domingo, 11 de novembro de 2018

MARISCOS GRATINADOS




Ingredientes:
• 2 dúzias (aproximadamente 1 kg) de mariscos em concha, bem lavadas 
• 300 g de manteiga 
• 4 dentes de alho picado bem picados 
• Salsinha picada 
• 1 colhar cheia de farinha de rosca 
• 1/2 cálice de conhaque 
• Sal e pimenta-do-reino a gosto 
• Sal grosso (1 a 2 kg, para forrar a forma) 

• PREPARE OS MARISCOS ASSIM: 
• Em uma panela grande, coloque aproximadamente um dedo de água e leve ao fogo forte; 
• Quando estiver bem quente, coloque os mariscos crus e tampe a panela, deixando cozinhar no vapor por 3 a 4 minutos (os mariscos estarão cozidos quando as conchas estiverem abertas); 
• Retire a carne dos mariscos e depois lave as conchas com água corrente, pois serão usadas na montagem do prato. 

• • PREPARE A MASSA PARA GRATINAR ASSIM: 
• Misture bem os ingredientes e vá apurando o gosto de sal e pimenta; •Acrescente o conhaque e continue mexendo até ficar uma massa uniforme; 
• Pré-aqueça o forno a 250 graus; 
• Enquanto isso, pegue uma forma e forre o fundo com uma boa camada de sal grosso, formando um leito que irá acomodar as conchas; 
• Recoloque um ou dois mariscos sobre as conchas e cubra tudo com uma camada generosa da massa de manteiga; 
• Passe um pouco de farinha de rosca sobre as conchas e acomode-as sobre o leito de sal grosso; 
• Leve ao forno para gratinar por 10 minutos, aproximadamente; 
 • Sirva ainda quentes.

SOSSOBRANDO...

Foto Fernando Alexandre
Na praia, o que sossobra das tempestades...

DA JANELA DO MEU BLOG!

Foto Fernando Alexandre
Com a permissão do Sérgio Rubim, o Canga, pelo título!

MAR DO CARIBE

Paquito Guzmán

MAR DE POETA

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O mar levantou pro céu
Lavou todas as estrelas
Espelhos das sereias

CAMINHOS...

Foto Fernando Alexandre

Todos levam...

MAR DE SEGALL


LASAR SEGALL - Figuras à beira-mar - Aquarela - 1929

URUBUSANDO...

Fotos Fernando Alexandre



sábado, 10 de novembro de 2018

MAR DE POETA


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Imagem sem crédito
Pescaria

Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.

Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.

As mãos do mar vêm e vão,
as mãos do mar pela areia
onde os peixes estão.

As mãos do mar vêm e vão,
em vão.
Não chegarão
aos peixes do chão.

Por isso chora, na areia,
a espuma da maré cheia.

(Cecília Meireles)

(De "Ou isto ou aquilo", Editora Nova Fronteira, 1990 - Rio de Janeiro, Brasil.)

BÁSICO & CLÁSSICO

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul como todos gostam: inclusive deus e o diabo!

NA MESA

Foto Divulgação
Arroz a La Tumbada
 prato bem tradicional, que surgiu na região de Veracruz, no México.

Ingredientes

120g de arroz cozido (parboilizado)
60g de camarão médio (limpo)
60g de lula em anéis (branqueada)
60g de peixe branco em cubos (branqueado)
100g de salsa picante
60g de creme de leite fresco
20g de milho verde em conserva
1 colher de sopa de coentro fresco picado
2 colheres de sopa de azeite de oliva
Sal a gosto

Modo de preparo

1. Saltear rapidamente o camarão no azeite de oliva, acrescentar as lulas já branqueadas e uma pitada de sal. 2. Adicionar a salsa picante e esperar ferver. 3. Assim que levantar fervura, acrescente o arroz cozido e mexa bem até voltar a ferver. 4. Acrescente o peixe em cubos branqueado, mexa delicadamente para que ele não se desmanche e espere esquentar bem. 5. Finalize com o creme de leite fresco, o milho e o coentro fresco picado. 6. Sirva imediatamente.

Dica

Branquear significa colocar rapidamente (aproximadamente um minuto) em água fervente e dar um choque térmico em água gelada. Salsa picante é o molho de tomate (ao sugo) com bastante pimenta.

Rendimento: 1 porção

(Receita do restaurante Guacamole Cocina Mexicana, de Florianópolis)

FOI SEU CABRAL...


