quarta-feira, 24 de abril de 2019

MAR DE POETA

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Silencioso como um rio
que se transporta ao mar
eu não conheço destino
que não seja navegar.

( Do Reinoldo Atem)

MOTOR DE PANO


A última frota à vela em operação no mundo
Os barcos à vela dominaram os mares desde tempos imemoriais, até a Revolução Industrial aposentá-los. Mas, se é sabido quando eles foram ultrapassados pela tecnologia do vapor,ninguém sabe exatamente quando começaram. Já, sobre o último modelo de navio à vela, é fato notoriamente conhecido. O que não se sabia é: qual foi a última frota à vela em operação no mundo?

Os clippers, último modelo de navio à vela

Os últimos modelos de navios à vela, antes do vapor, foram os clippers. Os primeiros apareceram depois da Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775–1783), no início do século XIX. Os clippers de Baltimore eram escunas desenvolvidas na Baía de Chesapeake. Seu auge foi em 1843 como resultado da crescente demanda por entrega mais rápida de chá da China. Foram usados com sucesso na descoberta de ouro na Califórnia e Austrália em 1848 e 1851.

O Cutty Sark, um dos mais famosos clippers da era da rota do chá. Hoje é um museu em Londres.

Canal de Suez, o golpe final nos clippers

O declínio no uso dos clippers começou com a introdução gradual do navio a vapor. Embora os clippers pudessem ser muito mais rápidos do que os primeiros a usarem vapor como propulsão, eles dependiam dos caprichos do vento enquanto os vapores podiam manter um cronograma. O golpe final foi o Canal de Suez, inaugurado em 1869, que criou um grande atalho para navios a vapor entre a Europa e a Ásia, ao mesmo tempo em que dificultava a navegação à vela. 
A partir deste ponto começa a era do motor. Aos poucos as velas foram sumindo do mar. Mas são raras as matérias sobre a última frota a usá-las.

Os bacalhoeiros portugueses

No início do século XIX os portugueses ainda usavam o modelo para pescar bacalhau nos mares boreais. A frota contava com mais de 300 lugres. Nos anos 50, restavam 32. Alguns, como o famoso Argus, fizeram suas campanhas anuais até 1970.
O lugre Avis. (Foto: navios e navegadores)

Conheça os Lugres

Em geral o comprimento era de cerca de 60 metros, largura em torno dos 9 metros, 4 mastros, e capacidade de carregar entre 900 e 950 toneladas de bacalhau salgado. A maioria tinha cascos de aço, poucos ainda eram de madeira. A frota dos anos 50 já incluía barcos híbridos, tinham um motor auxiliar além das velas. Cada um podia levar cerca de 60 pescadores.
O lugre Creoula, um dos ícones da pesca de bacalhau

Temporadas de pesca do bacalhau

As temporadas duravam seis meses. Os barcos saíam em comboio de Portugal e ilhas adjacentes, como os Açores, em abril; navegavam mais de 1.500 milhas até chegarem a São João da Terra Nova, capital da província do Labrador, onde começavam a pescar. Dependendo dos resultados ficavam por ali um bom tempo, ou subiam ainda mais, pescando no estreito de Davis, litoral da Groenlândia, já no círculo polar ártico. “Com sorte estariam prontos para voltar para casa em Agosto.” A saga foi registrada pelo escritor australiano Alan Villiers que, nos anos 50, se engajou a bordo do Argus e registrou em livro a difícil e perigosa pescaria.
Em vermelho S.João da Terra Nova. Mais acima, entre Groenlândia e Passagem do Noroeste, o estreito de Davis. (Ilustração: wikipedia)

A perigosa pesca do bacalhau

Era uma atividade extremamente dura, em mares tempestuosos onde a neblina era uma constante. Os lugres não contavam com radares. Além de bússola, tinham apenas um rádio de comunicação. Os comandantes procuravam os bancos de bacalhau e ali fundeavam. No meio do nada. Em seguida, os dóris, pequenos barcos de madeira com fundo chato, e largos para guardar o pescado, eram lançados ao mar. Um pescador em cada dóri. Eram movidos a remo e tinham uma pequena vela auxiliar. Eles se afastavam do navio até perderem-no de vista, então soltavam suas linhas, às vezes com 600 anzóis.

