quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MAR DE POETA

Foto Fernando Alexandre
vai passar
       ouça
             o murmúrio do mar

(Ademir Assunção - em "até nenhum lugar" - Editora Patuá)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

FIM DO DEFESO?



Jornal GGN - O governo de Michel Temer quer cortar gastos com o pagamento de benefício para pescadores artesanais no período de proibição da atividade, chamado de seguro-defeso. A ideia é proibir o pagamento para profissionais em regiões em que há pesca alternativa.

O benefício é de um salário mínimo mensal e é pago por até cinco meses no período em que a pesca de determinadas espécies é interrompida. O governo lançará um decreto que cancela o benefício em regiões onde existem alternativas, com a expectativa de reduzir o gasto pela metade.

O gasto previsto para o ano que vem com o benefício é de R$ 3,1 bilhões. 5 dos 50 tipos de defesos que existem hoje deverão ser atingidos, nos estados do Amazonas, Bahia, Maranhão e Pará, representando desembolsos de R$ 1,5 bilhão.

O governo, que crê em uma economia de R$ 2 bilhões, decidiu alterar o programa depois de aumentos de gastos considerados elevados nos últimos anos.

Em 2003, foram desembolsados R$ 131 milhões, chegando a R$ 2,7 bilhões em 2015. O governo Temer acha que o aumento foi provocado por falta de controle no cadastro de pescadores e também por irregularidades.

Outras medidas para o benefício também são estudadas, como permitir a pesca com restrição ao tamanho do peixe pescado. Também pode ser incluída a exigência de que o Ministério da Agricultura avalie a eficiência do defeso como proteção ao meio ambiente.

O governo também quer que os pescadores comecem a declarar renda, o que ainda não é exigido.

Para a Defensoria Pública da União, o corte do benefício pode prejudicar o meio ambiente e também deixar os pescadores desamparados, além de não resolver irregularidades.

Yuri Costa, defensor público que trabalha no Maranhã, acredita que haverá uma grande margem para o desrespeito à lei ambiental, e que a fiscalização ficará ainda mais difícil.

Desde que assumiu o poder, o governo de Michel Temer vem realizando medidas de cortes em programas sociais. No caso do Bolsa Família, alterações nas regras deverão dificultar o acesso ao programa federal que hoje atende em torno de 50 milhões de pessoas.

(Do http://jornalggn.com.br/)

JACK O MARUJO


- O que faz um capitão de navio?
- Nada, disse Jack o Marujo. Posa de perfil olhando o horizonte e de vez em quando aponta para o infinito.
(Do  Nei Duclós)

MAR -CAIS



luzes no mar 
estrelas errantes 
cansadas de navegar

(Fernando Alexandre)

TEMPO, TEMPO...

Foto Fernando Alexandre
"Lestada
Mar de rebojo
Três dias de chuva de nojo!"
(Quadra praieira)

MAR IMPERIAL


 A GALEOTA DOM JOÃO VI, UMA EMBARCAÇÃO MARÍTIMA QUE SERVIU A FAMÍLIA REAL NO BRASIL E TESTEMUNHOU INÚMEROS FATOS HISTÓRICOS

Considerada uma das mais importantes relíquias históricas que marcam o período da monarquia no Brasil, a Galeota Real ou Dom João VI, foi a primeira e única embarcação a ter esse nome em homenagem a Príncipe Regente e depois Rei de Portugal Dom João VI. Com a chegada do Príncipe Regente à Bahia, em 1808, o Conde da Ponte mandou construir essa embarcação no Arsenal da Capitania para o serviço particular do Príncipe. 

Sem similar no continente americano, tem o casco construído com madeiras nobres e dourado a folha de ouro e externamente, é ornado com frisos, figuras marinhas e outros temas em estilo barroco entalhados em madeira dourada. Tinha um belo camarim e na proa a carranca de um dragão, símbolo da família Bragança.
Depois de transportada para o Rio de Janeiro em 1809, atendeu aos deslocamentos da Família Real pela baía de Guanabara, tendo recebido a Princesa D. Leopoldina em sua chegada da Áustria para casar-se com Dom Pedro I e posteriormente conduziu a Família Real à embarcação que a transportou de volta a Portugal, em 25 de abril de 1821.

