, além das correntes marítimas, ajudam a explicar as diferentes colorações do mar

Antoniele Luciano e Eriksson Denk, especial para a Gazeta do Povo 

As águas do mar podem ter muitas cores: basta comparar os litorais do Paraná e Santa Catarina para se constatar a diferença. Afinal, por que o mar paranaense não é tão azul quanto o vizinho? A resposta está ligada a diversos fatores, distante da discussão sobre balneabilidade (praias próprias ou impróprias para banho).

Os tons de verde, marrom ou azul são caracterizados pela composição e espessura dos grãos de areia, formações geológicas, correntes marítimas, profundidade da água e também pelo recorte das praias, além da incidência da luz solar. Em alguns pontos do Paraná e Santa Catarina, sobretudo entre Paranaguá e as praias do litoral sul do estado vizinho, essa diferença é gritante e está condicionada basicamente a características muito próprias de cada geografia.

De acordo com o professor e doutor em Engenharia Oceânica Eduardo Gobbi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o litoral do Paraná é impactado por duas bacias muito grandes – de Guaratuba e Paranaguá –, que provocam mudanças constantes na coloração. “Elas lançam sedimentos mais finos no mar, que vêm descendo pelas serras. Guaratuba, por exemplo, tem plantação de banana, sedimentos que se perdem. Tem os escorregamentos, o uso intenso do solo no estado. Tudo isso desce e é ‘jogado para fora’. Esse ciclo influencia definitivamente o mar paranaense”, conta. Os rios tendem a carregar elementos de decomposição de folhas, além de areia e barro, de coloração marrom.

Guaratuba também tem seu charmeSanepar/Divulgação

Somado a esse ingresso de sedimentos, e ao mar mais raso e de areia mais fina, o Paraná é impactado mais facilmente também por ressacas, que mudam a cor das águas. “As ressacas têm capacidade para mexer mais facilmente nesse material mais leve, que é suspenso e muda a coloração da água. Se você tem poucos rios por perto, e o litoral muito recortadinho, como em Santa Catarina, com pequenas entradas, obviamente as praias terão águas mais límpidas”, diz Gobbi.

Mar “ideal”

Segundo o professor da UFPR, o mar “ideal”, fotográfico, sofre menos influência dos rios. “De Piçarras, Barra Velha e São Francisco para cá, há certa semelhança entre o litoral catarinense e o parananense. Esse é um ponto mais velho sob o prisma geológico. Nosso litoral se aproxima disso pela quantidade de sedimentos, temos um litoral muito mais raso que o de Santa Catarina, o que torna a coloração mais escura”, explica. Gobbi lembra que após o rio Itajaí-Açu, em Balneário Camboriú, o litoral catarinense mantém um padrão até Florianópolis. Depois da capital, ele muda novamente.

Em Santa Catarina, observa o especialista, as curvas são mais acidentadas de Norte a Sul, enquanto no Paraná o litoral “se encaminha” em direção a São Paulo e ao Rio de Janeiro. Pelo recorte das praias, que protegem Santa Catarina em relação a ondas e ventanias, o estado também concentra alguns dos melhores pontos de mergulho do país, com águas mais claras.

Ainda assim, as praias de Caiobá e Matinhos seguem atraindo milhares de turistasLineu Filho/Gazeta do Povo

O professor também esclarece que as águas catarinenses tendem a ter um tom mais claro que as do Paraná porque o mar paranaense é mais jovem – por isso, solta mais sedimentos finos, que, a qualquer ondulação mais forte, contribuem para alterar a cor no fundo do mar.
A luz e as correntes

Outros fatores que podem influenciar na cor das águas são as correntes marítimas e a incidência de luz sobre o mar. Para Gobbi, as grandes correntes marítimas oceânicas, como as Malvinas, não têm influência na zona de rebentação das ondas, mas outras duas correntes impactam o “mar de banho” e também a cor das águas.

“São duas grandes correntes: a de maré [que tem forte influência em embocaduras de rios e estuários] e a de deriva litorânea, gerada pela rebentação da onda. Esse segundo tipo é predominante. É a corrente que o surfista pega, que transporta os banhistas para dentro do mar”, explica. A influência de ventos sobre essas determinadas regiões impacta as condições geológicas e podem alterar a cor das águas.

Além disso, o mar reflete a cor azul porque ela não é absorvida pelo reflexo do sol quando a luz penetra na água. Devido a características físicas, a água absorve mais as cores com comprimento de onda maior (vermelho e laranja) e, por isso, ao receber a luz do sol, reflete mais o azul, cor com menor comprimento de onda do espectro de luz visível a olho nu.

