terça-feira, 31 de julho de 2018

MALHEIRAS


Foto Fernando Alexandre

A FESTA

Ilustração Andrea Ramos
A FESTA

     Inácia olhava o mundo através de uns olhos verdes claros. A menina as vezes via peixinhos  nele, outras vezes via  nuvens cinzentas que desaguavam em tempestade. Mas  normalmente a mãe  era alegre.Cantava quando estendia roupa lá fora e quando cuidava, com  carinho, do seu canteiro de ervas, que  a  menina chamava de plantinhas mágicas, pois acabava com qualquer tipo de dor.
       Todo final de tarde, quando o por do sol deixava o mundo cor de rosa, as duas sentavam-se junto à janela.  E os que passavam por lá,  paravam e contavam  histórias. Naquela semana  foi grande o movimento na janela  da casinha que ficava a beira do caminho. Uns voltando da lida no mar, outros  da terra. Todos contentes, envolvidos com os preparativos da Festa..
          
Na segunda feira passou Josino, puxando o cavalo preto que trazia no lombo suado dois  cerões cheios de cimento,  pra terminar o piso do salão pro dia da Festa. Contou que  eram tantos os peixes na rede, que a praia estava todinha  prateada. Deu uns mariscos   pra mãe cozinhar, cascar e comer com farinha. Perguntou se tinham visto o seu Quiqui, da rabeca. Disse que estava  preocupado pois a  garganta  doía e  não ia poder cantar na Festa. Daí a mãe deu  um pedacinho de gengibre pra ele fazer gargarejo antes de dormir.
      
Na terça-feira  passou  seu João, carregando cipó nas costas, pra fazer o balaio  pra guardar as massas do leilão pro  dia da Festa. Contou que já tinha socado a farinha e o amendoim no pilão,  pra Dona Hilda fazer a pijajica que todo mundo adorava. Deu umas pedrinhas pra menina colocar no chão da casa de bonecas. Perguntou se tinham visto passar Darci, do violão. Disse que estava preocupado pois a mulher  andava com as dores do reumatismo e não ia poder  dançar na Festa. Daí a mãe deu um punhadinho de  Erva baleeira pra ela fazer chá e tomar antes de dormir.
       
Na quarta-feira passou Tina, trazendo a sacola cheia de flores e bandeirolas pra enfeitar a Santa Cruz  pra novena, no dia da Festa. Contou que tinha uma  cachapa  de marimbondo tão grande  no pé de bergamota que a criançada tinha que tomar cuidado pra não ficar de cara inchada. Deu um carretel de linha branca pra mãe terminar as toalhinhas de renda de bilro estreladas .  Perguntou se tinham visto passar o Pedroca, da gaita. Disse que estava preocupada pois  a filha tinha começo de gripe e    não ia poder  vir pra Festa. Daí a mãe deu um punhadinho de Melissa pra ela fazer chá e tomar antes de dormir.
        
Na quinta-feira passou Nestor, indo buscar lenha pra fazer o fogo pra assar as tainhas, no dia da Festa. Contou que  o gambá safado,  tinha arrebentado a armadilha que ele armara no telhado.  Deu uns galhos de guarapuvu pra menina fazer a cerca de sua casinha de bonecas.   Perguntou se tinham visto passar O Rodolfo, que cantava.  Disse que estava preocupado pois  andava muito ciumento de Rosinha e podia arrumar briga na festa. Daí a  mãe deu um punhadinho de erva-cidreira pra ele fazer chá e tomar antes de  dormir.
      
Na sexta-feira passou Miroslau, carregando os bambus  pra fazer as tochas pra iluminar  todo o lugar, no dia da Festa. Contou que tinha ouvido no rádio que sábado ia dar tempo bom, com noite clara de lua cheia. Deu um marimbau  que ele tinha acabado de pescar pra mãe fritar na panela.  Perguntou se tinham visto passar o Armindo, da viola. Disse que estava preocupado pois  a acidez e o mal estar  não passavam e  não ia poder aproveitar as comilanças da festa. Daí a  mãe deu um bocadinho de boldo pra ele fazer chá e tomar antes de dormir.
       
No sábado passaram  Quiqui da rabeca, Darci do violão, Pedroca da gaita, Rodolfo que cantava e Armindo da viola. Contaram que  estava vindo gente de todos os lados, pra Festa. Deram um beijo na menina que tinha os cabelos cheirando a marcela. Perguntaram se alguém tinha procurado por eles. Disseram que estavam preocupados pois podiam  não tocar bem na Festa. Daí a  mãe deu um galinho de arruda pra cada um botar atrás da orelha. Então as duas  tomaram banho com água de alecrim, escovaram bem os cabelos, puseram seus vestidos  coloridos e calçaram seus sapatos brancos. Fecharam a janela e foram pra Festa!

