quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

ADEUS, ARANTE!





Fotos Andrea Ramos

A despedida de Seo Arante encheu de emoção a praia do Pântano do Sul.
Foram muitas as homenagens : na Igreja, na porta do bar do Arante e no jazigo da família.
 Manezinho muito querido e respeitado em toda a Ilha de Santa  Catarina, especialmente na comunidade onde viveu seus 77 anos, Arante José Monteiro foi fundador do  Bar e Restaurante do Arante,  conhecido mundialmente.
Era filho de Zé Gancheiro, um dos pescadores mais antigos da praia  e foi casado por  mais de 50 anos com a doce Dona Osmarina. Pai do  Arantinho, Amarildo, Armando, Amarante, Alan, Sérgio e Marcelo. E amigo de centenas de outras pessoas,  para quem a praia do Pântano do Sul nunca mais vai ser a mesma.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

UM MANEZINHO CHAMADO ARANTE!

Foto Andrea Ramos
E VIVA O DEDÉ!

"Essa gente da cidade não é "manezinho."
Nos meus tempos de guri "manezinho"era o tolão, mal arrumado, de tamanco no pé.
E naquele tempo ninguém gostava de ser chamado de "manezinho."
Hoje é que virou moda."
Arante José Monteiro, 15/04/1937 - 25/12/2012

E VIVA O DEDÉ!

Foto e montagem Andrea Ramos


Arante José Monteiro, 15/04/1937 - 25/12/2012

sábado, 22 de dezembro de 2012

MAR DE TODOS

Foto Andrea Ramos
Quirino Simião Borges, 47 anos, nascido e morado na Praia do Saquinho, no Sul da Ilha de Santa Catarina. É pescador, pedreiro, músico e dono do Restaurante do Saquinho, onde sempre serve o peixe que pesca, é casado com a Marli e pai do Eduardo e do Ricardo. Seus pais, Simião e Inácia, foram um dos primeiros moradores do lugar.

MAR DE VERÃO



Foto Flávio Neves/Agência RBS
Pescador vende peixe para turistas na praia de Canasvieiras, em Florianópolis

Além de comercializar, ele também limpa o animal no meio da praiaUma cena um tanto inusitada indignou alguns turistas e despertou curiosidade em outros, na manhã desta sexta-feira na praia de Canasvieiras em Florianópolis.

 Um pescador achou um jeito diferente de vender os seus peixes e a fórmula deu certo. Ele levou os animais para a praia e vendia próximo às ondas. Quem comprasse, ainda levava o bicho limpo.
—Limpar o peixe facilita a venda—, disse Augusto Klingelfus. 
Mas ver escamas e vísceras jogadas na areia não agradava alguns banhistas. Teve gente que reclamou dizendo que os pedaços eram lixos. Já outros achavam a cena curiosa e até fotografavam. Alguns ainda levavam alguns quilos.
— Isso vira comida para o peixe—, explicou o pescador apontando para os restos levados pelas ondas.
E completou:
—Isso aqui não é lixo. Tem coisa que é bem pior.

A explicação de Augusto para o método de venda é que o rancho dos barcos fica próximo e não há espaço para fazer a limpeza. A única opção para ele foi usar a praia. O método deu tão certo que apenas de manhã já havia vendido mais de 90 quilos de parati, peixe pequeno normalmente tirado do mar por rede de arrasto ou tarrafa, pescada ainda na madrugada desta sexta.

(Do DIÁRIO CATARINENSE - www.clicrbs.com.br)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Foto Rodrigo Garcia Lopes
MANASOTA KEY

Nas páginas do mar
pelicanos em linha
escrevem as sombras de seus peitos
ao quase tocarem uma onda.
O sol rascunha rubros
bilhetes de despedida, toda tarde.
Golfinhos, suas barbatanas
relatam os rudes caminhos
pela pradaria das baleias.
Mergulhões redigem sua escrita kamikaze,
suicida, invisível por instantes.

Nas páginas da areia
(cujas conchas são suas obras completas)
fósseis negros de dentes de tubarão
escrevem a autobiografia
de dois milhões de anos.
Rastro de guaxinim,
seu romance de aventura
da duna à estrada.
Um siri deixa sua assinatura
sobre marcas de pneus de um SUV.
Garrafa com uma mensagem, um pen drive
com a história de um naufrágio.

