terça-feira, 31 de maio de 2016

SUPER-SAFRA

Foto Salmo Duarte / Agencia RBS

Em um mês, pescadores capturam 1,6 mil toneladas de tainha em SC
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Parece história de pescador, empolgação de momento ou memória curta, mas a percepção de quem acompanha a safra da tainha desta temporada é de que nunca caiu tanto peixe nas redes do litoral catarinense. A impressão não é à toa: em um mês de pescaria, foram capturadas 1,6 mil toneladas nas praias do Estado.

O montante já supera toda a safra da pesca artesanal do ano passado, encerrada com 1,4 mil toneladas. Como ainda restam dois meses de pesca na temporada e a melhor marca recente é de 2007, com pouco mais de 2 mil toneladas, tem sido difícil não falar em recorde nas rodas de conversa à beira do mar. Caso a temporada termine com pelo menos 3 mil toneladas, o que a essa altura não é improvável, será a melhor de toda a série histórica da pesca artesanal catarinense, considerando as quatro últimas décadas.

– Vamos ultrapassar, acho que será um recorde histórico. Vai ultrapassar 2007 – anuncia o presidente da Federação dos Pescadores em SC (Fepesc), Ivo da Silva.

O que tem multiplicado as toneladas de tainha nesta temporada, destaca o presidente da Fepesc, não é uma onda de sorte. O tempo frio e os ventos em condições favoráveis têm feito a diferença, mas há um fator que nada tem a ver com o clima: esta é a primeira temporada em que as embarcações industriais efetivamente têm de esperar por um mês até lançarem as redes no mar.

Por força de uma portaria federal que disciplina a pesca da tainha, a atividade industrial só começa amanhã. 

A publicação já valia no ano passado, mas pescadores alegam que a restrição não foi seguida à risca na época porque o impedimento era recente e faltava fiscalização. A liberação de embarcações industriais também ficou mais rigorosa. Em 2014, 60 barcos tinham autorização para a atividade industrial. No ano passado, a permissão caiu para 50 e, nesta temporada, será reduzida a 40 embarcações. 

Sem os grandes no caminho em maio, os cardumes deixaram de ser capturados em alto-mar no início da migração. Assim, as tainhas chegaram em maior quantidade às praias do litoral catarinense. Em um único dia na terceira semana da temporada, pescadores de Florianópolis recolheram 34 toneladas do peixe nas praias do Santinho e Lagoinha. Também no mesmo dia, pescadores de Bombinhas capturaram mais de 46 mil tainhas. O cenário só não é ideal para quem vive do mar porque os peixes precisam ser vendidos rapidamente e a preços reduzidos, na medida em que aumenta a oferta.


Lei da oferta e da procura no preço 

Quem quer colocar uma tainha na mesa hoje paga, em média, R$ 12 o quilo, se a compra for longe da praia. Se a procura for mais próxima das comunidades pesqueiras, privilegiadas com as boas capturas, sai R$ 10. Com a ova incluída, o valor do quilo saía por R$ 12. Já a tainha sem a ova era vendida a R$ 8. No início da safra, o quilo chegava a custar o dobro dos preços atuais. É a lei da oferta e da procura. 

Números não têm consenso 

A atual temporada da tainha tem deixado os pescadores catarinenses de sorriso largo, mas ainda não está confirmado o recorde histórico. Isto porque, além de restarem dois meses de captura, as estatísticas são divididas entre a pesca artesanal, que já completa um mês, e a industrial, que só começa amanhã e corre o risco de não ser igualmente animadora. 

Também existem diferentes bases de dados das safras, com números diferentes umas das outras, desde a década de 1980. O chamado Plano de Gestão para o uso Sustentável da Tainha, concluído no ano passado por técnicos de órgãos federais, considera dados de quatro bases diferentes para montar um ranking das últimas quatro décadas de capturas. 

Com base no ranking organizado pelo plano é possível constatar que, desde o início da década de 1980, a safra catarinense não alcança mais a marca das 2 mil toneladas de tainha na pesca artesanal. Como a soma deste mês de maio já chega a 1,5 mil toneladas, há grande possibilidade de a safra atual superar as das últimas quatro décadas. 

Mas safras catalogadas pela Federação dos Pescadores de SC (Fepesc) desde 2003, paralelamente ao controle oficial, indicam números à parte, com diferenças de até 60%. Segundo o controle da Fepesc, o ano de 2007 teve um pico de 2,1 mil toneladas de tainha recolhidas na pesca artesanal. Assim, a expectativa agora é de pelo menos superar essa marca.

