quarta-feira, 19 de março de 2014

PESCA DA TAINHA

 
Foto Fernando Alexandre
 Indústria discorda de estudos para aumentar restrições à pesca da tainha no litoral Sul do Brasil

Armadores de Itajaí argumentam que setor é penalizado desde 208, quando legislação reduziu o número de barcos licenciados para safra

FLORIANÓPOLIS 

A proposta de mudança na legislação, com novas restrições à captura da tainha em mar aberto a partir da safra de 2015, não é compartilhada pelo Sindipi (Sindicato dos Armadores e da Indústria Pesqueira de Itajaí). Criação de cotas por embarcação licenciada, aumento das zonas de exclusão nos corredores migratórios, redução da frota e ampliação do período de defeso são algumas das medidas em estudos pelo GTT (Grupo Técnico da Tainha), formado por representantes dos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente, pescadores artesanais e industriais e cientistas da Univali (Universidade do Vale do Itajaí).


De acordo com o assessor técnico do sindicato, o oceanógrafo Roberto Wahrlich, “o setor industrial é penalizado desde 2008”. Ele se refere à Portaria interministerial 171, baixada naquele ano pelos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente, que reduziu pela metade o número de barcos licenciados anualmente para a tainha (60), criou zonas de exclusão dentro de cinco milhas marinhas no litoral catarinense e dez milhas no Rio Grande do Sul e retardou o início da safra, de abril para 15 de maio.


A tainha, segundo Wahrlich, é a principal alternativa à indústria pesqueira durante a entressafra da sardinha, de 15 de junho a 31 de julho. Outra opção para não deixar parada a metade da frota de traineiras é a antecipação da pesca da anchova.

“É o governo quem decide quem vai ou não pescar. E não se pesca mais porque o número de licenças foi reduzido à metade”, argumenta o oceanógrafo. Warhlich não acredita em esgotamento dos estoques nos estuários do litoral Sul, como indicam pesquisas da FURG (Fundação Universitária do Rio Grande) na Lagoa dos Patos. Em 2013, a indústria catarinense capturou 1.500 toneladas de tainhas, em média 50% a menos do capturado antes de 2008.


NÃO DEU PARA O PÂNTANO DO SUL!

Foto Fabrício Jachowicz / vc repórter - Terra
Canoa 'Nilzete', de 4 Ilhas, vence corrida em Bombinhas

Uma tradicional corrida de embarcações a remo coloriu o mar de Bombinhas, no litoral norte de Santa Catarina, no último domingo. O evento fez parte das comemorações do aniversário de 22 anos da emancipação político-administrativa do município.


De acordo com a prefeitura de Bombinhas, 14 canoas - da própria cidade, de Garopaba e de Florianópolis - participaram da competição neste ano. Ainda segundo o órgão, Bombinhas tem a maior frota de embarcações deste tipo: cerca de 55, algumas delas centenárias. 


Algumas canoas que participam da competição são centenárias Foto: Fabrício Jachowicz / vc repórter

O 14º Festival de Embarcações a Remo começou por volta das 9h e coloriu as águas da praia de Bombinhas. O evento, que reúne pescadores, a comunidade local e turistas interessados em acompanhar as competições, busca exaltar a labuta diária da pesca, bem como o respeito que esses profissionais têm pelo mar.

A disputa foi realizada em três categorias: quatro remos masculino, dois remos masculino e dois remos feminino. Além disso, também houve a competição de Caíco e Caiaque Adulto e Infantil. 

Na categoria quatro remos masculino, a canoa vencedora foi a 'Nilzete', da praia de 4 Ilhas, com os remeiros Edson, Maureci, Israel e Lindomar. 

Comandada pelo patrão Didi Grande e desfalcada de dois de seus remeiros nativos - que não foram liberados pelo Departamento Médico - "Osmarina", a canoa do Pântano do Sul ficou em terceiro lugar na prova. Remaram pelo Pântano os titulares Jesiel e "Sebo", além de dois remeiros "emprestados" lá da praia dos Inglêses.

Em dois remos masculino, o primeiro lugar ficou com a canoa 'Nativa', do centro de Bombinhas, com os remeiros Jackson e Sergio. Na disputa feminina, Alexandra e Durceli levaram a canoa 'Samaria', da praia de Zimbros, ao topo do pódio.