MAR PORTUGUÊS


Dois terços do mundo descobertos pelos portugueses

Sabia que dois terços do mundo foram descobertos pelos portugueses? Provavelmente não sabe. Mas é verdade. Foram os primeiros a chegar. Investigaram. Experimentaram. Desbravaram. Deixando o testemunho da sua presença. Trouxeram novas de sítios que se julgavam inalcançáveis.

 Em menos de 100 anos mudaram o mundo. A esse Mundo deram novos Mundos. Materializaram o sonho e modificaram a noção de distância. Fizeram crescer o comércio e o conhecimento científico. Anteciparam a História. Ajudaram ao nascimento de novos países. Foram os primeiros cidadãos do Mundo. E se mais Mundo houvesse lá teriam chegado. 1434 - Cabo Bojador 1471 - Equador 1488 - Cabo da Boa Esperança 1498 - Índia 1500 - Brasil 1513 - China 1522 - Austrália 1542 - Califórnia 1543 - Japão 1550 - Nova Zelândia 

FAROL DA BARRA - O MAIS ANTIGO




Foto Nilton Souza
No século XVII, o porto de Salvador era um dos mais movimentados e considerado um dos mais importantes do continente. Em função disso era preciso auxiliar as embarcações que chegavam à Baía de Todos os Santos em busca de pau-brasil e outras madeiras-de-lei, açúcar, algodão, tabaco e outros produtos que eram levados do Brasil para abastecer o mercado consumidor europeu.

Foi no final desse século, após o trágico naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, nave capitânia da frota da Companhia Geral de Comércio do Brasil num banco de areia frente à foz do rio Vermelho, a 5 de maio de 1668, que o Forte de Santo Antônio da Barra foi reedificado (1696) durante o Governo Geral de João de Lencastre (1694-1702).

Foi no forte que foi construído o primeiro farol - um torreão quadrangular encimado por uma lanterna de bronze envidraçada, alimentada a óleo de baleia.
De acordo com o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia este foi o primeiro Farol do Brasil e o mais antigo do Continente (1698), quando passou a ser chamado de Vigia da Barra ou de Farol da Barra.

O diário de bordo do corsário inglês William Dampier, em 1699, relata: "A entrada da Baía de Todos os Santos é defendida pelo imponente Forte de Santo Antônio, cujos lampiões acesos e suspensos para orientação dos navios, vimos de noite."
O Decreto Regencial de 6 de julho de 1832 determinou a instalação de um farol mais moderno, fabricado na Inglaterra, em substituição ao antigo. Ao término das obras, inauguradas em 2 de dezembro de 1839, o novo equipamento de luz catóptico erguia-se sobre uma torre troncônica de alvenaria, com alcance de dezoito milhas náuticas com tempo claro. Em 1937, o antigo sistema "Barbier" (incandescente a querosene) de iluminação foi substituído por luz elétrica, comemorando-se o primeiro centenário do farol a 2 de Dezembro de 1939.
O complexo arquitetônico do Forte de Santo Antônio da Barra, do qual faz parte o Farol, está situado a 5 km do centro de Salvador e é onde hoje funciona o Museu Náutico da Bahia. É no Farol da Barra onde começam e terminam os grandes desfiles do carnaval baiano.

Com tanto cabeludo, com tanto por do sol...

Os velhos "Novos Baianos"!

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

OUTROS MARES...

 Foto de Steve McCurry

Pescadores do Sri Lanka 

MÃOS DE MAR


meninas os dedos

desfizeram os laços
cortaram os nós

por entre os dedos
a corda

dentro da mão
cansada amargurada
vozes de crianças

desfizeram os laços
cortaram os nós
permanece a corda

meninas os dedos

(praia da leirosa; 2017)

JACK O MARUJO

- Qual momento emociona mais o sr., capitão?
- Quando amanhece logo depois de eu partir e o vento bate no rosto com a força de uma promessa, disse Jack o Marujo.

CAMINHOS...

Foto Geraldo Cunha
Praia dos Açores

TÁ NA BOCA!

