terça-feira, 31 de maio de 2016

SUPER-SAFRA

Foto Salmo Duarte / Agencia RBS

Em um mês, pescadores capturam 1,6 mil toneladas de tainha em SC
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Parece história de pescador, empolgação de momento ou memória curta, mas a percepção de quem acompanha a safra da tainha desta temporada é de que nunca caiu tanto peixe nas redes do litoral catarinense. A impressão não é à toa: em um mês de pescaria, foram capturadas 1,6 mil toneladas nas praias do Estado.

O montante já supera toda a safra da pesca artesanal do ano passado, encerrada com 1,4 mil toneladas. Como ainda restam dois meses de pesca na temporada e a melhor marca recente é de 2007, com pouco mais de 2 mil toneladas, tem sido difícil não falar em recorde nas rodas de conversa à beira do mar. Caso a temporada termine com pelo menos 3 mil toneladas, o que a essa altura não é improvável, será a melhor de toda a série histórica da pesca artesanal catarinense, considerando as quatro últimas décadas.

– Vamos ultrapassar, acho que será um recorde histórico. Vai ultrapassar 2007 – anuncia o presidente da Federação dos Pescadores em SC (Fepesc), Ivo da Silva.

O que tem multiplicado as toneladas de tainha nesta temporada, destaca o presidente da Fepesc, não é uma onda de sorte. O tempo frio e os ventos em condições favoráveis têm feito a diferença, mas há um fator que nada tem a ver com o clima: esta é a primeira temporada em que as embarcações industriais efetivamente têm de esperar por um mês até lançarem as redes no mar.

Por força de uma portaria federal que disciplina a pesca da tainha, a atividade industrial só começa amanhã. 

A publicação já valia no ano passado, mas pescadores alegam que a restrição não foi seguida à risca na época porque o impedimento era recente e faltava fiscalização. A liberação de embarcações industriais também ficou mais rigorosa. Em 2014, 60 barcos tinham autorização para a atividade industrial. No ano passado, a permissão caiu para 50 e, nesta temporada, será reduzida a 40 embarcações. 

Sem os grandes no caminho em maio, os cardumes deixaram de ser capturados em alto-mar no início da migração. Assim, as tainhas chegaram em maior quantidade às praias do litoral catarinense. Em um único dia na terceira semana da temporada, pescadores de Florianópolis recolheram 34 toneladas do peixe nas praias do Santinho e Lagoinha. Também no mesmo dia, pescadores de Bombinhas capturaram mais de 46 mil tainhas. O cenário só não é ideal para quem vive do mar porque os peixes precisam ser vendidos rapidamente e a preços reduzidos, na medida em que aumenta a oferta.


Lei da oferta e da procura no preço 

Quem quer colocar uma tainha na mesa hoje paga, em média, R$ 12 o quilo, se a compra for longe da praia. Se a procura for mais próxima das comunidades pesqueiras, privilegiadas com as boas capturas, sai R$ 10. Com a ova incluída, o valor do quilo saía por R$ 12. Já a tainha sem a ova era vendida a R$ 8. No início da safra, o quilo chegava a custar o dobro dos preços atuais. É a lei da oferta e da procura. 

Números não têm consenso 

A atual temporada da tainha tem deixado os pescadores catarinenses de sorriso largo, mas ainda não está confirmado o recorde histórico. Isto porque, além de restarem dois meses de captura, as estatísticas são divididas entre a pesca artesanal, que já completa um mês, e a industrial, que só começa amanhã e corre o risco de não ser igualmente animadora. 

Também existem diferentes bases de dados das safras, com números diferentes umas das outras, desde a década de 1980. O chamado Plano de Gestão para o uso Sustentável da Tainha, concluído no ano passado por técnicos de órgãos federais, considera dados de quatro bases diferentes para montar um ranking das últimas quatro décadas de capturas. 

Com base no ranking organizado pelo plano é possível constatar que, desde o início da década de 1980, a safra catarinense não alcança mais a marca das 2 mil toneladas de tainha na pesca artesanal. Como a soma deste mês de maio já chega a 1,5 mil toneladas, há grande possibilidade de a safra atual superar as das últimas quatro décadas. 

