sexta-feira, 31 de março de 2017


Governo anuncia ampliação da Estação Ecológica do Taim

Anúncio foi feito pelo ministro do Meio Ambiente durante evento comemorativo do Dia Mundial da Água, nesta quarta-feira. UC no Rio Grande do Sul passa a ter 32 mil ha

 No Dia Mundial da Água, que transcorreu nesta quarta-feira (22), o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou a ampliação da Estação Ecológica (Esec) do Taim, no Rio Grande do Sul, que passará a ter 32 mil hectares. O decreto de ampliação está em fase final de análise para publicação. O evento ocorreu na sede do ministério, em Brasília, e reuniu vários convidados.

A estação é um dos três novos sítios Ramsar (zona úmida de importância internacional) brasileiros. A designação, adotada pelo tratado intergovernamental aprovado em encontro realizado na cidade iraniana de Ramsar, confere à unidade reconhecimento mundial e garante ao Brasil a obtenção de apoio internacional para o desenvolvimento de pesquisas, o acesso a fundos internacionais para o financiamento de projetos e a criação de um cenário favorável à cooperação internacional.

LEIA MAIS SOBRE O DIA MUNDIAL DA ÁGUA: Mutirão retira 400 kg de lixo do rio Iguaçu

A Estação Ecológica do Taim está localizada na porção sul da planície costeira do Rio Grande do Sul, entre as Lagoas Mirim e o Oceano Atlântico, e abrange parte dos municípios do Rio Grande e de Santa Vitória do Palmar e a ilha do Taquari, que fica na Lagoa Mirim, na divisa do Brasil com o Uruguai. Foi criada pelo Decreto nº 92.963, em 21 de julho de 1986, com área de cerca de 11 mil hectares.

As propostas de ampliação da reserva vinham sendo elaboradas por um Grupo de Trabalho (GT) do conselho consultivo da unidade formado por 21 instituições governamentais e da sociedade civil. Após várias reuniões e audiências públicas, chegou-se ao consenso de que a ampliação é compatível com o desenvolvimento econômico da região.

Gestores comemoram

Os gestores da estação ecológica comemoraram tanto a inclusão da unidade na lista dos sítios Ramsar quanto o anúncio de aumento de seus limites. A proposta de ampliação reincorpora áreas públicas à unidade de conservação e permite o avanço de sua gestão.

Aos proprietários dos cerca de 8 mil hectares a serem regularizados, cuja maioria participou da elaboração dessa proposta, ficará o legado de finalmente ter segurança jurídica, recebendo o valor devido por suas propriedades e podendo aplicar em atividades rentáveis em áreas mais propícias à produção.

Banhados do Taim

Os banhados do Taim apresentam variados ecossistemas, representados por praias lagunares e marinhas, lagoas, pântanos, campos, cordões e campos de dunas. A unidade é considera uma das principais estações ecológicas do Rio Grande do Sul e um dos principais ecossistemas do Brasil.

A reserva é moradia de pelo menos 30 espécies diferentes de mamíferos e 250 aves, com destaque para animais como o cisne-de-pescoço-preto, capororoca, tachã, garça-moura, cabeça-seca, socozinho, ximango, martim-pescador, marrecão e marreca-piadeira.

Entre os animais de maior porte, estão o jacaré-de-papo-amarelo, tartarugas, capivara, ratão-do-banhado, graxaim, mão-pelada, lontra e tuco-tuco. Já a flora é bastante diversa, apresentando figueiras, corticeiras, quaresmas, orquídeas, bromélias, cactos, juncos e aguapés.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

NO MAR BRASILIS.


ESTIVANDO...

Foto Fernando Alexandre




quarta-feira, 29 de março de 2017

PESCA DA TAINHA!


ATENÇÃO PESCADORES DE TAINHAS DE CANOAS A REMO!!!

Amanhã, dia 30/03 às 14:00 horas no Ministério Público Federal, em Florianópolis, na beira mar norte ( Rua Paschoal Apóstolo Pitsica, 4876 - Edifício Luiz Elias Daux - Agronômica) a nossa reunião da safra da tainha 2017. São solicitados apenas 2 representantes de cada praia, em função do espaço!

O informe é do camarada Silézio Sabino!

Foto Fernando Alexandre

És da origem do mar, vens do secreto,
Do misterioso mar, espumarento e frio,
Que põe redes de sonho ao navio,
E o deixa balouçar na vaga inquieto.


(Cruz e Sousa, Desterro 1861 -1898. Fragmento do poema "Flôr do Mar.")

terça-feira, 28 de março de 2017

UM PASSADO QUE VIROU UTOPIA!

Foto Numlembro Mermo
Centro de Floripa, baía Sul, próximo ao Mercado Público: num tempo esquecido em alguma ilha da memória, numa manhã em um final de século qualquer.
Um passado que virou utopia!

