sábado, 31 de março de 2018

MAR DE HASSIS

Acrílico sobre eucatex - 1974

(Hiedy de Assis Corrêa (Curitiba, 27 de julho de 1926 - Florianópolis, 2001)

JACK O MARUJO


- O sr pensa muita bobagem, capitão?
-Muita. Só assim consigo dizer coisa que preste. Quem fica matutando demais só fala asneira, disse Jack o Marujo.

GENTE DO MAR - LÁ E CÁ!

O filme, produzido por jovens caiçaras do município de Cananéia- SP, evidencia importantes aspectos da cultura caiçara com um olhar crítico e motivador. Faz um registro do diálogo entre gerações que contam como as mudanças socioambientais, culturais e econômicas afetaram e afetam os modos de vida dessa população tradicional, além de mostrar as adaptações que as comunidades desenvolveram para manter vivo e presente os saberes e fazeres caiçaras.

MESA DE SEMANA SANTA



Ingredientes
2 xícaras de arroz
200 gr de camarão
400 ml de leite de coco
1 cebola ralada
Pimenta moida
3 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de óleo
Suco de 1 lmião

Modo de Fazer

Misture o arroz com a cebola e refogue por 5 minutos no óleo. Adicione o caldo de camarão e cozinhe por 20 minutos. Tempere os camarões com sal e limão. Refogue na manteiga até dourar. Adicione o camarão ao arroz junto com o leite de coco. Tempere com sal e pimenta. Cozinhe por 6 minutos e sirva.

MALHEIRAS

Foto Andrea Ramos

MAR DE NAVEGANTES?


Escola de Sagres: verdadeiro, ou falso?

Escola de Sagres, aquela que nunca existiu, sequer ficava em Sagres: hora de desfazer o mito
Por João Lara Mesquita

Há muio tempo, tivemos um encontro com um conhecido e culto advogado que ‘pretendia viajar à Portugal para conhecer a Escola de Sagres’, tida como o maior feito do Infante D. Henrique, “O Navegador.” O encontro nos relembrou que chegara a hora de desafazer o mito da escola, sua localização, Sagres; e do epíteto do Infante que, na verdade, nunca navegou.

“É negada a Escola de Sagres. Provavelmente, negada com razão. A Universidade de Coimbra, bem mais antiga, conserva paredes da primeira dinastia. A Batalha, os Jerônimos, a Torre de Belém, sobram para demonstrar que a geração do Infantes era de excelentes construtores. Como é que em Sagres se haveria erguido uma escola de tamanho alcance, chegando até nós pequenas ruínas inexpressivas?” A pergunta é do historiador luso, Tomaz Ribeiro Colaço, em capítulo do livro, O Século dos Descobrimentos (Ed. Anhambi), um dos melhores já publicados no Brasil sobre a epopéia náutica portuguesa em seus vários aspectos e contexto.

E é ele mesmo quem responde:
Procuremos na escola de Sagres o parentesco espiritual da expressão “escola” filosófica ou literária; escola de ambição, de entusiasmo, de extralimitação, de sacrifício científico a um ideal.

D. Henrique, o Navegador?
Jaime Cortesão, maior figura da historiografia lusitana, referenda: falso!

No mesmo livro, Jaime Cortesão escreveu o capítulo O Homem e a Obra, sobre o Infante D. Henrique. Destacamos o trecho a seguir:

Supôs-se durante muito tempo que na Vila do Infante, quer situada no Cabo de S. Vicente, quer no de Sagres, houvesse uma escola náutica, no sentido estrito da palavra, com mestres e discípulos, onde estes fossem instruídos nas regras duma nova ciência de navegação. O melhor conhecimento dos fatos desfez essa crença.

Bobagens da rede ajudam permanência de mitos

Como o assunto é incrivelmente pouco abordado pelo ensino do brasileiro, mesmo nas faculdades, as redes sociais contribuem com a ignorância. É preciso buscar informação em fontes confiáveis,se não



Bobagens como esta infestam as redes sociais.

Ou esta…


E quanto à localização, Sagres?


Quem desmente é próprio Jaime Cortesão. “Morreu o Infante D. Henrique, a 13 de novembro de 1460, na sua Vila do Infante, situada, segundo o maior número de testemunhos, no Cabo de S. Vicente, saliência extrema do Sudoeste da Península Ibérica e da Europa. Mas seria a Vila do Infante no Cabo de S. Vicente, tal como hoje entendemos este topônimo? Tem- se discutido muito sobre esse problema, situando-a uns naquele cabo, outros no de Sagres ou nas imediações próximas à nascente. Razões de ordem geográfica e náutica e testemunhos coevos inclinam-nos para que a Vila do Infante fosse no Cabo de S. Vicente.”