Um pescador por dóri. Ao fundo, o lugre.

Pescavam por cerca de 12 horas ininterruptas. Não levavam colete salva-vidas, nem comida extra. “Os pescadores mais ricos tinham uma garrafa térmica com café.”
Os dóris se afastando dos navios. (Foto, Eduardo Lopes)

O trabalho durava 15 horas por dia. Os pequenos dóris eram lançados n’água às 4 horas da manhã. Pescavam até encher os barcos de tal modo que mal flutuavam. Na volta tinham o trabalho de processar o pescado, salgá-lo e guardá-lo nos porões. Isso quando não eram pegos por tempestades repentinas como acontece com frequência nas altas latitudes.

Quando vinham as tempestades os dóris voltavam apressados para os lugres. Primeiro, tinham que desembarcar o peixe. Depois, os pequenos barquinhos eram içados para o convés com um guincho à força de músculos. Villiers descreve uma destas ocasiões: “o lugre oscilava tanto, os mastros abanando como pêndulos contra o céu, que cheguei a temer que alguns dos dóris fossem esmagados pelo casco do navio”.

Um dori descarregando em dia de mar calmo. (Foto: Alain Villiers)

Muitos dóris se perdiam, outros eram achados sem o pescador. Villiers diz que “em campanhas anteriores chegaram a encontrar dóris com os ocupantes mortos ainda a bordo”.

A pesca de bacalhau com arrastões

Alain Villiers conta que em 1920 chegaram aos bancos os arrastões franceses. Na década de 50 “havia mais de cem arrastões em atividade nos bancos, 44 franceses, 40 espanhóis e 26 portugueses”. O autor diz que os pescadores portugueses dos dóris ficaram inconsoláveis. “Com aquela quantidade de arrastões passando o pente fino, em breve deixaria de haver bacalhau, porque o fundo do mar estava sendo depauperado e os hábitos alimentares do peixe destruídos.”
Portugueses: os últimos a enviar uma frota de navios à vela

Numa passagem de seu livro, que bem poderia ser a final, Villiers escreve: “Estava escrito que tinham que ser os portugueses os últimos a enviar uma frota de navios à vela através do Atlântico Norte. Portugueses e noruegueses foram pioneiros das viagens longas neste oceano selvagem e perigoso”.

Neste vídeo você poderá ver como era a pesca do bacalhau:


Fontes:

A campanha do Argus – uma viagem na pesca de bacalhau, Alan Villiers, ed.Cavalo de Ferro.

Faina Maior – A Pesca do Bacalhau nos Mares da Terra Nova, Francisco Marques e Ana Maria Lopes, Quetzal Editires, Lisboa.

https://portogente.com.br/colunistas/silvio-dos-santos/85572-clipper-o-auge-da-navegacao-a-vela

https://en.wikipedia.org/wiki/Clipper


Homem do mar
Cabeça no ar
(Dito popular)

O BACALHAU DA CASA


Bolinho de bacalhau (ou abrótea) e mandioquinha

Rendimento: 40 unidades.Tempo de preparo: 2 horas, mais aproximadamente 12 horas para dessalgar o bacalhau. A abrotéa, por ser menos salgada, demora menos tempo para dessalgar.

Ingredientes
:: 1 cebola média em cubinhos:: 1 dente de alho bem picadinho:: 300 g de lasquinhas de bacalhau bem limpas e dessalgadas por aproximadamente 12 horas:: 400 g de mandioquinha sem casca em rodelas finas:: 1 ovo:: 1 colher (sopa) de farinha de trigo:: 1/2 xícara de salsinha, cebolinha e coentro picadinhos:: azeite de oliva:: sal e pimenta-do-reino moída:: 1 litro de óleo vegetal para fritar.

