quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

NAVEGANDO HÁ 700 ANOS




CANOA ENCONTRADA NA LAGOA DE EXTREMOZ NO RIO GRANDE DO NORTE É O ARTEFATO NÁUTICO MAIS ANTIGO DO BRASIL

Em Janeiro de 2013 houve um período de seca no Rio Grande de Norte, o nível da Lagoa de Extremoz baixou, e um morador da cidade encontrou uma canoa. Depois de algum tempo ele encontrou mais duas. Com os rumores de que as canoas fossem levadas da cidade, o secretário de turismo as levou para a Fundação de Cultura Aldeia do Guajiru em Extremoz, onde ficaram expostas ao sol e a chuva durante muito tempo.

Um tempo lamentável de descaso se passou, até que uma equipe da Universidade de Pernambuco foi até as canoas para fazer o estudo de “datação”, que é a determinação da idade de um objeto. A expectava era muita grande para saber a idade real das canoas de Extremoz e a quem pertenciam.

Fizeram portanto o exame de Carbono 14 na Flórida, Estados Unidos. Quatro exemplares foram analisados além das canoas encontradas na lagoa como também uma outra canoa que está exposta no museu Câmara Cascudo. Os pesquisadores nomearam as canoas como Extremoz 01, Extremoz 02, Extremoz 03 e Extremoz 04.


Agora vem o mais impressionante. A Canoa Extremoz 01 tem 230 anos, Canoa Extremoz 02 tem 210 anos, Canoa Extremoz 03 tem 280 anos e a Canoa Extremoz 04, pasmem, tem 700 anos e é, até o presente momento, o artefato náutico mais antigo do Brasil. 


(Do http://curiozzzo.com/)

NAVEGANDO

Foto Murilo Mariano
Modelismo naval do Alexandro - Pântano do Sul

MAR DE VERÃO

Foto Fernando Alexandre
Ao Sol...

MAR DE RAIAS

Um colosso como esse jamais deveria ser retirado do mar. (foto: calamazista.com)

Indonésia cria santuário para raia jamanta 

Por
João Lara Mesquita


A Indonésia descobriu o óbvio: as raias manta valem mais vivas que mortas. Esses gigantes do mar encantam os turistas em qualquer parte do mundo. São gentis, deixam os mergulhadores se aproximar, algumas são imensas, por isso mesmo atuam como um chamariz para o rico ‘turismo de observação’. Assim, a Indonésia cria santuário para raia jamanta.

A Indonésia descobriu o óbvio: as raias manta valem mais vivas que mortas. Esses gigantes do mar encantam os turistas em qualquer parte do mundo. São gentis, deixam os mergulhadores se aproximar, algumas são imensas, por isso mesmo atuam como um chamariz para o rico ‘turismo de observação’. Assim, a Indonésia cria santuário para raia jamanta.

Em fevereiro de 2014 o governo indonésio informou que, a partir daquela data, não se pode mais pescar, e exportar as raias, em todo o arquipélago. Em seguida, a Indonésia cria santuário para raia jamanta. De acordo com pesquisa do jornal PLoS One, uma raia manta pode valer até US$ 1.000.000 durante todo seu período de vida graças ao turismo de observação. Mergulhadores adoram nadar ao lado destas imensas criaturas. Mortas, as raias podem valer de US$ 40 dólares, até um máximo de US$ 500 dólares.

Mais uma das espécies, esta tem a capacidade de saltar fora d’água

Conservation International, e Indonésia cria santuário para raia jamanta

Autoridades governamentais ficaram supressas ao conhecerem este levantamento. Tiene Gunawam, diretor do programa marinho da Conservation International Indonesia, sugeriu às autoridades um programa piloto que foi aprovado.
Conscientizar pescadores
Raia- Leopardo (foto:elaceoficial.com)

O primeiro passo foi conscientizar os pescadores sobre os valores da raia na pesca, versus o alcançado pelo turismo. Em algumas áreas, como a ilha de Bali, os nativos já estão lucrando ao levarem turistas para mergulhos em meio a cardumes de raias.
Indonésia: turismo de observação pode valer US$ 15 milhões de dólares

Estudo do PLoS One prova que o volume anual do turismo de observação de raias pode render US$ 15 milhões de dólares ao país.

