terça-feira, 9 de junho de 2020

ÚÚÚÚ!!!! - GARANTINDO O ALMOÇO!

 
 
 Fotos e informações do  Murilo Lula Mariano
Pra deixar a camaradagem esperta e que ninguém relaxe, dois pequenos lanços hoje pela manhã , dia 9 de junho, no Pântano do Sul! Em dois cercos 165 tainhas!
"Osmarina" e "Terezinha" deslizaram pelas estivas e molharam as quilhas!

ÚÚÚÚ!!!!

O almoço da camaradagem tá garantido!

TRABALHADORES DO MAR

Foto Fernando Alexandre
Pântano do Sul

TAINHA AÇORIANA: "SAPUDAS" E 'CHEIAS DE PICA"


As tainhas da ilha do Pico, nos Açores. Grandes, "sapudas" e cheias de "pica", segundo vocabulário local. Imagem e definição despescadas da Internet.

NA ESPERA E NA ESPREITA...


"Terezinha", canoa bordada capitaneada pelo "Barrinha" em meia praia!
Aprontada pra deslizar nas estivas e cercar o peixe!

E O PEIXE FUGIU...


Durante o cerco , parte da rede acaba "rasgando" fazendo que centenas de peixes voltassem ao mar. gravação realizada 07/07/19 -  Confira um belo cerco de tainhas realizado em Bombinhas - SC - Cerco realizado pela "equipe" da canoa Samaria. 

segunda-feira, 8 de junho de 2020

GRADAS & OVADAS

 
 Fotos João Manoel e Bittencourt
"Osmarina" e "Terezinha" deslizaram pelas estivas e foram molhar a quilha logo depois das 8 da manhã, quando os vigias abanaram e o apupo - ÚÚÚÚ!!!! - começou a correr e se repetir pelos becos, ruelas e ranchos do Pântano do Sul!
Com alguns camaradas ainda sem máscaras e alguns curiosos, o peixe foi arrastado: 580 cabeçudas, gradas & ovadas!
O almoço de hoje, segunda-feira ensolarada de outono, está garantido!!!!
As informações são do Murilo Lula Mariano, nosso correspondente quarentenado em praia-office!

ÚÚÚÚ!!!!

NA PRAIA...

Mulher é multada por usar biquíni em praia italiana. Em 1957.

domingo, 7 de junho de 2020

NUM TEM, TCHE!



Por Billy Culleton

Quando vemos alguém tomando chimarrão nas praias de Florianópolis imediatamente a identificamos como rio-grandense, argentino ou uruguaio.
Mas o que poucos sabem é que o mate era muito usado na Ilha de Santa Catarina antes mesmo que fosse conhecido no Sul do Brasil.
“Festa de negros na Ilha de Santa Catarina”, desenho de Wilhelm Tilesius mostra como era o Centro da cidade em 1803

O seu consumo teria sido introduzido por navegadores espanhóis que estiveram aqui antes de Francisco Dias Velho, que fundou a cidade em 1675.
Os colonizadores ibéricos tinham ‘descoberto’ a erva-mate com os índios guaranis e caingangues que habitavam a América.
Médico Georg Von Langsdorsff (Imagem do livro História de Florianópolis)

As informações constam do relatório do médico alemão Georg Heinrich Von Langsdorsff, que permaneceu na Vila Nossa Senhora do Desterro por três meses, entre dezembro de 1802 e fevereiro de 1803.
Ele fazia parte de uma expedição russa, patrocinada pelo Czar Alexandre I, que realizava uma pesquisa sobre o continente americano.

De acordo com Carlos Humberto Corrêa, na sua obra “História de Florianópolis”, Langsdorff narrou o costume de beber chimarrão tanto nas casas populares quanto nas famílias mais abastadas, substituindo o café ou o chá usados na Europa.
Cuia de coco e bomba, similares às que eram usados pelos florianopolitanos

“Usavam um pequeno canudo da espessura de um cabo de cachimbo e de meio pé de comprimento (15 cm), que se abre na parte inferior com um regador, com várias aberturas pequenas e que é tecido com fibras de madeira e possibilita que se sugue o líquido do chá”.

