sexta-feira, 25 de março de 2016

MAR DE POETA


Seu corpo é uma praia deserta
onde uma música desperta
numa onda esperta e a deserda:
espumas a ferem como pétalas.
Desterra, em tradução infinita,
pérolas na orla do olhar, ilha
que ainda está por ser escrita

Em "Visibilia" (Setteletras, 1997)





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