Em 1829, transportou a segunda imperatriz do Brasil, D. Amélia Augusta de Leuchtenberg. Em 1843, foi a vez da galeota participar da chegada ao Brasil da imperatriz D. Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II, além de ter transportado, em outubro de 1864, a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II.

A galeota esteve ainda presente no episódio que marcou o fim do regime monárquico no Brasil, o grande (e último) baile imperial que se realizou na Ilha Fiscal. 

Foi utilizada até aos primeiros governos da República Velha e entre outros personagens, transportou o então Presidente da República Argentina, Dr. Julio Roca, quando de sua visita ao Rio de Janeiro (1899) e o Presidente eleito da República Argentina, Dr. Roque Sãens Peña e sua comitiva em visita ao Brasil em 1910 e participou ainda com destaque das festividades de comemoração do centenário de independência do Brasil, ocorrido em 1922.

Realizou a sua última viagem em Setembro de 1920, no desembarque da família real da Bélgica, que chegou ao Rio de Janeiro a bordo do Encouraçado São Paulo.
Passou muitos anos conservada no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro até a criação do Centro Cultural da Marinha onde se encontra-se atualmente em exposição permanente e se constitui em uma das principais atrações da instituição.

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

MORTE NO MAR

Equipe da R3 Animal atuou durante três dias em Florianópolis para necropsia, coleta de dados biológicos e conhecimento da espécie
Foto: OMUNICAÇÃO/PMP-BS

Baleia morre encalhada em praia de Florianópolis
Aconteceu na última sexta-feira, na Galheta

Do Deolhonailha

Este foi um fim de semana movimentado para a R3 Animal, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) em Florianópolis. Na sexta-feira, 25, turistas e guarda-vidas da Praia Mole entraram em contato com a entidade e avisaram que havia uma baleia encalhada na praia da Galheta. Uma equipe foi enviada até o local e constatou que era um animal da espécie Balaenoptera edeni, a Baleia de Bryde. Quando a equipe chegou ao local a baleia já estava morta, em avançado estado de decomposição. 

Esta é uma baleia ainda pouco conhecida em todo o mundo, apesar de sua distribuição ser ampla. A espécie é típica de águas tropicais e temperadas dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico. A Bryde que encalhou na Galheta era um macho juvenil com 11 metros de comprimento. A necropsia não identificou a causa da morte, que será apontada após os resultados dos exames laboratoriais, uma vez que a carcaça estava em avançado estado de decomposição.

Muito pouco se sabe sobre a Baleia de Bryde, motivo pelo qual a coleta de material biológico realizada pelo PMP-BS, contribui para determinar a causa da morte e entender o comportamento desta espécie, tamanho das populações, área de vida, padrões de deslocamento e longevidade.

Colaboração da comunidade

Todos os dias uma equipe da Associação R3 Animal, que atuam no Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, percorrem as praias de Florianópolis a fim de monitorarem tartarugas, aves e mamíferos marinhos que estão debilitados ou mortos. A população ribeirinha é a principal aliada do projeto! Uma vez que pode acionar a equipe do PMP-BS através de ligação gratuita pelo 0800.642.3341.

O projeto

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos dessas atividades sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos mortos.

(Do http://www.deolhonailha.com.br/)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CHUVA, RAIOS E VENTO

Imagens de satélite divulgadas pela Defesa Civil na manhã desta segunda-feira
Foto: Defesa Civil Santa Catarina / Divulgação

Defesa Civil alerta para chance de pancadas de chuva, raios e rajadas fortes de vento em Santa Catarina

Após cidades do Sul de Santa Catarina serem atingidas por ventos fortes na última noite, permanecem as chances de pancadas de chuva, raios e rajadas de vento esta segunda e terça-feira no Estado. Quem faz o alerta e monitora as condições climáticas, que também podem ser acompanhadas pelas redes sociais, é a Defesa Civil. 