Estado com vocação para as tainhas

A costa catarinense tem 531 km (7% do litoral brasileiro), abrangendo 34 municípios que abrigam até 337 localidades onde ocorre a pesca artesanal. A atividade pesqueira é praticada, em sua maioria, por meio de embarcações motorizadas. A pesca da tainha é a mais tradicional entre os pescadores artesanais, uma herança dos colonizadores açorianos, que usavam canoas de um pau só e redes de algodão.

Cerca de 8 mil pescadores têm renda baseada no litoral catarinense. Em 2012, período em que há dados analisados pela Fepesc, cada pescador capturou em média 272 kg de tainha durante a safra. Estima-se que a renda bruta individual foi de R$ 1.904,00 por pescador.

São reconhecidas três regiões de pesca de tainha em SC. Pouco mais da metade dos pescadores de tainha catarinenses são do sul (11 cidades, entre Passo de Torres e Palhoça). Cerca de um terço estão no litoral central (17 pontos na Ilha). Os demais estão concentrados ao Norte (14 municípios, entre Biguaçu e Itapoá).

(Do www.clicrbs.com.br)

EM BUSCA DO SABOR PERDIDO...


NA PRAIA...

Carros de banho em 1897, Santos!
  Era antiestético e vulgar se bronzear e mostrar o corpo na praia!

PESCANDO LÁ FORA!

A caça-de-malha, pesca que é feita por pequenos barcos motorizados, foi liberada domingo, dia 15!
E é ela que está dando um grande retorno para os pescadores artesanais!
Uma boa reportagem mostrando como é feita essa pesca!

DE OLHO NO PEIXE!


A esperança não pode correr antes da tainha! Na vigia, a camaradagem não dá trégua - Na espera e na espreita, esperando um rebojo grande que vai entrar essa semana!

(Foto do Luiz Carlos Pacheco, o Luizinho, direto da vigia Seo Domingos)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

FARTURA VAI ACABAR!

Fot: Aline Dair da Silva

Fartura da safra de tainha tem prazo para terminar, diz pesquisador

A fartura dos lanços de tainha no Estado tem prazo para teminar. Segundo o pesquisador Paulo Ricardo Schwingel, do Grupo de Estudos Pesqueiros (GEP) da Univali, a grande quantidade de peixes é resultado da falta de outono. O calorão em março e abril estendeu a permanência dos cardumes na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, e a chegada repentina do frio fez com que muitos grupos migrassem de uma só vez. Com a temperatura mais constante nos últimos dias, a tendência é que as capturas normalizem.

Os levantamentos feitos pelo GEP, em parceria com a Universidade Federal de Rio Grande, revelam que o estoque de tainhas na Lagoa dos Patos tem reduzido ano a ano. A adoção de um modelo de cotas de captura poderia proteger o peixe, sem desabastecer o mercado – mas para isso seria necessário um controle completo da captura no país, algo que não temos.repentina do frio fez com que muitos grupos migrassem de uma só vez. Com a temperatura mais constante nos últimos dias, a tendência é que as capturas normalizem.

(Do http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/)

domingo, 29 de maio de 2016

AS RAINHAS BORDADAS


A CENTENÁRIA "ESPÍRITO SANTO"

A canoa Espírito Santo tem muita história para contar. É a mais velha do Pântano do Sul.
Só com a família do Dário Coelho ela já está há quatro gerações, mais de 100 anos. E sempre na lida da pesca da tainha.
Mas antes de vir para cá, ela já tinha cortado muito mar na Caieira da Barra do Sul, do outro lado da ilha, onde provavelmente tomou forma no tronco de uma frondosa Figueira.

É uma "canoa bordada". "Canoa de borda alta". Já teve outros donos e outros nomes. O de Espírito Santo ganhou de Sêo Manoel Vicente, o Vidoca. Ele era avô do Dário e foi quem realizou a primeira Festa do Divino Espírito Santo no Pântano.
Hoje quem "patroneia" a canoa é o próprio Dário que, aos 50 anos, nem lembra quando foi que começou a pescar. Sempre esteve no mar, de frente para ele. Como a Espírito Santo, que passa todo o ano dentro do rancho na praia, esperando as tainhas chegarem...

 Lá no restaurante da família que, desde 1995, leva o nome de Restaurante Canoa Grande. Em sua homenagem.