Nas páginas do céu
nuvens ancestrais e sempre-novas relatam
suas viagens sobre o mundo, infinitas.
Furacões emplacam best-sellers
sobre o Golfo do México
enquanto folhas de outono caligrafam no ar
ideogramas precisos,
memórias do vento.
Satélites traçam haicais de luz.
A lua amarelo-limão descreve seu brilho solene
sobre as palmeiras da Flórida.

Eu não escrevo nada.


Rodrigo Garcia Lopes
(dezembro de 2012, The Hermitage Artist Retreat, Manasota Key, Flórida)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

SEM MAR...



 MAR... QUE FALTA, exposição ao ar livre que ocupa o Largo Victor Meirelles de 17 a 21 de dezembro. Todos os dias, ao anoitecer, uma programação com performances, música e audiovisuais. Artistas participantes: Bruno Ropelato, Clara Fernandes, Clélia Mello (concepção do projeto Mapeando a Ilha), Coletivo Instagramapolis (organização André Paiva), Edmilson Vasconcelos, Flávia Fernandes, Grupo FORA, Ledgroove, Luciano Boletti, Maurício Muniz, Marlon Aseff (diretor do filme "Caminhos de Valda"), Raquel Stolf, Paulo Bruscky e Zuleika Zimbabue.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

EM PÂNTANO DO SUL, DEZENOVE HORAS!


Tarde indo,
a noite sendo...

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PRIMEIRAS LULAS

Primeiras lulas desta temporada já começam a aparecer nos "cercos" - redes fixas - do Pântano do Sul.
Estas acabaram de sair das redes do mestre Aldemir e foram diretas para a cozinha do "chef" Fábio da Lapa para serem servidas no restaurante e petiscaria "Capitão Ademir".
Com o calor e o aquecimento das águas provocado pelo vento Sul, os primeiros cardumes já devem estar chegando para a alegria de todos!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

OLHO GRANDE - AO VIVO

Segunda-feira ensolarada e com ventos fracos soprando do Sul no Pântano do Sul! 
Passando pouco mais das 8 da manhã, a praia deserta é dos barcos, gaivotas e pescadores!


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OS FAROIS DO RIO


Foto Marcos Porto/Agência RBS
O charme dos faróis que orientam os navegantes no Rio Itajaí-Açu
Indispensáveis à navegação, a figura alta e esguia do farol chama a atenção de turistas

Pontos de luz em meio à escuridão do mar, os faróis são, para os navegadores, uma luminosa lembrança de terra firme. Em tempos de tecnologias avançadas, a figura alta e esguia do farol continua fazendo parte da vida de quem enfrenta os mares, como um porto seguro. Faróis são instrumentos indispensáveis à navegação especialmente em regiões onde a atividade é intensa, como Itajaí e Navegantes. Românticos e bucólicos, estão instalados nos molhes, brindados com o estourar das ondas a todo o instante.

Em Navegantes, os faróis são vermelhos. Em Itajaí, verdes, seguindo padrão internacional de sinalização marítima. Ambos recebem iluminação da mesma cor da pintura. Com o entardecer, as luzes se acendem automaticamente, ficando mais fortes na escuridão. Boias das mesmas cores indicam o local por onde as embarcações grandes devem entrar, como uma espécie de meio fio.

_ Isto evita acidentes porque as tripulações conseguem ver a luz do farol de muito longe. Aqui nunca houve um acidente _ explica o presidente da Colônia de Pescadores de Itajaí e pescador há quase 50 anos, Afonso Martins.

Centenário

Além dos molhes, Itajaí também conta com um farol centenário, localizado no Morro de Cabeçudas. Conforme informação do arquivo histórico municipal, o farol foi inaugurado no dia 15 de novembro de 1902. Após parar de operar foi aberto à visitação pública, mas o acesso foi impedido pela Capitania dos Portos há 10 anos por conta dos constantes ataques de vândalos. Desde então, o farol permanece fechado.

