quinta-feira, 31 de julho de 2014

NAVEGUE SEGURO!

 

O BACALHAU DA CASA

Bolinho de bacalhau (ou abrótea) e mandioquinha

Rendimento: 40 unidades.Tempo de preparo: 2 horas, mais aproximadamente 12 horas para dessalgar o bacalhau. A abrotéa, por ser menos salgada, demora menos tempo para dessalgar.

Ingredientes
:: 1 cebola média em cubinhos:: 1 dente de alho bem picadinho:: 300 g de lasquinhas de bacalhau bem limpas e dessalgadas por aproximadamente 12 horas:: 400 g de mandioquinha sem casca em rodelas finas:: 1 ovo:: 1 colher (sopa) de farinha de trigo:: 1/2 xícara de salsinha, cebolinha e coentro picadinhos:: azeite de oliva:: sal e pimenta-do-reino moída:: 1 litro de óleo vegetal para fritar.

Modo de preparo

- Numa panela média, aqueça um fio de azeite e doure a cebola. Junte o alho, espere perfumar e adicione o bacalhau. Misture bem e deixe no fogo por uns cinco minutos, até a carne esbranquiçar.

Enquanto isso, coloque a mandioquinha numa panela com água fria e cozinhe até amaciar (espete com um garfo para testar). Depois escorra, descasque, esprema e coloque numa tigela.

- Misture a mandioquinha, o bacalhau, o ovo, a farinha e as ervas picadas até obter uma massa homogênea, acerte o sal e a pimenta e leve à geladeira por 30 minutos para firmar.
- Para moldar os bolinhos, unte ligeiramente com óleo a palma das mãos, pegue uma porção de massa com uma colher de sopa e enrole como um croquete ou uma bolinha, ou, se preferir bolinhos alongados e com cantos bem marcados, pegue uma porção de massa com uma colher de sopa, passe a massa de uma colher para outra raspando bem na borda para marcar o primeiro canto, então passe o bolinho de volta para a primeira colher para conseguir o segundo canto e depois passe de novo para a outra colher, fazendo o terceiro canto (se quiser, prepare os bolinhos com até 24 horas de antecedência, espalhe numa assadeira, cubra com filme plástico e guarde na geladeira, ou congele por até uma semana e frite ainda congelados).

- Para o bolinho não encharcar, aqueça o óleo numa frigideira grande, frite uns seis de cada vez, banhando sempre com uma escumadeira até dourar, então escorra e seque sobre papel absorvente (se preferir, asse numa assadeira untada com azeite por uns 20 minutos, no forno a 200º C, médio-alto, até que os bolinhos estejam dourados e crocantes).

*

("Bacalhau", livro de Heloisa Bacellar - Editora: DBA)

MAR DE BALEIAS

Imagem anônima

TAINHA NA REDE!

Um documentário!

LÁ NO FUNDO...

 FOTOS DIVULGAÇÃO
PESQUISADORES ENCONTRAM SUBMARINO NAZISTA NAUFRAGADO COM 17 ESQUELETOS DENTRO

No litoral da ilha de Java, na Indonésia, pesquisadores do Centro Nacional de Arqueologia do local encontraram um submarino nazista e, em seu interior, 17 esqueletos humanos, além de binóculos, baterias e pratos adornados com suásticas.


A princípio, os pesquisadores pensaram se tratar do submarino U-168, que as forças navais alemães utilizaram para atacar, com sucesso, vários navios aliados. O U-168 naufragou enquanto se dirigia à Austrália, quando um navio holandês disparou seis torpedos, provocando a morte de 23 marinheiros alemães. Posteriormente, outros estudiosos da Segunda Guerra disseram que os restos encontrados poderiam ser do submarino alemão U-183, naufragado em 23 de abril de 1945, no mar de Java, deixando um saldo de 55 mortos e um único sobrevivente.



Ambos os submarinos faziam parte do chamado “Grupo de Monção”, da Alemanha nazista, que atacou navios e submarinos aliados no Oceano Índico e no Mar Arábico. O chefe da investigação afirmou: “Este é um achado extraordinário, que, sem dúvidas, vai trazer informações úteis sobre o que ocorreu no Mar de Java durante a Segunda Guerra Mundial”.