Indonésia, segundo maior mercado para o turismo de observação

Agus Dermawan, diretor da Marine Conservation Directorate, disse que “agora a Indonésia é o segundo maior mercado mundial de turismo de observação de raias, com estimativa de faturamento de US$ 15 milhões de dólares. Devido a enorme quantidade de ilhas que formam o país (cerca de 17 mil). Com suas áreas de recifes de coral, em pouco tempo a Indonésia pode se transformar no principal destino do turismo de observação do planeta.


Mapa da Indonésia

Quatrocentos tipos de raias

As raias estão entre os maiores peixes dos oceanos. Existem cerca de 400 tipos. Elas podem atingir mais de 8 metros, de uma ponta da asa a outra. Normalmente buscam águas tropicais. Elas podem viver até 50 anos.

A pesca de raias é quase sempre insustentável, devido ao tempo que demoram para alcançar a maturidade: de oito a dez anos. As fêmeas costumam ter apenas um filhote por vez e só estão prontas para novo acasalamento a cada dois, ou cinco, anos.

De acordo com a lista vermelha das espécies ameaçadas da International Union for Conservation of Nature‘ as raias são consideradas “vulneráveis para a extinção”.
Outros países proibiram a pesca

Raia jamanta faz a felicidade do mergulhador (foto: tucuna.com)

Além da Indonéisa, outros países já proibiram a pesca das raias, entre eles a República de Palau, Austrália, Equador, a União Europeia, México, Nova Zelândia, Filipinas, Yap, Guam, Northern Mariana Islands, e os estados norte americanos do Havaí e Flórida. E o Brasil, onde está? 

Brasil: atrasado, na rabeira das tendências mundiais

Desgraçadamente, quando se trata de conservação, nosso país é um poço sem fundo. Quando achamos que a “coisa está ruim” o Brasil tem a surpreendente capacidade, ‘bolivariana’, de apatetar-se ainda mais: caipira, retrógrado, preconceituoso. Desperdiça seu maior ativo, reconhecido e admirado pelo concerto das nações, a fantástica biodiversidade.

Note a proporção do mergulhador com o espetáculo submarino (foto: redeglobo.com.br)

Para finalizar, nossos Parques Nacionais, com raríssimas exceções, não estão preparados para receber turistas que pagariam para freqüenta-los. Eles poderiam gerar renda para os nativos, e investimentos para a própria Unidade de Conservação. Esta barbaridade acontece no Parna dos Lençóis, e no Parna de Jericoacoara, para só citar estes dois parques do bioma marinho.

Países correm para atender metas de Aichi, exceção do Brasil


A Indonésia é mais um país que toma providências para atender a meta nº 11, das metas de Aichi:
até 2020, pelo menos 17 por cento de áreas terrestres e de águas continentais e 10 por cento de áreas marinhas e costeiras, especialmente áreas de especial importância para biodiversidade e serviços ecossistêmicos, terão sido conservados por meio de sistemas de áreas protegidas geridas de maneira efetiva e eqüitativa, ecologicamente representativas satisfatoriamente interligadas e por outras medidas espaciais de conservação, e integradas em paisagens terrestres e marinhas mais amplas.

O Brasil caminha célere para ser um dos poucos países do mundo a não tomar conhecimento das metas. Mais uma vergonha internacional, ao lado da corrupção em escala planetária.

(Do https://marsemfim.com.br/)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

INFINITAMENTE AZUL

Foto Fernando Alexandre
Morro das Pedras, onde o azul cresce primeiro...

O ETERNO MOVIMENTO DOS BARCOS

Jards Macalé

OS DONOS DO VENTO


Vento tem dono?

Seria cômico se não fosse trágico. O Congresso se prepara para votar uma PEC que torna os ventos bens da união e permite a cobrança de royalties pelo aproveitamento energético eólico. Obra de um deputado do Piauí, relatada por outro de Pernambuco, os ilustres representantes do povo estão de olho em um naco das receitas do setor de energia eólica, a fonte que mais cresceu em nossa matriz energética nos últimos anos.

Os argumentos do projeto de emenda constitucional são patéticos, indicando que a medida seria necessária para compensar os municípios, estado e união pelas perdas do potencial turístico e outras atividades econômicas (sem apresentar uma única evidência para tal afirmação).