Mas safras catalogadas pela Federação dos Pescadores de SC (Fepesc) desde 2003, paralelamente ao controle oficial, indicam números à parte, com diferenças de até 60%. Segundo o controle da Fepesc, o ano de 2007 teve um pico de 2,1 mil toneladas de tainha recolhidas na pesca artesanal. Assim, a expectativa agora é de pelo menos superar essa marca.

Estado com vocação para as tainhas

A costa catarinense tem 531 km (7% do litoral brasileiro), abrangendo 34 municípios que abrigam até 337 localidades onde ocorre a pesca artesanal. A atividade pesqueira é praticada, em sua maioria, por meio de embarcações motorizadas. A pesca da tainha é a mais tradicional entre os pescadores artesanais, uma herança dos colonizadores açorianos, que usavam canoas de um pau só e redes de algodão.

Cerca de 8 mil pescadores têm renda baseada no litoral catarinense. Em 2012, período em que há dados analisados pela Fepesc, cada pescador capturou em média 272 kg de tainha durante a safra. Estima-se que a renda bruta individual foi de R$ 1.904,00 por pescador.

São reconhecidas três regiões de pesca de tainha em SC. Pouco mais da metade dos pescadores de tainha catarinenses são do sul (11 cidades, entre Passo de Torres e Palhoça). Cerca de um terço estão no litoral central (17 pontos na Ilha). Os demais estão concentrados ao Norte (14 municípios, entre Biguaçu e Itapoá).

(Do www.clicrbs.com.br)

TAINHA PAULISTA





Pescaria em Ilha Comprida com música de Cláudio Fontana
Ilha Comprida, no litoral paulista, é uma das últimas áreas remanescentes da Mata Atlântica e um dos últimos ecossistemas não poluídos do litoral brasileiro.Com uma área de 188,5 km². tem esse nome devido à característica peculiar de ter 74 km de extensão e, no máximo, 4km de largura em alguns pontos. Com 74 quilômetros de praias, áreas de mangues, sítios arqueológicos, matas, dunas e espécies raras de aves, a Ilha Comprida faz parte do Complexo Estuário Lagunar de Iguape - Paranaguá, que constitui um dos maiores viveiros de peixes e crustáceos do Atlântico Sul.

EM BUSCA DO SABOR PERDIDO...


NA PRAIA...

Carros de banho em 1897, Santos!
  Era antiestético e vulgar se bronzear e mostrar o corpo na praia!

PESCANDO LÁ FORA!

A caça-de-malha, pesca que é feita por pequenos barcos motorizados, foi liberada domingo, dia 15!
E é ela que está dando um grande retorno para os pescadores artesanais!
Uma boa reportagem mostrando como é feita essa pesca!

DE OLHO NO PEIXE!


A esperança não pode correr antes da tainha! Na vigia, a camaradagem não dá trégua - Na espera e na espreita, esperando um rebojo grande que vai entrar essa semana!

(Foto do Luiz Carlos Pacheco, o Luizinho, direto da vigia Seo Domingos)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

FARTURA VAI ACABAR!

Fot: Aline Dair da Silva

Fartura da safra de tainha tem prazo para terminar, diz pesquisador

A fartura dos lanços de tainha no Estado tem prazo para teminar. Segundo o pesquisador Paulo Ricardo Schwingel, do Grupo de Estudos Pesqueiros (GEP) da Univali, a grande quantidade de peixes é resultado da falta de outono. O calorão em março e abril estendeu a permanência dos cardumes na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, e a chegada repentina do frio fez com que muitos grupos migrassem de uma só vez. Com a temperatura mais constante nos últimos dias, a tendência é que as capturas normalizem.

Os levantamentos feitos pelo GEP, em parceria com a Universidade Federal de Rio Grande, revelam que o estoque de tainhas na Lagoa dos Patos tem reduzido ano a ano. A adoção de um modelo de cotas de captura poderia proteger o peixe, sem desabastecer o mercado – mas para isso seria necessário um controle completo da captura no país, algo que não temos.repentina do frio fez com que muitos grupos migrassem de uma só vez. Com a temperatura mais constante nos últimos dias, a tendência é que as capturas normalizem.