Sagres ou S. Vicente? D. Henrique esclarece a dúvida

E prossegue o historiador: “Afigura-se também que as fontes mais antigas sobre a localização da Vila se ajustam melhor ao terreno, tal como acabamos de limitá-lo. Na carta de doação da espiritualidade da Vila do Infantes à Ordem de Cristo, o Infante D. Henrique esclarece…”

…mandei edificar um vila no outro cabo que antes do dito cabo de Sagres está, aos que vêm do Poente para Levante, que se chamava Terçanabal, à qual pus nome de Vila do Infante…



Cortesão conclui: “Segundo, pois, o próprio infante, a Vila foi construída num cabo ao ocidente do Cabo de Sagres, assim designado, e esse ao que nos parece, outro não pode ser senão o de S. Vicente. Nem se vêm localizados ao Cabo de S. Vicente as ruínas do palácio do sr. Infante D. Henrique. Ruínas, por consequência, posteriores ao terremoto de 1755.”

D. Henrique, “O Navegador”, que quase nunca navegou

A única viagem marítima de D. Henrique, “O navegador” , foi para a conquista da vila de Alcácer Céguer, porto de piratas e pescadores Marroquinos. Quem relata é Moreira de Camposno capítulo (do livro O Século dos Descobrimentos), Expansão Portuguesa em África. Diz ele “em 17 de outubro de 1458, largou deste porto o rei D. Afonso V, com seu tio, D. Henrique, levando 26.000 homens de peleja, embarcados em 280 navios de vários tipos. O vento não era propício para atingir Alcácer e toda a armada foi surgir em Tânger”.

A viagem de Tânger

Depois de discutirem sobre o ataque a Tânger, a que se opôs D. Henrique, “a armada dirigiu-se para Alcácer e a vila foi tomada.” Em capítulo já citado, Tomaz Ribeiro Colaço explica: “O Infante D. Henrique foi o descobridor do Brasil.”
Tânger à época de D. Henrique.
(Ilustração: gettyimages.com)

“Depois da jornada a Tânger, nunca mais ele andou sobre águas do mar. Devem ser horas de entender por que chama o mundo uníssonamente, O Navegador, a um homem que não deserdou a terra firme…”

Colaço prossegue: “Antes dele, os navios portugueses iam até ao Cabo Bojador, fronteira das Canárias; sob sua batuta, foram apenas até ao norte atual da Libéria, descrevendo ao longo da costa um arco de círculo afinal escasso. Não faz sentido que sobre tal base, e com artigo definido a conferir supremacia singular, se chame O Navegador a um homem que nunca navegou.”

Henrique o Descobridor

Colaço conclui: “Em relação ao Infante, o mundo entendeu e sentiu que tinha de dar-lhe nome universal; como era português, deram-lhe o nome menos expressivo, o que traduzia ação direta.
Sempre retrato em terra firme…

Surgiu esse erro pitoresco de chamar “O Navegador” a um homem que não navegara. O cognome certo seria Henrique, o Descobridor.”
(Fonte: O Século dos Descobrimentos, Ed. Anhambi, dezembro, 1961.)

(Do marsemfim.com.br/)

sexta-feira, 30 de março de 2018

RESTOLHOS

Foto Fernando Alexandre
Na praia, o que sossobra da lida das marés...

SEREIAS ENVELHECEM?

Deborah Erê mora em Manaus há cinco anos (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Grafiteira pinta sereias idosas para empoderar mulheres reais, no AM
Personagem discute autonomia do corpo feminino nos muros de Manaus.
Com rugas e físicos comuns, proposta de Deborah Erê é "empoderar", diz.

Jamile AlvesDo G1 AM

Em meio ao caos urbano, as cores e formas da "Senhora Sereia" surgem entre os muros cinzas de Manaus. As rugas profundas da personagem criada pela grafiteira Deborah Erê podem parecer inofensivas de longe, mas mantém um diálogo direto com as mulheres em cada traço. É por meio delas que ecoa o grito da artista contra a imposição dos padrões de beleza e opressão feminina no dia a dia. "Quero que as mulheres se reconheçam no grafite e se sintam poderosas. É o que todas nós somos", salientou.


Personagem chamada 'Senhora Sereia' discute
padrões de beleza e liberdade feminina nos muros
e ruas de Manaus
(Foto: Reprodução/ Jander Manauara)
Instrumento de arte, lazer e comunicação, os sprays se mostram como ferramenta poderosa de luta e resistência ao redor do mundo. A causa política aproximou a paulista Erê ao grafite quando ela tinha 18 anos. Aos 23, ela une a paixão pela arte ao desejo de empoderar mulheres "reais". Nesse sentido, a artista passou a retratar uma sereia subversiva: nada de longos cabelos lisos e físico escultural como nas telas do cinema.

