segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

PRIMEIRA VIAGEM

O Kasato Maru chegou a Santos em 18 de junho de 1908, trazendo 785 imigrantes
Folhapress 

Navio que trouxe japoneses ao Brasil será resgatado por expedição russa

JULIANA COISSI
DE CURITIBA

Ele nasceu inglês, foi comprado por russos e tomado por japoneses. Passou por duas guerras até parar no fundo do mar. Antes, serviu de hospital e fábrica. Transportou carvão, soldados, sardinha. Para os brasileiros, seu papel mais importante foi o de trazer os primeiros 781 imigrantes japoneses ao país, no longínquo 1908.

A história do navio Kasato Maru, símbolo do início da comunidade japonesa no Brasil, está prestes a ser resgatada. Literalmente.

A pedido de brasileiros e por intermédio da Embaixada da Rússia em Brasília, integrantes da Sociedade Geográfica Russa, instituição de pesquisas do país, devem mergulhar em julho nas águas geladas perto do estreito de Bering, onde o navio afundou, em 1945, para remover suas peças e trazê-las ao país.

Ainda não se sabe quais itens estão preservados depois de 71 anos sob as águas do mar, mas envolvidos no projeto almejam recuperar âncoras, leme e utensílios como metais e louças.

O acervo encontrado será exposto em Moscou e outras cidades russas e deve desembarcar em 2017 no porto de Paranaguá, no Paraná.

O termo de cooperação científica para viabilizar a empreitada foi assinado neste mês pela Sociedade Geográfica Russa e o Itapar (Instituto Tecnológico e Ambiental do Paraná), órgão que ficará responsável pela guarda do material.

Segundo Acef Said, presidente do instituto, o destino final das peças ainda será definido com a comunidade japonesa no Brasil, mas algumas certamente serão enviadas a São Paulo e Curitiba, nos Estados que receberam maior número de imigrantes.

SONHO

Buscar a âncora do Kasato Maru é sonho antigo da comunidade nipônica, conta Said. Em 2005, perto do centenário da imigração, deputados federais descendentes buscaram ajuda da Rússia, onde o navio afundou. As tratativas, no entanto, não avançaram na época.

Em 2011, teve início uma nova tentativa de tornar a ideia realidade. De acordo com Said, que fez a interlocução para o resgate, foi o embaixador russo Serguey Akopov o responsável por encontrar a solução.

A alternativa foi ir além do caráter histórico e tornar o projeto uma expedição científica, que aproveitasse para estudar, por exemplo, biologia marinha e efeitos do aquecimento global.

Com este viés de pesquisa, foi possível que assumisse a expedição a Sociedade Geográfica Russa, entidade que tem como membro o presidente Vladimir Putin, além de navios e equipes de mergulho acostumados a pesquisas do gênero.

A intenção é envolver estudiosos dos dois países. Segundo o primeiro-secretário da embaixada, Yuriy Mozgovoy, os custos da expedição ainda serão estimados.

"Foi uma decisão [da Rússia] por razão humanitária, cultural, de apoiar uma parte da população brasileira que fez esse pedido e de realizar esse sonho. Por que não?", disse Mozgovoy.

O gesto dos russos agrada brasileiros e japoneses.

"É um navio muito simbólico para nosso imigrante porque foi o primeiro. Vários vieram depois, mas ele foi o pioneiro", afirmou o cônsul Jiro Takamoto, do Consulado-Geral do Japão em São Paulo.

O órgão estima em 1 milhão o número de descendentes no país.

DO COMEÇO AO FIM

Por uma coincidência da história, a Rússia, mais uma vez, será personagem-chave na trajetória do Kasato Maru. É que foram os russos que compraram o navio, o afundaram duas vezes e, agora, irão resgatá-lo.

Adquirido de um estaleiro em Newcastle, no Reino Unido, em 1900, o navio nascido Potosi foi rebatizado de Kazan. Cinco anos depois, em uma batalha com japoneses, os russos, derrotados, decidiram não deixar a embarcação para os inimigos e a afundaram antes de fugir.

O Japão, porém, resgatou e consertou o navio. Depois, a embarcação foi incorporada à marinha imperial.

Em junho de 1908, o Kasato Maru desembarcou no porto de Santos (SP) com as primeiras famílias japonesas contratadas para a agricultura, em acordo feito entre os dois governos.

Em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, o navio afundou após ser bombardeado por aviões russos perto da península de Kamchatka. 

AH, LUANDA

Ilha de Luanda, com Carlos Burity,
cantor angolano da província do Moxico.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

TEM CINEMA NO PANTUSÚLI!



Oi crianças, adolescentes e famílias! Estão todos convidados para o primeiro Cinema na Comunidade no Pântano do Sul!!!

Na quinta-feira, dia 3 de março, depois das inscrições para as oficinas do Projeto Estrelas do Mar, assistiremos o filme "O Pequeno Príncipe"!!!!

Local: em frente a sede do Projeto Estrelas do Mar (Rua Abelardo Otacílio Gomes 193, Pântano do Sul)
Horário: das 18:30 às 20:30h

Teremos carrinho de pipoca gratuito!!!
Tragam suas cadeiras ou banquinhos!!!

Obs: em caso de mal tempo será transferido

MARES DE PORTUGAL


assim o vento
sou o que o vento
levará ao mar
depois de tanta terra

o meu tempo é
não foi nem será
é
e serei nele
os que comigo

chego súbito
como quem parte
sem despedida
assim o vento

(ahcravo gorim)

(torreira; regata das bateiras à vela; s. paio, 2014)

NÃO A MARICULTURA

Foto Rodrigo Kiko Bungus Ferreira
Comunidade diz não a maricultura na Praia do Matadeiro, em Florianópolis

A instalação de boias no mar do Matadeiro no mês de janeiro acendeu um alerta para um boato que há tempos desagrada os moradores da praia do sul da Ilha: uma fazenda de maricultura com 10 hectares vai ser instalada no canto esquerdo da praia, próximo ao costão.