Nesta segunda-feira, a instabilidade será acentuada no início do dia do Oeste ao Sul de Santa Catarina. Depois, a condição será espalhada pelo Estado. Haverá pancadas de chuva com descargas elétricas. As temperaturas diminuem um pouco, mas a sensação de abafamento será constante. 

Amanhã, na terça-feira, os ventos ficarão mais fortes no Estado. As rajadas, na direção Sul/Sudeste, poderão atingir entre 50 e 70 km/h. As nuvens, que não descartarão a possibilidade de chuva em todas as regiões, vão se afastando gradativamente no fim do dia. 

O tempo volta a melhorar somente na quarta-feira, quando o sol voltará a brilhar em todas as partes de Santa Catarina.

MAREGRAFIAS

João Paulo!


MEMÓRIA DAS ÁGUAS

Nsa Sra do Desterro, imagem de 1880 tendo ao fundo o Prédio da Alfandega. 

BRILHANDO NO ESCURO!


BOCA DE CERDAS (FOTO: PHYS ORG)

O vertebrado mais numeroso do mundo? É um peixe que brilha no escuro


Saiba mais sobre o peixe-boca-de-cerdas com as 9 curiosidades que reunimos sobre esse rei das profundezas

Os oceanos cobrem 70% da Terra e têm uma enorme diversidade biológica que, os próprios cientistas admitem, é muito inexplorada. Tanto que, só recentemente, ficamos sabendo que a espécie de vertebrado com a maior população é a dopeixe-boca-de-cerdas - que vive em grandes profundezas e brilha no escuro. 

Quantos deles existem por aí? Ah, só 24 bilhões.

Resolvemos juntar algumas informações bacanas sobre esses verdadeiros reis das profundezas - confira:

1. O nome, como você pode imaginar, tem a ver com a boca do bicho, cheia de dentes finos e protuberantes que são deixados à mostra pela extrema elasticidade que o peixe tem em sua mandíbula.

2. Mas, apesar da imagem assustadora em close, o boca-de-cerdas é do tamanho de um dedo. 

3. Todos eles começam a vida como machos, mas podem 'trocar' para fêmeas dependendo do equilíbrio entre gêneros no habitat, algo que os cientistas chamam de 'protrandria'. O mesmo fenômeno é observado em alguns vermes e espécies de borboletas.

4. O macho adulto é menor do que a fêmea e também tem um olfato mais aguçado - acredita-se que seja uma adaptação para encontrar parceiras nas profundidades escuras do oceano.

5. Como seu habitat é difícil de ser acessado, cientistas obtêm informações sobre esse peixe com uma técnica diferente: eles analisam o conteúdo do estômago de peixes maiores mortos, identificando restos de bocas-de-cerdas.

6. Os primeiros peixes da espécie foram encontrados em 1872, quando uma expedição baixou redes em grandes profundidades (até 5km!) em vários locais de diferentes oceanos. Boa parte delas voltou com exemplares de boca-de-cerdas.

7. Mas o primeiro cientista a ver os peixes em ação no seu habitat foi William Beebe, que desceu às profundezas do oceano em uma cápsula preparada especialmente para a missão, no início dos anos 1930. 

8. Eles têm olhos muito pequenos, que provavelmente não os ajudam a caçar. Mas, assim como outros peixes das profundezas, eles possuem um 'sensor' natural na lateral de seus corpos, que permite que eles sintam vibrações e identifiquem presas. 

9. E a bioluminescência? É uma estratégia esperta para se livrar de predadores. À noite, é difícil que peixes maiores consigam ver as profundezas do oceano. Mas de dia é fácil ver silhuetas na região. Então os boca-de-cerdas usam seus pontos bioluminescentes para brilhar durante o dia - 

com a luz sendo enviada de cima e de baixo, eles ficam praticamente invisíveis para predadores.