Fotos Fernando Alexandre

sábado, 28 de maio de 2016

A "VIGIA" SÊO DOMINGOS

Foto Fernando Alexandre
Da parte mais alta das dunas, os vigias do Pântano do Sul passam todo o dia de olho no mar e nos peixes. De frente para o infinito, atentos a qualquer movimento que denuncie a existência de uma manta. E a tainha pode aparecer no arrepio, no amarelo, no vermelhão, no pulo, na aguada, na onda ou mesmo espanando. Quem sabia muito bem disso tudo era o Sêo Domingos, que por muitos anos foi o melhor dos vigias do Pântano do Sul. Os camaradas de pesca dizem que ele continua olhando o peixe lá de cima, da grande vigia. E em sua homenagem a “vigia” principal recebeu o seu nome.


Reportagem produzida pela Tv Barriga Verde, de Florianópolis, que foi ao ar no Jornal da Band dia 21/o6/2008



Morando no "rancho"
“Na ilha nós temos várias modalidades de pesca. Agora, nesta oportunidade, maio, junho, é a pesca da tainha. Os pescadores, como eu falei, eles deixam as suas pequenas lavouras e vão para a praia. Se estabelecem nos ranchos das canoas, aguardando o momento em que o vigia dá o sinal de que tem peixe manteado perto da praia. Eles ficam nos ranchos os dois meses, comem e dormem lá, eles fazem tudo no rancho
.”


(Franklin Cascaes - 1908/1983 - Artista, folclorista e pesquisador de cultura popular em entrevista a Raimundo C. Caruso em "Vida e Cultura Açoriana em Santa Catarina" - Edições da Cultura Catarinense - 1997


No Pântano do Sul, os pescadores não se mudam mais para os ranchos de canoa, mas passam todo o dia na praia. Alguns chegam a tirar férias de seus empregos na cidade nesta época do ano para participar da pesca da tainha. Na Vigia Sêo Domingos, eles ficam acampados "de soli parido a soli murrido".

AS TAINHAS?

Foto Stephan Kerkhofs/Shutterstock
Você sabe onde tem mais tainha no Brasil?

A tainha (Mugil liza) é um peixe encontrado ao longo de toda a costa brasileira. Não se sabe quantas populações existem ao Norte do Rio de Janeiro, mas, o "estoque sul de tainha" é o mais abundante e se distribui entre São Paulo e o norte da Argentina.

Esse estoque, ou população, é também o mais explorado e representa em torno de 95% dos desembarques, por isso, ele tem extrema relevância econômica, socioeconômica e cultural, já que sua pesca é uma das mais tradicionais do país.
Além de sua importância econômica, a tainha também possui grande importância ecológica, porque serve de alimento para outras espécies de peixes, além de transportar energia e nutrientes entre ecossistemas marinhos e estuarinos. Portanto, a manutenção dessa população em patamares saudáveis é extremamente importante para o pais e para a região.

PROTESTOS & TAINHAS

Junho de 2013 - Manifestações em Florianópolis protestando contra as tarifas de ônibus chega a ponte gritando!

"NÃO É LADAINHA, ESTA TARIFA ESTÁ MAIS CARA QUE TAINHA."

A TAINHA É MINHA PRAIA!


"Esporão de Bagre", banda do Ribeirão da Ilha, com participação especialíssima da Comandante Zenaide, timoneira do "Pedacinho do Céu" e pescadora de tainhas no Pântano do Sul!

Guitarra Solo, Violão e Coro: Helinho Calandrini / Bateria: Matheus Passos / Baixo e Guitarra Base: Tiago Alves / Voz: Mirela Carpes


sexta-feira, 27 de maio de 2016

ALERTA NA MARICULTURA

Testes apontaram a presença de toxina diarréica (DSP) nos moluscos
Foto: Marco Favero / Agência RBS
Estado interdita cultivo e proíbe consumo de ostras, mexilhões e berbigões em Santa Catarina

Exames apontaram a presença de toxinas que causam intoxicação alimentar

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca interditou por tempo indeterminado as áreas de cultivo de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Santa Catarina, proibindo a retirada, comercialização e consumo devido à presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar. 

Exames realizados pelo Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC detectaram a presença da toxina diarréica (DSP) em cultivos da localidade de Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis, e também na produção de moluscos da Enseada do Brito, em Palhoça,Ganchos de Fora, em Governador Celso Ramos e Laranjeiras, em Balneário Camboriú.

Novas coletas de ostras e mexilhões serão realizadas para monitoramento das áreas de produção e os resultados dessas análises definirão a liberação ou manutenção da interdição das áreas afetadas. 

A expectativa é de que as toxinas produzidas pelas algas desapareçam em alguns dias, não gerando prejuízos financeiros para os maricultores porque a produção permanecerá na área de cultivo. 


Segundo a Secretaria de Agricultura e Pesca a interdição de todo o litoral catarinense é necessária para preservar a saúde pública, já que existe a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves estar ocorrendo de forma generalizada. 