(Fonte: http://www.naval.com.br/)

CAMARADAGEM DA TAINHA

 
Burocracia reduz fartura de tainha

Pescador Manoel Augusto Schroeder diz que a burocracia está acabando com a tradição da pesca da tainha e prejudicando a vida de centenas de famílias

[...] Veja mais em: http://ndonline.com.br/florianopolis/colunas/economia-as-claras/184426-burocracia-reduz-fartura-de-tainha.html?fb_action_ids=573642592744179&fb_action_types=og.likes.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

DO ATLÃNTICO AO PACÍFICO

Ilustração do livro Caminho do Peabiru, de Rosana Bond.
O Caminho de Peabiru era uma “estrada” milenar, transcontinental que ligava o oceano Atlântico ao Pacífico, atravessando a América do Sul, unindo quatro países. No Brasil, passava por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e depois seguia para Paraguai, Bolívia e Peru, cortando mata, rios, cataratas, pântanos e cordilheiras. A verdadeira história do Peabiru, segundo estudiosos ainda é um mistério, uma das teorias mais aceitas é que o caminho é a menor e melhor rota entre os oceanos Atlântico e Pacífico, tendo um importante papel no intercâmbio cultural e na troca de produtos entres as nações indígenas. Dizem ainda que foi aberto pelos guaranis em busca constante de uma mitológica "Terra sem Mal", aconselhados pelos seus deuses - base da religião guarani. Esse território mágico seria a morada dos ancestrais, descrito como o lugar onde as roças cresciam sem serem plantadas e onde a morte era desconhecida.
Existem mais duas hipóteses para a criação do Peabiru: a de São Tomé e/ou Pay Sumé, apóstolo de Cristo, e a da civilização Inca.
Segundo a escritora Rosana Bond, autora do livro “O Caminho de Peabiru” o caminho possui grande importância histórica, pois entre outras coisas serviu para as andanças e até grandes migrações de povos indígenas e, mais tarde, para a descoberta de riquezas, criação de missões religiosas, comércio, fundação de povoados e cidades.
Saiba sobre o lançamento no www.sambaquinarede.blogspot.com



Chamado de "diamante dos mares", o atum azul é um dos peixes mais cobiçados do mundo. Dotado de uma incrível velocidade, ele dispensa predadores. O naturalista sueco Linnaeus o nomeou de Thunnus thynnus, que do grego significa "pressa". Nos últimos anos, a forte pressão sobre os estoques do atum azul o colocaram como uma das espécies em estado preocupante. Pensando em alternativas sustentáveis de produção, a empresa japonesa Sojitz Tuna Farm Takashima, principal operador de atum congelado importado para sashimi, iniciou em 2008 o primeiro projeto de criação de atuns no Japão. Os tanques são mantidos a 500 metros da costa de Takashima, cidade escolhida pelas vantagens logísticas e ambientais.


Três anos é o tempo necessário para que juvenis cheguem à idade adulta e possam pesar mais de 30 Kg. Contudo, existe uma elevada taxa de mortalidade durante o período de cultivo, devido a queda acentuada da temperatura da água, colisões com as laterais dos tanques ou fugas para mar aberto. A empresa trabalha em conjunto com vários atores durante toda a cadeia de produção: pescadores locais, administração pública, sindicatos, investidores e demais interessados no estabelecimento de regras e regulamentos da empresa. Os juvenis são obtidos da pesca. Contudo, a empresa é parceira da Universidade de Kinki, onde são realizadas pesquisas para a reprodução artificial.

Acesse o link e saiba mais sobre esta empresa. Clique aqui.

Foto: Sojitz

sábado, 26 de julho de 2014

SUL REAL



 Praia do Campeche - clic do Luis Floripa

E NÃO É MENTIRA DE PESCADOR!


Ninguém tá acreditando, mas hoje deu peixe na Lagoinha do Norte! De manhã, a primeira informação foi do Gabriel Elio. No final do dia, do outro Gabriel, o Constancio! Gabriel Constancio

mais festa na Lagoinha!
ÚÚÚÚ!!!!!
Cercamos 800 de manhã e a tarde mais 900 , e por incrível que pareça tudo peixe grado.

NO DESPENQUE DO DROP...