(Do http://wp.clicrbs.com.br/guarda-sol/)

ESPERANDO O REBOJO

Didi Grande ou Didi da Maria Jovita, o Delmi Elpídio Correia, experiente pescador da praia do Pântano do Sul e patrão da canoa "Mariposa", fala do que a camaradagem está esperando para a safra de tainhas deste ano e explica o que é rebojo, uma das palavras faladas pelos manezinhos da Ilha de Santa Catarina.

domingo, 29 de maio de 2016

TAINHA ESCALADA DA OSMARINA


Osmarina Maria Monteiro, 79 anos, é nativa da Lagoinha do Leste. Desde sua fundação é ela quem comanda a cozinha de seu restaurante, o Bar do Arante, no Pântano do Sul. Ela nos conta como escalar e preparar a tainha.

AS RAINHAS BORDADAS


A CENTENÁRIA "ESPÍRITO SANTO"

A canoa Espírito Santo tem muita história para contar. É a mais velha do Pântano do Sul.
Só com a família do Dário Coelho ela já está há quatro gerações, mais de 100 anos. E sempre na lida da pesca da tainha.
Mas antes de vir para cá, ela já tinha cortado muito mar na Caieira da Barra do Sul, do outro lado da ilha, onde provavelmente tomou forma no tronco de uma frondosa Figueira.

É uma "canoa bordada". "Canoa de borda alta". Já teve outros donos e outros nomes. O de Espírito Santo ganhou de Sêo Manoel Vicente, o Vidoca. Ele era avô do Dário e foi quem realizou a primeira Festa do Divino Espírito Santo no Pântano.
Hoje quem "patroneia" a canoa é o próprio Dário que, aos 50 anos, nem lembra quando foi que começou a pescar. Sempre esteve no mar, de frente para ele. Como a Espírito Santo, que passa todo o ano dentro do rancho na praia, esperando as tainhas chegarem...

 Lá no restaurante da família que, desde 1995, leva o nome de Restaurante Canoa Grande. Em sua homenagem.

Fotos Fernando Alexandre

FARSU VERANICU!


Foto Fernando Alexandre
Invernu sem muntu friu
Com um farsu veranícu
Nãu trás tainha na costa
I nem tainhóta nu riu
(Quadra popular registrada pelo prof. A. Seixas Netto no século passado)

AS TAINHAS E A TRIBO DO CAMPECHE

Sêo Chico

A ROTA DAS TAINHAS

Foto arquivo
UMA LONGA VIAGEM!!!


Tainha é o nome comum dado a vários peixes da família dos Mugilídeos. A que é pescada por aqui – Mugil Brasiliensis – é comum em todo o Atlântico Sul e encontrada desde a Argentina até o Rio de Janeiro e em várias partes do mundo.
Atingem até cerca de 1 metro de comprimento e 8 kg de peso, sendo mais comuns exemplares de 60 cm. Esta espécie passa grande parte de sua vida em regiões estuarinas. No outono os adultos abandonam o estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, e iniciam seu corso, migração reprodutiva ao longo da costa em direção ao norte, estimulada por quedas da temperatura com a entrada de frentes frias na região e em busca de águas mais quentes para desovar.
Viajando em grandes cardumes, já chegaram a ser pescadas na Ilha de Santa Catarina em lanços de até 200 mil peixes. Sua pesca é feita em todo litoral do Brasil.

É chamada também de Curimã ou de Bicudo no Nordeste e Norte brasileiros. Em Portugal é também conhecida por Muge, Mugem, Liça ou Fataça.

sábado, 28 de maio de 2016

A "VIGIA" SÊO DOMINGOS

Foto Fernando Alexandre
Da parte mais alta das dunas, os vigias do Pântano do Sul passam todo o dia de olho no mar e nos peixes. De frente para o infinito, atentos a qualquer movimento que denuncie a existência de uma manta. E a tainha pode aparecer no arrepio, no amarelo, no vermelhão, no pulo, na aguada, na onda ou mesmo espanando. Quem sabia muito bem disso tudo era o Sêo Domingos, que por muitos anos foi o melhor dos vigias do Pântano do Sul. Os camaradas de pesca dizem que ele continua olhando o peixe lá de cima, da grande vigia. E em sua homenagem a “vigia” principal recebeu o seu nome.