As cuias eram feitas de casca de coco ou de uma espécie de abóbora mais dura, para os mais pobres, ou mesmo de barro cozido, usado pelos mais ricos.
“Em casa de cidadãos mais abastados veem-se cascas de coco entalhadas, pintadas ou cuidadosamente laqueadas e também encontrei lugares onde usavam a bomba e a chávena (recipiente, taça) delicadamente trabalhadas em prata”, registrou Langsdorff, acrescentando que, na época, o uso do chimarrão na Vila ‘já era muito antigo’.
Segundo o historiador Carlos Corrêa, a descrição do médico alemão é das mais completas sobre a sociedade da Ilha, seus usos e costumes.
No livro, no entanto, não há nenhuma menção às causas do desaparecimento, ao longo dos anos, da tradição de tomar chimarrão entre os florianopolitanos.

(A imagem de abertura, “Vista de Desterro” (1803) é de autor italiano desconhecido, segundo o historiador Humberto Corrêa)

NA LISTA DA PESCA!

Sérgio
Fotos Andrea Ramos

Zé da Armação 
Seo Arante - Em memória

DEU ANCHOVA NA TAINHA - II

Olhar, sacada e clique do Marco Vasques

Num restaurante qualquer!

MANEMÓRIAS

Lavando a égua - Beira mar Norte - Anos 50

TAINHA SUJA

O pescador Célio Alípio, o "carestia", é morador da praia do Pântano do Sul, Ilha de Santa Catarina. Pesca desde sempre! Ele dá a receita da "Tainha suja", para Fernando Alexandre, do tainhanarede.

RAINHAS BORDADAS

Foto Ângelo Cristtofoli
Anônima e centenária, a canoa bordada ainda reina na Beira-mar de Balneário Camboríu.
Colaboração de Ângelo Cristofoli

ASSANDO O PEIXE

Resultado de imagem para peixe na brasa recheado

 Postado por Patricia Sunye

1. Acenda o fogo cedo – espere até ter um lindo braseiro antes de colocar o peixe;

2. Pré-aqueça a grelha - ela deve estar realmente quente. Assim, ela sela a pele e a carne do peixe quase que imediatamente. Um fogo lento só aumenta as tendências adesivas da pele do peixe. Aquecer a grelha por uns dez minutos antes de colocar o peixe deve bastar;

3. Unte o peixe – é preciso untar o peixe, nunca a grelha. Seus dedos são a melhor ferramenta para realizar este trabalho. Você pode fazer um molho à base de óleo (oliva, girassol, etc) e massagear o peixe com ele. Não se esqueça de secar o peixe antes. Não coloque óleo demais, pois se pingar no fogo as chamas vão se animar e engolir seu peixe;

4. Não mexa no peixe cedo demais – uma vez que você colocou no fogo seu belo peixe levemente untado sobre a grelha, deixe-o lá. Vai demorar alguns bons minutos para que a grelha sele a pele e a carne do peixe no ponto em que ele pode ser virado. Então, mesmo que você não goste do ângulo em que o peixe ficou, ou ache que se empurrar um pouquinho mais pro lado vai ter mais espaço pro próximo peixe, resista! Deixe-o exatamente no mesmo lugar até que ele esteja pronto para ser virado;