Federación de Surf de Costa Rica

NA ESTRADA DO MAR

Dennis Hopper Lee (Dodge City, 17 de maio de 1936 - Venice, 29 de maio de 2010) .....
"Nós olhávamos para toda a década dos 60 e ninguém havia feito um filme com alguém fumando maconha sem sair por aí e matar um punhado de enfermeiras", disse Hopper ao semanário Entertainment Weekly, em 2005. "Eu queria que "Sem Destino" fosse uma cápsula do tempo sobre aquele período."

quinta-feira, 24 de julho de 2014

BAILARINA NO BARCO

Animação russa de Lev Atamanov e Alfred Schnittke .

A AMEAÇA DE SEMPRE!




A Ilha de Boipeba é considerada uma das mais lindas do mundo


Comunidades da Ilha de Boipeba/BA lutam para defender território de mega projeto imobiliário


Comunidades de pescadores artesanais, marisqueiras e quilombolas da Ilha de Boibepa, no município de Cairú, Bahia, vêm sendo ameaçadas pela implementação do Projeto Turístico-Imobiliário Fazenda Ponta dos Castelhanos, criado em 2001 pela empresa Mangaba Cultivo de Coco Ltda. Os grupos tradicionais da região estão em luta para que se debata o processo de licenciamento do empreendimento, que já tem parte aprovada pelos órgãos ambientais, e a maneira como ele chega ao território, em que deve prevalecer o diálogo e o respeito às comunidades.

No dia 03 de julho, aconteceu uma audiência pública na qual as populações locais deixaram claro o repúdio pela forma como o projeto é implementado. Para as comunidades, tudo está sendo feito de forma obscura e sem diálogo. “No começo, nós nem sabíamos quem havia comprado o terreno. O comprador ficou escondido e começou a cercar algumas passagens e intimidar ações das comunidades”, denunciaram os moradores.

O empreendimento milionário prevê a ocupação de 20% da Ilha de Boipeba com a construção de 69 lotes para residências fixas ou de veraneio; condomínio com 32 casas; três pousadas de grande porte; aeroporto; um pier para 153 embarcações; campo de golf de 18 buracos; além de parques de lazer; estradas e infraestrutura de água e telefonia.

Em contrapartida, não propõe soluções para o acréscimo de quase 260% de lixo, nem para os diversos impactos ambientais que o próprio projeto aponta, relacionados às agressões ao meio ambiente e às consequências na pesca, na mariscagem e no extrativismo, além da ameaça à biodiversidade da região. Muitas das obras irão invadir áreas de pesca e mergulho, desmatarão boa parte do mangue preservado, atacarão áreas de guaiamum, dentre outras irregularidades já apontadas pelas entidades ambientais.

a maneira que está sendo desenvolvido, o projeto representa uma ameaça ao modo de vida, ao território e à própria existência das comunidades tradicionais locais, que há séculos conservam aquele ambiente, uma das mais belas Ilhas do planeta.

A advogada Kassira Bonfim, que acompanha os trâmites e defende o interesse da participação das comunidades no processo, esteve presente na audiência do dia 03 e relatou a determinação e conhecimentos demonstrados pelos pescadores e marisqueiras."Um projeto de padrões milionários ofertando às comunidades todas as vantagens estereotipadas do mundo capitalista, mas aquela população teve a lucidez e sabedoria de dizer não em proteção do seu modo de vida, dos seus princípios, das suas crenças, numa demonstração da envergadura moral que eu sempre vi neles", relata a advogada.


A luta das populações locais reivindica sua maior participação no processo da chegada do mega empreendimento à Ilha. Os moradores pedem o redesenho do projeto de modo que atenda as necessidades locais e respeite seu modo de vida e o próprio meio ambiente. Cabe aos órgãos ambientais envolvidos, Inema e IBAMA, desacelerarem a maneira desordenada e impositiva que o mega empreendimento chega à Ilha de Boipeba e escutar o lado de quem realmente conhece e vive a região.

Movimento de luta e denúncias

Em 2013, a população fez um apelo à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, mas até hoje não obteve resposta. Agora, os moradores fazem um abaixo-assinado online pedindo a atenção, cuidado, estudo, fiscalização e proteção às questões ambientais e das comunidades tradicionais relacionadas ao licenciamento do projeto. O intuito é chamar a atenção da sociedade para o caso.