As instituições públicas responsáveis pela fiscalização sanitária do comércio, inspeção de produtos de origem animal, pesquisa e extensão e diagnóstico foram comunicados para que tomem providências nas suas áreas de atuação.

Histórico

A presença de Dynophysis é conhecida em Santa Catarina e por isso os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no litoral. Os últimos episódios de excesso de DSP no estado aconteceram em 2014, 2008 e 2007. 

A toxina diarréica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. 

Sintomas

Os sintomas causados pela DSP são diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais e se manifestam em poucas horas após a ingestão de moluscos contaminados. A recuperação do paciente se dá entre dois e três dias, independente de tratamento médico.

(Do www.clicrbs.com.br)

ESPERANDO AS ANCHOVAS!

Foto Fabio Santos & Carejó
A temporada da tainha 2016 ainda não está nem na metade, mas o pessoal de Passo dos Torres, Sul de SC, já está nos preparativos finais para a safra da anchova, que vem logo em seguida!

EM BUSCA DAS TAINHAS...


Pescadores artesanais, não motorizados, em busca de mantas (cardumes) que subiram ao norte da costa de Laguna-SC.
Esta temporada tem batido record de capturas de tainhas, sinal que as datas e normas aplicadas pelo Ministério da Agricultura e Pesca, visando o manejo desse espécie tão suscetível, esta funcionando.

(Foto e informações do Julio Cesar Vicente)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

NA ESPERA E NA ESPREITA!

Foto Fernando Alexandre
Valter dos balaios e o "Gauncho", camaradas da pesca da tainha no Pântano do Sul, continuam de plantão na  praia neste feriado!
Tentando olhar tainhas, através dos carros que voltaram a estacionar na praia, onde é proibido!

SEM TAINHA E COM COSTELA!


A "vigia" é sempre uma festa!

Ontem rolou uma costela na brasa, muita mentira e nenhuma tainha!!!

(Fotos e informações do Luiz Carlos Pacheco, direto da "Vigia Seo Domingos, nas dunas do Pântano do Sul - Exclusivíssimas para o blog TainhaNarde)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

NA ESPERA E NA ESPREITA...

Foto Fernando Alexandre
"Terezinha", canoa bordada do Pântano do Sul, patroniada pelo "Barrinha", continua em meia praia, esperando o ÚÚÚÚ!!!! para deslizar nas estivas, molhar a quilha e cercar o peixe!

SEGURO- DEFESO


Seguro-desemprego do pescador artesanal (SDPA) pode ter R$ 4,5 milhões de concessões irregulares. Ministério do Trabalho e Previdência Social deverá indicar as providências a serem adotadas para revisar as inconsistências verificadas.

O Tribunal de Contas da União realizou o acompanhamento do pagamento do SDPA, atualmente gerido pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Foram feitas auditorias em diversas bases de dados utilizadas na gestão dos pagamentos desse benefício, dentre as quais a relação dos cadastrados no Registro Geral de Pesca (RGP), a relação dos requerimentos do SDPA e a relação dos pagamentos realizados aos beneficiários do SDPA.

ESSA MARIA É FACEIRA...


Se é Maria, não sabemos. Mas que é faceira, não há dúvida.

Maria-faceira (Syrigma sibilatrix)

Ela pertence a família das garças e adora margens alagadas, ricas em vegetação, onde come insetos, sapos, ratos e peixinhos.
Pântano do Sul - Florianópolis - SC - Brasil.
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E AS TAINHAS CHEGAM AO RIO...


As tainhas já chegaram ao Rio de Janeiro, na Lagoa de Araruama, região dos Lagos!
De acordo com o Marlon Guimarães, nosso amigo Rildo, conhecido como "Galo" chegou hoje com aproximadamente 1 tonelada e meia de tainhas grandes!
  Há mais de 15 anos que não se via tanto peixe por aqui na lagoa de Araruama.

terça-feira, 24 de maio de 2016

TAINHAS E O SURF

Foto do Silézio Sabino 
Projeto de lei que proíbe o surfe durante a pesca da tainha em praias de Floripa é aprovado

Vereadores decidiram também que sistema de bandeiras será aplicado em todas as praias e reduziu o período de proibição da prática esportiva

Foi aprovado em primeira votação o projeto de lei que proíbe o surfe nas praiasBrava e Morro das Pedras, em Florianópolis, durante a safra da tainha. O documento, no entanto, gerou bastante discussão na Câmara de Vereadores na tarde desta segunda-feira e só foi aceito depois de algumas emendas. Além da proibição, a lei prevê que em todas as praias da Capital — com exceção da Mole e Joaquina, onde o surfe é permitido neste período — será usado o sistema de bandeiras, inclusive na Brava e Morro das Pedras. 
Projeto gerou discussão
Foto Charles Guerra / Agencia RBS

Através deste sistema, os pescadores colocavam bandeira vermelha quando não podia surfar no local e verde quando podia, para que a atividade não prejudicasse a pesca. Agora, as bandeiras serão definidas por pescadores, surfistas e Secretaria de Pesca diariamente. 

