domingo, 9 de fevereiro de 2014

Nau de Caboto no Sul da Ilha

A Armada Cabotina, com a bandeira de Castela, fundeada nas águas da pequena praia da Ilha do Sol, na baía de Santos, por onde Caboto também esteve. Ilustração de José Coriolano Carrião Garcia
Mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul localizaram em março de 2009 restos de um navio que pode ser de um dos mais antigos naufrágios que se tem registro: a nau Santa Maria de La Concepcion, de Sebastião Caboto, que foi a pique em 1526. Agora, encontrar o sino ou os canhões de sinalização, que trazem o nome da embarcação marcado nas peças, é o objetivo imediato dos mergulhadores que descobriram vestígios de um navio do século 16 afundado próximo à Praia de Naufragados, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Os objetos procurados poderão comprovar a suspeita de que a embarcação pertenceu realmente a Sebastião Caboto, um dos mais famosos navegadores europeus que passaram por Santa Catarina. O saldo de cinco anos de pesquisa dos mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul ficou mais positivo recentemente. Em março, eles encontraram duas âncoras, um canhão e, o mais importante, um lastro de pedra. Este último é considerado forte indício de que ali, naquela área, está mesmo naufragado um navio. De acordo com o supervisor de mergulho do grupo empenhado na descoberta do museu arqueológico subaquático, Ney Mund Filho, o amontoado de pedras denominado lastro é uma forma que os navegadores encontravam para garantir estabilidade às embarcações da época. A certeza de que os pertences achados são de um navio do século 16 é evidenciada, também, pela proporção das âncoras (detalhe), bem maiores do que o convencional. Enquanto um barco de 30 metros tinha uma âncora de quatro metros e uma tonelada, hoje, um com o mesmo tamanho possui uma âncora de meio metro, pesando 50 quilos. – Suspeitamos que a embarcação seja a nau Santa Maria de La Concepcion, de Sebastião Caboto, quando passou por aqui, em 1526. Se for, não há tesouro, porque, segundo registros feitos pelos tripulantes à Marinha, o barco teria levado três dias para afundar – comenta Ney, descartando qualquer possibilidade de encontrar metais preciosos deixados pelos náufragos. No caso, todos sobreviveram, mas o local é tão perigoso que passou a ser conhecido como cemitério de navios. Não é à toa que, cerca de 10 anos antes, na mesma área, teria afundado uma das caravelas da expedição de outro aventureiro dos livros de história, o navegador Juan Díaz de Solís. Além da forte correnteza no mar da região e dos bancos de areia que se formam, as ondas podem chegar a cinco metros no local.
Mergulhadores do Projeto Resgate Barra Sul mostram o canhão e outras peças já encontradas próximas a Praia de Naufragados, Sul da Ilha de Santa Catarina.
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

MULHERES DO MAR

Trabalhadoras do mar

Estudo retrata a existência e as dificuldades de mulheres pescadoras em Santa Catarina. Profissionais não são reconhecidas pela legislação trabalhista do país.
Por: Franciele Petry Schramm
Publicado em 29/01/2014 | Atualizado em 29/01/2014
Trabalhadoras do mar
À frente, pescadora ‘embarcada’ durante pesca artesanal: trabalho duro não reconhecido pela legislação brasileira. (foto: Rose Mary Gerber)
Engana-se quem pensa que a pesca artesanal é uma profissão exclusivamente masculina. Entre embarcações, redes e peixes, mulheres pescadoras tiram seu sustento ou contribuem para a renda da família. Apesar disso, seu trabalho não é formalmente reconhecido. É o que mostra estudo feito pela antropóloga Rose Mary Gerber, do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Gerber, que passou 13 meses na companhia de 22 pescadoras de oito cidades catarinenses, conta que essas profissionais, apesar do esforço que fazem, enfrentam sérias dificuldades para ter acesso aos direitos que protegem o trabalhador brasileiro.
Para atuar na pesca artesanal – caracterizada pela mão de obra familiar e pelo uso de pequenas embarcações, com até 12 m de comprimento –, é preciso, antes de tudo, gostar da atividade. “As mulheres definem sua relação com a pesca como de amor e vício”, conta a antropóloga.

Em seu estudo, orientado pela professora Sônia Maluf, Gerber observou três formas de trabalho entre as profissionais da pesca. Algumas trabalham em terra, na limpeza, no descasque e na venda dos produtos; outras atuam na coleta do molusco berbigão à beira-mar; o grupo das chamadas ‘embarcadas’ sai para a pesca de peixes e o arrasto de camarões.
família pescadora
Na maioria das vezes, as mulheres pescadoras trabalham com o marido nas atividades pesqueiras. O serviço é dividido conforme as habilidades de cada um, e a renda familiar aumenta. (foto: Rose Mary Gerber)

Para exercer essa última atividade, a antropóloga explica que é preciso ter o que se chama ‘corpo para o mar’. Além da força física e da capacidade de sincronia com os companheiros ao puxar as redes, é preciso resistência ao enjoo que o balanço da embarcação pode causar.