(Do portal Terra - http://noticias.terra.com.br/)
D

PEIXE TROMBETA


Ele é comprido, sua boca quando aberta parece um funil, e quando pescado emite um som que lembra uma corneta. Peixe-trombeta é um nome bem adequado para este peixe.
Fotografado por Alcides Dutra na Ilha do Arvoredo - SC.

terça-feira, 18 de março de 2014

PESCA DA TAINHA


Técnicos do Ministério da Pesca estudam novas regras para safra da tainha no litoral catarinense

Entre as propostas para proteger estoques e preservar pesca tradicional de arrastão de praia estão a ampliação do defeso para setor industrial e criação de zonas de exclusão

FLORIANÓPOLIS 

A ampliação do período de defeso para o frota industrial é uma das alternativas para garantir a recuperação dos estoques e a preservação da tradicional pesca da tainha no litoral catarinense, a partir de 2015. Defendida pelos pescadores artesanais, a proposta ganha apoio de técnicos do Ministério da Pesca e Aquicultura, em Brasília, que estudam também a criação de zonas de exclusão, adoção de cota e redução do número de traineiras licenciadas.

Daniel Queiroz/ND
Primeiro cerco no Campeche em 2013 arrastou 2.000 tainhas 

As medidas restritivas, segundo o biólogo Américo Turnes, são necessárias por causa da característica da pesca da tainha, licenciada exatamente durante o período de desova para reprodução. “Trata-se de uma espécie que atrai pela ova, iguaria consumida no mundo todo, o que torna preocupante”, confirma. Integrante do grupo de estudos da tainha, Turnes defende estudos mais aprofundados dos cardumes, principalmente no estuário da Lagoa dos Patos (RS), antes da adoção definitiva de novo ordenamento para o setor.

A preocupação dos técnicos do Ministério da Pesca, segundo ele, é preservar a prática centenária do cerco de arrasto de praia, com canoas de um pau só a remo, praticada em todo o litoral catarinense. “Há, inclusive, a possibilidade de serem baixadas normas específicas para a espécie, com licenciamento apenas para o setor artesanal e ampliação do defeso para os barcos industriais”, admite Turnes.

Neste caso, a sugestão do diretor de Pesca Industrial do Ministério, Mutuso Asano Filho, é transferir a frota para outras espécies com potencial econômico não ameaçadas pelo esforço excessivo de pesca. Entre estas espécies ele cita peixe sapo, carabineiro e cherne.

Técnicos sugerem defeso diferenciado

Entre os técnicos que integram o Grupo de Estudos da Tainha, em Brasília, é unânime o reconhecimento da importância cultural da pesca artesanal e da preservação dos tradicionais arrastões de praia. “Queremos preservar a história em Santa Catarina”, garante o secretário de Planejamento e Ordenamento do Ministério da Pesca, Flávio Bezerra da Silva.

O prazo para conclusão dos estudos, segundo o assessor jurídico do Ministério Eros Romão, foi prorrogado por 90 dias. Formado também por técnicos do Ministério do Meio Ambiente e por representantes dos pescadores artesanais e indústrias, o grupo deve concluir os trabalhos em junho, em plena safra de 2014, para mudar as regras somente a partir do ano que vem.

A prioridade neste momento, segundo Bezerra da Silva, é compartilhar ações como o Ministério do Meio Ambiente preservar os estoques e evitar conflitos nas comunidades pesqueiras do Estado. O secretário destaca, também, a importância da fiscalização do setor industrial por meio do Preps (Programa de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite), sistema obrigatório em traineiras com capacidade acima de 20 toneladas de carga.

Presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina e representante da confederação nacional, Ivo Silva vê avanços importantes no grupo de estudos da tainha. Os artesanais, no entanto, sugerem mudanças já para esta safra e a proposta é a mesma do ano passado – antecipar a safra de 15 para 1º de maio e aumento das restrições à frota industrial.

Na Ilha, pescadores à espera dos cardumes

Na praia do Santinho, a 45 quilômetros do centro de Florianópolis, o último fim de semana de verão não foi bom apenas para surfistas e banhistas. Fora d’água, Jair Manoel da Rosa, 62, aproveitou o dia de sol para começar a reformar uma das quatro canoas a remo e remendar as redes de arrasto. A exemplo dos colegas da Colônia Z -11, ele não sabia das novas regras em estudos, em Brasília, para regulamentar a próxima safra de tainha, de maio a julho.

