quarta-feira, 29 de julho de 2020

BALEIAS: A CAÇA NO BRASIL E EM SC




Foto Arquivo  
Algumas décadas após o descobrimento do Brasil, a Coroa Portuguesa já tinha conhecimento da enorme abundância de baleias nas praias da costa brasileira. O padre Anchieta as via das janelas do Colégio da Bahia: “Andar saltando...” 
Gabriel Soares, pouco depois, dizia que “eram tantas, bandos de dez, doze, fazendo tanto barulho, que aterrorizavam os barcos que navegavam...”

A presença delas era mais acentuada de junho a setembro e os olhos logo se voltaram para a baleia franca, a mais vulnerável das espécies, por viver muito próxima à costa. No entanto, a Coroa autorizou a caça à baleia no litoral catarinense somente na segunda metade do século XVIII. A caça à baleia no Brasil colonial permaneceu essencialmente costeira, estendendo-se da Bahia até Santa Catarina. 

Entre 1740 e 1742, estabeleceu-se a primeira armação, a de Nossa Senhora da Piedade, hoje município de Governador Celso Ramos. Depois foi instalada a da Lagoinha, em 1772, na praia da Armação em Florianópolis. 
A Armação de Itapocorói, região de Penha, surgiu em 1778 e as do sul apareceram praticamente juntas: a de Garopaba, entre 1793 e 1795; e a estação baleeira mais austral do Brasil, a de Imbituba, em 1796, também última a ser desativada, espantosamente apenas em 1973, quando a caça já estava proibida. A da ilha da Graça, próxima a São Francisco do Sul, foi a última a ser implantada, em 1807.

Foto Nunsey Dequein
Armação de Itapocorói, hoje. 

 “(...) Eu só me alembro dos tanque. Aquilo é do tempo do ‘Cirgião’ (...) Porque os negro matavam as baleia num lanchão grande, num baterão grande..., ia cinco, seis... quando a baleia tava boiada um muncado pulava em cima e largava o arpão; e com um cabo grande ia uma bóia e eles iam acompanhando, quando a baleia pegava a virá sarto tava morrendo. Diz que era assim, o meu pai contava; quando a baleia morria eles traziam a remo, tudo a remo (...)”
 Depoimento de Manoel Silva – ou Mané Silva, como é conhecido esse senhor que em 2003 completava 91 anos em Armação de Itapocorói (Penha) – em "MAR e SERTÃO". Livro de Pedro Bersi. Edição do Autor, Itajaí SC 2007 (ISBN 978-85-907080-1) .

Mergulhe mais fundo...

TEMPOS E VENTOS...


Foto Fernando Alexandre

Lestada, mar de rebojo.
Três dias de chuva de nojo!
(Dito praieiro da Ilha de Santa Catarina)

sábado, 25 de julho de 2020

MAR -CAIS

Ilhas de outono
prateiam tainhas
nas asas da luz
(Fernando Alexandre)

FIM DE SAFRA


A temporada 2020 da safra da tainha tem trazido boas notícias para pescadores, patrões de ranchos e consumidores. Nessa última quinta-feira (23) foi divulgado o primeiro balanço da pesca da tainha deste ano em Florianópolis, e os resultados foram positivos! A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Superintendência de Pesca, Maricultura e Agricultura, contabilizou cerca de 292 mil tainhas pescadas em arrasto de praia, cerca de 468 toneladas. 


terça-feira, 14 de julho de 2020

PÕE AI NA REDE...

cover photo, A imagem pode conter: oceano, céu, mesa, ar livre, água e natureza

Enquanto há vento, molha-se a vela!

Canoeiros e navegadores antigos conhecem bem este ditado! As velas eram todas de tecido - algumas até de fibra de cânhamo - e quando molhadas, fechavam os poros e o vento tinha mais resistência e dava força e velocidade na navegação!
Minha canoa andava um pouco avariada e a Simone Curi e outros amigos fizeram ela escorregar pelas estivas e ir pra água, molhar a quilha e lançar esta rede onde vocês postaram solidariedade, amizade, trabalhos, emoções e muitas coisas mais...!
Vocês foram e são a água e o vento que estão fazendo minha canoa navegar mais rápida e forte rumo ao infinito!
A todos vocês o meu muito obrigado! Com todas as palavras!