5. Seja firme e decidido quando virar o peixe – virar o peixe é sempre um momento de tensão. Mesmo o mais bem untado peixe pode grudar um pouquinho. Mas se você seguiu as regras acima, qualquer adesão vai ser superficial e facilmente remediável – logo, não se desespere. A melhor maneira de virar um peixe é deslizar um espátula de metal entre a grelha e o peixe, dando pequenas estocadas – um pouco mais forte quando sentir alguma aderência. Antes de virar, uma pequena untada no lado ainda não assado é uma boa ideia. Se tiver dedos de amianto, use-os, senão um pincel de cozinha resolve. Lembre-se: pouco óleo, sem pingar. Agora, vire ou role o peixe na grelha. Você pode usar seus dedos de amianto para ajudar na tarefa. Lembre-se 2: não mexa no peixe. Espere pacientemente. Faça o teste da faca para saber se está pronto. A carne deve estar opaca e separando-se em pequenos flocos (falaremos mais sobre isso em outra oportunidade). Tire do fogo e deixe repousar por alguns minutos. Se você perceber que o centro ainda está um pouco cru, não entre em pânico. Recoloque no fogo, na parte com calor menos intenso. Ou então, pegue papel laminado, dobre em dois, coloque o peixe em cima e deixe mais um pouco no fogo.

Essas dicas estão do livro “The River Cottage Fish Book”, de Hugh Fearnley-Whittingstall e Nick Fisher

sábado, 6 de junho de 2020

MAR -CAIS


mar de outono
vigia bashô vê
lágrima no olho da tainha
(Fernando Alexandre)

MAR-CAIS

Ilustração Andrea Ramos
Peixe danado
Mexe na rede
ainda te pego

Hai-kai anônimo, pichado na pedra grande da pequena Praia do Saquinho, Sul da Ilha de Santa Catarina, alguns anos atrás. Provavelmente o poema foi escrito por duas ou mais pessoas. Primeiro foram pichados os dois últimos "versos", que eram na realidade uma proibição e uma ameaça. Alguns dias depois surgiu, pichado com letras diferenciadas o "peixe danado". E a ameaça- agressiva - virou um singelo hai-kai, degustado prazeirosamente pelos poucos moradores da comunidade que acompanharam a transformação.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

MAR DE TAINHAS


A surpreendente "corrida da tainha"

Tainhas realizam imensas agregações durante o período reprodutivo. Essas agregações podem ocorrer bem próximas à costa, como no vídeo, ou em mar aberto, depende de correntes marinhas e outros fatores. A extensão dessas agregações ou o tamanho da "corrida da tainha" depende das condições climáticas e oceanográficas de cada ano.
O fenômeno chamado de hiperestabilidade, que pode mascarar a diminuição do estoque da espécie pelo fato de que as grandes agregações garantem, sempre, grande potencial de captura. Esse fenômeno é uma das razões da fragilidade da espécie e explica o grande cuidado que se deve ter no manejo desta pescaria. 
É impressionante, não?

(Do Oceana Brasil)

Pescando Tainhas - A TAINHA

Foto sem crédito
Tainha é o nome comum dado a vários peixes da família dos Mugilídeos. A que é pescada por aqui – Mugil Brasiliensis – é comum em todo o Atlântico Sul e encontrada desde a Argentina até o Rio de Janeiro e em várias partes do mundo. Atingem até cerca de 1 metro de comprimento e 8 kg de peso, sendo mais comuns exemplares de 60 cm.A espécie passa grande parte de sua vida em regiões estuarinas.
No outono começa "A Corrida da tainha", como chamam os pescadores. É quando os adultos abandonam principalmente o estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, e iniciam seu corso, migração reprodutiva ao longo da costa em direção ao norte, estimulada por quedas da temperatura, com a entrada de frentes frias na região, e em busca de águas mais quentes para desovar.
 
É principalmente em Santa Catarina que a tainha desova. Os pequenos ovos e larvas do peixe são levados pelas correntes costeiras em direção ao Sul e, aos poucos, retornam ao estuário para iniciar um novo ciclo. Para as larvas e as tainhas jovens, as águas calmas e abrigadas do estuário são mais seguras do que as do mar. Também há alimentos em abundância, o que favorece seu crescimento. Quando as tainhas estão prontas para a desova saem do estuário em direção ao Norte, fechando o ciclo, que demora até três anos.