OUTONO OUTUDO

Foto Fernando Alexandre

MARES DE PORTUGAL


mãos de mar (16)

para o menino bonito

o meu povo trabalha duro
não tem tempo para brilhantinas
ordenados milionários
viagens em classe executiva

o meu povo
os copos que bebe
saem-lhe do corpo e sabem a sal

o meu povo
tem direito a ser respeitado
por todos
em especial pelos gravatinhas
que não o conhecem
nem falam a sua língua

o meu povo
respeita todos os povos
porque todos os povos
são o meu povo

o meu povo
tem a sabedoria dos dias de parca paga
que reparte com as mulheres
e os filhos

o meu povo
está cansado de meninos bonitos
com muita escola e poucos princípios

o meu povo
convida o menino bonito
para um dia de trabalho

(Do ahcravo gorim , poeta e fotógrafo português)

ELAS ESTÃO CHEGANDO...

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segunda-feira, 27 de março de 2017

O DIA EM QUE A ILHA SE AFASTOU DO CONTINENTE!


Desenterrando o "Desterrando"
Depois de uma verdadeira e intensa pesquisa antropológica, conseguimos uma cópia do "Desterrando", versão de 5 minutos.
Em breve, estamos programando um remake!
Quem for vivo, verá!

TRABALHADORES DO MAR

A imagem pode conter: 1 pessoa, nuvem, céu, oceano, montanha, atividades ao ar livre, água e natureza
Fotos Milton Ostetto
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, nuvem, céu e atividades ao ar livre

Seo Jorge ( Jorgino)..86 anos, Pântano do Sul!
No clique do Milton Ostetto 

MAR DE SONS

Banda Cataia, formada na Ilha do Cardoso, litoral de São Paulo, que participou do "revival" do projeto "Boca no Trombone" nas comemorações do "Lira Paulistana - 30 Anos depois - Vanguarda Paulista" na Funarte, em São Paulo.

MAR DE CAIÇARAS


Dia 01 de abril, as 19:00 hrs, no Projeto TAMAR em Ubatuba.
Entrada gratuita

domingo, 26 de março de 2017

OUTONO OUTUDO!

Foto Fernando Alexandre

VOANDO...

Foto: OCEANA / Enrique Talledo

Este peixe pode sair para tomar um “arzinho”! O peixe-voador tropical (Exocoetus volitans) tem a habilidade de planar por longas distâncias para escapar de predadores. Os voos são normalmente baixos, mas podem se estender por dezenas (ou mesmo centenas) de metros. Não é interessante?(Da Oceana Brasil)

sábado, 25 de março de 2017

MAR DE TAINHAS

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À SOMBRA DOS REMOS...


Foto Fernando Alexandre
"Maria Marta batizaram-me. Virginiana de 25 anos esculpida e acomodada num tronco de garapuvú, nas formas e meneios de uma canoa-bordada. Branca de corpo, sou rápida sou esguia, leve. Levo um friso azul-claro ao longo do costado a título de adereço. Replico ao imediato instinto às sombras dos remos. Rosada no colo interior sou da classe canoa-fêmea. Deslizo em suavidade líquida causando ínfimo atrito, por pouco batendo remos e voar (este é meu desejo mais profundo). 
Descanso sobre troncos roliços bronzeando ao sol. Aprecio o mar, meu companheiro encantador, desde que em suas areias me deitaram em noite de lua nova. Apito do sentinela no costão. Alvoroço no cardume que corusca apontando de leste. Lá vou empurrada por braços fortes encontro vagas conhecidas transpassando. Sobem afoitos pés descalços recebo. Remos perfuram o mar e empuxo. Disposta respondo. Redes escorregando ao meu passar lembra um vestido de noiva, calda longa e véu. Na prática diária da labuta cercamos manta alegres. Perseverante vigio o revolver das redes carregadas. Em meu seio o peso do sustento das famílias não sinto. Apenas reflito a essência dos elementos em harmonia."

(Ivan Messiano, poeta e escritor paulista quando morou na Ilha de Santa Catarina)

NAQUELE TEMPO...


Tia Ilda - como todos nós chamamos aqui no Pântano do Sul - uma das últimas benzedeiras da ilha,  conta causos para a TV Câmara no Escuta Aqui Ó! Direção: Ricardo Vom Busse.

HOMENS E ALGAS


O advogado e escritor Othon da Gama Lobo d'Eça nasceu em Florianópolis em 3 de agosto de 1892. O livro "Homens e Algas", uma de suas principais obras, é um retrato fiel e impactante dos pescadores que viviam em Florianópolis, na metade do século passado. 
Publicado originalmente em 1957, as histórias de Homens e Algas começaram a ser escritas em 1938, na época em que o escritor costumava descansar em sua casa de férias, na Praia de Coqueiros, muitos anos antes do balneário tornar-se o preferido dos moradores da cidade. 