Hóspede e pescada aos três dias enfada...
(Dito popular)

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

TEMPO DE SARDINHAS

Resultado de imagem para Caldeirada de Sardinhas
Caldeirada de sardinha

Ingredientes 

. 3 colheres (sopa) de azeite
. 1 cebola picada
. 2 tomates sem pele e sem sementes picados
. 1 pimentão amarelo cortado em cubos
. 1 alho-poró cortado em rodelas
. Sal a gosto
. Pimenta-do-reino moída a gosto
. 2 1/2 xícaras (chá) de caldo de legumes
. 12 sardinhas inteiras limpas
. 3 colheres (sopa) de salsa picada 

Modo de preparo

Em uma panela grande, aqueça o azeite e doure a cebola. Acrescente o tomate e refogue por dois minutos. Junte o pimentão, o alho-poró, sal, pimenta e refogue durante cinco minutos. 
Acrescente o caldo de legumes e, assim que levantar fervura, abaixe o fogo para brando. Disponha as sardinhas delicadamente sobre o cozido, tampe a panela e cozinhe durante dez minutos sem mexer. Desligue o fogo, salpique a salsa e sirva.
Dica: este prato fica mais saboroso se preparado de véspera e pode ser servido frio.

(Do http://www.lusosabores.com/)

JACK O MARUJO

´Óleo sobre tela por Ivan Aivazovsky 
- Prefere ilha, mar ou continente, capitão?
- Prefiro o vento, que não cultiva raízes, disse Jack o Marujo.


MALHEIRAS

Foto Fernando Alexandre

DE VOLTA AO MAR

Foto: Nilson Coelho / R3 Animal

18 pinguins são soltos na Praia do Moçambique, em Florianópolis
Animais foram resgatados nas praias catarinenses e passaram por reabilitação

Mais 18 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) voltaram para o habitat natural na manhã desta quarta-feira (7) na Praia do Moçambique, em Florianópolis. Eles estavam sob os cuidados da Associação R3 Animal, através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM). Esta é a terceira soltura de pinguins-de-magalhães nesta temporada, totalizando 56 animais. 

Todos os anos, desde o início do inverno, os pinguins-de-magalhães, em sua maioria juvenis, saem de colônias na Patagônia, na Argentina, em busca de alimento. Eles acompanham as correntes marítimas de água fria e acabam chegando às praias do litoral catarinense. 

Foto: Nilson Coelho / R3 Animal

Porém, alguns não conseguem retornar às colônias de origem e são encontrados mortos. Outros chegam às praias cansados, debilitados, desidratados, muitos com quadro de pneumonia e necessitam de cuidados. 

Os animais resgatados vivos pelas instituições que executam o PMP-BS são levados para unidades de estabilização e transferidos aos Centros de Reabilitação de Animais Marinhos. 

Dos 18 pinguins soltos nesta quarta, cinco foram resgatados em praias de Florianópolis, sendo um deles com um anzol preso ao bico e o restante em outras praias catarinenses. 

Mais 11 animais ainda continuam em reabilitação até que tenham condições de voltarem para casa. 

Serviço
A orientação é que quem encontrar um animal marinho ferido ou morto mantenha distância e ligue imediatamente para o projeto de monitoramento pelo telefone 0800 642 3341. 

(Do http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br)

NA PRAIA...


Federico Garcia Lorca e Salvador Dali
"O palhaço não sou eu, mas sim esta sociedade monstruosamente cínica e tão ingenuamente inconsciente que joga o jogo da seriedade para melhor esconder a loucura."
(Salvador Dali)

*Salvador Domingo Felipe Jacinto Dali i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol (Figueres, Catalunha, 11 de Maio de 1904 — Figueres, 23 de Janeiro de 1989

MAR-CAIS

Foto Deolho Nocéu
A NOITE
ME PINGA UMA ESTRELA NO OLHO
E PASSA
(Paulo Leminski)

MAR DE MONET

Oscar-Claude Monet

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

DANDO NOME...

Foto Fernando Alexandre

TEM SARDINHAS NA MESA


Sardinhas assadas com limão e orégano

Prato Principal

Ingredientes
Número de doses: 6
12 sardinhas frescas e limpas
4 colher (sopa) de azeite de oliva
4 colher (sopa) de oréganofresco picado
Sal e pimenta

Preparação
Corte 1 limão em fatias finas. Faça raspas com a casca do segundo e esprema o suco.
Corte as cabeças das sardinhas. Coloque as sardinhas em uma assadeira ou travessa refratária que acomode as sardinhas em uma única camada.
Coloque as fatias de limão dentro dos peixes, cubra com o suco de limão e o azeite. Polvilhe as raspas de limão e o orégano picado, tempere com sal e pimenta a gosto.
Asse em forno pré aquecido (190°C) por 20-30 minutos, ou até que as sardinhas estejam macias.
Sirva guarnecido com pedaços de limão.

(Do https://pt.petitchef.com/)

MAR DE OLHARES

Tela de Vera Sabino 

FUNDO DO MAR

TEMPO DE SARDINHAS...