OLHANDO ILHAS, ESPERAMOS...


segunda-feira, 13 de julho de 2020

UM RITUAL...


...O vigia dá o sinal
e, logo, feita a tocaia,
pula tainha na praia.

É assim... um ritual...
Cada uma das contendas
guarda as suas oferendas....
(Fragmento de coroa de sonetos de Luís Ernesto Heilborn, em "Jardim do Brasil", Ed. Insular)

FIM DE SAFRA I

Fotos do zap-zap

Os dados ainda não são oficiais, mas segundo o Mapa da Tainha, 580 toneladas de tainhas foram capturadas na safra de 2020!

FIM DE SAFRA?


Fotos Murilo Lula Mariano

Como a pesca da tainha vai até o dia 30 de julho, quando começa o defeso da espécie pra reprodução, a camaradagem do Pântano do Sul continua ainda mobilizada!
Em meia praia, as canoas continuam aprontadas pra qualquer cardume que ainda apareça por lá!
Das quatro canoas da pesca, apenas a "Mariposa" voltou pro rancho. "Osmarina", "Terezinha" e "Espírito Santo" continuam na espera e na espreita!
Na vigia, lá no alto das dunas, praticamente não aparece mais ninguém, apenas um ou outro camarada pra fazer a manutenção do espaço!
Ontem, dia 12, apenas o camarada Luiz Carlos Pacheco, o Luizinho, foi matar as saudades e aproveitou pra tomar seu café da tarde com aquele visual inesquecível!
Na Praia do Santinho e outras mais ao norte, pequenos cardumes, com peixe misturado, foram cercados e arrastados!



Praia do Santinho

Mais para o Sul, na região de Imbituba, as canoas já estão sendo levadas de volta aos ranchos!

COVID -19









domingo, 12 de julho de 2020

OLHA O JAJIBO!

Ilustração de Andrea Ramos, para o Dicionário da Ilha -
Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina.

CAMINHOS...

Foto e descaminho do Fernando Alexandre

OLHANDO ILHAS, ESPERO...




ELAS CHEGARAM!!!


As baleias Francas que nos visitam todos os anos já estão em nossos mares acasalando, parindo e amamentando seus imensos filhotes!
O ciclo da vida!
Este ano, já foram registradas em vídeos e em fotos avistagens em
 Laguna, na praia do Mar Grosso, Gi, Sol e Itapiruba Sul.
Em Imbituba, na praia de itapiruba Norte, Vila,
D'água, Ribanceira, Ibiraquera e Rosa.
Em Garopaba, na praia da Silveira e Siriu,
Em Florianópolis, no Campeche e Morro das Pedras!
Por enquanto, por causa da pandemia #fiqueemcasa.
Em Setembro é a melhor época do ano para ver as baleias na  APABF - Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, litoral de Santa Catarina.
As operadores de turismo, confiando que até lá a situação geral estará mudada, já estão aceitando reservas para o espetáculo das avistagens! 

sexta-feira, 10 de julho de 2020

MAR DE PESCADOR

Neste documento audiovisual, foram registrados fragmentos das memórias e do imaginário do senhor Abílio João Roque. O entrevistado é natural de Laguna, pescador profissional, membro de uma comunidade tradicional pesqueira do Estado de Santa Catarina, que fica nos entornos da Lagoa do Imaruí.