No prefácio escrito em 1957 e mantido nesta nova edição, Othon D'Eça afirma que em Homens e Algas não fez ficção porque o seu intuito foi "gravar, em resumos curtos e secos, verdades vivas e amargas - que valem muito mais que os relevos dos frisos e as galas da imaginação". Faleceu em 7 de fevereiro de 1965, em Florianópolis.

terça-feira, 21 de março de 2017

DE OLHO NO MAR...

Foto Fernando Alexandre

ESTIVANDO

Foto Fernando Alexandre


MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

MARES DE PORTUGAL

Foto Antonio Cravo
a agulha

desfazer nós
metáforas baratas de falsos consensos
acender uma vela
por pequena que seja
ver e mostrar
saber e dizer

sem pretensões de longe
sem ilusões de muito
falar e dizer
porque calar
é consentir
sabedoria de povo
quantas vezes calado

fina e diminuta a agulha
a picadela

isso tão só

- o ti augusto segura o nó da corda que prende a calima ao fundo do saco -

(torreira; companha do marco; jun, 2014)

(Do ahcravo gorim)

segunda-feira, 20 de março de 2017

SEM GUAIAMUM


 Foto de divulgação 

Ministério do Meio Ambiente proíbe venda de Guaiamum em todo o Brasil
Espécie de crustáceo é um prato típico do litoral nordestino

POR O GLOBO

RIO — Prato típico do litoral nordestino, o Guaiamum não poderá mais ser vendido em bares e restaurantes. A captura e a comercialização do crustáceo está proibida desde o dia 6 de março por força de duas portarias do Ministério do Meio Ambiente publicadas no Diário Oficial da União. Porém, os estabelecimentos que ainda têm o animal em estoque poderão continuar com as vendas até o próximo dia 30 de abril.

De acordo com a determinação do órgão, o Guaiamum macho está na lista de animais que correm risco de entrar em extinção. O comércio já havia sido proibido em 2014, por determinação da portaria 445/2014, no entanto, a data limite para a venda da iguaria foi prorrogada.

A captura, transporte, armazenamento, guarda e manejo dos guaiamuns será permitida apenas para fins de pesquisa ou para a conservação da espécie, mediante autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

A penalidade para quem não cumprir a portaria está prevista na lei 5.197, que trata sobre a caça de animais silvestres. Caso alguém seja flagrado, a multa será aplicada no valor de R$ 5 mil por pessoa. Se comprovada a venda, o valor será de R$ 10 mil.

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domingo, 19 de março de 2017

OUTONO OU TUDO!

Foto Fernando Alexandre
BOLETIM DA EPAGRI PARA O OUTONO EM SC

Precipitação
No trimestre, a previsão é de chuva próxima à média climática em SC. A precipitação deve ser melhor distribuída no tempo no mês de março, em relação a fevereiro. Outra característica que deve marcar o trimestre é a diferença dos valores mensais de chuva, intercalando um mês mais seco com outro mais chuvoso.

Em março, os temporais ainda ocorrem com frequência e, muitas vezes, a chuva vem acompanhada de forte atividade elétrica (raios), granizo e ventania em períodos curtos. Nesta época do ano, também é comum a ocorrência de ciclones que causam chuva e ventos fortes na região. Por isso, ressalta-se a importância do acompanhamento diário da previsão do tempo.

Temperatura
A previsão é temperatura próxima a acima da média climática, com o fim do verão e o início de outono típicos em SC, com dias quentes e úmidos mais frequentes em boa parte dos dia de março. No fim de março e início abril, chegam as primeiras massas de ar frio com formação de geada e nevoeiros em algumas localidades do Estado, sobretudo no Planalto Sul. 

Em maio, massas de ar frio intensas atingem o Sul do Brasil, deixando a temperatura mais baixa, por vezes com geada ampla em Santa Catarina. Mesmo assim, eventos prolongados de temperatura elevada (acima de 30ºC) podem ocorrer, especialmente no mês de maio, caracterizando os veranicos.

Temperatura da Superfície do Mar (TSM)
Em janeiro, a anomalia negativa de TSM (Temperatura da Superfície do Mar) ficou em torno de - 0,5°C no Pacífico Equatorial , indicando La Niña de fraca intensidade. Além disso, as variáveis atmosféricas foram consistentes com a característica do fenômeno. Em fevereiro, nota-se maior aquecimento (anomalia positiva de TSM), especialmente ao sul da região tropical do Pacífico (Figura 2). Para o próximo trimestre (Março-Abril-Maio) a previsão é de neutralidade, ou seja sem a influência dos fenômenos El Niño e La Niña.


sábado, 18 de março de 2017

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

MARES DO BRASIL

Gravura do Padre Eterno publicada no livro supra citado

Maior navio do sec. 17 foi construído no Brasil


História náutica desconhecida: maior navio do século 17 foi construído no Brasil
Os brasileiros e o mar.