Modo de preparo

- Numa panela média, aqueça um fio de azeite e doure a cebola. Junte o alho, espere perfumar e adicione o bacalhau. Misture bem e deixe no fogo por uns cinco minutos, até a carne esbranquiçar.

Enquanto isso, coloque a mandioquinha numa panela com água fria e cozinhe até amaciar (espete com um garfo para testar). Depois escorra, descasque, esprema e coloque numa tigela.

- Misture a mandioquinha, o bacalhau, o ovo, a farinha e as ervas picadas até obter uma massa homogênea, acerte o sal e a pimenta e leve à geladeira por 30 minutos para firmar.
- Para moldar os bolinhos, unte ligeiramente com óleo a palma das mãos, pegue uma porção de massa com uma colher de sopa e enrole como um croquete ou uma bolinha, ou, se preferir bolinhos alongados e com cantos bem marcados, pegue uma porção de massa com uma colher de sopa, passe a massa de uma colher para outra raspando bem na borda para marcar o primeiro canto, então passe o bolinho de volta para a primeira colher para conseguir o segundo canto e depois passe de novo para a outra colher, fazendo o terceiro canto (se quiser, prepare os bolinhos com até 24 horas de antecedência, espalhe numa assadeira, cubra com filme plástico e guarde na geladeira, ou congele por até uma semana e frite ainda congelados).

- Para o bolinho não encharcar, aqueça o óleo numa frigideira grande, frite uns seis de cada vez, banhando sempre com uma escumadeira até dourar, então escorra e seque sobre papel absorvente (se preferir, asse numa assadeira untada com azeite por uns 20 minutos, no forno a 200º C, médio-alto, até que os bolinhos estejam dourados e crocantes).

*

("Bacalhau", livro de Heloisa Bacellar - Editora: DBA)

MAR DO TASSO CLAUDIO SCHERER

AS ÁGUAS VÃO ROLAR...

© AP Photo / Ramon Espinosa/AP
Preparem os coletes: Rio, Recife e Belém estão na rota de inundação das grandes geleiras

Estudo divulgado pela Agência Espacial Americana (NASA) aponta que o derretimento de geleiras nos polos Norte e Sul e da Groenlândia, provocado pelo aumento do aquecimento global, ameaça com inundações 293 cidades litorâneas no mundo, entre elas três em especial no Brasil: Rio de Janeiro, Recife e Belém.

As simulações, realizadas com avançados recursos de computação reversa e mapeamento geotérmico pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JetLab), mostram que o aumento dos oceanos, porém, não se daria de maneira uniforme. Pela simulação dos cálculos, se derretesse por completo, a Groelândia aumentaria o nível dos oceanos em seis metros, com consequências catastróficas para todo o planeta. No caso do Rio, o estudo mostrou que desde 2015 o nível do mar já cresceu 3,03 milímetros por ano. Desse total, 30% se devem ao derretimento da neve da Groenlândia.
© AP PHOTO / BRENNAN LINSLEY

Em entrevista à Sputnik Brasil, o oceanógrafo, engenheiro ambiental e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) David Zee diz que o estudo da NASA revela bem a gravidade do risco e do aumento da temperatura do planeta. Segundo ele, mesmo uma pequena variação de dois graus Celsius já seria o suficiente para a destruição de ecossistemas importantes, como as barreiras de corais e manguezais, fontes primordiais para o equilíbrio de toda a vida marinha. O especialista explica.

"O laboratório considerou as forças dinâmicas, o movimento da Terra. Imagine que temos uma bacia cheia d´água e que numa parte há gelo. Você vai aquecendo essa água e o gelo vai derretendo e o nível vai subir. Sobe por dois motivos: primeiro pelo aumento do volume da água e depois há também a dilatação térmica. Isso numa bacia de água parada, mas a Terra está em movimento, além da atração de Sol e Lua que atrai a água, o que provoca a maré."

Zee observa que esse fenômeno não seria igual em todas as partes. Em alguns pontos, segundo ele, a água subiria mais e em outros, baixaria. O oceanógrafo explica que na Linha do Equador existe uma força centrífuga que atua sobre todas as regiões do Atlântico, limitado a leste por Europa e África e a oeste pelas Américas. O derretimento da Groenlândia e da Antártida faz o volume excedente de água se confinar entre esses dois extremos.