Foto Nunsei Di Quem
A mulher e a sardinha
querem-se das mais pequeninas
(Dito popular)

NAVEGANDO NA RETÓRICA II

Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

Transporte marítimo de Florianópolis: empresário ainda terá que fabricar embarcações

Por

O proprietário da empresa que será responsável por operar os catamarãs do transporte marítimo da Grande Florianópolis admitiu, nesta terça-feira (06), que ainda precisa resolver um problema para atender ao prazo estabelecido pelo Estado de ter o projeto em funcionamento até o começo de 2019. O problema de Raul Machado, neste momento, está na montagem dos barcos.

As duas embarcações que ele tinha foram vendidas. A previsão do contrato é de que dois veículos façam o trajeto diário entre a Ponte de Baixo, em São José, e o Centro da Capital. Só um deles, no entanto, deve ficar pronto até janeiro. O outro, apenas no final do primeiro mês de 2019. Os catamarãs terão 190 lugares cada.

Machado questiona a falta de integração entre as embarcações e o sistema de transporte coletivo. Segundo ele, há negociações em andamento com o Consórcio Fênix para a implantação de uma linha de ônibus circular entre o Terminal Integrado do Centro (Ticen) e o trapiche atrás da passarela Nego Quirido.

A mesma informação foi trazida pelo secretário de Mobilidade Urbana da Capital, Marcelo Silva, em entrevista à Rádio CBN Diário.

_ O edital de licitação de 2014 me dá a prerrogativa de ampliar, extinguir ou criar novas linhas também. Então se tivermos o transporte marítimo, não há impossibilidade nenhuma de eu criar uma linha circular passando próximo ao local, pegando aqueles passageiros e trazendo para o terminal de integração. A prefeitura tem essa prerrogativa.

Para o dono das embarcações, o valor pago pelo usuário que sair de São José para entrar na Ilha ficará em torno de R$ 24, se for somado os R$ 9 previstos pela passagem de barco, mais as tarifas de ida e volta em São José. Mas, para isso ocorrer, será necessária a integração tarifária na Ilha. Raul Machado diz que pretende instalar ainda bases para passageiros em outros pontos de São José e Palhoça. O assunto será discutido com as prefeituras das duas cidades.

Obra no trapiche

O empresário prevê para segunda-feira o começo da obra de recuperação do trapiche no lado Insular. Já no ponto de embarque e desembarque da região Continental não são necessárias intervenções. Na terça, o presidente do Departamento de Transportes e Termianis de SC (Deter), Fulvio Brasil, se reuniu com o Instituto de Meio Ambiente (IMA) para protocolar o pedido de licença ambiental de instalação. Depois ainda será necessária a licença de operação, também do IMA. Por último, a Marinha precisa emitir um documento autorizando o tráfego de veículos na Baía Sul.

(Do http://dc.clicrbs.com.br/)

BRUXAS DAQUI

Desenho de Franklin Cascaes
Viagem bruxólica a India
" As bruxas roubam a lancha baleeira de um pescador e fazem uma viagem ultra supersõnica até a India para buscar ingredientes - ervas e especiarias afim de produzirem o "unto sem sal" e passando no corpo realizam a metamorfose bruxólica."

(Franklin Cascaes nasceu na primavera, em 16 de outubro de 1908, na praia de Itaguaçu, na parte continental da Cidade e  faleceu em Florianópolis, 15 de março de 1983.Foi um pesquisador da cultura açoriana,  folclorista, ceramista, gravurista e escritor brasileiro.)

MAR DO TASSO CLAUDIO SCHERER

MUDANDO DE SEXO


Foto Alcides Dutra

 Todos os peixes da família das garoupas (Serranidae) têm suas gônadas adaptadas para funcionar tanto como fêmea, quanto como macho, porém a primeira maturação é sempre como fêmea. Mas se numa população de garoupas estiver faltando machos, algumas das fêmeas (geralmente as maiores), revertem o sexo e o peixe passa a ser macho para sempre.
O mesmo acontece com badejos, chernes e meros, que são da mesma família.

Assista este vídeo onde nossa equipe encontrou meros com mais de dois metros:

Como todos os membros da subfamília Epinephelinae, as garoupas-gigantes são hermafroditas protogínicos ou seja, vivem inicialmente como fêmeas e a partir de determinada altura e irreversivelmente, convertem-se em machos.