Na segunda metade do século XVII (1666) foi fundado um estaleiro na Ponta do Galeão, baía de Guanabara. Entre outros, ele colocou no mar o galeão Padre Eterno, tida por muitos historiadores como o maior navio existente no mundo na época.

A fonte desta informação é o belíssimo livro “A muito leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro“, editado em 1965 para comemorar os 400 anos da fundação do Rio de Janeiro.

Padre Eterno era um colosso: seis pontes (ou convéses), 180 escotilhas (o que quer dizer 180 canhões). Podia carregar até 4 mil caixas de açúcar de 680 kilos cada. Sua tripulação era de 3 a 4 mil homens.
Vale conhecer nossa história náutica

Nossa história náutica é interessante e surpreendente. A quantidade extraordinária de embarcações típicas ainda em uso é mais uma prova.Pintadas em cores vibrantes, com formas incomuns, ostentando enormes e nostálgicas velas, estas rústicas embarcações são parte de nossa história e trazem poesia e elegância ao nosso litoral. Saiba mais em Embarcações Típicas da Costa Brasileira.

( Do http://marsemfim.com.br/historia-nautica-desconhecida/)

sexta-feira, 17 de março de 2017

MAR DE POETA

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MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

FEITO PEIXE


Triton: As guelras artificiais que vão permitir respirar debaixo de água

Uma ‘startup’ sueca, baseada em Estocolmo, encontra-se a desenvolver um aparelho que permitirá aos humanos respirarem debaixo de água sem grande esforço, funcionando como um sistema de guelras artificiais.

O equipamento, de nome Triton, terá 29 cm, uma bateria que poderá durar até 45 minutos e atingir os cinco metros de profundidade. A grande segredo do Triton é uma fibra microporosa responsável pela captura de oxigénio directamente na água.

Para receber financiamento a ‘startup’ de Estocolmo colocou o seu projecto na plataforma de ‘crowdfunding’ IndieGogo onde pretendia arrecadar cerca de 50 mil dólares. O entusiasmo à volta da ideia foi tal que até ao momento, a um mês do final da campanha, a empresa já conseguiu arrecadar mais de 830 mil dólares.

Estima-se que terá o preço de 299 dólares com entregas programadas para Dezembro deste ano.

quinta-feira, 16 de março de 2017

PRA QUEM GOSTA DE CAMARÃO!


MEMÓRIA DAS ÁGUAS


Gravado em Paris, em 1979, e lançado dois anos depois de forma independente, Memória das Águas foi o primeiro álbum do percussionista, compositor e poeta paraibano Fernando Falcão. 

O registro tem forte caráter experimental, mesclando influências diversas de ritmos nordestinos e africanos, passando pelo jazz e pela música concreta, com arranjos e produção do próprio e do maestro José Luiz Castiñera de Dios.

MAREGRAFIAS

Foto Fernando Alexandre

NO DESPENQUE...

 Foto Shark Attack Mitigation Systems / AFP)
Cientistas criam traje capaz de deixar surfistas invisíveis a tubarões
Equipamento foi desenvolvido por especialistas de universidade australiana.

Cientistas australianos criaram um novo traje para surfistas que pretende fazer com que seus usuários fiquem 'invisíveis' aos olhos dos tubarões, uma medida que busca reduzir o número de ataques nas praias do país, informou nesta quinta-feira a imprensa local.
Especialistas da Universidade da Austrália Ocidental, com ajuda do Sistema de Prevenção de Ataques de Tubarões, desenvolveram dois tipos de equipamento que começarão a ser comercializados pelo equivalente a cerca de R$1100.

O modelo "Ellude" permite camuflar os surfistas na água, enquanto o "Diverter", com padrões de raias brancas e azuis, pretende simular os sinais naturais que repelem os tubarões, segundo a agência local "AAP".
Um dos pesquisadores do projeto, Shaun Collin, afirmou que a fabricação dos trajes foi baseada em uma série de descobrimentos e observações dos tubarões e visava "reduzir o risco de seus usuários em diversas condições".
"Muitos animais são repelidos por outros que emitem sinais", explicou Collin, que acrescentou que o traje fará com que o tubarão pense que o surfista não é comestível.
Os novos trajes foram provados na água com os temidos tubarões tigre no litoral noroeste da Austrália, mas novos testes serão feitos futuramente com tubarões branco na Austrália e na África do Sul.
(Do G1, em São Paulo)

PESCA É SÓ INDÚSTRIA?