Rosane Lima/ND
No Santinho, Jair Manoel da Rosa já começou a reforma das canoas que vão para o mar a partir de maio

Capataz da maior parelha da praia, ele é responsável pela manutenção e conservação dos petrechos, que serão recadastrados pela Federação dos Pescadores de Santa Catarina para monitoramento da produção. Por determinação do GTT (Grupo Técnico da Tainha), todos os proprietários terão de apresentar documentação das embarcações licenciadas e dos pescadores profissionais regularizados junto ao Ministério da Pesca. Também terão de informar com exatidão a quantidade de peixes capturados.

De acordo com a determinação do Ministério, também serão recadastrados botes utilizados em cercos com redes de caça de malha, simples e anilhadas. A intenção, segundo o presidente da Federação dos Pescadores de Santa Catarina, Ivo Silva, é regulamentar a atividade no litoral catarinense, e impedir a atuação de pescadores não legalziados.

“Há resistência quanto às redes de caça de malha com argola e içadas aos barcos por pequenos guinchos instalados no convés”, explica Silva. Comuns em Ingleses, Barra da Lagoa, Armação e Pântano do Sul, são embarcações antigas, com capacidade para até 12 toneladas, em média, licenciadas para cercar a distâncias de 50 metros do costão, 800 metros da praia e no limite de três milhas náuticas.

Combate à ilegalidade para aumentar produção

Um dos desafios do diretor de Pesca Industrial do Ministério, Mutuso Asano Filho, é o combate à pesca ilegal. Dados da FAO (Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) apontam que apenas um quinto do pescado mundial seja legalizado. “A fiscalização mais intensa, por exemplo, permitirá que a produção no Brasil aumente consideravelmente, sem a necessidade de aumentar a captura”, explicou.

A prioridade é o combate à clandestinidade, segundo Asano Filho, que aposta no censo da produção pesqueira nacional para conter as atividades predatórias na costa brasileira. No caso específico da tainha, uma das alternativas é confrontar a produção declara aos ministérios da Pesca e do Meio Ambiente com a quantidade de ovas exportadas, com base nos dados disponibilizados ao Ministério de Comércio Exterior.

Outras ações de governo, como o limite de licenciamento para espécies potencialmente ameaçadas e controle de mercado, estão em fase final de estudos para implementação a partir da safra de 2014. Asano Filho destaca, também, a criação do selo de pesca legal. “É uma forma de garantia de procedência, que desestimula a clandestinidade e é garantia de qualidade ao consumidor”, argumenta.

A pesca não declarada, que ameaça a biodiversidade marinha, também afeta a sustentabilidade social e econômica. No Sul do Brasil, o esgotamento dos cardumes que migram anualmente da Lagoa dos Patos (RS), segundo Asano Filho, deve ser permanentemente monitorado para que a pesca excessiva não comprometa a proteção e recuperação dos estoques. “É preciso saber exatamente quanto sai de tainha dos estuários, quanto é capturado e quanto é desperdiçado durante o processo produtivo. É preciso aprofundar os estudos para preservar os estoques”, observa.

Modernização da frota reduz desperdício

A modernização da frota e dos petrechos utilizados pela frota industrial também são alternativas para aumentar a eficiência do setor pesqueiro nacional. Neste caso, o resultado imediato é a redução dos resíduos e captura de espécies acompanhantes.

Um dos exemplos é o que ocorreu com a frota sardinheira depois da adoção de porões alagados para levar a produção viva para a indústria de beneficiamento. “O produto com melhor aparência, bem manipulado durante o processo produtivo, agrega valor”, explica o diretor de Pesca Industrial.

Técnicos do Ministério da Pesca trabalham, também, na atualização anual das estatísticas e normas de ordenamento, com novas técnicas de manuseio. “Pelo menos 30% do desperdício, é resultado da falta de qualidade no manuseio a bordo das embarcações, tanto na captura como na estocagem”, diz Asano Filho.

Declínio da safra-SC

2006- 1.124 toneladas

2007 – 2.192 toneladas

2008- 923 toneladas

2009 – 1.198 toneladas

2010 – 780 toneladas

2011 – 617 – toneladas

2012 – 420 toneladas

2013 – 1.240 toneladas

Publicado em 17/03/14-14:00

sábado, 15 de março de 2014

FÉ EM DEUS E NA "OSMARINA"


Foto Gil Eanes

Didi Grande, o Patrão da "Osmarina" - Foto Fernando Alexandre
 "Osmarina", uma das quatro canoas da pesca da tainha no Pântano do Sul, da família do Seo Arante, mais uma vez viajou em busca de outros mares. Neste final de semana, no domingo, dia 16, a partir das 8h, ela participa mais uma vez da única competição de canoas a remo de um pau só do Brasil, em comemoração aos 22 anos do município de Bombinhas. 
Campeã da competição já por três anos, este ano "Osmarina" terá como patrão o experiente Didi da Maria Jovita e entre os remeiros já estão confirmados o Jesiel, o Sérginho e o Marcelo.