No último dia 19, em reunião com advogados, os moradores discutiram o direito de serem preservados como comunidades tradicionais e como participar melhor do processo de licenciamento, além da necessidade de se criar condições para que o projeto abra-se à comunidade para ouvi-la e interagir de forma saudável. A reunião ainda levantou as ameaças e intimidações que a população vem sofrendo para se afastar das praias. Pontuaram, inclusive, a ilegalidade de lotes em toda a costa cercando manguezais sem a presença do órgão da União competente.

Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras

Assim como os moradores da Ilha de Bopieba, inúmeras são as comunidades tradicionais que sofrem com o avanço de grandes projetos e com a política desenvolvimentista adotada pelo Estado brasileiro. Nesse contexto, o Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), há dois anos, trabalha a Campanha Nacional pela Regularização do Território das Comunidades Tradicionais Pesqueiras, que propõe um projeto de lei de iniciativa popular que reconhece, protege e garante o direito ao território de pescadores e pescadoras artesanais de todo país. Para conhecer a iniciativa e contribuir com a luta, acesse o blog da Campanha.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

METENDO A MÃO NO PEIXE REI

Foto Phil Friedman
A corrida dos grunions
Que tal largar as linhas e redes e pegar um peixe com as próprias mãos? Assim é a pesca do peixe-rei da Califórnia, o grunion Leuresthes tenuis. De março a agosto, durante as noites de lua cheia e nova (marés de sizígia) é possível avistá-lo em seu ritual de reprodução nas praias da Califórnia e do México. Com o cair da noite e a maré alta, este peixes saem totalmente da água e se espalham pelas areias para desovar. A chamada corrida dos grunions atrai cada vez mais pessoas para as regiões de desova, que com seus baldes esperam o momento certo para apanhá-los.

As fêmeas começam uma espécie de dança em que utilizam seu corpo alongado para abrir buracos na areia, onde são depositados os ovos. Os machos, que a princípio observam, vão até elas para efetuar a fecundação dos ovos em um enlaçar de corpos. Os ovos de uma fêmea podem ser fecundados por até oito machos. Após uma única desova as fêmeas voltam para o mar enquanto os machos ficam a procura de novas fêmeas e ninhos para fertilizar. As regras para a captura não mudaram muito desde os anos 1950. Nos meses de pico de desova em abril e maio existem restrições para a pesca. Pessoas acima de 16 anos são obrigadas a adquirir licença de pesca. Hoje percebe-se hoje um enfraquecimento da corrida dos grunion. O aumento das capturas, mesmo recreativas, e o desenvolvimento das áreas litorâneas tem reduzido as áreas de desova.

Veja a corrida dos grunions clicando aqui.

DESTRUIU? PAGA!


Pescadores artesanais recebem indenização de R$ 65 milhões

Acordo é o maior já registrado na história de Santa Catarina

Os pescadores artesanais do Norte de Santa Catarina receberam a indenização de R$ 65 milhões paga pela Norsul. O dinheiro foi repassado pelo escritório Pugliese e Gomes Advocacia no último sábado (19), em encontro na colônia de pescadores de Itapoá.
A indenização é resultado de um processo que começou em janeiro de 2008, depois que uma barcaça carregada com 344 bobinas de aço afundou e ocasionou o vazamento de óleo na região da baía da Babitonga. Em junho deste ano, os advogados dos pescadores e a empresa se reuniram em audiência e optaram pelo acordo que beneficiou cerca de 2,5 mil pescadores artesanais – cada um recebeu cerca de R$ 15 mil.
O maior acordo da história de Santa Catarina – tanto na questão monetária quanto na de pessoas envolvidas – foi homologado no dia 1º de julho. A partir desta data, a empresa teve 10 dias para efetuar o depósito. “Este processo é um marco histórico na luta pela preservação da natureza. Certamente vai estimular as empresas a repensarem os modos de trabalho e como prevenir acidentes ecológicos. É um motivo para comemorar”, avalia o advogado.


NAVEGANDO EM TERRA FIRME

Barcos velhos viram casas

Pescadores de uma ilha da Inglaterra tiveram uma ideia simples, barata e criativa para reciclar antigos barcos, que não serviam mais para navegação: transformá-los em galpões.

A ideia é tão simples quanto útil. Virando as embarcações de cabeça para baixo e adicionando portas, os barcos viram práticos galpões para armazenamento, podendo também ser usado como diversas formas de habitação. Tudo d acordo com a necessidade, um dos princípios básicos da reutilização e reciclagem.