A tarefa – que demanda uma jornada que pode se estender de quatro a 16 horas – não é fácil, e nem todos estão aptos a enfrentá-la. “Nas comunidades, as mulheres ‘embarcadas’ são muito admiradas por sua coragem”, diz Gerber.
Grande parte das mulheres pescadoras – que à época do estudo tinham entre 20 e 70 anos – aprendeu a profissão com o pai, quando ainda eram meninas. Em geral trabalham com o marido, dividindo o serviço conforme as habilidades de cada um. Além de trabalhar na pesca, são responsáveis por comercializar os produtos e também pelas tarefas domésticas.

Profissão ‘invisível’

As mulheres pescadoras enfrentam obstáculos para ter seu ofício reconhecido pelo Ministério da Pesca e pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Para se aposentar, são consideradas ‘esposas de pescadores’. Caso o marido não trabalhe com pesca – como é o caso de cinco pescadoras acompanhadas no estudo –, elas têm dificuldade de acesso ao direito à aposentadoria, por exemplo.

Mesmo com a possibilidade de se aposentar como segurada especial aos 55 anos, algumas mulheres já estão debilitadas muito antes dessa idade, já que a pesca é uma atividade desgastante. Sérios problemas de coluna são comuns. Mesmo assim, na maioria das vezes o INSS nega aposentadoria por invalidez a mulheres na faixa dos 30-40 anos, por considerá-las ainda muito jovens.

Como o Ministério da Pesca e o INSS mal reconhecem a existência de mulheres pescadoras, essas profissionais são privadas de outros benefícios, como o auxílio-maternidade. Enfrentam dificuldade também ao solicitar empréstimo para a compra de embarcações, redes e demais equipamentos de pesca. Em geral o pedido é negado ou solicita-se que ele seja feito no nome do marido.

A falta de reconhecimento do trabalho das pescadoras acontece muitas vezes dentro das próprias comunidades. “A atividade não é vista como profissão para mulher, mas como obrigação de esposa de pescador”, conta a antropóloga. Em casa, porém, o marido e demais familiares respeitam as pescadoras profissionais e se orgulham delas.
Mesmo com as dificuldades da profissão, elas gostam do que fazem. Mas nenhuma daquelas com que Gerber conviveu deseja que os filhos sigam seu exemplo. São em sua maioria semianalfabetas, mas fazem questão de investir na educação escolar dos filhos.

Segundo a antropóloga da UFSC, uma característica marcante das mulheres pescadoras é sua força e coragem. “Elas enxergam a vida sempre pelo lado positivo”, diz Gerber. “Parece que o mar – que ensina a viver um dia de cada vez, já que nele qualquer distração pode ser fatal – ensinou isso para elas.”

Franciele Petry Schramm
Especial para a CH On-line/ PR

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

MAR DE FÉ!

Foto Divulgação
Festa de Nossa Senhora dos Navegantes e São Sebastião 2014!

Convidamos a todos para vir participar nos dias 1 e 2 de fevereiro, no Pântano do Sul.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE, DOMINGO DIA 2/2

16h - Procissão Marítima.
17h30min - Santa Missa.

VIRANDO A SANTA


BOTANDO MAIS FOGO NESSE INFERNO...

 

PREVISÃO DO TEMPO PARA FLORIPA (02 à 09/02)

By Chuvalski

O tempo não muda será idêntico ao da última semana.

Continuaremos a ter dias com Sol forte sem nuvens, um clima de deserto durante o dia. Algumas nuvens baixas podem aparecer no meio da tarde e noite, formando algumas pequenas trovoadas que quase sempre se desfazem e raramente se transformar em chuva.

Esta condição desértica talvez mude a partir do dia 13 de fevereiro quando a primeira frente fria com vento Suli, deve furar o bloqueio do ar quente parado sobre Santa Catarina. Nesta semana já devemos ter problemas de abastecimento em pequenos reservatórios locais, que dependem de riachos menores, pois o consumo está muito auto e não chove forte a pelo menos 15 dias.

O vento será sempre de Norte a Nordeste fraco e as temperaturas podem chegar a 38 graus no meio da semana.

O Céu fala e manezada entende!

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

TARDE INDO, A NOITE SENDO...

Pântano do Sul, 8 da noite desta sexta-feira acalorada!