"As sereias são sempre poderosas e 'bonitas' dentro do padrão de beleza. A gente sempre vê na rua muitas propagandas com mulheres modelos, mas nunca com uma velha, uma gorda. A 'Senhora Sereia' foi criada para representar essas mulheres. Eu queria que ela fosse velha, mas ao mesmo tempo demonstrasse beleza, sabedoria, poder. Uma mulher velha, mas linda e que reluz, brilha de sabedoria", explicou ao G1.

As inspirações dos rabiscos nos muros surgem da vivência de Erê enquanto mulher. Atuante em um cenário predominantemente masculino - tanto no que diz respeito às ruas, como à cena artística do grafite -, ela não discute apenas a autonomia feminina em relação ao próprio corpo. A artista procura ainda debater a relação das mulheres com os espaços públicos urbanos.

"A mulher é cobrada para ser perfeita, bonita, boa dona de casa, boa profissional, boa mãe. Na hora que eu vou para o muro, eu sempre penso muito nelas, no que nós passamos e isso traz reflexões. Não que o grafite retrate a opressão que a mulher sofre. A ideia é representar as mulheres de forma poética e empoderada para que elas se reconheçam e vejam que têm espaço, que a rua também pode ser delas", disse.

Grupo 'Golden Girls' usa arte urbana para debater feminismo (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Conquistando territórios

A partir da identificação com a Senhora Sereia, a conquista das mulheres por novos espaços ocorre silenciosa, mas expansivamente, segundo Deborah. Lugar considerado de risco para muitas, a rua vira palco para Erê e outras seis meninas expressarem as muitas perspectivas de liberdade feminina. Nos muros de Manaus, João Pessoa, Ribeirão Preto, São Paulo, Rio de Janeiro e Nova Iorque, o grupo "Golden Girls" discute o feminismo em meio a correria das grandes cidades.

As ruas podem ser ainda mais intimidadoras para as grafiteiras, que também precisam vencer o machismo dentro da própria cena. "É como se nós precisássemos provar que somos boas. Sempre ouço alguém falar 'prova que você sabe fazer mesmo', que duvida do meu trabalho só por eu ser mulher. Isso já melhorou muito, já somos bem acolhidas, respeitadas, mas a gente sabe que ainda está ali, velado. A gente tem que passar por cima disso", ressaltou.

Objetivo da personagem é representar mulheres reais (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Dos muros para a internet

Deborah e outras meninas criaram o blog "Espaço Marciana" em 2014. A proposta do site é apresentar histórias de garotas inspiradoras ao público infantojuvenil. "A ideia é naturalizar o feminismo desde cedo, para que as meninas queiram ser como as garotas que estão lá, todas poderosas. O objetivo é que um dia esse material possa ser levado para discussões em escolas", informou.

O esforço para empoderar meninas e mulheres, seja nas ruas ou na internet, é de "erva daninha", como a própria artista gosta de definir seu trabalho. "Erva daninha é a planta que cresce contra os objetivos do homem, uma planta que nasce no lugar errado. O lance do grafite, da mulher na rua, do feminismo, mistura tudo isso. Representa a resistência", completou.

(http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/)

TEM CAMARÃO NO BOBÓ


Foto Divulga��o

BOBÓ DE CAMARÃO


Ingredientes
700 gr de camarão médio limpo
500 gr de aipim cozido
1 vidro de leite de coco
2 colheres (sopa) de azeite de dendê
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cebola cortada miudinha
4 tomates maduros sem pele e sem semente, cortados em cubinhos.
1/4 de pimentão verde (opcional) sem semente
2 folhas de louro
2 colheres (sopa) de suco de limão
4 colheres de cheiro verde picado
sal e pimenta moída na hora


Fazendo...
Numa travessa coloque o camarão, o tempero verde, meia cebola, o louro, o suco de limão, sal e pimenta e o azeite e deixe tomar gosto por aproximadamente 30 min.
Cozinhe o aipim até amolecer bem, amassando-o em seguida e batendo - ainda quente - em um liquidificador ou processador com um vidro de leite de coco. Caso seja necessário coloque um pouco da água do cozimento.
Em seguida numa panela funda refogue num pouquinho de azeite a cebola restante, acrescente o tomate e o pimentão e continue refogando. Por fim acrescente o camarão temperado. Deixe cozinhar um pouco. Lembre que o camarão cozinha rápido e ele não deve estar totalmente cozido quando for colocado o aipim.
Na sequência incorpore o aipim com o leite de coco. Coloque o azeite de dendê. Faça uma correção de sal e pimenta, se necessário. Deixe cozinhar um pouco para os sabores misturarem.
Acompanhe com arroz e/ou salada.

DO COSTÃO...