(Do O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

SEXTA-FEIRA É DIA DE MUDANÇA

Zenaide Maria da Lapa, a "Comandante" do Restaurante "Pedacinho do Céu", pescadora de praia e costão, é quem faz a previsão do tempo para este final de semana, 14/15 e 16 de dezembro, no Pântano do Sul.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

MAR DE MERDA

Foto Fernando Alexandre
Foz do Rio Sangradouro - Armação do Pântano do Sul

Litoral catarinense abre temporada com 43 pontos impróprios para banho
Com o início do verão, um novo relatório de balneabilidade será divulgado a cada semana pela Fatma
por Joice Bacelo
joice.bacelo@diario.com.br
Conforme relatório divulgado pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), o litoral catarinense vai abrir a temporada com 43 pontos impróprios para banho - quantidade que representa 20% dos 195 pontos analisados. A maioria se concentra nas praias da Capital, onde apenas 55% do esgoto (principal problema da balneabilidade) é tratado.

Durante todo o ano a divulgação da análise de balneabilidade é feita mensalmente. Porém, a partir de agora, início da temporada, os relatórios passam a ser semanais. Além das placas informativas que são fixadas nos locais, os veranistas podem ter acesso às informações no site da Fatma. No portal, são informados os últimos cinco relatórios e o endereço de cada ponto, com foto.

Onde estão as praias impróprias:

Balneário Arroio do Silva - dos quatro pontos analisados, um está impróprio para o banho, na foz do Arroio do Silva.

Balneário Camboriú - dos 14 pontos analisados, dois estão impróprios. Um fica na Praia de Taquaras e o outro na Praia do Balneário Camboriú.

Barra Velha - dois pontos foram apontados como impróprios. Um fica na Lagoa de Barra Velha e o outro na Praia da Barra Velha, em frente à rua Antônio Moura.

Florianópolis - 17 pontos estão impróprios para banho. Cinco estão localizados na Lagoa da Conceição. Nas praias da Armação, Beira Mar Norte, Praia da Saudade, Tapera, Canasvieiras, Ponta das Canas, Balneário, Bom Abrigo, Jardim Atlântico, José Mendes, Praia do Matadouro, Praia do Meio e Ingleses existe, pelo menos, um ponto impróprio.

Garopaba - na Praia de Garopaba existe um ponto impróprio para banho.

Governador Celso Ramos - Dos 11 pontos analisados, dois foram apontados como impróprios, os dois na Praia da Fazenda da Armação.

Içara - existem dois pontos impróprios para banho, ambos na Praia do Rincão.

Itapema - são cinco os pontos impróprios, todos da Praia de Itapema.

Laguna - um ponto, localizado na prainha do Farol, foi considerado impróprio para banho.

Navegantes - na Praia de Navegantes um ponto está impróprio.

Penha - há três pontos impróprios, dois na Praia da Armação do Itaporocói e outro na Praia de São Miguel.

Porto Belo - são quatro pontos impróprios para banho. Dois ficam na Praia de Perequê e os outros dois na Praia de Porto Belo.

São José - na Praia de Guararema há um ponto impróprio.

(Deu no DC - www.clicrbs.com.br)

ÚLTIMO LANÇO

Foto Jean Raupp
Seo Ataide (de boné branco) deixou sua presença gravada nas areias, nos barcos, nas escamas prateadas das tainhas e no coração de todos os camaradas do Pântano do Sul!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

LÁ EM CIMA, NA GRANDE VIGIA



Foto Jean Raupp
Seo Ataíde (de boné branco) e os companheiros de toda uma
vida passada na praia do Pântano do Sul.

Foto Andrea Ramos

Tia Maria numa das últimas safras, recebendo o seu quinhão.
Pântano do Sul amanheceu cinza e um pouco mais triste neste 12 de 12 de 2012!
Seo Ataide e a Tia Maria( foto acima) partiram e estão navegando rumo a "grande vigia"!
Seo Ataíde, 91 anos, deixa sua companheira, D. Mafalda e cinco filhos.
Tia Maria Monteiro, filha de um dos mais experientes patrões de canoa na pesca da tainha, o Zé Gancheiro, e a irmã mais velha do Seo Arante, nasceu e viveu seus 98 anos na praia.

sábado, 8 de dezembro de 2012

ORA IÊIÊ Ô ! - SALVE OXUM NO SEU DIA

 Oxum , orixá feminino que recebeu o nome de um rio da nação Ijexá, na Nigéria.
 Graciosa mãe das águas doces, dos rios e cachoeiras, da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza. 
Adotada e  cultuada em todas as religiões afro-brasileiras, onde foi sincretizada com diversas Nossas Senhoras, entre elas Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora dos Prazeres, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora da Conceição.