O que viria depois? Cobrar dos pescadores e velejadores por usar a energia do vento para mover as embarcações? Cobrar das companhias aéreas, paraquedistas ou até quem sabe dos meninos que empinam pipa por se apoiar no vento para voar? Se congresso legisla que vento tem dono então poderia fazer o mesmo com a energia do sol. Dai o próximo passo seria cobrar dos agricultores por usar o sol para produzir alimentos, fibras e energia ou taxar cada residência que tenha aquecimento solar de água ou células fotovoltaicas.

O movimento é ainda mais absurdo quando se considera que o governo propôs - e o congresso aprovou no apagar das luzes de 2017 - um generoso pacote de centenas de bilhões de reais de renuncia fiscal para o setor petróleo e gás. Agora parece querer compensar a perda de arrecadação cobrando pelo vento.

Quando mais precisamos lutar para reduzir emissões de gases de efeito estufa o Brasil resolve ampliar o desserviço a nossa economia e a saúde do planeta ao incentivar energia fóssil e poluente e desincentivar a energia limpa e renovável.

Para nordeste quanto pior. As usinas eólicas já são a principal fonte geradora de energia da região, provendo mais da metade da demanda de eletricidade. Trás emprego, renda, investimento e segurança energética. Se ela se tornar menos competitiva podem perder espaço nos leilões de geração para termoelétrica e outros projetos em outras regiões do país. O tiro vai sair pela culatra. Vão matar a galinha dos ovos de outro.

Se é preciso aumentar a arrecadação sobre o setor de energia que o façam com uma taxa extra sobre os combustíveis fósseis (por exemplo alterando a CIDE) o que seria justificável e alinhado com o compromisso brasileiro para redução de emissões de gases de efeito estufa. Se ainda assim querem ser mais abrangentes poderia incluir um premio extra no valor da energia (de qualquer fonte) evitando reduzir a competitividade das fontes renováveis.
Se o Brasil decidir tomar posse do vento e cobrar royalties pelo seu uso seria o único país do mundo a fazê-lo. Desta jabuticaba nós definitivamente não precisamos.

(Publicado em O Globo em 31.01.2018)

(Do https://tassoazevedo.blogspot.com.br/)

MAR DE OLHARES

Tela de Luis Sabanay

MAR DE ILHAS


ILHA DO FRANCÊS - A ILHOTA:
A PÉROLA VERDE DA BAÍA DE CANASVIEIRAS

Vamos transformar a Ilhota em uma Unidade de Conservação, sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ou Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tornando a Ilha um espaço para visitação pública, de resgate histórico, educação ambiental, conhecimento científico da fauna e da flora terrestre e marinha, de modo responsável e sustentável.

NA PRAIA


Polícia medindo o fato de banho de uma garota para verificar que tenha o tamanho devido, 1925
Em alguma praia deserta da memória...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

OURIÇANDO

Foto Vasco Célio/F32

 Postado por Manuela Luiza 
(Matéria sugerida pelo acadêmico João Diniz)

Em alguns locais do mundo os bancos naturais de ouriço-do-mar já foram explorados a exaustão e os países que são grandes consumidores desta iguaria, como o Japão ou a França, começam a procurar alternativas. É com base nesta constatação que surge o projeto Ouriceira, uma iniciativa conjunta da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche do Instituto Politécnico de Leiria, da Universidade de Évora e da Faculdade de Ciências de Lisboa. O projeto foi apresentado por José Lino, professor desta faculdade, durante o recente Festival do Ouriço, na Ericeira. Seu objetivo é caracterizar a captura e desenvolver técnicas de cultivo em cativeiro e de repovoamento em zonas que já são muito exploradas.

