quinta-feira, 21 de julho de 2016

RESGATANDO OS PINGUINS



Pinguins resgatados nas praias de Florianópolis recebem cuidados especiais da equipe ONG R3 Animal, na sede do Parque Estadual do Rio Vermelho. As imagens são de Flávio Tin.

Caso encontre um pinguim nas praias, ligue para 0800-6423341.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

BARCOS ATRAPALHAM O TURISMO?


ARMAÇÃO
Marinha manda tirar barcos da faixa de areia

Associação dos pescadores aprova medida; pescador não concorda e estrebucha

O pescador artesanal João Afonso Martins garante que o que tá circulando pelo bairro Armação, em Penha, é um abaixo-assinado pedindo a retirada das embarcações da faixa de areia.
Segundo ele, o documento seria assinado pela associação dos Pescadores Artesanais (Apape). Além de pedir a saída das embarcações da orla, a proposta também determina que os barcos na água fiquem a 200 metros da faixa de areia.
De acordo com João, os mais de 200 pescadores da colônia da Armação serão prejudicados se a proposta for colocada em prática. Isso porque os barcos ficarão pra longe da ponta da cruz, local ruim tanto pra chegar como para partir, pois não pega a circulação dos ventos. Outro problema seria a questão da segurança das embarcações.

Não é bem assim
A presidente da Apape, Mirela Caroline Costa, informou que não foi feito nenhum abaixo-assinado. O que tá circulando é um informativo encaminhado à secretaria de Pesca e Agricultura, pedindo que a prefeitura ceda um espaço pra barcos e pros apetrechos. Seria um tipo de galpão, usado também para manutenção, trabalho que hoje é feito a céu aberto pelos pescadores. O que a associação apoia, confirmou, é que os barcos não fiquem mais na praia.
A proposta, no entanto, não é da associação, mas veio da Marinha do Brasil, com base em determinação que proíbe a circulação de embarcações a menos de 200 metros da areia. 
O assunto foi discutido no dia 22 de junho, na delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí. Mirela disse que os pescadores da colônia também foram convidados, mas só a Apape apareceu. No projeto, a prefa ficaria com a tarefa de demarcar as áreas. “Levamos um ofício que foi passado à prefeitura. Os pescadores vão ter que se regularizar”, avisou Mirela.
“Os botes grandes precisam de um estaleiro”, completa, argumentando que os barcos na praia prejudicam o turismo e que tem muito pescador que é de fora e tá deixando a embarcação na Armação. O DIARINHO falou com a assessoria da Marinha em Itajaí. O órgão ficou de buscar as informações discutidas na reunião para serem repassadas depois a título de esclarecimentos.

(Do http://www.diarinho.com.br/)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

RESTOLHOS...

Foto Fernando Alexandre

HAVER BALEIAS!


MONITORAMENTO DAS BALEIAS NA APA DA BALEIA FRANCA

Na última semana tivemos avistagens registradas durante nosso monitoramento e provenientes de informações externas nos seguintes lugares: Mar Grosso (Laguna), Itapirubá (Imbituba), Praia do Rosa, Praia Brava (Florianópolis), Penha (Norte de SC).

Quer saber sobre as avistagens mais recentes? Confira no mapa de avistagens em nosso site:http://www.baleiafranca.org.br/avistagens/avistagens.php


quinta-feira, 14 de julho de 2016

MAR DE POETA

ser pescador aqui

aqui 
pescador é operário
em fábrica onde água
é chão

aqui
pescador é escravo
de quem dizem ser
patrão

(torreira; berbigão/)


CUMÉ QUI PODE, NÉ?

Foto Fernando Alexandre
Troféu Tainha é o tema da última sessão do Legislativo de Florianópolis

"Enquanto a Câmara dos Deputados reeditava mais uma verdadeira feira livre na compra, digo, conquista de votos para a presidência da Casa, no Legislativo de Florianópolis a última sessão antes do recesso dos vereadores teve como principal tema da pauta uma homenagem... ao Troféu Tainha."