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento passou o bastão para o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços


Publicado nesta segunda-feira, o Decreto No - 9.004, de 13 de março de 2017 transferiu o Secretaria de Aquicultura e Pesca e o Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Com isso, o MDIC passa a ser responsável pela política nacional pesqueira, fomento da produção, implantação de infraestrutura de apoio à produção, beneficiamento e comercialização do pescado.

Porém, nem todas as atribuições do setor passaram totalmente ao MDIC, segundo o Art.3º do Decreto No - 9.004, de 13 de março de 2017 cabe ainda ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento coordenar junto ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) os aspectos relacionados ao uso sustentável dos recursos pesqueiros, como normas e medidas de ordenamento do uso sustentável dos recursos pesqueiros. Assim como,cabe aos três minitérios em conjunto ( MAPA, MDIC E MMA), subsidiar, assessorar e participar de negociações e eventos que envolvam o comprometimento de direitos e a interferência em interesses nacionais sobre a pesca e aquicultura.

De acordo com o decreto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Secretaria de Governo da Presidência da República continuarão prestando o apoio necessário ao funcionamento das unidades transferidas até a data de entrada em vigor da nova Estrutura Regimental do Ministério da Indústria, Comércio Exterior. Acesse o Decreto No - 9.004, DE 13 de março de 2017

(via http://www.observasc.net.br)

quarta-feira, 15 de março de 2017

JACK O MARUJO


- Bonito o que o senhor fala sobre o mar, capitão. Esse é um amor de longa data.
- Não é amor, é respeito, disse Jack o Marujo. Aprendemos com o mar pelo pior caminho. Falta chão no enjoo e na tontura, a pele salga no sol, o vento arrebenta as velas, as ondas nos naufragam, há calmaria em excesso, escassez de peixe e nenhuma água para beber.

- Se é tão pesada essa vida, porque insistir nela?

- Somos os escolhidos de Netuno. Temos uma missão e precisamos cumpri-la. Não importa o fardo, é uma questão de honra.
- E qual seria essa missão tão sagrada, capitão?
- Calar-se diante do mistério. Alguém tem que fazer esse serviço. E falar só o que não ofende a majestade do mar. Porque ele representa algo maior, ao qual não temos acesso.
- Achei que marinheiro era tudo igual e só gosta de contar vantagem.
- É verdade. Somos sempre os mesmos. Navegadores brutos, repasto de sereias.


MULHERES DO MAR

Redes, barco e balança para pesar o pescado fazem parte do rancho de Letinha (Foto: Valéria Martins/G1)

Pescadora de SC explica as alegrias do ofício e diz não sofrer preconceito

Nascida no Ribeirão da Ilha, Letinha diz que 'ir para o mar é o suficiente'.
Ela diz que comunidade elogia e acha corajosa a mulher que pesca.

Joana Caldas Do G1 SC

Redes, barcos, tainhas, curvinas, anchovas, mariscos, ostras e um rancho. Esta é a vida de Marlete Odete da Cunha, conhecida como Letinha, moradora, pescadora e maricultora do Ribeirão da Ilha, em Florianópolis. Ela pesca há 26 anos e diz nunca ter sofrido preconceito por ser mulher e exercer esse ofício. "Elogiam bastante, acham bonito, corajoso", conta.
Além de pescar e fazer cultivo e ostras e
mariscos, Letinha vende congelados
(Foto: Valéria Martins/G1)

O Ribeirão é localizado no Sul da Ilha de Santa Catarina e é lá que Letinha trabalha no rancho que divide com outros pescadores, em meio às redes, ao barco que tem com o marido e à balança, para pesar os peixes. Atualmente com 55 anos, ela começou a pescar aos 29, quando se casou. O marido, também pescador, foi quem a ensinou não somente as técnicas, mas também as alegrias de se estar em um barco na água.

"Só em ir pro mar já é o suficiente. O mar ajuda a gente a arejar a cabeça. Vir bastante peixe na rede é uma alegria muito grande", descreve Letinha. Na casa em que morava quando criança, a cerca de 1,5 km da residência atual, a menina já tinha o exemplo no próprio lar. O pai era pescador e, na infância, Letinha já fazia tarrafas, um tipo de rede, e gostava de pegar camarão. Mais velha, brinca que, para completar o gosto que já tinha pelo ofício, "casei também com um que gosta de pescar".

Na família, são ela e mais 12 irmãos. Desses, três homens e duas mulheres, incluindo ela, pescam. A especialidade de Letinha e do marido inclui tainhas, curvinas, anchovas, berbigão, siri e o cultivo de ostras e mariscos. E a profissão não é apenas da boca para fora: a catarinense é associada e tem carteirinha do Sindicato do Pescadores do Estado de Santa Catarina (Sindipesca).