O que se come do ouriço-do-mar são as gônadas e o seu valor é maior entre janeiro e abril, quando se encontram mais desenvolvidas. Isto significa, naturalmente, que a captura compromete os futuros estoques, impedindo a reprodução natural dos ouriços. O incremento na procura mundial pelo ouriço tem intensificado sua exploração, aumentando a urgência de estudos que possam ajudar no manejo dos bancos naturais e no desenvolvimento do pacote tecnológico para o cultivo da espécie. Segundo dados da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, em 2014 foram comercializadas cerca de 9 toneladas de ouriço na região. Na ocasião foram liberadas 211 licenças, o triplo quando comparado ao número de licenças requisitadas no ano de 2003. O projeto Ouriceira, começará em Janeiro de 2016 e terá uma duração prevista de 36 meses. Se, com maior conhecimento e investigação neste domínio, Portugal conseguir vencer problemas como a alta mortalidade e a disponibilidade de juvenis para a engorda terá, segundo os especialistas, boas condições para se juntar ao grupo de países produtores que existe hoje no mundo, como o Chile, o Canadá, os Estados Unidos, a Noruega, a Rússia ou o Japão.

(Do http://www.observasc.net.br)

NA PRAIA

Foto Fernando Alexandre
Charango ao entardecer

domingo, 4 de fevereiro de 2018

VACANDO NA MORRA...

Foto Brian Bielmann
O fotógrafo Brian Bielmann viaja o mundo registrando os melhores surfistas em ação. Suas imagens mostram não só manobras bem executadas, mas também momentos em que os surfistas despencam de algumas das maiores ondas do mundo.

(Da BBC Brasil)

MAR DE TODOS

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, casamento, oceano e atividades ao ar livre
Fotos Murilo Mariano
A imagem pode conter: pessoas em pé, céu e atividades ao ar livre

A imagem pode conter: 2 pessoas, céu, atividades ao ar livre e natureza


Pântano do Sul de todos!

sábado, 3 de fevereiro de 2018

MOLEQUES DO SUL



Foto Francisco Parobé
As Ilhas Moleques do Sul, são três ilhotas isoladas, aproximadamente a 12 km da praia do Pântano do Sul ao sul de Florianópolis, já em mar aberto. A maior é uma ilhota rochosa de topografia acidentada, revestida por manchas de vegetação, onde florescem magníficas orquídeas de várias espécies. O arquipélago, pertencente ao Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, é considerado o maior abrigo para reprodução de aves marinhas na costa catarinense .
Foto Ivo Sehn Neto
Vida marinha preservada , graças a dificuldade de acesso.
Atobá-pardo (Sula leucogaster; Brown Booby)
Gaivotão (Larus dominicanus; Kelp Gull)
Fragata-comum (Fregata magnificens; Magnificent Frigatebird)

ARTIVISTAS NA ILHA DO MEL

Durante os dez dias em que ficou na Ilha do Mel, o grupo realizou uma série de ações criativas com a comunidade local. Foto_Renaclo

“Artivistas” lutam pela preservação da maior área contínua de Mata Atlântica em bom estado de conservação do Brasil

Na Ilha do Mel, grupo dialogou com comunidade local e buscou, por meio da arte, esclarecer a sociedade sobre os danos de um violento complexo industrial e portuário que pode se instalar na região

Diante da ameaça de um novo complexo portuário que pode ser instalado em Pontal do Paraná, no litoral do estado, em frente à paradisíaca Ilha do Mel – um patrimônio natural protegido por Lei e a segunda maior atração turística do Paraná – artistas de diversas frentes de atuação uniram ativismo ambiental e arte, numa demonstração de “artivismo”, cidadania e engajamento.

A mobilização deu origem a uma residência artística chamada de “Encosta Urgente”, inspirada pelo movimento “#salveailhadomel”. As ações aconteceram na Ilha de 20 a 30 de janeiro. Juntos, 15 artistas, de diferentes partes do Brasil, criaram, junto da comunidade local, um movimento em prol da conservação das áreas que estão sendo postas em risco por um complexo industrial – que compreende a instalação de um porto privado – e pode condenar a região. Isso sem estudos de impactos ambientais e sociais completos e qualificados até o momento.
Foto_Renaclo

Corrida contra o tempo

O projeto do “Porto Pontal” ainda depende de incrementos jurídicos para sair do papel, mas o caminho para a realização dele já avança sobre a opinião pública por meio de uma campanha de desinformação apoiada pelo Governo do Estado.