Foto Silézio Sabino 
Do outro lado do lado de lá!
Pântano do Sul



LUZ DO SOL


Dezhou, China, a primeira cidade solar do mundo


Dezhou, China, é uma cidade na província de Shandong, noroeste da China. Faz fronteira com a capital provincial de Jinan a sudeste, Liaocheng a sudoeste, Binzhou a nordeste e a província de Hebei a norte.

A cidade, com cinco milhões de habitantes, fica na principal rota ferroviária de Pequim a Xangai, conhecida como Jinghu Railway. É também uma das 23 estações da exclusiva linha de alta velocidade Pequim-Xangai. Dezhou sempre foi um importante centro de transportes desde os tempos antigos, com a sua reputação de “junção de nove artérias” e “Portal da Capital” gradualmente estabelecido.
Dezhou, China, precursora da revolução da energia renovável

Segundo a Deutche Welle, “na cidade quase todos os telhados são cobertos de painéis solares. Existem laboratórios de pesquisa, 100 empresas de energia solar e até um museu solar.” O Washington Post descreveu o Solar Valley de Dezhou como a “versão de tecnologia limpa do Vale do Silício”. 98% da energia consumida em Dezhou vem da energia solar.
Parque público em Dezhou (foto:http://tropicaldesignwiki.org/)

Atualmente, uma das maiores e mais famosas indústrias de Dezhou é a indústria de energia solar, com duas principais corporações – o Grupo Himin e seu parceiro Ecco Solar Group. Dezhou aumentou sua reputação internacional quando foi selecionada para acompanhar os anfitriões anteriores, Daegu, Coréia do Sul (2004), Oxford, Reino Unido (2006) e Adelaide, Austrália (2008) como anfitrião do Congresso Internacional da Cidade Solar de 2010. O Grupo Himin tornou-se o maior fabricante mundial de aquecedor solar de água e também está descobrindo novas áreas, como fotoeletricidade.

‘Retirada da natureza nos arredores de Dezhou tem propósito paradoxal – proteger a natureza’

O título acima é do Washington Post. O jornal diz que “desarraigando os últimos vestígios da vida rural na periferia desta cidade do norte da China, trabalhadores com motosserras passaram uma manhã cortando árvores para dar lugar a uma fábrica gigantesca. Um grande estandarte vermelho anunciava o futuro do que costumava ser terra arável: “A Maior Base de Produção de Energia Solar no Mundo Inteiro”
.
Em perspectiva maior. (Foto:http://tropicaldesignwiki.org/)

Huang Ming, engenheiro da indústria de petróleo transformado em magnata da energia solar, que está conduzindo um dos mais ousados esforços da China para promover e lucrar com a tecnologia verde, declarou:
Este é um experimento. É um grande laboratório

Os custos da cidade solar

O WP informa que “o plano de US $ 740 milhões atraiu cerca de 100 empresas e gerou fábricas, um centro de pesquisa e amplas avenidas iluminadas por luzes movidas a energia solar. Ele destaca a promessa – bem como os limites – dos esforços da China para conciliar desenvolvimento econômico vertiginoso com preocupações ambientais.”

A China detém o incômodo posto de segundo país que mais polui a atmosfera. Por ano são emitidos 1,540,360 t de dióxido de carbono. A poluição gerada chega a ser degradante. Nas questões do mar e zona costeira, o país dá os piores exemplos. Mas, agora, com novos investimentos, a China procura se redimir. O país investe US$ 90 bilhões por ano no desenvolvimento de energias renováveis. Os USA estão no top do ranking das emissões, com 3,473,600 t por ano.
Assista o vídeo e veja o prodígio que esta cidade conseguiu:





Fontes: https://en.wikipedia.org/wiki/Dezhou;http://www.dw.com/en/dezhou-chinas-solar-valley/av-37980019;http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/05/16/AR2010051603482.html; https://www.portalvejaagora.com/top-10-paises-que-mais-poluem-o-mundo.

(Do https://marsemfim.com.br/)

quinta-feira, 29 de março de 2018

CAMINHOS...

Passadas, caminhada, silêncios e clique do João Alberto Ganzo Fernandez 
Praia do Saquinho

NOTURNA

Foto  Fernando Alexandre

Pântano do Sul



ARRASTANDO NO PÂNTANO DO SUL!


Fotos Fernando Alexandre

Fotos Fernando Alexandre
Três barcos atuneiros - pescadores de atum - estavam hoje ancorados na baía do Pântano do Sul! Em busca de iscas vivas - sardinhas - eles usam redes miudeiras e arrastam no fundo da praia detonando com todas as espécies! Por lei, eles têm que observar 200 metros da praia! Quem é que mede?
Na madrugada de ontem. houve conflitos entre os pescadores da praia e os atuneiros! Foguetes e ameaças rolaram!