(Da coluna do Rafael Martini, hoje no DC)

MALHEIRAS

Foto Alberto Melo Viana, o Baiano
Veja mais no https://www.facebook.com/alberto.m.viana?fref=ts 

REDE
Ilha do Cardoso - 02\12\2009

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

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Do alto do morro, em 1981, onde hoje está instalada a "Pousada Sítio dos Tucanos," Ilha de Santa Catarina!

NO CAMPECHE


Em dois lanços, camaradagem do Campeche cerca mil tainhas na tarde de ontem.
Amanhã, todo mundo de olho no mar! E cedo!
Foto e informações do Silézio Sabino 

GARIMPANDO O FUNDO...

Navio preparado para mineração no fundo do mar
Primeira mina no fundo do mar

Ouro, cobre, entre outros minérios poderão ser extraídos das profundezas na nova atividade, mineração no fundo do mar.

Os planos para abrir a primeira mina do mundo no fundo do oceano estão mais próximos de se tornarem realidade. Uma empresa de mineração canadense fechou um acordo com o governo de Papua Nova Guiné para começar a minerar uma área no fundo do mar.
Fontes termais contribuem para a formação de minérios

O projeto polêmico pretende extrair minérios de cobre, ouro e outros metais valiosos de uma profundidade de 1.500 metros. A mina terá como alvo uma área de fontes hidrotermais onde águas superaquecidas, e altamente ácidas, emergem do fundo do mar e encontram a água muito mais fria e alcalina do oceano, forçando-a a depositar altas concentrações de minerais.

O resultado é que o fundo do mar na região fica coberto de minérios que são muito mais ricos em ouro e cobre do que os minérios encontrados nas minas terrestres.

Novas tecnologias,oriundas do petróleo, contribuem para a mineração

Durante décadas, a ideia de minerar esses depósitos tem sido inviabilizada por causa do desafio de engenharia e dos altos custos. Com o aumento das operações de petróleo e gás nas últimas décadas, desenvolveu-se uma série de tecnologias avançadas que permite a exploração em grandes profundidades.

Mais uma vez, Papua Nova Guiné é escolhida

Segundo o acordo assinado, o governo de Papua Nova Guiné terá uma participação de 15% na mina oceânica, contribuindo com US$ 120 milhões para cobrir os custos da operação.

A mina, conhecida como Solwara-1, será escavada por uma frota de máquinas robóticas controladas a partir de um navio na superfície. O plano consiste em quebrar a camada superior do fundo do mar de modo que o minério possa ser bombeado para cima como uma lama.

Para quebrar as rochas e raspar o fundo do mar será empregada a maior máquina, um triturador pesando 310 toneladas, que trabalhará 24 horas por dia.
Maior máquina da mina, um triturador pesando 310 toneladas

Promessa de impacto mínimo: difícil acreditar

De acordo com a empresa canadense responsável, a Nautilus, a mina terá um impacto ambiental mínimo, o equivalente a cerca de 10 campos de futebol e com foco em uma área que é suscetível de ser rapidamente recolonizada pela vida marinha. Difícil acreditar já que a mineração é extremamente impactante ao meio ambiente mesmo em terra firme, que diria debaixo d’água. Muitas minas em terra usam o sistema, inclusive algumas em Papua Nova Guiné, usam o sistema de descarte conhecido como DSTL, Deep Submarined Tailings Disposal, quando milhares de toneladas de rejeitos das minas de terra firme são depositadas no fundo do mar.

Esta será a primeira tentativa de extrair minério do fundo do oceano, logo as garantias da empresa sobre os impactos serão vigiados de muito perto por cientistas e biólogos.
Ambientalistas dizem que atividade será ‘devastadora’

Enquanto muitos apontam para os “tesouros minerais” no fundo do mar, ambientalistas dizem que a mineração no fundo do oceano será devastadora, causando danos duradouros à vida marinha. A mineração normal causa danos localizados ao meio ambiente, mas há legislação em todos os países para controlar esses impactos.