A praia do Matadeiro, ao lado da praia da Armação, no sul da ilha, já sofreu importantes transformações ao longo do tempo que fizeram com que ela se descaracterizasse muito em relação a sua paisagem natural, com a ocupação irregular do espaço, poluição do rio Sangradouro, construção do molhe entre o Matadeiro e Armação, entre outros, mas nunca a ocupação do mar tinha sido cogitada ou ameaçada como agora, com a permissão pra instalação de uma fazenda de maricultura na região.

É sabido que a instalação de fazendas de maricultura trazem significativas mudanças ambientais pra região onde ela se encontra e seu entorno, provocando assoreamento, mudança no regime das correntes (que podem causar mudanças na orla adjacente), além de provocar o aparecimento de espécies marinhas e desaparecimento de outras.

Por isso geralmente essas fazendas são instaladas no interior de baias protegidas e que não sofrem influência de correntes e ondas fortes, o que não é o caso na praia do Matadeiro.

Santa Catarina produz 98% das ostras, vieiras e mexilhões do Brasil, segundo IBGE

Epagri explica o projeto

Apesar das reclamações de alguns moradores e pescadores locais, a Epagri garante que todo o processo foi realizado de forma correta, dentro da legalidade. O biólogo Felipe Matarazzo Suplicy, ph.D. em aquicultura do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Cepad), explica que o levantamento começou em 2003, em Brasília, com estudos de impactos ambientais regionais, social e econômico para o desenvolvimento da maricultura em todo o país.

Deste estudos surgiram Planos Locais de Desenvolvimento (PLDM), com instruções normativas a serem seguidas. Em 2005, a Epagri começou a elaborar o PLDM de Santa Catarina.

— Foram feitos estudos detalhados de cada município, levando em conta todos os fatores ambientais, socioeconômicos e logísticos para então serem demarcados os parque aquíferos. Também aconteceram audiências públicas nas câmaras de vereadores para apresentação do planos para 12 cidades de Santa Catarina e, em 2011, houve a licitação das áreas.

O biólogo explica que a licitação foi do tipo onerosa para empresários e não-onerosa para pescadores, e no caso do Matadeiro todos os licitantes foram pescadores, que tem a permissão para atuar por 20 anos renováveis por mais 20.

— O maricultor é um legítimo usuário da água, assim como o pescador, o surfista. O Ministério da Pesca cedeu os terrenos, os produtores têm o direito, os documentos, licenças e podem operar — esclarece.


(Do https://www.facebook.com/www.riozinho.net/)

O PAIS DO PESCADO





sábado, 27 de fevereiro de 2016

JÁ QUE O BERBIGÃO ESTÁ DE VOLTA...



BERBIGÃO COM MAMÃO VERDE 

Ingredientes
3 dentes de alho 
1 cebola média 
1 tomate médio 
200 gr de mamão verde 
300 gr de berbigão sem casca 
1/2 pimentão verde 
1/2 xícara de azeite 
2 colheres de extrato de tomate 
Cebolinha, salsa e alfavaca 
Coloral Cominho sal 

Modo de preparo
Cozinhe o mamão verde cortado em cubos, trocando a água duas vezes até ficar macio e reserve. Refogue o alho, a cebola de cabeça, o pimentão. Adicione o coloral e o cominho e acrescente o extrato de tomate. Em seguida coloque o berbigão e deixe cozinhar tudo por 10 minutos. Desligue e acrescente a cebolinha, a salsa e alfavaca para finalizar. Sirva acompanhado de pirão de nailon(farinha de  mandioca escaldada em água quente) e arroz branco.

A VOLTA DO BERBIGÃO

Berbigão voltou a aparecer na baía sul após período de escassez 
foto Fabrício Gonsalves/ND
Costeira do Pirajubaé lança campanha Berbigão para Sempre
Intenção é resgatar autoestima de famílias que dependem do molusco extraído da baía sul, em Florianópolis

Edson Rosa 
FLORIANÓPOLIS
O cardápio deste sábado (27) não oferecerá apenas o tradicional ensopadinho com chuchu ou os saborosos pasteizinhos preparados pelas desconchadeiras da comunidade, convocadas pela Associação Caminhos do Berbigão. Receitas tradicionais da culinária local estarão lado a lado com iguarias goumertizadas por chefes do Movimento Slow Food, à base do molusco que esteve desaparecido e começa a dar sinais de regeneração nas áreas da Reserva Extrativista do Pirajubaé, na baía Sul de Florianópolis — conhecida pelos pescadores como baixio das Tipitingas.

Criada para resgatar a autoestima da comunidade extrativista da Costeira do Pirajubaé, a campanha Berbigão para Sempre será lançada neste sábado, a partir dar 9h, no bloco de rancho de pescadores da Reserva Extrativista Marinha de Pirajubaé, no aterro da Via Expressa Sul.

A intenção é sensibilizar e mobilizar a cidade para a importância da recuperação do estoque natural do molusco, além de resgatar o orgulho do pescador, melhorando a qualidade de vida das famílias que vivem da extração.

Durante todo o dia serão realizadas atividades culturais e de lazer. Na abertura, depois da apresentação da mascote da campanha, será disputada corrida de canoa, seguida de apresentação de pratos à base de berbigão, de boi de mamão, maracatu e zumba.