Nem todas as tainhas capturadas pelas redes em nosso litoral, do Espirito Santo ao Rio Grande do Sul, são tainhas brasileiras. Muitas vêm dos estuários do rio da Prata, no Uruguai e na Argentina, aonde são chamadas de "lisas".

Viajando em grandes cardumes, já chegaram a ser pescadas na Ilha de Santa Catarina em lanços de até 200 mil peixes. Sua pesca é feita em todo litoral do Brasil. É chamada também de Curimã ou de Bicudo no Nordeste e Norte brasileiros. Em Portugal é conhecida por Muge, Mugem, Liça ou Fataça.

TEM TAINHA NA RUA!

O grito das ruas! 
"Não é ladainha, essa tarifa está mais cara que Tainha."

(Manifestações de rua em junho de 2013)

A LÍNGUA DO MAR

Foto Fernando Alexandre
" A linguagem desses habitantes das costas ocupados só na pesca e vivendo dela, tem um tipo especial que me impressionou logo ao ouvi-los. Descritiva em geral, ela recebeu o rápido esboçar dos quadros das súbitas tempestades; o morno embater das vagas sonolentas na praia deu-lhes um tal ou qual cadência nas palavras, e o hábito desse silêncio prolongado das pescarias tornou esses homens algum tanto pensativos.”

(Fragmento do romance "A Massambu", publicado no sec. XIX, de Duarte Paranhos Schutel, Florianópolis 08/08/1837 - 06/10/1901)

TAINHA CANTADA


Comandante Zenaide, pescadora de tainhas e chefe do "Restaurante Pedacinho do Céu", no Pântano do Sul, canta em versos a Rainha dessa temporada...

DEU ANCHOVA NA TAINHA

Fotos Carlos Pontalti

O tempo é de Tainhas! Mas ontem, camaradagem da embarcação "Vô Olíbio", da Armação do Pântano do Sul, foram para o mar e voltaram com uma surpresa: mais de uma tonelada de Anchovas, em plena época e safra de Tainhas!

ESSA TAINHA FAZ CÔSA!

TAINHA E TRADIÇÃO


Pesca da tainha em Arraial do cabo, RJ.

Pesca da tainha, tradição centenária se renova a cada ano

A prática da pesca da tainha no Brasil é do tempo em que aqui ainda não havia chegado nenhum europeu. Uma tradição indígena que se renova ano após ano. A primeira descrição deste tipo de pesca data do século 16.

Hans Staden, em 1557, descreve a pesca da tainha

“Além disso têm pequenas redes (referindo-se aos Tupinambás). O fio com que a emalham obtêm-nos de folhas longas e pontudas que chamam tucum. Quando querem pescar com estas redes, juntam-se alguns deles e colocam-se em círculos na água rasa, de modo que a cada um cabe determinado pedaço da rede. Vão então uns poucos no centro da roda e batem nágua. Se algum peixe quer fugir para o fundo, fica preso na rede. Aquele que apanha muito peixe reparte com os outros que pescam pouco.”


Eis a primeira descrição da pesca da tainha. O alemão viera ao Brasil e trabalhava com artilheiro no forte de Bertioga quando foi preso pelos Tupinambás, cujo chefe Cunhabebe, morava na hoje ilha Anchieta. Staden passou alguns anos preso. E descreveu suas atividades cotidianas. Até hoje a pesca é feita nesta base.

Conheça a tainha

O site oceana Brasil explica o ciclo de vida. “A tainha (Mugil liza) tem um ciclo de vida que a torna particularmente frágil à pesca intensa. Depois de viver seu primeiro ano no mar, ela entra nos estuários e lagoas costeiras, onde cresce até 4 a 6 anos, quando atinge a idade adulta.”