A licitação para a construção da Faixa de Infraestrutura, por exemplo, que contempla uma nova rodovia, precisará derrubar cinco milhões de metros quadrados de Mata Atlântica, está para ser aberta pelo Governo do Paraná nos próximos dias. O local que pode ser devastado reúne hoje a maior área contínua do bioma em bom estado de conservação do Brasil.

A decisão de abrir às pressas a concorrência foi tomada pelo Governo do Estado, mesmo diante da ausência de um amplo e qualificado debate sobre o assunto com diversos setores da comunidade, que precisam ser informados sobre os impactos e prejuízos incalculáveis que as obras vão gerar para a biodiversidade, comunidades tradicionais e para a sociedade em geral.

A história vendida à população é que a nova rodovia vai desafogar o trânsito e beneficiar o turismo e comércio. Mas a verdade, é que ela vai favorecer o trânsito intenso de caminhões e ter uma única função: viabilizar a construção do Porto Pontal.

Ele seria feito em frente à Ilha do Mel. Na região, entre outras riquezas naturais, existe a Baía dos Golfinhos, uma espécie de “berçário dos botos cinzas”, ameaçados de extinção.

E o porto não chega sozinho. Com ele e apoiado pela nova Faixa de Infra Estrutura – de 19 quilômetros de extensão e 175 metros de largura – vem um agressivo complexo industrial que promete atender à indústria do pré-sal e a instalação de uma controversa termelétrica no local.

Um laudo feito pelo próprio Instituto Ambiental do Paraná (IAP) chegou a reconhecer recentemente que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para a construção da Faixa – a primeira obra feita para possibilitar a execução das demais – “apresenta lacunas e inconsistências, especificamente com relação aos efeitos sinérgicos entre seus componentes que dependem de estudos e projetos aprofundados que não foram encontrados no EIA”.


A comissão técnica do IAP que analisou o pedido chegou a assumir que não era possível emitir uma licença prévia para a construção da Faixa de Infraestrutura com todos os componentes indicados no Requerimento de Licenciamento Ambiental Prévio, como rodovia, canal de macrodrenagem, linha de transmissão, gasoduto, ferrovia e rede coletora de esgoto. Entretanto, assumiu que era obrigada a considerar a “urgência do empreendimento declarada pelo Governo do Estado”, aprovando a viabilidade locacional do empreendimento. Apenas por isso; pela pressão pública, é que a aprovação para execução da Faixa foi concedida pelo IAP.
Foto_Renaclo

Prejuízos somados

Depois da estrada e de um canal de drenagem previstos pela Faixa de Infraestrutura – só os dois custarão R$ 369 milhões aos cofres públicos – seriam feitos ainda, um gasoduto, uma ferrovia e uma linha de transmissão de energia.

Pontal do Paraná passaria, então, a viver dramas característicos a cidades portuárias, como Paranaguá, entre eles, poluição, destruição de fauna e flora, tráfego pesado de caminhões, criminalidade, drogas e prostituição.

As obras também expulsariam comunidades tradicionais que ocupam a região há séculos. A pesca tradicional, que garante a sobrevivência de mais de 100 famílias, seria comprometida e as pessoas obrigadas a deixar a área onde vivem.

Atento a isso, o grupo de artistas também foi conversar com pessoas que vivem sob constantes e violentas ameaças de desapropriações, como a comunidade pescadora do Maciel, e grupos remanescentes de índios guaranis, que habitam a área há séculos.

Fruto da parceria entre idealizadores e envolvidos no movimento “Pare. Preste Atenção!” – responsáveis pela mobilização social contra o projeto de lei que prevê a redução de 70% da Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana – a maior unidade de conservação do Sul do Brasil – [clique aqui para assistir ao clipe], o projeto de residência artística “Encosta Urgente” teve o apoio do Observatório de Justiça e Conservação (OJC)e da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), além de outras instituições e pessoas parceiras das organizações.

“As consequências de uma obra dessa magnitude são irreversíveis, tanto para as pessoas que habitam o local, como para toda a natureza do entorno. A poluição marítima, atmosférica, sonora e visual são outras mazelas que farão parte da realidade dos moradores. São perdas difíceis de mensurar, inclusive, porque afetarão todas as gerações que nos sucederem”, diz Raissa Fayet, artista e também coidealizadora da frente “Pare. Preste Atenção”.
Foto_Renaclo

Vivência na Mata Atlântica

Antes de fixarem-se na Ilha, o grupo foi conduzido pela SPVS e OJC, dias 18 e 19 de janeiro, por uma vivência na Mata Atlântica. A intenção era de que compreendesse aspectos técnicos e conhecessem ilegalidades e incoerências que envolvem o projeto portuário e o complexo industrial subsequente.