Também serão realizadas oficinas de artesanato e de confecção de tarrafas e exposições de fotos e apetrechos de pesca e extrativismo.

Entre os órgãos públicos apoiadores, a Epagri/SC (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina), faz parte do conselho deliberativo da reserva extrativista, e mantém monitoramento permanente da qualidade das águas da baía sul.

“Nosso papel é consultivo e deliberativo, porque as decisões envolvem questões relativas à pesca e à atividade extrativista, que estão dentro da área de atuação da extensão e da pesquisa da empresa”, explica a líder do Programa Pesca e Maricultura da Epagri, Sirlei de Castro Araujo.

Pressão urbana e excesso de chuva ameaçam reserva

A produção de berbigão em Florianópolis caiu sensivelmente nos últimos anos. Entre as ameaças constatadas nas áreas de extração da reserva de Pirajubaé e à sobrevivência do molusco, a Epagri identificou a grande pressão urbana e longos períodos de chuva entre novembro de 2014 e fevereiro de 2015.

No entanto, também contribuem para a redução gradativa a sobrepesca e a falta de ordenamento pesqueiro, a baixa organização comunitária e ausência de uma estrutura apropriada para o beneficiamento do molusco e de seus subprodutos.

“Além disso, a captura de moluscos ainda juvenis e a dragagem de um dos bancos de exploração para a construção da Via Expressa sul, na década de 1990, acentuaram os problemas sociais nas comunidades extrativistas”, esclarece Larissa Stoner, gerente de Programa da Rare, entidade norte americana do terceiro setor que apoia as ações de recuperação ambiental das áreas de produção e é parceira da gestão da reserva extrativista e da Associação Caminhos do Berbigão no desenvolvimento da campanha.

Engenheiro de aquicultura e pesca formado na Universidade Federal de Santa Catarina, extrativista e presidente da Associação Caminhos do Berbigão, Fabrício Gonçalves é o coordenador da campanha.

Segundo ele, a continuidade da campanha prevê parcerias com instituições de pesquisas, como Epagri e a própria UFSC, para tentar o replantio do berbigão em áreas atingidas pela mortandade de 2014/2015. Outra intenção é rever as regras de manejo do molusco, que são ditadas por portaria do ICMbio e buscar um selo de qualidade para o produto.

Pratos para todos os gostos
(D
Um dos representantes do Movimento Slow Food em Santa Catarina e chefe especializado em moluscos, Fabiano Gregório explica que a ideia é misturar o conhecimento tradicional da comunidade da Costeira com métodos importados da Itália, por exemplo. “Lá, é mais comum a comercialização do produto vivo, com casca”, diz.

Além disso, o caldo extraído da fervura básica para elaboração de pratos mais sofisticados, como macarrão com vôngole, é envasado e vendido separadamente nos próprios restaurantes. O Movimento Slow Food é a mais nova integrante do conselho consultivo da reserva extrativista.

Para a analista ambiental do ICMBio (Instituto Chico Mendes da Biodiversidade) Laci Santin, chefe em exercício da reserva, este intercâmbio é fundamental para revalorização comunitária e do produto. “Trata-se da mais antiga base alimentar da sociedade litorânea, tem valor cultural imensurável”, diz.

Serviço

O quê: Lançamento da campanha Berbigão para Sempre
Quando: Sábado, 26 de fevereiro, das 14 às 17h
Onde: Sede da Resex Marinha de Pirajubaé, no bloco 1 dos ranchos de pesca da Via Expressa Sul, próximo ao elevado da Seta (João Câncio Jaques, 1.375, Costeira do Pirajubaé) em Florianópolis
Informações: (48) 9633-9043

(Do http://m.ndonline.com.br/)

DE ESTRELAS & ILHAS!


O Projeto Estrelas do Mar abre suas inscrições para as seguentes oficinas:

-Teatro -Filosofia -Habilidades Sociais
-Educação Ambiental -Brinquedoteca e biblioteca
-Filocinema

Dias de inscrições:
*quarta-feira, dia 2 de março, das 9 às 15:30h, na sede do Projeto Estrelas do Mar
*quinta-feira, dia 3 de março, das 9 às 11:30h e das 13 às 16h, na escola Severo Honorato da Costa (Pântano do Sul)

DE TAINHAS E REMADAS!



"Osmarina", rainha bordada do Pântano do Sul, canoa campeã de tainhas e remadas vai competir mais uma vez!

MAR DE PESCADOR

Peixes serão destinados à rede de banco de alimentos Mesa Brasil (Foto: Divulgação/Brigada Militar)

Operação apreende 40 toneladas de pescado em Rio Grande, RS

Duas embarcações de SC foram flagradas pescando em área proibida.
Operação foi realizada pelo Ibama, Polícia Federal e Patram.

Do G1 RS

Cerca de 40 toneladas de pescado foram apreendidas na tarde deste domingo (21) na praia de Hermenegildo, em Rio Grande, na Região Sul do Rio Grande do Sul. Duas embarcações de pesca de arrasto foram flagradas dentro das três milhas náuticas na costa, área onde a atividade é proibida.

Embarcações tinham registro em Santa Catarina
(Foto: Divulgação/Brigada Militar)

A irregularidade foi constatada por um sistema de rastreamento que monitora as embarcações. A operação foi realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), Polícia Federal e Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram). Aproximadamente 15 policiais e agentes do Ibama atuaram no flagrante.

Segundo o tenente Eliseu Foscarini, o pescado apreendido será destinado à rede de bancos de alimentos Mesa Brasil. As embarcações, registradas no porto de Itajaí, em Santa Catarina, também serão apreendidas.