(Conto inédito de Andrea Ramos)

VACANDO NA MORRA...


Foto Brian Bielmann
O fotógrafo Brian Bielmann viaja o mundo registrando os melhores surfistas em ação. Suas imagens mostram não só manobras bem executadas, mas também momentos em que os surfistas despencam de algumas das maiores ondas do mundo. Ou seja: "vacam na morra!"

ZEN

Zen

MAR DE BALEIAS

Foto: australian geographic
A baleia- azul e seu trágico destino

Baleia azul, boa notícia
por João Lara Mesquita

Estudo publicado pela Australian Geographic traz alento para a reduzida população de baleias azuis, quase aniquiladas durante o período de caça ao cetáceo, iniciado no início do século 20, e encerrado nos anos 80 deste mesmo século. De acordo com pesquisadores brasileiros, restaram cerca de 3.000 mil animais.

Especialistas da USP que entrevistei, antes e depois de minhas viagens para a Antártica, dizem que a baleia- azul caminhava célere para o desaparecimento. Com uma população extremamente reduzida, e um ciclo de reprodução bastante demorado, o mais provável seria a extinção do maior animal da Terra.

Alento para a baleia- azul

O novo estudo de pesquisadores australianos pode contribuir para salvar a espécie. Depois de analisarem o DNA de baleias- azuis ficou claro que existem três grupos distintos. Eles se juntam para se alimentarem na Antártica, durante os verões, mas são geneticamente distintos, o que significa que se reproduzem em locais diferentes, possivelmente até em oceanos diferentes.

Se pudermos descobrir para onde vão, e que os riscos que enfrentam no caminho, estaremos um passo mais perto de ajudá-las a recuperar-se de sua quase aniquilação por baleeiros durante o século 20.
Foto: Nasa

Tarefa difícil

Compreender a ecologia das baleias- azuis antárticas não é tarefa fácil. Apesar de seus 30 metros de comprimento, e mais de 160 toneladas, acha-las nos mares, para realizar mais exames de DNA, é como procurar uma agulha no palheiro. Ainda assim, depois de encontra-las é preciso atirar um dardo que retira um pequeno pedaço do animal para ser analisado.

Antes dos estudos australianos a Comissão Baleeira Internacional patrocinou pesquisas com o DNA dos cetáceos. Essa é a base dos estudos australianos que descobriram os três grupos distintos. Suspeita-se que elas sigam caminhos distintos no inverno quando sobem em direção aos trópicos para se reproduzirem.

Presumivelmente elas se dirigem às três principais bacias oceânicas do hemisfério Sul:no Pacífico Sul, Atlântico Sul, e Índico.
Ilustração: minhasdicas.com.br

Baleia- azul e população atual

Os números do morticínio, durante o período de caça, sugeridos pelos australianos são ainda mais trágicos que os dos pesquisadores brasileiros. A pratica da caça teria reduzido sua população de 239.000 mil indivíduos para apenas 360. Como se estivessem montando um quebra-cabeças, os australianos dizem que é preciso conhecer as rotas de migração da baleia- azul com objetivo de minimizar os riscos. E eles são muitos. Vão do tráfego de navios, pesquisas sísmicas de petróleo e gás, que produzem ruídos que se espalham por centenas de quilômetros. E as baleias- azuis se comunicam através do som de modo que a poluição sonora pode prejudicar sua comunicação e, em casos extremos, tornar algumas áreas inabitáveis.

Nossas últimas descobertas, juntamente com o nosso trabalho anterior sobre a hibridação, conectividade e história da população de baleias azuis, fornece peças importantes do quebra-cabeça da espécie. Mas ainda estamos na ponta do iceberg em nossa compreensão do maior animal do mundo para, posteriormente, contribuir com a sua recuperação.
Baleia- azul, últimas notícias

Antes dessa, a última notícia sobre baleias- azuis a que este site teve acesso, dava conta da descoberta de um novo grupo, no Sri Lanka.
Fantástico, e raro, vídeo de uma baleia- azul com seu filhote.


http://marsemfim.com.br/baleia-azul-boa-noticia/

RESTOLHOS

Foto Fernando Alexandre
Na praia, o que sossobra das marés....

ESPADAS NA MESA

Uma receita portuguêsa - com toda certeza!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

OUTROS MARES...

Foto Rachel Verano
Os pescadores da costa sul do Sri Lanka, na baía de Kogalla pescam equilibrados em pernas-de-pau - estacas fincadas nos corais -bem perto da arrebentação. As estacas são passadas de pai pra filho, assim como a perseverança. Em dias bons, quatro horas no começo e no fim do dia garantem umas 500, 600 unidades, normalmente sardinhas – e um salário mais digno no bolso.