TODOS VENTOS

Vento sul faz falta no calor sufocante da Ilha, onde predominam ventos quentes do quadrante norte

Pescadores preservam sabedoria popular para conviver com variedade climática de Florianópolis, e cientistas explicam efeitos na saúde e origem das dores nas articulações e fraturas

Edson Rosa 
FLORIANÓPOLIS
Espécie de entidade na Ilha, o vento sul faz falta nestes dias dominados pelo nordeste e de calor sufocante. E tão cedo não soprará por estas bandas, bloqueado pelo sistema de alta pressão no Oceano Atlântico que impede a chegada da massa fria à região Sul. A explicação científica para o predomínio dos ventos do quadrante norte nesta época do ano é a posição geográfica de Florianópolis, mais próxima da Linha do Equador e, portanto, sob influência do ar quente.

Fernando Mendes/ND
Influência. O sopro que vem em direção nordeste tem influência do ar quente e impede a massa fria de chegar à região, como consequencia, deixa os dias dos florianopolitanos ainda mais sufocantes

“A alta pressão do Atlântico é quase fixa. Prevalecem os ventos sufocantes de verão”, observa o agrônomo Ronaldo Coutinho, do Climaterra. Os terrais – noroeste ou oeste – também comuns nesta época do ano, são, igualmente, quentes.
Na enseada do Pântano do Sul, o nordeste facilita a saída das embarcações até o encontro com mar aberto. Depois, a tripulação precisa de perícia para navegar com segurança. Lá, o sul entra forte e de frente e, dependendo da combinação com a lua, pode trazer ressacas.
Mesmo assim, Juvenal Manoel Martins, 75, o Dica, não vê a hora da mudança.  “O vento sul refresca, e traz fartura. Com ele, vêm todos os tipos de peixes, tainha nem se fala”, garante.
Pescador desde a infância, quando a caça à baleia ainda era permitida naquelas águas, Aldo Corrêa de Souza, 73, é um dos veteranos que se refresca à tarde, sentado à sombra diante do galpão da Associação dos Pescadores da Armação. “No verão, este é o nosso vento”, diz.
Apesar de entrar forte e formar ondas, o nordeste não atrapalha botes usados na pescaria da lula ou no transporte de turistas à ilha do Campeche. Protegida pela ponta das Campanas e pelo morro do Matadeiro, a enseada recebe apenas resquícios do vento sul, ou um de seus colaterais. 
Na Armação, a lestada com chuva e o nordeste aguacento são os maiores obstáculos à pesca. “É o cara de cachorro e o derruba paredes”, diz Aldo Corrêa, que nunca esteve na escola, mas conhece como poucos a rosa dos ventos: “Ela tem quatro cardeais, mais quatro colaterais e oito subcolaterais. E gira em 360 graus no sentido horário”, ensina.
 Sinais escritos no céu
Acostumado desde menino a dormir embalado pelo barulho do mar, Dica conhece bem os sinais enviados com antecedência pelo vento sul. “Surgem nuvens rabo de galo, e se forma uma faixa branca no horizonte, para fora da ilhota dos Corais”, aponta. Ele também nunca estudou, mas sabe que o ciclo da natureza é infalível, e regula tudo – lua, ventos, gestação, agricultura e pesca. “O povo precisa reaprender a ler os sinais do céu”, diz.

Fernando Mendes/ND
Pescador desde pequeno, Juvenal Martins, o Dica, espera pelo pampeiro, observando o mar. Afinal, com ele vem os peixes, principalmente a tainha