É HORA DE IR PARA O MAR...

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul

LÁ DE CIMA

Foto sem crédito

REDES "FANTASMAS" 1

Foto Divulgação

CAMPANHA SALVEM OS BOTOS DA LAGUNA.

Diga NÃO as redes clandestinas atravessadas no rio Tubarão e canais da lagoa.
Diga SIM a uma fiscalização efetiva, com inspensões nuturnas.
DIGA SIM A VIDA

Click aqui, Assine e compartilhe -Salvem os Botos

REDE "FANTASMA" 2

Foto Edson Faria Jr
E mais uma vez lá estão elas, silencioasamente esperando pelas próximas vítimas. Um dos verdadeiros terrores dos mares, redes fantasmas. E essa encontrada mais uma vez dentro de uma reserva biológica.

Curta nossa página Explora Web Magazine

MULHERES DO MAR





Redes, 
barco e balança para pesar o pescado fazem parte do rancho de Letinha (Foto: Valéria Martins/G1)

Pescadora de SC explica as alegrias do ofício e diz não sofrer preconceito

Nascida no Ribeirão da Ilha, Letinha diz que 'ir para o mar é o suficiente'.
Ela diz que comunidade elogia e acha corajosa a mulher que pesca.

por Joana CaldasDo G1 SC

Redes, barcos, tainhas, curvinas, anchovas, mariscos, ostras e um rancho. Esta é a vida de Marlete Odete da Cunha, conhecida como Letinha, moradora, pescadora e maricultora do Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Ela pesca há 26 anos e diz nunca ter sofrido preconceito por ser mulher e exercer esse ofício. "Elogiam bastante, acham bonito, corajoso", conta.
Além de pescar e fazer cultivo e ostras e
mariscos, Letinha vende congelados
(Foto: Valéria Martins/G1)

O Ribeirão é localizado no Sul da Ilha de Santa Catarina e é lá que Letinha trabalha no rancho que divide com outros pescadores, em meio às redes, ao barco que tem com o marido e à balança, para pesar os peixes. Atualmente com 55 anos, ela começou a pescar aos 29, quando se casou. O marido, também pescador, foi quem a ensinou não somente as técnicas, mas também as alegrias de se estar em um barco na água.

"Só em ir pro mar já é o suficiente. O mar ajuda a gente a arejar a cabeça. Vir bastante peixe na rede é uma alegria muito grande", descreve Letinha. Na casa em que morava quando criança, a cerca de 1,5 km da residência atual, a menina já tinha o exemplo no próprio lar. O pai era pescador e, na infância, Letinha já fazia tarrafas, um tipo de rede, e gostava de pegar camarão. Mais velha, brinca que, para completar o gosto que já tinha pelo ofício, "casei também com um que gosta de pescar".

Na família, são ela e mais 12 irmãos. Desses, três homens e duas mulheres, incluindo ela, pescam. A especialidade de Letinha e do marido inclui tainhas, curvinas, anchovas, berbigão, siri e o cultivo de ostras e mariscos. E a profissão não é apenas da boca para fora: a catarinense é associada e tem carteirinha do Sindicato do Pescadores do Estado de Santa Catarina (Sindipesca).

Dificuldades
Viver da pesca, porém, não é uma tarefa fácil para a família, que, além do marido, inclui um filho de 30 anos. O que retira do mar, ela vende para peixarias da cidade e restaurantes do próprio Ribeirão. Também aparecem compradores no rancho dela procurando, principalmente, ostras. Contudo, Letinha e o marido possuem também outras fontes de renda.

A pescadora vende congelados para complementar o orçamento da casa. "Faço bolinho de camarão, de peixe, de berbigão", explica. A fonte dos alimentos vem do que é pescado pelo casal, com execeção do camarão, que "aqui, quase não dá", como diz Letinha. Os congelados são vendidos para restaurantes no próprio Ribeirão e em outros de toda a cidade, incluindo a parte continental.

O marido de Letinha trabalha como porteiro de um prédio no Centro de Florianópolis. Apesar da influência em casa, o filho não quis ser pescador. A vida pode ser um pouco difícil, mas, a julgar pelo conhecimento que Letinha tem das redes e do cultivo de ostras e mariscos (veja o vídeo), ela ainda tem muitos anos pela frente como pescadora e maricultora no Ribeirão.