BÁSICO E CLASSICO

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul

CUIDANDO DOS MORADORES DO MAR

  1. Foto: R3 Animal

  1. Rio Vermelho ganha o maior centro de reabilitação de animais marinhos do país
  1. Os animais marinhos resgatados em Santa Catarina que precisarem de reabilitação para retornarem ao habitat natural vão ganhar um local novo e especial só para eles. O maior Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos do país será inaugurado no Rio Vermelho em Florianópolis, no dia 28 de março. A obra, executada pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), terá 3 mil m² de área construída e poderá receber mais de 170 animais marinhos ao mesmo tempo.

  2. O Centro está localizado dentro do Parque Estadual do Rio Vermelho e será administrado pela Associação R3 Animal, através de uma parceria com o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC) e a Polícia Militar Ambiental. A R3 é uma das instituições executoras do PMP-BS. Este será o maior local especializado em reabilitação e despetrolização de animais marinhos do Brasil.

  3. Serão 12 piscinas, sendo uma para abrigar pinguins, uma para aves voadoras, uma para golfinhos, uma para lobos/leões marinhos e oito para uso misto. O Centro ainda contará com ambulatório, salas de estabilização, internação e isolamento, laboratório de análises clínicas, sala de necropsia, para o caso dos animais encontrados mortos, cozinha para preparação de alimentos para animais e área administrativa. No total, haverá a capacidade para receber 120 pinguins, 50 aves voadoras, dois leões/lobos-marinhos e um golfinho, simultaneamente.

  4. Localizado dentro de um Parque Estadual, o Centro atenta para a sustentabilidade e terá seu próprio sistema de tratamento de efluentes, captação de água da chuva e sistema de energia fotovoltaica. Desde o início do PMP-BS, em 2015, a Associação R3 Animal já realizou 563 solturas de animais marinhos reabilitados. É bom frisar que o Centro de Reabilitação não será aberto para visitações. Vale lembrar que a reabilitação dos animais marinhos já era feita pela Associação R3 Animal antes da criação do PMP-BS.

  5. Em caso de avistamento de animal marinho ferido ou morto, recomenda-se manter a distância, evitar aglomerações e acionar imediatamente a instituição, pelo telefone 0800 642 3341.
(Do http://www.jornalconexao.com.br/)

quarta-feira, 28 de março de 2018

MAR DE POETA

Resultado de imagem para peixe voador

pássaro

peixe fora d'água
precisei de asas
e nadei no ar

(Da líria porto)

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Fernando Alexandre

PIROGA

Chamada de piroga pelos índios, embarcação datada de 1610 foi achada em outubro do ano passado

Canoa indígena construída em 1610 é encontrada em Minas Gerais
Teste com carbono 14 indica que a canoa encontrada por pescador no Rio Grande, no Sul de Minas, é de um tronco de araucária e tem 400 anos, anterior à chegada dos bandeirantes

Gustavo Werneck

A canoa achada em outubro do ano passado no Rio Grande, na divisa de Andrelândia e Santana do Garambéu, no Sul de Minas, é a mais antiga já identificada no estado. Teste feito com carbono 14 de uma amostra da madeira, no Laboratório Beta Analytics, em Miami, na Flórida (EUA), mostra que a peça inteiriça data de aproximadamente 1610 – sete décadas antes da chegada dos primeiros bandeirantes à região. Outro resultado importante divulgado ontem, desta vez a partir de estudo científico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP), revela que a embarcação foi escavada no tronco de uma Araucaria angustifolia, conhecida popularmente como pinheiro do Paraná.

Encontrada pelo pescador Pedro Fonseca e o filho, Douglas, de 9 anos, que remavam em um fim de semana, a canoa tem 9,10m de comprimento e 70cm de largura e está em exposição na sede do Núcleo de Pesquisas Arqueológicas (NPA) do Alto Rio Grande, associação que encomendou os dois testes e completa 30 anos em favor da preservação do patrimônio cultural de Andrelândia. Nos últimos 18 anos, seis peças de tamanhos variados foram localizadas em rios. Outra “piroga”, como os índios denominavam esse meio de transporte, foi encontrada em 1999 no Rio Aiuruoca, no limite entre entre Andrelândia e São Vicente de Minas, e recebeu a datação de 1660, também com radiocarbono.

Entusiasmado com a descoberta, o conselheiro do NPA, engenheiro Gilberto Pires de Azevedo, explica que os povos pioneiros que habitavam a região tinham um contato muito grande com a araucária. “Escavações feitas na década de 1980 por arqueólogos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no sítio da Toca do Índio, na Serra de Santo Antônio, encontraram sementes de pinhão, que, possivelmente, eram consumidas como alimento. Os vestígios mais antigos têm 3.500 anos”, afirma Gilberto.