Os envolvidos foram presos em flagrante e deverão pagar uma fiança de pelo menos 30 mil reais por cada barco. Eles também precisarão arcar com multa administrativa conferida pelo Ibama.

(Do https://www.facebook.com/oceanabrasil/)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

BOTANDO MAIS FOGO NESSE INFERNO!

Sol apareceu desde as primeiras horas do dia em FlorianópolisFoto: Guto Kuerten / Agência RBS

Temperaturas se aproximam dos 40ºC nesta sexta-feira em SC
Sol deve predominar ao longo do dia, com possibilidade de chuva no fim do dia

A sexta-feira será de muito calor em toda Santa Catarina. As temperaturas podem se aproximar dos 40ºC em algumas regiões do Estado, como o Litoral Norte. Assim como no dia anterior, o sol deve predominar. De acordo com o meteorologista Leandro Puchalski, do Grupo RBS, a sensação térmica deve ser ainda maior que a temperatura registrada nos termômetros.

— A umidade elevada faz a sensação de calor ser maior forte ainda. Devido ao calor e à umidade, segue a previsão de chuva de verão entre a tarde e a noite. Ou seja, chove numa área e não passa de ameaça numa região vizinha — afirma Puchalski.

Para o sábado, o calor ainda deve predominar, porém com aumento da nebulosidade, em especial no Oeste do Estado. De acordo com a Epagri/Ciram, ainda nesta sexta-feira, a temperatura pode chegar ao 39ºC no Litoral Norte do Estado. 
 (Do www.clicrbs.com.br)

NO CLIQUE!

Foto Fernando Alexandre

TÁ SUBINDO...



Nível do mar subiu mais nos últimos cem anos do que nos três milênios anteriores 

O nível dos oceanos subiu mais rapidamente ao longo do século 20 do que nos três últimos milênios, devido às alterações climáticas, indica um estudo publicado na segunda-feira. Entre 1900 e 2000, os oceanos e os mares do planeta subiram cerca de 14 centímetros por causa do degelo, principalmente no Ártico, revelaram os autores de estudos publicados na revista científica norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). 

Os climatólogos estimaram que, sem a elevação da temperatura do planeta observada desde o início da era industrial, a subida do nível dos oceanos teria correspondido a menos da metade observada nos últimos cem anos. O século passado "foi excepcional em comparação com os últimos três milênios e a elevação no nível dos oceanos acelerou nos últimos 20 anos", disse Robert Kopp, professor do departamento de Ciências da Terra da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, Estados Unidos. 
Segundo este estudo, feito a partir de uma nova abordagem estatística concebida pela Universidade de Harvard, em Massachusetts, nos Estados Unidos, o nível dos oceanos baixou cerca de oito centímetros entre o ano 1.000 e 1.400, período marcado por um arrefecimento planetário de 0,2 graus Celsius.

Atualmente, a temperatura mundial média está um grau acima do que a do final do século 19. Para determinar a evolução do nível dos oceanos durante os últimos três mil anos, os cientistas compilaram novos dados geológicos que indicam a elevação do nível das águas, como os pântanos e os recifes de corais, os sítios arqueológicos, além de dados referentes a marés em 60 pontos do globo nos últimos 300 anos. Estas estimativas detalham a variação do nível dos oceanos durante os últimos 30 séculos, permitindo fazer projeções mais exatas, explicou Andrew Kemp, professor de Ciências Oceânicas e da Terra da Universidade Tufts, em Massachusetts. 

Os investigadores também calculam que o nível dos oceanos pode aumentar "muito provavelmente" de 51 centímetros para 1,3 metro durante este século "caso o mundo continue a ser tão dependente de energias fósseis". Em 12 de dezembro, 195 países aprovaram o acordo de Paris, que prevê conter a elevação das temperaturas em dois graus acima da era pré-industrial. Se os compromissos conduzirem a uma eliminação gradual do uso carvão e dos hidrocarbonetos, o aumento do nível dos oceanos talvez não vá além de 24 a 60 centímetros, segundo o estudo. 

– Estes novos dados sobre o nível dos oceanos confirmam uma vez mais como este período moderno de aquecimento não é habitual, porque se deve às nossas emissões de gases de efeito de estufa – afirmou Stefan Rahmstorf, professor de Oceanografia no Instituto Potsdam de investigação sobre o impacto do clima, na Alemanha. 

*Agência Lusa

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

MAR DE GIUSEPPE STICCHI


Giuseppe Sticchi

MEMÓRIAS DO LOBO SOLITÁRIO


História sobre o submarino alemão afundado na costa catarinense será revelada em detalhes em documentário

Família Schürmann vasculhou o mar em busca do submarino, mas não obteve permissão da Marinha do Brasil para ingressar no interior

por Viviane Bevilacqua
viviane.bevilacqua@diario.com.br

Há exatos 70 anos — completados nesta sexta-feira — um hidroavião norte-americano bombardeou e afundou o submarino alemão U-513 na costa catarinense, em plena Segunda Guerra Mundial. A história sobre este gigante dos mares é fascinante e será revelada em detalhes no filme Em busca do Lobo Solitário, documentário que está sendo produzido pela Família Schürmann.

Os velejadores catarinenses, conhecidos por suas viagens de volta ao mundo a bordo do veleiro Aysso, durante cinco anos (três em terra e dois na água) trocaram a aventura nos sete mares pela procura incessante ao submarino afundado pelos Países Aliados. Tanto esforço teve sua recompensa: o U-513 foi encontrado pelos Schürmann — com a ajuda da tecnologia e de pesquisadores da Univali — no fundo do mar, a 85 quilômetros da costa leste de Florianópolis, quase intacto. Isso aconteceu no dia 14 de julho de 2011, numa profundidade de 135 metros. Mais tarde, a embarcação foi fotografada com o auxílio de um robô, e as imagens em instantes espalharam-se pelo mundo.