Só recentemente a ONU publicou as primeiras regras para tentar normatizar a mineração no fundo do mar. As perspectivas da mineração no fundo do mar já geraram um forte debate entre cientistas marinhos.

– Jon Copley, biólogo da Universidade de Southampton não crê que tenhamos a propriedade sobre o oceano profundo, no sentido de que possamos fazer o que quisermos com ele.

– O biólogo Paul Tyler, do Centro Nacional Oceanográfico, da Grã-Bretanha, adverte de que espécies únicas podem ser colocadas em risco.

– A química marinha Rachel Mills, da Universidade de Southampton, sugere um debate mais amplo sobre a mineração em geral, com o argumento de que todos nós usamos minerais e que as minas em terra são muito maiores do que seria qualquer uma no leito do mar.

Esse debate deve crescer cada vez mais com a proximidade do início das operações de mineração.

(Do marsemfim.com.br/)

MAR DO JAYME REIS

Do Jayme Reis

CASCA DO SIRI


Casca do siri pode reduzir a poluição química de lagoas

Um novo projeto de pesquisa desenvolvido pelo Departamento de Engenharia de Pesca da Udesc, em Laguna, pretende trazer soluções para poluição química de lagoas. Além deste benefício, o projeto tem também uma proposta sustentável em que reaproveita um material descartado diariamente no meio ambiente pelos beneficiadores de pescado na cidade: a casquinha do siri.

Dela é possível extrair a Quitina, um tipo de biopolímero que pode ser transformado em Quitosana, substância com capacidade até seis vezes maior para adsorver determinados metais. “Na prática, o projeto pretende testar a quitina e a quitosana extraída da casquinha do siri para retirar metais pesados de águas contaminadas”, explica a idealizadora da pequisa Aline Fernandes de Oliveira, Doutora em Físico-Química e professora de Engenharia de Pesca da Udesc.

Além do siri, outro crustáceo também é alvo da pesquisa. O gládio da Lula, não comestível e também descartado, está sendo utilizado para retirada de Quitina. “Enquanto em 100 gramas de casquinha conseguimos retirar 16% de Quitina, na Lula o rendimento chega a 41%. Mas em Laguna a produção e descarte de siri é muito maior.”, explica a pesquisadora.

Atualmente o projeto está na etapa de extração de Quitina para posterior produção de Quitosana em quantidades suficientes para desenvolvimento dos testes laboratoriais práticos. “Já finalizamos a primeira etapa e a caracterização do material. Em agosto, no máximo, começaremos os testes da pesquisa em laboratório”, ressalta Oliveira.

Como funcionam os procedimentos da pesquisa:

A casca do siri, não reaproveitada por beneficiadores que utilizam para venda somente a carne do crustáceo, é comprada de alguns pescadores e também vem de algumas doações. Ao retirar a Quitina dela, o processo de conversão em Quitosana é feito no laboratório de Recuperação de Resíduos e Desenvolvimento de Materiais. Até a casca moída será aproveitada nos testes de adsorção.

No laboratório será produzida uma água contaminada com metais e corantes e são feitos testes com com quantidades diferentes de água e de pó de Quitosana. “Serão avaliadas diferentes temperaturas e PH, vamos mensurar a capacidade de adsorção relativas às quantidades aplicadas”, ressalta a idealizadora da pesquisa.

Saiba mais:

Além da utilidade ambiental, a Quitosana também é largamente utilizada na indústria médica, farmacêutica e alimentícia.

Seu valor no mercado é alto. “Para você ter uma idéia, 100 gramas desta substância custa cerca de R$900”, afirma a professora.