Via NYTimes



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O MAR É MEU!

Agemiro e o seu mar - Atalaia, Luis Correia - Piauí

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre
As escritas do mar!

OLHOS DO MAR


Farol da Ilha do Mel

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

O BALNEÁRIO CAMBORIÚ


Balneário Camboriú, SC, mais uma aberração da costa brasileira

Publicado por João Lara Mesquita 

O Balneário Camboriú é um município da Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, com 108 mil habitantes, no litoral norte do estado de Santa Catarina. Ali aconteceu um dos maiores absurdos da costa brasileira. Um super adensamento. Foram erguidos alguns do prédios mais altos do Brasil. A paisagem foi destruída, acanalhada. Este site não conhece outra praia brasileira com tamanho adensamento e feiura. O problema não se reduz a destruição implacável da paisagem, um bem que pertence a todos os brasileiros.

Balneário Comboriú, falta de consciência no Brasil

Se houvesse consciência no Brasil, tal absurdo não poderia ter sido feito, e merecia tornar-se exemplo. Nossa geração encontrou o planeta com determinada fisionomia. Não temos o direito de destruí-la impiedosamente como temos feito litoral afora. As futuras gerações também têm o direito de conhecerem as belezas naturais do país.

Balneário Camboriú: problema não se resume apenas à destruição da beleza cênica

Os prédios foram construídos de tal forma perto da linha do mar, e tão altos, que impedem a insolação e a circulação do vento, tornando o interior do município uma fornalha. O que mais impressiona é que o local cresceu em razão de sua beleza natural. Foi isso que atraiu os turistas e despertou a mais intensa especulação imobiliária que se tem notícia. Então, a beleza foi destruída pelo paredão de espigões! Como pode?

Um apartamento na região pode custar até R$ 3 milhões de reais. E ainda tem gente que paga por este sufoco! A partir de meio – dia não é mais possível encontrar um lugar ao sol.

Foto Curto e Curioso

Outros problemas provocados pela falta de insolação

O site clicrbs.com.br publicou matéria em fevereiro de 2016 mostrando que, pela falta de insolação, a praia fica coberta de briozoários, pequenos “organismos marinhos que aparecem principalmente no verão e causam mau cheiro quando expostos ao sol”. De acordo com a matéria, no último verão a companhia de limpeza teve que retirar cerca de 20 caminhões de briozoários todos os dias!


Foto: RBS
A matéria da RBS entrevistou o professor da Univali, Márcio da Silva Tamanaha, que sugeriu um motivo para o surgimento dos briozoários:

Isso é uma resposta ambiental ao problema crônico do saneamento básico

Eis aí mais um dos problemas do super-adensamento: a falta generalizada de saneamento básico no país.

Imobiliária Balneário Camboriú propõe alargamento da faixa de praia

Não bastam os problemas já citados. Companhias imobiliárias insistem em continuar as construções com o alargamento da faixa da praia, como mostra este vídeo. Será possível que mais pessoas ainda queiram ter um apartamento neste local?
( Do http://marsemfim.com.br/)

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

OLHANDO ILHAS...

Foto Fernando Alexandre

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

FAROL DA ILHA DA PAZ




O farol da Ilha da Paz foi construído entre 1905 e 1906 no litoral norte da Ilha, a duas milhas náuticas (cerca de quatro quilômetros) do balneário de Enseada, em São Francisco do Sul, Santa Catarina. São 16 metros de altura, erguidos em rocha bruta, a 70 metros do nível do mar. Ainda utiliza o antigo hexaedro ótico fabricado na França em 1894 e com o tempo em boas condições seu faixo de luz pode ser visto a mais de 42 quilômetros de distância.