O QUE VAI DAR NO FIM-DE-SEMANA?


Na praia e no mar do Pântano do Sul desde os 12 anos de idade, onde nasceu e vive até hoje, Célio Alípio é um dos pescadores mais experientes e ativos da região. Sempre de olho no céu, no mar e nos ventos ele sempre sabe o que vai dar no tempo daqui! Na sufocante tarde de ontem, quando os termômetros chegaram aos 41 graus, Célio fez a previsão de como será o fim-de-semana!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

OSTRAS E OSTRAS COISAS NO RIBEIRÃO

Foto Divulgação

O 1º Festival de Ostras começa nesta sexta-feira

Hoje às 19:00 até 9 de dezembro às 20:00

Av. Baldicero Filomeno, 2008 Condomínio Portal do Ribeirão, Ribeirão da Ilha - Florianópolis | Próximo ao campo de futebol Santa Cruz.

O 1º Festival de Ostras começa nesta sexta-feira (07), até domingo (09), em Florianópolis. O evento ocorre no Ribeirão da Ilha tradicional bairro açoriano da Capital com shows musicais, apresentações culturais e muita gastronomia do Ribeirão.

Além de ser um atrativo turístico, o evento deve diminuir o prejuízo dos produtores com o cancelamento da Fenaostra.

A festa é uma promoção da Associação dos Maricultores, com o apoio do Grupo RIC e da Secretaria de Agricultura do Estado.

Os ingressos serão vendidos a R$ 5,00 e crianças com até 12 anos não pagam. A abertura é nesta sexta-feira, às 19h. No sábado e no domingo, a festa começa às 10h.

Veja programação completa

Clic que cresce!

A NOITE SENDO...


Fotos Andréa Ramos


AO VIVO! E HÁ CORES!

Pântano do Sul - São 8 horas da manhã!

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PROTEGENDO OS MEROS

Foto Athila Bertoncini/Divulgação
Projeto Meros do Brasil, nascido em Itajaí, pesquisa espécie em risco de extinção

Estudiosos alertam para diminuição na quantidade de animais encontrados no Litoral catarinense

Dagmara Spautz
dagmara.spautz@osoldiario.com.br
Pesquisadores do Projeto Meros do Brasil desembarcaram quarta-feira em Itajaí após uma expedição de 10 dias pela costa do Paraná e de Santa Catarina em busca do mero, gigante marinho que está ameaçado de extinção. Os seis estudiosos, entre biólogos e oceanógrafos, voltaram com a certeza de que a espécie precisa de ajuda.

Em 48 mergulhos, menos de 30 meros foram encontrados. Todos estavam em apenas dois pontos do Litoral catarinense, na Ilha de São Francisco do Sul e nos arredores da Reserva Marinha do Arvoredo - uma queda populacional sensível para uma espécie que, há 60 anos, era comum e abundante em todo o Estado.

- Ainda não há uma sensibilização quanto à conservação do mero, até porque, diferente das baleias e tartarugas, o mero ninguém vê. No Brasil, o peixe ainda é tratado como fauna, como recurso pesqueiro - diz o oceanógrafo Áthila Bertoncini, coordenador de mergulho científico do projeto.

Pesado e grande, o mero forma cardumes no período reprodutivo, o que o torna uma presa fácil e atraente para a pesca esportiva. Há 10 anos, já considerado ameaçado de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza, uma portaria do governo federal proibiu a captura, comércio e transporte do mero, que foi o primeiro peixe marinho a receber medidas de proteção.

Captura continua

A portaria foi reeditada este ano, e teve a validade estendida até 2015. Para os pesquisadores, o prazo ainda é curto para saber se a espécie está ou não se recuperando e voltando a ocupar espaços onde já habitou, já que um filhote só estará apto a reproduzir depois de seis anos.