BALEIAS À VISTA!


Vídeo mostra incrível migração de baleias e golfinhos

A alemã Silke Schimpf, de 45 anos, registrou a migração anual de aproximadamente 2 mil baleias jubarte e milhares de golfinhos.

As imagens, que são um verdadeiro show da natureza, foram capturadas na costa de Porto Elizabeth, na África do Sul.

FALTANDO PEIXE

(Stroicavali/Thinkstock)

Estamos consumindo peixe como nunca — e a conta está ficando salgada

Cerca de 30% das principais espécies de peixes comerciais estão submetidas à sobrepesca, o que ameaça a sustentabilidade de um setor de grande importância

São Paulo – O mundo tem consumido peixe como nunca. Foram 20,3 quilos (Kg) por pessoa em média em 2016, ano com os dados consolidados mais recentes, comparado a pouco menos de 10 kg por habitante há quatro décadas. Desde 1961, segundo a ONU, o crescimento anual do consumo de peixe tem sido duas vezes maior do que o crescimento populacional, e já representa 17% do consumo de proteína no mundo.

Mais da metade da produção mundial de pescado (53%) é suprida pela aquicultura, um setor que se expandiu rapidamente durante os anos 80 e 90 e que, em 2016, alcançou 80 milhões de toneladas. Mas isso não significa que a pressão sobre os oceanos diminuiu.

Cerca de 30% das principais espécies de peixes comerciais monitoradas pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estão submetidas a níveis biologicamente insustentáveis de pesca, situação considerada “preocupante” pela entidade.

Há quarenta anos, apenas 10% eram pescadas de maneira insustentável, enquanto 90% eram exploradas em níveis biologicamente sustentáveis, ante a taxa atual de 59,9%, o que revela uma tendência nociva de longo prazo. Os dados são da última edição do relatório Estado da Pesca e Aquicultura Mundiais(SOFIA, na sigla em inglês), divulgado anualmente pela FAO.

A sobrepesca assume caráter crônico no Mediterrâneo e Mar Negro, onde 62,2% dos estoques de peixe são exploradas acima da capacidade de reposição do ecossistema, seguido do Sudeste do Pacífico (61,5%), região que abrange 30 milhões de km² a partir da costa ocidental da América do Sul, da Colômbia até o Chile.

Em 2016, foram capturados na natureza 90,9 milhões de toneladas de peixes, um ligeiro decréscimo de 2 milhões de toneladas em relação ao ano anterior, devido principalmente ao fenômeno El Niño. Em geral, o volume de capturas estabilizou-se desde a década de 1990, segundo a FAO, graças ao crescimento da produção em cativeiro.

De acordo com o relatório, até 2030, a produção combinada de pesca de captura e aquicultura chegará a 201 milhões de toneladas. É um aumento de 18% em relação ao nível atual de produção, de 171 milhões de toneladas.

Mas o crescimento futuro exigirá esforços contínuos para fortalecer os regimes de gestão de pesca, reduzindo perdas e desperdícios (atualmente, um em cada três peixes capturados em todo o mundo não chega ao prato), e abordando questões como a pesca ilegal, a poluição dos ambientes aquáticos e a mudança climática, destaca o relatório.

“O setor pesqueiro é crucial para cumprir a meta da FAO de um mundo sem fome e desnutrição, e sua contribuição para o crescimento econômico e o combate à pobreza está aumentando”, disse o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, em comunicado.

“No entanto”, acrescentou ele, “o setor tem desafios, incluindo a necessidade de reduzir a porcentagem de estoques pesqueiros capturados além da sustentabilidade biológica”. Lidar com esta situação exigirá parcerias na coordenação de políticas, na mobilização de recursos financeiros e humanos e na implantação de tecnologias para monitorar a atividade, destaca o relatório.

Pesca fantasma

Também serão necessários maiores esforços para combater o abandono de restos de materiais de pesca e a contaminação por microplásticos nos oceanos.

A cada ano, cerca de 640 mil toneladas de equipamentos são deixados nos mares, colocando em risco a vida de milhares de seres marinho, prática conhecida como pesca fantasma.

Segundo a ONG World Animal Protection (Proteção Animal Mundial), de 5 a 30% do declínio de algumas espécies marinhas pode ser atribuído aos petrechos fantasma, número que tende a aumentar se nada for feito.

Sete em cada dez (71%) animais capturados por esses materiais abandonados acabam morrendo nos oceanos. Além do risco ao animal, equipamentos fantasmas geram alto impacto ambiental por serem, em geral, feitos de plástico, o que agrava a poluição nos oceanos.