Todas as histórias incríveis da busca pelo submarino U-513, apelidado de "Lobo Solitário", estarão no filme/documentário, atualmente em fase de pós-produção. Vilfredo Schürmann e sua equipe buscam recursos para a sua finalização através da lei de audiovisual para filmes. Além disso, antecipa o capitão da expedição, deverá ser firmada parceria entre a Família Schürmann e o Grupo RBS para a realização de uma série para a TV sobre o U-513, após a conclusão da película, que terá duração estimada de 90 minutos. O roteiro é de Guilherme Stockler e o filme tem previsão de estreia para o primeiro semestre de 2014.

— Já temos 60% dos recursos, e agora estamos apresentando o projeto aos empresários catarinenses para captar o restante — informa Vilfredo.

Trabalho de equipe para encontrar o U-513

Vilfredo Schürmann soube da história do afundamento do U-513 na costa catarinense em 2002, e desde então se interessou pelo assunto. Começou as pesquisas, que se intensificaram a partir de 2006 quando toda a família e mais um grupo de pesquisadores voluntários entraram de cabeça no projeto.

— Passamos os últimos 11 anos pesquisando, entrevistando especialistas e pessoas envolvidas com a história desse submarino no Brasil, na Alemanha e nos Estados Unidos. Fizemos um levantamento de dados massivo, checamos e rechecamos informações, definimos uma área de busca, juntamos uma equipe de arqueólogos, oceanógrafos, biólogos marinhos e engenheiros que vestiram a camisa — relata Vilfredo.

Foram realizadas 18 saídas de barco, rebocando um sofisticado equipamento de detecção usado no mundo inteiro na localização de naufrágios. Segundo o capitão da expedição, o trabalho foi árduo.

— Não foi fácil. Enfrentamos mau tempo, quebras de equipamento e outros imprevistos, mas persistimos. E depois de dois longos anos varrendo o fundo do mar finalmente localizamos o submarino. Tivemos que ser muito cuidadosos para finalmente poder dizer: "sim, é ele." Uma notícia dessas corre o mundo inteiro, pois não é todo dia que se encontra um submarino alemão da Segunda Guerra Mundial escondido por quase 70 anos. Foi uma emoção indescritível — relembra Vilfredo, que se emociona ao lembrar-se daquele dia. O U-513 foi encontrado no dia 14 de julho de 2011, a 135 metros de profundidade.

Marinha não permite exploração do submarino

O projeto da Família Schürmann, a partir da descoberta do submarino alemão, era explorar o seu interior para poder estudá-lo. Depois, construir uma réplica e colocar dentro dela objetos retirados do U-513, como o enigma (máquina de códigos utilizada na comunicação entre os submarinos alemães), e abrir para visitação pública. 
A Marinha brasileira, entretanto, enviou ofício à Família Schürmann, em abril deste ano, negando a licença para explorar o interior do submarino. O U-513 só pode ser filmado por fora. As alegações oficiais são de que "não há qualquer interesse público que justifique a exploração" e que o submarino é um "túmulo de guerra", já que nele estão sepultados os restos mortais de 46 dos 53 tripulantes alemães da embarcação. Sete sobreviveram graças aos botes salva-vidas lançados por aviões americanos. Eles foram resgatados um dia depois do bombardeio pelo navio Tender USS Barnegat, dos EUA, que estava na costa catarinense.

— Não queremos polêmica. Já decidimos que não iremos explorar a embarcação. É pena, porque com flutuadores seria possível deslocar o U-513 para uma profundidade menor, de 35 metros, e transformá-lo num grande centro de turismo submarino, com mergulhadores de todo o mundo vindo a Santa Catarina — ressalta Vilfredo Schürmann.

Ficha técnica

Documentário: U-513 — Em busca do Lobo Solitário
U-513 In Search of the Lonely Wolf
Português, inglês, alemão / Documentário / digital / Cor
Diretor: David Schürmann
Cast: Família Schürmann
Produção: Schürmann Film Company
Local da Filmagem: Brasil, Estados Unidos, Alemanha
Sinopse: Documentário relata a busca realizada pelo velejador Vilfredo Schürmann, sua família e equipe pelo submarino alemão U-513, naufragado na costa catarinense durante a Segunda Guerra Mundial. O filme parte da busca pelo submarino bombardeado por um avião americano em 1943 para então ampliar a perspectiva e mostrar todas as circunstâncias relacionadas à este episódio. Serão apresentadas as razões que levaram o U-boat à costa brasileira, a batalha entre as Forças áreas americanas e a Marinha alemã na Segunda Guerra Mundial, como se deu o ataque ao U-513, o destino dos sobreviventes do naufrágio, depoimentos dos familiares dos envolvidos no acontecimento e curiosidades reveladas por meio das imagens submarinas da embarcação.
Previsão de estreia: Primeiro semestre de 2014