(Do http://www.laguna.sc.gov.br/)

terça-feira, 12 de julho de 2016

FEIRA DE OSTRAS E MARISCOS

Ilha de Santa Catarina
Dás 9:00 às 18:00 e sábado: 9:00 às 17:00
Promoção da Amasi Amasi

PESCA OU CULTIVO?

Foto Cardume Brasil
Por que não substituir a pesca por aquicultura?

Inicialmente, a aquicultura pode parecer uma boa ideia, mas quando olhamos a forma como esses cultivos ocorrem, percebemos que ainda existe uma série de problemas a serem resolvidos antes que essa seja uma alternativa sustentável à “geração” de proteína animal.

Um dos grandes problemas do cultivo são as próprias espécies cultivadas e o que elas comem. De um modo geral, essas espécies são carnívoras e dependem de proteína animal para se desenvolver. Para suprir essa demanda, milhões de toneladas de pequenos peixes são pescados ao redor do mundo para serem transformados em ração. Por que não comer diretamente os peixes de menor porte e evitar o grande desperdício de proteínas associado ao processo de cultivo?

Outro grande problema é o uso abusivo de antibióticos para evitar as infestações de parasitas, comuns em tanques com alta densidade de animais cultivados. Além de ingerirmos quantidades elevadas desses produtos, eles ainda causam danos severos ao meio ambiente.

Em regiões de mangues, onde o cultivo de camarão é comum, a degradação ambiental causada pela perda de habitat e a quantidade de dejetos despejados nos rios também são um problema. A lista de desafios que precisam ser resolvidas para que a aquicultura torne-se uma alternativa sustentável à pesca é extensa e deve ser discutida com a sociedade.


(Referencia:Tacon, A. G., & Metian, M. (2015).
Burridge, L., Weis, J. S., Cabello, F., Pizarro, J., & Bostick, K. (2010).)

OSTRAS, MARISCOS, VIEIRAS E BERBIGÕES


Ostras, mexihões, vieiras e berbigões. Veja os cuidados para garantir qualidade e segurança alimentar e como Santa Catarina monitora e fiscaliza o que é produzido e comercializado.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

DORMINDO COM AS BALEIAS!


Padrão de sono

Alguns cientistas teorizam que apenas metade do cérebro da baleia dorme de cada vez, deixando a parte acordada responder aos requerimentos de ar e aos arredores. As observações dos cientistas no norte do Chile que observaram as baleias dormindo na natureza sugerem que ambos os lados de seus cérebros dormem simultaneamente. 
Eles observaram um grupo de baleias dormindo logo abaixo da superfície da água em posição vertical, com as cabeças apontando para a superfície. Elas emergiram para respirar e retomaram a posição vertical logo abaixo da água. 
Algumas delas tinham ambos os olhos fechados e não respondiam aos barcos próximos; uma delas não respondeu até que um barco acidentalmente batesse nela. A falta de resposta às proximidades sugere que todo o cérebro das baleias estava dormindo ao mesmo tempo.

Informações do Julio Cesar Vicente

VIVA ESSA EMOÇÃO.

Agendamentos de Passeios AGTA - (48) 99482224 / 99776352

receptivo@baleias@hotmail.com

MANEMÓRIAS

Acervo Casa da Memória de Florianópolis.

 PÂNTANO DO SUL - 1970
via José Luiz Sardá 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

MAR DE POETA

nem guru
nem gari
só guri
 (Renan Sedano Ruiz - em memória)

RESGATE NO MAR

Ice responde aos comandos do sargento Evandro Amorim e começou os treinamentos há três mesesFoto: Marco Favero / Agencia RBS

Cães dos bombeiros vão atuar em resgate no mar em Santa Catarina
Projeto dos cães guarda-vidas é pioneiro no país