A Ilha da Paz é um local paradisíaco, com acesso rigorosamente controlado pela Delegacia da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul. Tem 218 mil metros quadrados e uma vegetação exuberante, onde são encontradas diversas espécies de aves e animais. Ruínas em meio à mata e a inscrição entalhada nas rochas "1833 ­ Penixe ­ Abitação da Paz", são provas de antigos habitantes. Na parte baixa da Ilha foram construídas em 1908, cinco moradias germinadas, para os remadores e para o patrão das baleeiras, que periodicamente iam até o continente para buscar víveres e querosene para o farol.


AS MARIAS DO FAROL

Mas talvez o fato mais interessante que envolve a Ilha da Paz e seu farol foi o nascimento, na ilha, das duas filhas do primeiro faroleiro a viver no local, Leovegildo Cézar da Fonseca Ozório. Em homenagem à ilha e ao arquipélago ao qual pertence (Arquipélago das Graças), Leovegildo batizou suas filhas como Maria da Paz e Maria das Graças. Ambas viveram na ilha até os 12 anos de idade, ocasião em que se mudaram para São Francisco do Sul para estudar. As duas formaram-se professoras e por muitos anos transmitiram seus conhecimentos para várias gerações de francisquenses.

Mais sobre o Farol da Ilha da Paz...


Luciano Leal disse...

Me CHAMO LUCIANO e sou filho de um rádio telegrafista que serviu nesta ilha o nome dele era Lucio, nos morávamos em São Francisco do sul na época e passávamos as férias na ilha da paz e tenho boas recordações de lá, se um dia Deus me permitir voltarei naquele lugar muito lindo, hoje tenho 43 anos e MORO em CAICÓ-RN se alguém daquele tempo ler e se lembrar se quiser entre em contato comigo no watsap (84)99962-6120 tenho 2 irmãs que se chamam Edna e Eliana e minha mãe se chama Rita.28 de outubro de 2015 15:48

De um Leitor:

"Olá!
Encontrei este blog por acaso. Gostei dos comentários sobre a Ilha da Paz. Acontece que sou bisneto do primeiro faroleiro Leovegildo Cezar da Fonseca Ozório que lá trabalhou por mais de vinte anos desde a inauguração em 20.08.1905. Em 13.03.2012, meu pai (neto do Sr. Leovegildo) completou 89 anos e como presente de aniversário minha esposa entrou em contato com a Capitania dos Portos de São Francisco do Sul e conseguiu uma licença especial para que levássemos, naquele dia, meu pai à ilha, pois era seu sonho e também de toda a família, ver o local onde nosso avô/bisavô trabalhou/residiu há mais de cem anos. Faltam-me palavras para descrever os momentos na ilha: um misto de beleza, história, imaginação de como era a vida de nosso antepassado naquele paraíso, mas também com muitas dificuldades. Evidentemente não o conheci. Conheci somente uma de suas filhas "Maria da Paz", num leito de hospital, quatro dias antes de falecer. Tivemos uma recepção cinco estrelas em termos de amizade, de carinho por parte dos militares que ora trabalham naquele local. Foram momentos que jamais serão esquecidos."

Gélio Osório Filho-Florianópolis, SC

Rosa, a terceira Maria do farol!
Anônimo disse...

Eu me chamo Rosa maria e, na década de 70 eu morei nesta ilha, na ´´epoca meu marido era faroleiro ,a ilha era muito bonita e os barcos de pesca pescavam perto da ilha,e nos davam muitos peixes .Recordo que havia uma época do ano em que eu ficava aterrorisada com a infestação de aranhas negras ,mas fora isto a vida era tranquila.Gostei de ver a ilha da Paz muito bem preservada e mais bonita.17 de maio de 2011 09:40

ÚÚÚÚ!!!! disse...

Rosa Maria, você então é a terceira Maria do Farol, não? Que bom saber que a Ilha se mantém até mais bonita do que nos idos de 70. Obrigada pelo comentário, volte sempre.17 de maio de 2011 15:01

NO QUINTAL DO MEU BLOGUE!