O conselheiro acrescenta que a datação confirma que a canoa tem procedência indígena, fato que já havia sido considerado pelos integrantes do NPA, “pois ela foi escavada num único tronco de madeira, não tem sinais aparentes de uso de ferramentas modernas, como serras ou formões, e traz marcas de fogo, indicando a antiga técnica dos índios”. A partir do século 18, explica, a araucária sofreu processo acelerado de destruição, sobretudo para o uso da madeira em construções civis. “Hoje seu território está reduzido a uma fração mínima, o que segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), a coloca em Perigo Crítico de Extinção”, lamenta o engenheiro.

Em 29 de novembro, o Estado de Minas documentou o achado arqueológico, que teve participação fundamental de Douglas. No domingo de sol forte e nível do rio baixo, devido à longa estiagem, o menino teve vontade de mergulhar, quando encostou a mão num pedaço de madeira. Comunicou então ao pais, e a dupla verificou que a embarcação estava enfiada na areia. Retirar a velha canoa não foi fácil, conforme declarou, na época, o arquiteto José Marcos Alves Salgado, também conselheiro do NPA: foram necessários quatro dias para levar a peça até uma trilha no mato e protegê-la. Na sequência, ela seguiu de caminhão até o Parque Arqueológico da Serra de Santo Antônio, unidade pertencente ao NPA.

Os achados no Sul de Minas, onde foram localizadas três canoas do século 17, sugerem que pode haver outras surpresas, acredita Gilberto, lembrando que os achados arqueológicos se concentram em cavernas, grutas e na terra: “Descobertas desse tipo são muito raras no Sudeste do país e a importância histórica é enorme. É preciso haver mais estudos nos rios da região, ainda nessa época de poucas chuvas”. O conselheiro do NPA adianta que a associação vai construir instalações adequadas para proteger melhor a canoa e garantir mais conforto aos visitantes.

DESCOBERTAS Um desenho feito pelo alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858), em viagem pelo país entre 1821 e 1825, mostra 13 índios numa canoa. Ela tem 10,6m de comprimento e 70cm de largura e foi encontrada em 1999 no Rio Aiuruoca, que integra aa bacia do Rio Grande, em São Vicente de Minas, no Sul do estado.

ARRASTÃO

Elis Regina tinha apenas 20 anos quando se inscreveu no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Excelsior. Gaúcha, havia mudado fazia poucos meses para São Paulo e aqui gravou o primeiro disco pela Philips, com três canções de Edu Lobo. O mesmo autor que cederia a Elis a música, com letra de Vinicius de Moraes, que ela defenderia: Arrastão. E foi no dia 6 de abril de 1965 que venceu espetacularmente o Festival. Elis ficou conhecida no País inteiro e surgiu uma mania por festivais que duraria até os anos 1970.
Mergulhe mais fundo em "A Era dos Festivais", de Zuza Homem de Mello, Editora 34, 2003.

OS HOLANDESES E O MAR

Ilustração: you tube

Holandeses, povo marítimo por excelência

“Símbolo da exploração com naus a vela e das descobertas foi a revolucionária República Holandesa do século XVII. Tendo declarado sua independência do poderoso Império Espanhol, ela abraçou, mais completamente que qualquer outra nação desta época, o Iluminismo europeu.” Assim escreveu Carl Sagan, professor de astronomia e ciências espaciais da Universidade Cornell. Autor de dezenas de livros, entre os quais, “Cosmos” (ed. Cia das letras), Sagan, antes de tudo, era um humanista. Foi desta obra que tiramos a frase sobre os holandeses, povo marítimo por excelência.

Holandeses, povo marítimo, e a necessidade de navegar

Carl Sagan: “Era uma sociedade racional, ordenada, criativa. Mas os portos e navios espanhóis foram vedados à navegação holandesa. A sobrevivência da minúscula república dependia de sua capacidade para construir, tripular e acionar uma grande frota de navios comerciais.

Holandeses, povo marítimo: as naus

“A Companhia das Índias Orientais, empreendimento conjunto de governo e iniciativa privada, enviou navios para os cantos mais afastados do mundo para adquirir mercadorias raras e revendê-las com lucro na Europa.”
Saga marítima portuguesa: início e, sobretudo, o declínio que abre as portas para outros povos navegadores

Foi assim que começou a epopéia náutica holandesa. Ela foi favorecida pelo imenso império marítimo português, e a dificuldade dos lusos estarem em todos os lugares para defender suas posses. A saga lusa começou em 1415, e teve seu ‘grand finale’ em 1522, com a circunavegação de Fernão de Magalhães.
Os lusos não conseguem segurar seu império marítimo

Depois de dominarem os mares, os lusos criaram um império tão vasto que sua pequena população (na época avaliada em um milhão de pessoas) não deu cabo de segura-lo, abrindo espaço para outras nações. Os holandeses, povo marítimo por excelência, não perderam tempo.