Monitorar esses materiais seria uma forma de mitigar o problema, segundo a ONG, que solicita aos países membros da FAO que garantam que até 2025 todas as redes estejam identificadas e marcadas. Com a marcação, diz a ONG, as agências de controle conseguirão realizar fiscalizações mais eficientes e estabelecer punições às empresas e aos pescadores que não mudarem suas operações.

(Da https://exame.abril.com.br/)

CAÇANDO BALEIAS FRANCAS


Inuit, Caçadores de Baleias

domingo, 29 de julho de 2018

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre


BAHIA BALEIA


(Guilherme Mansur, da série Bahia Baleia, do site www.cronopios.com.br )
  Guilherme Mansur é poeta e tipógrafo. Publicou HAICAVALÍGRAFOS, BANDEIRAS - TERRITÓRIOS IMAGINÁRIOS, BENÉ BLAKE, BARROCOBEAT, BICHOS TIPOGRÁFICOS e GATIMANHAS & FELINURAS (em parceria com Haroldo de Campos). Vive e trabalha em Ouro Preto, Minas Gerais. E-mail: guimamba@gmail.com

MANEMÓRIAS

Lavando a égua - Beira mar Norte - Anos 50

DA JANELA

Pântano do Sul, janela e clique do Juan Maldonado

FRANCOLINA AO MARE!

Foto Fernando Alexandre

A Baleia Franca de aproximadamente 20 toneladas que encalhou na praia do Pântano do Sul (dia 7 de setembro de 2011), carinhosamente chamada de "Francolina",  foi resgatada na tarde de hoje. Ela estava presa em um banco de areia, logo após a "chata" (destroços de uma embarcação que afundou há mais de 30 anos) desde a madrugada de ontem. Assista ao vídeo com imagens e entrevistas realizadas ontem, quando os próprios pescadores da comunidade tentaram, incansavelmente,  salvar o animal.

O BACALHAU DA ILHA

O BACALHAU DO ARANTE

Ingredientes
• 1 abrótea seca
• 1 cebola em rodelas
• 2 tomates em fatias
• 1 colher de sopa de extrato de tomate
• ½ pimentão em rodelas
• 2 batatas pré-cozidas, em rodelas
• 1 xícara de azeite de oliva
• 20 azeitonas pretas
• 1 ovo cozido (opcional)

Modo de preparo
• Deixe a abrótea de molho em uma mistura de água e leite por cerca de 12 horas. Retire o couro e corte o peixe em pedaços. Em uma travessa refratária ou panela de barro regada com parte do azeite de oliva, faça uma cama com metade da cebola. Sobre as cebolas, coloque os pedaços da abrótea reidratada. Espalhe sobre o peixe o purê de tomates. Cubra a abrótea com o restante da cebola, o pimentão, as batatas em rodelas, os tomates e as azeitonas pretas. Regue com o azeite de oliva restante e leve ao forno por 30 minutos. Quando o preparo estiver quase pronto, adicione o ovo cozido e fatiado (se adicionar o ovo antes, ele vai queimar). Sirva com arroz, salada verde, arroz e pirão.

Serve: 3 pessoas

(Receita da Maria Margarete dos Santos)

sábado, 28 de julho de 2018

HAVER BALEIAS


Uma multidão agora nesta tarde invernal, no morro das pedras, acompanhando o show de acrobacias das 4 baleias que estão por aqui.

(Foto e informações do Silézio Sabino)

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

OS ÚLTIMOS BALEEIROS!


MARISCADA

 

Além de ser nativo e existir em boa quantidade nos costões de Santa Catarina, este animal também é bastante cultivado. Os mexilhões de cultivo são tão bons quanto os selvagens, e tem uma grande vantagem: tem menos casca e mais carne. Portanto quando quiser mexilhões, compre os de cultivo e poupe os selvagens, assim teremos sempre.
Curta a página do Instituto Larus

NA MESA

Foto Divulgação
CASQUINHA DE SIRI

Ingredientes

Para refogar

- 1 cebola (200g) bem picada
- 3 dentes de alho bem picados
- 1 pimentão verde bem picado
- 3 tomates sem pele e sem sementes bem picados
- 2 colheres (sopa) de óleo de soja
- 2 colheres (sopa) de azeite
- 1 colher (café) de pimenta-do-reino (de preferência moída na hora)
- 1 colher (café) de sal

Para a casquinha

 - 1kg de carne de siri
- 200g de refogado
- 1 colher (café) de sal
- 1 colher (sobremesa) de salsinha picada
- 1/2 colher (café) de pimenta-do-reino (de preferência moída na hora)
- 1 colher (sopa) de azeite
- 10 cascas de siri
- 1 ovo batido e temperado com 1 colher (café) de sal
- Farinha de rosca
- Óleo para fritar
- Limão

Modo de preparo

Para refogar

1. Aqueça uma frigideira e coloque o óleo e a cebola. Quando a cebola começar a dourar acrescente o alho e o pimentão.
2. Refogue por três minutos e adicione o tomate. Cozinhe por 15min em fogo baixo e adicione os ingredientes restantes do refogado.