Pescador que virou coveiro no Pântano, Jair Lapa, 53, também conhece as nuvens rabos de galo. Mas, quando olha para o céu vê o vento sul chegando de outra forma: bandos de urubus voam lentamente, plainando em círculos nas correntes de ar que se formam em grandes altitudes.
Aldo Corrêa percebe a mudança de vento também pelo comportamento das fragatas em voos entre a ilhota Moleques do Sul e a Lagoa do Peri. O Eco do ronco dos aviões em decolagem no aeroporto Hercílio Luz é outro vestígio de mudança para sul que não passa despercebido ao pescador, que ao navegar próximo à ilha do Campeche costuma avistar o morro do Cambirela ao longe. “Se tiver com coroa de nuvem, vem pampeiro por aí”, sorri.
OUTROS VENTOS
Oeste tem como variações o noroeste (mais comum) e o sudoeste, e costuma ocorrer à noite.
Sudoeste sopra quando há frente fria estacionária. Se houver nuvens a sudoeste, é sinal de chuva.
Há dois tipos de noroeste - para trovoada e para tempo bom.  Começa de madrugada e dura cerca de 24 horas, característica associada ao tempo bom, pelo fato de esgazear e deixar o céu sem nuvens. Ocorre uma ou duas vezes por ano, no inverno. É um vento forte e frio que agita o mar nas baías norte e sul.
Calada podre: mormaço, sem vento, precede temporal.
Estiada do gado: quando o dia começa com chuva, por volta do meio-dia há uma estiada que permite recolher o gado do pasto.
Ditos
"Vento sul suja, vento sul limpa"
"Noroeste na costa, sul por resposta"
“Céu pedrento, sinal de vento”
“Toda mudança de lua traz vento sul a reboque”
Apelidos
Pampeiro: vento sul legítimo
Rebojo: viração para vento sul, às vezes com redemoinhos
Terral: Vem de sudoeste oeste, com sistema de  alta pressão; é o minuano dos gaúchos
Norte prevalece para manter onda de calor
No verão, os ventos que predominam na Ilha são do quadrante norte, bem mais quentes. A origem deles é o anticiclone semifixo do Atlântico, posicionado a 20 graus de latitude, no meio do mar do sudeste brasileiro. “Giram no sentido antihorário e, deslocados sobre sistema de baixa pressão, são atraídos para o continente”, explica o geógrafo e meteorologista Maureci Monteiro, 57, da Fundagro (Fundação para Desenvolvimento da Agricultura Sustentável). “Como sistemas de baixa pressão estão mais ao Sul, na Ilha predomina o vento norte”, explica.
O relevo da cidade, dividida pelos maciços Central e da Cruz e pequenos vales, funciona como obstáculo natural. Em alguns casos, cria uma das posições colaterais ou intermediárias da rosa dos ventos. Quem mora no Alto Ribeirão da Ilha, por exemplo, protegido pela encosta do morro mais alto da Ilha (532 metros) e distante da costa, não sente o que é vento sul.  “Lá, só entra de leste ou sudoeste”, confirma Monteiro, que cresceu e ainda mora no bairro.
A Lagoa da Conceição, cercada de morros, dunas e o canal ligado ao mar, é outro bairro com restrições ao pampeiro e variação diária de ventos, de acordo com os estudos da Fundagro. Mas, não é apenas a geografia o que determina intensidade e direção dos ventos, e a existência de locais abafados ao lado de outros bem mais ventilados.
Nas áreas urbanas, os prédios também são obstáculos à circulação do vento.  “São pior que os morros”, diz Monteiro. Nestes casos, algumas ruas funcionam como corredores, como a Mauro Ramos, no centro de Florianópolis, que recebe em parte a brisa vinda do mar, de norte. Na outra ponta da avenida, só o vento sul ameniza o calor sufocante dos últimos dias.
Pressão reflete em dores físicas
O vento sul sai do Rio Grande, e o reumatismo já está doendo no Pântano. Considerado o “filósofo” da praia, Jair Lapa não perde a piada. Ele também sente nos ossos os efeitos da virada de tempo e a chegada da friagem, mas não sabia que por trás da brincadeira existe uma explicação científica para o resfriado inesperado e as dores nas articulações ou nas fraturas.
Considerado doentio no passado, o vento sul não merece a fama de mau. No caso de resfriados ou gripes, são consequências do choque térmico causado pela mudança repentina da temperatura. “Se está soprando vento quente e, de repente, muda para sul e esfria, há chances de doenças respiratórias”, confirma Monteiro.
Pacientes com cirurgias, principalmente ortopédicas, ou com doenças nas articulações – reumatismos, artrites e artroses, por exemplo - também sofrem. Muitas vezes,antes da chegada do vento sul. A causa é o aumento da pressão atmosférica sobre o corpo.
Oriundo do ar polar, o sul está relacionado a massas de alta pressão e a maiores latitudes. “Esta pressão é exercida também sobre nosso corpo, e se manifesta em ossos fraturados ou membros com maior sensibilidade”, explica Monteiro. Umidade e calor são condições que influenciam diretamente no clima e, indiretamente, na pressão das pessoas.
Sabedoria de pescador e reconhecida por cientistas
 Pescador que continua de olho no céu à beira do mar, em Sambaqui, o aposentado Avelino Alcebíades Alves, 85, dedicou parte de suas observações empíricas aos ventos. Constatou, por exemplo, que amanhecer com noroeste significa mudança para nordeste no decorrer do dia. A explicação dele, publicada em 2009 pelo GEA (Grupo de Estudos da Astronomia), é que as massas de ar quente localizadas a leste seguem a posição do sol no deslocamento para oeste.
Em agosto e setembro, na transição do inverno para primavera, o nordeste costuma soprar forte por três dias consecutivos. Este vento precede frentes frias. Ainda em agosto, o nordeste está associado também a marés baixas.
Em outubro traz chuva, a chamada carregação de nordeste. Nas outras épocas do ano, o nordeste, quase sem rajadas, mantém o tempo quente e sem chuva. É o preferido dos velejadores. No verão, ao se armar tempestade, o nordeste é substituído pelo noroeste forte. “Depois da trovoada, lá está de volta o bom e velho nordeste”, diz.  As lestadas costumam ocorrer no início do inverno e, às vezes, até em março. De fraco a moderado, o vento está sempre associado a chuvas.
Vento calmo, o sudeste é resultado da corrente de reposição da massa ascendente, e ocorre nos equinócios (março/abril e setembro/outubro). Sua presença é sinal de que não há tempestades por perto. Costuma começar entre 10h e 11h, mas no fim do dia torce com força para leste. À noite, quase brisa, sopra sem turbulência.
Mais temperamental, o sul é também o mais frio dos ventos da Ilha. Costuma vir forte, mas acalma três dias antes e depois das marés de sizígia (luas nova e cheia), para recrudescer na vazante. Quando o tempo é ruim, sopra forte e limpa o céu. Mas, se estiver bom, ele também pode trazer tempestades.
(Publicado em 31/01/14-14:03 do ND - www.ndonline.com.br)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