Outro acordo conquistado com a lei foi a mudança da data em que o esporte fica proibido nas praias: passa para 1° de maio a 10 de julho. Antes era de 1° de maio a 30 de julho. 

Antes desta lei, parte das praias Brava e Morro das Pedras eram permitidas para o surfe e outra parte para a pesca. Esta delimitação, no entanto, tem gerado confusão entre surfistas e pescadores, por isso a proibição total durante a safra.

— Não saí totalmente satisfeito, mas acredito que o mais importante agora é ter bastante divulgação entre as duas partes para evitar confusão — disse Ivo da Silva, presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina (Fepesc) ao fim da votação.

— Conseguimos ao menos flexibilizar a data e acredito que vai funcionar o sistema de bandeiras. O objetivo é apaziguar — avaliou Reginaldo Ferreira, presidente da Federação Catarinense de Surfe (Fecasurfe). 

O projeto foi aprovado por unanimidade e precisa passar por uma segunda votação, o que pode ocorrer ainda na terça-feira. 

(Do www.clicrbs.com.br)

NO RETIRO DOS PADRES!

Foto e informações da Ana Paula Ferreira
No Retiro dos Padres, em Bombinhas, uma das praias que mais se cercou tainhas nesta temporada, essa é a tabela oficial, lanço a lanço! 
50.298 Tainhas!

Festa na Praia!

MAR DE TAINHAS!

Foto Santi Asef
Vejam só a alegria do Rafael Mailton Mafra, de Bombinhas, mergulhando num mar de tainhas!



NA CORRIDA...

Foto Rancho du Cabo
Somente na última sexta-feira (20), cinco dia após a liberação da captura da tainha pela modalidade de emalhe anilhado, foram recebidas as licenças para que 67 embarcações pudessem iniciar a captura da espécie. 
O número total de embarcações permitidas é de 77 e problemas com os critérios exigidos pela legislação são a possível causa da liberação de um número inferior ao permitido de autorizações. A demora da publicação do prazo para Concessão de Autorização de Pesca Complementar para a captura de tainha com emalhe anilhado e a troca de governo ocasionou um atraso na liberação das licenças, atraso este muito negativo para os pescadores, uma vez que os cardumes encontravam-se parados na costa catarinense nos primeiros dias da abertura da safra para a modalidade.

Ainda assim, alguns pescadores saíram para a pesca sem as licenças temendo o afastamento dos cardumes até a sua liberação. Apesar dos desencontros a captura da tainha tem superado as expectativas do setor artesanal. O Farol de Santa Marta, em Laguna é até o momento a região de maior captura nas modalidades de arrasto de praia e emalhe anilhado. 
O setor industrial ainda aguarda a sua liberação para a captura no dia 1 de junho. A redução deste ano no número licenças (40 serão liberadas este ano) para o setor industrial, a demora da divulgação da lista das embarcações autorizadas e a chegada antecipada dos cardumes de tainha ao estado (comparado om os anos anteriores) são algumas das preocupações do setor industrial para a safra deste ano.

(Do http://www.observasc.net.br/)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

NA ESPERA E NA ESPREITA!

Foto Fernando Alexandre
Camaradagem do Pantusúli esta impaciente e um pouco descrente com a safra de tainhas 2016!
Mas o velho e vagabundo vento Sul já está lambendo as praias e encrespando as águas com os cardumes das "cabeçudas"!

E vai dar peixe!!!!

ÚÚÚÚ!!!!

SUPER-SAFRA

Foto: Luiz Carlos Correia, Especial

Tem mais tainha do que a demanda?

Pescadores artesanais capturaram 40 toneladas de tainhas no sábado na Praia da Sepultura, em Bombinhas. Em diversas praias da região o fim de semana foi farto para os pescadores – e chegou a faltar a caminhão para levar uma quantidade tão grande de peixes às peixarias. Na areia, elas chegaram a ser vendidas a R$ 5 para não “encalharem”.
Já dizem que esta é a melhor safra artesanal dos últimos anos. O que falta é controle – afinal, qual o sentido de se pescar mais do que o mercado pode absorver?

(Do http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/)

QUEM GANHA COM A TAINHA?