Holandeses, povo marítimo, vencem os lusos em Cochin. Atlas van der Hagen

Do mar de Barents, no Ártico, à Tasmânia, na Austrália

Carl Sagan: “De uma hora para outra os holandeses estavam presentes em todo o planeta. Omar de Barents, e a Tasmânia, devem seus nomes a capitães do mar holandeses. Em um ano típico, muitos navios percorriam metade do mundo. Descendo pela costa oeste da África, contornando o litoral sul, passando pelo estreito de Madagascar e atravessando o que chamavam de mar da Etiópia, e depois a ponta meridional da Índia, eles navegavam em direção ao maior foco de seu interesse, as ilhas das Especiarias, atual Indonésia. Algumas expedições saíram dali para uma terra com o nome de Nova Holanda, hoje chamada Austrália.”

E conclui Sagan: “Nunca antes nem depois, a Holanda foi a potência mundial que era então.”
Holanda do século XVII, o lar de grandes filósofos

Em seu livro, diz Sagan sobre esse aspecto: “País pequeno, obrigado a recorrer à sua sagacidade e inventividade, praticava uma política exterior de forte cunho pacifista. Devido a sua tolerância para com opiniões heterodoxas, era porto seguro para intelectuais que se refugiavam da censura e controle de opinião.”

“A Holanda do século XVII tornou-se o lar do grande filósofo judeu Espinoza; que Eisntein admirava. De Descartes, figura axial da história da matemática e da filosofia; de John Locke, cientista político que influenciou um grupo de revolucionários de inclinação filosófica cujos nomes eram Paine, Adams, Franklin e Jefferson. Foi a época dos mestres da pintura de Rembrandt e Vermeer, e Frans Hals; de Leeuwenhoeck, inventor do microscópio; de Grotius, fundador do direito internacional; de Willebrord Snell, que descobriu a lei da refração da luz.”

O estudo sistemático…Aula de anatomia, de Rembrandt

“O microscópio e o telescópio foram desenvolvidos na Holanda, no início do século XVII.”
A luz: tema predominante naquela época

Sagan diz que ” a luz era tema predominante na época. A simbólica iluminação da liberdade de pensamento e de religião, da descoberta geográfica. A luz que permeava as pinturas da época, em especial a primorosa obra de Vermeer; e a luz como objeto de de investigação científica…”

O astrônomo, de Veermeer

“Os interiores de Vermeer estão caracteristicamente cheios de artefatos náuticos e mapas de parede.”

“Oficial e moça sorridente” (1657-58), a notar, o mapa de parede

“Um problema cheve para a navegação na época era a determinação da longitude, que exigia uma medição precisa do tempo. Christian Huygens inventou o relógio de pêndulo que foi empregado, não com absoluto sucesso, para calcular posições no meio do oceano.”

Algumas descobertas holandesas
Eles colonizaram Java e, ao mesmo tempo, chegavam ao Nordeste do Brasil, denominado na época como Brasil neerlandês. O navegador Willem Janszoon, foi o primeiro europeu a avistar as terras australianas (1616) e Nova Zelândia (1642). No ano de 1615, Jacob Le Maire e Willem Schouten navegaram contornando o Cabo Horn para provar que a Tierra del Fuego não era uma ilha tão grande. Abel Tasman, executou viagem de circunavegação à chamada Nova Holanda. Em Junho de 1594, o cartógrafo holandês Willem Barents partiu numa frota de três navios para o mar de Kara (parte do oceano Ártico, ao norte da Sibéria), na esperança de encontrar a passagem do Nordeste acima da Sibéria. Atingiram a costa oeste da Nova Zembla (arquipélago russo no oceano Ártico), e seguiram para norte, antes de serem forçados a voltar face aos grandes icebergs.

“O império holandês incorporou regiões como a do Cabo, na África; o Ceilão, na Ásia; a Nova Amsterdã (atual Nova York); vários territórios no nordeste do Brasil e as ilhas Antilhas na América.”

“A Holanda tem uma ex-colônia no norte da América do Sul, no meio das duas Guianas: o Suriname. E nova York foi fundada pelos holandeses.

O final da era holandesa no mar

“No séc. XVII ocorreram três guerras anglo-holandesas: de 1652 a 1654; de 1665 a 1667; e de 1672 a 1674, ao final das quais ocorre a emergência da Inglaterra como potência mundial hegemônica.”

Por seus feitos no mar, a Holanda merece estar presente na ‘História Marítima”, do Mar Sem Fim. Carl Sagan encerra assim suas considerações sobre a o périplo náutico holandês: “as espaçonaves Voyager são descendentes lineares daquelas viagens de exploração dos veleiros, e da tradição científica especulativa de Christian Huygens. As Voaygers são caravelas direcionadas às estrelas, explorando no caminho esses mundos que Huygens conhecia e tanto amava.”