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

A história do Lobo Solitário, 70 anos depois


Foto Marinha do Brasil

Atlântico Sul, 19 de julho de 1943. 
Como hoje, 70 anos depois, era um dia nublado em Santa Catarina. Às 7h21, o hidroavião americano PBM 5 Mariner decolou do navio de apoio U.S.S. Barnegat, que estava em Florianópolis. A patrulha seria numa área a 60 milhas da costa, onde um cargueiro americano tinha feito seu último contato por rádio no dia 16, antes de ser torpedeado e afundar. 
A missão do piloto do hidroavião, o tenente-capitão Roy Seldon Whitcomb, era localizar e afundar o submarino alemão responsável. Por várias horas ele não viu nada, só nuvens e oceano. Às 15h30, surgiu um ponto no radar. 
Às 15h55, Whitcomb avistou um submarino navegando na superfície e iniciou o ataque. Manobrou o avião na direção do inimigo e começou a descer. Tentou esconder o PBM 5 atrás das nuvens, mas foi avistado pelo oficial que fazia a vigia na ponte do Unterwasser-Schiff 513 (U-513). 
A missão do capitão alemão Karl Friedrich Guggenberger, de 28 anos, era afundar qualquer navio aliado na rota entre Buenos Aires e o Rio de Janeiro. Desde 25 de junho, o U-513 havia atacado cinco cargueiros entre Santos e São Sebastião. Afundou três, dois americanos e um brasileiro, o Tutoya. Seriam suas últimas vítimas. 
Logo que soou o alarme, Guggenberger correu à ponte, avistou o hidroavião se aproximando e soube que era tarde demais para submergir. Ordenou o contra-ataque. Cinco marinheiros começaram a disparar o canhão antiaéreo de 37 milímetros. Outros dois operavam o canhão de 20 milímetros. Enfrentando o fogo antiaéreo, o avião americano mergulhou na direção do inimigo. 
 Quando estava quase em cima do U-513, a 15 metros da água, Whitcomb jogou seis bombas de 225 quilos. Duas acertaram o casco em cheio. O impacto abriu um rombo na proa do U-513. Dez segundos se passaram. Quando a coluna d’água erguida pelas explosões baixou, o submarino tinha sumido. Afundou imediatamente. 
Os 46 homens no interior não tiveram chance. Só os sete que estavam na ponte, e foram jogados ao mar, sobreviveram. Entre eles o capitão Guggenberger.
Dos quase mil U-boat, como eram conhecidos os submarinos alemães, construídos pela Marinha de Guerra nazista na Segunda Guerra Mundial, mais de 900 foram a pique, matando 40 mil tripulantes. Dez U-boat sumiram em águas brasileiras. Nenhum foi achado. O U-513 foi o primeiro.
  
 HEIL, HITLER!
Os homens do submarino U-513 acenam ao sair da base na França (à esq.). Herói de guerra, o capitão Guggenberger (no alto da foto) foi condecorado por Hitler (no centro da foto)
Guggenberger era um herói de guerra. Foi condecorado pelo próprio ditador Adolf Hitler com a Cruz de Ferro por ter afundado, em 1941, o porta-aviões britânico Ark Royal. Em 1943, quando o U-513 afundou, Guggenberger e seis marinheiros subiram no bote salva-vidas lançado pelo avião americano que os atacou. Permaneceram à deriva por quase um dia, até serem resgatados pelo U.S.S. Barnegat. Guggenberger tinha fraturado quatro costelas e um cotovelo. 
Ao ser interrogado, perguntou se o avião era inglês ou brasileiro. Ficou surpreso ao saber que era americano. 
“Ele mostrou muita coragem nos atacando”, disse, segundo um relatório da Marinha americana. Guggenberger não sabia que os americanos patrulhavam a região. Por isso decidiu permanecer com o U-513 na superfície e abrir fogo contra o avião, assumindo que “era brasileiro e iria fugir”

 Ponto Estratégico


Durante a 2ª Guerra Mundial, o Brasil tornou-se um ponto estratégico para a campanha das forças aliadas, pois servia de ponto de apoio para a Marinha americana no Atlântico Sul e fornecia provisões e insumos para a produção de material de guerra.
O Brasil era conhecido como a Sentinela do Atlântico e aqui foram instaladas pelos norte-americanos diversas bases navais e aéreas.
O Alto Comando Alemão dos Submarinos preparou, em 1943, uma ofensiva no território brasileiro. Essa ofensiva trouxe mais de 20 submarinos alemães que afundaram 49 navios. 
Pelo menos dez submarinos alemães afundaram na costa brasileira. Nenhum foi achado. 
O primeiro foi o Lobo Solitário, do capitão Friedrich Fritz Guggenberger, condecorado por Adolf Hitler com a Cruz de Ferro por ter abatido um porta-aviões inglês e capturado pelos aliados justamente em SC.
Sessenta e oito anos depois o submarino alemão U-513, que naufragou em 19 de julho de 1943 foi localizado pela família Schürmann nas proximidades de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catrina.Foram dois anos de buscas a bordo do veleiro Aysso para encontrar o material, encalhado a mais de 70 metros de profundidade.

A Marinha Brasileira considera um resgate importante da história o feito da família Schürmann, que encontrou na semana passada o U-513, submarino afundado na costa catarinense durante a Segunda Guerra Mundial.

— As pesquisas que eles estão fazendo vão nos auxiliar a conhecermos mais sobre o assunto. A Marinha vê isso de forma positiva — declarou o comandante da Capitania dos Portos de Santa Catarina, Claudio da Costa Lisbôa.
Desde o início da expedição em alto mar, em 2009, os Schürmann têm autorização da Marinha para fazer a pesquisa. O comandante Lisbôa diz que eles poderão fazer imagens do U-513 com o Veículo Submarino Operado por Controle Remoto (ROV), a próxima etapa do projeto. Mas, por enquanto, não têm autorização para tirar nada lá de baixo.

Caso queiram mexer no submarino, tirando algum objeto, por exemplo, os Schürmann precisarão de uma autorização para exploração. Isso porque, após cinco anos do naufrágio, os veículos passam a ser da União.
 



(Com informações do DC, Revista Época,  Univale e Instituto Kat Schürmann)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

ÁGUAS DE MARÇO

Maestro Tom e Elis, em 1974.