BOTANDO MAIS FOGO NESSE INFERNO!

 

O SAARA É AQUI

Previsão do tempo para Ilha de SC (27/01 A 04/02)


By Chuvalski

Vamos enfrentar um semanada e pouco, extremamente seca e quente nos próximos 8 dias. O Sol se fará presente sempre com poucas nuvens. Durante as noites também não teremos muitas nuvens.

O vento será de Norte fraco pela manhã e de noite, Nordeste Papo Amarelo moderado durante o final da manhã e a tarde. As temperaturas máximas sempre estarão entre 33 e 35 graus e em torno de 27 a noite, dando a impressão de noite abafada.

As chuvas de verão com raios e vento Cocoroeste Forte, podem cair no fim de tarde, com intensidade diversas mas só a partir de quarta-feira (28/01). 

Resumindo, clima muito parecido com o de um de deserto, seco e quente. Então vamos pra praia porque moramos numa ilha manesada!


O Céu fala e a manezada entende!

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

DE FRENTE PRO MAR...

Oito estruturas náuticas recebem regularização em Florianópolis e Joinville

Com o projeto Marina Legal, criado pela Acatmar, foi possível baratear os custos das melhorias nas marinas e garagens náuticas

Felipe Alves 
FLORIANÓPOLIS
Depois de dois anos de tentativas de regularizar marinas e garagens náuticas, sete empresas de Florianópolis e uma de Joinville conseguiram a licença ambiental por meio do projeto Marina Legal. A iniciativa da Acatmar (Associação Náutica Catarinense para o Brasil) reuniu os interessados no projeto para diminuir custos, vencer a burocracia e conseguir a regularização.
A última licença foi expedida na semana passada pela Fatma (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina), após as empresas apresentarem estudos ambientais que mostram que as marinas e garagens não geram danos nos locais onde estão instaladas.
FERNANDO GOMES/ND
Com a regularização, o objetivo agora é conseguir financiamento para fazer melhorias nas marinas
Para o presidente da Acatmar, Mané Ferrari, havia garagens náuticas, como a Recanto da Lagoa, por exemplo, que tentava a regularização desde 2003, mas não conseguia pois, segundo ele, cada órgão exige medidas diferentes e não há uma cartilha que indique todos os elementos necessários que uma marina deve ter para estar regularizada.
“Durante esse período, fizemos reuniões com os órgãos para saber onde estavam os erros, fazer os ajustes e conseguir a liberação”, explica Mané Ferrari. Além da Fatma, foi preciso licença da Capitania dos Portos, SPU (Superintendência do Patrimônio da União) e Prefeitura de Florianópolis.
Com a regularização, Mané Ferrari diz que o objetivo é conseguir financiamento com o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento do Extremo Sul) para fazer melhorias nas garagens e marinas, como modernização de estruturas, maquinário e instalação de trapiches flutuantes, que não são poluentes.
“As marinas ajudam a trazer turistas qualificados para a cidade e são grandes geradoras de empregos em uma cadeia produtiva muito grande”, diz Mané Ferrari.
Segundo Alexandre Waltrick, procurador jurídico da Fatma, as oito empresas regularizadas apresentaram toda a documentação e licenças expedidas por outros órgãos dentro do prazo estipulado pelo SPU (dezembro de 2013). Por outro lado, outras marinas não se adequaram e estão funcionando sem licenciamento.
“Algumas não têm autorização da SPU ou municipal, outras não estão de acordo com critérios técnicos. Com isso, elas correm risco de aplicação de multa e de embargo. A atividade náutica é necessária para uma Ilha como Florianópolis, que tem cultura voltada para o mar. A Fatma fez o que a legislação determinava. As que não conseguiram a licença precisam continuar na luta para se regularizar”, diz ele.