"Em Recife e Belém, o desnível de maré nessa região é em torno de sete, oito metros e de um a um metro e meio no Rio de Janeiro. É como o efeito do carrossel. Se você está no centro com ele girando, praticamente não vê força nenhuma atuando. Ao contrário. Quanto mais se estiver nas extremidades mais se sente o efeito", diz o professor, acrescentando que, no caso do Rio de Janeiro, há ainda a questão do relevo, com a cidade espremida entre o mar e a montanha, fazendo com que possa ser maior o número de pessoas atingidas.

O oceanógrafo ratifica a precisão dos números do estudo pelos grandes avanços ocorridos nos últimos anos na parte de cálculos e projeções graças ao progresso da computação, permitindo a criação de máquinas cada vez mais velozes, propiciando a elaboração de muito mais cálculos em menor espaço de tempo e modelos matemáticos mais minuciosos, o que acontece também na meteorologia.

"Com a elevação do nível do mar, da temperatura, da capacidade de dilatação da água do mar e a geografia litorânea, ele (o modelo matemático) consegue prever como avançam determinadas ondas, sejam de maré, correnteza, pressão atmosférica e estimar os riscos dessa invasão das águas principalmente em áreas densamente ocupadas", diz o especialista, que alerta ainda para outra ameaça: a evasão de manguezais, desestruturando toda a cadeia ambiental de reprodução costeira.

terça-feira, 23 de abril de 2019

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

NEM TODA MOQUECA É BAIANA!

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MOQUECA CAPIXABA

• 1,5kg de peixe fresco (robalo, badejo,
• papa-terra, ou namorado)
• 3 maços de coentro
• 3 maços de cebolinha verde 
• 2 cebolas brancas (pequenas)
• 3 dentes de alho
• 4 tomates
• 3 limões
• azeite de oliva
• sementes de urucum
• pimenta-malagueta
• óleo de soja ou algodão
• sal fino

Modo de fazer: 

• Limpe bem o peixe, corte-o em postas de 5cm de largura, lave com limão e deixe-o em uma vasilha com água de sal fraca. Separe a cabeça para preparo do pirão. 

• Soque juntos o alho e o sal. 

• Em uma panela de barro (grande), coloque um pouco de óleo de soja ou de algodão (duas colheres) e azeite de oliva (uma colher) e adicione a massa obtida no socador, passando-a no seu fundo. 

• Retire as postas de peixe da vasilha com água e sal. Vire as postas de um lado para outro na panela, arrumando de modo que não fiquem umas por cima das outras. 

• Corte o coentro, o tomate e a cebola e coloque nesta ordem por cima das postas de peixe que estão na panela. Regue com azeite e suco de limão. 

• À parte, frite em um pouco de óleo quente uma colher (sopa) de sementes de urucum, depois de fritas, retire-as. Na hora de levar ao fogo para cozinhar, despeje um pouco deste óleo por cima do peixe, para dar cor. Quando começar a abrir a fervura, verifique o sal. Não ponha água, não vire as postas e cozinhe com a panela bem tampada. Vá verificando o paladar do sal e do limão. Deixe no fogo forte por 20 a 25 minutos. Balance de vez em quando a panela com auxilio de um pedaço de pano grosso para que as postas de peixe não agarrem no fundo. Quando for à mesa, salpique coentro picadinho. 

Como complementos da moqueca capixaba, são indispensáveis o arroz branco, o pirão e o molho. 
Vamos ao preparo:

Pirão
Use os mesmos temperos da moqueca, reduzindo-os à metade. Aproveite a cabeça do peixe ou uma das postas, previamente separada para este fim. Proceda da mesma forma, desta vez adicionando de três a quatro copos de água ao peixe. Quando estiver cozido, escorra e o desfie. Junte o peixe ao caldo novamente, deixe ferver e quando estiver no ponto máximo de fervura, vá jogando a farinha de mandioca, lentamente para não embolar, mexendo aos poucos com um garfo. Pronto o pirão, corte o coentro, e espalhe por cima antes de servir. 