VERÃO DE OUTONO!

Foto Fernando Alexandre

Outonão ou Verono?
Não importa! Se o mar tá pra peixe, é caniço na mão e todo mundo no costão!

MAR DE KANDINSKY


Wassily Kandinsky - ''Rapallo Boats'', 1905.

BOTANDO ORDEM NO MAR

Foto phys.org

Qual a melhor forma de coibir a pesca ilegal? Para a Indonésia é com fogo. Nessa segunda-feira a Indonésia afundou 27 embarcações como forma de coibir a pesca ilegal em suas águas. As embarcações pertencentes à Filipinas, Vietnã, Malásia e Mianmar foram explodidas ou afundadas em cinco locais diferentes em todo o país, segundo a Ministra de Assuntos Marinhos e da Pesca da Indonésiada Susi Pudjiastuti. Os barcos de pesca foram capturados por agirem ilegalmente no maior arquipélago do mundo, com mais de 17.000 ilhas.

A Indonésia também tem mantido pulso firme com as embarcações locais, quatro delas também foram afundadas devido a falta de documentação para efetuar a atividade pesqueira. A Indonésia afundou barcos estrangeiros em várias ocasiões desde que o governo lançou a unidade de combate à pesca ilegal, após a alegação do presidente Joko Widodo de que a prática custa anualmente bilhões de dólares a economia do país. No entanto, a campanha tem causado tensões com outros países da região. China no ano passado expressou preocupação depois que um barco chinês foi explodido. Se essa moda pega por aqui hein!

(Via http://www.observasc.net.br/)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

NO MURO...



RADIO DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Rádio Costeira de Itajaí ajuda comunidade e empresas pesqueiras da região

Um dos meios de comunicação mais importantes à disposição dos pescadores, familiares e empresas pesqueiras, a Rádio Costeira funciona 24 horas por dia, com dicas de saúde e segurança, e transmissão de previsão do tempo de hora em hora. No último mês, a estação realizou quase dois mil contatos com 210 avisos meteorológicos e 120 dicas de saúde e segurança. Neste período também foram registrados 576 pescadores trabalhando, 92 recados comerciais e 19 recados particulares.

Segundo o responsável pela Rádio Costeira, Jairo Romeu Ferracioli, os horários de maior movimento foram das 6h às 12h, com 1.119 registros, sendo 459 de posição trabalhando. Em seguida, das 12h às 18h, com 357 registros, sendo a maioria de entrada e saída das embarcações.

No mês de junho a Rádio Costeira recebeu diversos visitantes que tinham interesse em conhecer a estrutura e o funcionamento do local, dentre eles, um guarda-vidas da Inglaterra, alunos do Curso Técnico de Pesca acompanhados pelo professor Tiago Pereira Alves, e dos encarregados das embarcações Squallus e Andremar. Além disso, o rádio amador e chefe de escoteiros, Plácido Marcondes, utilizou a Rádio Costeira por diversas vezes, mostrando ao grupo de escoteiros de Navegantes e Itajaí o que é como funcionam as transmissões de uma Rádio Costeira Marítima.

A emissora conta com seis equipamentos de frequência diferentes através das estações VHF (Canais 16 e 22) e SSB (Canais 4425.60 e 5300), que acompanham as regiões Sul e Sudeste do Brasil, desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. Seis funcionários se revezam em uma escala onde quatro trabalhadores executam o serviço em turnos diários de seis horas. A equipe conta ainda com um médico para atender os casos de emergência e um profissional da Univali que, de hora em hora, transmite as informações meteorológicas.

O serviço da rádio pode ser acompanhado pela internet através do site da prefeitura de Itajaí  (http://sepesca.itajai.sc.gov.br/radio.php). No site é possível digitar o nome da embarcação, por exemplo " Mar da Galiléia", e saber se os pescadores estão no mar e em qual cidade se encontram.

(De O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)

domingo, 21 de fevereiro de 2016

ILHAS DA ILHA


ILHAS
por José Luiz Sardá - Geógrafo

No litoral brasileiro, as ilhas são resultantes daquelas formações graníticas que não chegaram a se conectar entre si por meio de depósitos arenosos. 
As que circundam a Ilha de SC, fazem parte da plataforma continental e apresentam as seguintes configurações: 
As localizadas em mar aberto e expostas à ação do vento e do mar exibem costões rochosos com pouca ou nenhuma vegetação arbustiva, não dando condições para agrupamentos arbóreos significativos.

As localizadas no interior das baías e mais protegidas da ação eólico-marinha são recobertas por vegetação mais frondosa, pertencentes ao domínio da mata atlântica. As ilhas integrantes do município de Florianópolis são:
Ilha de Santa Catarina, Ilha das Campanhas, Ilha Badejo, Ilha Moleques do Sul, Ilha Mata Fome, Ilha das Aranhas Grande, Ilha das Aranhas Pequenas, Ilha do Xavier, Ilha do Campeche, Ilha da Pedra, Ilha das Laranjeiras, Ilha das Três Irmãs (Irmã do meio, Irmã Pequena e irmã de Fora), Ilha Moleques do Sul, Ilha Papagaios Grande, Ilha Papagaios Pequena, Ilha dos Cardos, Ilha Maria Francisca (Flechas), Ilha do Largo (Garoupa), Ilha Garcia, Ilha das Tipitingas, Ilha do Facão, Ilha dos Noivos, (Lamim), Ilha Três Henriques (Laje), Ilha Diamante, Ilha da Guarita, Ilha Perdida, Ilha Guarás Pequena, Ilha Guarás Grande, Ilha Ratones Pequeno, Ilha Ratones Grande, Ilha do Francês (Argentino), Ilha Fortaleza (Araçatuba), Ilha das Pombas, Ilha das Vinhas, Ilha do Abraão e Ilha das Conchas. 