União resulta em economia de até 80% na regularização
Para serem regularizadas, as garagens náuticas e marinas precisaram instalar cisternas ou caixas que coletam a água da chuva para reutilização na lavação das embarcações. Com a implantação de calhas no chão, é possível reutilizar toda a água que antes era desperdiçada. Em um reservatório subterrâneo, a água é separada do óleo e, desta forma, é possível usar a mesma água para lavar até três lanchas.
Ao invés de cada marina tentar a regularização de forma isolada, a Acatmar sugeriu, em 2012, a união de garagens náuticas e marinas para entrar nos padrões necessários para ganhar todas as licenças. Das 15 marinas e garagens náuticas que entraram no projeto, apenas oito permaneceram e, juntas, conseguiram economizar 80% do total que seria gasto se fossem tentar a regularização sozinhas.
O objetivo agora é fazer uma segunda etapa do projeto Marina Legal e regularizar mais marinas e garagens náuticas da Grande Florianópolis.
“Se nós trabalhamos com o mar, queremos que ele seja limpo e que haja boas condições para navegar. Por isso, é importante que as marinas não sejam poluidoras e sejam sustentáveis”, explica Mané Ferrari.
A Acatmar pretende criar a cartilha detalhando todas as medidas necessárias para a regularização. Com o sucesso do Marina Legal, a associação foi procurada por donos de marinas do Paraná, São Paulo e Bahia para apresentar o projeto.

Estruturas regularizadas
Garagem náutica Recanto da Lagoa (Canto da Lagoa)
Marina Verde Mar (Lagoa da Conceição)
Garagem náutica Neném (Canal da Barra da Lagoa)
Garagem náutica Itaguaçu (Coqueiros)
Garagem náutica Cia Escape (Balneário do Estreito)
Garagem náutica Ribeirão da Ilha (Ribeirão da Ilha)
Marina Iperoba (Joinville)

Normas da SPU para regularização
A portaria 404, de 28 de dezembro de 2012, da SPU, estabelece normas e procedimentos para a instrução de processos visando à cessão de espaços físicos em águas públicas, regularizando trapiches, cais, píeres, marinas e qualquer estrutura náutica em toda a orla catarinense.
Segundo o parágrafo 2 do artigo 3°, “as estruturas náuticas de interesse econômico ou particular serão objeto de cessão de uso onerosa, respeitados os procedimentos licitatórios previstos na Lei nº 8.666, de 1993”.
Para ter a cessão de espaços físicos em águas públicas para implantação ou regularização de estrutura náutica, deverão ser apresentados uma série de documentos, como manifestação da autoridade municipal quanto à adequação da atividade à legislação municipal; parecer da Capitania dos Portos; descrição do empreendimento e licença ambiental.
A lei nacional vale para todas as construções públicas e privadas dos 7.367 quilômetros de extensão do litoral brasileiro, incluindo os 531 km catarinenses e os 230 km de Florianópolis.

Norma 33 da Fatma
Pela Fatma, a regulamentação é feita pela instrução normativa 33 e o licenciamento ambiental será liberado após entrega de documentos, análises da Fatma, emissão de parecer técnico, e estudo e relatório de impacto ambiental.

O que é garagem náutica e marina?
Garagem náutica: estrutura náutica que combina áreas para guarda de embarcações em terra ou sobre a água, cobertas ou não, e acessórios de acesso à água, podendo incluir oficina para manutenção e reparo de embarcações e seus equipamentos.
Marina: estrutura náutica composta por um conjunto de instalações planejadas para atender às necessidades da navegação de esporte e lazer, podendo ter áreas de fundeio para guarda das embarcações, serviços de lavagem, venda de combustível e manutenção, além de hospedagem, esporte e lazer.

domingo, 26 de janeiro de 2014

TEMPO DE HOJE




PREVISÃO DO TEMPO PARA FLORIPA (26/01)

By Chuvalski

Domingo - Sol entre nuvens com pequena possibilidade chuva até as nove da manhã,depois limpa o tempo, no final de tarde podem haver chuvas de verão com alguns raios e trovões. O vento vai ser de Norte muito fraco e a temperatura sobe e pode chegar a 31 graus.

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sábado, 25 de janeiro de 2014

MAR DE PESCADOR


Pesca artesanal preserva cultura de Florianópolis há várias gerações
Segundo Epagri, cerca de três mil famílias vivem da atividade na capital.
Reportagem é a primeira de série do G1 que marca o aniversário da cidade.


por Janara Nicoletti
Do G1 SC
Barra da Lagoa é uma das regiões onde a pesca artesanal tem forte presença na Ilha (Foto: Janara Nicoletti/G1)Barra da Lagoa é uma das regiões onde a pesca artesanal tem forte presença na Ilha (Foto: Janara Nicoletti/G1)