Uma das particularidades deste fenômeno é que, para que uma garoupa fêmea se transforme em macho, é necessário que exista uma pressão populacional de indivíduos de pequeno tamanho que possa induzir as fêmeas de maior porte para o início do processo de inversão sexual. Assim, se numa população de garoupas não existirem juvenis, as fêmeas podem nunca se transformar em machos o que, teoricamente, pode inviabilizar esta população.

Curta a página do INSTITUTO LARUS.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

ELAS AINDA ESTÃO POR AQUI...

Foto Carolina Bezamat / SCPar Porto de Imbituba

Sobrevoo registra 21 baleias-francas na região Sul de Santa Catarina

Avistagens ocorreram durante último censo aéreo da temporada 2018 do Programa de Monitoramento de Cetáceos da SCPar Porto de Imbituba.

A SCPar Porto de Imbituba realizou na manhã desta segunda-feira, 5 de novembro, o último sobrevoo da temporada 2018 de avistagens de baleias-francas (Eubalaena australis) em Santa Catarina. O censo aéreo ocorreu entre Florianópolis e Balneário Rincão, que compreende a Área de Proteção Ambiental – APA da Baleia Franca, estendendo-se até Torres. Durante o percurso, foram avistadas 21 baleias-francas, sendo 10 adultas e 11 filhotes, além de quatro golfinhos nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), conhecidos como “boto da tainha”.

O sobrevoo integra o Programa de Monitoramento de Cetáceos do porto e envolve pesquisadores do Instituto Australis/Projeto Baleia Franca e da empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental. Ao todo, três especialistas participaram da amostragem, sendo dois observadores e um fotógrafo. O objetivo da ação foi realizar a contagem dos indivíduos, verificar sua distribuição espacial e fotografá-los para posterior identificação.

Avistagens de 2018

Novembro marca o fim da temporada de avistagens das baleias-francas em Santa Catarina. Neste período, os animais já estão retornando às áreas de alimentação nas regiões da Antártica, onde permanecem durante o resto do ano. Por isso, o número de indivíduos encontrados na região é bem menor que o registrado nos dois sobrevoos anteriores, realizados em julho e em setembro.

Neste ano de 2018, quando a SCPar Porto de Imbituba completou dez anos de monitoramento, um recorde de avistagens foi registrado em setembro. Durante o segundo sobrevoo, 284 baleias-francas foram observadas, batendo as 194 baleias avistadas em 2006. Antes, no mês de julho, foram avistadas 36 baleias. A maior concentração tem ocorrido nas enseadas de Garopaba, Imbituba e Laguna.

Além das francas, também foram registradas em 2018 outras espécies de cetáceos, como os já mencionados golfinhos-nariz-de-garrafa ou boto da tainha (Tursiops truncatus), espécie que realiza a pesca cooperativa junto aos pescadores no município de Laguna; e as toninhas (Pontoporia blainvillei), raras na região.

Os resultados anuais surpreenderam, até mesmo, a equipe técnica que acompanha o Programa de Monitoramento de Cetáceos. “Este foi um ano extremamente positivo tanto pelos recordes de avistagens, o que pode indicar uma recuperação nos níveis populacionais da espécie, quanto pela quantidade de dados que pudemos coletar, possibilitando avaliar a eficácia das ações de conservação já aplicadas e desenvolver novas medidas para monitorar e acompanhar o ciclo de vidas das baleias”, aponta Robson Busnardo, gerente de saúde, segurança e meio ambiente da SCPar Porto de Imbituba.

O Programa de Monitoramento

Este é o 10º ano que o Porto de Imbituba realiza o Programa de Monitoramento de Cetáceos. Desde sua criação são utilizadas duas metodologias: o monitoramento aéreo e a observação terrestre dos mamíferos marinhos que visitam a região (baleias, golfinhos, etc.). Atualmente o Programa é realizado no âmbito do Plano de Controle Ambiental (PCA) da SCPar Porto de Imbituba, autoridade portuária, executado pela empresa Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental e o Instituto Australis/Projeto Baleia Franca.

Conforme explica Camila Amorim, oceanógrafa da SCPar Porto de Imbituba, o objetivo do programa é monitorar a frequência dos cetáceos avistados na região do porto e compreender o comportamento deles frente às atividades portuárias. “Como os navios que chegam a Imbituba atravessam a APA da Baleia Franca, o monitoramento da frequência de pequenos e grandes cetáceos no entorno do porto, estudando o seu comportamento e acompanhando o tráfego de embarcações, evita possíveis interações negativas e promove maior segurança para a conservação da espécie em seu habitat natural”.