Por Dagmara Spautz
dagmara.spautz@osoldiario.com.br

Um projeto pioneiro do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, em Itajaí, vai transformar cães de busca em auxiliares no salvamento aquático. O treinamento é inédito no país e promete agilizar os procedimentos de resgate em casos de afogamento. A expectativa é que os primeiros cães estejam prontos para a próxima temporada e que, em breve, o serviço seja estendido para todo o litoral no Estado.
O primeiro a receber o treinamento é Ice, cão do 7° Batalhão dos Bombeiros, em Itajaí, que está entre os melhores animais especializados em busca e resgate na América do Sul. Ele tem oito certificações internacionais e ajudou a procurar vítimas soterradas em grandes desastres, como o rompimento da barragem em Mariana (MG), no ano passado. 

Para Ice, a nova função é uma grande brincadeira. A um sinal do treinador, o sargento Evandro Amorim, o cão corre para a água e localiza o ¿dublê¿ – bombeiro que, por enquanto, faz as vezes de vítima de afogamento. O cão aprende que não pode se aproximar do alvo pela frente, sob o risco de ser agarrado pela vítima e se afogar também. Ice dá a volta e, por trás, leva o equipamento de salvamento (o life belt, uma espécie de cinto para flutuação) à pessoa que precisa de ajuda. Missão cumprida, o cão volta para a areia nadando e, já em terra firme, de rabinho abanando, recebe a recompensa: um biscoito ou um carinho.

– O cão vai auxiliar muito em casos em que há mais de uma vítima. Enquanto o guarda-vidas socorre uma, a outra recebe o equipamento – explica Amorim.

O sargento, que criou Ice desde pequeno, foi o responsável por desenvolver as técnicas de treinamento. A ideia de trazer o trabalho para Itajaí partiu do comandante do Batalhão, tenente-coronel Charles Alexandre Vieira, que soube do uso dos chamados ¿cães-rebocadores¿ na Itália.


Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Os testes com Ice começaram há cerca de três meses, e o progresso tem sido rápido. Nos próximos meses, os outros nove cães do Corpo de Bombeiros Estadual vão passar pelo mesmo treinamento. As atividades serão concentradas nas praias da Atalaia e Cabeçudas, em Itajaí. Mas a intenção é oferecer o serviço em todo o Litoral.

– Precisamos testar para saber quais deles vão se adaptar ao trabalho. A maior dificuldade é com as ondas, alguns estão acostumados a nadar, mas não têm essa experiência – diz.

O treino é feito em dupla: o cão passa pelas lições junto com o militar com quem convive e com quem forma uma dupla de trabalho. Por enquanto, uma eventual escalação para o trabalho de praia será para os dois. 

No futuro, a intenção é selecionar guarda-vidas aptos ao trabalho para que possam atuar junto com os cães nas praias.

Perfil dos ajudantes

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

— Labradores são a raça ideal para o trabalho. A cauda forte funciona como um leme e as patinhas possuem uma membrana que as torna parecidas com nadadeiras. Além disso, a pelagem é impermeável e evita que o cão sinta frio ao se molhar

— Para o cão, o salvamento é uma grande brincadeira. O animal recebe petiscos e carinho em troca do trabalho

— Cães dos bombeiros vêm de linhagens de cães de trabalho. Ice, por exemplo, é da quarta geração de cachorros nascidos na corporação em Santa Catarina. Filhotes dele vivem em vários Estados do país, trabalhando em busca e resgate

— Para que o trabalho funcione, cão e bombeiro precisam ter sintonia: a dupla trabalha em parceria e, com o tempo, um aprende a ¿ler¿ os sinais do outro

Onde estão os cães dos bombeiros em SC: 
Criciúma, Araranguá, Itajaí, Curitibanos, Xanxerê e Maravilha

ELAS ESTÃO CHEGANDO...

foto do Silézio Sabino  
Baleias no Campeche!
Essa Semana!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

MAREGRAFIAS


Dunas do Pântano!