De acordo com a Wikipédia, Lindisfarne (ou Holy Island, Ilha Sagrada) é uma ilha na costa nordeste da Inglaterra, que é ligada à terra firme de Northumberland por uma estradinha, com uma população que não chega a 200 habitantes!

terça-feira, 22 de julho de 2014

O FERNÃO DE MAGALHÃES!

A ARMADA DE 1519 DE FERNÃO DE MAGALHÃES - FOTO: DIVULGAÇÃO

Segundo o livro “Naus no Brasil Colônia”, a armada espanhola, sob o comando do português Fernão de Magalhães, fez a primeira viagem ao redor do globo, pois viajando para o oeste conseguiu chegar aos países orientais.
A armada saiu da Espanha e tocou o litoral brasileiro, especialmente o Rio de Janeiro e Angra dos Reis, seguindo posteriormente para o Sul do continente americano, onde descobriu a passagem do Oceano Atlântico para o Oceano Pacífico, a qual tem o seu nome.

ILUSTRAÇÃO NAUS TRINIDAD - FOTO: DIVULGAÇÃO

Apenas em novembro de 1520 a esquadra atravessaria o Estreito, penetrando nas águas do Mar do Sul, assim batizado anteriormente por Vasco Nuñez Balboa, e denominou o Oceano em que entravam como "Pacífico", por contraste às dificuldades encontradas na travessia do Estreito.

A armada era composta pelas naves Vitória, Trinidad, Concepción, San Antonio e Santiago. Após a difícil travessia, o bloco chegou às atuais Ilhas Filipinas, onde Magalhães foi assassinado pelos nativos hostis. A viagem foi completada por Sebastião Elcano na nau Vitória, em 1522.

A ARMADA DE 1519 DE FERNÃO DE MAGALHÃES - FOTO: DIVULGAÇÃO

(Do http://portogente.com.br/)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

CONGELANDO O PEIXE!


A congelação é um excelente método de conservação, pois é o que menos altera as propriedades dos alimentos. No entanto, sua velocidade é importante. Na congelação lenta (0,05ºC/minuto) a temperatura do produto permanece próximo ao ponto de congelação inicial durante muito tempo. Assim, a água extracelular congela mais rapidamente que a intracelular. O período de cristalização é longo, permitindo a formação de poucos e grandes cristais de gelo que causam a ruptura celular. Isso faz com que ocorra forte exsudação, com grande perda de nutrientes e peso, de 2,0 a 2,5 %. Os congeladores domésticos, e mesmo os de alguns frigoríficos, trabalham com este método, baseado na congelação por ar imóvel. Já na congelação rápida (de 0,5ºC/minuto) obtêm-se produtos finais de melhor qualidade. São formados pequenos cristais de gelo entre as estruturas das células, que não as danificam. Além disso, na descongelação são facilmente reabsorvidos pelos componentes celulares, causando menos danos e menor perda de peso: 0 a 1 %, em alguns casos até 1,5%.


O método de descongelação é fundamental nos produtos em que a textura é importante, como nos peixes. Neste caso, a descongelação lenta é preferencial, já que nestas condições a água pode retornar lentamente à posição original no tecido através da difusão. A recongelação é um problema, porque causa maiores alterações nos tecidos e maior perda por gotejamento durante a descongelação. Ao arrastar nutrientes solúveis em água, reduz tanto o valor nutritivo como a qualidade sensorial. Portanto, a recongelação não é recomendada nem como medida para salvar seu peixe, principalmente se é desconhecido o tempo que este produto permaneceu descongelado.

sábado, 19 de julho de 2014

PESCA DA TAINHA

Foto Marcone Tavella

Na manhã de hoje, a partir das 9h, representantes do Ministério da Pesca, Ibama e Federação de Pescadores de Santa Catarina (Fepesc) acompanharam o uso deredes de malha anilhada na Barra da Lagoa, em Florianópolis, para cerco dos cardumes dentro dos limites de cinco milhas da costa. O objetivo é fazer uma avaliação dos métodos dos pescadores e os impactos ambientais e sociais da atividade já realizada há mais de 20 anos.