Uma atividade passada de pai para filho e que representa parte da cultura e história da capital catarinense. Em 2013, quando Florianópolis completa 287 anos de fundação, a pesca artesanal continua sendo um dos principais estandartes da cultura e tradição açorianas mantidas ao longo das décadas, por dezenas de famílias que tiram do mar o sustento de seus lares. Entre esta quarta-feira (20) e sábado (23), quando a capital faz aniversário, o G1 apresentará reportagens sobre algumas das principais atividades econômicas da cidade. Nesta primeira, traz o ofício herdado dos primeiros habitantes do município.
De acordo com dados da Epagri, a pesca artesanal é a principal fonte de sustento de quase 3 mil famílias da capital catarinense. "Pescador artesanal é aquele que faz a própria rede, que conserta o próprio barco e que aprende desde cedo esta profissão", sintetiza o pescador Silvano Vieira, de 40 anos.
Amauri mora na Barra da Lagoa e pesca desde os 9 anos (Foto: Janara Nicoletti/G1)
Amauri mora na Barra da Lagoa e pesca desde os
9 anos (Foto: Janara Nicoletti/G1)
Enquanto conserta a rede de pesca, Amarildo Raimundo Vieira, de 50 anos, recorda os tempos em que ingressou na atividade. Na primeira vez em que saiu para o mar com o pai, ele tinha 9 anos de idade. Desde então, não parou de pescar. Até pensou em seguir outra carreira, mas a necessidade de colocar comida na mesa e pagar as contas o fez se manter no ramo. Quando jovem, migrou para a pesca industrial, entre os 18 e os 25 anos, mas voltou para a pesca artesanal depois que casou. “Eu sou muito apegado à minha família e na pesca industrial é muita distância”, justifica a escolha.
Todos os dias, ele sai para o mar em busca do pescado. Tainha, corvina e anchova são as principais espécies capturadas. Apesar de hoje existir maior facilidade para revender o pescado do que quando iniciou na atividade, Amarildo, assim como outros pescadores artesanais, reconhece a dificuldade de encontrar o peixe no mar. 
A extencionista social e pesca da Epagri, Tânia Mendes Nunes, explica que são raros os pescadores que conseguem ter só a pesca como principal fonte de renda. "Os estoques diminuíram e a frota aumentou. Antigamente, se tinha menos embarcações com mais estoque do pescado", destaca. Tânia ressalta ainda outro entrave gerado pelo desenvolvimento da cidade. "O turismo compete com o pescador artesanal, no espaço da praia. Muitas comunidades não têm um rancho para puxar seu barco, fazer uma manutenção. E no período de veraneio quando  a praia fica acirrada, o pescador é marginalizado, ele não pode ficar na praia, tem que tirar o barco. Há também um conflito com a parte imobiliária. Com o tempo o pescador está se rendendo a este progresso. Ele está numa faixa muito estreita, aí não consegue progredir", sentencia.
Por causa desse e de outros motivos, Aldori Aldo de Souza, de 45 anos, incentiva o filho de 19 anos a seguir outra profissão. “A pesca artesanal está muito fraca. O pescador artesanal não compensa mais viver com a pesca. Tudo é muito caro: o óleo vai para R$ 2,40, a rede é cara, a manutenção da rede é cara. Na pesca tem mês que você ganha e tem mês que você não ganha”, desabafa o pescador que mora com a família no Pântano do Sul, região onde cresceu e se estabeleceu.
Assim como tantos outros pescadores,  aprendeu o ofício com o pai que hoje tem 72. Por um tempo também se arriscou na pesca industrial, mas a distância e as longas jornadas o fizeram retornar para terra firme. Hoje, toda a família vive em função da pesca. A mulher ajuda na limpeza do pescado quando o filho, que estuda curso técnico em uma instituição federal, sai para o mar, nos dias em que é solicitado.
Empreendedorismo na pesca