Dificuldades
Viver da pesca, porém, não é uma tarefa fácil para a família, que, além do marido, inclui um filho de 30 anos. O que retira do mar, ela vende para peixarias da cidade e restaurantes do próprio Ribeirão. Também aparecem compradores no rancho dela procurando, principalmente, ostras. Contudo, Letinha e o marido possuem também outras fontes de renda.

A pescadora vende congelados para complementar o orçamento da casa. "Faço bolinho de camarão, de peixe, de berbigão", explica. A fonte dos alimentos vem do que é pescado pelo casal, com execeção do camarão, que "aqui, quase não dá", como diz Letinha. Os congelados são vendidos para restaurantes no próprio Ribeirão e em outros de toda a cidade, incluindo a parte continental.

O marido de Letinha trabalha como porteiro de um prédio no Centro de Florianópolis. Apesar da influência em casa, o filho não quis ser pescador. A vida pode ser um pouco difícil, mas, a julgar pelo conhecimento que Letinha tem das redes e do cultivo de ostras e mariscos, ela ainda tem muitos anos pela frente como pescadora e maricultora no Ribeirão.

(Do http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/)

terça-feira, 14 de março de 2017

MAR SONORO - ÁGUAS BRASILERAS

( Olívia Hime, de Francis Hime e Chico Buarque)

Sim, foi que nem um temporal
Foi um vaso de cristal
Que partiu dentro de mim
Ou quem sabe os ventos
Pondo fogo numa embarcação
Os quatro elementos
Num momento de paixão

Deus, eu pensei que fosse Deus
E que os mares fossem meus
Como pensam os ingleses
Mel, eu pensei que fosse mel
E bebi da vida
Como bebe um marinheiro de partida, mel
Meu, eu julguei que fosse meu
O calor do corpo teu
Que incendeia meu corpo há meses
Ar, como eu precisava amar
E antes mesmo do galo cantar
Eu te neguei três vezes
Cais, ficou tão pequeno o cais
Te perdi de vista para nunca mais

Mais, mais que a vida em minha mão
Mais que jura de cristão
Mais que a pedra desse cais
Eu te dei certeza
Da certeza do meu coração
Mas a natureza vira a mesa da razão

Arranjo: Cristovão Bastos
Piano: Cristovão Bastos
Violão: Marco Pereira
Baixo acústico: Omar Cavalheiro
Bateria: Élcio Cáfaro
Sax alto: Ricardo Pontes

MONITORANDO O MAR



Uma boia meteo-oceanográfica, a SiMCosta SC-01, está fundeada desde o dia 22 de fevereiro nas proximidades da Ilha do Arvoredo, interior da Reserva Biológica (Rebio) Marinha do Arvoredo, em Florianópolis. A instalação e manutenção da boia instrumentalizada é fruto de uma parceria entre o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Esta parceria é fundamental para o sucesso do programa de monitoramento de longo prazo na Rebio Marinha do Arvoredo”, salienta o coordenador nacional do SiMCosta e pesquisador do programa de pós-graduação em Oceanografia da UFSC (PPGOceano), Carlos Alberto Eira Garcia.

De acordo com Ricardo Castelli Vieira, chefe da Rebio do Arvoredo, “os dados obtidos pela boia servirão para dar continuidade ao monitoramento de parâmetros oceanográficos realizado pela UFSC ao longo de 2014, 2015 e 2016, no âmbito do Projeto de Monitoramento Ambiental da Rebio Arvoredo e entorno (MAArE)”. Andrea Freire, coordenadora da área de Oceanografia do MAArE, reforça a importância da instalação da boia para o desenvolvimento da pesquisa em oceanografia no estado: “Santa Catarina tem sido um lugar de muitas ocorrências de desastres naturais, todos relacionados à variabilidade oceanográfica e meteorológica. Agora teremos a possibilidade de observar essas variações.”

A pesquisadora salienta que a instalação da boia SiMCosta SC-01 é inédita: “É a primeira vez que o estado tem uma boia tão eficiente. Já existiam boias com essas características em vários lugares, mas não em Santa Catarina.” Outra vantagem, segundo Andrea, é o fato de o equipamento estar instalado dentro de uma reserva biológica. “Nenhuma outra boia está instalada dentro de uma unidade de conservação no Brasil. Os dados coletados serão muito importantes.” A reserva Biológica Marinha do Arvoredo (Rebio do Arvoredo), onde atuou o MAArE, está localizada na região central do litoral catarinense, incluindo quatro ilhas — Arvoredo, Deserta, Galés e Calhau de São Pedro — e o ambiente marinho associado. A reserva engloba águas dos municípios de Florianópolis, Governador Celso Ramos, Porto Belo, Bombinhas e Tijucas, em Santa Catarina. É a única Rebio marinha existente nas regiões Sul e Sudeste do País.