Articulação em Brasília pelas redes anilhadas
A iniciativa foi articulada pela Secretaria Municipal da Pesca e Maricultura, da Capital, junto ao Ministério da Pesca. O levantamento começou no início desta semana em Garopaba e Laguna, no litoral sul, além das praias do Pântano do Sul e Armação, Lagoinha, Ponta das Canas e Ingleses, em Florianópolis.

(Da coluna Visor, do Rafael Matini, no DC - www.clicrbs.com.br)

DE VOLTA AO RANCHO

Foto Fernando Alexandre
A centenária "Espírito Santo", a mais antiga das canoas bordadas do Pantusuli, seca ao sol antes de voltar "pra casa", o restaurante "Canoa Grande", do camarada Dijo!
Tainhas agora, só no próximo ano!

AS TAINHAS E OS GOLFINHOS

O motivo da cooperação entre golfinhos e pescadores em Laguna, SC, a proto-cooperação: os golfinhos só engolem o peixe pela cabeça, logo ao empurrar para o pescador, o chuá, barulho feito pelas tarrafas faz com que o peixe volte ficando de frente ao golfinho que o engole.

(Informação e foto do Julio Cetáceo)

REGISTRANDO O MAR

MERO É UM DOS ANIMAIS DA VIDA MARINHA DO LITORAL CATARINENSE - FOTO: DIVULGAÇÃO / UDUFSC


Um guia sobre a biodiversidade marinha no Litoral catarinense foi lançado neste mês pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os 400 quilômetros de baía da região foram cobertos em 30 expedições. Mais de 75 profissionais ajudaram a compilar o catálogo organizado pelo professor Alberto Lindner, do Departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ) da universidade.

O livro serve como guia didático e foi distribuído em escolas públicas de Florianópolis. Ao público, está disponível em formato digital por meio do site da universidade. São imagens de praias, rochedos e mangues, com toda a diversidade animal e vegetal da região. A viagem por imagens vai de São Francisco do Sul, no Norte, até Jaguaruna, no Sul.

As temáticas de conscientização ecológica, educação ambiental e relação de espécies ameaçadas de extinção são tratadas na publicação. O livro também serve de guia para observadores de animais marinhos. Foi registrada uma variedade de algas, plantas marinhas, esponjas, moluscos, crustáceos, peixes, aves marinhas, mamíferos e tartarugas.

(Do G1 -  http://g1.globo.com/)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A PESCA "OFICIAL"

Foto Fernando Alexandre
Safra da tainha encerra no dia 30 de julho e meta não deve ser atingida

Expectativa era chegar a pelo menos 1,5 mil toneladas, afirma federação.Até agora, foram pescados 1.260 toneladas, quase o mesmo nº de 2013.

Do G1 SC

A temporada de safra da tainha termina no próximo dia 30 de julho e, segundo a Federação dos Pescadores de Santa Catarina, a meta não deve ser atingida. A expectativa era chegar a pelo menos 1.500 toneladas este ano. Até agora, foram pescados em todo o estado cerca de 1.260 toneladas de tainha, quase a mesma de 2013 (veja vídeo ao lado).
"Foi um empate técnico, porque nós capturamos umas 60 toneladas a mais do que no ano passado", disse Ivo da Silva, presidente da Federação. Para os pescadores artesanais, a culpa é da pesca predatória. "O que está causando essa diminuição é a indústria pesqueira. O peixe não tem escapatória. Eles pegam tudo mesmo. É por isso que está escasseando a tainha", afirmou o pescador Orlando Domingos Silva.

Rede Anilhada

Este ano, os pescadores artesanais também foram proibidos de utilizar as chamadas redes de anilha, o que, de acordo com eles, diminuiu a produtividade. Nesta segunda-feira (14), uma equipe de técnicos do Ministério do Meio Ambiente analisou o pedido da Federação para que o equipamento volte a ser usado. "Nós vamos começar um novo trabalho, uma nova batalha, para que no ano que vem o pessoal consiga trabalhar tranquilamente", declarou Ivo.

Em um rancho no Norte da Ilha de Santa Catarina, um retrato da safra até agora: barcos parados no galpão. O pescador Virginio Manoel dos Santos reclama que as tainhas não apareceram. "Nem para guardar em casa nós tivemos, inclusive teve um pescador que pegou 50, 60 tainhas venderam e agora ficaram sem", comentou ele.