Para sobreviver na atividade, alguns pescadores passaram a buscar fontes alternativas de trabalho. As pequenas embarcações ganharam maior capacidade de armazenamento e a atividade quase solitária passou a ser feita de forma cooperada. Valdemiro Lamiro Vieira, conhecido como seu Veco, é pai de sete filhos, quatro homens. Destes, três continuaram na atividade como pescadores artesanais.
Seu Veco e os filhos construíram um barco para ter condições de aumentar a captura (Foto: Janara Nicoletti/G1)Seu Veco e os filhos construíram um barco para ter condições de aumentar a captura (Foto: Janara Nicoletti/G1)
O trabalho conjunto da família tornou possível a ampliação da frota. Hoje, eles possuem três embarcações, uma delas com capacidade para transportar 20 mil toneladas, capaz de ficar até 15 dias no mar. Os barcos são operados por seu Veco, dois filhos, dois netos e alguns funcionários contratados. Silvano é quem administra o trabalho e fica responsável em investir no desenvolvimento da atividade. “Eu tenho a confiança deles, porque sou o mais rápido nestas questões e, graças a Deus dá certo”, fala enquanto apresenta um rebocador produzido pela família.
Veco (esquerda) e Silvano (direita) trabalham na pesca desde a adolescência (Foto: Janara Nicoletti/G1)
Veco (esquerda) e Silvano (direita) trabalham na
pesca desde a adolescência
(Foto: Janara Nicoletti/G1)
Silvano começou a pescar aos 11 anos de idade. Estudou até a quarta série e diz que sua faculdade foi o mar. “Não dizem que advogado tem que estudar para ser doutor? Na pesca é igual, a gente precisa da prática para aprender e se desenvolver. Por isso, quando dizem que pescador não teve chance de estudar isso nem sempre é verdade, ele optou em aprender o trabalho no mar”, declara Silvano.
Seu Veco concorda e diz que só vai parar, quando não tiver mais forças. Ele está nesta atividade há 52 anos e fala com muita alegria dos projetos para o futuro na pesca da família. “Eu nunca tive outra profissão. Me aposentei ano passado com salário e continuo pescando. Eu sempre mantenho esta parte. Sempre quis adquirir esta parte, tocar meu negócio, ser independente”, finaliza o pescador, que destaca a liberdade de mandar no próprio caminho e não depender de patrão, como um dos principais atributos da pesca artesanal.

(Do GI - http://g1.globo.com/sc/santa-catarina)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

LIMPANDO O TERRENO

Foto Bombeiros
"Tudo aponta para ação humana", diz perito dos bombeiros após analisar áreas incendiadas no Sul de Florianópolis
Fogo atingiu quase 8 mil metros quadrados em áreas de conservação da Capital nesta terça-feira

Por Gabriel Rosa
gabriel.rosa@diario.com.br

Os incêndios que atingiram 78 hectares de área de conservação ambiental em Florianópolis na última terça-feira têm grandes chances de causas intencionais. É o que aponta a primeira análise do Corpo de Bombeiros após perícia realizada na tarde desta quarta.

Os especialistas sobrevoaram as duas áreas e estudaram a mata queimada por terra, e embora os peritos continuem observando o cenário com atenção, a possibilidade de incêndio natural já foi descartada. 

As áreas queimadas equivalem a 40 campos de futebol na Joaquina e no Campeche, e mais 31 no Pântano do Sul. Os bombeiros não sabem precisar o momento que os incêndios começaram, mas moradores dos bairros atingidos alertaram a corporação por volta das 11h. A perícia iniciada nesta quarta busca descobrir as causas do fogo e o trabalho pode levar de dois dias a uma semana. 

Segundo o coronel Vanderlino Vidal, um dos peritos envolvidos, vários fatores eliminam a possibilidade de incêndios naturais: como o fogo começou longe de residências, é improvável que tenha sido causado por uma bituca de cigarro acesa ou queima de lixo, por exemplo. Nenhuma rua passa pela região, o que também exclui a chance de um carro com problemas mecânicos ser o culpado. Além disso, a Epagri comprovou que não houve queda de raios nas duas regiões na terça-feira. 

— Tudo leva a crer que houve ação humana nos dois pontos. Não há indícios de que o fogo tenha começado acidentalmente — explica o bombeiro e perito. 

Peritos temem ser impossível precisar as causas

Vidal ainda explica que, na Joaquina, o provável ponto onde o fogo começou fica próximo a trilha pela mata nativa. Já no Pântano do Sul, é uma área de pouca circulação de pessoas, perto de um caminho usado por criadores de gado para os animais, próximo à rodovia SC-406. 

— Se for comprovado que houve um incêndio intencional, uma investigação criminal será aberta. Infelizmente, pelo que observamos até agora, será muito difícil comprovar a maneira que o fogo começou. 

Confira os estragos causados pelo incêndio:


Os focos na Joaquina e no Campeche foram controlados já na tarde de terça-feira. No Pântano do Sul, o fogo se apagou naturalmente durante a madrugada de quarta. Ao todo, 25 homens trabalharam no combate, já que não era possível chegar aos locais com caminhões. 

O helicóptero Arcanjo 01 também participou da ação, lançando mais de 25 mil litros de água nos pontos de incêndio. 

:: Joaquina e Campeche 
Áea atingida: 40,2 hectares (402 mil m²) 
26 lançamentos de 500 litros de água pelo Arcanjo 01 
Começou por volta das 11h e foi extinto durante a tarde de terça-feira 

:: Pântano do Sul 
Área atingida: 38,1 hectares (381 mil m²) 
25 lançamentos de 500 litros de água pelo Arcanjo 01 
Começou após as 11h e foi extinto durante a madrugada de quarta-feira,

(Do Clicrbs - www.clicrbs.com.br)