Para a casquinha

1. Leve o azeite e o refogado ao fogo em uma caçarola e cozinhe por dois minutos.
2. Acrescente a carne de siri e cozinhe por mais três minutos.
3. Tempere com sal, pimenta-do-reino e salsinha. Retire do fogo e espere esfriar um pouco.
4. Recheie as casquinhas, e passe no ovo e na farinha de rosca.
5. Frite-as em óleo quente até dourar.
6. Sirva com limão cortado em gomos

(Receita do chef Narbal Corrêa, do restaurante Recanto dos Brunidores, em Florianópolis (SC)

MAR DE FÉ

Foto Andrea Ramos
Quem anda no mar 

aprende a rezar


(Dito popular praieiro)

OLHA O JAJIBO!

Ilustração de Andrea Ramos, para o Dicionário da Ilha -
Falar & Falares da Ilha de Santa Catarina.

SANGUE QUENTE

Termorregulação

Baleias, golfinhos, focas e outros mamíferos marinhos podem gerar o próprio calor e manter uma temperatura corporal estável, apesar das condições ambientais variáveis. Assim como as pessoas, eles são homeotérmicos endotérmicos ─ ou seja, são animais “de sangue quente”. Mas esses mamíferos são especialistas em termorregulação: suportam temperaturas na água, que chegam a 2º C negativos e temperaturas do ar de 40º C negativos.

Uma das maneiras eficientes de realizar a termorregulação é manter-se por alguns momentos com a boca aberta absorvento raios solares.

MULHERES DO MAR

Foto sem crédito
Na tarrafa - provavelmente no Nordeste!

TEM MANDIOCA NO SUL DA ILHA




 VEM MAPEAR OS ENGENHOS DE FLORIPA COM A REDE! 
É amanhã, mais um encontro pra trocar causos e conhecimentos sobre os Engenhos de Farinha catarinenses. Desta vez, no SUL DA ILHA!

sexta-feira, 27 de julho de 2018

NA MESA

Foto Divulgação
PEIXE À ESCABECHE

Ingredientes

1kg de filés de pescada ou qualquer peixe branco
Tempero misto
6 colheres (sopa) de azeite de oliva
Farinha de trigo para empanar
6 ovos cozidos em rodelas
Azeitonas para decorar

Escabeche

1 xícara de azeite de oliva
4 cebolas em meia-lua
2 dentes de alho picados
5 tomates picados, sem pele e sem sementes
1/2 xícara de vinagre de álcool
1 colher (sopa) de extrato de tomate
1/2 xícara de tempero verde picado
1 cenoura ralada grosso
Sal e pimenta-do-reino branca moída 

Modo de preparo

1. Para o escabeche, aqueça o azeite e refogue o alho e a cebola.
2. Junte os tomates e refogue em fogo alto.
3. Acrescente a cenoura, o extrato de tomate e o vinagre.
4. Abaixe o fogo e cozinhe até a água evaporar, restando o azeite.
5. Tempere com sal e pimenta.
6. Tempere o peixe com sal e tempero completo.
7. Passe pela farinha de trigo e coloque em um refratário untado com azeite.
8. Cubra com mais azeite e leve ao forno médio para assar, por aproximadamente 40 minutos ou até dourar levemente.
9. Retire do forno e cubra com o escabeche.
10. Decore com os ovos e azeitonas.

Rendimento: 6 porções

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre

Capitão Ademir - Pântano do Sul

O HOMEM DO FAROL

Foto sem nenhum crédito
RUBEM BRAGA E O HOMEM DO FAROL 

É necessário vocação
na carreira de faroleiro.
Consta do serviço civil,
tem obrigação e direitos.
Porém não se entra nela como
em qualquer outra profissão:
entrar para ser faroleiro
é como entrar em religião.
É como entrar-se para a Igreja
num ordem contemplativa,
pois no alto cargo se cavalgam
vazios propícios à mística.
Na torre só, mais: isolado
de tudo o que faz transeunte,
habita a linha de fronteira
onde espaço e tempo se fundem.
O mar em volta do farol
é qual relógio sem ponteiros.
O faroleiro é só em si,
sem companhia nem do espelho.
O faroleiro é como nu,
ser devassado por janelas
que o cercam de todos os lados
e para o nada sempre abertas,
sobretudo para esse nada
que há na fronteira espaço-tempo:
o silêncio, que abafa como
almofada de algodão denso.
Ora o nada aberto ao redor
leva-o à posição uterina,
fechando-o ainda mais em si,
habitando a moela mais íntima,
ora dissolve o faroleiro,
que embora desperto se anula:
as vias da contemplação,
qualquer das duas se quer, usa.
Rubem Braga uma vez tentou
salvá-lo do não metafísico:
foi visitar um faroleiro
titular de uma ilha do Rio.
Rubem Braga logo decide:
não é homem de introspecção.
Vê que precisa de diálogo
esse afogado em tanto não.
De volta ao Rio, nos jornais,
lança um apelo: que doassem
vitrolas, rádios, qualquer voz
ao navegante sem navegagens.