(Do G1 -http://g1.globo.com/sc/santa-catarina)

sexta-feira, 14 de março de 2014

LÁ E CÁ

O filme, produzido por jovens caiçaras do município de Cananéia- SP, evidencia importantes aspectos da cultura caiçara com um olhar crítico e motivador. Faz um registro do diálogo entre gerações que contam como as mudanças socioambientais, culturais e econômicas afetaram e afetam os modos de vida dessa população tradicional, além de mostrar as adaptações que as comunidades desenvolveram para manter vivo e presente os saberes e fazeres caiçaras.

POLIQUETA-DE-FOGO


Foto Alcides Dutra
Este é um dos mais belos poliquetas (Hermodice carunculata) do nosso mar, mas deve ser contemplado apenas com os olhos. Não toque neste animal, ele causa uma forte sensação de queimadura.
Ilha do Arvoredo - SC.

Curta a página do INSTITUTO LARUS.

quinta-feira, 13 de março de 2014

PESCA EM SANTA CATARINA


Produção registrada entre 2010 e 2013 mantém Santa Catarina na liderança da indústria pesqueira
Itajaí, Navegantes e Porto Belo formam principal polo produtor e de beneficiamento de pescados do Brasil

Edson Rosa
FLORIANÓPOLIS
Os dados de 2013 ainda não estão fechados, mas pela tendência dos três últimos anos tão cedo Santa Catarina não perderá o posto de maior estado produtor de pescados marinhos e maior parque pesqueiro industrial do Brasil. Esse é o principal resultado do boletim estatístico lançado oficialmente nesta quarta-feira, às 16h, na sede do Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), em Itajaí.


Foto Eduardo Valente/ND

Pesquisa aponta captura e beneficiamento de 150 toneladas por ano

Em Santa Catarina, pelo menos 150 mil toneladas são retiradas do mar todos os anos. O setor industrial fica com a maior parte do bolo, 136 mil toneladas, enquanto a pesca artesanal capturou pouco mais de 14 mil toneladas. Para atualizar os dados oficiais sobre a produção pesqueira no Estado, foram repassados ao Sindipi R$ 400 mil, dinheiro usado na contratação de pesquisa para estatística do setor, explica o gerente da Secretaria da Agricultura e da Pesca, José Marcatti.

“Estes dados são importantes para manter o Estado líder do setor e facilitar acessos aos programas do Governo Federal”, destacou o secretário João Rodrigues. O sindicato tem 300 associados (entre armadores e indústrias) que, juntos, geram cerca de 30 mil empregos diretos e 70 mil indiretos. Itajaí e Navegantes, segundo o presidente Giovani Monteiro, abrigam as maiores indústrias de processamento de pescados e representam o maior centro pesqueiro do Brasil, em produção e beneficiamento.

A estatística foi elaborada com pesquisas nos principais portos pesqueiros do Estado por meio de fichas de produção, entrevistas de cais e de observadores de bordo alocados nas embarcações pesqueiras. Os dados serão apresentados em boletins com o desempenho do setor industrial entre 2010 e 2012, produzidos em parceria entre as secretarias da Agricultura e da Pesca e de Desenvolvimento Regional de Itajaí, Sindipi e Univali (Universidade do Vale do Itajaí).

Itajaí concentra maior produção

Itajaí, Navegantes e Porto Belo, no Litoral Norte, são responsáveis por cerca de 20% da produção nacional de pescados. Lá, estão concentradas as operações de descarga de mais de 600 embarcações de porte industrial. Essa região contribui com 90,95% dos empregos no setor pesqueiro em Santa Catarina, com 3.016 trabalhadores e grande número de empresas ligadas à pesca.

O arranjo produtivo do setor pesqueiro do litoral centro-norte catarinense constitui-se basicamente por três segmentos de atividades: a captura, o beneficiamento do pescado e a construção naval e reparos de embarcações. Agrega, também, fornecedores de redes, combustíveis, gelo, insumos, além da indústria alimentícia, a partir do processamento do pescado.

Especialistas avaliam consolidação do setor

Os dados das últimas safras em Santa Catarina serão avaliados amanhã (quinta), em Brasília, durante o Seminário Nacional Pescado Brasileiro – Um Grande Negócio, quando serão divulgadas perspectivas para consolidar o setor no mercado nacional. O evento acontece no auditório JK do Royal Tulip Brasília Hotel.