Reportagem produzida pela Tv Barriga Verde, de Florianópolis, que foi ao ar no Jornal da Band dia 21/o6/2008



Morando no "rancho"
“Na ilha nós temos várias modalidades de pesca. Agora, nesta oportunidade, maio, junho, é a pesca da tainha. Os pescadores, como eu falei, eles deixam as suas pequenas lavouras e vão para a praia. Se estabelecem nos ranchos das canoas, aguardando o momento em que o vigia dá o sinal de que tem peixe manteado perto da praia. Eles ficam nos ranchos os dois meses, comem e dormem lá, eles fazem tudo no rancho
.”


(Franklin Cascaes - 1908/1983 - Artista, folclorista e pesquisador de cultura popular em entrevista a Raimundo C. Caruso em "Vida e Cultura Açoriana em Santa Catarina" - Edições da Cultura Catarinense - 1997


No Pântano do Sul, os pescadores não se mudam mais para os ranchos de canoa, mas passam todo o dia na praia. Alguns chegam a tirar férias de seus empregos na cidade nesta época do ano para participar da pesca da tainha. Na Vigia Sêo Domingos, eles ficam acampados "de soli parido a soli murrido".

Tainha em crosta da própria ova

Foto Alavarélio Kurosso?RBS
Ingredientes
1 tainha de 2kg, cortada em filé com pele de 200 gramas e com a ova 
50 ml de manteiga derretida 
Sal e pimenta a gosto 

Modo de fazer 
1. Grelhe a tainha com o lado da pele para baixo
2. Tempere com sal e reserve. 
3. Retire a membrana da ova. Em seguida, misture a ova com a manteiga, sal e pimenta.
4. Coloque a mistura em cima do filé da tainha e leve ao forno a 200 graus por aproximadamente 7 minutos. Sirva em seguida acompanhada de arroz e pirão.

(A sugestão é do chef Alysson Müller)

NA LISTA DA PESCA...

Pirra Beto Brinhosa João da Baloca - Em memória! Mi
Fotos Andrea Ramos



AS TAINHAS?

Foto Stephan Kerkhofs/Shutterstock
Você sabe onde tem mais tainha no Brasil?

A tainha (Mugil liza) é um peixe encontrado ao longo de toda a costa brasileira. Não se sabe quantas populações existem ao Norte do Rio de Janeiro, mas, o "estoque sul de tainha" é o mais abundante e se distribui entre São Paulo e o norte da Argentina.

Esse estoque, ou população, é também o mais explorado e representa em torno de 95% dos desembarques, por isso, ele tem extrema relevância econômica, socioeconômica e cultural, já que sua pesca é uma das mais tradicionais do país.
Além de sua importância econômica, a tainha também possui grande importância ecológica, porque serve de alimento para outras espécies de peixes, além de transportar energia e nutrientes entre ecossistemas marinhos e estuarinos. Portanto, a manutenção dessa população em patamares saudáveis é extremamente importante para o pais e para a região.

PROTESTOS & TAINHAS

Junho de 2013 - Manifestações em Florianópolis protestando contra as tarifas de ônibus chega a ponte gritando!

"NÃO É LADAINHA, ESTA TARIFA ESTÁ MAIS CARA QUE TAINHA."

A TAINHA É MINHA PRAIA!


"Esporão de Bagre", banda do Ribeirão da Ilha, com participação especialíssima da Comandante Zenaide, timoneira do "Pedacinho do Céu" e pescadora de tainhas no Pântano do Sul!

Guitarra Solo, Violão e Coro: Helinho Calandrini / Bateria: Matheus Passos / Baixo e Guitarra Base: Tiago Alves / Voz: Mirela Carpes


sexta-feira, 27 de maio de 2016

ALERTA NA MARICULTURA

Testes apontaram a presença de toxina diarréica (DSP) nos moluscos
Foto: Marco Favero / Agência RBS
Estado interdita cultivo e proíbe consumo de ostras, mexilhões e berbigões em Santa Catarina

Exames apontaram a presença de toxinas que causam intoxicação alimentar

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca interditou por tempo indeterminado as áreas de cultivo de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões em Santa Catarina, proibindo a retirada, comercialização e consumo devido à presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar. 