MAR DE BALEIAS

Foto Projeto Baleia Franca / Divulgação

Aberta temporada de monitoramento de baleia-franca no litoral de SC

Equipe de biólogos e voluntários já estão a postos em pontos estratégicos do litoral catarinense para acompanhar a presença da baleia-franca, tradicional visitante anual do Estado, sempre no período de julho a novembro. Elas ainda não chegaram em definitivo para a temporada reprodutiva, mas em junho o Projeto Baleia Franca já confirmou uma avistagem na praia de Itapirubá Sul. 
Nos últimos anos, uma média de 113 baleias têm sido registradas pelo PBF, entre Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. Vale registrar que o trabalho da entidade, oficializado desde o ano 2000, tem resultado no aumento populacional médio de 12% ao ano das franca por aqui.

(Da coluna Visor, do  Rafael Martini , no DC - www.clicrbs.com.br)

MANEMÓRIAS

Acervo Casa da Memória de Florianópolis


MEMÓRIAS DO CAMPECHE 

A Unidade de Paisagem da Planície do Campeche, constitui integralmente a Unidade de Território Planície Central com matriz de planície sedimentar, em parte inundável, e nas últimas décadas foi afetada pela ocupação clandestina e legalizada, que prejudicou sobremaneira os ecos-sistemas naturais, principalmente pela carência de infraestrutura de saneamento, além de extensividade da urbanização, comprometendo a paisagem natural.

A planície está integrada pelas localidades do Campeche, Areias, São Sebastião e pelos balneários do Campeche e Morro das Pedras na parte Leste; Carianos e Aeroporto, na parte Oeste e Tapera e Alto Ribeirão na parte Sul e Sudoeste.

Na porção Leste, os cordões dunares, em sua maioria já fixados pela vegetação, formam pequenas lagoas e banhados intradunas, que armazenam águas de chuva e de superfície. A hidrografia e dominada pelo rio Tavares que, formado na encosta Leste dos morros da dorsa Central é alimentado por diversos córregos e riachos em seu trajeto pela planície, desembocando na baia interior, em sua porção Sul, formando manguezal de importante função ecológica junto à foz.

As lagoas da Chica, quase totalmente aterrada e a Pequena, de dimensões reduzidas, mas mais profunda, são as principais lagoas de retenção de águas pluviais. A planície é recoberta por vegetação de mangue, restinga e floresta de planície quaternária, distribuídas em manchas isoladas por vegetação de gramíneas de regeneração decorrente de desmatamento. Junto aos extensos cordões dunares que se estendem ao longo da praia, a vegetação de transição entre as dunas e a restinga é característica local.


A paisagem de matriz rural sofre ainda com a rápida transformação em diversas partes da planície, com destaque para a urbanização extensiva, legal e clandestina na porção Leste, com maior concentração e densidade junto à orla.

Uma grande área não ocupada e pertencente à União vem sendo alvo de pressões ocupacionais por loteamentos oficiosos. Há de destacar que a urbanização, irregular ou oficial, de modo indiferente ocupou a planície, gerando a necessidade de planejamento, que ocasionou embates entre associações comunitárias, grupos ambientalistas e técnicos de diversas instituições de ensino superior e áreas do conhecimento, que vem sendo discutido atualmente na elaboração do Plano Diretor da Planície do Campeche.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

MAR DE BALEIAS

Foto Bombeiros / Divulgação

Encalhe de baleias jubarte em SC acende alerta entre 
pesquisadores

Espécie é dificilmente avistada na costa no Estado

O número de encalhes e avistamentos de baleias da espécie jubarte entre Santa Catarina e Paraná tem chamado a atenção dos pesquisadores. Segundo dados do Projeto de Monitoramento de Praias, coordenado pela Univali, só este mês seis baleias da espécie encalharam na região _ todas jovens, com 1 a 2 anos de idade. 