Pesca e aquicultura são segmentos da economia que mais crescem na representatividade do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil – a exemplo de países como Chile, Noruega, Portugal, China e Índia. 

Estatística em Santa Catarina

Industrial:136 mil toneladas

Artesanal:14 mil toneladas,

Total:150 mil toneladas

Período: 2010, 2011 e 2012

Itajaí, Navegantes e Porto Belo: 20% da safra

Frota industrial: 600 embarcações

Empregos diretos: 3.016 (90,95% da mão de obra no Estado)

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

quarta-feira, 12 de março de 2014

AVENTURAS DE UMA TAINHA


Foto: Divulgação / Mário Motta

Livro conta as aventuras e traz ensinamentos sobre a tainha

Obra pode servir de apoio para educadores nas atividades relacionadas ao mar, consciência ambiental, cultura e pesca.

Mário Motta



A pesca da tainha no sul do Brasil forma o plano de fundo para as histórias do livro "A Saga da Tainha Nina", de Argeu Vanz, com ilustrações de Sandro Silva Chaves. Destinado ao público infantojuvenil, descreve o ciclo reprodutivo e os obstáculos enfrentados pela tainha Nina para conseguir desovar e continuar a espécie. O livro serve de apoio para educadores nas atividades relacionadas ao mar, consciência ambiental, cultura e pesca. Ele tem 32 páginas e será lançado pela Editora Univali amanhã, às 19h30min, na livraria do Shopping Gracher, em Brusque, e sexta-feira, às 19h30min, no Centro de Educação de Jovens e Adultos de Barra Velha. Em breve, aqui na Grande Florianópolis. O livro custa R$ 6,90.

(Da coluna do Mário Motta no HSC - www.clicrbs.com.br)

BALEIAS DE MARÇO


Foto sem crédito
Grupo de baleias chega perto da areia na Praia do Leblon
Cetáceos, da espécie Baleia de Bryde, chegam a medir 15 metros de comprimento, mas não oferecem risco às pessoas, segundo especialistas.

Rio - Uma visita nada discreta chamou atenção dos banhistas que aproveitavam o dia de sol na tarde de ontem. Um grupo de baleias chegou perto da areia e foi visto no mar, em frente à Praia do Leblon por volta das 16h. Os cetáceos, da espécie Baleia de Bryde, chegam a medir 15 metros de comprimento, mas não oferecem risco às pessoas, segundo especialistas.

Para o ambientalista e oceanógrafo David Zee, a presença da espécie nesta época do ano é surpreendente. “É uma espécie difícil de se encontrar, ainda mais por agora. Elas costumam migrar no inverno, quando saem do Polo Sul e vão procriar em águas mais quentes”, explica David Zee. Segundo ele, a temperatura da água subiu e isso pode ter atraído as baleias. “Nesses últimos dias a água do mar ficou mais quente, fazendo com que os peixes se aproximassem da costa. Possivelmente, foi por isso que elas chegaram tão perto.”

As baleias se distanciaram da praia por volta das 17h. Desde dezembro esse grupo de baleias tem sido visto nadando no litoral do Rio em busca de alimento. A Baleia de Bryde é conhecida por realizar grandes saltos para fora da água, causando um som que se pode ouvir a grandes distâncias.
(Do Jornal "O DIA")

BONS VIZINHOS

Foto Alcides Dutra
CONVIVENDO EM HARMONIA

Estas são anêmonas coloniais incrustantes, conhecidas como zoantharia (zoantídeos). Aqui vemos duas espécies dividindo a mesma rocha e parece não haver conflito entre elas.

A esquerda temos Palythoa caribaeorum e a direita Protopalythoa variabilis. Mas estas fronteiras não são comuns, pois geralmente só uma espécie ocupa determinada área. 

Segundo o pesquisador Ignacio Agudo, costumam aproveitar rochas com espaços livres, podendo conviver em harmonia (como mostra a foto), e também interagir sem problemas com outros vizinhos. Mas se houver falta de espaço, podem competir com outros zoantídeos, corais pétreos e anêmonas típicas.

Imagem captada pela equipe do INSTITUTO LARUSna Ilha do Arvoredo – SC.

Curta a página do Instituto Larus.

terça-feira, 11 de março de 2014

CAVALO MARINHO


Foto Alcides Dutra
  Um dos tesouros que vivem nos bancos de zoantídeos da Ilha do arvoredo - SC.
Curta a página do INSTITUTO LARUS.