“A partir daí, a cada outono, machos e fêmeas formam grandes cardumes para empreender uma longa jornada. Cada tainha vai desovar até 5 milhões de ovos. Eles dependerão do acaso para serem fecundados, formarem pequenos juvenis, que se dirigirão para os estuários, onde crescerão e fecharão o ciclo da vida. A chamada safra da tainha acontece entre abril e julho, durante a migração reprodutiva da espécie.”

tainha, imagem, www.lagubras.com.br.

De onde vêm as tainhas pescadas no Brasil

Segundo a Oceana, “O estoque sul desta espécie migra anualmente de estuários na Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul, no Brasil, podendo chegar até o Espírito Santo, dependendo das condições climáticas.”

Mas os estoques no País estão sobrexplorados. Todos os anos temos uma batalha jurídica. Pode-se ou não, pescar a tainha? Em 2019 não foi diferente. O site www.nsctotal.com.br explica. “Em 2017, a ONG Oceana apresentou um levantamento do estoque de tainhas e a proposta do sistema de cotas, usado em boa parte do mundo para controlar as capturas.”

“O governo federal adotou o sistema pela primeira vez na safra de 2018. Mas houve problemas no controle de capturas da pesca industrial porque a pescaria foi muito intensa e rápida. Os próprios armadores suspenderam a safra, antes do governo, ao perceberem que haviam extrapolado a cota. Pescaram 114% além do que poderiam.”

Do alto, o vigia avisa os pescadores na praia da chegada do cardume.

Pesca da tainha hoje, saiba como acontece hoje

A explicação é do gazetadopovo.com.br. “Um dos motivos que explicam o grandeza da tainha para os catarinenses é a forma como o peixe é capturado. Em Florianópolis, as comunidades tradicionais pesqueiras se unem nos meses do outono e inverno. A pesca da tainha exige trabalho coletivo. Em maio começou a montagem dos ranchos nas praias, autorizados pela prefeitura.”

“Em um ponto alto, um integrante dos grupos de pescadores, conhecido como vigia, fica responsável por monitorar a aproximação dos cardumes. Ao avistar a chegada das tainhas, ele avisa seus companheiros por rádio. Estes, se apressam em colocar as canoas na água e jogar a enorme rede de arrasto. A última etapa envolve duas equipes, que precisam puxar a rede em pontos diferentes até a areia.”

A canoa puxa a rede.

Laguna dos Patos, local de criação das Tainhas

Cerca de 80% da pesca da tainha é realizada em Santa Catarina onde ela é considerada Patrimônio Cultural. Os cardumes saem da Laguna dos Patos, no Rio Grande do Sul, especialmente quando venta de sul. Uma curiosidade da tainha é que ela nada sempre a favor das correntes, daí a importância do vento sul que faz com que os cardumes subam a costa brasileira, rentes à ela, onde procuram estuários com águas mais quentes para entrar.

Ali desovam e voltam ao mar. A safra de 2019 teve início em 1º de maio (pescadores artesanais). E cerco e traineiras, a partir de 1º de junho. Só em Santa Catarina há 13 mil pescadores de tainha.

Pesca da tainha em números no Brasil

A Oceana é quem explica: “O Brasil tem uma das maiores pescarias de tainha do mundo. Ela é responsável pela mobilização de uma frota industrial de traineiras e frotas de média escala como o emalhe anilhado, além de milhares de pescadores artesanais em todas as regiões das lagoas e estuários da planície costeira dos estados das regiões Sul e Sudeste. Do ano 2000 até 2015, os desembarques totais registrados de tainha desde São Paulo até o Rio Grande do Sul variaram de 2 a 13 mil toneladas/ano de peixe fresco para consumo interno.”

“De 2007 a 2013, essa pescaria produziu entre 170 e 600 toneladas/ano de ovas (botarga) e moelas de tainha processadas para exportação, sendo responsável pela movimentação de algo entre 3,5 e 10 milhões de dólares, anualmente.”

A Folha de S. Paulo, em matéria de junho de 2018, diz que “há relatos de até 25 mil tainhas pescadas em apenas uma ação em anos anteriores.”