Quando o urubu dobra,
boa coisa não vem...
(Dito popular)

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

DE POEMAS & QUARENTENAS

Resultado de imagem para mÃOS SUJAS

Colorindo infinitos 
Acreditando voar azul 
Sem lavar as mãos!
(Fernando Alexandre - quase outono 2020)

quinta-feira, 9 de julho de 2020

segunda-feira, 6 de julho de 2020

BAHIA BALEIA



(Guilherme Mansur, da série Bahia Baleia, do site www.cronopios.com.br ) Guilherme Mansur é poeta e tipógrafo. Publicou HAICAVALÍGRAFOS, BANDEIRAS - TERRITÓRIOS IMAGINÁRIOS, BENÉ BLAKE, BARROCOBEAT, BICHOS TIPOGRÁFICOS e GATIMANHAS & FELINURAS (em parceria com Haroldo de Campos). Vive e trabalha em Ouro Preto, Minas Gerais. E-mail: guimamba@gmail.com

MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre



O CANTO DAS BALEIAS

Foto IBF
Os sons emitidos pelas baleias francas que todos os anos visitam o litoral de Santa Catarina foram gravados pela primeira vez no Brasil, em Garopaba. Com o uso de um equipamento especial, um hidrofone, emprestado pela Universidade da Pensilvânia, técnicos do projeto Baleia Franca tentam entender a comunicação entre mãe e filhotes gravados com o aparelho. Atualmente há 670 baleias catalogadas no país.
"O barulho é semalhante ao mugido de vaca. Vamos pesquisar essa "conversa" entre mães e filhos", explica a bióloga Karina Groch, do projeto Baleia Franca, que agora estuda os registros para decifrar a comunicação.
A quantidade de francas no hemisfério sul quase dobrou em 15 anos. Antes eram 7 mil e agora são 13 mil. Esta espécie é dócil, lenta, pode alcançar 18 metros de comprimento e pesar 60 toneladas.Por isso elas eram alvo preferido de caçadores.
Os pesquisadores dos Estados Unidos e de Santa Catarina querem entender as diferenças da reprodução em um ambiente subaquático silencioso como o litoral do Estado e um cheio de ruídos como nos mares da Pensilvânia.

(Com informações do DC e projeto Baleia Franca)

TEM BERGAMOTA NA TAINHA

Unimos duas delícias do inverno catarinense numa receita surpreendente. É a Tainha com Clemenules. O vídeo mostra a iguaria assada na folha da bananeira, mas se fizer no forno, fica tão boa quanto.
As tainhas escamadas no Rio das Águas Frias e assada em nossa cozinha ao ar livre chegou aqui por meio de um escambo. Eles foram trocadas por uma caixa de Clemenules com o Milton Osteto, lá do Campeche.

MAR DE PESCADOR


domingo, 5 de julho de 2020

A NAU DOS INSENSATOS

Xilogravura de Sebastian Brandt, 1549

OLHANDO ILHAS, ESPERANDO O PEIXE...

Foto Fernando Alexandre

MAR DE BALEIAS

Instagram Post by Mais Garopaba 

COM MUITOS MACHOS

Resultado de imagem para bALEIAS francas acasalando
CONHECENDO A BALEIA FRANCA

A reprodução é poliândrica, ou seja, uma única fêmea acasala com vários machos. A maturidade sexual é alcançada por volta dos 7 anos. Em média, as fêmeas têm uma cria a cada 3 anos. Os filhotes já nascem com 5 metros e entre 1 e 4 toneladas. Nas primeiras semanas de vida, os filhotes ganham 50 kg e 3 cm por dia, em média. Crescer e engordar é importante para eles suportarem a viagem para a Antártida, ao final da temporada reprodutiva. Lá aprenderão a se alimentar de krill (Euphasia superba), uma espécie de crustáceo que vive em grupos de milhões de indivíduos e constitui a base da cadeia alimentar no Círculo Polar.

(Via Baleia Franca Imbituba - Passeios Ecológicos - AGENDAMENTOS: (48) 99948.224 (whats)

TEM ANCHOVA NA TAINHA!

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Os que não apreciam o sabor das "cabeçudas" gradas e ovadas que encostam em nossas praias nos meses de maio, junho e julho, costumam dizer que o melhor do tempo das tainhas é que depois vem o tempo das anchovas!
E elas já estão chegando!!!
Na praia do Santinho, ontem, dia 4 de julho, foram cercadas e arrastadas nas redes de tainha 1.360 peixes!

ÚÚÚÚ!!!!

(As informações e a foto são do NATIVOSDAPESCA, via zap-zap)