Exames realizados pelo Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC detectaram a presença da toxina diarréica (DSP) em cultivos da localidade de Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis, e também na produção de moluscos da Enseada do Brito, em Palhoça,Ganchos de Fora, em Governador Celso Ramos e Laranjeiras, em Balneário Camboriú.

Novas coletas de ostras e mexilhões serão realizadas para monitoramento das áreas de produção e os resultados dessas análises definirão a liberação ou manutenção da interdição das áreas afetadas. 

A expectativa é de que as toxinas produzidas pelas algas desapareçam em alguns dias, não gerando prejuízos financeiros para os maricultores porque a produção permanecerá na área de cultivo. 


Segundo a Secretaria de Agricultura e Pesca a interdição de todo o litoral catarinense é necessária para preservar a saúde pública, já que existe a possibilidade de a contaminação dos moluscos bivalves estar ocorrendo de forma generalizada. 

As instituições públicas responsáveis pela fiscalização sanitária do comércio, inspeção de produtos de origem animal, pesquisa e extensão e diagnóstico foram comunicados para que tomem providências nas suas áreas de atuação.

Histórico

A presença de Dynophysis é conhecida em Santa Catarina e por isso os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) no litoral. Os últimos episódios de excesso de DSP no estado aconteceram em 2014, 2008 e 2007. 

A toxina diarréica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. 

Sintomas

Os sintomas causados pela DSP são diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais e se manifestam em poucas horas após a ingestão de moluscos contaminados. A recuperação do paciente se dá entre dois e três dias, independente de tratamento médico.

(Do www.clicrbs.com.br)

NA LISTA DA PESCA...


Em homenagem ao Odilon, o Didi, agora gelando nossa cerveja lá na grande vigia!


Murilo
Jorge Manoel da Juventina Morcego
Fotos Andrea Ramos

ESPERANDO AS ANCHOVAS!

Foto Fabio Santos & Carejó
A temporada da tainha 2016 ainda não está nem na metade, mas o pessoal de Passo dos Torres, Sul de SC, já está nos preparativos finais para a safra da anchova, que vem logo em seguida!

REDES BENZIDAS - AGORA VAI!

Fotos Andrea Ramos

Logo depois do falso apupo ecoar pela praia e becos do Pântano do Sul, Tia Ilda, a nossa benzedeira centenária - está com 104 anos - apareceu na praia. E como faz todos os anos, foi benzer as redes e canoas da pesca para que elas tragam muitas tainhas e fartura para todos. 
E também para que os céus protejam toda a camaradagem da pesca.
Simbolicamente , benzeu todas as redes e a canoa "Osmarina"!

Agora, sim - as tainhas vão encostar, e em grande quantidade!

É o que todos estão acreditando!

É fé em deus e olho no mar!
ÚÚÚÚ!!!!

As benzeduras e benzedeiras da ilha!

"Na região da Grande Florianópolis há uma rica bagagem cultural açoriana, enriquecida pela miscigenação das culturas indígenas e africanas, através da tradição e manifestações culturais e religiosas, além da afro-brasileira, alemã, italiana e dos índios guaranis. Presente nas regiões litorâneas da Grande Florianópolis, a cultura popular das benzedeiras com seu conhecimento mítico e mágico, rezas e receitas caseiras fazem parte de nosso cotidiano e ainda são procuradas pelas pessoas na busca da cura para seus males.
Repassadas nas famílias por geração, a cultura das benzedeiras é uma herança familiar. A benzedura é uma forma de afastar os males físicos e espirituais através da fé, invocando o poder de Deus, da Virgem Maria, dos Santos e as palavras certas rogando a cura. No ritual de benzedura são usados crucifixos, ramos verdes, gestos e sinais em forma de cruz traçada, na fala cantada, voz sussurrada e olhos fechados, a simbologia dos números, a força das palavras e o poder dos elementos da natureza.
 As benzedeiras contam que o mal olhado pode não ser intencional, mas a força maligna que sai do olhar da pessoa pode atingir animais e plantas. As benzeduras mais conhecidas são: de arca caída, de cobreiro, de susto, de afogado, de sangue, de pontada, de bucho virado, de espinhela, de sapo, de zipra, zipela e zipelão, calor de figo, de embruxado, de olho grande, de inveja, de umbigo quebrado, de mau jeito e mal olhado".