Expressões artísticas

Durante os dez dias em que ficou na Ilha do Mel, o grupo realizou uma série de ações criativas com a comunidade local. Veja quais foram:


Oficina de máscaras, cortejo e questionamentos

Com as crianças de quatro a 13 anos, foram organizadas brincadeiras, labirintos lúdicos, oficina de máscaras, além da realização de um conto e um cortejo. Durante as atividades, os pequenos foram sensibilizados para temas relativos à conservação da natureza e conversaram sobre alguns impactos que a construção de um porto gera para a comunidade e natureza locais. Junto com os artistas, também fantasiados, inspirados pelo conto que conduziu as atividades, as crianças saíram em cortejo protestando contra o porto. O clima foi de festa e reflexão. As músicas que conduziram o grupo pela Ilha alcançaram casas e estabelecimentos comerciais. E foram vários os moradores e trabalhadores locais que começaram a querer entender se um porto é realmente o melhor caminho para o desenvolvimento econômico de uma região com vocação para o turismo. E quiseram, também, saber quem são os maiores interessados no “grande” negócio.
Foto_Renaclo

Artes gráficas e cores para a Ilha do Mel

Após a vivência na Mata Atlântica, conhecendo e entendendo mais sobre fauna e flora da região, o artista Rimon Guimarães quis chamar atenção para espécies locais, como o Papagaio-de-cara-roxa, endêmico da Mata Atlântica, cuja ocorrência predomina no litoral do Paraná em relação a outros estados do Brasil. Não demorou, e foi chamado para ilustrar a fachada da biblioteca pública, localizada em frente ao trapiche da Ilha. Em pouco tempo, a pintura em um local público fez a comunidade querer ter a obra de Rimon na parede de suas casas. Um pedido, no entanto, chamou a atenção do artista de modo especial. Um pescador ofereceu o próprio barco para ser ilustrado. Rimon dedicou, então, algumas horas – mesmo diante do calor e do sol intensos – para pintar no barco animais marinhos que sofrem com o risco de extinção e podem desaparecer com a chegada do porto e do complexo industrial em Pontal do Paraná.
Foto_Renaclo


Tecidos, resgate da identidade e poesia

Tecidos foram utilizados em diversas atividades e ações dos artistas. Em uma delas, sete mulheres animaram a ação, misturando-os com a paisagem da Ilha do Mel. A ideia surgiu do conto compartilhado com as crianças. Na história, tecidos têm o poder de regenerar e recuperar a identidade perdida dos moradores. A ideia foi, então, representar esse poder de maneira poética e estética
.
Foto_Renaclo

Costurando na Ilha e valorizando as riquezas locais

Dando sequência as atividades com tecidos, crianças da comunidade também participaram de uma ação para representar, em bandeiras, tudo o que há de mais belo na Ilha. Foram utilizados tecidos e retalhos para a prática, que estimulou nos envolvidos um clima de orgulho e valorização das coisas locais. O exercício de olhar e dar valor para o que está ao redor foi simbólico e emblemático. As composições foram, então, fixadas em um grande tecido e as bandeiras expostas em um pedaço de mangue isolado, seco, quase morto, resultado da presença de dragas, navios próximos e interferências humanas mal planejadas no ambiente natural. Os tecidos deram ao local um ar de que uma área natural incrível e valiosa figura abandonada, esquecida e aparentemente invisível.

Cinema para a comunidade 

Dois filmes foram apresentados à comunidade no trapiche da Ilha: o desenho “Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida”, e o documentário “Lobo”, sobre um artista morador da Ilha. A organização do evento, uma iniciativa da “Encosta”, foi feita em parceria com a moradora Dulce Ribeiro com a ajuda de amigas próximas. Elas ofereceram aos presentes pipoca e acomodações gratuitas para apreciação dos filmes.
Foto_Renaclo
“Vozes sobre o mar”

Com um megafone, os artistas buscaram criar uma imagem das vozes que ecoam sobre o mar imenso e vazio. Vozes de protesto contra o porto e o complexo industrial que pretende se instalar defronte à Ilha do Mel.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

SALVE YEMANJÁ!