Molho 
Amasse seis pimentas-malaguetas no suco de dois limões e três colheres de vinagre de boa categoria. Corte uma cebola em fatias bem finas, fazendo o mesmo com o coentro e as cebolinhas, misturando tudo à medida que for regando com o azeite. Se o molho ficar muito picante, coloque um pouco de água.

SE ALEMBRAM DAQUELE LANÇO?

Pesca da tainha na praia de canasvieiras em  1937 - Florianopolis SC.

MAR DE PESCADOR

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Tentando organizar a pesca de 2019!
Bom dia, aos Pescadores Artesanais, Presidentes de Associações de Pescadores Artesanais, Colônias e Sindicatos que representam este importante segmento que é a Pesca Artesanal de Florianópolis. A Pesca da Tainha sempre é um momento importante para os pescadores artesanais, por isso que estamos através da Comissão da Pesca da Câmara de Vereadores de Florianópolis, coordenada pelos Vereadores Renato e Marquito, CONVIDANDO a todos vocês para participar de uma reunião no dia 25 de Abril, quinta feira, às 14 hs no Plenárinho da Câmara de Vereadores de Florianópolis para tratar sobre os procedimentos e regras da Pesca da Tainha de 2019. As suas presenças são muito importantes para esclarecer e debater as demandas dos Pescadores Artesanais em relação a essa modalidade de Pesca. Aguardamos vcs na Reunião. Vereador Marquito.

PESCANDO COM OS BIGUÁS

Foto Michael Steverson
Temos que admitir, os chineses são realmente surpreendentes. A pesca com corvo-marinho é a prova da capacidade que este povo tem de tirar o maior proveito possível de tudo ao seu redor. As aves utilizadas neste tipo de pesca capturam os peixes e os guardam temporariamente no papo. E adivinhem a grande ideia que os chineses tiveram? Sim, é isso mesmo. Esta pesca consiste no treinamento de aves marinhas para que elas capturem os peixes e os tragam para o barco. As aves ficam aos cuidados e ensinamentos dos pescadores assim que saem dos ovos, e quando prontas os acompanham durante a pesca.

O treinamento consiste em acostumar estas aves a capturar peixes quando ordenadas e a voltar para a jangada quando chamadas por batidas de bambu na água. As jangadas utilizadas são feitas de bambus e carregam um grande cesto onde serão depositados os peixes. Sem a ordem do pescador nenhuma delas sai para a água. Normalmente cada pescador leva mais de uma ave e coloca uma para pescar de cada vez. Assim que o pescador percebe que a captura foi realizada, com a ajuda do bambu coloca o corvo-marinho, que também podemos chamar de biguá, na jangada e faz com que ele regurgite o peixe. Contudo, não acaba por aqui: para garantir que as aves não engulam os peixes maiores, anéis ou laços são colocados no final do papo das aves. Simples assim. O corvo-marinho é o equivalente do nosso biguá, também um exímio pescador, fato que só nos mostra o quão espertos são estes chineses. 
Veja o vídeo!

NA PRAIA...

Foto Ronald Simon 

domingo, 21 de abril de 2019

DANDO NOME...

Fotos Fernando Alexandre
Pântano Azul, Mar do Sul

MAR DE POETA


OUTRO OUTONO

Uma nuvem fina fia o horizonte,
paira no rosa de seus últimos
instantes, praia de pensamento.

A fragata flutua no crepúsculo
sem motivo, sem canto nem sentido.
Afirma apenas: seguimos vivos.

As ilhas também não nos perguntam
nada. Nem nos acusam. O vento sul
há três dias está se consumindo, sendo
só o que é, e não o que será.

Incline a cabeça em direção ao céu.
Confira este espaço, a nuvem fina
que já se foi, e a ideia da noite
ganhando volume e expectativa.
______
)
De "Experiências Extraordinárias" (Kan, 2014)

MANEMÓRIAS

Foto Amnésio Agudo dos Santos
Fim de tarde, anos 50: a noite chega de leve no Miramar e outros trapiches do centro da cidade que ainda era de frente para o mar.