(João Cabral de Melo Neto)

João Cabral de Melo Neto (Recife, 9 de janeiro de 1920 - Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1999) - Além de poeta, foi um diplomata brasileiro. Classificado como poeta da geração 45, terceira geração do modernismo, foi agraciado com diversos prêmios ao longo de sua carreira de escritor. Foi membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Pernambucana de Letras.

ANUVIADO

Fotos Fernando Alexandre
 

 Vento Norte, cerração na tarde da Armação do Pântano do Sul!

JACK O MARUJO

- Capitão, o que é o mar? perguntou o garoto.
- É o que temos, disse Jack o Marujo.

NO MANGUE


 Preservar os territórios pesqueiros é preservar os 
manguezais e todo o manancial de vida presente 
nesse bioma! Viva aos manguezais!!!

MAR DE BALEIAS - MEMÓRIA DAS ÁGUAS!

-MEMÓRIAS
Pescadores contam histórias do tempo em que se caçavam baleias em Garopaba e arredores, em Santa Catarina. A chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, Maria Elizabeth Carvalho da Rocha, explica como a criação da entidade colaborou para mudar esta situação. O vídeo foi realizado em 2008.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

quarta-feira, 25 de julho de 2018

MAR DE BALEIAS

Resultado de imagem para Caçando baleias paraíba

Ruínas contam história cruel 

Durante 75 anos, companhia de pesca caçou mais de 22 mil baleias no Litoral da Paraíba. Vestígios da matança estão em Costinha. 

por VALÉRIA SINÉSIO

As ruínas que resistem à ação do tempo, em Costinha, no município de Lucena, guardam uma história que poucos paraibanos conhecem: a da caça das baleias. Durante quase 75 anos, o local sediou uma das mais importantes empresas de caça de baleias do século 20, a Companhia de Pesca Norte do Brasil. Os historiadores estimam que em Costinha mais de 22 mil baleias foram mortas, sujando o mar com o vermelho do sangue dos animais, em uma luta desigual entre o homem e a natureza.

A visita à antiga base de pesca de baleias na beira-mar de Costinha representa uma viagem amarga ao tempo, mais precisamente ao ano de 1911, quando o empresário Julius von Söhsten decidiu investir no ramo. Um forte motivo para a escolha de Costinha se deu porque era lá que várias baleias se concentravam anualmente entre junho e dezembro para o acasalamento. As principais espécies encontradas eram jubarte, espadarte, bryde, cachaclotes, minke-austrais e baleias-fin. A caça das baleias foi proibida no Brasil no ano de 1985, através da Lei Gastone.

O que hoje é um enorme terreno abandonado foi, por muitas décadas, palco do esquartejamento de baleias, que depois de caçadas eram arrastadas até a plataforma de corte, onde dezenas de homens tinham a missão de retirar toda a carne existente. Havia também uma arquibancada, para a qual a companhia vendia ingressos aos interessados em acompanhar o processo, conforme lembrou Romilson Costa, presidente do Instituto do Meio Ambiente e Ações Sociais de Costinha (Imaas).

Ele contou que as lembranças do corte da baleia ainda estão presentes em sua memória. Nos últimos anos de funcionamento da companhia (que veio a fechar em 1985 com a proibição da caça no país), Romilson ainda era um menino, que vendia picolé e pastel para os trabalhadores do local.

“Lembro bem daquele tempo. Era muita movimentação, todos queriam ver como acontecia o corte da baleia”, afirmou.

Os arpões e correntes enferrujados, utilizados para matar e puxar os animais, estão guardados na sede da Imaas. Após o fechamento da companhia, em 2000, o local passou a funcionar como um parque temático, chamado Baleia Magic Park, virando atração de final de semana para as famílias que visitavam Costinha. Em seguida foi acrescentada uma pousada. Mas o parque veio a fechar no ano de 2005.

Sem manutenção e abandonado à própria sorte, o local se deteriorou rapidamente ao longo dos últimos anos, embora ainda preserve uma baleia de cimento, que chama a atenção de quem se atreve a entrar, guinchos e outros vestígios do negócio baleeiro que ali se firmou. Onde antes eram as piscinas, hoje são depósitos de água suja e parada. A vegetação toma conta de parte considerável do terreno, no qual se recomenda não entrar desacompanhado.