CRUZANDO O ATLÂNTICO

Foto Robert Snow
Tubarão chipado atravessa o Atlântico

Um grande tubarão branco chamado Lydia está prestes a fazer história como o primeiro de sua espécie a cruzar de um lado do Atlântico para o outro, conta o editor de ciência da BBC, Paul Rincon.
O animal, uma fêmea de 4,4 metros, já viajou mais de 30,5 mil quilômetros, desde que começou a ser rastreada, na Flórida, como parte de um projeto científico, em março do ano passado.
- Até hoje, nenhum tubarão branco cruzou, de forma documentada, do ocidente para o oriente ou vice-versa - afirmou o biólogo Gregory Skomal à BBC.

Atualmente, Lydia se encontra a 1,6 mil quilômetros da costa da Irlanda e a 4,8 mil quilômetros da Flórida, onde recebeu o chip que permite seu rastreamento.
- Embora Lydia esteja mais perto da Europa do que da América do Norte, tecnicamente só podemos dizer que ela cruzou o Atlântico quando ela passar pela dorsal Atlântica, a cadeia de montanhas que corta o oceano, o que ela ainda não fez - explicou o biólogo.
O simples fato de ter colocado um chip num tubarão branco já é um feito em si. Os cientistas usaram uma plataforma hidráulica de mais de 34 mil quilos, operada a partir de um barco de pesquisas, para receber os tubarões para o implante de chips e outros estudos.

O Projeto Ocearch tem por objetivo reunir dados sobre a movimentação, a biologia e a saúde dos tubarões. A ideia é usar a informação não apenas para proteger os animais, mas também para a educação e segurança do público.
Embora a jornada de Lydia seja impressionante, os tubarões são conhecidos por essas maratonas migratórias de milhares de quilômetros. Um outro tubarão branco fêmea chamado Nicole fez uma viagem de ida e volta da África do Sul à Austrália, entre novembro de 2003 e agosto de 2004.
- Não sabemos até onde Lydia irá - explicou Skomal. - Europa, Mediterrâneo ou até a costa da África são opções possíveis.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

segunda-feira, 10 de março de 2014

PIRATAS DO PACÍFICO

Foto AFP

Descoberto navio pirata do século 19
com porão cheio de tesouros

Navio corsário de bandeira britânica era citado nas histórias populares de Tonga. Acredita-se que ele abrigue quantidade considerável de cobre, prata e ouro

Um navio pirata - citado nas histórias populares de Tonga e que afundou no século XIX - foi descoberto no litoral da nação do Pacífico com o porão cheio de tesouros, informa um comunicado do governo local.
Segundo a lenda, o Port-au-Prince, um navio corsário de bandeira britânica, foi atacado pelos guerreiros locais em 1806 após chegar em Tonga, onde a maior parte de sua tripulação foi massacrada por ordem do rei Ulukalala Finau II.
Um mergulhador local encontrou recentemente um navio cujas características eram similares às da lendária embarcação pirata em frente à ilha de Foa, afirma a porta-voz de turismo Sandra Fifita.

"Acredita-se que o navio possa abrigar uma considerável quantidade de cobre, prata e ouro em seu porão, assim como vários candelabros de prata, bandejas de incenso, crucifixos e cálices", assinala o comunicado.

Segundo os livros que estudam a época pré-cristã de Tonga, o rei ordenou que o navio fosse afundado com todo seu tesouro a bordo após resgatar o ferro e os canhões da embarcação.

"Este é um achado significativo para o povo de Tonga. Este naufrágio revelará uma grande quantidade de informação sobre a história de Tonga e, especificamente, sobre as ilhas de Haapai, explica Sandra.

O Port-au-Prince foi construído na França, mas a marinha britânica o capturou na capital do Haiti, que dá nome à embarcação, e foi enviado ao "Novo Mundo" com o objetivo de atacar e saquear os navios espanhóis.

Em 1805, sob o mandato do Capitão Duck, foi levado às águas do Pacífico para a caça de baleias.

Vários grupos de mergulhadores locais estão mapeando a região para registrar e enviar os dados ao Museu Marítimo de Greenwich, na Inglaterra.


(Da Agência EFE)

sábado, 8 de março de 2014

LÁ DE CIMA...


 DRONE FILMA BALEIAS E GOLFINHOS EM ALTO MAR.

O capitão Dave Anderson filmou a vida em alto-mar. Com o recurso de um drone, conseguiu capturar imagens de baleias e golfinhos nadando no oceano.

Além disso, Dave Anderson filmou ainda um momento de ternura, em que uma mãe golfinho nada lado a lado com a sua cria ao longo da costa, ao largo de San Clemente, Califórnia.