(Veja mais no http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/)

No mar da Croácia

O AMAR NO MAR


 FOTO DIVULGAÇÃO


Quanto “pisamos na bola”, geralmente costumamos nos desculpar.
Isso pode ser feito com uma conversa, um presente com flores e chocolates de for alguém que você nutre algum sentimento amoroso ou apenas um recadinho em redes sociais.
O mesmo processo ocorre com os golfinhos, de acordo com um incrível documentário lançado recentemente pela BBC de Londres.

De acordo com os registros, os golfinhos agradam suas amadas dizendo “eu te amo” dando-lhes pedaços de algas marinhas. Isso é encarado pelas fêmeas como um pedido de desculpa e um carinho por parte dos machos.

As imagens do documentário foram conseguidas usando câmeras em formato de tartaruga, atum, mariscos e lulas. Ao total, 13 dispositivos camuflados conseguiram flagrar momentos incríveis.

As imagens foram usadas por pesquisadores para demonstrar que os golfinhos também são pais insistentes, fazem amigos para toda a vida e tem “explosões de machismo” quando são adolescentes.

“Esta é a primeira vez que uma gravação flagra com tantos detalhes a vida quotidiana e íntima dos golfinhos”, diz zoólogo e cineasta Rob Pilley.

(Do  http://www.jornalciencia.com/)

PEIXE-COFRE

Foto Alcides Dutra
  Segurança máxima contra mordidas.
Este peixe tem uma blindagem em volta do corpo que funciona como a armadura de um cavaleiro medieval. Só tem pequenas aberturas para os olhos, boca, anus e nadadeiras. 
Ilha do Xavier - SC
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

TROFÉU TAINHA

Terminou a safra de 2014 e a Lagoinha do Norte foi a praia que pescou mais tainhas este ano e é tri-campeã: leva de novo o "Troféu Tainha"!

A VER BALEIAS!

FOTO DIVULGAÇÃO/MATA DE SÃO JOÃO (BA)


Entre julho e novembro, os amantes da natureza e da preservação da fauna e flora podem curtir um grande espetáculo nas águas do litoral brasileiro, com a contemplação de baleias. Os cetáceos costumam buscar as águas quentes do Brasil nesta época para acasalar, dar à luz e alimentar seus filhotes.

Os principais locais de observação dos cetáceos no Brasil estão no litoral da Bahia e no Parque Nacional Marinho de Abrolhos, onde predomina a presença de baleias jubarte. Também no litoral sul, em Santa Catarina, existe a Área de Proteção Ambiental de baleias francas, que abrange aproximadamente 130 km e envolve nove municípios catarinenses: Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, laguna, Jaguaruna, Tubarão e Içara.

A visita ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos acontece de julho a novembro quando é possível ver as baleias da espécie jubarte. Famosas por seus malabarismos aquáticos, as jubarte dão saltos espetaculares e fazem belos movimentos de cauda. Elas conseguem elevar o corpão de até 16 metros para fora da água, mostrando as longas barbatanas. Também gostam de se aproximar dos barcos e nadar ao seu redor. As jubartes também são vistas no sul da Bahia, que inclui as cidades como Prado e Cumuruxatiba.

Já no litoral Sul de Santa Catarina o avistamento embarcado está suspenso desde 2012, por meio de uma liminar, e a questão vem sendo discutida na justiça. Contudo, na beira da praia e nos inúmeros costões de pedras que margeiam algumas praias do litoral catarinense, é possível ver os cetáceos bem de perto. As baleias francas já estiveram ameaçadas de extinção, mas hoje, segundo estimativa da bióloga do APA da Baleia Franca, Karina Groch, pelo menos 100 baleias devem chegar ao litoral sul nesta temporada e a população de baleias tem aumentado em média 12% ao ano.

Turismo de Natureza

O turismo de natureza é um dos segmentos que mais crescem no mundo, com índices de 10% a 15% - e inclui a observação de aves, insetos, flores, baleias, entre outros. De acordo com o Ministério do Turismo e a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), este segmento tem atividades em mais de 120 países, entre eles, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra, Argentina, África do Sul e Brasil.

O ministro do Turismo, Vinicius Lages, afirma que pelo menos 10% dos turistas em todo o mundo são adeptos do turismo ecológico e boa parte dos estrangeiros que costuma visitar o Brasil com esta finalidade, conforme dados da Organização Mundial do Turismo (OMT). “Pelo menos 46,8% dos visitantes internacionais que chegam ao país buscam lazer, especialmente com sol e praia, além de atividades de ecoturismo”, disse.