Apesar de protegido, o mero ainda é capturado, seja pela pesca esportiva e artesanal ou por acaso, na pesca industrial - o que ocorre quando o peixe fica preso nas redes ou é fisgado por anzóis.

- O mero tem características que o tornam muito vulnerável, como o fato de não ser agressivo, ter um crescimento lento, se agregar para reproduzir e se alimentar, o que potencializa a captura - diz a coordenadora técnica do Projeto Meros, Maíra Borgonha.

Uma nova expedição de mergulho do projeto deve ocorrer em janeiro. A intenção é, pela primeira vez, fazer a marcação dos peixes com chips, o que vai auxiliar na identificação e no monitoramento dos meros.

- O monitoramento é importante até porque se trata de um predador de peixes menores e crustáceos, e a presença do mero indica que há condições de vida no local - considera o oceanógrafo Rodrigo Mazzoleni, do Laboratório de Oceanografia Biológica da Univali.

Preservação do mero começa por Itajaí

Coordenadora técnica do projeto Meros, Maíra Borgonha conta que as primeiras iniciativas para preservação do mero surgiram em Itajaí 11 anos atrás, através de pesquisadores ligados à Univali. O projeto Meros ganhou corpo e hoje está entre os programas patrocinados pela Petrobras, com atuação nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco e Pará, além de Santa Catarina.

O trabalho ocorre em diferentes focos, que vão desde a educação ambiental até a identificação genética do mero, para evitar o comércio ilegal do peixe. Maíra explica que quando capturado, o mero é descaracterizado como forma de burlar a fiscalização. Sem a cabeça, o rabo e as escamas, é vendido como badejo.

- O mero é hoje uma espécie protegida, mas muita gente ainda não conseguiu entender isso - diz o oceanógrafo Áthila Bertoncini.

Paralelo à identificação, os pesquisadores também atuam na marcação, pesagem e medição dos animais, dados importantes para comprovar o impacto da ação do homem sobre a população de peixes. O projeto também tenta a reprodução de meros em cativeiro, numa tentativa de melhorar as possibilidades de estudo da espécie.

Anzóis que protegem tartarugas podem beneficiar o mero

O uso de anzóis em formato mais arredondado do que o comum na pesca de espinhel, que tem evitado a mortandade de tartarugas marinhas, pode servir também como medida de proteção para o mero e auxiliar nos programas de monitoramento da espécie.

Desenvolvidos pelo Projeto Tamar, os anzóis escorregam da boca do animal com maior facilidade. No caso das tartarugas, se forem fisgadas, o anzol modificado prenderá no bico, o que vai provocar um ferimento mais leve que o normal. Os pesquisadores do Projeto Meros do Brasil estudam os efeitos do anzol arredondado nas capturas feitas em pesquisas.

Os testes devem começar na próxima expedição que partirá de Itajaí, em janeiro, e a intenção é verificar se o novo modelo de anzol é capaz de uma captura menos prejudicial ao mero. Biólogo do projeto, Leonardo Bueno trouxe de uma recente viagem à Flórida (EUA) novas técnicas para captar informações do mero, com análises que vão além do tamanho e do peso - o que poderá trazer novos parâmetros para a espécie.

(Do O SOL DIÁRIO - www.osoldiario.clicrbs.com.br)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ABRINDO A JANELA DA NOITE!

Pântano do Sul - 7 da noite

Caminhos do Sul



Entre todas as trilhas da Ilha de Santa Catarina, a que vai da praia do Saquinho à praia de Naufragados é a mais puxada. São 9 km margeando os costões e se embrenhando pela Mata Atlântica.Como não há manutenção da prefeitura, o caminho é mantido por alguns grupos de trilheiros e é sempre bom se informar antes sobre as condições atuais, pois se o mato estiver alto, é muito fácil se perder. 
Esta turma fez o passeio no dia 25 de novembro de 2012, levaram 3 horas para ir e 3 horas para voltar, e para alguns mais o trecho do Saquinho até a praia da Solidão. A trilha estava roçada e havia gente experiente no grupo, como o condutor ambiental Sidinei Marafigo, da Marlitur, que fez uma surpreendente revelação sobre uma determinada espécie de planta nativa.
No meio do caminho se descortina uma das mais belas paisagens da viagem, o Pastinho. O lugar é ideal para descansar e reabastecer, pois para frente, a subida é de lascar!
Mas a chegada em Naufragados compensa qualquer sacrifício. A praia é linda, há oficinas líticas, sombras, bares e restaurantes. Quem quer conhecer o farol, tem que fazer um pouco mais de exercício, mas também vale a pena. Para voltar há a opção de barcos, na temporada. E de uma trilha mais curta, que leva à Caieira da Barra do Sul.