“Este é o vídeo mais bonito e atraente” que já fiz, disse Dave Anderson, como se lê na descrição do vídeo. “Aprendi muito sobre baleias e golfinhos devido às filmagens” contou o capitão que acredita que “os drones vão mudar a forma como vemos o mundo animal”.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/

DE BLÊNIOS E ZOANTÍDEOS

Foto Alcides Dutra
 Este blênio escolheu morar numa fenda dentro de uma colônia de zoantídeos. Acostumado com os vizinhos gosmentos, ele tem segurança reforçada, pois estes zoantídeos produzem substâncias que costumam manter as ameaças afastadas.
Ilha do Arvoredo - SC.
Curta a página do INSTITUTO LARUS -  https://www.facebook.com/InstitutoLarus

sexta-feira, 7 de março de 2014

TAINHAS DE MARÇO

Foto Elvis Palma
 Ontem a tarde, quinta-feira, com a ajuda dos botos e numa só tarrafada, o "Gegê, pescador dos Molhes da Barra, em Laguna, matou nada menos que 96 tainhas. E estamos ainda no início do mês de março!
Foto e informações do Elvis Palma.

FIM DA GREVE

Foto:Marcos Porto / Agencia RBS
 Pescadores de sardinha retornam ao trabalho após 16 dias de greve
Nesta quinta-feira, 65 embarcações normalizaram as atividades no Estado

Depois de 16 dias paralisados, os pescadores de sardinha de Santa Catarina retornaram ao trabalho nesta quinta-feira. A decisão de por fim à greve foi tomada durante assembleia realizada na noite de quarta.

De acordo com o Sindicato dos Pescadores Profissionais do Estado (Sitrapesca), 65 embarcações e cerca de 600 pescadores já normalizaram suas atividades. O Estado é responsável por aproximandamente 75% da produção do pescado do país.

— Aceitamos a proposta da indústria, de R$ 1,20 para o barco a gelo e R$ 1,40 para samurado, porque este valor é líquido para os pescadores. As indústrias se comprometeram em assumir as despesas da descarga do produto — afirma o presidente do Sitrapesca, Manuel Xavier.

Para o secretário da Câmara Setorial do Cerco do Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Jorge Seif, a greve não obteve nenhuma conquista, apenas gerou prejuízos para o comércio, armadores, pescadores e indústrias.

— Esses dias de paralisação não valeram nada, eles não tiveram nenhum benefício, foi vergonhoso. Apenas aceitaram a proposta inicial das indústrias. E essa questão das despesas vai depender de cada armador, eu não vou assumir. A greve só gerou prejuízos, esses dias são irrecuperáveis — destaca.

Seif afirmou ainda que se ao final da safra de sardinha o governo decidir aumentar a cota de importação, os grevistas serão os responsáveis.


(Do O SOL DIÁRIO - www.clicrbs.com.br)

quinta-feira, 6 de março de 2014

CRINOIDE - Ilha do Arvoredo



Das cinco classes de equinodermas (grupo a que pertencem as estrelas-do-mar, ouriços, ofiúros e pepinos-do-mar), esta é a menos frequente. Não temos imagens deste animal ao sul da Ilha do Arvoredo em Santa Catarina.

quarta-feira, 5 de março de 2014

O CÉU FALA E A MANEZADA ENTENDE



PREVISÃO DO TEMPO PARA FLORIPA 

By Chuvalski

Manesada, mos queridos! Já estava na hora de vir uma chuvinha porque como vocês bem se lembram ninguém quer saber mais de seca não é? Pois ai vai a previsão para os próximos dois dias aqui pras bandas desta Ilha Tupiniquim.

Quarta - feira (05/03) - Vamos ter chuva fraca o dia todo, mais intensa entre ás 17h:00 e 21h:00. Após as 21h:00 o tempo limpa e teremos céu estrelado. O vento será de Norte fraco e temperatura não passa de 27 graus.

Quinta - feira (06/03) - Teremos, muito Sol durante o dia com pequeno aumento das nuvens a noite. Vento será de Suli, conhecido "Boi Velho" e despenca já as quatro da matina, berrando o dia todo, aliviando só a noite. A máxima não passa dos 26 graus.

O céu fala e manezada entende.

----------------------

Visite a FanPage da "Tribuzanas, Tainhas & Rabos de Galo", acessando o Link: https://www.facebook.com/tribuza

terça-feira, 4 de março de 2014