Fonte: Cosmos, de Carl Sagan, Ed. Cia das Letras.
Fontes da net: https://www.infoescola.com/historia/descobrimentos-e-navegacoes-holandesas/;https://alunosonline.uol.com.br/historia/navegacoes-holandesas.html; https://www.ducsamsterdam.net/curiosidades-historia-holanda/.

(Via https://marsemfim.com.br/)

MANÉMÓRIAS

Imagem feita por Gustav Pfaff em 1890
Saco dos Limões

TRADUZINDO A LÍNGUA DAS ONDAS

James Cook desembarca no Hawaii
J
Jaca - Surfista iniciante, mole, que não pega quase nenhuma onda. O mesmo que cabaço e prego.
Jacaré – Como se chamava o surfe de peito nos seus primórdios no Brasil. Ele também era praticado com pequenas pranchas de madeira de fabricação caseira. Pode ser considerado o precursor do bodyboard. O mesmo que expresso.
Jack London – Escritor norte-americano que em 1907, juntamente com sua mulher Charmian e a bordo do veleiro “Snark”, chegaram ao Hawaii onde ficaram deslumbrados ao presenciarem alguns nativos surfando. É de sua autoria um dos mais contundentes textos sobre o ato de deslizar sobre as ondas, publicado na edição de outubro de 1907 da revista “A Woman’s Home Companion” e posteriormente no livro “A Travessia do Snark” com o título de “Um Esporte Real”. London - que em sua época foi o autor americano mais vendido, mais bem pago e mais popular - é considerado um dos responsáveis pelo ressurgimento do surf no começo do século passado por ter sido um de seus maiores divulgadores mundo afora. London morreu em 22/11/1916 aos 40 anos de uma dose letal de morfina.
Jailbreaks - Conhecida onda que quebra com tamanho entre 3 e 6 pés para a direita sobre um fundo de coral – reef break – nas Maldivas, Oceano Índico. Com águas quentes, seus melhores meses para o surf vão de maio a agosto.
James Cook – Capitão inglês que entre 1768 e 1779 desbravou o triângulo polinésio e documentou os costumes, idiomas, manifestações religiosas e culturais destes povos. No Hawaii, Cook chegou em 18 de janeiro de 1778 na baia de Kealakekua, ilha de Oahu, com uma frota de dois navios – o “Resolution”e o “Discovey”- e conheceu o surf. É dele um dos primeiros relatos escrito que se tem notícia sobre o ato de andar sobre as ondas. Em um de seus relatos de viagem, dizia o capitão inglês: “...é curioso o exercício aquático que os nativos realizam sobre pranchas de madeira.” James Cook acabou sendo morto em 14/12/1779, em Kealakekua Bay, na ilha do Hawai, após matar alguns ilhéus acusados de roubo e ameaças.
James King - Tenente inglês que chegou ao Hawaii em 1777 como integrante da esquadra do navegador James Cook (considerado o “descobridor” do Hawaii) e que ao presenciar a prática do surf, escreveu um dos primeiros relatos conhecidos até hoje. Segundo King, “a bravura e a extrema habilidade desses nativos ao desenvolver as difíceis e perigosas manobras sobre as ondas só pode ser classificada de estonteante e é algo realmente difícil de acreditar quando presenciado de fato”.


( Verbetes do "Dicionário do Surf - A Língua das Ondas" - Fernando Alexandre/ Ilustrações de Andrea Ramos - Cobra Coralina Edições - Mergulhe fundo e saiba mais no www.dicionariodosurf.blogspot.com )

terça-feira, 27 de março de 2018

NA PRAIA

MAR -CAIS

Ilhas de outono
prateiam tainhas
nas asas da luz
(Fernando Alexandre)

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

VELHO VENTO

Foto Fernando Alexandre
"Ventu suli o dia interu, limpa u mari magi suja u terreru"
(Estrofe de canção popular praieira da ilha de Santa Catarina)

PÂNTANO DO SUL, EM 1900

Pântano do Sul - década de 40

Pântano,  segundo Virgílio Várzea

"O arraial do Pântano ou Pântano do Sul fica na enseada de igual designação, na costa de leste da Ilha, sobre uma faixa arenosa apertada entre a corda de montes que vem de Naufragados até Caiacanga-açu e os outeiros ou cabeços escarpados da Lagoinha.

Com poucas terras cultiváveis, e desconhecendo por completo os processos agrícolas modernos de as fertilizar, os habitantes são mais pescadores que lavradores.

Muitas redes de arrastão lanceiam por toda a costa, principalmente no tempo do peixe de corso, que é excelente e coalha essa enseada, em mantas ou magotes enormes, de maio a outubro de cada ano."

(De "Santa Catarina: a ilha", de Virgílio Várzea - publicado em 1900)