Da mesma maneira, o mar pode ter tons mais verdes com a presença de muita matéria orgânica dissolvida ou de fitoplâncton (algas microscópicas que vivem dispersas na água); vermelho, se contar com algumas cianobactérias; marrom, por causa dos sedimentos; e preto, comum em mangues, resultado da biodegradação de outros materiais orgânicos, como vegetais e animais.

(Da http://www.gazetadopovo.com.br/)

ÁGUA VIVA, PÉ LIGEIRO!


No caso de contato com o animal, não se deve fazer pressão ou jogar água doce no local (Foto: Banco de Dados/FN)

Cuidado com a bandeira lilás, ela indica presença de água-viva nas praias


A incidência de água-viva nas praias depende do vento, da maré e da temperatura do mar

Uma nova sinalização foi implementada nas praias de SC: a bandeira lilás, que indica a presença de águas-vivas no mar. Com o desenho do animal, essa sinalização faz parte do padrão da Federação Internacional de Salvamento. Sua criação é baseada na incidência de águas-vivas em diversos pontos do Litoral de Santa Catarina.

“Se as pessoas perceberem a bandeira lilás hasteada, o aconselhável é não entrar na água”, diz o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Onir Mocellin. O maior perigo é o veneno das chamadas Caravelas, a espécie mais perigosa, segundo o comandante. No caso de contato com o animal, não se deve fazer pressão ou jogar água doce no local. “Quando seus tentáculos atingem a pessoa, eles injetam pequenos ferrões que disparam veneno, mas alguns gatilhos não são disparados. Se fizer pressão em cima ou jogar água doce, que dispara os gatilhos pela osmose, o efeito do veneno é potencializado”, explica. A recomendação do comandante, nesse caso, é ir imediatamente até um posto de saúde para fazer raspagem e tomar medicamentos para neutralizar a dor.

Além das caravelas, também existem as espécies menos perigosas, que são as águas-vivas brancas e gelatinosas, as mais comuns da praia, e as medusas. Suas queimaduras causam bolhas, mas o veneno é menos intenso. Os primeiros socorros podem ser feitos passando vinagre no ferimento, segundo Mocellin. “O vinagre bloqueia os ferrões, auxiliando para que alivie a dor e não haja mais injeção de veneno. Os postos de guarda-vidas geralmente têm vinagre para o primeiro tratamento”, disse.

A incidência de água-viva nas praias de Santa Catarina depende do vento, da maré e da temperatura do mar. “Com a água quente, elas se reproduzem mais. Quando o vento sopra em direção à praia, onde tem uma concentração maior de águas-vivas, elas migram para lá”, diz Mocellin.
(Da redação: Secom )

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

MAR DE VERÃO


CARANGUEJOS NAMORANDO


OSTRAS NA MESA


VAMOS A LA PLAYA?

Balneário Camboriú  

ARRASTANDO E DESTRUINDO

O Mar Sem Fim cançou de flagrar a pesca de arrasto na zona de arrebentação

Pesca de arrasto: entenda como acontece a destruição do habitat


Pesca de arrasto no Brasil

Infelizmente esta modalidade é praticada no Brasil sem qualquer fiscalização. Aqui, cada um dos 17 estados costeiros tem uma regra a respeito de como deve ser praticada, sempre em relação à distância da costa. Em alguns estados a distância é de uma milha náutica, em outros, três milhas. Mas, como não existe nenhuma fiscalização, é comum ver barcos pesqueiros passando o arrasto na zona de arrebentação.

Pesca de arrasto no mundo

Os cientistas provaram o mal que este tipo de pesca provoca. O que falta é força aos governos para proibirem de vez a modalidade. Com medo do desemprego muitos governos fingem não ver o mal que o arrasto provoca, e adiam uma solução. Recentemente, até Portugal que tem forte tradição pesqueira proibiu o arrasto. O Governo português aboliu por decreto todas as pescas de fundo, exceto a pesca com espinhel, autorizada sob certas condições. A proibição vale para uma área de 2.280.000 km2 , cerca de quatro vezes o tamanho da Península Ibérica. O objetivo é promover a pesca de forma sustentável, procurando garantir a conservação dos 
ecossistemas marinhos profundos.

Este vídeo (com legendas) mostra o dano causado pelas redes de arrasto ao assoalho marinho. Ele conta que em 2006 alguns países, entre eles o Brasil, pediram na ONU uma moratória da pesca de arrasto profundo em águas internacionais sem, no entanto, atingirem seu objetivo. O recado é claro: “o tempo está se esgotando”. Os governos devem agir enquanto ainda há tempo. Uma rede de arrasto pode varrer uma área equivalente a cinco mil campos de futebol numa única pescaria.