TAINHA PORTUGUESA, COM CERTEZA...


Tainhas da Roca em Forno a Lenha

Ingredientes: Para 4 pessoas

* 1 tainha de kg ;
* 1,5 dl de azeite ;
* 750 g de batatas pequenas ;
* 2 cebolas grandes ;
* 2 dentes de alho ;
* 300 g de tomate ;
* vinho branco ;
* sal ;
* pimenta

*coentros


Num tabuleiro de barro de ir ao forno deita-se o azeite e as cebolas cortadas ás rodelas.Sobre as cebolas coloca-se a tainha escalada sem cabeça e sem a espinha central. Numa tigela deitam-se os alhos picados, o tomate sem pele e sem grainhas, os coentros e a pimenta. Mistura-se bem para fazer uma massa e barra-se a tainha interior e exteriormente com o preparado.
À volta do peixe colocam-se as batatinhas previamente polvilhadas com sal . Leva-se a assar em forno quente, regando o peixe de vez em quando com o molho que se vai formando e com o vinho branco.

SINAIS DO TEMPO!

"Quando o pé do espinheiro dá bastante flor
é sinal que é ano de boa safra de peixe".
(Dito popular praieiro)

EM BUSCA DAS TAINHAS...


Pescadores artesanais, não motorizados, em busca de mantas (cardumes) que subiram ao norte da costa de Laguna-SC.
Esta temporada tem batido record de capturas de tainhas, sinal que as datas e normas aplicadas pelo Ministério da Agricultura e Pesca, visando o manejo desse espécie tão suscetível, esta funcionando.

(Foto e informações do Julio Cesar Vicente)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

NA ESPERA E NA ESPREITA!

Foto Fernando Alexandre
Valter dos balaios e o "Gauncho", camaradas da pesca da tainha no Pântano do Sul, continuam de plantão na  praia neste feriado!
Tentando olhar tainhas, através dos carros que voltaram a estacionar na praia, onde é proibido!

SEM TAINHA E COM COSTELA!


A "vigia" é sempre uma festa!

Ontem rolou uma costela na brasa, muita mentira e nenhuma tainha!!!

(Fotos e informações do Luiz Carlos Pacheco, direto da "Vigia Seo Domingos, nas dunas do Pântano do Sul - Exclusivíssimas para o blog TainhaNarde)

MARAZUL

Foto Fernando Alexandre

NA LISTA DA PESCA - A CAMARADAGEM

Foto Fernando Alexandre

Enquanto esperam as tainhas encostarem para o cerco, na porta do rancho o patrão Didi Grande confere a lista dos camaradas que pescam na canoa "Mariposa"!
No Pântano do Sul




quarta-feira, 25 de maio de 2016

DE SÓLI PARIDO A SÓLI MURRIDO!

 
No mar, no infinito que os olhos experientes dos vigias da tainha alcançam, não tem peixes!
Mas a "vigia" Seo Domingos, no alto das dunas do Pântano do Sul, não pára!

Desde que o dia nasce, o primeiro "aparado" é feito e as tarefas e atividades coletivas começam!
A faxina é feita, o almoço preparado no novo fogão à lenha  (ontem foi picadão de carne), o "Ni manda um café pra rapaziada e o telhado é reformado pra proteger da chuva e dar mais conforto!

O  papo e as brincadeiras não dão chance pro desânimo nesses dias em que as tainhas estão em todo o litoral de Santa Catarina, menos no Pântano do Sul!
E ainda sobra tempo, inclusive, pro  Roberto dar sua contribuição à natureza e replantar a vegetação da restinga!
Com peixe ou sem peixe, a "vigia" resgata o espaço de amizade e convivência que normalmente fica esquecido em alguma ilha deserta da memória durante todo o ano!
A vigia é sempre uma festa!

(Fotos e informações exclusivas para o TainhaNarede do Luiz Carlos Pacheco )

NA ESPERA E NA ESPREITA...

Foto Fernando Alexandre
"Terezinha", canoa bordada do Pântano do Sul, patroniada pelo "Barrinha", continua em meia praia, esperando o ÚÚÚÚ!!!! para deslizar nas estivas, molhar a quilha e cercar o peixe!