LINHAS D' ÁGUA

Foto Fernando Alexandre

E O TEMPO VIROU...

Frente fria muda o tempo no domingo de Páscoa em SC

Próxima semana mais úmida e chuvosa

Domingo (21/04):
Tempo: do Oeste ao Litoral Sul, chuva com raios no decorrer do dia, moderada a forte em alguns momentos especialmente no Oeste e Meio-Oeste. Nas demais regiões, aberturas de sol com aumento de nuvens pela manhã e chuva na tarde e noite. Não se descarta o risco de temporal isolado.
Temperatura: mais elevada no Litoral e norte do Estado. No fim do dia, a temperatura diminui em SC.
Vento: noroeste a sul, fraco a moderado com rajadas.
Sistema: frente fria se desloca pelo Litoral de SC.

Segunda e terça-feira (22 e 23/04):
Tempo: instável com chuva em SC, mais persistente e moderada a forte em alguns momentos no Litoral, devido a formação de um sistema de baixa pressão próximo do Litoral de SC.
Temperatura: diminui em todas as regiões.
Vento: sul/sudeste, com variação para nordeste no Oeste e Meio-Oeste, fraco a moderado com rajadas no Litoral.

Quarta-feira (24/04):
Tempo: as nuvens diminuem e o sol aparece na maioria das regiões, no decorrer do dia. No Litoral Norte, chuva isolada na madrugada. No Oeste e Meio-Oeste, condição de chuva isolada na tarde e noite.
Temperatura: em elevação.
Vento: nordeste no Oeste e Meio-Oeste, e sudeste nas demais regiões, fraco a moderado com rajadas no Litoral.

TENDÊNCIA de 25 de abril a 03 de maio de 2019

Entre 25 e 26/04, tempo instável com chuva em todas as regiões, com maiores acumulados previstos para Oeste e Sul de SC, devido a um cavado (área alongada de baixa pressão) no Sul do Brasil. No restante dos dias, tempo mais seco com pouca chuva no Estado e temperatura mais baixa na madrugada, característica de outono. Até o momento, não há indicativo de massa de ar frio intensa em SC.

ÁGUAS PASSADAS...

Foto Fernando Alexandre
Águas e barcos se passam, desbotando aquarelas marinhas!

EXTERMÍNIO NAS ÁGUAS

Algumas espécies de tatatarugas estão entre as ameaçadas de extinção (Foto: Ecodebate)

Ministério da Agricultura quer fim da lista de animais aquáticos ameaçados de extinção

O Ministério da Agricultura enviou uma nota técnica ao Ministério do Meio Ambiente pedindo a suspensão da lista com mais de 400 espécies de animais aquáticos ameaçados de extinção que proíbe a pesca dessas espécies; argumento é que a lista geraria prejuízos econômicos


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) enviou uma nota técnica ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) pedindo a suspensão de uma lista com mais de 400 espécies aquáticas ameaçadas de extinção. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, que teve acesso ao documento publicado no ano passado, a lista identifica em diferentes graus de risco (vulneráveis, em perigo e criticamente em perigo) e proíbe captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização dos animais listados.

O argumento do Ministério da Agricultura é que a lista teve “repercussão negativa” no setor pesqueiro e que traria prejuízos econômicos.

“O Brasil deve se orientar pelos seus próprios critérios para definição e adoção das políticas públicas que afetarão a fauna e a todos os brasileiros e não por critérios de ONGs internacionais”, diz a nota técnica, assinada or Jorge Seif Júnior, secretário de aquicultura e pesca do ministério.

Publicada desde 2014, a lista segue a metodologia da UICN (União Internacional para Conservação da Natureza), entidade internacional respeitada mundialmente composta por governos, agências governamentais e ONGs.

O Ministério do Meio Ambiente ainda não se manifestou sobre o pedido.

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Andrea Ramos

sábado, 20 de abril de 2019