Safra 2019

A temporada foi fraca. Segundo o www.nsctotal.com.br, “pescadores do Litoral catarinense estão apreensivos. Até o momento foram capturadas 9,5 toneladas do peixe, segundo a Federação de Pescadores do Estado de Santa Catarina (Fepesc).”

“Isso é pouco perto da expectativa de pesca para este ano, que é de 2 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, havia sido capturadas 520 toneladas de tainha. Segundo os pescadores, ainda não esfriou o suficiente, nem ventou sul forte, para que as tainhas subam a costa.”
‘Vão então uns poucos no centro da roda e batem nágua’

Da descrição de Hans Staden, no século16, até hoje. Veja o pescador com o remo levantado, ponto para bater na água.





O pescador usa o remo como porrete.
E bate com força n’água. “Se algum peixe quer fugir para o fundo, fica preso na rede”. E uma última curiosidade sobre este tipo de pesca. Em Cananeia, litoral sul de São Paulo, flagrei um pescador de tainha ajudado por um golfinho, uma incrível interação entre o homem e os mamíferos marinhos.

Safra da tainha 2020

A Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina (Fepesc), informou que, ao fim do mês de maio, 557 toneladas de tainhas formam capturadas. A a expectativa é capturar entre 1,8 mil e 2 mil toneladas em 2020.

E, convenhamos, tainha assada é uma das coisas deliciosas que o mar nos dá.

Fontes – Livro: Hans Staden, Duas Viagens ao Brasil, Ed. Universidade de São paulo. Virtuais: https://brasil.oceana.org/pt-br/protegendo-tainha/tainha-caracteristicas-biologicas-e-vulnerabilidades; https://www.nsctotal.com.br/noticias/safra-da-tainha-comeca-nesta-quarta-feira-com-a-pesca-artesanal-no-litoral-catarinense; https://brasil.oceana.org/pt-br/pesca-da-tainha-informacoes-que-voce-precisa-saber; https://www1.folha.uol.com.br/turismo/2018/06/regras-e-crendices-protegem-pesca-da-tainha-em-bombinhas-sc.shtml; https://www.nsctotal.com.br/noticias/pesca-artesanal-da-tainha-continua-fraca-apos-mais-de-um-mes-do-inicio-da-safra-em-sc; https://www.nsctotal.com.br/noticias/pesca-da-tainha-em-santa-catarina-ultrapassa-500-toneladas-em-maio?fbclid=IwAR3ML4HUNT6OzU18S6R8w4abs-Ufx35X6MtY5nIncz8WEAKD5MCnuRWM05w.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

O MAIOR LANÇO DESTA SAFRA?

Foto Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade

Pescadores capturam em único lanço 23,9 mil tainhas na Praia dos Ingleses


A manhã de quarta-feira (03) está sendo histórica na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. Em um único lanço, os pescadores capturaram 23,9 mil tainhas. O cardume foi trazido para a faixa de areia pela rede do Duda. Várias pessoas ajudaram a puxar a rede e depois, centenas acompanharam a contagem dos peixes em volta de um cordão que separou a montanha de tainhas da população. Muitos, saíram para casa com o peixe na mão.

As tainhas não foram apenas o centro das atenções neste ponto da praia. Nas proximidades do Rio Capivari outro lanço terminou com a captura de mais 13 mil tainhas, segundo levantamento dos próprios pescadores. Ao todo, nos dois lanços, foram 36,9 mil peixes capturados.

Este primeiro pode ser, após levantamento, um dos maiores lanços da temporada em Florianópolis. O tempo frio e o vento que predominou na terça-feira (04) ajudaram a aproximar os cardumes da costa.

No último fim de semana, mais lanços foram capturados em distintos pontos da praia em Ingleses. Além disso, semana passada também teve a captura de tainhas na Praia do Santinho, no Norte da Ilha.