Ainda segundo pesquisadores do segmento, a observação de baleias movimenta cerca de 13 milhões de pessoas ao ano e gera uma receita de US$ 2 bilhões na economia mundial - e empregos para mais de 13 mil pessoas. Na América Latina, entre 1998 a 2006, o crescimento do segmento foi de 11,3%, segundo organismos de preservação das espécies, como o Fundo Internacional do Bem estar Animal (IFAW) e a Sociedade de Conservação de Baleias e Golfinhos (WDCS).

(Fonte: http://www.brasil.gov.br/)

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

DESAPARECENDO

Foto Alcides Dutra
 Encontrado na Reserva do Arvoredo o coral Madracis decactis, do tipo que contribui para formar recifes. Na primeira coleta feita em 1984 por Alcides Dutra e Jorge Freitas, ele era mais abundante. Hoje este coral é encontrado em raríssimos pontos da reserva.
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PESCANDO LÁ FORA

Foto Observatório

Pescadores são respeitados por sua coragem, afinal o oceano não é lugar para qualquer um. A preparação da viagem inicia no porto, onde o barco é abastecido com combustível, comida, água e gelo. Com a tripulação formada e uma última verificação nos motores e equipamentos, o barco toma o caminho do mar. 
Para os pescadores é uma necessidade que vai além da financeira, é quase um refúgio que virou um caso de amor. Embarcações de emalhe são as mais numerosas na região de Laguna. Elas permanecem longos vinte dias em alto-mar para curtos cinco dias em terra. Por isso é realmente necessário ter amor envolvido. Com um imenso à disposição, é preciso decidir onde pescar. 
Diferente de antigamente, hoje as embarcações estão muito bem equipadas para a navegação, possuem GPS, radar e piloto automático. 
A comunicação é realizada via rádio, e este é sua única chance de socorro em caso de qualquer acidente. A observação e a informação das condições de tempo são decisivas para a pesca e a segurança destes homens. Grandes embarcações de emalhe chegam a ter doze tripulantes. Os locais de pesca são determinados pelo mestre que usa o conhecimento de pescarias anteriores. Com a chegada no local, iniciam-se os preparativos. A manobra do barco de acordo com a corrente e o lançamento do primeiro ferro marca o início da pesca.

Foto Observatório
A quantidade de pano de rede a ser lançado também é escolha do mestre. As redes de emalhe de fundo chegam a ter 16 quilômetros, mas o pesqueiro tem que ser realmente promissor para que seja lançada toda a rede. Em geral, estas embarcações costumam colocar as redes no fim da tarde e iniciar seu recolhimento ainda pela madrugada.
O recolhimento da rede é demorado e caso a pesca no local não seja boa será tempo perdido. Rede no mar, o momento é de espera e descanso. Mestre na cabine de comando e tripulantes no convés. O ferro que mantinha a ponta da rede mais próxima ao barco no fundo é recolhido junto com a bandeira que marcava sua posição. 
Hora de ver o resultado da pescaria. Um guincho é responsável por a içar a rede, e um dos pescadores acompanha o trabalho do guincho para desenrolar o cabo quando necessário.Os demais pescadores ficam posicionados com seus cambitos, que são uma espécie de gancho de metal com um suporte de madeira para segurar. Estes instrumentos são utilizados para aumentar a rapidez de retirada dos peixes enredados. 
A habilidade do grupo determinará o tempo de recolhimento e as condições finais da rede, que acabam por sofrer avarias durante a retirada rápida do peixe. Dependendo da quantidade de peixe os pescadores podem passar mais de 30 horas desmalhando peixe. 
Não é possível parar até o final pois a qualidade do peixe fica seriamente comprometida. Peixe no barco, hora de gelar. O gelador fica responsável pela organização dos peixes no porão e o devido aproveitamento do gelo. São 20 dias de viagem é preciso um bom acondicionamento. Atualmente o que determina o fim da viagem é o fim da comida e do gelo, pois as embarcações já não conseguem encher seus porões nos vinte dias de viagem. Pesca realizada, hora de voltar para casa.

(Do https://www.facebook.com/pages/Observatório-Tecnológico-de-SC-Pesca/)