Há dois meses famílias sem-teto invadiram o antigo estaleiro. A luta da Imaas é pela reativação do local como museu. “Estamos em um processo de recolhimento de fotografias e ossos de baleias que estão em poder de moradores da comunidade.

Nosso intuito é reunir o máximo possível de material para preservar e mostrar a história que se passou em Costinha.

Mesmo cruel, é história, e deve ser preservada”, declarou.

A ONG vai entrar com um pedido de tombamento da área no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep-PB). A Imaas enfrenta uma queda de braço com os proprietários do terreno, que aceitaram doar o acervo existente, mas pretendem fazer um estaleiro no local, segundo explicou Romilson.

Pesca como negócio rentável

O historiador William Edmundson, um dos autores do livro ‘A História da Caça de Baleias no Brasil: de peixe real à iguaria portuguesa’ (Disal editora, 2014, R$ 49,00), conhece como poucos a história que se passou entre os anos de 1911 a 1985 em Costinha. Segundo ele, uma das vantagens da instalação da estação baleeira naquele local foi o fato de que a praia era afastada da área residencial “onde os odores causados pelo processamento das carcaças da baleia e os resíduos industriais teriam tornado essa iniciativa bastante mal recebida”.

Em sua obra, Edmundson destaca a fase moderna da caça da baleia, com o uso do canhão arpão e do navio a vapor. Diferente da era colonial, quando se utilizavam barcos a remo e arpão manual. “O empresário Julius percebeu a presença de baleias naquela área e viu aquilo como uma grande oportunidade de negócio”, frisou. Julius von Söhsten se afastou do negócio em 1929, data na qual a companhia passou para as mãos dos sócios dele (Mendes Lima & Companhia) e posteriormente a empresários noruegueses e por fim japoneses. Foi no ano de 1957 que a companhia passa a ser chamada de Copesbra. 
De acordo com o historiador, na fase mais recente, com os japoneses, a caça das baleias se dava a cerca de 30 quilômetros de Costinha. O interesse principal era pelo óleo de baleia e a carne para a fabricação de charque. No depósito abandonado ainda é possível encontrar a inscrição ‘câmara de estocagem’, local onde a carne era armazenada. Edmundson disse que dez técnicos do Japão estiveram em Costinha para demonstrar a técnica de corte da baleia, que tinha de ser feito em no máximo 33 horas. Depois de aplicada a técnica, o corte da baleia se dava em apenas 20 minutos.

Iguarias congeladas eram exportadas para o Japão, onde a carne de baleia era muito cobiçada, segundo o historiador. Nas décadas de 70 e 80, o estoque de baleia estava sendo muito explorado em outras regiões do mundo, enquanto em Costinha ainda era abundante. Moradores da comunidade eram contemplados com pequenos cortes da carne de baleia, que não eram nobres como os destinados à exportação. Para torná-la mais apetitosa acrescentavam sal, conforme informou Edmundson. Na comunidade, essas pessoas eram chamadas de urubus.

Matança foi considerada 'atração turística'

Durante a caça das baleias, Costinha foi um local de constante visitação turística, conforme explicou William Edmundson, sobretudo entre os anos de 1972 e 1981. “Muitas pessoas foram para Costinha com o objetivo de presenciar a chegada dos navios com as baleias abatidas. Não resta dúvida que foi um dos maiores focos de turismo na Paraíba”, explicou Edmundson.

Ele citou um fato curioso de um grupo de São Paulo que fretou um avião para participar do ‘evento’, mas que não teve como fazer pouso em João Pessoa, o que só foi possível em Recife. Os turistas, então, passaram a noite toda viajando até chegar a Costinha. Como por vingança da natureza, exatamente nesse dia nenhuma baleia foi capturada e o grupo voltou para casa desapontado – mesmo quando deveria estar feliz.

Segundo o historiador, o que aconteceu em Costinha contribuiu muito para o risco de extinção das baleias no Brasil. Depois de quase 30 anos de proibição, o estoque da baleia-jubarte está se recuperando. “Estima-se que hoje existam cerca de 17 mil baleias dessa espécie, o que representa quase 70% da população original”, declarou. Em relação à espécie franca, que nunca foi vista na Paraíba, mas foi muito explorada no Sul e Sudeste do país, a recuperação é bem mais lenta, conforme explicou o historiador. “Hoje temos mais ou menos 500 indivíduos dessa espécie na costa brasileira”, frisou.