Em 3 semanas, pescadores capturam 980 toneladas de tainha em SC

Esta já é considerada uma das melhores safras dos últimos 20 anos. 
Temporada de pesca termina no dia 31 de julho no litoral catarinense.

Do G1 SC

A temporada da tainha começou há três semanas em Santa Catarina e os pescadores já comemoram uma das melhores safras dos últimos 20 anos. De 1º de maio até agora já foram capturadas 980 toneladas em todo litoral.

No sábado (21) em Bombinhas, no Litoral Norte, foram capturadas 45 toneladas, o que pelos cálculos dos pescadores passam de 30 mil peixes. A temporada vai até 31 de julho.

“Está sendo considerada uma das melhores safras dos últimos 20 anos. A Federação dos Pescadores de Santa Catarina (Fepesc) tinha uma meta: alcançar 1,8 mil toneladas na pesca artesanal. Nós já estamos revendo essa meta, porque vamos ultrapassar duas mil toneladas”, afirma Ivo da Silva, presidente da Fepesc.

Na praia do Campeche, em Florianópolis, o trabalho dos vigias se estende durante todo o dia. Com vento sul aumentam a chances de chegar novos cardumes, e por isso a canoa está sempre pronta. “É só eles acionarem uma vista de cardume, nós soltamos a rede e vamos puxar para a praia”, conta o pescador Getúlio Inácio.

Preços mais baixos
O aumento da oferta acabou baixando o preço nas peixarias. “A tainha custava R$ 28 o quilo com ova. Hoje o consumidor encontra por apenas R$ 15”, afirma o vendedor Aldo Silva.
Preço do quilo passou de R$ 28 para R$ 15
(Do www.clicrbs.com.br)

TAINHAS NO PANTUSÚLI

Na praia ainda não deu, mas na rua já chegou tainha!
Pântano do Sul, ontem à tarde!

LÁ NO FUNDO...


Em nossos mergulhos noturnos, é comum encontrar a raia-viola, tão mansa que pode se deixar tocar. Não o fazemos para não estressá-la.

As vezes estão em grupos, que durante o dia costumam se cobrir de sedimento, ficando completamente invisíveis. Mas esta defesa não tem utilidade diante das monstruosas redes de arrasto, e a sobrepesca as colocou na lista de peixes em perigo de extinção.

As fêmeas “grávidas” se concentram durante o verão para dar a luz a poucos filhotes que já nascem formados, num acontecimento que podemos descrever como um tipo de parto coletivo, numa maternidade submarina. Se forem pescadas neste fase, os filhotes são abortados e podem até nadar por uns momentos, mas costumam morrer logo.
Por isso é importante investigar o fundo do mar, na tentativa de encontrar pelo menos alguns destes santuários reprodutivos. Isto possibilitaria estabelecer mecanismos de proteção, dando segurança para as mães e seus filhotes durante este período sagrado.

Local: Ilha do Xavier - Florianópolis - SC - Brasil.
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DIZEM QUE ...

domingo, 22 de maio de 2016

TAINHAS DAS ALAGOAS

Trabalho científico se desenvolveu no Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) e a espécie analisada é a tainha Mugil liza, popularmente conhecida em Alagoas como curimã

Evolução do crescimento do peixe tainha da Lagoa Mundaú 
Em Alagoas

Um recente estudo científico desenvolvido pela pesquisadora alagoana Marcia Ferreira Sousa, tendo como alvo a tainha ou curimã da espécie Mugil liza da Lagoa Mundaú, constatou que as condições climáticas (períodos de estiagem e chuvoso) influenciam no ritmo de crescimento desse peixe tanto na fase adulta como na fase jovem. Verificou-se que na fase adulta a tainha Mugil liza diminui o ritmo de crescimento durante o período reprodutivo, que vai de junho a setembro, coincidindo com a estação chuvosa e a migração reprodutiva dos adultos para desovar no mar. Ela volta ao desenvolvimento normal de outubro até o período da reprodução seguinte. Para a tainha jovem, o crescimento diminui entre dezembro e fevereiro, no período da estiagem.

Denominada de “Determinação da idade e crescimento da tainha M. liza na Lagoa Mundaú”, a pesquisa foi tema de mestrado em “Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos”, concluído recentemente por Marcia Sousa, no Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), da Universidade Federal de Alagoas. Graduada pelo curso de Biologia, pelo Campus Arapiraca, Márcia afirma que, atualmente, é a única pesquisadora, que desenvolve estudos com tainha da espécie M. liza no estuário da Lagoa Mundaú.