Fé e clique do Orlando Azevedo

TARDE INDO...

Clique o olhar do Luiz Alberto Brinhosa
Noite sendo...

DE COSTAS PRO MAR

Foto Fernando Alexandre

A BAILARINA NO BARCO


Animação russa de Lev Atamanov e Alfred Schnittke .

NOS MOLEQUES DO SUL



Preá Cavia intermedia é o mamífero mais raro do mundo

Encontrados, apenas, na ilha Moleques do Sul, perto de Florianópolis, os preás Cavia intermedia são considerados a espécie de mamífero mais rara do mundo e integram a lista vermelha de animais ameaçados de extinçãoEles são sociáveis e simpáticos, embora raríssimos, do ponto de vista zoológico. Apenas na ilha Moleques do Sul, a 10 quilômetros de Florianópolis e pertencendo ao município de Palhoça, entre rochas e bosques baixos, pode ser encontrado o preá Cavia intermedia, um diminuto mamífero de 25 centímetros e 600 gramas, descrito pela ciência há apenas dez anos. Debruçada sobre as encostas rochosas da ilha desabitada e cercada pelo mar, a população dos pequenos roedores não passa de 100 indivíduos. É considerado o mamífero mais raro do mundo, e integra a lista vermelha de animais ameaçados de extinção. 

Seu aspecto físico lembra o de seus parentes do continente, mas estão separados há pelo menos 8 mil anos. Resultados preliminares de um estudo ainda inédito dos biólogos Nina Furnari e César Ades, do laboratório de psicoetologia da Universidade de São Paulo, revelaram, no entanto, um comportamento social próprio entre os preás da ilha. Por isso, são vistos com frequência forrageando gramíneas em grupos mistos de dois a até 17 indivíduos. "Nesses grupos maiores ocorrem subunidades, formadas por casais ou duplas de mãe-filhote ou ainda tríades de mãe-filhote-macho", explica Nina. "E há vínculos entre os indivíduos visíveis pela ausência de comportamentos agressivos."

PEIXE ATRAVESSADOR

Em Portland, Oregon, EUA.

CON E DESGELANDO O PEIXE!


Congelar rápido e descongelar lentamente mantém a qualidade do pescado

A congelação é um excelente método de conservação, pois é o que menos altera as propriedades dos alimentos. No entanto, sua velocidade é importante. Na congelação lenta (0,05ºC/minuto) a temperatura do produto permanece próximo ao ponto de congelação inicial durante muito tempo. 

Assim, a água extracelular congela mais rapidamente que a intracelular. O período de cristalização é longo, permitindo a formação de poucos e grandes cristais de gelo que causam a ruptura celular. Isso faz com que ocorra forte exsudação, com grande perda de nutrientes e peso, de 2,0 a 2,5 %. Os congeladores domésticos, e mesmo os de alguns frigoríficos, trabalham com este método, baseado na congelação por ar imóvel. Já na congelação rápida (de 0,5ºC/minuto) obtêm-se produtos finais de melhor qualidade. São formados pequenos cristais de gelo entre as estruturas das células, que não as danificam. Além disso, na descongelação são facilmente reabsorvidos pelos componentes celulares, causando menos danos e menor perda de peso: 0 a 1 %, em alguns casos até 1,5%.

O método de descongelação é fundamental nos produtos em que a textura é importante, como nos peixes. Neste caso, a descongelação lenta é preferencial, já que nestas condições a água pode retornar lentamente à posição original no tecido através da difusão. A recongelação é um problema, porque causa maiores alterações nos tecidos e maior perda por gotejamento durante a descongelação. Ao arrastar nutrientes solúveis em água, reduz tanto o valor nutritivo como a qualidade sensorial. Portanto, a recongelação não é recomendada nem como medida para salvar seu peixe, principalmente se é desconhecido o tempo que este produto permaneceu descongelado.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

NA GRANDE VIGIA

Fotos Silézio Sabino


Morre em Florianópolis Seu Getúlio, tradicional pescador do Campeche

Ele também era músico aposentado da base aérea e participava de diversos projetos culturais na cidade 

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS 

O rancho de pesca mais tradicional do Campeche está de luto nesta quarta-feira (31). O pescador Getúlio Manoel Inácio, mais conhecido como "Seu Getúlio", morreu na manhã desta quarta, em Florianópolis, aos 66 anos. Ele enfrentava um câncer, estava internado no hospital desde o último domingo e deixa e mulher e três filhos.