Na boia estão acoplados vários instrumentos e sensores que fornecem dados meteorológicos (vento, pressão atmosférica, temperatura, radiação solar, precipitação, umidade relativa e concentração de CO2) e oceanográficos (temperatura, salinidade, turbidez, concentração de CDOM, concentração de clorofila-a, oxigênio dissolvido e pH). Os dados obtidos pela SiMCosta SC-01 são transmitidos via satélite (meteorológicos) e por telefonia celular (oceanográficos), numa frequência horária, para servidor localizado na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), instituição coordenadora do SiMCosta. Em seguida, os dados são disponibilizados on-line e gratuitamente no Portal SiMCosta.

Sobre o SiMCosta

O SiMCosta é um projeto que visa o monitoramento contínuo de propriedades meteorológicas e oceanográficas para fornecer informações ambientais e, ao longo do tempo, prover dados para estudos de impactos das mudanças climáticas ao longo da costa brasileira. O SiMCosta é coordenado pela Subrede Zonas Costeiras da Rede Clima e INCT para Mudanças Climáticas, com sede na Furg, e financiado pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Mais informações no site do SiMCosta e do ICMBio ou pelos telefones (48) 37213530 | (48) 37218517

segunda-feira, 13 de março de 2017

ILHAS DO SUL

Ilhas do Atlântico Sul – história e importância econômica e geopolítica
São doze as ilhas do Atlântico Sul. Se começarmos a contagem do Norte para o Sul, a partir do Equador, temos Ascensão, Penedos S. Pedro e S. Paulo; Atol das Rocas, Fernando de Noronha, Santa Helena, Trindade e Martim Vaz; Tristão da Cunha, Ilha Gonçalo Álvares, também chamada Cough Island; Malvinas, Georgia do Sul, Sandwich do Sul e Orcadas do Sul.

O mapa não assinala as ilhas brasileiras. Mas imagine o poder econômico, e geopolítico da Inglaterra, que soube ocupar as ilhas do Atlântico Sul
A maior parte das Ilhas do Atlântico Sul têm em comum a descoberta por navegadores portugueses em seu périplo pelo Atlântico

Ascensão, mais próxima do Equador, tem duas versões. Na primeira teria sido descoberta pelo galego João da Nova, em 1501 quando, a mando de D. Manuel, fazia o trajeto de ida da terceira carreira para a Índia. Na volta, em 1502, o mesmo navegador descobriu Santa Helena, um pouco mais embaixo. Naquela época os portugueses estavam mais interessados no comércio com o Oriente, não se interessaram em ocupar Ascensão. Já Santa Helena, por algum tempo serviu de escala na volta da Índia. No século XVII quando a rota das especiarias deixa de ser exclusividade dos lusos Santa Helena, onde morreu Napoleão, foi disputada por ingleses e holandeses até que, em 1673, os ingleses se apossaram dela de onde nunca mais saíram.

Trindade e Martim Vaz, a 1.200 Km de Vitória, no Espírito Santo, também é obra do mesmo navegador ainda em 1501. A segunda versão para a descoberta de Trindade diz que o descobridor teria sido Tristão da Cunha, em 1508, ao regressar da Índia. Na mesma viagem ele descobriu a ilha que leva seu nome até hoje, bem mais ao sul, considerada o território habitado mais remoto do mundo com apenas 267 cidadãos ingleses. Separada de Tristão da Cunha por 398 Km fica a ilha Gonçalo Álvares, também chamada Cough Island. Quando os ingleses internaram Napoleão em Santa Helena, decidiram por segurança tomar posse de Cough Island para evitar qualquer tentativa de resgate,

Ilha Gonçalo Álvares, ou Cough Island: é considerada pela UNESCO um dos ambientes insulares menos impactados pela ação humana dada a sua localização e dificuldade de acesso. Em seu pequeno espaço abriga uma colônia de aves marinhas considerada a mais importante do planeta. É ainda um dos poucos locais onde espécies exóticas, e os inúmeros problemas que causam, não foram introduzidas (conheça os problemas da introdução de espécies exóticas). Esta ilha teria sido descoberta pelo navegador que a batizou: Gonçalo Álvares. Ao lado dela, parte do mesmo arquipélago, fica Inaccessible Island. O nome já diz tudo…

Penedos São Pedro e São Paulo, mais um conjunto de rochas que uma ilha propriamente, também vieram à luz por obra dos portugas quando a armada de 1511, comandada por Garcia de Noronha, registrou ali seu primeiro naufrágio.

O Atol das Rocas já constava do Planisfério de Cantino, de 1502, primeiro mapa que mostra a conquista do Brasil pelos portugueses. A descoberta é controversa mas, ao que parece, foi obra de Gonçalo Coelho, autor das duas viagens posteriores à descoberta oficial do Brasil, em 1501, e 1502. Numa delas teria havido um naufrágio no local.