O último episódio registrado ocorreu nesta quarta-feira, quando uma jubarte ficou presa em redes de pesca próximo a uma área de cultivo de mariscos, em Penha. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Itajaí tentaram durante várias horas libertar o animal, que estava nervoso e agitado.

A operação de resgate durou até o início da noite, sem sucesso. Na manhã desta quinta-feira os bombeiros não localizaram mais a baleia. Fizeram uma varredura na região da Praia da Saudade, mas a gigante não foi mais encontrada. Os bombeiros acreditam que o animal tenha conseguido se desvencilhar.

Há cerca de duas semanas um outro animal ficou preso em redes, também em Penha, e acabou sendo libertado por pesquisadores da Univali.

Segundo a pesquisadora Karina Groch, do Projeto Baleia Franca, os avistamentos, que até então eram raríssimos, passaram a ocorrer em junho do ano passado e têm se repetido. Houve encalhe inclusive no verão, época que sequer corresponde ao período migratório das baleias.

Os encalhes, especialmente em redes de pesca de emalhe, que são legalizadas, causaram a morte de alguns animais.

_ As jubartes não costumam se aproximar da costa e não estão acostumadas com as redes, diferente das baleias francas (comuns em SC) _ afirma Karina.

De acordo com o professor André Barreto, coordenador do Projeto de Monitoramento de Praias, o aparecimento das jubartes pode ser relacionado a fatores naturais, como mudanças de corrente, por exemplo, ou a impacto causado por atividade humana, como a rota de embarcações ou prospecções sísmicas. 

Para Karina, a hipótese mais provável é a de interferência natural:

_ Desde o ano passado estamos sob influência forte do El Niño, com alteração da temperatura da água, que modifica correntes marinhas. Essa pode ser a causa _ diz.

Manejo de pesca

O grande número de ocorrências de encalhe levou a coordenação do Projeto de Monitoramento de Praias a reunir-se, na última semana, para discutir a maneira de agir em relação às jubartes. Professor Barreto alerta que é importante que as pessoas não se aproximem:

_ O ideal é chamar os bombeiros, que sabem como lidar com essa situação. O animal está estressado, pode ser perigoso.

Diante do aumento das populações de cetáceos (baleias e golfinhos), graças a ações de proteção, os especialistas concordam que é preciso estabelecer um manejo diferenciado para a pesca. Em especial com as redes de emalhe, que chegam a ter 15 quilômetros de comprimento, e capturam animais em toda a costa.

_ Não é só em relação às baleias, a pesca precisa ter um manejo melhor. É uma atividade importante, mas que gera impacto no ambiente marinho. Precisamos de manejo para permitir que ela continue a longo prazo e seja benéfica, tanto para os pescadores quanto para o meio ambiente _ afirma Barreto.

(Do http://osoldiario.clicrbs.com.br/)

terça-feira, 5 de julho de 2016

PREVISÃO PARA HOJE!


CUIDANDO!

A garoupa (acima) está protegida pela lista vermelha.
Foto: Radenes/Flickr.
Após um ano, peixes ameaçados voltam a ser protegidos

A lista vermelha de espécies de peixes e invertebrados aquáticos está novamente em vigor. Após um ano suspensa, a Justiça Federal julgou improcedente o pedido de revogação da lista e 475 espécies de peixes e invertebrados aquáticos estão novamente protegidos.

Em junho do ano passado, em decisão preliminar, o Desembargador Jirair Aram Meguerian, do Tribunal Regional da Primeira Região, deu ganho de causa para o Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura e suspendeu a portaria dos peixes e invertebrados aquáticos. O magistrado entendeu que a portaria não deveria ter sido editada unilateralmente pelo Ministério do Meio Ambiente, sem a colaboração do Ministério da Pesca.