Gralha Azul sobrevoando  e clicada pela Rosaura Cibils!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

MAR-CAIS

Foto Fernando Alexandre
Apesar do sol
Ardendo sem compaixão,
O vento de outono
(Bashô)

O PRIMEIRO FAROL DO MUNDO


O Farol de Alexandria foi construído a mando de Ptolomeu no ano 280 a.C, pelo arquiteto e engenheiro grego Sóstrato de Cnido. Era uma torre de mármore situada na ilha de Faros (por isso, "farol"), próxima ao porto de Alexandria, Egito, no alto da qual ardia uma chama que, através de espelhos, iluminava até 50 km de distância. O efeito era tão grandioso que, segundo relatos da época, era como se um sol brilhasse a noite. Tal imponência o transformou em uma das sete maravilhas do mundo antigo, que por mais de cinco séculos, guiou os navegantes. 

O farol dispunha ainda de engenhos que assinalavam a passagem do sol, a direção do vento e as horas. Estava equipado com sinais de alarme acionados a vapor que se faziam ouvir durante o mau tempo, bem como com um elevador que permitia o acesso ao cimo da torre. Possuía também um periscópio gigante, por meio do qual um vigia podia observar embarcações que se encontrassem para além do horizonte aparente. A obra começou a ruir no século IV, quando terremotos e deslizamentos tragaram boa parte de Alexandria, acabando com o brilho da “cidade dos mil palácios”. Suas ruínas foram encontradas em 1994 por mergulhadores.
A moderna Alexandria
A cidade de Alexandria foi planejada e fundada por Alexandre Magno, no Inverno de 332-331 a.C., no local de uma antiga aldeia de pescadores e pastores (chamada Rhakotis), no mar Mediterrâneo, perto do delta do Nilo. Foi a capital cultural do helenismo por três séculos e a maior cidade comercial do mundo antigo, graças à sua privilegiada localização: na encruzilhada das rotas navais, fluviais e terrestres de tres continentes: Europa, África e Ásia.

DA JANELA DO MEU BLOG

Foto Fernando Alexandre

MANEMÓRIAS

Foto Ninguemsabe Onome
Praia de Fora - hoje beira-mar- em 1963

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre


LÁ NO FUNDO...


Você sabe o que são recifes artificiais?

Recifes artificiais são estruturas submersas colocadas no fundo do mar para imitar algumas das funções de um recife natural. Atualmente os recifes artificias têm sido utilizados para restaurar habitats e recuperar estoques pesqueiros.

Além de úteis para a conservação, os recifes artificiais criam estruturas que proporcionam um belo espetáculo visual para turistas e mergulhadores.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

DE OLHO NO INFINITO

Foto Fernando Alexandre
Armação - Pântano do Sul

MAR - CAIS

certos dias
não tem jeito
o hai-cai

(Fernando Alexandre)

MAR DE PESCADOR


Qual o futuro que buscamos para a pesca?
Por décadas, a falta de gestão em vários países do mundo reduziu os estoques pesqueiros, deixando milhares de pescarias colapsadas. Isso traz prejuízos econômicos e ambientais, simplesmente por falta de manejo adequado. É este o futuro que queremos?

Hoje, no Dia Mundial da Pesca, a ICCAT (organização responsável pela gestão dos atuns no oceano Atlântico) acaba de conseguir avançar na recuperação de um estoque em situação de grave sobrepesca, o espadarte (Xiphias gladius) do mar Mediterrâneo.

Estamos celebrando que os países membros da ICCAT aprovaram o primeiro plano de recuperação do espadarte! As reduções de captura ainda não são suficientes, mas temos que chamar atenção para diversos avanços, como a implantação de um sistema de cotas e o aprimoramento dos mecanismos de monitoramento e controle de combate à pesca ilegal.

Quando será que teremos nossos planos de manejo elaborados e aprovados no Brasil?

A Oceana luta, no Brasil e no mundo, pela implantação de planos de recuperação, garantindo assim pescarias rentáveis e sustentáveis no longo prazo!