Durante a temporada, o monitoramento terrestre ocorre diariamente, em dois pontos de observação, nas enseadas das praias do Porto e Ribanceira, em Imbituba. O tempo de observação padrão é de seis horas diárias, divididas em dois turnos, podendo variar de acordo com a quantidade de horas/luz diárias e as condições climáticas, bem como a movimentação dos navios.

Boas práticas

Além dos monitoramentos, também se destaca no Porto de Imbituba o Procedimento Interno de Boas Práticas, implantado na temporada passada com o objetivo de conscientizar a tripulação das embarcações que circulam no porto (navios, rebocadores, lanchas, etc.) sobre a presença das baleias-francas na região. A equipe técnica de meio ambiente do porto realiza a abordagem junto aos comandantes e à tripulação das embarcações, levando informações sobre o comportamento das baleias-francas, mostrando o mapa com os limites da APA e explicando como ocorre o monitoramento dos cetáceos.

Números sobrevoo de monitoramento baleias-francas novembro
Locais e números de avistagens
Guarda do Embaú: 4 baleias
Gamboa: 4 baleias
Siriú: 4 baleias
Ribanceira: 7 baleias
Praia do Gi: 2 baleias

Tempo de voo: 4h15min

Colaboração: SCPar Porto de Imbituba

(Do https://www.sulinfoco.com.br)

MAR-CAIS


 foto www.poetaeusou.blogspot.com

o sol esconde
na memória das águas
tudo que não sei onde

(Fernando Alexandre)

A NOITE SENDO...

Foto Silézio Sabino 
Canal da Barra da Lagoa.

NO RUMO...


Astrolábio da frota de Vasco da Gama encontrado ao largo de Omã

O explorador David Mearns descobriu o astrolábio em 2014, um dos quase três mil artefactos recuperados do Esmeralda

Esteve mais de 500 anos enterrado no Índico, nos destroços de um navio perdido para uma tempestade no Mar da Arábia. Agora, um dos astrolábios usados pelos marinheiros portugueses para encontrar os caminhos das Descobertas foi encontrado: arqueólogos marinhos recuperaram o artefacto do que acreditam ser os destroços do Esmeralda, uma nau da frota de Vasco da Gama.
"É um grande privilégio encontrar algo tão raro, algo historicamente tão importante, algo que vai ser estudado pela comunidade de arqueólogos e que vem preencher uma lacuna", disse David Mearns, da Blue Water Recovery, à BBC.

Mearns descobriu o astrolábio em 2014, um dos quase três mil artefactos recuperados. Mas o pequeno disco de bronze, com um diâmetro de 17,5 centímetros e com cerca de dois milímetros de espessura, sobressaiu imediatamente: "Não era parecido com nada que tivesse visto e soube imediatamente que era algo importante porque conseguia ver dois emblemas". Um era um brasão português e outro, descobriu depois, era o brasão de D. Manuel I, o rei português.

Embora acreditasse que o objeto recuperado era um astrolábio, um instrumento de navegação, usado para avaliar a posição dos astros e a sua altura acima do horizonte, foi necessária uma análise levada a cabo com a ajuda de cientistas da Universidade de Warwick para revelar os pormenores que tornaram óbvia a função do disco.

Mearns diz que o astrolábio teve de ser fabricado entre 1495 e 1500, porque D. Manuel só subiu ao trono em 1495 e o navio só partiu de Lisboa em 1502. Os astrolábios dos marinheiros são hoje objetos relativamente raros, e este é apenas o 108º a ser confirmado, segundo a BBC.

A descoberta do Esmeralda foi anunciada por Mearns e pelo Ministério do Património e da Cultura de Omã no ano passado.


Aquando do anúncio, António Camarão, colaborador de Mearns, especialista em Arqueologia Subaquática, recordou ao DN os dois anos a estudar o possível paradeiro dos navios. O Esmeralda partiu de Portugal em 1502 sob o comando de Vicente Sodré, tio materno do navegador da Rota do Cabo e naufragou ao largo da ilha Al Hallaniyah. Com ela, naufragou também a São Pedro, comandada pelo irmão de Vicente, Brás.

"Os [irmãos] Sodré foram apanhados pela tempestade por teimosia. Os árabes avisaram que vinha mau tempo. Parte da esquadra passou para a costa este da ilha e safou-se. Eles não quiseram, porque era ali que costumavam ir os árabes e os chineses fazer tráfego de mercadorias", contou António Camarão.

(Do https://www.dn.pt/)