Importante saber que as Ilhas da Fortaleza, dos Cardos, Moleques do Sul e as Três Irmãs fazem parte do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro conforme Decreto Estadual no. 1.260/75 e a Ilha do Papagaio pelo Decreto no. 2.336/77.

Mergulhe fundo e veja mais no

https://www.facebook.com/joseluiz.sarda

sábado, 20 de fevereiro de 2016

ARRASTANDO NO PÂNTANO DO SUL!

Foto Fernando Alexandre
E os barcos atuneiros - que pescam atum - continuam devastando a fauna marítima no Pântano do Sul!
Para pescar sardinhas e manjuvas vivas, que servem de isca, arrastam ilegalmente suas redes na baía! E sem respeitar nem os 200 metros estipulados pela legislação!
A prática é comum, quase que diária. E não adianta denunciar!
Fiscalização e punição para as grandes empresas pesqueiras e pros armadores não existe!

JACK, O MARUJO


- Qual é o limite do mar? perguntou o garoto. A África, ou o horizonte?

- O nosso olhar, disse Jack o Marujo.


MAR DE ILHAS


UMA RARIDADE: MAPA DE DESTERRO EM 1786

Um mapa de 1786. Tempo da Desterro. Atentem para a diferença na geografia do canal sul. A praia do sonho sequer existia. A praia da Pinheira seguia até dentro da baia sul. A ponta do Papagaio não existia. Eram três as ilhas...

Imagem e informações enviadas pelo colaborador Pereira Midas

Visite a FanPage da "Tribuzanas, Tainhas & Rabos de Galo", acessando oLink: https://www.facebook.com/tribuza

DE PEIXES


Peixes constrói e ancora o mundo sobre os seus sonhos. Abraça melancolias e tudo o que parece inaceitável para a maioria, pois sabe que a alma humana é muito maior do que a nossa compreensão geralmente apressada e tantas vezes superficial pode abarcar. Peixes é o profundo entendimento do outro, é a compaixão que flui com as águas da sua imensa sensibilidade.

O seu símbolo são dois Peixes, cada um nadando em uma direção, sugerindo a dualidade existente entre seu entendimento emocional e ação no mundo.

Peixes cria, imagina, acredita, se ilude, fantasia e sabe naturalmente que espírito e matéria fazem parte da mesma unidade e é a partir daí que pulsa o seu coração.

Peixes é a água que se espalha sobre um pouco de tinta criando os mais singulares contornos e transparências.
Fazer parte do que chamamos de mundo real é uma resistência que muitos piscianos têm como se estivessem lutando contra sua movimentação natural.

Frequentemente desconhecem que o exercício de alinhavar sonho e matéria, é o que pode trazer estabilidade ao seu universo. Pois é esta estabilidade que fará a diferença entre poder dar vazão a tantas inspirações ou ficar lamentando impossibilidades.

Viver apenas a objetividade ou apenas o sonho é uma dinâmica empobrecedora diante de tanta fertilidade. E aí surgem os piscianos perdidos, confusos, esquivos, com infinitas dúvidas, que acabam elaborando amortecedores que imaginam servir de rota de fuga perante o mundo, por não saberem nem como lidar com toda a sua sensibilidade e tampouco com sua habilidade de colocar o que produzem na roda da VIDA.

O uso abusivo de drogas, o excesso de comida, de sono, são alguns exemplos dos subterfúgios utilizados ao criarem paraísos artificiais, que só garantem mais dor, desconhecimento e desarmonia. Outra reação comum é a passividade, a doação desmedida e na sequencia o sentimento de ser vítima das próprias situações que acaba criando.

Como sempre, o melhor instrumento para o grande mergulho curativo, é o autoconhecimento. Investir em seu mundo interno, buscar seus tesouros e oferecê-los verdadeira e generosamente. Conscientes de que a empatia e a doação são seus grandes fios condutores.

(Da astróloga Mônica Bergamo)


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Tempo, tempo...

Passarada quando berra
marinheiro garra a terra

(Dito popular da Ilha de Santa Catarina)

MAR DE BALEIAS

Foto Projeto Baleia FRanca


O Porto de Imbituba em parceria com o Projeto Baleia Franca conquistou o 23º Prêmio Expressão de Ecologia, com o Programa de Pesquisa e Monitoramento das Baleias Francas no Porto de Imbituba e Adjacências, na categoria Conservação da Vida Silvestre. Certificado pelo Ministério do Meio Ambiente como a maior premiação ambiental da Região Sul do Brasil, o Prêmio Expressão de Ecologia conta com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e dos três órgãos ambientais públicos do Sul - SEMA/IAP (PR), FATMA (SC) e FEPAM (RS) - que têm representantes no seleto grupo de jurados, que elegeram o seu projeto entre as melhores ações ambientais do Sul.

A entrega do Troféu Onda Verde do 23º Prêmio Expressão de Ecologia ocorrerá durante o Fórum de Gestão Sustentável 2016. O evento será realizado no dia 26 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC, em Florianópolis (SC). O Programa de Monitoramento da Baleia Franca apresenta a finalidade de preservar o habitat natural desse animal, espécie migratória que utiliza a costa catarinense para acasalar, procriar e amamentar seus filhotes. Esse programa é realizado do período de 1º de julho a 30 de novembro, onde o litoral de Imbituba (SC) recebe dezenas de baleias. Saiba mais sobre o projeto Baleia Franca acessando aqui


(Do http://www.observasc.net.br/)