MANEMÓRIAS

Foto Everton Ferre - www.mimicoeverton.com.br

Bar do Sargi, quando a solidão ainda frequentava a praia do Rio das Pacas - Sul da ilha - final da década de 80 do século passado!


FUNERAL VIKING


Encontrado barco funerário viking


Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas, que, afirmam, é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido.

O barco usado como túmulo, com cinco metros de comprimento, continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participam das escavações.
Barco viking com cinco metros de comprimento foi usado como túmulo para viking de alto escalão, mostram restos

Também foram encontrados no túmulo, que utilizou em sua construção 200 rebites britânicos, uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas.

A codiretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante".

"Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século 8º e meados do 11, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses.

Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que o barco possa datar do século 10º.

(Da agênciaFrance Presse)

DANDO NOME ...

Foto Fernando Alexandre

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

TRABALHADORES DO MAR - MORTES E INSEGURANÇA

Foto Diorgenes Pandini / Agencia RBS
Morte de 11 trabalhadores em 30 dias faz Ministério do Trabalho apertar fiscalização sobre a pesca
Há duas décadas não se registrava um número tão grande de óbitos

por Dagmara Spautz

A morte do pescador Linaldo Galdino de Brito, 32 anos, vítima de uma mordida de tubarão na costa do Rio Grande do Sul semana passada, elevou para 11 o número de trabalhadores que morreram durante o trabalho em embarcações de pesca catarinenses nos últimos 30 dias. Os casos acenderam o alerta no Ministério do Trabalho (MTE)e poderão mudar o modelo de atuação sobre o setor pesqueiro. A partir de janeiro, a Coordenadoria de Trabalho Aquaviário e Portuário da pasta, hoje mais concentrada nos portos, vai apertar a fiscalização sobre a pesca em Santa Catarina.

— Itajaí, com a maior frota pesqueira do país, tem em torno de 300 barcos. É uma população de trabalhadores pequena para essa quantidade de mortes — diz Alexandre Stefano Paranzini, que coordena a fiscalização do setor no Estado.

Segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca), há pelo menos duas décadas não se registrava uma quantidade tão grande de mortes em curto espaço de tempo. Agrava a situação o fato de que nove das 11 mortes tenham sido provocadas por naufrágios: um em Imbituba, no dia 20 de outubro, outro em São Francisco do Sul, no dia 26. Inquéritos instaurados pela Marinha, ainda sem prazo de conclusão, dirão se esses acidentes poderiam ter sido evitados.


As condições de mar nos últimos meses foram atípicas, consequência do El Niño, com grandes ressacas nas últimas semanas. A pergunta que terá que ser respondida pela investigação é se todos os pré-requisitos de segurança foram aplicados.

Classificada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como uma das profissões mais perigosas do planeta, com alto risco de acidentes, a pesca oceânica tem uma longa lista de problemas. Os mais fáceis de detectar são os altos índices de informalidade, estimados em mais de 80% no país, segundo a própria OIT, e a falta de formação adequada. É nas viagens para alto-mar, entretanto, que estão os maiores riscos à saúde do trabalhador. De acordo com o Ministério do Trabalho, as irregularidades vão desde barcos com falta de espaço para descanso adequado nas embarcações, até a exposição a gases de motor ou a instalações elétricas precárias.

O MTE não informou quantas multas foram aplicadas à pesca nos últimos meses, mas o setor está entre os que mais recebem autuações apesar do pequeno contingente de fiscais: apenas quatro para atividades portuárias e aquaviárias em todo o Estado.

— Encontramos em Santa Catarina barcos que nem vaso sanitário têm. Estranhamos que isso exista ainda, e a percepção do pescador é de que isso faz parte do cotidiano. Isso deixa a fiscalização atônita. O pescador ainda não entende que é um trabalhador com os mesmos direitos dos demais – afirma Paranzini.