ESCOLA DO MAR


Foto Marcelo Palma

Curso de Pesca do IFSC Itajaí terá certificação da Marinha em 2013

Quem optar pelo curso técnico sairá com a Caderneta de Inscrição e Registro (CIR)
Marjorie Basso
marjorie.basso@osoldiario.com.br
O campus de Itajaí do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) será o primeiro do Sul do país a oferecer cursos certificados pela Marinha. Já a partir do ano que vem, os alunos que ingressarem no curso técnico em pesca sairão com o registro na Marinha, sem a necessidade de fazer um novo curso para a emissão da carteira.

A novidade vai facilitar a vida de quem pretende trabalhar no ramo e, depois de formado no técnico, ainda precisava fazer cursos específicos que levavam de três a seis meses para serem concluídos. Isso se os interessados conseguissem ingresso rápido na capacitação.

Em todo o Brasil, além do IFSC, apenas os Institutos Federais do Rio Grande do Norte e da Paraíba também estão autorizados a disponibilizar essa formação. As aulas ministradas a partir do ano que vem serão específicas de segurança no mar.

O acordo foi assinado no dia 20 de novembro durante a reunião do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).

As inscrições para o curso de Pesca abrem em julho do ano que vem e a capacitação fará parte da grade curricular, que prevê formação em um ano e meio. Interessados podem se increver pelo site do IFSC.

- A certificação de cursos decorrente da acreditação terá reconhecimento internacional, pois a Marinha do Brasil é a instituição credenciada internacionalmente para formação dos trabalhadores marítimos - explica o diretor-geral do campus Widomar Pereira Carpes Júnior.

Ampliação das atividades

Inicialmente, a preparação para emissão da Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) da Marinha será oferecida somente no curso de Pesca. Mas a intenção da instituição é ampliar a possibilidade também para os alunos de Aquicultura. O coordenador do centro de referência do IFSC em Itajaí, Rodrigo Gomes, diz que serão oferecidas mais de 10 tipos de formações continuadas no setor, que também contarão com as aulas.

Para dar conta da demanda desses cursos, o IFSC vai construir um Centro de Referência em Navegação e Pesca Marinha (CNPMar) aqui em Itajaí, com simuladores de navegação e pesca, planetário e instalações de combate a incêndio e salvatagem.

Tudo isso para atender as determinações da IMO (organização marítima internacional). Dois barcos, que serão usados durante as aulas, já estão à disposição do campus. As embarcações foram adquiridas pelo instituto por R$ 106 mil.

Inscrições

Interessados em participar dos cursos técnicos do IFSC precisam ter ensino médio completo e participar de um processo seletivo. As inscrições para a turma do início do ano que vem já foram encerradas, mas haverá uma nova turma no segundo semestre. São 35 vagas para Pesca.

O instituto está formando a terceira turma com cerca de 15 alunos. Além de Pesca, a instituição também oferece o curso de Aquicultura e Eletroeletrônica.

(O SOL DIÁRIO)

AQUI E AGORA -PÃNTANO DO SUL - 9 da manhã


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NO BANCO DA PRAÇA


Foto Fernando Alexandre

MAR DE ANZOIS


sábado, 1 de dezembro de 2012

O QUE VAI DAR NO FIM-DE-SEMANA

Fabio Aldemir da Lapa, pescador e "chef" do restaurante, petiscaria e bar "Capitão Ademir", de olho no vento, no mar, no céu e baseado em seus mais de 30 anos de praia diz como vai ser o tempo no Pântano do Sul neste final de semana.