O trabalho contou com financiamento da Capes e da Fundação de Amparo à Pesquisa em Alagoas (Fapeal), e para maior suporte científico teve a parceria da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), onde Márcia Sousa fez treinamento para leitura das marcas de crescimento dos otólitos (osso do ouvido interno do peixe). No recente Congresso Nordestino de Zoologia, em Maceió, a pesquisa recebeu o certificado de “Excelência Acadêmica”, e foi uma das premiadas no evento.

Além de verificar o ritmo do crescimento da tainha M. liza, a pesquisa objetivou também saber quais os fatores que estão influenciando o aumento ou a diminuição do crescimento da espécie, que está distribuída desde o Caribe até a Argentina. A tainha é alvo constante de pesca e por ser muito apreciada tem importante valor econômico. “No Brasil, o máximo de tamanho que a tainha atinge é um metro de comprimento e peso de até oito quilos. As tainhas capturadas na Lagoa Mundaú para o estudo foram de diferentes tamanhos e pesos, ou seja, de 7 cm a 78 cm de comprimento e de 11 gramas a cinco quilos de peso. Para nós, alagoanos, a tainha também é muito simbólica, pois está na nossa bandeira”, enfatizou Marcia.

Pesca desordenada

As atividades de campo para a captura da tainha em diferentes tamanhos, deram-se durante um ano, em toda a Lagoa Mundaú, desde o Pontal da Barra ao Vergel do Lago, e, nessa ação, contou com a importante parceria dos pescadores daquela região. A análise científica se desenvolveu no Laboratório de Ecologia, Peixe e Pesca (LAEPP), instalado no Museu de História Natural da Ufal, sob a orientação da professora Nídia Noemi Fabré, atualmente cursando pós-doutorado no Reino Unido.

Durante as atividades de campo, Marcia Sousa diz ter constatado que as tainhas da Lagoa Mundaú estão superexplotadas, ou seja, são alvo de pesca desordenada, sem período de defeso. Diz acreditar que parte disso ocorre por falta de conhecimento sobre o ciclo natural do peixe e de não haver também fiscalização dos órgãos competentes. “Os pescadores da lagoa têm na atividade de pesca o seu meio de subsistência e pescam constantemente com redes de diferentes malhas, inclusive com as conhecidas tarrafas. O que termina capturando peixes jovens, prejudicando o desenvolvimento normal da espécie. Além do mais há muita poluição na Lagoa, o que compromete ainda mais o ciclo de vida da população de tainhas no referido estuário”.

Existem quatro espécies de tainha em Alagoas, todas amplamente exploradas pela pesca artesanal. Elas representam 13% do total de capturas registradas pelo Ibama em 2007, aqui no Estado. Na Lagoa Mundaú, a M. liza é a mais capturada, pelo importante valor econômico que representa. “A tainha depende do estuário (lagoas) para completar o ciclo de vida. Ela utiliza o estuário para alimentação e crescimento e quando está apta a reproduzir migra para o mar, onde desova e os indivíduos juvenis migram em direção aos estuários fazendo o caminho inverso dos adultos. Para que não haja o comprometimento desse ciclo natural é fundamental que o estuário esteja em um bom estado de conservação".

Etapas
Para a coleta da espécie em diferentes tamanhos, foram utilizadas três tipos de rede. Para a captura de indivíduos adultos, a rede de espera, com de 1.500 metros de comprimento, três metros de altura e malha de 60 milímetros; a rede de cerco, com 700 metros de comprimento, três metros de altura e malha de 30 milímetros, para a captura de indivíduos jovens; e uma tarrafa de camarão de 12 braças e malha de 15 milímetros, para a captura de indivíduos juvens.

A pesquisa foi desenvolvidas em etapas minunciosas para determinar a idade e o crescimento da tainha M. liza. No Laboratório de Ecologia, Peixes e Pesca, os indivíduos coletados foram analisadas para identificação da espécie, sendo submetidos também à medição e pesagem. “A análise científica começa com a abertura do peixe para a verificação do sexo e o estágio de maturidade. O fígado, estômago e gônodas (ovas) também são retirados para pesagem, e o otólito (osso do ouvido interno do peixe) também foi extraído para leitura das marcas de crescimento. Estômago e fígado mais pesados, significa período de maior alimentação do peixe. O maior peso da gônoda (ova), indica o período reprodutivo da espécie adulta e a validação das marcas de crescimento nos otólitos indicam a idade do peixe", informou Márcia Sousa.

Importância e ampliação da pesquisa

Mesmo tendo como foco a determinação da idade e o crescimento da tainha M. liza, a pesquisadora diz que esse primeiro estudo apresenta subsídios para preservação do ciclo natural da espécie, tão importante na economia local. “É necessário propor planos de manejo, como o período de defeso, para que não haja o esgotamento do estoque da tainha. Outra preocupante consequência é comprometer economicamente a vida dos pescadores que têm na pesca o seu principal ou, provavelmente, o único meio de subsistência”, frisou.