A portaria 445 proíbe a captura, o transporte, o manejo, armazenamento e comercialização de espécies de peixes ameaçados de extinção no país e gerou uma onda de protestos de setores da pesca, que pediram sua anulação. Os representantes dos pescadores industriais afirmam que a norma afeta diretamente a indústria da pesca e que causará desemprego no setor, já que a lista vermelha protege 31 espécies de peixes comerciais. Os pescadores se articularam e pressionaram o então Ministério da Pesca, que criou um grupo de trabalho para ouvir os reclamantes. A partir daí, uma série de decretos foram sendo publicados adiando a entrada em vigor da norma. Mesmo assim, a briga chegou na Justiça e os pescadores ganharam o primeiro round: a lista foi suspensa.

O Ministério do Meio Ambiente conseguiu vencer o segundo: na semana passada, em decisão publicada no dia 22 de junho, a juíza federal Liviane Kelly Soares Vasconcelos, da 9ª Vara Federal do DF, julgou improcedente o pedido dos representantes dos pescadores e a lista vermelha voltou a valer.

De acordo com a magistrada, o direito a um ecossistema equilibrado ficaria prejudicado se necessitasse "de consenso entre grupos com interesses antagônicos para listar espécimes cuja exploração econômica não é ecologicamente viável”, de modo que, uma vez constatada a impossibilidade de exploração de uma espécie, "é desnecessária a participação do Ministério da Pesca e Agricultura, uma vez que, nesta hipótese, reitero que não há que se falar em uso sustentável até que haja mudança no grau de conservação destas espécies”, escreve.

Enquanto a disputa judicial parece ter sido temporariamente resolvida, no Congresso Nacional ainda tramita Projeto de Decreto Legislativo para derrubar a lista vermelha.

(Do http://www.oeco.org.br/)

NA PRAIA...

A ILHA SOCIALISTA!

Resultado de imagem para Fotos antigas  Canasvieiras
TERRAS COMUNAIS - CANASVIEIRAS

Por José Luiz Sardá.

Todas as freguesias e arraiais da Ilha de Santa Catarina tinham Áreas Comunais, isto é, terras que eram de uso comum, onde duas ou mais comunidades utilizavam a mesma área. A utilização destas terras era feita entre pequenos lavradores e produtores açorianos e foi de grande importância na produção açoriana. Geralmente estas áreas eram em regiões planas, com vegetação de mangues, dunas, restingas e florestas de planícies quaternárias.

As áreas desmatadas e de banhados eram utilizadas como pastagens e fonte de água em grande parte de forma comunal. As de encostas dos morros eram utilizadas para a retirada de lenha, madeira, coleta de frutos e plantas medicinais e roças.

A partir das décadas de 1930 e 1940 devido ao processo de crescimento urbano, valorização imobiliária, econômica e de interesses capitalistas, teve inicio o processo de modificação deste modelo de ocupação. Exemplo, as terras da antiga Colônia Penal Agrícola de Canasvieiras, hoje Sapiens Parque, foi utilizada para este fim até 1986. As áreas comunais também estavam presentes em Jurerê, Ingleses, Barra da Lagoa, Campeche e Pântano do Sul e outras localidades da Ilha de SC.

Efetivamente nos anos 70, com a implantação da atividade turística na região, ocorreram significativas mudanças sociais, política, cultural e de infra-estrutura. Estas terras passaram com o tempo a apresentar interesse econômico, principalmente a partir do processo de crescimento urbano e valorização imobiliária. Nas terras de Canasvieiras, a apropriação destas áreas na sua maioria se deu por parte do Estado.

Em alguns casos, estas privatizações influenciaram diretamente no empobrecimento dos pequenos agricultores que se utilizavam destas terras para uso agrícola. Muitas terras foram privatizadas sem muita clareza. Muitos ocupantes ou intrusos conseguiram o usufruto através de permissão de autoridades locais em detrimento de outros moradores, outros simplesmente ocuparam com ou sem permissão. Esse usufruto era dado àqueles que o uso de área comunal era necessário à sobrevivência e acabava se convertendo e apropriação.