Seo Getúlio está sendo velado na capela do Campeche e o enterro será às 10 horas da manhã de hoje.

Conhecido na comunidade há anos pelas lutas junto à associação de pescadores, da qual foi presidente, ele era uma referência na cidade. Seu rancho na beira da praia, construído há mais de 60 anos pela família dele, era ponto oficial das festas e missas campais da abertura da safra da tainha na Ilha. 

Além de pescador, seu Getúlio também era músico aposentado da base aérea e participava de diversos projetos culturais em Florianópolis. No próprio rancho, já manteve uma oficina de música e também abriu espaço para tranformar a estrutura para a pesca em cineclube. 

FRUTOS DO MAR? SÓ FRESCOS!

Camarões são processados e embalados em banheiras de plástico sujas

Frutos do mar provenientes do Oriente, vendidos aos montes pelo mundo, estão repletos de fezes



Frutos do mar misturados com fezes de suínos estão sendo vendidos “aos montes” pelo mundo. Um dos exemplos é o camarão. Tão popular e bastante consumido na América. Muito raramente as pessoas prestam atenção em qual a origem do alimento que compram. Cem milhões de libras de camarão são vendidas por ano pelo mundo.

Imagine um armazém cheio de trabalhadores. De pé sobre pisos sujos cobertos de lixo, com moscas pousando em cestas cheias de camarões em um ambiente de clima tropical e sem ar condicionado. Esses camarões são processados e embalados em banheiras de plástico sujas. Com gelo feito com água da torneira. Este é exatamente o cenários da indústria do camarão no Vietnã.


No Brasil

A maioria de nossos frutos do mar vendidos em mercados, ou restaurantes, provém de nosso litoral. E 90% da produção nacional vem do estado de Santa Catarina. Mas se você for viajar para o exterior, principalmente para os Estados Unidos, fique atento aos dados abaixo:

– 85% dos frutos do mar consumidos pelos americanos são importados; e 27% deles vem da China;

Os EUA trocaram as ostras nativas pelo o camarão estrangeiro

Nos últimos anos, os EUA trocaram as ostras nativas pelo o camarão estrangeiro. Especialmente porque os EUA perderam seus estuários naturais produtivos. A alternativa foi a comprar produções estrangeiras. “Agora, os americanos comem mais quilos de camarão por ano do que o atum e salmão combinado”, defende Paul Greenberg, autor do livro “American Catch: The Fight for Our Local Seafood “.

Com a baixa qualidade dos frutos do mar chineses, quem pode se dar bem nos próximos anos é o Brasil que vem aumentando suas exportações para os EUA. No ano de 2013, o país exportou 8,2 mil toneladas de pescado, gerando um valor de US$ 89.028.913, segundo dados do AliceWeb.
Por que este site condena a carcinicultura no Brasil

Sobram motivos para a condenação. Para começar, manguezais, áreas públicas, são “doadas” aos produtores que, ao contrário dos agricultores, têm a vantagem de não ter de pagar a terra onde vão produzir. Curiosamente, descobri, a vasta maioria das fazendas pertence ou a políticos (entre os quais prefeitos, deputados e senadores), ou a grandes grupos empresariais. Desta vez não há a desculpa “dos pequenos produtores”.

Conheci, se não todas, a maioria das fazendas de camarão que proliferaram no Nordeste, desde o Piauí, até o Sul da Bahia, mas não apenas nesta região e fiquei horrorizado com o que vi.

Mar Sem Fim Especial Carcinicultura. Assista ao nosso Episódio em viagem ao Ceará.


(Do https://marsemfim.com.br/)

O ATUM É NOSSO?

Reportagem da Folha de São Paulo sobre a pesca do Atum no litoral brasileiro.