Procurador do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT), Anestor Mezzomo, representante suplente da Coordenadoria Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário (Conatpa), ressalta que as fiscalizações exigem uma logística de parceria, com o apoio da Capitania dos Portos, Polícia Federal, Marinha e Ministério do Trabalho, já que os flagrantes só podem ser feitos em alto-mar, o que dificulta as ações. Mas há possibilidade de identificar irregularidades mesmo à distância. O MPT mantém em sua página na internet um espaço para denúncias, que podem ser feitas anonimamente.

— Santa Catarina tem o maior parque pesqueiro do Brasil, bem como o maior parque industrial de beneficiamento de pescado, onde há muitas irregularidades que também vêm sendo combatidas.

OS ACIDENTES FATAIS

20 de outubro: 7 mortos
O barco atuneiro Jorge Seif Junior, de Itajaí com 24 a bordo, naufragou a 80 quilômetros da costa de Imbituba. Um navio mercante passava pelo local e ajudou no resgate de tripulantes. Um pescador foi encontrado morto. No dia 1º de novembro a Marinha interrompeu as buscas por desaparecidos e declaradou mais seis mortos.

26 de outubro: 2 mortos
Barco com cinco tripulantes que seguia para Cananeia (SP) naufragou em São Francisco do Sul. O naufrágio ocorreu na Prainha. Três pescadores se salvaram. Dias depois, dois corpos foram localizados.

Primeira semana de novembro: 1 morto
De acordo com o Sitrapesca, um pescador de Navegantes que estava a bordo de um barco registrado em Florianópolis morreu após bater a cabeça durante uma operação de cerco – modalidade de pesca que captura sardinhas e tainhas.

15 de novembro: 1 morto
Pescador, a bordo da embarcação Alemão Pescados, de Itajaí, morre após ser mordido por um tubarão a 180 milhas da costa, no Rio Grande do Sul. O trabalhador morreu em decorrência do sangramento.

Enquanto isso...

Sindicato diz que segurança é adequada e cobra agilidade no socorro
Diferente do Ministério do Trabalho, Sitrapesca afirma que não há problemas graves

A percepção dos problemas de saúde e segurança do trabalhador na pesca, identificados pelo Ministério do Trabalho, diverge do posicionamento do sindicato dos trabalhadores em relação ao assunto. Eros Aristeu Martins, presidente do Sitrapesca, afirma que com exceção de espaços pequenos para dormir em barcos mais antigos, não há problemas graves no setor.

— Foi feito vistoria, pedido adequação, mas em algumas embarcações não tem como mexer. Só se tirar o barco da modalidade de pesca.

O Sitrapesca cobra dos armadores (os donos dos barcos) a reposição dos equipamentos de proteção individual, como botas de borracha e roupas impermeáveis, a cada seis meses.

— Em relação à segurança está tudo 100%. Tratamos esses acidentes como uma fatalidade — afirma.

Entretanto, o sindicato tem ressalvas em relação à atuação do socorro e cobra um sistema mais eficiente. No caso de Linaldo Galdino de Brito, vítima da mordida de tubarão, quando os médicos da Força Aérea Brasileira chegaram até a embarcação, que estava a 180 milhas da costa do Rio Grande do Sul, já era tarde.

O Sitrapesca defende que os estados tenham lanchas de alta velocidade, que funcionem como ambulâncias. Entretanto, o delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, capitão-de-fragata Alekson Porto, afirma que não haveria embarcação com propulsão suficiente para chegar à área onde estava o pescador ferido em poucos minutos.

No sábado, o corpo de Linaldo foi velado pelos amigos em Itajaí. Segue hoje de avião até Cabedelo, na Paraíba, onde será enterrado. No velório, um dos colegas, que não quis ter o nome divulgado, falou sobre o acidente. Disse que a tripulação voltou "apavorada". Ele mesmo disse que foi mordido por tubarões, mas sem ferimentos graves.

(Do http://osoldiario.clicrbs.com.br/)