Márcia informa que para a continuidade dos estudos com tainha foi firmada uma parceria entre o Laboratório da Ufal e a Universidade de Buenos Aires para verificar se a população da espécie M. liza da Argentina faz parte do mesmo estoque da Lagoa Mundaú, em Alagoas. “Na Argentina, o peixe não completa o seu ciclo natural, diferente daqui. Ele migra de lá para fazer a reprodução, mas até então os pesquisadores da Argentina não encontraram peixes juvenis em seus estuários, o que pode ser um indicativo que se trata de mesmo estoque pesqueiro”, disse Márcia Sousa, que pretende fazer o doutorado nessa linha de pesquisa.

PEIXE DE DEVOÇÃO!

Comentário de agora ha pouco no facebook

Claudia De Macedo Soares Tô indo prá Floripa e vou comer tainha até estribuchar. Kakakakaka

sábado, 21 de maio de 2016

SAIRAM AS LICENÇAS!

Famílias de pescadores de Floripa, Laguna, Imbituba, Garopaba, Pinheira e Governador Celso Ramos são beneficiadas Foto: Marcone Tavella / Agencia RBS

Liberadas 67 licenças para pesca de tainha com rede anilhada em SC 
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O presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina (Fepesc), Ivo da Silva, recebeu na noite desta sexta-feira (20) a notícia de que foram liberadas, pelo Ministério da Pesca, 67 licenças para a pesca da tainha com rede anilhada, que é a feita com barco a motor a partir de 800 metros da praia. No entanto, ainda falta a liberação de mais 11 embarcações.

— A partir da semana que vem, vamos de novo a Brasília para tentar liberar essas restantes. Ainda não sei qual o problema com esses barcos, mas vamos conseguir liberar _ espera Ivo. O pescador esteve na Capital Federal durante a semana para conquistar as permissões, mas a dificuldade era grande. Com a troca de governo, os funcionários foram exonerados, e não havia quem assinasse o documento.
A liberação beneficia famílias de pescadores de Florianópolis, Laguna, Imbituba, Garopaba, Pinheira e Governador Celso Ramos. Cada barco pode trabalhar com até seis pessoas. Mas o documento traz uma ressalva: só pode pescar com barcos que possuam casaria de proteção e não a habitada. A casaria é aquela pequena estrutura coberta onde os pescadores descansam.

A pesca artesanal da tainha com canoas de rede de arrasto começou no dia 1º de maio em Santa Catarina. Os pescadores de rede anilhada ainda aguardavam as licenças, mas alguns já realizavam a pesca, mesmo sem o documento.

De acordo com o Federação de Pescadores de SC, cerca de 340 toneladas já foram capturadas, a maior parte no Farol de Santa Marta, Laguna.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

AO MAR, SEMPRE...



sexta-feira, 20 de maio de 2016

ENQUANTO O PEIXE NÃO VEM...

Enquanto as tainhas não encostam aqui no Pântano do Sul, camaradagem melhora a infra-estrutura da "vigia", lugar onde durante todo o dia os vigias da tainha procuram peixes na imensidão infinita dos mares!
Agora, com a chegada da chuva, um pouco mais de conforto para todos!

ÚÚÚÚ!!!!

E os peixes ainda vão encostar!

(Fotos e informações exclusivas para o TainhaNarede do Luiz Carlos Pacheco)

ÚÚÚÚ!!!! - DEU PEIXE!!!

Foto Andréia Ribeiro
Fotos Fernando Alexandre
  
O "Maria Eduarda", bote do "Sêbo" - o Rogério - chegou atupetado de tainhas na manhã de hoje no Pântano do Sul!
Na praia, os cardumes estão sumidos, mas lá fora os barcos pequenos motorizados, caça de malha ou anilhados, estão matando peixe à reveria! 

A despesca das tainhas na areia é festa na praia!

ÚÚÚÚ!!!!

CHEGOU PEIXE!

Foto Fernando Alexandre
E já é da Armação!
O Daniel, dono do pedaço, Garante!

DEU PEIXE...

Fotos Fernando Alexandre
E a Tia Ilda, sempre na praia, foi preparar sua tainha!
Pessoal da caça-de-malha, sempre chegando com tainhas na praia!
Hoje, final da tarde, foi o Lôro, desembarcando com uns 300 quilos de tainhas!

ÚÚÚÚ!!!

Tá dando peixe!