A obra de William Edmundson, que há oito anos escolheu João Pessoa para morar, e Ian Hart conta essa história da caça de baleias em Costinha com riqueza de detalhes. Os autores trazem, por exemplo, informações a respeito da captura de baleias e produção de óleo em Costinha e apontam para 68 baleias e 3,3 mil barris de óleo no ano de 1916. Contam ainda sobre a produção de farinha a partir da carne e do osso da baleia.

O livro traz o resultado de uma investigação minuciosa sobre como aconteceu a caça dos mamíferos em Costinha, pontuando, inclusive, as possíveis interrupções no negócio baleeiro durante a Segunda Guerra Mundial. Com a obra em mãos, o leitor tem a oportunidade de conhecer também a história da caça das baleias no país e os principais tratados e acordos para o fim da atividade.

Sobre a época que a caça ficou com os japoneses, os autores contam que uma das metas principais era melhorar a qualidade dos produtos saindo da fábrica. Segundo os autores, “a baleia era dividida basicamente em duas partes: o toucinho e a carne, ambos levados a um lado da plataforma de corte, e os ossos, pele com gordura, vísceras e a cabeça para outro lado”. O livro é considerado o mais abrangente sobre a história da caça de baleias no Brasil. O autor vai fazer uma noite de autógrafos na Livraria Leitura (Manaíra Shopping) no próximo dia 5, no horário das 17h às 19h.

(Do http://www.jornaldaparaiba.com.br/noticia/139254_ruinas-contam-historia-cruel)

NO CHAPÉU DO MORRO



Foto Ninguem Sabonome
Quando o Cambirela bota chapéu
é chuva na certa
(Dito Popular)

MANEMÓRIAS


Na manhã do dia 2 de dezembro de 1936, o dirigível Hindenburg sobrevoava a ilha de Santa Catarina, causando espanto e muito medo nas populações do interior da ilha. Seis meses depois, o dirigível se incendiaria. Na foto, ele sobrevoa o Rio de Janeiro, alguns dias antes de chegar a Santa Catarina.

MINHA PRIMEIRA BALEIA

Fotos Perla Harduy Ballena, Español y Mercusur

"Hoy ví mi primera ballena. En la placidez de un amanecer visitado por el viento norte, luego de tantos días del azote del sur, la voz de un vecino me despertó para avisarme de la cercanía de una ballena. Poco importó estar despeinada o con un aliento de león. Salí corriendo al encuentro de la imagen. En silencio miré. En silencio casi ni pensé, sólo sentí. En silencio hablé conmigo misma diciéndome que eso era la vida. Que un pez enorme me mostrara su danza y su maternaje, que pudiera vivir en armonía con los pescadores que pasaban a su lado en sus barcas, casi como saludándose: ESO ERA LA VIDA. Vengo de un país donde también se avistan ballenas, pero de otra manera, un hecho tan natural se ha convertido en un hecho comercial, artificial, económico, digamos: en un objeto, como los tantos que se producen en esta modernidad donde el capital dirige a la realidad. Entonces hoy, recibirlo así, como un regalo de esta naturaleza que no cesa de entregarnos vida, tiene para mí un valor aumentado, pero no por plusvalía. Por eso digo: gracias ballena, gracias Pántano por seguir manteniendo esto como un hecho natural y no turístico. ¡OBRIGADA BRASIL!
(Perla Harduy é psicóloga e escritora argentina, atualmente morando no Pantano do Sul )

OLHANDO ILHAS, ESPERO...

Foto Sítio dos Tucanos

MORTE NO MAR

Laís Guterres / R3 Animal

Mais de 100 pinguins são encontrados mortos em praias de Florianópolis 
Principal hipótese é de que os animais ficaram presos em redes de pesca

Mais de 100 pinguins foram encontrados mortos nas praias do norte de Florianópolis, em Santa Catarina, nessa segunda-feira (23). Os animais vão passar por necropsia para saber qual foi a causa da morte. A principal hipótese é de que eles tenham ficado presos em redes de atividades pesqueiras na região. 

Parte dos animais foi encontrada durante monitoramento de campo da Associação R3 Animal junto ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. Segundo a R3 Animal, somente na praia da Cachoeira do Bom Jesus havia 18 pinguins-de-magalhães mortos. Outros 10 foram encontrados na Praia dos Ingleses. 

Os animais foram recolhidos e levados para o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, no Parque Estadual do Rio Vermelho, no norte da Ilha.

Já o monitoramento embarcado feito pelo Instituto Australis/Projeto Baleia Franca recolheu 80 animais boiando na mesma região. Os pinguins foram levados para a sede do projeto, na Praia de Itapirubá Norte, em Imbituba.

(Do https://gauchazh.clicrbs.com.br/)

GOVERNANDO O PEIXE

Foto Fernando Alexandre 
Na lida - Pântano do Sul