Fernando de Noronha, sua descoberta é atribuída ao cristão novo Fernão de Loronha, em 1501, ou 1502; outros historiadores dizem que foi Américo Vespúcio o primeiro a vê-la, na mesma viagem de Gonçalo Coelho, em 1503, quando a nau capitânia naufragou no local. Curioso foi que Loronha arrendou a ilha de Portugal por muitos anos.

Trindade e Martim Vaz, mais uma descoberta do galego João da Nova, provavelmente na mesma terceira carreira da Índia. E esta os portugueses ocuparam até a independência do Brasil embora, por duas vezes, os ingleses a reivindicassem. A primeira em 1700, pelo astrônomo Edmund Halley; a segunda, em 1890, quando os ingleses a ocuparam até 1986. Devolveram-na por mérito dos portugas que nunca abandonaram sua reivindicação.

Tristão da Cunha, descoberta pelo navegador de mesmo nome, em viagem de 1506- 1508. Também considerado um dos locais mais remotos do mundo, com uma população de 267 pessoas de origem inglesa, sete sobrenomes ao todo, que pertencem a apenas 80 famílias.

Existem muitos problemas de saúde entre os habitantes de Tristão da Cunha provocados pelo casamento, e filhos, entre as mesmas famílias.
Ilhas do Atlântico Sul: uma falsa polêmica

Falklands ou Malvinas? Mais uma controvérsia sobre quem foram os descobridores deste arquipélago que fica na plataforma continental da patagônia, a 500 Km da costa argentina. O que se sabe é que o primeiro europeu a nela desembarcar foi o capitão inglês John Strong, em 1690. Mais tarde, em 1764, o capitão francês Louis Antoine de Bougainville fundou ali o assentamento de Port Louis. Posteriormente a França abandonou sua reivindicação para a Espanha que rebatizou a colônia para Puerto Soledad. Em 1765 o capitão inglês John Byron reivindicou-as em nome do rei Jorge III. O arquipélago foi restituído aos ingleses em 1771. Falklands com certeza. Os argentinos nunca o ocuparam apesar do arquipélago ficar em seu quintal.

Orcadas do Sul, arquipélago antártico cuja origem é controversa. Elas fazem parte das descobertas do período heroico da Antártica por foqueiros ingleses. De acordo com o wikipedia ‘As primeiras noticias documentadas de descoberta indicam a chegada de dois caçadores de focas em 1821: o norte- americano Nathaniel Palmer, e o britânico George Powell. Argentina e Inglaterra fizeram reclamações territoriais sobre elas mas, como estão ao Sul do paralelo 60º, são consideradas parte da Antártica cujo tratado internacional congelou reclamações de soberania.

Sandwich do Sul: mais um arquipélago formado por 11 ilhas, desabitadas e cobertas por gelo, que fazem parte do território ultramarino inglês das ilhas Georgia do Sul. Sua descoberta é atribuída a James Cook em 1775 mas, como as outras ilhas sub- antárticas, também entraram para o mapa do mundo no período heroico da descoberta da Antártica quando foqueiros nela desembarcaram por volta de 1818.
Ilhas do Atlântico Sul – descobertas por portugueses, ou foqueiros no período heroico da Antártica, hoje são brasileiras e inglesas

Se temos ilhas oceânicas hoje, especialmente Trindade e Martim Vaz, Penedos S. Pedro e S. Paulo, e ainda Fernando de Noronha, isso se deve ao trabalho do Itamaraty e da Marinha do Brasil que souberam lutar por elas em fóruns internacionais além de mantê-las ocupadas. Mais que a descoberta, o que vale mesmo é a ocupação. O Brasil, ao contrário da Argentina, soube fazê-lo. Por este motivo nossa Amazônia Azul, como dizem os militares, tem hoje quase 13 mil Kms 2.

Note o tanto de zona econômica exclusiva devido à ocupação das ilhas oceânicas brasileiras
Ilhas do Atlântico Sul e a Zona Econômica Exclusiva

De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, os países costeiros têm direito a declarar uma zona econômica exclusiva (ZEE) de espaço marítimo para além das suas águas territoriais, na qual têm prerrogativas na utilização dos recursos vivos como não-vivos, e responsabilidade na sua gestão ambiental. Entre outras, diz o texto sobre as ZEE:…’direitos de soberania para fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos naturais, vivos ou não vivos das águas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e seu subsolo‘…Ou seja, os recursos minerais (saiba mais).

A Inglaterra, apesar de bem menor que o Brasil, tem uma ZEE com quase a metade do tamanho da brasileira, 6. 805 Kms 2, fora o poder geopolítico afinal, com este poderio, quem manda no Atlântico Sul se não a Grã- Bretanha?
(Do www.marsemfim.com.br )